A surpresa de Trump - BP 1040
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Os Estados Unidos firmam um acordo com o Paraguai que garante imunidade a agentes americanos, em um movimento que levanta debates sobre soberania e cooperação internacional. No Oriente Médio, Donald Trump afirma ter sido surpreendido pela reação iraniana no Golfo, apesar de a inteligência americana indicar que havia alertas prévios sobre possíveis ataques a aliados dos EUA. Ao mesmo tempo, a Arábia Saudita redireciona exportações de petróleo para o Mar Vermelho, tentando contornar os riscos no Estreito de Ormuz.
Também discutimos o impacto operacional da guerra, com os Estados Unidos já tendo utilizado uma quantidade significativa de mísseis Patriot sem reposição imediata, além da tentativa do Irã de manter sua participação na Copa do Mundo com jogos deslocados para o México.
Na Geleia da Shakira, ressurge uma fala antiga de Trump dizendo que Osama bin Laden poderia atacar os EUA, algo que, à época, já era considerado uma possibilidade por diversos analistas.
#OrienteMédio #EstadosUnidos #Irã #Petróleo #Geopolítica
- Capacidade Militar IraFechamento do Estreito de Hormuz · Ataques contra aliados do Golfo · Utilização de drones de baixo custo · Impacto global no preço do petróleo · Participação dos Houthis na região
- Desvio de petróleo saudita para Mar VermelhoPorto de Iambu e exportações · Números recorde de navios petroleiros · Oleoduto de 1.200 km · Rotas alternativas ao Estreito de Hormuz · Vulnerabilidades em Bab el-Mandeb
- Acordo EUA-ParaguaiImunidade diplomática para agentes americanos · Instalação de bases militares e de inteligência · Extraterritorialidade de funcionários do Departamento de Defesa · Presença americana na fronteira brasileira · Estrategia Geopolitica EUA
- Trump pego de surpresa pela reação iranianaNegação de ter recebido inteligência · Avisos formais de funcionários · Erro de cálculo sobre capacidade iraniana · Falta de envolvimento do Departamento de Estado e Pentágono · Decisão tomada sem profundidade analítica
- Capacidade militar e sustentabilidade dos EUAConsumo acelerado de mísseis Patriot · Custo unitário de 4 milhões de dólares por míssel · Duplicação da produção anual em semanas · Redistribuição de bases internacionais · Assimetria de custos: Patriot vs drones iranianos
- Segurança na Tríplice FronteiraEcossistema financeiro do Hezbollah · Conexão entre Hezbollah e PCC · Classificação do PCC como organização terrorista · Aliança Brasil vs Paraguai-Argentina com EUA · Impacto para política externa brasileira
- Demissão de Joe Kent do ContraterrorismoPosição contrária à guerra com Irã · Análise de ameaça iminente · Crítica ao envolvimento para auxiliar Israel · Questão de responsabilidade na decisão
- Copa do MundoClassificação no Grupo G · Localização dos jogos nos EUA · Pedido para mudar jogos para México · Questões de segurança de atletas · Risco de desclassificação
- Revisão histórica das previsões de TrumpLivro The America We Deserve · Osama Bin Laden como ameaça · Clarividência declarada sobre 11 de setembro · Análise de previsões óbvias vs retroativas
- Crise Política na VenezuelaQueda na produção de petróleo · Inflação em escalada · Desvalorização da moeda Bolívar · Deterioração da qualidade de vida · Expectativa de investimentos privados
Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o bate-papo número 1040. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 17 horas e 24 minutos da terça-feira, 17 de março de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor.
em 15% e também preocupado. Cada dia mais preocupado com o cenário internacional, o professor Bagdadi está passando noites em claro, insônia aguda, em função das múltiplas preocupações que o cenário internacional pantanoso tem nos apresentado ao longo dos últimos tempos. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala, ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Como vai, professor Bagdadi? Tudo bem? Vamos a isso!
E aí, Daniel Souza? Vamos lá para esse bate-papo 1040. Um prazer estar aqui. São 17 horas e 25 minutos no horário de São Paulo. Estamos na capital paulista. Nesse momento, queria dar aqui as boas-vindas a todo mundo que está junto com a gente, pessoal que acompanha, sabendo sobre a guerra, sabendo sobre o mundo por meio do Petit Jornal. Um prazer estar aqui com vocês. Daniel Souza, boas-vindas para você também. E vamos lá, Daniel.
Vamos começar mais esse episódio aqui, deixando as boas-vindas também. Todo mundo que está acompanhando a gente pelo YouTube, pelo podcast,
pela maneira que for. E, Daniel, claro que a gente vai falar muito sobre a guerra de hoje, na verdade, a gente vai falar muito sobre a guerra hoje, a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, mas eu queria antes, Daniel, só abrir um breve parênteses sobre um tema que já está rolando há algum tempo e que o clima da guerra no Oriente Mestre tem sido tão intenso que tem ficado para depois, mas eu acho muito importante comentar porque faz muita diferença para o Brasil.
a construção de uma série de prerrogativas inéditas que foram concedidas para americanos. O que na prática, Daniel, abre espaço para que os Estados Unidos instalem pessoal seu, militar, de inteligência, em território paraguaio. É sempre importante lembrar que quando a gente fala sobre a relação dos Estados Unidos com a América do Sul, o Paraguai tem uma posição muito especial, uma posição muito importante. Então, a gente está falando sobre alguns países que se tornaram grandes aliados dos Estados Unidos,
ao longo dos últimos tempos, El Salvador, Argentina, do Milley, mas o Paraguai, liderado por Santiago Penha, é outro desses países e, na prática, você tem com isso a abertura da possibilidade dessa instalação de pessoal americano aqui, Daniel, do lado do Brasil. E essa prerrogativa que é aberta, Daniel, ela determina que militares e civis do Departamento de Defesa dos Estados Unidos terão imunidade equivalente à de diplomatas.
noção quase que de extraterritorialidade. Isso me lembra, Daniel, sempre que eu vejo isso, algo parecido com o que os britânicos exigiam de países latino-americanos no século XIX. É assim, se algum americano vinculado ali ao Departamento de Defesa fizer alguma coisa no Paraguai, vai ser julgado pela justiça dos Estados Unidos, não vai poder ser punido no próprio Paraguai, o que abre espaço, portanto, para uma enorme autonomia para essas pessoas atuarem dentro do Paraguai. Isso tudo está sendo aceito pelo
Paraguai, o que significa que os Estados Unidos passam a ter uma enorme facilidade de ação naquela região. A gente sabe, Daniel, que uma boa parte dessa intenção, o que leva os Estados Unidos a terem, inclusive, pressionado, demandado, negociado com Paraguai essa possibilidade, é a vontade dos Estados Unidos de estarem presentes na triplice fronteira, a fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, onde, segundo os Estados Unidos, há um ecossistema financeiro do Hezbollah. Lembrando que é uma comunidade
libanesa importante na região da tríplice fronteira. Não é de hoje que os Estados Unidos afirmam que esses libaneses têm ligação com o Hezbollah. Seria de onde teria partido, inclusive, aqueles ataques contra a comunidade judaica na Argentina, na década de 1990. Até hoje, Daniel, não está muito bem comprovado que ligações são essas que tem com o Hezbollah. O Hezbollah tem atuação mesmo. Essa ligação entre o Hezbollah e o PCC, que, aliás, é um dos argumentos que os Estados Unidos utilizam para, talvez, reconhecerem
o PCC, assim como o Comando Vermelho, como uma organização terrorista. Mas isso aqui é algo que o Brasil, particularmente, tem que prestar muita atenção. Quando a gente fala sobre a tríplice fronteira, a gente está falando sobre Paraguai e Argentina, que nesse momento são enormes aliados dos Estados Unidos. E o Brasil, que é um país que dialoga com os Estados Unidos, mas não é considerado um enorme aliado, tanto é que, na semana passada também, nós tivemos aquele evento lá na Flórida, em Doral, em que Donald Trump convidou seus aliados,
e o Brasil não esteve convidado. Aliás, não seria muito logado o Brasil mesmo. O Brasil não é um aliado, não é nesse momento um aliado dos Estados Unidos nessa prateleira, nesse nível de adesão ao projeto americano aqui na região. Mas é importante o Brasil ficar atento, ficar de olho pelo fato de que pode ter, a gente pode ter instalação, aliás, provavelmente teremos a instalação de bases americanas no Paraguai, o que pode significar bases americanas coladas na fronteira com o Brasil, tendo agentes americanos com enorme liberdade de atuação em solo.
Paraguaio sabe, sei lá, que impactos isso pode trazer para o Brasil, Daniel. Aliás, Tanguy, nós chegamos a mencionar há alguns dias aqui no Petit Jornal que uma das justificativas do governo americano para classificar ali o Comando Vermelho e o PCC como organizações narcoterroristas estava justamente nessa argumentação de que haveria ali algum tipo de conexão com o Hezbollah na Tríplice Fronteira e que, consequentemente, esses grupos poderiam ser
potencialmente parceiros na lavagem de dinheiro e no auxílio às operações desse grupo na tríplice fronteira brasileira. Chama muito a atenção essa aproximação dos Estados Unidos em relação ao Paraguai e isso pode, claro, trazer enormes implicações para o Brasil. Voltando para a nossa discussão em relação ao Oriente Médio, Tanguy, no episódio de ontem nós destacamos a passagem de petróleo que tem acontecido no Estreito de Hormuz,
E destacamos que alguns países têm sido mais impactados do que outros. E uma das coisas que eu cheguei a dizer é que o país menos impactado no Golfo Pérsico tem sido justamente a Arábia Saudita. E no dia de hoje eu trago a explicação para isso. A Arábia Saudita está fazendo um enorme esforço para exportar petróleo não através do Golfo Pérsico, mas através do Mar Vermelho, do outro lado justamente da Península Arábica.
do Mar Vermelho, você pode alcançar o Mar Mediterrâneo através do Canal de Suez ou pode alcançar ali o Oceano Índico e buscar mercados naquela direção do planeta. Eu estou falando especificamente do porto de Iambu, que fica na costa do Mar Vermelho do território saudita. Ao longo dos últimos dias, esse porto registrou 64 navios petroleiros
embarcando petróleo e levando petróleo para os mais diferentes destinos. 64 navios até o dia 13 de março, considerando o período total do conflito. Isso significa 21 vezes mais do que no mesmo período de 2025. Num único dia, em 10 de março, você teve um pico de 22 navios petroleiros naquele porto saudita,
petróleo para os mais diferentes destinos. Antes da crise, 80% das exportações sauditas saíam pelo Corvo Pérsico, via Hormuz, e apenas 20% pelo Mar Vermelho. Agora, existe aí um esforço de um fluxo sendo desviado por um oleoduto de 1.200 quilômetros que liga o leste produtor ao oeste exportador. Mesmo com o desvio, a Arábia Saudita
tem sofrido aí um impacto relevante nas suas exportações. E você também tem um outro ponto de atenção. Afinal, o petróleo pode ir para o norte, em direção ao canal de Suez e mar Mediterrâneo, ou pode ir para o sul, para alcançar justamente ali o Mar Arábico e o Oceano Índico. O problema é que, indo para o sul, você tem que passar no estreito de Bab el-Mandeb,
dos ruts do Iêmen. Ou seja, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, você acaba tendo ali a Península Arábica com as duas saídas em direção ao sul, com pontos realmente de vulnerabilidade. Mas, de qualquer maneira, são os sauditas tentando buscar alternativas para minimizar o impacto sobre as suas exportações de petróleo. E, aliás, Daniel, não faz muito tempo a gente falou aqui que o Irã estava meio que convocando seus aliados na região, entre eles os ruts.
uma coisa que vem sendo muito notada é que até agora, desde que esses ataques começaram, desde que você teve inclusive a morte do líder supremo do Irã, o Ali Khamenei, a gente não teve uma participação muito intensa dos Houthis. É claro que os Houthis foram muito atacados por Israel, isso pode levar, claro, um enfraquecimento do seu poder, da sua capacidade de ataque, mas não se descarta a possibilidade de os Houthis estarem segurando a onda exatamente sabendo que a Arábia Saudita pode fazer esse movimento.
ataques contra navios que transportem petróleo saudita. Então, claro que se passar pelo Estreio de Bab el-Mandad, você tem um risco maior, porque passa muito contorno no território do Iêmen, claro que os roots estão ali, mas os roots também teriam capacidade de atingir com mísseis, com foguetes, até com drones fornecidos pelo Irã naturalmente, embarcações ao longo do Mar Vermelho. Então, se torna ali uma região também de bastante volatilidade, uma região que carrega
um risco bastante grande. Daniel, antes de começar a falar sobre, continuar falando sobre a guerra, a gente tem bastante coisa para falar ainda sobre o Irã, eu só quero trazer aqui uma oportunidade que foi aberta pela Alura. Alura, a maior escola de tecnologia do Brasil, ela está com uma oportunidade que eu achei muito especial e ela pediu que a gente trouxesse esse aviso para os nossos ouvintes, que é a Masterclass, o futuro do marketing, o Martec, o marketing na era tecnológica para a tecnologia.
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que o Irã reagiria, e o Irã reagiu fechando o Estrela de Hormuz, como aliás o Irã diz há décadas que poderia fazer caso fosse atacado, e atacou também os aliados do Golfo Pérsico, os aliados americanos do Golfo Pérsico, todos os países foram atacados, então está gerando essa situação que a gente tem visto, que você tem descrevido, Daniel, sobre a alta do petróleo, o petróleo para de passar por ali por aquela região, o que gera impactos para o mundo todo. Eu tenho a impressão que todo mundo sabia que isso podia acontecer menos
uma pessoa. Um ser humano foi pego absolutamente de surpresa e essa pessoa foi Donald J. Ah, não é possível, Tang, não é possível. Não é possível. Daniel Trump disse hoje que ninguém esperava. Ah, meu Deus. Vou abrir aspas, tá? Você não me provoca não que eu abro aspas, hein? Ninguém esperava por isso. E ficamos chocados. Os maiores especialistas, ninguém pensou que eles iam atacar os vizinhos árabes do Golfo,
Daniel Souza. Você fica dizendo que Donald Trump estava informado. Ele não sabia. Ele não tinha como saber, Daniel. Ô, Tanguy, mas tem um podcastzinho aí que fala de temas internacionais que, no ano passado, quando houve um ataque, um ataque pontual dos Estados Unidos ao programa nuclear iraniano, levantou essa possibilidade, Tanguy. Levantou a possibilidade do fechamento do Estreito de Hormuz, de ataques em outros países da região para tentar, de alguma forma, bagunçar o tabuleiro e, consequentemente, trazer repercussão
para os Estados Unidos. Mas se esse podcastzinho sabia, o presidente do United States of America não sabia, que não leu o relatório. Ele devia ter relatório ali na mesa dele, multirelatório, se avolumando ali na mesa dele. O Daniel, sabe por quê? Sabe o que acontece? Você persegue o presidente Trump. Ele não sabia. Ele está te falando que ele não sabia. Ele falou várias vezes. Ele foi perguntado várias vezes. E ele disse que não sabia que o Irã poderia reagir dessa maneira. Então, funcionários da inteligência, de forma anônima,
porque não são doidos também, disseram que, olha, ele foi avisado formalmente algumas vezes aí, algumas vezes, mas Donald Trump sustenta que não sabia, não tinha como saber, Daniel. Não tinha como saber. Então, assim, isso apenas reforça, né, Daniel, aquela tese que a gente já está tem algum tempo, que é de que o Trump imaginou, né, que uma ação contra o Irã seria algo fácil, seria algo rápido, seria algo tranquilo.
várias vezes, o Irã não é o Iraque, o Irã não é o Afeganistão, o Irã não é a Venezuela. O Irã é um país muito mais poderoso e reitero, o Irã é o país mais poderoso com o qual os Estados Unidos entraram em guerra direta desde a Segunda Guerra Mundial. Desde a Segunda Guerra Mundial não teve nenhum país. Isso não era difícil de saber. O Irã é um país grande, é um país que tem uma economia importante, é um país que tem forças armadas, que estão preparadas para uma eventualidade como essa há muito tempo. Então,
Isso apenas dá mais força, Daniel, para algo que a gente vem ouvindo, vem lendo em alguns lugares e tal, que essa decisão de atacar o Irã foi tomada a portas fechadas entre Donald Trump e amigos empresários que consideravam que, olha, dá para fazer algumas ações ali na região, dá para a gente derrubar lá os ayatolais e tal, mas sem uma consciência muito grande, sem uma profundidade muito grande. A impressão que dá é que, de fato, o Departamento de Estado, quando eu falo Departamento de Estado, eu não estou falando do Marco Rubio, tá?
funcionários do Departamento de Estado, o próprio Pentágono, funcionários do Pentágono. Estou falando do alucinado do Hegset, que é outro doido, que provavelmente inclusive dá força para isso. Estou falando de pessoas que entendem do que estão falando, que conhecem, que são informadas, que provavelmente essas pessoas não participaram dessa decisão, senão você não tomaria uma decisão como essa. E agora os Estados Unidos estão se dizendo surpresos com a reação, como está difícil voltar atrás, inclusive Daniel Souza, como talvez
mas falta, inclusive, possibilidade de continuar nessas ações. É verdade, Tanguy. Aliás, se o Donald Trump tivesse contratado a palestra do Petit Jornal, ele teria sido avisado. Mas não contratou a palestra do Petit Jornal, acabou perdendo aí uma ótima oportunidade de estar mais bem informado sobre os riscos que ele estava correndo ao tomar essa decisão. E sim, quando a gente pensa no fôlego dos Estados Unidos para a continuidade da guerra,
porque os Estados Unidos e aliados do Golfo já utilizaram mais de mil mísseis Patriot, cerca de duas vezes a produção anual. Quer dizer, os mísseis que foram utilizados nessas poucas semanas representam o dobro da produção anual de mísseis Patriot. E é interessante observar que a gente está falando de um míssel que custa aproximadamente 40 milhões.
Quarenta, não, quatro milhões de dólares. Se você usou mil mísseis Patriot, na prática, você acabou gastando aí quatro bilhões de dólares apenas nesses mísseis. E existe a informação de que os americanos estão redistribuindo esses mísseis, estão trazendo esses mísseis de outras bases americanas, fundamentalmente bases americanas no exterior, em países como a Coreia do Sul, por exemplo, e esses mísseis estão sendo levados,
em direção ao Oriente Médio para reforçar a capacidade de fogo do exército e da marinha dos Estados Unidos. E é impressionante observar, Tanguy, que quando você olha para esse ritmo, eles não vão aguentar. Quer dizer, os Estados Unidos não têm como manter esse nível de tensão, esse nível de ataque por muito mais tempo. O próprio Trump, volta e meia, diz que o conflito está acabando, mas que ainda tem questões a serem resolvidas, etc.
Aí depois ele diz que precisa da ajuda dos aliados para abrir Hormuz. Aí no dia seguinte ele já diz que não precisa de ninguém, os Estados Unidos podem abrir Hormuz sem a ajuda de qualquer tipo de aliado. O fato é que o tempo está correndo contra os Estados Unidos e os iranianos sabem disso. Os iranianos sabem que o tempo é seu aliado e é inimigo dos Estados Unidos dentro do atual contexto. E aí faz ainda mais sentido a gente lembrar que o Irã utiliza aqueles drones que são de baixo custo.
o valor, ele é estimado, mas ele é estimado entre 20 mil e 50 mil dólares, o que é um drone muito barato. Então, o que o Irã faz? Fica mandando esses drones em direção a aliadas dos Estados Unidos, em direção, inclusive, a Israel, e esses drones, eles são abatidos. Alguns deles são abatidos por outros mísseis, por mísseis menores, outros são abatidos por drones de perseguição, você tem outros tipos, mas muitos deles já foram abatidos até agora por mísseis Patriot. Aí você utiliza um míssel de 4,
milhões de dólares para abater um drone de, no máximo, 50 mil dólares. É óbvio que a pressão, ela fica, a pressão, ela joga contra os Estados Unidos. Isso acaba se tornando, na prática, um problemassa. Aliás, Daniel, uma coisa que denota um pouco essa discussão que a gente tem feito sobre se os Estados Unidos conseguem manter isso durante mais tempo, um conflito como esse, e o risco dos Estados Unidos se envolveram a entrar num conflito como esse, que entraram, mas não sabem como é que vão sair.
demissão, uma pessoa se demitiu voluntariamente, que foi o Joe Kent. Joe Kent era o chefe do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos. E ele disse que eu não posso, abro aspas, eu não posso, em good conscience, de livre consciência, continuar apoiando essa guerra no Irã. O Irã nunca foi uma ameaça iminente para a nossa nação e está muito claro que
iniciamos uma guerra para auxiliar Israel e não sabemos como é que essa guerra vai terminar. Então, esse é um primeiro caso de alguém que diz, olha, essa guerra aí, ela não podia ter acontecido. Os Estados Unidos não podiam ter se envolvido nessa guerra porque os Estados Unidos não tinham uma ameaça iminente, oriunda, do Irã. Podia ser uma ameaça lá na frente e tal, mas uma guerra considerada e irresponsável. E, aliás, a gente tem, daqui a algumas poucas semanas, o início da Copa do Mundo, e o Irã está,
estava, está classificado para a Copa do Mundo. E quando você pega a tabela, Daniel, o Irã está no grupo G, junto com Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e tem agendados três jogos, os três jogos da primeira fase, sendo dois em Los Angeles e um em Seattle. O Trump já disse que o Irã, primeiro ele disse que o Irã não vai participar, e depois o Trump falou assim, não, o Irã é bem-vindo. E o Irã? Está maluco, pode vir, vamos jogar e tal.
é capaz de garantir a segurança dos iranianos. Aí, Daniel, se eu fosse o Irã também, porra, aí não dá, né? Já está acontecendo uma guerra. Você já mandar os atletas para os Estados Unidos, que é um país que está bombardeando o Irã, já é um risco. Você ainda tem o presidente dos Estados Unidos dizendo que sabe se lá se pode garantir a segurança da seleção. Então, nesse momento, você tem a Federação Iraniana de Futebol pedindo para a FIFA para reorganizar as datas, enfim, a organização da Copa do Mundo,
para que os Jogos do Irã fiquem somente no México. Lembrando que a Copa do Mundo vai ser sediada por Estados Unidos, Canadá e México. Então, segundo a Federação Iraniana, se os Jogos do Irã forem no México, o Irã aceitaria participar. Claro que depois, se o Irã vier a se classificar, o grupo não é tão forte assim, né, Daniel? Então, Bélgica, Egito e Nova Zelândia, a chance do Irã classificar nem é tão ruim, não tão pequena assim. Aí teria que ver o que aconteceria. Cá entre nós, Daniel, acho muito difícil.
trata Donald Trump como se fosse um imperador, então não vai fazer isso para acomodar o Irã, ter que mudar as datas, mudar a logística, mudar tudo, mas essa é a chance maior, me parece, nesse momento de fato do Irã ficar de fora e a FIFA vai ter que arrumar um jeito de colocar alguém, alguma outra seleção no lugar do Irã, mas você vê como é que afeta até mesmo uma das maiores competições esportivas do mundo, que é a Copa do Mundo, Daniel.
E é claro que também o Irã, no caso de uma negativa, pode sempre argumentar o seguinte, olha, eu tenho
Eu fiz um pedido, é uma condição extraordinária, meu país está em guerra, etc. Como a FIFA não pôde atender o meu pedido, infelizmente eu terei aqui que declinar e não participar do torneio. Isso também pode minimizar a chance de algum tipo de retaliação, algum tipo de punição ao Irã em função realmente desse cancelamento da sua participação, se esse cancelamento vier a se confirmar.
A situação econômica na Venezuela piorou desde a queda de Nicolás Maduro. A situação econômica era horrorosa na Venezuela, mas nós tivemos uma piora. A produção de petróleo recuou. Ela recuou para algo em torno de 780 mil barris por dia. E a inflação anual saltou de 475% para algo em torno de 600%. E isso acaba, na prática, levando a uma desvalorização acelerada do Bolívar, da moeda venezuelana.
e também de uma deterioração da qualidade de vida dos venezuelanos. Claro que tem sempre o argumento que investimentos virão, que você teve ali uma reforma, uma série de reformas importantes que flexibilizaram a lei de hidrocarbonetos, teve abertura ao capital privado no setor de petróleo, você teve uma nova legislação para mineração. Existe ali toda uma argumentação de que, olha, calma, gente, novos investimentos virão e a economia venezuelana vai decolar no médio e longo prazo,
as coisas estejam difíceis. Mas, no curto prazo, as coisas estão um pouco mais difíceis no Irã. Ô, Daniel Souza, conduzindo a gente para a gelé da Shakira, eu falei que Donald Trump foi pego de surpresa. Absolutamente de surpresa com tudo o que está acontecendo no Oriente Médio, mas já teve um momento em que ele não foi pego de surpresa. É verdade? É verdade, Tanguy. Pelo menos é o que o Donald Trump disse. Não foi a primeira vez que ele disse isso, mas nessa última segunda-feira, dia 16 de março,
jornalistas, que ele é um homem que tem clarividência, é um homem que prevê o futuro, é um homem que enxerga longe. E ele destacou, Tanguy, que ele acabou prevendo os atentados de 11 de setembro. E ele disse o seguinte, eu escrevi em um livro, inclusive está registrado, que eu previ aí os atentados de 11 de setembro. Pois bem, Tanguy, eu fui pesquisar. O livro em questão é o The America We Deserve, publicado no ano 2000.
O que é dito no livro é que Osama Bin Laden é uma possível ameaça para os Estados Unidos, assim como o terrorismo internacional. Otanguer, dizer que Osama Bin Laden é um perigo para os Estados Unidos no ano 2000, até eu, porque é uma ameaça para os Estados Unidos. Osama Bin Laden verbalizava isso, ele verbalizava que ele tinha ódio aos Estados Unidos, que ele era uma ameaça aos Estados Unidos. Quer dizer, o Donald Trump simplesmente estava replicando algo que o próprio Osama Bin Laden,
Mas, claro, agora nós temos aí uma interpretação, digamos assim, de uma previsão retroativa. Você volta no passado e diz que você fez uma previsão que, na realidade, você não fez, ou você fez uma previsão que era meio óbvia de que o Osama Bin Laden, de alguma forma, representava, através do terror, uma ameaça para os Estados Unidos naquela altura.
os americanos, e ele estava ali sendo monitorado por autoridades americanas naquele momento. Eu também vou fazer previsões, Daniel. Quer ver uma previsão? A primeira, a pessoa que está ouvindo a gente vai conferir se está inscrita no canal do Petit Journal no YouTube. Eu estou prevendo isso aqui agora. Se ela não tiver, ela certamente vai se inscrever. E vai olhar também o canal de cortes para ver se também está inscrito. Pode acontecer de não estar.
E a pessoa, estou prevendo aqui, vai se inscrever. E depois disso tudo, a pessoa vai entrar em
www.cursos.com.br e vai conferir lá os cursos que nós já oferecemos naquela plataforma. É uma plataforma de streaming, então na prática você tem acesso a todo o conteúdo que já foi oferecido, que a gente já gravou por lá. Você tem aula sobre tudo que você possa imaginar. A pessoa vai olhar e outra previsão. Eu duvido que não tenha ali pelo menos, Daniel, metade, mais da metade do conteúdo que não interessa as pessoas. Tem certeza que ela vai se interessar por grande parte do que está lá.
aí, Daniel, minha previsão. A pessoa vai digitar peticursos.com.br ou vai clicar no link que está na descrição desse episódio e vai acessar lá. Acessa lá, peticursos.com.br. Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do PetJornal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto. Fica o nosso carinho, o nosso abraço, o nosso muito obrigado a cada um de vocês. Pet é uma mídia pequena, não tem aí o suporte de um conglomerado ou de uma grande produtora, por isso a ajuda de
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A chave Pix está no descritivo. Tem o link do Apoia-se, o link do Patreon. Tenho certeza que uma dessas alternativas
será confortável para você. Daniel Souza, talvez amanhã a gente esteja de volta. Eu já não sei mais, porque os horários estão completamente malucos. Eu acho que a gente vai estar de volta, mas talvez não também. Nos vemos. Um abraço e até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Acesse www.petitjornal.com.br
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