Irã analisa proposta dos EUA - BP 1071
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O Irã analisa a proposta apresentada pelos Estados Unidos para encerrar a guerra, em um momento de intensa movimentação diplomática e incerteza estratégica. No episódio discutimos as condições colocadas por Washington, os limites para um possível acordo e a tentativa iraniana de ampliar apoio internacional por meio da diplomacia, incluindo a visita do chanceler iraniano à China. Também analisamos a posição da França, que promete ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz caso haja entendimento prévio entre as partes.
Abordamos ainda o esforço do G7 para reduzir a dependência econômica da China em meio às tensões comerciais globais e os novos bombardeios israelenses contra Beirute, apesar do cessar-fogo.
Na Geleia da Shakira, o papa chama atenção ao precisar ligar para o SAC do banco, enquanto Melania Trump viraliza ao afirmar que Donald Trump é empático, provocando risos até do próprio presidente americano.
#OrienteMédio #Irã #Geopolítica #Ormuz #Diplomacia
- Proposta de paz Irã-EUAAnálise da proposta dos EUA para encerrar a guerra · Prazo de 30 dias para negociações detalhadas · Status do Estreito de Hormuz · Retirada de sanções dos EUA ao Irã · Programa nuclear iraniano · Pressão interna nos EUA e eleições · Mudança no regime iraniano: de religioso para militar
- Interdependência Econômica China-IrãVisita do chanceler iraniano à China · Encontro com contraparte chinesa · Declarações sobre agressão e diplomacia · Posição chinesa sobre cessar-fogo e paz · Pressão dos EUA sobre a China para reabrir Hormuz
- Posição europeia sobre o Estreito de HormuzMobilização de coalizão liderada por França e Reino Unido · Participação de 12 países, incluindo Itália e Países Baixos · Condição para escolta de navios: cessar-fogo · Envio de porta-aviões francês para a região · Conversa de Macron com presidente iraniano e Trump
- Conflito Israel-LíbanoNovo ataque israelense ao subúrbio sul de Beirute · Objetivo: atingir comandante da força Hadouan do Hezbollah · Incerteza sobre a morte do comandante · Evacuação de aldeias ao norte do Rio Litani · Complicação das negociações entre Israel e Líbano · Insatisfação de Israel com o cessar-fogo EUA-Irã
- G7 e dependência da China em minerais críticosReunião dos ministros do comércio do G7 em Paris · Redução da dependência do G7 do fornecimento chinês · Aumento de tarifas de importação de carros europeus por Trump · Pressão europeia para Trump voltar atrás nas tarifas · Acordos comerciais celebrados pela Europa
- UFC na Casa Branca e declarações de TrumpCasa Branca sediará evento de UFC em 14 de junho · Donald Trump completa 80 anos no evento · Encontro com lutador brasileiro Alex Pereira (Poatan) · Declarações de Trump sobre nocautear pessoas
- Geleia da Shakira: Papa e Melania TrumpPapa liga para o SAC do banco em Chicago · Melania Trump afirma que Donald Trump é empático · Público e Trump riem da afirmação de Melania
Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.
Olá gente, bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Bate-Papo número 1071. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 19 horas e 26 minutos da quarta-feira, 6 de maio de 2026.
Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor, Tanguy, o Bagdadi animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado em 15%, aguardando reembolso de tarifas indevidamente cobradas e também muito preocupado com insônia, o professor Bagdadi, a situação de Hormuz está realmente trazendo muitas preocupações.
ocupações e noites em claro para o professor Bagdadi. Temos também Daniel Souza, que é esse que eu vos falo ao longo dos próximos minutos. Vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Como vai, professor Bagdadi? Parece que a paz está próxima. Nunca estivemos tão próximos da paz. Ou não? Quem sabe? Talvez. Muito provavelmente. Como vai? Vamos a isso?
Tudo bem, Daniel Souza? Com o S, vamos lá para esse bate-papo 1071. Prazer estar aqui mais uma vez. Deixo, como sempre, as boas-vindas a todo mundo que está acompanhando a gente. Muito obrigado pela presença de vocês. Que bom que a gente faz parte da sua rotina para entender um pouco mais desse mundo caótico que nos cerca.
Prazer estar aqui mais uma vez, deixar aqui um abraço para todo mundo que está acompanhando a gente pelo YouTube, o pessoal que está acompanhando a gente ao vivo aqui nessa live, o pessoal que está acompanhando no YouTube gravado, o pessoal que está acompanhando a gente também pelo podcast. É sempre muito bom ter vocês aqui com a gente. Daniel Souza, o Irã disse que está revisando a proposta de paz que os Estados Unidos fizeram, que é uma proposta que visa a encerrar formalmente a guerra.
E aí eu fui ler a notícia, Daniel, e vi que o Irã disse o seguinte. Ó, estou vendo aí...
Mas não sei, estou pensando, vou analisar, vou analisar com cuidado. Na mesma hora, Daniel, eu pensei assim, pô, deve ser uma proposta que os Estados Unidos estão mandando aí altamente favorável aos Estados Unidos, né? De repente, para o Irã, não vai ser o melhor negócio e tudo. Aí eu fui me aprofundar um pouquinho mais, Daniel, para ver o que era exatamente essa proposta, o que continha nessa proposta, o que a gente sabe sobre essa proposta.
E a proposta que a gente tem até agora, Daniel, é um memorando preliminar que estabelece, sim, o fim da guerra que foi iniciado no dia 28 de fevereiro e que estabelece um cessafogo imediato, o fim oficial da guerra, então acabar a guerra, mas estabelece um prazo de 30 dias para negociações detalhadas.
Então, o que significa isso, Daniel? A proposta dos Estados Unidos, ela fala que a gente para a guerra agora e abrem-se 30 dias para negociar o que de fato interessa, o que de fato importa. E aí, Daniel, eu comecei... Eu acho que eu não estou entendendo muito bem. O Irã está dizendo, não sei, não sei se gosto, não sei se não gosto, mas a proposta fala em acabar a guerra, abre 30 dias de negociações e somente nesses 30 dias de negociações é que a gente começa a falar sobre questões relacionadas.
ao estatuto de Hormuz, o que a gente vai fazer com o Hormuz, qual vai ser o status de Hormuz. Hormuz vai ser controlado pelo Irã, vai ser aberto como era antes. Se vai ter, por exemplo, a retirada de sanções que os Estados Unidos colocam ao Irã, isso seria negociado. E o que vai fazer com o programa nuclear? Isso não seria negociado agora. Daniel, eu não consigo imaginar um cenário mais favorável ao Irã do que essa proposta que é feita pelos Estados Unidos.
Os Estados Unidos estão colocando na mesa a possibilidade de encerrar a guerra, parar de bloquear a Hormuz. Os Estados Unidos parariam de bloquear a Hormuz sem que haja uma solução definitiva para as grandes prioridades dos Estados Unidos. A gente vai ter 30 dias para negociar. No barato, Daniel, você cria.
uma situação de fato consumado de que a guerra acabou. A guerra acabou, gente, volta para casa, não tem mais bombardeio, o nível de pressão diminuiu demais, a gente não vai ter mais aquele impulso todo para ir à guerra sem que você tenha que necessariamente fazer, sem que o Irã tenha que necessariamente fazer grandes concessões.
A gente chegou a ter algumas propostas bem mais longas, né, Daniel, para tentar encerrar a guerra, propostas mais elaboradas. Ao que tudo indica, essa proposta que está sendo mediada pelo Paquistão é um memorando de uma página. É assim que está sendo chamado, inclusive, o memorando de uma página. É um grande rascunho, Daniel, para tentar encerrar a guerra sem que você decida absolutamente nada do que vem pela frente.
Na prática, Daniel, significa os Estados Unidos desesperados para encerrarem a guerra. Eles vão tentar cantar vitória, dizer que conseguiram, que o Irã fez grandes concessões, mas o que está nesse pedaço de papel, a gente ainda tem que ver se ele vai ser confirmado e tudo, é os Estados Unidos dizendo, eu encerro a guerra do jeito que está, em condições muito...
piores do que aquelas que existiam em 28 de fevereiro. Ah, morreu o líder supremo, é verdade. Uma parte da cúpula iraniana, dos militares e tal, foram abatidos, é verdade. Mas o regime continua.
firme como sempre, extremamente sólido da maneira como sempre esteve, aliás, inclusive com a guarda revolucionária do Irã assumindo um protagonismo que antes não tinha tanto assim, então passa a ter uma força muito maior, continua controlando Hormuz e sem qualquer tipo de compromisso acerca do seu programa nuclear.
Na prática, Daniel, os Estados Unidos viram que talvez tenham ido longe demais e próximo demais da eleição no momento no qual a popularidade do Partido Republicano e de Donald Trump está caindo e existe uma chance muito grande do Partido Republicano ter um resultado bem ruim nas eleições de novembro, Daniel.
Ou seja, Tanguy, aquela impressão que nós tínhamos aqui no Petit Journal se confirma que o tempo conta a favor do Irã, que o Irã tem mais tempo e que os Estados Unidos têm mais pressa por conta do desgaste interno, por conta do aumento da inflação e toda a perda de popularidade que isso significa. É muito impressionante.
Porque, a contar realmente com esse cenário que você traz aqui para nós hoje, o Irã, se houve alguma mudança, é que o Irã se tornou uma ditadura menos religiosa e mais militar. Se tornou realmente uma ditadura onde a influência dos cléridos está um pouco menor e a influência da guarda revolucionária está um pouco maior. E se ainda houver um relaxamento das sanções contra o Irã,
aí realmente é uma vitória iraniana. Quer dizer, o Irã sai vitorioso dessa guerra no que diz respeito aos objetivos iniciais. O regime sobrevive e passa a ter ali condições de um posicionamento internacional mais vantajoso para o próprio Irã.
além de uma ameaça permanente. Ou seja, se vocês voltarem aqui, vocês sabem que eu fecho a Hormuz, né? Então não voltem, não voltem nunca mais, porque o Donald Trump veio aqui, entrou pelo cano, me deixem em paz, deixem o regime iraniano aqui seguir o seu trâmite normal. E é interessante também registrar que o chanceler iraniano, o Abbas Araki, ele se reuniu com a sua contraparte em Pequim.
Quer dizer, o chanceler iraniano foi a Pequim e o encontro ocorre poucos dias antes da visita de Donald Trump ao Xi Jinping. Essa visita está prevista para os dias 14 e 15 de maio em Pequim. E é interessante observar que o chanceler iraniano disse coisas como o seguinte, abre aspas, o Irã permanece totalmente preparado para qualquer cenário de agressão, fecha aspas.
disse também o seguinte, abre aspas, também é sério e firme no campo da diplomacia, fecha aspas. Enfim, a gente está falando de uma série de declarações onde o Ira se coloca aberto à diplomacia, mas, ao mesmo tempo, aberto para um cenário de guerra e para o enfrentamento de ataques. Já os chineses colocaram que o momento é crítico e nós devemos trabalhar em direção à transição para a paz.
Os chineses acreditam na cessação completa das hostilidades, acreditam na diplomacia, consideram que o reinício do conflito é inaceitável, pediram a restauração da passagem normal e segura pelo Estreito de Hormuz. E, dentro desse contexto, a gente pode observar...
que os Estados Unidos estão contando com a China para pressionar os iranianos a realizar ali uma reabertura completa do Estreito de Hormuz. Tudo isso poucos dias antes do Donald Trump visitar o Xi Jinping.
Pois é, e só uma notícia, Daniel, que saiu agora há alguns poucos minutos, quatro minutos atrás, o Trump disse que muito provavelmente o acordo vai sair. Que ele está disposto a assinar um acordo, e segundo ele, aí é o Trump que a gente conhece, né? O Irã está doido para fazer um acordo.
Ah, claro. Está todo mundo vendo isso. O Irã está doido para fazer um acordo, eu que estou pensando e tal, mas é possível que esse acordo seja assinado. O que você falou, Daniel, acaba sendo na prática uma vitória aniana, em praticamente todos os seus termos. A gente tem que ver o que vai ser negociado ao longo desses 30 dias, mas depois que você declara que a guerra acabou, é muito difícil você retomá-la rapidamente. O Irã, de fato, pode fazer um golaço nessa situação. Agora, Daniel, no meio de um cenário como esse, ainda no cenário de...
guerra, conflagração, grandes potências entrando em atrito entre si e tudo, ter um passaporte de um outro país pode ser uma mão na roda. Você pode ter ali uma enorme vantagem, claro, caso você tenha essa possibilidade. E é por isso que a gente traz hoje, Daniel, os nossos parceiros da Você Português. Aliás, a gente teve algumas mudanças, Daniel, na regra relacionada à questão da cidadania. Explica para a gente aí. É verdade, Tânia.
Tivemos em Portugal... Explica para a gente aí. Explica para a gente aí. Explica para a gente aí. Explica para a gente aí.
a ratificação, a sanção presidencial do presidente seguro em relação à nova lei da nacionalidade. Ela traz várias mudanças, mas me parece que as principais são as seguintes. Em primeiro lugar, um estrangeiro que reside em Portugal, ele vai ter que permanecer no país por 10 anos para pedir a nacionalidade.
Há duas exceções, se você é da União Europeia ou se você é da comunidade dos países de língua portuguesa. Aí você precisa de apenas sete anos, apenas muito entre aspas. A regra anterior era de cinco anos para todo mundo.
Uma outra mudança é que até esse mês de maio, quem nascesse em território nacional, filho de estrangeiro, tinha a cidadania portuguesa, se um dos pais estivesse em Portugal há pelo menos um ano, mesmo sem autorização de residência permanente. Agora, esse prazo aumenta para cinco anos.
e há a necessidade de uma residência legal, uma residência permanente em Portugal. Na prática, a gente está falando de uma restrição à concessão da cidadania portuguesa. É uma proposta que foi elaborada pela Aliança Democrática, que na prática é um governo de centro-direita, e foi sancionada por um presidente de centro-esquerda do Partido Socialista.
O que mostra uma preocupação desses partidos de centro de tentar esvaziar um pouco a agenda do Chega. O Chega tem como principal agenda justamente questões relacionadas à imigração, questões relacionadas à nacionalidade.
E esse avanço, digamos assim, no endurecimento de regras, seria justamente uma forma de tentar evitar que o Chega tome votos do centro em Portugal, tanto da centro-direita quanto da centro-esquerda. Vamos ver se essa estratégia vai funcionar, mas, de qualquer maneira, mostra uma regra um pouco mais rígida. Por isso que é tão importante, né, Tanguy, dentro desse processo de mudança,
você se adiantar. Porque, afinal, um direito que você eventualmente tem a uma nacionalidade portuguesa, espanhola ou italiana não é um direito perene. As regras podem ser modificadas e um direito que você tem hoje, você pode não ter amanhã.
Por isso, fica aqui o nosso convite aos amigos e amigas do Petit Jornal que conheçam o trabalho da Você Português, link no descritivo desse episódio, como forma justamente de construção de alternativas dentro de um mundo onde as regras estão mudando muito rápido e onde realmente ter mais de um passaporte acaba abrindo portas e te oferecendo possibilidades.
Daniel Souza, a gente estava falando agora há pouco sobre Hormuz, sobre liberar Hormuz, sobre um acordo e tal, e a Europa resolveu se mexer, Daniel. A Europa falou assim, do jeito que está, não pode ficar, a gente vai se mobilizar. Então nós tivemos agora, Daniel, a mobilização de uma coalizão liderada por França e Reino Unido, com participação de 12 países, isso inclui Itália, Países Baixos e tudo.
que assume a responsabilidade de fazer a escolta de navios pelo Estreito de Hormuz. Só tem uma condição, Daniel. Tem que ter tido a sensação de qualquer tipo de atrito. Então, no momento em que tiver um acordo de paz, a gente vai escoltar os navios por Hormuz. Daniel, os europeus não ficarão parados diante dessa interrupção. Então, assim que a guerra acabar...
Assim que tiver o fim dos problemas, a gente vai começar a escoltar e os navios vão voltar a passar, Daniel. Essa é a notícia que eu tenho para te dar. Eu sei que você está animado com essa mobilização. A França, Daniel, mandou...
Um porta-aviões. Pegou sua porta-aviões e está mandando para lá. Bem devagar, tá, Daniel? Está mandando bem devagar para dar tempo de ter um acordo de paz, até chegar lá e tudo. Mas na hora que tiver um acordo de paz, você pode ficar tranquilo, Daniel, que os navios passarão sob a escolta das fragatas europeias.
E finalmente poderíamos esperar aliviar, Daniel. Você sabe que o porta-aviões francês estava no mar Mediterrâneo. E depois desse trajeto muito veloz, ele já chegou ao Mar Vermelho. Então, está quase lá. Está quase lá, está chegando. A França está correndo realmente para participar dessa coalizão. E tem mais.
O presidente da França, Emmanuel Macron, destacou, anunciou que conversou pelo telefone com o presidente iraniano, o Massoud Pesekian, e ele acabou destacando com o presidente iraniano a necessidade de liberar a navegação no Estreito de Hormuz.
O Macron também disse que incentivou o Irã a considerar um plano de França e Reino Unido para criar uma missão internacional com o objetivo de garantir a navegação segura dos treinos. Exatamente o que você estava mencionando há pouco.
E o Macron disse que vai conversar com o Trump também. Afinal, o Macron vai resolver essa parada. Vai resolver. Vai resolver. Era o que estava faltando. Era o Macron mostrar toda a sua habilidade diplomática para trazer esses dois lados à mesa de conversa. Ele disse também que convidou o presidente iraniano a aproveitar a oportunidade e discutir o tema diretamente com o presidente Donald Trump.
Ô Tanguy, como posso dizer isso? Ô Macron, você não é relevante. Macron, ô Macron, ô querido, você está tentando aí ter uma bandeira para chamar de sua. Outro dia, rapaz, ele recebeu o presidente do Líbano, eu achei até bonitinho. Ah, olha lá, recebeu o presidente do Líbano e tal. O Líbano sendo bombardeado. E a França?
Não pode fazer nada, né, Tanguy, a não ser dar um abraço e mostrar toda a sua solidariedade ao presidente do Líbano. Mas, enfim, é o Macron tentando recuperar ali um pouco dessa projeção internacional de outrora dos franceses e agora acreditando que ele pode ter um papel relevante na solução definitiva da crise em Ormuz. Aliás, de falar em Líbano, você estava falando sobre o Macron recebendo o presidente libanês.
É importante lembrar que a gente teve um cessafogo entre Israel e Líbano, que aliás foi anunciado pelo Trump, um cessafogo que deveria durar até meados de maio, né? Então deveria até talvez ali 15, 16 de maio, seria quando expiraria esse cessafogo, né? Até para você poder ter negociações e tudo.
Nesse meio tempo, no entanto, Daniel, a gente teve algumas trocas de agressões, principalmente entre Israel e o Hezbollah, e hoje nós tivemos um novo ataque israelense a Beirute. Fazia bastante tempo, desde o início do Sessafogo, que Israel não atingia Beirute, estou falando aí de praticamente duas semanas, sem que houvesse ataques israelenses contra Beirute, e Israel fez um ataque contra o subúrbio, a parte sul de Beirute, que é exatamente uma região onde você tem uma presença importante do Hezbollah.
O objetivo, segundo Israel, era atingir o comandante da força Hadouan, que é a unidade de elite do Hezbollah. E aí você teve informações meio desencontradas, Daniel. A mídia israelense fala que o comandante foi morto, que houve, portanto.
sucesso na visão israelense desse ataque, mas tanto as forças de defesa de Israel quanto o Hezbollah não confirmam que ele tenha morrido. Então não dá para saber, não dá para ter certeza sobre se esse ataque levou, portanto, à morte desse comandante, que a gente não sabe nem o nome, não foi anunciado o nome, da Força Raduã, que é, portanto, a unidade de elite do Hezbollah.
Além de Beirute, Daniel, Israel também ordenou, mais uma vez, a evacuação de aldeias na parte sul do Líbano. Só que agora, Daniel, ao norte do Rio Litane. Até agora, o Rio Litane vinha sendo o marco. O Rio Litane fica ali a cerca de 30 quilômetros.
da fronteira norte de Israel, quer dizer, da fronteira entre o sul do Libro e o norte de Israel. Você tem ali uma faixa de 30 quilômetros, e Israel já vem anunciando há bastante tempo que é para as pessoas saírem das suas residências ali, destruir uma série de pontes exatamente para evitar...
Esse trânsito entre a parte norte e sul do Rio Litane, e agora Israel está anunciando que vilas ao norte do Rio Litane, algumas ali próximas do Rio, têm que ser evacuadas também, o que é lido como um prenúncio de que Israel pode ampliar a sua atuação militar também ao norte desse Rio, que é um marco importante.
E naturalmente, Daniel, isso tudo complica bastante as negociações entre Israel e o Líbano. Uma coisa que é importante lembrar, o governo libanês não é pró-Rezbolá, pelo contrário, é um governo muito ressabiado com o Rezbolá, que já disse algumas vezes que gostaria, inclusive, de desarmar o Rezbolá. Mas, no fim das contas, quando você tem ataques como esse, são ataques ao Líbano, são ataques contra o Líbano, são ataques que vitimam pessoas no Líbano, que esvaziam vilas e aldeias.
no Líbano. Então você tem um governo, o governo ali libanês, que atualmente tem como principal voz o presidente, que é o José Faun. Você tem o primeiro-ministro também, que é o Nawaf Salam, que não tem aparecido tanto, que tenta negociar com Israel, mas quando a taxa como esse acontece, naturalmente isso torna a negociação um pouco mais difícil. Vamos ver, Daniel. A gente sabe que Israel não está nem um pouco satisfeito com esse cessafogo entre...
nos Estados Unidos e o Irã, o Israel gostaria de ir mais além nessa guerra contra o Irã para, de repente, conseguir uma decapitação do regime, acabar de vez com o programa nuclear, que é seguir também com essa campanha contra o Hezbollah. Então, no momento no qual o presidente dos Estados Unidos diz que é possível, é provável que haja um acordo entre Estados Unidos e Irã,
Israel dá mais alguns passos para tentar enfraquecer ainda mais o Hezbollah, dando provas, dando mostros de que não há um ponto final ainda nesse atrito entre Israel e o Hezbollah. Daniel. Tanguy, no dia de hoje, os ministros do comércio do G7 se reuniram em Paris e discutiram formas de garantir o fornecimento de minerais críticos.
na prática de reduzir a dependência do G7 do fornecimento de minerais críticos por parte da China. O anfitrião, o ministro francês, o Nicolas Fournier, destacou que o tema deve gerar resultados concretos antes da cúpula de líderes, em meados de junho.
Existe uma enorme preocupação em relação a esse tema, afinal, a China acaba concentrando boa parte da oferta mundial desses insumos absolutamente estratégicos para uma série de segmentos de alta complexidade tecnológica.
Agora, as conversas não foram tranquilas, afinal, nós estamos falando de ministros do comércio e, na última sexta-feira, o Donald Trump anunciou que ia aumentar as tarifas de importação para carros europeus de 15% para 25% por conta de um descumprimento, segundo o Trump.
do acordo comercial que foi celebrado entre Estados Unidos e União Europeia. E como você deve imaginar, Tanguy, isso azedou muito as conversas que envolvem ali ministros do comércio. Existe, inclusive, uma crescente pressão por parte dos europeus para que o Trump volte atrás, para que esse anúncio não seja levado adiante.
Mas é algo muito sensível, porque os europeus exportam uma grande quantidade de automóveis para os Estados Unidos, particularmente à Alemanha. Nós tivemos, inclusive, a Alemanha destacando que está em intensas negociações com os Estados Unidos e destacou que existe ali realmente um desconforto e que esse desconforto precisa de alguma maneira ser enfrentado.
impressionante como o Donald Trump entra em atrito com os seus aliados. É muito difícil entender isso. Cara, eles são os seus aliados, bicho. Você precisa desses caras para reduzir a sua dependência em relação a minerais críticos da China. Você briga com eles por causa de tarifa de automóvel?
De verdade, tarifa de automóvel que já está em 15%, que não é baixa. Você passa para 25% tarifa de automóvel para esses parceiros que têm na exportação de automóveis um ponto super importante na relação comercial com você. Então é muito difícil realmente de entender determinados movimentos do Trump. É claro que ele está tentando ali, de alguma maneira, obter uma vantagem adicional dos europeus. Mas os europeus, eu lembro aos nossos amigos e amigas, nos últimos meses,
acordaram do coma e já celebraram um monte de acordo comercial. Acordo comercial com o Mercosul, com a Indonésia, com a Índia, com a Austrália. Os europeus, que estavam super travados, começaram a ir à luta justamente para diminuir a sua dependência em relação ao mercado dos Estados Unidos. O Donald Trump conseguiu um milagre. Ele conseguiu que os europeus...
celebrassem essa enorme quantidade de acordos comerciais num curtíssimo espaço de tempo. Mesmo com o Mercosul, com toda a polêmica que teve na Europa, o pessoal colocando trator, etc., o acordo saiu, gente. O acordo saiu. Tem a Lei de Salva Guardas, tem exceções, não é o melhor acordo, mas é o melhor acordo possível.
E, consequentemente, isso acabou representando um grande avanço. Mesmo a Austrália, que também é um país com um setor agrícola super forte, etc., que traz ali algumas inquietações no continente europeu, o acordo saiu também. Portanto, é uma consequência que nós observamos. Aliás, se tem algo que funciona nesse mundo, é a terceira lei de Newton, ação e reação. Você tem uma ação e uma reação será gerada pela ação que você... ... ...
que você perpetrou. O Daniel Souza, você é um cara que quando tem que ligar pro saque de alguma empresa pra fazer uma reclamação e tal, você reclama. Ah, que fica esperando no telefone, que fica ouvindo musiquinha, que o atendente não te atende rapidamente, que demora, que não resolve.
Mas eu queria saber, Daniel, na geleira chaqueira de hoje, se você está sozinho nessa, Daniel, ou se mais alguém também tem que ligar para o saque. Me conta aí. Não estou sozinho, Tegui. Aliás, você sabe que eu sou uma pessoa insistente. O saque, rapaz, não perde por esperar. Não perde mesmo. O senhor tem que... Não tem problema. O que quer para eu fazer, querido? Resolvo, trago aqui e você não vai se livrar de mim.
O Papa, rapaz, é uma pessoa mais evoluída do que eu. E ele entrou em contato com o banco dele em Chicago e tentou resolver o problema que ele estava. Você falou o Papa, a sua santidade, o Santíssimo Padre. O Papa, o Papa, a sua santidade. É, o Papa, a sua santidade, entrou em contato com o banco no qual ele tem conta em Chicago. Ele é original de Chicago.
E aí, rapaz, ele começou lá, né? Se identificou, o nome, data de nascimento, aí perguntas de segurança, fizeram as perguntas de segurança, o papai respondeu e tal.
E aí a atendente virou para ele e falou, olha, o senhor vai ter que vir aqui, não vai ter como resolver isso pelo telefone. Aí ele falou, e aí querida, sabe o que é? Eu não tenho como ir a Chicago no presente momento. Ah, mas o senhor vai ter que vir aqui também. Mas ajudaria se eu dissesse para você que eu sou o Papa? Aí ela desligou o telefone na cara dele e ele não conseguiu resolver. Eu também desligaria, tá, Daniel Souza? Eu recebo uma ligação dessa e eu desligo.
Mas quem contou isso, Tanguy, acabou sendo o frade agostiniano, o Tom McCarthy, em conversa com católicos em Naperville, lá em Illinois. E essa história, inclusive, foi confirmada pelo New York Times, e o frade disse que é verdade a história, e que o papapai não conseguiu resolver a situação naquele primeiro momento.
Depois, aparentemente, alguém entrou em contato com o presidente do banco e o presidente do banco parece que resolveu o problema do Papa. Mas durante algum tempo a coisa ficou meio em suspenso porque o Papa não conseguia ali, rapaz, acessar a sua própria conta e resolver problemas burocráticos porque ele não conseguia comparecer presencialmente à agência bancária dele em Chicago.
Então fica aí a recomendação, não, fica aí a lição pra todo mundo que fala assim, ah, só se falar com o Papa. Saiba que às vezes nem falando com o Papa, porque o Papa também não consegue resolver as coisas não, viu? Eu queria trazer uma segunda geleta da Shakira hoje, se você me permite. O Donald Trump, rapaz, ele tava hoje no Salão Oval da Casa Branca, e essa você vai gostar, ter certeza.
E ele confirmou que a Casa Branca vai sediar um UFC no próximo dia 14 de junho, data em que ele completa 80 anos. Então, a festa do Donald Trump de 80 anos será um evento do UFC na Casa Branca. O Trump fez o anúncio ao lado do lutador brasileiro Alex Pereira, conhecido como Potan. É isso, Tanguy? É você que entende desse... Potan, é.
Poitain e de outros atletas durante o encontro no Salão Oval. E aí o Trump, rapaz, abriu a boca. E quando ele abre a boca, é maravilhoso. Abre aspas. Eu vi nocautear muita gente. É isso que ele faz. Ele nocauteia pessoas. Ele tem uma mão grande e poderosa. Fecha aspas.
O André Souza. É uma maravilhosa capacidade dele de falar obviedade, né? De forma circular como se fosse uma grande coisa, né? É maravilhoso. Ele não caltei pessoas. Ele não caltei pessoas. Mas ele tem uma mão grande e poderosa. Olha aí.
Fica o registro aí do Donald Trump em relação à mão do lutador de UFC. E você sabe que a Melania, rapaz, estava num evento militar, outra geleia aqui. E aí a Melania começou a falar, etc., do marido. E que o marido, rapaz, ele tinha uma característica muito marcante, que era a empatia.
Cara, o público gargalhou. Sério, gargalhou. E sabe quem riu também e não conseguiu segurar o riso? O Trump. O Trump riu também. Ele falou assim. Pô, Melania, não é não, né, Melania? Pô, me ajuda. Não, querida, não, não. Pode falar todas as coisas pra serem ditas. Pô, vai dizer que eu sou empático? Ai, não dá. Enfim.
Dessa maneira, maravilhosa, a gente encerra o nosso episódio. Muito obrigado pela presença de todos vocês, pela companhia. E vou deixar aqui o convite. A gente teve mais uma aula no dia de ontem, lá no Petit Cursos, em que a gente falou sobre a economia do Oriente Médio, para além do petróleo. Claro que quando a gente fala sobre a economia do Golfo Pérsico, daqueles países, daquelas monarquias sunitas do Golfo, a gente pensa automaticamente em petróleo, mas tem uma economia que vai para além do petróleo, inclusive uma tentativa de superar um pouco.
essa dependência do petróleo. E na próxima aula, que vai acontecer na próxima terça-feira, a gente vai falar um pouquinho sobre qual é exatamente o racional das decisões do Irã ali pela região, qual a estratégia de política externa do Irã, por que isso assusta tanto os países da região.
Para você ter acesso, acessa lá, peticursos.com.br. Você tem acesso não apenas às aulas ao vivo, como a todas as aulas gravadas. Você tem um catálogo bastante grande. É um streaming, então você assiste na hora que você quiser, do jeito que você quiser, na hora que você quiser. peticursos.com.br
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É isso, Daniel Souza. Nos vemos numa próxima oportunidade. Um abraço, até a próxima. Valeu. Tchau, tchau.
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