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Coalizão para abrir Ormuz - BP 1068

01 de maio de 202629min
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Os Estados Unidos passam a articular a criação de uma coalizão internacional para reabrir o Estreito de Ormuz, pressionando aliados a participar de uma operação que busca garantir a navegação em uma das principais rotas energéticas do mundo. Ao mesmo tempo, o bloqueio continua afetando fortemente o mercado, com queda acentuada nas exportações iranianas e manutenção da instabilidade nos preços do petróleo. Também discutimos a visita de Donald Trump a Pequim em meio à crise ainda não resolvida, sinalizando a tentativa de reposicionar os EUA no tabuleiro global mesmo sem solução para Ormuz.
O episódio aborda ainda a retomada de voos entre Estados Unidos e Venezuela, indicando um possível rearranjo diplomático, além de dados que colocam o Brasil à frente dos EUA em rankings de liberdade de imprensa.
Na Geleia da Shakira, o rei Charles afirma que os americanos falariam francês se não fosse pelos britânicos, declaração que viraliza após ser compartilhada por Emmanuel Macron.
#OrienteMédio #Ormuz #Petróleo #Geopolítica #EstadosUnidos
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

Co-hostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

Co-hostJornalista
Assuntos6
  • Coalizão para reabrir OrmuzConstrução da Liberdade Marítima · Donald Trump · Irã
  • Alta do petróleo e impacto nos mercados agrícolasQueda nas exportações iranianas · Preços do petróleo
  • Relações China-EUARelações EUA-China
  • Retomada de voos EUA-VenezuelaAmerican Airlines · Delci Rodrigues
  • Liberdade de imprensa como fundamento da democraciaRepórteres Sem Fronteira · Brasil · Estados Unidos
  • Fofocas sobre ShakiraRei Charles III · Emmanuel Macron
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Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.

Olá, gente! Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Bate-Papo número 1068. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 17 horas e 29 minutos da quinta-feira, 30 de abril de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor. Tanguy, ô Bagdadinho, animado, contente, preparado, refigorado, resiliente, retubante, descansado, tarifado em 15%.

e aguardando o reembolso de tarifas cobradas indevidamente ao longo dos últimos tempos. E ele está muito, muito preocupado, segue sem dormir, preocupado com o preço do petróleo, preocupado com questões relacionadas ao Oriente Médio, preocupado com questões relacionadas a OVNIs também. Isso é algo que tira muito o sono do professor Bagdadino. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala ao longo dos próximos minutos.

Vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas e começamos falando sobre a solução. Chegou o momento de resolver a crise de Hormuz, chegou o que faltava e esse será o primeiro tema de hoje. Tudo bem, professor Magdadi? Vamos a isso!

Tudo bem, Daniel Souza? Com S, vamos lá para esse bate-papo 1068. Deixo aqui as boas-vindas a todo mundo que acompanha a gente nesse último bate-papo da semana. Um prazer estar com vocês aqui. Daniel Souza, acabou a historinha.

Os Estados agora vão resolver. Eles já tentaram uma coisa, aí deu errado, aí tentaram outra, deu errado também, aí tentaram negociar, não funcionou, aí tentaram pedir ajuda também, não deu. Mas agora vai, Daniel. Agora eu sei que as pessoas vão falar, pô, mais uma tentativa, mais uma tentativa, mas essa agora vai ser diferente. Agora não é mais a mesma coisa. Os Estados Unidos vão lançar a coalizão, o nome da coalizão é esse, tá, gente? Péssimo o nome, mas o nome é esse. Construção da Liberdade Marítima.

é a coalizão construção da liberdade marítima. Então, segundo um telegrama que foi parar nas mãos da Reuters, você sabe que a Reuters é fofoqueira, então bateu na mão dela, vai lá e publica, é um telegrama que foi emitido pelo Departamento de Estado americano que disse que a coalizão constitui o primeiro passo crítico no estabelecimento de uma arquitetura de segurança marítima pós-conflito do Oriente Médio. Eu gostei disso, desse pós-conflito. Aparentemente o conflito acabou e a gente não ficou sabendo.

Esse sistema, continuou o relatório, continuou o telegrama, é essencial para garantir a segurança energética a longo prazo, proteger infraestruturas marítimas críticas e defender os direitos e liberdades de navegação em rotas marítimas vitais. Basicamente, o que essa coalizão vai tentar fazer, e os Estados Unidos vão tentar montar essa coalizão, é juntar países aliados e empresas de frete, essas empresas, portanto, que precisam dos três de Hormuz abertos.

e que os Estados Unidos juntariam esses países todos e garantiriam a segurança. Então, os Estados Unidos vão garantir essa segurança de tráfego, sendo coordenado diretamente da Flórida, lá da sede do Comando Central. Então, ao que tudo indica, Daniel, as embaixadas americanas ao redor do mundo

vão começar a comunicar outros países sobre o plano de construir essa coalizão a partir do dia 1º de maio, também conhecido como amanhã. Não vão comunicar alguns países, então Rússia, China, Belarus, Cuba e outros adversários americanos, mas a ideia é pedir algum nível de engajamento de todos os outros países que vão ser contatados. Essa...

participação, ela pode se dar, na visão americana, de vários níveis diferentes. Você pode ter uma participação diplomática, compartilhamento de informações, você pode ter ações militares, presença naval ou outras formas de apoio. Daniel, o nome disso aqui é o bom e velho mutirão. Gente, vamos se juntar todo mundo para abrir o Estreio de Hormuz?

E se todo mundo se comprometer? E aí vai ter um que vai pressionar o Irã, vai ter outro que vai colocar sanção contra o Irã, vai ter outro que vai mandar tropas. E isso não excluiria nem mesmo a possibilidade de os Estados Unidos mandarem tropas terrestres para ocuparem determinadas partes do Estreito de Hormuz. Ô, Daniel Souza!

Os Estados Unidos já propuseram de tudo, né? A roleta agora caiu nisso aqui. Eu preciso de ajuda em maior quantidade de países possível para ver se a coisa vai funcionar. E aí os Estados Unidos começaram a falar que podem voltar a bombardear, que os bombardeios podem voltar a acontecer. Mas o plano dos Estados Unidos nesse momento é esse, tá?

Lembrando que nos Estados Unidos, Daniel, o Donald Trump tem uma moratória de 60 dias para usar a força sem autorização do Congresso. Isso é o que ele conseguiu. E esses 60 dias vêm sem agora. Então ele começou a usar a força sem autorização do Congresso no dia 28 de fevereiro.

Passaram-se, portanto, dois meses e agora ele precisa começar a justificar o uso da força. Isso pode se tornar um problema, Daniel. Se ele não conseguir essa aprovação, ele vai ter dificuldade de conseguir recursos adicionais para manter esses bombardejos. E no momento de extrema, o que eu vou dizer, Daniel, maturidade, Donald Trump coloca uma imagem produzida por inteligência artificial lá no...

na rede social dele, na Truth dele, é o equivalente ao Twitter dele lá, e que tem o mapinha do estreito de Hormuz, e ao invés de estreito de Hormuz, está estreito de Trump, estreito de Donald Trump. Então, ali é ele que manda, Daniel Souza, é ele que manda, não está conseguindo passar com os navios por ali, está pedindo ajuda de Deus e do mundo para ver se consegue, não sabe se vai ter financiamento para continuar bombardeando o Irã, caso não consiga avançar.

com qualquer tipo de negociação, mas ele considera, inclusive, que já pode mudar até o nome e, ao invés de chamar de Estreito de Hormuz, passar a chamar de Estreito de Donald Trump, Daniel. Vamos ver o que vai acontecer, mas a impressão que dá, Daniel, consolidada a cada dia é que os Estados Unidos estão completamente perdidos, não sabem para onde vão, precisa encerrar essa guerra o quanto antes, a situação de agora é muito pior do que quando a guerra começou.

e ele simplesmente não sabe para onde ir. E agora está pedindo ajuda para todo mundo para ver se faz um mutirão para abrir o tal do Estreito de Hormuz, Daniel. O professor Pagnadia acaba sendo muito maldoso dizendo que Donald Trump colocou ali o nome do Estreito como Donald Trump. Não, é Estreito Trump.

Apenas Trump. Eu passei para ele, inclusive, uma imagem hoje cedo. Ele ficou muito eufórico, achou que era uma ótima ideia chamar o estreito de Trump. Ele mostrou ali toda a sua felicidade com esse tipo de sugestão por parte do presidente dos Estados Unidos.

Agora, enquanto isso, nós temos aqui a Reuters divulgando dados em relação às exportações de petróleo do Irã. Claro que a gente está falando de estimativas, mas as estimativas apontam que houve uma queda de mais de 80% nas exportações de petróleo por parte do Irã depois do início desse bloqueio imposto pelo Donald Trump.

O levantamento compara 13 a 25 de abril com 13 a 25 de março. E nesse período, nós tivemos exportações que caíram de 23,4 milhões de barris em março para apenas 4 milhões de barris.

em abril. E isso é uma queda de mais de 80%, o que chama demais a atenção. É importante também destacar que já era uma queda, março já representava uma queda em comparação a fevereiro, antes do início da guerra. Em fevereiro, você tinha ali o Irã produzindo algo em torno de 3,2 milhões de barris.

por dia. E existe também ali a informação de que há um efetivo estrangulamento com petroleiros contendo petróleo iraniano que não estão conseguindo passar e não estão conseguindo ir em direção

aos clientes do Irã. É claro que a China acaba sendo a principal impactada, mas, segundo a Reuters, 41 petroleiros com petróleo iraniano, com mais de 69 milhões de barris, estão ali realmente engarrafados, esperando algum tipo de oportunidade para passar, principalmente em direção à Ásia, mais especificamente em direção à China, na maior parte dos casos.

É algo que chama demais a atenção, porque isso é o que leva a algo que a gente chegou a explorar no Petit Jornal de ontem, um processo de desvalorização do rial, que é a moeda iraniana, que está no seu ponto mais fraco da história em relação ao dólar americano. É isso que explica esse processo de aceleração da inflação na economia iraniana. É claro que a gente está falando de um país muito acostumado com a economia de guerra. É claro que a gente está falando de um país muito acostumado com sanções.

Mas mesmo esse vetor é um vetor novo para o padrão iraniano, porque, sancionados, os iranianos conseguiam exportar para os chineses, conseguiam exportar para alguns clientes ao redor do mundo e, consequentemente, tinham um certo refresco no que diz respeito à sua dinâmica econômica. Só que agora eles não têm mais. É como, Tanguy, se você tivesse...

realmente ali diante de um duelo, onde os dois lados estão olhando um para o outro e percebendo, apostando quem é que vai recuar primeiro. O Trump está desorganizando a economia mundial, a economia americana, hoje nós continuamos tendo alta do preço do petróleo, ainda mais com informações de que o Trump estaria recebendo alternativas das forças armadas americanas para novos ataques ao Irã. O pessoal ficou muito nervoso com isso, o mercado ficou muito nervoso com isso.

por conta justamente desse crescimento das tensões. E ninguém sabe exatamente como essa história acaba, mas nós sabemos que os dois lados estão perdendo. Estão perdendo bastante com o crescimento da escalada, e aí existe sempre a percepção de que, pelo amor de Deus, em algum momento cheguem a um acordo.

cheguem realmente a algum tipo de pacto para que haja o mínimo de normalização da situação energética e para que haja realmente uma diminuição dessa tensão no mercado internacional com todos os impactos que isso acaba trazendo para a economia global.

E ainda mais quando o Donald Trump fala, né? A gente falou sobre isso recentemente, que está se preparando, os Estados Unidos estão se preparando para um bloqueio prolongado ao Estreio de Hormuz. Então aquela ideia de, de repente, ser uma coisa mais temporária e tal, a lógica americana agora é, olha, se o Irã não fizer algum tipo de recuo, eu também não vou fazer. E é capaz do Estreio de Hormuz ficar fechado durante bastante tempo. A situação, de fato, ela pode se agravar.

bastante. Daniel, num cenário de conflagração como esse, a gente se lembra sempre que nós, indivíduos, somos a parte mais frágil. A gente tem muito a perder, todos nós, em diversos fatores, com uma conflagração como essa, ainda mais envolvendo potências. Então a gente está falando sobre Estados Unidos, Rússia, China.

tendo suas grandes empresas atuando na internet, e você que está me ouvindo precisa de uma proteção na internet. Você precisa de uma proteção contra governos, você precisa de uma proteção contra as big techs, para que elas não puxem os seus dados, para que elas não...

invadam sua privacidade, você precisa de proteção contra golpe na internet. E, portanto, a melhor maneira de fazer isso é tendo uma boa VPN e o Petit Jornal traz aqui a NordVPN, que, aliás, me acompanha, acompanha Daniel. Quando a gente viaja, quando a gente, aliás, acessa a internet, até mesmo de casa, a NordVPN, com uma única assinatura, você consegue proteger 10 dispositivos diferentes, garantindo sua privacidade, garantindo bloqueio contra anúncios.

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O que mais comprova que o Trump tinha a expectativa de conseguir resolver a questão do Irã rapidamente, Daniel, foi o adiamento da viagem que ele vai fazer, o que ele já teria feito, na verdade, a Pequim. A ideia era que ele visitasse a Pequim no final de março.

Lembrando, ele iniciou os ataques ao Irã no dia 28 de fevereiro e havia a expectativa de que em um mês ele fosse para Pequim já com a questão resolvida. A expectativa do governo americano era de que com os bombardeios o Irã fosse ceder rapidamente. O Irã ia precisar ceder, então era ou fazer uma concessão ou o regime cair, não tinha muita alternativa, vai ter que ceder o programa nuclear, vai ter que fazer uma série de concessões. E por mais que o Estreio de Hormuz pudesse ficar fechado durante algum tempo,

seria algo que rapidamente seria contornado também. Então, dessa maneira, Daniel, a expectativa dele era ir para Pequim no final de março. Essa visita não aconteceu, afinal de contas, o Estreio de Hormuz não foi reaberto e houve, portanto, o adiamento em seis semanas dessa viagem. A viagem, portanto, não foi cancelada, mas ela foi remarcada para agora meados de maio. Vão se passar, portanto, as seis semanas e, portanto, em meados de maio, Donald Trump vai desembarcar em Pequim.

O problema, Daniel, é que ele vai para Pequim sem conseguir o recado que ele queria levar para a China. A ideia dele era chegar na China e falar assim, olha, olha o que os Estados Unidos fizeram lá no Irã. A gente foi lá e a gente disciplinou um país que é bastante próximo a você, um país que te vende petróleo e tal. Então você abra o olho porque a gente tem condições de fazer grandes coisas militarmente.

Nesse momento, Daniel, Donald Trump vai para lá com constrangimento na mala. O constrangimento é a China vai olhar para Donald Trump e vai falar, e aí?

E o estreito, hein? Como é que vai ficar o estreito de Hormuz? Você não vai abrir esse estreito de Hormuz, não? Você vai levar a economia global toda junto? Como é que vai ser? E esse é um ponto que, para os Estados Unidos, também é muito sensível, Daniel, porque não é apenas que o fechamento do estreito de Hormuz prejudica a China. Prejudica a China, claro que prejudica, mas prejudica os Estados Unidos também. Então, há uma preocupação nesse momento, Daniel, sobre qual é exatamente o recado que o Donald Trump vai levar.

para a China. Há uma preocupação de que Donald Trump possa chegar na China projetando uma imagem de uma certa fraqueza. Uma imagem de que, olha, você esperava que em seis semanas com esse adiamento você ia conseguir resolver e que ele vá desembarcar lá no dia 14 de maio. Então, de novo, faltam duas semanas para essa viagem acontecer.

sem que os Estados Unidos tenham conseguido resolver uma questão que, para os Estados Unidos, para os seus objetivos, parecia central. Lembrando que isso está corroendo a própria popularidade de Donald Trump, isso obviamente a China sabe, então no momento que Donald Trump desembarcar em Pequim, óbvio que isso vai ser um elemento que vai estar na cabeça dos negociadores chineses, vai estar na cabeça do próprio Xi Jinping, a gente já trouxe isso aqui em outro momento, a popularidade de Donald Trump nesse momento está na casa de 34%. E aí

Claro que nos Estados Unidos, Daniel, a popularidade tende a ser relativamente baixa. Um presidente americano, mais ou menos nesse momento do seu mandato, normalmente está com a popularidade na casa de 40, 41, 42, 38, mas a popularidade de Trump caiu mais rapidamente do que se esperava, num ano eleitoral, então 34%.

de aprovação. Então, essa é uma preocupação que os Estados Unidos têm, que é qual é o recado que Donald Trump vai conseguir levar para a China no momento no qual o petróleo está batendo valores altíssimos, chegou a bater 120 dólares, continua num valor muito elevado, e a expectativa dos Estados Unidos era chegar na China e discutir questões relacionadas a Taiwan, era discutir questões relacionadas ao Mar do Sul da China, que são temas que geram preocupação para os chineses.

Agora, Daniel, não tenho nenhuma dúvida de que Taiwan é a última prioridade numa visita como essa. É óbvio que o tema que vai ser discutido a portas fechadas vai ser, meu amigo, e o estreito de hormus? Como é que vai ficar o lance do petróleo? O que você está pretendendo fazer? A economia global vai ser levada junto e, naturalmente...

Portanto, Donald Trump não vai ter exatamente o controle da agenda da maneira como ele gostaria. Taiwan me parece que pode até ser mencionado, mas não será uma prioridade. Vamos acompanhar, a gente vai estar atento aqui ao que vai acontecer nessa visita de Donald Trump à China daqui a duas semanas, mas o cenário que Trump vai encontrar ao visitar Pequim não vai ser o mais favorável da maneira como ele gostaria, Daniel.

Tanguy partiu, no dia de hoje, de Miami em direção a Caracas, o primeiro voo comercial ligando os Estados Unidos à Venezuela desde 2019. O projeto é, inclusive, que sejam estabelecidos voos...

em aeronaves da Embraer, o Embraer 175, através de uma subsidiária da American Airlines, conhecida como Envoy. Essa empresa vai operar voos diários, muito provavelmente, ao longo das próximas semanas. Esse primeiro voo foi mais para jornalistas, para autoridades, etc., e para celebrar.

o reestabelecimento dessa rota, dessa ligação entre os Estados Unidos e a Venezuela. Nós tivemos, inclusive, a publicação de um post por parte do governo americano celebrando esse retorno à Venezuela, celebrando que o país está de volta.

a Venezuela, mas é algo que chama demais a atenção. Existe aí, claro, uma facilitação de viagens familiares, de negócios, de ajuda humanitária. Existe a expectativa de que essa rota tenha até 100 mil passageiros por ano, transporte até 100 mil passageiros por ano, e é mais um passo nesse processo de aproximação entre os dois países. Como eu disse há pouco,

Voos ligando a Venezuela e os Estados Unidos estavam proibidos desde 2019. Você tinha tido uma revogação dessa proibição em janeiro desse ano e agora teve o primeiro voo decolando, um voo operado por uma subsidiária da America Airlines.

É algo que chama atenção, é algo que mostra realmente que os Estados Unidos não pretendem recuar no que diz respeito ao seu processo de aproximação e de aumento de influência sobre a Venezuela. Delci Rodrigues continua como presidente do país, não tem nenhum tipo de expectativa de realização de eleições. Ela soltou vários presos políticos e depois prendeu mais um montão. Consequentemente, pouca coisa mudou a não ser...

o petróleo da Venezuela, que agora acaba sendo explorado prioritariamente por empresas americanas e tem um controle das exportações dessa commodity por parte dos Estados Unidos. Fora isso, Tanguy, para a vida do venezuelano, me parece que pouca coisa mudou. Você continua tendo uma ditadura, você continua tendo um regime extremamente fechado.

Mas um regime extremamente fechado que agora é pró-Estados Unidos e não anti-americano, como era até bem pouco tempo atrás.

Por falar em ditadura, Daniel Souza, a gente teve a liberação do ranking de liberdade de imprensa, que é anualmente divulgado pela ONG Repórteres Sem Fronteira. E a gente tem uma informação importante, Daniel, que é que pela primeira vez na história, o ranking mundial de liberdade de imprensa, na verdade pela primeira vez na história, desde que esse ranking é formulado,

Mais da metade dos países se encontram em situação difícil ou muito grave quando se trata de liberdade de imprensa. 52,2% dos países estão numa situação considerada desfavorável quando a gente trata de liberdade de imprensa. Só a título de comparação...

Em 2002, eram cerca de 13,7% de países em situação desfavorável. Então havia um aumento da liberdade de imprensa e ao longo dos últimos anos a gente teve uma retração. E um dos elementos que mostra bem a situação internacional que muda muito quando a gente fala sobre liberdade de imprensa é que o Brasil, pela primeira vez, ficou à frente dos Estados Unidos da América.

O Brasil saltou 58 posições desde 2022 e agora, portanto, está em 52º no ranking. Já os Estados Unidos estão ladeira abaixo e estão na posição 64. Então, isso mostra também uma deterioração muito grande da liberdade de imprensa nos Estados Unidos.

O relatório cita o corte de financiamento de veículos públicos, o uso de agências federais contra meios de comunicação e a restrição de acesso a prédios governamentais, uma série de restrições que são colocadas ao trabalho da imprensa, uma tentativa de, inclusive, desacreditar a imprensa, falta de informações, falta de transparência. Então o Brasil sobe bastante no ranking, os Estados Unidos despencam no ranking e o Brasil, portanto, aparece pela primeira vez à frente dos Estados Unidos.

Quando a gente pensa aqui na América Latina, Daniel, a gente teve uma queda bastante grande também da Argentina, que nesse momento aparece na posição 98, caiu 11 posições ao longo dos últimos anos também, então aparece aí na posição 98. O Peru aparece muito abaixo também ao longo dos últimos anos, principalmente por conta do assassinato de 4 jornalistas no ano de 2025. Está na posição 144.

no ranking de liberdade de imprensa lá, os peruanos. E quando a gente fala sobre o Equador, está na posição 125. Entre os últimos, quando a gente fala aqui sobre essa região, a gente tem a Venezuela na posição 160.

Cuba na posição 165 e a Nicarágua na posição 172. A gente ainda tem um destaque para a Rússia. A Rússia está na posição 172 e o Irã na posição 177. Então são países que estão ali na rabeira.

da liberdade de expressão. A Noruega, Daniel, é a primeira, né, pelo décimo ano consecutivo, mas a gente vê, Daniel, como é que há, de fato, uma erosão. É global, isso aqui é global, um fenômeno global, como é que a imprensa tem tido cada vez menos liberdade, muitos jornalistas mortos, e isso fala muito, inclusive, sobre o estado da democracia, né, o jornalista ele é importante.

Para a democracia, o trabalho da imprensa, o bem feito, ele naturalmente é muito saudável para o debate democrático, para a transparência dos atos públicos. Então, um relatório como esse é naturalmente muito preocupante quando a gente pensa no estado da democracia no momento atual.

Tangui registro que o país que mais avançou no que diz respeito à liberdade de imprensa é a Síria. A Síria acabou sendo realmente um país que continua, claro, numa situação muito ruim do ponto de vista de liberdade de imprensa, mas avançou bastante. E você também tem dois destaques positivos que chamaram a atenção a Namíbia e a África do Sul como países líderes de liberdade de imprensa no continente africano.

E, Tanguy, podemos avançar para a geleia da Shakira de hoje? Daniel, a geleia da Shakira de hoje continua tendo Donald Trump e o rei Charles III, continua rendendo geleias? Continua, Tanguy, continua tendo o rei Charles III, continua rendendo geleias.

E eu quero fazer referência, Tanguy, a uma fala do Charles III que aconteceu durante o jantar ali, o jantar de gala que foi oferecido para ele, Charles III, na Casa Branca nessa semana. O rei britânico acabou oferecendo uma ironia aos americanos. Ele brincou afirmando que, sem os britânicos, os americanos estariam falando francês.

A brincadeira, na prática, Tanguy faz referência ao fato do Trump ter dito, em janeiro, na reunião de cúpula em Davos, que sem a ajuda dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, vocês aí, vocês da Europa, estariam falando alemão ou japonês. E o Charles esperou, guardou aquilo no coração.

e devolveu num jantar de gala na própria Casa Branca, dizendo, Trump, se não fôssemos nós, britânicos, vocês estariam falando francês, o que tem um enorme, gigantesco fundo de verdade. E quem compartilhou isso foi o Macron. O Macron falou que isso seria muito chique.

Isso seria maravilhoso. O Macron que não tem nada a ver com a história, Daniel. O Macron não tem nada a ver com a história. Ninguém chamou o Macron, mas falou do francês. O Macron foi lá e respondeu. Disse, ó, apoiaria, hein? Seria legal aí se os Estados Unidos estivessem falando francês. Então, aparentemente, Daniel, o mundo se tornou uma grande geleia. Alguém comentou hoje, inclusive, na...

no nosso Instagram, Daniel, que o grande objetivo dos Estados Unidos é produzir a maior quantidade de gelés possível, e se o objetivo foi esse, parabéns a Donald Trump. Parabéns, você tem conseguido, porque tem coisa aqui que a gente não tem como não falar, e, enfim, de fato tem acontecido constantemente. Daniel, dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio e da nossa semana.

Amanhã é feriado, né, Daniel Souza? Feriado nacional, dinheiro do trabalhador. Fica aí um abraço a todos os trabalhadores que nos ouvem. Amanhã não teremos episódio. A gente volta na próxima segunda-feira. Mas aí, Daniel, tem o cara que está ouvindo a gente e está falando assim, poxa, vou ficar com saudade.

Eu queria mais conteúdo do Petit Jornal? E aí fica a recomendação. Acesse lá peticursos.com.br. Lá tem uma quantidade de material que você consegue ficar assistindo a gente até segunda-feira, sem nem sentir saudade, sobre os mais diversos temas, com aulas sempre oferecidas em dupla, sobre todos os temas que você possa querer.

Acessa lá, dá uma olhada no catálogo. Lembra que é streaming, ou seja, você assiste da maneira que você quiser, na hora que você quiser. Tem acesso, inclusive, às aulas ao vivo, na próxima terça-feira, às 19h. Teremos a gravação de mais uma aula. E vai ter companhia, portanto, tanto minha quanto o professor Daniel Souza, até segunda-feira. Acessa lá, o link está na descrição desse episódio.

Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do PetJornal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto de pé. Fica nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês. PetJornal é pequena, é um produto digital artesanal, e por isso a ajuda de nossos apoiadores é tão importante, e por isso sempre registramos aqui o nosso agradecimento. Obrigado.

A cada um deles, muito obrigado por apoiar o Petit Jornal. Vocês são absolutamente fundamentais para a continuidade do nosso projeto. Fica também o convite, se você gosta do Petit Jornal, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix, que é uma forma prática, instantânea de apoiar o Petit Jornal. Você pode, inclusive, ativar o Pix recorrente.

Tem também o link do Apoia-se, o link do Patreon, que acaba sendo uma ótima alternativa para quem vive no exterior. Tenho certeza que uma delas será confortável para você. É isso, Daniel Souza. Segunda-feira estamos de volta. Um abraço, até a próxima. Valeu! Tchau, tchau! Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.

Agora, o Petit Jornal está na web www.petitjornal.com.br.

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