Episódios de Petit Journal

Trump ameaça e recua - BP 1043

23 de março de 202629min
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Donald Trump eleva a tensão ao ameaçar bombardear estruturas energéticas do Irã caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto, mas recua antes do prazo estabelecido, sinalizando limites políticos e estratégicos para a escalada militar. No episódio analisamos esse movimento de pressão e recuo, além da decisão dos Estados Unidos de aliviar sanções e permitir a entrada de petróleo iraniano no mercado como forma de conter a alta dos preços. Também discutimos a proposta de ampliação do orçamento militar americano em 200 bilhões de dólares, indicando o custo crescente da guerra.
Falamos ainda sobre os impactos humanitários do conflito no Líbano, com destruição de estruturas civis e agravamento da crise local.
Na Geleia da Shakira, a eleição na França chama atenção por nomes de candidatos considerados inusitados, que viralizam e movimentam o debate político nas redes sociais.
#OrienteMédio #Irã #Petróleo #Geopolítica #EstadosUnidos
Assuntos15
  • Sanções dos EUA ao Irã48-hour ultimatum deadline · Threat to obliterate energy infrastructure · 5-day negotiation delay · Strategic miscalculation by US · Power dynamics and limits of threats
  • Estreito de OrmuzImportância geopolítica · Bloqueio não-físico iraniano · Risco para navegação comercial · Impacto no preço do petróleo · Ameaça de ataques a infraestrutura de países vizinhos
  • Conflito Irã-EUA1000+ deaths in March 2026 alone · 3000+ total deaths in conflict · Hezbollah-Israel escalation · Civilian infrastructure destruction · Displaced populations
  • Capacidade Militar IraBallistic missiles with 4000km range · Attack on Diego Garcia base · Strikes near Dimona nuclear reactor · Threats to Gulf desalination plants · Sustained military readiness
  • Operacoes Militares Israel LibanoStrategic bridge destruction · Incursion preparation across Litani River · Hezbollah movement restrictions · Civilian area isolation · Large-scale invasion preparation
  • Strait of Hormuz blockade and shipping crisisMaritime closure tactics · Oil tanker loss value ($100-120 million) · Insurance complications · Iranian retaliation threats · Global oil supply disruption
  • Orçamento Militar Americano$200 billion supplementary funding request · 20% increase to defense spending · Congressional resistance · Government debt acceleration · War cost implications
  • Tensao Paises GolfoDependência de dessalinização · Consumo elevado de eletricidade · Impacto de apagões · Emirados Árabes Unidos 80% dependente · Bahrein e Catar sem água potável sem energia
  • US sanctions relief on Iranian oil30-day exemption for Iranian petroleum · 140 million barrels market release · Oil price containment strategy · Paradoxical negotiations during conflict
  • Sancoes Petroleo IranianoIsenção de 30 dias · Liberação de 140 milhões de barris · Controle de preços do petróleo · Argumentação de Scott Bassett
  • Aviation safety during regional conflictFlight route security assessment · Insurance coverage challenges · Multiple security checkpoints · Passenger concern management
  • Redução de demanda aérea no Oriente MédioQatar Airways acumula aeronaves em Teruel · Estacionamento de aviões · Queda de demanda de passageiros · Espera pela normalização · Segurança de voos comerciais
  • Petróleo Russo CubaDois navios russos em direção a Cuba · Bloqueio americano a Cuba · Apagões contínuos em Cuba · Pressão de Trump para mudança de regime · Incerteza sobre aplicação do bloqueio
  • Qatar Airways fleet management during conflictAircraft parking in Teruel, Spain · Middle East route demand reduction · Fleet preservation strategy · Passenger traffic decline
  • Eleição em Arcysur (Arcy Sirob), FrançaCandidatos com nomes inusitados · Charles Hitler vencedor · Renaud Zelensky candidato extrema-direita · Municipalidade de 2.780 habitantes · Viralização em redes sociais
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Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Bate-Papo número 1043. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 9 horas e 24 minutos da manhã de segunda-feira, 23 de março de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor. Tanguy, opa, que está de animado, contente, preparado, revigorado.

resiliente, edubante, descansado, tarifado em 15% e preocupado. Mais menos preocupado do que ontem. Afinal, nosso amigo Donald Trump, taco que é, acabou recuando uma vez mais. E temos também Daniel Souza, que é esse que nos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Como vai, professor Magdadi? Tudo bem? Vamos a isso. Tudo bem, Daniel Souza, com S. Vamos lá para esse bate-papo.

Papo 1043, estamos aqui mais uma vez, mais uma segunda-feira para falar sobre essa loucura que é o sistema internacional. A gente, aliás, né, Daniel, no dia de ontem foi dormir meio preocupado, né? Caramba, pô, o que vai acontecer nessa segunda-feira, né? O Trump deu ali um limite, né, um deadline para, pô, se não abrir o Street Jormuz vai dar problema e hoje ele já deu a famosa, né, o famoso taco, né, já recuou, portanto, a posição dele e é exatamente sobre isso que a gente vai falar no episódio de hoje.

todo mundo que acompanha a gente no podcast, no YouTube, sejam todos muito bem-vindos, um prazer ter vocês aqui junto com a gente. Daniel, no sábado à noite, isso eram mais ou menos sete e pouco da noite na costa leste dos Estados Unidos, então devia ser no fim da tarde aqui no Brasil, Donald Trump postou nas suas redes sociais um aviso de que se o Irã não abrir o Estreito de Hormuz de forma plena e sem ameaças em 48 horas,

vence hoje, mais para o fim do dia, os Estados Unidos iriam obliterar as usinas de energia do Irã, começando pelas maiores. Essa é uma ameaça muito séria, Daniel, porque a gente não consegue imaginar, nessa situação, com a postura que o Irã vem tomando, a possibilidade do Irã falar assim, ah não, por favor, não me ataque, e abrir o Estreio de Hormuz. O Irã, Daniel, já está sendo atacado desde o final de fevereiro, já está sofrendo sanção esse tempo todo,

morreu o líder supremo, já aconteceu o diabo no Irã e o Irã até agora não recuou, não vai ser um tweet do Trump que agora vai fazer o Irã recuar. E a resposta iraniana, portanto, foi, o Irã disse que se for atacado, da maneira como o Trump está dizendo, ele vai reagir atacando as redes elétricas e usinas de dessalinização de vizinhos do Golfo em retaliação. Por que isso é muito importante? Porque é claro que se o Irã for atingido nas suas estruturas de

energia elétrica, é claro que o Irã vai ser muito prejudicado. É um país que tem uma economia, Daniel, que está muito debilitada por conta das sanções de anos e mais anos, por conta dos bombardeios que vem sofrendo ao longo do quase último mês, você tem um mês aí quase, os bombardeios começaram no dia 28 de fevereiro. Então, claro que é um país que vai sofrer muito. Agora, o cálculo iraniano é, se você me atacar, o Estreio de Hormuz não vai abrir.

E esse é um ponto muito importante que a gente vem falando aqui de forma reiterada.

o Estreio de Hormuz não é apenas uma questão física, não é que o Irã está bloqueando fisicamente, não é que o Irã colocou cone de trânsito e as pessoas não estão podendo passar com seus navios pelo Estreio de Hormuz. Você manter o Estreio de Hormuz fechado é você dizer, se passar, vai afundar. E aí, claro que você não passa. Então, esse é um primeiro ponto. E o segundo ponto é, o Irã sabe que, claro que ele vai ser muito prejudicado, mas o que ele está dizendo é, eu vou atacar outros países

São países que são aliados dos Estados Unidos e que vão sofrer muito. Só para a gente ter uma ideia, Daniel, os países do Golfo, que são esses que o Irã está ameaçando, consomem cinco vezes mais eletricidade per capita do que o Irã. Por quê? Porque são países muito severamente áridos. São países que dependem de energia para a grande parte das suas cidades existirem. Quando você pega países como, por exemplo, Bahrein e Catar,

Usinas de dessalinização. Então eles precisam pegar água do mar, dessalinizar, tirar o sal, para poder ser consumido. Então o que o Irã está dizendo é, eu vou acabar com a água de vocês. Repito, Bahrein e Catar só tem água potável por conta de usinas de dessalinização. Quando você fala sobre os Emirados Árabes Unidos, uma potência da região, um país importantíssimo para os Estados Unidos, é 80%. Sem energia, Daniel, cidades do deserto

dias. Problema que o Irã até tem, mas não é tão grave assim. O Irã já vive uma situação de dificuldade econômica há muito mais tempo. É um país que tem rios, é um país que tem um clima, em grande parte, muito mais ameno. Então você, se não tiver energia, é claro que vai ser muito ruim, mas você não inviabiliza a vida em boa parte do país, Daniel. Isso, naturalmente, me parece que Donald Trump sentiu. E agora há pouco, a gente começou a gravar esse episódio, a gente já entrou na live aqui às nove da manhã.

A informação saiu aqui por volta de 8h20, 8h30 no máximo, com o Donald Trump dizendo que, ah, não, lembrei aqui, começamos a negociar. E estamos tendo negociações, negociações promissoras. E ele adiou, portanto, em cinco dias o seu plano de fazer bombardeios mais sérios às instalações elétricas, energéticas, de uma forma geral, do Irã. Vamos ver, Daniel, para onde que isso vai dar. Mas o fato é que tivemos aí um recuo da parte de Donald Trump. A gente não sabe se é por conta da ameaça, se tem negociações mesmo.

vai saber, mas o fato é que a coisa fica adiada para o final da semana, Daniel. É Donald Trump sendo taco uma vez mais, e é importante registrar, Tanguy, que uma embarcação, um petroleiro, claro que varia um pouco de acordo com o tamanho, mas ele, se você perde um petroleiro ali naquela região, significa perder entre 100 e 120 milhões de dólares. Consequentemente, você não está disposto a correr muito risco, afinal é uma embarcação com

uma carga inflamável. Se ela for alvejada, vai sobrar muito pouca coisa. E você também está falando de um ambiente onde seguradoras hesitam em oferecer qualquer tipo de proteção quando você quer passar por uma região conflagrada, tendo ali o risco de um ataque iraniano. Aliás, Tanguy, eu queria registrar algo que nós chegamos a antecipar na semana passada, mas que se confirmou. Os Estados Unidos realmente concederam isenção

de 30 dias para a compra de petróleo embarcado do Irã. A medida vale para cargas marítimas entre 20 de março e 19 de abril. Na prática, o governo Donald Trump está relaxando sanções contra o petróleo iraniano. Com isso, há a expectativa de uma liberação de cerca de 140 milhões de barris ao mercado. O objetivo, obviamente, é tentar conter

a alta dos preços do petróleo que tem acontecido nos últimos tempos. É interessante destacar, inclusive, que o Scott Passant, que é o secretário do Tesouro, que foi responsável por esse relaxamento das sanções contra o Irã, ele argumentou o seguinte, abre aspas, barris iranianos contra Teheran, fecha aspas. Eu achei fofo, achei que é uma forma realmente de você tranquilizar a sua consciência e pensar,

olha, eu estou relaxando essas sanções contra o Irã, mas não é para beneficiar o Irã, não. É para prejudicar o Irã, porque o Irã quer aumentar o preço do barril de petróleo. E se o Irã quer aumentar o preço do barril de petróleo e eu estou adotando uma ação para reduzir o preço do barril de petróleo, eu estou indo contra os interesses iranianos. É disso que se trata. Estamos falando de uma jogada xadrez 4D do governo dos Estados Unidos

contexto de guerra. Aliás, falando ainda sobre Scott Passant, ele reagiu com muita tranquilidade e naturalidade ao financiamento suplementar pedido pelas Forças Armadas dos Estados Unidos e chancelado pela Casa Branca. As Forças Armadas dos Estados Unidos pediram apenas, apenas entre aspas, com muita ironia, 200 bilhões de dólares adicionais. O orçamento militar americano,

anual é de algo em torno de 1 trilhão de dólares. 200 bilhões a mais significa ali 20% a mais, mas 20% a mais de orçamento militar, 200 bilhões de dólares a mais, é mais do que a maior parte dos orçamentos de defesa do mundo. A gente está falando aí de algo em torno de 1 trilhão de reais a mais. É muita coisa, mas o secretário do Tesouro disse que está tudo bem,

que temos dinheiro suficiente para isso e que isso faz parte da própria dinâmica orçamentária de negociação orçamentária. Lembrando sempre que a gente está falando de um governo dos Estados Unidos que tem tido o crescimento do seu endividamento de forma acelerada e medidas como essa intensificam o processo de aceleração do crescimento do endividamento do governo dos Estados Unidos. Aliás, esse também é um elemento que reduz o espaço para a queda da taxa de juros

nos Estados Unidos. Afinal, o governo americano precisa se financiar vendendo uma grande quantidade de títulos e para atrair novos investidores e financiadores precisa pagar juros um pouco maiores. E não é só isso. A gente está falando de um contexto onde o gigantesco, o magnânimo comprador de títulos americanos está assumindo que é o governo da República Popular da China. A República Popular da China diminuiu substantivamente com medo de congelamentos,

como aconteceu no caso da Rússia, hostilidades por parte dos Estados Unidos, sanções, etc., o governo da China tem reduzido violentamente a sua posição em títulos do Tesouro Americano. Menos gente comprando títulos do Tesouro Americano, mais títulos sendo vendidos, significa juros um pouco maiores e impactos sobre a economia dos Estados Unidos. Nada disso, Scott Bassett diz, embora ele saiba, obviamente, mas diante de um contexto de guerra onde as despesas militares estão

Disparando, você precisa de recursos suplementares. Há muita resistência no Congresso dos Estados Unidos para a colocação de mais recursos, porque, óbvio, isso é dinheiro do contribuinte dos Estados Unidos, e esse sempre foi um argumento utilizado pelo Trump. Não vou colocar dinheiro do contribuinte dos Estados Unidos em guerras do exterior, em ações do exterior, que não vão ao encontro dos interesses americanos.

atende aos interesses do contribuinte americano. Porque você consegue explicar o interesse dessa guerra aos interesses de Israel. Israel considera ali o regime dos ayatollahs o perigo existencial para o Estado de Israel e tem ali uma racionalidade em enxergar dessa forma. Mas e o interesse do contribuinte dos Estados Unidos? Que interesse é esse que está sendo atendido com essa solicitação de 200 bilhões de dólares a mais? E o executivo vai lá no parlamento,

no Congresso, para pedir 200 bilhões suplementares para financiar uma guerra que não passou pelo próprio parlamento. Então o parlamento olha e fala assim, pô, mas na hora de aprovar, na hora de começar a guerra, você não passa por aqui, que deveria passar. Aí agora que a situação está começando a ficar mais complicada, aí você vem com o Pires na mão para pedir mais 200 bilhões e tenta dizer que está tudo bem. A questão, Daniel, é que a gente já está falando isso aqui já tem muito tempo, está ficando até meio repetitivo. Acho que a guerra contra o Irã nunca foi uma guerra tranquila.

ser vencida muito rapidamente. Me parece que os Estados Unidos olharam para o que fizeram na Venezuela e falaram assim, vamos replicar isso lá na Venezuela. A gente mata lá o líder supremo e conseguiram um êxito nesse objetivo de forma muito rápida. A gente substitui o governo. O governo vai acabar caindo e tudo e a gente encerra essa guerra muito rapidamente. Só para ter uma ideia, Daniel, o que o Irã disse, só retomando aqui a pauta, só para a gente ver como é que a coisa pode se estender se não houver algum tipo de recuo, o Irã disse que vai manter

o estreito de Hormuz fechado até que as suas usinas elétricas, que eventualmente sejam atacadas, sejam reconstruídas. Então, se me atacar, eu vou manter isso aqui fechado durante, sei lá, um ano, dois anos, três anos, quatro anos, cinco anos, até que as minhas usinas elétricas voltem a funcionar. No dia de ontem, o Irã, por exemplo, disparou mísseis balísticos com alcance de 4 mil quilômetros, visando uma base anglo-americana no Oceano Índico.

A gente está falando da base de Diego Garcia. Daniel, foi lá no mapa. Diego Garcia é muito longe.

assim, os mísseis não atingiram o Diego Garcia, mas mostra que o Irã, apesar de estar sofrendo muito, ele tem condições de levar essa guerra adiante. A gente teve, por exemplo, ontem também, Daniel, mísseis iranianos atingindo o sul de Israel próximo ao reator nuclear de Dimona. O Irã tem capacidade. Isso não é uma surpresa. A gente não tem que olhar para o Irã e falar assim, nossa, o Irã está me surpreendendo. O Irã se preparou para isso. O Irã é um país grande, é um país com população grande,

Então, não é exatamente uma surpresa que os Estados Unidos estejam encontrando mais dificuldades no Irã do que esperavam encontrar. Ou seja, Daniel, quando a gente vê esse recuo do Trump, é algo que, nesse momento, não tinha muito para onde correr. Ou seja, aparentemente, o mundo não vai acabar tão cedo assim, porque a gente vai ter mais coisas acontecendo daqui para frente. Se o mundo não vai acabar, Daniel Souza, é importante você estar bem vestido, você concorda comigo.

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mas a gente não pode perder de vista o que está acontecendo no Líbano, que foi mais uma vez estragado por uma guerra, que não é sua, não é o Estado libanês que está ali, mas você tem o Hezbollah, que é aliado do Irã, que serve, portanto, como uma frente de resistência também contra o Israel, o Israel ataca o Hezbollah, o Hezbollah ataca de volta, e ao longo dos últimos dias a gente vem tendo ações israelenses no sentido de isolar o sul do Líbano.

2024, nós tivemos um acordo de cessar-fogo que acabou envolvendo o Hezbollah e Israel e que estabeleceu o Rio Litane. O Rio Litane é o que separa o sul do Líbano do restante do país. Seria o limite para a presença de qualquer pessoa do Hezbollah. Então o Hezbollah tem que estar ao norte do Rio Litane e dessa maneira você criaria um distanciamento entre o Hezbollah e a fronteira norte de Israel. Desde que essa guerra começou, desde a morte

Ali Khamenei, você passou a ter uma conflagração, um atrito maior entre o Hezbollah e Israel, ali na região da fronteira, e, portanto, militantes do Hezbollah têm passado ao sul do Rio Litânia. O que Israel vem fazendo é bombardeios nessa área, fez, inclusive, algumas incursões militares, fez bombardeios no sul de Damasco, o que gerou, portanto, danos, não, é o sul de Beirute, perdão, na capital libanesa, ao sul de Beirute. Então, gerou alguns danos importantes

ali na região, e ao longo dos últimos dias, Israel aparentemente está preparando terreno para mais uma incursão grande no sul do Libro. Como é que a gente sabe disso? Israel está destruindo pontes que cruzam o rio Litane. Entre eles, uma das principais ligações entre o sul e o norte do país, que é a ponte Casmié. Essa ponte Casmié é certamente a principal ponte que cruza o rio Litane. Outras pontes já foram destruídas, o que gera, portanto,

Então, a princípio, isso pode significar que Israel está querendo fazer uma incursão na região sul e, dessa maneira, você impede, ou pelo menos dificulta, que o Hezbollah consiga vir do norte em direção ao sul para tentar resguardar aquela região. A gente está tendo também destruição, isso não é teoria da conspiração, tá, gente? Isso está sendo dito abertamente pelo Israel Katz, que é uma das figuras mais importantes do governo israelense.

que Israel considera que são estratégicos. Israel utilizou esse artifício várias e várias e várias vezes em Gaza, destruir determinadas instalações em áreas que o exército israelense considera que é de seu interesse e tudo. Então, aparentemente, isso é uma preparação para algum tipo de incursão de maior monta. Lembrando que Israel já fez algumas incursões, mas uma invasão de maior intensidade do exército israelense no sul do Libro. A gente está falando sobre um país, Daniel, que só nesse último mês agora

teve mais de mil mortos. Então, a gente fala de 3 mil mortos na guerra como um todo. Mil mortos foram somente no Líbano. Então, é importante se preparar, Daniel, porque a gente já tem uma história longa de ocupação israelense no sul do Líbano, de incursões, desde a época da guerra civil libanesa. E pode ser que a gente esteja tendo a preparação para mais um episódio dessa incursão, Daniel. Tanguy, avançando para a próxima pauta, registro que a Qatar Airways enviou mais cinco aeronaves,

para o aeroporto de Teruel, na Espanha. Com isso, a Qatar agora tem 20 aeronaves no local. Esse aeroporto de Teruel, como o próprio nome sugere, fica na cidade de Teruel, em Aragão, na Espanha, fica ali entre Zaragoza e Valência. Ele acaba sendo muito conhecido por ser um estacionamento de aeronaves. Ele reúne condições climáticas bastante adequadas, envolvendo temperatura e umidade.

também tem taxas aeroportuárias bastante reduzidas, tem muito espaço e a Airbus está levando, ou melhor, a Qatar está levando ali aeronaves da Airbus, inclusive, para esse aeroporto. O objetivo, obviamente, é esperar. A Qatar está percebendo que o transporte de passageiros pelo Oriente Médio vai ter uma redução de demanda bastante significativa durante pelo menos alguns meses e, consequentemente,

precisa acomodar essas aeronaves em condições de segurança com o objetivo de preservá-las e também reativá-las velozmente quando a coisa se normalizar, quando a coisa retomar ali, digamos assim, algo semelhante ao que nós tínhamos antes do conflito. É sempre importante registrar, muita gente nos pergunta, inclusive, mas é seguro voar nas atuais condições? É sim, gente. É claro que sempre existem riscos.

Aeronáutico tem ali alguns riscos, etc. Mas quando um voo é autorizado, ele já passou por múltiplas camadas de segurança. Consequentemente, muita gente, inclusive, com viagens marcadas para destinos que não são o Oriente Médio, Europa, etc., Estados Unidos, às vezes fica preocupada. Gente, não tem maiores riscos nesse seu deslocamento ou nessa sua viagem que está agendada. Mesmo alguns voos que têm acontecido no próprio Oriente Médio

acontecendo em condições bastante razoáveis de segurança, justamente por conta dessas múltiplas camadas que o setor aéreo acaba apresentando e, consequentemente, de novo, claro que riscos sempre existem, claro que é algo que você tem que olhar com um pouco de cuidado, mas, no geral, a gente está falando de um transporte bastante seguro, até porque nós temos ali um conflito que está muito circunscrito a situações muito específicas, a ataques realmente com

razoavelmente claros do que diz respeito à sua articulação e à sua ação. Então, esse é um aspecto que chama muita atenção. No caso da Qatar, me parece que é muito mais uma queda de demanda e também algumas restrições impostas pelo próprio conflito que fazem com que o número de voos, por conta dessas camadas de segurança, não possam acontecer no volume que a empresa previa. Isso deve trazer consequências para o turismo

na região, deve trazer consequências para a reputação da região. E também é muito importante ter calma. Eu vejo, às vezes, as pessoas dizendo, nossa, Dubai acabou. Gente, calma, devagar, né? A gente está falando, por exemplo, de Israel, que tem durante, ao longo das últimas décadas, múltiplos conflitos, e as pessoas continuam viajando para Israel. Às vezes fecha, às vezes abre, às vezes fecha, às vezes abre. Mas você tem ali situações que podem ser contornadas e, eventualmente, administradas,

apesar da complexidade do conflito e dos riscos adicionais que um conflito como esse acaba trazendo. Eu queria registrar também, e rapidamente, que nós temos aqui dois navios com petróleo da Rússia seguindo em direção a Cuba, e fica uma enorme expectativa do que farão os Estados Unidos. Eles vão impedir esses navios com petróleo russo de chegar em Cuba, porque afinal há um bloqueio ali que foi imposto pelo Donald Trump.

O que fica no final do dia é, esse bloqueio vale para a Rússia ou vale apenas para países como o México ou países que não podem militarmente se contrapor aos Estados Unidos? Lembrando que a Ilha Carimbenha está passando por sucessivos apagões, está numa situação realmente bastante dramática por conta dessa pressão que o governo Trump está fazendo para tentar derrubar o regime, virar o regime.

determinada ali na ilha caribenha. O fato é que ele está muito focado em tomar Cuba, como ele chegou a verbalizar há poucos dias. Daniel Souza, se a gente abrir a geladeira, a gente vai encontrar uma geléia de morango da Shakira hoje? Ah, Tanguy, vai encontrar. Vai encontrar. Na geléia da Shakira de hoje, Tanguy, eu trago uma eleição que aconteceu nesse último final de semana em uma pequena cidade francesa, que eu vou deixar você para pronunciar o nome dela

correta, mas o fato é que essa eleição, Tanguy, ela reuniu dois oponentes. De um lado, nós tínhamos Charles Hitler com dois textos. E do outro lado, nós tínhamos Renaud Zelensky, que era o candidato, inclusive, da extrema-direita. Pois bem, Charles Hitler venceu. Charles Hitler venceu e será o líder aí nessa pequena municipalidade francesa de apenas 2.780

85 moradores, Tagui. É importante registrar que a democracia vive na Europa, por enquanto, pelo menos, no interior da França, na municipalidade, que tem um nome bastante diferente. Por favor, Tagui, traga o nome dessa municipalidade. Arcy Sirob. Não é nem longe de Paris, né, Daniel? Mas é realmente um vilarejozinho. Arcy Sirob, aliás, onde teve uma batalha napoleônica, tá? Napoleão lutou ali em 1814 contra tropas austríacas, russas e tal. Agora, Daniel, tem duas

dois mil e poucas pessoas, apareceu um Hitler com dois T's e apareceu um Zielinski, né? Você tem um confronto eleitoral ainda entre Hitler e Zielinski, é um negócio que a gente não vê todo dia, né? É verdade, não é uma coisa que a gente vê todo dia, por isso que acabou chamando atenção, não deixa de ser até engraçado ter aí um componente bastante cômico por conta justamente dos dois nomes e dos dois sobrenomes envolvidos, ainda mais a França, né, Tanguy, que acabou sendo ali

de muitas batalhas capitaneadas pelo ditador nazista. E agora o Zyelensky, que é um pouquinho diferente, mas não deixa de lembrar o nome do presidente ucraniano que está aqui envolvido em sua guerra contra os russos. Daniel Sosa, só para lembrar que hoje à noite não teremos episódio. Não vamos ter episódio hoje à noite por conta de uma agenda externa do Petit Jornal. Mas amanhã estamos de volta. Amanhã estamos de volta no nosso horário de sempre.

que está junto com a gente, todo mundo que nos acompanha, todo mundo que nos ouve. Um prazer ter vocês aqui. E lembro sempre que se você ficar com saudade do Petit Jornal, poxa, não vai ter hoje, não vai ter episódio e tal, você pode ter acesso a gente na hora que você quiser lá no Petit Cursos. Acesse lá, petitcursos.com.br. Lá tem curso de tudo quanto é tema, de tudo quanto é assunto, de tudo quanto é questão que você queira saber, inclusive uma série de questões que têm impactos hoje. E, aliás, não é que as aulas estão lá gravadas e acabou.

toda semana, toda terça-feira às 19h. A gente tem agora, por exemplo, um curso que está falando sobre quantas andam a liderança americana. Os Estados Unidos continuam tendo essa liderança toda que já tiveram. Quais são as condições de manutenção dessa liderança ou de erosão dessa liderança. Tudo isso a gente discute lá no PetCurso. Acessa lá. Aliás, muito conteúdo sobre a gente médio também. Se quiser saber mais sobre Irã, Israel, Líbano, tudo isso tem lá. Aulas e mais aulas. Emirados Árabes Unidos.

Acesse lá, peticursos.com.br.

O episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix, que é uma forma prática, instantânea de apoiar o Petit Jornal. Você pode, inclusive, ativar o Pix Recorrente. Chave Pix no descritivo desse episódio. Tem o link do Apoia-se, o link do Patreon, que acaba sendo bastante confortável para quem vive no exterior. Tenho certeza que uma dessas alternativas pode ser bacana para você. É isso, Daniel Souza. Amanhã estamos de volta. Um abraço.

Até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.

Acesse www.petijornal.com.br.

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