Navios atacados em Ormuz - BP 1060
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O fim de semana foi marcado por forte escalada no Estreito de Ormuz, com Irã e Estados Unidos anunciando o fechamento da passagem e relatos de ataques a navios na região. Um petroleiro indiano atingido levou o governo de Narendra Modi a exigir explicações de Teerã, ampliando a dimensão diplomática da crise. No episódio analisamos os impactos de longo prazo sobre o mercado de energia, com expectativa de preços elevados por período prolongado e efeitos diretos sobre cadeias globais.
Também discutimos as implicações políticas do choque energético, especialmente para as eleições nos Estados Unidos, diante da perspectiva de combustíveis caros até o próximo ano. Abordamos ainda a controversa política americana de envio de migrantes latino-americanos para a República Democrática do Congo.
Na Geleia da Shakira, Javier Milei viraliza com um vídeo feito por inteligência artificial em que aparece como violonista ao lado de Trump vestido de mariachi.
#OrienteMédio #Ormuz #Petróleo #Geopolítica #EleiçõesEUA
- Conflito no Estreito de OrmuzAtaques a petroleiros indianos · Cessar-fogo entre Irã e EUA · Reação da Índia · Negociações entre Irã e EUA
- Impacto Econômico do ConflitoPerda de bilhões em petróleo · Expectativa de preços elevados · Efeitos sobre o mercado de energia
- Atuação de Lucia na políticaImpacto da inflação nas eleições · Desafios para Donald Trump
- Política de Imigração dos EUAEnvio de imigrantes para o Congo · Ação do governo Trump
- Fofocas sobre ShakiraJavier Milei e Donald Trump
Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.
Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Bate-Papo número 1060. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 9 horas e 20 minutos da segunda-feira, 20 de abril de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor.
Tanguy, ô Bagdad, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado em 15%, mas aguardando também reembolso de tarifas exorbitantes que foram cobradas ao longo dos últimos meses. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas e começamos falando sobre... ...
Abre o Hormuz, fecha o Hormuz, abre o Hormuz, fecha o Hormuz, abre o Hormuz, fecha o Hormuz, abre o Hormuz, fecha o Hormuz. Nesse exato momento, Tanguy, o Estreito de Hormuz está aberto ou fechado? Tudo bem? Vamos a isso? Tudo bem, Daniel Souza, com S, vamos lá para mais um bate-papo, bate-papo 1060, para começar a cidade com essa dúvida. É o Estreito de Hormuz e Schrödinger, Daniel. Ninguém sabe se está aberto, se está fechado. Pode ser que esteja, pode ser que não esteja.
Na dúvida, se você for passar pelo Estreio de Hormuz, leve o documento com foto, leva um Duda pago no Detran, chega lá e tenta o famoso desenrolo. Ninguém sabe exatamente. Agora, Daniel, a gente está falando sobre um momento muito tenso, realmente muito tenso. Eu sei que as atenções já começam a se dispersar, claro, já tem mais de um mês, quase dois meses, na verdade, que a gente está nesse nível de tensão com o Estreio de Hormuz e tal.
Mas eu tenho a impressão, Daniel, de que a gente está em um dos momentos mais complicados, porque ao longo desse último final de semana, ao longo desses últimos dias, a gente teve navio sendo atacado, a gente teve navio sendo apreendido ali na região, algo que não tinha acontecido até aqui, até aqui era uma coisa muito retórica, né? Está fechado, não é para passar e tal. Ao longo dos últimos dias a gente teve uma subida de tom, então deixo as boas-vindas a todo mundo que está acompanhando a gente aqui. Sejam todos muito bem-vindos.
Eu quero começar o nosso episódio lá pela sexta-feira, Daniel, na sexta-feira dia 17, agora de abril, o Irã tinha anunciado nesse dia a reabertura total dos treinos de hormus para embarcações enquanto durasse o cessar-fogo com os Estados Unidos. Aí você coloca na sua agenda aí, Daniel, porque o cessar-fogo termina amanhã, nessa terça-feira, dia 21 de abril. Então, teoricamente, na quarta-feira, dia 22, a gente já tem...
a situação voltando ao normal, ou seja, o conflito voltando a um cenário bastante tenso, o que o Irã disse era um gesto de boa vontade e olha, enquanto o Turalcessa-fogo, até terça-feira, o Estreio de Hormuz está totalmente aberto. Porém, segundo o Irã, os Estados Unidos não fizeram uma medida, não tomaram uma medida recíproca.
Ou seja, mantiveram o fechamento dos portos iranianos. O que o Irã fez foi reverteu, no sábado o Irã reverteu a sua decisão e disse ao seguinte, o Estreito de Hormuz está fechado para todo mundo. O Estreito de Hormuz não está aberto coisa nenhuma. Aí Donald Trump apareceu dizendo que a gente está negociando, a negociação ainda vai acontecer, vamos ter negociações que vão acontecer.
no Paquistão, teremos uma nova rodada. E segundo Donald Trump, o estreito está completamente aberto e pronto para o livre tráfico. Aí complicou. Aí complicou, Tanguy. Ah, meu Deus do céu. Está aberto, está fechado, depende do olho do freguês. Assim, não há condições.
condições de precificar dólar, precificar petróleo, o mundo está nesse estágio de espera em stand-by por conta justamente do fato de ninguém saber se o estreito está aberto, está fechado, vai continuar aberto, vai continuar fechado. Meu Deus do céu, não é possível. E aí, Daniel, o que o Irã tentou fazer foi, olha, eu vou mostrar que não está aberto.
Eu preciso demonstrar que o que o Trump está dizendo, que é que não, está aberto, pode passar à vontade, não é verdade. E, portanto, lanchas rápidas da guarda revolucionária do Irã dispararam contra dois petroleiros.
Um detalhe importante, Daniel, um deles é um super petroleiro, e os dois petroleiros são petroleiros indianos. A Índia, Daniel, é aquele país que está passando à vontade, aquele país que tem uma boa relação com os Estados Unidos, tem uma boa relação com o Irã. E um desses petroleiros, Daniel, que é esse super petroleiro,
estava carregando 2 milhões de barris de petróleo iraquiano. Essas lanchas rápidas mandaram o petroleiro parar. O petroleiro avançou mais um pouco e foi alvejado, Daniel. Então, Teheran confirmou os disparos, alegando que os navios foram alvejados para que deixassem a rota e que qualquer embarcação que se aproxime agora será considerada...
pertencente a um país que está cooperando com o inimigo. Então, Daniel, você tem o Irã dizendo que abriu. Os Estados Unidos, segundo o Irã, não abriram o estreito para navios iranianos. O que o Irã diz é, pô, está aberto para todo mundo ou não está aberto.
O Irã diz que está fechado, os Estados Unidos dizem, não, está aberto. O que o Irã diz é, olha, eu vou te mostrar aqui que o estreito está fechado. Não tem essa. Então o navio indiano, aí você teve inclusive, Daniel, óbvio, a Índia foi pega de surpresa. A Índia estava numa de meio, eu consigo negociar com todo mundo, todo mundo dialoga comigo. E a Índia, portanto...
convocou uma reunião de emergência e convocou o embaixador iraniano em Nova Delhi para explicações. A gente sabe, né, Daniel, que na linguagem diplomática essa é uma medida bastante dura. Você está chamando o embaixador, vem cá, você vai ter que se explicar, cara, como é que é. Até agora a gente estava dialogando, a Índia aparentemente estava pagando para o Irã para poder passar, a gente não sabe se para esses dois petroleiros passarem houve algum pagamento ou não, mas o fato é que isso gera um...
Problema que é, meu amigo, mesmo que você tenha um acordo a partir de agora, eu não sei se é uma boa ideia você tentar passar. Aí, Daniel, você vai virar para mim e vai falar assim, pô, mas então parou aí, né? Pois não. No domingo, no dia de ontem, então a gente está gravando esse episódio aqui na segunda, no domingo, os Estados Unidos deram o troco. E os Estados Unidos, pela primeira vez desde o início do bloqueio, utilizaram força letal contra uma embarcação.
uma embarcação iraniana que estava cruzando exatamente ali o Estreito de Hormuz. Então você tinha um navio que estava se dirigindo ao porto de Bandar Abbas, que fica exatamente ali no Estreito de Hormuz, do lado iraniano, e segundo Donald Trump, esse navio foi capturado por forças norte-americanas. Então o Irã classificou a ação como pirataria armada. No primeiro momento, inclusive, o Irã disse que não, não aprendeu, o navio teve que recuar, mas depois o próprio Irã disse que...
esse navio foi capturado. Daniel, eu reitero o que eu estou dizendo aqui, o que eu disse no início do nosso episódio. Eu sei que as atenções começam a se dispersar. Claro, é muito tempo prestando atenção para a maior coisa e tal, várias outras coisas estão acontecendo no mundo, mas a gente não tinha tido até agora, claro que os ataques todos contra o Irã e tudo, mas no Estreito de Hormuz a gente não tinha tido ainda um dia, na verdade, um fim de semana, três dias seguidos.
com tanta ação. Sexta, sábado e domingo foram dias muito tensos, com ataque contra petroleiros indianos, dois petroleiros indianos foram atacados, um deles um super petroleiro, e você teve inclusive um cargueiro iraniano, não era um navio militar, isso é importante, um cargueiro iraniano chamado Tuska, que foi apreendido pelos Estados Unidos e, ao que tudo indica, está em posse das Forças Armadas.
dos Estados Unidos. Vamos ver onde que isso vai dar, Daniel, mas o fato é que a gente tem um cessafô que termina no dia de amanhã. Há expectativa de negociações que devem começar amanhã também no Paquistão. No primeiro momento o Irã disse que não ia negociar porque você está tendo uso da força, os Estados Unidos não estão cooperando, mas parece que o Irã está sim mandando uma delegação que vai para o Paquistão para negociar com os Estados Unidos no dia de amanhã. Vamos acompanhar para ver o que sai dessa negociação, Daniel.
Agora, Tanguy, enquanto isso, a Reuters divulgou um levantamento que me pareceu bastante interessante, destacando que o mundo já perdeu mais de 50 bilhões de dólares em petróleo não produzido desde o início da guerra.
Na prática, a gente está falando de algo em torno de 500 milhões de barris de petróleo que deixaram de ser produzidos e, consequentemente, ofertados no mercado internacional. E já há tranquilidade em dizer que se trata da maior interrupção de oferta de energia da história moderna. Afinal...
Quando a gente pega ali os grandes choques do petróleo da década de 70, o mundo era muito menor e, consequentemente, há retração na oferta de energia também. Esse choque é equivalente a 10 semanas sem aviação global, ou seja, seria o consumo de 10 semanas de aviação.
Seria o equivalente a 11 dias sem transporte rodoviário no mundo. Seria o equivalente a 5 dias sem petróleo para toda a economia global. Quer dizer, seria o equivalente a 5 dias. O mundo consome aproximadamente 100 milhões de barris por dia. 500 milhões de barris, obviamente, são 5 dias do consumo total da economia mundial. Também é o equivalente a um mês de consumo dos Estados Unidos.
um mês de consumo de toda a Europa, seis anos de consumo de combustível das forças armadas e a energia suficiente para quatro meses de transporte marítimo global. Na prática, é só para tangibilizar o que significa a quantidade de petróleo, a quantidade de energia que não foi entregue no mercado ao longo dessas últimas semanas. Os países do Golfo perderam cerca de 8 milhões de barris por dia no mês de março.
E esse volume exploratório é semelhante à combinação da produção da ExxonMobil e da Chevron no planeta todo. É muita coisa. As exportações de combustível de aviação caíram drasticamente, caíram de 19,6 milhões de barris em fevereiro para 4,1 milhões entre março e abril. É uma perda equivalente a cerca de 20 mil voos de ida e volta entre JFK, em Nova Iorque,
e Heathrow, em Londres. Na prática, então, Tanguy, a gente está falando de algo pesado, algo muito significativo, e conforme o tempo vai passando, a restrição na oferta de energia só se amplia, ela se torna ainda maior. A gente está falando de gargalos estruturais muito significativos, principalmente em países como Kuwait e Iraque, que têm tido realmente menos alternativas e mais dificuldades.
As análises divergem um pouco, mas, no geral, elas sugerem que esses dois países têm menos rotas de escoamento fora do Golfo Pérsico. E esses são dois países que estão lá no fundo do Golfo Pérsico e, consequentemente, acabam tendo mais dificuldade de fazer toda a rota de transporte e de escoamento de sua produção.
É muito importante também registrar que ninguém sabe exatamente quando o mercado de energia voltará ao normal, mesmo que, hipoteticamente, a guerra acabasse hoje, mesmo que o Estreito de Hormuz permanecesse aberto indefinidamente a partir de hoje. Tem gente estimando que vai levar algo em torno de seis meses, tem gente estimando que vai levar anos.
Na prática, ninguém sabe precisar porque ninguém sabe exatamente qual foi o impacto sobre a infraestrutura produtora de petróleo no Oriente Médio, produtora de gás natural no Oriente Médio. Mas parece certo afirmar que a recuperação do mercado de gás será mais demorada. A recuperação do mercado de gás deve efetivamente levar alguns anos.
E a recuperação do mercado de petróleo talvez também leve bastante tempo. Por conta justamente dessa destruição produtiva, dessa desorganização produtiva que a gente está observando no Oriente Médio. Gente, nós estamos falando realmente de algo muito impressionante. São mais de 50 bilhões de dólares que foram perdidos nesse período.
E aproximadamente 500 milhões de barris deixaram de chegar ao mercado durante esse período de conflito com impactos econômicos super relevantes. Isso nos impacta a todos, né, Daniel? Então, quando a gente fala sobre a guerra, parece que a gente está falando sobre algo muito distante, mas isso traz o impacto...
quase imediato para a gente. A gente tem visto isso com os combustíveis, se impacta combustível, impacta em absolutamente tudo. Então, é por isso que é necessário a gente manter uma atenção ainda ao que está acontecendo no Oriente Médio por conta dos impactos de longo prazo. Inclusive, quando a gente olha para os dois choques do petróleo, Daniel, lá da década de 70, 73...
e 79, o que a gente vê é que é como se o barril do petróleo tivesse subido um degrau. Ele pode até oscilar, mas ele já oscila num nível bem mais elevado. Isso pode acontecer nesse cenário atual também. Agora, se você quer algo um pouco mais perto de casa que te traga qualidade...
Dá uma olhada na indústria brasileira, né? O Brasil tem produzido coisas de muitíssima qualidade e uma delas, né? A gente tem muito orgulho de ser parceiro dela, é a Insider Store. Aliás, esse mês agora, Daniel, é aniversário da Insider, tá? A Insider está completando nove anos, aliás, quase a idade do Petit, né? Andando mais ou menos juntos aí.
A Insario está completando nove anos agora no ano de 2026, nesse mês de abril de 2026. E aí, Daniel, a gente tem visto, é o momento da Insario também, repensar todo o seu caminho, tudo o que fez e perceber toda a...
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Mas eu queria falar que, enquanto essa guerra está acontecendo, naturalmente as atenções mundiais estão todas voltadas para o que está acontecendo no Oriente Médio, os Estados Unidos avançaram com uma pauta que eles já vinham acalentando já tinha algum tempo, que era o envio de imigrantes considerados irregulares, indocumentados, para outros países para aguardarem alguma decisão sobre o seu paradeiro. A gente teve, Daniel, a chegada de 15 imigrantes.
Isso ainda necessita de confirmação, tá? Mas há o que tudo indica migrantes oriundos do Peru e do Equador que os Estados Unidos enviaram para a República Democrática do Congo. Então, os Estados Unidos fizeram alguns acordos nesse sentido. A República Democrática do Congo foi um deles que aceitou receber migrantes indocumentados dos Estados Unidos.
Então, claro que o mundo não está prestando muita atenção nisso. Há outros assuntos que têm uma relevância maior. O que vai acontecer? Vai ter cessa-fogo? Não vai? Barril do petróleo, inflação, eleição nos Estados Unidos. Mas, enquanto isso, você continua tendo ações dos Estados Unidos para lidar com a migração de maneira bastante dura. Então, 15 imigrantes, 7 mulheres e 8 homens, desembarcaram no aeroporto de Indili, que fica em Kinshasa, a capital...
da República Democrática do Congo para aguardar algum tipo de decisão acerca do seu paradeiro. É curioso, Daniel, porque os Estados Unidos, inclusive, já deportaram vários latino-americanos em direção aos seus países. Mas agora você acrescenta mais um nível de crueldade. Então essa pessoa é indocumentada nos Estados Unidos, mas ela é enviada para um país africano para aguardar algum tipo de...
decisão. Não é uma novidade, vários países europeus já fizeram isso, então a Itália, por exemplo, tem um acordo com a Albânia, que é um país que não é da União Europeia para receber essas pessoas, outros países europeus também têm acordos similares, a gente teve um acordo parecido com esse, com o Reino Unido, que também queria mandar imigrantes em documentários em direção a países africanos para aguardar julgamento, para aguardar para onde que essa pessoa iria.
Mas agora a gente vê os Estados Unidos fazendo a mesma coisa também. É importante notar, Daniel, o tamanho da distância. Você pegar um migrante que é equatoriano ou peruano, que está nos Estados Unidos e mandá-lo para a República Democrática do Congo, é quase mandar esse cara para algum lugar distante, vai ser quase esquecido por lá, até que haja algum tipo de decisão. Mas é só importante a gente estar atento, Daniel, porque enquanto o bicho pega...
No Oriente Médio, a gente continua tendo ações dos Estados Unidos para lidar com a migração dessa maneira, que não é exatamente uma surpresa, mas a gente vê que seguem adiante, Daniel. É impressionante, né, Tanguy, como isso tornou realmente um elemento central da política do governo Donald Trump. Aliás, é um aspecto no qual ele tenta ali...
Buscar algum tipo de popularidade, algum tipo de vinculação à sua base mais coesa. E falando ainda sobre Estados Unidos, o secretário de Energia dos Estados Unidos, o Chris Wright, afirmou que os preços da gasolina já atingiram o pico, ou seja, não vão subir mais do que já subiram.
mas podem permanecer acima de 3 dólares o galão até o próximo ano. Quer dizer, ele acha que até o próximo ano você não vai ter ali uma normalização mais forte no que diz respeito ao mercado de combustíveis dentro dos Estados Unidos, que é o maior produtor de petróleo, o maior produtor de energia do mundo. E o que acaba acontecendo, inclusive, é que a gente está falando de um preço médio, nesse momento nos Estados Unidos, de 4 dólares e 5 centavos.
O galão. Existe muita divergência dentro do governo dos Estados Unidos, tem muita gente dizendo que a energia vai voltar a ficar barata muito rapidamente, etc. Mas me parece que essa declaração do Chris Wright, do secretário de Energia do governo americano, ela é mais adequada à realidade, mais aderente à realidade. Ou seja, estamos falando de um presidente Trump que vai enfrentar as midterms, senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador senador sen
com combustível caro. Isso já é algo que me parece que podemos cravar, que não há nenhuma chance de você ter ali um barateamento substantivo do preço dos combustíveis antes das mid-term elections que vão acontecer ali no mês de novembro. O que para o Trump é uma péssima notícia, né?
É um desastre gigantesco. Você tem aí a possibilidade do presidente Trump perder, eventualmente, a maioria no Senado, a maioria na Câmara dos Deputados, a maioria dos dois, e, consequentemente, perder realmente boa parte da força do seu poder nos anos finais do seu mandato. E fica cada vez mais frágil também a hipótese...
dele conseguir tumultuar o processo das eleições de meio de mandato. Num determinado momento, chegou-se a levantar ali a possibilidade, não, vamos aqui mandar o ICE, vamos mandar a cavalaria, vamos mandar, seja lá quem for, para encercar essas zonas de votação com urnas absolutamente fraudadas pelos democratas, etc. Mas dentro de um ambiente como esse, fica muito difícil você ter um respaldo popular mais forte.
Então, é muito impressionante essa desorganização que o governo Trump provocou na economia mundial, claro, mas também na economia dos Estados Unidos. E é importante registrar também que a inflação demora para ter os seus efeitos mais plenos. É claro que todo mundo sente o aumento do preço do combustível muito rapidamente, mas o frete que vai impactar nos alimentos, o fertilizante que vai impactar na produção de alimentos e depois no preço dos alimentos, leva mais...
tempo para ser sentido, eventualmente até meses e meses para que o efeito seja sentido. Ou seja, pode ser e muito provavelmente será, lá nas mid-term elections, a gente vai estar com uma eleição nos Estados Unidos, ou melhor, com uma inflação nos Estados Unidos ainda mais pressionada por conta desses efeitos colaterais expandidos sobre a economia americana. Não é um bom prognóstico para o Trump, ele que se fiançou na eleição.
de 2024 como sendo alguém capaz de gerenciar a economia, a gente chegou a falar sobre isso aqui no Petit Jornal. Ah, porque o Trump, isso era uma percepção naquele momento, ele é muito melhor para organizar a economia do que o Biden, muito melhor para organizar a economia do que os democratas, só que dentro desse atual contexto é muito difícil preservar essa imagem de alguém que é um ótimo gestor para a economia americana.
Perfeito. Daniel Souza, temos geléia da Shakira de hoje. O Daniel Souza hoje fez uma coisa que foi o seguinte, ele não quis me contar qual é a geléia da Shakira. Então, minha pergunta, Daniel, é teremos Donald Trump na geléia da Shakira de hoje? Teremos, mas não diretamente. Indiretamente. Eu vou parar de contar para você de forma antecipada qual é a geléia da Shakira, justamente para ver a sua reação. Sua reação genuína acaba sendo parte do parado, acaba sendo parte do negócio. Pois bem.
O Javier Millet, Tanguy, resolveu fazer uma postagem gerada por inteligência artificial no seu Instagram oficial. Aliás, quem quiser pode ir lá ver, essa postagem está lá disponível. E a postagem, Tanguy, traz ele, Javier Millet, trocando um violão crioulo, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele canta uma música em espanhol. Mas não é só isso. O Donald Trump está vestido de mariachi. Tanguy cantando em espanhol.
E aí vai cantando, abre aspas, em espanhol, né? Sou o senhor ultimato, distribuo o tempo com condições. Fecha aspas. E aí, Tanguy, você também tem figuras como o primeiro-ministro israelense, o Netanyahu, e o secretário de Estado, o Marco Rubio, fazendo coros, né? No microfonezinho, os dois juntos, fazendo back in volcão do Donald Trump. Então, olha a cena. É o Javier Meleito tocando seu violãozinho.
aquele violão bem dos países hispânicos da América Latina, o Donald Trump vestido de mariachi, cantando em espanhol, que ele é o senhor do ultimato, etc., que ele faz e acontece. E temos como backing vocals justamente o nosso Marco Rubio e temos também o Benjamin Netanyahu. É isso, Tanguy. Fica com isso na sua mente a partir de agora.
Ô Daniel, chamar o Netanyahu, não, o Milley de puxa-saco é exagero ou não, né? Não, não é exagero. Mas eu fiquei com dúvida se ele é fã ou hater. Porque na prática, achei um pouco esquisito botar o Donald Trump. Mas o Donald Trump vai gostar de ser colocado como mariachi cantando espanhol? Muito entendendo. Será que ele vai gostar disso?
Eu não sei, cara, mas é porque, assim, o problema estético, ele é muito grave, né, cara? Então, às vezes, a pessoa faz uma homenagem e sai um negócio desse, mas é fã, com certeza. É porque, assim, qual é a chance do Milley ter feito isso pra ofender Donald Trump? Zero. Nenhuma, claro. O objetivo do Milley, o objetivo do Milley era, claro, deixar Donald Trump feliz. Olha como é que você é o líder de todos nós. Inclusive na música, o Senhor Ultimato. Não assisti o Daniel Souza, você me pegou...
surpresa aqui, não quis dizer como é que era com a Geleia e tal, não assisti. Eu tenho um problema com a Geleia que o Daniel traz pra cá, porque eu sempre acho que é mentira, mas eu vou conferir, eu vou conferir, e recomendo aí que os ouvintes também confiram. Daniel, dessa maneira a gente chegou ao fim do nosso episódio, queria agradecer.
Todo mundo que está junto com a gente, todo mundo que mais uma semana acompanha tudo o que está acontecendo no mundo junto com o Petit Jornal. É um prazer estar aqui com vocês. E vou deixar aqui um convite, Daniel. Se você quer saber mais sobre toda essa crise de Hormuz, as consequências econômicas, a gente está discutindo isso todas as semanas lá no Petit Curso. Está tendo um curso agora com quatro aulas exatamente sobre esse assunto.
A gente vai falar, inclusive, sobre a economia do Oriente Médio. Essa semana agora, economia para além.
apenas da questão do petróleo, além de todas as aulas, todos os cursos que a gente tem por lá. Tem América Latina, tem Balcâns, tem América do Sul, você tem países europeus, você tem países asiáticos, está tudo lá e tornando-se aluno você tem acesso a todo esse conteúdo.
Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Petional, vocês que ajudam a manter o nosso projeto. O Petional, que é uma mídia pequena, um trabalho artesanal, um trabalho realmente que precisa muito da ajuda de nossos apoiadores. Fica aqui o nosso agradecimento a cada um de vocês. Fica também o convite, se você gosta do nosso projeto.
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