Episódios de Estúdio 5º Elemento

Os Japoneses DESCOBRIRAM o Que o Ocidente Fez… | POP CORNER

05 de maio de 202637min
0:00 / 37:33
A Crunchyroll foi exposta. O MC Brinquedo se converteu. Os Vingadores estão voltando. E a Nintendo finalmente disse o que pensa do Brasil. Tudo no novo Pop Corner.

Neste episódio do nosso novo formato Vídeo Show, o Pop Corner percorre as polêmicas mais quentes da cultura pop e do mundo gamer da semana. Começamos com a conversão pública do MC Brinquedo, autor de hits adultos cantados quando ele ainda era criança — e a reação hostil dos perfis de fofoca
contra quem se converte ao cristianismo. A pergunta que fica: por que a sociedade ataca mais o convertido do que ataca a indústria que sexualiza um menino de 12 anos?

Em seguida, comentamos a Gamescom Latam que aconteceu no Brasil, a entrevista da Nintendo reclamando da carga tributária brasileira sobre brinquedos e colecionáveis, e o motivo de não vendermos oficialmente as flores falantes do Mario por aqui. Comparamos o poder de compra de um Mega Drive na hiperinflação dos anos 80 com o de um PlayStation hoje em proporção ao salário
médio — o resultado é desconfortável.

Também passamos por Hollywood: a demissão de Kathleen Kennedy, o trailer novo do Mandalorian, o retorno de Robert Downey Jr e Chris Evans nos próximos Vingadores, a virada da Pixar reescrevendo personagens e a aparente falência da era da desconstrução nos heróis Marvel. Discutimos por que o universo cinematográfico Marvel cansou o público — e se o "Catraca Tudo" da Disney conseguirá voltar atrás.

Para fechar, o assunto do momento: o Babel Fish do Elon Musk. Com a tradução automática por IA no X, os japoneses estão descobrindo o que a Crunchyroll e empresas análogas fazem nas traduções dos animes — censura, lacração, alteração de diálogos — e estão começando a defender a pirataria, algo culturalmente impensável no Japão. É o início de uma nova fase da internet pós- bolha linguística.

Se esse vídeo te fez pensar, manda pra alguém que ainda compra a narrativa antiga.

Com Filipe Trielli, Lucas Honorato e Mafinha Summers.
Participantes neste episódio3
F

Filipe Trielli

Host
L

Lucas Honorato

Co-host
M

Mafinha Summers

Convidado
Assuntos6
  • Tradução de Animes e IA no XTradução automática por IA no X (Twitter) · Descoberta de censura e alterações em traduções de animes · Defesa da pirataria por japoneses · Fim da bolha linguística na internet
  • Gamescom LatamReclamação da Nintendo sobre carga tributária · Comparativo de poder de compra de consoles · Dificuldades de operar no mercado brasileiro
  • Conversão do MC BrinquedoReação negativa da mídia e fãs à conversão · Crítica à indústria que sexualiza crianças · Reflexões sobre a genuinidade da conversão
  • O Futuro dos Filmes de HeróiCansaço do público com o Universo Cinematográfico Marvel · Necessidade de filmes para adultos · Crítica à linguagem repetitiva dos filmes de herói
  • Indústria de HollywoodDemissão de Kathleen Kennedy · Retorno de Robert Downey Jr. e Chris Evans · Crítica à 'era da desconstrução' na Marvel · Virada da Pixar reescrevendo personagens
  • Poder de compra no BrasilComparação do poder de compra do Mega Drive nos anos 80 com o PlayStation hoje · Impacto da hiperinflação no poder de compra
Transcrição96 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Tem MC se convertendo, fã do MC reclamando que ele se converteu e mais, Vingadores aparentemente voltando pro hype. Evento de games no Brasil em que a Nintendo reclama do Lula, basicamente, fora o Japão, que agora é a favor da pirataria por motivos de lacração. A semana foi muito agitada e nós estamos fazendo um popcorner no formato novo. Ao invés de ficarmos fazendo análises aqui, o nosso editor-chefe falou, vocês estão muito cabeçudos. Indireta pra mim, fofa.

São muito cabeçudos e precisamos de um programa mais leve. Então aqui nós vamos fazer uma espécie de vídeo show. Vídeo show do Quinto Elementor. Tem que ver se eu consigo, né? Ficar menos inteligente. É difícil, foi muito difícil. Mas eu vou tentar. Quem sabe você não recupera os amigos. Tenho perdido amigos. Isso não... A propaganda não era enganosa. É. Opa, olha esse copo feio aqui. O editor vai reclamar. Eu queria um café.

Eric? Eric não tá. Carlão? Carlão não tá. Caramba.

Então, popcorn. Só nós trabalhamos aqui. Aliás, o Kim falou essa semana na live que eu fui vagabundo. Pô, tava no velório lá, sacanagem. Um beijo, orem por Clea Mara. Então, vamos lá. Eu vou inverter a pauta aqui, porque é o seguinte. Esses assuntos que estão no começo da pauta são muito chatos. Vamos começar com o MC Brinquedo.

Ah, esse é um assunto legal pra você. Cara, é muito mais impressionante. O MC Brinquedo, você não sabe, o MC Brinquedo é autor de hits, de, assim, tesouros da poesia brasileira, como A Novinha Não Me Quer Só Porque Eu Vim Da Roça, roça, roça, o glú-glú nela que ela gosta. Putz, você tava indo bem até o... Até Vim Da Roça. É.

Até que não é ruim, não, assim. Então roça o glu-glu nela, não dá. Não é glu-glu? É bem bonitinho, até. Ele fala mesmo. Ah, não é glu-glu? É, porque o glu-glu ainda fica uma coisa meio a roça, tem o peru lá. Cara, você sabe que esses dias eu descobri a música do Chan, aquela música assim, o Sheik, como é que é? Puta, como é que é a música do Chan lá, do Brasil com o Egito? Não, não, não. Ah, essa é uma mistura do Brasil com o Egito.

Não, não é isso não. Eu vou lembrar e vou falar. Pode falar aí. Então, MC Brinquedo, ele se converteu. Ele falou, olha, esse negócio de funk aí me fez muito mal. E vamos lembrar que é o seguinte, era um menino de 12 anos cantando sobre roçar o pirunelo. Caralho. E a galera lá, foda-se que legal, menino de 12 anos. Ele repetindo, xingando lá, aquelas coisas doidas, falando de negócio errado. E ele falou, galera, fez muito mal isso aí, me deu muito sucesso, dinheiro e tal, mas é uma coisa que não tava fazendo bem. Ah, lembrei, lembrei. Desculpa, deu o pé. Diga.

É, ela que diz, Alibaba Ah, sabe? O califa tá de olho no decote Lembra dessa música? Tá de olho no biquinho do peitinho dela Então, eu descobri que o Alibaba Não é de Alibaba Dos 40 ladrões lá, não sei o que É porque No Abaía Quando alguém vai Finalizar o coito sexual Eles chamam de Babar Então, Alibaba Entendeu?

Meu pai amado. Pô, é inteligente, né, cara? Conseguimos baixar o nível do programa. Vocês estão de parabéns. Vocês estão realmente de parabéns. Tá edificante esse programa, eu gostei. Aí, pra você que não é da Bahia e tava precisando de uma curiosidade. A ideia era essa, pô.

Então é isso, né? E o MC Brinquedo se converteu. Uma coisa que me impressionou muito sobre a conversão dele, que eu acho que é genuína. Porque eu ouvi o último álbum do MC Brinquedo antes dele dizer que se converteu. E era um álbum meio reflexivo, assim. Ele falando da vida dele, como dos tropeços que ele deu. E a capa era ele rezando dentro de uma casa. Entendeu? Então, assim, eu acho que ele já tava nesse caminho aí. Então, Deus abençoe o MC Brinquedo. E curte.

Me conte mais desse momento. Em qual situação específica você resolveu ouvir o álbum do MC Brinquedo? Cara, eu não sei exatamente. Acho que a gente tava falando do Felca e do MC Kevin e da assessora dele, alguma porra dessa. E tava algum papo de funkeiro que tinha mudado e eu fui ver alguma coisa dos MCs infantis pra falar sobre alguma coisa do Felca com Roblox. E eu falei, ah, o MC Brinquedo era outro que começou a menor de idade.

Deixa eu ver como é que ele tá. E ele tava se convertendo quando eu olhei. Lá atrás...

Eu tenho pra mim, como regra, nunca desconfiar de uma conversão, mesmo que depois eu me arrependa. Eu prefiro falar assim, vamos lá, rezar pra que seja real mesmo. É porque é uma coisa que você não tem, de fato, você não conhece o coração da pessoa. Óbvio que tem sinais externos. Eu não. Sim. Mas aí, assim, é claro que todo mundo que já converteu em algum momento...

sabe que você é aquela coisa que São Paulo fala, que eu faço o que não quero, faço o que detesto e etc. Então, assim, você tem uma luta interna e você faz besteira. Então, tem que dar o benefício da dúvida para o cara. Por que eu falo isso? Porque, por exemplo, se um cara se converte e vai ser candidato e eu não vou votar no cara porque ele é cristão, por exemplo. Ah, se converteu semana passada e é candidato. Então, óbvio que não vai ser uma coisa que vai influenciar na minha decisão.

de votar no cara. Agora, uma pessoa que está aí e não conhece direito, o cara não vai... Eu não vou sair apontando o dedo até pro cara não falar. Pô, é isso que... Na verdade é mesmo. Mas tudo bem. Nem os próprios cristãos me abraçam, me acolhem. Vamos dar uma chance, né? Porque se não é a gente... Vai ser quem? A gente vai ser julgado como a gente julga. Se a gente não der chance, bom.

E aí o negócio que é mais engraçado é que, triste, é que nos comentários da postagem no Twitter que eu vi que o MC Brinquedo se converteu com o vídeo dele, num desses perfis de fofoca, a maior parte dos comentários era negativo. Falando, ah, que merda. O mundo vai estar sempre aberto pra te acolher, MC Brinquedo. Pode voltar quando quiser. Os fãs ficaram bravos. É que o demônio fica...

E o negócio, pô, é coetado o moleque O moleque de 12 anos Você pode ser o degenerado que você for É óbvio que não é saudável, uma criança de 12 anos cantando putaria É uma falta de bom senso Da peste É que eu acho que pra um certo Grupo, o cara cantar sobre Cristo é pior do que O cara cantar sobre putaria Com 12 anos Com a criança cantando aquilo Ele está sendo Fazendo uma lavagem cerebral O que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é

Anos de Twitter me fez ter a certeza que é só alguém falar de Cristo que os demônios, os vermes saem que nem minhoca no sol. Cara, a galera fica... Eu não gosto de fazer com o Fred Gilson. Cara, o cara não falou nada demais. Não falou nada, nada. Não falou nada. E a galera fica arrepiada. Eles se rasgam. É um negócio meio doentio, cara. De verdade mesmo.

E aí, ainda nessa toada, na verdade, mudando completamente de saco pra mala, falando em falta de bom senso... Como diz o Janjão, que eu gosto mais, da noite pro vinho. Mudando da noite pro vinho. Não é nem da noite pro dia, é pro vinho, é pra outra coisa. É pro vinho, é um negócio completamente diferente. Até que, dependendo do vinho, ele é escuro, né? Tem algum sentido aí. Pode ser.

E aí o que acontece? O Lula meteu taxa em todo mundo, né? As taxas no Brasil são enormes e a Nintendo estava reclamando do Lula esses dias. Porque teve a Gamescom Latam. Gamescom é uma das maiores feiras e eventos de games que existem. E tem a edição na América Latina, que não podia ser em outro lugar senão no Brasil, porque nós somos. A América Latina chupa a Argentina. Então, e chupa Chile, chupa todo mundo.

Um abraço para os meus amigos latino-americanos. Eu sou da turma... Eu sou apenas um rapaz... Esse é amigo do Lorento Carrasco, né? Ele é da solidariedade ibero-americana. Eu não sou latino. Não.

Não. É... Não. Eu não concordo com essa parada que o brasileiro é latino. Eu também não acho que tem que juntar tudo, não. De nós somos um só. Não tem nada com o latino. Acho que o brasileiro tem um diferencial. O Brasil é uma coisa à parte da América do Sul. Eu já acho que Portugal e Espanha é tudo igual. Então o resto é tudo igual também. Eu acho que a gente tem mais ligação mesmo com Portugal do que com a América Latina.

A gente não tem nada a ver. A gente não entende. Você já conversou com o argentino, cara? Você não consegue entender nada que fala. Eu jamais vou conversar com o argentino. Para com isso. Então olha aí. Joga no... Olha aí. Não fala. Não vira essa boca pra lá. Cara, eu tenho ódio profundo pro argentino, tá? Eu tenho ódio profundo.

De verdade, não gosta de argentino. Eu ainda fui pra Buenos Aires, foi bem tratado pra caramba. Não, não. É, tem o lance do futebol, né? Eu não vou lá pra... Não, não, não. Eu passei a minha infância e juventude inteira lá em Florianópolis, Camboriú, Garopaba. E só tinha argentino bedonho. Ah, mas é os que vêm pra cá, né? É os caras que não vêm. É o grande filósofo Donald Trump.

They are not sending their greatest. Então, pra cá, eles mandam refugio. O que é mais um sinal de mau caratismo dos argentinos. Pois é, em vez de dar um filé... Não, vocês estão muito preconceituosos. Não, não, e outra, esse tempo atrás eu fui pra Argentina, fui comer lá, o cara falou, não, a gente tem uma picanha aqui, brasileiros, não sei o quê, mas vou comer. Tinha lá, era um colchão duro do caralho, o cara me enganou, me cobrou uma nota argentina desgraçada, passou a minha perna.

Ah, mas aí é você que tá caindo. Agora, imagina o argentino vindo pro Rio de Janeiro. É.

Não, mas imagina o argentino vindo pro Rio de Janeiro e falar Ah, todo brasileiro é filho da mãe. Porra, já é lá sem enganar. Não, tem que roubar argentinos. Rouba em argentinos, podem roubar. Tá liberado, ele não tem governo, não. Ah, deixa eu só botar um adendo no MC Pequê, no MC Criança, MC Brinquedo.

É que eu falei, não, a gente precisa acreditar que os caras se converteram. Agora, se tiver algum Red Pill me assistindo, algum moleque qualquer, não vai me casar com a mulher que converteu ontem, assim, falando só porque gostou de você e falou, ah, me converti agora, hein? Cuidado, peraí, tem que pensar. Casa é isso mesmo. Não, não, casa, casa sim.

Ó, eu vejo o nego convertido, eu sou que nem o Dox. Já viu o meme do Dox, do Dexter, lá, que ele fica assim, sabe? Aquela cara desconfiável. Tem uma conservadora aí? Eu não vou falar nomes. Não se arrepiem. Não se arrepiem. Eu vou ter que sair desse problema. Não, tá começando a ficar difícil. Imagina o coitado que caso passara o Inter.

Não, não. Eu não tô falando que é uma... Eu não tô falando que é prudência também. Você precisa, além de... Apesar de você ser... E uma conservadora aí que eu olho pra ela, ela vai nos podcasts, fala... Prudência, isso. Prudência, Mafia! Prudência. Seja prudente. Prudência é uma coisa. Mafia, você acaba de ser censurado. Vamos falar aqui da Gamescom, que teve argentino também. Mas além de argentino, teve japonês aqui, americano. Ah, é. A gente não...

É, não, você sai, descarrilharam completamente. Japonês eu gosto, japonês eu gosto. Não, vou deixar ficar quieto. Aí tem um negócio que é o seguinte, veio o mundo inteiro pra cá, pro Brasil, pra a feira de games, eu tenho um amigo, inclusive um abraço pro Satoru-san, já fez o não-de aqui comigo com o Mafinha. Grande Satoru, massa demais. Ele é desenvolvedor de games, de verdade mesmo, brincadeira não, tem uma empresa lá faz uns sete anos, e ele tava lá tentando fechar negócios, me falou que tinha uns americanos, a galera aqui, falou assim que o mercado diminuiu muito, tá mais difícil.

Mas tem uma outra coisa interessante que é, ter uma feira de games no Brasil é uma oportunidade para o Brasil mostrar ao mundo o que ele faz. E teve um painel, que foi o painel do Coelho, que é um rapaz nintendista lá, todo modernoso, né? Provavelmente brigaria, discordaria de um monte de coisa que a gente fala aqui. E ele fez uma apresentação de vários jogos brasileiros. Tinha jogo de survival no Nordeste, tinha um jogo da... Viver no Nordeste já é um jogo de survival.

É, tipo a vida, né? É tipo um The Sims no Nordeste e é o Survival. É, o Survival. E assim, o Brasil é um lugar que os caras aprendem, aprendem a trabalhar no limite, conseguem improvisar. Muitas vezes são mais desenrolados que Deves Grimm. Os caras são muito mais generalistas, né? É difícil você ser especialista em qualquer coisa no Brasil, porque se você for especialista, você sabe fazer um negócio só. Você não consegue, né, tocar o projeto com...

Que nem aqui no Quinto Elemento, por exemplo, que o roteirista também dá a direção

de vídeo pro editor, o editor também faz mocho, aquela coisa. Isso não tem lá fora. Além de se reportar o Dugin também, né? Toda sexta-feira tem isso. Agora tá essa onda. No VK, no VK, no VK. No VK com o Dugin, eu, o Triélio, o Dugin. Telegram, VK, bomba.

Tem que ser multifunção o cara para trabalhar no Brasil, especialmente em áreas criativas e tal, que são subfinanciadas. E aí, teve uma entrevista muito interessante de representantes da Nintendo no Brasil, de uma mulher do marketing, em que o pessoal estava falando sobre os colecionáveis, que a Nintendo voltou oficialmente para o Brasil, reduziu um pouquinho o preço do jogo, reduziu 30 conto, 40 conto, mas já é alguma coisa, né?

Pra se adequar, disse que o Switch 2 foi bem aqui, que vendeu bem apesar de ser caro pra danar. Eu fui um dos cornos que comprou aquele cara no lançamento. E aí ela falou, olha, só que tem um negócio. Os Amibos, os colecionáveis, né? A flor falante que fala em português do Brasil, que a gente fez ela falar em português do Brasil pros brasileiros gostarem mesmo. Nós não vendemos oficialmente aqui no Brasil não. Óbvio que os cabas trazem do Paraguai, faz aquele bem bolado, né?

Nós não vendemos no Brasil por quê? Porque taxa em cima, essas coisas colecionáveis é taxado como brinquedo. E brinquedo é uma das coisas que tem o imposto mais alto no Brasil. O Brasil é um absurdo, o Brasil, cara. Que desgraça de país, cara. Em termos de imposto, tá ruim.

E o fogo é que é... Até tem indústria de brinquedo no Brasil, né? Tem a Estrela... Tinha, tinha. Estrela faliu. O PT falhou a Estrela. A gente cresceu. A Estrela voltou. Voltou? Voltou. Mas a gente cresceu nos anos 80, que foi a década dourada das crianças. Xuxa, Mara Maravilha, Estrela. Porra, cara. E aí acabaram com isso aí. Mas assim, se você andar numa loja de brinquedo hoje... Deixa quieto.

Não só tá tudo caro, evidentemente por causa das taxas e tal, como você vai ver que a maior parte dos brinquedos são gringos. É brinquedo da Mattel, é brinquedo coisa do Pokémon, é só coisa gringa e você vê que isso acontece. Por quê? Todas as propriedades intelectuais, desenhos, etc., são estrangeiros. Não tem indústria tão grande assim de produção de brinquedo. E essa taxa que já existe há anos... Não tem mais que ser tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción que a tracción

não tá impedindo as empresas brasileiras de falirem e não tá ajudando elas a crescerem também. Então, assim, cara, francamente, não é uma taxa que faz sentido. Tem que rever esse negócio. Alguma coisa tem que ser feita, mesmo que se mantém a taxa. E aí você tem a indústria de games, que é a maior indústria de entretenimento que tem, ponto. Por mais que tenha a questão do nicho, etc. Em questão de faturamento, passou música, cinema, etc. Combinado.

E o Brasil, que é um dos maiores, se não o maior mercado da América Latina, os caras não conseguem operar porque o bonitão enfia taxa em tudo. Porque, cara, muitas vezes o moleque não vai comprar um videogame novo, não vai comprar o Switch 2, vai comprar um Switch 1 desbloqueado lá, PPP2, com 500 mil jogos na memória. Só que esse moleque vai ver o filme do Mario no cinema, ele vai querer comprar o bonequinho. E aí você tem incentivo.

pra Nintendo olhar, a Nintendo é a empresa que for com mais carinho pro Brasil, operar aqui, criar empregos de fato aqui, que não seja só de tradutor vagabundo que estraga o texto dos jogos. E a gente não tem essa oportunidade porque, cara, é infernal. E é um saco ser criança no Brasil, não só porque você... Ó, você já não pode brincar na rua, porque tá perigosa a rua. Você não pode ver TV direito porque tiraram os programas infantis, porque não pode publicidade pra criança. Você vai comprar um brinquedo, o filho de uma kenga taxa o raio do brinquedo.

É uma... Ô, velho. A criança não quer brincar, brinquedo mais. A criança quer jogar videogame. Isso é isso que eu quero dizer. E consegue comprar o videogame com as taxas desse tamanho? Também não consegue. Então, velho. Também não consegue. É um negócio que às vezes parece... Os equipamentos eletrônicos para o pessoal da classe C. Sim. Que nos anos 90... Começou...

Até os anos 90, o pessoal teve um boom mesmo, que todo mundo tinha o seu PlayStation lá. Não sei se o PlayStation já tinha na época. Seu PlayStation 1, o Nintendo 64, teve bastante gente que conseguiu comprar. Não é mais essa farra toda, não, cara. O pessoal não está conseguindo comprar. Quando o dólar era... Quando o Fernando Henrique... Depois que o Caller abriu o mercado...

E aí veio Itamar, veio Fernando Henrique, aí a galera começou a comprar coisas importadas. Foi um pra um, né? Então, mas antes disso, cara, anos 60, período de hiperinflação, eu fiz uma conta de comparação de poder de compra. Era mais fácil comprar o Mega Drive naquela época, que era produzido aqui no Brasil pela Tectoy, do que em questão de porcentagem... Anos 80, então. É isso. Não, não, Mega Drive. Mega Drive não é 60. Período... 60 não, 70, desculpa. Era período da hiperinflação.

Ah não, foi 90. 80, 80. Hiperinflação foi exatamente quando era mais. Não, você está certo. Foi hiperinflação, antes do plano real, era o período mais complicado mesmo, o período que tinha que ter a indexação nova todo mês, com os preços subindo e tal.

Naquele período, o Mega Drive era mais fácil de ser comprado em relação à proporção do salário médio, do Brasil não, salário mínimo, salário médio, do que o PlayStation 4 no lançamento em proporção ao salário médio. Ou seja, a gente na hiperinflação tinha mais poder de compra. Para essas coisas, pelo menos. Então é, mas prossiga. Eu quero falar dos anos 80 um pouco. Os anos 80 foi uma época maravilhosa. Eu tenho muita saudade dessa época.

dos anos 80. Tudo era muito mais colorido, as coisas eram mais simples. Eu tinha alguns probleminhas. A Xuxa fazia filmes questionáveis com menores de idade? Fazia. Mas isso passava batido. O pessoal não ligava muito. A Manchete, por exemplo, colocava Mulheres Nuas 8 horas da noite na novela Pantanal, na sua família toda reunida. Agora a Dona Beijo foi regravada.

a Maite Porência ela andava de cavalo eu nunca me esqueço disso, cara, isso que é terrível mas aí, porque a dona Beja andava nua de cavalo aí quando ela saía do cavalo o cavalo ficava na corcova engruvinhado, assim, sabe

Nunca me esqueça disso. Agora, se você for comparar essa sem-vergonhice, que já era ruim, que já não devia ter, com a de hoje, que é a MC Pipoquinha, tem fandom... É quase inocente, né? Essa sem-vergonhice. Melhor voltar lá mesmo, porque... Não, tem coisa que choca a gente. O Mafia, eu não sei se você viu, recentemente circulou um vídeo do Viva Noite com o Gugu e uns caras num banheiro com umas meninas de 16 anos, parecia.

Elas deviam ser maior de idade. Ou pelo menos... Dizem. No documento ali. E cara, as menininhas num banheiro de biquíni. E os caras do tipo bozo, sabe? O cara mais velho, um negócio escroto. Você não lembra do coquetel? Era meio foda, cara. Você lembra do coquetel? Quem apresentava o coquetel era o... Lembra, era o Miele.

Não que eu gostasse dessas coisas nessa época. Não, imagina. Não que eu não assistisse até as duas da manhã. Imagina, né, cara? Meio peitinho, né? Tem um vídeo do Júlio Cossiello. Júlio Cossiello reagindo à TV dos anos 90. Cara, é uma coisa, ele fica desconfortável. É o Júlio Cossiello. A gente ficava também. É outro tipo de desconforto. É engraçado, porque é outro tipo de desconforto.

É um negócio meio... Eu não sei por que é diferente, mas eu acho que é desconfortável igual. É estranho. Vendo de hoje. Na época não parecia. Parecia, parecia. Parecia assim. Todo mundo sabia, só que ninguém falava. A questão é que é o seguinte. O que aconteceu? A ditadura teve a censura. E é uma censura mais ou menos ainda porque os milicos davam dinheiro pra Embrafilmes pra patrocinar as pornochanchada. Não sei o que acontecia. Os milicos queriam... Ah, eu quero ver a atriz da Gol Pelada.

não sei o que acontecia lá numa cúpula militar mas de qualquer maneira acontecia aí teve o desbunjo nos anos 80, quando abriu não sei o que aconteceu a galera mas assim foi demais inclusive tem uma teoria que nós estamos na ressaca porque foi muito foi muito exagerado nos anos 80 e 90 foi mais 89 pra frente que quando começou Xuxa essas porcaria então

Cara, mas ficou muito, foi muito exagerado. O sushi erótico. Cara, você tava 8 horas da noite em casa com a tua família e naquela época todo mundo não tinha celular. Sim, sim, todo mundo assistindo junto. E uma televisão só, porque era isso. Era a avó com o neto vendo travesti no nosso ensino. E aí era um peito na tua cara, assim, pá! Uma evolução que foi o seguinte, você teve essa cultura hipersexualizada dos anos 90.

Aí você tem o funk carioca sendo financiado por meios escusos, esquisitos, né? Ligado a ex-membros do governo militar, inclusive, a possíveis experimentos dos Estados Unidos, com a injeção de ritmos besteirentos nas favelas, do nada. E você tem essa evolução. Aí a gente chega num momento atual que é assim...

O cara já teve o cérebro derretido por ficar vendo putaria 24 horas por dia na TV. Aí ele criou o filho, assim, deixa o filho ver qualquer coisa, o cara vê porcaria, etc. E se lasca. Aí a gente tá no nível que a cultura brasileira desembocou no quê? Nos vídeos do abacatudo no Instagram. Entendeu? Do abacatudo e da moranguete falando putaria, inclusive. E eu gosto do abacatudo.

parabéns mas olha só que interessante me veio um insight eu acho que essa diferença que eu falei de incômodo é que a primeira fase da putaria no Brasil, vamos dizer assim pós ditadura, era uma coisa meio Nelson Rodrigues aquela putaria da família brasileira vamos dizer assim, não, não era arte era aquela coisa meio assim fingindo de inocente mas não é tem um duplo sentido era ruim, era bem ruim que era

Mas agora tem a ver com narcocultura. Sim. É uma diferença. Não é a sua avózinha, a não ser que a avózinha esteja na narcocultura, não ouve o funk como a avózinha assistia aos Traveco, entendeu? Tem a vovó do tráfico. É uma coisa que a putaria não tem nenhuma... não se esconde que ela é do jeito que é e ela é glorificada ainda por cima.

E aí você tem as consequências ruins disso. Bom, a gente já está virando cabeça de novo. Volta para o pé, para o chão da vida. De novo. Porque o negócio é, enfim, é tudo isso porque a gente estava falando que está caro o boneco da Nintendo. Mas já que a gente chegou no abacatudo, vamos dar uma notícia boa, né? Para além dos problemas da Nintendo, etc. Parece que está começando a era da deslacração.

a deslacração está a todo vapor. Nós tivemos aí recentemente a notícia da demissão da Kathleen Kennedy da franquia Star Wars. Graças a Deus. Notícia velha, né? E a gente tá... Rolou agora o trailer do novo filme do Mandalorian. Saiu um trailer novo que deu muita view. E o Mandalorian, pra quem não sabe aí, é um filme que explora a República Velha, ou seja, antes das prequels, antes da...

É o Marechal Floriano e o Mochão do Odoro, é isso? Isso, do Star Wars, exato. É um tempo muito antigo da saga Star Wars, em que as coisas eram mais simples. Eram tempos mais simples. O Yoda era um bebezinho, entendeu? Então não é o Yoda. Mas enfim, o ponto todo é que esse Mandalorian, ele foi muito bem. As pessoas gostavam muito da série. E você vai lançar um filme agora, que é um filme perfeito de fanservice, que são as aventuras do Mandaloriano com o bebê Yoda, que era o...

o negócio que vendia, que as pessoas gostavam. A única coisa legal daquilo lá era o bebê Yoda. E aí eles ficaram nessa. Então, parece que, pô, botaram um cara agora que foi treinado pelo próprio Jorge Lucas. Aí trazem essa série. E o Star Wars é da Disney, né? O Jorge Lucas é o padawan. É o nome. É o contrário. O padawan é que é o aprendiz. É o aprendiz. Você vê que é um anjo de Star Wars. Você vê o negócio aí que é difícil. É.

Isso. Aí a gente teve, antes disso, a gente teve a notícia da Pixar, que ela tirou a baldeagem, a viradagem, como é que a gente fala de dar o shibiu sem falar de dar o shibiu? Tinha implicações num filme infantil de que um personagem infantil era a Boloia. Aí tiraram, tiraram, entendeu? Tiraram e ficou sem isso aí pra lançar o filme. E agora tá rolando a exibição de trailer aí dos Vingadores Novos.

Há portas fechadas, o Mafinha pode falar melhor disso. E parece que o Nego tá voltando com o Chris Evans, com o Robert Downey Jr. Parece que tá voltando atrás da criação desses novos heróis mais desconstruídos ou do aproveitamento desconstruído de heróis antigos. Que papo é esse aí, Mafinha?

Isso respirou fundo, fudeu. Mafinha tá triste. Então, cara, não, é o seguinte. A gente passou por o período das trevas, né? No cinema de heraizinho. Que foi esse período aí da Kathleen Kennedy. Foi o período da Vitória Alonso, Argentina. Vitória Alonso, Argentina. Borovando mais uma vez que o argentino não presta.

Então, não, é, só comentando. E eles destruíram o universo que estava pronto para florescer. Porque o universo da Marvel, dos Avengers, estava em ebulição. Ele estava pronto para florescer, dar ótimos filmes, ótimas histórias, como foi a geração de ouro dos próprios quadrinhos. Mas eles conseguiram castrar isso e destruir o que as pessoas mais gostavam.

que era assistir um filminho de herói pra passar o tempo, né? Aí começaram a colocar, ah, porque lá tem as mães lésbicas, porque o outro é trans, porque o Doutor Estranho é corno. E aí, em vez de fazer o filme sobre o herói, não. Tem que ser sobre a mulher empoderadas, negras, transes do filme.

Cara, é, destruíram E agora, depois deu tudo errado Quem diria que ia dar errado Ninguém imaginava Estou surpreso Agora, eles resolveram Demitir a Kathleen Kennedy Vitória Alonso foi demitida há muito tempo também Agora o Filoni E o Enfim, o Filoni e o outro cara lá Que são os chefes da divisão Da Marvel na Disney Ou o John Fravó, lembrei John Fravó O que é que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que

eles resolveram ver se eles conseguem agora resgatar isso. Mas, assim, é muito difícil, sabe, gente? Que depois que você quebra a confiança do público, você não volta mais. Eu tenho muita fé. Eu tenho preguiça. Mas a minha fé é grande. Tenho preguiça só.

O nerd, o nerdola, ele é trouxa, por natureza. Se ele não fosse trouxa, seria nerdola, né? Então ele é trouxa, ele é muito enganado. Vendem coisa cara pra ele, ele compra, zoam a cara. Nossa, é só humilhação a vida do nerdola. Mas tudo tem um limite, né, cara? E eu acho que a Marvel, ela chegou no limite. Então agora eles passaram com um caminhão de dinheiro na casa do Rob Grodin Jr.

ele tá precisando pagar o fisco lá dos Estados Unidos então ele vai entrar de novo na Marvel, vai fazer o tour de estilo não sei o que vai sair disso aí mas vamos ver, e o Chris Evans também que não deu certo, ninguém deu certo, a única pessoa que deu certo foi a Scott Johansson, que era uma feminazi insuportável depois que ela saiu da Marvel, meteram o processo ainda da Marvel, gigantesco, do filme da Viva Negra, e acho que ela não volta mais ela, eu acho que não volta E aí

Não sei, não sei, né? Vamos ver como é que vai ser esse Vingadores aí. Eu vou falar, sinceramente, não tô nem um pouco empolgado, tá? Vai precisar fazer muita coisa pra me empolgar. Eu acho que tá na hora de fazer filme pra adulto, de novo, né? Ou pra jovem. Não filme...

Besta. Esse filme de herói já deu, né, velho? Você vê a diferença. Você pega um Superman 1, 2 e 3. É um filme que tem uma continuidade. É um filme que tem uma cara ali. E aí tem os Batmans também, do Tim Burton, que eles têm uma sequência. E mesmo depois que não foi o Tim Burton, até o Batman Begins tem uma linguagem um pouco diferente. Mas antes, aquele que é o pior de todos, considerado o pior Batman, que é o Batman e Robin lá, sei lá. Enfim, tem uma linguagem. E você vê que são... E aí

dois divertimentos, dois entretenimentos meio diferentes, é o que você falou. De repente você começa a misturar os... Mesmo na DC aconteceu isso. Você começa a misturar os universos, a misturar... Apesar de que... Agora eu vou dar a mão a palmatória àquele idiota do super-homem. Qual é o nome do diretor que você gosta? James Gunn. James Gunn. Que ele fez pelo menos uma coisa descolada dessa linguagem. Você tá meio fora de foco, Mafinho. Eu sou eu.

Não, é ele que tá fora de foco. Ele enfiou a testa na lente da câmera. Foi mal. Então, é foda, porque aí a gente enjoa, né? Mesmo o fã, o fã desesperado lá, o cara que gosta. Não, fica tudo aquela encheção de saco e, cara, você assiste um negócio meio que de cérebro desligado, só que, cara, tem hora que cansa. Exato. E aí o problema não é ter o universo compartilhado, o filme em que eles estão todos juntos. O problema é que todo filme é o mesmo filme. É.

E aí encheu o saco. Aí depois de encher o saco, ainda começaram a lacrar em cima. Aí cagou tudo aí. Parece que vão voltar agora. Talvez escrevam direito. Talvez eles demitam alguns escritores e coloquem algumas IAs, né? Que daí vai melhorar. Do jeito que tá. Vai virar o abacatudo. Abacatudo Marvel.

Abacatudo todos dele. O universo abacatudo da Marvel ia ser legal, né? De repente eles entrarem ali. Não, mas tem já o universo cinematográfico do abacatudo? Agora tem o catracudo da CPTM, você ficou sabendo? Meu Deus do céu. A CPTM fez uma propaganda que agora a catraca aceita cartão. Aí o catracudo, ele tá tendo um caso com a cartãozete. Não quero. E a topete, a top, ela fica com ciúmes. É bem legal, é muito bom o catracudo. Eu quero descer. Eu quero descer.

saímos de Janete Clare pra abacar tudo se bem que eu gosto de abacar tudo um abraço pra minha querida amiga Gloria Perez aí, sempre gosto de falar que eu converso com ela no zap aí vocês não conversam, eu converso, tá? então abraço pra vocês aí tá bom, tá bom, então enfim esse foi o caminho, e pra finalizar que nós já estamos em tempo de acabar com tudo pulamos um monte de coisa da pauta, mas na próxima a gente promete que se organiza melhor, tá bom? é que eu passei mal no dia que ia organizar a pauta

É, desculpinha, né? É, é. Eu passei mal também. Todos nós passamos mal, menos o Felipe, que estava num velório. É, ou seja, vocês estão rezando. Eu vou falar o que o editor fala pra gente, é verdade. Vocês estão rezando pouco pelo quinto. Ai, cara. Vocês estão... O Davi tá com problema na coluna.

Não, é um atrás do outro, o outro saiu porque nasceu o filho, pelo menos é uma coisa boa. Mas cara, rezem pelo quinto. Mas a criança é filha do Eric, né? Não é notícia boa pra todo mundo, né?

Mas enfim, né? É isso aí, gente. Rezem pela gente. Sério, eu não tô brincando, não. Rezem pelo quinto que tá uso. E aí, o Japão, né? Pra finalizar com chave de... Eu ia fazer uma piada com o outro lado do mundo ao contrário, o dia que é noite. Aí eu não consegui.

Entendeu? Então, pra finalizar aqui com a chave de ouro, de ouro, né? O Elon Musk, ele causou basicamente um hecatombe no mundo da cultura pop japonesa, ao que tudo indica. Porque o X, ele mudou o algoritmo, e agora você tem tradução automática feita por IA de vários países. Isso, a gente tinha que ter um programa inteiro pra falar nisso, que tá acontecendo uma coisa inacreditável no X, mas depois a gente fala. Beleza, vamos falar disso. E aí, o que aconteceu? Uh!

Os japoneses que não viam um tweet ocidental começaram a ver. Os ocidentais que não viam um tweet japonês começaram a ver. Aí é alemão falando com brasileiro. Aqui todo mundo falando meio na mesma língua que a IA tá traduzindo ali. É o Babelfish. O Babelfish, o Elon Musk fez o Babelfish. Eu não quero nem saber qual vai ser a maldição que vai vir depois dessa.

Mas tudo bem. O pau vai torar. A gente já sabe que não deu certo. No jogo Shin Megami Tensei Devil Survivor 2 começa a aparecer demônio em Tóquio. Porque do mesmo jeito que todo filme de Alien é em Nova York porque é filme americano, nos jogos japoneses tudo acontece em Tóquio. É tudo lá. Então, imagina se a gente fizer umas coisas que acontecem no Rio de Janeiro, mas é só assalto, sequestro de ônibus, né? Precisa acontecer mais, já tá bom. Chega, tem que acontecer menos coisa. Enfim.

E aí o que acontece? A gente já falou mal. A gente já falou do Nordeste, do Rio de Janeiro, de Argentino... Cara, a gente vai apanhar de todos os olhos, mais uma vez. Não, não vai nada. Nós vamos gostar. Aí o que acontece? O japonês... Não falei mal, não. Falei a verdade. Começou... Começou a descobrir o que é que a Crunchyroll e empresas análogas estão fazendo ao traduzir os animes pros ocidentais. Descobrir as censuras, as lacrações, os negócios... E os caras estão muito bravos.

E eles começaram... Cara, japonês é um bicho que assim, ele não apoia pirataria de jeito nenhum. Porque o Japão é desse tamaninho. Tem essa populaçãozinha aqui, o cara produz o negócio e o outro compra, entendeu? Não é... É... Tem a cultura deles ali, um produz, tá tudo certo. O cara fala, velho, não pirateia, compra o bagulho. Todo mundo trabalha pra caramba, aqui é difícil a vida, vamos se ajudar. Cara, começaram a descobrir, fala, ó, um monte de japonês, tem que piratear essa bosta mesmo, entendeu? Que isso aí não tá certo.

Os caras tiraram do sério o japonês, cara. Cara, imagina, imagina o que precisa pra fazer isso, cara. Tiraram do sério os caras. É. O cara naquele jardimzinho japonês ali, tudo quieto, de repente. Só um gostinho aqui. Esse dia eu tava dando uma passeada no X e aí eu vi um americano comunista, né, falando

Agora que os russos estão aqui... Não, acho que era um brasileiro, não era um americano, era um brasileiro. Agora que os russos estão aqui, né, dá pra eles falarem por que vocês não voltam com a república da, não sei o que, da soviética, não sei o quê. Aí apareceu um monte de russos. Cara, você tá maluco, você é retardado. Pô, só pra ficar na fila, na fila do Vale Pão, lá, daí, bambu, mostrar uma foto, assim. E eu nunca mais quero voltar pra aquela merda, não sei o que.

Olha, é por causa de comentários como esse que a gente é considerado o pior agente russo da história da humanidade. Obrigado, Mafinha, por queimar o nosso fagom. Agora vai ter desconto. Vai ter desconto no Alenite. Eu tô pra casar, Mafinha. Não faz isso comigo. Tô precisando de dinheiro. O Duguin prometeu pagar em loiras. Ah, é verdade. Eu e o meu mãe falei. Eu e o meu mãe falei. Eu não quero loira nenhuma. Tá, tudo bem.

Então, por exemplo, quando o jogo vinha censurado pro ocidente aqui, que os caras botavam, ao invés de menino e menina, eles colocavam tipo A e tipo B pra não ter gênero. Tem entrevista do japonês falando que lá no ocidente os caras são muito religiosos, você fala esse negócio de gênero, dá ruim lá que eles são cristãos. O cara achava que era um negócio de religião. Ele era invertido. Ele não tá nem...

nem entendendo que tá... Não deixa de ser uma religião, a religião dos woke, louco. Não, é uma antireligião. Aí, então, os caras não estão nem ligados a essa história, entendeu? E aí, quando fura a bolha assim, os caras veem o que tá acontecendo. Tem o episódio que eu sempre cito, porque é muito engraçado. Eu tava vendo um anime do Bach, na Netflix, que é um desses animes produzidos com o auxílio da Netflix. E eu tava vendo dublado, com dublagem em inglês, que eu tava vendo meio na segunda tela.

Eu não sei se tem alguém que é capaz de ver Bach 100% concentrado no anime também. Porque é meio trash.

Aí eu tava vendo ali, meio segundo a tela assim, aí o teu Yujiro, que é um sujeito que ele é muito forte. E ele é forte, ele quer ser o mais forte que ele consegue ser. E ele quer, assim, é a figura marcial, pura e mais maluca possível, sabe?

E ele tem uma espécie de urso, de jacaré, de qualquer bicho que seja que está em extinção e que tenha mordida ou abraço mais forte. Ele vai lá e pega o urso no soco só para provar que ele é forte. Ele invade a casa do presidente.

que tem o serviço secreto mais competente pra ele mostrar que no soco ele consegue sequestrar, acabar com a segurança presidencial, entendeu? Ele é esse cara. E aí ele é tão forte que quando ele faz assim, contrai os músculos, as costas dele, os músculos formam a cara de um demônio. Ele é muito forte e muito mau. Aí ele encontra o Muhammed Ali, boxeador, né? Aí ele chega no Muhammed Ali e fala assim, É, você é muito mais forte que eu, que na dublagem americana ele tem essa voz assim.

Aí o Mohamed Arf, eu acho que foi, eu sou mais forte que você, como é que é isso? Tu é muito forte. Aí ele fala, não, é porque você venceu uma força muito maior do que todas as que eu enfrentei. Mas que papo é esse? A do racismo estrutural.

Ah, não, cara. E no Japa não tinha nada a ver com isso. Até onde eu sei, não. Até porque eu não falo japonês. Mas mesmo assim, foi produção feita com o dinheiro da Netflix. Então é isso. Então, olha, se nós não tivermos mais animes e só tivermos filmes do Abacatudo, daqui pra frente, você sabe o motivo. O japonês não gostou, proibiu. Entendeu? E é isso. Até o próximo Pop Corner. Veja essa entrevista que nós fizemos com a Preta de Rodinha sobre racismo.

Ela deu uma cortada em alguém que perguntou sobre piada racista que o cara ficou até mal. Assiste. Foi bem legal. Abraço pra Patrícia. E parte de cima.

Anunciantes1

Crunchyroll

external
Os Japoneses DESCOBRIRAM o Que o Ocidente Fez… | POP CORNER | Castnews Index — Castnews Index