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Hungria acaba com a Era Orban - BP 1056

14 de abril de 202631min
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A Hungria entra em uma nova fase política com a derrota de Viktor Orban após 16 anos no poder, encerrando um ciclo marcado por centralização política e tensões com a União Europeia. No episódio analisamos o cenário econômico húngaro e os desafios que o novo governo deve enfrentar. Também discutimos a situação do Estreito de Ormuz após o anúncio de Donald Trump de que pretende fechar a passagem, destacando o ambiente de incerteza que segue afetando mercados e fluxos energéticos.
Abordamos ainda o endurecimento do discurso de Trump em relação à China, ao mesmo tempo em que oferece petróleo americano como alternativa energética, e a ameaça de Recep Tayyip Erdogan a Israel diante da continuidade dos ataques na Palestina e no Líbano.
Na Geleia da Shakira, surge a proposta inusitada de os Estados Unidos recrutarem gamers de Roblox e Fortnite para atuarem como controladores de voo.
#Hungria #Orban #Geopolítica #OrienteMédio #Petróleo
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

HostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

HostJornalista
Assuntos5
  • Derrota de Viktor OrbánViktor Orban · Peter Magiar · União Europeia
  • Economia Húngara e Legado de Orbáninflação · crise energética · pandemia de Covid-19
  • Bloqueio Estreito OrmuzDonald Trump e a NASA · Irã · Índia
  • Ameaça de Intervenção Militar Turca contra IsraelRecep Tayyip Erdogan · Israel
  • Controles de videogame e ergonomia
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Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.

Olá, gente! Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Pate-Papo número 1056. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 19 horas e 12 minutos da segunda-feira, 13 de abril de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor. Tanguy, ô Bagdad, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retubante, descansado, tarifado.

e preocupado, muito preocupado com esse cenário internacional de muita incerteza, um cenário internacional bastante pantanoso no qual estamos inseridos nesses últimos tempos. E temos também Daniel Souza, quem é isso que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais dos últimos dias. E, Tanguy, começamos com um grande acontecimento, um acontecimento super importante.

O fim de uma era, o fim da era de Viktor Orban, ou Orban, à frente da Hungria. Tudo bem, Tanguy? Vamos a isso? Tudo bem, Daniel Souza? Vamos lá para esse bate-papo 1056. Um prazer estar aqui mais uma vez. Deixo os boas-vindos a todo mundo que está com a gente aqui no YouTube.

Sejam todos muito bem-vindos, todo mundo que está com a gente também no podcast, é um prazer estar com vocês também. Esse é o nosso segundo episódio dessa segunda-feira. Se você quer saber sobre Trump dizendo que vai fechar o Straight Hormuz e tal, a gente já gravou um episódio mais cedo, volta lá. Houve um episódio bastante importante, acho até que é um momento que pode se tornar...

um momento histórico, e a gente tem nesse nosso segundo episódio da segunda-feira a necessidade de repercutir o que aconteceu na Hungria, Daniel. Nós tivemos finalmente a queda, o fim do governo de Viktor Orbán, que era primeiro-ministro da Hungria há 16 anos.

E Viktor Orban, Daniel, era uma figura muito importante na Europa, principalmente porque não escondia de ninguém a sua posição de aliado de Vladimir Putin. Ele era um dos caras, por exemplo, que era contrário a qualquer ajuda à Ucrânia. Era...

contrário a qualquer tipo de sanção à Rússia, era um cara que em diversos momentos, inclusive, bloqueava processos decisórios dentro da União Europeia, a ponto, inclusive, dele ser, do país, ser punido. Daniel, daqui a pouco, vai trazer um pouco mais de informações sobre isso. Pois bem, tivemos eleições, aliás, uma eleição que teve um comprometimento bastante grande, inclusive dos próprios Estados Unidos, o vice-presidente americano.

J.D. Vance, antes de ir para a Islamabad, onde ele foi lá participar das negociações com o Irã, esteve em Budapeste para dar força para a candidatura do Victor Orbán e não deu certo, Daniel. O partido oposicionista, o TISA, que é o Partido Respeito e Liberdade, que foi fundado no ano de 2020, é um partido bastante recente.

conquistou 138 das 199 cadeiras. Daniel é uma maioria muito confortável, 138, 199 cadeiras, e, portanto, tira o partido de Viktor Orbán, que é o Fidesz, partido bastante conservador do poder. E, dessa maneira, alça o seu principal líder, que é o Peter Magiar. Magiar é curioso porque Magiar é literalmente húngaro, né? Então é o Peter Magiar. É o Pedro Húngaro.

é o Pedro Ungaro, ao posto de primeiro-ministro. A gente está falando sobre um líder bastante jovem, Daniel, ele tem 45 anos, e uma coisa que é importante é a gente perceber que, em primeiro lugar, a gente teve uma votação muito elevada, 78% dos eleitores foram às urnas, claro que a gente compara a Hungria com a própria Hungria, então não é comum que você tenha um comparecimento tão elevado assim.

e houve, de fato, uma onda de apoio ao Peter Maggiar. A gente está falando, portanto, sobre uma ideia de que, olha, ele talvez seja a melhor opção para tirar o Victor Orbán. Só que um ponto que, às vezes, tem fugido um pouco as análises de Daniel é que o Peter Maggiar está longe de ser um grande antagonista histórico do Victor Orbán. Pelo contrário, até muito pouco tempo atrás, até 2024,

2024, dois anos atrás, ele fazia parte do governo de Viktor Orban. E aí ele deixou o governo, se juntou ao TISA, que de novo é um partido jovem, um partido que foi criado no ano de 2020, e portanto ele faz uma oposição ao Orban, que é uma oposição também da direita, era uma centro-direita. Claro que o Viktor Orban...

ao menos em teoria, estava muito mais à direita do que o Peter Maggiar. O Peter Maggiar, portanto, ele tenta ganhar, ele consegue, ele disputa com o Viktor Orban a partir de uma posição também conservadora, uma centro-direita, mas agora...

acenando muito mais para a União Europeia, acenando muito mais para uma normalização das relações com os demais países europeus, acenando para, eventualmente, uma diminuição, ainda que ligeira, ainda que preliminar da relação com a Rússia. Então ele faz alguns acenos à Rússia, mas que não vai ser tão grande quanto era.

com Victor Orban e deixa claro que vai tentar desaparelhar o Estado. Essa é uma das principais características desses 16 anos de governo do Orban. Orban, Daniel, quando ele chegou ao cargo de primeiro-ministro, ele era um liberalzão.

Liberalzão daquele que a gente conhece, Daniel. Liberal, tem que desregulamentar a economia, abertura, tinha uma lógica pró-União Europeia, e com o passar do tempo ele vai concentrando poderes nas suas mãos. Ele vai se tornando progressivamente autocrático, ele vai aparelhando a Suprema Corte, então ele aumenta a Suprema Corte para...

diluir o poder dos que lá estavam e aumentar o seu poder na Suprema Corte. Ele vai controlando cada vez mais o parlamento, ele controla grande parte da imprensa. Então Peter Maggiá, no momento em que ele disputa com o Viktor Orban, é curioso porque ele assumiu uma postura que é eu quero fazer aquilo que o Orban prometia lá no início.

Então, ele não é um cara muito de centro, ele está muito longe de ser um cara da esquerda que está fazendo oposição a um ex-primeiro-ministro da extrema-direita. Pelo contrário, a gente está falando sobre alguém que mantém o governo bem à direita e é por isso, aliás, que você tem uma lógica, inclusive, de eu vou me contrapor à Rússia.

mas não muito. Eu vou normalizar as relações com a União Europeia, mas eu também não vou ser 100% Europa. Afinal de contas, você tem um eleitorado bastante conservador na Hungria e esse eleitorado naturalmente votou no Peter Maggiar e, portanto, essa lógica deve ser mais ou menos mantida.

Agora, uma das coisas que contribui para a queda do Viktor Orban, Daniel, para o insucesso dele, que aliás transferiu, reconheceu rapidamente a derrota e tal, foi a questão econômica, né, Daniel? O que você pode falar sobre a economia húngara? Como é que está a situação? O que o Viktor Orban deixou de presente para o Peter Maggiar? É interessante, Tanque, porque o Viktor Orban, na prática, ao longo desse período, ele transitou entre dois pensamentos que são muito fortes dentro da Hungria. O primeiro foi aquele que você colocou há pouco.

de um país muito aberto ao reformismo e a uma certa liberdade do ponto de vista econômico. A Hungria saiu da cortina de ferro sedenta por uma economia de mercado, por uma economia mais aberta, por uma economia mais integrada à Europa. Ao mesmo tempo, existe na Hungria um sentimento nacionalista muito forte.

A gente está falando de uma Hungria que tem uma consciência da sua história, uma Hungria que tem uma língua própria, uma língua muito diferente das demais línguas europeias, uma Hungria que tem ali realmente um nacionalismo que não é desprezível. Nesse sentido, o Victor Orbán acabou transitando justamente nesses dois lugares, no lugar de uma economia aberta e também de uma economia mais nacionalista.

O que acabou acontecendo foi que, no período de 2010 a 2019, a Hungria teve um crescimento econômico muito robusto, impulsionado principalmente pela integração com a União Europeia. Os fundos europeus chegaram a representar 4% do PIB húngaro.

Imagina você receber remessas de 4% do seu PIB de um bloco no qual você está se integrando. Ao mesmo tempo, a Hungria acabou se integrando muito industrialmente com a Alemanha. O Florin Íngaro é uma moeda relativamente desvalorizada, então acabava sendo muito vantajoso produzir na Hungria e exportar para a Alemanha dentro de um bloco onde você tem ali uma área de livre comércio.

A coisa começou a desandar, Tanguy, quando o Viktor Orbán entrou em rota de colisão com os europeus. E, ao mesmo tempo, veio a pandemia da Covid-19 e a crise energética proporcionada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. E parece que esses três aspectos acabaram sendo fundamentais.

No caso da rota de colisão com os europeus, os fundos europeus começaram a escassear. Em diferentes momentos, por diferentes razões, a União Europeia começou a bloquear fundos que deveriam ser enviados para a Hungria, mas que acabavam não sendo enviados. A Hungria é um dos países que tem a melhor relação...

envio recebimento da Europa. Ou seja, a Hungria recebe muito mais dinheiro da União Europeia do que envia. Aliás, é um dos países mais superavitários nessa conta. E o Viktor Orbán, conforme ele foi capturando instituições húngaros, conforme ele foi avançando sobre a liberdade de imprensa, foi avançando até sobre os distritos eleitorais para, de alguma maneira, tentar se perpetuar no poder através desse redesenho.

Conforme ele foi avançando sobre o judiciário, sobre as universidades, isso foi criando ali um crescente desconforto em relação aos europeus, que em diferentes momentos acabaram suspendendo as remessas de fundos. Hoje, você tem ali algo em torno de 20 bilhões de euros que estão retidos pelos europeus e que deveriam ter sido enviados para Hungria e não foram.

Soma-se a isso, Tanguy, a pandemia da Covid-19, que acabou colocando a economia húngara num ambiente de uma certa desorganização do ponto de vista produtivo, gerou pressão inflacionária. Soma-se a isso a guerra entre Rússia e Ucrânia. A Hungria acabou sofrendo ali um aumento substantivo do custo da energia. E o governo do Viktor Orbán acabou enfrentando tudo isso através de expansão fiscal, que gerou ainda mais inflação, tentou controlar os preços, o que...

acabou gerando uma desorganização da economia húngara progressivamente. Tudo isso junto e somado para mostrar que esses últimos anos do governo do Viktor Orbán têm sido muito ruins, porque os húngaros perderam o poder de compra. Na prática, os ganhos salariais deles não têm sido recompostos, ou melhor, a inflação não tem sido recomposta por ganhos salariais adequados.

A Hungria passou a ter uma inflação, que é aproximadamente o dobro do resto da União Europeia. Os resultados fiscais pioraram bastante, o endividamento do Estado húngaro acabou aumentando bastante, isso gerou também juros maiores, a Hungria passou a ter juros maiores.

E diante desse ambiente, a economia húngara começou a desacelerar e começou a apresentar problemas. Quer dizer, inflação mais alta, crescimento mais fraco, endividamento mais alto, juros mais altos, menos crescimento econômico, menos fundos provenientes da Europa. O que acabou acontecendo é que os húngaros foram progressivamente ficando irritados e descontentes com o governo do Viktor Orbán.

Diante disso tudo, é absolutamente sintomático que a derrota do Orbán acabou deixando insatisfeitos os russos e os americanos, o que diz muito sobre o momento internacional que a gente está vivendo. No caso dos russos, por exemplo, o governo russo acabou dizendo, através do seu porta-voz, o Peskov, que a Rússia não vai cumprimentar, parabenizar o novo líder da Hungria por sua vitória eleitoral.

Mas não porque quem ele é, nem nada disso, mas porque Moscou classifica a Hungria como uma nação hostil desde o ano passado, por conta justamente da Hungria ter apoiado as sanções contra a Rússia. A gente chegou a falar sobre isso aqui no Petit Jornal, o Orbão foi muito pressionado e tal, negociou, vai lá para lá, vem para cá, vai para lá, vem para cá, e no final ele acabou aceitando, mas exigindo ali uma série de contrapartidas dos europeus para isso.

E no caso dos americanos, o J.D. Vance, que trabalhou efusivamente pela vitória do Viktor Orban, acabou não virando aparentemente nenhum voto. Ressalta-se também, Tanguy, a enorme participação popular, como você colocou há pouco. Havia ali claramente uma participação dos húngaros, percebendo que sem a participação popular, o Viktor Orban não deixaria o poder, mas acaba deixando, e ele reconheceu a vitória muito rapidamente, isso também é digno de nota.

Aliás, quem se engajou muito também foi o Eduardo Bolsonaro, né? Também estava lá tentando demonstrar um apoio internacional ao Viktor Orbán, mas acabou não funcionando. Aliás, Daniel, você sabe o que também funciona na Hungria? NordVPN. Você precisa de uma boa VPN, excelente VPN.

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Daniel, no episódio de hoje mais cedo, no bate-papo 1055, a gente falava que Donald Trump decidiu que ia fechar o Estreio de Hormuz também. Eu sei que a gente faz piada, né? Poxa, mas já está fechado? Vai fechar de novo e tal? Mas claro que ali você tem o objetivo de falar, olha, se o Irã está bloqueando, eu vou bloquear também. Navios que interessem ao Irã também não vão passar.

E a gente teve ao longo das últimas horas, Daniel, então, assim, esse bloqueio, segundo o Donald Trump, teria entrado em vigor às meio-dia de Washington, que dá 11 da manhã aqui do Brasil. Então, a gente está gravando esse episódio, nesse momento que eu estou falando, são 19 horas e 28 minutos de Brasília. Então, já tem algumas horas do anúncio desse bloqueio. E a sensação que está passando, Daniel, é que ninguém sabe muito bem...

o que pode e o que não pode. Dá para passar? Não dá. Se for aliado dos Estados Unidos, passa. Se for aliado do Irã, passa. Se eu negociar com os dois, será que eu consigo passar? E aí, Daniel, deram a palavra para o país mais vasilina de todos e que dialoga com todo mundo, que é a Índia. O que a Índia disse foi, gente, o seguinte...

está passando. A Índia falou, olha, nove navios meus passaram ao longo dos últimos dias, não paguei um centavo para o Irã, os Estados Unidos não fizeram nada, não ficou claro se foi ao longo das últimas horas, se algum petroleiro, principalmente, na verdade, navios carregando gás natural de bandeira indiana, se passaram pelo Estreio de Hormuz ao longo das últimas horas, perdão, mas...

Está dando para ver, Daniel, que é muito uma lógica de depende para quem que é, como é que vai ser. Os próprios Estados Unidos deram uma amenizada, então eles falaram, vai fechar, é um fechamento unilateral, e aí os aliados do Gol ficaram desesperados com isso. E os Estados Unidos falaram assim, não, veja bem, não é para todo mundo, é só se tiver como destino, ou se for oriundo de portos iranianos, se não for isso, vai poder passar. E aí você tem o do outro lado do Irã falando assim, negativo.

negativo. Você não vai passar navio que me interessa, não vai passar navio de aliados dos Estados Unidos também. Então, Daniel, aquele cenário que a gente já tinha desenhado antes, ele vai se manter, que é, meu amigo, você tem uma carga valiosíssima, um navio caríssimo. Você tem dois países que são uma potência mundial e uma potência regional dizendo que o negócio está fechado, o estere está fechado. O que você vai fazer? Você vai esperar.

Você vai esperar, o fato é esse, né? Então está todo mundo meio incerto sobre o que pode acontecer e ninguém está fazendo o movimento de encarar essas primeiras horas ou tentando passar com navios pelos três de Hormuz. Nesse cenário, Daniel, a gente teve, na verdade, algumas manifestações por parte de aliados, ou pelo menos eram aliados dos Estados Unidos na OTAN, dizendo, olha, tem nada com isso, não vou participar de nada. O Reino Unido, por exemplo, por meio do seu primeiro-ministro, ou o Keir Starmer, que disse à BBC...

que apesar da pressão considerável, o Reino Unido não será arrastado para a guerra, abro aspas, não estamos apoiando o bloqueio. E foi mais ou menos o mesmo tom que foi utilizado pelo Emmanuel Macron, presidente da França, que disse que tem o objetivo de organizar uma conferência para criar uma missão multinacional estritamente defensiva para encontrar uma solução diplomática.

cara do Macron, Daniel. Eu não sei o que fazer, eu tô meio desesperado, ainda preciso falar alguma coisa. Vou fazer uma conferência. Ah, Daniel, uma conferência. Vou fazer uma conferência e, pô, vai participar uma galera aí, vai ser ótimo, a gente vai conversar, vai ser maravilhoso, a gente vai ter ótimos kituts e vamos ver aí o que vai acontecer.

Mas o fato, Daniel, é que já tem alguns países que se manifestaram que gostariam de participar. Índia, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Itália, Países Baixos. O próprio Reino Unido provavelmente vai participar também, com o objetivo de tentar encontrar alguma solução estritamente defensiva, pacífica, diplomática, para tentar destravar o Estreio de Ormuz. Vamos ver, Daniel, o que vai acontecer ao longo das próximas horas. Mas, nesse momento, você tem meio que uma cautela de quase todo mundo.

para saber, esperar, esperar para ver se vai dar para passar ou se não vai dar. Quem sabe exatamente o que está fazendo, Tanguy, ao contrário de Emmanuel Macron, é Donald Trump.

Donald Trump, no dia de hoje, ameaçou a China em 50%, tarifas de 50%, caso a China arme o Irã. Mas logo depois, o Trump diz duvidar que a China faça isso. E sugeriu ali que ele tem uma relação pessoal com o Xi Jinping, que o amigo dele, Xi Jinping, jamais faria isso. Mas ao mesmo tempo, ele disse, China, se você está com problemas para comprar petróleo, eu tenho petróleo para vender.

Não precisa comprar do Oriente Médio. Vem com papai aqui, que papai aqui tem petróleo para vender. Não seja por isso, você não vai ficar com problema de energia. Afinal, os Estados Unidos são os maiores produtores de petróleo do mundo.

Achei ele muito curioso, quer dizer, estamos tendo aí um capítulo repetido, uma figurinha repetida, que é o Donald Trump ameaçando a China com tarifas de 50%, caso a China não faça alguma coisa que o Donald Trump está mandando a China fazer, e que se a China desobedecê-lo, ela será punida com tarifas de 50%, que talvez o Donald Trump depois recue. Enfim, é um pouco confuso, mas esse é o momento que nós temos hoje.

para a China desfazer algo que quem fez foi o Donald Trump e que não precisava ter feito. É isso? Você entende bem. Não, não é exatamente isso. Porque, afinal, não, não. Ele não está obrigando a China a abrir o Estreito de Ormuz. Não, porque o que ele está fazendo é uma ameaça à China, caso a China arme o Irã. Algo que ele duvida que a China fará.

porque, afinal, ele tem uma ótima relação com o Xi Jinping, eles têm uma relação ótima, são amigos, são próximos, etc., são brothers. Mas se a China estiver com algum problema para acessar petróleo, não tem problema nenhum, porque os Estados Unidos podem vender petróleo para a China. Fez sentido, né, Tanguy? Acho que deu para entender aqui o raciocínio. É um raciocínio meio circular e tal, é um raciocínio que tem muitos nuances, mas a gente traz aqui toda a complexidade dele no Petit Journal.

E os dois vão se... quer dizer, devem se encontrar, né? Eles se encontrariam no final de março. Aí, por conta do início da guerra, a visita de Donald Trump a Pequim, ela foi adiada. E, a princípio, eles devem se encontrar em meados de maio, né? Daqui a cerca de um mês, né? Fala-se em 14 a 15 de maio. Mas está longe de ser uma data escrita em pedra, né, Daniel? Isso aqui pode ser modificado, enfim. Isso aqui pode mudar bastante.

Agora, Daniel, o cenário que eu queria trazer para essa próxima pauta é que a gente está passando, e a gente tem visto isso dia após dia, um cenário de enfraquecimento da OTAN. A OTAN está sendo seriamente enfraquecida, Donald Trump tem voltado sua artilharia contra a OTAN, o que acaba, óbvio, gerando preocupação para vários países europeus, que vão ter que começar a arcar integralmente com a sua própria segurança.

mas também começa a dar alguma liberdade para outros integrantes da OTAN. Um deles que está realmente aproveitando essa liberdade maior, a OTAN está sendo enfraquecida e tal, e eu posso começar a agir da maneira que eu bem entender, sem ter que consultar os Estados Unidos, é a Turquia. A gente teve, Daniel, no domingo...

um discurso inflamado de Erdogan, do presidente da Turquia, que falou na Conferência Internacional dos Partidos Políticos Asiáticos que aconteceu em Istambul. E o que ele disse foi o seguinte, a Turquia pode intervir militarmente contra Israel para defender palestinos e libaneses.

Segundo ele, abro aspas, assim que entramos em Karabakh, aí está falando de Nagorno-Karabakh, naquela disputa com a Armênia, assim como entramos na Líbia, faremos o mesmo com eles. Disse ele também que, ele acusou, na verdade, Israel de ignorar todos os valores humanos e de forçar o deslocamento de 1,2 milhão de libaneses, classificando as ações de Israel como barbáricas. Então, ele, de fato, virou as atenções, aliás, a relação...

do Erdogan, da Turquia com Israel. Não é de hoje que ela é bastante estremecida, já foi uma relação razoável, mas ela vem passando por um processo de estremecimento e a gente teve, inclusive, Daniel, por parte da Turquia a aprovação de uma lei que estabelece a necessidade de prisão de Benjamin Netanyahu e de uma série de parlamentares israelenses considerados cúmplices em um genocídio.

naturalmente Israel reagiu e disse quem é a Turquia, a Turquia do genocídio armênio, para falar que a gente comete algum tipo de genocídio e tal, mas o fato é que você tem uma tensão muito elevada nesse momento entre Turquia e Israel, com a Turquia dizendo que poderia fazer uma intervenção militar contra Israel. Uma coisa que eu quero lembrar, Daniel, é que a Turquia, assim como a gente tem uma certa visão que o Irã é meio café com leite, não é lá essas coisas, e o Irã é um país poderoso, a Turquia também é.

A Turquia tem equipamentos bastante modernos, aliás, equipamentos tanto americanos quanto russos. A Turquia é um país que tem uma tensão histórica com a Grécia, tem alguns problemas regionais ali. Então, a Turquia é um país preparado militarmente e, quando sobe-se o tom assim, é algo a se prestar atenção. A Turquia está longe de ser um país que vai ficar do lado do Irã, a questão não é essa, mas a Turquia parece não é de hoje também.

querer se posicionar como uma referência para países muçulmanos, principalmente para países sunitas. Então, no momento em que o Irã parece estar passando por um processo de enfraquecimento, está sendo atacado e tal, isso pode gerar um espaço para que países sunitas se ergam e passem a ter uma coesão maior. E a Turquia, portanto, quer ser um certo elemento de unidade. Lembrando que a Turquia, Daniel, é a herdeira do Império Otomano, que juntava essa galera toda.

O Império Otomano terminou mais de um século atrás, é verdade, mas essa galera toda já foi unificada ali a partir de Constantinopla, que atualmente é Istambul. É, portanto, um império que faz uma referência bastante grande ao que atualmente é a Turquia. Vamos ver, Daniel, mas o Erdogan, de fato, ele subiu bastante o tom diante de Israel, que é um aliado americano. Então, nesse momento, o que a Turquia está dizendo é não me interessa, a Turquia está, peraí, a OTAN está enfraquecida mesmo, agora eu vou fazer aquilo que a agenda turca permite, gostaria que fosse feito.

Tanguy, trazendo uma pequena atualização da pauta de hoje de manhã, do empate entre Donald Trump e o Papa Leão XIV, o Donald Trump removeu aquela publicação em que ele emulava Jesus Cristo. Afinal, isso causou a ira dos cristãos nos Estados Unidos em particular. Não sei porquê, Tanguy. Não sei porquê.

Surpresa essa. Não sei porquê. E o Trump recuou, acabou removendo a postagem. E hoje o Papa Leão XIV, quando foi questionado, ele respondeu apenas o seguinte. É irônico o nome da própria plataforma.

Não preciso dizer mais nada. Foi apenas o que ele respondeu em relação à postagem. Achei uma declaração genial por parte do Papa. Lembrando que a plataforma se chama Truth Social. Quer dizer, então, na prática, é uma plataforma que traria a verdade. Uma rede social que traria a verdade. E essa acabou sendo a ironia do próprio Papa. Agora, Tegui, podemos avançar para a geleia da chacrinha de hoje?

Precisamos. Daniel, o que você traz na geleia de hoje? Vamos lá. Rapaz, você sabe que os Estados Unidos tiveram recentemente um problema de controladores, escassez de controladores de voo.

E agora, o Departamento de Transporte dos Estados Unidos, Federal Aviation Administration, ela está convocando jogadores de videogame para serem controladores de voo. É sério, tá? Então, jogadores de Fortnite e também de Roblox. Você pode chegar a ter um salário de 155 mil dólares por ano, ali depois de três anos e tal. Inscrições abrem em 17 de abril. Então, se você é um jogador de Fortnite... ...

ou de Roblox, chegou o seu momento porque agora os Estados Unidos querem gamers controlando o espaço aéreo dos Estados Unidos para tentar enfrentar essa crise dos controladores. Então, e é isso. Daniel, eu queria fazer um pedido para os nossos ouvintes. Parem de pensar fora da caixa.

Volta a pensar dentro da casa. Porque isso aí é a ideia de quem fala assim, precisamos de uma solução. Não vamos sair dessa sala enquanto ninguém tiver uma solução inovadora para resolver o problema dos controladores. Alguém falou assim, já desesperado para ir embora, né? O que se a gente chamasse gamer? E alguém falou assim, ótimo.

Ótima ideia, vou levar para o presidente. E aí dá nisso. Então assim, volta a pensar dentro da caixa. É isso, volta a pensar. Faz um concurso público, faz um concurso público, contrata pessoas, oferece um salário razoável, oferece um vale-refeição, oferece auxílio, oferece um Medicare, não um Medicaid, um plano de saúde, alguma coisa. Que o povo vai. Para de pensar fora da caixa, porque pelo amor de Deus, não tem mais condição.

Daniel Souza, dessa maneira, sem pensar muito fora da caixa, a pessoa pode procurar um lugar onde tenha cursos que...

e com temas que a interesse. Então, se a pessoa chegou até aqui, é porque ela se interessa por tudo isso que está acontecendo e ela vai curtir portanto muito o que a gente vem produzindo há seis anos lá no Petit Cursos, petitcursos.com.br. A gente está falando sobre o streaming, então você acessando lá, você vai ter acesso a um catálogo bastante grande, diversificado, sobre tudo quanto é tema que você possa imaginar.

e sendo atualizado constantemente. Então você tem acesso tanto às aulas gravadas, quanto também às aulas ao vivo, que acontecem toda semana, sempre aulas em dupla, e eu e o professor Daniel Souza. Aliás, se você é aluno, gostaria de fazer sugestões, gostaria de um curso sobre um tema tal, manda para a gente, porque a gente atualiza constantemente, a gente gosta, sempre é muito interessante para a gente também ter essas ideias do que pode ser produzido por lá. Acesse lá, o link está na descrição desse episódio, peticursos.com.br.

Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Petional, vocês que ajudam a manter o nosso projeto. O nosso projeto que é, inclusive, bastante artesanal e precisa bastante da ajuda dos apoiadores, a quem agradecemos enormemente, registramos sempre, no final de cada episódio, o nosso carinho, o nosso abraço, o nosso muito obrigado a cada um de vocês.

E fica também o convite, se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix, que é uma forma prática e instantânea de apoiar o Patreon. Você pode, inclusive, ativar o Pix Recorrente. Tem também o link do Apoia-se, o link do Patreon. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você. É isso, Daniel Souza. Amanhã estamos de volta. Um abraço, até a próxima. Valeu. Tchau, tchau.

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