Cessar-fogo no Líbano - BP 1059
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Donald Trump anuncia um cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel, sinalizando uma possível redução de tensões em uma das frentes mais sensíveis da guerra regional. No episódio analisamos o alcance desse acordo e seus limites, além do impacto global da crise energética causada pelo conflito no Irã. Também discutimos o desempenho da economia chinesa, que surpreende positivamente mesmo em meio ao cenário de instabilidade, e a troca de correspondências entre Trump e Xi Jinping, indicando canais diplomáticos ativos.
Abordamos ainda os efeitos da crise energética sobre a aviação europeia e o rompimento político entre Trump e Giorgia Meloni, que revela fissuras importantes entre aliados.
Na Geleia da Shakira, o Irã afirma ter inventado o sorvete há dois mil anos, em disputa curiosa com a Itália, enquanto Peter Hegseth viraliza ao citar um suposto verso bíblico que, na verdade, é um trecho do filme Pulp Fiction.
#OrienteMédio #Líbano #Geopolítica #Energia #China
- Conflito Irã-EUADonald Trump e a NASA · Joseph Aoun · Benjamin Netanyahu · Hezbollah · Irã
- Economia da Chinacrescimento do PIB · exportações · demanda interna
- Crise energética e aviação europeiacancelamento de voos · preço dos combustíveis · KLM · Ryanair
- Encontro Xi Jinping e TrumpXi Jinping · tarifas sobre armamentos
- Relação entre Trump e Giorgia MeloniGiorgia Meloni
- Disputa sobre a invenção do sorveteIrã · Itália
- Estudo Bíblico EfésiosPulp Fiction
Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.
Olá, gente! Bem-vindos, bem-vindas ao PetJornal. Esse é o Bate-Papo número 1059. Estamos gravando numa live no YouTube do PetJornal. São exatamente 17 horas e 26 minutos da quinta-feira, 16 de abril de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor.
Tanguy, o Bagdad, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado em 15% e aguardando o reembolso das tarifas excessivas que foram praticadas contra ele durante vários meses.
Segue muito preocupado o professor Bagdadi, noites em claro, pensando nessa dinâmica internacional extremamente pantanosa, imprevisível, permeada de incertezas que nós temos vivenciado ao longo dos últimos tempos. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Como vai, professor Bagdadi? Tudo bem? Vamos a isso!
Tudo bem, Daniel Souza? Com S, vamos lá para mais esse bate-papo, Bate-Papo 1059. Um prazer estar aqui mais uma vez, mais um dia, mais uma live, né, Daniel? De onde sai, aliás, a gravação que vai lá para o podcast. Sejam todos muito bem-vindos. Muito obrigado pela sua presença, muito obrigado pela sua companhia. E, Daniel, nesse Bate-Papo 1059, a gente começa falando sobre mais um cessar-fogo. A gente vai ter que falar, Daniel, a gente tem falado sobre isso ao longo dos últimos tempos, que...
O cessafogo entre Estados Unidos e Irã está meio pendurado até a próxima terça-feira. Então a gente está gravando esse episódio aqui na quinta-feira à tarde. Então até terça-feira que vem temos um cessafogo que foi anunciado por duas semanas na semana passada. Mas nós tivemos hoje o anúncio também por parte de Donald Trump.
de um cessafogo entre Israel e o Líbano. E aí o Donald Trump foi para a rede social dele lá, Daniel, a Truth Social, para falar que ele estava resolvendo a sua décima guerra. Dez guerras que ele resolveu, Daniel Sousa. É difícil encontrar todas. Eu acho que nem ele saberia falar todas se mostrar o mapa para ele. Talvez ele tenha dificuldade para encontrar com as folhas de guerra que ele resolveu. Mas, segundo ele...
ele conseguiu resolver mais uma guerra e temos, portanto, uma trégua de 10 dias entre Líbano e Israel. A gente vem falando isso aqui ao longo dos últimos tempos, Daniel, só para a gente reconstruir o que vem acontecendo. No momento em que a guerra contra o Irã começou, então os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã,
Israel também reativou uma frente de combate contra o Hezbollah no sul do Líbano. É verdade, Israel diz que é contra o Hezbollah, mas tem o Líbano no meio, mas Israel vem fazendo incursões militares no sul do Líbano e se tornou uma questão que está relacionada ao Irã, mas acaba sendo uma guerra que também tem meio que uma vida própria, está diretamente relacionado, mas acaba atingindo diretamente o Líbano também. E aí o presidente do Líbano...
reiterando, não é o primeiro-ministro, quem governa na prática o Líbano é o primeiro-ministro. A gente está falando aqui do presidente, que acaba tendo uma função de representação internacional do Líbano, que é o Joseph Aoun. Ele disse um tempo atrás que, olha, é melhor a gente negociar com Israel, porque a gente não quer que o sul do Líbano se torne Gaza. O que Israel fez em Gaza, que é destruir tudo, e aí depois a reconstrução, a vida das pessoas, tudo é mais complicado. Então vamos negociar.
Desde então, Donald Trump vem tentando colocar Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, e o presidente libanês, José Faun, para se falarem. O José Faun se negou a falar diretamente com o Netanyahu. Então, segundo ele, a gente pode negociar, mas tem que ter um intermediário, pode ter delegações e tal, mas eu não quero falar diretamente com o Netanyahu. Netanyahu é o líder de um governo que está destruindo o sul do Líbano, então é importante negociar, mas eu não quero falar de forma direta.
Dessa maneira, Donald Trump destacou, na verdade, o seu principal entorno ali, Daniel, principalmente o J.D. Vance, que é o vice-presidente, e o Marco Rubio, que é o secretário de Estado, para tentar encontrar uma via para essa negociação acontecer, para você ter um cessa-fogo. E, ao que tudo indica, os Estados Unidos puseram muita pressão sobre Israel. O Israel.
Eu não quero saber. Essa trégua aí vai ter que acontecer, porque ela pode atrapalhar qualquer tipo de resolução que a gente tenha com relação ao RUZ. O que a gente sabe é que, do outro lado, o Irã também pressionou o Hezbollah e falou Hezbollah é o seguinte.
O Hezbollah não está na mesa de negociações, mas o Hezbollah, naturalmente, pode ser um fator de desestabilização. Você imagina, você tem uma trégua entre Líbano e Israel e o Hezbollah continua atacando Israel, continua atacando forças israelenses. É claro que esse cessar-fogo vai durar duas horas, ele não vai muito à frente. Então, a postura iraniana foi, Hezbollah é o seguinte, vai ter um cessar-fogo entre Líbano e Israel e você vai aderir.
Você, ah, mas eu não estou na mesa de negociação. Não importa, você tem que aderir, porque senão isso pode atrapalhar as negociações relacionadas ao Estreito de Hormuz. Então, ao que tudo indica, nós tivemos pressão do lado dos Estados Unidos sobre Israel e pressão...
do Irã sobre o Hezbollah e temos um cessafogo, portanto, que deve durar, a princípio, dez dias. Agora, ao longo desses dez dias, as forças israelenses se mantêm no sul do Líbano. Poucas horas antes da trégua ser anunciada, inclusive, Daniel, Israel destruiu a ponte Casmié, que era a última ligação que ainda existia entre o sul do Líbano e no trégua ser anunciada no trégua.
e o restante do país. E está dizendo que ali, portanto, é uma zona de segurança. Ali é uma zona que Israel está ocupando e que ali o Hezbollah não vai poder entrar e não há planos para recuo das forças israelenses. Ou seja, a despeito do cesso a fogo, Israel mantém as suas forças nessa porção sul do Líbano, Daniel. Então, a gente vai ter que ver o que vai acontecer, naturalmente, mas, ao que tudo indica, ganharam um pouquinho de tempo e o objetivo era fazer com que...
esse cenário entre Israel e Líbano não contaminasse qualquer tipo de possibilidade de solução de uma negociação que deve acontecer. O Paquistão, aliás, está correndo de um lado para o outro para tentar um cessar-fogo, uma renovação do cessar-fogo, perdão, ou uma solução definitiva entre Israel e Líbano.
Estados Unidos e Irã, e eles desejam que o Líbano não seja um fator de desestabilização. Vamos ver até onde que isso vai, Daniel. Tudo sugere, né, Tanguy, que é um cessar-fogo muito frágil, porque, na prática, Israel não se retira do sul do Líbano e o Hezbollah não se desarma. Consequentemente, é como se você tivesse um congelamento do conflito.
mas os dois lados não têm nenhum incentivo para avançar na direção de algo mais estruturante. Você tem, na prática, dois lados que foram muito pressionados pelas suas contrapartes, ali pelos Estados Unidos e pelo Irã, para interromper as hostilidades e não comprometer as negociações que estão em curso entre o Donald Trump e também os iranianos entre os Estados Unidos e o Irã.
Tanguy, eu queria falar um pouco sobre China. Nós tivemos a divulgação do crescimento do PIB chinês no primeiro trimestre de 2026 e houve uma surpresa positiva. O PIB chinês cresceu 5% no primeiro trimestre, numa taxa anualizada. É uma aceleração em relação ao trimestre anterior. No trimestre anterior, o crescimento tinha sido de 4,5%. E aí E aí
É interessante observar que nós temos tido uma crise no Oriente Médio com pressão inflacionária, mas essa pressão inflacionária para a China não foi tão ruim, porque antes do início desse conflito, a China estava lutando contra a deflação, a inflação negativa. A China tem um problema de excesso de oferta, uma demanda interna fraca. O excesso de oferta, perto de uma demanda interna fraca, acaba puxando os preços para baixo.
Isso é sempre muito perigoso, porque a deflação pode levar a um desestímulo à produção e um desestímulo à atividade econômica, fazendo com que a economia ande de maneira mais lenta. O ponto de atenção e de preocupação para os chineses é que esse crescimento foi puxado pelas exportações.
as exportações cresceram 14,7% em dólares no primeiro trimestre de 2026. A demanda interna continua fraca. No varejo, você teve uma alta de 2,4% no trimestre.
As vendas de imóveis novos caíram 18,5% no primeiro trimestre em taxa anualizada. Investimento em ativos fixos aumentaram 1,7% no primeiro trimestre. Ou seja, a gente está falando de um país que tem exportações fortes e consumo fraco, demanda interna fraca.
E esse é um elemento de preocupação das autoridades chinesas há bastante tempo. Aliás, não é uma preocupação que eles escondem. Eles têm, inclusive, oferecido estímulos ao consumo interno, subsídios. Têm oferecido também aos bancos estratégias de capitalização para tentar aumentar o crédito e, consequentemente, impulsionar o consumo interno. Mas nada disso parece surtir o efeito esperado.
Consequentemente, a economia chinesa permanece muito dependente do setor externo em um cenário internacional extremamente incerto. De hoje para amanhã, se a China tiver dificuldade para vender seus produtos em diferentes mercados, isso vai impactar pesadamente o crescimento chinês.
O Partido Comunista Chinês já estabeleceu há muito tempo como prioridade tentar transicionar dessa economia puxada pelas exportações para uma economia puxada pelo mercado interno. Então, a China, embora continue apresentando...
ótimas taxas de crescimento, embora a inflação gerada pela crise no Oriente Médio não seja exatamente uma péssima notícia para os chineses, ela tem uma estrutura de crescimento que é considerada frágil pelas próprias autoridades chinesas.
em função dessa enorme dependência do mercado internacional e, consequentemente, estimular o consumo interno para os chineses não está tão fácil. A gente está falando também de um país que não tem rede de proteção social, o nível de poupança é muito alto, os chineses têm ali realmente uma propensão ao entesouramento muito elevada e isso é um super desafio, convencer as pessoas a consumir. Claro que eu estou falando aqui de consumo em proporção do PIB.
É óbvio que o consumo na China, em termos absolutos, é grande. Se está falando do segundo maior PIB do planeta, pela taxa de câmbio oficial. Mas o consumo na China em proporção do PIB é pequeno, e esse acaba sendo um enorme desafio para que a China tenha...
um crescimento menos dependente do mercado internacional, ainda mais dentro de um ambiente onde tarifas têm aumentado, onde internalização de segmentos produtivos tem se ampliado, um ambiente que não é mais tão propenso ao livre comércio como foi até bem pouco tempo atrás.
E um diferencial que a China vem tendo economicamente, não é de hoje, a gente está falando aqui dos últimos anos, é naturalmente a sua capacidade de inovação tecnológica. Isso tem sido um elemento que tem permitido, inclusive, muitas pessoas entrar no mercado de trabalho, diversificarem a sua capacidade de atuação. Isso é importante para a China, Daniel, mas é uma possibilidade para qualquer pessoa. É por isso que a gente indica, Daniel, os nossos parceiros da Alura.
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pessoas que queiram começar nessa área de qualquer idade, de qualquer formação. Aliás, o conhecimento tecnológico é importante para qualquer pessoa. A gente vê na nossa própria atuação, eu e o Daniel somos professores, a gente tem um podcast e tudo, mas ainda assim o conhecimento tecnológico agrega demais. Acessa lá, o link na descrição desse episódio te oferece um baita desconto na Alura, a maior escola de tecnologia.
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Na primeira pauta de hoje, Daniel, a gente falou sobre Donald Trump, na segunda você falou sobre China, agora eu queria juntar os dois, Daniel. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou, isso ele falou para a Fox Business Network, que ele teve uma troca de correspondência direta com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre tudo o que está acontecendo no Oriente Médio.
Isso veio alguns dias depois do Trump dizer que colocaria uma tarifa imediata de 50% sobre quem fornecesse armamentos para o Irã. O recado é que estava muito claro. Ele estava falando aqui da China. Ô, China, se vender arma para o Irã, vai ter 50% de tarifa.
Mas, ao que tudo indica, Donald Trump falou isso, falou de forma brava, Daniel, rosnou para cima da China, mas mandou uma carta falando, Xi Jinping, tudo bem, Xi Jinping, será que você poderia, por favorzinho, não mandar armas para o Irã? E aí o Xi Jinping respondeu numa outra correspondência, dizendo, pode ficar tranquilo, não estou vendendo armamentos para o Irã. Então isso aqui é importante até, né, Daniel, para a gente conseguir perceber que muitas vezes as falas, aquilo que vem à tona no primeiro momento, que é, vamos colocar uma tarifa de 50%, E aí E aí
muitas vezes tem que ser relativizado porque nos bastidores a coisa acontece, às vezes de forma muito mais sutil, e aparentemente Donald Trump foi mais respeitoso com a China e demandou, sugeriu que a China não vendesse armamentos para os chineses. Nessa troca de...
cartas, nessa troca de correspondências, o Trump também afirmou que a crise do petróleo não vai afetar a reunião entre os dois, que deve acontecer no mês que vem. Então, como já disse aqui, Daniel, a gente tem a expectativa de que os dois se encontrem em meados de maio. Daqui a cerca de um mês, eles devem se encontrar em Pequim, mas Donald Trump fez questão de marcar que há uma diferença importante. Segundo ele...
Ele, Xi Jinping, é alguém que precisa de petróleo. Nós, os americanos, não precisamos. Então é um negócio meio assim. A crise, eu criei, eu criei. Mas é um problema que recai sobre a China e não sobre os Estados Unidos. A gente sabe que essa é uma meia-verdade. A inflação também bate nos Estados Unidos.
A China, claro, sofre se não tiver acesso a petróleo, mas a China tem algum nível de reserva e tal, então cada um tem ali suas forças e preocupações. A China não tem eleição, não tem uma eleição pelo menos em nível nacional, como nos Estados Unidos, então a preocupação para a China também pode ser filtrada. Donald Trump vai passar para uma eleição que acontece no dia 3 de novembro, as eleições de meio de mandato, que podem erodir a sua base de apoio.
Outra coisa que estava nessa correspondência também, Daniel, que é maravilhoso, é que o Trump colocou na carta dizendo que está fazendo de tudo para abrir o estreito de Hormuz de forma permanente. Xi Jinping, você deveria me agradecer. Xi Jinping agradeça Donald Trump porque ele está fazendo de tudo para abrir o estreito de Hormuz permanentemente. Eu, no lugar do Xi Jinping, teria muita dificuldade de lembrar ao Donald Trump que ele está abrindo um estreito que estava aberto.
que estava ali para todo mundo abrir. Você pode passar o quanto você quiser, do jeito que você quiser. Mas Xi Jinping foi extremamente elegante e disse que está muito feliz com as tentativas americanas de manter os três de ormuz permanentemente abertos, Daniel.
Fica aí os parabéns para o sangue frio de Xi Jinping, né? Para não jogar essa verdade na cara do Trump. E o Trump deve ter ficado feliz, falando assim, pô, tá vendo aí? O cara tá me agradecendo, pô, tô fazendo tudo certo. Tô aí fazendo esforço danado para manter o Estreio de Hormuz aberto. Muito embora ele já estivesse aberto anteriormente. Então, Daniel, vamos esperar. Mas me parece que a tentativa, né, tanto do Trump quanto do Xi Jinping, é ter uma certa pauta positiva para quando os dois se encontrarem em meados de maio, né?
A gente não tem certeza se esse encontro vai acontecer ou não. Era para ter acontecido no final de março. Acabou não acontecendo porque a gente teve o início do conflito. Mas, de qualquer maneira, a expectativa é que, quando eles se encontrem, em meados do mês que vem, a gente tenha um clima um pouco mais ameno, um pouco mais positivo para a conversa entre os dois. Tanguy, o diretor da Agência Internacional de Energia, o economista turco Fati...
Birol, afirmou que existe o risco real de cancelamento de voos na Europa, e ele estimou o prazo para isso. Talvez mais seis semanas, se o bloqueio de Hormuz persistir. Dessa forma, você vai ter escassez de combustíveis no continente europeu para a circulação de aeronaves, algo que a gente já levantou aqui no Petit Jornal em algumas oportunidades.
Aliás, várias empresas europeias têm demonstrado preocupação. A KLM, por exemplo, anunciou 160 voos cancelados na Europa no próximo mês. A companhia diz que foi o aumento do preço dos combustíveis, que acaba tornando justamente algumas rotas inviáveis.
para a sua continuidade. Você também tem a Scandinavian Airlines, que cancelou mais de mil voos. A Ryanair considera cortar 10% dos voos. A EasyJet aponta incerteza nos custos e na procura, embora ainda não fale em números de cortes e de cancelamentos de voos.
E você também já tem companhias aplicando sobretaxas no valor das passagens. É o caso da TAP, é o caso da Air Europa e é o caso da Air Transat. Então, na prática, a gente está falando de um ambiente onde o mercado internacional já está sofrendo justamente os reflexos de uma escassez na oferta de combustíveis e também o aumento no preço.
O aumento do preço, claro, acaba fazendo com que você venda menos passagens, vendendo menos passagens o avião fica vazio, o avião ficando vazio você cancela o voo, é simples assim. É por isso que você está tendo aí uma grande quantidade de companhias, particularmente europeias, cancelando voos com o objetivo de tentar manter ali a sua lucratividade e o seu equilíbrio econômico-financeiro.
Uma coisa que eu também queria destacar, Tanguy, é que a primeira-ministra do Japão anunciou que o Japão criará um fundo de 10 bilhões de dólares para ajudar países asiáticos a comprar energia.
Isso é o equivalente a até 1,2 bilhão de barris de petróleo, segundo as contas do governo japonês, o que seria mais ou menos um ano de importações da ASEAN. Os recursos vão ser disponibilizados através de instituições estatais japonesas, como é o caso do Japan Bank for International Cooperation e do Nippon Export and Investment Insurance.
A ideia é proteger cadeias de suprimento japonesas, obviamente. Isso acaba oferecendo como medidas concretas crédito para a compra de energia, particularmente dos Estados Unidos. É isso que o Japão está sugerindo, que os parceiros da asenha comprem energia dos Estados Unidos, comprem petróleo dos Estados Unidos.
E você também tem um financiamento para empresas e governos ligados à cadeia japonesa. O Japão é um país muito integrado com os seus vizinhos e, consequentemente, existe justamente esse movimento para tentar manter essa cadeia de suprimentos bastante azeitada. E também me chamou muita atenção que o diretor...
do FMI para a região da Ásia, que é o senhor Krishna Srimi Vanson, ele destacou que a Ásia é o continente mais vulnerável à crise de Hormuz, algo que a gente já tinha destacado aqui no Pitch Jornal. A gente está falando de um continente asiático que é muito dependente justamente do fornecimento de petróleo do Golfo Pérsico.
e que está tendo aí, claro, alguma dificuldade para buscar alternativas. Então, países como a Tailândia, a Indonésia, ou mesmo a Austrália, se a gente considerar que faz parte ali da zona geopolítica asiática, tem enfrentado enormes dificuldades e problemas bastante severos.
já está projetado uma alta da inflação na região, uma inflação que vai aumentar no ano de 2026 para algo em torno de 2,6%, e em 2027 deve talvez se manter em um patamar bastante semelhante.
Mas você vai ter também menos crescimento econômico nessa região, que é uma região muito dinâmica do mundo e que tem apresentado ótimas taxas de crescimento econômico. Portanto, já está mapeado, não é uma surpresa para nós, a gente já vinha falando sobre isso, que o próprio Fundo Monetário Internacional considera que a Ásia é a região mais vulnerável às consequências justamente dessa crise energética proveniente do Golfo Pérsico.
Daniel, eu queria trazer uma pauta que é mais ilustrativa do que exatamente informativa, mas que ressalta o clima que você tem na relação entre europeus e os Estados Unidos. A gente já tem uma desconfiança grande, os europeus ficaram muito incomodados com aquela pressão que os Estados Unidos fizeram sobre a Groenlândia, que aliás, como a gente disse aqui, Daniel, da mesma maneira que se tornava um grande assunto, que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no trame que no tr
desapareceu também, Donald Trump parou de falar sobre a Groenlândia, mas aquilo ali deixou algumas marcas na relação com os europeus. A gente ainda teve a derrota de Viktor Orban, que era uma relação muito sólida do governo de Donald Trump, ele deixou o governo e tal, e isso apenas ressalta o fato de que, na verdade, reforça o fato de que os europeus estão olhando para os Estados Unidos com cada vez mais desconfiança.
A crise que a gente teve envolvendo Donald Trump e o Papa piorou ainda mais a situação a partir do momento em que colocou Donald Trump em rota de colisão com o Giorgio Meloni, a primeira ministra italiana, que até outro dia era unha e carne com Donald Trump. Lembrando que Giorgio Meloni foi uma das poucas líderes que teve na posse de Donald Trump nesse segundo mandato. Ela estava lá numa posição de muito destaque, poucos europeus foram convidados ou compareceram.
Ela estava lá e ela ficou muito incomodada com a troca de farpas entre Donald Trump e o Papa, o Leão XIV, e pior ainda a partir do momento em que Donald Trump publicou aquela imagem de inteligência artificial em que ele se compara a Jesus Cristo. Depois ele tentou dizer que não era Jesus Cristo, que ele entendeu que aquilo ali era um médico, mas isso não engana absolutamente ninguém. Então, segundo George Meloni...
As declarações do presidente Trump sobre o santo padre são inaceitáveis. E Donald Trump retrucou e disse que ela é quem é inaceitável. Achei que ela fosse corajosa, mas eu estava errado. Então isso denota, Daniel, meio que uma...
Assim como a gente já falou aqui outras vezes, um ponto de não retorno. George Meloni se criou como política na Europa, em grande medida tentando emular determinado discurso, determinado pensamento, uma ligação com Donald Trump. A gente teve um determinado momento, por exemplo, na campanha que levou George Meloni a ser primeira ministra, em que ela demonstrava uma proximidade não apenas com o Trump, mas com o Steve Bannon, que é um dos ideólogos.
do pensamento do Trump, do MAGA e tal. O Trump chegou a dizer no ano passado que a George Meloni era linda. O que a gente sabe que para Donald Trump a questão da beleza feminina passou como grande elogio, uma coisa assim. E nesse momento você tem uma ruptura. Outra coisa que gerou desgaste...
pouco tempo atrás, na relação entre George Meloni e Donald Trump, foi exatamente o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no dia 28 de fevereiro. O ministro da Defesa da Itália estava em Dubai, no momento em que os ataques começaram, e foi pego absolutamente de surpresa. Daniel, a gente está falando sobre o ministro da Defesa de um membro da OTAN.
e não tinha a menor ideia do que estava acontecendo, e teve que ser evacuado de lá às pressas. Isso foi entendido como uma humilhação. Pô, a Itália é uma aliada dos Estados Unidos, está lá na OTAN, é um dos países mais importantes da Europa, não foi avisado, e o cara teve que sair de lá às pressas.
Some-se a isso, Daniel, o fato de que essa guerra está levando a uma elevação do custo de vida, então está levando a uma elevação do preço do gás, da eletricidade, que mexe com a popularidade de George Meloni, e, portanto, ela está tentando se descolar de Donald Trump. É um dos últimos...
locais na Europa, nos últimos países na Europa, que mantinha uma boa relação com Donald Trump, pelo menos tentava manter essa boa relação. Victor Orbán não é mais primeiro-ministro e George Meloni simplesmente está abandonando Donald Trump, está entendendo que não faz mais parte da estratégia política dela e, portanto, Daniel, essa relação entre a Europa e Estados Unidos, pelo menos com Donald Trump, nesse momento, é praticamente inviável.
Não há praticamente ninguém na Europa que, de fato, aposte as suas fichas nessa relação com o presidente dos Estados Unidos.
Tanguy, podemos avançar para a geleia da Shakira? Aliás, a dupla geleia da Shakira, afinal, hoje é quinta-feira, é o último bate-papo da semana. Acho que merecemos algumas notas mais leves para encerrar esse episódio. Daniel, a gente vai ter uma geleia da Shakira, mas vai ter um sorvete da Shakira também, que se liga, inclusive, com essa última pauta que eu trouxe. No momento em que você teve essa treta aí entre George Meloni e Donald Trump,
O perfil da embaixada do Irã em Gana, aliás, os perfis do Twitter do Irã estão realmente uma coisa fora do comum, escreveu uma carta dizendo o seguinte, isso está lá no Twitter, no X, Cara Itália, sua primeira-ministra acabou de defender o Papa e perdeu um aliado em Washington.
o comandante em luta, ele colocou como commander in grief, commander in chief é o comandante em chefe, ele colocou lá como commander in grief, que ao mesmo tempo é o homem mais tolo da face da Terra. Gostaríamos de nos candidatar à vaga de aliado da Itália. Nossas qualificações, é quase o currículo, nossas qualificações, nós temos 7 mil anos de civilização,
Nós temos um amor compartilhado com a Itália pela poesia e pela arquitetura. E nós temos apenas um conflito com a Itália, que é na gastronomia. Então esse é um problema pelo fato de que Irã e Itália já brigaram sobre quem inventou o sorvete.
Segundo os iranianos, a versão iraniana veio primeiro. O gelato veio mais forte. Estamos, portanto, em uma guerra fria sobre isso há dois mil anos. Daniel, eu queria a sua opinião para saber quem foi que chegou primeiro, se foi a Itália ou se foi o Irã, mas aparentemente temos uma guerra fria entre os dois. E queria saber, na sua opinião, se isso pode ser resolvido, Daniel. Ô, Tanguy, está tudo errado, pela ordem. Pelo que me consta é que eu estava olhando aqui as minhas anotações.
O gelado, o sorvete, etc. Foi inventado na China, Tanguy. Pô, não foi inventado nem no Irã, nem na Itália. O que me consta, o Marco Polo, ele foi à China e acabou trazendo essa tecnologia para a Itália. E os CNN não inventaram sorvete coisa nenhuma também. O que é isso, gente? Foi a China que inventou. Está todo mundo errado.
Mas aí eu acho que você vai concordar comigo que cabe ao Xi Jinping se manifestar nessa. A Itália está contando a versão dela, o Irã está contando a versão dele, os Estados Unidos estão de fora da brincadeira, cabe à China querer dizer o que vai fazer. E tenho minhas dúvidas, Daniel Souza, se a China entrar nessa, se os três não se abraçam, tá? Então Irã, Itália e China, de repente, se abraçam aí, fica tudo certo, a Itália compra energia do Irã, a China financia todo mundo, e de repente os três ficam felizes cada um com a sua versão da Itália, pelo menos do sorvete, viu?
Agora, podemos avançar para a nossa segunda geleta, Shaquille de hoje? Daniel, eu passei o dia todo me preparando para essa, mas vai, vai lá, vai lá. Eu fiquei incomodado com isso, mas segue. Ah, Tanguy, eu compartilhei com você isso e achei maravilhoso. O secretário de defesa dos Estados Unidos, o Pete Hexert, que está numa pegada, Tanguy, cristã.
Ah, inclusive chamou os jornalistas de fariseus, esses jornalistas aí que ficam questionando o governo do maravilhoso Donald Trump. Então, eis que, de repente, não mais que de repente, ele estava ali numa pegada religiosa no seu discurso e resolveu fazer uma citação bíblica. E aí, ao fazer uma citação bíblica, ele acabou citando um trecho do filme Pulp Fiction do Tarantino.
Só que tem um problema, essa citação bíblica, ela é falsa. Ela não está na Bíblia. Então, eu acho importante, você que quer projetar uma imagem cristã, quem sabe ser cristão? Quem sabe, talvez, começar lendo a Bíblia? Ler a Bíblia ainda se faz, Daniel? Para o cristão, assim, ler a Bíblia e tal? Se faz. Aliás, esse rapaz aí que disse que...
O Papa, enfim, estava se comportando mal. Aliás, os trampistas estão com uma autoestima em dia. Nós tivemos o J.D. Vance, inclusive, questionando o Papa no que diz respeito a questões teológicas. O Papa deveria tomar cuidado quando fala de questões teológicas e tal. Estamos diante de um cenário onde, literalmente, as pessoas estão tentando explicar.
ensinar o padre a rezar a missa. O santo padre, não é qualquer padre. O santo padre, no caso, não só o padre. O padre a rezar a missa. Explicar como o padre deveria rezar a missa. E no caso do Pete Hexet, é um trecho falso da Bíblia. E fica aqui a dica. Você quer ser cristão? Deve ser cristão? Mas lê a Bíblia, pelo menos, para não passar por esse tipo de situação.
Então, ele leu o livro de Quentin Tarantino, é isso? Não foi nem de Lucas, nem de nada, foi o livro de Quentin Tarantino. Foi de Quentin Tarantino. É isso, tem que ver já você. Em que momento nós estamos vivendo? Meu Deus do céu.
Daniel Souza, dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio. Esse é, teoricamente, sabe sei lá o que vai acontecer, o último bate-papo da semana. Amanhã a gente tem o Petit Invest, que a gente grava sempre às 9 da manhã, na sexta-feira, para tratar de assuntos econômicos, financeiros e tudo. Mas a gente deixa aqui o nosso agradecimento a todo mundo que nos acompanhou ou vem nos acompanhando ao longo dessa semana. Muito obrigado pela sua presença aqui.
Se você quer a nossa companhia por mais tempo, acessa lá, petcursos.com.br. Tem um monte de curso lá para você assistir do jeito que você quiser, na hora que você quiser, sobre o tema que você quiser. Eu duvido que você entre lá no site e não encontre alguns cursos que vão te interessar. Preço competitivo, vale muito a pena. Acesse lá, o link está na descrição, petcursos.com.br.
Fica aqui também o nosso agradecimento, Tanguy, aos apoiadores e apoiadoras do Peti Jornal. Vocês que são fundamentais nesse projeto. O Peti é uma mídia pequena, não tem o suporte de um conglomerado ou de um grande estúdio. É um trabalho bastante artesanal, é um trabalho...
que depende bastante da ajuda de nossos apoiadores, e por isso registramos sempre aqui o nosso agradecimento a cada um deles. Fica nosso abraço, nosso carinho, e o nosso muito obrigado a cada um de vocês. Fica também o convite. Se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix? Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
que é uma forma prática, instantânea de apoiar o Petit Jornal. Você pode, inclusive, ativar o Pixer Corrente. Tem o link do Apoia-se, o link do Patreon. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você. É isso, Daniel Souza. Amanhã de manhã estamos de volta. Um abraço, até a próxima. Valeu! Tchau, tchau! Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Acesse www.petitjornal.com.br
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