Negociações à vista - BP 1054
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O Paquistão intensifica sua atuação diplomática e prepara o terreno para uma possível reunião entre Estados Unidos e Irã, em um momento em que cresce a pressão internacional por negociações. Ao mesmo tempo, Israel mantém ataques ao Líbano, ainda que sinalize abertura para negociações no futuro, enquanto o fechamento do Estreito de Ormuz continua forçando uma reconfiguração das rotas globais de petróleo, com impactos relevantes sobre custos e logística energética.
Também discutimos o alerta do FMI sobre uma recuperação econômica lenta após a crise, em um cenário em que a Rússia amplia seus ganhos com a alta do petróleo, ao passo que o Reino Unido acusa Moscou de ameaçar cabos submarinos estratégicos.
Na Geleia da Shakira, o papa Leão chama atenção ao bater bola com os Harlem Globetrotters, em um momento inusitado que viraliza nas redes.
#OrienteMédio #Petróleo #Geopolítica #EconomiaGlobal #Rússia
- Negociações de paz e cessar-fogo no LevanteCessar-fogo entre Israel e Líbano · Benjamin Netanyahu · Hezbollah · Paquistão como mediador
- Tensão no Estreito de HormuzGuarda Revolucionária do Irã · Impacto no preço do petróleo
- Política AmericanaRelação com a OTAN · Conflito com o Irã
- Relatório do FMIRecuperação econômica lenta · Insegurança alimentar
- Fofocas sobre ShakiraPapa Leão XIV · Harlem Globetrotters
Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.
Olá, gente! Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Bate-Papo número 1054. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 17 horas e 20 minutos da quinta-feira, 9 de abril de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor.
Tengui, ô Bagdad, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retubante, descansado, tarifado e preocupado. Não tão preocupado como já esteve há poucos dias, mas ainda bastante preocupado. Temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala ao longo dos próximos minutos. Vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas.
Como vai, professor Bagdad? Tudo bem? Vamos a isso. Tudo bem, Daniel Souza com S. Vamos lá para mais um bate-papo, bate-papo 1054, numa semana tensa, né, Daniel? Acho que desde que a gente começou o Petit Jornal aqui, claro que a gente teve semanas muito tensas, né? Mas essa agora foi realmente, assim, tem sido uma semana bastante complicada, né? Com idas e vindas, né? Com nível de tensão bastante elevado. E hoje, portanto, a gente dá continuidade.
aos acontecimentos da semana e a tudo que vem pela frente. A gente vai ter os próximos dias sendo bastante agitados que vem pela frente. Daniel, eu queria dar as boas-vindas a todo mundo que acompanha a gente. Muito obrigado você que acompanha a gente pelo podcast, pelo Spotify, pelo Apple Podcast, por qualquer outra plataforma. Muito obrigado pela sua presença, muito obrigado pela sua companhia. Você que acompanha a gente no YouTube, você que está acompanhando a gente ao vivo, você que está acompanhando gravado, você que está ouvindo a gente pelo YouTube.
Seja como for, muito obrigado pela sua presença. Daniel, eu queria começar o nosso episódio de hoje falando um pouquinho sobre o que está acontecendo no Líbano. A gente teve uma declaração alguns minutos atrás do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, dizendo que deu instruções para que negociações fossem abertas com o Líbano visando um cessar-fogo.
Às vezes eu tenho a impressão, Daniel, de que o Israel está fazendo de tudo para boicotar o cessar-fogo. Então, essa é uma impressão que fica muito patente. A gente teve o cessar-fogo que foi negociado pelo Paquistão, que foi aceito pelos Estados Unidos e pelo Irã. E aí, segundo o Paquistão e segundo o Irã, ou seja, o Irã que é uma parte diretamente interessada, e o Paquistão que é o mediador.
Isso deveria envolver todos os cenários do Oriente Médio, inclusive o Líbano. O que Israel diz é, não, o Líbano não está e continua fazendo ataques contra o Líbano. Então a gente teve no dia de ontem, cheguei a falar sobre isso no último episódio, 254 mortos e mais de 1.100 feridos.
E aí hoje, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu diz, não, vamos começar negociações para um cessar-fogo com o Líbano. Então a gente vai negociar com o Líbano para um cessar-fogo. Só que aí, Daniel, me parece que é uma medida meio ilusória pelo fato de que o problema de Israel não é com o Líbano. O problema de Israel é com o Hezbollah. E aí não adianta você negociar com o Líbano.
Com o Líbano. A questão não é o Líbano. Então, dependendo, você vai negociar com o Líbano, se o Hezbollah fizer alguma coisa, você volta a atacar o Líbano. Então, a impressão que dá, Daniel, é que esse tempo todo, os Estados Unidos estão sendo levados por Israel. Israel é que está tomando a dianteira nas ações. Então, mesmo quando os Estados Unidos aceitam, fecham o cessar-fogo...
Com o Irã, os ataques contra o Libro continuam. A impressão que dá é que para os objetivos de Netanyahu, objetivos políticos e objetivos pessoais de Netanyahu, a manutenção desse conflito é boa. É uma certa ideia de uma guerra permanente, uma guerra contínua. É um ano eleitoral em Israel. A gente vai ter eleições mais para o final do ano. É um ano no qual...
Você pode ter avanços importantes, por exemplo, no processo de corrupção de Benjamin Netanyahu. Aliás, o simples fato de você ter tido o fechamento, o estabelecimento de um cessar-fogo, por exemplo, já fez com que o processo de corrupção contra Benjamin Netanyahu
avançasse. Então, você tem uma agenda meio própria do Benjamin Netanyahu, que muitas vezes, inclusive, carrega Donald Trump, carrega os Estados Unidos para algum espaço que não necessariamente deixa os Estados Unidos na posição mais confortável. Então, segundo os Estados Unidos, a gente já conseguiu um cesso a fogo.
Mas aí o Irã reage pelo fato de que Israel está atacando o Hezbollah. Como é que fica o cessafogo que foi definido pelos Estados Unidos? Isso acaba, inclusive, desmoralizando a própria palavra dos Estados Unidos. Israel, aliás, Daniel, expandiu as órgãos de retirada, ou seja, de evacuação para regiões próximas a Beirute. A gente está falando ali sobre a evacuação da região sul de Beirute.
áreas próximas ao aeroporto, o próprio estádio principal, no principal estádio de Beirute, o Camille Chamun, também foi evacuado. Ninguém pode estar nessas áreas. Ou seja, Daniel, a gente tem um cenário muito difícil que acaba tornando o Líbano uma área que pode levar todo o esforço de cessar-fogo para o espaço.
Ao mesmo tempo, a gente vai ter negociações que devem começar na sexta, amanhã. A gente está gravando esse episódio na quinta. Na sexta, vão começar negociações em Islamabad, no Paquistão, e que vão se estender para o sábado. Então, o Paquistão está fazendo todos os preparativos, aparentemente...
Quem vai representar os Estados Unidos vai ser o vice-presidente, o J.D. Vance. Você já tem uma comissão, uma delegação iraniana a caminho de Islamabad. Vamos ver o que vai acontecer, mas o fato é que ao longo do fim de semana a gente vai ter certamente negociações, ainda que eu não tenha muita expectativa, Daniel. Como a gente falou, os objetivos são muito diferentes da gente ter um avanço muito especial para a manutenção, para a consolidação desse cessa-fogo, Daniel.
É muito impressionante, né, Tanguy, como os interesses dos Estados Unidos e de Israel nessa questão são bem diferentes. E também são diferentes os interesses do Estado de Israel e do Benjamin Netanyahu, que acaba tendo ali uma agenda muito particular, uma agenda muito própria. Aliás, não é de hoje que o Benjamin Netanyahu tem ali essa estratégia de uma certa guerra permanente, porque uma certa guerra permanente evita.
um escrutínio em relação ao que aconteceu com os ataques do Hamas em 2023, um escrutínio sobre as responsabilidades, evita que avancem ali as investigações judiciais contra o Netanyahu e, de alguma maneira, também acaba eclipsando qualquer tipo de debate que poderia ser fomentado diante de um ano eleitoral, um ano eleitoral que poderia abrir espaço para alternativas ao Benjamin Netanyahu, mas...
os israelenses acabam o tempo todo debatendo guerra, guerra, guerra, sem poder discutir outras questões que eventualmente fragilizariam a posição eleitoral do Benjamin Netanyahu Tanguy. E é importante também registrar que nós estamos falando de uma...
de uma trégua onde o Estreito de Hormuz permanece controlado pelos iranianos. Aliás, o líder supremo do Irã afirmou que a gestão do Estreito de Hormuz entrará em uma nova fase. O Irã não busca guerra, mas não abrirá mão de seus direitos.
Ele considera, inclusive, que essa é uma frente de resistência e, na prática, o que nós observamos é que há uma redução muito substantiva na passagem de navios pelo estreito.
Houve uma euforia inicial na manhã de ontem, mas no final do dia de ontem e também ao longo do dia de hoje, nós continuamos tendo ali uma passagem muito pequena de embarcações, o que leva, inclusive, a uma alta do preço do petróleo. Eu estava olhando aqui há pouco o petróleo cotado, petróleo do tipo Brent, cotado a pouco mais de 97 dólares o barril. Então, há uma expectativa de que a...
haverá uma fluidez maior no que diz respeito ao estreito de Hormuz, mas, ah bem, na verdade, nós temos um controle do Irã. Aliás, a gente já falou sobre isso aqui no Pet Journal, essa é uma grande herança desse conflito. O Irã que sempre hesitou fechar os treitos, sempre hesitou ter ali um controle mais ativo, justamente para não atrair...
a ira de potências ocidentais, e em particular dos Estados Unidos, agora vai ter como grande herança desse conflito um controle desse estreito. E é importante, claro, observar que também levou a uma pressão sobre os Estados Unidos e a uma declaração do Donald Trump.
de que, sim, o cessar-fogo, ao contrário do que ele havia dito ontem, vai acabar incluindo o Líbano, vai levar realmente ao Líbano também. O próprio governo do Netanyahu já autorizou formalmente conversas com o governo libanês. Tudo isso com um efeito colateral ali do fechamento do Estreito de Hormuz, dentro de um contexto onde esse é um elemento central, inclusive, para tentar entender um pouco melhor os impactos sobre a economia mundial.
E só para a gente falar na prática, o que significa esse fechamento? Só para a gente ter uma noção de como é que o Irã agora quer exercer um controle mais direto sobre o Estreio de Hormuz. A Guarda Revolucionária do Irã obrigou os navios a abandonarem o canal de tráfego livre. Que é basicamente, Daniel, você pega ali o Estreio de Hormuz, o caminho mais tradicional é você passar pelo meio do canal.
Então, ali numa posição meio que distante entre o Irã, que está ao norte dos três de Hormuz, e Oman e Emirados Árabes Unidos, que estão ao sul. A pontinha ali é de Oman, mas você também tem os Emirados Árabes Unidos, então você passa ali pelo meio. O que a Guarda Revolucionária do Irã está determinando, Daniel, é que agora você vai ter que utilizar duas novas faixas que passam pelas águas territoriais do Irã.
Isso obriga, portanto, Daniel, qualquer navio que queira passar por ali que passe pelas ilhas militarizadas iranianas de Qashm e Larak. Ou seja, dessa maneira, a guarda revolucionária do Irã vai tomar conta mais presente de tudo que passa por ali. Aí você pode falar assim, tá, mas...
E se eu não quiser? E se eu quiser passar pela via tradicional? Ou se eu quiser passar ali pelas águas territoriais de Oman e dos Emirados Árabes Unidos? O que a Guarda Evolucionária está dizendo é essa área está com minas aquáticas. Daniel, basta.
Bah, você não vai pagar para ver. Você não vai ser o primeiro que vai falar assim, eu duvido, eu acho que não tem, eu vou tentar, eu vou passar por lá e eu vou ver o que vai dar. Você não vai. A verdade é essa, você não vai tentar passar por lá. Isso permite, portanto, que o Irã, na prática, seja o país que vai controlar o estreito.
continua com aquela cobrança que você trouxe há pouco tempo, Daniel, de um dólar por barril de petróleo, é muito barril de petróleo que passa por ali. E aí esse valor, Daniel, claro que ele é importante, ele é significativo do ponto de vista financeiro, mas ele é muito mais simbólico, no sentido de, meu amigo, se o cara está pagando para passar por aqui, é porque, pela motivação que for, pela motivação econômica, energética, financeira, o que quer que seja.
Esse cara aceitou que sou eu que determino quem é que pode passar e quem é que não pode. E o pagamento é feito em yuan, a moeda chinesa, ou em criptomoeda. E aí a gente tem uma coisa maravilhosa, né, Daniel? Que as criptomoedas, que são tão adoradas por Donald Trump, ele tem a criptomoeda dele, ele adora falar das cripto e tal, são utilizadas pelo Irã exatamente para contornar eventuais sanções e tal.
Então, meu amigo, você não paga em criptomoeda, fica tudo certo, os Estados Unidos não vão sancionar, não tem como saber, você está tudo protegido ali. Então, é dessa maneira que, na prática, o Irã exerce controle sobre os trades de Hormuz e já deixou bastante claro para quem quiser ouvir que não está disposto a abrir mão desse controle sobre os trades, Daniel.
Aliás, Tanguy, o FMI divulgou um relatório essa semana que trouxe informações absolutamente preocupantes em relação à economia mundial. A diretora gerente do Fundo Monetário Internacional, a búlgara Cristalina Georgieva, afirmou que a demanda por apoio financeiro do FMI deve aumentar entre 20 e 50 bilhões de dólares devido à guerra no Oriente Médio.
Nós estamos também falando de uma situação onde o FMI reduziu sua previsão de crescimento mundial, aumentou a previsão de inflação e também destacou que não haverá retorno ao status quo anterior. Não haverá. Isso é bastante óbvio, inclusive a gente já disse isso no Petit Jornal em alguns momentos. Ela destacou, inclusive, que a infraestrutura energética só vai retomar o patamar pré-guerra Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan Pan
entre 3 e 5 anos. Ou seja, você teve ali uma destruição e essa destruição vai levar algum tempo para ser reparada. Também foi destacado o impacto social de algo em torno de 45 milhões de pessoas em insegurança alimentar por causa dessa guerra. E você tem aí, claro, interrupções persistentes em diferentes segmentos considerados absolutamente estratégicos.
não há realmente saída tranquila. A gente está falando de uma diminuição do crescimento econômico mundial, a gente está falando de um ambiente de mais inflação, de juros mais altos. E na melhor das hipóteses, considerando que essa trégua vai ser agora permanente,
Não vai haver uma retomada, na opinião do FMI, no patamar realmente de oferta de energia que nós tínhamos antes do início desse conflito, por conta de infraestrutura no Golfo Pesco, que acabou sendo danificada e precisará ser refeita. Ela destacou, em particular, Tang, o impacto sobre o gás.
que o impacto sobre o gás, inclusive, tende a ser maior do que o impacto sobre o petróleo, por conta de uma certa dificuldade nessa substituição e por conta dos impactos sobre a infraestrutura, que no caso do gás acabaram sendo mais pesados e mais especificamente no caso do Catar, que é um grande produtor de gás, de gás natural liquefeito.
e que essa infraestrutura vai ter que ser reposta, e ela depende de investimentos, investimentos que dependem de organizar fatores de produção, que dependem de um mínimo de estabilidade, para que eles possam ser efetivamente refeitos. Não é simples, e os impactos vão permanecer por um período alongado no mercado de energia mundial, no petróleo, mas principalmente no caso do gás.
E isso traz uma consequência muito grande para a tecnologia, que obviamente a gente está numa fase de gasto energético muito grande por conta de inteligência artificial. Isso acaba fazendo a diferença. E lembrando que a tecnologia é uma via também de crescimento econômico. Aliás, se você quer saber melhor, inclusive, como utilizar a tecnologia a seu favor no mercado de trabalho,
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Aproveita, link na descrição. Daniel, eu falei no episódio ontem que a gente teve uma reunião a portas fechadas que durou horas e mais horas entre Donald Trump e Mark Rutte, que é o secretário-geral da OTAN. E o que corria, e isso foi dito inclusive pela própria Carolyn Leavitt, que é a porta-voz da Casa Branca, é que Donald Trump estaria disposto a falar para Mark Rutte que ia sair da OTAN. A gente está disposto a sair da OTAN.
aparentemente não chegou nesse ponto, a gente não sabe exatamente o que foi discutido, a porta é fechada, não tem como saber, mas Donald Trump, quando saiu dessa reunião, tweetou o seguinte, botou na rede social dele lá, a Truth Social, disse o seguinte, tudo em caixa alta, daquele jeito que Donald Trump gosta de escrever, tudo em caixa alta, a OTAN não estava lá quando precisamos deles, e não estarão lá se precisarmos novamente.
E aí, Daniel, o Mark Rutte, que de novo é o secretário-geral da OTAN, a OTAN, que tem 32 membros, sendo deles 30 europeus, você tem dois países ali, norte-americana, Estados Unidos e Canadá, o Canadá que está muito mais para o lado dos europeus do que qualquer outra coisa, e a declaração do Mark Rutte foi o seguinte, quando ele saiu da reunião, Trump está claramente desapontado com muitos aliados da OTAN. Até aí, Daniel, é uma constatação de um fato.
O problema, Daniel, é que ele deu mais um passo. E o que ele disse foi, eu entendo o ponto dele. Basicamente, o que o Mahut está fazendo, Daniel, é para puxar o saco do Trump, porque, pelo amor de Deus, eu preciso dos Estados Unidos aqui do meu lado e tal, os Estados Unidos não podem sair. Ele está dando razão para Donald Trump contra os europeus. E aí, Daniel, os diplomatas europeus que falaram...
com jornalismo, enfim, em condição de anonimato, disseram que, olha, não é que a gente não apoiou porque depois que os Estados Unidos pediram ajuda, que coisa assim, a gente não foi consultado. A gente não ficou sabendo o que ia acontecer. Essa decisão de atacar o Irã, ela foi tomada por Estados Unidos e por Israel. A gente veio meio que a reboque, a gente ficou sabendo.
Pela imprensa, a gente ficou sabendo junto com todo mundo, ficou sabendo. Então, ele disse, inclusive, que o Donald Trump tem um ponto e tal, mas o que os europeus estão dizendo é que a gente não pode ser carregado numa decisão como essa, uma decisão séria como essa. Alguns países europeus, Daniel, estão, inclusive, já começando a imaginar como é que podem contribuir, ajudar para abrir o Estreio de Hormuz.
O Reino Unido, por exemplo, disse que lidera um grupo de 40 países que está tentando costurar um plano diplomático e militar para salvaguardar os três de Hormuz. E o Macron, presidente da França, mencionou que 15 países planejam facilitar a retomada do tráfego
Mas o chanceler, o Jean-Noël Barrault, disse que o Estreio de Hormuz sobrará totalmente com acordo duradouro entre Estados Unidos e Irã. Então não é exatamente o que o Trump queria. O Trump queria que mandasse tropas, que ajudasse militarmente e tal. Mas o que Reino Unido, França e vários outros países europeus estão dizendo é meu amigo, não tem jeito, vai ter que negociar. Mas o fato é que Donald Trump demonstrou frustração.
E aí o Mark Rutte acaba ficando lá dos Estados Unidos e queimando algumas pontes de diálogo, inclusive, com países europeus. Agora, Tang, é importante também sempre lembrar que os Estados Unidos não foram atacados. Consequentemente, você não pode utilizar a OTAN em uma situação como essa. Os Estados Unidos...
pediram ajuda da OTAN em 2001, quando eles foram atacados pela Al-Qaeda, ali nos atentados de 11 de setembro. Ali você conseguia encaixar uma justificativa dizendo, olha, gente, fomos atacados, diante desse ataque nós teremos que entrar numa guerra que é resultado de um ataque que sofremos.
E naquele momento você acabou tendo ali uma chancela da OTAN para a guerra que os Estados Unidos realizaram no Afeganistão. Agora a gente está falando de algo completamente diferente. Todas as informações que nós temos, inclusive o New York Times publicou uma matéria longa nesse sentido, sugerem que o Donald Trump...
ele acabou sendo convencido pelo Benjamin Netanyahu, que o Benjamin Netanyahu disse, olha, temos aqui uma oportunidade, as cabeças coroadas do regime vão estar em um determinado momento, no mesmo lugar, se nós matarmos todo mundo, o regime cai. O Donald Trump teria sido desaconselhado pelo vice-presidente, pelo secretário de Estado, pelo secretário de Defesa, com a Elacia, todo mundo desaconselhou o Donald Trump a implementar essa operação. Ele quis ir mesmo assim.
uma operação de ataque ao Irã. É sempre importante lembrar que o regime iraniano está lá desde 1979 e todos os antecessores do Donald Trump tiveram a oportunidade de atacar o Irã e não o fizeram. Deve ter uma razão para isso.
Mas o Donald Trump achou que com ele ia ser diferente, que ele foi baforado pela sorte, que ele teve ali uma super oportunidade que o amigo dele, o amigasso dele, Benjamin Netanyahu, estava oferecendo. E mesmo sendo desaconselhado por todos os seus principais auxiliares, ele resolveu ir adiante. E os auxiliares teriam dito, bom, presidente, a decisão é sua, você é o presidente, e ele foi adiante. Aí agora ele quer dizer que a OTAN deixou os Estados Unidos na mão? Não.
Não, ele não é tolo, ele sabe que a OTAN não serve para isso, a OTAN é uma organização defensiva e não uma organização de ataque, ou pelo menos deveria saber, né, Tanguy? É uma organização defensiva, não é uma organização de ataque, mas o fato é que realmente esse posicionamento subserviente do secretário-geral da OTAN é um pouco desconcertante mesmo, quer dizer, é como se ele estivesse disposto a fazer qualquer coisa para não perder o Donald Trump.
Até porque se você perde os Estados Unidos, se os Estados Unidos saem da OTAN, o OTAN acabou, e consequentemente ele ficou sem emprego, como secretário-geral da OTAN e ficaria marcado para o resto da vida como sendo o secretário-geral da OTAN que foi responsável pelo fim da OTAN. Mas, de qualquer maneira, me parece pouco para você ter tamanha subserviência por parte desse secretário-geral nesse momento. Então, eu queria apenas registrar rapidamente que a Rússia, ela...
Está sorrindo de orelha a orelha. A Rússia verá a receita de seu maior imposto individual sobre petróleo dobrar para 9 bilhões de dólares em abril devido à crise no Oriente Médio, segundo cálculos da Reuters que foram divulgados nessa quinta-feira. Os cálculos são uma evidência concreta desse enorme lucro inesperado do segundo maior exportador de petróleo do mundo.
A gente está falando da principal fonte de receita do governo da Rússia. O governo da Rússia estará com os cofres cheios de dinheiro, aliás, já está começando a ter, inclusive para implementar sua política externa, inclusive para reforçar o caixa para a guerra contra os ucranianos.
são os efeitos colaterais dessa guerra. Quer dizer, a gente está falando de um momento onde Donald Trump entra em rota de colisão com o Altan, a gente está falando de uma Rússia ganhando dinheiro como se não houvesse amanhã e, consequentemente, tendo ali reforçados os seus objetivos numa outra guerra, uma guerra contra os ucranianos, o que ameaça os europeus, que são formalmente aliados dos Estados Unidos ainda. É inacreditável o nível de desorganização e, assim, a gente está falando de um momento
que o Donald Trump tem causado à economia mundial e também à geopolítica internacional. E isso sem falar, como nós mencionamos há pouco, no Irã, que agora controla de maneira efetiva, de fato, o Estreito de Hormuz. É algo que precisa ser estudado.
para observar como você conseguiu em tão pouco tempo gerar tantos objetivos maravilhosos para os seus opositores. Resta saber se o Trump realmente considera que a Rússia é opositora ou não. Isso é uma desconfiança que a gente já tem há bastante tempo. Aliás, Daniel, só uma nota. Você está falando que o Putin está sorrindo de orelha a orelha e tudo. A gente teve, o mundo não para. Então o bicho está pegando lá no Irã, a estreia de Hormuz e tal.
Você tem as atenções todas voltadas para o Oriente Médio, por motivos óbvios, e a Rússia está também aproveitando para coletar dados de inteligência e tal. Então, segundo o Reino Unido, essa é uma informação que foi hoje aberta pelo primeiro-ministro, pelo primeiro-ministro britânico, o Stormer, e o que ele disse foi o seguinte.
Um submarino de ataque russo, chamado Akula, é um submarino nuclear de ataque, foi visto nas proximidades do Reino Unido. Naturalmente, dessa maneira, todas as atenções britânicas se voltam para esse submarino. E, ao que tudo indica, teria como objetivo distrair as forças...
de inteligência do Reino Unido. Então o Reino Unido começou a olhar para esse submarino de ataque, o submarino de ataque russo está aqui perto da gente, a gente tem que saber o que ele está fazendo, e ao mesmo tempo você teria um outro submarino, duas embarcações, na verdade, de inteligência que estariam monitorando os cabos submarinos britânicos.
Esses cabos submarinos, Daniel, só para a gente ter uma noção da importância deles, eles transmitem energia e dados de internet. 90% dos dados de internet que circulam no Reino Unido passam por cabos submarinos ali na região norte do Reino Unido. E, portanto, se eventualmente você tiver um ataque, é um apagão no Reino Unido. Aliás, isso é um risco para muitos países. A gente fica pensando que a internet vem se bem de doar, a internet vem por cabos submarinos.
Então, assim, isso não quer dizer que a Rússia estivesse planejando imediatamente um ataque ali para romper esses cabos, mas que está tendo coleta de informações.
A gente teve, inclusive, o John Healy, que é o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, dizendo o seguinte, abro aspas, para o presidente Putin, eu digo, nós estamos te vendo. Vemos sua atividade sobre nossos cabos e oleodutos, e você deve saber que qualquer tentativa de danificá-los não será tolerada e terá consequências graves. Então, ao mesmo tempo, está todo mundo olhando para o Estreio de Hormuz.
O Putin está agindo e essa, aliás, foi uma justificativa para os britânicos, quem os britânicos deram. Olha, a gente não tem como ficar ajudando a abrir estreia de hormônio não, porque a gente tem problemas aqui. A gente tem que monitorar exatamente o que acontece aqui na nossa área, porque a Rússia está aqui perto e qualquer coisa pode acontecer, Daniel. Tanguí, podemos avançar para a geleia da Shakira de hoje? Precisamos, Daniel. Me conta.
Ah, Tanguy, vamos à geleia da Shakira de hoje. E no episódio de hoje eu quero falar do Papa Leon XIV, que aliás é norte-americano, e encontrou os integrantes do Harlem Globetrotters na Praça São Pedro, no Vaticano, após a audiência geral semanal que acontece às quartas-feiras.
O grupo realizou uma breve exibição de basquete, que aliás é a sua especialidade, e o Papa jogou basquete com eles. Tanguy ficou ali girando a bola no seu dedo indicador, mostrando uma habilidade, uma proximidade com a pelota.
de basquete, aliás, um esporte que é super popular no seu país de origem, os Estados Unidos. O Papa Leão XIV também comentou o cenário internacional, elogiou o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e classificou o acordo como um sinal de esperança. É importante também registrar que o Papa Francisco, seu antecessor, já tinha tentado a mesma manobra com a bola de basquete.
10 anos antes, Tanguy. Lembrando que o Papa Leão XIV está sendo um crítico ferrenho do seu compatriota, o Donald Trump, sendo ali realmente muito crítico à política externa dos Estados Unidos. Mas agora temos o Papa jogador de basquete, Tanguy. O Papa que entende de basquete. Um Papa...
que acaba girando a bola de basquete no seu dedo, mostrando ali a habilidade com o esporte tão popular nos Estados Unidos. E esse é o basquete de rua, né, Daniel Souza? Se os Globetrotters tentarem abrir os treinos de Hormuz, eu quero ver quem é que segura, né? Que tem aquelas exibições fantásticas e tal. Muito legal, aliás. E, aliás, a cena é muito boa, né? Quem quiser dar uma olhada lá na cena do Papa jogando com o Halle em Globetrotters, eu acho que vale a pena.
É uma baita cena, uma daquelas coisas que a gente não espera muito ver todos os dias. Daniel Souza, dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio. Queria deixar aqui um super agradecimento a você que está acompanhando esse cenário internacional junto com a gente, está acompanhando tudo que está acontecendo, tudo que aconteceu em Gaza, tudo que acontece no Líbano, tudo que está acontecendo agora no Estreio de Hormuz, tudo que acontece nessa relação complicada da Rússia com os países europeus, política externa do Trump, relações com a China. É um prazer ter vocês com a gente.
E deixar aqui também o recado, né, Daniel? Se você quer saber mais sobre todos esses assuntos, acessa lá, peticursos.com.br. Tem curso... Aqui eu vou lançar o desafio, tá, Daniel? Tem curso sobre qualquer coisa que você queira saber do plano internacional. Alguma coisa tem lá.
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Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Petional, vocês que ajudam a manter o nosso projeto. Fica nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês. O Petion é uma mídia pequena, não tem aí o suporte de um conglomerado de mídia, nem uma grande produtora, é um trabalho bastante artesanal, e por isso a ajuda de nossos apoiadores é tão importante, e por isso sempre registramos aqui o nosso agradecimento a cada um de vocês. Fica também o convite.
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