Episódios de Petit Journal

Paz à vista? Impactos econômicos da guerra - Invest 117

12 de junho de 202618min
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Neste episódio do Petit Invest, analisamos a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã em negociações previstas para ocorrer em Genebra e o que está em jogo para a economia global. Discutimos como a guerra afetou mercados, governos e empresas ao redor do mundo, além dos cenários possíveis caso haja uma redução das tensões no Oriente Médio. Também avaliamos os efeitos da crise sobre os preços da energia e as perspectivas para o mercado de petróleo nos próximos meses.
O episódio explora ainda os impactos da guerra sobre inflação, juros, crescimento econômico e confiança dos investidores. Em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, analisamos como consumidores, empresas e bancos centrais reagiram à volatilidade recente e o que pode mudar caso uma solução diplomática finalmente avance.
#PetitInvest #EconomiaGlobal #Irã #Petróleo #Geopolítica
Participantes neste episódio2
D

Daniel Souza

HostEconomista
T

Tanguy Baghdadi

HostJornalista
Assuntos6
  • Acordo EUA-IrãNegociações em Genebra · Irã · Estados Unidos
  • Crise energética e Estreito de HormuzDependência de energia · Energia renovável · Brasil como polo energético · OPEP
  • Consequências econômicas das guerrasMercados globais · Governos · Empresas · Redução das tensões no Oriente Médio
  • Petróleo e Setor de EnergiaEstreito de Hormuz · Produção de petróleo · Queda do preço do petróleo
  • Inflação e Política MonetáriaInflação mundial · Juros mais baixos · Crescimento econômico · Confiança dos investidores
  • Efeitos da RaivaControle do Estreito de Hormuz · Programa nuclear iraniano · Descongelamento de ativos · Reconstrução do país · Cessar-fogo no Líbano
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Tanguy Baghdadi:Petit Journal, inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente, bem-vindos, bem-vindas ao Petit Journal. Esse é o Petit Invest número 117. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Journal. São exatamente 10 horas e 20 minutos da sexta-feira, 12 de junho. De 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor, Dangue vírgula Obagda de animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, atombante, descansado e tarifado, e com mais tarifas a caminho, e muito preocupado com esse cenário internacional, sofrendo de insônia em função das múltiplas incertezas desse ambiente pantanoso que temos vivenciado. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos vamos repercutir um pouco o ambiente de negócios, a dinâmica econômica Internacional. Esse é o Pet Invest, espaço do Pet Jornal de toda sexta-feira. E hoje vamos falar sobre as expectativas em relação a um possível acordo entre Estados Unidos e Irã nesse final de semana, projetando aí possibilidades e também impactos. Como vai, Professor Bagdadi? Tudo bem? Vamos a isso.

Daniel Souza:Tudo bem, Daniel Souza com S. Vamos lá para o último episódio da semana, se tudo der certo, obviamente, nesse Pet Invest. Número 117. Um prazer tá aqui com você, Daniel Souza. Um prazer tá aqui junto com os nossos ouvintes também. Deixar aqui um recado, né, Daniel? A gente tá chegando aí no inverno e tem uma galera que tá precisando comprar roupa de frio. Tem aquela roupa de frio do ano passado, ano retrasado, mas aquela roupinha de frio nova, né, para se esquentar, para dar inclusive de presente. Aliás, hoje é Dia dos Namorados, né? Fica aí um abraço para todos os casais que nos ouvem. E a Insider Store, Daniel, ela apresenta tudo que você precisa para passar esse inverno bem vestido e aquecido. Tem link na descrição desse episódio. E aí a recomendação é dar uma olhada lá na parte de frio da Insider Store, que você vai ver a quantidade de produto novo que tem por lá. A Insider Store tem diversificado bastante as suas linhas, tem várias cores diferentes, tudo quanto é tamanho que você possa imaginar, desde tamanhos muito pequenos até tamanhos muito grande. Tem para todo mundo e tem desconto só para você que é ouvinte do PetJornal. Não perde essa oportunidade, cheia de possibilidades aí, tanto para o filho, para dar de presente. Enfim, dá uma olhada lá na Insider Store, que eu tenho certeza que você não vai se arrepender, para passar o inverno mais confortável e mais estiloso também.

Tanguy Baghdadi:Impertível, gente, condições especialíssimas para os amigos e amigas do PetJornal. Link no descritivo desse episódio, clique, confira, vá à loja da Insider Store, que temos certeza que você vai gostar demais.

Daniel Souza:Daniel Souza, você gosta de fofoca?

Tanguy Baghdadi:Ah, gostamos!

Daniel Souza:Dizem as más línguas por aí, aí não sei se é verdade, mas dizem as más línguas que no domingo Estados Unidos e Irã podem, não estou afirmando, mas podem se reunir em Genebra, na Suíça, para finalmente assinar um memorando de paz. Memorando de paz é um pré-acordo. Memorando de paz é um, olha, a gente já acertou aqui os termos E falta só assinar, falta só a gente finalizar. Então existe a possibilidade desse memorando ser finalizado no próximo domingo, né? A gente tá gravando esse episódio aqui na sexta-feira, dia 12, portanto no domingo, dia 14, é possível que nós tenhamos um capítulo importantíssimo da história do Oriente Médio sendo finalizado, né, com essa guerra sendo encerrada. Naturalmente, Daniel, a dúvida que fica agora é que termos serão colocados, né, para encerrar esse conflito. E quais são as consequências econômicas, né? A gente tá aqui no Petinho Investe para debater exatamente isso. O que que a gente pode esperar como consequências econômicas de um cenário como esse? Óbvio, né, do ponto de vista político também. Mas o fato, Daniel, é que os Estados Unidos, eles estão com uma certa pressa para fechar esse capítulo. Os Estados Unidos iniciaram essa guerra contra o Irã à esteira daquela intervenção que fizeram contra Venezuela, uma intervenção muito rápida, durou apenas algumas poucas horas, capturaram Nicolás Maduro, sucesso total do ponto de vista americano, né? Capturaram o cara, ficaram com as reservas de petróleo e tal, deu tudo certo. Tentaram reproduzir mais alguma coisa contra o Irã, mataram o líder supremo em poucas horas. A expectativa, portanto, era que rapidamente o regime caísse, que você não tivesse maiores problemas. E estamos aqui com meses e mais meses de guerra, longe de uma solução, e o Irã deixando muito claro que enquanto as suas demandas não forem atendidas, a guerra continua, o Estreito de Hormuz continua fechado. Queima aí, você vai ter eleição, eu não vou ter eleição, tá tudo bem por aqui. Eu tô sofrendo, toma, você tá sofrendo junto comigo. E é uma boa lição que eu tenho para te ensinar. O Irã, Daniel, tem algumas demandas, e claro que o Irã não me parece ter expectativa de que todas elas sejam cumpridas, mas que uma boa parte delas sim. É, uma delas, por exemplo, é o controle do Estreito de Hormuz. Estreito de Hormuz, ele, olha, é o seguinte, não é mais como era antes. Agora é diferente. Sou eu que determino quem é que pode passar, sou eu que determino se vão ter que pagar para passar por aqui ou não. E se não gostou, eu mantenho esse negócio fechado, não tem problema. Segundo ponto, é, o Irã ele exige também que possa manter o seu programa nuclear. A gente pode colocar balizas, colocar balizas, eu posso ter, apresentar transparência, não tem problema, mas o meu programa nuclear não será encerrado. Eu não quero novos ataques contra o meu programa nuclear.

Tanguy Baghdadi:Programa nuclear que foi destruído pelos Estados Unidos duas vezes nos últimos 12 meses. É isso, né, Tanguy?

Daniel Souza:É aquele mesmo, foi destruído, mas foi destruído mais ou menos, e que foi iniciado pelos próprios Estados Unidos na década de 50. Então os Estados Unidos começaram, aí disseram que destruíram, mas não destruíram, e depois disseram que destruíram de novo, mas não destruíram exatamente. É isso aí mesmo, Daniel, esse aí você lembrou, é esse programa nuclear mesmo. Eles também querem o descongelamento de ativos iranianos congelados no exterior. Querem é que os Estados Unidos arquem com a reconstrução do país por conta dos bombardeios. Então fala aí num pacote bilionário, né, para reconstrução do país. Além também de que qualquer tipo de cessafogo engolve também o Líbano. Não é para Israel ficar atacando o Líbano, ficar atacando o Hezbollah. Uma violação do cessafogo no Líbano significa uma violação de qualquer tipo de estabilidade regional. Eu queria te ouvir, Daniel, o que que você acha dessas condições todas? E principalmente quando a gente pensa nas crises, ela sempre deixa um legado, né? A crise ela sempre deixa um trauma e tal, e o mercado, né, a economia costuma responder a isso, né? Costuma lidar com as coisas de forma diferente depois de uma guerra. Como é que você vê, Daniel, se você tivesse que analisar o legado desse conflito, como é que você veria?

Tanguy Baghdadi:Em primeiro lugar, Tanguy, me parece importante registrar que ao conseguir algumas dessas exigências, o Irã terá sido o vitorioso desse conflito. Se ele consegue duas ou 3 dessas exigências já é algo muito impressionante. O Irã espera a reconstrução do país, o Irã espera manter o programa nuclear, o Irã espera manter o controle do Estreito de Hormuz, espera ali que você tenha o descongelamento de ativos, a remoção de sanções. Tudo isso junto e somado faria com que o Irã estivesse numa situação muito melhor depois da guerra do que estava antes da guerra. E, mesmo assim, parece que os Estados Unidos estão dispostos a ceder muito. E estão dispostos a ceder muito por conta de um certo desespero para que haja uma retomada de algum grau de normalidade na economia mundial. E aí é que chegamos justamente ao ponto aqui de nossa análise. Afinal, os Estados Unidos têm a expectativa de que o Estreito de Ormuz volte a ser reaberto e que o petróleo volte a fluir com normalidade e regularidade para o mercado internacional. Em isso acontecendo, você vai ter uma queda importante do preço do petróleo. O Trump chegou a falar em desabamento do preço do petróleo essa semana, e sim, essa é uma possibilidade, porque você tem uma grande quantidade de petróleo que está represada no Golfo, E que, se essa grande quantidade de petróleo é jogada no mercado, o que acaba acontecendo é que você tem uma queda importante. Muito provavelmente, não retomaríamos ao patamar de preço de petróleo anterior à guerra, justamente porque você teve ali alguma infraestrutura produtora de petróleo e gás no Golfo Pérsico destruída por ataques, particularmente ataques ucranianos com ataques iranianos, contra infraestrutura de aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. Consequentemente, você tem ali algum impacto que tende a demorar um pouco mais de tempo para ser eliminado. A bem da verdade, nós também temos tido um aumento da produção de petróleo e gás fora do Golfo Pérsico, e consequentemente, isso também pode mitigar uma parte do problema. Na medida em que você tem ali uma redução significativa do preço do petróleo, a inflação mundial tende a baixar. No que a inflação mundial tende a baixar, você passa a ter espaço para juros um pouco mais baixos do que você teria se não houvesse essa redução da inflação. Aliás, essa é a conta do governo dos Estados Unidos. Nessa semana, nós tivemos uma alta do juro na zona do euro. Os Estados Unidos apresentaram a inflação de 4,2% ao ano, O que significa que o Fed muito provavelmente terá que aumentar juros se nada mudar, se nós continuarmos tendo essa pressão inflacionária que estamos tendo. Portanto, se você elimina do cenário internacional essa guerra que acaba envolvendo basicamente o Estreito de Hormuz e a produção de petróleo no Golfo Pérsico, os indicadores econômicos, as expectativas econômicas melhoram muito. E melhoram já no momento em que o acordo é celebrado, porque expectativas importam em economia, expectativas impactam o ambiente econômico. Se a questão de Hormuz está resolvida, a inflação vai ser mais baixa, os juros vão ser mais baixos, o crescimento tende a ser um pouco melhor, o ambiente de negócios melhora, o otimismo aumenta em função, justamente, desse "bode na sala" que acaba sendo removido. É isso que leva o governo dos Estados Unidos a estar cogitando aceitar demandas tão altas dos iranianos. E os iranianos sabem disso, e por isso que estão exigindo alto, justamente para saírem dessa guerra não só mais protegidos, porque a chance de um novo ataque americano é remota, pelo menos no curto e médio prazo, e também por conta dessa possibilidade de sair em condições econômicas melhores do que entraram quando o conflito começou.

Daniel Souza:A gente teve, por outro lado, Daniel, 4 anos aí, 4 anos e pouco, de abalo muito sério de algumas certezas basilares, né, da economia mundial. Durante muito tempo, a Europa, ela tinha certeza que podia continuar comprando gás natural russo a preços baixos. Certeza, eu não tenho dúvidas. Eu posso direcionar toda a minha economia para uma energia barata que vem da Rússia, porque você imagina, a Rússia não vai fazer nada. Assim como também havia uma certeza muito grande que o petróleo saudita, de que o petróleo do Kuwait, né, de que o gás natural do Catar, ele tá aí, ele vai estar disponível, não há dúvida disso. Eu posso não ter acesso ao petróleo do Irã porque o Irã é sancionado, porque eu não gosto do Irã, porque é uma ameaça e tal. Agora, da Arábia Saudita, Daniel, claro que vai estar, cara. É óbvio que o petróleo do Iraque, né, que é escoado exatamente pelo Golfo Pérsico vai estar aí. Então você tem um abalo, né, um choque muito grande quando a Rússia invade a Ucrânia, e 4 anos depois você tem uma guerra em Ormuz. Me parece que esse também é um legado de longo prazo, né. A gente, os países de uma forma geral, eles começam a olhar para energia, fala assim, cara, energia não é mais um dado tão simples assim. Eu não posso mais tomar isso aqui como algo que sempre vai ter. Pode não ter, pode não ter. Aí você tem os Estados Unidos colocando barreiras para cima e para baixo. Estados Unidos são exportadores importantes de petróleo. Será que os Estados Unidos não podem eventualmente parar de exportar petróleo, restringir quem é que pode comprar petróleo, não pode? E aí quem olhou isso, quem viu isso com uma certa antecedência, foi a China, né? Já começou a tentar ali diminuir sua dependência, continua sendo muito dependente, claro, de importações, mas começou a tentar diminuir, começou a armazenar mais, ter alternativas para energia limpa. Me parece que quando a gente pega esses 4 anos aí, esse é um ponto que a gente não tem como evitar, né?

Tanguy Baghdadi:Não, não tem como evitar, Tanguy. Me parece que essa crise no Oriente Médio no ano de 2026, ela vai trazer consequências estruturantes. A consequência número 1 é que o Golfo Pérsico vai perder espaço no mercado internacional de energia. Outros produtores vão ganhar espaço. Você vai querer diminuir a sua dependência em relação ao Golfo Pérsico e vai realmente ter outros fornecedores. Uma segunda consequência é que os países do Golfo vão investir, aliás, já estão fazendo isso, em alternativas de escoamento que não passem pelo Estreito de Ormuz. São mais caras, são complicadas muitas vezes do ponto de vista geopolítico, mas paciência, eu não posso mais ficar tão vulnerável a um ponto no qual pode se fechar a qualquer momento e, consequentemente, gerar ali uma desorganização profunda da minha economia. Uma outra consequência me parece que energia renovável vai ser muito estimulada, não por uma questão ambiental, mas por uma questão econômica. Eu não quero mais depender de importação de petróleo como eu dependia antes, porque o petróleo pode me deixar na mão. Certa estava a China, que investiu em descarbonização, investiu em eletrificação. E é muito interessante porque o Brasil, nesse sentido, ele está muito bem posicionado, de novo, porque o Brasil acaba sendo um polo gerador de energia renovável, tanto energia hidrelétrica, quanto eólica, quanto solar. O Brasil, nesse sentido, tem tantas alternativas do ponto de vista energético que não se limitam ao fato do Brasil ser um gigantesco produtor de petróleo, e produzir mais de 4 milhões de barris por dia. E, quando a gente observa realmente esse ambiente internacional, é um ambiente reorganizado, é um ambiente onde os países do Golfo Pérsico não vão ter o prestígio que tinham no passado. E mais, me parece que a OPEP está golpeada de morte, Tanguy. Quer dizer, a relevância da OPEP só tende a cair daqui para frente. Uma OPEP que não é exclusiva de países do Golfo, mas os principais e mais ativos países da OPEP estão no Golfo. É o caso da Arábia Saudita e do Kuwait, por exemplo. E esses países, eles acabam perdendo espaço nesse novo cenário internacional onde a geopolítica ganha força. E uma outra consequência que permanece é a questão do regime iraniano. O regime iraniano sai fortalecido. O regime iraniano realmente vai poder até aprofundar a repressão doméstica e não vai ter quem salve os inimigos internos do regime iraniano, os opositores internos do regime iraniano, na medida em que os Estados Unidos da América atacaram o regime dos aiatolás e acabam saindo derrotados. É disso que se trata. O Trump pode dizer o que ele quiser para o público doméstico, que conseguiu vitórias maiúsculas, que conseguiu conter o Irã, etc., isso não é real. Quando a gente pensa do ponto de vista pragmático, o Irã sai vitorioso desse conflito e o Oriente Médio, mais especificamente o Golfo Pérsico, sai menor. Assim como a busca de alternativas renováveis e não petrolíferas do ponto de vista energético Também algo que ganha força dentro desse novo ambiente.

Daniel Souza:Vamos acompanhar, Daniel. O cenário que a gente trouxe aqui foi óbvio, né, pensando que existe a possibilidade, né, de algum tipo de acordo ser fechado, sinalizado nesse próximo domingo, né, como eu falei no início do episódio, em Genebra. E essa possibilidade existe. Pode ser que de última hora, como aliás já aconteceu outras vezes, né, de última hora um acordo não foi fechado, algum ponto, né, o Irã não aceitou, os Estados Unidos não aceitaram, Israel pressionou. Pode acontecer, claro que pode. Mas em se tratando desse conflito, existe de fato a possibilidade dele ser finalizado agora. Os Estados Unidos precisam, o Irã também, claro, gostaria que o acordo fosse finalizado desde que fosse a contento. E a gente volta a falar sobre isso na segunda-feira, no episódio que a gente vai gravar à noite. A gente não vai ter episódio na segunda-feira de manhã, mas à noite a gente volta com toda repercussão do que pode ter acontecido ou não acontecido. Né, não acontecer alguma coisa é uma informação importante para a gente também. Daniel Souza, nos vemos então na segunda-feira. Um abraço e até a próxima.

Tanguy Baghdadi:Valeu, tchau tchau! Petit Jornal, inteligência e irreverência em doses diárias. Acesse www.petitjornal.com.br.

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