Episódios de Petit Journal

PERIGO - BP 1052

08 de abril de 202628min
0:00 / 28:54
ANIVERSÁRIO INSIDER
Aproveite o aniversário Insider e ganhe brindes, só essa semana!
https://creators.insiderstore.com.br/PETIT
Para patrocínios, palestras e parcerias: contato@petitjournal.com.br
Quer conhecer nossos cursos e aulas gratuitas? Acesse https://www.petitcursos.com.br
Chave PIX: petitjournal.pj@gmail.com
Apoie o Petit Journal: https://www.apoia.se/petitjournal
Se você vive no exterior: www.patreon.com/petitjournal
Quer apoiar pelo YouTube? Clique em Valeu e deixe seu apoio ou vire membro do Canal do Petit Journal no YouTube.
Inscreva-se no canal de cortes do Petit Journal:
https://youtube.com/@petitjournalcortesoficial?si=HnJloDVeGCrrSelB
Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.instagram.com/tbaghdadi/
https://www.instagram.com/danielsousaeconomista/
https://www.instagram.com/petit_journal_/
O episódio analisa a escalada máxima de tensão após Donald Trump ameaçar eliminar a civilização iraniana diante do impasse sobre a abertura do Estreito de Ormuz. Discutimos as consequências políticas, econômicas e regionais de uma declaração dessa magnitude, em um contexto de guerra já ampliada e com impactos diretos sobre energia, mercados e estabilidade internacional. Também abordamos a tentativa de última hora do Paquistão de mediar uma solução diplomática, indicando que ainda há esforços para evitar um desfecho mais extremo.
A crise energética se aprofunda e já é tratada como uma das mais graves da história recente, com efeitos globais persistentes, enquanto a França decide retirar suas reservas de ouro dos Estados Unidos, sinalizando desconfiança e reconfiguração de riscos no sistema internacional.
Na Geleia da Shakira, um candidato presidencial colombiano chama atenção ao usar uma vassoura como símbolo de campanha contra a corrupção, em uma referência que remete à política brasileira do passado.
#OrienteMédio #Irã #Petróleo #Geopolítica #CriseGlobal
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

HostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

HostJornalista
Assuntos5
  • Conflito Irã-EUAEstreito de Ormuz · Consequências políticas e econômicas · Reação do Irã · Crise energética
  • Crise Energética GlobalQueda na produção da OPEP · Impacto nos preços do petróleo · Consequências para a economia mundial
  • Proposta mediadora do PaquistãoNegociações entre Irã e Estados Unidos · Papel do Paquistão
  • Retirada de ouro francês dos EUADesconfiança nas relações EUA-França · Valorização do ouro
  • Campanha de Sérgio Fajardo na ColômbiaSérgio Fajardo · Símbolo da vassoura contra corrupção
Transcrição76 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.

Olá, gente, bem-vindos, bem-vindas ao Petijornal. Esse é o Bate-Papo número 1052. Estamos gravando numa live no YouTube do Petijornal. São exatamente 17 horas e 22 minutos da terça-feira, 7 de abril de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor. Tanguy, ô Bagdad, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado.

tarifado e sem dormir. Está sem dormir o professor Bagdadi na ansiedade do que acontecerá nas próximas horas. Vai saber, falaremos bastante sobre isso ao longo do episódio de hoje. Temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas.

e projetar as próximas horas. Afinal, temos uma noite super importante nessa terça-feira, 7 de abril. Afinal, se encerra o prazo que Donald Trump deu para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz. Nós sabemos que o Irã não vai ceder e fica a expectativa do que fará efetivamente Donald Trump, se ele vai cumprir a sua ameaça, vai cumprir a sua ameaça parcialmente.

ou se vai recuar no melhor estilo taco que volta e meia Donald Trump acaba nos brindando. Tudo bem, professor Bagdadi? Vamos a isso. Tudo bem, Daniel Souza, com S. Vamos lá para esse bate-papo 1052. Daniel, um dia tenso, né? Está todo mundo meio preocupado com o que pode acontecer ao longo das próximas horas. E eu acho que o fundamental aqui, Daniel, é a gente saber que literalmente qualquer coisa pode acontecer.

ao longo das próximas horas. Donald Trump colocou esse prazo que se encerra às 8 da noite de Washington, traduzindo aqui para o horário brasileiro, seria 21 horas de Brasília, às 21 horas. Então a gente tem que saber se quando esse prazo se encerrar, como você falou bem, Daniel, o Irã...

não dá nenhuma demonstração de que vai abrir os trade ormuz ou fazer um acordo nessas poucas horas que restam, a gente tem que saber até onde o Donald Trump vai. O fato é que ele foi muito longe. Donald Trump já tem algum tempo que está colocando prazo, ele já colocou prazo de 5 dias, esse prazo foi para 10, depois se tornou 48 horas, depois esse prazo foi colocado para hoje, para terça-feira, e aí a gente poderia imaginar, Daniel, ao longo das últimas horas, fazendo aquilo que ele já fez várias vezes, e não é que...

não, a gente está avançando, tivemos algum avanço, adiar mais o prazo, mas ele foi exatamente no sentido contrário, Daniel. Ele foi para a rede social dele, para a Truth, e ele colocou uma das frases que eu não lembro de ter visto outro líder, Daniel, nesse tempo que eu acompanho em política internacional, dando uma declaração tão pesada como essa, o que ele diz é, abro aspas, uma civilização inteira morrerá essa noite para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá.

Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer.

Quem sabe? Descobriremos essa noite em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã. Então ele sobe o tom, Daniel, de uma forma, né? A gente falava isso aqui em off, antes de começar aqui, que é difícil imaginar como é que ele recua a partir daqui.

também tampouco dá para saber se o ataque vai ser tão pesado quanto esse que ele vem projetando. Não dá para saber se, de repente, ele vai fazer alguns ataques mais poderosos do que ele fez até agora, de repente atingir algumas estruturas críticas, mas o fato é que chegou num determinado ponto no qual ele vai ter que tomar uma decisão, aliás, ele passou o dia todo reiterando isso, ele falou, inclusive, na Fox News, não, às 8 da noite, mais uma vez, 8 da noite de Washington,

Às oito da noite teremos ação, vai acontecer. A gente teve, inclusive, a Casa Branca dizendo que não será um ataque nuclear. Ninguém perguntou, né? Ou pelo menos ninguém estava genuinamente preocupado com essa possibilidade. Não vi realmente nenhuma liderança internacional, inclusive tentando de alguma forma dissuadir o Donald Trump a realizar um ataque nuclear. Esse ponto me parece super importante. Tem o que você mencionou?

O Donald Trump foi alto, foi longe demais. Ele foi alto demais no que diz respeito ao seu tom e ao seu discurso. Como é que ele recua agora? Como é que ele volta atrás se o Irã não deu nenhuma sinalização de que vai ceder? É claro que a gente conhece o Donald Trump, ele tem sempre essa estratégia de radicalizar o discurso, colocar o sarrafo lá em cima, pressionar, pressionar, pressionar, pressionar, para tentar o melhor acordo possível. Mas nesse caso em particular, o Irã simplesmente...

ficou na sua posição, que é uma posição vantajosa, uma posição que leva a uma certa desorganização da economia mundial, uma posição que o tempo lhe favorece. E o Irã já sinalizou, inclusive, que se necessário for, vai retaliar para tudo que é lado caso esse ataque venha. Mandou, inclusive, muita gente fazer cordões ali de isolamento em algumas usinas importantes, como escudos humanos.

como forma justamente de colocar um peso ainda maior caso esses ataques realmente aconteçam. E a gente também não pode perder de vista que um presidente dos Estados Unidos falou em alto e bom som que estava disposto a cometer crimes de guerra, ameaçando coletivamente uma sociedade e ameaçando destruir uma civilização. O termo civilização me parece, inclusive, muito preciso.

O Irã é uma civilização, é a civilização persa, são poucas as civilizações que existem no planeta e o Irã é uma delas. É claro que o regime dos Ayatollahs é horroroso, é uma ditadura horrorosa, trata mulheres como cidadãs de segunda categoria, mas o Irã é muito mais do que a ditadura dos Ayatollahs e a ameaça do Trump é uma ameaça à civilização persa que o Irã acaba representando.

E esse foi um dos grandes termos do dia de hoje, né, Daniel? Porque o que o Trump disse, mais uma vez, ele disse com todas as letras, é que se não houvesse um acordo que levasse à reabertura dos três de Hormuz, ele faria, basicamente, uma punição coletiva, atingindo estruturas civis. E ele foi perguntado ao longo do dia se atingir usinas elétricas, pontes, aliás, algumas pontes, inclusive, já foram destruídas ao longo do dia de hoje, se isso não constituiria crime de guerra.

A resposta dele é absolutamente maravilhosa, né? O que ele disse foi, sabe o que é um crime de guerra?

ter uma arma nuclear. Ué. É. Ué. Peraí. Ué. É porque entre Irã e Estados Unidos, só um deles tem arma nuclear, né? Então, assim, eu fiquei meio na dúvida se ele tava admitindo, né? Os Estados Unidos é um país que comete crime de guerra porque tem uma arma nuclear. Mas essa foi a frase dele, tá? Abro aspas.

sabe o que é um crime de guerra ter uma arma nuclear. A gente teve ao longo do dia também, Daniel, algumas outras reações. Por exemplo, na ONU, o representante Teheran, o representante iraniano na ONU, afirmou que as ameaças do Trump, de que toda uma civilização morrerá, constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio. E a gente teve algumas reações muito fortes também, Daniel.

num sentido um pouco contrariado, assim, o que eu vou fazer a partir de agora, por parte dos países árabes do Golfo. O que esses países árabes do Golfo estão dizendo, Daniel, é que se acontecer algo de mais sério e o Irã fizer bombardeios, novos bombardeios a esses países, o que vem acontecendo ao longo das últimas semanas, esses países, eles tendem a deixar de lado qualquer tipo de comedimento.

Ou seja, o que esses países estão dizendo, Daniel, é que até agora a gente não respondeu. Não é porque a gente não tem capacidade de responder, é porque a gente não queria acrescentar ainda mais tensões. A gente queria que tivesse uma solução rápida. Se o Irã atacar a gente, a gente não responder e essa guerra acabar logo...

Está ótimo. A gente pode ficar assim, a coisa pode ficar assim. A gente não faz questão de responder. Agora, o que o Irã está dizendo, Daniel, é que se eu for atacado, vocês se liguem aí porque todo mundo vai ser alvo. Ele, inclusive, falou, o Irã, o governo iraniano, chegou a alertar que países do Golfo, que, na verdade, que civis de países do Golfo, deveriam evitar, por exemplo, passar por pontes, porque seriam alvos legítimos.

Você poderia ter estruturas civis também sendo atingidos. Então, o que os países do Golfo estão sinalizando é, olha, eu não estou afim de ser alvo sem qualquer tipo de reação. Até agora, a gente manteve algum nível de restrição, a gente não foi além e tudo, mas a gente pode ir além.

Outro ponto importante, Daniel, é que a gente não sabe o que vai acontecer a partir das nove da noite, horário de Brasília. Sabe-se lá o que vai acontecer. Aliás, deixo um alerta, né, Daniel? Se alguma coisa muito séria acontecer, pode ser que a gente volte aqui para um episódio extra, enfim, para cobrir o que estiver acontecendo no calor do momento. Mas alguns ataques vieram acontecendo ao longo do dia. Tivemos hoje ataques americanos e israelenses contra a famosa ilha de Karg, por onde passa 90%. E aí

das exportações iranianas de petróleo. Não foram ataques contra as instalações de petróleo, foram ataques contra estruturas de defesa, então baterias antiaéreas e tal, que já tinham sido destruídas em março. A gente não sabe se elas foram recolocadas, se algumas permaneceram e tudo, mas esse tipo de estrutura foi atacado ao longo de hoje e o Irã também fez ataques contra o país do Golfo e contra Israel.

Ou seja, a gente tem aí um caminho, Daniel, para algo mais sério que pode acontecer ao longo das próximas horas. A gente vai ter que esperar um pouquinho para imaginar o que pode acontecer nesse momento. E aí, claro, o mundo prende a respiração, porque na possibilidade, na eventualidade do Donald Trump dobrar a aposta, a gente vai ter uma severa desorganização da economia mundial. Aliás, um relatório da Bloomberg já dá uma dimensão do tamanho do problema que nós estamos enfrentando no presente momento.

A OPEP registrou a maior queda de produção no mês de março de 2026 em pelo menos quatro décadas. Ou seja, num único mês, a produção da OPEP nunca tinha caído tanto em pelo menos quatro décadas. A produção caiu 7,56 milhões de barris por dia.

cerca de 25%, chegando a 22 milhões de barris de produção diária média nesse mês de março de 2026. É claro que os países do Golfo fazem parte da OPEP, mas você tem muitos países da OPEP que não fazem parte do Golfo Pérsico.

Esse impacto foi muito concentrado nos países do Golfo, principalmente a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iraque, que acabaram reduzindo de maneira muito substantiva a sua produção. Essa é a maior queda mensal desde 1989, para ser mais preciso. Então, são quase 40 anos.

E, segundo a Bloomberg, apenas em 2020 houve uma redução maior, mas foram em dois meses consecutivos no início da pandemia da Covid-19. Em volume, e aí eu não estou falando de percentual, a queda atual supera até o impacto do embargo do choque do petróleo de 1973.

embora aquele choque tenha ocorrido em um mercado global muito menor. A redução da oferta acaba, na prática, levando a um aumento do preço, afinal, a demanda por petróleo não cai na mesma velocidade que a produção. O ajuste se dá via preço em função disso.

Segundo a Bloomberg, o Iraque teve a maior queda. O Iraque acabou tendo uma queda de 2,76 milhões de barris por dia em função dessa desorganização que a guerra na região do Golfo Pérsico acabou causando. Arábia Saudita, 2,07 milhões de barris a menos por dia. Emirados Árabes Unidos, 1,44 milhão de barris a menos por dia.

Diante disso, Tanguy, a gente acaba tendo uma crise que pode ser a mais grave da história do mercado de petróleo. Pode ser que ela supere o primeiro choque do petróleo de 1973, o segundo choque do petróleo ali na virada de 79 para 80.

Vai saber, ela tem potencial, pelo menos o start, a largada dela foi muito agressiva e isso mostra realmente uma enorme desorganização da economia mundial. É por isso que o mundo está tão preocupado. Se já está grave nessa intensidade, neste momento, imagina se Donald Trump dobrar a aposta.

Se Donald Trump dobrar a aposta, o Irã vai retaliar. Vai retaliar contra os vizinhos. Vai tentar destruir a infraestrutura produtora de petróleo dos vizinhos. E aí, meu amigo, sabe-se lá quanto tempo o mundo vai precisar para retomar a normalidade no mercado de petróleo. Hoje já se considera que o cenário mais provável, caso a guerra de maneira mágica terminasse hoje.

o petróleo não volta para o patamar que ele estava antes da guerra, porque você já teve algumas estruturas danificadas e, consequentemente, a produção de petróleo danificada e comprometida. Você precisa refazer isso, esses investimentos demandam tempo, precisam de um mínimo de estabilidade na região.

Enquanto isso, o mundo sofre, sofre os efeitos de um petróleo mais caro, o mundo vai sofrer com mais inflação e menos crescimento, isso já é apontado por relatórios do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Não tem milagre, se você tem menos energia disponível, se você tem menos petróleo disponível, vai produzir menos. Vai ter menos carro circulando, vai ter menos ônibus circulando, vai ter menos avião circulando, vai ter menos máquina funcionando, porque, afinal, você tem menos oferta de energia disponível no mercado internacional.

E, aliás, é nisso que o Irã tem apostado quando você fala sobre a perspectiva para o futuro, o que vem pela frente. Hoje, o Irã, por exemplo, Daniel, no meio dessa escalada toda, essa preocupação, você teve uma série de tentativas de mediação, o Paquistão está tentando bastante, está vendo ali, você faz um meio campo e tal. Agora, no meio disso tudo, sem a gente saber ainda para onde a coisa vai...

o Irã chegou a dizer que se os Estados Unidos cruzarem as linhas vermelhas, ou seja, atacar usinas elétricas e pontes vitais para o país, o Irã vai atacar a infraestrutura dos Estados Unidos na região e de seus parceiros com a Marábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Oman, todos os aliados americanos, Kuwait, e como forma de privar o Ocidente de óleo e gás por anos.

E, aliás, isso foi, inclusive, replicado. A gente lembra sempre, né, Daniel, que a estrutura de segurança do Irã é ter aliados espalhados pela região. Não são exatamente países aliados, mas são grupos aliados. A gente teve, por exemplo, grupos aliados do Irã. No Iraque...

reforçando a ameaça, que olha, se os Estados Unidos derem um passo adiante, vai ter país que vai sofrer. E é claro, Daniel, você tem um ataque como esse, você tem um grupo aliado do Irã, dentro do Iraque, por exemplo, o Qatay e o Hezbollah, não é o Hezbollah libanês, estou falando do Hezbollah iraquiano, atacando instalações de produção de petróleo ali no Kurdistão iraquiano.

perto da região do Golfo, ali no Iraque, já é mais um baque muito severo sobre energia e passa a considerar, portanto, tanto o Irã quanto esses aliados, passa a considerar que usinas de energia da região passam a ser considerados alvos legítimos. Imagina o nível de pressão que isso tudo gera sobre o preço do petróleo, sobre o que vem pela frente.

Uma figura que tem sido bastante importante nesse cenário todo, Daniel, tem sido o J.D. Vance, o vice-presidente dos Estados Unidos. Segundo ele mesmo, ele tem conduzido negociações junto ao Paquistão para tentar chegar a algum tipo de solução. Agora, me chamou muito a atenção, Daniel, que no meio dessa crise toda...

O J.D. Vese, que se diz uma pessoa central para esse tipo de negociação, está em Budapeste. Ele está lá na Hungria, dando força para o Orbán, participando de uma série de eventos, mas, ao que tudo indica, ele é uma das pessoas que tem negociado via Paquistão para algum tipo de solução. Um detalhe que tem me chamado a atenção é que o Paquistão se coloca como um país que tenta fazer essa mediação, mas o Paquistão tem, desde setembro do ano passado, desde setembro de 2025, um acordo de segurança mútua, um acordo de defesa mútua com a Arábia Saudita.

Ou seja, não é exatamente um país isento. Se o Irã ataca a Arábia Saudita, o que vem acontecendo, e a Arábia Saudita retalia...

o Paquistão, de uma certa maneira, é impactado. Ele, teoricamente, deveria ajudar a Arábia Saudita contra o Irã. Então, também não é exatamente o país mais adequado para fazer esse tipo de mediação, mas isso apenas aponta para um certo isolamento, que a gente sempre vê do Irã. O Irã tem pouquíssimos países que são seus aliados. Um dos poucos que tinha até pouco tempo era a Síria. E aí o governo Assad cai e você já tem um governo que também é o estil.

a Síria. Então, Daniel, a gente tem, de fato, uma situação muito complicada ao longo das próximas horas. A gente tem que ver como é que Donald Trump vai se portar para ver se ele vai adiante com a sua ameaça ou não. Eu queria dar um recado aqui, no entanto, Daniel, no meio dessa história toda, no meio de um monte de notícia ruim, preocupante e tal.

Porque temos aniversário, Daniel. O Petit Journal vai fazer aniversário daqui a pouco, em junho desse ano agora. O Petit Journal completa 10 anos. E hoje, na verdade essa semana agora, nós temos o aniversário de 9 anos da Insider Store. 9 anos da Insider. E aí, Daniel, todos os produtos que a gente vê da Insider, que funcionam super bem, vestem bem, tem material resistente, material confortável e tal.

são frutos de anos de testes, ajustes, repetição, validação, ouvir feedback e tal. Então, se você quer conhecer o resultado final dessa produção, acessa lá o link que está na descrição desse episódio. E, aliás, só essa semana agora, Daniel, você tem, inclusive, alguns brindes progressivos. Se você fizer compras de R$ 399 ou mais, você ganha um caderno da Insider.

Se você chegar a R$ 599, você ganha uma necessaire da Insider. E se você chegar a R$ 899, uma garrafa térmica da Insider. Então não perde essa oportunidade. Você compra e você acaba ganhando também uma oportunidade de receber mimos, brindes por parte da Insider Store. Link na descrição desse episódio. Aliás, Tanguinho, nós inclusive já garantimos os nossos brindes da Insider Store. Fica aqui uma super oportunidade para o pessoal.

aproveitar condições mais do que especialíssimas para os amigos e amigas do PetJornal. Link no descritivo desse episódio. Clique em Conheça o Insider Store. Tenho certeza que vocês vão gostar demais. A gente está falando de peças para as mais diferentes situações, de alta durabilidade, uma ótima relação custo-benefício. Conheça o Insider Store. Link no descritivo desse episódio.

Agora, Tanguy, eu queria trazer uma notícia que mostra justamente como as placas tectônicas do planeta estão se movimentando. A França retirou, nesse ano de 2026, as últimas barras de ouro que eram mantidas nos Estados Unidos. Reservas internacionais francesas em ouro que, em parte, estavam nos Estados Unidos. A França é uma das maiores detentoras de ouro do mundo.

e armazenava uma parte de suas reservas em ouro, uma parte das suas reservas internacionais, desde os anos 20, nos Estados Unidos. Essa decisão havia sido tomada lá nos anos 20, na esteira da Primeira Guerra Mundial. O trauma da Primeira Guerra Mundial fez com que as autoridades francesas considerassem

que era seguro manter uma parte das reservas em ouro do outro lado do Atlântico, protegidas por um aliado em contexto da França, os Estados Unidos. A partir da década de 60, no governo do Charles de Gaulle, iniciações bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem bloquem blo

se o processo de repatriação do ouro. Na época, inclusive, a França fez isso como forma de tensionar o padrão de Bretton Woods, até por considerar, dentro de uma lógica nacionalista francesa, que o padrão de Bretton Woods, o padrão dólar-ouro, acabava não sendo exatamente o mais interessante para a França naquele momento.

Mesmo assim, você manteve reservas em ouro nos Estados Unidos até o ano de 2026. A França substituiu as últimas barras. Na prática, ela vendeu nos Estados Unidos e recomprou na Europa para evitar justamente esse trânsito de metais preciosos, esse trânsito físico de metais preciosos.

E o curioso é que essa movimentação final da França acabou gerando ganhos, inclusive, bastante expressivos. Você teve ganhos na casa de 15 bilhões de dólares. Isso é explicado, inclusive, pelo processo de valorização do ouro que a França acabou experimentando.

Na prática, comprou na Europa, acabou vendendo nos Estados Unidos, vendeu nos Estados Unidos com valorização, e essa diferença acabou proporcionando um lucro para o tesouro francês na casa de 15 bilhões de dólares.

Portanto, a gente está falando de uma França que tem um total de reservas em ouro de aproximadamente 2.437 toneladas. Atualmente, todo o ouro está armazenado em Paris. Todo o ouro das reservas internacionais francesas está armazenado em Paris, no cofre subterrâneo do Banco da França.

Espero que esse ouro esteja mais bem guardado do que as joias da monarquia francesa que estavam no Louvre. Mas, de qualquer maneira, fica aqui o registro de como a França já não confia nos Estados Unidos como confiava no passado.

Esse processo me parece digno de nota, na medida em que os franceses preferem conservar a totalidade do ouro das reservas francesas na própria França, na cidade de Paris. Daniel Souza, nesse momento que a gente está gravando aqui são 17 horas e 45 minutos, ou seja, segundo o prazo dado por Donald Trump, faltam aí 3 horas e 15 para estourar o prazo que ele deu, para iniciar, portanto.

os ataques mais pesados contra o Irã, e acabou de sair uma notícia de que o Paquistão, por meio do seu primeiro-ministro, o Shebaz Sharif, está tentando um adiamento do prazo por duas semanas. Então ele está tentando convencer o Irã a abrir o Estreito de Hormuz ao longo dessas duas semanas para que os Estados Unidos não promovam esses ataques imediatos contra o Irã.

aparentemente, segundo a notícia, de novo, é impossível confirmar isso aqui agora, mas segundo a notícia, o Irã estaria vendo com bons olhos a possibilidade de entabular negociações e tal, depois colocar os seus termos e tudo, a gente sabe que abrir o Estreio de Hormuz é algo meio vago, né? Você pode abrir o Estreio de Hormuz de várias maneiras diferentes, tipo, pode passar, mas vai ter que me pagar, ou então pode passar, vai ficar tudo como era antes, o que não me parece ser muito a intenção do Irã.

O Irã, ele parece ter a intenção, de fato, ter o Estreio de Hormuz sob o seu controle a partir de agora,

mas a diplomacia paquistanesa está tentando, de última hora, quase literal, né, Daniel, faltando poucas horas aí para estourar o limite, fazer uma negociação que envolva tanto os Estados Unidos quanto o Irã. A gente sabe que os Estados Unidos, a gente vem falando sobre isso aqui há um tempo, gosto de subir muito o tom, mas estão doidos para encontrar uma forma de não precisar cumprir isso, de conseguir alguma vitória diplomática e tal, mas vai ser de fato algo de última hora.

Aliás, a gente chegou a conversar, né, Daniel, sobre a possibilidade de não fazer esse episódio agora e gravar esse episódio só depois das nove da noite. Depois pode ser que a gente grave um episódio se algo acontecer, mas a gente achou importante também antecipar um pouco para a gente conseguir entender qual o clima que a gente tem nas negociações até às 21 horas de Brasília, 8 horas da noite de Washington, Daniel. Tanguy, para terminar com uma nota mais leve, o episódio de hoje, podemos avançar para a geleia da Shakira de hoje? Podemos, Daniel Souza. O que você traz para mim?

No dia de hoje eu quero falar sobre Sérgio Fajardo, que é candidato à presidência da Colômbia nesse ano de 2026. Ele é um ex-professor de matemática, uma figura centrista de longa data, tendo sido prefeito de Medellín entre 2004 e 2008 e governador de Antioquia entre 2012 e 2016.

Nessas funções, ele acabou construindo uma reputação de tecnocrata e ele se candidatou duas vezes à presidência. Em 2018 e 2022, ele ficou, respectivamente, em terceiro e quarto lugar. Mas dessa vez, ele diz que será diferente. Dessa vez, ele vai vencer, porque dessa vez ele tem uma plataforma completamente inovadora e diferenciada.

Sérgio Fajardo resolveu que terá um símbolo na sua campanha eleitoral e esse símbolo será uma vassoura. E as piaçavas da vassoura têm as cores da bandeira da Colômbia, que são o amarelo, o azul e o vermelho.

Pois bem, o Sérgio, ele diz que vai varrer a corrupção da Colômbia. Vai varrer a corrupção da Colômbia, vai limpar a Colômbia. E essa é uma estratégia absolutamente inovadora. Ninguém nunca pensou na vassoura como símbolo de limpeza contra a corrupção.

Onde é que eu já vi isso, Daniel? Não deve ter tido, não, né? Não teve, não teve, não. Isso é inovador. Nunca foi pensado, nunca foi feito, é novo. O Jano Bates podia ter pensado numa dessa, né, Daniel? Podia, pô, ainda mais... Aquele período ali que ele herdou aquela confusão do plano de metas-dinheiro saído pelo ladrão pessoal ali realmente num certo descontrole dos gastos públicos naquela altura.

Poderia, por que não? O plano de metas e o posterior candidato, Jânio Quadros, poderia ter pensado ali na vassoura como símbolo para varrer a corrupção. Mas em pleno 2026, a América Latina nunca nos decepciona. Temos um candidato na Colômbia que tem a vassoura como símbolo de sua campanha.

É isso, Daniel Souza. Dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio. Não sabemos se a gente volta ainda hoje, talvez sim, talvez não. Sabe, sei lá, o que vai acontecer. Daqui a pouco nós temos aula no PetitCursos. Então, se você é nosso aluno, a gente encontra daqui a pouquinho. Se você não é nosso aluno ainda, dá tempo.

Vem com a gente porque a gente vai falar sobre Irã, Estados Unidos. Vamos falar sobre essa crise toda. Vamos ter um curso agora sobre essa crise. Hoje, particularmente, a gente vai falar sobre o regime iraniano. Por que o regime iraniano é tão bem assentado? Por que é tão difícil derrubá-lo? Essa vai ser uma das questões a serem respondidas na aula de hoje. Se você quiser ser nosso aluno, acessa lá. Petitcursos.com.br São sempre aulas dadas em dupla. Sempre eu e o professor Daniel Souza.

A gente sempre aborda portando temas do ponto de vista histórico, contemporâneo, político, econômico, religioso, social, para explicar o que está acontecendo nesse momento. E você acessa tudo lá em peticursos.com.br. Fica também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Peti. Vocês que ajudam a manter o nosso projeto. Fica o nosso carinho, o nosso abraço. Nosso muito obrigado a cada um de vocês. O Peti é um projeto bastante artesanal.

E depende muito da ajuda dos nossos apoiadores, por isso registramos sempre o nosso agradecimento. Fica também o convite. Se você gosta do nosso projeto, você pode nos apoiar. Aliás, no descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix, que é uma maneira prática e instantânea de apoiar o Patreon. Você pode, inclusive, ativar o Pix recorrente. Tem também o link do Apoia-se, o link do Patreon, que acaba sendo uma ótima opção para quem vive no exterior. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você.

É isso, Daniel Souza. Amanhã, espero, estamos de volta. Talvez hoje, não sabemos. Nos vemos. Um abraço e até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.

Anunciantes1

Insider

Brindes de aniversário
external