Os impactos da guerra no Brasil - Invest 107
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Neste episódio do Petit Invest, analisamos os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o Brasil, com foco nos efeitos sobre energia, inflação, juros e atividade econômica. Discutimos como a alta do petróleo pode pressionar preços, afetar expectativas e dificultar o ambiente para a política monetária, além de alterar custos de produção e transporte em diferentes setores da economia brasileira.
Falamos também sobre os efeitos da crise para a Petrobras, o endividamento público e privado, o cenário político e eleitoral e as perspectivas de expansão da exploração de novos poços de petróleo no país. Um episódio para entender como um conflito regional pode produzir consequências concretas sobre investimento, crescimento, contas públicas e debate estratégico no Brasil.
#Brasil #OrienteMédio #Petróleo #Petrobras #PetitInvest
- Conflito Irã-EUAPressão sobre economia brasileira · Efeitos em matriz energética global · Incerteza sobre duração do conflito · Repercussões prolongadas no Brasil
- Impacto da Guerra no PetróleoAlta do barril de petróleo · Pressão inflacionária · Efeitos na economia mundial · Insumo central na matriz energética
- Inflacao CombustiveisAlta do barril de petróleo · Repassagem ao consumidor final · Impacto no poder de compra · Frete mais caro em produtos
- Brasil como exportador líquido de petróleoBenefícios na balança comercial · Entrada de dólares · Arrecadação de impostos · Integração na OPEP+
- Papel de estabilização da PetrobrasFunção social na contenção de preços · Represamento de reajustes · Acionistas privados · Menor volatilidade vs outros países
- Papel da Petrobras como amortecedorRepresamento de reajustes · Menor flutuação de preços · Diferença em relação a outros países · Acionistas privados
- Inflação e Política MonetáriaAumento de custos de transporte · Reajuste de preços de produtos · Risco de recessão · Afetação do poder de consumo
- Controle de Precos GovernamentalCorte de impostos federais sobre diesel · Tarifa de exportação de 12% · Equilíbrio orçamentário · Efeito arrecadatório
- Exportação de PetróleoRefinarias antigas do segundo PND · Petróleo leve vs petróleo pesado · Limitações de refino doméstico · Exportação para China e Estados Unidos
- Agenda Ambiental vs PetroleoPosição do governo Lula · Padrão internacional de países ambientalistas · Necessidades de país em desenvolvimento · Justificativas geopolíticas
- Infraestrutura BrasilCapacidade limitada de refino · Refinarias antigas da década 70 · Especialização em petróleo leve · Exportação de petróleo pesado
- Defesa do ConsumidorCorte de impostos federais sobre diesel · Tarifa de exportação de petróleo de 12% · Neutralidade orçamentária esperada · Políticas de arrecadação
- Exploracao de Pocos de PetroleoMargem equatorial · Esgotamento de poços atuais · Necessidade de prospectação futura · Debate ambiental
- Petroleo Economia GlobalMovimentação de veículos · Componentes industriais · Geração termelétrica · Incontornabilidade energética
- Cenários de ConflitoPrevisão de duração da guerra · Picos de tensão intermitentes · Impactos econômicos prolongados · Efeitos eleitorais potenciais
Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Petit Invest número 107. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 9 horas e 22 minutos da sexta-feira, 13 de março de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor. Tanguy, vírgula, ô Bagdadi. Animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado,
15% e preocupado. Muito preocupado com o cenário internacional. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos falar um pouco sobre o ambiente de negócios, a dinâmica de investimentos. Esse é o Petit Invest, espaço de toda sexta-feira aqui no Petit Jornal. Tudo bem, Tanguy? Como vai? Vamos a isso? Tudo bem, Daniel Souza. Vamos lá para esse Petit Invest 107, o último episódio. Em condições normais de temperatura e pressão,
Essa semana, deixa aqui as boas-vindas a todo mundo que acompanha a gente ao longo da semana, ou então às vezes houve maratona no fim de semana. Sejam todos muito bem-vindos, é um prazer estar com vocês aqui. Queria deixar aqui o nosso agradecimento também, né, Daniel? Todo mundo que acompanha a gente ao longo da semana, pessoal que acompanha o que está acontecendo no mundo por meio do Petit Jornal, que fala sobre Petit Jornal com as outras pessoas, a gente sempre fica muito orgulhoso com esse tipo de iniciativa.
E, Daniel, o nosso objetivo de hoje é falar sobre os impactos da guerra no Brasil.
pode dar a impressão de que a gente está distante e que os impactos da guerra não chegam aqui, mas chegam e, aliás, chegam no bolso de todo mundo. Se você, aliás, está pensando no futuro e certamente está pensando, todo mundo pensa lá na frente, Daniel, na aposentadoria, pensa em como garantir a segurança do seu patrimônio, aumenta o seu patrimônio, é muito importante ter do seu lado alguém que saiba o que está fazendo. A Rio Claro Investimentos é uma super gestora de ativos, aliás, que acompanha
Acompanha muito o que está acontecendo no mundo e pode te oferecer as melhores soluções para uma gestão completa da sua vida financeira, inclusive na montagem de uma carteira que esteja mais protegida em momentos de instabilidade como esse, né, Daniel? E é importante sempre destacar, Tanguy, que a Rio Claro Investimentos trabalha exclusivamente com foco no interesse do cliente. Ela não tem qualquer tipo de trabalho de vender produtos financeiros e ser remunerada
por essa venda, não há qualquer tipo de conflito de interesses. Esse é um diferencial super importante da Rio Claro Investimentos para gerir o seu patrimônio, ainda mais dentro de um contexto tão complexo, com tantas flutuações no cenário econômico doméstico e internacional. É isso, Daniel Souza. Então, eu queria já lançar a pergunta para você, Daniel, que é quais são os impactos mais imediatos que você vê dessa guerra no Oriente Médio sobre o Brasil? O que chega na gente? O que chega primeiro? O que pode chegar?
na frente. Me conta, Daniel, o que só você está vendo, Daniel, com relação ao impacto da crise da guerra no Brasil? É importante registrar, Tanguy, que essa crise no Oriente Médio tem repercussões para todos os países, tem repercussões para a economia mundial. Afinal, a gente está falando de um insumo, o petróleo, que é central na matriz energética do planeta, pelo menos ainda, e, consequentemente, o escasseamento da oferta desse insumo leva a um aumento no preço,
efeitos colaterais sobre todo o mundo. No caso do Brasil, não é diferente. O Brasil acaba sofrendo também uma pressão inflacionária, potencialmente uma pressão inflacionária, com a alta do preço do barril de petróleo. É claro que o Brasil tem algumas especificidades e me parece importante que a gente analise cada uma delas. A primeira especificidade é a existência da Petrobras.
fazer algum tipo de represamento ou de espaçamento no que diz respeito aos reajustes dos combustíveis. Não me parece que ela tenha condições de fazer isso permanentemente, mas você tem ali realmente uma menor flutuação do preço dos combustíveis em comparação a outros países, como é o caso dos Estados Unidos, onde os reajustes nas bombas em função do preço internacional são praticamente imediatos, são praticamente
instantâneos. Um outro aspecto que também não pode ser esquecido é o fato do Brasil ser um exportador líquido de petróleo. O Brasil é um dos maiores produtores de petróleo do planeta. Isso é algo até que às vezes a gente esquece. O Brasil foi convidado para integrar a OPEP+, não por um acaso, afinal, o Brasil é um grande produtor de petróleo. Consequentemente, uma valorização do petróleo tende a beneficiar o resultado em balança comercial do Brasil,
o Brasil exporta mais do que importa. Isso pode trazer, como consequência, impactos ali na entrada de dólares, a tendência é que entrem mais dólares na economia brasileira em função disso, além de impactos também do ponto de vista arrecadatório. Ou seja, a gente está falando de um Brasil que sofre com a inflação, mas também pode experimentar alguns efeitos positivos. Do ponto de vista eleitoral, do ponto de vista de popularidade do governo de turno,
É claro que a questão inflacionária me parece mais urgente. Afinal, o impacto sobre o poder de consumo das famílias é muito significativo. Puxa, você vai abastecer o seu carro, vai estar lá mais cara a gasolina, o litro da gasolina vai estar mais alto em função do barril de petróleo que subiu no mercado internacional. Ou mesmo o frete dos diferentes produtos e serviços que você compra estará mais caro e esse frete mais caro vai ser repassado para o preço final do produto.
Eu queria focar, Daniel, no que você falou no início da sua fala, que é o papel da Petrobras. Porque a Petrobras, um argumento muito forte a seu favor, a favor da existência da Petrobras, é o fato de que ela consegue cumprir uma certa função social. Então, na hora que o bicho está pegando no exterior e você tem uma pressão muito grande sobre o valor do petróleo, sobre o que poderia chegar na bomba, a Petrobras acaba absorvendo isso.
A lógica é mais ou menos essa. Então, você considera que tem uma empresa estatal
há algum tempo fazer esse balanço. Então, de uma certa maneira, retardar o impacto que aquilo pode trazer para o consumidor brasileiro e sabendo que isso traz consequências também para a economia como um todo. Se o combustível está mais caro, a tendência é que tudo fique mais complicado também em termos de crescimento econômico. É por aí? É por aí, Tanguy, mas é importante lembrar também que a Petrobras é uma companhia de economia mista.
Então, ela tem acionistas também privados e quando você também tem uma baixa do preço do bairro de Petrobras,
é interessante que às vezes a Petrobras também resiste a baixar, a repassar essa redução para o mercado. Ou seja, ela tem condições de uma certa administração, ela consegue eventualmente não baixar tanto em momentos onde o barril está mais barato e também não aumentar tanto, pelo menos não tão rapidamente, em momentos onde o barril está mais caro. E chamou a atenção que o governo brasileiro, assim como muitos outros governos do mundo,
medidas. Você teve o corte de impostos federais, por exemplo, sobre o diesel e você teve também a implementação de uma tarifa de exportação de 12%. A tarifa de exportação de petróleo no Brasil era zerada e agora você vai ter uma tarifa de exportação de petróleo de 12%. Me parece, Tanguy, que uma medida como essa tem cunho arrecadatório, porque o Brasil é um grande exportador de petróleo e ele exporta
Ele exporta petróleo porque o Brasil refina basicamente petróleo leve e exporta petróleo pesado. Exporta para países como a China, exporta para países como os Estados Unidos. O Brasil não tem capacidade de refino desse petróleo pesado que acaba sendo exportado. Ou seja, as exportações devem continuar em algum grau acontecendo. Ah, eu coloquei tarifa de exportação para desestimular a exportação. No caso do Brasil, isso não funciona muito assim,
Precisa exportar esse petróleo, uma vez que você não tem capacidade de refino desse petróleo. Agora, vai gerar uma arrecadação de imposto que vai compensar, eventualmente, a redução dos impostos federais sobre o diesel. Aliás, o próprio governo anunciou que a expectativa dele é que fique elas por elas e que você não tenha ali um impacto orçamentário. Mais uma especificidade do petróleo brasileiro, do mercado de petróleo brasileiro.
refinarias brasileiras são fundamentalmente antigas, do segundo PND, da década de 70, uma parte importante delas, refinarias que foram formatadas para refinar petróleo leve, provenientes principalmente de países do Oriente Médio. Imagino que o Brasil não vai ter, num cenário como esse, também dificuldade de vender, mesmo colocando essa sobretaxa, essa tarifa de exportação de 12%. Me parece que vai continuar conseguindo exportar.
Outra coisa, Daniel, que eu acho importante a gente olhar sempre, olhando um pouco,
mais para frente, é que no Brasil existe uma discussão entre a produção de petróleo e a questão ambiental. E o governo brasileiro, particularmente o governo Lula, ele tenta se equilibrar entre essas duas pautas. Então é um governo que abraça muito a pauta ambiental, ao mesmo tempo que também não recua da ideia de explorar o petróleo que puder. Amigo, apareceu petróleo, a gente vai explorar. Então você tem ali a margem equatorial, que naturalmente é uma região que o Brasil considera que tem que ser explorado, sim, em termos de petróleo.
crise agora dá muita força para essa ideia. Tipo, não dá para deixar esse petróleo lá. Esse petróleo vai ter que ser explorado pelo fato de que a gente está vendo aí uma elevação no preço do petróleo, o que significa uma necessidade do Brasil de ter acesso a mais petróleo para si e uma super oportunidade também para conseguir vender esse petróleo no mercado internacional num momento no qual está muito pressionado. A gente não sabe quanto tempo vai permanecer pressionado. E é interessante, Tanguy, porque o próprio governo brasileiro já
argumentou em diferentes momentos que, olha, tem muita gente aí que defende a pauta ambiental, mas também está aumentando a produção de petróleo. Quer dizer, países como o Reino Unido, até países como a Noruega, que são grandes produtores de petróleo, historicamente tem ali um certo engajamento na pauta ambiental, estão aí aumentando a produção de petróleo, prospectando mais petróleo e, consequentemente, o Brasil, que é um país em desenvolvimento, tem aí uma série
precisa também continuar produzindo petróleo, precisa prospectar novos poços, porque os poços em utilização em algum momento vão caminhar para um certo esgotamento, para um declínio, e se nós não começarmos a trabalhar hoje novos poços, lá na frente você vai ter uma certa escassez da disponibilidade desse tipo de insumo. É bastante complicado, Tanguy, a gente está falando realmente de um mundo muito pantanoso,
um mundo muito imprevisível, um mundo muito incerto, e a questão energética é absolutamente central. Quer dizer, você não tem como movimentar uma economia moderna sem energia, e pelo menos até o presente momento, o petróleo continua absolutamente incontornável. Seja para a movimentação dos veículos, seja por conta dos seus componentes para a indústria, que muitas vezes acabam sendo utilizados também para a produção dos mais diferentes
produtos, seja também para a geração de eletricidade. Você acaba tendo, até no Brasil, algumas usinas termoelétricas que são movidas a diesel. Então, você coloca lá o diesel para poder, através do seu funcionamento, ter a geração de eletricidade. E dentro de um contexto onde a energia fica mais cara, o impacto acaba sendo generalizado.
atividade econômica. Uma energia mais cara gera esses dois efeitos, inflação mais alta e uma atividade econômica mais lenta, eventualmente até uma recessão dependendo da duração e da intensidade do encarecimento da energia.
E a hipótese que a gente estava levantando no último bate-papo, aliás, fico convite para quem não ouviu no nosso bate-papo 1037, que foi gravado nessa noite de quinta-feira, é que tudo indica que essa guerra pode se estender. Claro que não há garantia, claro que é imprevisível, pode ser que acabe daqui a pouco, mas a chance dessa guerra ir tomando, ir ganhando tração, você vai tendo uma guerra que vai aumentando, você vai ter picos de tensão maior, semanas ali um pouco mais tranquilos,
A guerra pode existir ainda durante algum tempo, ao contrário do que os próprios Estados Unidos tinham planejado, o que traz efeitos prolongados. E aí, naturalmente, os efeitos do Brasil também são prolongados. Pode mexer até com a eleição. Pode mexer de uma série de maneiras que eu acho que, nesse momento, a gente não consegue nem prever exatamente. Daniel Souza, dessa maneira, fica aqui o nosso agradecimento. Lembrando, nesse momento complicado da política internacional, nesse momento complicado da economia internacional,
fazenda e a Rio Claro é esse pessoal. São pessoas que acompanham muito de perto tudo o que está acontecendo e têm condições de te ajudar demais nessa gestão financeira para você imaginar lá na frente uma independência financeira, uma aposentadoria tranquila, garantir que você faça do que você tem hoje e do que você vai amealhar ao longo da vida. Tranquilidade para a sua vida futura. O link está na descrição desse episódio. Procura a Rio Claro.
Daniel Souza, segunda-feira estamos de volta, se tudo ter certo, né? Segunda-feira estamos de volta para o Bate-Papo, às
amanhã. Nos vemos. Um abraço. Até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.
Rio Claro Investimentos
Gestão de patrimônio e carteira de investimentos