Para onde vão os juros nos EUA? - Invest 114
Conheça a Rio Claro Investimentos: https://www.rioclaro.com.br/petitjournal
Para patrocínios, palestras e parcerias: contato@petitjournal.com.br
Quer conhecer nossos cursos e aulas gratuitas? Acesse https://www.petitcursos.com.br
Assine a newsletter do Petit Journal: https://petitcursos.com.br/#newsletter
Chave PIX: petitjournal.pj@gmail.com
Apoie o Petit Journal: https://www.apoia.se/petitjournal
Se você vive no exterior: www.patreon.com/petitjournal
Quer apoiar pelo YouTube? Clique em Valeu e deixe seu apoio ou vire membro do Canal do Petit Journal no YouTube.
Inscreva-se no canal de cortes do Petit Journal:
https://youtube.com/@petitjournalcortesoficial?si=HnJloDVeGCrrSelB
Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.instagram.com/tbaghdadi/
https://www.instagram.com/danielsousaeconomista/
https://www.instagram.com/petit_journal_/
Neste episódio do Petit Invest, analisamos quem é Kevin Warsh, novo presidente do Federal Reserve, e quais serão seus principais desafios à frente do banco central americano em um cenário de inflação persistente, desaceleração econômica e forte pressão política. Discutimos seu perfil, suas posições anteriores sobre política monetária e o que sua chegada pode significar para os mercados e para a economia global.
Também avaliamos como Warsh pode lidar com a pressão de Donald Trump por juros mais baixos, especialmente em um contexto de elevado endividamento, tensões geopolíticas e instabilidade energética. O episódio explora os possíveis caminhos para os juros nos Estados Unidos e os impactos dessas decisões sobre dólar, mercados financeiros e economias emergentes como o Brasil.
#EstadosUnidos #FED #Juros #EconomiaGlobal #PetitInvest
- Presidência do Federal ReserveKevin Warsh · Jerome Powell · Donald Trump e a NASA · Federal Reserve · Política monetária · Inflação · Juros nos EUA
- Desafios econômicos dos EUAInflação · Crise do Oriente Médio · Preço dos combustíveis · Endividamento
- Decisão do FED sobre JurosDonald Trump e a NASA · Federal Reserve · Política monetária · Juros baixos
- Mercado financeiro BrasilJuros no Brasil · Dólar · Mercados financeiros · Economias emergentes · Brasil
- Kevin Warsh no FedKevin Warsh · Donald Trump e a NASA · Jerome Powell · George W. Bush · Federal Reserve · Casa Branca
- Autonomia Banco CentralBanco Central do Brasil · Política de juros · Federal Reserve
Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.
Olá, gente! Bem-vindos, bem-vindas ao Peti Jornal. Esse é o Peti Invest, número 114. Estamos gravando numa live no YouTube do Peti Jornal. São exatamente 17 horas e 43 minutos da sexta-feira, 22 de maio de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor, Tanguy, vírgula, Obagdadi, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retombante, descansado, tarifado e preocupado.
preocupado com mudanças no Federal Reserve, no Banco Central dos Estados Unidos, que acaba trazendo influências e repercussões para a dinâmica econômica internacional. E isso é algo que a gente vai tratar no episódio de hoje. Temos também Daniel Souza, que é isso que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos nessa dinâmica de investimentos na economia internacional nos últimos dias. Como vai, professor Bagdad? Tudo bem? Vamos a isso!
Tudo bem, Daniel Souza com S. Vamos lá para mais um Petit Invest, o programa de toda sexta-feira, esse Petit Invest 114. A gente tem um assunto muito importante para falar hoje. Eu sei que grande parte do público brasileiro não prestou muita atenção na mudança do novo diretor do FED, o líder do FED, Sajar Ampal, e tomou posse hoje.
o novo diretor-geral, eu queria que o Daniel Souza falasse um pouquinho sobre quem é Kevin Walsh, qual é a perspectiva que a gente tem com relação a ele, e como você já adiantou, Daniel, isso traz preocupações e expectativas para todo mundo, está todo mundo olhando para o que acontece nos Estados Unidos, e aí eu sei que tem gente que vai ouvir isso e vai torcer o nariz e vai falar assim, mas que besteira, que viralatismo, por que que eu tenho que prestar atenção no que está acontecendo no Federal Reserve?
porque isso mexe com a vida de todos nós. E isso mexe com a sua gestão financeira, com a maneira pela qual o seu dinheiro vai render, o dinheiro que você tem guardado vai render, vai mexer com a sua aposentadoria lá na frente. Se os juros subirem, mexe com absolutamente tudo. E aí, Daniel, é sempre importante você ter do seu lado contar com uma gestora.
completa para te ajudar exatamente com os seus ativos. A gente deixa a nossa indicação dos super parceiros do Petit Jornal, os amigos da Rio Claro Investimentos. A gente está falando sobre uma gestora completa, te ajuda a gerenciar tudo, não apenas fazer uma boa carteira de investimentos, segura, com rentabilidade, mas também olhar para a sua vida financeira como um todo. Vale a pena demais. Aliás, eu sou cliente da Rio Claro, acessa lá, o link está na descrição desse episódio, não perca a oportunidade de conversar com eles.
Aliás, gente, fica aqui a nossa recomendação, até porque a Rio Claro Investimentos trabalha 100% focada no cliente. Isso é um super diferencial. Ela não vai ficar empurrando produtos financeiros para você. Não é dessa maneira que a Rio Claro trabalha. Ela tem foco nos objetivos do cliente, em cuidar do patrimônio do cliente. Então, fica aqui a nossa recomendação. Link no descritivo desse episódio. Conheça o trabalho da Rio Claro Investimentos.
Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up到 Up
Daniel Souza, Donald Trump encheu o saco do Jerome Powell, disse que ele tinha que sair, que ele não gatava mais, que ele era horrível, que ele era péssimo e tal. E finalmente, né, saiu Jerome Powell, assume Kevin Walsh. O que você tem pra dizer pra gente? Quem é Kevin Walsh? O que a gente tem como perspectiva? Qual é o pepino que ele vai ter que resolver lá?
Conta para a gente. Pois é, Tanguy, o Jerome Powell, que havia sido escolhido pelo próprio Donald Trump no mandato anterior, acabou sendo ali alvo de fritura e de muitas críticas do Donald Trump. E é importante registrar que o Powell permanece no borde, ele permanece ali realmente no conselho do Fed, consequentemente ele continuará tendo voz e continuará tendo influência em relação à política de juros a ser implementada pelo Fed.
Como você destacou, o Trump escolheu o Kevin Walsh para ser o novo presidente do Federal Reserve, que é justamente o Banco Central dos Estados Unidos. Ele tem 56 anos, nasceu em Albany, no estado de Nova York, é formado em políticas públicas pela Universidade de Stanford, com ênfase em economia e estatística, então dá para dizer que ele é um economista, e ele também concluiu o curso de Direito na Universidade de Harvard.
onde se especializou na relação entre direito e economia. Na prática, ele entrou no setor financeiro no Morgan Stanley, na década de 80. Em 2002, ele deixou o setor privado para integrar o governo George W. Bush.
onde ocupou na Casa Branca o cargo de assistente especial para política econômica e secretário executivo do Conselho Econômico Nacional. E em 2006, ele foi indicado por Bush para o Conselho de Governadores do FED, que é justamente diretor do FED. Ele foi diretor do FED.
entre 2006 e 2011. Aliás, ele foi o mais jovem membro do Conselho dos Governadores, da diretoria do Fed, aos 35 anos, quando ele ingressou. Desde que deixou o Fed, em 2011, Washington tem atuado no meio acadêmico e no mercado financeiro e agora acabou sendo escolhido pelo Donald Trump. Algumas coisas chamaram muito a atenção na cerimônia de posse dele hoje.
A cerimônia de posse aconteceu na Casa Branca. Ele prestou juramento perante um juiz da Suprema Corte, o Clarence Thomas, na sala leste da Casa Branca, bem naquele estilo americano, botou a mão sobre a Bíblia, etc., e fez o seu juramento.
E aí acabou destacando que ele estava retornando a uma instituição que ele acredita, que valoriza, que ele pretende reformar o FED, aprendendo com erros e acertos do passado, assim por diante, fez ali um discurso. Só que Tanguy não tinha ninguém do FED.
Nenhum dos seus colegas de Fed foi. O que acabou sendo notado justamente por todos os presentes naquela cerimônia. Quem estava presente na cerimônia era Donald Trump.
E Donald Trump, sendo Donald Trump, disse o seguinte, abre aspas, quero que Kevin seja totalmente independente. Quero que ele seja independente e simplesmente faça um grande trabalho. Não olhe para mim, não olhe para ninguém. Apenas faça as coisas do jeito...
e faça um ótimo trabalho, fecha aspas, Donald Trump está há meses enchendo o saco do Fed porque o Fed não olha para ele e ele não consegue influenciar as decisões do Fed. E agora, diante de um novo presidente, diz, imagina, quero que o Fed seja independente, não vou interferir no trabalho do Fed.
E, aliás, o trabalho do Kevin Washington vai ser nada fácil por conta do próprio Trump. Desde que ele assumiu a presidência, Daniel, aliás, a gente veio pontuando isso aqui ao longo desse um ano e meio, quase um ano e meio, que ele está nesse segundo mandato à frente dos Estados Unidos, ele implementou um tarifácio que gera inflação e agora ele começou uma guerra no Oriente Médio que encarece a energia, que gera, portanto, toda uma desestruturação.
e a inflação começou a cobrar seu preço, inclusive em termos de popularidade. O Kevin Walsh vai ter que lidar com isso, e eu queria saber quais são os instrumentos que ele tem à mão para poder lidar com isso, e por qual motivo que Donald Trump vai xingá-lo. Porque vai xingar, né, Daniel? Não tem jeito, eu não consigo imaginar ele fazendo um trabalho razoável sem ser xingado por Donald Trump. O trabalho dele, em grande medida, é consertar o que o Trump está fazendo.
Ele vai ter muito trabalho, Tanguy, porque, na prática, a inflação nos Estados Unidos nos últimos 12 meses está em 3,8% e com viés de alta, com tendência de alta. A meta de inflação nos Estados Unidos é de 2% ao ano, ou seja, em tese, o Fed deveria manter o juro onde está ou até aumentar em função justamente dessa inflação que está escapando da meta e que está numa trajetória ascendente.
Em parte por conta justamente da crise do Oriente Médio e do aumento do preço dos combustíveis que tem acontecido na economia americana. E é interessante, Tanguy, que um dos diretores do FED, o Christopher Waller, que estava na Alemanha hoje de manhã, ele era inclusive um dos cotados para substituir o Jerome Powell. E temos aqui uma pequena guerra dos tronos no FED.
O Christopher Waller resolveu, Tanguy, fazer algo muito inusual. Ele resolveu dar declarações muito...
abertas, digamos assim, muito diretas para um diretor do Fed. E ele acabou destacando que o Fed deveria eliminar o viés de flexibilização. Ele falou isso enquanto o Walsh estava tomando posse em Washington. Ou seja, eliminar o viés de flexibilização é mais ou menos dizer o seguinte, gente, oi, oi.
Inflação. Inflação comendo solta? Fed não tem espaço para baixar a taxa de juros, como o presidente está querendo. O subtexto é esse. Então, existe aí a possibilidade de uma grande tensão dentro do FedRezer. Não sabemos exatamente como Kevin Walsh vai se comportar. Pode ser que ele surpreenda, afinal, agora ele tem um mandato.
ele tem uma autonomia institucional, não seria a primeira vez que alguém empossado passa a ter atitudes um pouco diferentes da expectativa de quem o empossou, de quem o nomeou, mas existe uma crescente resistência dentro do borde do FED. Aliás, a lógica do borde do FED é essa, você não consegue trocar todos os diretores ao mesmo tempo e, consequentemente, a política monetária se torna uma política de Estado.
mas vamos ter tensões e essa confusão não para por aqui no Banco Central dos Estados Unidos. Um termo que você tem usado constantemente, Daniel, é que nos Estados Unidos a gente vai tendo cada vez mais uma lógica personalista, uma lógica de patrimonialista, como você tem utilizado o termo. Aliás, a gente tem mostrado isso aqui o tempo todo. No próprio episódio de ontem, no último bate-papo que a gente gravou, eu falei aqui sobre a maneira pela qual a política externa dos Estados Unidos está passando por mudanças gigantescas.
Essa lógica também do Fed incomoda muito ao Trump, essa lógica de que o Fed tem algum tipo de independência. E aí o Kevin Walsh, Daniela, vai ficar numa situação muito difícil, ele está entre a cruz e a espada. Ou ele segue aquilo que tem que ser feito, é o que o Bord acredita que tem que ser feito, que é meu amigo, tem que subir os juros.
Ou então ele vai ser leal a Donald Trump. Donald Trump o indicou, Donald Trump estava na posse dele, e Donald Trump deve ter buzinado na orelha dele, que é tem que manter os juros baixos, se possível baixar os juros, manter onde está ou baixar os juros, o que vai gerar mais inflação.
Não é exatamente o trabalho mais fácil do mundo, né, Daniel? Eu queria que você me dissesse... Eu sei que não é futurologia, tá? Mas para onde você acha que Kevin Walsh vai? Ele vai deixar a inflação escapar com os juros da maneira como estão? Ou vai subir os juros e vai desagradar o chefe, né? Na prática, ele está tratando, ou está sendo tratado, numa situação em que Donald Trump é praticamente o chefe dele.
Me parece, Tanguy, que nesse primeiro momento, aliás, até o final do mandato do Trump, por mais que o Washington eventualmente queira dar uma guinada na política monetária, não temos certeza se ele vai querer, ele não vai ter força. Existe um borde ali estabelecido no Fed, você tem outros diretores com mandatos, mandatos longos.
E essas pessoas já estão dando todos os sinais de que vão criar ali uma resistência a qualquer tipo de cavalo de pau que ele tente trazer. Ele é o presidente, etc., mas ele não vota sozinho, ele não tem o poder para oferecer uma guinada muito significativa na política monetária. O Trump é interessante porque ele faz ali um gesto, ele mostra.
que ele está preocupado com as pessoas que estão achando o juro elevado, está escolhendo um novo nome para o Federal Reserve, etc. Mas ele não tem como ter força no primeiro momento. Ele teria que ter apoios dentro do board, e não me parece que esses apoios vão aparecer.
Nesse momento, não há nenhuma sinalização nesse sentido. É importante lembrar, inclusive, que a gente tem uma governadora do FED, que é o equivalente no Brasil a uma diretora do FED, que está sendo frontalmente atacada pelo presidente Trump tentando tomar vaga dela, inclusive trazendo ali alegações de que ela teria cometido fraude na obtenção de um empréstimo nos Estados Unidos.
A Lisa Cook, se não me engano. A Lisa Cook, ela mesma, ela é uma diretora do Fed. Lá eles chamam governador, é um governador do Fed, uma governadora do Fed. E nesse sentido, você acaba tendo ali uma tensão que não é de hoje entre o presidente dos Estados Unidos e a autoridade monetária. Lembro também que nessa semana...
O Tesouro dos Estados Unidos vendeu títulos com prazo para pagamento de 30 anos e foi obrigado a pagar juros de 5% ao ano. Quer dizer, ultrapassou a marca dos 5% ao ano, o que significa que tem muita gente olhando para o Tesouro dos Estados Unidos hoje e achando que, olha, talvez o Tesouro dos Estados Unidos daqui a 30 anos não seja tão sólido quanto eu achei que ele era até bem pouco tempo atrás.
por conta de aumento de gasto, por conta de crescimento do endividamento e por conta de uma certa fragilização de alguns fundamentos importantes da economia dos Estados Unidos. Acredito, Tanguy, que a gente ainda vai falar bastante sobre essa guerra, porque é uma nova guerra que o Trump está atravessando. E eu acho que você foi muito feliz quando você colocou que o Fed é apenas mais uma frente de batalha.
É mais uma frente de batalha onde o Trump tenta alargar o seu poder. Ele tem tentado alargar o seu poder na Secretaria de Estado, ele tem tentado fragilizar a Suprema Corte, fragilizar o Congresso, ele tem tentado realmente avançar sobre o serviço público de maneira mais ampla, ele tem tentado tornar cada vez mais personalistas as decisões do executivo americano, e ele quer avançar sobre o Fed também. Ele considera que essa autonomia do Fed é algo que retira poder dele e retira mesmo?
E ele vai tentar ali algum tipo de mecanismo, e acho que no dia de hoje isso começou, para aumentar a sua influência. A despeito de todo o discurso, ah, porque eu fiz um discurso, vai ser independente, faça o que você quiser, não olha para mim. A gente sabe que não é bem assim. O Donald Trump quer muito influenciar também a política de juros do Federal Reserve, como, aliás, muitos presidentes em outros lugares do mundo também gostariam ou avançaram para influenciar. A gente pode pensar no caso...
do Erdogan na Turquia. Você tinha autonomia do Banco Central da Turquia, o Erdogan acabou com a autonomia do Banco Central da Turquia. Pode ser que em algum momento o Trump também avance nessa direção. O Banco Central brasileiro se movimenta já ou espera para ver o que vai ser? Porque, claro, influencia no Brasil, mas é uma influência que vem só a posteriori. Como é que você vê a maneira pela qual o Banco Central brasileiro deve se portar?
Acho que, no primeiro momento, o Banco Central brasileiro espera e observa o que vai acontecer. É claro que tudo que nós levantamos aqui são tendências em função de todos os elementos que estão à disposição para a nossa análise. E se eu estivesse no lugar do Banco Central brasileiro, e acredito que o Banco Central agirá dessa forma,
espera, vamos ver o que vai acontecer, para onde vai o FED, porque dependendo de para onde vai o FED, isso influencia a política de juros aqui no Brasil também. E é por isso, inclusive, que às vezes as pessoas olham para o FED e dizem poxa, não tem nada a ver com isso, você tem tudo a ver com isso. O juro mais alto no FED, nos Estados Unidos, é um juro mais alto no Brasil.
Você acaba tendo um ambiente onde tem menos liquidez no sistema financeiro internacional. É um mundo que acaba tendo um pouco mais de dificuldade para crescer. Isso impacta as exportações brasileiras. Tem uma série de efeitos colaterais que não podem ser ignorados. Embora os Estados Unidos venham perdendo relevância relativamente na economia mundial em vários aspectos, o Fed ainda é incontornável.
em termos de juros, em termos realmente da dinâmica do mercado de capitais e do sistema financeiro internacional. Pode fazer um bolão aí, você que está ouvindo a gente. Kevin Walsh vai ser muito mencionado ao longo dos próximos muitos episódios, certamente no Bate-Papo, certamente aqui no Petin Invest, episódio que a gente grava toda sexta-feira, porque os movimentos que ele faz por lá nos influenciam muito.
De novo, eu sei que tem gente que é meio resistente. Ah, pô, não queria ficar falando sobre Fed e tal. Não tem jeito. Traz muito impacto no Brasil, traz impacto para a economia como um todo. E, naturalmente, no momento no qual lá está com muita inflação, a tendência dos juros subirem por lá é grande. Isso, obviamente, mexe com os juros aqui no Brasil também. Daniel Souza, a gente volta a falar sobre isso em breve. Certamente esse assunto vai voltar.
Na segunda-feira, a gente tem mais um bate-papo de manhã. Outro bate-papo à noite para a gente dar conta de tudo que vem acontecendo no mundo afora.
Nos vemos, um abraço e até a próxima. Valeu! Tchau, tchau!
Rio Claro Investimentos