Episódios de Petit Journal

PCC e CV na mira dos EUA - Invest 115

29 de maio de 202617min
0:00 / 17:39
RIO CLARO
Conheça a Rio Claro Investimentos: https://www.rioclaro.com.br/petitjournal
Para patrocínios, palestras e parcerias: contato@petitjournal.com.br
Quer conhecer nossos cursos e aulas gratuitas? Acesse http://www.petitcursos.com.br
Assine a newsletter do Petit Journal: https://petitcursos.com.br/#newsletter
Chave PIX: petitjournal.pj@gmail.com
Apoie o Petit Journal: https://www.apoia.se/petit
Se você vive no exterior: https://www.patreon.com/petitjournal
Quer apoiar pelo YouTube? Clique em “Valeu” e deixe seu apoio ou vire membro do Canal do Petit Journal no Youtube.
Inscreva-se no canal de cortes do Petit Journal:
https://youtube.com/@petitjournalcortesoficial?si=HnJloDVeGCrrSelB
Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.instagram.com/tbaghdadi/
https://www.instagram.com/danielsousaeconomista/
https://www.instagram.com/petit_journal_/
Neste episódio do Petit Invest, analisamos os impactos da decisão dos Estados Unidos de designar PCC e Comando Vermelho como entidades terroristas, medida que pode abrir espaço para sanções, bloqueios financeiros e maior pressão sobre empresas e cidadãos brasileiros em operações internacionais. Discutimos as incertezas sobre o alcance prático da decisão, seus possíveis efeitos econômicos, políticos e burocráticos, além do risco de que instrumentos de combate ao terrorismo passem a ser aplicados a redes criminosas com presença no Brasil.
Também avaliamos os impactos dessa medida sobre o cenário brasileiro, incluindo efeitos sobre segurança pública, relações com Washington e debate eleitoral. O episódio explora como a classificação americana pode alterar a percepção externa sobre o Brasil, criar novos custos de conformidade para empresas e produzir pressão política doméstica em torno do combate ao crime organizado.
#Brasil #EstadosUnidos #PCC #ComandoVermelho #PetitInvest
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

HostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

HostJornalista
Assuntos2
  • PCC CV TerrorismoPCC · Comando Vermelho · Estados Unidos · Sanções e bloqueios financeiros · Pressão sobre empresas e cidadãos brasileiros · Combate ao terrorismo · Segurança pública · Relações com Washington · Debate eleitoral · Percepção externa sobre o Brasil · Custos de conformidade para empresas · Pressão política doméstica · Risco de contaminação e contágio · Segurança nacional · Rigor burocrático · Subjetividade do conceito de terrorismo · Politização da questão · Restrição de vistos · Terras raras e minerais críticos · PIX e cartões de crédito · Política externa autônoma do Brasil · Projeto do hemisfério ocidental · Popularidade da medida no Brasil · Candidato da oposição · Atual governo · México · Cartéis mexicanos · Ações militares · Troca de informações confidenciais · Infiltração no governo · Margem de manobra do Brasil · Relação Brasil-EUA · Intervenção · Política externa brasileira · Operação internacional
  • Planejamento FinanceiroRio Claro Investimentos · Gestora completa · Planejamento de vida · Boa aposentadoria · Boas escolhas financeiras
Transcrição48 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.

Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Petit Invest número 115. Estamos aqui com a dupla de costume, Tanguy, Obagdadi. Animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retubante, descansado, tarifado, ressarcido, preocupado com a dinâmica internacional de muita imprevisibilidade, esse ambiente pantanoso.

que estamos inseridos internacionalmente. E temos também o Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos no ambiente de negócios, na dinâmica de investimentos internacional. Esse é o Pet Invest, espaço de toda sexta-feira, aqui no Pet Jornal. Como vai, professor Baguette? Tudo bem? Vamos a isso!

Tudo bem, Daniel Souza com o S, vamos lá para esse Petin Invest 115, encerrando a semana, Daniel, o último episódio da semana, nosso tradicionalíssimo Petin Invest, agora no episódio 115. Prazer estar aqui mais uma vez com os nossos ouvintes, mais uma vez com você, Daniel Souza, uma honra dividir essa bancada virtual com a sua pessoa. E, Daniel, a gente vai falar hoje sobre um tema que pode, que tem um potencial para mexer bastante com empresas brasileiras, com a economia brasileira, sabe-se lá o que pode acontecer.

E eu queria lembrar aos nossos ouvintes que planejamento é a melhor forma de você lidar com qualquer tipo de incerteza. Pô, não sei o que vai acontecer. Ao longo do episódio de hoje, a gente vai falar hoje várias vezes. Pô, a gente não sabe o que pode acontecer de fato, a gente não sabe. A melhor forma de você lidar com isso é se planejando e tendo do seu lado alguém que saiba fazer esse planejamento junto com você. É por isso que a nossa recomendação...

É a Rio Claro Investimentos, uma gestora completa para tudo o que você precisa, pensando lá na frente, pensando no seu futuro, numa boa aposentadoria, pensando num planejamento de vida com toda a assistência que você precisa para fazer uma boa carteira e para fazer boas escolhas financeiras. O link para você entrar em contato com a Rio Claro está na descrição desse episódio. Você vai ver que é um link personalizado para o Petit Jornal.

Então, só de você entrar ali, eles já sabem que você veio pelo Petit Jornal. O atendimento deles é o melhor possível.

Fica a nossa recomendação. Daniel Souza, a gente teve no dia de ontem o anúncio de que o governo dos Estados Unidos bateu o martelo e, de fato, passará a reconhecer o primeiro comando da capital, PCC, e o Comando Vermelho como grupos terroristas globais especialmente designados e organizações terroristas estrangeiras.

Isso traz uma série de consequências, Daniel. Vou falar algumas delas aqui, eu queria te ouvir depois, mas a gente passa a ter a previsão de que daqui para frente todos os bens de indivíduos ou entidades que estejam ligados a essas entidades, a esses grupos.

ou que entrem nos Estados Unidos ou que estejam em posse ou sob controle de pessoas nos Estados Unidos passam a estar bloqueados. E você passa a ter uma série de restrições para transações, negociações, fornecimento de produtos para esses grupos ou pessoas ou entidades que eventualmente possam estar ligadas a esses grupos.

Eu queria te ouvir, Daniel, qual é a sua impressão inicial quando a gente fala sobre essa designação e como é que isso pode mexer diretamente com a economia brasileira, com a previsibilidade aqui no país. Tem muitas camadas, Tanguy, essa decisão por parte do governo dos Estados Unidos. Começando com a questão econômica estritamente.

me parece que a gente vai ter muitos efeitos por aqui. Afinal, as empresas brasileiras, os bancos brasileiros vão ter que tomar muito cuidado com quem se relacionam. Aquela velha máxima do conheça o seu cliente vai ser exacerbada aqui no Brasil, justamente porque você não quer ser pego como tendo relacionamento de alguma forma.

com essas organizações criminosas, com o PCC e com o Comando Vermelho. Afinal, isso abriria espaço para que você pudesse ser sancionado nos Estados Unidos, para que você tivesse algum tipo de punição por parte das autoridades americanas. E isso traria consequências muito graves para o seu negócio. A gente sabe que essas organizações criminosas penetraram, inclusive no mercado formal, digamos assim, brasileiro.

que é, aliás, uma tradição das máfias. As máfias começam com atividades criminosas e, gradualmente, elas também vão adentrando atividades no mercado formal. Isso aconteceu em outras partes do mundo. O Brasil não é um caso único nesse sentido.

E outro aspecto que me parece ser interessante observar é que nós passamos a ter um componente a mais de risco na economia brasileira. Afinal, empresas brasileiras agora são suscetíveis a esse tipo de sanção. Isso pode, de alguma forma, trazer ali uma certa hesitação por parte de investidores estrangeiros.

e por parte de agentes econômicos internacionais, de ter relações muito próximas com empresas brasileiras, justamente pelo risco de algum tipo de contaminação e pelo risco de ter ali algum tipo de contágio em função justamente desse relacionamento um pouco mais próximo.

A gente, na prática, Daniel, a gente passa a ter uma relação com os Estados Unidos que passa a estar muito mais na esfera da segurança nacional. Uma série de temas que até agora estavam ali na esfera policial, era polícia, que ia ter que ver, que ia ter que monitorar, que ia ter que fiscalizar, agora passam para a esfera da segurança nacional. Então isso significa também um rigor muito maior, né, Daniel? Empresas brasileiras que eventualmente queiram fazer qualquer negócio com os Estados Unidos vão ser escrutinadas com um nível de rigor, com um pente fino e a sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara e sara

muito mais apertado daqui para frente, o que pode trazer consequências, Daniel, numa ordem burocrática de trazer determinados entraves. A gente sabe que quando você fala sobre terrorismo, está falando sobre um conceito muito subjetivo, o que é exatamente um grupo terrorista, como é que isso funciona exatamente. Aliás, é muito questionável se PCC e Comando Vermelho são de fato grupos terroristas. Dá para argumentar que sim, dá para argumentar que não, mas é um conceito muito largo, muito subjetivo.

e que permite aos Estados Unidos daqui para frente estabelecer uma série de restrições. Inclusive, politizar a questão, né, Daniel? Olha, eu não quero que uma determinada empresa entre no mercado americano. Essa empresa veio de onde? Veio de São Paulo. São Paulo não é aquele estado lá que tem o PCC, o núcleo do PCC, não tem uma atuação do PCC?

Bota nessa gaveta aí, bota nessa fila aí, vamos analisar, vamos ver detalhe por detalhe, tintim por tintim, vamos ver o que que tem e o que que não tem, e isso pode impactar até mesmo, né? Aqui, tudo que a gente está falando aqui é uma extrapolação, tá? A gente não sabe exatamente como é que isso vai ser utilizado, mas isso pode ser utilizado, inclusive, para restringir visto.

O professor Daniel Souza quer tirar o visto dele para ir para os Estados Unidos. Mas o professor Daniel Souza, ele mora no Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro é exatamente o berço do Comando Vermelho. Será que eu vou dar isso? Será que ele não pode estar ligado ao Comando Vermelho? Será que ele não pode estar ligado a alguma atividade que eventualmente está ligado a alguém que possa estar ligado com o Comando Vermelho? A gente passa a ter uma gama, muito grande possibilidades que se abrem.

para implementar determinadas restrições. O ponto, Daniel, é que você abre muita incerteza daqui para frente. E um outro aspecto que me parece muito importante é que aumenta muito a capacidade do governo dos Estados Unidos de pressionar o Brasil em questões que são estratégicas para o governo americano.

Nós temos, por exemplo, a questão das terras raras, dos minerais críticos. A gente tem também no Brasil a questão do PIX, que tem diminuído o espaço para operadoras de cartão de crédito dos Estados Unidos. Você tem ali o Brasil com um relacionamento forte com parceiros comerciais ao redor do mundo e tentando adotar uma política externa relativamente autônoma em relação aos Estados Unidos.

E tudo isso acaba sendo algo que incomoda o governo americano. Quer dizer, você passa a ter ali um mecanismo de pressão sobre o governo brasileiro. Olha, Brasil, se você, eventualmente, estiver cedendo as suas terras raras, minerais críticos para os meus adversários do ponto de vista internacional, pode ser que eu aperte aqui o tourniquete e, consequentemente, pressione você por uma outra área.

que é algo que vai trazer consequências para a sua economia. O governo Trump não te continge de ninguém que ele tem esse projeto do hemisfério ocidental, isso está inclusive documentado, onde você espera ter uma aliança e um alinhamento por parte dos países do continente americano à política externa dos Estados Unidos. É um pouco aquela lógica que eu não posso projetar poder internacionalmente se eu estou sendo derrotado dentro de casa.

Eu preciso ter aqui a minha zona de influência absolutamente pacificada e blindada de interesses de adversários e inimigos dos Estados Unidos para que aí sim eu possa projetar o meu poder internacionalmente. E, num certo sentido, o Brasil tem sido...

uma pedra no sapato dessa estratégia americana, porque tem tentado construir ali uma política um pouco mais autônoma e não tão alinhada aos Estados Unidos como tem acontecido em outros países, que tem se alinhado muito aos Estados Unidos, é o caso do Paraguai, é o caso da Argentina, por exemplo, que tem tido ali uma política muito mais próxima aos americanos nesse sentido. Também existe um componente eleitoral, claro, a gente está falando...

de uma sinalização que ajuda bastante o candidato da oposição no Brasil dentro de uma corrida eleitoral em paré do governo brasileiro, porque essa ação, e eu acho que a gente não pode perder isso de vista, ela é muito popular no Brasil. Quer dizer, as pessoas do Brasil estão absolutamente cansadas das organizações criminosas.

As pessoas realmente consideram o enfrentamento ao crime organizado uma prioridade, algo que aflige a sua vida, algo que impacta o dia a dia de cada um de nós. E, consequentemente, quando você tem um gesto de força vindo dos Estados Unidos da América, sinalizando que, de alguma forma, poderia haver alguma solidariedade nesse enfrentamento, isso é uma pauta muito popular dentro do Brasil.

E, consequentemente, ajuda o candidato da oposição e empareda o atual governo, porque ele vai ter que construir uma resposta que não soe como sendo uma resposta que ignore esse sentimento da população brasileira de necessidade de enfrentamento do crime organizado ou de prioridade nesse enfrentamento. Então, tem múltiplas camadas, me parece, que levam a essa decisão do governo americano nesse momento.

E olhando para outros países, Daniel, que têm uma experiência mais ou menos parecida, só para a gente ter uma noção do que pode acontecer de novo, a palavra sempre aqui é pode, a gente não sabe exatamente como é que isso vai ser utilizado, pode ser apenas uma força de pressão, pode chegar a níveis mais extremos, sabe-se lá o que vai acontecer, mas os Estados Unidos ao longo dos últimos tempos, principalmente a administração do Trump, tem subido muito o tom com o México, por exemplo.

E tem dito diversas vezes que, olha, os cartéis são grupos terroristas e, portanto, os Estados Unidos deveriam ter a possibilidade de atuar militarmente, diretamente no território mexicano. A gente chegou a ter, Daniel, a gente falou sobre isso aqui no Petit Jornal, inclusive, o Donald Trump perguntando, de maneira extremamente aberta, para a Cláudia Sheinbaum, presidente do México, vem cá.

E se a gente agisse aí, hein? Se a gente pegasse uns drones americanos, uns militares, fazer alguma operação aí e tal. E a Claudia Sheinbaum falou assim, ô Trump, é óbvio que não, é óbvio que não pode. Mas o México se vê constantemente pressionado pelos Estados Unidos, ainda mais tendo uma fronteira daquele tamanho, para enfrentar de forma mais dura os cartéis pelo risco, pelo medo de que os Estados Unidos é que tomem essa dianteira e o façam.

Tudo isso para dizer, Daniel, que quando você tem a designação de grupos como terroristas, passa a ser reconhecido como grupos terroristas, a possibilidade de ações militares está na mesa. Pode não acontecer, pode não acontecer nunca, mas passa a ser uma possibilidade que está na mesa. Inclusive, corta...

rompe um canal de comunicação entre os governos. Só para a gente ter uma ideia, a partir do momento em que um país passa a ter grupos designados como terroristas, você tem um impacto sobre a troca de informações entre autoridades, agora no caso brasileiras e americanas.

Há determinadas informações que até agora são trocadas, até o presente momento elas são trocadas, autoridades americanas e brasileiras trocam, que as autoridades americanas passam a classificar como confidenciais ou secretas. Por quê? Porque na lógica de máfia, a gente sabe que esses grupos que são considerados terroristas, eles se infiltram no governo.

Então o governo americano diz, não, então eu não posso dividir, compartilhar determinadas informações com aquele Estado, porque essa informação pode acabar chegando eventualmente nesses grupos terroristas. Então até essa comunicação fica um pouco mais complicada. A gente passa a ter um Brasil, de fato, com uma margem de manobra menor. A situação brasileira se torna...

muito mais desconfortável com esse tipo de anúncio. É interessante, então, que a gente está falando de muitos impactos, múltiplos impactos no que diz respeito ao relacionamento entre Brasil e Estados Unidos e também muitos potenciais impactos sobre a economia brasileira no que diz respeito ao seu relacionamento com parceiros ao redor do mundo. É claro que se a gente pensa no caso do México...

A economia do México tem ido relativamente bem, apesar desses problemas que têm sido enfrentados com organizações criminosas por lá, que passaram a ser classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas. Mas sempre passa a ser ali um elemento de tensão.

E existe, de novo, a gente não pode ignorar isso, um problema concreto no Brasil, que é essa penetração das organizações criminosas em múltiplas atividades por aqui, e por isso, essa enorme popularidade de uma medida como essa. É claro que a gente está fazendo aqui uma série de análises no calor do momento. Essa medida só vale a partir do dia 5 de junho.

E como se trata de Donald Trump, a gente também não pode ignorar a hipótese, a possibilidade de, em 5 de junho, o Trump mudar de ideia e jogar isso mais para frente ou repensar, dependendo do tipo de abordagem que o governo brasileiro ofereça. Às vezes você pode ter ali de novo o Donald Trump tentando negociar com o Brasil algum tipo de benefício, algum tipo de vantagem.

E a gente também não pode esquecer que o governo do Donald Trump gosta muito de projetar essa imagem de xerife, essa imagem de um governo que é implacável com o crime organizado, que enfrenta o crime organizado nas mais diferentes partes do mundo em geral, mas da América Latina em particular, para tornar a vida dos americanos mais segura.

Isso, inclusive, aparece nos comunicados que foram divulgados pelo governo americano ontem. O tempo todo essa referência, vamos tornar a vida do cidadão americano mais segura com o enfrentamento dessas organizações terroristas. E a gente também não pode esquecer que tanto o PCC como o Comando Vermelho têm operação internacional. Quer dizer, a gente está falando de ramificações, inclusive, nos Estados Unidos.

entre muitos países que essas organizações criminosas têm atuado ao longo dos últimos anos. Portanto, eu acho que a gente tem que fazer uma análise aqui com muita calma. Eu tenho visto muita paixão, né, Tanguy, em redes sociais, etc., muitas vezes em opiniões. A gente tem que olhar, de um lado, há um problema concreto, um problema que precisa ser enfrentado.

Há realmente uma demanda popular no Brasil por um enfrentamento do crime organizado. E, por outro lado, há riscos realmente à soberania, às empresas brasileiras no que diz respeito à sua capacidade de atrair recursos. Há riscos ali no que diz respeito...

o relacionamento do próprio Brasil com os Estados Unidos e até, no limite, a possibilidade de algum tipo de intervenção, como volta e meia, os americanos namoram no caso do México, e isso pode se tornar também uma possibilidade aqui no caso do Brasil. Então, a gente tem que ir com calma nessa questão, mas ela é relevante do ponto de vista eleitoral, ela é relevante do ponto de vista econômico e ela é relevante do ponto de vista da política externa brasileira.

Daniel Souza, dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio. Queria deixar aqui um super agradecimento aos nossos ouvintes e aos nossos apoiadores. Vocês são fundamentais para a gente. Sem vocês a gente não conseguiria chegar a quase 10 anos de Petit Jornal daqui a pouco. A gente só consegue por conta de vocês que nos apoiam. Se vocês quiserem apoiar o Petit Jornal, tem várias maneiras. Estão todas na descrição desse episódio.

E, aliás, Daniel, se você quer ter mais contato com o Petit Jornal, a gente tem uma newsletter gratuita.

Gratuito, 100% gratuito, a mulher até é muito boa. Ela sai todo sábado. O link está na descrição desse episódio também. É o Petit News. Se inscreve lá para a gente ter mais esse canal de contato, esse canal de diálogo. Na segunda-feira a gente está de volta com mais um episódio. Na segunda-feira de manhã, na segunda-feira à noite, tem mais um episódio. Nos vemos. Um abraço e até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.

Acesse www.petijornal.com.br

Anunciantes1

Rio Claro Investimentos

external
PCC e CV na mira dos EUA - Invest 115 | Castnews Index — Castnews Index