Episódios de Petit Journal

Eleição na Colômbia - BP 1086

01 de junho de 202631min
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A Colômbia define os candidatos que disputarão o segundo turno presidencial em uma eleição marcada por polarização, desafios econômicos e preocupações com segurança pública. No episódio analisamos o resultado da votação, o perfil dos finalistas e os possíveis impactos para a política colombiana e para a região. Também discutimos pesquisas que indicam níveis historicamente baixos de intenção de voto para o Partido Republicano nos Estados Unidos, em um momento de forte desgaste político e econômico.
Abordamos ainda o avanço militar de Israel no sul do Líbano, com a tomada do Castelo de Beaufort ao norte do rio Litani, além do caso de Malta, cujo desempenho econômico continua despertando interesse internacional.
Na Geleia da Shakira, uma cerimônia oficial com a presença do rei da Espanha acaba marcada por um incidente envolvendo a bandeira nacional.
#Colômbia #Geopolítica #EstadosUnidos #OrienteMédio #PolíticaInternacional
Assuntos11
  • Suspensao de producao de gas natural israelenseBenjamin Netanyahu · Faixa de Gaza · Cessar-fogo · Linha amarela · Hamas
  • Roubo de ouro na CIADavid J. Rush · CIA · Barras de ouro · FBI
  • Eleicoes ColombiaColômbia · Segundo turno presidencial · Polarização · Desafios econômicos · Segurança pública
  • Tensão no Estreito de HormuzEstreito de Hormuz · Irã · Estados Unidos · Oman · Questão nuclear
  • Rearmamento AlemãoRússia · Alemanha · Japão · Carta da ONU · Segurança global
  • Conselho de Paz do TrumpDonald Trump · Conselho da Paz · Faixa de Gaza · ONU · Banco Mundial
  • Compra de caças Gripen pela UcrâniaUcrânia · Suécia · Estados Unidos · União Europeia · Caças Gripen
  • Declarações de Donald TrumpDonald Trump · Departamento do Tesouro · Independência dos Estados Unidos
  • Operacoes Militares Israel LibanoIsrael · Líbano · Castelo de Beaufort · Rio Litani
  • Expansão do Republicanos na AlespPartido Republicano · Estados Unidos · Intenção de voto
  • Desempenho Econômico
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Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.

Olá, gente! Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Bate-Papo número 1085. Estamos gravando uma live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 17 horas e 22 minutos da quinta-feira, 28 de maio de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece, corta em vírgula, ô Bagdade, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado, ressarcido, preocupado com insônia.

Muita insônia tem o professor Bagdadi em função das múltiplas preocupações do cenário internacional. Um mundo pantanoso, incerto, inseguro, que traz aí essa dificuldade de dormir com tranquilidade e relaxamento para o professor Bagdadi. Temos também Daniel Souza, que é esse que eu vos falo ao longo dos próximos minutos. Vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Como vai, professor Bagdadi? Tudo bem? Vamos a isso!

Tudo bem, Daniel Souza com S, vamos lá para esse bate-papo 1085. Hoje é quinta-feira, né, Daniel Souza? O último bate-papo da semana. Caso nada demais aconteça, né? Sabemos aí que, pô, se o mundo enlouquecer de novo, né? A gente volta com algum episódio extra, mas em condições normais de temperatura e pressão. Esse é o último bate-papo da semana. Amanhã a gente tem mais um episódio, que é...

o Petin Invest, o nosso episódio toda sexta-feira. E, Daniel, eu queria deixar um convite para quem nos ouve e tal. Se você tiver interesse em palestras, eu e o Daniel Souza, a gente vai estar muito feliz em levar palestras para a sua empresa. A gente pode trazer, naturalmente, uma atualização acerca do cenário internacional de acordo com a sua necessidade, de acordo com o negócio da sua empresa, de acordo com...

a necessidade que você tem em termos de mercado, em termos de impacto internacional. Tem um e-mail que está na descrição desse episódio. Vem com a gente porque a gente vai ficar muito feliz de estar junto com você. Daniel, quero começar esse nosso episódio. Diga-me. Aliás, acaba sendo muito bacana. A gente tem tido ótimas experiências. Conseguimos customizar para cada empresa, para cada segmento, o impacto da dinâmica internacional.

sobre o negócio da empresa, o ambiente econômico, também perspectivas, cenários, de meio no descritivo desse episódio. Daniel Souza, eu queria começar o nosso episódio hoje falando sobre o Oriente Médio, porque a gente teve uma notícia que continua, que dá continuidade, uma série de episódios que a gente fez um tempo atrás falando sobre Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou no dia de hoje que ordenou ao exército israelense que assuma o controle de 70% da faixa de Gaza. A gente está falando, Daniel, sobre um momento no qual, a princípio, pelo menos, há um cessar-fogo em vigor desde outubro do ano passado.

A gente está falando sobre um esforço grande que foi feito até se conseguir chegar nesse cessafogo. E o pronunciamento do Netanyahu foi feito hoje, aliás, muito significativo. O pronunciamento dele foi feito na Cisjordânia, na parte da Cisjordânia ocupada por Israel.

E a gente está falando, portanto, sobre uma ampliação da ocupação israelense sobre a faixa de Gaza. No momento em que a trégua foi anunciada lá atrás, Daniel, a parcela da faixa de Gaza que estava ocupada por Israel estava na casa dos 50%, o que já é muito, Daniel. A gente está falando sobre um território pequeno, um território com uma população muito grande. A gente está falando sobre 2 milhões de pessoas num território pequeno.

Só para a gente ter uma ideia, eu sempre gosto de ter algum tipo de referencial.

A faixa de Gaza é mais ou menos o tamanho do município de Maricá. Maricá é um município aqui do Rio de Janeiro que ficou famoso por conta do Eduardo Paes. É um município pequeno, da região dos lagos e tudo. Aquilo ali é o tamanho da faixa de Gaza, com 2 milhões de pessoas. Eu fico imaginando se tivesse 2 milhões de pessoas em Maricá, o que ia acontecer naquela região. E Israel já ocupava 50% na época.

do cessa-fogo. Esse número já tinha sido aumentado recentemente para 60%, isso tinha sido anunciado, aliás, esse mês agora, no dia 15 de maio, e agora há uma ampliação ainda maior para 70%. Repito tudo isso em meio ao cessa-fogo. Então não é que está tendo uma guerra em curso, não é que o Hamas está sendo acusado de eventualmente...

fazer novos ataques, enfim, isso não está acontecendo nesse momento e a gente tem, portanto, um aumento significativo dessa ocupação. É aquela coisa, né, Daniel, quando você ocupa um território maior, você começa a tentar fazer com que aquilo seja considerado um fato consumado.

Olha, Israel já está aqui, né? Já pegou um território maior, já pegou uma parte maior. De modo que lá na frente, quando você fizer alguma concessão e voltar para os 50%, muita gente vai respirar aliviada. Ufa, né? Saiu dos 70% e veio para os 50%, veio para os 40%.

Mas ainda assim, é uma ocupação ilegal, é uma ocupação irregular. Pelas regras do Cessar Fogo, as forças amares de Israel deveriam se retirar para além da chamada linha amarela. A gente falou muito sobre essa linha amarela na época do Cessar Fogo. A faixa Gaza foi toda dividida, de 50% que estaria ocupado por Israel ao longo desse período do Cessar Fogo e os outros 50% sem ocupação israelense, onde você ainda teria uma força bastante grande do Hamas.

Mas nesse momento essa linha amarela está sendo violada. Israel está ficando com, era 50%, foi para 60%, agora 70%. A gente nunca pode desconsiderar, Daniel, o fato de que o foco internacional nesse momento, já há algum tempo, não é mais Gaza. Gaza foi um foco muito importante.

Em 2023, 2024, uma parte considerável de 2025, mas no atual momento está todo mundo olhando para Hormuz, o que permite, portanto, a Netanyahu fazer determinados movimentos sem que haja uma gritaria muito grande, um foco muito grande. Naturalmente, ele sabe disso, principalmente levando em consideração que, como você trouxe alguns episódios atrás, nós teremos eleições em Israel em breve.

Então, naturalmente, ele está tentando mobilizar a base dele para conseguir mais um mandato. A gente sabe que Israel está passando por uma mudança demográfica importante. A população mais cosmopolita, laica, das principais cidades, a gente sempre imagina a população laica de Tel Aviv, que é uma cidade mais cosmopolita, ela está diminuindo em termos percentuais, ao passo que a população mais conservadora, que é exatamente aqui, olha para esse estilo de movimento.

com naturalidade, aliás, com apoio, vem crescendo. É exatamente essa a base que agrada o Netanyahu, que vota no Netanyahu. Então a gente tem aí uma violação importante do acordo de cessar-fogo de outubro do ano passado. Vamos ver, Daniel, porque a tendência é que isso acaba levando a uma escalada de tensões novamente na faixa Gaza, que é uma região que pode acontecer qualquer coisa, Daniel, mas tudo acaba prejudicando a população civil ali da região, Daniel.

E claro que existe uma conta política do Netanyahu, afinal faz esse movimento em um ano eleitoral e consequentemente sinaliza para alguns grupos importantes dentro da corrida eleitoral, na visão dele, que ele tem ali um projeto de alargamento justamente.

do Estado de Israel, o que agrada muito esses grupos, principalmente aqueles mais radicalizados, e que são importantes para ele tentar manter o cargo como primeiro-ministro e, consequentemente, fugir da cadeia, fugir do escrutínio em relação ao que aconteceu em 2023. E vencer esse processo eleitoral acaba sendo muito importante para ele.

Aliás, falando sobre Gaza, o Conselho da Paz criado por Donald Trump para reconstruir Gaza está mergulhado em uma série de problemas legais, segundo o Financial Times, e sua conta bancária tem saldo zero.

apesar das promessas bilionárias de financiamento, segundo o próprio Financial Times. Em vez de utilizar um fundo administrado pelo Banco Mundial e aprovado pela ONU, o Conselho tem recebido doações diretamente em uma conta do Banco J.P. Morgan, segundo a porta-voz da iniciativa. Essa conta, na prática, não tem qualquer tipo de mecanismo independente de transparência.

E essas doações que foram recebidas têm sido utilizadas ali para pequenas despesas desse Conselho da Paz. Nós tivemos, inclusive, algumas promessas que foram feitas no lançamento desse projeto.

Aliás, o Donald Trump disse que quem doasse um bilhão de dólares teria assento permanente no Conselho da Paz. Países membros chegaram a prometer doações, etc., mas ninguém chegou junto. E esses pequenos desembolsos que eu fiz referência há pouco...

pagaram basicamente o escritório do alto representante Nicolai Madenov, que é o búlgaro que ficou responsável por esse projeto de reconstrução da faixa de Gaza. Nós tivemos ali países da União Europeia que se distanciaram desse fórum. Javier Milley e o Santiago Poenha apoiaram com entusiasmo, mas sem chegar junto com o dinheiro.

E, aos poucos, esse projeto tem esfriado. Mas é Donald Trump sendo Donald Trump. Lança ali um projeto, doações, vamos levantar dinheiro, não tem acompanhamento, não tem auditoria, não tem prestação de contas, mas é uma oportunidade para lançar mão de desenvolvimento em um projeto que vai reconstruir Gaza. E, claramente, isso não está dando certo. O conselho que foi criado nesse ano...

e que seria dirigido pessoalmente pelo Donald Trump, não tem tido qualquer fruto ou qualquer encaminhamento mais concreto no que diz respeito à reconstrução da faixa de Gaza. E o projeto já era um projeto meio torto, né, Daniel? Você vai criar um projeto paralelo à ONU.

para tentar lidar com Gaza. E aí você vai ver a proposta que foi feita de criação do Conselho da Paz, não há menção à Gaza. Ou seja, a ideia dele é fazer um projeto até mais amplo, que lide com conflitos de uma forma geral. Gaza sendo apenas um exemplo, uma possibilidade, mas não tem nada que direcione a Gaza. O que torna a coisa ainda menos direcionada, ninguém sabe exatamente para que vai servir. É por isso exatamente que os países europeus não entraram. O Brasil, por exemplo, não entrou.

porque está todo mundo entendendo que é uma forma de esvaziar a ONU. E aí você vê, você não tem nenhuma capacidade de monitorar para onde vai o dinheiro, como é que vai ser a ação, qual é o organograma e tal. Então a gente vê que é, de fato, uma iniciativa pessoal de Donald Trump. É uma coisa muito mais pessoal do que exatamente de Estado. A gente vem batendo nessa tecla já tem um tempo, né, Daniel? A principal característica do governo Trump...

é a personalização. Você vai trazer a coisa para quem é que está fazendo, qual é, quem é que está liderando a iniciativa, e a gente vê com esse Conselho da Paz que a coisa, de fato, vai continuar mais ou menos nesse nível, o dinheiro indo para uma outra conta que não está sendo auditada ali pelo Banco Mundial. Daniel, eu quero deixar aqui um recado para quem está ouvindo a gente, porque se você está ouvindo a gente, você está conectado na internet.

Se você está conectado na internet, a chance de você estar vulnerável é muito grande.

E a gente, tanto eu como o Daniel, a gente usa constantemente uma VPN. Aliás, não uma VPN, a VPN, que é a NordVPN. A NordVPN, Daniel, ela garante que você tenha a proteção com uma única assinatura de até 10 dispositivos. E é uma forma, portanto, de você garantir a sua privacidade, para que você não seja...

monitorado, localizado, para que você não fique recebendo aqueles anúncios insistentes. Aliás, tem inclusive bloqueador de anúncios, funciona muito bem. Você entra no SAC para procurar alguma coisa, você não fica vendo aquele mesmo anúncio em tudo quanto é lugar que você vai, além de uma nuvem muito bem protegida para você guardar os seus arquivos e uma gestão de senhas também muito bem protegida. Tudo isso com super desconto.

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Conheça a NordVPN. Daniel Souza, com o próximo tema, com a próxima pauta, eu queria trazer mais uma vez Hormuz, porque a coisa virou uma novela, está se estendendo. A gente tem, nesse momento, um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Israel também, mas Israel está ali meio de lado nessas negociações.

um cessa-fogo por tempo indeterminado, e segundo as informações que chegaram hoje, Estados Unidos e Irã alcançaram um acordo preliminar, hoje, nessa quinta-feira, para estender o cessa-fogo por mais 60 dias. Aí fica um questionamento, o que é? Se o cessa-fogo era por tempo indeterminado, como é que você estende o cessa-fogo por 60 dias?

A explicação para isso é a seguinte. A proposta que tinha sido colocada na mesa era vamos fazer um cessar-fogo de 60 dias e ao longo desses 60 dias a gente fecha a questão nuclear, a gente negocia a questão nuclear, que é simplesmente uma das questões mais importantes e mais difíceis de serem concluídas.

Esse acordo não foi fechado, tem dificuldade para cá, dificuldade para lá, mas aparentemente a coisa está indo meio na marra, a gente precisa resolver essa questão. Então deve-se estabelecer não mais um cessafogo por tempo indeterminado, mas um cessafogo de especificamente 60 dias ao longo dos quais você tem que resolver a questão nuclear. Então seria meio que a abertura de uma janela, tem dois meses para a gente solucionar essa questão e resolver finalmente o que vai acontecer com Hormuz.

O Trump segue dizendo todos os dias que o acordo está próximo, o fim da guerra está próximo, que vai acabar a guerra, que a guerra vai acabar, o tempo todo ele fala sobre isso, só que no fim das contas o Estreio de Hormuz segue fechado. Agora, o Trump também disse, Daniel, que não estão em discussão

Qualquer tipo de medida que signifique o alívio das sanções econômicas sobre o Irã. E aí, Daniel, essa história está mal contada. O Irã já deixou claro várias vezes que só vai ter acordo se houver um alívio das sanções. E hoje sobrou, Daniel, para Oman.

A gente teve uma declaração hoje, Daniel Popartes, de diversos integrantes do governo americano, dizendo o seguinte, isso o próprio Donald Trump falou também, o estreito de Hormuz será aberto de forma completa, não haverá qualquer bloqueio para o estreito de Hormuz. Inclusive, se Oman estiver colaborando com o Irã para manter o fechamento do estreito, o Oman poderá ser bombardeado também.

A desconfiança que existe, Daniel, que Oman, que é um país muito mais frágil, né, Daniel, muito mais fraco, é um país que está doido para essa guerra acabar e tal, que Oman estaria, de uma certa forma, colaborando com o Irã na cobrança, por exemplo, de pedágio. Então, a lógica iraniana é os navios passam por ali, tem que pagar pedágio. Oman estaria sendo meio coagido a colaborar, pô, tem que pagar o pedágio, meu amigo, paga o pedágio lá para poder passar. E hoje nós tivemos a declaração.

por parte do presidente Donald Trump e do Scott Besant, que é o secretário do Tesouro, alertando para Oman, contra qualquer tentativa de Oman, de aplicar ou facilitar a cobrança de pedágios para a passagem de navios pelo Estreito de Hormuz. E a gente teve uma declaração até mais dura por parte do Trump dizendo o seguinte, são águas internacionais e Oman vai se comportar exatamente como todo mundo ou teremos que explodi-los.

Eles entendem isso, eles vão ficar bem. Daniel Souza, Oman é aliado dos Estados Unidos. E o Donald Trump está dizendo textualmente que é melhor você se comportar ou você poderá ser bombardeado, assim como...

O Irã. Então, dá a impressão mais uma vez, Daniel, que é uma política externa dos Estados Unidos que está completamente perdida, que não sabe exatamente para onde que vai, não sabe exatamente qual o próximo passo, dá uma série de sinais completamente contraditórios e agora essa ameaça a Oman. Oman, Daniel, não respondeu, coitado de Oman, Oman está ali tentando ver se a coisa passa, ver se a coisa termina.

Mas a gente vai ter que ver, Daniel, se esse anúncio de que haveria agora um cessa-fogo de 60 dias, que a gente vai ver depois, resolve a questão nuclear, ela de fato se confirma. Deixo claro aqui, eu sou muito cético. Eu acho difícil que um cessa-fogo de 60 dias agora seja aberto para você resolver a questão nuclear. Acho que está longe disso acontecer, mas a gente vai ter que ver ao longo dos próximos dias se a coisa avança, Daniel.

Tringui, segundo o Washington Post, Brandon Beach e Mike Brown, indicados políticos ao Departamento do Tesouro, têm pressionado repetidamente desde 2025 pela inclusão de uma nota de 250 dólares comemorativa pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos com a imagem de Donald Trump.

Beach chegou, inclusive, a entregar diferentes diversões de notas aos técnicos, incluindo o modelo com o rosto de Trump no centro, entre as assinaturas do próprio presidente Trump e do secretário do Tesouro, Scott Bassett. O artista britânico Ian Alexander, autor do desenho, disse ter discutido o projeto diretamente com o Donald Trump.

O presidente teria sugerido alterações à incorporação das cores da bandeira americana e o selo comemorativo dos 250 anos da independência. A legislação americana proíbe, desde 1866, a presença de pessoas vivas nas cédulas,

Regra criada após a imagem de um funcionário do Tesouro ter aparecido em uma nota de cinco centavos, nota de cinco centavos que foi publicada ali na década de 60 do século XIX. O projeto de lei apresentado ao Congresso no ano passado para autorizar a emissão de uma nota com o rosto do Donald Trump

não avançou. Aliás, a diretora do escritório de impressão, a Patrícia Soleimani e sua equipe explicaram justamente aos dois indicados políticos que havia obstáculos legais e que o processo levaria anos a mais do que imaginavam e que, consequentemente, não ia dar tempo para a comemoração dos 250 anos dos Estados Unidos. De qualquer forma,

É assustador que o presidente simplesmente tente isso, tente colocar a sua imagem numa nota de dólares americanos. É um nível de personalismo gravíssimo, é algo que acaba realmente fragilizando institucionalmente os Estados Unidos em diferentes dimensões. Quer dizer, você colocar a imagem de um presidente vivo e no cargo.

na nota de 250 dólares. Lembrando que os Estados Unidos têm até hoje notas apenas até 100 dólares, o que também seria uma modificação importante, esse avanço com notas bem mais valiosas e com um valor que não é exatamente um acaso. Ele tem claramente o objetivo de fazer uma alusão aos 250 anos de independência dos Estados Unidos.

Numa outra pauta, Tanguy, eu queria registrar que a Ucrânia anunciou que vai comprar 20 caças Krippen e receberá 16 caças doados pela Suécia em 2027. Na prática, a Ucrânia está fazendo uma escolha, que não é só uma escolha militar, é também uma escolha política.

Segundo o governo ucraniano, o Gripen é a melhor e mais adequada escolha para a Ucrânia. Os ucranianos poderiam escolher caças americanos, mas estão escolhendo caças suecas. Isso significa que, da mesma forma que os Estados Unidos têm se distanciado da Ucrânia,

a Ucrânia tem se distanciado dos Estados Unidos. A Ucrânia reservou 2,5 bilhões de euros do pacote de empréstimos de 90 bilhões de euros da União Europeia para a compra. Então, uma parte daquele dinheiro que a gente chegou a falar sobre ele aqui no Petit Jornal

Ele vai ser destinado justamente a essa compra de caças Gripen por parte dos ucranianos. As entregas do Gripen devem começar a partir de 2030. Os 16 doados servem como uma solução temporária até a chegada dos novos. O Ministério da Defesa ucraniano...

disse em maio que o acordo poderia ser assinado em questões de meses e nós tivemos hoje o presidente Zelensky falando justamente da celebração desse acordo com a sueca Grimpen, que vai fornecer caças para os ucranianos, caças que são muito bons, caças de qualidade, mas não são americanos. Isso significa um distanciamento da Ucrânia em relação aos Estados Unidos e uma aproximação dos europeus.

Os Gripen, aliás, são os caças que o Brasil comprou também, né? Exato. São modelos muito similares. Tem, aliás, uma parte desses Gripen que vão ser comprados pela Ucrânia são do mesmo modelo que o Brasil comprou alguns anos atrás. Daniel, você quer saber de bate-boca? Gosta de saber de bate-boca? Ah, gostamos. Adoramos.

Então, na última terça-feira, hoje é quinta, então anteontem, na terça-feira, o embaixador russo na ONU, que é o Vasily Nebensia, afirmou que a militarização de Alemanha e Japão representa uma força perigosa para a segurança global. Ô, Tanguy, peraí, peraí. Por isso aqui, Daniel. Peraí, peraí, a Rússia está reclamando de alguém se militarizando, é isso mesmo? Tá, tá.

Eu li isso aqui, assim, num primeiro momento eu concordei, falei, pô, realmente, realmente, Alemanha e Japão, você se armando aí, né? A gente sabe da história, né? É complicado e tal. E aí eu fui ver que quem tava falando isso era o embaixador russo, ô, ô, ô, Rússia, ô, Rússia, peraí, Rússia. Ô, Rússia, não tem condição, né, meu amigo? Você pede pra alguém falar isso pra você, mas você falar isso acaba pegando mal.

E aí, quem fala o que quer, Daniel, ouve o que não quer. O enviado japonês na ONU, que é o Kayuzuki Yamazaki, disse que o Japão sempre foi fiel à carta da ONU ao direito internacional, abro aspas, é ridículo criticar a postura de defesa do Japão como militarista.

O Japão? Também não. O Japão tem sido realmente militarista e tal. Vamos fazer a crítica aí, cada um no seu quadrado, né? É ainda mais vindo de um Estado que continua sua própria agressão militar em clara violação à carta da ONU.

E veio também a réplica alemã, a Alemanha também respondeu. Então o ministro de Estado da Alemanha para a Europa, que é o Gunther Krinsbaum, disse temos sido e continuamos a ser cristalinos sob nosso objetivo, que é viver em paz com nossos vizinhos e prevenir conflitos na Europa e em todo o mundo.

Naturalmente a Alemanha, Daniel, está tendo que se armar por conta de Rússia e Estados Unidos. A Alemanha, aliás, me arrisco a dizer que tudo que a Alemanha queria, Daniel, era não precisar ficar investindo em armamento. A Alemanha queria estar investindo em outra coisa. A Alemanha queria estar no escuro de proteção dos Estados Unidos, como está desde a Segunda Guerra Mundial, e sem ter que se preocupar.

com a Rússia. É isso. A Alemanha está numa situação que é, meu amigo, a Rússia invadiu a Ucrânia, cada dia a gente ouve falar mais sobre a Rússia, a Rússia voltou a aparecer, e os Estados Unidos estão dizendo que não vão proteger a gente. Não tem jeito, eu vou ter que gastar mais com armamentos. E o Japão, por sua vez, tem, de fato, aumentado a sua retórica militarista, tem aumentado gastos militares, e tem sua preocupação ali, tanto com China, quanto com Coreia do Norte.

Mas agora a Rússia parece que chegou de Marte e que não tem nada a ver com a história. Então temos aí tensões, Daniel, entre Rússia de um lado, Japão e Alemanha de outro, Daniel. Tenky, podemos avançar para a Geleia da Chaqueira de hoje, encerrando o nosso episódio aqui com uma nota um pouco diferente.

Eu tenho até medo do que você vai trazer hoje, né? Me conta. Vai. Tanguy, eu quero contar a história de David J. Rush, ex-executivo sênior da CIA, com a autorização de segurança de alto nível, que foi preso semana passada, rapaz.

acusado de roubar 303, eu disse 303, barras de ouro pertencentes à agência e escondê-las em sua casa na Virgínia. Acho que o David poderia ter sido um pouco mais criativo, né? Esconder na própria Virgínia, na casa dele. Enfim, as barras são avaliadas em mais de 40 milhões de dólares, segundo o Washington Post.

E a gente também teve ali na operação policial do FBI mais de 2 milhões de dólares em dinheiro em espécie foram encontrados na casa do David, 35 relógios de luxo, e o Rush fazia vários pedidos à CIA de ouro e dinheiro em espécie no passado recente.

E ele alegava que era para despesas relacionadas ao trabalho. O Cia, manda ouro para mim, manda dinheiro em espécie, porque tem várias operações ultrassecretas que eu preciso desse ouro, preciso desse dinheiro. E só posso pagar em ouro, só aceita o ouro. Só aceita ouro, manda para mim. Não aceita cheque, não aceita cartão, só ouro. É uma coisa impressionante.

Manda para mim. E ele havia entrado para a CIA em 2009. E, consequentemente, ele acabou surrupiando o dinheiro da CIA, rapaz. Surrupiando o dinheiro da CIA para operações top secret. Que, na prática, era a casa dele mesmo. Era mandar o dinheiro para a casa dele. Era mandar o ouro para a casa dele. De novo, acho que o seu David aí, como agente secreto, se mostrou um cara meio enrolado, né? Porque, pô...

Se a contra-inteligência Se a inteligência dos Estados Unidos É isso aí, gente, pô, dá pra melhorar, né? Do que ficar levando ouro pra casa E guardando na própria Virgínia, né? Perto da sede Da agência. O que eu acho maravilhoso Nessa notícia, Daniel, é que o cara Tá falando pra CIA, que era tão secreto Que nem a CIA podia ficar sabendo Se você ficar sabendo, pode estragar tudo Me dá esse ouro, confia em mim Que vai dar tudo certo Eu tô trabalhando em prol da segurança dos Estados Unidos

Unidos. Daniel Soto, dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio. Queria muito agradecer a presença de todo mundo. Mais uma semana de bate-papo se encerra. De novo, amanhã a gente tem o nosso Petin Investe toda sexta-feira. E queria deixar o convite. Pode chegar aí na sexta-feira à noite, no sábado, no domingo.

Quer mais Peti Jornal? Acessa lá, peticursos.com.br e dá uma olhada no catálogo de aulas que a gente tem por lá. Sempre aulas em dupla sobre tudo que você possa imaginar do que está acontecendo por aí. Tenho certeza que vai te ajudar muito a ter contexto, profundidade, vai ajudar você a entender muito o que está acontecendo no mundo afora. Acessa lá, peticursos.com.br.

Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do PetJornal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto de pé. Fica nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês. O PetJornal Mídia Pequena é um produto digital artesanal e precisa muito da ajuda de nossos apoiadores. E por isso fica aqui o nosso agradecimento a cada um deles. Fica também o convite. Se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar.

No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix. A chave Pix do Petit Jornal acaba sendo uma forma prática, instantânea, de Apoio ao Petit. Dá, inclusive, para ativar o Pix recorrente. Chave Pix no descritivo desse episódio. Tem também o link do Apoia-se e o link do Patreon. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você. Daniel Souza, amanhã estamos de volta com o Petit Invest. Nos vemos. Um abraço. Até a próxima. Valeu. Tchau, tchau.

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