Episódios de Petit Journal

Raul Castro indiciado pelos EUA - BP 1079

21 de maio de 202632min
0:00 / 32:24
FGV
Conheça o Workshop Internacional Geopolítica para Líderes: O Conflito entre Potências e suas Consequências no dia a dia
Identifique-se como ouvinte do Petit Journal e ganhe 10% de desconto!
https://dint.fgv.br/cursos/curta-media-duracao/workshop-internacional-geopolitica-para-lideres-conflito-entre-potencias-suas-consequencias 
Para patrocínios, palestras e parcerias: contato@petitjournal.com.br
Quer conhecer nossos cursos e aulas gratuitas? Acesse https://www.petitcursos.com.br
Assine a newsletter do Petit Journal: https://petitcursos.com.br/#newsletter
Chave PIX: petitjournal.pj@gmail.com
Apoie o Petit Journal: https://www.apoia.se/petitjournal
Se você vive no exterior: www.patreon.com/petitjournal
Quer apoiar pelo YouTube? Clique em Valeu e deixe seu apoio ou vire membro do Canal do Petit
Journal no YouTube.
Inscreva-se no canal de cortes do Petit Journal:
https://youtube.com/@petitjournalcortesoficial?si=HnJloDVeGCrrSelB
Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.instagram.com/tbaghdadi/
https://www.instagram.com/danielsousaeconomista/
https://www.instagram.com/petit_journal_/
Raúl Castro é indiciado pelos Estados Unidos, ampliando a tensão nas relações entre Washington e Havana em um momento de redefinição da política americana para a América Latina. No episódio analisamos os possíveis impactos diplomáticos da decisão e o histórico recente da relação entre Cuba e EUA. Também discutimos o encontro entre Xi Jinping e Vladimir Putin, seus principais resultados e os discursos apresentados pelos dois líderes em meio à reorganização do sistema internacional.
Abordamos ainda a aprovação, pelo parlamento israelense, de um projeto para dissolução da Knesset e antecipação de eleições, além do atentado contra um senador governista na Colômbia. No Golfo Pérsico, a Guarda Revolucionária iraniana afirma ter coordenado a travessia de 26 embarcações pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, reforçando sua narrativa de controle da passagem.
Na Geleia da Shakira, Narendra Modi chama atenção ao presentear Giorgia Meloni com uma bala durante encontro diplomático.
#Geopolítica #Cuba #China #Rússia #OrienteMédio
Assuntos7
  • EUA indiciam Raúl CastroRaul Castro · Estados Unidos · Cuba · Hermanos al Resgate · Departamento de Justiça dos Estados Unidos · Fidel Castro · USS Nimitz · Marco Rubio · Igreja Católica · Papa João Paulo II · Grupo de Administração Empresarial S.A. (HF) · Hugo Chávez · Bruno Rodrigues · Oposição organizada em Cuba · Donald Trump e a NASA
  • Alianca China-RussiaXi Jinping · Vladimir Putin · Donald Trump e a NASA · Golden Dome · Rússia · China · Power of Siberia · Kremlin · Gás natural · Tigres de amor · Pandas gigantes · Macacos de nariz arrevitado
  • Eleicoes ColombiaColômbia · Alexander Lopes · Ivan Cepeda · Gustavo Petro · FARC · Berlardo de Sfiela · Paloma Valencia · Álvaro Uribe
  • Posição oficial de IsraelKnesset · Benjamin Netanyahu · Oriente Médio · Hormuz · Hezbollah · Hamas
  • Lideranca PoliticaWorkshop Internacional Geopolítica para Líderes · Fundação Getúlio Vargas (FGV) · Daniel Souza · Jogos de guerra
  • Relação com a FamíliaDonald Trump e a NASA · IRS (Receita Federal dos Estados Unidos) · Departamento de Justiça
  • Geleia da Shakira: Presente de Modi a MeloniNarendra Modi · Giorgia Meloni · Itália · Índia · Balas Melody
Transcrição88 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.

Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o bate-papo número 1079. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 19 horas e 21 minutos da quarta-feira, 20 de maio de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor. Tanguy, ô Bagdadi. Animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado.

tarifado em 15%, ressarcido de tarifas cobradas injustamente, com insônia, preocupado com a temática internacional, com o mundo pantanoso, com incertezas diversas que nos surpreendem diuturnamente. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala ao longo dos próximos minutos.

Vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas e começamos com uma notícia que já havíamos antecipado aqui no Petit Jornal. Foi indiciado nos Estados Unidos Raul Castro.

por acusações referentes ao ano de 1996. Nós tínhamos trazido isso aqui no Petit Jornal e se confirmou quarta-feira um avanço nessa pressão que os Estados Unidos estão exercendo sobre Cuba.

Tentando mudar a pauta, né Tanguy? Tentando mostrar que está dando tudo certo na política externa americana. Tudo bem? Vamos a isso? Tudo bem, Daniel Souza com S. Vamos lá para esse bate-papo 1079. Um prazer estar com você aqui, Daniel Souza. Um prazer estar com todos os nossos ouvintes. Sejam todos muito bem-vindos para mais esse episódio. E sim, Daniel, a gente tinha antecipado que o foco da pressão dos Estados Unidos agora seria Cuba.

Aliás, a gente já vinha falando que Cuba era meio que a bola da vez, não tinha muito para onde fugir. Os Estados Unidos já agiram contra a Venezuela, já agiram contra o Irã, não vão se meter a besta contra a Coreia do Norte porque tem bombas nucleares. A Síria já não tem mais um Assad à frente, portanto, Cuba era a bola da vez. Então a gente já tinha alguns indícios de que isso aconteceria. E hoje, no dia 20 de maio de 2026, a gente teve o indiciamento do ex-presidente cubano, Raul Castro.

irmão de Fidel Castro, o Castro nesse momento está com 94 anos, e esse indiciamento foi referente a fatos ocorridos no ano de 1996. Eu queria, antes de mais nada, Daniel, também ressaltar o simbolismo do dia 20 de maio. 20 de maio é uma data que é lembrada em Cuba como 20 de maio de 1902, que foi o momento no qual você teve a criação da República de Cuba.

que é o momento no qual acaba o protetorado, pelo menos formalmente, dos Estados Unidos sobre Cuba. O regime atual, o regime cubano, não reconhece esse dia 20 de maio como um dia muito importante, porque a data comemorativa, de fato, faz referência a 1º de janeiro de 1959, quando acontece a Revolução Cubana, mas, de qualquer maneira, a gente tem aí uma data que, para os Estados Unidos, deveria ser uma data mais reconhecida em Cuba.

Esse indiciamento, Daniel, referente ao ano de 1996, que foi levado a cabo pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, faz referência a, como a gente falou, episódios ocorridos 30 anos atrás, lá em 1996. Naquele momento, Daniel, jatos militares de Cuba...

abateram duas pequenas aeronaves que estavam sendo operadas pelos Hermanos al Resgate. Então, é uma organização de pilotos exilados, pilotos cubanos que estavam nos Estados Unidos, na Flórida, e eles pegavam aeronaves, iam até Cuba para tentar resgatar algumas pessoas e voltar para a Flórida. Era uma forma, naturalmente, de você incomodar o regime cubano, de você salvar pessoas da ilha, tirar pessoas que quisessem sair da ilha e, naturalmente, de uma certa maneira, humilhar o regime cubano também.

Essas aeronaves, Daniel, duas delas foram abatidas pela Força Aérea Cubana, quatro pessoas morreram, e desde então, portanto, tem uma ampla discussão sobre o que poderia ser feito. Os pilotos, inclusive, já foram indiciados anos atrás nos Estados Unidos, mas, naturalmente, estava em Cuba, nada de mais sério aconteceu com eles, não foram julgados e nem condenados, uma vez que nunca pisaram nos Estados Unidos para serem julgados.

Ao longo dos últimos anos, houve o entendimento de que os fados aconteceram sobre águas internacionais e Cuba se defende dizendo que era uma agressão contra a soberania cubana. O Raul Castro, Daniel, está sendo indiciado por ser o líder do país naquele momento. Ele era o ministro da Defesa e, portanto, esse indiciamento recai.

sobre ele. Segundo o próprio Raul Castro e pessoas ao seu redor, era uma ordem contínua, então não houve uma ordem específica para ter aquelas aeronaves, era uma ordem de defesa do espaço aéreo cubano e, portanto, não seria exatamente justo fazer um indiciamento como esse.

Agora, se trata exatamente do Raul Castro, né, Daniel? O Raul Castro já não é presidente de Cuba há algum tempo, é muito mais algo que recai sobre a herança, a memória da Revolução Cubana. Raul Castro, assim como seu irmão Fidel Castro, foi um dos revolucionários lá de 1959 e aponta exatamente para essa ampliação da pressão que os Estados Unidos começam a exercer sobre Cuba, voltam a exercer sobre Cuba. A gente teve, inclusive, Daniel, exatamente para reforçar essa pressão, um pouco...

aviões americano, o USS Nimitz, que chegou ao Caribe, nos arredores de Cuba, nessa quarta-feira, em meio a essa tensão do governo Trump com relação ao regime cubano. Tem uma série de indícios, você falou sobre isso há pouco tempo, se o governo dos Estados Unidos estaria dialogando com alguém em Cuba, se haveria essa possibilidade de diálogo, mas de qualquer maneira...

Não há qualquer tipo de perspectiva, pelo menos no curto prazo, de que esse diálogo se materialize em alguma negociação um pouco mais suave nessa relação entre Estados Unidos e Cuba, mas tem uma dimensão econômica também, Daniel, nessa relação, na maneira pela qual os Estados Unidos estão fazendo essa interface diante do governo cubano.

Pois é, Tanguy, hoje nós tivemos um discurso do Marco Rubio, o secretário de Estado dos Estados Unidos. Inclusive, num determinado momento, ele celebra a data do dia 20 de maio, data essa que você fez referência há pouco, e que para os Estados Unidos, do ponto de vista americano, seria muito importante para marcar a relação entre os dois países. O discurso do Marco Rubio foi em espanhol.

espanhol perfeito, inclusive com vários toques de sotaque cubano, claramente falando para o público de Cuba. Ele destacou que os Estados Unidos ofereceram 100 milhões de dólares em remédios e alimentos à Cuba. Aliás, nós já havíamos trazido essa informação aqui no Petit Jornal em função da visita do diretor da CIA, que já tinha feito essa oferta.

e os itens precisam ser distribuídos pela Igreja Católica ou grupos de caridade, não por empresas do regime, segundo Marco Rubio. Lembrando que a Igreja Católica é muito forte em Cuba. Aliás, o Fidel Castro nunca...

entrou ali numa rota de colisão com a igreja, como os soviéticos, por exemplo, entraram em alguns momentos. Isso marcou uma diferença importante em Cuba. Aliás, o Papa João Paulo II foi recebido pelo Fidel Castro em Cuba. Existe ali realmente um cuidado e me parece que não é um acaso que o Marco Rubio tenha feito essa referência de que a igreja católica poderia distribuir esses alimentos e esses remédios em Cuba.

Ele culpou os líderes cubanos pela escassez, pela crise econômica. Ele disse que a verdadeira razão pela qual vocês, ele se refere o tempo todo aos cubanos, não têm eletricidade, combustível ou comida é porque aqueles que controlam o seu país saqueiam bilhões de dólares, mas nada foi usado para ajudar o povo.

Ele voltou baterias, o seu argumento, contra a HF, que é o Grupo de Administração Empresarial S.A., que foi fundado nos anos 90 e é controlado pelas Forças Armadas e associou o grupo ao Raul Castro, dizendo, inclusive, que esse grupo tem receitas três vezes maiores do que o orçamento do seu governo atual.

afirmou que a empresa tem 18 bilhões de dólares em ativos e controla um percentual enorme da economia cubana, dizendo que tudo passa pelas mãos deles, desde remessas, que eles retém uma porcentagem, nada chega a vocês. Em relação ao petróleo, disse que em vez do dinheiro ser utilizado para comprar petróleo, como todos os países do mundo, a empresa e, consequentemente, o governo.

acaba dependendo do petróleo gratuito do Hugo Chávez, mas esse petróleo acabou não chegando mais. Enfim, ele coloca realmente a culpa da crise econômica em relação a essa elite que controla o país já há muitas décadas. O chanceler cubano, Bruno Rodrigues, chamou a oferta de ajuda de Cínica, citando o efeito devastador do bloqueio econômico.

Acho que quando a gente tem essas disputas narrativas, normalmente os dois lados têm algum grau de verdade. Quer dizer, o embargo econômico é gravíssimo e o objetivo do embargo econômico sempre foi asfixiar a economia cubana com o objetivo de desestabilizar o regime.

Assim como existe uma elite em Cuba que acaba se beneficiando bastante dessa escassez e controlando recursos e muitas vezes tendo uma vida ali bastante confortável. Então você acaba tendo ali uma situação que mereceria um pouco mais de cuidado do ponto de vista analítico.

Agora, existe um ponto muito incontornável em toda essa discussão, que é o fato de não haver uma oposição organizada em Cuba. A oposição ao governo de Cuba vive nos Estados Unidos. Então, se você quer derrubar o regime, você faz o quê?

porque você não tem ali uma oposição articulada, com uma presença na ilha, que teria a capacidade de alternativamente substituir o regime. Isso acontece, é bem da verdade, por conta de uma máquina de opressão da oposição que o regime construiu ao longo de décadas. O regime cubano foi muito eficiente em destruir a oposição, inclusive com sistemas...

de denúncia, com comitês populares, etc., com vizinhos denunciando vizinhos e você tendo ali toda realmente um terror e um temor de você constituir qualquer tipo de rivalidade ou de contestação ao regime. Ou seja, não me parece que você poderia simplesmente colocar lá um exilado cubano para governar o país. Não faz sentido.

isso e você não tem uma estrutura organizada na ilha também, como é que faz? Ah, eu quero virar o regime. Você vai fazer o quê? Vai ser um modelo venezuelano? Você vai arrumar um Adeusir Rodrigues e vai virar? Vai ser o Raul Zito Castro? Vai ser alguém que você vai dialogar ali e vai colocar e aí de repente você oferece para o Raul Zito Castro, olha, eu posso tirar as acusações contra o seu avô, etc. A gente vira o regime a favor dos Estados Unidos.

É muito difícil realmente saber o que pode ser feito. Agora, chama atenção essas informações que circulam na mídia americana, de que Cuba estaria se preparando para atacar com drones, a Flórida, ou mesmo a base americana em Guantanamo.

É quase como você criando ali uma série de potenciais justificativas para um eventual ataque, é quase como você criando ali uma forma de desestabilização do regime, tentando criar algum tipo de alternativa. O fato é que o foco claramente virou Cuba. Afinal, o Donald Trump precisa mudar a pauta, o Oriente Médio é um desastre, a guerra no Irã é um desastre, isso está gerando um derretimento da sua popularidade, isso é mensurável em pesquisa.

Ele está realmente tendo dificuldades nesse ano, que é ano de eleição nos Estados Unidos, mid-term elections. Se os republicanos forem derrotados, ele pode virar um pato manco nos dois anos seguintes. Então ele precisa de algo grande, até para mostrar que ele é um grande gestor em termos de política externa. E Cuba é algo muito próximo à realidade do americano médio, é algo muito compreensível para o americano.

é algo pessoal para o Marco Rubio. Claramente o Marco Rubio quer ter esse legado da sua passagem como secretário de Estado.

E uma coisa que a gente tem que conceder para o Trump, né, Daniel, é que ele é um cara tão transparente nesse sentido que ele deixou de lado, inclusive, a hipocrisia. Os presidentes americanos, eles sempre falaram sobre Cuba, como, não, estamos agindo em prol do povo cubano. Os cubanos têm que melhorar de vida, é por isso que estamos fazendo isso tudo. A fala do Trump foi a seguinte, eu abro aspas.

Cuba é um estado párea abrigando operações militares de inteligência de terror estrangeiros hostis a apenas 90 milhas da pátria americana. É muito contestável, né, Daniel? Se Cuba, de fato, tem esses planos todos, tem esse poder todo de ameaçar militarmente os Estados Unidos.

Fica bastante claro, portanto, que é uma questão muito mais de apresentar algum tipo de resultado, de resolver grandes questões históricas da política externa americana. Agir contra Maduro, agir contra os ayatolás no Irã, matei o líder supremo, agora eu vou agir contra Cuba. Então fazer disso tudo, criar um histórico de um presidente que resolveu grandes questões da história da política externa americana.

Isso se encaixa, Daniel, quando a gente fala sobre essa questão dos Estados Unidos com relação à Cuba, com relação ao Irã, se encaixa uma miríade de temas que nos impactam o tempo todo, impacta a economia, impacta nas grandes decisões. E eu vou deixar aqui o convite, Daniel, da Fundação Getúlio Vargas, da FGV, que está lançando um workshop internacional geopolítica para líderes, o conflito entre potências e suas consequências no dia a dia. É a última chamada, Daniel, as matrículas estão chegando.

Ao fim, é por tempo limitado, são 24 horas de aula, com 4 sessões online ao vivo, no período noturno, e um dia de imersão presencial. Vai ter tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. A gente está falando sobre uma dinâmica bem...

intensa, né, Daniel? E que vai trazer uma série de instrumentos, de ferramentas, como, por exemplo, jogos de guerra, né? Como é que os jogos de guerra, eles podem ser utilizados para fazer uma contraposição entre questões geopolíticas e a tomada de decisões, riscos e oportunidades, como é que eles podem ser visualizados, analisados, curto, médio e longo prazo. E a gente está falando sobre palestrantes de renome internacional.

inclusive o professor Daniel Souza, que estará lá nesse workshop. Não peço oportunidade não, o link está na descrição desse episódio. Aliás, é importante registrar, Tanguy, que os amigos e amigas do Petit Jornal têm 10% de desconto, condições especialíssimas. No link você tem acesso a um formulário onde você vai ter a oportunidade de registrar que chegou através do Petit Jornal, e chegando através do Petit Jornal você consegue 10% de desconto. E aí

nesse workshop que acaba estando focado para líderes, para lideranças, uma forma realmente de preparar essas lideranças para esse novo cenário geopolítico internacional, com a chancela da FGV, com a qualidade da FGV, algo que realmente, inclusive, é uma super oportunidade, nos envaidece bastante participar desse projeto.

junto com uma universidade como a FGV. Link no descritivo desse episódio. Aproveitem essa oportunidade e as condições especiais para os amigos e amigas do PTX Jornal. Agora corre, porque estamos nos últimos dias para as matrículas para esse workshop e todas as informações no link disponível.

Daniel Souza, ontem a gente falou que foi só o Trump virar as costas lá na China e ir embora para os Estados Unidos que o Putin apareceu. Parece que estava só esperando ali na pista de pouso, na hora que o avião, o Air Force One do Trump levantasse voo, o aviãozinho do Putin desceu lá e o objetivo, naturalmente, era tentar não apenas saber o que foi conversado, como é que foi e tal, tentar limitar qualquer tipo de dano que essa relação entre Trump e Xi Jinping pudesse causar.

a Rússia, como também assinar uma série de acordos. Pois bem, a visita acabou, então a visita oficial durou dois dias, ontem e hoje, e a gente teve uma declaração conjunta com 9.935 palavras, uma declaração conjunta bastante grande, e os dois se orgulharam bastante, Daniel, de assinarem mais de 20 acordos bilaterais. Mas quando você fala 20 acordos bilaterais, você vai imaginar tanto temas mesmo quando você achou mais de 20 acordos. Então vamos lá.

muito pertinentes, muito concretos para a realidade atual. Então a gente está falando sobre questões relacionadas a normas sanitárias, cooperação em energia nuclear, agências estatais de notícias, até alguns outros, Daniel, que estão lá, contam lá, alguns dos 20 acordos, como preservação dos tigres de amor, dos pandas gigantes e dos macacos de nariz arrevitado.

com toda a importância que tem, claro. São questões ambientais importantes, mas a gente não está falando exatamente sobre temas geopolíticos, da maneira como a gente poderia imaginar. A impressão que deu, Daniel, eu queria te ouvir sobre isso também, é que houve uma tentativa de dar uma enchida na pauta. Não, a pauta... Ih, a pauta... Nossa mãe do céu! Falamos sobre tudo, tivemos um monte de assunto, e, aliás...

uma das pautas mais importantes foi falar mal do Trump. Então, o Xi Jinping estava lá recebendo o Trump, e o Trump, meu amigo, está aqui, minha residência oficial, foi o Trump virar as costas que os dois começaram a falar mal dele, criticaram duramente o projeto do Golden Dome. A gente falou bastante sobre o Golden Dome aqui no ano passado, aquele projeto que é de criar.

um sistema de segurança aérea abrangendo todo o território dos Estados Unidos, que cria, segundo os Estados Unidos, uma invulnerabilidade. Então, mísseis não conseguiriam atingir o território americano, o que é visto na segurança internacional como um problema, porque você gera uma invulnerabilidade.

grande demais. Se você é invulnerável em excesso, você pode se tornar um pouco mais audacioso ao atacar os outros. Eu vou atacar os outros, os outros não vão conseguir me atacar. Eu tenho um incentivo, portanto, ao ataque. Então, tanto Putin quanto Xi Jinping criticaram abertamente o plano de defesa anti-mísseis.

dos Estados Unidos, criticaram também o fato de que o Trump não se esforçou o suficiente para permanecer com um tratado relacionado aos arsenais nucleares que tinham com a Rússia, esse acordo expirou, mas bem, na verdade, a Rússia também não fez um esforço muito grande para seguir com o acordo, mas os dois criticaram bastante os Estados Unidos. Agora, um dos temas que estava na pauta, Daniel, e a gente antecipou isso aqui, era a questão do gás natural.

A China é uma enorme importadora de gás natural, os Estados Unidos são enormes exportadores, a Rússia, os Estados Unidos também, mas no caso aqui a Rússia é uma enorme exportadora de gás natural e havia expectativa de criação de mais um gasoduto, que era o Power of Siberia. E me parece que tem boi na linha, viu Daniel? A China está falando uma coisa e a Rússia está falando outra, né? É verdade, Tanguy. A Rússia, através do Kremlin, disse que os dois países alcançaram entendimento sobre o novo gasoduto.

Só que tem um detalhe, esse entendimento já tinha sido alcançado, segundo a própria Rússia, no ano passado. Na prática, a Rússia está arrequentando essa notícia. E nós tivemos aí a informação, por parte dos chineses, que não chegaram a acordo nenhum, pelo menos em relação ao ponto que interessa, que é justamente o preço do gás.

Se repete aquela dinâmica que tem sido a dança, o balé, entre os dois países ao longo dos últimos meses, onde a Rússia quer fechar o acordo em cima do preço que ela está cobrando, que é um preço mais alto, e a China resiste. Quer ganhar tempo, quer diversificar, considera que ela é uma cliente incontornável dos russos e, consequentemente, a Rússia teria que oferecer condições mais vantajosas.

para os chineses na aquisição desse gigantesco volume de gás. Os termos que são usados, aliás, é muito sutil, porque os dois estão falando a mesma coisa, só que cada um usa um termo diferente. Então, a Rússia disse que foi alcançado um entendimento geral sobre o projeto do gasoduto. Mas se forra, entendimento geral, meu amigo, você resolveu tudo. Mas...

Mas assim, na prática, entendimento geral são as coisas mais amplas e tal. E a China diz que não houve um acordo sobre precificação, cronograma definitivo, a gente não sabe exatamente quando é que vai ser, por quanto que vai ser, quem é que vai pagar, nada disso não é definido. Então na prática, Daniel, está cada um falando uma coisa, mas a gente não consegue exatamente um entendimento final. Está definido que vai ter o gasto do tango, é isso que importa.

Ah, porque o valor. Detalhes. Ah, porque quando vai ficar pronto. Detalhes também. Você fica se apegando a detalhes e aí fica querendo criar picuinha entre esses dois irmãos, entre esses dois parceiros gigantescos da política e da economia internacional. Olha aí, você estava falando sobre Donald Trump, Tanguy?

autoridades do Departamento de Justiça se comprometeram a não dar prosseguimento a ações de cobrança de impostos e auditorias contra o presidente Trump e sua família.

em troca da retirada de um processo em que o Trump cobrava indenizações de 10 bilhões do IRS, que é a Receita Federal dos Estados Unidos. Então, assim, a Receita Federal dos Estados Unidos não vai mais investigar a família Trump, basta o Trump retirar o processo que ele tinha aberto contra a própria Receita.

O compromisso consta em um documento de uma página publicada de forma discreta no site do Departamento de Justiça e segundo reportagem do New York Times. Aliás, nós tivemos aí o titular interino do órgão, o Blanche, que escreveu no documento, abre aspas, os Estados Unidos liberam, renunciam, absolvem e desobrigam para sempre E aí

cada um dos autores da ação e ficam por meio deste para sempre impedidos e proibidos de processar ou perseguir toda e qualquer reivindicação. Eu fiquei com a impressão de que essa nota foi escrita pelo próprio Donald Trump. Acho que ele escreveu essa nota que foi publicada. Eu conheço como é que Donald Trump escreve. Ele jamais escreveria isso. Decidiu. Eu entendo se você falar que ele pediu para alguém.

Não foi ele que escreveu não, Daniel Ele não repetiu 12 vezes a mesma coisa Ele não colocou em caixa alta Ele não ficou repetindo a mesma coisa Ele não ficou falando sobre ele mesmo Agora, Daniel, eu tenho certeza que Essa decisão seria tomada com qualquer cidadão americano Temos certeza disso, né? Temos absoluta certeza disso Nós estamos falando de Eu gostei do Para Tudo Sempre Que é um negócio assim Como assim, cara?

Você está isento de qualquer tipo de problema em relação à receita. Cara, que surrealismo. Os Estados Unidos estão irreconhecíveis, Tanguy, do ponto de vista institucional, em relação a uma série de situações que têm sido vivenciadas por lá. Eu queria registrar também rapidamente, Tanguy, que nós tivemos...

Uma decisão hoje importante no Knesset, no Parlamento de Israel. O Knesset aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei para dissolver a si própria e também antecipar as eleições. A data da eleição ainda não foi definida. A próxima votação precisa ocorrer até no máximo 27 de outubro, quando acaba o mandato atual.

E existe aí a expectativa de que a eleição aconteça na primeira metade de setembro. Então aconteceria aí algumas semanas antes. E existe a possibilidade do Netanyahu realmente ser derrotado. Vamos acompanhar.

Se isso realmente vier a acontecer, seria uma movimentação nas placas tectônicas do Oriente Médio. Afinal, o Netanyahu é uma peça super importante para entender, inclusive, Hormuz, porque os iranianos querem que a guerra de Israel contra o Hezbollah seja interrompida, seja...

ser eliminada para que você possa negociar um acordo. E a gente sabe que o Netanyahu tem adotado uma estratégia de guerra permanente como forma de não permitir que haja um debate político mais forte no país na busca de alternativas e também como forma de fugir da cadeia por conta dos processos que ele enfrenta e como forma de evitar que haja um escrutínio em relação aos ataques do Hamas de 2023.

Portanto, temos aí eleições em Israel acontecendo esse ano e vai ser algo importante. Dependendo do resultado, muita coisa pode mudar no Oriente Médio. Eleições em Israel, eleições também na Colômbia, Daniel. Temos eleições presidenciais na Colômbia, marcadas para o domingo, dia 31 de maio. Falta muito pouco tempo, faltam 11 dias. A gente está gravando esse episódio aqui no dia 20, as eleições acontecem no dia 31. E nós tivemos, no dia de ontem, mais um atentado político.

na América Latina, a gente já falou sobre atentados por isso em vários países aqui da região, dessa vez foi na Colômbia contra o veículo de um senador governista, que foi o Alexander Lopes. Ele estava, Daniel, na região de Calca, no departamento de Calca.

Ele foi fazer campanha para o candidato governista, o Ivan Cepeda, que, aliás, é o sucessor do Petro, o cara do grupo político do Petro. É nesse momento o favorito para vencer a eleição. E ele, na hora de entrar no carro para ir embora, então sair ali...

da cidade de Popayán, que é a principal cidade de Calca, em direção a Cali, um pouquinho mais ao norte, ele foi orientado a não ir no seu próprio carro. Então você tinha uma comitiva de carros, e ele foi num outro carro, no carro um pouquinho mais à frente do seu. E o carro dele, como esperado, como se imaginava que poderia acontecer, foi emboscado, sofreu uma série de tiros, como ele não estava nesse carro, ele conseguiu escapar, então ele escapou ileso.

A maior desconfiança, Daniel, é que esse ataque tenha sido direcionado pela dissidência das FARC. Só para lembrar, a gente teve um acordo de paz mais de 10 anos atrás com as FARC. Então, a ideia era exatamente você tentar desmobilizar a estrutura da guerra civil e as FARC aceitaram. Tanto é que as FARC atualmente são um partido político, tem representação no parlamento, que é muito discutível internamente. Mas está lá, é uma forma que você teve de pacificar as FARC.

Só que você teve uma dissidência das FARC, uma galera que não aceitou, então que manteve as ações militares, as ações de guerrilha contra o governo. A preocupação é que com uma eventual vitória do Cepeda, que é o sucessor do Petro, você tem a manutenção da ideia de uma desmobilização das guerrilhas.

entre elas, portanto, essa dissidência das Farc. Então a gente teve esse atentado, mais uma vez, nada aconteceu com o senador, mas de qualquer maneira isso demonstra uma insegurança que há muito grande quando a gente fala sobre aspecto político. Do lado, quando a gente fala sobre eleição, então a gente tem o Ivan Cepeda, lembrando que na Colômbia não há reeleição, então Gustavo Petro fez apenas o mandato.

e o seu sucessor ideal, ao seu ver, é o Ivan Cepeda. E a gente tem, do lado da direita, dois candidatos que estão tentando ali fazer frente ao candidato governista, que são a Berlardo de Sfiela e a Paloma Valencia, ambos com uma...

uma argumentação muito próxima daquela do Uribe, né, Daniel, que é de linhadura, de combate, de enfrentamento contra as guerrilhas e não apenas de negociação. Vamos ver, Daniel, naturalmente a gente vai acompanhar muito de perto o que vai acontecer nas seleções colombianas, inclusive, que interessa bastante o Brasil, um país importante aqui da região, que tem fronteira com o nosso país, Daniel.

Tanguy, vamos à geleia da shaquinha de hoje para encerrar com uma nota um pouco mais leve o nosso episódio. O que você traz hoje, Daniel Souza? Me conta. No dia de hoje, Tanguy, eu trago uma geleia para mostrar que o que vale é a intenção, não o valor do presente. O que vale é mostrar que você pensou no outro.

O que vale é mostrar que você tem carinho pelo outro. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, publicou nessa quarta-feira um vídeo ao lado do primeiro-ministro indiano, o Narendra Modi, aliás, uma collab entre os dois, mostrando o presente recebido por ela durante visita da sua contraparte indiana à Roma.

Bang, eles estavam segurando um pacotinho de balas de caramelo indianas Melody, que vem a ser a mistura de melone com moody. Ela ali estava achando muito engraçado o presente, aquelas balinhas de caramelo recebidas pelo Narandra Moody. Então não precisa trazer o negócio, não precisa ser um sino de ouro, que nem o Charles foi levar lá para o Donald Shopping.

Não, não. Tem que ser uma coisa com significado, tem que ser uma coisa com delicadeza, com sentimento. É isso que importa, Tanguy. Então fica aí a dica, você que está precisando comprar um presente.

Pense com carinho no presente, pense no outro, algo que vai conquistar o coração do outro e vai atingir realmente o objetivo final, que é a busca de uma aproximação, no caso, entre Itália e Índia. Ah, Daniel, eu gostei da mensagem, cara, eu gostei da mensagem. Eu fico sempre pensando, vou que vou dar de Natal para o Daniel Sousa, então vou te dar uma bala, Daniel. Eu estou achando que...

Funciona, né? Comprou um Mentos, uma coisa, bota o seu nome, bonitinho e tal, acho que vai ficar legal. Funciona? Vai ficar feliz? Tem que ter um significado, Mentos não serve, tem que ser uma coisa mais... Uma coisa que possa fazer algum sentido no caso, não pode ser uma coisa aleatória, você não pode passar assim, ah, é, aleatório não serve.

Vou pensar direitinho, prometo que vou pensar com carinho como é que eu vou fazer para te dar aumentos e te deixe feliz. Daniel Souza, dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio. Muito obrigado a você que nos acompanha, muito obrigado a você que está junto com a gente. Queria deixar aqui o convite, Daniel, para o pessoal conhecer o nosso projeto, que é o Petit Curso. A gente vai começar na próxima semana um curso sobre a outra margem do Golfo, os países do Golfo Pérsico.

estão ali no meio do tiroteio, Daniel, e sobre os quais a gente sabe pouco ainda, né? Então, saber um pouquinho mais sobre Qatar, Bahrein, Kuwait, né? São países que têm uma importância grande quando a gente fala sobre aquele cenário, são países importantes quando a gente fala sobre produção de energia, mas acho importante a gente saber um pouco mais sobre a sua história. E não é só isso, né, Daniel? Quando você assina o Petitcurso...

Você passa a ter acesso a toda a plataforma, todas as aulas que estão lá. Acesse lá, petcursos.com.br. Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do PetJornal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto de pé. Fica aqui o nosso abraço, nosso carinho, nosso muito obrigado a cada um de vocês. PetJornal é um produto digital artesanal e por isso precisamos de mais da ajuda de nossos apoiadores, a quem agradecemos enormemente.

E fica também o convite, você que gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas, tem a chave Pix, de uma forma prática, instantânea, de apoiar o Petit Jornal. Tem também o link do Apoia-se, o link do Patreon. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você. Aliás, dá até para ativar o Pix recorrente com a chave Pix que está no descritivo desse episódio.

É isso, Daniel Souza, amanhã estamos de volta. Um abraço, até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Acesse www.petitjornal.com.br

Anunciantes1

FGV

Workshop Internacional Geopolítica para Líderes
external
Raul Castro indiciado pelos EUA - BP 1079 | Castnews Index — Castnews Index