Episódios de Petit Journal

Tiros em Washington - BP 1065

27 de abril de 202627min
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ALURA
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Um atentado contra Donald Trump no Salão de Baile do Washington Hilton eleva a tensão política nos Estados Unidos e levanta questionamentos sobre segurança e estabilidade institucional. No episódio analisamos quem é o autor do ataque e o contexto em que ele ocorre, além dos dados do SIPRI que apontam para um novo aumento dos gastos militares globais em 2025, o 11º consecutivo, indicando um cenário internacional cada vez mais militarizado. Falamos também sobre os desencontros entre EUA e Irã na busca por uma solução para o conflito e a proposta iraniana de reabertura do Estreito de Ormuz, mas com uma condição importante que é demandada dos EUA.
Na Geleia da Shakira, a participação de Javier Milei nas comemorações do Dia da Independência de Israel viraliza nas redes, com vídeos do presidente argentino cantando no palco ao lado de artistas, sendo aplaudido por Benjamin Netanyahu e acendendo uma tocha durante a cerimônia oficial.
#EstadosUnidos #Geopolítica #Irã #Hungria #Segurança
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

HostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

HostJornalista
Assuntos4
  • Execuções nos EUADonald Trump · Cole Thomas Allen · Associação de Correspondentes da Casa Branca
  • Custos MilitaresCIPRE · Estados Unidos · China · Rússia
  • Conflito Irã-EUAEstreito de Ormuz · Abbas Arakchi
  • Popularidade e imagem de Javier Milei na ArgentinaDia da Independência de Israel · Benjamin Netanyahu
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Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.

Olá, gente! Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Bate-Papo número 1065. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 9 horas e 12 minutos da segunda-feira, 27 de abril de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor. Tanguy, ô Bagdad, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante.

descansado e tarifado, e aguardando ainda o reembolso de tarifas indevidas cobradas por ele ao longo dos últimos tempos. Temos também Daniel Souza, que é esse que nos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas e começamos.

com mais tiros em Washington. Então, Tanguy, uma vez mais, o presidente Donald Trump envolvido ali em uma troca de tiros. E isso chamou demais a atenção nas últimas horas. Tudo bem, Tanguy? Vamos a isso? Tudo bem, Daniel Souza? Vamos lá para mais um episódio, para esse bate-papo 1065. Aliás, eu tenho que dizer que é Daniel Souza com S, senão eu sou cobrado nas ruas. O pessoal fica sem saber como é que escreve e tal. É com S, tá, gente?

O S não é no início, quer dizer, é no início também, mas o que eu estou fazendo referência é o S da parte final do nome do Daniel Souza. Então seja bem-vindo, Daniel Souza. Com S, deixa aqui as boas-vindas a todo mundo que está acompanhando a gente, todo mundo que está se inteirando do que está acontecendo no mundo junto ao Competitorial. Agradecemos muito a sua companhia. E, Daniel Souza, o pessoal perguntou para a gente por que a gente não fez episódio extra no momento em que teve aquele tiroteio lá no Hilton, de Washington.

E a nossa resposta para isso é, se toda vez que tiver alguma tentativa de assassinar presidente nos Estados Unidos, algum atentado, tiroteio e tal, a gente for fazer episódio extra, não vai ter final de semana nunca mais, né? Porque isso faz parte do calendário norte-americano, isso acontece com grande frequência. Infelizmente, os Estados Unidos já tiveram quatro presidentes assassinados, um monte de atentados.

Aliás, o Reagan, por exemplo, sofreu um atentado, foi baleado nesse mesmo hotel, enfim, décadas atrás, claro, no início da década de 1980, mas nesse mesmo lugar. E, portanto, a gente teve, no último sábado, o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca.

que é um evento que acontece uma vez por ano, é um evento no qual normalmente os funcionários da Casa Branca, muitas vezes o presidente também, comparecem ao evento com jornalistas que cobrem a presidência dos Estados Unidos, cobrem a Casa Branca. O dado curioso aqui é que foi a primeira vez que Donald Trump participou. Ele não esteve presente nesse jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca nenhuma vez no seu primeiro mandato. Teve agora, portanto.

pela primeira vez, e durante o evento a gente teve um cenário de pânico pelo fato de que um atirador avançou contra um posto de triagem do serviço secreto no lobby do hotel, do Hilton, e ele portava uma espingarda, uma pistola e várias facas. Teve uma troca de tiros com agentes, ele não foi baleado, mas foi dominado. O pânico naturalmente tomou conta

do evento, e Donald Trump, a primeira-dama, Melania, e o J.D. Vance, o vice-presidente, junto com outras pessoas ali da alta cúpula do governo americano, foram retirados imediatamente, uma cena de tensão bastante grande, e depois foram descobrir quem era o cara, um cara chamado Cole Thomas Allen, ele tem 31 anos, ele é californiano.

era um educador com formação em engenharia. Ele fez essa viagem lá da Califórnia de trem, exatamente para não ter que passar por detectores de metais em eventuais aeroportos, até Chicago. De Chicago ele foi para Washington. Eu fiz uma conta rápida aqui, Daniel, essa viagem demora na base de umas 70 horas de viagem, 40 e tantas horas para você cruzar o país, até Chicago, de Chicago até Washington.

mais quase 20 horas de viagem, e, portanto, há uma investigação nesse momento para saber como é que isso foi planejado. A princípio, ele foi considerado um lone wolf, um cara que age sozinho, mas querem saber se tem algum tipo de ajuda de mais alguém.

Ele deixou o manifesto escrito, eu dei uma lida no manifesto, é um negócio completamente circular ali, não tem uma coerência muito grande naquilo que ele está dizendo, é uma grande crítica ao sistema dos Estados Unidos, a quem Donald Trump é, chamou Donald Trump de pedófilo, de criminoso, de corrupto e tudo, mas o fato é que a gente teve mais um atentado como esse. Lembrando que só com Donald Trump é o terceiro.

A gente teve aquela tentativa que, ainda durante a campanha, atingiu a orelha de Donald Trump. Você teve um outro atentado, se não me engano, no campo de golfe, no qual ele estava jogando. E agora esse aqui é o terceiro. Como em qualquer evento desse tipo, Daniel, sempre vão vir as pessoas dizendo que foi uma false flag. Ou seja, que na verdade não foi um verdadeiro atentado, que foi uma tentativa de aumentar a popularidade de Donald Trump. Isso sempre vai aparecer.

Se houver algum indício, a gente vai falar aqui, a gente vai trazer. Até agora não há nenhum indício concreto, mais sólido, que indique nessa direção. Mas o fato é que Donald Trump, obviamente, aproveitou isso politicamente, claro que ele vai fazer isso, para falar que, olha, como é que eu sou diferente, olha, como é que estão querendo me matar, porque eu sou diferente e tudo.

Eu sou diferente do que as pessoas estão acostumadas a ver. E, claro, ajudou, inclusive, a falar sobre a reforma no salão de baile da Casa Branca. Uma das coisas que ele falou no salão de baile, o Daniel trouxe isso aqui na semana passada, é que o salão de baile é muito mais seguro. Ele é muito mais seguro que isso jamais aconteceria. É por isso que eu tenho que fazer aquela reforma de milhões e milhões e milhões e milhões de dólares na Casa Branca para que esse tipo de coisa...

não aconteça. Então, naturalmente, isso vai acabar tendo uma implicação política, ainda mais no momento no qual a gente está se antecipando, no momento em que antecedem as eleições de meio de mandato que vão acontecer no início de novembro nos Estados Unidos, Daniel. No dia de hoje, no dia 27, o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo, o CIPRE, divulgou o seu relatório de gastos militares referentes ao ano de 2025.

Os gastos militares, segundo o CIPRE, alcançaram R$ 2,89 trilhões em 2025. É o 11º ano consecutivo de crescimento.

a participação no PIB global desses gastos chegou a 2,5%, o nível mais alto desde 2009. E o CIPRE avisou que, considerando as crises atuais e a tensão geopolítica, esse crescimento provavelmente continuará em 2026 e além de 2026.

Estados Unidos, China e Rússia juntos gastaram 1,48 trilhão, 51% do total. Os gastos dos Estados Unidos em 2025 recuaram para 954 bilhões, mas recuaram por conta da suspensão de novos auxílios militares à Ucrânia por Donald Trump.

Nos três anos anteriores, esse financiamento havia somado 127 bilhões. Agora, claro que a queda americana é passageira. Os gastos aprovados para 2026 já alcançaram 1 trilhão de dólares e em 2027 podem alcançar 1 trilhão e meio de dólares.

A Europa liderou o crescimento dos gastos militares, foi o principal motor. A Europa aumentou 14% os gastos militares, que alcançaram R$ 864 bilhões. Os membros europeus da OTAN registraram o crescimento anual mais acentuado de gastos militares desde o final da Guerra Fria. Rússia e Ucrânia também continuaram aumentando seus gastos militares.

E uma coisa que chamou a atenção é que nós tivemos em 2025 uma queda, 2025, não, 26, uma queda de 4,9% nos gastos militares de Israel, que caíram para 48,3% por conta da desescalada em Gaza. Então você, em comparação com o ano anterior, com 24, acabou havendo ali uma queda. E também em 25 houve uma queda nos gastos militares no Irã.

E esses gastos acabaram caindo 5,6% para 7,4 bilhões. É muito impressionante, né? Quer dizer, o Irã gasta 7,4 bilhões de dólares em gastos militares. Os americanos gastam por volta de um trilhão.

Esse é o nível de descolamento que nós temos entre os dois países no que tange ao seu potencial militar. Agora, claro que tanto que Israel quanto Irã, a gente está falando do ano passado, a gente está olhando para o retrovisor, em 2026 certamente a coisa vai ser bem diferente. Não é exatamente uma surpresa essa expansão dos gastos que a gente tem observado por aqui.

Mas não deixa de ser um relatório que tangibiliza o que está acontecendo. 2,5% do PIB mundial em gastos militares é muita coisa, gente. É muita coisa. E a tendência é que continue aumentando. Quer dizer, não será nenhuma surpresa se nós tivermos em pouco tempo 3%, 3,5% do PIB mundial em gastos militares, que é uma montanha de dinheiro absolutamente inacreditável.

2,89 trilhões de dólares é mais do que o PIB do Brasil. Aliás, se um país com PIB de 2,89 trilhões de dólares seria um país entre as maiores economias do mundo, que é sempre algo que chama atenção, e também chama atenção ainda essa posição de enorme vantagem dos Estados Unidos.

os Estados Unidos responsáveis por quase um trilhão desses 2,89 trilhões. Também é Donald Trump que não acredita em diplomacia, não acredita em conversa, é alguém que acredita ali no porrete como forma de tentar impor a política externa e os interesses dos Estados Unidos. Não que outros presidentes não tivessem ali gastos militares substantivos.

Mas me parece que o Donald Trump é um ponto ainda destacado no que tange a essa descrença em relação à veia diplomática como elemento de solução de conflitos, controvérsias e tensões ao redor do mundo. E tanto os Estados Unidos, quanto a China, quanto outros países que estão fazendo gastos militares grandes,

gastam muito também em inovação, né, Daniel? Dá para ver como é que a tecnologia é fundamental, tanto para você se tornar mais seguro, quanto para você se tornar mais competitivo no mercado de trabalho. Por isso que a gente traz aqui a Alura, a maior escola de tecnologia do Brasil. Não é brincadeira, esse paralelo que eu estou fazendo aqui, ele pode parecer absurdo, mas ele está longe de ser absurdo.

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Daniel, como próxima pauta, a gente tem que voltar a falar sobre Hormuz, sobre essa crise envolvendo Estados Unidos e Irã. Você acabou de falar sobre os gastos militares, dá para ver como é que a coisa pode ir muito longe, com o tamanho dos gastos militares que nós temos. Mas o fato é que a gente está, nesse momento agora, numa fase diplomática do conflito. Uma tentativa de ver ali se há alguma forma de contornar, enquanto o Estreito de Hormuz está fechado. Me parece até que o pessoal está meio que se acostumando com o Estreito de Hormuz fechado, né, Daniel? Parece que...

está quase entrando o cálculo, está fechado mesmo, as coisas vão ser mais caras e tal. Mas a gente teve ao longo desse fim de semana agora mais alguns encontros e desencontros. Está parecendo com a média romântica, Daniel, em que um quer encontrar com o outro, mas aí vai embora e o outro chega e diz, ah, eu não sabia que você queria que eu viesse. E aí os dois acabam não se encontrando. Estados Unidos e Irã simplesmente não conseguem se encontrar lá no Paquistão, que é o país que está...

recebendo as negociações ali como mediador. O fato é que você teve a presença do chanceler uniano, que é o Abbas Arakshi, ele esteve no Paquistão e havia, portanto, uma expectativa de que ele estava lá esperando a delegação dos Estados Unidos para que finalmente você tivesse algum tipo de negociação. Só que antes dos Estados Unidos chegarem, ele foi embora. Segundo Teheran,

A visita do Araqt, a visita do chanceler iraniano ao Paquistão, não era para esperar a delegação dos Estados Unidos, mas sim para conversar com o Paquistão, para tentar alinhar determinados pontos que poderiam levar uma solução para o impasse. E, portanto, Donald Trump barrou, ele vetou, o embarque dos negociadores americanos para o Paquistão. O iraniano foi embora, não faz sentido, segundo o próprio Donald Trump.

a minha equipe pegar um voo de 18 horas, cruzar metade do mundo para chegar lá no Paquistão e os iranianos sequer estarem lá. Então, tanto o Gerard Kushner, que é o negociador e genro de Donald Trump, quanto o Steve Witkoff, que é um cara que o Trump está mandando para tudo quanto é lugar para negociar, não foram para...

o Paquistão. Então, essa conversa acabou não acontecendo. Aliás, o Araksh, o chanceler iraniano, ele saiu do Paquistão e foi para Oman. Em Oman, ele foi lá para conversar, naturalmente, com o país do Golfo, um país que tem uma importância muito grande quando a gente fala sobre o Estreio de Hormuz. A outra margem do Estreio de Hormuz, que não é iraniana, é exatamente Oman.

e depois ele foi para a Rússia, ele está chegando hoje, aliás, nesse momento que a gente está falando aqui, ele está chegando lá na Rússia para conversar com Putin. Então, uma forma disso também de buscar apoio de um ator importante para a região. Enfim, a Rússia, por mais que não seja um país que esteja diretamente no Oriente Médio, é um país importante ali para aquela região. No meio disso tudo, Daniel, claro que a imprensa começa a perguntar para o governo dos Estados Unidos, fala, e aí?

Como é que é? Assim, ia ter as negociações no Paquistão aconteceram uma vez, não deram em nada, e agora fica nessa. Não, vou me encontrar, não vou me encontrar, vou me encontrar, não vou me encontrar. E a resposta do Trump, Daniel, é uma resposta que, eu não sei, eu acho meio preocupante, assim, para o que vem pela frente. O que ele disse foi, os iranianos sabem me encontrar se quiserem, basta eles me ligarem. Ah, que bom. Eles têm o telefone do Trump, Tanguy? É só chamar? É.

Se quiser mandar um áudio também, também pode. Só estou esperando aí. Isso demonstra a fraqueza do Donald Trump e a vulnerabilidade. Daqui a um homem brabo que ia fazer, que ia acontecer, agora estou esperando. Estou esperando ligação e tal. Se eles quiserem me ligar, estou aí. E a iniciativa está toda na mão do Irã. O que o Trump está dizendo é estou aguardando, estou esperando. Estou de mãos atadas. É isso, né? Estou de mãos atadas.

Nas últimas horas, Daniel, o site da Axios, que é um site de informações políticas importante, claro que a gente tem que ver se vai se confirmar, mas ao longo das últimas horas, o site da Axios disse que o Irã propôs reabrir o Estreito de Hormuz e acabar com a guerra.

Tem uma lacuna aqui que a gente não sabe como é que isso vai se dar, que é o que significa reabrir o Estreio de Hormuz. Reabrir o Estreio de Hormuz pode ser, gente, seguinte, eu vou tirar as minas, todo mundo vai poder passar, mas tem que continuar me pagando. Ou, não, vai voltar a ser como era antes, livre trânsito, da maneira como sempre foi. A gente não sabe, mas, segundo o site da Axios, o Irã propôs reabrir o Estreio de Hormuz e acabar com a guerra, mas com uma condição.

as negociações acerca do programa nuclear ficariam para uma etapa posterior. Ou seja, o que os Estados Unidos querem é a gente só acaba com a guerra, de forma definitiva. Agora, teoricamente, a gente está num censar-fogo por tempo indeterminado, mas a guerra está instalada. O que os Estados Unidos dizem é a guerra só vai ser definitivamente encerrada se o Irã fizer um acordo relacionado à questão nuclear para garantir que não vai ter bomba nuclear, que vai parar de enriquecer urânio. O que o Irã está dizendo é A guerra está calculadas.

Agora não. A gente consegue encerrar a guerra agora, a gente lida com o Hormuzi, numa segunda etapa, a gente fala sobre a questão nuclear. Você sabe o que isso quer dizer, Daniel? Se isso for feito dessa maneira, que é simplesmente você voltar para o estágio original. O estágio original era, o estreito de Hormuzi estava aberto, as negociações acerca da questão nuclear estavam pendentes.

E o que o Irã está dizendo é, gente, se vocês quiserem, a gente fica do jeito que estava. O que seria uma humilhação. Aliás, os iranianos falaram sobre isso. O Trump está buscando desesperadamente uma saída honrosa para a guerra. Ele precisa encerrar a guerra. Ele já viu que não vai conseguir ganhar a guerra da maneira como ele estava esperando. Está buscando uma saída honrosa. O que o Irã está fazendo é, olha, Estados Unidos, se você quiser uma saída honrosa...

Eu te ofereço. A gente abre o Hormuz, vamos ter que ver as condições, e a questão nuclear fica para depois. Estou curioso para saber como é que Donald Trump responde a essa proposta. E muito entre nós, Tanguy, dentro do atual contexto, para o Donald Trump, pode ser uma proposta palatável.

porque ele pode criar algum tipo de justificativa e dizer não, estamos ainda em negociações para acabar com um acordo nuclear, etc. Mas já liberei o Hormuz, exatamente como eu havia prometido. Já liberei o Hormuz. Na prática, o Hormuz volta a estar liberado como estava antes da guerra, eventualmente. Mas...

não deixa de ser ali uma saída para esse problema econômico gravíssimo que se instalou em Ormuz desde o início do conflito. Aliás, Tanguy, saiu nesse final de semana um levantamento que me chamou muito a atenção de relatos dos navios que têm conseguido passar por Ormuz. É óbvio que é uma fração muito pequena de navios que têm conseguido passar, mas alguns têm conseguido.

Por exemplo, o petroleiro Actiá escapou na madrugada de sábado, do último sábado, aproveitando uma breve janela de abertura. Aparentemente, você tem ali alguns momentos de um certo lapso na cobertura do bloqueio e alguns navios acabam conseguindo passar. Você teve a Trafigura, uma empresa que conseguiu retirar.

um navio de bandeira omanense, o Dal Kut, navegando ali rente à costa de Oman e conseguiu também escapar. A Mercúria conseguiu retirar três de seus navios do Golfo, mas o CEO da empresa se negou a dizer como. Ele disse que existem várias maneiras para fazer isso, mas que ele não vai contar que maneiras são essas.

Um petroleiro com carga da Socar, do Azerbaijão, passou por segurança também. E já há estimativas aí que conseguiu um lucro enorme. Quem consegue cruzar ganha um dinheirão, imagina, tem para vender algo que está super escasso. Uma pequena flotilha de navios de cruzeiro da MSC e também da TUI também conseguiu atravessar. Enfim, as estratégias têm sido basicamente as seguintes. Você vai navegando rente à costa de Oman.

aproveitando justamente os laços entre o Oman e o Irã, você desliga o transponder de GPS para não ser identificado. Alguns navios, inclusive, da MSC escaparam assim. Ou então você busca parcerias com países.

aliados do Irã, ou então você acaba pagando um pedágio para o Irã com criptomoedas. Tem tido de tudo, Tanguy. Tem tido de tudo, é um vale tudo, mas na prática é uma negociação caso a caso e tem alguns que eventualmente se arriscam e conseguem passar. Também tem acontecido isso.

E é interessante destacar que o chefe de frete da Mercúria, o Larry Johnson, criticou a missão dos governos, dizendo que eles não estão fazendo nada para normalizar a passagem por Hormuz. Aí entra justamente a pauta anterior, que me parece que em algum grau uma normalização de Hormuz é mais urgente para os Estados Unidos nesse momento. O programa nuclear, meu amigo, a gente vê depois. Mas agora o Hormuz tem que ter algum grau de normalização, porque senão a economia mundial vai realmente enfrentar problemas cada vez mais graves.

Você tem países, por exemplo, do Oriente, melhor dizendo, países da Ásia, países como Singapura, Coreia do Sul, etc., que já começa a haver problemas de abastecimento nos postos, refinarias realmente com dificuldade de manter a produção, e isso não é pouca coisa. O Japão está tentando se virar, está comprando petróleo dos Estados Unidos através do canal do Panamá.

Mas a economia mundial está muito, muito desorganizada. Existe a possibilidade de faltar querosene de aviação para os aviões na Europa. Ou seja, se você tiver uma continuidade desse conflito por mais tempo, a coisa pode ficar muito feia, a coisa pode ficar muito complicada na economia mundial. E por isso acho que a jogada do Irã foi inteligente, porque na prática você acaba sinalizando com uma cenourinha para os Estados Unidos. Olha os Estados Unidos, sei lá, hein?

Vai que a gente libera o hormônio. Vai que a gente libera o hormônio aqui para vocês. E a gente joga esse papo de programa nuclear lá para frente. Até porque eu já sei que eu posso usar o hormônio quando eu quiser, na hora que eu quiser. Da forma que eu quiser. E o Donald Trump eventualmente vai olhar para isso e pensar, pô, cara.

Qual é a alternativa diante disso? Será que eu não aceito logo essa proposta? Ou dou ali uma calibrada, tento conseguir algum tipo de ganho adicional e digo que sair vencendo? Me parece, Tanguy, claro que a gente vai ter que acompanhar, é claro que Donald Trump é sempre muito imprevisível, mas foi um movimento nesse jogo de xadrez de alguma inteligência, de dizer, olha, está aqui, quem sabe, uma solução aqui bacana para você e tudo volta a ser exatamente como era antes da guerra.

E no meio disso tudo, todas as possibilidades que você está trazendo, dá para ver que tem um método que é meio infalível. Se você paga o Irã, o Irã não vai te bloquear. Você não sendo um navio que vem de um porto iraniano, os Estados Unidos também vão te liberar. Então, é mais caro? É mais inseguro? É mais chato de passar?

É, mas tem uma galera que vai dar um jeito, né, e que vai acabar passando. Fica ruim, na verdade, para o Irã e para os Estados Unidos. Como a gente já falou aqui outras vezes, né, Daniel, o Irã já está, de uma certa maneira, acostumado. Já está com uma economia muito retraída por conta de anos e mais anos de sanção e tal. Está se abraçando e está fazendo Estados Unidos. Se você quiser vir junto comigo, a gente prejudica a economia dos dois. Diplomaticamente prejudica os Estados Unidos também. Mas vamos acompanhar, Daniel, porque...

É um xadrez muito bem jogado pelo Irã também, né? O Irã está sabendo usar bastante essa vantagem. E se os Estados Unidos voltarem para casa sem essa vitória militar, que me parece que não vão conseguir mesmo, a posição iraniana se fortalece muito, que é, meu amigo, é a segunda vez que os caras vêm aqui para me atacar. Atacaram em junho do ano passado e atacaram a partir de fevereiro desse ano.

E a gente tá aqui, o regime tá aqui. Caiu, inclusive, um cameneiro, Daniel, botamos outro cameneiro no lugar, nem o sobrenome do líder supremo. A gente precisou mudar, ficou tudo em família. Daniel Souza, temos pra finalizar o episódio de hoje a geleia da Shakira e, de novo, Javier Milei, Daniel Souza. O que você manda pra gente?

Ah, Tanguy, Javier Milley, na semana passada, acabou fazendo uma performance que chamou muita atenção. Porque Javier Milley, você sabe, Tanguy, que além de presente, ele é cantor. E aí o que acabou acontecendo foi que na última terça-feira, dia 21, houve ali as comemorações do dia de independência de Israel. E o Milley, rapaz, foi pro palco cantar.

nas comemorações de independência de Israel. Aí está lá cantando no palco, sendo aplaudido por outros artistas e também sendo aplaudido pelo Benjamin Netanyahu no meio dessa confusão. Em outro momento, o presidente argentino aparece acendendo uma tocha durante a cerimônia oficial. O Tengue, você sabe que eu tinha uma professora na escola que dizia que quando você quer aparecer, você devia pendurar a melancia na cabeça.

E o Javier Millet, ele pendura várias melancinhas na cabeça o tempo todo para tentar aparecer, porque, veja bem... Ô, ô, Millet, oi, oi, oi. Millet, Millet, você está... Meu Deus do céu. Ô, Millet, tá bom, você quer cantar, né? Você quer acender a tocha e tal, quer aparecer. Você conseguiu, parabéns. Veio para a geleia da Shakira aqui no PetJornal.

O objetivo dele parece ser esse, viu, Daniel? O objetivo dele é aparecer na Gelera Shakira, mais vezes que ele gosta tanto do Trump, e o Trump é tão presente aqui na Gelera, que ele quer estar juntinho com o Trump aqui. Aliás, na semana passada, você trouxe a Shakira, a Gelera Shakira do Milley, com aquele vídeo de inteligência artificial cantando junto com o Trump Mariaque.

Vou deixar aqui o convite pessoal a ver lá no Instagram do Petit Jornal, né? Tá lá o trechinho lá daquele vídeo. E esse de hoje, de repente, vale a pena também, viu, Daniel? Porque, cara, é muito bizarro, é muito a cara do Milley fazer isso também. Daniel, dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio. Muito obrigado a todos vocês que estão aqui junto com a gente. Muito obrigado a todos vocês que acompanham.

o cenário internacional, junto com a gente todas as semanas. Vou deixar aqui o convite, se você curte o Petit Jornal, se você gosta do nosso trabalho, acessa lá, peticursos.com.br. Por lá você vai encontrar o nosso streaming de atualidade. Aliás, acessa lá o site que você vai ter acesso ao catálogo, para ver todos os cursos que a gente já ofereceu, eu tenho certeza.

que boa parte do que está produzido lá vai te interessar. Preço competitivo, discussão de alto nível. Se você se tornar aluno, você pode, inclusive, assistir as aulas ao vivo com interação, mandando perguntas lá para a gente ao vivo durante a aula. Acessa lá, peticursos.com.br.

Fica aqui também o nosso agradecimento a todos os apoiadores e apoiadoras do Petiornal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto de pé. Fica nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês. O Peti é um trabalho bastante artesanal, precisa muito da ajuda de nossos apoiadores e por isso sempre registramos aqui o nosso agradecimento a cada um deles. Fica também o convite, se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar, no descritivo desse episódio tem várias alternativas.

Tem a chave Pix, que é uma forma prática, instantânea de apoiar o Petit Jornal. Você pode, inclusive, ativar o Pix recorrente. Tem também o link do Apoia-se, o link do Patreon, que é muito bacana para quem vive no exterior. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você. É isso, Daniel Souza. Nos vemos. Um abraço e até a próxima. Valeu! Tchau, tchau! Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.

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