Episódios de Petit Journal

Ataque às instalações energéticas - BP 1041

19 de março de 202630min
0:00 / 30:23
RIO CLARO
Conheça a Rio Claro Investimentos: www.rioclaro.com.br/petitjournal
Para patrocínios, palestras e parcerias: contato@petitjournal.com.br
Quer conhecer nossos cursos e aulas gratuitas? Acesse https://www.petitcursos.com.br
Chave PIX: petitjournal.pj@gmail.com
Apoie o Petit Journal: https://www.apoia.se/petitjournal
Se você vive no exterior: www.patreon.com/petitjournal
Quer apoiar pelo YouTube? Clique em Valeu e deixe seu apoio ou vire membro do Canal do Petit Journal no YouTube.
Inscreva-se no canal de cortes do Petit Journal:
https://youtube.com/@petitjournalcortesoficial?si=HnJloDVeGCrrSelB
Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.instagram.com/tbaghdadi/
https://www.instagram.com/danielsousaeconomista/
https://www.instagram.com/petit_journal_/
A guerra dá um salto qualitativo com ataques diretos às instalações energéticas do Irã, atingindo campos estratégicos de gás e petróleo, seguidos por uma forte retaliação iraniana contra infraestrutura no Golfo, especialmente no Catar, com danos relevantes ao maior polo de gás natural do mundo. O episódio analisa o impacto econômico imediato dessa escalada, com o petróleo disparando para a casa dos 110 dólares e ampliando o risco de um choque energético global, além das tensões no Estreito de Ormuz e da pressão dos Estados Unidos sobre aliados em meio à possibilidade de recuo estratégico.
Também discutimos os efeitos mais amplos da guerra, incluindo o reposicionamento energético de países como o Japão, a pressão sobre juros no Brasil com a decisão do Copom e os desdobramentos políticos na América do Sul, com tensões na fronteira entre Colômbia e Equador e mudanças no comando militar venezuelano.
Na Geleia da Shakira, Emmanuel Macron chama atenção nas redes ao adotar um tom mais assertivo e bélico em suas postagens, reforçando a imagem de uma França mais ativa no cenário internacional.
#Petróleo #OrienteMédio #Energia #Geopolítica #Mercados
Assuntos13
  • Ataques a instalações energéticasSouth PARS iraniano · Refinarias danificadas · Campos de gás natural · Estratégia de destruição de infraestrutura · Escalada qualitativa do conflito
  • Ataque Assembleia IraAtaque ao Catar Haslafan · Ameaças à Arábia Saudita · Danos em infraestrutura energética do Golfo · Persona non grata para diplomatas iranianos · Impacto direto em produtores
  • Preço do petróleoBarril alcançando 110 dólares · Pressão inflacionária global · Reconstrução de infraestrutura pós-guerra · Impacto imediato em combustíveis · Volatilidade progressiva do mercado
  • Crise Energética GlobalOferta reduzida de petróleo · Duração prolongada dos impactos · Instabilidade do Oriente Médio · Consequências inflacionárias mundiais · Pressão sobre crescimento econômico
  • Estreito de OrmuzRelevância estratégica para comércio global · Preocupações de fechamento · Impacto em suprimento energético · Pressão diplomática americana · Posição estratégica iraniana
  • Postura militar francesa de MacronCampanha no Instagram · Construção de persona beligerante · Exibição de armamentos franceses · Novo porta-aviões 'França Livre' · Crítica satírica sobre capacidade militar francesa
  • Assassinatos Liderancas IranianasMorte de Ali Larijani · Morte de Golan Reza Soleimani · Morte de Ismail Khatib · Estratégia de eliminação direcionada · Importância no regime
  • Incidente na fronteira Colômbia-Equador27 mortes carbonizadas · Bombas Mark 87 americanas/brasileiras · Perícia de armamentos · Negação inicial equatoriana · Aceitação de investigação binacional
  • Diplomacia Trump e aliados ocidentaisApelo a aliados para Hormuz · Teste de lealdade alegado · Recusa de Reino Unido, Dinamarca, Austrália, Japão, Alemanha · Mudança de posição de Trump · Transferência de responsabilidade para comunidade internacional
  • Inflação e Política MonetáriaFED mantém taxa entre 3,50-3,75% · Rejeição de pressão Trump · Preocupação com inflação de combustíveis · Impossibilidade de redução · Consequências econômicas
  • Crise Política na VenezuelaExoneração de Vladimir Padrino López · Uma década no Ministério da Defesa · Transição de poder sob Delci Rodrigues · Desmontagem de redes Maduro · Sinais de reorganização
  • Reposicionamento energético JapãoCompra de petróleo americano · Abandono de fornecedores do Golfo · Uso de reservas estratégicas · Adaptação logística forçada · Qualidade inferior de combustível
  • Conflito Equador-ColômbiaGuerra tarifária · Contexto político Trump · Pressão sobre Gustavo Petro · Alinhamento Daniel Noboa · Proximidade de eleições colombianas
Transcrição59 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Bate-Papo número 1041. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 21 horas e 27 minutos da quarta-feira, 18 de março de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece com o Ortang, o Bagdad. Animado, contente, preparado, revigorado, resiliente.

retumbante, descansado, tarifado em 15% e muito preocupado com o cenário internacional, noites em que ele não consegue dormir. Sônia é aguda em função das múltiplas preocupações que ele tem tido ao longo dos últimos tempos. E temos também Daniel Souza, que é esse que eu vos falo ao longo dos próximos minutos. Vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Como vai, Bagdati? Tudo bem? Vamos a isso?

vou começar, deixar isso aqui claro. Pessoal, erro o nome do Daniel Souza. Daniel Souza fica tristinho, fica jururu. Daniel Souza, com S, vamos lá para esse bate-papo, 1041, Daniel Souza. As pessoas acertam o seu nome, que é O Bagdadi, por conta justamente desse branding que eu ofertei e dessa massificação do seu nome. E isso é algo que eu mereço crédito. Mereço crédito por essa divulgação contínua e ininterrupta da sua marca pessoal.

certo é o meu nome, que escreve com G-U-Y, tem um G, um H, né, depois D-A-D-I, um negócio complicado, porque o Daniel Souza fala, ô, Bagdadi, agradeço pra você, Daniel Souza, Daniel Souza, conhece. Daniel Souza, vamos lá pra esse bate-papo, 1041, e a gente tem hoje, Daniel, um marco importante nessa guerra. A gente está nesse conflito, né, já tem aí 20 dias, né, basicamente, quase 3 semanas, e até agora a gente tinha tido, claro, efeitos na energia muito grandes,

ali uma interrupção na passagem de energia, então o barril do petróleo sendo muito pressionado, mas até agora os impactos de ataques diretos a instalações energéticas tinham sido profundamente limitados, eu diria até colateral. A gente não tinha tido nada de mais grave acontecendo ao longo desses dias todos. Porém, a gente teve, ao longo das últimas horas, um setor iraniano do maior depósito de gás natural do mundo, que é o PARS, o South PARS.

que Salpás fica ali no Golfo Pérsico, Daniel, é uma reserva de gás natural, como eu disse, a maior do mundo, que é dividida entre o Irã e o Catar, e instalações do lado iraniano foram atingidas. Então a gente teve tanque de armazenamento e parte de uma refinaria que foram danificadas. Aí o mundo já começa a olhar para isso e fala, opa, aqui nós temos uma preocupação um pouquinho maior, e aí o que o Irã começou a dizer é, se a brincadeira a partir de agora é essa, é atingir instalação energética,

Eu também consigo, porque essa galera toda que está aqui ao redor também produz petróleo e já está sendo prejudicado porque não consegue passar pelos três de Hormuz e eu também posso atacar as instalações energéticas desses países. Então o Irã, Daniel, listou algumas refinarias e campos de gás na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Catar, que passam a ser vistos como alvos legítimos e ordenou a evacuação imediata dessas áreas.

Irã já tinha feito um ataque contra o setor de produção de gás natural de Israel no Mediterrâneo. Mas agora, portanto, sofreu esse ataque em Salt Pass. Não está claro qual foi o tamanho do dano, mas a partir de agora, os países do Golfo Pérsico, os países árabes do Golfo Pérsico, passam a ver isso com uma enorme preocupação também. E aí, Daniel, o impacto sobre o barril do petróleo é imediato. O mundo todo já começa a ficar preocupado com essa possibilidade da guerra passar a atingir de forma direta

É imediato e no dia de hoje nós tivemos o barril do petróleo alcançando ali algo em torno de 110 dólares. Depois acabou recuando um pouquinho, porque na prática, quando as regiões produtoras de petróleo entram no circuito da guerra, a coisa muda de patamar, porque na prática, além de destruir a capacidade de oferta no curto prazo, isso tende a causar impactos no médio e longo prazo.

A infraestrutura petrolífera precisa ser reconstruída depois da guerra, numa situação onde a guerra se encerra, e isso demanda dinheiro e tempo. Quer dizer, não basta simplesmente encerrar a guerra, não basta simplesmente reabrir completamente o Estreito de Hormuz. Você, tendo aí a infraestrutura petrolífera sendo atingida, a retomada da produção, a retomada de uma normalização no mercado internacional de petróleo, demoraria mais tempo, e, consequentemente, isso impacta já

imediatamente as expectativas. Aliás, a alta do preço dos combustíveis em diferentes partes do mundo já está sendo sentida de forma muito intensa. O pessoal que abastece até no próprio Brasil já sentiu que os reajustes vieram. A Petrobras, no caso do Brasil, acabou repassando relativamente rápido esse reajuste. Já tem até ameaça de greve de caminhoneiros no Brasil,

outras partes do mundo, você tem um descontentamento tremendo. O Japão, Tanguy, que acaba trazendo ou trazia antes da guerra aproximadamente 90% do seu petróleo importado do Golfo Pérsico, passando pelo Estreito de Hormuz, está tentando comprar mais petróleo dos Estados Unidos. E, na prática, isso significaria um petróleo que não é aquele mais fácil do ponto de vista

logístico ou mais adaptado à realidade japonesa. O do Oriente Médio é considerado pelos japoneses como o melhor e mais adequado para as suas necessidades, mas, de qualquer maneira, é uma forma de você tentar mitigar um pouco os efeitos que estão acontecendo. O Japão tem colocado as suas reservas estratégicas para jogo para tentar minimizar o impacto sobre o preço, mas as reservas estratégicas não têm como durar para sempre.

extremamente preocupante. Num primeiro momento, você teve ali, inclusive o Irã, atingindo países que têm bases militares americanas, mas depois pediu desculpas, etc., mas depois voltou a atacar e agora está sinalizando justamente ataques à infraestrutura petrolífera. Como você fez referência, atacar, por exemplo, Israel, é claro que é relevante, é digno de nota, mas Israel não tem a capacidade de produção da Arábia Saudita, não tem a capacidade

de produção do Catar, não tem a capacidade de produção dos países do Golfo Pérsico e, consequentemente, não traz o impacto sobre o mercado que ataques a esses países acabam trazendo. Além de criar um ambiente de profunda hostilidade entre o Irã e os seus vizinhos, o que pode trazer consequências geopolíticas no horizonte também mais dilatado, porque se você começa a me atacar e atacar a minha infraestrutura

produtora de petróleo, você está criando aqui uma mágoa que vai ficar entre nós, porque isso vai trazer consequências para o nosso relacionamento, o que tende a tornar também o Oriente Médio, que já é uma região profundamente instável e sujeita à volatilidade, ainda mais instável e sujeita a ainda mais volatilidade. E isso é um elemento que é preocupante e acabou tendo reflexos sobre o preço do barril de petróleo

no dia de hoje. O que tem acontecido é que o barril sobe, atinge um novo degrau. Às vezes ele até recua um pouquinho, mas ele não recua para o patamar que ele estava antes. Quer dizer, você vai tendo ali uma progressiva escalada conforme os dias vão passando, porque o impacto vai sendo sentido cada vez mais no mercado internacional e vai trazendo ali as consequências inflacionárias e consequências para o crescimento econômico nas mais diferentes partes do planeta. É muito preocupante o que está acontecendo no Oriente Médio, realmente,

não traz repercussões apenas para a região, acaba trazendo consequências para o mundo todo. E aí, Daniel, a gente está falando sobre algo que mexe com o valor do barril do petróleo, que mexe com o valor de tudo. Isso vai mexer com o preço do combustível, vai mexer com o preço de tudo que é abastecido, que é movido pelo petróleo, enfim, combustível, de tudo quanto é tipo. Isso mexe, portanto, com a nossa economia, com o nosso dinheiro, com o dinheiro das nossas famílias e tudo. Então, se você está olhando para isso tudo com preocupação,

todos nós estejamos e você quer ajuda para conseguir gerenciar bem as suas finanças e para garantir que lá na frente isso não seja um problema nas suas economias, na sua aposentadoria, é muito importante ter do seu lado alguém que te ajude a fazer uma boa gestão dos seus ativos. A Rio Claro, que é a nossa parceira aqui no Petit Jornal, é a melhor escolha. A gente está falando sobre uma gestora completa, uma gestora que é capaz de oferecer tudo o que você precisa, mesmo em momentos de instabilidade.

Ainda mais a necessidade de você ter alguém do seu lar que saiba o que está fazendo para garantir que lá na frente você tenha uma aposentadoria tranquila, que você consiga otimizar o dinheiro que você tem, que você juntou ao longo da vida e que você merece que lá na frente esteja bem protegido. Aliás, Tanguy, o atual cenário torna ainda mais necessária a ajuda de profissionais para a gestão do seu patrimônio. Lembrando sempre que a Rio Claro Investimentos trabalha para você. Ela não trabalha para bancos, ela não trabalha para corretoras,

monera vendendo produtos financeiros, empurrando produtos financeiros para você, não há nada disso. A Rio Claro Investimentos faz a gestão do seu patrimônio. Portanto, dentro de um contexto como esse, reforçamos aqui a nossa recomendação. O link está no descritivo desse episódio. Clique, conheça o trabalho da Rio Claro Investimentos, porque eu tenho certeza que você vai gostar. Eles, inclusive, acompanham a dinâmica internacional com bastante proximidade e isso tem reflexos

diretos sobre a alocação de investimentos, sobre a montagem de um portfólio de investimentos. Isso acaba sendo algo de fundamental importância. Aliás, Tanguy, nós tivemos hoje um ótimo exemplo de como essa guerra está impactando na dinâmica financeira do planeta, trazendo repercussões para a alocação de ativos e para a circulação de recursos. No dia de hoje, nós tivemos mais uma super quarta.

tivemos a divulgação da taxa de juros básica do Brasil e da taxa de juros básica dos Estados Unidos. No caso dos Estados Unidos, o FED decidiu manter a taxa de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano, para desespero de Donald Trump, que poucos dias atrás chegou a dizer que o FED deveria convocar uma reunião imediatamente para reduzir a taxa de juros. Não foi isso que o FED fez.

Aliás, o FED não tem como reduzir a taxa de juros dentro desse contexto. O preço dos combustíveis está subindo nos Estados Unidos, pressionando a inflação. Como é que o FED vai reduzir a taxa de juros num momento como esse? E no Brasil, o Copom acabou divulgando a nova taxa Selic, que caiu de 15% para 14,75%. Tanguy, até bem pouco tempo atrás, a aposta é que o Copom no Brasil reduziria a Selic de 15% para 14,5%.

para R$ 14,75, ou seja, o juro está mais alto do que estaria se não tivesse acontecido a guerra no Oriente Médio. Tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, nós estamos com juros mais altos do que teríamos se nada disso tivesse ocorrido e, na prática, isso acaba tendo implicações sobre o crescimento econômico. Com juros mais altos, as empresas investem menos, os consumidores consomem menos, a economia desacelera,

direto de governos de bancos centrais que estão preocupados com a pressão inflacionária causada pela alta do preço do petróleo. A alta do preço do petróleo bate nos combustíveis e com efeitos colaterais e expandidos nas mais dimensões da atividade econômica e nos mais diferentes setores. Já temos aqui um reflexo concreto de algo que vai impactar ou que já está impactando a vida de todo mundo.

Daniel, eu só quero fazer mais um comentário sobre a guerra, e eu queria falar um pouquinho sobre a América Latina, porque a gente tem algumas coisas muito importantes para falar. Mas só para finalizar o assunto Irã, o assunto guerra, o ministro da Defesa de Israel, o Israel Katz, ele confirmou a morte do Ali Larijani. Só para a gente ter uma noção da importância dessa morte, Daniel, ele era o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. Ele era considerado, inclusive, uma das figuras mais importantes do regime,

e, aliás, uma figura de ponta a partir do momento em que o Ali Khamenei morreu. Em um momento algum ele foi cogitado, naturalmente para ser o líder supremo, não é essa a área na qual ele atua, ele não é da parte religiosa do regime, mas ele é da parte da segurança, ele foi um negociador nuclear, inclusive, e, portanto, vem sendo considerada a morte mais importante dentro do regime iraniano desde a morte do Ali Khamenei. No primeiro momento, Israel já tinha dito que o Ali Lalijani tinha sido assassinado,

negado pelo Irã. O Irã tentou apresentar, inclusive, provas de vida, mostrou um manuscrito dele, mandando um recado para os mártires e tudo, que era uma prova de vida frágil e acabou sendo confirmado. Portanto, no dia de ontem, a gente já teve, inclusive, o funeral dele. E, ao mesmo tempo, Israel também anunciou a morte do Golan Reza Soleimani, que era o líder, o comandante das forças Bassis. A gente já falou sobre essas forças.

Então é também importante para você permitir que eventualmente manifestações possam acontecer, que é desmobilizar essa milícia. E também nós tivemos agora o assassinato do Ismail Khatib, que é o ministro de inteligência do Irã. Então três nomes importantes que Israel confirmou que foram mortos do regime iraniano. Então continua havendo essa tentativa de fazer ataques direcionados a figuras importantes dentro do regime iraniano.

que saiu exatamente no momento que a gente estava começando a gravar o nosso episódio, o bate-papo 1040, nós tivemos a Colômbia afirmando que havia 27 corpos carbonizados do seu lado da fronteira próximo ao Equador. Segundo a Colômbia, essas 27 pessoas que morreram teriam sido atingidas por armamentos que teriam sido disparados pelo Equador. O Equador, no primeiro momento, negou. Falou, olha, não tem nada a ver com isso.

A Colômbia continua afirmando, Daniel, que tem informações de que esse ataque não partiu de grupos armados colombianos e tampouco das forças de segurança da Colômbia.

Especificou, foi feita uma perícia, especificou que as armas que foram utilizadas nessa localidade, que é uma comunidade chamada El Amaradero, são bombas Mark 87, que são produzidas normalmente pelos Estados Unidos e pelo Brasil. O Brasil também é um produtor desse tipo de armamento, de 227 quilos, então um explosivo bastante potente, e que são armamentos que, a partir da produção dos Estados Unidos, é utilizado exatamente pelas Forças Armadas Equatorianas.

sem ter para onde correr, Daniel. E teve que, portanto, dizer que, olha, se foi... É aquele negócio, né, Daniel? Me desculpa se eu ofendi alguém. Então, a lógica equatoriana é mais ou menos a mesma. Se partiu do meu lado, peço desculpas e vamos investigar. E, portanto, o Equador aceitou montar uma comissão binacional para investigação em loco. A questão, Daniel, é que você tem, de fato, ali uma parte do explosivo que mostra que é o armamento que é o Equador que utiliza. E, portanto, o Equador disse que, se partiu do meu lado,

pode ter atravessado a fronteira por engano. Pô, Daniel, matar 27 pessoas? Pô, 27 pessoas é gente pra caramba, viu, Daniel? Então, 27 pessoas carbonizadas e que não está muito esclarecido ainda o que foi exatamente que aconteceu. Ainda mais no momento, Daniel, no qual a gente se lembra, a gente já falou sobre isso aqui em outros momentos, a gente vem tendo uma escalada de tensões políticas entre Equador e Colômbia. A gente já falou aqui mais uma vez sobre as tarifas, né?

aumentando tarifa, um coloca tarifa para o outro, outro coloca tarifa para o um. E é importante lembrar que Gustavo Petro, presidente colombiano, está na alça de mira dos Estados Unidos. Está sendo pressionado, Donald Trump vem sugerindo ali que poderia fazer alguma coisa contra Gustavo Petro, não é de hoje, enquanto Daniel Noboa, presidente do Equador, esteve lá na cúpula Escudo das Américas, lá em Doral, na Flórida, que o Trump convidou apenas os chegados, apenas a galera dele, o pessoal mais

próximo e tal. Então, tem um nível de tensão muito elevado nesse momento entre Colômbia e Equador e, naturalmente, quando você tem 27, Daniel, 27 copos carbonizados do lado colombiano da fronteira, naturalmente é algo a se prestar atenção, certamente não vai contribuir para facilitar as relações. Lembrando que a gente tem eleições na Colômbia muito em breve, daqui a algumas poucas semanas temos eleições na Colômbia, o Gustavo Petro não é candidato, não tem reeleição na Colômbia, ele não pode ser candidato,

naturalmente vai ter que esperar para ver qual vai ser o resultado que a gente vai ter até lá. E emendando, aproveitando que a gente está falando de América do Sul, a gente teve uma mudança importante também na Venezuela. Na Venezuela, nós tivemos, depois de uma década à frente do Ministério da Defesa, a exoneração de Vladimir Padrino López. Ele foi exonerado pela presidente Delci Rodrigues. A impressão que passa, Daniel, é que a Delci Rodrigues está, aos poucos, devagarzinho,

tentando desmontar as redes que eram mais próximas, que era a rede de sustentação de Nicolás Maduro. A gente falou algumas semanas aqui, Daniel, que ela, por exemplo, afastou o procurador-geral da Venezuela, que era o Tarek William Saad. Quer dizer, ela realocou, mas tirou de uma posição muito importante, que era de procurador-geral, e colocou numa posição ali que era para monitorar direitos humanos. A gente até falou aqui que é um negócio meio absurdo. O cara que participou claramente do aparato repressivo do governo Maduro,

humanos. Mas quando a gente fala sobre o Padrino Lopes, Daniel, a gente chegou a comentar aqui que quando o Maduro foi preso pelos Estados Unidos, foi abduzido, está lá nos Estados Unidos agora sendo julgado, o Padrino Lopes era um cara que era para quem a gente tem que olhar, porque de repente ele podia ser alguém que participaria de algum tipo de organização, de uma reorganização do poder venezuelano. A Deucer Rodrigues esperou, esperou aí dois meses e meio, e nesse momento, portanto, ele está afastado, ela agradeceu sua lealdade à pátria,

e falou que ele assumirá novas responsabilidades. Não detalhou quais, mas o fato é que Delcey Rodrigues me parece que está aos poucos tentando fazer com que o governo fique um pouco mais a cara dela, que é alguém que está dialogando com os Estados Unidos, e menos a cara de Nicolás Maduro. Vamos ver, Daniel, como é que vai se dar essa reorganização do sistema venezuelano daqui para frente, Daniel. Aliás, esse general venezuelano poderosíssimo, né, Tanguy? Sua saída acabou chamando muita atenção e, claro, ele não deixou de ser,

extremamente grato ali a Delci Rodrigues, sugerindo que está tudo bem, que não tem nenhum problema. Ele, inclusive, que em um determinado momento, nesse ano de 2026, chegou a dizer que o Maduro tinha que voltar imediatamente para a Venezuela. Ele que é um grande responsável pelo processo de militarização do regime venezuelano e, consequentemente, a sua saída realmente é algo que vai trazer consequências, vai trazer implicações,

para o futuro do país. Agora, Tanguy, não aguento mais Donald Trump e o Estreito de Hormuz. Num determinado momento, Tanguy, o Donald Trump, essa semana, chamou os aliados, que não são mais aliados, ou que são, mas não são mais aliados como eram no passado. Enfim, mas o fato é que os aliados não foram socorrer o Donald Trump. Nem Reino Unido, nem Dinamarca, nem Austrália, nem Japão, nem Alemanha. Ninguém foi socorrer o Donald Trump no Estreito de Hormuz. Aí, o ato seguinte é o Donald Trump

dizendo que ele não era para valer. Ele estava apenas testando a fidelidade dos aliados. Queria apenas saber se vocês viriam ao meu socorro. Não que eu esteja precisando da ajuda de vocês. Eu estava apenas testando a lealdade dos meus aliados aos Estados Unidos, ao United States of America. E agora, Tanguy, o Donald Trump mudou de opinião de novo. Agora ele ameaçou transferir a responsabilidade

para a comunidade internacional. Ah, não vou resolver não. Ah, quer fechar? Deixa fechado, eu vou embora, porque não estou nem aí para o Hormuz, não estou nem aí. A culpa nem é dele, né, Daniel? A culpa é dele do negócio estar fechado? Ele fez alguma coisa para contribuir para isso? Claro que não. Óbvio que não. Não tem nada para ter nenhuma responsabilidade nesse troço. Por que eu tenho que resolver agora? Ah, agora me chamam para resolver o problema de Hormuz, como se eu tivesse alguma responsabilidade com esse fechamento. Enfim, é muito curioso, porque o Donald Trump tem que...

ele, de maneira muito deliberada, esquece que o fechamento de hormônios aumenta o preço de petróleo. E não importa se você é um grande exportador de petróleo, como é o caso dos Estados Unidos, um exportador líquido, o impacto inflacionário acontece da mesma forma. Acontece da mesma maneira. Você tem tido reajustes muito fortes nas bombas de combustível nos Estados Unidos. Na Austrália também, Tanguy, eu que acompanho a Austrália com bastante proximidade, os combustíveis estão subindo loucamente.

nos últimos dias por lá, e isso impacta, obviamente, a vida das pessoas, e poucas coisas são tão danosas para a popularidade de um governo quanto um processo inflacionário. Ainda pior quando o processo inflacionário é claramente acreditado a você mesmo e a uma estratégia equivocada ou a um cálculo mal feito que você acabou realizando. Aliás, Daniel, uma informação de agora, informação que saiu nesse momento,

Catar sofreu um ataque iraniano nas instalações de produção de gás natural de Haslafan, que é uma das maiores do Catar, e segundo o próprio Catar, essa instalação sofreu danos significativos. O Catar, inclusive, declarou que tanto o representante militar do Irã no país, quanto a embaixada, quanto o embaixador, enfim, os representantes da embaixada, são persona não grata no Catar. Então, se tem alguém achando que essa guerra podia ser rapidinho,

aqui que não é a tendência. A tendência é que a situação permaneça durante algum tempo e tende a se agravar. Agora, os setores de produção de energia estão sendo atacados de forma direta. Então, você teve ataque ao Irã, agora você tem um ataque contra o Qatar e a tendência, portanto, é que a energia se torne ainda mais cara e ainda mais pressionada, Daniel. Então, segura aí porque a tendência é que o pior ainda venha quando a gente fala sobre crise energética. Isso é extremamente preocupante, Tanguy. Realmente, o que já é

pode se tornar ainda pior ao longo dos próximos dias. Mas, Tanguy, podemos avançar para o final do nosso episódio com uma nota um pouco mais leve, com uma nota um pouco mais alegre para fechar realmente o bate-papo de hoje de uma maneira mais descontraída? Deixa adivinhada, né? Hoje você vai falar sobre uma potência militar que se afirma como tal. E, acima de tudo, um homem, Daniel, que cheira a testosterona e que mostra isso para todo mundo, para o mundo inteiro. Estou certo?

Tá certo, Tanguy. Hoje vamos falar sobre Emmanuel Macron. Emmanuel Macron, Tanguy, que é o rambo do século XXI. Alguém realmente que, se você pensa em alguém brabo, se você pensa em alguém que, poxa, vai pegar em armas e vai resolver conflitos, Emmanuel Macron. O Emmanuel Macron, Tanguy, ele fez várias postagens no Instagram dele nas últimas horas e eu fiquei acompanhando vidrado realmente nessa tentativa dele de construir para si,

a persona de uma liderança militar. Uma liderança militar porque a França é uma potência militar e vocês têm que respeitar a França dentro desse contexto belicista. A primeira postagem foi o Macron dizendo que esse conflito não é da França. Aí achei que era a França sendo França. A França sendo França, dizendo que não tem nada a ver com isso. Pô, guerra, estou fora porque eu não ganho uma guerra 800 anos. Aí você teve uma segunda postagem na sequência. E a segunda postagem vem com o título France is Wild.

Eu falei, uau, a França é braba, a França é valente. E aí tem um vídeo mostrando os armamentos franceses, e mostrando porta-aviões francês, e mostrando o míssel francês, e mostrando como a França é braba. Aí você tem uma outra postagem, aliás, mais duas postagens, com o Macron apresentando o novo porta-aviões francês, que vai se chamar França Livre. Ô, Tanguy, eu fiquei olhando para isso e pensando, ô, Macron, a única especialidade da França,

A única coisa que a França pode ajudar no conflito é oferecer um tutorial de como se render. Porque a especialidade da França é se render, Tanguy. A especialidade da França é se render. Aliás, uma piada que estava sendo dita nos Estados Unidos nos últimos dias era justamente isso. Ah, porque a França quer nos ajudar. Se ela quer nos ajudar, ela pode convencer os iranianos a se render. Porque é isso que os franceses são bons, Tanguy.

Você sabe, você é um francês. Aliás, o pessoal aí da comunidade francesa, o baque tadista é um francês, hein?

ele, que ele certamente terá uma opinião embasada, e para defender aqui tudo o que é dito no Petit Jornal, essa é a linha editorial desse podcast, assinado Daniel Souza e Tanguy Bagdadi. Tanguy Bagdadi é um francês, orgulhoso filho de um argelino raiz, refugiado de guerra, ponto. Então, isso aqui, assinado, só Tanguy Bagdadi, não precisa nem assinar Daniel Souza com essa, só Tanguy Bagdadi, um abraço para a comunidade francesa, para a comunidade argelina, um abraço, doutor Macron, um abraço para você, você é entretenimento,

puro. A gente fica esperando a sua presença aqui no Petit Jornal e ela sempre aparece. Daniel Soa, dessa maneira a gente encerra o nosso episódio. Muito obrigado pela sua presença. Você que ouviu a gente, você que está aqui junto com a gente, você que acompanha as loucuras que estão por aí acontecendo no Oriente Médio, na América Latina e tudo quanto é lugar. Se você quer saber ainda mais sobre o que está acontecendo ao redor do mundo, acessa lá.

Petitcursos.com.br Por lá a gente tem cursos embasados, com uma contextualização

maior, histórica, né? Sobre todos os temas que estão por aqui. Então, se são temas que te interessam, acessa lá. Lembrando que é um projeto de streaming, né? Então, a gente está falando sobre algo que você pode acessar lá e você pode assistir na hora que você quiser, do jeito que você quiser, da forma que você quiser. Tenho certeza que você vai curtir. Acessa lá, peticursos.com.br Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Petional, vocês que ajudam a manter o nosso projeto.

Fica nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês. O Petion Mídia

não tem aí o suporte de um conglomerado de mídia, não tem o suporte de uma grande produtora. Por isso, a ajuda de nossos apoiadores é de fundamental importância. Fica também o nosso convite. Se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix, que é uma forma prática e instantânea de apoiar o Petit Jornal. Você pode, inclusive, ativar o Pix Recorrente. A chave Pix está no descritivo desse episódio.

o link do Patreon. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você. É isso, Daniel Souza, mas estamos de volta. Um abraço e até a próxima. Valeu! Tchau, tchau! Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.

Anunciantes1

Rio Claro Investimentos

Gestão de patrimônio e investimentos
external