Episódios de Petit Journal

O diálogo EUA-Cuba - BP 1073

13 de maio de 202629min
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INSIDER
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Donald Trump sinaliza a possibilidade de retomada do diálogo entre Estados Unidos e Cuba, reacendendo discussões sobre o futuro das relações entre os dois países após anos de tensão e sanções. No episódio analisamos os interesses estratégicos envolvidos nessa aproximação e os possíveis impactos regionais. Também discutimos os custos crescentes da guerra com o Irã para a economia americana, em um contexto de pressão fiscal e desgaste político interno.
Abordamos ainda as restrições enfrentadas pela carne brasileira nos mercados europeu e americano, além da disputa em torno da sucessão na ONU e dos nomes cotados para ocupar o cargo de secretário-geral.
Na Geleia da Shakira, um zoológico da Armênia viraliza após a suposta fuga de uma zebra revelar-se, na verdade, um burro pintado.
#Geopolítica #EstadosUnidos #Cuba #ONU #EconomiaGlobal
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

HostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

HostJornalista
Assuntos5
  • Produção de CarnesUnião Europeia · Estados Unidos · China · Antimicrobianos · Resistência bacteriana · Protecionismo
  • Conversão de NíniveDonald Trump e a NASA · Estados Unidos · Cuba · Relações EUA-Cuba · Revolução Cubana
  • Estratégia do Irã para aumentar custos da guerraEstados Unidos · Irã · Linda Bilmes · Harvard · Custo militar · Impacto inflacionário
  • Lei RouanetAntônio Guterres · Michelle Bachelet · Rafael Grossi · ONU · Conselho de Segurança da ONU · Assembleia Geral da ONU
  • Geleia da Shakira: Zoológico da ArmêniaZoológico de Erevã · Armênia · Burro pintado · Resistência a corantes químicos
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Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.

Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Bate-Papo número 1073. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 17 horas e 38 minutos da terça-feira, 12 de maio de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor. Tanguy, opa, que dá de animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado em 15%, mas ressarcido. Foi ressarcido.

o professor Bagdadi, das tarifas indevidamente cobradas nos últimos meses. Então, se você está precisando de um caburé, se você está precisando de um empréstimo, se você está querendo ganhar um presente, contate o professor Bagdadi, que agora ele está com recursos em suas mãos à disposição. Temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala, ao longo dos próximos minutos. Vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas.

E atendendo a pedidos, vamos jogar o professor Bagdadir na pauta, até para que ele não tenha direito de resposta. Bagdadir, queremos saber sobre as relações entre Estados Unidos e Cuba. Aparentemente, Donald Trump tem um novo alvo. Cansou do Irã, agora quer dialogar com Cuba. Sabe-se lá o que esse diálogo significa. Tudo bem, professor Bagdadir, vamos a isso.

Tudo bem, Daniel Souza? Com o S, vamos lá para mais um bate-papo, esse bate-papo 1073. Vou ignorar completamente o arremesso na pauta, que veio de forma absolutamente não sugerida. E vou deixar aqui as boas-vindas a todo mundo que acompanha a gente. Muito obrigado pela presença de vocês, muito obrigado a você que acompanha a gente pelo YouTube, muito obrigado a você que acompanha a gente.

Pelo podcast, é um prazer ter vocês aqui nessa terça-feira, dia 12 de maio. E sim, Daniel Souza, a gente teve uma série de declarações de Donald Trump, principalmente lá pela Truth, a rede social dele mesmo, a rede social literalmente pertence a ele, falando sobre Cuba. E aí, ao longo dos últimos meses, Daniel, a gente...

cogitou isso várias vezes, que ele agiu contra a Venezuela, então ele foi lá e prendeu o Nicolás Maduro, sequestrou o Nicolás Maduro, Maduro está lá aguardando julgamento em Nova Iorque, ele agiu contra o Irã, a gente tem acompanhado cotidianamente o que tem acontecido no Irã, não consegue abrir os três Jormuz de jeito nenhum, sabe, sei lá, quando é que essa fase desse conflito vai acabar.

E, naturalmente, o outro grande alvo era Cuba. Claro que a Coreia do Norte é uma possibilidade, mas ele tem uma boa relação com o Kim Jong-un e a Coreia do Norte tem bombas nucleares, já fica mais complicado de agir, mas Cuba está ali do lado e ele já falou várias vezes que gostaria de agir em Cuba. Na semana passada, o presidente Lula esteve em Washington e disse que, olha, o Trump me falou...

O Lula até falou assim, o que eu ouvi pela intérprete foi que ele disse que não faria nada em Cuba. Não sei se está certo, não sei se não está certo, mas hoje Donald Trump foi lá e confirmou. Então Donald Trump disse que a Cuba é uma nação quebrada, é um país falido e que estaria pedindo ajuda e que o seu governo estaria disposto a dialogar com o governo.

Cuba, segundo ele, abro aspas, isso foi lá na Truth Social, então abro aspas, nenhum republicano jamais falou comigo sobre Cuba, que é um país falido e que está indo em uma direção, está indo para baixo. Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar. A gente sabe, Daniel, de que desde que Nicolás Maduro...

foi retirada da Venezuela, Cuba vem passando por dificuldades muito grandes, parou de receber o petróleo que chegava exatamente da Venezuela. Esse, aliás, era um dos objetivos norte-americanos, estrangular Cuba. E, dessa maneira, existe uma certa predisposição dos Estados Unidos, principalmente, tentarem trazer Cuba um pouco mais para perto de si. Isso é o que deu a entender Donald Trump. Claro que a gente não sabe em que termos que esse diálogo vai acontecer.

E conhecendo o Donald Trump, a gente sabe muito bem que amanhã é capaz de ele dizer que não vai ter nada disso, que ele vai invadir, que ele vai tomar Cuba, e depois ele vai dizer que ele ama Cuba, e depois ele vai dizer que ele odeia Cuba, e depois ele vai dizer que não tem nada a ver com Cuba. Nunca dá para saber, mas de qualquer maneira é a primeira sinalização em muito tempo de que os Estados Unidos podem vir a dialogar.

com a ilha. Lembrando que a gente está na terça-feira, dia 12, amanhã, quarta-feira, dia 13, Donald Trump vai cruzar o mundo e vai para a China. E é possível que esse seja um dos temas a serem tratados. É possível que Cuba seja um assunto. Afinal de contas, Cuba tem uma relação bastante próxima com a República Popular da China. Não dá para saber se esse tema vai ocupar espaço na agenda, mas não é improvável. E é importante lembrar também que Donald Trump

Em dezembro do ano passado, quando ele libera, quando ele solta aquela nova estratégia de segurança nacional, uma das coisas que ele diz é que as Américas são de responsabilidade exclusiva dos Estados Unidos. Não tem China, não tem Rússia, não tem nada disso. A sinalização que ele pode estar dando também é, olha, China.

Em Cuba, se tiver que alguém dialogar, sou eu que vou dialogar. São várias possibilidades para esse diálogo, inclusive não aconteceu nada, mas a gente tem que acompanhar. É um dos temas mais importantes para a política externa dos Estados Unidos, desde 1959, quando aconteceu a Revolução. Vamos acompanhar de perto para ver como é que fica essa relação entre os Estados Unidos.

e a ilha cubana. Tanguy, nós chegamos a destacar aqui no Petit Jornal que, segundo o governo americano, o custo da guerra para os Estados Unidos, da guerra contra o Irã, seria de aproximadamente 25 bilhões de dólares. E é interessante que saiu no Financial Times uma matéria envolvendo um estudo da professora Linda Bilmes, de Harvard, destacando que o custo da guerra é muito, mas muito superior a 25 bilhões de dólares. Afinal,

A professora destacou que isso é apenas a ponta do iceberg, considerando, inclusive, os números do governo americano, que o custo militar seria de apenas 25 bilhões de dólares, o que a gente não confia 100%. Acredita que esse custo seja bem maior.

A professora de Harvard acabou destacando o impacto sobre os combustíveis, alimentos, fretes, juros mais altos, inflação persistente. Tudo isso precisa ser contabilizado como custo da guerra para que você tenha um quadro mais completo do que efetivamente está acontecendo na economia americana. Por exemplo, ela destacou que os consumidores americanos estão pagando 35 bilhões de dólares adicionais em combustíveis.

por conta do aumento de 50% no valor do galão. É um aumento expressivo e isso impacta, obviamente, o orçamento dos americanos. A gente está falando também de um combustível de aviação que está 70% mais caro, o que levou a passagens mais caras e levou também, recentemente,

a falência da Spirit Airlines, que é uma companhia aérea americana caracterizada por umas aeronaves amarelas, e isso trouxe ali também um impacto. A empresa não aguentou esse aumento do valor do querosene de aviação.

Um outro elemento que precisa ser considerado é que você deixou de ter dois cortes de 0,25% no juro americano, no juro praticado pelo Fed. Isso representaria algo em torno de 200 bilhões de dólares de custos de impacto sobre o orçamento do governo americano. Isso sem falar sobre os fretes que ficaram mais caros, isso sem falar também sobre os fertilizantes.

Algo que vai trazer consequências para os alimentos nos Estados Unidos um pouco mais à frente. O impacto inflacionário está só no começo. O impacto inflacionário tende a se ampliar. Afinal, essa restrição no mercado de derivados de petróleo e do próprio petróleo está fazendo com que uma série de produtos...

tenham custos mais altos por conta dos insumos de petróleo que acabam sendo utilizados na sua produção, consequentemente, a gente estaria falando de um custo de centenas de bilhões de dólares para a economia americana dessa guerra. Me parece que é um estudo muito mais adequado, porque considera realmente muitos fatores que estão impactando a vida das pessoas.

O consumidor americano não paga apenas impostos. Ele paga na gasolina mais cara. Ele paga no alimento mais caro, que agora tem um fertilizante mais caro, que é utilizado para produzir esse alimento. Ele paga na passagem aérea mais cara. E por aí vai. Quer dizer, é um impacto muito representativo.

E ela destacou também que o impacto é ainda mais forte sobre a população mais pobre dos Estados Unidos, que tem menos mecanismos para se proteger, tem menos espaço no seu orçamento doméstico para acomodar esse aumento de custo. E tudo isso tem levado a uma deterioração importante da popularidade do presidente Trump. E isso ajuda a explicar porquê.

Ele hesita demais, ao contrário do que ele diz, em retomar qualquer tipo de conflito com o Irã. Retomar um conflito com o Irã faria com que a situação que já é grave se agravasse ainda mais. Daniel Souza, no meio disso tudo, no meio dessa bagunça toda, inflação para cá, inflação para lá, as pessoas têm que escolher melhor seus gastos, né, Daniel? Vou comprar aqui uma roupa, vou fazer aqui uma compra e tal.

A escolha tem que ser mais bem feita. E aí, Daniel, no link da descrição desse episódio aqui, tem o caminho das pedras, que é o link da Insider Store. A vantagem da Insider Store, Daniel, é a sua durabilidade. Você compra um produto tecnológico, bonito, veste bem, e você tem certeza que vai utilizar essa roupa por muito tempo.

E tanto eu como o Daniel estamos usando nesse momento aqui, durante essa gravação, a Tech T-Shirt. Aqui é um exemplo disso. A Tech T-Shirt é super adaptável. Ela serve para vários cenários diferentes. Ela tem cores desde o PP até o GGG. Você tem tamanhos desde muito pequenos até muito grandes. Certamente vai encontrar o seu tamanho. Cores diferentes, cores vibrantes, cores mais sobres. Tem tudo lá, além de toda a linha da Insider Store.

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E, claro, ela vai fazer muita diferença no seu dia a dia em função da praticidade, durabilidade e qualidade das peças. Daniel Souza, o acordo entre Mercosul e União Europeia começou a ser negociado no longínquo ano de 1999.

demorou 26 anos para finalmente ser concluído e entrou em vigor agora, no dia 1º de maio de 2026, quase 27 anos depois do início das negociações. Um dos grandes interesses do Brasil, para ser justo, dos países do Mercosul de uma forma geral, era exatamente exportar para a União Europeia a carne.

Então a gente tem uma produção relevante de carne, os europeus têm um mercado que pode ser ocupado, que pode ser explorado por produtores brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios. E Daniel não demorou nem duas semanas. O acordo entrou em vigor e o Brasil já foi removido da lista de países que cumprem os padrões de segurança alimentar do bloco.

Na prática, Daniel, significa que a gente continua exportando carne, mas a partir de setembro, se nada for modificado, o Brasil deixa de ter autorização para vender carne para os países da União Europeia.

O motivo é o fato de que os brasileiros, os produtores brasileiros, usam antimicrobianos para estimular o crescimento animal. É uma prática proibida na União Europeia devido aos riscos de resistência bacteriana. Ou seja, você oferece esse tipo de medicamento para o gado, esse gado, portanto, ele é abatido, ele é consumido, isso pode fazer com que os seres humanos que consumam essa carne de forma recorrente passam a ter uma resistência bacteriana.

Então isso é proibido na União Europeia e a União Europeia, portanto, baniu a importação de carne brasileira. Segundo a União Europeia, Daniel, esse é um outro argumento que não é de hoje, aliás, o problema, na verdade, é que o Brasil não tem um controle bem feito, ele não tem um sistema que controle. Na União Europeia você tem a obrigação de ter um sistema que diz exatamente.

qual é a propriedade, qual é, por exemplo, a fazenda, qual é a cabeça de gado, que medicamento está sendo utilizado, você tem que ter prescrição, e que no Brasil não haveria, na verdade há muitos medicamentos, inclusive, são adquiridos sem a necessidade de prescrição, o que significa que, segundo a União Europeia, é meio bagunçado, e, portanto, a União Europeia opta por suspender essa compra.

Segundo, inclusive, o órgão responsável, Daniel, o que ele está dizendo é acordo comercial não mexe com questões técnicas. Não interessa se tem acordo comercial. Se, tecnicamente, esse tipo de carne não pode ser consumido aqui, ele não pode ser comprado e ponto final. Aliás, a gente fala sobre a carne bovina, que é certamente uma das maiores afetadas, mas essa proibição também mexe com aves.

ovos, mel, aquicultura e carne bovina, sim, mas também carne equina. Tudo isso estaria banido a partir de setembro, caso não haja algum tipo de modificação. Claro, Daniel, que aqui no Brasil existe uma visão um pouco diferente disso.

Que é, você assina um acordo de livre comércio, e existe uma série de produtores na Europa que são muito resistentes a abrir o mercado para produtos brasileiros, um pouquinho depois vem uma decisão supostamente técnica que diz, ah, essa carne não vai poder entrar.

uma pena mesmo e tal, o que seria apenas uma forma de protecionismo. Você está se protegendo com base em questões técnicas. Isso não é uma novidade, Daniel. A gente já viu isso 500 vezes, que é você quer se proteger, quer proteger o seu mercado, você ao invés de dizer, não, não vou comprar, você não pode mais dizer isso. Afinal de contas, tem um acordo comercial que está em vigor há 12 dias, literalmente há 12 dias, o que você vai dizer é que é uma questão técnica, uma questão sanitária, e você para a importação.

Claro, Daniel, que isso vai levar a uma série de debates. O Brasil, claro, tem que fazer os ajustes necessários, se tiver que ser feito, mas tem uma questão também, Daniel, que é a manutenção de um protecionismo que, teoricamente, deveria ter sido superado com a entrada em vigor desse acordo, Daniel. Aliás, Tanguy, é impressionante como o histórico da União Europeia de recorrer a barreiras burocráticas é imenso. A União Europeia realmente é campeã mundial de utilização da burocracia como forma de redução das importações.

O tempo todo aparecem ali exigências e é sempre o mesmo argumento de que o Brasil não está cumprindo as exigências que são estabelecidas pelos próprios europeus. Aliás, a carne brasileira está enfrentando também um momento delicado em dois outros importantes mercados.

A China informou nesse último domingo, no dia 10, que as importações de carne bovina brasileira já alcançaram 50% da cota prevista para 2026, no mecanismo de salvaguarda comercial estabelecido pelo Ministério do Comércio Chinês. O problema...

é que caso a carne brasileira alcance, muito provavelmente alcançará em breve os 100% da salvaguarda, a carne brasileira estará sujeita a uma tarifa de 55% para acessar o mercado chinês.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne afirmou que ainda não recebeu comunicação oficial, mas que o cenário já era esperado. Aliás, a entidade disse que a China não recebeu 50%, a China recebeu 60% da cota...

anual, considerando os embarques em trânsito, ou seja, o transit time, quer dizer, os embarques que já foram feitos e que ainda não chegaram ao mercado chinês. A gente está falando também de algo que chama atenção, porque a China respondeu por 43,5% das exportações de carne do Brasil no período entre janeiro e abril de 2026.

e o volume cresceu 28,8% em comparação ao mesmo período do ano passado. Portanto, Tanguy, o cenário mais provável é que o Brasil vai bater o limite e vai estar sujeito durante alguns meses, nesse ano de 2026, a uma tarifa de 55%, que é uma tarifa bem alta, e que vai dificultar muito o acesso da carne brasileira ao mercado chinês. E ainda tem mais.

No caso dos Estados Unidos, a gente está falando de uma carne brasileira que também está tendo dificuldade de entrar. Havia uma expectativa de que o presidente Donald Trump, no dia de ontem, decretasse, liberasse, facilitasse, flexibilizasse a entrada de carne brasileira, o que não aconteceu.

E não aconteceu por pressão dos pecuaristas americanos, que acabam tendo ali muito acesso a congressistas republicanos. É importante registrar que a carne nos Estados Unidos está bem mais cara do que...

quando o Trump assumiu. Na prática, a gente está falando de uma carne que está 16% mais cara num período de pouco mais de um ano. E o rebanho bovino dos Estados Unidos está no menor nível desde 1951, enquanto aumentou a população americana, enquanto você tem tido um forte crescimento da demanda.

É sempre importante lembrar que os americanos consomem muita carne, inclusive nos hambúrgueres, e, consequentemente, a entrada de carne brasileira poderia diminuir bastante a pressão inflacionária por lá. O Trump está muito...

pressionado pelos dois lados. De um lado são os consumidores que querem ter acesso a uma carne mais barata, e do outro lado os produtores de carne americanos que querem ter a oportunidade de aproveitar justamente esse bom momento e obter lucros maiores. Vamos ver como é que o Brasil vai se virar.

Mas me parece que a diversificação, a prospecção de novos mercados que tem sido buscada pelo Brasil e tem sido um objetivo brasileiro é algo cada vez mais incontornável. Daniel, no dia 1º de janeiro de 2027, acaba o mandato de Antônio Guterres como secretário-geral da ONU. Logo, ao longo dos próximos meses, a gente vai ter um processo para a escolha de quem será o seu substituto.

Então, o Antônio Guterres permaneceu 10 anos à frente da ONU, são dois mandatos de cinco anos, ele entrou, portanto, em 2017, foi reeleito, e, portanto, o mandato dele termina agora, ele está com 77 anos e vai deixar o cargo de forma definitiva.

E dessa maneira, Daniel, alguns nomes começam a ser aventados, começam a se candidatar para tentarem ser o próximo secretário-geral da organização. Um nome aqui da América Latina que ganhou destaque ao longo dos últimos meses foi a ex-presidente chilena, a Michelle Bachelet.

ela foi inclusive endossada, o nome dela foi patrocinado, assim que a gente chama, pelo próprio governo chileno, numa época em que o presidente ainda era o Gabriel Boric. Então, o Boric chegou a dizer, chegou a oferecer apoio à sua conterrânea, enfim, à sua compatriota, à ex-presidente chilena Michelle Bachelet, assim como também o Brasil e o México. A gente está falando sobre três governos de esquerda, que vem a Michelle Bachelet com bons olhos.

O problema é que no Chile nós tivemos uma mudança de governo. Gabriel Boric não é mais o presidente. O presidente atualmente é José Antônio Kast, que é um cara da extrema direita chilena e que cancelou o endosso a Michelle Bachelet. Então, nesse momento, Michelle Bachelet continua sendo candidata, mas ela é candidata endossada, patrocinada.

pelo Lula, presidente do Brasil, e pela Cláudia Sheinbaum, presidente do México. Isso está levando, inclusive, a uma necessidade de uma reconfiguração do apoio financeiro. O governo Gabriel Boric, por exemplo, tinha empenhado 57 mil dólares para ajudar a Michelle Bachelet. Por que você precisa de dinheiro para fazer uma campanha como essa? O candidato a secretário-geral...

ele tem que visitar diversos países, ele vai ter que viajar, ele vai ter que ter estadia, ele vai ter que conversar, ele vai ter que angariar votos, ele vai ter que falar sobre as suas propósito. Então o governo Gabriel Boric tinha prometido 57 mil dólares, na prática 28 mil dólares desses 57 mil foram gastos quando o José Antônio Castro assumiu.

cortou tudo e disse não é mais a minha candidata, e, portanto, Michelle Bachelet continua no páreo, mas agora sendo endossada pelo Brasil e pelo México. Alguns outros nomes aqui da América Latina aparecem também, Daniel. Um deles é o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, que é o argentino.

O Grossi, o nome dele é Rafael Grossi. Então ele é um dos nomes, uma possibilidade. Ele é endossado exatamente pelo Javier Milley. Então ele é um cara que é bem visto ali, até pelos Estados Unidos, enxerga o Rafael Grossi como uma possibilidade.

E alguns outros nomes que aparecem também são a costa-riquenha Rebecca Grinspan, outro nome que aparece, além do ex-presidente senegalês, que é o Mack Saul, que, aliás, não tem o apoio do Senegal, não é do mesmo grupo do atual presidente, mas o Mack Saul é o ex-presidente senegalês que também aparece como candidato. Só para a gente saber como é que funciona a escolha do secretário-geral, a escolha final.

Ela é feita pela Assembleia Geral. Na Assembleia Geral, portanto, você tem lá 193 países, todos votam, todos têm exatamente o mesmo peso. Não tem peso diferente para diferentes países. O problema não está aí. O problema é que antes de ir para a Assembleia Geral, você tem que ter uma aprovação no Conselho de Segurança. E aí sim é um problema. Se a Michelle Bachelet, por exemplo, for vetada,

pelos Estados Unidos, ela nem vai para a Assembleia Geral. Ela nem vai ser votada na Assembleia Geral. E pior, Michelle Bachelet não tem contra si apenas os Estados Unidos. Tem contra si também a China. Aí complica, né, Daniel? Ela era a responsável pelos direitos humanos da ONU.

e ela emitiu relatórios que eram críticos à situação de direitos humanos na China, em especial referente à situação da minoria uigur, que vive lá na região de Xinjiang. A China ficou irada com o relatório que ela fez, então a chance dela ser bloqueada.

tanto pelos Estados Unidos quanto pela China, enorme. E lembrando, se ela for bloqueada por um dos dois, a candidatura dela nem vai adiante. Então a gente vai ter que ver, Daniel, mas ao longo dos próximos meses, teremos a eleição de um novo secretário-geral. Michelle Bachelet está no páreo, mas não parece ser, nesse momento, a mais cotada para assumir, Daniel.

Tanguy, vamos avançar para a geleia da Shakira de hoje, terminando com uma nota um pouco mais leve o nosso episódio. Daniel Sol, na geleia da Shakira de hoje, eu queria que você me falasse sobre um zoológico da Armênia. O que aconteceu por lá, Daniel? Me conta. Tanguy, é o zoológico de Erevan, a capital da Armênia, que se envolveu em uma polêmica.

E uma confusão. O que acabou acontecendo na prática é que a polícia de Erevan, no início desse mês de maio, recebeu a informação de que uma zebra havia escapado do zoológico e que estava solta na avenida Mayasniklan, que é justamente a avenida que margeia o zoológico.

E aí, Tang, pouco tempo depois, o zoológico disse, não, não, não, não, não, não, não, não, não tem nada a ver com isso, não. Fugiu, não fugiu zebra nenhuma, não. Foi um camarada que pegou aí o seu burrico e pintou como se fosse uma zebra, pagava um vídeo, e a zebra acabou escapando dele, e não tem nada a ver com isso. Absolutamente nada a ver com isso. E depois, o zoológico ainda alertou contra brincadeiras semelhantes.

afirmando que corantes químicos podem ser tóxicos para os animais e causar problemas de saúde. Então, Tang, tivemos aqui um ato falho, tivemos aqui realmente um alarme falso, não tivemos uma zebra fugindo do zoológico de Erevã, tivemos apenas uma pessoa que levou lá o seu burrico.

pintado com listras para gravar um vídeo no avenido em frente ao zoológico de Erevan e gerou toda essa confusão. E o zoológico disse que não tem nada a ver com isso. Cuidado, cuidem dos animais. Os animais precisam ser protegidos por nós. Nada de ficar botando tinta nos animais, hein?

Então, peraí. Não era pra sempre, era um burro, é isso? Exatamente, era um burrico. E também não era do aeroporto, era do zoológico, era do vizinho do zoológico. Não, era um camarada que foi pra perto do zoológico pra gravar um vídeo. Pra gravar um vídeo, levou lá o burrico dele, pintado feito zebra, pra...

provavelmente postar nas redes sociais e viralizar, mas a experiência saiu mal, o burrico escapou, chamaram a polícia, a polícia foi lá, e o zoológico disse que não tinha nada a ver com isso, e ainda deu um sermão corretíssimo nesse menino que ficou lá querendo usar um burrico de zebra para gravar um vídeo. Ô, Tanguy, meu Deus do céu!

Não tem condição, não dá, realmente não dá. Daniel, eu sou dessa maneira, a gente chegou ao fim do nosso episódio. Muito obrigado a você que nos segue, a você que nos acompanha. Vou deixar aqui um pedido, né, Daniel? O pedido não custa nada, né? Gente, se você acompanha a gente, não importa por onde você acompanha a gente, por qualquer lugar, está ótimo para a gente. Realmente não faz diferença. O importante é que você esteja junto com a gente enquanto a gente grava esse episódio.

mas se você puder entrar lá no YouTube e seguir a gente por lá, isso faz muita diferença, assim como seguir a gente também no podcast, não importa qual seja a plataforma que você utilize, mas segue o Petit Jornal, se puder dar cinco estrelinhas lá para a gente, isso sim faz muita diferença, ajuda o Petit Jornal.

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a quem agradecemos enormemente. E fica também o convite, se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix, que é uma forma prática e instantânea de apoiar o PetJornal. Temos também o link do Apoia-se, o link do Patreon. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você. É isso, Daniel Souza. Amanhã estamos de volta. Um abraço, até a próxima. Valeu! Tchau, tchau!

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