Ataque à Ilha de Kharg - BP 1038
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O ataque à Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, amplia a dimensão econômica da guerra no Golfo. No episódio analisamos a repercussão internacional do ataque e explicamos por que a ilha é estratégica para as exportações iranianas e para o equilíbrio do mercado global de energia, já que grande parte do petróleo do país passa por essa infraestrutura antes de seguir para o mercado internacional.
Também discutimos a pressão de Donald Trump para que outros países participem de esforços para garantir a abertura do Estreito de Ormuz e assegurar o fluxo de petróleo pela região.
Na Geleia da Shakira, uma história curiosa envolvendo a Casa Branca: assessores de Trump estariam usando sapatos grandes demais para evitar constrangimento ao dizer ao presidente o verdadeiro tamanho de seus pés.
#OrienteMédio #Irã #Petróleo #EstreitoDeOrmuz #Geopolítica
- Ataque à Ilha de KhargLocalização geográfica e tamanho · Exportação de petróleo iraniano · Alvos militares atingidos · Preservação de estrutura petrolífera · Sinalização estratégica dos EUA · Importância no comércio global
- Impacto EconômicoAumento do preço do barril · Inflação esperada · Aumento de 20% no preço da gasolina nos EUA · Impacto na produção mundial · Papel do Brasil como produtor
- Estreito de OrmuzBloqueio imposto pelo Irã · Resposta ao ataque americano · Impacto no transporte marítimo global · Ameaça ao abastecimento de petróleo · Significado geopolítico da medida
- Pressão dos EUA sobre aliados internacionaisPedido para abrir Estreito de Hormuz · Pressão sobre a OTAN · Demanda à China · Crítica ao Reino Unido · Ameaças veladas de futuro sombrio
- Recusa de aliados em apoiar estratégia dos EUAAustrália recusa enviar navios · Japão invoca constituição pacifista · Indiferença da OTAN · Reino Unido não age como esperado · Isolamento estratégico dos EUA
- Capacidade Militar IraEscalação Militar EUA-Irã · Irã mais poderoso atacado pelos EUA desde WWII · Comparação com conflitos anteriores · Complexidade do conflito · Desafio diferente para estratégia americana
- Estrategia EUADecisão unilateral de ataque · Ruptura com precedentes históricos · Enfraquecimento de alianças tradicionais · Falta de apoio de aliados · Contraste com predecessores de Trump
- Adiamento do encontro Trump-Xi JinpingEncontro previsto para final de março · Condição: abertura do Estreito de Hormuz · China como aliada do Irã · Pressão diplomática americana · Recusa chinesa esperada
- Proposta de Neil Gingrich para novo canal marítimoBombas termonucleares como solução · Sátira compartilhada como realidade · Ideologia Gingrich e trumpismo · Comunidade Notes no Twitter · Alternativa ao Estreito de Hormuz
- Negociações de PazMediação de Omã · Mediação do Egito · Recusa do Irã em negociar · Recusa dos EUA em negociar · Irredutibilidade das partes
- Geleia da Shakira: sapatos grandes de TrumpAuxiliares vestindo sapatos incorretos · Trump não pergunta tamanho correto · Constrangimento dos assessores · Marca Foreshine · Símbolo de dinâmica de poder
Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o bate-papo número 1038. São exatamente 9 horas e 24 minutos da segunda-feira, 16 de março de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor. Tangui vírgula ou Bagdadia. Animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado.
em 15%. E muito preocupado, cada vez mais preocupado, o professor Bagdadi com o aprofundamento da crise internacional. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais dos últimos dias. Como vai, professor Bagdadi? Tudo bem? Vamos a isso. Tudo bem, Daniel Souza. Vamos lá para esse bate-papo 1038, abrindo a semana, abrindo a semana de trabalhos aqui no Petit Jornal.
Parece que vai ser uma semana longa, viu, Daniel Souza? Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. E deixo aqui, desde já, Daniel, as boas-vindas a todo mundo que acompanha a gente. Passou a semana toda passada acompanhando, tem acompanhado tudo o que tem acontecido na guerra com a ajuda do Petit Jornal. Muito obrigado pela sua presença. Muito obrigado a você que acompanha a gente no YouTube, você que acompanha a gente pelo podcast.
Deixar aquele pedido de sempre. Dá uma conferida se você está inscrito no canal do Petit Jornal no YouTube, no canal de cortes do Petit Jornal também no YouTube. Dá uma olhada se você...
assina o Petit Jornal no podcast, qualquer que seja o aplicativo, e seja muito bem-vindo para mais uma semana aqui no nosso podcast. Daniel, quero começar com a principal notícia do finalzinho da semana passada. Essa notícia foi da última sexta-feira, quando os Estados Unidos, por meio do presidente Donald Trump, anunciaram que realizaram um dos ataques mais importantes da guerra até aqui.
alvos militares na ilha de Karg, que fica no Golfo Pérsico, que é uma ilha iraniana no Golfo Pérsico. Só para a gente ter uma noção, Daniel, de qual é a importância dessa ilha, a gente está falando de uma ilha pequena, ela tem cerca de 20 km². Só para título de comparação, se você conhece o Rio de Janeiro, por exemplo, a ilha do Governador, onde fica o aeroporto Galeão, tem 40 km². A ilha de Karg é metade da ilha do Governador, onde fica o Galeão. Então é uma ilha...
realmente pequena e que fica, portanto, a alguns poucos quilômetros da costa iraniana. E é exatamente por onde o Irã faz grande parte das suas exportações de petróleo. É uma região, uma ilha que tem uma profundidade bastante boa para que navios cargueiros possam atracar. Então você pega o petróleo que é produzido no Irã, em várias partes do Irã, manda por oleoduto para essa ilha e dessa ilha, portanto, você embarca nos navios cargueiros,
para a partir daí você conseguir fazer essa exportação. Cerca de 90%, na verdade entre 80% e 90% das exportações de petróleo bruto do Irã passam pela ilha de Karg. O que sempre é dito, Daniel, é que essa é uma instalação que é tão estratégica, tão importante, que normalmente ela fica imune ao planejamento de ataque. Você vai fazer um ataque contra o Irã, a ilha de Karg você deixa, porque ela mexe demais com o abastecimento de petróleo global.
deixar quieto. A ilha de carga normalmente é um alvo que é tão importante que você deixa ela de lado. E, aliás, o ministro das Relações Exteriores do Irã já tinha dito, algum tempo antes, que se as instalações petrolíferas de carga fossem atacadas, isso acabaria com qualquer comedimento do Irã na guerra. É uma declaração de guerra num nível superior. Donald Trump, portanto, afirmou que fez ataques contra a ilha de carga, mas sem atingir a estrutura petrolífera.
segundo Donald Trump, por uma questão de decência. O recado é muito claro, Daniel. O recado que Donald Trump está dando é olha se a gente quisesse. Presta atenção se a gente quisesse atacar a estrutura petrolífera da ilha de Karg. Ou seja, a gente está falando sobre algo que pode mexer demais com a economia iraniana e com o abastecimento global de petróleo. Então o recado é, se eu quiser atacar a ilha de Karg,
sobre pedra. Dessa maneira, o Irã também se sentiu autorizado a reagir e atacou instalações de petróleo de países do Golfo com um detalhe. A gente teve um ataque que também pareceu muito simbólico, isso aconteceu no sábado, agora dia 14, em que o Irã atacou as instalações de Fujairah. Fujairah fica nos Emirados Árabes Unidos, e você pode falar, pô, os Emirados Árabes Unidos também ficam dentro do Golfo Pérsico. Pega aí o mapa, no entanto, você vai ver que Fujairah
dos Emirados Árabes Unidos que fica fora do Golfo Pérsico. Então o recado é, se os Estados Unidos quiserem atrapalhar a capacidade iraniana de exportar petróleo do Golfo Pérsico, afinal de contas, segundo o Irã, tem passado navios petrolíferos iranianos pelo Estreio de Hormuz, mas dos outros países não, o que o Irã está dizendo é, instalações de países do Golfo Pérsico, aliado dos Estados Unidos, também não vão poder exportar,
não estejam no Golfo Perso, mesmo que não tenham que passar pelo Estreito de Hormuz. Ou seja, Daniel, o recado que é dado de ambas as partes na última sexta-feira é a Ilha de Karg, ela deveria estar fora do cenário normal de guerra. O que os Estados Unidos estão dizendo é, eu posso puxar a Ilha de Karg para dentro da guerra, e aí vai ficar ruim para o Irã também, se o Irã mantiver o Estreito de Hormuz fechado. E o que o Irã está dizendo é, se mexer na Ilha de Karg,
o tom da guerra, e aí a gente vai ver a crise se espalhar de uma forma ainda maior, ou seja, Daniel, esse último fim de semana ele trouxe um elemento de tensão a mais do ponto de vista militar e do ponto de vista econômico também. Agora, Tanguy, quando você acaba não bombardeando as instalações petrolíferas, se por um lado você está passando uma mensagem realmente, olha, pode ser que da próxima vez eu realizo um ataque também nas instalações petrolíferas, por outro lado,
também sugere algum grau de esperança de vitória, ou seja, que no futuro você consiga virar o regime iraniano ou derrubá-lo com as instalações petrolíferas preservadas e, consequentemente, trabalhando a favor da política externa americana, trabalhando a favor de uma agenda estadunidense. Um outro aspecto que também precisa ser levado em consideração é que destruir as instalações petrolíferas da ilha significaria necessariamente
um impacto ainda maior sobre o preço internacional do petróleo, o que nesse momento é um problema para os Estados Unidos. Quando a gente pega especificamente o Irã e os Emirados Árabes Unidos, dois países que estão aí no centro dessa confusão nos últimos dias, a gente está falando de algo entre 6% e 6,5% da produção mundial de petróleo, só esses dois países, o que é bastante coisa. Os dois países costumam figurar ali,
entre os dez maiores produtores de petróleo do mundo. Quer dizer, o Irã, com todas as dificuldades, ainda produz ali suficiente para estar super bem ranqueado. Quem, em vários momentos, aparece à frente dos dois países nesse ranking é o Brasil. Às vezes a gente esquece como o Brasil se tornou um gigantesco produtor de petróleo e como passou a estar muito bem ranqueado no mercado internacional.
das tensões, uma percepção de que a crise do petróleo veio para ficar. No próprio Brasil, você teve a Petrobras autorizando reajuste no preço dos combustíveis. No caso dos Estados Unidos, você vai tendo aumentos sistemáticos no preço dos combustíveis nos postos de gasolina. E o que acaba acontecendo é que Estados Unidos e Irã estão rejeitando qualquer tipo de negociação e sinalizam claramente uma guerra mais longa.
Aliás, nesses últimos dias, você teve países da região tentando abrir canais diplomáticos para um cessar-fogo. Foi o caso de Oman, foi o caso do Egito, mas os dois lados se mostram absolutamente implacáveis ou irredutíveis no que diz respeito a não estabelecer, essa é a decisão, qualquer tipo de tratativas para um cessar-fogo.
E um agravamento, obviamente, dos impactos econômicos da guerra. Você já tem elevações no preço também das passagens aéreas. Você já tem impactos no que diz respeito à circulação de pessoas. E a tendência é que isso acabe trazendo elementos adicionais de complexidade no que diz respeito à dinâmica de funcionamento da economia mundial. Agora, no meio disso aí tudo, Daniel, crise, energia mais cara, problema para cá, problema para lá,
não significa que você não tenha que se vestir bem e estar apresentável, né, Daniel? Até na iminência do fim do mundo, você está bem vestido, aliás, você ter roupas, inclusive, tecnológicas bem ajustadas com a versatilidade é algo fundamental e é por isso que a gente traz aqui, Daniel, os nossos parceiros da Insider Store. Só para lembrar, Daniel, a gente está no mês do consumidor e nesses dias agora a Insider Store vai além do que normalmente ela costuma fazer e ela tem descontos de até
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resolveram atacar o Irã. De forma absolutamente surpreendente, esse ataque ao Irã gerou uma pressão gigantesca sobre o petróleo e, de forma mais surpreendente ainda, o Irã foi lá e fechou o Estreito de Hormuz. Ah, o Irã está avisando que vai fechar o Estreito de Hormuz se for atacado há sei lá quantas décadas. Sim, mas ainda assim, o Irã foi lá e, de fato, fechou o Estreito de Hormuz. Imagino que esteja todo mundo extremamente surpreso com isso. E Donald Trump, vendo que não conseguiu derrubar o governo iraniano,
o regime iraniano com rapidez, e que essa crise sobre o petróleo pode se prolongar e pode inclusive prejudicar as pretensões eleitorais dele, que vai enfrentar uma eleição no final desse ano, começou a tentar pensar como é que eu posso resolver. E o que ele disse, Daniel, eu fui procurar, não é possível que ele tenha dito isso. O que ele disse foi que todo mundo agora tem que se comprometer a ajudar a abrir o Estreio de Augusto. O que ele falou foi, OTAN, a OTAN tem que me ajudar.
sair em defesa da abertura do Estreito de Hormuz e, segundo ele, haverá um futuro muito ruim para a OTAN, um futuro sombrio para a OTAN, caso os aliados dos Estados Unidos não ajudem a abrir o Estreito de Hormuz. Dei, inclusive, uma cutucadinha, Daniel, no Reino Unido, e virou e disse que o primeiro-ministro, Keir Starmer, que é, entre aspas, o aliado número um, se recusou a agir quando solicitado. Já devia ter vindo com a gente há muito tempo.
E não foi só para a OTAN que ele pediu ajuda, não. O que ele disse, Daniel, isso é maravilhoso, é que a China, eu vou repetir, a China tem que ajudar os Estados Unidos a abrir o Estreito Russo. Aí, Daniel, eu estava fazendo aqui a conta, né? Peguei a minha calculadora aqui e comecei a fazer minha matemática. A China compra o petróleo do Irã. Estava feliz da vida comprando o petróleo do Irã e dos demais países da região. Aí os Estados Unidos dão um jeito de criar um auê danado, a China é prejudicada, e agora os Estados Unidos dizem que a China tem que se juntar com eles e os Estados Unidos
resolver o problema que eles, Estados Unidos, criaram. É isso ou eu perdi alguma coisa, Daniel? Tanguy, deixa eu te explicar com calma. O Hexet, que é o secretário de defesa dos Estados Unidos, saiu com a segunda pérola nos últimos dias. Abre aspas. A única coisa que impede a passagem pelo estreito agora é o fato de o Irã disparar contra navios. O estreito estará aberto à passagem caso o Irã não dispare. Fecha aspas.
fechado, basta abrir o estreito. Para abrir o estreito, basta ter a ajuda dos aliados dos Estados Unidos, porque abrir o estreito é algo que interessa a todo mundo. Então, os Estados Unidos estão pedindo ajuda a todo mundo, que a todo mundo interessa que o estreito esteja aberto e a passagem de petróleo seja retomada. Aliás, nós tivemos aliados dos Estados Unidos mundo afora sinalizando Estados Unidos. Ô, querido, pois é, né? Lembro que você disse que você se bastava, que você era o pica das galácticas,
etc., resolve aí sozinho os Estados Unidos. Você é alguém que pode resolver esse problema sem maiores dificuldades. Aliás, membros da OTAN têm oferecido sinalizações nesse sentido e membros que são fora da OTAN, na realidade, países aliados dos Estados Unidos que não são membros da OTAN também. É o caso da Austrália e do Japão, que informaram que não enviarão navios de guerra para o Estreito de Hormuz,
como o presidente dos Estados Unidos. A ministra dos Transportes da Austrália afirmou que o país não recebeu pedido formal para enviar navios e não participa de nenhuma missão naval na região. Como que diz? Não recebi a carta. O Trump fez essa declaração aí, mas foi uma declaração sem qualquer tipo de formalidade. Já o ministro da Defesa do Japão disse ao parlamento que Tóquio não prevê realizar uma operação de segurança marítima
no estreito. Aliás, a primeira-ministra também declarou que uma missão seria juridicamente muito difícil por conta das restrições da Constituição pacifista do Japão. O subtexto é o seguinte, Estados Unidos, lembra daquela Constituição que vocês escreveram para nós? Ah, que pena. Não dá para ajudar em situações como essa. Mas foram vocês que escreveram a Constituição para nós dentro de um contexto onde vocês estavam querendo nos ajudar. Por isso, a gente está observando
um certo isolamento dos Estados Unidos. O que reforça algo que a gente explorou aqui no Petit Jornal já há algum tempo. Quanto foi estúpida essa estratégia dos Estados Unidos de alijar os seus aliados, de se separar, se afastar dos seus aliados, porque volta e meia os aliados são importantes e agora a gente tem um ótimo exemplo disso. Aliás, antecessores de Donald Trump sempre agiram com base em duas premissas.
E aqui, é claro, é a lógica dos Estados Unidos, mas as premissas sempre foram essas. Primeira, você vai fazer um ataque e você precisa atacar o cara dos seus grandes aliados. Os aliados dos Estados Unidos normalmente são pesos pesados do ponto de vista político. A gente está falando sobre o Reino Unido, que é um país que tem ogivos nucleares, é um país de economia grande. Você está falando, eventualmente, de países da Europa Ocidental.
Então, são países que normalmente compram essas brigas. Você tem o Canadá, você tem a Austrália. Dessa vez, agora, os Estados Unidos resolveram isso sozinhos.
primeira quebra de uma certa lógica americana de algumas décadas dos Estados Unidos indo sozinhos. E a segunda premissa, o Irã é o, sei lá, o Irã é melhor tomar cuidado, a gente já falou sobre isso aqui outras vezes, o Irã é o país mais poderoso que os Estados Unidos resolveram atacar desde a Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos não fizeram guerra com mais ninguém, com esse calibre, com essa capacidade militar que o Irã tem.
Não é um país poderoso da primeira prateleira, mas também não é um país qualquer,
o Iraque. Não é um país qualquer. Então, quando os Estados Unidos juntam esses dois elementos, a tendência é que, de fato, eles fiquem numa situação complicada. Foram os Estados Unidos e Israel sozinhos. E é isso. E aí, a gente falou aqui, inclusive, Daniel, que a expectativa que havia era que até o final do mês, agora, de março, houvesse um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping. Esse encontro provavelmente vai ser adiado e, segundo Donald Trump, será adiado enquanto ele não tiver uma resposta
sobre disposição chinesa em ajudar a abrir o Estreito Hormuz. Ou seja, se o Xi Jinping fizer essa desfeita comigo de não me ajudar a se contrapor a um aliado da própria China, o Irã é um aliado da China. O Irã é um país que vende petróleo para a China. A China tem no Irã meio que um país da sua zona de influência. Então o que o Donald Trump está dizendo é se a China não me ajudar a se contrapor ao meu inimigo que é aliado deles, a gente não vai se encontrar.
esse encontro de fato não vai acontecer, porque a China não vai fazer isso. A China não está entrando em briga com ninguém, Daniel. Aliás, faz muitas décadas que não quer entrar em briga com ninguém. Você imagina se vai arrumar uma briga com o Irã, botando essa azeitona na empada dos Estados Unidos. Então, provavelmente, Daniel, esse encontro que aconteceria até o final de março não vai acontecer. Claro que pode ter uma reviravolta, os dois acabarem se encontrando e tal, ter aquela pressão de um lado, pressão de outro, mas o fato é que, segundo Donald Trump, nesses termos, o encontro não aconteceria, Daniel. Agora, Tang, nessas horas de
crise, é importante ter ideias. Boas ideias. Então, o ex-presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, o Neil Gingrich, aliado próximo do presidente Donald Trump, gerou enorme repercussão ao compartilhar nas redes sociais um artigo que sugeriria detonar bombas termonucleares para criar uma nova rota marítima e evitar o estreito de Hormuz. Na prática, o que o querido estava sugerindo ao compartilhar esse artigo é que você
um novo canal, Tanguy, ali por dentro da Península Arábica, e dessa forma você não precisaria mais utilizar o Estreito de Hormuz. Ele fez essa publicação no X, no ex-Twitter. O problema, Tanguy, é que ele compartilhou um texto que era uma sátira, né, Tanguy? Era uma piadoca e ele levou a sério a piadoca e postou sério isso no Twitter e, consequentemente, ele tomou ali um Notas da Comunidade no Twitter, onde o pessoal
dizendo que qualquer pessoa com cérebro funcional saberia que aquilo ali era um texto satírico. E o nosso amigo, pelo menos, ele está tentando ter ideias. Ele está tentando ter ideias. Inclusive, ele deu uma entrevista para a Fox Business afirmando que a passagem aberta seria essencial para evitar uma derrota dos Estados Unidos no conflito contra o Irã. E, claro, a gente está falando de algo que está trazendo enormes repercussões.
Nos Estados Unidos, o impacto já aparece no preço da gasolina para os consumidores finais, que já subiu mais de 20% nesse período aí muito curto, esse período que não chega a um mês. Mas, de qualquer maneira, o querido aqui tentou, né, Tang? Trouxe ali uma ideia, bombas termonucleares, você vai bombardeando ali, aí você abre um novo canal através do bombardeamento de um pedaço da Península Arábica. É dessa maneira.
que algumas pessoas acham que o problema de Ormus poderia ser resolvido. Esse querido aí, Daniel, o Neil Gingrich, ele é um precursor do trumpismo, tá? Ele andou para que o Trump pudesse correr. Ele que tem essa lógica de que tem que vencer, vencer, vencer, vencer em qualquer situação, de qualquer maneira, de qualquer jeito. Você tem que passar por cima das instituições, passar por cima das convenções, passar por cima das regras. O que é importante é impedir que os democratas tenham qualquer tipo de poder.
localiza no espectro político americano. Sem o Gingrich, que foi presidente da Câmara dos Estados Unidos, não teria a lógica de Donald Trump. Donald Trump é um filhote político dessa lógica do New Gingrich. Agora, Daniel, por favor, me diz que isso que você trouxe já foi a geleia, ou tem coisa pior? Não, tem coisa pior, tem coisa pior. Vamos para a geleia da Shakira de hoje, Tanguy. Olha lá. Se bem que pode ser uma segunda edição da geleia da Shakira de hoje. Fotos recentes, Tanguy, estão mostrando.
E o J.D. Vance usando sapatos sociais grandes demais. Pô, estão andando com sapatos enormes. Parece sapato ali que não foi para eles. E a pessoa começou a investigar. O que está acontecendo para eles usarem esses sapatos gigantescos? Meu Deus do céu. E o Wall Street Journal descobriu que o Donald Trump olha para os auxiliares dele e diz o seguinte. Seu sapato está horrível. Vou comprar o sapato para você. E aí, só que ele não pergunta o número do sapato do auxiliar.
Ele adivinha. Ele chega à conclusão de qual é o número do sapato. E ele gosta de comprar os sapatos sociais na marca Foreshine. E o que acaba acontecendo é que os auxiliares dele ficam sem graça de dizer. Ih, presidente, sabe o que é? Esse sapato ficou grande demais, não vou usar. E fica todo mundo usando os sapatos que o Trump está de presente. Andando diante da imprensa, diante de tudo que acontece. Com os sapatos enormes, os sapatos escapando do pé. Porque, pô, eu não quero de forma alguma constranger o presidente.
ele comprou um sapato errado ou de um número errado. Esse é o momento, Tanguy. Esses homens estão comandando esta bagunça que está aumentando o preço do barril de petróleo, que vai gerar inflação, vai colocar a recessão no planeta todo. São pessoas que não conseguem virar para o chefe e falar, ô chefe, ô Kiri, tudo bem, adorei o presente, mas tem como trocar, o meu pé não é esse. Mas o Donald Trump não pergunta, porque o Donald Trump sabe tudo. Então ele olha para você e sabe, porra, você calça X, você calça Y.
Falar os sapatos bons para vocês, para que vocês não me envergonhem mais nas aparições públicas e agora estão me envergonhando ainda mais. Fica às vezes a impressão de que é de propósito, né? Se isso fosse uma história sendo contada de algum ditador em algum lugar aí da África, da América Latina e tal, todo mundo ia falar assim, meu Deus, que absurdo, a pessoa não pode nem falar que o tamanho não é aquele. Isso aconteceu na Casa Branca, tá, gente?
Está acontecendo no grande exemplo de democracia do mundo, que é os Estados Unidos.
porque você pode ser demitido, acontecer alguma coisa com você, você pode ficar, cair em maus lençóis, caso você diga que o sapato está ruim, porque não cabe no seu pé. Bom, Daniel, dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio, vou deixar aqui mais uma vez o agradecimento a todo mundo que acompanha a gente, todo mundo que está junto com a gente aqui, de mãos dadas, Daniel, nessa loucura que está o planeta Terra, muito obrigado, e deixar sempre o convite, se você quer saber mais sobre o mundo, quer saber mais sobre o contexto, mais sobre história,
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Grava a noite. Que horas que é hoje, Daniel? Já me perdi. 19 horas? 19 horas. Nos vemos. Um abraço. Até a próxima. Valeu. Tchau, tchau.
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