Episódios de Petit Journal

O dia da marmota - BP 1049

03 de abril de 202628min
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O mais recente pronunciamento de Donald Trump reforça a percepção de repetição de argumentos já conhecidos, em um discurso que não traz mudanças relevantes sobre a condução da guerra e que levou europeus a compararem sua postura ao “Dia da Marmota”. No episódio analisamos os impactos dessa fala sobre a economia global, com mercados reagindo com preocupação diante da falta de clareza estratégica, ao mesmo tempo em que China, Paquistão e França buscam alternativas diplomáticas para conter a escalada do conflito.
Também discutimos a reorganização do tabuleiro energético, com a Rússia confirmando envio de petróleo para Cuba com anuência dos Estados Unidos, e a crescente pressão sobre o Estreito de Ormuz, onde centenas de navios aguardam autorização iraniana para passagem, em um sistema que combina pedágios e restrições políticas.
Na Geleia da Shakira, JD Vance viraliza ao questionar se OVNIs poderiam ser, na verdade, manifestações demoníacas.
#Geopolítica #OrienteMédio #Petróleo #Mercados #EstadosUnidos
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

HostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

HostJornalista
Assuntos4
  • Discurso de TrumpRepetição de argumentos · Impacto na economia global · Expectativas do público
  • Guerra no Oriente MédioControle do Estreito de Hormuz · Intervenção da Rússia em Cuba · Cessar-fogo proposto pela China e Paquistão
  • Energia RenovavelPetróleo russo para Cuba · Pressão sobre o Estreito de Ormuz
  • Conexões entre ufologia e ocultismoDeclarações de J.D. Vance · Manifestação de demônios
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Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias.

Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Bate-Papo número 1049. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 17 horas e 29 minutos da quinta-feira, 2 de abril de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor. Tanguy, ô Bagdad, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado em 15% e muito preocupado com insônia.

em função dos múltiplos acontecimentos internacionais que têm acontecido nos últimos tempos, nesse mundo incerto e pantanoso que estamos vivendo. Ainda bem que temos aqui a comunidade do Petit Jornal, que nos ajuda a enfrentar tempos turbulentos com um pouco mais de leveza, se é que é possível diante de tantos acontecimentos preocupantes. Temos também Daniel Souza, que é esse que eu vos falo ao longo dos próximos minutos. Vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas.

Há acontecimentos que acabaram sendo capturados pelo discurso de Donald Trump. Meu Deus do céu, de onde menos se espera é que nada aparece mesmo. Que discurso horroroso, Tanguy, que discurso vazio, mas que acabou trazendo aí consequências importantes no dia seguinte e vamos falar sobre elas ao longo do episódio de hoje. Tudo bem, vamos a isso!

Tudo bem, Daniel Souza? Com S, vamos lá para esse bate-papo 1049. Um prazer estar aqui mais uma vez nessa quinta-feira para a gente repercutir os temas, tudo o que está acontecendo ao redor do mundo. Deixo aqui de antemão meu agradecimento, as boas-vindas, a todo mundo que acompanha a gente. É um prazer saber que vocês estão aqui com a gente, o pessoal que está acompanhando a gente.

no transporte, está acompanhando a gente enquanto faz comida, enquanto lava a louça, enquanto dormia, tomando café da manhã. Um abraço para você que está ouvindo a gente, qualquer dia que seja. É um prazer saber que vocês estão junto com a gente. Daniel Souza, o Trump marcou o pronunciamento à nação às 22 horas.

Eu tenho a impressão de que quem criou a expectativa, criou a expectativa porque quis. Não era para criar expectativa nenhuma, Daniel Souza. A verdade é essa. Ah, que eu imaginei que ele ia mudar alguma coisa. Gente, o Daniel Souza, o Trump está falando a mesma coisa. Tem meses, ele fica andando em círculos. E foi exatamente o que aconteceu no pronunciamento à nação. Uma coisa que é importante a gente notar, Daniel, é que normalmente, via de regra, quando presidentes americanos fazem um pronunciamento à nação, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não

eles vão falar sobre uma coisa grande, uma coisa que muda o cenário. Então eu lembro, Daniel, de alguns pronunciamentos à nação de presidências americanas, como por exemplo George W. Bush anunciando a invasão ao Iraque em 2003. Eu lembro de Barack Obama indo para fazer um pronunciamento à nação para anunciar que tinham matado, capturado e matado Osama Bin Laden.

se eu lembro, é pronunciamento à nação. O próprio Donald Trump fez um pronunciamento à nação em janeiro desse ano agora, quando os Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro. Esses são pronunciamentos à nação que dão um tom de algo de novo que aconteceu, de alguma coisa diferente.

Essa guerra de agora, Daniel, essa guerra que foi iniciada no finalzinho de fevereiro, ela tem rodado em torno dos mesmos argumentos e o pronunciamento da nação seguiu exatamente essa lógica. A gente ouviu o Donald Trump falando das mesmas coisas. Então ele disse que o Irã sofreu perdas devastadoras em larga escala e que os objetivos americanos estão muito perto de serem atingidos. Ele falou várias vezes, Daniel, que a estrutura estatal e que o Irã sofreu perdas.

da República Islâmica foi obliterada e que o regime praticamente caiu. Ele disse que teve uma mudança de fato de regime. Daniel, que mudança de regime? O regime continua lá. Mataram o líder supremo e você tem o filho do líder supremo assumindo no lugar dele. Você matou a liderança, mas o regime continua de pé.

Ele prometeu ainda, Daniel, durante esse pronunciamento, manter força extrema por mais duas ou três semanas para garantir que o Irã não represente mais uma ameaça. Ele já falou isso. Ele já falou isso. Isso já está dito há muito tempo. Quando ele diz que as forças iranianas foram obliteradas, está faltando explicar como é que o Irã consegue ainda atacar outros países, consegue manter o Estreio de Hormuz, sobre o que a gente vai falar ainda no episódio de hoje, sobre o controle.

O Trump ainda falou, Daniel, que as centrais nucleares iranianas foram obliteradas, ele adora esse termo, foram obliteradas, e que existe uma poeira nuclear que paira sobre o Irã. Então ele está sugerindo, Daniel, que houve ataques a instalações nucleares ativas e que, portanto, tem radioatividade se espalhando pelo Irã, que não é comprovado por ninguém, ninguém está falando que isso tenha acontecido.

E dessa maneira, Daniel, diplomatas europeus começaram a falar, e isso sempre de forma anônima, que a impressão que dá é que Donald Trump está no filme Feitiço do Tempo. Esse é um filme de 93, fala para os jovens aqui, tá, Daniel? Feitiço do Tempo é um filme de 1993, estrelado pelo Bill Murray, fez muito sucesso à época, que é basicamente um personagem, né? Enfim, incorporado exatamente pelo Bill Murray, que todo dia que ele acorda, ele está no mesmo dia.

E ele sabe exatamente o que vai acontecer, porque o dia ele fica se repetindo, que é o dia da marmota, que é o dia 2 de fevereiro. E o dia ele fica se repetindo o tempo todo. E a impressão que dá é exatamente essa, que todos os dias a gente ouve a mesma coisa. No momento, Daniel, e aí a gente imagina por que ele fez esse discurso, porque ele está precisando falar com o americano médico e está insatisfeito.

Com a guerra. Essa guerra, Daniel, desde o início, ela não era uma guerra popular. Então você fazia, você pegava ali pesquisa de opinião nos Estados Unidos, não tinha muita gente dizendo que essa guerra tinha que acontecer. E as pessoas estão sentindo no próprio bolso, de forma muito objetiva, de forma direta, os impactos dessa guerra. Então, Daniel, foi mais um discurso que, sinceramente, Daniel, podia ser um clipe ali de frases que o Trump já tinha dito ao longo dos últimos dois meses.

E é impressionante, Tanguy, porque se o grande objetivo do Donald Trump era acalmar os mercados, era tentar trazer um pouco mais de tranquilidade também para o mercado internacional de petróleo, o tiro saiu pela culatra. Nós tivemos o barril do tipo Brent fechando hoje em alta de mais de 7%, porque...

O subtexto do discurso é que o Donald Trump vai manter a guerra por mais duas ou três semanas, mas ele está dizendo que vai manter a guerra por mais duas ou três semanas há muito tempo. Quer dizer, não existe ali uma perspectiva clara de solução da guerra. É claro que ele disse ali que os Estados Unidos conseguiram conquistar os seus objetivos, que você teve ali a destruição do poder de guerra do Irã.

O que é sempre algo muito difícil da gente checar, da gente comprovar. O próprio Donald Trump, no ano passado, tinha dito que o programa nuclear iraniano tinha sido obliterado, que é a palavra que ele tanto adora como você colocou há pouco.

E nesse ano de 2026, ele está de novo atacando o programa nuclear iraniano que teria sido obliterado no ano passado. Diante disso, fica a impressão de que a guerra vai se arrastando e que o presidente americano está um pouco sem saber o que fazer, está um pouco sem alternativas e está andando em círculos. Daí justamente essa percepção de um certo dia da marmota. Enquanto isso, chegam...

mais e mais soldados americanos ao Oriente Médio, o que deixa no ar a possibilidade de uma invasão por terra, quer dizer, de um agravamento da crise, da crise se tornar ainda mais séria, ainda mais problemática e com desdobramentos ainda mais severos sobre a economia internacional. Eu, pessoalmente, Tanguy, claro que não consigo duvidar que Donald Trump pode autorizar uma incursão por terra.

Mas eu tenho muita dificuldade de racionalizar isso. Meu Deus do céu, o que você está fazendo? Você vai dobrar a aposta, isso vai arrebentar a tua popularidade, vai desorganizar a economia mundial num nível ainda mais sério. E ele está muito sob pressão. Me chamou muito a atenção, Tanguy, como ele estava abatido no discurso. O Donald Trump é sempre um cara muito performático, é um cara muito vaidoso. Ele estava muito abatido.

na hora de fazer o seu discurso. Ele, em vários momentos, mostrou uma certa hesitação, uma certa insegurança e, consequentemente, isso também acaba sendo algo que as pessoas percebem. Eu não fui o único que percebeu isso diante de um presidente dos Estados Unidos que está num atoleiro.

que não sabe por onde sair, porque o que ele faz? Ele vira as costas e vai embora, diz que venceu a guerra, etc. Mas se ele vira as costas e vai embora, nada garante que o Irã vai abrir o Estreito de Hormuz. Ele inclusive chegou a dizer que o Estreito seria reaberto gradualmente, naturalmente. Disse alguma coisa nesse sentido.

Ou então ele dobra a aposta, quer dizer, ele está um pouco sem alternativas boas para ele e, consequentemente, ele vai arrastando a guerra para ver se ele tem alguma ideia melhor ou se ele faz uma escolha um pouco mais embasada.

E aí alguns países, Daniel, começam a aparecer para tentarem ser o adulto da sala. Se o Trump não dá para imaginar o que ele vai fazer, é um negócio completamente imprevisível, não tem uma saída madura para o que pode acontecer aqui para frente. Aliás, a própria decisão de atacar o Irã dá a impressão de que foi uma decisão tomada meio sem exatamente um plano. A gente vai para onde? Qual é exatamente o objetivo? Como é que você atinge esse objetivo? E, portanto, Daniel, a gente teve China e Paquistão.

China e Paquistão lançando um plano de cessar-fogo focado na soberania do Irã, Daniel. Então, olha só, a gente tem que ter um cessar-fogo, não precisa de alguma coisa aqui. E apresentaram, portanto, um plano de cinco pontos, que foi apresentado pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, o Wang Yi, e o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, que é o Ishak Dar. Então, os cinco planos apresentados pelos dois países são cessação imediata das hostilidades, início de negociações de paz o mais breve possível,

garantia de segurança de alvos não militares, garantia de segurança da navegação pelo Estreio de Hormuz, que, claro, está todo mundo preocupado com isso, e salvaguarda da primazia da Carta da ONU. Ao mesmo tempo, a gente tem pais árabes, Daniel, liderados pelo Bahrein, tentando aprovar e desesperados na ONU também alguma resolução que leve à abertura, mesmo que pela força do Estreio de Hormuz, utilizando lá o capítulo 7. No capítulo 7 da Carta da ONU é aquele que autoriza o uso da força, os sanções, embargos e tal.

Mas o fato, Daniel, é que essa carta, esse plano de cinco pontos da China e do Paquistão, não tem efeito político imediato, simplesmente não tem. E da mesma maneira, qualquer resolução que o Bahrein, por exemplo, consiga aprovar no Conselho de Segurança, também não, também não tem exatamente um impacto imediato, de maneira mais objetiva. O fato é que está todo mundo tentando encontrar soluções, mas é, de fato, uma dificuldade muito grande imaginar como é que você lida com o Donald Trump.

com arrobos como esse que ele tem ao atacar o Irã e ficar repetindo a retórica dele de sempre. Aliás, no dia de hoje, Tanguy, nós tivemos a informação de que os iranianos abriram diálogo com Oman, que é justamente o país que está do outro lado do Estreito de Hormuz, sugerindo mais ou menos o seguinte, Oman, olha só, eu quero controlar o Estreito de Hormuz agora definitivamente.

você também tem águas territoriais. Então, para o meu bloqueio funcionar, eu preciso que você coopere comigo. Quais são as suas condições para você cooperar comigo? Porque eu já defini, eu já decidi que eu vou controlar o Estreito de Hormuz permanentemente.

É óbvio que o protocolo oficialmente é para monitorar o tráfego marítimo com o objetivo de garantir a segurança da região. Mas nós sabemos que não é nada disso. O Irã agora aproveita essa oportunidade para exercer um controle permanente sobre o Estreito de Hormuz. Inclusive, Tanguy, circula a informação...

de que o regime iraniano estaria cobrando um dólar por barril de petróleo que cruza o Estreito de Hormuz. Isso acaba gerando ali uma receita expressiva para os iranianos. O mais interessante é que o pagamento é em yuan, na moeda chinesa, e não na moeda dos Estados Unidos, até porque os iranianos utilizam bastante a moeda chinesa, mas seria o equivalente a um dólar.

por barril de petróleo. A agência iraniana de notícias disse que mais de 400 navios estão esperando a aprovação do Irã para passar pelo estreito, o que ratifica justamente esse controle, essa projeção de que, olha, nós somos...

senhores da situação, controlamos realmente o que está acontecendo e, consequentemente, não vamos recuar da posição que construímos. E me parece, Tanguy, claro que a gente tem que observar o que vai acontecer, mas que um dos possíveis grandes legados dessa guerra pode ser o fato do Irã tomar definitivamente.

o controle do estreito de Hormuz. E você teve no dia de hoje também no Financial Times uma notícia falando de algo que a gente já mencionou aqui no PetJornal, que os países do Golfo já estão construindo projetos, já estão elaborando projetos para ampliar o escoamento de petróleo e gás através de oleodutos e gasodutos contornando o estreito.

como forma realmente de não ficarem nas mãos dos iranianos, iranianos com os quais eles não têm exatamente uma boa relação. E me parece que essa relação não vai melhorar num futuro próximo, afinal o Irã atacou esses países, tem atacado esses países. Como é que eles vão construir qualquer tipo de relação de confiança com um país que os atacou, incluindo aí a própria infraestrutura petrolífera?

É, Tanguy, a gente está falando de um contexto muito adverso para a economia mundial. A gente está falando de uma economia mundial muito desorganizada, os Estados Unidos sem saber o que fazer, o Donald Trump realmente andando em círculos, repetindo uma série de argumentos que ele já usou, tentando proclamar vitória. Mas quando a gente olha para a realidade...

É difícil acreditar que os Estados Unidos podem proclamar vitória dentro de um contexto como esse. Daniel, eu queria aproveitar só para trazer uma oportunidade para os nossos ouvintes, o pessoal que está escutando a gente e tal, claro, preocupado com o cenário econômico internacional, que é a necessidade que você que está ouvindo a gente tem de saber um pouco mais sobre tecnologia. A gente vê isso o tempo todo, né, Daniel? Todos os dias a gente vê isso. Quanto mais você sabe sobre tecnologia, melhor você sai.

Melhor você consegue se inserir no mercado de trabalho, mais oportunidades você vai conseguir, mais você vai conseguir circular na economia de uma forma geral, até uma questão pessoal, principalmente em momentos de crise. É por isso que a gente traz, Daniel, os nossos parceiros da Alura, a maior escola de tecnologia da América do Sul, que está com 35% de desconto só para você, que é ouvinte do Petit Jornal. Entrando lá na Alura, você entra no ambiente.

muito bem feito, aliás, os cursos da Alura são incríveis, a apresentação toda da Alura, com cursos muito específicos para determinados temas que você possa querer saber. Então, temas que você pode querer saber por curiosidade, mas também temas que você utilize do ponto de vista profissional. Utiliza o link que está na descrição desse episódio, esconde até 35%, não perde essa oportunidade, a maior escola de tecnologia do Brasil é a Alura, Daniel.

Imperdível, gente. Cliquem no link do descritivo desse episódio. Conheçam o super trabalho da Lula, que tem uma super plataforma com letramento tecnológico para os mais diferentes níveis de conhecimento. Vale demais a pena. Link no descritivo desse episódio.

Por falar em petróleo, Daniel, a gente estava falando agora sobre a disponibilidade de petróleo, Hormuz e tal, foi confirmado que, de fato, aquele petróleo russo chegou a Cuba, você tinha trazido isso há pouco tempo. E a informação que a gente teve hoje, Daniel, por meio da Maria Zakharova, que é a porta-voz do Kremlin,

foi de que o Kremlin confirmou que a operação foi negociada diretamente com os Estados Unidos. Ou seja, a Rússia resolveu que ia ajudar Cuba. Lembrando que Cuba recebia petróleo da Venezuela, primordialmente. Aí você tem a operação militar lá, os Estados Unidos falam assim, petróleo venezuelano não vai mais para Cuba. Cuba começa a sofrer a pagama, a dificuldade econômica tremenda. Alguns outros países oferecem, entre eles o México, por exemplo, para vender petróleo.

são pressionados pelos Estados Unidos e desistem também. A Rússia, portanto, falou aos Estados Unidos o seguinte, eu vou ajudar Cuba. Os Estados Unidos vão fazer o quê, Daniel? É a Rússia. Você vai fazer o quê? Você vai entrar em guerra com a Rússia? Você vai fazer um bloqueio naval? Você vai arrumar esse nível de problema, estando envolvido num problema como aquele lá do Oriente Médio, sabendo da boa relação?

entre Donald Trump e Vladimir Putin. Então, a confirmação que nós tivemos hoje é que a Rússia levou o petróleo com anuência, negociando com os Estados Unidos. Chegaram, portanto, 730 mil barris de petróleo e que, segundo também a Maria Zakharova, de novo, a porta-voz da Rússia, não será algo isolado. A gente vai continuar ajudando a Rússia, nossa aliada. Não podemos deixar a Rússia cair.

E aí você tem um contraste interessante, Daniel, com a frase que foi dita há pouco tempo pelo Trump numa conferência sobre investimentos. E o que ele disse foi que Cuba é a próxima, é o próximo alvo, o próximo foco do nosso grande exército dos Estados Unidos. Então você tem um balanço curioso aí, né, Daniel? Os Estados Unidos tentando resolver a questão cubana. Aliás, já tem tempo que a gente está falando sobre isso, né? A qualquer momento, né?

Cuba vai acabar sendo alta, não tem jeito, isso vai acabar acontecendo. E a Rússia, portanto, se coloca dizendo aos Estados Unidos o seguinte, acho melhor não, não é o momento, não vai ser agora e tudo, mas o fato é que Cuba, nesse momento, deve ter uma preocupação grande, porque os Estados Unidos, a qualquer momento, vão se votar contra esse país, mas a Rússia está aparecendo como uma mão amiga, oferecendo, inclusive, petróleo, Daniel.

Tanguyavassando para a próxima pauta, mas ainda falando sobre o Estreito de Hormuz, é importante registrar que mais de 40 países estão tentando formar uma aliança para garantir a livre navegação no Estreito.

A liderança é do Reino Unido e a liderança está sendo tocada justamente pela chanceler britânica Yvette Cooper. O objetivo é tentar reabrir o estreito de forma segura, estável e sem pedágios.

É uma tentativa, claro, você está tentando de alguma forma unir forças para viabilizar a manutenção do que nós tínhamos antes dessa guerra, antes desse conflito, mas no presente momento me parece o cenário mais improvável.

Porque, diante de tudo que a gente está vendo, a única possibilidade seria reabrir o estreito através da força. Alguém vai entrar numa guerra contra o Irã para reabrir o estreito de Hormuz? Isso é, é claro que é um cenário possível, mas é algo...

bastante preocupante, poderia trazer aí consequências gravíssimas para a economia mundial, gravíssimas para o equilíbrio regional, porque fora isso, é difícil pensar numa situação onde o Irã recuaria voluntariamente de um poder que ele passou a ter, um poder geopolítico, um poder econômico importante. Mas, de qualquer maneira, nós temos aí dezenas de países tentando se unir para tentar retomar alguma normalidade.

O Brasil nem é um dos países mais impactados. Aqui a gente sabe, a gente está sofrendo, a gasolina está mais cara, o diesel está mais cara, vai bater na inflação, o Banco Central já reduziu menos o juro. Agora, Tanguy, pensa em países do Oriente, países como o Japão, Filipinas, Vietnã.

essa galera está sofrendo demais. Você tem tido, inclusive, até, em alguns casos, um certo racionamento, diminuição nos dias de trabalho, tentativa de redução na circulação de pessoas por conta justamente desse impacto e dessa crise vinda do Oriente Médio. Afinal, a maior parte do petróleo do Oriente Médio ia em direção à Ásia depois dessa crise. Ou melhor, antes dessa crise.

Quem falou sobre isso também, Daniel, foi o Macron, exatamente nessa linha. A impressão que eu fiquei, Daniel, com a fala do Macron hoje, foi que ele está tentando se descolar dos Estados Unidos. Ele falou, os Estados Unidos estão aí fazendo loucura, tem nada a ver com isso, não vou participar, não vou me meter, não é comigo.

E, portanto, ele disse que uma operação militar para liberar o Estreito de Hormuz à força levaria uma eternidade e exporia todos os navios a riscos inaceitáveis. Não apenas riscos oriundos da Guarda Revolucionária, mas também do arsenal de mísseis balísticos do Irã. Daniel, é tão óbvio.

o que o Macron está dizendo, e que no cenário atual parece que ele é um gênio, parece que ele é brilhante, o negócio assim, caramba, o Macron está vendo a realidade da maneira como os outros não estão vendo. Mas o fato é que o Macron está dizendo que, olha, isso não é um show, e aí tem uma alfinetada aqui exatamente no Trump, né? Isso não é um show.

Então, estamos falando de guerra e paz. Não digamos um dia o oposto que dissemos no dia anterior. Ora, ora, ele está falando aqui do Trump, né? É exatamente sobre o Trump que ele está falando, mas a lógica é exatamente essa. O que ele está querendo dizer aqui é, pessoal aí, de repente eu posso até negociar com vocês e tal, porque com o Trump, do lado do Trump, certamente eu não estou.

vamos tentar abrir esse estrelas de Hormuz, vamos negociar, porque uma guerra no estrelas de Hormuz é uma loucura, e ele já fez essa leitura, Daniel. O Irã não é um país qualquer para você lidar dessa maneira. Olha, gente, que dia confuso. Realmente, as preocupações acabam sendo ampliadas por conta justamente da falta de uma perspectiva e de uma saída para essa crise.

Acho que vale a pena realmente acompanhar os acontecimentos e a gente vai ficar aqui em plantão permanente para trazer análises e para trazer também o próprio factual no Petit Jornal, Tanguy. Tanguy, podemos avançar para a geleia da Shakira de hoje?

Precisamos, Daniel. O que você traz pra gente hoje? Ah, Tanguy, na geleia da Shakira de hoje, eu trago a sua temática predileta, OVNIs. Eu sei que você gosta muito de OVNIs. Daniel, a gente tinha no contrato social do Petit Journal que o OVN não era pra aparecer, cara. E você me pega de surpresa. De repente, pá, OVNI. Que isso, Daniel? Que OVNI?

Ô, Tanguy, não posso fazer nada. A notícia se impõe. O vice-presidente dos Estados Unidos do United States of America, J.D. Vance, afirmou que acredita que os OVNIs não sejam extraterrestres, mas entidades espirituais.

São demônios. Existem coisas estranhas lá fora, difíceis de explicar. É isso que o J.D. Vance considera que são os OVNIs. É claro que podem existir anjos e demônios ou não. Inclusive, nós temos aí diferentes visões em relação a essa temática.

Mas J.D. Vance está convencido que os OVNIs acabam sendo uma manifestação do mundo espiritual e, consequentemente, isso precisa ser investigado a fundo. E ele quer acessar arquivos sigilosos do governo. Eu estou começando a ficar um pouco preocupado, porque o Obama... Está começando agora, você está atrasado. O Obama não tem muito tempo disso, não.

Ó, a não ser que tenham escondido alguma coisa de mim. E agora o Didi Vance também fala que quer acessar arquivos e geólogos. Ô, tem que ter arquivos são esses que o presidente dos Estados Unidos não tem acesso. Que o vice-presidente dos Estados Unidos não tem acesso. Meu Deus do céu, abram esses arquivos. Queremos saber o que tem aí. No final do dia, pode ser que a gente descubra que não tem nada, que não tem arquivo nenhum.

Mas, de qualquer maneira, nós estamos aqui na Geleia da Shakira e a Geleia da Shakira serve para tumultuar. É o momento desse podcast que a gente não tem compromisso, ou pelo menos tem um compromisso muito mais flexível, com a realidade dos fatos e das discussões sérias.

Cara, o Daniel trouxe OVNI. Ele trouxe J.D. Vance e OVNI na mesma pauta. Daniel, isso é absurdo até pra geleira Shakira, Daniel. Até pra geleira Shakira você passou de todos os limites. Daniel Souza, eu queria pedir pro pessoal comentar aí. O que eles acham? É de uma notícia que envolve OVNIs e J.D. Vance dizendo que eles são demônios. Você tem uma conclusão, Daniel? OVNIs são demônios, afinal?

Acho que não, Tanguy. Acho que não. Anjos e demônios podem existir, mas acho que eles não se manifestam através de óvnis, não, Tanguy. Acho que seria de uma outra forma, não através dos óvnis. Beleza. Daniel Souza, se a pessoa quiser saber mais sobre um mundo que não te cerca...

Teremos um curso específico sobre o Oriente Médio, mais um curso sobre o Oriente Médio, que vai começar na próxima terça-feira, em que a gente vai falar sobre o Irã, o posicionamento iraniano, o regime iraniano, como é que o Irã, basicamente, ele formata a sua estratégia regional e os Estados Unidos, né? Por que os Estados Unidos estão agindo da maneira como estão? Que dá sequência a esse curso.

É uma aula gratuita que a gente ofereceu. Está lá no YouTube do Petit Jornal, aberta para todo mundo. Quem quiser entrar lá pode assistir uma aula sobre os Três de Hormuz. A gente fala desde a história dos Três de Hormuz, até a importância atual, até as consequências que a gente já pode vislumbrar nesse momento dessa guerra, dessa guerra atual. Tudo isso está lá em peticursos.com.br. Quer dizer, a aula gratuita está disponível para todo mundo.

Mas se você quiser mais conteúdo ainda, tem bastante coisa sobre a Nente Médio, bastante coisa sobre a América Latina. Enfim, a quantidade de curso que tem lá.

Eu me orgulho bastante, a gente se orgulha bastante de ter produzido aquela quantidade de conteúdo. Está lá em peticursos.com.br. Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Peti Ornal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto. O Peti que é um trabalho bastante artesanal, não tem aí o suporte de um conglomerado de mídia ou de um grande estúdio.

Por isso, a ajuda de nossos apoiadores é de fundamental importância. E sempre, sempre registramos aqui o nosso agradecimento. Muito obrigado para você que apoia o Peti Ornal. Fica nosso abraço e o nosso carinho. E fica também o convite. Se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix.

que é uma forma prática e instantânea de apoiar o PetJornal. Você pode, inclusive, ativar o Pix Recorrente, chave Pix, no descritivo desse episódio. Tem o link do Apoia-se, o link do Patreon, que acaba sendo muito bacana para quem vive no exterior. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você. E aí

É isso, Terenão Souza. Amanhã, feriado, não teremos episódio. A gente volta na próxima segunda-feira com bate-papo às 9 da manhã e 9 da noite. Combo de bate-papo, tudo na segunda-feira. Nos vemos. Um abraço. Até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Acesse www.petitjornal.com.br

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