Episódios de Petit Journal

EUA e Israel atacam o Irã - BP Extra

28 de fevereiro de 202635min
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Neste BP Extra, analisamos os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã, em uma ofensiva que atinge diretamente o núcleo do poder iraniano e levanta questionamentos sobre uma possível estratégia de enfraquecimento ou mesmo de mudança de regime. Discutimos os alvos escolhidos, o cálculo estratégico por trás da operação e o impacto imediato sobre a estabilidade regional, especialmente diante do risco de ampliação do conflito no Oriente Médio.
Também examinamos a reação de Teerã, que respondeu atingindo aliados dos EUA no Golfo, ampliando o tabuleiro e elevando o nível de imprevisibilidade. Avaliamos as reações internacionais, incluindo posicionamentos de potências europeias, Rússia e China, e os possíveis efeitos sobre energia, rotas marítimas e mercados globais. Um episódio dedicado a entender se estamos diante de um confronto pontual ou de uma escalada de maiores proporções.
#OrienteMédio #Irã #EstadosUnidos #Israel #Geopolítica
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

HostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

Co-hostJornalista
Assuntos5
  • Ataque aéreo EUA-Israel ao IrãObjetivo de atingir o núcleo do poder iraniano · Estratégia de enfraquecimento ou mudança de regime · Alvos escolhidos e cálculo estratégico · Impacto na estabilidade regional e risco de ampliação do conflito · Reação de Teerã e ampliação do tabuleiro · Reações internacionais (Europa, Rússia, China) · Efeitos sobre energia, rotas marítimas e mercados globais · Programa nuclear iraniano
  • Relações EUA-Reino Unido e Política InternacionalRelações diplomáticas desde 1979 · Revolução Iraniana e captura da embaixada · Ataque ao USS Cole e envolvimento iraniano · Regime iraniano como inimigo dos Estados Unidos · Programa nuclear iraniano iniciado pelos EUA no regime do Shah · Acordo nuclear de 2015 (P5+Alemanha) · Retirada dos EUA do acordo e reintrodução de sanções · Financiamento iraniano a aliados (Hamas, Hezbollah)
  • Impacto EconômicoAlta do preço do petróleo · Bloqueio do Estreito de Hormuz · Insegurança e incerteza nos mercados · Valorização do dólar e fragilidade de sua credibilidade · Preferência por ouro e outros ativos · Queda de ações e bolsas · Inflação e diminuição do poder de compra · Impacto humano
  • Reação internacional ao conflitoApoio do Canadá (Mark Carney) · Apoio da Austrália (Anthony Albanese) · Condenação da Arábia Saudita à agressão iraniana · Fechamento do aeroporto de Dubai · Desconforto da Europa (França - Macron) · Demanda por pausa na escalada de tensões
  • Ataque a escola iraniana em MinabeSfarram · Shiraz · Qom · Minab · Urmia · Kermanshah
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Petit Jornal.

Inteligência e reverência em doses diárias.

Olá, gente.

Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal.

Esse é um bate-papo extra.

Nós sempre aqui no Petit Jornal acabamos trazendo esses conteúdos suplementares quando algo de força maior acontece, quando nós temos aí um tema que precisa ser destrinchado no calor do momento e claramente é o caso no dia de hoje.

Estamos gravando esse episódio numa live no Petit Jornal, no YouTube do Petit Jornal.

São exatamente 10 horas e 24 minutos da manhã de sábado, 28 de fevereiro de 2026.

Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor.

o Tanguy, Obagdadi, que está aí tentando compreender e, uma vez mais, preocupado com a dinâmica internacional.

Ele está pessimista, gente.

Vai trazer aí um olhar peculiar e pessimista sobre a dinâmica internacional, algo que lhe é muito, muito caro.

E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala.

Ao longo dos próximos minutos, como eu disse, a gente tem um episódio de tema único.

Vamos falar dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, algo que já estava mais ou menos precificado, algo que a gente já vinha falando no Petit Jornal há algumas semanas, mas que acabou levando algum tempo para acontecer.

e ocorreu agora nessa virada, virada no Brasil de 27 para 28 de fevereiro.

Tudo bem, professor Bagdadi, vamos a isso.

Tudo bem, Daniel Souza, vamos lá para esse plantão, Daniel.

A gente tem muita coisa para falar, quer dizer, as coisas estão acontecendo exatamente agora, então ao longo das próximas horas certamente a gente vai ter mais novidades.

Mas como sempre, eu acho importante a gente fazer essa análise aqui no calor do momento.

O que está acontecendo exatamente agora?

Qual o contexto?

Quais são as informações que a gente já tem até agora?

Até para que a gente possa ter, junto com os nossos ouvintes, um olhar para o que vem daqui para frente.

Queria dar aqui as boas-vindas a todo mundo que acompanha a gente, pessoal que acompanha o Petit Jornal, pessoal que ouve o Petit Jornal para conseguir acompanhar o que está acontecendo no mundo afora.

E, claro, dar aqui também as boas-vindas a pessoal que começa a conhecer a gente a parte agora.

Tem muita gente que fica curioso.

E aí

onde que pode se atualizar.

O Petit Jornal tem live todos os dias ao longo da semana.

E como você está vendo aqui, mesmo em dias que normalmente a gente não teria novos episódios, a gente grava exatamente para conseguir trazer tudo no calor do momento, notícias frescas.

E, Daniel, ao longo das últimas horas, nós tivemos um grande ataque.

de Israel e Estados Unidos ao Irã.

Já foi confirmado, então, num primeiro momento havia dúvidas sobre se Israel estaria participando também, ou se seriam somente os Estados Unidos, mas está confirmado, são os dois fazendo um ataque de grandes proporções contra o Irã.

Esse aqui é o primeiro ponto, Daniel, que eu queria ressaltar logo de saída.

Em junho do ano passado, os Estados Unidos fizeram ataques contra o Irã.

Aliás, os Estados Unidos e Israel também.

Foi a primeira vez que os Estados Unidos fizeram ataques contra o Irã.

Então, são dois países que não têm relações diplomáticas desde 1979, mas nunca os Estados Unidos tinham feito um ataque, um bombardeio, qualquer coisa assim, contra o Irã.

Essa foi a primeira vez que aconteceu.

mas foi algo muito direcionado, algo muito pontual.

Não estou dizendo que tenha sido pouco grave, foi bastante grave, porque a gente estava falando sobre ataque a instalações nucleares iranianas.

Porém, o ataque de hoje sobe um nível, aliás, de maneira bastante clara, a partir do momento em que nós temos ataques que têm por objetivo atingir o núcleo do poder iraniano.

Quero lembrar...

que essa foi mais ou menos a estratégia de Israel de 2023 para cá com relação aos principais aliados do Irã.

Então, depois que você teve aquele ataque do Hamas contra Israel, isso aconteceu no dia 7 de outubro,

de 2023, Israel começou uma estratégia que era de tentar eliminar os principais grupos que eram ameaças diretas a Israel.

Então fez ataques muito direcionados.

Eu sei que a imagem que a gente tem da guerra é contra Gaza de uma forma geral, é claro que isso aconteceu, mas ataques que tiveram por objetivo eliminar a liderança do Hamas.

a liderança do Hezbollah, líderes de grupos que apoiavam o Irã, que eram considerados ameaças a Israel.

Israel foi extremamente eficiente, extremamente eficaz.

E a impressão que eu tenho, Daniel, é que de lá para cá, Israel, junto com os Estados Unidos...

passaram a planejar algo similar com relação ao Irã.

Não foi o que aconteceu em junho do ano passado, quando o objetivo era tentar inviabilizar o funcionamento das instalações nucleares iranianas.

Mas tudo dá a entender que o alvo desse ataque que está acontecendo nesse exato momento, agora, no momento que a gente está falando, é...

a cúpula do governo e das forças armadas iranianas.

Então, nesse momento, por exemplo, a gente já sabe que os alvos principais são regiões que estão perto do Palácio de Governo e da residência oficial do Ali Khamenei, o líder supremo, e do presidente Massoud Pesekian.

Então, de fato, a gente tem a impressão de que o alvo é você tentar decapitar o regime iraniano para ver se o regime cai de uma só vez, Daniel.

Então, vamos lá.

Aliás, Tanguy, isso foi verbalizado pelo presidente Donald Trump num discurso de aproximadamente sete minutos que foi divulgado pelas redes sociais da Casa Branca.

Ele começa, inclusive, fazendo ali um pequeno histórico das relações entre o Irã e os Estados Unidos desde 1979.

Inclusive, ele faz referência à Revolução Iraniana, faz referência à captura da embaixada dos Estados Unidos naquela oportunidade, faz referência às pessoas que foram feitas como reféns, faz referência a ataques que os Estados Unidos sofreram ali por conta dos iranianos, inclusive coloca na conta...

dos iranianos ataques como o ataque ao USS Cole.

E o próprio Trump diz que muito provavelmente os iranianos estavam envolvidos nisso, etc.

Coloca o regime iraniano como um regime terrorista.

Ou seja, ele descreve o regime do Irã como sendo inimigo dos Estados Unidos.

Na verdade, realmente, ao longo desses 47 anos, como o Trump chegou a dizer, realmente o regime iraniano é inimigo dos Estados Unidos.

E ele também destaca nesse discurso que o Irã jamais terá uma bomba.

Jamais terá um artefato nuclear, uma bomba atômica, e que, consequentemente, os Estados Unidos estavam iniciando aquele ataque para tornar os Estados Unidos um lugar mais seguro.

Me parece que, nesse momento, ele estava claramente falando para o eleitor dele como quem diz, olha, eu disse para você que nós não entraríamos em novas guerras.

Mas nesse caso aqui, eu estou fazendo isso para tornar a sua vida mais segura, porque o regime iraniano coloca a sua vida em risco, coloca a vida de americanos em risco.

Aqui não tem nenhum juízo de valor, é apenas uma descrição do que efetivamente ele colocou.

E também, Tanguy, me parece claro que há nesse ataque um componente interno muito forte de quem está com problemas de popularidade, com quem está com problemas em relação a temas internos.

A economia não está tendo o comportamento que o Trump prometeu.

Você tem também a questão da imigração, que recentemente passou por um revés importante no governo Trump em Mineápolis.

e agora ele coloca o foco no Irã, como quem diz, vamos agora olhar aqui para o Irã, não olhemos mais para o que está acontecendo internamente nos Estados Unidos, porque olhando internamente para os Estados Unidos, eu não estou muito bem agora.

é um movimento bastante arriscado. É claro que pode dar certo, é claro que o regime iraniano pode eventualmente cair, como o Trump verbalizou, como ele disse com todas as letras, mas caso isso não aconteça, os Estados Unidos podem ficar numa situação bastante embaraçosa e isso pode trazer consequências muito severas para os Estados Unidos e para a administração Trump internamente. E a lógica do Trump, Daniel, em cima disso que você falou, obrigado por paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying pra paying

ela é uma tentativa de resolver os grandes problemas da segurança dos Estados Unidos.

Então, no momento em que ele vai lá e captura o Maduro, o recado que ele está querendo passar para o Maduro e para o mundo também, na verdade, para o eleitorado americano e para o mundo, é que a gente vai resolver aqueles grandes problemas que até agora ninguém tinha resolvido.

Então a Venezuela é considerada uma pedra no sapato dos Estados Unidos há bastante tempo, desde que em 2002, aliás, desde que em 99, na verdade, o Hugo Chávez se torna presidente.

Em 2002 você tem a tentativa de golpe, o Maduro, o Chávez, perdão, acaba voltando ao poder, então ele sofre o golpe, mas ele consegue voltar ao poder.

Então já tem muito tempo que os Estados Unidos olham para a Venezuela como algo a ser resolvido.

O Irã também.

O Irã é uma pedra no sapato dos Estados Unidos desde 1979, como você falou, e tem um ponto especificamente que agrava muito essa relação, que é obviamente a questão do programa nuclear.

Só para a gente lembrar, Daniel, quando a gente fala sobre o programa nuclear iraniano, ele foi iniciado no início da década de 1970 pelos Estados Unidos.

que inicia o programa nuclear do Irã, são os Estados Unidos, junto com o então regime iraniano, que era o regime do Shah, né?

O Shah Reza Parleve, que era um grande aliado dos Estados Unidos.

E quando acontece a Revolução em 1979, há uma expectativa por parte dos Estados Unidos de que esse programa nuclear tenha cessado, que ele tenha parado.

Então a lógica é, não está tendo ajuda, não está recebendo componentes, não está recebendo ajuda técnica.

Esse regime vai parar, não tem muito para onde correr.

E durante bastante tempo, imaginava-se de fato que esse programa nuclear iraniano tinha fracassado, tinha falido por falta de ajuda, por inanição.

No ano de 2002, no entanto, olha quanto tempo faz isso, Daniel, tem 24 anos isso.

No ano de 2002, no entanto...

O governo do George W. Bush, um governo republicano também, recebe a informação por parte de exilados iranianos em Washington de que o programa nuclear iraniano nunca parou.

Ele quase parou, teve dificuldades, avançou e recuou, teve dificuldade para conseguir urânio, teve dificuldade para conseguir determinados componentes, mas...

conseguiu avançar.

Aqui a gente não pode ser paternalista, ter uma visão arrogante com relação ao Irã, que é uma visão que muitas vezes os Estados Unidos têm, porque o Irã é um país que tem capacidades técnicas muito importantes, é um país que tem uma tradição científica muito forte, tem físicos, tem químicos, tem matemáticos extremamente competentes.

Então foi um país que, em nome da sua segurança, começou a pensar que, olha, um programa nuclear para mim aqui talvez seja aquilo que eu preciso.

Você começa a partir daquele momento uma ampla pressão contra o Irã, uma série de sanções, o programa nuclear iraniano se torna um dos grandes assuntos ao longo dos últimos 24 anos, mas ninguém consegue resolver.

A gente tem um acordo que é finalmente assinado no ano de 2015 por Barack Obama, e aí, Daniel, aparece o nome do Obama?

Isso mexe com a cabeça do Trump.

O Obama assinou um acordo com o Irã.

Não apenas os Estados Unidos, os outros membros do Conselho de Segurança, mas a Alemanha, que é o chamado P5+, assinam esse acordo com o Irã.

E basicamente o que esse acordo com o Irã diz lá no ano de 2015 é o Irã vai ter que fornecer, vai ter que oferecer transparência completa acerca do seu programa nuclear e limitar bastante o enriquecimento de urânio.

Se isso acontecer, se a gente souber exatamente o que está acontecendo, se o Irã, por exemplo, desativar determinadas instalações nucleares que nos incomodam, que a gente considera que são mais sérias, mais graves, mais críticas, a gente retira uma parte das sanções.

O acordo foi feito.

Ao que tudo indica, o Irã estava seguindo o seu caminho, estava seguindo exatamente aquilo que tinha combinado.

Porém, com a ausência das sanções ou sanções menores, o que o Irã começou a fazer é, agora eu preciso garantir a minha segurança também, e começa a usar o dinheiro do petróleo.

que estava congelado, é que agora será descongelado, a gente está falando da época aí, de coisa de 100 bilhões de dólares, para financiar ainda mais seus aliados na região.

Então vai financiar o Hamas, vai financiar o Hezbollah, são aliados desde sempre, mas começam a ter muito mais dinheiro, muito mais fundo.

Vai financiar, por exemplo, o Hezbollah iraquiano, o Hezbollah Al-Qitaib.

que não é o mesmo Hezbollah, tá?

Você tem o Hezbollah libanês, você tem o Hezbollah iraquiano, são todos aliados do Irã e que vão começar a colocar Israel numa posição difícil.

Então o que Israel vai virar para os Estados Unidos é, ô, os Estados Unidos, vocês viajaram aí.

Vocês estão liberando o Irã para ter grana para financiar os caras que vão fazer guerra contra mim.

Então, quando o Trump é eleito em 2016 e ele assume a presidência em 2017, ele estabelece o Irã como prioridade máxima.

O Irã é minha prioridade.

Então, ele sai do acordo nuclear, recoloca as sanções, volta a tentar isolar o Irã.

Ao passo que o Irã também começa, agora os meus aliados aqui vão ter que me ajudar.

Anos depois, uma das consequências disso vai ser, indiretamente, claro, mas o ataque do Hezbollah, pera não, do Hamas a Israel em outubro de 2023.

Então, a lógica dessa dupla...

Israel, Estados Unidos, do Trump, aí o Trump volta à presidência, naturalmente esse tema volta à tona, é a gente precisa resolver a questão iraniana.

Como é que a gente resolve o Irã?

Primeira coisa que a gente vai fazer é a gente vai caçar toda essa galera que o Irã financiou, que é uma ameaça direta a Israel e, portanto, indiretamente uma ameaça aos Estados Unidos, então vai decapitar as lideranças.

decapitado, sentido figurado, vai eliminar as lideranças do Hamas, do Hezbollah, vai cair o regime sírio, você vai ter uma série de grupos aliados do Irã que vão cair, o que tira um pouco da capacidade iraniana de agir, e a impressão que dá, Daniel, é que no ano passado tentaram acabar diretamente com o programa nuclear iraniano, não conseguiram, os ataques foram grandes e tal, mas o programa nuclear iraniano, ele...

se mantém.

Aliás, tem informações, inclusive, da Agência Internacional de Energia Atômica, que o Irã teria aí 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, o que daria, Daniel, se você enriquecer mais esse urânio pra chegar a 90%, que é o que você precisa pra fazer ogivas nucleares, daria pra fazer 15 ogivas.

15 ogivas, Daniel, é uma puta...

Potência nuclear, de fato, uma grande potência.

E a impressão que dá é de que nesse momento, agora, no momento que a gente está falando, Israel e Estados Unidos estão tentando resolver a coisa de forma mais direta, mais objetiva, eliminando agora o regime iraniano.

Aliás, Tanguy, se por um lado o presidente Donald Trump tinha alguns auxiliares apontando o risco,

de um enfrentamento direto dos iranianos, afinal o Irã não é Venezuela, o Ayatollah Khamenei não é o Maduro, o Irã não é Cuba, não é a Síria, não é o Iraque, a gente está falando de um país militarmente muito poderoso.

Se por um lado você tinha esses elementos que eram elementos apontados para você ter ali algum cuidado, porque essa operação poderia ser muito arriscada, por outro, o Donald Trump também ouviu de alguns auxiliares que essa era uma janela de oportunidade única.

Ou seja, você está falando de um regime iraniano que nunca esteve tão fraco pelas razões que você descreveu há pouco.

O regime iraniano construiu toda uma estratégia de rompimento do isolamento, porque a gente sempre tem que lembrar que o Irã é um país relativamente isolado na região.

E esse isolamento foi combatido através desses proxys que foram inflados ao longo das últimas décadas e que nos últimos tempos passaram por um enfraquecimento muito significativo.

E quando você olha o estágio de enfrentamento do Irã, depois que os proxys estão enfraquecidos, o passo seguinte acaba sendo o enfrentamento do próprio rege iraniano.

E é interessante observar que nós temos aqui já relatos até da própria BBC dizendo que o Irã já começou a retaliação e a retaliação começa contra alvos dos Estados Unidos na região.

Alvos dos Estados Unidos no Kuwait, na Jordânia, no Bahrein, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos já teriam sido alvos de ataques iranianos em retaliação, e claro, ataques em retaliação ao próprio Estado de Israel.

Quer dizer, o próprio Estado de Israel já estaria sendo alvo de retaliações por parte do regime iraniano.

Agora, quando a gente olha para toda essa movimentação, ela pode se alongar por muitas horas, quer dizer, ou por muitos dias.

Não me parece que a gente está falando de uma operação pontual, como aconteceu no ano passado, como você descreveu há pouco.

Até porque o Donald Trump, no final do discurso dele, ele proclama aos iranianos que chegou a hora deles lutarem pela sua liberdade.

Ele diz que os iranianos, o bom povo do Irã, em um determinado momento ele destaca dessa maneira, vocês agora precisam procurar abrigos, precisam se proteger, porque bombas vão cair no Irã, e depois que essas bombas forem jogadas, chega o momento de vocês tomarem o poder.

quer dizer, de vocês tomarem o poder pelas suas próprias mãos, o que já sugere com muita clareza que não haverá qualquer tipo de incursão terrestre por parte dos americanos, o que seria também uma insanidade, seria uma loucura, afinal a gente está falando de um país militarmente bastante poderoso.

Agora, Tanguy, você falou em um determinado momento sobre ataques perto do Palácio Presidencial.

Me parece que um dos alvos desses ataques...

é o próprio Ayatollah.

Quer dizer, me parece que os Estados Unidos estão atrás do Ayatollah.

E quando a gente olha o desenho do regime iraniano, você tem uma série de camadas, você tem ali os especialistas, você tem ali o Conselho de Guardiães, você tem a própria Guarda Revolucionária.

mas tudo acaba na sala do Ayatollah.

Quer dizer, o Ayatollah é uma figura absolutamente poderosa.

Muitas vezes ele é colocado como uma figura religiosa, distante, mas ele não é.

A gente está falando de uma figura que centraliza demais o poder.

E esse é um outro aspecto.

A gente também está falando de um ayatollah bastante idoso e, consequentemente, sem um substituto claro, o que também seria um elemento de fragilidade, porque você não tem uma clara expectativa de poder de quem será o seu substituto.

Enfim, são muitas camadas e a gente tem aí uma série de acontecimentos dos quais a gente ainda tem que observar para tentar entender um pouco melhor quais serão os caminhos seguidos.

Eu vou fazer o nosso jabá aqui, tá, Daniel?

A gente tem o nosso curso lá, que é o Petit Cursos.

Tá lá no petitcurso.com.br.

O link tá na descrição desse episódio.

A gente teve um curso que a gente gravou não faz muito tempo, que era o Cara a Cara do Oriente Médio.

E a gente pegou algumas figuras muito importantes pra entender o Oriente Médio.

E uma dessas figuras foi exatamente o Alicamenei.

Então, se você quer entender um pouco mais sobre o Alicamenei, e você não é aluno do Petit Curso, acessa lá.

Petitcurso.com.br faz parte de uma gama bastante grande, bastante diversificada, aliás, de cursos que podem ajudar a entender o contexto do que está acontecendo aqui.

A gente tem curso no qual a gente fala sobre o programa nuclear iraniano, sobre a relação dos Estados Unidos com o Irã, a relação de Israel com o Irã.

que ao contrário do que a gente acha, chegou a ser boa mesmo depois da Revolução.

Então, isso tudo está lá.

E, Daniel, uma coisa que Israel deixou meio no ar, que não ficou muito claro o que eles quiseram dizer, foi que o exército israelense disse que começou uma campanha de bombardeio simultaneamente a assaltos a diversas partes de Teirã.

assaltos como assaltos.

Então, é um assalto no sentido de um ataque, algo mais direcionário, que não é apenas o bombardeio.

Não ficou claro se isso quer dizer algum tipo de incursão terrestre.

Qual é a questão, qual o problema?

Nesse momento, há um apagão total em Teherã.

no Irã, de uma forma geral, de internet.

Tem algumas poucas brechas e aí tem gente dentro do Irã falando o que está acontecendo e tudo, mas nesse momento a gente tem uma névoa de informações, a gente tem dificuldade de ter informações.

Tanto é que boa parte das informações que a gente está trazendo aqui...

são informações de fora.

São informações do que a gente ouve de agências internacionais, que a gente tem dos Estados Unidos, de Israel, você falou da BBC e tal.

Informações de dentro do Irã a gente ainda não tem.

Isso coloca para a gente, portanto, algumas dúvidas.

Por exemplo, a gente teve uma informação de algumas horas atrás, tem mais ou menos uma hora e meia.

por parte do governo iraniano, de que o Ali Khamenei, que é o líder supremo, e o Massoud Pesekian, que é o presidente do Irã, estariam vivos.

A informação foi essa.

Sem qualquer tipo de comprovação.

Você ter que afirmar que alguém está vivo já é algo que chama atenção, já é uma notícia, né, Tanguy?

Pois é.

E sem imagem, sem nada.

Eu entendo que o Irã, claro, não queira divulgar imagens, porque quando você divulga imagens, você dá...

margem para saber onde é que ele está.

Ele está num lugar fechado?

O que a gente consegue identificar mais ou menos onde é que é e tal?

Você tem sistemas de inteligência que estão, óbvio, muito atentos a qualquer tipo de informação, mas de qualquer maneira, isso é um ponto muito importante, que é, as informações, elas estão vindo de fora do Irã, dentro do Irã, até agora, a gente ainda sabe muito pouco.

Outras informações que eu acho importante trazer, Daniel, é a reação internacional, como é que o mundo tem reagido.

Dois aliados não decepcionam e já se manifestaram em apoio aos Estados Unidos.

Mesmo com uma relação combalida, tá, Daniel?

O primeiro deles foi Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá.

O Trump, ele dá na cara do Mark Carney, diz que o Mark Carney é governador do Canadá, que o Canadá é o 51º estado americano, né?

Destrata, não aperta a mão dele quando encontra em público e tal, mas a declaração de Mark Carney foi o Canadá.

apoia a ação dos Estados Unidos para prevenir que o Irã obtenha uma bomba nuclear e para prevenir que seu regime siga ameaçando a paz e a tranquilidade internacionais.

E outro foi o Anthony Albanese, primeiro-ministro da Austrália, onde o Daniel está.

Ele utilizou palavras muito parecidas, o Daniel, e pareceu inclusive ali que ele copiou e colou, que pegou mais ou menos a frase do Carney e colocou ali para ele.

E lembrou que o Irã é uma força desestabilizadora há décadas e lembrou de dois ataques terroristas na Austrália em 2024.

Deixou-se muito claro.

Na época, você teve um ataque contra o restaurante kosher, que é de comida judaica, e contra uma sinagoga.

E, na época, o governo australiano expulsou um embaixador iraniano.

Então, meio que dizendo, olha, eu sei o que é o Irã, não é de hoje, por mim...

Está pouco.

Pode seguir adiante porque o Irã tem que ter seu regime decapitado mesmo.

Registrando que o Albanese, Tanguy, ele é um trabalhista, ou seja, na prática seria mais à esquerda do que os liberais aqui na Austrália e, consequentemente, não necessariamente tão alinhado aos Estados Unidos.

Mas como você muito bem pontuou, a gente está falando de um país, inclusive, que em vários momentos as pessoas relatam uma certa...

decepção com os Estados Unidos, puxa, os Estados Unidos estão se distanciando da gente, mas há uma fome, e imagino que no Canadá existe algo semelhante, de estar ao lado dos Estados Unidos, mesmo em momentos de maior dificuldade.

Eu queria registrar, Tanguy, o posicionamento do reino da Arábia Saudita, que condenou e denunciou em uma nota...

Nos termos mais energéticos, a flagrante agressão iraniana e a violação manifesta da soberania dos Emirados Árabes Unidos, do Reino do Bahrein, do Estado do Catar, do Estado do Kuwait e do Reino da Jordânia.

É importante registrar que a Arábia Saudita já havia sinalizado para os Estados Unidos que os Estados Unidos não poderiam passar pelo seu território para atacar o Irã, o que realmente não aconteceu.

Os ataques que vieram ali aproximadamente de onde está Israel e também daquela região do Mar Mediterrâneo passaram pelo território da Síria, pelo território do Iraque, para finalmente alcançar o território iraniano e perpetrar os ataques.

É sempre importante registrar que a Arábia Saudita tinha se distanciado bastante do Irã num passado não muito distante, tinham rompido relações diplomáticas e agora voltaram a se aproximar, inclusive, com o reestabelecimento de relações diplomáticas.

Me parece que a Arábia Saudita, nessa aproximação com o Irã, vinha enxergando até uma oportunidade, afinal o Irã estava bastante enfraquecido, uma oportunidade de consolidar a sua liderança regional e, consequentemente, tentar se tornar ali incontornável em qualquer temática médio-oriental.

Então fica aqui o registro do posicionamento da Arábia Saudita em relação a esses ataques e contra-ataques que nós tivemos nas últimas horas.

Registro também que os Emirados Árabes Unidos, que foram citados há pouco nessa nota da Arábia Saudita, tiveram o seu aeroporto, o seu grande aeroporto de Dubai, fechado à circulação de aeronaves por conta desses últimos acontecimentos.

Acho que todo mundo já ouviu falar.

no aeroporto de Dubai, na operação da Emirates, etc.

E isso traz enormes consequências para a circulação de pessoas.

Afinal, a gente está falando de um aeroporto poderosíssimo e que tem aí um tráfego de passageiros muito significativo, mais uma consequência desses ataques.

E a gente não sabe exatamente por quantas horas esse aeroporto permanecerá fechado.

E outro país que se manifestou também, Daniel, foi a França.

E aí dá para ver um desconforto da Europa na hora de lidar com a questão.

Porque a Europa está numa posição muito difícil com relação aos Estados Unidos, porque ela se tornou um alvo dos Estados Unidos, claro que não um alvo militar, mas um alvo econômico.

Os Estados Unidos parecem meio que estão tentando humilhar a Europa, a Europa não tem lidado bem com isso, a Europa sempre esteve numa outra posição, numa posição de aliado dos Estados Unidos, ou é ele que pressiona os outros países.

E o Macron disse que a guerra tem graves consequências para a paz e a segurança internacionais e demandou uma pausa na escalada de tensões, na escalada de agressões.

Disse que o Irã não tem opções que não negociaram seu programa nuclear e seu programa de mísseis baliscos.

A impressão que eu fiquei, Daniel, foi que a França, por meio dessa declaração do Macron,

Não é que ela tenha ficado em cima do muro, porque tem, obviamente, sérias restrições, sérios problemas com o Irã, e não é de hoje.

Mas você repara que não é a mesma reação do Canadá ou da Austrália.

É uma reação meio que, olha, o Irã está errado aí, mas atacar o Irã também não é uma solução, não é o que deveria ter sido feito e tal, porque você tem a Europa agora, pelo menos o Macron, estou falando da Europa aqui, mas quem falou isso foi especificamente o presidente da França.

uma certa dificuldade em colocar a azeitona na empada do Trump.

Eu também não vou apoiar esse cara, não.

Esse cara está fazendo guerra aí e tal.

Eu não sei se eu estou disposto a apoiar o que o Trump está fazendo.

Então, a gente está falando aqui sobre um cenário, Daniel, que mexe com um ambiente internacional já muito convulsionado, com muitas mudanças, com muitas alterações.

E, naturalmente, a gente está falando sobre algo que certamente vai trazer consequências grandes daqui para frente.

Agora, Tanguy, falando um pouco de alguns impactos econômicos potenciais, é claro que tudo depende do tamanho desse conflito e de quanto tempo ele durará, mas em condições normais de temperatura e pressão, a tendência é que você tenha uma alta do preço do petróleo, afinal, a gente está falando de um país que potencialmente pode bloquear o estreito de Hormuz.

por onde passa ali o petróleo do Golfo Pesco, a gente está falando de algo em torno de 20% da produção mundial de petróleo, é muita coisa, e consequentemente isso acaba mexendo em indicadores, acaba mexendo no preço do petróleo.

Em condições normais de temperatura e pressão isso também gera muita insegurança.

Incerteza, pelo menos, até recentemente significava pessoas comprando dólar e uma valorização do dólar mundo afora.

A gente não sabe se essa intensidade na compra de dólares acontecerá da mesma forma como acontecia até bem pouco tempo atrás, porque o dólar tem passado por um processo de fragilização no que diz respeito à sua credibilidade.

De muitos países, inclusive, passaram a dar preferência ao ouro, dar preferência...

a outros ativos em substituição ao dólar, mas a tendência é que o dólar experimente algum processo de valorização e você também tende a ter uma queda de ações, tende a ter uma queda de bolsas por conta desse ambiente de imprevisibilidade e de insegurança.

E não é só isso.

Se o petróleo fica mais caro, isso gera inflação, diminui o poder de compra das pessoas, as empresas tendem a produzir menos, tendem a lucrar menos e, consequentemente, as suas ações tendem...

A não ser que você tenha uma empresa, obviamente, exportadora de petróleo, vendedora de petróleo, que pode ter a sua lucratividade impactada positivamente se você não opera no Oriente Médio, se você não tem a sua produção de petróleo muito dependente daquela região.

De qualquer maneira, nós podemos e deveremos ter impactos econômicos importantes e esses impactos serão tão maiores quanto maior a profundidade do conflito e também quanto mais longo for esse conflito em função desses acontecimentos.

que acabam sendo de suma importância.

Isso sem falar, obviamente, no impacto humano.

A gente está falando de pessoas que acabam tendo vidas ceifadas, casas destruídas, estruturas destruídas.

Essa dimensão humana também não pode ser nunca perdida, porque traz impacto para pessoas reais que acabam tendo as suas vidas atingidas.

E Daniel, mais uma informação que foi confirmada há alguns poucos minutos, foram que locais no Irã até agora foram atacados.

Claro que o Irã, claro que, perdão, que Teheran, a capital, é o centro nervoso de grande parte das ações, como a gente disse aqui, o objetivo parece enfraquecer de forma direta o regime iraniano, mas a gente teve ataque em algumas outras cidades, a gente não sabe ainda a dimensão, mas cidades como Sfarram, Shiraz, que são duas cidades bastante importantes do Irã.

É a cidade de Con, que é uma cidade sagrada para os xiitas, que fica ali a oeste de Teirã, foi atacada também.

aparentemente houve um ataque importante em Minab, que fica lá no sul, lá perto do Golfo Pérsico, e uma escola teria sido atingida, matando 40 pessoas.

Então, 40 pessoas teriam sido mortas num desses ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã.

E algumas outras cidades, como, por exemplo, Urmia.

Urmia fica lá no norte, perto da fronteira com a Turquia, também teria sido atingida.

Algumas áreas próximas também à fronteira com o Iraque, como Kermanshá.

também foram atingidos por ataques.

Essas são informações que o governo iraniano soltou até agora.

Lembrando, falei aqui que as informações que a gente tem são de fora.

Claro que o governo iraniano consegue se manifestar, consegue emitir notas e tal.

A gente não tem muitas informações de pessoas dentro do Irã.

Informações como vídeos e tal.

Isso tem saído, mas tem saído de maneira muito lenta, muito gradual.

E naturalmente, ao longo das próximas horas, é que a gente vai ter um cenário um pouco mais fidedigno do que está acontecendo exatamente.

Por hoje é só.

Fica aqui o nosso agradecimento a todo mundo que acompanha o Petit Jornal, que nos prestigia no podcast e também na live no YouTube do Petit Jornal.

Fica aqui o nosso agradecimento especial aos apoiadores e apoiadoras do Petit Jornal que ajudam.

a manter o nosso projeto.

Fica aqui o nosso abraço, o nosso carinho a cada um de vocês.

Fica também o convite, você que não conhece o PetJornal, não conhece o PetCursos, que é o nosso streaming de atualidades, fica aqui a oportunidade de se aprofundar um pouco mais nas temáticas que são exploradas aqui no podcast.

Fica também o convite para você que gosta do nosso projeto nos apoiar.

No descritivo desse episódio tem várias alternativas para apoiar o PetJornal.

Enfim, são muitos acontecimentos que ocorrem e nós agradecemos a todos vocês que prestigiam o Pet Journal.

Seguiremos aqui em plantão permanente e caso algo novo aconteça, algo de importância, voltaremos aqui com mais um episódio extra.

Se não, voltamos na segunda-feira no nosso tradicional bate-papo.

É isso, Daniel Souza.

Agradecer a todo mundo que está junto com a gente aqui.

Muito obrigado a vocês que curtem o Petit Jornal, que gostam do Petit Jornal, que apoiam o Petit Jornal.

Muito obrigado aos apoiadores.

Como o Daniel falou, estamos em plantão permanente.

Vamos ver o que vai acontecer ao longo das próximas horas.

Daniel Souza, nos vemos.

Um abraço e até a próxima.

Valeu.

Tchau, tchau.

Petit Jornal.

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