Netahyahu foi avisado do 7 de outubro? - BP 1152
Acesse e ganhe um desconto exclusivo no seu plano NordVPN, além de 4 meses adicionais gratuitos
https://www.nordvpn.com/petitjournal
Para patrocínios, palestras e parcerias: contato@petitjournal.com.br
Quer conhecer nossos cursos e aulas gratuitas? Acesse https://petitjournal.cademi.com.br/area/vitrine/home
Chave PIX: petitjournal.pj@gmail.com
Inscreva-se na Petit News, a newsletter gratuita do Petit Journal: https://petitcursos.com.br/#newsletter
Apoie o Petit Journal: https://www.apoia.se/petit
Se você vive no exterior: https://www.patreon.com/petitjournal
Quer apoiar pelo YouTube? Clique em “Valeu” e deixe seu apoio ou vire membro do Canal do Petit Journal no Youtube.
Inscreva-se no canal de cortes do Petit Journal:
https://youtube.com/@petitjournalcortesoficial?si=HnJloDVeGCrrSelB
Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.instagram.com/tbaghdadi/
https://www.instagram.com/danielsousaeconomista/
https://www.instagram.com/petit_journal_/
Novas revelações aumentam a pressão sobre Netanyahu: investigações apontam que Egito e Emirados Árabes Unidos teriam alertado Israel sobre uma grande ação do Hamas pouco antes do 7 de Outubro, algo negado pelo governo israelense. Analisamos também a retirada das últimas bases americanas no Iraque, encerrando mais de duas décadas de presença militar, e a prisão de cinco suspeitos de preparar um ataque contra uma base britânica utilizada pelos EUA.
Falamos ainda sobre as negociações da Colômbia com o FMI diante de uma grave crise fiscal e a decisão dos Estados Unidos de liberar mais 40 milhões de barris de sua reserva estratégica para tentar conter os preços dos combustíveis.
Na Geleia da Shakira, Javier Milei compartilha uma montagem feita por IA que transforma a Assembleia Geral da ONU em “Se Beber, Não Case!”.
#Israel #Netanyahu #Iraque #EstadosUnidos #Geopolítica
- Netanyahu sob pressao por alertas ignorados antes do 7 de outubroeleicao em Israel se aproxima·revelacoes da The Atlantic·Egito alertou sobre ataque do Hamas·Emirados Arabes Unidos tambem alertaram
- Estados Unidos liberam barris de petroleo para conter inflacaoemprestimo de 40 milhoes de barris·combate a disparada dos precos·conflito no Ira e guerra na Ucrania·impacto na popularidade de Donald Trump
- Retirada das forcas americanas do Iraque e impacto regionalfim da presenca militar americana·liberdade para o Ira atuar·Iraque como agente passivo·centralidade geopolitica do Iraque
- Inflacao na Espanha acima da media da Zona do Eurooitavo mes consecutivo de alta·acima da meta do BCE·combustiveis como viloes·turismo pressiona precos na Espanha
- Suspeitos de terrorismo presos e liberados na Inglaterradenuncia de agricultora·base aerea de Fairford·suspeitos detidos e liberados·Donald Trump critica decisao
- Javier Milei compartilha video de IA satirizando a ONUvideo imita 'Se Beber, Nao Case!'·lideres mundiais em situacoes comicas·Milei e Trump em Times Square·Macron apanhando da esposa
PetiJornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.
Olá, gente, bem-vindos, bem-vindas ao PetiJornal. Esse é o bate-papo número 1152. Estamos gravando numa live no YouTube do PetiJornal. São exatamente 17 horas e 28 minutos pelo horário de Brasília, da terça-feira, 29 de setembro de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece, cor, tangue vírgula, o Bagdadi animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado, tarifado, tarifado, muito tarifado, porque o professor Bagdadi segue em recusa, segue se debatendo para não jogar golfe com Donald Trump, consequentemente.
Acaba não tendo a oportunidade de obter uma redução tarifária. Além disso, o professor Bagdadi, muito preocupado com esse mundo pantanoso, inseguro e incerto, segue viciado em brigadeiro de colher pela madrugada. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Como vai, professor Bagdadi? Tudo bem? Vamos a isso!
Tudo bem, Daniel Souza com S? Vamos lá para mais esse bate-papo, bate-papo 1152. Um prazer estar com você aqui, Daniel, mais uma vez. Deixa os boas-vindas também a todo mundo que acompanha a gente, pessoal que acompanha a gente pelo YouTube, pessoal que tá ao vivo com a gente aqui nessa live, pessoal que vai assistir a gente no YouTube depois, pessoal que vai ouvir a gente no podcast em qualquer agregador de podcast, Apple, Spotify, onde quer que seja, seja muito bem-vindo.
A mais esse episódio, Daniel, quero começar com Oriente Médio, falar um pouquinho sobre Oriente Médio, destacando, Daniel, o fato de que está chegando a eleição em Israel. Teremos eleição em Israel no dia 27 de outubro, falta menos de um mês para as eleições israelenses. É a primeira eleição geral desde o dia 7 de outubro de 2023 e Netanyahu, portanto, será escrutinado pela população sobre se ele permanece à frente do país ou não.
No meio dessa campanha, no meio desse período em que Netanyahu tenta se afirmar como a única alternativa para a segurança dos israelenses, nós temos mais uma revelação que tende a ser muito dura com a candidatura de Benjamin Netanyahu. Segundo a revista norte-americana The Atlantic, uma revista muito conceituada quando você fala sobre temas políticos, o chefe dos serviços de informação do Egito, um cara chamado Abbas Kamel, viajou em segredo para Israel 11 dias antes dos ataques de 7 de outubro.
Isso aconteceu no dia 26 de setembro de 2023, e o objetivo dele era advertir o governo de Benjamin Netanyahu sobre a iminência de um ataque de grande envergadura do Hamas. Ele teria saído do Cairo, chegou em Tel Aviv, passou apenas 67 minutos no aeroporto Ben Gurion. Ele nem saiu do aeroporto no dia 26 de setembro de 2023. Foi o momento no qual você tinha a cúpula de Israel preparando ali, fazendo os preparativos para as comemorações, né, dos 50 anos da Guerra do Yom Kippur que tinha acontecido exatamente na data do ataque, né, mas em 1973, e que portanto ele teria passado a informação: olha, se liga aí, a gente não sabe quando vai ser, mas o Hamas está preparando um ataque de grandes proporções.
E segundo o, enfim, a informação que a gente tem, o que teria sido dito por esse representante egípcio é: se vocês não mudarem de rumo, Gaza vai explodir na cara de vocês. E que teria dito inclusive que, olha, faz alguma concessão para o Hamas para poder adiar esse ataque e vocês lidarem com ele no longo prazo. O gabinete do Netanyahu rejeita taxativamente ter recebido qualquer notificação direta ou indireta sobre os planos em Gaza.
E aí, Daniel, vai ficar para o público israelense julgar. Vem cá, teve mesmo ou não teve? A questão, Daniel, é que fica pior. O site israelense Haaretz, né, um dos sites, né, enfim, um dos jornais mais conhecidos de Israel, diz que no dia seguinte, no dia 27 de setembro de 2023, a gente tá falando portanto de 10 dias antes dos ataques, é o presidente dos Emirados Árabes Unidos, né, o Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan, né, enfim, ele é o emir de Abu Dhabi e portanto ele é o presidente dos Emirados Árabes Unidos.
Conversou pessoalmente com Netanyahu em Abu Dhabi. Netanyahu teria saído de Israel, teria ido para Abu Dhabi, e o Mohammed bin Zayed falou textualmente que, olha, a gente tá sabendo de algumas movimentações aí que tem que ver, é melhor vocês estarem atentos o que que pode acontecer. Temos informações de que algo tá sendo tramado, a gente não sabe o dia, a gente não sabe como, Mas aparentemente seria um ataque de grandes proporções.
Então, Daniel, isso tende a ser algo que enfraquece muito o grande argumento do Netanyahu, que é: se não for eu o primeiro-ministro, Israel estará em risco. Foi durante o governo de Netanyahu que aquele ataque aconteceu, um ataque talvez um dos maiores ataques da história de Israel, um ataque liderado pelo Hamas que deixou consequências gravíssimas. A gente teve a morte de 1.200 israelenses naquele dia. Toda a reação israelense contra Gaza, que deixou aí dezenas de milhares de mortos.
E aí a gente não sabe, né, Daniel, das duas uma: ou de fato Netanyahu sabia e deixou acontecer para tentar colher os louros políticos disso, eu não consigo duvidar, ou então a possibilidade dele ter sido incompetente, ele recebeu uma informação e não foi competente para lidar com ela, também não duvido. Mas o fato, Daniel, é que os israelenses certamente vão ter que lidar com essa escolha, com essa decisão acerca de como é que eles julgam a atuação do governo Netanyahu com relação a um dos dias mais importantes da história.
Eu ia falar história recente de Israel, mas da história de Israel, uma história tão, tão curta, né? A gente tá falando de Israel aí fundada na década de 1940, para saber em que direção que vão essas eleições no dia 27 de outubro.
Daniel, existe um zum zum zum de que o Netanyahu sabia, ou pelo menos tinha algum tipo de informação prévia em relação àqueles ataques já há bastante tempo. Os ataques aconteceram em 2023, os ataques terroristas, e o que impressiona é que, de lá para cá, não houve um escrutínio em Israel sobre o que aconteceu naquele dia e a apuração das responsabilidades, o que, aliás, é a tradição da história de Israel em condições normais de temperatura e pressão.
Aliás, nós falamos sobre isso no Petit Jornal Naquele período, a vida do Netanyahu, a carreira política do Netanyahu estaria encerrada, além de eventuais problemas jurídicos que ele poderia ter, criminais, a depender das responsabilidades dele, de acordo com o que as investigações encontrassem. Só que essas investigações, esse escrutínio não aconteceu. Aliás, Israel está muito diferente, a tradição israelense não é essa. Aliás, saiu um artigo de opinião no Haaretz de hoje dizendo mais ou menos isso, quer dizer, o mundo está tendo aqui um choque em relação a um comportamento diferente de que Israel está tendo em relação a esses eventos de 2023 e que não tinha no passado.
A gente pensa na Golda, na década de 70, quando você teve ali a Guerra do Yom Kippur, A carreira dela acabou depois daquela guerra e olha que Israel acabou se saindo relativamente bem daquele conflito, acabou conseguindo reverter uma situação absolutamente adversa. Um ataque daquela proporção, das duas, uma: ou Netanyahu, como você muito bem pontuou, teve algum grau de conivência na medida em que soube e não agiu, ou então ele foi absolutamente incompetente, em não observar as movimentações que estavam acontecendo muito próximas à fronteira de Israel.
De qualquer maneira, chama muito a atenção como a sociedade israelense, aliás, a política israelense, foi capturada pelos interesses individuais de uma pessoa, interesses individuais do Benjamin Netanyahu, que utiliza o cargo para se proteger da cadeia. É disso que se trata. E você tem eleições nos próximos dias em Israel, eleições importantes, e vamos observar o que acontece no país. Avançando para a próxima pauta, Tanguy, eu queria registrar que nós tivemos o governo dos Estados Unidos anunciando nessa terça-feira a oferta de um empréstimo de 40 milhões de barris da reserva estratégica de petróleo do país.
O objetivo seria conter justamente a disparada dos preços dos combustíveis. O conflito do Irã, e é a principal causa, realmente, dessa escalada do preço do petróleo, além da própria guerra entre Rússia e Ucrânia, que não deixa de contribuir. Em março, os Estados Unidos concordaram em emprestar 172 milhões de barris das reservas estratégicas. A operação fazia parte de um acordo mais amplo com cerca de 30 países no âmbito da Agência Internacional de Energia, para liberar 400 milhões de barris.
Em junho, o governo Trump ofereceu o empréstimo dos últimos 40 milhões de barris previstos no acordo com a Agência Internacional de Energia. Mais tarde, no mesmo mês, revelou que as empresas haviam concordado em tomar emprestado apenas 500 mil barris. Então, nessa terça-feira, no dia 29 de setembro de 2026, Nós tivemos aí uma nova oferta por parte do governo Donald Trump de colocar 40 milhões de barris para jogo, 40 milhões de barris das reservas estratégicas dos Estados Unidos da América.
A lógica é bem simples: você aumenta a oferta, aumentando a oferta, o preço do petróleo sobe menos do que subiria se você não fizesse esse tipo de oferta. De qualquer maneira, a gente tem um preço internacional do barril muito pressionado, gerando inflação nos Estados Unidos, desgastando a popularidade de Donald Trump, tudo isso há poucos dias das midterm elections. Me parece que é mais uma movimentação do governo Trump para tentar atacar as consequências e não as causas de um problema.
Afinal, a alta do preço do petróleo é consequência de um problema geopolítico, um problema geopolítico no Estreito de Ormuz, Se você quiser, você pode dizer também que o outro problema geopolítico, a guerra entre Rússia e Ucrânia, também tem contribuído para esse processo, e tem mesmo, mas a razão princípio, a razão fundamental, é a guerra no Oriente Médio, guerra essa que não encontra um final, que não encontra um desfecho, porque o desfecho natural, dentro das condições normais de temperatura e pressão, é uma derrota dos Estados Unidos.
Na prática, o Irã sai fortalecido, controlando de fato o Estreito de Ormuz, eventualmente cobrando ali direito de passagem, tendo uma receita bastante vultosa que poderia contribuir para a recuperação do país persa. De qualquer maneira, os Estados Unidos acabam fazendo ali um microgerenciamento através dessa medida, tentando minimizar, mitigar o impacto sobre o preço do barril do petróleo dessa lambança feita pelo Donald Trump, na virada de fevereiro para março de 2026.
Daniel Souza, ao longo dos últimos tempos a gente tem feito muita viagem a trabalho, né? E viagem a trabalho sempre é algo muito interessante, mas tem lá seus estresses, né? E um dos estresses é exatamente o acesso à internet. Você acessa a internet, mas nem sempre é uma internet segura. Às vezes você não consegue acessar sites que são necessários para você fazer sua viagem. E tem uma coisa que tem salvado a gente nessas viagens, que é a NordVPN.
Aqui falando sobre uma experiência absolutamente pessoal, eu não tô falando que a NordVPN ela é necessária apenas quando você viaja. Às vezes você não tá viajando e mesmo assim a NordVPN é necessária para garantir a segurança da sua navegação na internet, para garantir a sua privacidade, para garantir que os seus dados estejam seguros, para garantir inclusive que você não tenha algumas chatices, como por exemplo o mesmo anúncio ficar aparecendo 500 vezes para você em lugares diferentes.
A NordVPN lida com isso tudo, além de ter uma série de outras vantagens, como por exemplo a garantia da segurança das suas senhas, dos arquivos que estão na nuvem, acesso a, por exemplo, streaming de outros países. Vê se você quer ver um filme, caramba, não tá no catálogo brasileiro, você pode acessar o catálogo de um outro país. Isso é legalizado. Você pode comprar passagens aéreas com valores mais interessantes comprando a partir de outro país.
Assim como reservas de hotéis também. Enfim, a NordVPN, Daniel, ela oferece uma quantidade tão grande de benefícios e por um preço tão acessível que eu recomendo muito que você que tá me ouvindo acesse o link, tá na descrição desse episódio. Dá uma olhada lá em todas as vantagens com preço super especial que só os ouvintes do Petit Jornal têm acesso.
Daniel, tá aqui. Ao longo desse mês de setembro, literalmente, o Petit Jornal só publicou muitos dos seus episódios por conta do auxílio luxuoso da NordVPN. Que acabou nos auxiliando a contornar uma série de limitações que a navegação na Ásia Central, navegação pela internet na Ásia Central, acaba impondo. E mesmo no Brasil, a NordVPN acaba sendo super útil, ela te dá alternativas de navegação, ela protege seus dados. Você precisa de uma VPN de qualidade.
Tanguy e eu somos usuários da NordVPN e recomendamos demais. Condições especialíssimas para os amigos e amigas do Pet Jornal. Link no descritivo desse episódio. Clique, conheça o trabalho da NordVPN. Inclusive, você tem ali um período de degustação, você pode realmente conhecer o trabalho deles com tranquilidade, e temos certeza que você vai gostar demais. Link no descritivo desse episódio.
Daniel, há mais de 23 anos, em março de 2003, os Estados Unidos invadiram mais uma vez o Iraque. Já tinham invadido no início da década de 90, invadiram mais uma vez o Iraque naquele momento para tirar Saddam Hussein. Desde então, Daniel, os Estados Unidos mantiveram uma presença muito constante no Iraque. Chegaram a sair em 2011 durante um breve período, mas voltaram em 2014 com a justificativa de combater o Estado Islâmico, né, que naquele momento se tornou uma grande ameaça.
E esse combate se estendeu de 2014 até 2017, ou seja, nos últimos 23 anos Ao longo de 20, os Estados Unidos mantiveram presença no Iraque. E o Iraque se tornou um país nesse sentido muito curioso, Daniel, porque é um país que mantém uma ocupação americana. E claro, o governo, parlamento tenta manter uma boa relação com os Estados Unidos. É melhor manter uma boa relação do que uma relação tensa. Ao mesmo tempo em que você também mantém uma boa relação com o Irã.
Então o Iraque é aquele país que tenta, Daniel, manter ali é uma política, né, meio equilibrada entre Estados Unidos e Irã, dois países que estão literalmente em guerra e que não têm relações diplomáticas entre si. Pois bem, Daniel, amanhã, nessa quarta-feira, dia 30, nós temos um marco importantíssimo nessa relação. As forças dos Estados Unidos concluirão uma saída de novo do Iraque. A partir dessa quarta-feira não haverá mais forças dos Estados Unidos em solo iraquiano.
A última vez que isso tinha acontecido, Daniel, tinha sido 2014, e mesmo assim os Estados Unidos voltaram. É, esse foi um cronograma que foi estabelecido pelo Joe Biden, né, em 2024. Donald Trump manteve o cronograma e, portanto, os Estados Unidos não terão mais presença militar no Iraque. O que me pareceu, Daniel, bastante curioso, o timing Principalmente sabendo que a saída dos Estados Unidos do Iraque significa uma enorme liberdade por parte do Irã.
Uma grande parcela da população iraquiana é xiita. E aí eu não vou dizer que todos os xiitas têm uma grande predileção, uma admiração pelo Irã, mas uma boa parte deles. Você tem muitos grupos dentro do Iraque que enxergam no Irã uma inspiração, né, um país que seria ali um satélite para suas ideias, uma proteção da sua fé e tudo. Mas o Irã vai encontrar a partir de agora, Daniel, uma grande liberdade para atuar dentro do Iraque.
Então, o momento no qual nós temos uma guerra entre Irã e Iraque, e basicamente os Estados Unidos estão dizendo: ô Irã, faz o seguinte, fica aí com o Iraque e beleza. É importante notar, Daniel, que quando a gente pensa no Iraque, a gente tá falando sobre um país que não é muito forte do ponto de vista militar, que vem sendo muito mais um agente passivo nessa briga entre Estados Unidos e Irã. Mas é um país que tem uma centralidade geopolítica muito grande, é um país que tá no centro do tabuleiro.
Então tô muito curioso para saber como é que a coisa vai se desenrolar daqui para frente. E me parece que em breve os Estados Unidos vão sentir falta dessa presença ali. Já tinha que ter saído há muito tempo, tá, Daniel? Mas estrategicamente eu acho que os Estados Unidos daqui a pouco vão enxergar uma evolução iraniana ainda maior no Iraque e vão ficar pensando se a decisão foi acertada. Vamos ver daqui para frente como é que vai ser, Daniel.
Mas o Irã respira aliviado e deve ter comemorado de ontem para hoje a conclusão desse cronograma, que se encerra finalmente no dia 30 de setembro.
Daniel, tem que— a inflação anual da Espanha, inflação nos últimos 12 meses, ficou em 5%, acima dos 4,6% registrados no mês anterior. É o oitavo mês consecutivo de alta da inflação espanhola. E o que chama a atenção é que a inflação espanhola está acima da média da zona do euro. A inflação anual do bloco foi de 3,2%, e, na prática, bem acima da meta de inflação do Banco Central Europeu, que é de 2%. Quer dizer, a inflação na zona do euro está bem acima da meta de inflação do Banco Central Europeu, E a inflação espanhola está bem acima da média, que já está bem acima da meta de inflação do Banco Central Europeu.
O Banco Central Europeu, aliás, aumentou a taxa de juros básica no início desse mês como forma de tentar enfrentar a inflação, como forma de tentar levar a inflação de volta para a meta. No caso da Europa, de maneira mais ampla, os combustíveis são os grandes vilões. Afinal, os combustíveis mais caros, a Europa é muito dependente da importação de energia, e isso tem tido um impacto inflacionário importante. No caso específico da Espanha, as autoridades argumentam que o turismo teve um forte desempenho no verão, e os preços de pacotes turísticos acabaram pressionando a inflação acima da média europeia no caso espanhol.
De qualquer forma, É algo muito preocupante. A gente observa que a inflação está se tornando um problema cada vez mais sério em diferentes partes do mundo. É claro que tem relação com a questão da energia, mas tem também relação com algo que a gente explora muito no Pet Jornal, inclusive nas palestras do Pet Jornal, que é a fragmentação econômica. O mundo está passando por um processo de fragmentação. Esse processo de fragmentação torna os custos de produção mais altos, torna o sistema internacional menos eficiente e, consequentemente, isso tem reflexo sobre o nível de preços e, por tabela, também sobre as taxas de juros praticadas em diferentes partes do mundo.
É o novo normal a gente ter uma inflação um pouco mais alta, é o novo normal você ter juros um pouco mais altos, isso acaba trazendo reflexos sobre o crescimento econômico, Mas é esse ambiente geopolítico, é esse ambiente de fragmentação econômica que acaba levando a esse novo cenário. Nós tivemos, durante o auge da globalização, inflação muito baixa. Essa inflação muito baixa fez com que diferentes países se acostumassem com juros próximos de zero.
Esse passado ficou para trás, esse passado onde chamava-se a era do dinheiro grátis. Porque o juro era tão baixo que pegar dinheiro emprestado era muito barato e era praticamente gratuito pegar esse dinheiro emprestado. O caso espanhol me parece um caso ilustrativo de algo que a gente observa na Europa de forma mais ampla e a gente observa no cenário internacional de forma ainda mais ampla e não há nenhuma perspectiva de nós voltarmos a ter inflações próximas às metas de 2% ao ano.
Meta de 2% ao ano, que é a meta da Zona do Euro e que também é a meta dos Estados Unidos. Tanto na Zona do Euro quanto nos Estados Unidos, a gente está falando de uma inflação anual que está gravitando acima de 3%, o que é muita coisa. Quer dizer, se a meta é de 2% e a inflação está acima de 3%, é uma distância enorme em termos percentuais. A gente está falando de uma inflação que acaba sendo mais de 50% acima do que a meta estabeleceu ou do que, idealmente, a meta havia estabelecido.
Os bancos centrais têm tido ali uma certa tolerância, têm aumentado o juro, mas não com o rigor necessário para levar a inflação para o centro da meta, para o 2%, por temer ali impactos excessivamente recessivos que uma política monetária mais dura poderia causar. De qualquer forma, vale a pena acompanhar porque é um novo cenário que a gente observa na economia mundial, Economias com inflação mais pressionada e mais pressionada por razões geopolíticas, razões geopolíticas que têm levado aí a esse novo ambiente que nós temos observado e que deve continuar por algum tempo.
Daniel, a gente teve um evento importante que aconteceu na Inglaterra nos últimos dias e que vem mexendo muito com a sensação de segurança no país e tem envolvido até mesmo os próprios Estados Unidos. A gente teve, Daniel, nas primeiras horas da manhã de domingo, ou seja, sábado para domingo, uma denúncia de uma agricultora que voltava de carro de uma festa e avistou alguns indivíduos suspeitos no vilarejo de Welford. Welford, se você procurar na internet, Daniel, fica ali a oeste de Londres, perto de Oxford.
E esse vilarejo, ele fica a cerca de 3 km de uma base da Força Aérea Britânica, a Base Aérea de Fairford, que é uma base aérea importante porque ela também é utilizada pela Força Aérea dos Estados Unidos. Já teve inclusive, Daniel, algum tempo atrás uma ameaça por parte do Irã contra exatamente essa base aérea. Uma base aérea, portanto, de novo, ela é da Força Aérea Britânica, mas ela também é utilizada pela Força Aérea dos Estados Unidos.
Essa agricultora, Daniel, ela diz que viu 5 suspeitos utilizando gorros, capuzes, e que estavam utilizando 3 vans, né, então estavam em 3 vans ali nos arredores. E na hora que viram o farol do carro dessa mulher, eles saíram correndo. Ela na mesma hora entrou em contato com a polícia, e a polícia do condado, Daniel, de Gloucestershire, localizou e conseguiu prender os 5 suspeitos no campo. Os 5 cidadãos, as 5 pessoas são cidadãos britânicos, todos com 20 e poucos anos, e foram detidos sob suspeita de delitos com explosivos e preparação de atos de terrorismo.
As 3 vans, elas foram cercadas. Você teve ali um cordão de isolamento. Robôzinhos daquele do esquadrão antibombas foram enviados para tentar ver se tinha alguma coisa, e foi confirmado que não havia explosivos. Essas 5 pessoas, portanto, elas foram detidas sob suspeita de ameaça terrorista, enfim, de algum ato terrorista, algum estudo de campo, sabe-se lá o que que podia estar fazendo. Mas eles não carregavam explosivos. E portanto eles acabaram sendo liberados sob fiança.
Segundo os britânicos, as investigações continuam. Essas pessoas estão sob, enfim, livres sob fiança, mas sob condições estritas, ou seja, tem uma série de condições para se manterem soltas. E os Estados Unidos entraram na jogada, Daniel. Donald Trump expressou surpresa e contrariedade com a decisão das autoridades britânicas de liberar os suspeitos. Disse ele que não teria soltado essas pessoas sob fiança e que ele tem certeza que os iranianos estão por trás.
Ou seja, que o Irã utilizou essas pessoas talvez porque tem algum tipo de adesão ao governo iraniano, ao regime iraniano, ou porque foram pagas para tal. Muitas vezes, Daniel, você tem esse tipo de ação como um teste, né? Olha só, você vai lá com essas vans aqui e vamos ver se as pessoas vão se ligar, se vai ter, se vocês vão ser presos, como é que vai ser. Mas o fato, Daniel, é que você tem um nível de tensão bastante elevado na Inglaterra nesse momento, e as pessoas foram soltas.
Não houve mais informações sobre origem, quem são essas pessoas, a gente não tem essa informação. Mas o fato é que você tem um nível de tensão bastante grande na região. O Irã se pronunciou dizendo que, olha, é tudo mentira, não tem absolutamente nada a ver com isso, e dizendo que portanto são especulações infundadas para alimentar uma propaganda iranofóbica no Reino Unido. Vamos acompanhar, Daniel, mas o fato é que existe um nível de tensão que há algum tempo a gente não vê no Reino Unido.
Daniel, podemos avançar para a geleia da Shakira de hoje, terminando com uma nota um pouco mais leve o nosso episódio?
Vamos lá, Daniel Souza, o que que você traz para gente?
Hoje eu quero repercutir um vídeo que foi repostado por Javier Milei. Pois é, Javier Milei achou que era uma boa ideia repostar em sua conta oficial no X uma postagem de uma conta chamada @drclown_phd. E o Dr. Clown postou ali um vídeo com a frase: o que realmente aconteceu depois da Assembleia Geral das Nações Unidas. E nós temos um vídeo, Tang, gerado por inteligência artificial, que o Miley achou muito divertido, muito legal e tal, porque imita Se Beber Não Case.
Acho que todo mundo já viu aquela cena final do Se Beber Não Case, quando eles encontram uma máquina fotográfica e recuperam as fotos, vídeos do que aconteceu durante a bebedeira. E é exatamente isso que nós temos nesse vídeo. Então, nesse vídeo, Taqui, aparecem figuras poderosas. Aparece o próprio Milei segurando uma motosserra em cima de um táxi em pleno Times Square com Donald Trump. Nós temos lá Erdoğan e Macron também fazendo ali um braço de ferro.
Aliás, Taqui, todo mundo aparece ali se divertindo. A única pessoa que aparece no vídeo com uma esposa um pouco de mané é o Macron. É o Macron, é o Macron, porque o Macron aparece apanhando da esposa no vídeo. O Macron aparece, sabe aquela imagem do I'm the King of the World do Titanic? Então é o Macron à frente e o Donald Trump atrás. E enfim, o Macron aparece realmente de uma forma não tão alvissareira, mas o Milet achou maneiríssimo, achou muito legal ele estando ali ao lado daquelas lideranças.
Aí tem a Meloni também lá, tem o Zelensky tomando um porre com Donald Trump. Muito divertido, só que não. Muito engraçado, talvez não. Mas apenas para registrar que Javier Milei, Tanguy, é aquela pessoa que, pô, olha que vídeo engraçado, pô, vou postar esse aqui, achei muito legal. E essa conta depois celebrou, olha só, o Javier Milei me repostou, que emoção, que alegria! Porque nós temos ali o Milei, inclusive, Ele usando o seu bordão fenômeno barrial, como se o mundo todo estivesse absolutamente interessado nele, Javier Milei, e no seu experimento argentino, o experimento anarcocapitalista que o Milei está trazendo para o país platino.
O Menem, Daniel, ele, ou perdão, o Milei, ele faz a gente sentir saudade do Menem, né? O Menem parecia um grande estadista, né, quando você compara com a postura de Javier Milei. Eu não sei como é que seria o Carlos Menem se ele tivesse internet na época, né, sabe? Sei lá como é que ele seria como presidente. Mas o Bile realmente parece um adolescente, né? Ele compartilha os vídeos que, meu Deus do céu, falando inclusive sobre outros chefes de Estado, né?
Uma coisa que de repente ele poderia tomar um pouco mais de cuidado. Mas esse é Javier Milei batendo ponto aqui mais uma vez na geleira Shakira. Parabéns para ele. Depois tem que ter uma contabilização, viu, Daniel? Quantas vezes, sei que o Donald Trump tá disparado na frente, né, em menções, Mas o Milei não faz feio não, viu? Ele aparece aqui com uma frequência.
Nem o Macron.
Macron bem também, né? Macron bem também. Você acha que Macron ou Milei, Daniel, que aparece na frente aqui em termos de menções?
Acho que Macron.
Macron na frente, né?
Acho. Até, por exemplo, essa geleia da Shakira que era sobre o Milei, o Macron apareceu e apareceu com destaque. Isso mesmo.
Parabéns aí para o Macron, pô. Realmente muito competitivo. Daniel Souza, dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio. Muito obrigado pela sua presença, muito obrigado pela sua audiência. Um prazer saber que você coloca a gente na sua rotina, que você lava louça junto com a gente, que você dirige junto com a gente, que você tá no metrô junto com a gente, que você toma café da manhã, almoça junto com a gente. Muito bom saber disso, a gente fica sempre muito feliz.
E se você quer ainda mais Petit Jornal, tem o Petit Cursos, petitcursos.com.br. Daqui a pouco, por exemplo, tem aula a gente vai falar sobre os Estados Unidos e o interiorzão dos Estados Unidos, né? Como é que os Estados Unidos lidam com agricultura? Como é que os Estados Unidos do bourbon, né, Daniel, do uísque americano, como é que eles, qual influência que eles têm sobre o governo americano? Qual o peso econômico deles? É apenas uma das aulas que tá lá junto com dezenas, centenas de outras aulas que estão disponíveis lá para você imediatamente. Acessa lá, peticursos.com.br, e e vem com a gente.
Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do PetiJornal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto de pé. Fica nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês. O PetiJornal é uma mídia pequena, não tem aí o suporte de um conglomerado ou de uma grande produtora, é um trabalho artesanal, e por isso a ajuda de nossos apoiadores é de fundamental importância. E fica aqui o nosso agradecimento a cada um de vocês.
Fica também o convite: se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio, você vai ver várias alternativas. Você pode apoiar o podcast através da chave Pix, é uma maneira prática e instantânea de apoiar o podcast. Você pode, inclusive, ativar o Pix recorrente. Tem também o link do Apoia.se, que é bacana para quem prefere usar o cartão de crédito. Tem o link do Patreon, que é muito bom para quem vive no exterior. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você.
É isso, Daniel Souza. Amanhã estamos de volta. Um abraço, até a próxima, valeu, tchau tchau! Petit Jornal, inteligência e irreverência em doses diárias.
NordVPN
Plano VPN