Quem passa por Ormuz? BP 1057
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Mesmo sob ameaça de fechamento, navios continuam passando pelo Estreito de Ormuz, evidenciando a dificuldade de interromper completamente uma das rotas mais estratégicas do mundo. No episódio analisamos a possibilidade de novas negociações em Islamabad entre Estados Unidos e Irã, com a questão nuclear permanecendo como principal entrave para um acordo. Também discutimos os impactos do bloqueio parcial sobre cadeias globais, incluindo o risco de escassez de fertilizantes e seus efeitos sobre a produção de alimentos.
Abordamos ainda o alerta do FMI sobre uma possível crise global mais profunda, além do movimento da Indonésia, que busca ampliar sua relevância ao dialogar simultaneamente com Estados Unidos e Rússia. No Oriente Médio, Líbano e Israel tentam avançar em negociações para isolar o Hezbollah.
Na Geleia da Shakira, Trump aparece em peça publicitária do governo conversando com uma entregadora, em mais um momento que mistura política e comunicação direta.
#OrienteMédio #Ormuz #Petróleo #Geopolítica #EconomiaGlobal
- Conflito no Estreito de OrmuzNegociações EUA-Irã · Questão nuclear do Irã · Impacto no mercado de petróleo · Fertilizantes e produção de alimentos
- Indonésia como Pivô GeopolíticoRelações EUA-Indonésia · Cooperação militar · Impacto na China
- Crise Econômica no IrãPrevisões do FMI · Inflação e crescimento econômico
- Relações Israel-EUAConflito com o Hezbollah · Conversa diplomática
- Estratégia de comunicação de TrumpPeça publicitária do governo Trump · Isenção tributária
Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.
Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Peti Jornal. Esse é o bate-papo número 1057. Estamos gravando numa live no YouTube do Peti Jornal. São exatamente 17 horas e 25 minutos da terça-feira, 14 de abril de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece cor. Tanguy, ô Bagdad, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado, tarifado em 15% e aguardando reembolso.
Não digo mais, por enquanto. E preocupado, muito preocupado, o professor Bagdadi, um ambiente internacional muito pantanoso, incerto, inseguro, o que está tirando as suas noites de sono. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Como vai, professor Bagdadi? Tudo bem? Vamos a isso!
Tudo bem, Daniel Souza com S, vamos lá para esse bate-papo 1057, um prazer estar aqui mais uma vez, deixo as boas-vindas a todos e todas que nos acompanham, um prazer ter vocês aqui junto com a gente, todo mundo que acompanha a gente ao vivo pelo YouTube, pessoal que acompanha a gente pelo Spotify, pelo Apple Podcast, Podcast Addict, qualquer plataforma de podcast, é um prazer ter vocês aqui com a gente.
E vamos lá para mais esse dia, para mais essa terça-feira, falando sobre tudo o que vem acontecendo ao redor do mundo. E Daniel Souza, a gente continua falando, obviamente, sobre o principal assunto, não do dia, não da semana, não do mês, mas do ano até agora, que é essa guerra que envolve Estados Unidos, Israel de um lado, o Irã do outro, o Golfo Pérsico, o Estreito de Hormuz, tudo o que vem acontecendo por ali. E Daniel, no dia de ontem, a gente teve a repercussão.
daquele anúncio por parte dos Estados Unidos de que bloqueariam também os trades de Hormuz. A consequência disso foi que o petróleo foi para as alturas, não era para menos, né? Todo mundo preocupado com o abastecimento futuro de petróleo. E não por acaso também, no dia de hoje, Donald Trump deu uma entrevista ao New York Post. New York Post é a versão menos sofisticada de Nova York. Você tem o New York Times, que é, enfim, super conhecido e tal.
E você tem o New York Post, que é bem mais a cara do Trump. Então ele deu uma entrevista para o New York Post.
sugerindo que algo pode acontecer nos próximos dois dias e que Washington está inclinado a enviar novamente uma declaração para o Paquistão. Então a gente teve aquela rodada de negociações ao longo do final de semana que aconteceu no Paquistão, aliás, mediado.
pelo Ministério das Relações Interiores do Paquistão, negociações que aconteceram em Islamabad, e você tem conversas que foram confirmadas, aliás, pelo primeiro-ministro paquistanês, o Shebaz Sharif, para que você volte a ter negociações em Islamabad para ver se resolve a querela entre Estados Unidos e Irã.
Um dos pontos que ficaram pendentes, Daniel, foi a principal questão que ficou pendente, não foi apenas o Hormuz. Claro que o Hormuz é um grande tema das negociações, mas para você conseguir ter uma estabilidade entre os dois países, a questão nuclear é fundamental. É importante lembrar que o Irã tem um programa nuclear
que foi iniciado em parceria com os Estados Unidos desde o final da década de 1950, mas se tornou um grande ponto de atrito, afinal de contas os Estados Unidos alegam que o Irã quer fazer bombas nucleares, algo que o Irã nega terminantemente. A proposta que os Estados Unidos colocaram na mesa, Daniel, durante o final de semana lá no Paquistão, era que o Irã deveria suspender por 20 anos e o Irã deve ser um grande ponto de atrito,
toda e qualquer atividade nuclear. Então o que o Trump queria era atividade zero, parar absolutamente tudo. E dessa maneira, Daniel, 20 anos é muito tempo, 20 anos você basicamente desabilita qualquer coisa que possa acontecer. Inclusive, daqui a 20 anos você teria que voltar muitas etapas. E a contraproposta iraniana era uma suspensão de 3 a 5 anos.
Então, algo que os Estados Unidos não aceitam, que os Estados Unidos dizem, olha, três anos é muito pouco, cinco anos é muito pouco, daqui a pouco o Irã voltaria e teria condições de fazer uma ogiva nuclear. E outra coisa que está na pauta, ainda acerca da questão nuclear, é o que fazer com os 440 quilos de urânio enriquecido a 60% que o Irã possui.
Lembrando que para você fazer uma bomba nuclear você tem que chegar a 90%, então 440 quilos a 60% é considerado muito o que os Estados Unidos estão dizendo. E esses 440 quilos têm que ser tirados do Irã. Aliás, fontes de inteligência afirmam que os Estados Unidos chegaram a cogitar a possibilidade de ir lá e tomar isso militarmente, tentar tomar esses 440 quilos. Provavelmente não conseguiram imaginar uma forma de fazê-lo.
e o que o Irã diz é que poderia diluí-lo. Então, se você tem o Urano enriquecido a 60%, você dilui e diminui, portanto, a taxa de enriquecimento para o que poderia ser utilizado para fins civis. Então, esses são os pontos da negociação, vamos ver se ao longo dos próximos dias esse tema pode voltar a ser um assunto lá em Islamabad, mas, ao que tudo indica, há conversa nos bastidores mobilizadas pelo próprio Paquistão para que as delegações dos Estados Unidos e do Irã não. N Heinz não. N Heinz não.
voltem para o país para ver se a gente consegue avançar um pouquinho mais nessas negociações, Daniel. Ainda falando sobre o Oriente Médio, o Tanguy chamou bastante atenção a movimentação de alguns navios petroleiros ao longo das últimas horas.
E ficou muito claro que os Estados Unidos estão preocupados com apenas uma coisa. Se o navio veio do Irã ou se o navio está indo embora do Irã. Na prática, navios que têm um histórico um pouco complicado, problemático, etc., eventualmente estão passando. E a gente tem aqui alguns exemplos disso. Tem o Peace Gulf.
que é um navio tanque de médio porte, de bandeira do Panamá, que estava indo em direção aos Emirados Árabes Unidos, passou pelo bloqueio americano. Esse navio tem o histórico de transportar nafta iraniana e ser utilizado justamente para contornar sanções impostas.
aos iranianos. Nós tivemos também o Hange, que já transportou petróleo russo e iraniano. Ele estava indo rumo ao Iraque e os Estados Unidos deixaram passar. Na prática, mais um navio que já foi envolvido aí em contorno às sanções impostas pelos Estados Unidos. Tivemos também o Rich Starray.
que é um navio de médio alcance, é um navio que teve como origem os Emirados Árabes Unidos, conseguiu passar realmente pelo bloqueio dos Estados Unidos, e é um navio de empresa chinesa que também está sob sanções dos Estados Unidos. Portanto, fica muito claro que os Estados Unidos estão focados no Irã.
O navio veio do Irã, está indo para o Irã. Se não, deixa o barco correr, deixa a vida seguir, porque é uma forma realmente de tentar abastecer um pouco o mercado internacional de petróleo. E chamou muito a atenção também, Tanguy, a declaração da Agência Internacional de Energia, que mudou radicalmente a sua projeção para a demanda mundial de petróleo nesse ano de 2026.
Antes, a projeção da agência era de um aumento de 640 mil barris por dia. E agora, a projeção é de menos 80 mil barris por dia. E aí, eu estou considerando o ano de 2026 como um todo, a agência está considerando o ano de 2026 como um todo.
Isso mostra uma mudança de sinal. Quer dizer, antes nós tínhamos uma expansão de demanda por petróleo e agora o que se projeta é uma contração na demanda por petróleo. Isso mostra claramente que mesmo que a guerra termine agora, mesmo que você volte a ter uma maior fluidez pelo Estreito de Hormuz, o impacto vai ficar e o impacto vai demorar bastante tempo para ser totalmente eliminado, totalmente dissolvido.
Claro, vamos observar o que acontece ao longo dos próximos dias, porque o Donald Trump anunciando que conversas podem acontecer muitas vezes parece uma manipulação do preço do barril de petróleo. O preço do barril de petróleo acabou, inclusive, reagindo a essa declaração do presidente dos Estados Unidos, e o mercado hoje está muito suscetível justamente a essa volatilidade de informações que tem mudado de forma muito intensa e muito rapidamente.
E aliás, isso traz uma consequência para o Brasil também, né, Daniel? Não apenas por conta da energia em si, mas pelo fato de que quando a gente fala sobre hormúcio, a gente está, claro, olhando muito para combustível, para gás natural, para petróleo e tudo, mas a gente tem que lembrar também que passam por ali uma quantidade gigantesca de fertilizantes.
Cerca de 35% de toda a ureia global, que é a base para fertilizantes, passa pelo Estreio de Hormuz. 30% do comércio total de fertilizantes passa pelo Estreio de Hormuz. Então, com esse bloqueio duplo, né, Daniel? Então, o Irã dizendo que bloqueia, os Estados Unidos dizendo que bloqueiam, são navios que vão passar por ali ou que vão deixar de passar por ali.
carregam, claro, petróleo e gás natural, mas que carregam também fertilizante. E aí a gente tem um problema muito grave, né, Daniel? Porque quando a gente fala sobre safra, a safra não pode esperar, não, daqui a dois meses a gente consegue fertilizante. A safra ela tem uma data correta para você receber o fertilizante. Isso foi um problema no início da guerra da Ucrânia e volta a ser um problemaço agora. Você tem algumas regiões como África e Ásia que já estão perdendo não. N gorilla não.
A janela de aplicação, claro, regiões da África, regiões da Ásia, que já estão perdendo a janela de aplicação de fertilizantes, isso pode ser um problemaço para o Brasil. O Brasil é um grande exportador, um dos maiores exportadores do mundo de alimentos, depende muito, mas muito mesmo.
de fertilizantes importados. Os fertilizantes importados pelo Brasil vêm da Rússia, vêm da Ucrânia, vêm do Canadá e vêm também da região do Golfo Pérsico. O Brasil importa 85% dos fertilizantes que produz, que consome. A gente está falando sobre o preço da ureia, por exemplo, que já chega no Brasil a 757 dólares por tonelada. Isso é o dobro da média de 2025.
Então está mais difícil conseguir esses produtos e quando chega, chega num valor muito mais elevado. Então alguns países já estão começando a se movimentar para se tornarem produtores maiores de fertilizantes, afinal de contas há um mercado a ser explorado, é o caso tanto do Egito quanto da Argélia.
que estão olhando para isso e estão falando assim, opa, não apenas eu consigo vender energia, como agora também se eu começar a me especializar, a produzir mais fertilizantes, eu consigo também uma base muito interessante para conseguir mercado, que nesse momento está ficando meio vago. Isso, óbvio, mexe com todo mundo, né, Daniel? Mexe com o preço de alimento, mexe com absolutamente tudo no mundo inteiro, em particular no Brasil também.
Aliás, o próprio Brasil, Tanguy, já está dando sinais de que vai se mexer e tentar aumentar a produção de fertilizantes aqui dentro do país. Afinal, esse é um elemento de enorme vulnerabilidade para o agronegócio brasileiro, o agronegócio que tem dado sinais de muito nervosismo em relação a essa questão, porque, na prática, esses insumos precisam chegar e eles precisam chegar no tempo correto, porque existe ali uma janela de safra.
que precisa ser respeitada, e para que essa janela de safra seja alcançada, o plantio tem que acontecer no momento correto e a utilização dos fertilizantes também. Esse é um elemento que pode trazer consequências para a pauta de exportações do Brasil, e é um elemento de enorme vulnerabilidade.
É importante sempre lembrar que o Brasil tem um bom relacionamento com a Rússia, entre outros fatores, por conta da importância da Rússia como fornecedora de fertilizantes para o Brasil, fertilizantes absolutamente fundamentais para o agronegócio. E é muito interessante sempre lembrar que existe essa conexão entre os fertilizantes e a produção de energia, empresas de energia, e esse acaba sendo um elemento que hoje o Brasil ainda é bastante vulnerável.
Isso mexe com o nosso bolso, né, Daniel? Isso mexe com inflação, isso mexe com juros, isso mexe com absolutamente tudo, mexe com a capacidade brasileira de continuar crescendo economicamente, mexe com a trajetória de crescimento do Brasil e mexe também com a sua perspectiva econômica, com a sua perspectiva financeira.
Não é para desesperar, há soluções, desde que você tenha do seu lado alguém que está preparado para tal. É por isso que a gente indica aqui os nossos parceiros da Rio Claro Investimentos, uma gestora completa da sua vida financeira, para garantir que você tenha uma boa carteira, segura, rentável daqui para frente. Aliás, a Rio Claro está muito atenta a tudo o que está acontecendo no mundo.
A maneira pela qual as coisas vêm se movimentando, a Rio Claro lá, é sempre com muita responsabilidade, agindo sempre em favor do seu cliente, nunca em favor de um determinado ativo, ou o que quer que seja, para garantir que lá na frente você tenha uma aposentadoria tranquila, que você tenha tranquilidade na sua vida e para a sua família também. Então entre em contato com eles, o link está na descrição desse episódio, fala com a Rio Claro, o atendimento deles é espetacular e é certamente o que você precisa em momentos de turbulência.
Imperdível, gente. Em um momento como esse, você precisa realmente de profissionais para te auxiliar na gestão do seu patrimônio, para focar no longo prazo. A gente está tendo muita oscilação no sistema internacional. A Rio Claro é muito atenta justamente a esses movimentos. É uma empresa que...
trabalha exclusivamente com foco no interesse do cliente, não tem ali nenhum tipo de conflito de interesses, não vai ficar tentando empurrar produtos para você, até porque ela não ganha dinheiro com isso, justamente para evitar esse conflito de interesses. Ela tem o mesmo interesse do cliente, ela está focado no bem-estar do cliente. E por isso fica a nossa recomendação da Rio Claro Investimentos, link no descritivo desse episódio.
Tanguy, avançando para a próxima pauta, eu queria registrar que o governo Donald Trump se prepara para um mega reembolso. Pois é, depois da derrubada das tarifas pela Suprema Corte, nós temos o governo dos Estados Unidos com um total estimado de reembolsos de 166.
bilhões de dólares. A gente está falando de um universo de mais de 300 mil importadores, cerca de 55 a 56 milhões de remessas de dinheiro que precisarão ser feitas, um dos maiores reembolsos da história dos Estados Unidos.
Esse mapa de pagamento está sendo desenvolvido pela US Customs e ela vai ser realmente a responsável por devolver esse dinheiro para essa quantidade inacreditável de pessoas. O programa vai ter algumas fases. A implementação começa na próxima segunda-feira. Na realidade, o lançamento é na próxima segunda-feira. A estratégia é priorizar casos mais simples.
e recentes, e o desafio vai ser ali os processamentos mais complexos que ainda exigem, inclusive, um trabalho manual. Vai ser um trabalho devolver esse dinheiro para esse caminhão de gente.
O fato é que você tem aí uma série de problemas práticos, pequenos importadores. Você tem também assimetrias entre grandes empresas e pequenas. As grandes empresas acabam sendo beneficiadas mais rapidamente. Que lambança, que lambança, Tanguy Bagdadi. Agora o governo dos Estados Unidos vai ter que oferecer esse reembolso gigantesco para tanta gente ao mesmo tempo.
Daniel Souza, em janeiro desse ano agora, os Estados Unidos fizeram uma intervenção na Venezuela, tiraram de Nair Nicolás Maduro e passaram a administrar de forma direta o petróleo venezuelano.
Aí, no final de fevereiro, eles fazem uma operação direta, um bombardeio, junto com Israel contra o Irã, que é um fornecedor de petróleo para a China. E, nesse momento agora, Daniel, a gente está vendo que a estratégia norte-americana, ela, de fato, tem a China como alvo. Claro que isso nunca foi um segredo, nunca foi uma surpresa, mas a gente vê como é que a movimentação dos Estados Unidos tem sido exatamente nesse sentido.
O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Peter Hexat, recebeu no Pentágono, no dia de ontem, no dia 13 do 4, segunda-feira, o ministro da Defesa da Indonésia, Daniel. E quando a gente fala sobre a Indonésia, a gente está falando sobre um país que é, tenta ser neutro,
Então é um país que mantém uma relação boa econômica com a China, mantém um diálogo bastante intenso também com os Estados Unidos e tal. Mas o fato de você ter o ministro da Defesa da Indonésia visitando os Estados Unidos para tratar especificamente de um acordo de cooperação de defesa majoritária, esse é o nome do acordo,
Então, fala ali sobre modernização militar, cooperação tecnológica, significa que, na área da defesa, a Indonésia está se aproximando dos Estados Unidos. O que isso tem a ver com a China? Isso tem a ver que a Indonésia é um país muito importante para o chamado Estreito de Malacca.
O Estreito de Malacca é uma passagemzinha que você tem ali entre Indonésia, Malásia, passa ali também por Tailândia, Singapura, mas é literalmente um estreitozinho que é por onde passa grande parte da energia que a China consome, oriunda do Golfo Pérsico. Então, dali vem uma quantidade gigantesca.
de petróleo, e passe exatamente por aquele estreito. Isso é, portanto, uma vulnerabilidade para a China, porque no momento em que a Indonésia ou a Malásia, a Tailândia e Singapura um pouco menos, mas principalmente a Indonésia e Malásia quiserem fechar aquele estreito, a China passa por um problema...
sério, ela vai ter que contar com fontes energéticas de outras regiões, por exemplo, da Rússia e tal, que é claro que a energia chega, mas não em quantidade suficiente. Então isso aqui é algo que deixa a China de sobreaviso, Daniel, é um alerta para a China, o fato de você ter uma aproximação entre os Estados Unidos e a Indonésia. O acordo, Daniel, ele...
vai ali no sentido de uma cooperação técnica, tecnológica, está longe de ser com acordos mais aprofundados, mas, de qualquer maneira, indica uma vontade dos Estados Unidos de ter uma presença, uma influência um pouco maior naquela região. Tanto é que uma das discussões que a gente teve exatamente enquanto essa negociação estava acontecendo, Daniel, entre a Indonésia e os Estados Unidos, é que os Estados Unidos demandavam, eles pressionaram a Indonésia não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham não tinham
para conseguir uma autorização prévia para que aeronaves militares americanas sobrevoassem a Indonésia no momento em que bem entendessem. O que a Indonésia falou foi, pera lá, pera lá, pera lá, pera lá, não é bagunça, a gente está fazendo um acordo e tal, mas eu não vou te dar um cheque em branco para, porra, a aeronave americana agora ficar sobrevoando a Indonésia. Mas a gente vê como é que o Peter Heggs, é Daniel, secretário de defesa dos Estados Unidos,
está de olho no que está acontecendo naquela região. Então você trava a chegada de petróleo venezuelana para a China, você fecha o Estreito de Hormuz, leva a uma guerra ali que dificulta também o acesso chinês ao petróleo daquela região, e agora você começa a lidar com a Indonésia. Naturalmente, a China está olhando para isso tudo com uma certa preocupação. Agora, claro, Daniel, o tiro pode sair pela culatra. Tudo isso pode sinalizar para o mundo, como me parece que vem sinalizando,
que olha, o petróleo, sei lá se é realmente o combustível que todo mundo pode confiar. Se fecha daqui, fecha de lá, restringe daqui, restringe lá, talvez a transição energética ganhe força. E se você fala em transição energética, hora a hora, quem está liderando esse processo é exatamente a China. Então é um cenário preocupante para a China, mas eventualmente pode ser também uma mão na roda para um objetivo que a China já vem almejando há algum tempo, que é ser uma grande fornecedora global de produtos para energia renovável, Daniel. Obrigado.
Aliás, a Indonésia está numa prateleira ali muito parecida com a do Brasil e da Índia, né? Um país que quer ter um bom relacionamento com os Estados Unidos, mas também quer ter um bom relacionamento com a China, não quer estar alinhado automaticamente com ninguém. Aliás, se os nossos amigos e amigas não estiverem familiarizados com o mapa da Indonésia, eu convido a dar uma olhada no Google Maps.
que você vai ver que é um mapa absolutamente impressionante. Aliás, a Indonésia só não tem dois pedaços daquela região toda, que é justamente o leste da ilha de Timor, é o Timor-Leste, que aliás foi dominado pela Indonésia durante bastante tempo, e o leste da ilha de Papua, que aliás é Papua-Nova Guiné, que foi um protetorado australiano até 1975. No mais, a Indonésia domina toda aquela região e, consequentemente, a passagem de um lado para o outro.
necessariamente acaba lhe envolvendo passar por dentro do território indonésio e, consequentemente, é um país absolutamente estratégico do ponto de vista geopolítico. E, Tanguy, veja você, o presidente da Indonésia, que não é bobo nem nada, resolveu se encontrar com o Vladimir Putin.
Então, o Subianto, que é o presidente da Indonésia, teve com o Vladimir Putin e ele disse que foi ao Putin consultar sobre a situação geopolítica global, que está passando por rápidos desenvolvimentos e mudanças. Ou seja, já que o problema é geopolítico, eu vou falar com quem entende de geopolítica. Eu vou falar com o Vladimir Putin e ele disse mais.
Ele disse que a Rússia tem desempenhado um papel muito positivo nesse ambiente geopolítico de muita imprevisibilidade. E ele também foi conversar com Vladimir Putin para garantir o petróleo. É, para garantir o petróleo. A Indonésia é uma importadora líquida de petróleo, precisa de petróleo. Boa parte do petróleo que vai para a Indonésia vem do Oriente Médio. Aliás, você tem alguns petroleiros da estatal Indonésia que estão presos em Hormuz.
E a Indonésia está muito preocupada em tentar trazer mais petróleo russo para evitar uma crise econômica mais severa, um impacto inflacionário sobre o crescimento econômico mais forte. Então, a Indonésia flertando com os dois lados. Opa, olá, Estados Unidos, como vai? Tudo bem? Oi, Rússia, olá, como vai? Tudo bem? Olá, China, como vai? Tudo bem? E a Indonésia está certíssima. Realmente, dentro desse contexto internacional, e pensando ali nas potencialidades da Indonésia, um país geopolíticamente importante, com uma população imensa, não se não.
É claro que ele tem condições de se colocar de maneira bastante estratégica e inteligente. Eu queria aqui também registrar rapidamente que o Fundo Monetário Internacional divulgou o seu World Economic Outlook, o seu relatório trimestral, trazendo ali muita preocupação, traçando cenários, porque é o que dá para fazer nesse momento, ninguém sabe o que vai ser semana que vem.
E aí você tem um cenário base, onde o mundo continua crescendo 3,1% esse ano, se a crise de Hormuz for resolvida rapidamente, com uma inflação de 4,1%, uma inflação mundial de 4,1%, não uma inflação baixa. Você tem um segundo cenário, que é um cenário adverso.
que se a crise permanecer por mais tempo, com petróleo acima de 100 dólares por mais tempo, você vai ter um crescimento de apenas 2,5%, uma inflação de 4,4%, uma inflação mundial, e você tem a crise severa.
que é caso você tenha uma alta ainda maior do preço do petróleo. Isso leva o crescimento mundial este ano para 2% e a inflação para 6%. E nesse cenário mais severo, o Fundo Monetário Internacional registra que a economia mundial ficaria próxima de uma recessão.
recessão na economia mundial. É isso que a crise de Hormuz pode causar caso, num cenário catastrófico, nós tenhamos aí uma interrupção longa no fornecimento de petróleo e uma interrupção que acabe, na prática, gerando uma restrição fortíssima de energia no mercado internacional. Isso levaria o preço do barril do petróleo para as máximas históricas e, eventualmente, até poderia ultrapassar essas máximas históricas.
e poderia colocar o mundo num quadro recessivo bastante grave. Daniel, o mundo está tão convulsionado que essa pauta que eu vou trazer agora, ela está aparecendo como a última, ela não vai ser uma pauta de grande destaque, porque a gente não tem como dar destaque para tudo, em qualquer outro momento ela seria a pauta mais importante da semana. A gente está tendo, nesse exato momento, uma cúpula em Washington envolvendo Israel não. N gorilla não.
E Líbano é a primeira vez em mais de 30 anos, Daniel, que representantes diplomáticos dos dois países têm conversas diretas que estão sendo intermediadas pelo Departamento de Estado. São dois países que não têm relações diplomáticas, são dois países que, tecnicamente, portanto, continuam em guerra desde 1948 e, portanto, os dois governos estão conversando para tentar imaginar.
algum tipo de alternativa. Quem não está gostando nada disso, obviamente, Daniel, é o Hezbollah. A gente tem Israel, que tem o Hezbollah, considera o Hezbollah uma das suas maiores ameaças, então é um dos maiores alvos de Israel, é de fato o Hezbollah, é o que justifica, inclusive, Israel fazer todas as operações, todas as intervenções, todos os bombardeios no sul do Libro, inclusive na própria capital Beirute, e você tem um governo libanês que também quer se livrar do Hezbollah de tudo quanto é jeito.
Então, isso acaba fazendo com que os dois se reúnam, os dois estão conversando, então estão esboçando a estrutura para uma paz duradoura, visando remover a influência do Hezbollah na região para os próximos 20 ou 30 anos. Isso aqui eu comentei na semana passada, Daniel, que o presidente, o Josef Aum, que é um cristão maronita, aliás, presidente,
Libaneses são sempre cristãos maronitas. Ele começou a falar na semana passada, olha, a gente ia conversar com Israel, para que Israel não faça do Libro a mesma coisa que está fazendo com Gaza. O recado ali não é bem. Estamos preocupados com Israel, porque Israel quer nos destruir. O que ele está dizendo ali é, Israel,
conversa com a gente para a gente se juntar para tentar tirar o Hezbollah. O Hezbollah é que não pode ser um problema. Vamos cooperar com Israel para ver se o Hezbollah acaba sendo desarmado, ele acaba perdendo força e a gente, portanto, deixa de ter essa preocupação também na relação entre os dois.
A gente não sabe ainda qual vai ser o resultado, Daniel, a coisa ainda está acontecendo, mas o fato é que nós temos conversas diretas, diplomáticas, entre Israel e Líbano, e aí o Hezbollah emitiu uma nota, Daniel, falando o Líbano não pode negociar com Israel, estamos em guerra com Israel, os agressores e tal. Claro, o papel do Hezbollah nessa configuração é exatamente essa, agora o Líbano apresenta todo o interesse em conversar com Israel.
exatamente para tentar impedir que Israel continue fazendo esse tipo de ataque e tentar colocar o Hezbollah numa posição de seu país, quer dizer, seu grupo, né? Que nesse momento está sendo escanteado nessa relação. Como você disse outro dia, Daniel, eu achei perfeito, esse governo libanês é tudo que Israel sempre quis. É um governo que está lá sendo atacado, bombardeado, está sofrendo horrores na mão de Israel, mas considera que o grande problema é o Hezbollah e, portanto, está disposto a dialogar.
com Israel intermediado pelos Estados Unidos, exatamente para isolar o grupo chiíta, Daniel. Tanguy, podemos avançar para a geleia da Shakira de hoje? Vamos lá, Daniel Souza. Deixa eu imaginar aqui, Daniel. Donald Trump aparece de novo na geleia da Shakira de hoje? Cara, aparece, porque é imperdível. Eu me deburei.
Eu acabei me defrontando com um belíssimo vídeo, que na prática é uma peça de propaganda do governo Donald Trump para divulgar a isenção tributária que o governo Trump concedeu na Big Beautiful Bill para as gorjetas. Pois bem, o vídeo, Dengue Supernatural, acaba trazendo ali uma entregadora que traz dois pacotes do McDonald's.
Aí o Donald Trump abre a porta do Salão Oval e acaba dizendo o seguinte, olá, prazer em vê-la. Aí o Donald Trump vira para os repórteres e diz assim, isso não parece encenado, parece? Aí o repórter diz, claro que não, imagina, está super natural isso. E aí o Donald Trump continua, aí fala para a entregadora, você gostaria de fazer uma pequena coletiva de imprensa comigo?
A entregadora meio sem graça vira para ele e fala eu posso fazer o que o senhor quiser e tal, estou aqui para isso mesmo. E aí o Trump continua, eu acho que você votou em mim. Aí ela respondeu, hum, talvez. Aí ele continua, ouvi dizer que você é uma grande apoiadora nossa. Agradecemos por isso. Aí o Trump engata outro assunto de maneira completamente aleatória. Vira para a entregadora e diz o seguinte, você acha que homens deveriam competir em esportes femininos?
Aí a entregadora meio sem graça, eu realmente não tenho uma opinião sobre isso. Aí ele diz, aposto que tem, aposto que tem. Aí a entregadora responde, eu estou aqui por causa da isenção de impostos sobre corjetas. A entregadora quase dizendo, pelo amor de Deus, me livra daqui, socorro.
E aí o Trump, diante disso, fala, espere. E aí ele saca uma nota de 100 dólares e entrega para ela. E ela fica toda feliz para mostrar justamente que aquela gorjeta não será tributada graças a Donald J. Trump.
O vídeo é maravilhoso. Veja porque você não vai aguentar. É muito bom. Adorei. É por isso que eu tive que trazer aqui na janela da Shaquille de hoje. Se você quer conhecer mais o Trump, aliás, se você quer saber mais sobre essa aleatoriedade do Trump, a gente tem uma aula gratuita, né, Daniel, lá no YouTube do Petit Jornal sobre o Trump. Ih, Daniel, a gente foi fuçar nos documentos do Donald Trump. Voltamos aí três gerações na família Trump.
de onde veio o Donald Trump, a formação da família dele, do império dele, os fracassos todos, ele gosta de se colocar como uma pessoa de sucesso empresarial e tal. A gente já botou o dedo na ferida, Daniel. Todos os problemas do Donald Trump falaram um monte de empresa e tal. Está tudo lá nessa aula gratuita. Aliás, é uma maneira de você conhecer o nosso projeto de cursos, que é o PetiCursos. Acesse lá, peticursos.com.br para você conhecer.
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Daniel Souza, mas estamos de volta. Um abraço e até a próxima. Valeu! Tchau, tchau!
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