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Irã começa a cobrar pedágio - BP 1064

24 de abril de 202629min
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O Irã passa a cobrar pedágio de navios que cruzam o Estreito de Ormuz, institucionalizando um novo mecanismo de controle sobre uma das principais rotas energéticas do mundo. No episódio analisamos as implicações dessa medida para o comércio global e para os preços do petróleo, além das negociações conduzidas por países como a Coreia do Sul para retirar suas embarcações da região em meio à escalada de riscos. Também discutimos a confirmação de um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, indicando a continuidade do apoio financeiro europeu em meio à guerra.
Abordamos ainda decisões políticas que chamam atenção em outras partes do mundo, como a proibição, pela Argentina, da entrada de jornalistas acusados de usar óculos espiões na Casa Rosada. Na Geleia da Shakira, um intermediário de Donald Trump sugere que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo, ideia prontamente rejeitada pelos italianos, em mais um episódio que mistura geopolítica e futebol.
#OrienteMédio #Ormuz #Petróleo #Geopolítica #Ucrânia
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

HostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

Co-hostJornalista
Assuntos4
  • Miséis Supersônicos do IranEstreito de Ormuz · Hamidreza Rajib Abael · Controle geopolítico do Irã
  • Empréstimo da União Europeia para a UcrâniaUcrânia · União Europeia
  • Relação entre Argentina e imprensaJavier Milley · Casa Rosada
  • Geopolítica e futebolDonald Trump · Itália
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Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.

Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao PetJornal. Esse é o Bate-Papo número 1064. Estamos gravando numa live no YouTube do PetJornal. São exatamente 17 horas e 20 minutos da quinta-feira, 23 de abril de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor.

Tang, ô Bagdadi, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado em 15% e aguardando o seu reembolso das tarifas cobradas ilegitimamente pelo governo. E temos também Daniel Souza.

Esse que vos fala com uma voz rouca por conta de uma criança que pegou uma faringite na escola e resolveu trazer essa faringite para mim. Mas não vai dizer nada. Seguiremos aqui no nosso episódio em condições normais. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Como vai, professor Bagdad? Tudo bem? Vamos a isso!

Tudo bem, Daniel Souza, com S e sem voz. Um prazer estar aqui mais uma vez para esse bate-papo 1064. Se tudo der certo, se nada de muito diferente acontecer, o último bate-papo da semana. Lembrando que amanhã nós ainda temos o Petin Invest, que a gente grava toda sexta-feira às 9 da manhã.

deixo aqui as boas-vindas, muito obrigado para todo mundo que nos acompanha, todo mundo que está junto com a gente aqui nesse episódio, nos quais a gente fala sobre um mundo de 2026, Daniel, a gente achava que os anos anteriores tinham sido pesado, 2026 eu vou te contar, viu Daniel, cada semana que passa a gente percebe que a coisa está mais braba

E a gente começa o nosso episódio, Daniel, como sempre, falando sobre o cenário da guerra, o que está acontecendo no Oriente Médio, nesse momento no qual nós temos um cessa-fogo por tempo indefinido. Agora, Daniel, a gente tem um cessa-fogo, é verdade que as bombas não estão caindo no Irã nesse momento, o Irã tampouco está bombardeando os seus vizinhos, mas é um cessa-fogo muito tenso.

E a gente continua tendo a apreensão de navios. Os Estados Unidos, as forças americanas, abordaram um petroleiro chamado Majestic 10 no Oceano Índico. Esse navio que tradicionalmente utilizava a bandeira da Guiana, o que era considerado inclusive uma forma de burlar.

o bloqueio naval, enfim, o bloqueio, as sanções, quer dizer, as sanções contra o petróleo iraniano, estava com 2 milhões de barris de petróleo iraniano lá no Oceano Índico. Não é a primeira vez, aliás, que os Estados Unidos fazem isso. A gente falou recentemente sobre os Estados Unidos apreendendo um navio que estava com petróleo iraniano também lá na costa do Sri Lanka. Então, a gente passa a ter, Daniel, dessa maneira, um conflito que vai muito além das fronteiras.

e somente ali do entorno do Golfo Pérsico ou do Estreio de Hormuz. A questão do bloqueio vai se tornar realmente muito mais séria. A mesma coisa vem acontecendo a parte dentro do Estreio de Hormuz, para o lado de dentro do Golfo Pérsico, em que o Irã também vem adotando uma postura bastante dura de apreensão a navios que não dialoguem com o Irã, que não têm autorização iraniana.

para poder passar. Inclusive, Daniel, a gente tem o Donald Trump dizendo que tem controle total dos três de Hormuz, que era o mínimo estranho. Como assim tem controle total dos três de Hormuz? Os navios não estão passando. A gente tinha uma quantidade de navios que passavam por dia que era gigantesca, era coisa de 130 navios por dia, e agora você tem uma quantidade ínfima. Claro, está todo mundo preocupado, mas Donald Trump afirma que tem controle total.

Agora, especialistas nos Estados Unidos, Daniel, têm dito que se a guerra terminasse hoje, o que está muito distante de acontecer, seriam necessários seis meses para você remover todos os riscos de minas que o Irã está espalhando pela região. Então, qual é a estratégia iraniana? Os navios têm que passar por dentro das águas territoriais iranianas.

sem poder passar pelas águas territoriais de Oman. Então, lembrando que o Estreito de Hormuz tem uma parte norte, que é iraniana, uma parte sul que passa pelas águas territoriais de Oman. O que o Irã está dizendo em todo quanto é lugar é é melhor não tentar passar pelas águas territoriais de Oman

Porque eu joguei mina lá, está cheio de mina aquática ali, navios que passam por ali tem um risco gigantesco de afundarem. Então você vai ter que passar pelo Irã, passando pelo Irã, você passa pelo meu território e vai ter que negociar comigo. Então...

Esse aqui é um outro elemento importante. Donald Trump diz que tem controle total do estreito ali, que é uma mentira. Na prática, isso é um fato. Os Estados Unidos não têm controle sobre o estreito de Hormuz e os navios que quiserem passar por ali vão ter que passar pelo lado iraniano. Inclusive, Daniel, a gente começa a ter a concretização daquilo que o Irã já vinha dizendo há um tempo, que é, amigo, tem uma cancela aqui, você vai ter que negociar e não é apenas com palavras. Você vai ter que pagar para passar também.

E ainda falando sobre o Irã, nós tivemos um anúncio que chamou bastante atenção, que foi um anúncio feito pelo Hamidreza Rajib Abael, que vem a ser o atual vice-presidente do parlamento iraniano. Ele destacou que o Irã já colocou as primeiras receitas.

da cobrança de pedágio na passagem pelo Estreito de Hormuz no Banco Central iraniano. Ou seja, a gente está falando de uma receita que se torna, na prática, uma política pública e que pode levar, inclusive, os iranianos a terem resultados melhores nas contas do governo e terem maior capacidade de investimento.

Ele classificou o domínio do Estreito de Hormuz como uma grande conquista e também destacou que os Estados Unidos recuaram suas embarcações em mais 200 quilômetros em função de temores pela sua própria segurança, o que mostraria um controle absoluto da República Islâmica do Irã.

do controle, ou melhor, um controle absoluto do Estreito de Hormuz. Tanguy, é muito impressionante porque quando a gente olha para isso, a gente observa que o Irã dá sinais de que não quer retroceder. O controle do Estreito de Hormuz é algo que traz um poder geopolítico muito forte para os iranianos e agora também é uma fonte de receita.

Diante disso, é muito complicado observar falas do presidente Donald Trump dizendo que o estreito de almoço está aberto, que os navios podem passar, que os Estados Unidos venceram a guerra, que os Estados Unidos são os grandes vitoriosos desse conflito.

A realidade discorda. A realidade que nós estamos enxergando nesse presente momento é um Irã que, claro, foi pesadamente bombardeado, teve aí boa parte da sua infraestrutura pesadamente danificada, é uma ditadura bastante brutal, mas que está no poder, permanece de pé e sai mais fortalecida do que antes, tanto do ponto de vista...

geopolítico, quanto do ponto de vista do próprio público interno, na medida em que o regime se mostrou capaz de se defender, mesmo diante de ataques pesados da principal potência militar do planeta. Então, estamos falando aqui do vice-presidente do parlamento iraniano, destacando que as primeiras receitas arrecadadas com o direito de passagem no Estreito de Hormuz já estão no...

caixa do Banco Central e que consequentemente podem ser utilizadas pelo governo. Uma sub mensagem, um subtexto que está presente aqui, também mais ou menos o seguinte, né Tanguy? Bom, se você quiser que o seu navio passe em segurança pelos três do Jormuz,

Vem conversar com a gente. Quem sabe a gente não dá o jeito mediante o pagamento de um direito de passagem. É, e tem uma galera que está dizendo que não está pagando, né? Só que aí, quando você vai ver, está pagando em criptomoeda. Então, as opções que estão sendo dadas são ou pagar em yuan, que é a moeda chinesa, ou em criptomoeda.

A criptomoeda, meu amigo, você pode simplesmente dizer que não pagou, porque não tem como saber, não tem como rastrear. Você contorna ali qualquer tipo de sanção, qualquer tipo de bloqueio. Você pode negar até a morte que tenha pago qualquer coisa. Aliás, os Estados Unidos vêm dizendo que isso é uma forma de burlar o sistema SWIFT. Isso é uma coisa importante, tá? Não é uma burla, porque o sistema SWIFT não é obrigatório. É uma forma de você contornar. Meu amigo, você não quer que eu use o sistema SWIFT? É do outro jeito, né?

Vou encontrar outra maneira, vou pagar em moedas chinesas ou vou pagar em criptomoedas. Agora, Daniel, conforme o tempo vai passando, não é que a crise para os demais países que não estão tendo acesso ao petróleo do Golfo Pérsico, ela se mantenha constante. A crise vai se agravando. Um país que está muito preocupado com isso é a Coreia do Sul. As reservas estratégicas da Coreia do Sul, Daniel, elas são suficientes nesse momento para apenas 26 dias.

Então, se essa crise não se resolver em um mês, e aí, Coreia do Sul, sinto muito, mas é muito improvável que se resolva em 26 dias, a Coreia do Sul vai começar a ter uma dificuldade real de ter acesso a petróleo, principalmente levando em consideração que 70% das importações de petróleo da Coreia do Sul vem exatamente do Golfo Pérsico e tem que passar.

pelo Estreio de Hormuz. Não é por acaso, Daniel, que a Coreia do Sul enviou um representante especial, uma delegação, mas representada ali, liderada por um representante especial para conversar com o Irã. Ah, então, meu amigo, vai lá negociar, a gente precisa dar um jeito.

E aí a Coreia do Sul já tinha feito uma série de sinalizações, já tinha apresentado, por exemplo, um gesto de boa vontade para suavizar essas negociações quando tinha anunciado, por exemplo, 500 mil dólares em ajuda humanitária ao Irã por meio da Cruz Vermelha depois daqueles bombardeios touros. É meio que uma fala de falar assim, olha, Irã, só para lembrar aí...

Eu sou aliado dos Estados Unidos, eu sei que eu sou, pode em longa data e tal. Mas não tenho nada contra você não, tá? Não tenho nenhum problema com você. Toma aqui 500 mil dólares que pode te ajudar aí. Sei que você está passando por uma situação complicada. Vou mandar uma delegação e vamos ver como é que isso pode...

ser resolvido. A gente tem nesse exato momento, Daniel, nesse momento que a gente está gravando esse episódio, 26 navios sul-coreanos, e aí tem petroleiro, tem gazeiro, tem tudo quanto é coisa, que estão presos lá dentro do Golfo Pérsico, não podem passar pelo estreito de Hormuz, tem 173 nacionais sul-coreanos nesses navios, e você tem, portanto, uma delegação que está lá falando, ô, o Eirã, pelo amor de Deus, cara, dá um jeito aí de a gente tentar passar e tal.

E aí foi perguntado, de forma oficial, para a Coreia do Sul se o país pagaria esse tributo que o Irã está cobrando. E a resposta sul-coreana foi, olha, não pretendo pagar nada. A gente sabe, Daniel, que é provável que a Coreia do Sul pague.

Só que ela não pode melindrar os Estados Unidos. Ela vai pagar o Irã de uma forma que não seja rastreado. É uma receita que vai para o Irã, paga com criptomoeda, paga sei lá de que maneira, sem que isso afete diretamente a relação com os Estados Unidos. Isso me parece, Daniel, que vai começar a ser cada vez mais frequente, cada vez mais comum, porque, meu amigo, você tem que dar um jeito de passar com o navio. Não são os Estados Unidos que estão no controle do estreito. Negocia com...

com o Irã, é o Irã que está no controle ali. E depois você vai ter um problema que é, se for um navio que tenha saído do Irã, aí você vai ter o bloqueio dos Estados Unidos. Só que muitas vezes é um navio que está lá abastecido com o petróleo de Abu Dhabi, está abastecido com o petróleo saudita, está abastecido com o petróleo israquiano, não está sujeito ao bloqueio norte-americano.

se negociar com o Irã, vai conseguir passar, vai acabar sendo o melhor negócio, Daniel, principalmente se você tem reservas de petróleo que estão tão no fim quanto tantos outros países, principalmente asiáticos, vão acabar trazendo. Dessa maneira, Daniel Souza, a gente está falando sobre boas escolhas, o que você faz para ter boas escolhas, se você negocia, se você não negocia, e a gente traz aqui um excelente negócio para você.

que é a Insider Store. Aí, Daniel, eu recomendo que todo mundo entre lá no site da Insider Store, tem um link que está na descrição desse episódio, que está com um descontaço lá, 15% de desconto para você, que vai fazer a primeira compra, 10% se você já for cliente, para você poder ter acesso a produtos tecnológicos, versáteis, principalmente para você que está pensando em viajar. Para viagem, a Insider Store é o melhor negócio.

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resultado de uma revisão positiva dentro do programa econômico do país. Segundo o FMI, o crescimento econômico está acima das expectativas, a inflação está sob controle, há uma melhora do mercado de trabalho, superávites em conta corrente nas contas externas do país e um aumento das reservas internacionais equatorianas, que alcançaram um nível recorde.

A gente está falando de um acordo de 48 meses, que foi iniciado em maio de 24, ampliado em julho de 25, e que no total disponibiliza 5 bilhões de dólares ao Equador. Até o presente momento já foram desembolsados 3,7 bilhões, com o cumprimento de todas as metas da quinta revisão.

Na prática, a gente está falando de um Fundo Monetário Internacional, Tanguy, que assim como tem tratado muito bem a Argentina, também está tratando muito bem o Equador. É mais uma sinalização de que, olha, se você estiver alinhado aos Estados Unidos, os Estados Unidos não vão te deixar na mão. É importante lembrar que o Equador está sendo governado pelo Rafael Noboa, e o Rafael Noboa tem implementado uma agenda pró-mercado.

e uma agenda bastante reformista no país. Inclusive, o Equador tem entrado em rota de colisão com a Colômbia por conta de questões relacionadas ao crime organizado. Recentemente, o Equador, inclusive, colocou tarifas contra produtos colombianos. Teve ali uma retaliação, mas é um dos exemplos aqui na América Latina de um país que está alinhado aos Estados Unidos e, consequentemente, tem sido premiado por isso.

Daniel tá querendo renegar o chará dele aí, chamando o camarada de Rafael Noboa. É Daniel Noboa, Daniel Souza. É verdade. Ele não vai poder se livrar dessa não. O cara é teu chará. Era o Rafael Correia e agora temos o Daniel Noboa. Tem toda razão. Daniel Noboa. Aproveitando que você falou rapidamente sobre a Argentina aí, tá falando sobre a América Latina, Daniel, eu queria falar um pouquinho sobre a relação tempestuosa de sempre entre o governo de Javier Milley e a imprensa argentina.

Nesses últimos dias agora, Daniel, o governo argentino aplicou uma medida preventiva de remover o acesso por impressão digital de jornalistas que, teoricamente, que supostamente entraram na Casa Rosado utilizando smart glasses. São aqueles óculos inteligentes, também chamados de óculos espiões, e que teriam, dessa maneira, com o uso desses óculos, gravado...

o chefe de gabinete do governo Milley, o Manuel Adorni, simplesmente caminhando pelos corredores. Não teve nada de mais, não teve nenhuma informação sensível. Agora, dessa maneira, Daniel, a gente levanta uma série de questões. Primeiro, que você, de fato, tem um problema muito sério com essa questão dos óculos inteligentes.

Você geralmente é visto, inclusive as redes sociais têm cada vez mais conteúdo que é criado exatamente por esses óculos. São óculos muito discretos, são óculos escuros ou de grau também, mas que têm uma lente muito discreta e que você consegue tirar fotos e filmar.

Isso traz um problema muito sério, muito grave relacionado à privacidade, porque as pessoas na mapada às vezes não sabem que estão sendo filmadas, e traz inclusive reconhecimento facial, o que no meio de uma multidão te permite com aqueles óculos ali saber exatamente quem é que está passando, quem são as pessoas, reconhecer essas pessoas todas. Então isso me parece, Daniel, que vai ser um problema grave daqui para frente. A gente teve inclusive, Daniel, em fevereiro desse ano agora,

uma questão envolvendo o próprio dono da meta, o Mark Zuckerberg, que ele foi para um tribunal, tinha um julgamento ali relacionado à maneira pela qual as redes sociais lidam com usuários, se você tem ali medidas para viciar o usuário, enfim, o julgamento era sobre isso.

Tanto Zuckerberg quanto pessoas que estavam junto com ele estavam utilizando Ray-Ban meta de inteligência artificial. E aí a juíza passou um sabão em todo mundo, mandando todo mundo tirar, porque era um júri, Daniel. Então, teoricamente, com esses óculos, você podia identificar quem são as pessoas do júri.

problema sério. Isso certamente vai se tornar um problema ainda maior. Então o governo argentino resolveu, olha, a gente acha que foi uma invasão, isso não pode acontecer. Determinados jornalistas, uma série de jornalistas estão proibidos de entrar na Casa Rosada, o que se estende até mesmo à imprensa internacional. Então a Reuters, por exemplo, foi impedida de entrar na Casa Rosada. Não anula o fato de que é uma medida abusiva por parte do governo.

Então você tem um fundo aí que é, pô, ok, esses óculos são um problema e tal, tem como você ter algum tipo de regulamentação para impedir esses óculos. Mas agora, é mais um capssissoma a uma série de medidas abusivas que o governo de Javier Ameliei vem tomando com relação à imprensa. A gente conhece bem...

O método não é muito diferente do que Donald Trump faz, do que Bolsonaro fez aqui no Brasil enquanto era presidente. Então você tem um grupo de governantes que é muito hostil à imprensa e, portanto, isso foi utilizado como uma justificativa para fazer algo que o governo já queria fazer há bastante tempo dos jornalistas de fato. Se um fato utilizaram esses óculos de dentro da Casa Rosada e a reação acabou sendo essa, você passa a ter, portanto, mais um episódio dessa relação complicada entre o governo de Javier Milley e a imprensa argentina. Daniel.

Tengue, a União Europeia, aprovou o tal empréstimo de 90 bilhões de euros. É o final de um impasse de praticamente dois meses e o primeiro pagamento será feito o mais rapidamente possível. É claro que esse acordo acabou sendo viabilizado pelo desbloqueio político representado pela retirada da objeção húngara.

A Hungria, com a troca de governo, deixou de ser uma objeção para esse acordo, para esse empréstimo a ser concedido pela União Europeia para os ucranianos. São 45 bilhões de euros nesse ano e 45 bilhões de euros no ano que vem.

Se a gente pega aqui, por exemplo, a divisão desses R$ 45 bilhões, são R$ 16,7 bilhões de apoio financeiro e R$ 28,3 bilhões de apoio militar. São empréstimos que estão sendo concedidos pelos europeus para a Ucrânia com o objetivo de oferecer ali algum tipo de socorro e de ajuda no seu esforço de guerra.

Existem condicionalidades, os pagamentos estão vinculados a reformas estruturais e possível suspensão em caso de retrocesso na luta anticorrupção. Também foi feita uma cláusula Made in Europe, a parte militar, ou seja, há uma prioridade para a compra de produtos europeus.

E um outro ponto interessante, a União Europeia aprovou o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia. Esse pacote foi aprovado após a retirada dos vetos da Hungria e da Eslováquia. O contexto acaba sendo um contexto de disputa.

pelo oleoduto de Drusba, que você chegou a falar sobre ele aqui ontem no Petit Journal. E o interessante é que a principal medida do pacote, ela visa banir serviços europeus, seguros, transporte, acesso a portos, para navios com petróleo russa. E o que acaba acontecendo é que nós tivemos a aprovação dessa medida que nós tivemos a aprovação dessa medida.

mas a implementação prática foi adiada. E ela foi adiada por causa de Grécia e Malta, que são dois países que consideram ali os serviços ligados ao segmento marítimo extremamente importante para a sua economia.

E não estão prontos, pelo menos por enquanto, a banir desses serviços navios petroleiros russos. Tanguy, uma vez mais, é a Europa acreditando que sanções é uma forma de mostrar que eles estão ao lado da Ucrânia, somando-se, claro, a esse empréstimo de 90 bilhões de euros que está sendo oferecido ao país.

Daniel Souza, eu queria trazer agora uma pré-geleia que acaba desembocando na geleia da Shakira em si. O jornal Financial Times, Daniel, um desses jornalões sérios que estão longe de trazer notícias relacionadas à geleia da Shakira,

trouxe uma notícia dizendo que o enviado do presidente Donald Trump, um cara chamado Paolo Zampoli, que como o próprio nome já indica, ele é um ítalo-americano, sugeriu ao presidente da FIFA, o Gianni Infantino, que a Itália ocupasse a vaga do Irã na Copa do Mundo.

Como vocês sabem, o Irã foi classificado para a Copa do Mundo, tem a tabela já, onde que o Irã vai jogar, que datas, com quem que vai jogar. O Irã chegou a pedir que os seus jogos fossem transferidos dos Estados Unidos para o México. É importante lembrar que a Copa do Mundo acontece em Estados Unidos, México e Canadá. E, portanto, o Irã, a princípio, como teve o seu pedido negado, vai ter que jogar nos Estados Unidos. O Irã, a princípio, disse, olha, então eu não vou jogar.

E a gente sabe também que a Itália foi eliminada. A Itália não se classificou para mais uma Copa do Mundo, perdeu para a Bosnia-Herzegovina na repescagem, perdeu nos pênaltis e, portanto, não irá para a Copa do Mundo. Há uma percepção, Daniel, por algumas pessoas do governo americano e, portanto, não irá para a Copa do Mundo.

de que essa tensão que os Estados Unidos têm nesse momento com a George Meloni enfraquece a posição do governo americano na Europa. A gente veio falando isso aqui ao longo dos últimos episódios. A George Meloni ficou muito incomodada com a maneira pela qual o Donald Trump lidou.

com o Papa, isso gerou uma crise, isso acabou levando a um certo afastamento, então há uma relação estremecida, e aí veio essa proposta meio descabida, né, Daniel, de que a Itália ficasse com a vaga iraniana, né, e segundo esse intermediário, a Itália, com quatro Copas do Mundo já vencidas, estaria mais do que habilitada para jogar essa Copa do Mundo nos Estados Unidos, seria uma pena, seria uma pena que a Itália não pudesse jogar essa Copa do Mundo.

Isso mostra, Daniel, uma politização. Os Estados Unidos, de fato, Donald Trump não é de hoje que ele vem fazendo isso, politizando a questão da Copa do Mundo, o que gera muita preocupação pelo fato de que, como Donald Trump é um cara volúvel, ele muda de ideia de uma hora para outra, sabe, sei lá, o que pode acontecer com a organização da Copa do Mundo até lá. Agora, Daniel, o que vai ficar para a geleira Shakira é a reação italiana. Por essa, a gente não esperava. A Itália não reagiu exatamente da maneira como o governo de Donald Trump esperava.

Não mesmo, Tanguy. A reação da Itália acabou sendo uma reação de constrangimento. O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Dioretti, chamou de vergonhosa a proposta do governo Donald Trump de substituir a seleção do Irã pelo time da Itália na Copa do Mundo de 2026. Agora, não tem qualquer tipo de cabimento, afinal a gente está falando inclusive de países que são de confederações diferentes. Se o Irã não puder participar da Copa do Mundo,

De repente, a FIFA pode até substituí-lo por uma outra seleção da mesma confederação, ali dentro das regras pré-estabelecidas. Mas não tem nenhum cabimento escolher uma seleção europeia, pelo critério dessa seleção ter quatro campeonatos do mundo.

e ela ser a seleção de nacionalidade de um intermediário do governo Donald Trump. Aliás, eu acho que esse caso ilustra muito bem a casa da mãe Joana que virou os Estados Unidos. Quer dizer, você ter um intermediário qualquer que se jacta, inclusive, de ter...

de ter apresentado o Donald Trump à Melania e, consequentemente, ser alguém muito importante na vida do Trump, ele também acaba sendo um facilitador, tem ali informações de que ele receberia, inclusive, recursos para facilitar o acesso de empresários e de pessoas poderosas ao Donald Trump.

E essa pessoa vem a público e diz em alto e bom som que gostaria que o Irã fosse substituído pela seleção italiana, porque afinal ele é um italo-americano e gostaria de ver a Itália participando de uma Copa do Mundo nos Estados Unidos. É inacreditável realmente a casa da mãe Joana que os Estados Unidos viraram, com todo o respeito à casa da mãe Joana, dentro de um contexto onde qualquer um diz qualquer coisa a qualquer momento e oferece qualquer ideia.

Os Estados Unidos, que sempre se orgulharam da sua institucionalidade, acabam tendo a sua institucionalidade bastante vilipendiada por atos como esse. E você ter a Itália dizendo, ô meu amigo, pô, constrante...

rejeitor, né? A reação do governo italiano de uma forma geral, ministros, pessoas ligadas ao governo, é a gente não deu autorização para essa proposta ser feita, a Itália foi eliminada em campo, a Itália não vai jogar a Copa do Mundo. E aí você teve, inclusive, o próprio Diana Infantino garantindo que o Irã vai sim jogar. Não, o Irã vai jogar, vai dar um jeito e tal. Estou contando com o Irã. Não sei nem qual vai ser exatamente a alternativa que vai ser construída.

Mas me chamou muita atenção a energia que a Itália colocou em negar qualquer possibilidade de aceitar um pedido como esse. Ou seja, me parece, Daniel, que se a ideia era dar uma maciada na relação entre os Estados Unidos e a Itália, talvez a coisa tenha piorado ainda mais. A Itália foi assim, por que você está querendo falar em meu nome? A Itália foi eliminada, seria um constrangimento horroroso participar de uma Copa do Mundo.

nessa situação. Pessoal, dessa maneira a gente chega ao fim de mais um episódio, a gente chega ao fim desse bate-papo, mais uma vez, o último bate-papo da semana, a gente volta com o bate-papo na segunda-feira pela manhã, amanhã temos o episódio que é o Peitinho Investe, amanhã

pela manhã, deixo aqui o agradecimento a todo mundo que nos acompanha, todo mundo que está junto com a gente, e deixo aqui o convite, mais uma vez, para você acessar o site peticursos.com.br Aliás, a gente tem conteúdo lá, inclusive falando sobre esporte, né, a Copa do Mundo está chegando, os esportes estão lá também, a relação entre esporte e política, a relação entre esporte e economia, a gente fala sobre isso, a gente fala muito sobre Irã, sobre Estados Unidos, sobre Oriente Médio, sobre vários outros temas do mundo afora, acessa lá.

você vai poder dar uma olhada no catálogo de cursos. O sistema é de streaming, ou seja, você tornando-se aluno, tem acesso a todo o catálogo, todos os cursos que já foram oferecidos. Acesse lá, petcursos.com.br. Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do PetJornal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto de pé.

Fica nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês. Pet Homem de Pequena é um produto artesanal e precisa muito da ajuda de nossos apoiadores. Por isso registramos sempre aqui o nosso agradecimento a cada um deles. Fica aqui realmente o nosso muito obrigado. Fica também o convite, se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina.

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