O resgate do piloto americano - BP 1050
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A guerra ganha um novo episódio dramático com o abate de duas aeronaves americanas pelo Irã e o resgate de um piloto que permaneceu cerca de 40 horas em solo iraniano. O episódio analisa o significado estratégico desse evento, além do novo ultimato dado por Donald Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz. Também discutimos o orçamento apresentado pelos Estados Unidos para 2027, que traz mudanças relevantes e indica o peso crescente dos gastos militares em meio ao conflito.
No cenário regional, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, pede negociações para evitar que o país enfrente uma devastação semelhante à de Gaza, enquanto os efeitos da guerra começam a atingir a Europa, com aeroportos italianos registrando escassez de combustível.
Na Geleia da Shakira, a advogada Alina Habba surge como possível procuradora-geral dos Estados Unidos, despertando reações curiosas, inclusive entre brasileiros.
#OrienteMédio #Irã #EstadosUnidos #Geopolítica #Petróleo
- Resgate de piloto americanoAbate de aeronaves no Irã · Donald Trump e prazos · Tensão entre EUA e Irã
- Orçamento Militar AmericanoAumento de gastos militares · Cortes em programas sociais · Impacto no déficit fiscal
- Escalação LíbanoConflito Israel-Hezbollah · Negociações com Israel
- Escassez de combustível na EuropaAeroportos italianos · Racionamento de combustível
- Possível indicação de Alina Habba como procuradoraNomeação por Donald Trump
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Olá, gente, bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o bate-papo número 1050. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 9 horas e 19 minutos da manhã de segunda-feira, 6 de abril de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor.
Tanguy, ô Bagdad, animado, contente, preparado, refigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado em 15% e muito, muito, muito preocupado com o cenário internacional de ebulição, de incerteza, um cenário extremamente pantanoso que traz enormes preocupações.
para a nossa análise. Ainda bem que estamos juntos aqui no PetJornal, gente, porque é um espaço onde nós podemos falar um pouco sobre esse ambiente internacional. Aliás, é isso que faremos ao longo dos próximos minutos. Temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos repercutiremos, como eu disse há pouco, os principais acontecimentos internacionais dos últimos dias. Como vai, professor Bagdad? Tudo bem? Vamos a isso?
Tudo bem, Daniel Souza? Vamos lá para esse bate-papo 1050. Prazer estar aqui mais uma vez, mais uma segunda-feira, iniciando mais uma semana, que a gente já sabe que vai ser insana nas relações internacionais, na economia internacional. Deixo aqui as boas-vindas a todo mundo que acompanha a gente. Muito obrigado a você que está ouvindo a gente no YouTube, você que está assistindo a gente no YouTube, você que está nessa live, você que está ouvindo a gente pelo podcast.
É um prazer ter vocês aqui junto com a gente. E Daniel, para a gente começar esse nosso bate-papo...
Eu queria falar o seguinte, você é um cara que tem determinados preceitos de prazo. Ah, o prazo tem que ser cumprido, prometeu que é segunda-feira, tem que ser segunda-feira. E Daniel Souza? Não é assim, Daniel.
Não é assim. Eu vou te ensinar como é que é. Você coloca um prazo, que é de alguns poucos de 5 dias. Aí depois, se você ver que 5 dias está pouco, você aumenta esse prazo para 10. Se estiver chegando ali no limite do décimo dia também não der, um pouquinho antes você aumenta um pouquinho mais. Então, no sábado...
você aumenta para terça-feira e você vai aumentando esse prazo. Então, essa é uma lição prática de como é que você pode fazer a coisa. Donald Trump, no sábado, ele disse que aquele prazo que eu tinha dado de 10 dias, que terminava no dia 6, que é hoje, tem mais 48 horas. Aí eu comecei a fazer a conta. Se no sábado ele diz que são mais 48 horas, acaba na segunda-feira. Você vai concordar comigo. Mas essas 48 horas são 48 horas elásticas.
Então ele diz o seguinte, são 48 horas, mas elas terminam às 8 da noite de terça.
Eu me perdi um pouco na matemática, tá, Daniel? Eu gostaria de poder te explicar melhor. Mas as 48 horas, portanto, de Donald Trump, elas terminam às 8 da noite de terça-feira, horário de Washington. E aí, se você quiser colocar na sua agenda, Daniel Souza, bota aí que certamente desse prazo aí não vai passar. É 21 horas de Brasília de amanhã, o que significa 3h30 da manhã de quarta-feira inteira. E o que acontecerá quando esse prazo não for cumprido, porque ele não será tanque impactativo?
Ah, Daniel, aí tem que ver. Aí tem que ver. Aí tem algumas opções. Ele pode dar mais 48 horas, mais 5 dias, mais 10 dias ou cantar vitória. Que é o mais provável, tá? Dizer assim, pô, vencemos. Vencemos o Irã. Pô, teve que recuar. Alguma coisa assim.
Mas o fato, Daniel, é que ele disse que nessas 48 horas, que não são exatamente 48 horas, o inferno se abaterá sobre o Irã, caso esse prazo não seja cumprido, e que vai, portanto, proceder com ataques a instalações de energia iranianas que tinham sido pausadas ao longo desse período.
de 10 dias. O Irã retrocou, Daniel, e disse que não vai cumprir prazo estabelecido pelo Trump coisa nenhuma e que vai responder a qualquer ataque ao seu território. Agora, a gente teve um nível de tensão um pouco maior ao longo desse final de semana, Daniel, porque nós tivemos algumas aeronaves norte-americanas que foram abatidas sobre o Irã. Eu quero repetir aqui, Daniel, uma coisa que a gente vem falando constantemente, que é...
Os Estados Unidos têm tratado o Irã, muitas vezes, como se fosse um país de quinta categoria, um país que pode rapidamente ter eliminado o seu poder de fogo ou que não teria exatamente capacidade de reação. O Irã está se preparando para um cenário como esse há bastante tempo, é um país grande, é um país que tem petróleo, portanto tem grana para fazer esse tipo de investimento.
E, portanto, a gente teve há pouco tempo Peter Hegseth, que é o secretário de defesa dos Estados Unidos, dizendo que tinha superioridade aérea total sobre o Irã, então que os aviões americanos estariam sobrevoando o Irã sem qualquer tipo de dificuldade. Porém, na sexta-feira, o Irã abateu dois aviões militares dos Estados Unidos, entre eles um caça F-15E.
Foi abatido. Os dois pilotos desse caça se ejetaram. Um deles foi resgatado com rapidez, mas o outro, Daniel, passou 40 horas se evadindo até ser finalmente resgatado. Então a gente teve, de fato, um cenário de tensão bastante elevado porque...
Os Estados Unidos simplesmente não sabiam onde estava esse outro piloto. Ele estava na porção central do Irã. A gente sabe que o Irã é um país muito montanhoso. Então, segundo os Estados Unidos, ele chegou a escalar 2.100 metros para poder se refugiar em algum lugar que não fosse encontrado por agentes iranianos até finalmente poder ter algum tipo de comunicação e ser resgatado. E foi resgatado no fim das contas.
O outro avião que foi abatido também, Daniel, foi um A-10 Thunderbolt, ali perto do Estreio de Hormuz. O piloto também conseguiu, esse era um piloto só, também conseguiu se ejetar e foi resgatado com uma certa rapidez. Agora, nesse processo, Daniel, de tentativa de resgate desse piloto do F-15,
a gente teve uma mobilização grande das forças de inteligência, de forças que estiveram em solo iraniano para tentar resgatá-lo com rapidez. E durante as buscas, nós tivemos inclusive dois helicópteros Black Hawk que foram atingidos por fogo iraniano. Eles foram atingidos, mas não foram abatidos. Agora você vê, Daniel, como é que a gente tem um cenário difícil, um cenário complicado. A gente está falando sobre, nesse meio tempo...
quatro aeronaves americanas que foram atingidos, dois aviões abatidos e dois helicópteros de resgate que foram danificados, mas finalmente conseguiram sair do Irã. Eu ia falar ileso, mas não é exatamente ileso, mas conseguiram, de qualquer maneira, deixar o espaço aéreo iraniano. Isso dá um pouco o tom do tamanho do desafio militar que os Estados Unidos enfrentam quando a gente fala sobre o Irã. A gente teve, obviamente, Donald Trump... Capt Daily
enfurecido no momento em que o cara estava perdido. Então ele disse, não posso dar muitas informações porque você tem um processo de resgate. O Irã chegou a oferecer 60 mil dólares para quem ajudasse as forças iranianas a capturarem esse piloto, o que não aconteceu. E, obviamente, Donald Trump foi para as redes sociais depois para cantar a vitória. Conseguimos resgatá-lo e tal. Ele está em segurança, aparentemente seriamente ferido. A gente não sabe exatamente qual é.
a gente não sabe mais detalhes, mas estaria seriamente ferido, mas de qualquer maneira foi resgatado. Agora, é importante notar, isso demonstra, isso denota que você lidar com o Irã não é fácil, é um país preparado, é um país que tem forças importantes, é um país que está mobilizado numa guerra como essa, e os Estados Unidos, portanto, estão passando dificuldade, obviamente, para lidar com um país muito mais poderoso do que os inimigos anteriores que os Estados Unidos tiveram, que invadiram em tempos recentes, Daniel.
Aliás, ainda dentro desse contexto, Tanguy, a administração Trump propôs um novo orçamento, afinal nós estamos nos aproximando do final do ano fiscal. E o governo propôs um corte de 10% nos gastos não relacionados à defesa.
em um aumento de inacreditáveis 500 bilhões de dólares no orçamento militar. Na prática, isso significa um aumento de 50% no orçamento militar. O orçamento militar dos Estados Unidos no ano fiscal anterior estava próximo a 1 trilhão de dólares e agora se aproxima de 1 trilhão e meio de dólares, o que é um negócio absolutamente impressionante.
para um país, inclusive, que tem como seu presidente alguém que no mandato anterior criticava o excesso de gastos militares. Esse pesadíssimo orçamento militar inclui reajuste salarial de 5% a 7% para os militares. A Casa Branca compara esse aumento de investimentos a algo semelhante ao que aconteceu na época da Segunda Guerra Mundial. É importante também registrar...
que esse orçamento traz ali o Golden Dome, o escudo antimísseis dos Estados Unidos, traz ali também navios novos, submarinos de nova classe, novos navios de guerra, etc. Tudo isso para fortalecer as forças armadas dos Estados Unidos. E tudo isso somado, o que acaba acontecendo é que o déficit... .
fiscal projetado do governo americano é de 1,85 trilhão de dólares, em contraposição a 1,77 no ano fiscal anterior. Consequentemente, a dívida do governo dos Estados Unidos deve alcançar algo em torno de 39 trilhões de dólares depois desse orçamento fiscal.
A proposta não aborda questões como previdência social e Medicare, mas a proposta traz ali uma série de cortes. Você tem ali cortes em diferentes programas sociais, programas inclusive considerados pelo governo como ideológicos.
Você tem ali também redução de orçamento para energia verde. E o que é muito curioso é que a administração Trump afirma que combate a fraudes pode equilibrar o orçamento, o que não faz nenhum sentido. Você está falando de um déficit de quase 2 trilhões de dólares e você não vai me dizer que você vai arrumar 2 trilhões de dólares simplesmente...
combatendo fraude, combatendo sonegação fiscal. Isso é algo que não faz sentido. Algumas outras coisas que chamam a atenção é o aumento de 13% no orçamento para combate a crimes violentos. Nós temos também 2,2 bilhões para operações do ICE.
com inclusive expansão de vagas de detenção para migrantes indocumentados, o que sugere que o governo Trump vai dobrar a aposta. Temos também R$ 152 milhões para reativar a prisão de Alcatraz.
Sintangui, Alcatraz, aquela prisão que fica ali na Bahia de São Francisco, na Califórnia. O governo federal tem esse projeto de reativá-la. É claro que 152 milhões dentro desse orçamento monstruoso acaba nem sendo tanto dinheiro, mas é muito simbólico. Temos também 481 milhões para controladores de tráfego aéreo. Lembrando que o controle de tráfego aéreo se tornou ali uma questão em função de um acidente que aconteceu em Washington não tem muito tempo.
E uma coisa que me chamou muito a atenção, 10 bilhões de dólares para programa de obras em Washington.
o programa presidencial de administração da capital. Parece um pouco aquelas ditaduras personalistas, sabe? Ah, temos que reformar a capital, temos que colocar ela à imagem e semelhança do governante da vez, lembrando que a reforma dele ali na Casa Branca está suspensa, segue suspensa pela justiça dos Estados Unidos, aquela reforma ali do salão.
de bailes. E uma outra coisa que também chama a atenção, Tanguy, é o corte de 23% no orçamento da NASA. Sim, a NASA, que está agora nesse momento de esplendor com o programa Artemis, inclusive, alcançando a Lua nesse exato momento. A NASA vai ter aí uma redução no seu orçamento, embora o governo diga que o programa...
Ele permanece de pé e que esse programa em si não sofreria cortes. Mas a agência como um todo, a NASA como um todo, segundo esse programa, vai sofrer cortes. É claro que essa peça orçamentária, na prática, ela acaba trazendo ainda espaço para que o Congresso possa...
para que o Congresso possa, de alguma forma, mexer nela e, consequentemente, trazer todas as alterações que quiser. É um debate que será feito, mas quando o governo envia a sua peça orçamentária, você tem ali todas as prioridades que estão sendo estabelecidas de maneira bastante clara.
Pô, e 23% de corte na NASA é grande o corte, viu, Daniel? Pô, é um quarto, cara, quase. Realmente é um corte bem importante. Vamos ver, né, Daniel, como é que vai ser o debate daqui para frente. Daniel Souza, quero lembrar a todos os nossos ouvintes que o Daniel Souza é economista, certamente ele vai me dar razão nisso aqui. Você fazer boas escolhas econômicas não significa apenas você gastar pouco, mas é você gastar bem. É garantir que você faça uma compra que você não precisa refazê-la.
em breve. Então é por isso, Daniel, que a Insider Store aparece sempre como a melhor opção quando você precisa carnavar o seu guarda-roupa, quando você precisa ter novas opções de vestimenta. E aí não é uma compra por impulso, Daniel, é uma compra estratégica, é aquela que você compra hoje sabendo que vai durar. E a Insider Store tem disso, a gente está falando sobre roupas tecnológicas com bom caimento, aliás, com todo o suporte, todo o apoio para você comprar.
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esse episódio.
Daniel Sousa, como próxima pauta, eu queria falar sobre o Líbano. A gente está falando sobre um país, Daniel, que é muito severamente atingido por essa guerra, de maneira meio alternativa. Então, a gente fala sobre uma guerra, a gente tem falado muito sobre uma guerra que acontece, obviamente, em solo iraniano, e claro que ela se espalha pela região, mas o Líbano é um país que vem sendo duramente atingido, principalmente a partir desse confronto que a gente tem entre Israel e o Hezbollah, que é um aliado histórico do Irã.
O problema é que nessa guerra entre Israel e o Rezobolá tem um Líbano no meio. Israel vem fazendo incursões por terra, inclusive em solo libanês. Vem destruindo residências, vem tentando criar, portanto, um perímetro de segurança para afastar o Rezobolá do norte de Israel. Nesse domingo, Daniel, a gente teve um pronunciamento do presidente libanês, que é o Joseph Aum, dizendo o seguinte. Olha, a gente viu o que Israel fez na faixa de Gaza.
E a gente precisa se preocupar com a possibilidade de Israel fazer a mesma coisa no Líbano. Precisamos negociar. Vamos negociar com Israel. Israel, por favor, negocia com a gente, porque a gente não pode deixar a coisa acontecer da mesma maneira. Então, o recado que está sendo dado, Daniel, é...
O caminho que Israel está tomando, quando a gente fala sobre as operações militares no sul do Líbano, se assemelha, parece com aquilo que Israel fez na faixa Gaza. Porque Israel está demandando a saída das pessoas das suas residências. Israel já anunciou uma ocupação militar no sul do Líbano. Quando a gente fala sul do Líbano, a gente está pegando ali o rio Litane, que é um marco importante. Então, do rio Litane até a fronteira com Israel, essa área, segundo Israel, tem que ser evacuada.
Pessoas que já saíram dessas áreas não poderão voltar. As pontes foram destruídas, ou seja, você já não consegue mais sair com facilidade, cruzando o Rio Litane em direção ao norte do país. E você tem o anúncio da destruição de residências, de instalações e tal, nessa área que, segundo Israel, são utilizadas ou podem ser utilizadas pelo Hezbollah. Então, o recado do Josefa 1, Daniel, é que...
Gaza foi destruída, teve mais de 70 mil mortes até o momento, e sem que houvesse exatamente uma possibilidade de negociar. Por que a gente não antecipa essas conversas para poder salvar cidades, aldeias, residências que ainda restam no sul do Líbano?
Me parece, Daniel, que isso é, obviamente, uma tentativa de estabelecer algum tipo de diálogo, agora é um diálogo muito difícil de ser empreendido, pelo fato de que, para isso, você vai ter que combinar também com o Hezbollah, você vai ter que ter a anuência de Israel, que sempre leva isso como uma questão de segurança nacional, não podemos permitir, não pode ter qualquer tipo de recuo, ainda mais no momento no qual Israel está envolvido numa guerra com o Irã e que não pode ter, palavras do próprio Netanyahu, ameaças no norte do país.
Então, me parece, Daniel, que tem pouca efetividade. Lembrando que o presidente do Líbano é uma figura mais representativa, ele não é o chefe do executivo. O chefe do executivo é o primeiro-ministro, que é o Nawaf Salam. Mas, de qualquer maneira, ele tem essa lógica de dar o tom do que o Líbano deve esperar.
E não me parece que isso vai levar exatamente a uma negociação, mas sinaliza para o ponto de preocupação que o Libro tem nesse momento com a possibilidade dessa porção sul do país acabar se tornando uma nova faixa de gás, o que seria catastrófico para o país, Daniel.
Agora, o que me chama a atenção, Tanguy, é que Israel tem no presidente do Líbano alguém com quem poderia conversar. Inclusive, o Líbano, depois de muita dificuldade para tentar formar um governo minimamente estável, a gente falou bastante sobre o Líbano aqui no Petit Jornal e viu a crise política horrorosa que o país estava mergulhado.
Agora tem um governo, tem um governo inclusive que tem claramente o projeto de esvaziamento político do Hezbollah para eliminar, ou pelo menos minimizar bastante, a força política do Hezbollah. E consequentemente...
é o presidente ao governo que Israel pediu adeus. Você não ter diálogo por parte de Israel com esse governo é algo que sempre chama muito a atenção, mostra realmente uma postura por parte do Benjamin Netanyahu dentro de um contexto eleitoral interno, onde ele quer realizar esse enfrentamento, continuar realizando esse enfrentamento em função de motivações também políticas internas.
É claro que o Hezbollah é um inimigo de Israel, é claro que o Hezbollah é um braço iraniano ali na fronteira norte de Israel, mas de qualquer maneira me parece que uma cooperação de Israel com o governo do Líbano seria uma estratégia interessante para os dois lados e é um pouco isso que sinaliza esse presidente libanês dentro desse contexto. Enfim, vamos ver o que acontece, mas eu concordo com você, essa chance de diálogo parece bastante pequena.
Avançando para a próxima pauta, Tanguy, nós trazemos aqui um elemento que já havia sido mencionado aqui no Petit Jornal, mas que agora se concretizou. Aeroportos italianos emitiram avisos de limitação no fornecimento de combustível de querosene de aviação. A medida, inclusive, entrou em vigor no último dia 2 de abril e vale até o próximo dia 9.
São quatro aeroportos afetados, Bolonha, Milão, Linat, Treviso e Veneza. E na prática você tem aí restrição ao abastecimento das aeronaves. No caso de Veneza, a prioridade é para voos médicos, governamentais e voos de longa duração.
Voos de menos de três horas terão limite de 2 mil litros de combustível. Medidas semelhantes estão sendo implementadas em Polônia, Treviso e Milão. Voos intercontinentais e dentro do espaço Schengen acabam tendo ali também um tratamento um pouco diferenciado.
Isso é reflexo, obviamente, do que está acontecendo no Oriente Médio. Nós já havíamos colocado que, muito provavelmente, aeroportos europeus teriam ali restrições no que diz respeito à disponibilidade de combustível. E é interessante também registrar que os aeroportos alemães preparam medidas semelhantes.
já cogitam realmente estabelecer algum tipo de racionamento no que tange ao abastecimento de aeronaves nos aeroportos da Alemanha. E aí, obviamente, você estabelece hierarquia, quem tem prioridade, quem não tem, e quem não tem prioridade acaba recebendo uma quantidade de combustível menor. Isso é bem grave, porque já sugere uma escassez de oferta de combustível num cenário onde meu amigo...
Eu estou te cobrando muito mais caro já pelo combustível aeronáutico, pelo querosene de aviação, e mesmo assim não tenho para te entregar. Mesmo assim não tenho para te entregar. Isso é explicado pelo fato do combustível, tanto de aeronaves quanto de caminhões e automóveis, ser inelástico a preço. Tem uma demanda inelástica a preço, uma demanda muito pouco sensível a variações no preço. E isso acontece porque é um produto essencial e não tem substitutos próximos. Você não tem como simplesmente colocar... Até a próxima.
Outra coisa dentro da aeronave que não seja o querosene de aviação. Se não tem querosene de aviação, a aeronave não voa. É simples assim. E por isso, você acaba tendo esse desdobramento, que é um desdobramento bastante sério, dessa crise de abastecimento proveniente do Oriente Médio.
Daniel Souza, na Geleira da Chaqueira de hoje, eu queria dizer que o Petit Jornal está fazendo história. O Petit Jornal está avançando, Daniel Souza, em direção aos seus objetivos. Eu queria, por favor, que você trouxesse esse prognóstico, essa perspectiva para os nossos ouvintes. Por favor, Daniel.
Na Gelada da Shakira de hoje estamos lançando uma campanha, uma campanha de fundamental importância, que aliás já está surtindo efeito. Nós tivemos na semana passada a demissão de Pam Boundy como procuradora-geral e temos um dos nomes que tem a nossa predileção, dos nomes para sua substituição, que tem a nossa predileção, é a queridíssima doutora Alina Raba.
Alina Raba é uma possível substituta de Pan Bound, e o Petit Jornal apoia Pan Bound. Aliás... Não, Alina Raba. Apoiamos Alina Raba. Apoiamos Alina Raba como substituta de Pan Bound. Obrigado, pessoal. Abaixa o Pan Bound.
Viva Alina Raba. Quem não? Exato. A Pam Bond já foi. Já foi demitida, etc. Já é passado. Vai tocar a sua vida, etc. E agora temos Alina Raba. Doutora Alina Raba para a procuradora-geral do United States of America. Presidente Donald Trump, nunca te pedimos nada nesse humilde podcast.
Nomeie imediatamente a Alina Raba, porque você fará um podcast muito feliz. Muito obrigado, professor... Professor não, presidente, Donald Trump. Fiquei até emocionado diante desse pedido que estamos ofertando a esse senhor de muito poder, carbo e elegância. Donald Trump, por favor, um homem que não bota palavrões em redes sociais, um homem que não fala palavras de baticalão. Jamais. Estamos aqui, Donald Trump. Alina Raba para a Procuradora-Geral.
Thank you for your attention. Como ele gosta de terminar, Daniel, as mensagens dele, de repente isso pode tocar naquele coração laranja dele. Daniel Souza, dessa maneira a gente encerra o nosso episódio. Muito obrigado a você que está com a gente aqui nesse primeiro episódio da segunda-feira. Lembrando, temos mais um episódio que a gente vai gravar hoje à noite. A gente grava mais tarde na segunda-feira. Se você, aliás, estiver ouvindo a gente...
quiser assistir a gravação, a gente grava aberto para todo mundo assistir no YouTube do Petit Jornal. A nossa gravação hoje à noite é às 19 horas. Você vai ser muito bem-vindo. Aliás, todos os nossos episódios são sempre gravados lá no YouTube. E queria agradecer, Daniel, também o pessoal que
Nos acompanha, pessoal que está junto com a gente ao longo da semana, e deixar um convite também. Se você quer saber mais sobre os assuntos que a gente está trabalhando aqui, acessa lá peticursos.com.br. A gente vai começar, nessa semana, amanhã, aliás, a gente vai começar um novo curso no qual a gente vai falar sobre Oriente Médio, mais especificamente sobre o Irã e os Estados Unidos. A motivação de um, a motivação do outro, o sistema de governo do Irã, que às vezes é um pouco complicado ser entendido, a gente vai entender por lá.
questões econômicas do Oriente Médio, para além do petróleo, o que mais que a gente pode pensar em economia no Oriente Médio que não trate apenas de petróleo, as motivações dos Estados Unidos para esses ataques, tudo isso a gente vai falar nesse curso para você que é aluno do Petit Cursos. Acesse lá, petitcursos.com.br.
Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Petit Jornal. O nosso projeto, que é um projeto bastante artesanal, precisa demais da ajuda de nossos apoiadores, e por isso registramos aqui o nosso agradecimento a cada um deles. Fica o nosso carinho, o nosso abraço, o nosso muito obrigado a cada um de vocês. Petit Homem de pequena, e por isso, sempre registramos a importância dos apoiadores e apoiadoras do Petit Jornal. Fica também o convite.
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