Episódios de Petit Journal

Rússia ameaça Zelensky - BP 1083

27 de maio de 202631min
0:00 / 31:29
INSIDER
Aproveite os descontos de até 15% na Insider Store!
https://creators.insiderstore.com.br/PETIT
Para patrocínios, palestras e parcerias: contato@petitjournal.com.br
Quer conhecer nossos cursos e aulas gratuitas? Acesse https://www.petitcursos.com.br
Inscreva-se na Petit News, a newsletter gratuita do Petit Journal:
https://petitcursos.com.br/#newsletter
Chave PIX: petitjournal.pj@gmail.com
Apoie o Petit Journal: https://www.apoia.se/petitjournal
Se você vive no exterior: www.patreon.com/petitjournal
Quer apoiar pelo YouTube? Clique em Valeu e deixe seu apoio ou vire membro do Canal do Petit Journal no YouTube.
Inscreva-se no canal de cortes do Petit Journal:
https://youtube.com/@petitjournalcortesoficial?si=HnJloDVeGCrrSelB
Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.instagram.com/tbaghdadi/
https://www.instagram.com/danielsousaeconomista/
https://www.instagram.com/petit_journal_/
A Rússia eleva o tom contra Volodymyr Zelensky e ameaça estruturas governamentais ucranianas, ampliando a tensão no conflito do leste europeu. No episódio analisamos os possíveis desdobramentos dessa escalada, além do fortalecimento do Quad, grupo formado por Estados Unidos, Índia, Japão e Austrália, que amplia sua cooperação no Indo-Pacífico em meio à rivalidade crescente com a China. Também discutimos os ataques americanos ao sul do Irã mesmo durante o cessar-fogo e os rearranjos diplomáticos envolvendo EUA, Armênia, Rússia e Azerbaijão.
Abordamos ainda a pressão de Elon Musk sobre o Pentágono por pagamentos adicionais para manter operações de drones militares e o novo acordo comercial firmado entre União Europeia e México.
Na Geleia da Shakira, a Ferrari elétrica vira assunto nas redes por parecer “qualquer coisa, menos uma Ferrari”.
#Rússia #Ucrânia #Geopolítica #China #OrienteMédio
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

HostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

HostJornalista
Assuntos10
  • Volodymyr Zelensky· PoliticaRússia ameaça centros decisores e de comando · Volodymyr Zelensky · Kiev · Luhansk
  • Conflito Rússia-UcrâniaRússia · Ucrânia · Fevereiro de 2022 · Kiev
  • Elon MuskPentágono · Elon Musk · SpaceX · Starship
  • Fortalecimento do QuadQuad · China · Indo-Pacífico · Iniciativa de vigilância marítima
  • Elon Musk e eleições americanasElon Musk · Pentágono · Starlink · Drones militares
  • Rearranjos diplomáticos EUA, Armênia, Rússia e AzerbaijãoEstados Unidos · Armênia · Rússia · Azerbaijão · Minerais críticos
  • Ataques a Alvos AmericanosEstados Unidos · Irã · Estreito de Hormuz · Cessar-fogo
  • Reaproximação comercial Turquia-ArmêniaArmênia · Azerbaijão · Nakshivan · Turquia · Rota Trump para Paz e Prosperidade Internacional
  • FerrariFerrari · Carro elétrico · Johnny Ive
  • Acordos comerciais e comércio exteriorUnião Europeia · México
Transcrição82 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.

Olá, gente! Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Bate-Papo número 1083. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 17 horas e 26 minutos da terça-feira, 26 de maio de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor. Tengui, vírgula, oba, da dia animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante e descansado.

tarifado e também muito preocupado com insônia contínua em função da dinâmica internacional extremamente perigosa, pantanosa, imprevisível, insegura, incerta, que nós temos vivenciado ao longo dos últimos tempos. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Como vai, professor Bagdad? Tudo bem? Vamos a isso!

Tudo bem, Daniel Souza, com S, vamos lá para mais esse bate-papo, bate-papo 1083, nessa terça-feira, um prazer estar aqui mais uma vez com você, Daniel Souza, com todo mundo que nos acompanha, muito obrigado pela presença de vocês, pela companhia, por colocar a gente na sua rotina para acompanhar tudo o que vem acontecendo por aí. Daniel, eu queria dar uma passada rápida no Oriente Médio, até porque, como é algo que está muito vivo por lá, eu acho importante a gente já ter...

esse boletim no início do nosso episódio, principalmente porque, diante de todo o impasse que a gente tem acompanhado aqui no Petit Jornal nessas negociações entre Estados Unidos e Irã, a gente tem, pelo menos supostamente, um cessar-fogo, que o próprio Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, caracterizou como um cessar-fogo de tempo indeterminado.

tem exatamente um prazo. Ele ficava colocando prazo e depois adiava mesmo, então ele colocou logo um cessa-fogo por tempo indeterminado, até que haja finalmente algum tipo de acordo que encerrasse esse cessa-fogo. Porém, a gente veio relatando aqui também que os Estados Unidos pareciam estar se preparando para algum tipo de ataque ao Irã. A gente falou sobre algumas movimentações suspeitas, curiosas, será que pode acontecer?

E ficou no ar, Daniel, se era uma ameaça real, se aquilo de fato poderia acontecer, ou seria mais uma maneira de fazer com que o Irã fosse para a mesa de negociações e quisesse, de fato, fazer algum tipo de concessão. Pois bem, Daniel, as Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram no dia de ontem, no finalzinho do dia, um pouquinho depois, inclusive, que a gente já tinha gravado a live de ontem, que bombardearam o sul do Irã.

A gente tem um cessafogo em vigor, porém, segundo o Pentágono, havia necessidade desse ataque, esses ataques que tiveram um caráter preventivo e o objetivo de proteger soldados norte-americanos que estão naquela região. Em nota oficial, o Comando Militar do Exército Americano, que é o chamado CENTCOM, o Comando Militar Central dos Estados Unidos, informou que os bombardeios...

miraram lançadores de mísseis e barcos que tentavam depositar minas ali no Estreito de Hormuz. Como a gente já sabe, a gente já falou sobre isso aqui outras vezes, o Irã vem espalhando minas ali pelo Estreito de Hormuz. É por isso, aliás, eu comentei isso meio passando ontem, mas acho importante ressaltar, que o Irã já disse, inclusive, que, olha, assinando o acordo, são 30 dias até o Estreito de Hormuz ser de fato liberado.

É o tempo que você precisa para, com segurança, tirar todas as minas que foram depositadas por ali. Então, segundo o Centcom americano, esses ataques tiveram como objetivo atingir não apenas lançadores de mísseis, como também as estruturas que lançam essas minas ali no estreito de Hormuz. Uma autoridade norte-americana, inclusive, Daniel, que falou em condição de anonimato a Fox News,

que é a emissora mais próxima ao governo americano, relatou que uma base de mísseis do Irã tentou alvejar caças dos Estados Unidos, o que teria motivado essa reação armada. Então os Estados Unidos estavam prontos, houve essa tentativa de ataque a caças americanas e, portanto, os Estados Unidos reagiram.

Mais cedo, aliás, no meio dessas idas e vindas acerca da possibilidade de um acordo, o Trump soltou mais uma daquelas suas frases de efeito, Daniel, e disse que um acordo com o Irã será excelente e significativo ou não haverá acordo nenhum. Então, está sempre jogando no tudo ou nada, Daniel, sempre idas e vindas, mas a gente teve, de qualquer maneira...

algum tipo de avanço. Os Estados Unidos seguem dizendo que o acordo está próximo, que pode sair, que está por detalhes, e o Irã fica negando tudo. O Irã diz, olha, não tem nada, não há avanço, por enquanto está muito longe de algum tipo de acordo, mas de qualquer maneira a gente teve alguma movimentação militar, não foi algo muito grande, mas houve, de qualquer maneira, bombardeios no sul do Irã, tentando atingir, segundo os Estados Unidos, alvos militares que poderiam oferecer algum tipo de ameaça à posição dos Estados Unidos na região.

Tanguy, no dia de hoje, os chanceleres do Quad acabaram se reunindo em Nova Delhi, na Índia. Lembrando que o Quad é aquele grupo, Tanguy, do clubinho que odeia a China. A gente está falando de um grupo de países formado por Estados Unidos, Índia, Japão e Austrália. Os chanceleres acabaram se encontrando e nós tivemos o anúncio...

de uma iniciativa de vigilância marítima no Indo-Pacífico, da integração das capacidades de monitoramento dos quatro países e do compartilhamento de informações em tempo real.

O Quad também trabalhará com Fiji para modernizar infraestrutura portuária no Pacífico. Trata-se do primeiro projeto regional conjunto de infraestrutura do grupo. O primeiro de muitos. Pelo menos esse é o plano do grupo como forma de se aproximar de países da região. Também foi lançada uma iniciativa de segurança energética no Indo-Pacífico.

Os Estados Unidos, aliás, sediaram ainda este ano um grupo do Quad, um fórum do Quad, sobre segurança de combustíveis. Índia e Estados Unidos separadamente assinaram um acordo sobre minerais críticos. Tanto Estados Unidos quanto Índia estão extremamente preocupados em relação à dependência chinesa nessa área. E a China, Tanguy, sentiu.

A porta-voz chinesa Aning afirmou que nós não acreditamos em grupos, em pequenos grupos formados para gerar confronto.

gerar confronto. Pequim, inclusive, disse que é lamentável você ter a formação de grupos para atingir terceiros. Achei que a China realmente não foi muito discreta, ao contrário do que costuma ser, no que diz respeito às suas comunicações. Os membros do grupo do Quad, eles acusam a China de militarizar o Mar do Sul da China e a China também de reivindicar territórios marítimos. Errado!

Errados eles não estão. Pequim afirma que suas ações militares são defensivas e acusa o Quad de tentar conter seu crescimento econômico. Errado também não está. O Quad está tentando conter o crescimento econômico chinês. A reunião ocorreu poucos dias depois da visita de Donald Trump à China e o Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos querem transformar o Quad em um grupo mais operacional e menos consultivo.

Aliás, as autoridades afirmaram que vão trabalhar para a realização de uma cúpula dos líderes do Quad ainda esse ano. E aí você teria os chefes de Estado dos quatro países reunidos para discutir diferentes temas de interesse comum.

Eles também conversaram sobre a guerra envolvendo o Irã, conversaram sobre interrupções nos embarques de energia pelo Estreito de Hormuz. Mas algo que me chamou a atenção, Tanguy, é que finalmente os Estados Unidos fazem um movimento que faz sentido do ponto de vista estratégico americano. Afinal, a prioridade da política externa americana, seja dos democratas, seja dos republicanos,

deveria ser a contenção da China, pelo menos é isso que faz sentido do ponto de vista americano. E quando você pensa na contenção da China, o Quad acaba sendo um grupo muito natural nesse processo. Afinal, você tem ali o Japão, que tem relações muito difíceis com a China e, consequentemente, tem todo o interesse do planeta em conter a China.

Nós temos a Austrália, que também se sente muito ameaçada pela expansão japonesa na direção do Pacífico. Nós temos a Índia, que tem relações historicamente complicadas com a China, inclusive com disputas fronteiriças que existem até hoje, inclusive com alguma violência ali na fronteira entre os dois países.

E temos os Estados Unidos, que, na prática, também tem ali um interesse em conter a China. São quatro países que têm PIBs relevantes, quatro países que têm poderios militares relevantes e que, consequentemente, Unidos podem...

efetivamente, adotar algum tipo de estratégia de contenção da China na região do Indo-Pacífico. Aliás, são países do Indo-Pacífico, do ponto de vista geográfico, do ponto de vista geopolítico. É a região hoje mais dinâmica do planeta, a região que mais apresenta crescimento e uma região que está em disputa no que diz respeito a espaço.

Essa busca de aproximação com países da região, eles vão fazer esse projeto piloto em Fiji, me parece também algo que faz muito sentido do ponto de vista do Quad. Aliás, faz tanto sentido que a reação chinesa me pareceu a de alguém que ficou realmente incomodada e percebeu que esse é um movimento estratégico que pode trazer implicações importantes para as ambições chinesas no Indo-Pacífico.

Agora, eles são todos cachorro grande, né, Daniel? Tem um monte de países aí que é cachorro grande. A gente aqui no Brasil, Daniel, a gente fica assistindo isso tudo. Inclusive, se precisar de alguma coisa, a gente produz por aqui, inclusive roupa, tá? Ah, que tem roupa que vem dos Estados Unidos. Ah, tem roupa que vem da China e tal. Aqui no Brasil tem Inside Store, Daniel. É uma indústria brasileira de altíssima qualidade. A gente está falando sobre roupas tecnológicas que servem para qualquer ocasião.

Eu vou deixar aqui o link, Daniel, na descrição desse episódio, para o pessoal conhecer toda a variedade que a Insider Store é capaz de oferecer. A gente está falando sobre roupas, Daniel, que nesse período de transição de tempo, a gente saiu de uma época muito quente, está chegando agora, daqui a pouco o inverno, a Insider Store oferece todas as opções que você precisa, inclusive com...

roupas térmicas, né, que te ajudam a suportar o frio, roupas que, para o calor também, servem super bem, que não esquentam. Para a sua viagem, para o seu trabalho, né, para qualquer coisa que você precise, a Insider Store apresenta algum tipo de solução. E a gente está falando, Daniel, sobre roupas muito versáteis, né, acima de tudo. Então, independente de qualquer coisa, a Insider Store, ela oferece excelentes alternativas. Tudo com desconto, viu, Daniel? Se você já é cliente da Insider Store, você tem desconto.

no link que está na descrição. Se você é um novo cliente, tem desconto ainda maior. Você tem 15% de desconto só utilizando o link que está na descrição desse episódio. A variedade das roupas da Insider é sempre muito impressionante. Você tem roupas sociais para trabalhar, você tem roupas casuais, você tem roupa para fazer exercício, para malhar. Todas elas são roupas tecnológicas que acabam sendo...

muito fáceis de carregar numa viagem, muito leves, muito fáceis de lavar, acabam realmente tendo ali toda uma tecnologia envolvida e com condições especialíssimas para os amigos e amigas do Petiornal. Link no descritivo desse episódio, clique e conheça a Insider Store.

Daniel Souza, eu queria continuar a nossa conversa aqui falando ainda sobre uma temática militar importante, mas dessa vez agora falando sobre uma guerra um pouco mais antiga, que é a guerra entre Rússia e Ucrânia. Essa guerra começou em fevereiro de 2022. A gente já teve várias fases, né, Daniel? Então, num primeiro momento, a Rússia tentou invadir grande parte da Ucrânia, né? Tanto o leste quanto o norte da Ucrânia, tentou chegar a Kiev.

Acabou tendo, portanto, mais uma guerra de atrito, fez alguns avanços importantes, chegou, portanto, a cerca de 20% do território ucraniano sob seu domínio. Depois de um tempo, passou a atingir principalmente tecnologias, na verdade, estruturas críticas da Ucrânia. A Ucrânia, inclusive, passou a revidar e atingir também estruturas críticas da Rússia, principalmente o setor de energia. E a gente parece, Daniel, estar entrando num novo momento na guerra.

a partir do momento em que a Rússia ultrapassa uma fronteira que até agora ela não tinha ultrapassado. A Rússia emitiu pela primeira vez desde o início da guerra, tem mais de quatro anos já, um alerta anunciando que atacará os centros decisores e de comando da Ucrânia, além da indústria de defesa. Muita gente se perguntava, mas a Rússia até agora não atacou prédios de governo, por exemplo? Não, até agora esse não era um alvo da... Não, até agora.

da Rússia, dentro da Ucrânia, e agora, pela primeira vez, o governo russo solicitou, por exemplo, formalmente, que estrangeiros deixem a capital Kiev. Não é para ficar aí, está se tornando mais perigoso e recomendou, inclusive, que os moradores da capital se afastem dos edifícios governamentais.

O estopim para isso, Daniel, foi que a Rússia disse estar reagindo a um ataque que vitimou 21 estudantes em um dormitório na região de Luhansk. Luhansk, só para a gente lembrar, é uma região ucraniana que a Rússia tomou a partir dessa invasão, inclusive a própria Rússia anunciou a sua anexação. A Ucrânia, portanto, faz ataques contra posições russas em Luhansk.

E houve um ataque, portanto, que atingiu um dormitório e que vitimou 21 pessoas. A Rússia, portanto, disse que isso ia ultrapassar uma linha vermelha e estabeleceu que, olha, a gente vai avançar mais do que a gente fazia até esse momento e não se descarta nem a possibilidade, Daniel, de ataques contra a sede do governo.

Então, o bombardeio direto ao quarteirão do sede do governo, que fica na Rua Bankova, se quiser anotar aí o endereço, está na Rua Bankova, ali em Kiev, é visto como uma ação de forte impacto psicológico e aponta, inclusive, que Zelensky poderia ser um alvo. Não é a coisa mais fácil do mundo, claro, o Zelensky, ainda mais a partir de um aviso como esse.

naturalmente ele vai se colocar numa posição de um pouco mais segurança, mas de qualquer maneira é uma ameaça mais severa. A gente está falando sobre a possibilidade de atingir a sede do governo. Eu fico imaginando, Daniel, depois de quatro anos de guerra, você ser um ucraniano e você ver que depois de tudo que se passou, você ainda pode ter a sede do governo sendo bombardeada. Tem de fato um impacto psicológico.

bastante pesado. Ao mesmo tempo, Daniel, a gente tem a Rússia fazendo testes de armamentos ainda mais poderosos do que até esse momento. A Rússia testou nos últimos dias mísseis intercontinentais, mísseis balísticos intercontinentais, que têm a capacidade de carregar, inclusive, ogivas nucleares. A gente tem, portanto, um nível de tensão mais elevado ao longo dos últimos dias, e a Rússia formalizou, inclusive, essa ameaça.

falando com os próprios Estados Unidos. Sergei Lavrov conversou diretamente com Marco Rubio e avisou a gente vai fazer ataques contra estruturas governamentais, estrutura de defesa, indústria de defesa ucraniana. É melhor não se aproximar porque a coisa vai ficar feia e existe a expectativa de que ataques como esse possam acontecer ao longo dos próximos dois ou três dias. Isso foi anunciado ontem, então esse tempo...

que se espera, já está contando, mas ao longo dos próximos dias, talvez das próximas horas, a Rússia pode tentar elevar ainda mais o tom e atingir, portanto, determinadas estruturas governamentais, o que coloca, inclusive, o próprio presidente ucraniano na alça de mira de Moscou, Daniel.

Tanguy, depois de passar a manhã na Índia, o Marco Rubio passou a tarde em Erevan, capital da Armênia, onde ele se encontrou com o chanceler do país. A visita ocorre menos de duas semanas antes das eleições parlamentares armênias, de 7 de junho. A Rússia tem ameaçado exercer pressão econômica sobre a Armênia devido a essa aproximação da Armênia com o Ocidente.

Moscou, inclusive, advertiu que poderá elevar os preços do gás russo vendido à Armênia. E a eleição acabou opondo o partido do Pashinyan, que é o atual primeiro-ministro, com partidos de oposição, incluindo alguns pró-Rússia.

O Rubio acabou assinando com a sua contraparte, o chanceler da Armênia, um acordo-quadro sobre minerais críticos, sempre eles minerais críticos, os Estados Unidos vão de grão em grão, Tanguy, tentando coletar minerais críticos nas mais diferentes partes do planeta.

E também tiveram ali a celebração de um acordo de cooperação para o corredor de trânsito de pouco mais de 40 quilômetros no sul da Armênia, que liga ali o Azerbaijão ao esclave do Azerbaijão, de Nakshivan, que também é território do Azerbaijão, e de Nakshivan em direção à Turquia, que é aliada de Baku. O projeto foi batizado como Rota Trump para Paz e Prosperidade Internacional. E aí

É um belíssimo nome, Tanguy. Inclusive, os Estados Unidos enxergam nesse corredor a oportunidade de escoar minerais críticos da Ásia Central em direção aos Estados Unidos através do Azerbaijão, da Armênia e da Turquia, que são países, bem ou mal, que os Estados Unidos conseguem ter ali algum tipo de relação.

Daniel Souza, você está falando que o Marco Rubio foi para a Ierevan, quando você começou a falar eu achei que você ia falar sobre a visita de fato importante que está acontecendo em Ierevan no dia de hoje, que é Ronaldinho Gaúcho. Ronaldinho Gaúcho, Daniel, depois de passar pela prisão no Paraguai, depois de participar de abertura de alguns jogos intercolegiais em algum lugar do mundo, em qualquer país do planeta, ele apareceu em Ierevan, Daniel Souza.

Eu fui tentar entender o que ele estava fazendo lá. Ele foi para um jogo de iGaming, de jogo...

eletrônico, apareceu lá em Erevã no mesmo dia do Marco Rubio. Eu acho que o fato de ser no mesmo dia do Marco Rubio, torna a coisa ainda mais aleatória, porque podia ser qualquer dia do ano, qualquer dia da década, e é exatamente no dia que o Marco Rubio está lá, três semanas antes, turista da Copa do Mundo, o que vai acontecer nos Estados Unidos. O que Ronaldinho Gaúcho está fazendo lá, Daniel Souza? Mas é isso, eu sei que você gosta do rolê aleatório dele, fica aí um presente pra você, também está em Erevã.

Aliás, Tengue, Ronaldinho Gaúcho é o campeão mundial do rolê aleatório. Meu Deus do céu! Aliás, a gente tem que ter um peticurso em algum momento sobre Ronaldinho Gaúcho, sobre a geopolítica do Ronaldinho Gaúcho, a economia do Ronaldinho Gaúcho, porque eu acho que tem muito papo para a manga para a gente falar sobre esse tema. Agora, voltando para a Armênia, Tengue, a Armênia possui mineração relevante de ferro, cobre, zinco e outros minerais. E durante esse período do Pachiminyan...

Pashinyan, a Armênia intensificou a sua aproximação com o Ocidente. Em 2025, inclusive, Erevan aprovou lei para iniciar processo de adesão à União Europeia, o que irritou profundamente Moscou. A Armênia depende fortemente da Rússia e do Irã para o seu abastecimento energético. E, nesta semana, a Rússia proibiu importações armênias de flores,

água mineral e conhaque. O conhaque, que é um dos orgulhos nacionais da Armênia, agora não pode mais, a Armênia não pode exportar mais conhaque para a Rússia. A Armênia tem uma situação realmente delicadíssima, porque ela tenta ter um bom relacionamento com os Estados Unidos e com o Irã ao mesmo tempo, que tenta ter um bom relacionamento com a Rússia e dificuldades de relacionamento com o Azerbaijão e com a Turquia.

e uma certa distância em relação à Geórgia, que fica ao norte. É complexa a posição da Armênia, mas o primeiro-ministro está tentando ali, de alguma maneira, manter o país de pé. Existem na Armênia, inclusive, aqueles que são radicalmente contra esse corredor estabelecido pelo Trump, porque consideram que isso seria uma forma...

de a Armênia perder futuramente o sul do país para o próprio Azerbaijão. Consequentemente, o Azerbaijão poderia ter a ambição de conectar os dois pedaços do seu território, tomando o sul da Armênia. E para os Estados Unidos, esse sul da Armênia é bem interessante, porque passa ali bem no norte do Irã.

e acaba sendo também um elemento de presença dentro de um contexto onde os Estados Unidos têm ali uma guerra com o Irã e acabam tendo mais um elemento de pressão em relação aos iranianos. Daniel Souza, sabe quando você está usando a sua internet, sua internet com os dados móveis, aí o seu 5G, e de repente a operadora fala assim, Ih, Daniel Souza, você não sabe.

Ficou mais caro. É, você vai ter que pagar mais caro. Isso é chato demais, cara. Infelizmente, seu pacote de dados, a gente está aqui para te fazer feliz, a gente, pô, em nome do bom atendimento a você, você vai ter que pagar mais caro. Eu queria, Daniel, que você e os nossos ouvintes soubessem que esse não é um problema pelo qual só nós, réis mortais, passamos. Nesse momento, quem está passando por algo similar...

É o Pentágono. E quem está cobrando essa conta mais cara é ninguém menos que Elon Musk, o dono da SpaceX e, naturalmente, do seu braço, a Starlink, que tem a versão militar, que é o Starship. A gente já falou sobre isso aqui outras vezes, a gente tem, inclusive, uma aula.

Se eu não me engano, é uma aula gratuita do Petit Jornal, está lá no YouTube do Petit Jornal, sobre o espaço. A gente fala bastante exatamente sobre essa dependência que o Pentágono, que o governo dos Estados Unidos tem com relação ao Elon Musk, com relação à sua indústria. O ponto principal, Daniel, que está gerando, portanto, uma diferença importante entre o Pentágono

e o empresário americano, o empresário sul-africano, na verdade, que atua nos Estados Unidos, é o modelo norte-americano de drone suicida, o Lucas. O Lucas, Daniel, é uma tentativa da SpaceX de tentar igualar algo mais ou menos da mesma categoria ali, os drones Shahed, que são os drones do Irã. É um drone suicida de baixíssimo custo e que, o próprio nome já diz, ele é suicida porque ele se choca ao seu alvo.

Até esse momento, Daniel, as Forças Armadas Americanas pagavam cerca de 5 mil dólares mensais por conexão por terminal. Então, cada drone Lucas pagava 5 mil dólares por conexão por terminal. Então, é um drone, Daniel, que vai se chocar. O uso dessa internet vai ser utilizado por alguns poucos minutos. É só até se chocar. Acabou. 5 mil dólares.

O que a SpaceX está dizendo, Daniel, é que esse valor que está sendo pago é um valor muito baixo e que não é mais 5 mil dólares e que o valor que tem que ser pago é um plano equivalente à categoria de aviação e que, portanto, vai custar, Daniel Souza, 25 mil dólares mensais.

Tenta imaginar, Daniel, algo que passa de 5 mil dólares mensais para 25 mil dólares mensais. O que o Pentágono está dizendo é, ô, ô, ô, ô, peraí, ficou caro demais, não é assim que a coisa funciona. Isso passa, Daniel, por uma série de reajustes que a Starlink e a Starshield, que é o braço militar, está querendo fazer com relação ao governo dos Estados Unidos, o que tem gerado, portanto, algum nível de atrito.

Para implementar, por exemplo, uma capacidade de transmissão maior, a SpaceX está cobrando um valor bem mais elevado. Aliás, uma outra coisa que está gerando problema também, Daniel, você se lembra que o Trump anunciou aos quatro ventos que os iranianos passariam a ter acesso ao sinal do Starlink. Os iranianos vão ter acesso porque o Irã cortou o sinal e tal. Como é que aquilo poderia ser viabilizado? O governo dos Estados Unidos deu um jeito de contrabandear para dentro do Irã e o que o governo dos Estados Unidos deu um jeito de contrabandear para dentro do Irã.

por várias vias diferentes, o receptor. E aí a Starlink, portanto, passa a oferecer o sinal de internet. Claro, Daniel, que o Irã se ligou nisso e começou a recolher, começou a encontrar e recolher esses aparelhos. O que a SpaceX fez foi, olha, eu posso fazer aqui um sistema que o sinal da Starlink vai passar a funcionar como se fosse um 5G. Não precisa mais do receptor, mas...

É mais caro, né, Daniel Souza? E aí tem um custo adicional. E começou a colocar, portanto, um pagamento de até 500 milhões de dólares para a ativação inicial. 500 milhões de dólares para a ativação inicial desse sistema, somado a uma taxa de manutenção de 100 milhões de dólares por mês para que os iranianos tenham acesso à internet. Ou seja, Daniel...

a conta começou a ficar mais cara e isso é um indício. Na verdade, é um problema que vem do fato de que não há nenhuma outra empresa capaz de oferecer aquilo que Elon Musk oferece para o governo dos Estados Unidos. O Pentágono já disse que gostaria de criar, inclusive, uma concorrência, incentivar outras empresas que pudessem fazer frente, mas até agora...

Nada disso aconteceu. E só para a gente ter uma noção, a gente fala sobre isso inclusive na aula, a SpaceX nesse momento controla cerca de 60% dos objetos em órbita. Não estou falando só dos objetos americanos, não. 60% dos objetos em órbita globais...

são da SpaceX. É muito difícil para um entrante, para que alguma outra empresa faça a frente, e isso acaba se tornando um problema para os Estados Unidos, que você não pode falar assim, não, então eu não quero, porque você vai acabar ficando na mão. Elon Musk, nesse momento, Daniel, tem todo o projeto espacial americano nas suas mãos, não tem para onde correr, Daniel. Tanguy, podemos avançar para a gerada chacra de hoje para terminar com uma nota um pouco mais leve, o nosso episódio de hoje? Hoje não tem Elon Musk.

Me conta. Aliás, nem a Lomansky, nem Donald Trump. Me conta aí, Daniel. No dia de hoje, Tanguy, eu quero falar sobre a Ferrari, a famosa marca italiana do cavalo negro. Nós temos aqui a Ferrari, que anunciou hoje o Lutti, que é...

o primeiro carro elétrico, o primeiro carro 100% elétrico da marca. Eles fizeram, rapaz, um negócio absolutamente faraônico para divulgar o novo carro, o carro que foi ali desenhado pelo Johnny Eve, que vem a ser justamente o ex-designer da Apple.

O carro vai custar 550 mil euros. Levaram lá para o Palácio do Matarella, que é o presidente da Itália. E o Matarella ficou sem entender absolutamente nada quando eles tiraram a capa protetiva do automóvel. Ô, Tanguia!

Que coisa horrorosa, Tang. Que coisa mais horrorosa. Aquela Ferrari. É uma Ferrari azul, Daniel. Uma Ferrari azul. Pô, botaram uma Ferrari azul, Tang. E uma Ferrari azul que parece um Tesla. Que parece um BYD. Meu Deus do céu. A Itália, que é o país do Armani. É o país da Ferragamo. É o país da Ferrari. É o país do design. Desenhistas industriais maravilhosos. Eles contratam um britânico, um britânico da Apple, para desenhar um carro. O cara desenhou um iPhone de carro.

Pô, uma caixa. E aí o que acabou acontecendo foi que todo mundo ficou horrorizado e as ações da Ferrari caíram inacreditáveis 8,37% no dia de hoje no mercado acionário de Milão. E foi pouco. E foi pouco aquela coisa horrorosa, aquele azul bebê, aquele carro que parece realmente uma caixa, parece um smartphone. Devolvam a nossa Ferrari, pelo amor de Deus. A Ferrari merece algo melhor.

do que essa coisa horrorosa que foi desenvolvida por esse designer britânico, o designer da Apple. O cara que não tem experiência em carro, Tegui. Como é que pode isso? O cara desenvolve smartphone e agora vai desenhar um carro, vai desenhar uma Ferrari. E foi uma coisa horrorosa. Enfim, fica aqui o desabafo, mas houve uma punição complicada. Aliás, o Luca de Montezemolo, que foi presidente da Ferrari e um dos responsáveis pela reconstrução da marca nos anos 90 e 2000,

Atacou duramente o projeto e afirmou que a empresa corre o risco de destruir um mito. Em uma das frases ele disse, abre aspas, espero que ao menos removam o cavalo rampante daquele carro. Fecha aspas. Ódio. E tem aqui, e tem dito, também achei horroroso, tem o meu apoio. Que coisa mais horrorosa, voltem com a Ferrari vermelha e que o cavalo rampante volte a brilhar.

Fica a indignação de Daniel Souza. Eu nunca vi o Daniel Souza tão indignado. Tá aí. A Ferrari agora, as ações vão cair mais ainda com esse desabafo do Daniel Souza. Daniel Souza, queria deixar aqui o nosso agradecimento a todos os nossos ouvintes. Muito obrigado a você que nos ouve, que tem Ferrari e que não tem Ferrari. Você também é bem-vindo aqui, junto a todos nós. Daniel Souza, queria deixar um super abraço e fazer um convite a todo mundo que nos ouve. A gente vai começar um novo curso hoje.

Nessa terça-feira, dia 26 de maio, a gente começa um novo curso sobre o Golfo Pérsico. Aqueles países do Golfo Pérsico, atualmente a gente sabe pouco e a gente sabe que são muito importantes para a região. A gente vai falar sobre Bahrein, vai falar sobre Catar, vai falar sobre...

aqueles países da região que, óbvio, são muito atingidos por qualquer coisa que aconteça ali. E é um curso que se soma a uma ampla gama de temas que a gente já tratou lá no PetiCursos. Você é um sistema de streaming, ou seja, você tornando-se aluno, passa a ter acesso a todo aquele conteúdo na hora que você quiser. É um demand. Na hora que você quiser, do jeito que você quiser, na hora que você quiser, sempre para ter aulas comigo e com o professor Daniel Souza. Todas as aulas são sempre dadas em dupla. Acesse lá, peticursos.com.br.

Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Petronal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto de pé. Fica nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês. O Petron Mídia Pequena é um produto de mídia artesanal e precisa bastante da ajuda de seus apoiadores, a quem agradecemos enormemente.

Fica também o convite, se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix, que é uma forma prática e instantânea de apoiar o PetJornal. Tem também o link do Apoia-se, o link do Patreon, que acaba sendo uma forma confortável para quem vive no exterior. Tenho certeza que uma dessas maneiras pode ser muito adequada para você.

E fica aqui a nossa sugestão, o nosso convite. É isso, Daniel Souza. Amanhã estamos de volta. Um abraço, até a próxima. Valeu! Tchau, tchau!

Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.

Anunciantes3

Insider

Roupas tecnológicas
external

Petit Cursos

Cursos e aulas gratuitas
external

Petit News

Newsletter gratuita
external