Episódios de Petit Journal

A mão de ferro de Erdogan - BP 1081

25 de maio de 202627min
0:00 / 27:51
INSIDER
Aproveite os descontos de até 30% na Insider Store!
https://creators.insiderstore.com.br/PETIT
Para patrocínios, palestras e parcerias: contato@petitjournal.com.br
Quer conhecer nossos cursos e aulas gratuitas? Acesse https://www.petitcursos.com.br
Chave PIX: petitjournal.pj@gmail.com
Inscreva-se na Petit News, a newsletter do Petit Journal: https://petitcursos.com.br/#newsletter
Apoie o Petit Journal: https://www.apoia.se/petitjournal
Se você vive no exterior: www.patreon.com/petitjournal
Quer apoiar pelo YouTube? Clique em Valeu e deixe seu apoio ou vire membro do Canal do Petit Journal no YouTube.
Inscreva-se no canal de cortes do Petit Journal:
https://youtube.com/@petitjournalcortesoficial?si=HnJloDVeGCrrSelB
Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.instagram.com/tbaghdadi/
https://www.instagram.com/danielsousaeconomista/
https://www.instagram.com/petit_journal_/
Recep Tayyip Erdogan amplia o cerco sobre a oposição na Turquia e avança sobre instituições democráticas ao desmobilizar o CHP, principal partido opositor do país. No episódio analisamos o impacto dessas medidas sobre a política turca e sobre a relação de Ancara com o Ocidente, além da recomendação do FMI para que a União Europeia aprofunde sua integração diante das crises energéticas e geopolíticas recentes. Também discutimos as opções de Donald Trump frente ao impasse no Golfo Pérsico e os limites estratégicos dos Estados Unidos na região.
Abordamos ainda a criação, pelo governo americano, de um fundo bilionário voltado a compensar aliados afetados por políticas e disputas internacionais conduzidas por Washington.
Na Geleia da Shakira, um búfalo albino apelidado de “Donald Trump” vira celebridade em Bangladesh antes de um ritual religioso.
#Turquia #Erdogan #Geopolítica #OrienteMédio #EstadosUnidos
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

HostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

HostJornalista
Assuntos6
  • OTAN TurquiaRecep Tayyip Erdogan · CHP · AKP · Kilic Daruglouk · Osgur Ozel · Imamoglu · Democracia turca · OTAN
  • Relatório do FMIUnião Europeia · Fundo Monetário Internacional · Integração europeia · Crises energéticas · Geopolítica · Alemanha · Países nórdicos
  • Sanções dos EUA ao IrãDonald Trump · Irã · Estreito de Hormuz · Acordo nuclear · Guerra contra o Irã
  • Fundo Anti-Aparelhamento de TrumpDonald Trump · Departamento de Justiça dos EUA · Invasão do Capitólio em 2021 · Lawfare
  • Búfalo albino apelidado de Donald TrumpDonald Trump · Bangladesh · Búfalo albino
  • Golfo Pérsico· InternacionalCatar · Bahrein · Kuwait · Emirados Árabes Unidos · Oriente Médio
Transcrição70 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.

Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Bate-Papo número 1081. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 9 horas e 23 minutos da segunda-feira, 25 de maio de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor. Tengui, vírgula, o Bagdad. Animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retubante, descansado, tarifado e com insônia.

muito preocupado com os desdobramentos internacionais. Vai ter guerra, não vai ter guerra, e o estreito de Hormuz, e a taxa de juros e o FED. Meu Deus do céu, são muitas preocupações que afundam o professor Bagdadi em preocupações durante o período noturno. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala, ao longo dos próximos minutos. Vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas, dos últimos dias. Como vai, professor Bagdadi? Vamos a isso!

Tudo bem, Daniel Souza? Vamos lá para esse bate-papo 1081. Aliás, Daniel, se eu não falar Daniel Souza com S, o pessoal fica sem saber como é que escreve o seu nome, tá? Então eu vou deixar consignado aqui. É com S que se escreve. Deixa aqui as boas-vindas, Daniel Souza, a todo mundo que nos acompanha, a todo mundo que está junto com a gente. Muito obrigado pela presença de todos vocês. Queria deixar um abraço a todo mundo que vem assinando a newsletter do Petit Jornal.

O link está na descrição desse episódio aqui. Você recebe toda semana, todo sábado.

A newsletter da gente tem uma série de informações que a gente traz aqui nos bate-papos, né? Tem outras informações muito legais também. Então, se você quiser ter essa companhia nossa também, o link está lá na descrição desse episódio. É gratuitíssimo aqui. Gratuitíssimo, gratuitíssimo. Então, está aí informação de qualidade, né? Que chega no seu e-mail. A gente promete que não fica enchendo a sua caixa de e-mail, a gente promete isso.

Então, realmente, muita qualidade. A gente está muito satisfeita com a newsletter que a gente vem produzindo. Daniel, eu queria começar o nosso episódio hoje, né? Esse bate-papo 1081. time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time time

falando sobre a Turquia. A gente está vendo, não é de hoje, uma falência completa da democracia turca. E a gente teve, ao longo dessa última semana, mais um capítulo dessa falência do sistema democrático turco. Não é de hoje, o Erdogan já vem promovendo essa destruição da democracia no país há algum tempo, mas a coisa está, de fato, se agravando. Na última quinta-feira...

um tribunal turco destituiu o líder do principal partido da oposição, que é o CHP. CHP é o Partido Republicano do Povo, é o principal partido da oposição ao Erdogan, o partido do Erdogan é o AKP, que é o Partido Justiça e Desenvolvimento. E um tribunal disse que a eleição para o líder do CHP foi envolta em irregularidades e decidiu que essa escolha do novo líder era nula.

O que aconteceu nessa última eleição, nessa escolha do novo líder que aconteceu em 2023? Vou voltar um pouquinho no tempo, Daniel, só para a gente conseguir entender aqui uma breve linha do tempo, o que aconteceu de lá para cá. Em 2023, Daniel, Recep Tayyip Erdogan disputou a eleição contra um líder histórico do CHP, que é um cara chamado Kilik Daruglouk.

e ele venceu a eleição, isso levou dentro do partido opositor a uma revolta com relação a esse líder. O Kirik Dalogru é líder do CHP desde 2010, então ele já estava à frente do partido há muito tempo, e havia uma certa sensação de que, olha, depois de 13 anos...

Você não conseguiu ganhar nenhuma eleição. Você disputou mais uma eleição. Não ganhou. E, portanto, na nova eleição dentro do partido para escolher o líder, ele foi derrotado. E ele foi derrotado por um cara chamado Osgur Ozel. Então, a partir desse momento, Daniel, a gente tem esse partido oposicionista que está rachado. A gente tem, de um lado, o líder mais tradicional, de novo, o Kili Daroglu, que disputou a eleição em 2023, contra o Osgur Ozel.

que passou a ser a nova liderança. O Ozelda, inclusive, ele tem como grande aliado o antigo prefeito de Istambul. Aliás, a gente falou sobre isso aqui bastante na época. O prefeito de Istambul, que é o Imamoglu, ele foi preso, exatamente por ter ascendido como a figura que podia ameaçar Recep Tayyip Erdogan.

O que o Erdogan vem fazendo desde então é exatamente explorar esse racha no partido oposicionista. Então você tem de um lado um líder muito tradicional, que já está com a popularidade em baixa, e você tem de outro lado um líder ascendente, que é exatamente o Osgur Ozel, que havia a expectativa, Daniel, de que pudesse ser o próximo candidato à presidência e que eventualmente poderia bater de frente com o Erdogan.

Agora, portanto, Daniel, ao longo dessa última semana, a gente teve uma decisão da justiça turca determinando que essa eleição dentro do partido, lá em 2023, ela tinha tido uma série de irregularidades e destituiu o Ozel e recolocou no cargo, pela via judicial, exatamente o líder anterior, o Kirik Daroglu, que perdeu a eleição de 2023, a eleição presidencial de 2023.

Naturalmente, Daniel, o líder do partido, o atual líder do partido que foi destituído, não aceitou a decisão e, portanto, disse que, como protesto, não sairia dia e noite da sede do partido. Ora, Daniel, o governo foi adiante e, naturalmente, ele quer que haja essa destituição e enviou a tropa de choque para tirar esse líder de lá. Então, no dia de ontem, Daniel, nesse domingo...

nós tivemos a invasão por parte da tropa de choque da polícia dessa sede do partido e esse cara foi tirado de lá à força. A gente tem, portanto, Daniel, um governo, que é o governo Eduard, que controla o judiciário, que nesse momento interfere de forma direta, judicializando a questão da escolha do líder do partido oposicionista. Há uma série de acusações, irregularidades, mas nada muito comprovado, tudo meio nublado e tal.

O que está no subtexto futuro, Daniel, é que o Erdogan, ele teoricamente, só pode ser presidente até 2028. Ele não pode ultrapassar. Ele já tem dois mandatos nessa atual Constituição. Então ele está no poder há bastante tempo, mas ele mudou a Constituição. Ele só pode ir até 2028, com uma condição, no entanto, que o permitiria permanecer no poder.

segundo a Constituição, aliás, que ele mesmo aprovou. Essa Constituição, Daniel, aprovada por ele, formulada por ele e aprovada por ele, determina que, se o Parlamento pedir a antecipação da eleição e ele for eleito, como se ele zerasse os mandatos, Daniel, ele pode disputar, portanto, mais uma eleição e depois ainda ser reeleito. Então, ele está preparando todo o terreno, Daniel, para o Parlamento pedir a manutenção dele, pedir antecipar a eleição, e ele poderia disputar, portanto, mais duas eleições. Mas passa por isso, no entanto...

a necessidade de destruir a oposição. Então o CHP está sendo destruído pelo governo, que vem se utilizando exatamente da justiça para garantir que o seu objetivo seja cumprido. Então, Daniel, a gente tem um país que é da OTAN, um país europeu, um pouco na Europa, só uma parte na Ásia, mas que já tentou durante muito tempo se aproximar, inclusive, da União Europeia, passando exatamente por um processo de destruição da sua democracia.

um país muito importante do ponto de vista militar, do ponto de vista econômico. A gente vai ter que acompanhar, Daniel, mas me parece que Erdogan está fazendo tudo certinho se ele quer permanecer no poder durante mais algum tempo, Daniel. Erdogan sendo Erdogan avançando sobre outras instituições, alargando seu poder, sejam instituições políticas, como é o caso do parlamento, jurídicas, como é o caso do poder judiciário, ou econômicas, como é o caso do Banco Central.

O Erdogan avançou passo a passo sobre cada uma delas, justamente com o objetivo de ampliar o seu poder e, consequentemente, destruir gradualmente a democracia na Turquia. E agora essa cereja do bolo, que é justamente impedir que seus oponentes em sucessão, os sucessivos oponentes, tenham condições de enfrentá-lo num processo eleitoral.

Então, avançando para a próxima pauta, eu quero destacar que o Fundo Monetário Internacional apresentou um documento aos ministros das finanças da União Europeia em reunião informal nesse último sábado. E, basicamente, o Fundo Monetário Internacional foi o Fundo Monetário Internacional.

disse que os países da União Europeia enfrentarão grandes contas que vão pressionar as contas públicas em defesa e energia e pensões ao longo dos próximos 15 anos. E que, se nada for feito, a dívida média dos países da União Europeia deve dobrar em proporção do PIB nos próximos 15 anos.

E o que o FMI recomenda? Recomenda aquilo que a Europa sempre defendeu, a bem da verdade. Melhorar os incentivos para que os cidadãos circulem pelo bloco, buscando justamente melhores oportunidades de trabalho, eventualmente minimizando pressões sobre o mercado de mão de obra. Integração no mercado de energia europeu, para que a energia excedente de um país possa ser deslocada para o outro e vice-versa.

Também facilitar para que investimentos circulem melhor, de maneira mais fluida pelo bloco, unificação de leis, reformas previdenciárias que homogenizem as regras previdenciárias nos países da União Europeia e aumentem a idade mínima de aposentadoria, que é um problema sério no caso da Europa, porque acaba gerando uma pressão muito significativa sobre as contas públicas.

diminuindo poupança e, consequentemente, diminuindo a capacidade dos governos de fazer investimentos e também aumentar as garantias governamentais para investimentos mais arriscados em projetos de baixo carbono e resiliência climática, com a finalidade justamente de atrair mais capital privado. Uma outra coisa, inclusive, que o FMI defende é que haja, Tanguy, um sistema... modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos modelos model

de endividamento unificado. Aliás, isso já é defendido na União Europeia há muito tempo. Aliás, é o passo natural de um projeto de integração. Você unifica o Banco Central, você unifica a moeda, você unifica o sistema fiscal.

você passa a ter ali mecanismos de cobrança de impostos mais azeitados e passa a ter uma acumulação de dívida comunitária. É bem verdade que a Europa já fez alguns experimentos nesse sentido, particularmente durante a pandemia da Covid-19.

Só que você tem países hoje dentro da União Europeia que são radicalmente contra caminhar na direção justamente de um endividamento comunitário. São basicamente a Alemanha e os países nórdicos. São contra porque esse endividamento comunitário acaba fazendo com que o juro nesses países aumente. Porque de um lado você tem juros mais baixos em países nórdicos, na própria Alemanha, e você tem juros mais altos nos países do sul da União Europeia.

Se você passa a ter um endividamento comunitário, a taxa de juros acaba sendo uma média desses dois cenários. Acaba sendo um pouco mais alta do que na Alemanha e um pouco mais baixa do que na Itália, na Grécia ou no Chipre. Consequentemente, os países do Norte e a Alemanha acabam pagando um pouco da conta. Mas, Tanguy, o projeto europeu é de formação dos Estados Unidos da Europa.

Ou seja, os Estados europeus vão ter ali algum tipo de autonomia para regular determinadas questões, exatamente como os Estados americanos têm. Mas do ponto de vista de dívida, do ponto de vista de política monetária, do ponto de vista, de repente, até de política de defesa, você deveria ter políticas comunitárias que tornariam a União Europeia mais forte.

Isso é tão importante porque, além de enfrentar justamente desafios coletivos, como é o caso do endividamento, isso ajuda a amenizar o declínio dos europeus no cenário internacional.

Não adianta a França achar que individualmente vai manter a sua relevância no cenário internacional. Não vai. Ou o Reino Unido, que não faz parte da União Europeia, mas tem ali uma proximidade em uma série de questões. Ou a Alemanha, ou a Itália. Essa galera não vai manter individualmente a sua relevância no cenário internacional. E o aprofundamento da integração é recomendado pelo FMI. E me parece a única alternativa que esses países têm.

em termos de um horizonte de longo prazo. O problema é que diferentes governos não necessariamente pensam no longo prazo. Estão pensando ali na próxima eleição, estão pensando ali na sua popularidade doméstica e, eventualmente, o aprofundamento da integração pode trazer danos políticos para quem quer se reeleger, danos políticos para quem quer permanecer no poder. Imagina, facilitar ainda mais a circulação de capitais, a circulação de pessoas.

eventualmente ter um sistema de arrecadação de impostos mais unificado ou ter um sistema de endividamento que é compartilhado com países europeus, isso pode gerar realmente muitas tensões do ponto de vista político, mas em um horizonte de longo prazo seria claramente a melhor alternativa.

para lutar contra o declínio europeu. É claro que a gente sabe que a Europa é um continente rico, vai continuar sendo rico por muito tempo, mas a Europa está perdendo relevância, a Europa está ficando para trás, a Europa está sendo diluída nesse cenário internacional em que nós temos Estados Unidos, temos China, temos Rússia, temos Índia, tem um monte de gente que está ganhando espaço e a Europa está perdendo espaço.

e o aprofundamento da integração seria uma alternativa absolutamente viável para o enfrentamento dessa dificuldade, desse contexto que a gente está inserido, além da questão do endividamento. A Europa é um continente muito endividado, muito envelhecido, e se nada for feito, esse endividamento pode sair do controle e você pode ter problemas seríssimos ali no horizonte de uns 15 anos. Esse é o alerta do FMI.

Daniel Souza, você falou sobre países europeus muito frios, os países nórdicos, você falou sobre países muito quentes, aqueles países do sul, independente da temperatura, Daniel, você tem a InsiderStore oferecendo as melhores opções. Aliás, nesse final de semana agora, Daniel, a gente foi a trabalho lá para o interior de São Paulo. A gente saiu do Rio, estava quente, a gente foi...

para São Paulo estava frio, a gente chegou no norte de Minas, estava quente de novo, e a Insider Store estava lá com todas as alternativas que a gente precisava, né, Daniel? Independente da temperatura. E aí, Daniel, eu queria deixar aqui um alerta, porque está acabando o prazo para você que é um novo cliente, para você que nunca fez uma compra na Insider, só até amanhã, só até essa terça-feira, dia 26, você tem... E aí

30% off, 30% de desconto só para você que nunca fez nenhuma compra. Não perde essa oportunidade. É o momento para você entender como é que funciona a Insire, como é que são os produtos. Vê lá as linhas que você tem, tanto para trabalhar, para passear, para ir para a academia, para o happy hour, para tudo que você precisa. A Insire está junto com você. Ah, mas eu já comprei alguma coisa na Insire. Tem desconto para mim? Tem, claro que tem 10% de desconto para você.

ainda mais se você paga no Pix, você ainda tem ainda mais de vantagem, só até hoje, 10% off no Pix é somente até hoje para você que já é cliente da Insider Store. Tudo isso utilizando o link que está na descrição desse episódio, não perde essa oportunidade super momento para você entender como é que a Insider funciona nos produtos tecnológicos da Insider Store.

Daniel Souza, como próxima pauta, eu queria trazer o tema, que é o grande assunto da política internacional, desde o dia 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram aqueles ataques contra o Irã. A gente, naquele momento, dizia que, olha, os Estados Unidos estão achando que uma guerra contra o Irã vai ser um passeio no par, que rapidamente vai se resolver, e a gente alertava aqui que o Irã não é um país qualquer, não é um país que você vai derrotar.

com grande facilidade. E estamos aí, né, Daniel? Já tem alguns meses que essa guerra está acontecendo e até agora não existe muito um caminho que vá ser seguido para encerrar esse conflito. É verdade que os bombardeios pararam, a gente tem um cessar-fogo por tempo indefinido, mas existe uma expectativa de que algum acordo seja assinado para que o seja encerrado de forma definitiva.

Ao longo dos últimos dias, muito se falou que, olha, o acordo está próximo, o Trump chegou a dizer, está por detalhes, o acordo está basicamente negociado e tal, e havia a expectativa de que, de repente, no dia de ontem, no domingo, algum acordo fosse anunciado. Nada foi anunciado, e, aliás, o que a gente teve foi uma declaração de Donald Trump, no próprio dia de ontem, anunciando que ele tinha orientado os seus negociadores a não terem pressa. Então, segundo ele...

Ele colocou isso lá na True Social, a rede social dele, dizendo que o bloqueio norte-americano aos navios iranianos no Estreio de Hormuz permanecerá em pleno vigor e efeito até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado, e que ambos os lados devem tomar o seu tempo e fazer a coisa certa. Ou seja, você, Daniel, que estava querendo passar com petroleiros pelo Estreio de Hormuz,

pode tirar o cavalinho da chuva, não vai ser tão rápido assim. E nesse momento, Daniel, as opções que se colocam à frente do Trump são duas, ambos muito ruins. A primeira delas, Daniel, é que ele pode conseguir fechar um acordo agora, que era o acordo que vinha sendo rascunhado, que é vamos abrir o Estreio de Hormuz, e a gente, quando abrir o Estreio de Hormuz, a gente abre um período de 60 dias para que haja algum tipo de acordo para resolver a questão nuclear.

Se esse acordo for assinado dessa maneira, Daniel, você simplesmente volta ao cenário antes da guerra, que é a questão nuclear, ela segue pendente, o Estreio de Hormuzo volta a ser aberto, e a gente teria perdido alguns meses, né, Daniel, de fevereiro para cá, três meses inteiros, sem que nenhum avanço fosse feito. Ah, mas matou o líder supremo. Mudou nada. O regime iraniano continua lá da mesma maneira que estava. Ou, eventualmente, você pode sim chegar a um acordo nuclear, e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá modelos e agora pode sim ligá model

provavelmente, Daniel, vai se assemelhar muito àquele acordo que o Trump tanto reclamava do Obama, aquele acordo lá de 2015, que é, ah, o Irã vai ter que ter transparência, não vai poder enriquecer o Urã e nascer acima de uma determinada gradação e tal, que foi exatamente o que o Obama conseguiu em 2015 e que o Trump deixou o acordo.

Então, nesse momento, Daniel, os cenários para o Trump são muito ruins. Um é manter exatamente o que tinha antes da guerra, o outro é voltar para um cenário muito parecido, talvez até pior, do que aquele que o Obama tinha conseguido e que ele mesmo sempre torpediou, reclamou, inclusive saiu do acordo. Ele falou, Daniel, esse recado foi para você, tá?

Donald Trump também colocou na rede social dele que se eu fizer um acordo com o Irã, será um acordo bom e adequado. Portanto, não escutem os críticos que falam sobre algo que não sabem nada a respeito. Então, esse é um recado para você, Danilo, que fica criticando Donald Trump. Ele está dizendo que não é para te ouvir, porque certamente se ele assinar um acordo, vai ser um acordo bom e adequado. Quem viver verá, Daniel.

Tanguy, ainda falando sobre Donald Trump, ele criou o Fundo Anti-Aparelhamento, no valor exato de 1,776 bilhão de dólares. O 1,776 faz referência ao ano de independência dos Estados Unidos, 1776. Esse fundo foi criado pelo Departamento de Justiça para oferecer indenizações a pessoas que tenham sido vítimas...

de lawfare ou aparelhamento do sistema judicial por governos anteriores. O objetivo principal é recompensar pessoas processadas pelo governo Biden por crimes relacionados à invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

Você tem ali muita gente alertando que esse mecanismo pode ser usado para pagar quantias milionárias a apoiadores e aliados do governo Donald Trump. Existem aí também uma série de outras discussões que precisam ser feitas quando a gente olha para um mecanismo como esse.

Mas, de qualquer maneira, esse fundo foi anunciado como resultado daquele acordo que nós tivemos entre o Trump e o Departamento de Justiça. O Trump estava processando o Departamento de Justiça e aceitou retirar esse processo em troca da criação desse fundo.

e também em troca da promessa de que nunca mais o Departamento de Justiça vai processá-lo no resto da vida. Algumas estimativas apontam que o Trump deve algumas dezenas de milhões de dólares ao fisco e que agora ele não vai mais precisar pagar diante justamente desse acordo que foi celebrado.

O dinheiro desse fundo é público e vem do fundo judicial, equivalente a sistemas que são levantados ali pelo Departamento de Justiça e que o Departamento de Justiça pode acessar. Na prática, você está falando de um fundo que o Poder Legislativo não tem acesso e, consequentemente, o Poder Legislativo não teria capacidade de derrubar esse fundo.

E muita gente tem colocado, até dentro do Partido Republicano, que isso vai ser um elemento muito problemático, porque existe ali uma personalização, digamos assim, de uma instituição, o Departamento de Justiça, inclusive com a colocação de recursos nos bolsos de apoiadores, um prêmio aos apoiadores de Donald Trump. Isso, num certo sentido, tem sido lido dessa forma.

E é muito interessante porque quando a gente analisa o Trump nas mais diferentes dimensões, a questão pecuniária está sempre no centro. Seja no caso da Venezuela, onde você tem ali a preocupação de fazer negócios, seja no caso de Cuba, existe ali claramente uma preocupação até nos discursos de membros da administração trumpista que mais importante do que virar o regime ou democratizar Cuba é trazer para os americanos e para o grupo do Trump.

a oportunidade de lucros que hoje estão apartados justamente deles e estão nas mãos da elite cubana, da elite ali do regime. E você tem também avanços, seja na Rússia e Ucrânia, seja na questão do Oriente Médio, tem sempre questões do grupo político do Trump que necessariamente estão envolvidas.

Nesse caso em particular, muita gente próxima a ele pode ser eventualmente indenizada por ter sido perseguida pela justiça dos Estados Unidos ou pelo Departamento de Justiça ao longo dos últimos anos. É algo muito diferente do padrão...

histórico dos Estados Unidos. Os Estados Unidos sempre acabaram prezando por essa institucionalidade, por esse sistema de pesos e contrapesos, por pessoas que não tivessem capacidade de confundir a si próprias com instituições e o Trump tem se esforçado e o argumento dele é que isso é necessário para enfrentar o establishment americano, que o establishment é esse que está muito apodrecido.

mas ele tem se aproveitado para tentar personalizar cada vez mais uma série de instituições-chave na República Americana. Pena Sousa, na geleia da shaquira de hoje, eu queria que você falasse sobre um outro Donald Trump. O que você traz para a gente aí hoje? Ah, Tanguy, na geleia da shaquira de hoje, vamos falar sobre um caso em Bangladesh. Bangladesh, que é aquele pequeno país espremido entre Índia e Mianmar.

Nós temos uma nova sensação nas redes sociais por lá, que é um búfalo albino de 700 quilos, com cabelos loiros, apelidado de Donald Trump. O animal, Tanguy, ele vai ser sacrificado em poucos dias por motivos religiosos. Mas na prática, rapaz, o búfalo é a cara do Donald Trump. É a cara do Donald Trump.

É muito impressionante. É muito impressionante. Mas o que nós temos, então, é Donald Trump está sendo visto em todas as partes do planeta, Tanguy. Donald Trump está sendo visto no Oriente Médio. Donald Trump está sendo visto no Brasil. Donald Trump está sendo visto na Rússia, na China e também em Bangladesh. Até na imagem e no rosto de um humilde búfalo que vai ser destinado a sacrifício por motivos religiosos.

Uma coisa a gente tem que admitir. O Donald Trump é um marqueteiro de mão cheia. Ele consegue que nós falemos sobre ele o tempo todo, assim como os europeus, os chineses, os russos, o pessoal do Oriente Médio, os latino-americanos em geral. Ele consegue se tornar absolutamente incontornável, onipresente. Fale bem, fale mal, mas fale de mim. Esse acaba sendo o mantra de Donald Trump, que agora também é a caroça de um búfalo em Bangladesh.

Perfeito, Daniel Souza. Impressionante, tá? Aí vai ficar a recomendação para quem não viu o Donald Trump lá de Bangladesh. Dá uma procurada aí que o negócio realmente é inacreditável. Daniel Souza, dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio. Queria muito agradecer a presença de vocês, a companhia de vocês e queria deixar também o convite. A gente vai começar amanhã, nessa terça-feira.

mais um curso lá no Petit Curso, um curso no qual a gente vai falar sobre a outra margem do Golfo. A gente fala muito sobre o Irã, por motivos óbvios, mas é importante notar também aqueles outros países, do outro lado do Golfo Pérsico, que são muito impactados por tudo o que está acontecendo ali. Aliás, muitas vezes são...

vítimas muitas vezes são algozes de várias coisas que acontecem ali pelo Oriente Médio. A gente vai falar sobre aqueles países por ali. E a gente vai falar sobre Catar, vai falar sobre Bahrein, vai falar sobre Kuwait, vai falar sobre os próprios Emirados Árabes Unidos, vão acabar aparecendo nessas aulas que a gente vai ter daqui para frente. Fica o convite, Daniel. O link está na descrição desse episódio. Clica lá, dá uma olhada também no catálogo, você tem acesso a todas as aulas que a gente já ofereceu no Petit Cursos. Acesse lá e vem com a gente, petitcursos.com.br.

Fica também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Peti Jornal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto. Fica nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês. O Peti Jornal Mídia Pequena é um produto digital artesanal e por isso precisa bastante da ajuda de seus apoiadores, a quem sempre registramos o nosso...

agradecimento. Fica também o convite. Se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix, que é uma forma prática, instantânea, de apoiar o Petiornal. Chave Pix no descritivo desse episódio. Você pode, inclusive, ativar o Pix recorrente. Tem também o link do Apoia-se, o link do Patreon, que acaba sendo muito bacana para quem vive no exterior. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você.

É isso, Daniel Souza. Ainda hoje, mais tarde, a gente está de volta. Um abraço, até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.

Anunciantes2

Insider

Roupas tecnológicas
external

Petit Cursos

Cursos e aulas gratuitas
external