Episódios de Estúdio 5º Elemento

Trump JÁ PERDEU?

05 de maio de 202624min
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A aprovação de Donald Trump entre evangélicos brancos despencou de 78% para 69% em um ano. E é só o começo da fratura entre o presidente americano e a base cristã que o elegeu.

Neste vídeo, o Estúdio 5o Elemento investiga como Trump trocou as colunas de aço do seu mandato — os cristãos americanos — pelos bilionários das big techs e do complexo militar-industrial. Analisamos o episódio em que Trump postou imagem gerada por inteligência artificial se colocando no lugar de
Jesus Cristo, o ataque público ao Papa Leão XIV, a reação dura do Arcebispo Paul Coakley e do bispo Robert Barron, e a queda de 15 pontos na confiança ética do presidente entre evangélicos.

Mostramos também como a Palantir, empresa de inteligência artificial militar do CEO Alex Karp, valorizou cerca de 340% em 2024, e como sistemas como Lavender e Gospel das Forças de Defesa de Israel estão automatizando decisões de bombardeio. Trump terceirizou a alma do governo para Vale do
Silício e Pentágono — e a base MAGA está percebendo.

A análise se conecta diretamente ao Brasil: se Lula sanciona a Lei 14.998/2024 do Dia Nacional da Música Gospel tentando aparelhar o evangelicalismo como o PT aparelhou o catolicismo via Teologia da Libertação nos anos 70, a direita brasileira não pode cometer o erro inverso — assumir que o voto cristão é cheque em branco. Os dados do Pew, do Barna Group e do Hallow mostram um "Quiet Revival": 180 mil conversões adultas ao catolicismo nos EUA em 2025, aumento de 38% em catecúmenos, e pela primeira vez em 25 anos os homens superam mulheres na frequência à igreja.

Se Bolsonaro teve 49% dos evangélicos contra 32% de Lula em 2022 e Flávio Bolsonaro segue à frente em 2026, é porque o cristão não tem amnésia. Inscreva-se pra continuar acompanhando essa análise e compartilhe com quem precisa entender o xadrez completo.

Com Lucas Honorato.
Participantes neste episódio1
L

Lucas Honorato

Host
Assuntos6
  • Voto evangélico em eleições brasileirasVoto evangélico em Bolsonaro · Voto evangélico em Flávio Bolsonaro · O voto cristão como contrato inegociável · Alerta para a direita brasileira não trair a base cristã
  • Polêmica religiosa TrumpQueda na aprovação de Trump entre evangélicos brancos · Imagem de Trump como Jesus Cristo · Crítica ao Papa Leão XIV · Reação de bispos católicos · Retirada da imagem polêmica
  • Evangelicismo BrasileiroLei 14.998/2024 (Dia Nacional da Música Gospel) · Reconhecimento da cultura gospel como manifestação nacional · Aproximação do AGU com a Marcha para Jesus · Comparação com Teologia da Libertação
  • Big Tech e complexo militar-industrialValorização da Palantir · Sistemas de IA para bombardeio (Lavender e Gospel) · Parceria da Palantir com Israel · Automação de decisões de bombardeio
  • Teologia Cristã - Morte e RessurreiçãoAumento de conversões ao catolicismo · Aumento de catecúmenos · Homens superando mulheres na frequência à igreja · Conversão de intelectuais ateus
  • Boicotes a marcas e o poder do consumidor cristãoBoicote à Bud Light · Boicote à Target · Boicote às Havaianas no Brasil · Recuo de marcas com políticas woke
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Até Lula já sabe que o erro que Trump cometeu, ele não pode cometer. Mas a direita talvez não tenha notado a importância disso. E mesmo que ganhe a eleição esse ano...

assim como Trump ganhou, pode acabar perdendo novamente o poder se não se atentar ao detalhe que eu vou mostrar aqui. Vamos então a vaca fria. Trump simplesmente parece ter esquecido uma das regras de ouro do poder político e como um chimpanzé que serra o galho em que está sentado, decidiu escantear a base maga, e especialmente os cristãos.

você provavelmente se lembra do que aconteceu. E antes que você largue o vídeo achando que é sobre uma treta velha, eu já aviso, a treta do Trump e Jesus e a questão com o Papa são só a ponta do iceberg do que eu vou mostrar aqui. Então vamos lá. No meio de um domingo à noite, Trump pegou a sua própria rede social, a Truth Social, e postou uma imagem gerada por Iá.

A imagem mostrava o próprio Donald Trump vestido com um manto branco e vermelho, imitando descaradamente a figura de Jesus Cristo. Na foto, ele aparecia curando um homem doente miraculosamente em uma cama de hospital, com feixes de luz saindo das mãos. E ainda viu uma enfermeira aparentemente rezando a Donald Trump ao lado.

Para deixar o cenário ainda mais absurdo, ele publicou essa imagem, considerada uma blasfêmia por muitos cristãos, menos de uma hora depois de ter escrito um longo texto raivoso xingando o atual Papa, Leão XIV. E atenção, mesmo que você não seja católico, isso aqui é bem importante.

Porque o Trump chamou lá o nosso líder da Igreja Católica de fraco no crime e terrível para a política externa. Porque o Papa condenou a guerra iniciada pelos Estados Unidos contra o Irã. Como era de se esperar, o tiro saiu pela culatra e a comunidade cristã caiu matando. O vice-bispo Paul Cookeley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, a U.S. CCB, que é como se fosse a CNBB aqui, só que lá fora, veio a público dar um pito histórico no presidente.

E até mesmo o bispo conservador Robert Barron, nomeado pelo próprio Trump à Comissão da Liberdade Religiosa da Casa Branca, entrou na história, exigindo desculpas públicas do presidente. Pra quem não conhece, o bispo Barron tem um alcance na internet e na TV lá fora que é assustador. Imagina alguém com a força de comunicação de uma TV aparecida ou de uma canção nova, que são as TVs católicas que existem no Brasil, só que lá fora.

E a resposta de Trump? Ora, ele bateu o pé, foi arrogante e disse que não pediria desculpas. Mas quando essa confusão se somou à própria confusão da foto do Trump Cristo, o próprio presidente da Câmara, Mike Johnson, aliado de Trump, entrou no assunto pedindo recuo.

E ele, ao menos, retirou a polêmica foto do ar, sem dizer nada. Pouco tempo depois, talvez para amenizar, ele postou uma outra imagem de Iá com Jesus ao seu lado, acompanhada de uma legenda sobre expor monstros satânicos. A mídia, é claro, se aproveitou de toda a polêmica, amplificando as mensagens de Trump e tentando insuflar católicos e cristãos como um todo contra o seu governo.

Eventualmente Trump veio a público amenizando as coisas e o Papa respondeu dizendo que não tinha interesse em entrar em debates com Trump. E ainda complementou, esclarecendo que quando ele falou publicamente em uma postagem recente que tiranos estavam devastando o mundo, ele não se referia a Donald Trump.

Olha, eu trouxe esses episódios aqui para demonstrar que as recentes atitudes de Trump em relação a autoridades religiosas e sua comunicação utilizando símbolos cristãos estão causando problemas sérios. Tão sérios que a própria mídia reconhece e utiliza isso como uma oportunidade para prejudicá-lo. Ele próprio reconheceu, e diferente do que costuma fazer, voltou atrás e até sugeriu que...

pensou que era como um médico da Cruz Vermelha. Agora você pode estar pensando, por que será que desagradar cristãos como um todo, ou católicos especificamente, é algo tão grave? Ora, por uma questão puramente matemática.

Cerca de 80% dos evangélicos brancos americanos votaram no laranjo, e ele teve uma votação histórica também entre católicos. As colunas de aço que sustentam o governo Trump são majoritariamente esses cristãos que votaram nele. E sabe o que é que esses mesmos cristãos estão achando do Trump?

principalmente depois que ele começou essa guerra com o Irã? Vamos aos números. A aprovação do Trump entre evangélicos brancos caiu de 78% no começo de 2025 para 69%, agora no início de 2026.

E o mais grave de tudo, a confiança de que ele é um homem com ética despencou 15 pontos de uma vez só. Entre os católicos, o Peer Research também registrou uma queda do apoio ao seu governo. O povo já está pulando fora do barco. Já tem inclusive pastor e fiel evangélico fazendo o que os americanos chamam de quiet kitchen ou quiet quitting.

Muitos fiéis desconfortáveis com a retórica de Trump e a política de imigração, que, julgam eles, não está sendo dura o suficiente, estão se afastando do maga de fininho. Pastores evitam sermões políticos e ajudam fiéis a se desengajar do movimento. E tem mais!

Até aquele apoio unânime que os evangélicos sempre tiveram a Israel derreteu. Hoje, só 32% dos jovens republicanos evangélicos ainda apoiam as ações de Israel. Entre outros motivos, porque eles estão horrorizados com a forma como a máquina de guerra americana e israelense está sendo usada. Aí você para para pensar de forma lógica.

Espera aí, se o Trump está chutando e ofendendo as colunas de aço que sustentam seus mandatos, em quem ele está se apoiando para governar? E a resposta é simples. Se por um lado os cristãos e o restante da base maga deram a ele a legitimidade via apoio popular, os milionários das Big Tech, que antes eram inimigos, deram a ele legitimidade institucional junto ao complexo industrial militar. Trump está patrocinando um projeto de poder para o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o

bélico, embasado e muitas vezes financiado pelas chamadas Big Tech. Empresas de tecnologia militar, como a famosa Palantir, por exemplo, viram as suas ações subir em cerca de 340% em 2024. E sabe por que eles faturam bilhões?

Ora, porque eles vendem software de inteligência artificial aplicado a operações militares. O próprio CEO da Palantir, Alex Karp, teve a frieza de dizer publicamente uma chamada com acionistas que a empresa serve para assustar inimigos e, ocasionalmente, matá-los.

Nós estamos falando aqui de sistemas assustadores de inteligência artificial, apelidados cinicamente de Lavender e Gospel, que significa Evangelho, que são usados por forças como as Forças de Defesa Israel, que cruzam dados e geram listas intermináveis de alvos humanos para bombardeio.

E, segundo reportagem, parte dessa infraestrutura de dados e classificação se apoia em ferramentas da própria Palantir, que firmou parceria estratégica com o Ministério da Defesa de Israel em 2024, para fornecer tecnologia de guerra. O negócio funciona assim, o computador escolhe quem morre, e o oficial humano apenas carimba a decisão da máquina.

Trump terceirizou a alma do seu governo para os donos da tecnologia e da guerra. Mas aí você me pergunta, espera lá, há pouco tempo as empresas de tech não odiavam Trump? O Vale do Silício não era inimigo da direita e aliado da esquerda?

Olha, mais ou menos. E é aqui que as coisas começam a fazer um pouco mais de sentido. Lembra que o Facebook, o Google, a Amazon e os gigantescos fundos de investimento como a BlackRock financiavam e apoiavam institucionalmente tudo que era cartilha woke? Eles empurravam ideologia de gênero, ativismo, linguagem neutra e comitês de diversidade. E usavam o progressismo como força cultural que embalava e legitimava o seu controle social por meio da técnica.

Para citar um caso que afetou diretamente a política eleitoral, teve um caso em que eles suprimiram uma reportagem a respeito do conteúdo, no mínimo questionável, do laptop de Hunter Biden nas eleições de 2020. Sim, aquele caso em que o filho do ex-presidente Biden aparecia com cachimbos de pedra e pessoas que não têm idade para dirigir em um contexto muito estranho. E bom, sabe por que eles pararam de fazer esse tipo de coisa e pularam para o barco do Trump?

Porque o projeto woke fracassou de forma retumbante e quem embarcou nele tomou um prejuízo bilionário no bolso. Eles descobriram da pior forma possível que o progressismo woke só tinha legitimidade, só funcionava porque...

empresas muitas vezes ouviam uma barulhenta militância minoritária chorona. E essa militância chorona acredita justamente no oposto que o povo majoritariamente conservador acredita. Isso porque, na prática, quando o povo conservador, especialmente cristão, acorda e resolve boicotar, a conversa é outra. Os cristãos não precisam de aprovação institucional, eles simplesmente fecham a carteira e precisam de aprovação institucional.

param de comprar e o caldo entorna. A Bud Light, por exemplo, colocou um influenciador transgênero numa propaganda e pouco tempo depois perdeu mais de 27 bilhões em valor de mercado e acabaram deixando o posto de marca de cerveja mais vendida da América. A rede Target colocou roupa com ideologia de gênero para criancinha.

Daí cerca de 10 bilhões desapareceram da bolsa na primeira onda de boicote. Aqui no Brasil, em 2025, as havaianas fizeram um comercial considerado ofensivo à cultura conservadora. E daí os cristãos e conservadores...

boicotaram e as havaianas tomaram um prejuízo de cerca de 200 milhões de reais em um único dia. Ativistas como Rob Starbuck começaram a expor as políticas woke de marcas fortes no interior, como a John Deere e a Tractor Supply. Foi uma humilhação em cadeia. Muitas tiveram que recuar, fechar os comitês de diversidade e pedir arrego.

O mercado financeiro que tentou impor a cultura woke foi colocado de joelhos à força pelo próprio consumidor conservador e especialmente cristão. E olha, não precisa acreditar nos meus argumentos não, é só olhar para o que o próprio mercado diz. Isso aqui é um vídeo do CEO da BlackRock, o Larry Tink, dá uma olhada.

E aí, depois de tudo isso, espertos como são, o que os bilionários das Big Tech fizeram? Jogaram a cartilha woke no lixo, botaram o seu terno de conservador.

doaram milhões para a posse de Trump, mudaram o foco. Eles não querem mais impor linguagem neutra, agora eles querem vender a guerra e a inteligência artificial letal, como parte dessa máquina, amparados por uma estética e por agentes conservadores como Donald Trump.

E olha, se você quiser entender um pouco melhor a ideologia dessa elite que postou um manifesto no Twitter esses dias, comenta aqui embaixo que a gente pode fazer um vídeo só sobre isso. Ou você pode assistir o Geoeconomia também, que o Arthur se aprofunda bem nessas questões.

É aqui que a gente chega à raiz do problema. A elite mudou a embalagem, mas quer oferecer um produto civilizacional quase tão estragado quanto a cultura woke à população cristã. E o problema é que essa base conservadora que votou em peso no Trump não é um grupo de fantoches manobráveis.

E a razão pela qual essa base esmagou o movimento woke está muito para além da briga política partidária. Nós estamos falando aqui de uma mudança demográfica, estrutural e estatística muito profunda. O projeto das elites de construir um mundo laico e distante da religião não vingou.

E a reação da sociedade a esse vazio ateu é matemática e fria. Em vez de aceitarem passivamente a cultura moderna ditada por essas corporações, os jovens estão protagonizando um fenômeno estatístico gigantesco que os analistas americanos estão chamando de Quiet Revival, um renascimento prático e objetivo da fé cristã. Isso aqui não é pregação religiosa não, é dado estatístico. Querem os números concretos?

As conversões formais de adultos ao catolicismo nos Estados Unidos vêm batendo recordes. Estimativas apontam para cerca de 180 mil em 2025, o maior nível em quase duas décadas. Uma pesquisa do aplicativo Hallow, feita com a maior parte das dioceses americanas, aponta para um aumento médio de 38% de um ano para o outro em catecúmenos adultos entrando pela OCIA, com alguns aumentos locais chegando a 105%. Estim THUNDAM

O Barna Group mapeou uma mudança histórica em 2025. 43% dos homens frequentam a igreja regularmente, contra 36% das mulheres. A maior diferença em favor dos homens em 25 anos de medição. A força desse fenômeno...

É tão inegável que até grandes intelectuais que eram expoentes mundiais do ateísmo, como o Ayur, Yis e Ali, acabaram se convertendo publicamente ao cristianismo, reconhecendo que o ateísmo falhou como projeto civilizacional. Isso sem falar do neo-ateu Richard Dawkins, que se considera um cristão cultural.

Essas pessoas não são estatísticas mortas, elas formam uma base real de poder com influência eleitoral. Elas não votaram no Trump para ele terceirizar o governo para robôs de guerra ou lamber as botas de oligarcas à tecnologia. E quando essas pessoas que lotam as paróquias e os cultos todo final de semana, vem o Papa condenando uma guerra injusta e Trump respondendo com uma blasfêmia gerada por computador, se colocando no lugar de Jesus Cristo...

o acordo de confiança começa a ruir. E quando esse acordo ruir, o poder derrete. Até porque a gente tem que levar em consideração que boa parte dos cristãos e da base do MAGA votou no Trump justamente para que ele se afastasse das guerras e das intervenções internacionais e focasse na economia doméstica. Eu sei, tem justificativas econômicas para essas guerras, que o Arthur já falou muito bem no Geo Economia,

Mas a gente está falando aqui das impressões geradas diretamente na população que constitui a base do Trump. Mas agora você pode estar pensando, tá bom, entendi, mas como isso afeta o Grêmio? O que isso tem a ver com a política real aqui do Brasil?

Olha, tem tudo a ver. Presta atenção na analogia aqui. Se o Trump está traindo e usando a igreja hoje para se manter no poder, o PT e a esquerda fizeram coisa muito parecida e em proporção muito maior nas décadas passadas aqui no Brasil.

A esquerda brasileira não nasceu puramente no chão de fábrica. Ela cresceu, quebrando e aparelhando a fé do povo nas paróquias locais. O próprio Zé Dirceu, um dos maiores arquitetos do projeto de poder do PT, fez um discurso à militância em março de 2025.

confessando isso com todas as letras. As palavras dele foram Nós nascemos nas igrejas, nas comunidades, nas pastorais. Nós fugíamos para as igrejas quando estávamos para ser presos pela repressão. Era nas igrejas que nós montávamos comitês de greve para arrecadar alimentos.

Era nas igrejas que elas contavam os comitês de greve para recadar vivendo. Eles usaram as chamadas comunidades eclesiais de base da Igreja Católica e a famigerada Teologia da Libertação como uma espécie de cavalo de Troia para implantar o seu projeto esquerdista no Brasil. Sugaram a igreja, usaram os fiéis como massa de manobra e depois descartaram.

Mas hoje o jogo virou, porque a demografia brasileira mudou de forma inquestionável. A hegemonia católica, que antes era de 95%, cedeu e os evangélicos explodiram numericamente. Hoje eles representam 27% da população segundo o censo do IBGE, e Bolsonaro lidera nessa demografia, tendo 49% dos votos deles contra os 32% do Lula.

uma diferença de aproximadamente 17 pontos percentuais. E como a esquerda sabe fazer conta e tem plena ciência do que é matematicamente impossível governar o Brasil de hoje com o cristão na oposição, o que eles estão tentando fazer? Ora, um novo aparelhamento.

Eles estão tentando sequestrar o evangelicalismo da mesma forma que sequestraram o catolicismo nos anos 70. A Fundação Perseu Abramo, braço intelectual do PT, vem produzindo materiais orientando militantes a reformular a abordagem com os evangélicos, evitando termos como fundamentalista.

E é por isso que em outubro de 2024, Lula sancionou a Lei 14.998 de 2024, instituindo o Dia Nacional da Música Gospel, e mais recentemente assinou o decreto reconhecendo a cultura gospel como manifestação cultural nacional. E é por isso que o presidente enviou também o advogado-geral da União, Bessias, que quase foi ministro no STF.

para acenar as multidões evangélicas em pleno palco da marcha para Jesus. Mas é um cinismo insuportável, né? Que não passa no teste da realidade. Não só o Bessias foi vaiado na sua aparição, como as pesquisas eleitorais de 2026 mostram que Flávio Bolsonaro segue a frente de Lula entre os evangélicos. E o PT não conseguiu virar esse bloco.

E por que essa tática artificial deles não funciona? Porque o cristão não tem amnésia e sabe qual é a verdadeira visão de mundo da esquerda. Não adianta distribuir sorriso para o pastor hoje, se em 2011, sob a gestão do Haddad no MEC, foi a sua equipe que produziu o material do programa Escola Sem Homofobia, que pretendia distribuir o famigerado kit gay nas escolas.

O que acabou sendo vetado pela Dilma Rousseff depois de uma forte reação da bancada religiosa. Não adianta mendigar o voto do cristão em ano de eleição e ao mesmo tempo ser base política e financiadora que bate palmas quando uma escola de samba, como a Acadêmicos de Niterói, desfila em ala retratando a família tradicional como latas em conserva.

como uma homenagem ao governo Lula durante o carnaval de 2026. Não há seno político que apague o fato de que a esquerda apoia ministros pro aborto, fato de que eles defenderam o porta dos fundos quando o grupo retratou Jesus Cristo como homossexual no especial de natal de 2019 da Netflix.

Deboche que rendeu mais de 1 milhão de assinaturas populares de repúdio e que bate palmas quando escola de sambas promovem alegorias desrespeitando a figura de Cristo durante os carnavais passados. A base cristã não cede porque o que está em jogo não é apenas uma cadeira em Brasília ou no Congresso. O que está acontecendo é uma batalha de sobrevivência civilizacional, uma disputa de resistência social

e de preservação, não só de um modo de vida, mas da existência civil da fé. O cidadão brasileiro anseia por uma economia pujante? É claro que sim. Nós queremos infraestrutura decente, inflação controlada e geração de riquezas. É verdade. Mas existe uma lição incontornável da história política.

Nenhum governante no mundo consegue edificar uma nação pacificada e próspera, esmagando as tradições, a forma como o povo constitui as suas famílias e as suas crenças sagradas. A grande verdade que tira o sono da velha política é que a direita brasileira e o fenômeno do bolsonarismo

não surgiram por mágica, nem por conta de um único líder. Esse movimento subiu à tona com a atração e o sacrifício do povo que frequenta as igrejas. Subiu impulsionado pela força organizacional e fervorosa dos evangélicos e pelo resgate de uma igreja católica séria e de base tradicional, liderada por religiosos e fiéis que vomitaram as mentiras marxistas saídas do clero da teologia da libertação.

e escolheram a sã doutrina. Isso evidentemente capitaneado pela coragem de Jair Messias Bolsonaro, que foi o primeiro a ter o culhão, me perdoem o termo vulgar, de levar as aspirações dessa população a público, a dar voz a essa parcela do povo.

O PT já falhou nessa cooptação, a máscara caiu e os dados não mentem, mas o aviso que eu deixo aqui hoje, no fim dessa longa análise, não é um recado para a esquerda, é uma espécie de exigência ou de alerta para a nossa direita.

Se as lideranças conservadoras retomarem o poder do Brasil e, fascinadas pelo brilho de Brasília ou pelas moedinhas de prata do mercado financeiro, ousarem virar as costas aos cristãos, se esses políticos decidirem que fechar acordos com o grande capital, agradar os donos do Vale do Silício ou seguir as pautas do mercado internacional tem mais valor do que o compromisso moral selado com o povo da igreja,

Essa aliança vai estourar. O voto da base cristão é um contrato inegociável, não é um cheque em branco. Os cristãos jamais vão ser degraus nem capachos de projetos de poder puramente financeiros.

E se a arrogância de achar que tem o voto cristão garantido já está provocando a ruína da coalizão de Donald Trump nos Estados Unidos, explodindo a aprovação do líder mais poderoso do Ocidente, tentem calcular a dimensão do cataclisma que não pode acontecer se algum líder aqui tentar apunhalar pelas costas a fé do nosso povo em plena terra de Santa Cruz.

O verdadeiro eixo da civilização não é mantido por inteligências artificiais do Pentágono e nem pelas planilhas cínicas da Faria Lima. O poder real emana do respeito inabalável à verdade, o V maiúsculo fundacional que nos criou. Dai a César o que é de César, mas sob pena de perder o país e a própria alma, não ousam entregar a César o que pertence exclusivamente a Deus.

Fiquem com Deus, deixem seu like se essa análise aqui abriu seus olhos e envie para aquele seu deputado, congressista, senador ou presidenciável de direita favorito, que às vezes parece dar mais estrela para o mercado financeiro do que para os anseios da base cristão que provavelmente foi responsável pela sua eleição.

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