Episódios de Petit Journal

Tarifados - Invest 123

24 de julho de 202619min
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Os Estados Unidos anunciaram uma nova rodada de tarifas contra dezenas de países, incluindo o Brasil, sob a justificativa de combater produtos ligados ao trabalho forçado. No episódio de hoje, analisamos quais setores serão mais afetados, os impactos sobre as cadeias globais de produção, as possíveis retaliações comerciais e o que essa decisão revela sobre a crescente utilização da política tarifária como instrumento de pressão geopolítica.
#ComércioInternacional #Tarifas #EstadosUnidos #Investimentos #Geopolítica
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

HostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

HostJornalista
Assuntos4
  • Tarifas EUA contra BrasilTarifa de 12,5% sobre o Brasil · Justificativa de trabalho forçado · Impacto sobre cadeias de produção · Setores afetados (máquinas, etanol, madeira) · Setores isentos (carnes, frutas, café) · Brasil como segundo país mais tarifado · Marco Rubio
  • Política de Tarifas de TrumpEleições de meio de mandato nos EUA · Reconexão de Trump com eleitorado fiel · Punição ao Brasil por relações com a China · Influência de Marco Rubio na política externa · Projeto de poder de Marco Rubio · Relações Brasil-Cuba
  • Isenção tarifária da China para países africanosTarifas como pretexto para atingir a China · Contorno chinês às tarifas americanas · Tarifar países que negociam com a China · Risco de isolamento dos EUA no comércio global · Imprevisibilidade da política comercial americana
  • Tarifas dos Estados UnidosPerda de efeito das tarifas com o tempo · Países se preparando para não contar com os EUA · Ambiente de negócios prejudicado pela instabilidade
Transcrição10 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
DSDaniel Sousa

PetiJornal.

TBTanguy Baghdadi

Inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente! Bem-vindos, bem-vindas ao PetiJornal. Esse é o Pet Invest número 123. Estamos gravando numa live no YouTube do PetiJornal, são exatamente 10 horas e 27 minutos. Da sexta-feira, 24 de julho de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece, corta, engui, vírgula. Ô, Bagdadi animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado e ainda mais tarifado.

Mais tarifas! O professor Bagdadi já não sabe mais quanto ele paga de tarifas, ele perdeu a conta, perdeu a conta, gente. Mas está preocupadíssimo com as suas exportações, e com a dinâmica econômica internacional, muita insônia por conta disso, guerras, tarifaços, inflação. O professor Bagdadi tem aí realmente muitos desafios nesse mundo pantanoso e incerto que estamos vivendo. Temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala.

Ao longo dos próximos minutos, vamos falar um pouco sobre o ambiente econômico internacional, dinâmica de investimentos e, mais especificamente, as novas, as novíssimas tarifas do dos Estados Unidos contra 60 países. A gente vai explorar um pouco hoje essa dimensão, aliás, as múltiplas dimensões. Esse é o Pet Invest, espaço de toda sexta-feira do Pet Jornal. Tudo bem, Professor Bike Dadinho? Vamos a isso.

DSDaniel Sousa

Tudo bem, Daniel Souza com S. Vamos lá para esse Pet Invest número 123. Estamos no dia da marmota, Daniel Souza. A gente sempre volta para o momento em que os Estados Unidos vão colocar mais tarifas. Tá difícil calcular, ninguém sabe exatamente quanto é que vai pagar, quando é que começa a valer. Vale para quais produtos? Daqui a pouco volta atrás. E é isso, né? A gente vai ter um episódio hoje para analisar essas tarifas, para ver qual vai ser o impacto disso sobre o Brasil.

Agora, quem não tá colocando tarifa sobre ninguém, pelo contrário, Daniel Souza, dando as melhores condições para os nossos ouvintes, é a Insider Store. Aliás, Daniel, Insider Store, ela continua com a linha maravilhosa dela, sou fãzaço, que é a Tech T-Shirt, inclusive com todas as suas variações, tá? Vou deixar aqui a minha dica Eu sou fã da Insider Store, da, perdão, da Tech T-Shirt Heavy da Insider Store. Veste bem, ela é realmente assim, ela tem uma capacidade de ser utilizada em vários cenários diferentes, para usar para viagem é excelente, para o dia a dia é excelente.

Mas cada um tem sua preferência. Dá uma olhada lá na linha da Tech T-Shirt, que eu tenho certeza que você vai gostar muito. Tem um link que tá na descrição desse episódio. Para você conferir tudo que a Insider Store traz. Lembrando, né, fica aqui a recomendação do Petit Jornal, dos queridinhos, né, da Tech T-Shirt, que é assim realmente um produto fantástico, uma variedade enorme de cores e tamanhos. Utilizando o link do Petit Jornal você ajuda o Petit Jornal também.

Então fica aqui a recomendação. Daniel Souza, te vemos depois de muita expectativa, de muito anúncio, antecipação. Finalmente, a aplicação das tarifas. O que que você traz, Daniel, como especificidade? O que que aconteceu? Traz para a gente informação, Daniel.

TBTanguy Baghdadi

Pois é, Tanguy, nós tivemos nessa semana, aliás, no dia de ontem, o governo dos Estados Unidos anunciando nova tarifa de 12,5% sobre o Brasil com base na Seção 301, alegando que o Brasil não impede a entrada de produtos feitos com trabalho forçado em sua cadeia de produção. Outras dezenas de países, incluindo a União Europeia, também foram taxados. Com a tarifa da semana passada de 25%, parte dos produtos brasileiros vai enfrentar 37,5% de tarifa, algo em torno disso.

E, com isso, o Brasil passa a ser o segundo país mais tarifado pelos Estados Unidos, atrás apenas da China. Um monte de produtos ficaram isentos. É o caso das carnes, frutas, vegetais, café, cacau, especiarias, minério, petróleo bruto, insumos agrícolas, também alguns produtos de tecnologia. Mas tivemos aí produtos tarifados. É o caso das máquinas industriais, é o caso do etanol, do tabaco, da madeira de construção, dos calçados.

De móveis e etc. No final do dia, a gente está falando de uma investigação, e a investigação dá todos os sinais de que é apenas um pretexto. A investigação não apresentou nenhum caso concreto de produto brasileiro associado ao trabalho forçado no mercado americano. Quando a gente pensa nos setores com maiores resgates de pessoas em situações análogas à escravidão no Brasil, num passado recente, segmentos de pecuária e segmento agrícola, esses setores estão fora das sobretaxes.

E outro elemento que é curioso, Tanguy, é que os Estados Unidos lideram o ranking mundial de importações potencialmente expostas ao risco de trabalhos forçados, segundo dados da Walk Free. Ou seja, os Estados Unidos não são exatamente um exemplo no que diz respeito à investigação que eles efetivamente lideraram. O fato é que fica muito claro que o objetivo do governo americano é contornar a derrubada das tarifas que foi imposta pela Suprema Corte no início desse ano.

A Suprema Corte derrubou as tarifas recíprocas. O governo americano, como aliás nós havíamos antecipado aqui no Pet Jornal lá atrás, o governo americano iria arrumar outro pretexto, iria arrumar outra brecha legal para retomar a sua cruzada tarifária, e assim fez. Nos meses subsequentes, você tem ali um certo protocolo, uma investigação que precisa ser feita, etc., mas é uma investigação claramente para cumprir tabela, não tinha genuinamente nenhum interesse em investigar qualquer coisa, e dessa forma as tarifas são recolocadas.

Existe, claro, um interesse por parte dos americanos de reindustrializar o país, ou pelo menos um discurso, uma reindustrialização que eu acho que tende a ser muito pequena, né? Quem é que vai fazer investimentos de longo prazo nos Estados Unidos com uma política comercial tão oscilante, com uma mão de obra que é cara e que tem se tornado até escassa diante das questões migratórias recentes, das limitações migratórias recentes?

Embora você tenha ali um mercado americano que é um mercado bastante significativo. E nós temos tido também uma certa punição, uma lógica de punição nessas tarifas. O Brasil é um país que tem relações comerciais muito boas com a China. A gente já falou sobre isso aqui no Pet Jornal. Marco Rubio tem aí realmente um foco em tentar de alguma forma alinhar os latino-americanos aos interesses americanos dos Estados Unidos da América.

Mas esse novo tarifaço é algo que não era exatamente uma surpresa, mas que foi anunciado no dia de ontem.

DSDaniel Sousa

E Daniel, tem um elemento político importante aí, né, tendo em vista a eleição que tá chegando, né, eleição dos Estados Unidos, que são as midterms, né. Lembrando que Nos Estados Unidos, diferentemente do Brasil, você renova no meio do mandato todo o Congresso. O mandato, né, do parlamentar, né, do congressista, do deputado nos Estados Unidos é mandato de 2 anos. É isso. Então ele é eleito, ele é eleito ora junto com eleição presidencial, ora no meio de mandato.

Na eleição seguinte ele pode sair. Então a renovação ela pode ser muito abrupta, de uma hora para outra. E a gente sabe que o eleitorado que elegeu o Trump e que deu ao Partido Republicano uma maioria no Congresso É uma maioria que é assim, é um público que responde bem a essa pauta nacionalista, né, essa pauta de vamos fechar o país, vamos colocar tarifas e tudo. O Trump foi eleito com essa pauta. Então me parece que é uma tentativa agora, queria te ouvir sobre isso também, Daniel.

Me parece que é uma tentativa agora do governo Trump de reencontrar o caminho que o conecta com esse eleitorado. É um eleitorado que a gente vem acompanhando, aliás, isso aqui no PetiJornal, tá diminuindo um pouco a sua adesão ao Trump por conta da guerra, por considerar que a guerra é uma promessa que vai contra uma promessa que o próprio Donald Trump fez. O Trump, ele sempre foi um cara que era avesso às guerras, sempre disse que os Estados Unidos não tinha que ficar se metendo em guerras sem fim e que os Estados Unidos, quando tivessem que se meter em algum lugar por aí pelo mundo, tinha que ser algo rápido, tem que ir bater e voltar para casa, não é para ficar fazendo uma campanha longa.

E a gente tá no final de julho, Daniel, ainda com uma guerra que os Estados Unidos começaram no final de fevereiro. Está indo para 5 meses de guerra já, uma guerra que não tem exatamente uma perspectiva dos Estados Unidos voltarem para casa rapidamente, ou pelo menos não com uma vitória. Então, quando o governo Trump coloca tarifas como essas, também parece que há uma tentativa de estabelecer algum tipo de retomada do diálogo com esse público que era leal a Donald Trump num primeiro momento.

E claro que com relação ao Brasil há também uma tentativa de gerar algum tipo de impacto sobre o governo brasileiro para mexer nas eleições presidenciais, que também acontecem mais para o fim desse ano. Então não é, Daniel, queria mais uma vez, né, jogar essa bola para você, exatamente uma decisão técnica. A gente tem uma decisão que é profundamente política ao estabelecer tarifas como essas.

TBTanguy Baghdadi

Sem dúvida, Tanguy, há uma decisão política, há uma tentativa ali de reconectar o presidente Trump à base do eleitorado que o elegeu, ao seu eleitorado mais fiel, que é um eleitorado que gosta dessa ideia de tarifas para tentar reindustrializar os Estados Unidos, gosta dessa ideia de que o Trump está colocando esse eleitorado em primeiro lugar, as suas angústias, as suas preocupações, está trazendo de volta os empregos para os Estados Unidos.

Se isso vai acontecer ou não importa pouco, O que importa é que políticos são vendedores de sonhos e de esperança em um futuro melhor em função das medidas que estão adotando. É claro que chama a atenção o fato do Brasil ser pesadamente punido. O Brasil está sendo pesadamente punido não na tarifa que foi anunciada hoje, mas na tarifa que foi anunciada semana passada. É isso que colocou realmente o Brasil em condições mais precárias.

E as da semana passada, aí sim, tem um componente político ainda mais forte, porque o Brasil está sendo tratado de maneira muito diferente de outros países, por conta ali de uma percepção de que nas grandes economias da região só o Brasil não está alinhado aos Estados Unidos. O México, bem ou mal, exporta 80% para os Estados Unidos, então fica ali cheio de dedos na relação com o seu vizinho do norte. A Colômbia, que agora está trocando de governo, vai ter um governo muito mais alinhado aos Estados Unidos, tem nos Estados Unidos o seu principal parceiro comercial, e a Argentina tem o Milei, né?

Dentro das 4 maiores, das 4 gigantes do G4 da América Latina, faltou o Brasil. Brasil, que é a maior de todas, que é a mais importante de todas, continua tendo ali relações comerciais muito profundas com a China, governada por um presidente que no passado ajudou muito o regime cubano, que é algo que O Marco Rubio não perdoa, né, o governo Lula no mandato anterior mandando empresas brasileiras, oferecendo financiamento e, num certo sentido, oxigenando o regime de Cuba.

É algo que o Marco Rubio não perdoa, tem ali uma má vontade adicional em relação ao Lula. Aliás, não é um acaso, Tanguy, que talvez um dos melhores momentos da relação entre Trump e Lula tenha sido quando o Marco Rubio estava em Roma, né, cuidando ali das arestas em relação ao Papa. E o próprio governo brasileiro dá sinais de que entende isso quando evita criticar o Trump diretamente. O governo brasileiro bate muito no Rubio e evita criticar o Trump.

Em primeiro lugar, porque imagina que o Trump não é o principal problema, que o principal problema é o Rubio. Embora o Trump acabe assinando embaixo, ele não entende muito de América Latina e não considera a América Latina ali uma grande prioridade das suas preocupações. E segundo, porque o Trump é o chefe, então no limite poderia através de algum tipo de canal ali, algum tipo de ponte, eventualmente eliminar essa influência ou minimizar essa influência do Marco Rubio.

Marco Rubio quer ser presidente dos Estados Unidos e o grande cartão de visitas dele seria tirar o Maduro, seria derrubar o regime cubano, quem sabe até dobrar o Brasil dentro de um contexto onde a América Latina precisaria estar mais alinhada aos Estados Unidos.

DSDaniel Sousa

É sobre esse projeto de poder do Rubio, Daniel, me parece que Quando você faz da política externa americana, né, uma bazuca que nem ele vem fazendo, a ideia dele é tentar se projetar para se colocar ali como uma peça possível, né, alguém possível. Lembrando que o Trump adiou esse projeto do Rubio em 10 anos, né. O Rubio era um dos pré-candidatos republicanos naquela campanha das primárias que o Trump fez em 2016, né, para ser o candidato republicano em 2016.

Aliás, eu lembro disso, né? A gente tinha acabado de começar o Petit Jornal. O momento no qual o Trump vence o Rubio, né, ultrapassa o Rubio nas primárias, é o momento no qual a gente fala assim: opa, o Trump então é um cara que vem forte. Porque o Rubio era um cara considerado muito poderoso nessa possibilidade de ser o novo presidente dos Estados Unidos. Então me parece que há também um pouco da agenda pessoal, né, como você vem falando, Daniel, do Rubio.

De tentar puxar para um tema que é o tema dele, né, que a América Latina, que a Cuba, enfim, e o Brasil entra nisso. E portanto, essas tarifações com relação ao Brasil, elas são uma tentativa de disciplinar o país também para não se contrapor a ele. Acaba dando ao Rubio, portanto, uma certa carta na manga, que é, ó, na hora que tiver a disputa para saber quem vai ser o candidato governista, no momento em que Donald Trump, imaginamos, não puder disputar uma nova eleição, né, pelo menos se tudo seguir da maneira como se espera, o rubro acaba se cacifando para essa posição também.

TBTanguy Baghdadi

E é interessante, tá, aqui, porque essa tarifa de ontem, aí mudando um pouco o foco aqui da nossa conversa, me parece ter um subefeito, ou pelo menos um objetivo não tão explícito, que é a China, né? Quando você fala de trabalho forçado, cadeias alimentadas por importação de produtos com trabalho forçado, O foco são os chineses. Os Estados Unidos tarifam principalmente a China, quer dizer, o tarifaço chinês do Trump tem como foco fundamental a China para desacelerar o crescimento chinês, crescimento que é muito dependente das exportações ainda.

E a gente fala muito sobre isso aqui no Pet Jornal. O que que a China fez no ano passado? Teve um recorde de superávit comercial, mesmo com o tarifaço americano. Diante disso, os americanos percebem o óbvio: a China tá contornando os Estados Unidos, tá fazendo menos comércio com os Estados Unidos, tá mais fazendo mais comércio com os seus parceiros. Entre eles, o Brasil. Consequentemente, o que eu vou fazer? Eu vou tarifar os países que fazem comércio com a China e que estão fazendo com que, na prática, o meu tarifácio contra a China não tenha efeito, né?

Porque eu não estou conseguindo realmente desacelerar os chineses, ou pelo menos as exportações chinesas, como eu projetava, por conta dessa galera que está me substituindo no comércio com os chineses. Então, vou tarifar geral, vou tarifar todo mundo, e vou argumentar, olha, eu tô tarifando vocês suplementarmente e de maneira punitiva, vocês ficam aí comprando produto de gente que tem trabalho forçado, ou seja, alô China, tô vendo o que que você tá fazendo aí, hein, China, vou punir todo mundo.

Acho que é uma estratégia que não vai funcionar, acho que incentiva ainda mais a busca de alternativas aos Estados Unidos, movimenta o sistema de incentivos nessa direção, e claro que existe o risco, e a gente tem falado sobre isso, você já falou sobre isso algumas vezes, Tanguy, o risco dos Estados Unidos se fecharem num quarto sozinhos enquanto todo mundo faz comércio do lado de fora, né? Acordos comerciais estão sendo celebrados numa velocidade muito maior desde que os americanos começaram a tarifar o mundo todo e de forma cada vez mais imprevisível.

Porque não é só uma política tarifária agressiva, é uma política tarifária agressiva, oscilante, imprevisível, Que para um ambiente de negócios é algo péssimo. Mesmo se você quiser investir nos Estados Unidos, qual é a política comercial dos Estados Unidos para o ano que vem? Não tem a menor ideia. Eu não sei qual é a política comercial dos Estados Unidos para o mês que vem, imagina para o ano que vem. Como é que você vai investir nos Estados Unidos?

Como é que você vai montar uma indústria nos Estados Unidos que eventualmente precisa ali de alguns insumos importados que não terão como ser produzidos nos Estados Unidos? Mas eu não sei se vai ter tarifa, se não vai ter tarifa. Eu tinha um contrato, aí o contrato foi impactado porque surgiu uma tarifa do nada. Que não tava previsto. Isso atrapalha demais o ambiente de negócios. Você pode ter ali alguns ganhos de curto prazo, eventualmente extraindo alguns benefícios de uma negociação que muita gente vai tentar fazer, mas no longo prazo não me parece que é um caminho mais inteligente do ponto de vista até dos interesses americanos.

DSDaniel Sousa

E no ano passado, né, Daniel, quando o Trump começou a colocar as tarifas e tal, o impacto foi muito rápido, né? Então vários países começaram a negociar. Houve um certo desespero, né, uma preocupação. Meu Deus, o que que vai ser da gente? Vamos negociar com os Estados Unidos, vamos fazer algum tipo de concessão. Agora, sei lá, Daniel, quantas rodadas de tarifa a gente já teve? Tem uma hora que começa a perder o efeito, né? Tem uma hora que todo mundo já começa a se preparar para não contar exatamente com os Estados Unidos.

Isso aqui é algo que a gente vem analisando tanto aqui quanto lá no PetiCursos, né? A gente tem algumas aulas, né, falando exatamente sobre isso, e que o impacto ele acaba sendo a pessoa já começa a colocar no cálculo, vai ser mais caro mesmo, e é isso, não dá para saber exatamente como é que vai ser, eu não vou me adaptar a uma coisa que eu não sei como é que vai ser. E o impacto ele acaba sendo cada vez menor, né? E os Estados Unidos eles vão ter que em algum momento se deparar com esse cenário.

Daniel Souza, dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio. Deixo mais uma vez aqui a recomendação da Insider Store, tem um link que tá na descrição desse episódio com desconto, com oportunidades excelente, né, principalmente da Tech T-Shirt. Não perca essa oportunidade, você ainda ajuda o Petit Jornal. Daniel Souza, na segunda-feira a gente volta com episódio à noite. Não teremos episódio na segunda-feira pela manhã, mas às 19 horas a gente volta com mais um episódio para falar sobre tudo que aconteceu ao longo da sexta-feira, ao longo do fim de semana e ao longo da segunda-feira. Nos vemos, Daniel Souza. Um abraço, até a próxima. Valeu, tchau tchau!

TBTanguy Baghdadi

Peti Jornal, inteligência e irreverência em doses diárias.

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