Episódios de Podcast do Patroni

#261 - Amônia verde

07 de maio de 202643min
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Você já ouviu falar em fertilizante verde? Mais do que isso: entende por que esse tema precisa estar no radar de todo produtor rural brasileiro? Num cenário de forte dependência de insumos importados — e custos pressionados por crises globais — essa discussão deixou de ser curiosidade… virou estratégia. No episódio de hoje, a gente mergulha em um conceito que ganha força no mundo e pode representar uma virada de chave para o agro brasileiro.

Quem conduz essa análise é Pedro Guedes, pesquisador da área de transição energética, que ajuda a traduzir um tema técnico de forma clara e direta. No centro dessa transformação está a amônia - base dos fertilizantes nitrogenados e responsável por até 90% do seu custo.
Nosso convidado explica como a chamada amônia verde pode redefinir toda essa equação. Afinal, quando falamos em fertilizante verde, estamos falando de mudar a origem. De repensar a base. De produzir com menor impacto — e com muito mais estratégia.

Mas não é só sobre sustentabilidade. É sobre competitividade… autonomia… sobre o Brasil reduzir sua dependência externa e assumir protagonismo em uma nova fronteira produtiva.

Com recursos naturais abundantes e uma demanda gigantesca, o país reúne condições únicas para avançar. O desafio está em transformar potencial em realidade — superando entraves, estruturando investimentos e olhando com mais consistência para o longo prazo.

Mais do que um conceito, o Pedro Guedes apresenta um caminho. Uma transformação que começa na base da produção e pode redefinir não só os custos dentro da porteira, mas também o papel do Brasil no cenário global.

Entre o que já é possível e o que ainda precisa acontecer, existe uma jornada — e ela precisa começar agora. É o que você confere neste bate-papo, um convite para olhar além do presente e entender como decisões de hoje podem moldar o futuro da produção agrícola no Brasil.

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Participantes neste episódio2
L

Luiz Patrone

HostApresentador
P

Pedro Guedes

ConvidadoPesquisador da área de transição energética
Assuntos6
  • Combustíveis alternativos e sustentáveisHidrogênio eletrolítico · Biometano como matéria-prima · Uso de energia elétrica renovável
  • Energia BrasilRecursos naturais abundantes · Demanda interna gigantesca · Energia renovável integrada · Biomassa e resíduos agrícolas
  • Rentabilidade Produtores AgrícolasRedução da dependência de importações · Menor exposição a riscos geopolíticos · Acesso a novos mercados premium · Competitividade e custos reduzidos
  • Amônia verde azul cinzaAmônia cinza (convencional) · Amônia azul (captura de carbono) · Amônia verde (hidrogênio renovável)
  • Fertilizantes e Insumos AgrícolasRegulação e arcabouço regulatório · Incentivos fiscais e de crédito · Atração de investimentos · Divulgação do potencial brasileiro
  • Cenário atual e futuro das plantas de fertilizantes no BrasilPlantas operacionais existentes · Planos de reativação e novas plantas · Projetos de fertilizantes verdes
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Corteira Aberta, seja bem-vinda, bem-vindo ao podcast do Patrone, espaço para falar do agro com quem entende. Você já ouviu falar em fertilizante verde? Mais do que isso, entende por que esse tema precisa estar no radar de todo produtor rural brasileiro? Num cenário de forte dependência de insumos importados e custos pressionados por crises globais, essa discussão deixou de ser curiosidade, virou estratégia. No episódio de hoje...

A gente mergulha em um conceito que ganha força no mundo e pode representar uma virada de chave para o agro-brasileiro. Quem conduz essa análise é o Pedro Guedes, pesquisador da área de transição energética, que ajuda a traduzir um tema técnico de forma clara e direta. No centro dessa transformação está a amônia, base dos fertilizantes nitrogenados e responsável por até 90% do seu custo.

Nosso convidado explica como a chamada amônia verde pode redefinir toda essa equação. Afinal, quando falamos em fertilizante verde, estamos falando de mudar a origem, de repensar a base, de produzir com menor impacto e com muito mais estratégia.

Mas não é só sobre sustentabilidade. É sobre competitividade, autonomia, sobre o Brasil reduzir sua dependência externa e assumir protagonismo em uma nova fronteira produtiva. Com recursos naturais abundantes e uma demanda gigantesca, o país reúne condições únicas para avançar. O desafio está em transformar potencial em realidade, superando entraves, estruturando investimentos e olhando com mais consistência para o longo prazo.

Mais do que um conceito, o Pedro Guedes apresenta um caminho, uma transformação que começa na base da produção e pode redefinir não só os custos dentro da porteira, mas também o papel do Brasil no cenário global. Entre o que já é possível e o que ainda precisa acontecer?

existe uma jornada e ela precisa começar agora. É o que você confere neste bate-papo, um convite para olhar além do presente e entender como decisões de hoje podem moldar o futuro da produção agrícola no Brasil.

Pedro Gredes, que satisfação conhecê-lo e já recebê-lo aqui no podcast do Patrone, cara. Seja bem-vindo, vai dividir com a gente um conhecimento que foi expressado, parte dele em um estudo, que trata de um tema que é extremamente importante e rico ao nosso agro, que é a produção de fertilizantes, fertilizante verde, todo o potencial que o Brasil tem.

nessa área e, claro, vamos debater esse assunto no momento que é mais do que oportuno. A gente vive uma situação, um cenário de tensão geopolítica já há algum tempo, agravado ainda mais agora, isso acaba impulsionando ainda mais os custos, elevando o olhar sobre esse tema que é tão importante para o nosso agro, que são os insumos.

Grande maioria deles, a maior parte dos nossos fertilizantes, que é o foco aqui, são importados. Então abre um espaço muito maior ainda para a gente debater o tema pensando no futuro e aí com foco nessa transição para a produção de fertilizantes verdes. Dito isso, cara, te cumprimento mais uma vez. Seja bem-vindo ao podcast do Patrônio. Como é que você está? Tudo bem?

Obrigado, Luiz. Um prazer estar aqui. Super feliz de estar aqui podendo trazer a perspectiva que a gente tem dado, construído, junto sobre como pensar fertilizantes sobre múltiplas ópticas que façam sentido para o Brasil. E acho que pode ser super construtivo que a gente pode...

mostrar aqui para o ouvinte. Maravilha. Antes da gente já trazer mais informações do tema, eu queria que você se apresentasse rapidamente para a gente e como é que você, Pedro Guedes, entra nessa área para tratar, estudar fertilizantes, fertilizantes verdes.

Minha formação vem da engenharia química, já com uma atenção desde a Genesi, estudando principalmente rotas renováveis, rotas com baixa emissão, menos poluentes, e que é uma carreira construída muito também no âmbito de consultoria por empresas privadas, e hoje estou aqui no Instituto TEMAS, e que a gente tem essa construção como think tank de estudos técnicos que possam levar...

a formulação de políticas públicas orientadas, associadas, muita transição energética com prosperidade econômica. Então, a estrutura de fertilizantes, para mim, vem muito dessa formação técnica associada à perspectiva de ter um horizonte ali que permita a gente ter produtos que sejam menos emissores, menos poluentes, mas que ainda assim traçam um caminho para o Brasil de prosperidade econômica, de prosperidade social, financeira, entre outras.

Maravilha. Você é natural de onde, Pedro? Eu sou natural de Belém do Pará, mas eu já moro há muitos anos no Rio de Janeiro, já há quase mais de uma década.

Então, enfim, já me sinto em casa tanto lá quanto aqui, eu acho. Maravilha. E você falou do Instituto Mais de Transição Energética, lembrando que recentemente aqui o João Abud também participou, trazendo uma análise feita da importância e os desafios para alavancar ainda mais a produção de vinhos somos no Brasil.

Muito bacana o episódio, o episódio do João Abud. E agora vamos dar sequência com esse foco em fertilizantes, em fertilizantes verdes. Eu queria que você começasse explicando para a gente esse termo fertilizante verde e aí a gente vai gradativamente falando sobre o estudo que você foi um dos autores também que trata aqui em português da descarbonização da cadeia de suprimentos de fertilizantes de amônia no Brasil. Vamos lá, explica para a gente o que é um fertilizante verde, Pedro.

Certo, então, no termo da forma como a gente escolheu utilizar ele no relatório, está muito associado ao processo produtivo daquele fertilizante. Porque o fertilizante, assim como diversos outros produtos industriais, produtos químicos, enfim, ou até mesmo combustíveis, tem no seu processo aspectos que geram emissões dos gases de efeito estufa, que são aqueles que causam mudanças climáticas, impactam o meio ambiente, todos esses fatores associados.

E aí o fertilizante verde, sob essa ótica, a gente olha aquele que tem alterações no seu processo produtivo de forma a minimizar esses impactos, enfim, podendo, por conta disso, minimizar aquele setor, daquele processo produtivo nas mudanças climáticas. Que aí, quando a gente fala especificamente dos fertilizantes nitrogenados, da produção da amônia, de fato, que vai dar origem a outros fertilizantes mais complexos.

Se trata muito da utilização do gás natural na produção dessa amônia, desse fertilizante. Está associada ali a síntese do hidrogênio, que é parte desse processo.

E com isso, com reações químicas físicas, você tem a emissão de gás carbônico a partir desse processo, que enfim, vai para a atmosfera e conta como um gás de efeito estufa. Então, quando a gente trata de fato da produção da amônia verde, do fertilizante verde, sobre a áutica desses nitrogenados, está muito associada atualmente a utilização do gás natural nessa produção.

Maravilha. E qual que é o cenário hoje no Brasil? E aqui você já trouxe o destaque para a amônia, porque é um elemento extremamente importante para a produção, os principais para a produção desses fertilizantes, dos nitrogenados.

O cenário que a gente tem hoje no Brasil, para os fertilizantes de maneira geral e para os nitrogenados especificamente, é de uma forte dependência de importações. Então ela passa dos 80% quando a gente olha para os fertilizantes de maneira geral e muitas vezes passa dos 90% a olhar para os nitrogenados.

Isso está muito associado tanto à disponibilidade de matéria-prima, mas principalmente ao custo de produção associado a essa matéria-prima. Então, como eu falei da dependência hoje do gás natural que a gente tem, o custo do gás natural no Brasil, quando comparado a outras geografias, outras regiões que já são produtores mais estabelecidos, produtores maiores.

é mais significativo e esse custo vem impactar no preço final dessa amônia, desse fertilizante produzido localmente. Isso historicamente levou a uma dependência externa que hoje o Brasil tenta observar de outras formas é caminhos para...

ter uma produção doméstica que seja viável economicamente e que possa reduzir essa exposição a possíveis, como você já mencionou no início, possíveis riscos geopolíticos e riscos de flutuações no mercado internacional.

E aí qual é a alternativa então? A gente tem possibilidade, o país reúne condições, características para avançar na produção com menor impacto ambiental, com menor pegada de carbono. Qual seria o cenário?

O que a gente no estudo, o Instituto Temaz colaborou, o que a gente propõe é associar essa perspectiva de reduzir a exposição ao risco geopolítico com a perspectiva de reduzir o impacto à pegada ambiental ao mesmo tempo. Que aí se traça da seguinte forma, como eu mencionei no início, no processo de produção da amonha, do finturante hidrogenado, você tem ali a síntese do hidrogênio a partir do gás natural como matéria-prima.

E o que a gente vê circulando hoje como alternativa tecnológica, que o Brasil já tem muito interesse, inclusive com leis sobre isso, é a produção de hidrogênio a partir de fontes renováveis. Que aí, quando a gente fala de fontes renováveis, a gente fala do uso da energia elétrica para a produção, utilizando energia elétrica e água para produzir hidrogênio, ou utilizando também, por exemplo, o biometano, que quimicamente é indiferenciável do gado natural e pode ser usado dentro dos mesmos processos.

E essas duas alternativas como sendo a nova matéria-prima para esse setor, para esse processo produtivo. E a gente entende que isso tem um papel.

tanto no aspecto ambiental quanto de adensar domesticamente essa cadeia, muito por conta do fato que são matérias-primas que hoje já têm um custo mais elevado, porém, quando você compara com o que foi que a gente fez no estudo, compara com os custos na matéria-prima fóssil no Brasil, que também tem custo elevado, você tem ali a perspectiva de ter tanto uma trajetória que possa reduzir essa dependência externa, quanto possa levar no horizonte a custos mais reduzidos do que se fôssemos produzir.

da maneira tradicional no Brasil com gás natural. Então a gente busca ter essa visão de associar perspectiva, como eu falei, perspectiva econômica, perspectiva de segurança energética, com a perspectiva ambiental de atenção aos compromissos climáticos do Brasil.

Legal, vou aproveitar um pouco da tua expertise na área que você é fera para nos explicar de uma maneira bem didática, para ficar claro, o que muda no processo utilizando uma fonte, uma matéria-prima e outra, e o resultado desse produto, ele é similar, ele tem alguma característica diferenciada ou não?

A amônia, a produção de amônia dentro da indústria química, como eu vi que vem da engenharia química, é o processo mais antigo da indústria, a produção de amônia. Porque o que ele faz é basicamente, a amônia é composta de nitrogênio e hidrogênio, esses dois elementos. O nitrogênio, ele é capturado do ar, porque apesar do ar ter oxigênio, a maior parte dele é nitrogênio, mais de 70%.

Então ele é capturado do ar. E esse hidrogênio, tradicionalmente, a gente utiliza o gás natural, em alguns países o carvão, mas o gás natural para quebrar aquela molécula de gás natural, que contém carbono e hidrogênio. O carbono é desfeito, lançado na atmosfera, e esse hidrogênio é colocado nessa amônica. A gente gera uma molécula com esses dois elementos de hidrogênio e hidrogênio.

O que muda nesse caso é de onde vem esse hidrogênio, porque já dado que o nitrogênio já vem do ar, sem maiores problemas, o que muda é de onde vem o hidrogênio. E aí nos caminhos que a gente tomou como possíveis dentro do relatório, você tem tanto um que é chamado muitas vezes de hidrogênio verde, a gente costuma chamar de hidrogênio eletrolítico. Por quê? É um hidrogênio que você pega uma molécula de água que tem hidrogênio e oxigênio,

E usa a eletricidade para quebrar e capturar aquele hidrogênio. Porque o que vai sair daquele processo não vai fazer mais um gás carbônico, vai ser oxigênio que já está como já tem no ar, sem afetar de maneira significativa o clima. Outra alternativa que a gente tem do biometano é que ele é uma molécula idêntica, basicamente, ao gás natural, só que vem da origem do processamento dos resíduos, seja agrícolas, seja do esgoto urbano, de forma a obter esse gás.

E ali você tem uma redução de emissões que, por mais que você solte gás carbônico para a atmosfera, como lá no início ele veio das plantas ou veio dos animais, veio desses processos naturais, você fecha um círculo ali que você não impacta de maneira mais significativa o meio ambiente e o clima.

E isso, na frente que você tem esse hidrogênio entrando no processo produtivo para ter aquela amônia, ele não se diferencia mais do processo tradicional. Então aquela amônia vai como qualquer outra amônia que seja produzida para frente do processo para que você possa ter fertilizantes que podem ser muito conhecidos pelo produtor, como a uréia, o nitrato de amônia, o sulfato de amônia.

Então essa diferença é um item ali do processo no início da cadeia, de forma a reduzir essas emissões, e que você tem um produto, posteriormente, que é indiferenciável do produto que está de maneira convencional no mercado. Perfeito, e com uma pegada evidentemente mais verde, ou seja, uma pegada ambiental completamente diferente. Conforme aqui o que eu analisei no relatório de vocês,

no artigo, a amônia responde por entre 60% e 90% do custo total dos fertilizantes nitrogenados. Acho que é mais ou menos esse o número que vocês colocaram. Ou seja, o que você está me dizendo aqui, se a gente acerta nessa amônia verde, vou utilizar entre aspas aqui, a gente vai ter uma competitividade maior, um custo evidentemente menor, é isso?

é o que a gente vê como horizonte, porque o que a gente já tem de estudos sobre hidrogênio, que o hidrogênio verde, hidrogênio renovável, de baixo carbono, ele tem um custo mais elevado hoje, mas que, dado o avanço da tecnologia, ele vai entrar numa trajetória descendente, que é isso que a gente entende. Quanto o gás natural, enfim, no Brasil, tem uma característica estrutural de o gás natural ser mais caro do que outras geografias.

tem maior abundância, tem uma disponibilidade mais prática, o hidrogênio verde tem o potencial no Brasil, de quando renovável, de hoje a gente tem um custo que se assimila a essa outra alternativa fósil doméstica, mas que pode para frente ser reduzido, porque se torna mais fácil produzir, você tem mais empresas disponibilizando equipamentos, você tem lições aprendidas para o ganho de escala dessa produção. Então, uma trajetória que, de fato, leve o fertilizante...

verde no Brasil, se não mais barato que o internacional, mas mais barato do que o que nós somos capazes de produzir domesticamente hoje. Perfeito. Eu acho que esse é um ponto importante da gente salientar até para quem está nos ouvindo, porque é a partir de estudos, de análises como essa aqui...

o Pedro está dividindo aqui com a gente, que a gente se baseia no que, até onde a gente pode chegar adiante, ou seja, é olhar para frente, mas é olhar para frente já pensando em ações claras a partir de agora, em estruturar toda essa oportunidade para que de fato a gente no futuro venha a reduzir a nossa dependência absurda.

de insumos importados, especialmente dos fertilizantes, que é o nosso foco aqui, e claro, gerar alternativas que possam no futuro também vir a tornar mais ou mais barato ou mais competitivo no que diz respeito à facilidade de produção e à menor dependência dessas oscilações e disponibilidades quando a gente tem que buscar fora do Brasil. Esse é um dos focos do trabalho que vocês estão fazendo, Pedro.

Sim, com certeza, poder traçar esse caminho, que não é uma ideia nova, não é uma perspectiva original do EMAX, tanto que a gente menciona no estudo o Plano Nacional de Fertilizantes, que ele traz grandes direcionamentos do que pode ser a indústria futuramente, visando reduzir essa dependência.

Então, a preocupação que gerou esse estudo é justamente a de poder atrelar essa perspectiva da transição energética com interesses do Brasil, interesses nacionais, que possam trazer uma trajetória e uma redução da exposição ao ritmo de um setor que tem grande parte na economia nacional e podendo, ali no futuro, também associar isso a uma pegada ambiental mais sustentável.

Uma nova safra de sementes já está guardada na indústria. E na Agrossol, as equipes mantêm o cuidado com toda essa produção. Por lá, o período é de muita atividade para quem atua na operação. É quando todo o planejamento feito ao longo do ano se transforma em trabalho contínuo, com o pessoal engajado para garantir qualidade da semente em cada etapa do processo.

Antes mesmo da colheita dos campos de produção, o controle de qualidade atuou de forma estratégica, com análises técnicas das amostras coletadas. As informações do campo, do laboratório e do beneficiamento industrial se conectam para garantir precisão no processamento e maior aproveitamento das sementes.

É um momento em que toda a empresa está mobilizada. Diferentes áreas se unem para incentivar e reconhecer o trabalho das equipes, que lidam diretamente na área operacional, reforçando a confiança no potencial técnico, no comprometimento e na dedicação de quem está à frente do processo.

Afinal, produzir sementes exige capricho, atenção aos detalhes e, claro, trabalho em equipe. É dessa união entre setores que nasce o resultado que chega ao produtor. Sementes de alta qualidade, preparadas para dar início a uma próxima safra em alguns meses. Você está ouvindo o Podcast do Patrone. Agroinformação com quem entende.

Perfeito. Você falou do plano nacional, né? O plano nacional, ele visa reduzir quase que pela metade a nossa dependência, se eu não estiver enganado, até 2050, né? É isso aí, né? E qual seria hoje a nossa possibilidade, a nossa capacidade de produzir? E olhando lá para frente, né? Quanto a gente poderia produzir de fertilizantes nitrogenados aqui? O que o plano nacional, ele... Isso é uma questão que a gente, inclusive, traz no relatório.

ele traz as ambições, os grandes direcionamentos do que seria possível produzir no Brasil, só que ele ainda não avançou, ainda não se avançou no Brasil em termos de tantos instrumentos que permitem a gente vislumbrar o que é possível fazer dentro do âmbito daquele plano. Então, seja instrumentos fiscais, seja instrumentos de crédito, seja instrumentos regulatórios, que desenhem o...

campo, desenhem o horizonte que permita a gente implementar essas soluções. O que a gente tem quando a gente fala dentro do...

do relatório, é que ele já desenha uma perspectiva do que seria um horizonte de fertilizantes verdes. Ele coloca, por exemplo, que seria produzida uma megatonelada de ureia, na intenção dele, uma megatonelada de ureia até 2050, por fontes verdes. Só que isso é uma parcela da produção nacional, porque ele apresenta diversos caminhos ali do que poderia ser proposto nacionalmente.

mas que exige um esforço que está muito associado, principalmente, à capacidade de estabelecer essa produção de hidrogênio renovável, a partir de a cidade, que aí você tem a contratação das renováveis. Então, o que é vislumbrado ali é uma perspectiva inicial.

uma perspectiva inicial do que pode ser um horizonte de produção, que é o que a gente está buscando aprofundar mais agora, inclusive em uma nova etapa desse estudo, é entender, em termos de volumes, o que isso representa para o Brasil, em termos de consumo, o que isso representa para o Brasil, em termos de emissões, o quanto a gente pode entregar de fato.

mas a perspectiva é de realmente entrar ali com uma parcela significativa nesse horizonte, apesar de não, por enquanto, ser contemplado o todo da demanda nacional, mas uma parte significativa do horizonte sendo contemplado com o fertilizante verde, visando tanto reduzir o custo, mas também entregar essa pegada mais distantada. Mas dá para ter uma estimativa? Dá para ter um desejo que seja?

Então, esse desejo que é desenhado no Nacional de Especialidade, a gente coloca como um horizonte razoável, tanto porque ele ainda é uma parcela, que ele fala uma megatonelada de ureia, a gente coloca como uma parcela que é significativa, mas que, por não ser o todo, é algo a se... o alvo a se mirar.

Então, quando a gente fala de expensa de projetos, eu acho que é um número que vale a pena ser buscado e que a partir dele devem ser traçadas, seja destes incentivos, seja crédito, seja regulação, sejam outros instrumentos.

para o horizonte. Maravilha. Eu estou com o relatório aberto aqui, Pedro, e eu queria aproveitar, até vou voltar num ponto aqui que você explicou, mas acho que é para aproveitar a sua expertise para também trazer mais luz e conhecimento sobre alguns termos que são utilizados. A gente falou aqui da amônia renovável, ou do

do fertilizante verde, né? A gente usou logo no começo, e aí o estudo faz essa comparação com o preço da amônia renovável, que diz que já é um custo competitivo com a amônia fóssil em algumas regiões, e aí vocês colocam lá, né? O que seria a verde, né? E aí você tem a azul e a cinza.

É um termo que é bastante utilizado, mas eu queria que você trouxesse essa diferença para a gente, de maneira didática, até para que a gente consiga também estender um pouco mais desse conhecimento para as pessoas que estão nos ouvindo, que eventualmente também não sejam ligadas ao agro, não tenham familiaridade com esses termos e que tendem a cada vez mais serem ouvidos, especialmente por todo o cenário que a gente vivencia agora.

Quando a gente coloca em verde a molha renovável, a gente está atrelando naquele contexto, principalmente a produção do hidrogênio a partir de água com eletricidade, que é o que eu chamo de hidrogênio eletrolítico, e muitos atores são chamados de hidrogênio verde.

que aí a gente, ali, só que aí o que muda é tanto a geografia de onde vem aquela energia, como é produzida aquela energia, se você contrata já uma usina já existente, ou se você sai do zero para construir uma planta, tudo isso é contabilizado nos diferentes cenários. E aí quando a gente vai ali para a amônia azul, que a gente desenha a perspectiva de uma amônia que é fóssil, mas com aquele carbono gerado sendo capturado.

Ou seja, você coloca como se fosse um equipamento ali na saída, que seria o gás carbônico e outros gases de efeito estufa, e leva aquele gás para ser capturado e levado a uma região que pode ser injetado no subsolo. Só que tem questões associadas a isso.

que é tanto que o horizonte de redução de custos para essa tecnologia não tem uma curva tão otimista quanto a de hidrogênio verde, ou seja, de realmente no futuro você ter preços reduzidos, quanto o fato de que realmente depende de uma infraestrutura com o distante geológico, onde você tem que ter...

uma área, uma região rochosa que seja adequada para você injetar aquele gás de forma que ele não vaza ou, no caso, nenhuma forma de problema para aquela região. Então, ali a gente desenha como perspectiva adicional, mas um pouco mais limitada. Que aí, quando a gente fala de cinza, o cinza é o fertilizante convencional. Ou seja, é que é produzido hoje com o uso de gás natural, que gera emissões que vão para a atmosfera.

Então esse verde, azul, cinza se diferencia muito dessa forma. Verde com a elasticidade, azul com a captura do carbono, cinza o convencional.

Maravilha. E aí vocês trazem ali também na comparação e uma análise atual e futura do número de plantas, o que é fundamental. A gente vive ouvindo e noticiando o agro nessa preocupação há muito tempo com essa nossa maneira engessada de tocar esse assunto, seja pela questão da, talvez, a falta de uma...

viabilidade econômica para investimento a longo prazo na produção dos fertilizantes nacionais, seja por travas por A, B ou C fatores. Me fala qual é a realidade hoje, o panorama em termos de planta em atuação, em operação e a visão futura. O Brasil, até há poucos anos atrás, ele tinha três plantas...

operacionais, por assim dizer, uma em Cubatão e duas no Nordeste, uma no Sergipe e uma na Bahia. Só que, por vezes, essas do Sergipe da Bahia, elas paravam de operar muito por conta do custo de produção associado a esse gás natural nacional.

Então, o cenário brasileiro na última década, por exemplo, nas últimas décadas, tem sido de uma certa intermitência da produção e, como eu já falei, tem um potencial limitado de atender, de fato, essa demanda doméstica aqui no Brasil.

O que a gente tem agora são os planos da Petrobras, principalmente, de tanto reativar essas plantas, colocar as operações novamente no Nordeste, quanto de trazer novas plantas, uma no Paraná e outra no Mato Grosso, visando atender justamente essa demanda doméstica desassociada de um risco geopolítico. Só que, claro, essas plantas estão associadas ao processo de produção convencional do gás natural.

que ainda não se tem visibilidade para o público, sociedade civil, é como se desenharia a questão de preço para esse fertilizante, como ele chegaria ao produtor, como se isso teria alguma associação com incentivos ou outras formas de facilitar a disponibilização.

mas é o que nós temos hoje quando a gente fala de larga escala no Brasil. Quando a gente fala de projetos, outros tipos de projetos, alternativas, a gente tem um projeto que iria operar de fato seja uma produção de fertilizante verde.

a partir do que eu falei da eletricidade associada à água, eletricidade renovável, e outros anúncios menores de projetos que vão tanto em linha com esse fertilizante verde de eletricidade, quanto associado ao biometano em outras regiões do país.

mas o funcionário que se desenha para a expansão da produção está muito atrelado à possibilidade do fósseo, só que já despontando projetos, claro que ainda tem que chegar ao FID, para a decisão final de investimento, mas projetos que já associam a eletricidade renovável à produção dessa amônia e desse fertilizante. Você está ouvindo o podcast do Patrone. Agro informação com quem entende.

Um outro ponto aqui que vocês colocam, a gente mencionou brevemente logo no início, agora é o momento de você falar do potencial que o Brasil tem para liderar ou ser referência nessa transição. A gente tem recursos naturais, uma demanda gigantesca interna. Eu queria que você elencasse quais são esses grandes potenciais que a gente pode estar deixando passar batido enquanto a gente não age de fato para...

olhar para toda essa gama de possibilidades que nós temos, Pedro? Aquela questão do Brasil tem que olhar para onde, não só para a transição energética, mas olhar para onde ele tem um diferencial competitivo, comparativo em relação às geografias e explorar aquilo de forma para trazer divisas, prosperidade, investimentos para o país. E quando a gente fala de transição energética, se a gente for, primeiro começando pelo lado da eletricidade, se a gente for olhar a nossa rede,

Primeiro começa pelo fato de que ela é extremamente integrada, isso não é tão comum na maioria dos países, esse grau de integração do sistema nacional.

E além disso, ela atinge muitas vezes mais de 90% de renovabilidade, ou seja, a cidade que aqui no Brasil possivelmente está sendo gerada por hidrelétricas, usinas eólicas, solares, usinas de biomassa, todas essas alternativas contando com o renovável que seria, traria o valor, um prêmio verde para uma produção que se utilize dessa energia.

Um outro ponto também associado, como eu já falei, da biomassa, é que o Brasil também gera muitos resíduos agrícolas e urbanos que têm um potencial energético, um potencial industrial de utilização que poderia ser atrelado a mercados que custam produtos verdes. Ou mesmo quando a gente olha historicamente para o etanol, por exemplo, o cano-de-açúcar, a gente tem potencial agrícola, produtivo, de explorar tantos mercados já existentes.

quanto novos que se desenhem, então de combustível sustentável de aviação, combustível sustentável de navegação, produtos químicos verdes, produzidos todos a partir também dessa biomassa e desses produtos agrícolas e de resíduos. Então, o Brasil hoje, ele já, claro, já busca ter um olhar para esses mercados, mas ainda...

para alguns setores não tão de maneira incisiva como seria possível para buscar esse valor adicionado industrial que gere produtos para o Brasil. Enfim, poder explorar seu mercado doméstico, como foi mencionado aqui, ou mesmo alcançar novos mercados interessados, exportando, inclusive. Pois é, já que você citou esse ponto, quais são os entraves onde a gente precisa avançar para, de fato, transformar todo o potencial em realidade? Vamos elencar esses pontos.

Um ponto que é colocado é, primeiro, a questão de a regulação própria para isso. Isso eu coloco mesmo antes de qualquer forma de incentivo. Então, quando a gente fala de fertilizantes de verde, fertilizantes de baixo carbono, ou mesmo uma indústria de baixo carbono.

Você, usando um exemplo comparativo, quando a gente fala de combustível de aviação, fala de biometano, você já tem uma lei, que é o combustível futuro, que ela destravou uma gama de interesses, investimentos e projetos que o Brasil está explorando hoje. Eu mencionei, inclusive, a própria Petrobras, eles já estão com projetos ali rodando de plantas de combustível sustentável de aviação. Você tem um mandato nacional, você tem um programa pensado para isso.

Nos fertilizantes, apesar de você ter um plano nacional de fertilizantes, você não tem um arcabouço regulatório ainda consolidado pensando no baixo carbono, pensando nesse viés sustentável.

Então, primeiro, a parte regulatória. Segundo, quando você olha para incentivos, e aqui eu não digo somente fiscais, mas pensar crédito, pensar de atração de investimentos, é crítico também, porque como são produtos que são inovadores, trazem uma nova perspectiva, você geralmente vai precisar de uma gama múltipla de investidores para colocar aquele projeto de pé para distribuir, inclusive os riscos, distribuir os interesses ali.

nessa produção. E, além disso, também divulgação do Brasil. E isso, felizmente, aqui no Emelie até acompanha setores do governo que fazem isso, que é deixar claro para o mundo, para os interessados em você ter produtos verdes, o Brasil tem esse potencial muito associado à sua geração elétrica, muito associado à sua bioenergia, que muitas vezes, simplesmente, não é conhecida. Então, acaba por não atrair o interesse do investidor.

Então, são frentes que em certos aspectos já são exploradas, mas que também podem exigir um aprofundamento do que é feito, principalmente quando a gente fala da regulação voltada para essa indústria verde, orientando o que pode ser uma...

uma perspectiva nova para o setor. Inclusive, os fertilizantes, não só pensando no crédito, mas como esse crédito é pensado, se fundos são pensados para que viabilize essa conexão com o produtor, pensando em safras e não somente em termos de anos, como esses valores vão ser computados naquele orçamento que aquele produtor precisa contemplar na sua produção. Então, são várias etapas.

que já tem gente olhando, acho importante falar de que tem gente olhando discursos no setor público e privado, mas que há um caminho ali a ser trilhado para que possa desenhar o caminho das pedras de uma ponta a outra.

para que o Brasil possa produzir, investir domesticamente, também para investidores internacionais, produzir para exportação. Maravilha. Vou aproveitar que você citou, mencionou os produtores nessa última fala. Por que eu, como produtor rural, tenho que olhar para esse tema e torcer para que ele avance, para que essa possibilidade de fato seja aproveitada, para que a gente tenha...

o fertilizante renovável, a partir da amônia verde, enfim, os termos que a gente tratou aqui. Por que para mim isso seria interessante no futuro? Assim como eu coloquei no início a visão do fertilizante por dois caminhos, o caminho da questão geopolítica e a questão ambiental, eu vou traçar um pouco partindo desses dois pontos de maneira distinta.

Quando a gente fala do caminho geopolítico, é justamente a exposição aos riscos e preços internacionais, que, enfim, como a gente está vendo agora com conflitos, eles vão impactar no preço do fertilizante que vai chegar ao Brasil, vão impactar nesse custo, isso pode impactar as safras, isso pode impactar a produção que a gente está tendo. E esse tipo de exposição ao risco para qualquer empreendedor, qualquer produtor, é uma tragédia, esse tipo de exposição ao risco, esse tipo de incerteza.

Então, primeiro, nesse viés, é de reduzir essa incerteza, que é, como eu falei já, o interesse desses planos nacionais, dessas perspectivas nacionais de adensamento da produção doméstica, é reduzir esse tipo de incerteza. Quando a gente fala do aspecto ambiental, vem surgindo novos mercados internacionais interessados, e como a gente pode usar, por exemplo, o acordo da União Europeia com o Mercosul, ou os novos planos da União Europeia.

de imposto de carbono, interessados em produtos que reduzam essa pegada de carbono, que sejam mais sustentáveis. Que ali você tem a perspectiva de abrir mais mercados premium para isso, interessados nesses produtos, e sair na frente de outros produtores que talvez não estejam contemplando 100% essa cadeia.

levando esse fator em mente. Então, olhando para o produtor, o interesse dele é econômico e financeiro, tanto do lado geopolítico há uma questão econômica e financeira a ser contemplada, que é a redução da exposição ao risco, redução de certezas, quanto do lado ambiental há uma perspectiva também, abrir novos mercados e novas possibilidades de serem contempladas pela produção dele, na exportação principalmente.

Perfeito, perfeito. Acho que é exatamente essa a linha que precisa ser sempre levada em consideração. A redução dessa dependência já é um ganho gigantesco e você poder aproveitar todo o potencial e estimular o potencial que existe.

no Brasil para ele tornar-se de fato algo prático, a gente possa ver isso realmente acontecendo com toda essa benção que nós temos aqui de ter elementos que vão favorecer essa produção renovável. Eu não te perguntei, mas vamos lá, tem alguém no mundo também com essa capacidade ou capacidade semelhante à do Brasil também avançando com estudos semelhantes?

Então, em vários lugares do mundo, há essa intenção de produzir a moeda renovável, só que juntando todas as características do Brasil, é mais difícil. Se eu fosse mencionar de cabeça, por exemplo, a capacidade de ter um parque industrial desenvolvido, você tem a China, de ter um potencial renovável gigantesco, você tem o continente africano.

Enfim, de ter o interesse do consumidor, do interesse regulatório de você abarcar esse produto verde, você tem a Europa. Mas juntar todos esses fatores é muito difícil vislumbrar algum país que tem as características do Brasil. Por isso que é um tipo de oportunidade que a gente não pode deixar passar, um tipo de potencial que a gente não pode deixar ficar lá sem ser aproveitado. Excelente. Pedro, a gente vai caminhando para a reta final aqui do bate-papo, mas eu queria que antes de eu trazer as perguntas derradeiras aqui, que são tradicionais aqui do podcast,

Eu queria que você fizesse como se fosse uma síntese em tópicos aqui, que devem ficar como mensagem desse bate-papo nosso hoje aqui. O Brasil tem um problema com a sua dependência de impostos de fertilizantes. O Brasil tem uma qualidade que é a sua produção de energia renovável, seja a cidade, seja a biomassa.

Juntando os dois, pode se atacar o problema da exposição ao risco dos fertilizantes, tendo uma produção de baixo carbono que evite essa incerteza no mercado. E como consequência, você vai ter também um produto.

com a pegada de carbono reduzida que te permite acesso a novos mercados e com uma trajetória de custo que no horizonte pode se reduzir e ser mais competitiva no país, tanto visando o mercado doméstico quanto exportação. Maravilha, maravilha. Pedro, vamos lá, para a gente caminhar aqui para o fim, vamos para as perguntas tradicionais. Qual a pergunta que o Pedro Guedes gostaria de ter que responder um dia, que ainda não te fizeram? E pode ser olhando lá para frente, se você quiser.

Pergunta no futuro, alguém perguntando quantas plantas mais o Brasil consegue botar para operar, consegue construir, visando num cenário que o Brasil de fato provou ali, que você pode ter, por exemplo, uma, duas, três plantas produzindo fertilizantes nitrogenados sustentáveis, renováveis, de baixo carbono.

E isso já despertando interesse tanto interno quanto externo, num nível que você já tem um boom do setor, tem um boom desse tipo de processo, esse tipo de operação, e entender o quanto longe o Brasil consegue chegar. Então, eu deixaria feliz de passar alguém querendo entender o quão mais a gente pode fazer nesse sentido. Legal. Uma pergunta com uma visão muito otimista, né? De lá na frente, ainda falaram, caramba, até onde vocês conseguem chegar aqui com tudo isso? Muito bacana. Uma curiosidade sobre você, Pedro.

Eu sou uma pessoa que eu gosto muito de cantar. Eu já tive banda, já apresentei com amigos, já gostei de cantar em festivais pequenos de bairro, de diversidade. É uma coisa que eu gosto muito de fazer. E eu faço em qualquer momento, se eu estou lavando louça, se eu estou trabalhando aqui em casa, se eu estou andando na rua. É uma coisa que eu gosto de fazer. Cantando a gente manda a tristeza embora.

Exatamente. Tem um estilo musical que você prefira, hein? Eu acho que você é aquela pessoa que fala que gosta de tudo, mas eu vou falar quase tudo. Tipo, eu vou resumir a quase tudo dessa vez. Muito bom, muito bom. Para o pessoal que quiser conhecer um pouco mais do teu trabalho, você tem rede social, Instagram, LinkedIn, para o pessoal procurar.

No LinkedIn, principalmente compartilhando, muito pela página da Emal, muitas falas minhas e artigos da minha autoria que são publicados em portais, em agências específicas. Estou lá compartilhando e também compartilhando temáticas que estão no meu interesse nesse ponto dos festivizantes, mas também para quem desce interessado, esses combustíveis que eu mencionei, os novos combustíveis renováveis, os novos setores que se despertam de biocombustíveis.

Eu também estou comentando sobre isso lá. Então, meu LinkedIn acho que é o principal caminho aí. Estou com o Pedro Paes Guedes lá, para ficar mais fácil de achar. Maravilha. Pedro, quero te agradecer, cara, pelo bate-papo, né? Parabenizar o trabalho que vocês desenvolvem aí, né? Acho que pesquisa, estudo, análise, né? Elas sempre são combustíveis para que a gente consiga olhar adiante, né? E realmente traçar planos e executá-los, né? E são fundamentais.

A gente também dá voz a esse trabalho que vocês e todos os outros pesquisadores, analistas, consultores, enfim, que geram informação, geram conteúdo, possibilitam para a gente realmente fazer com que essas informações, esse conhecimento seja alavancado e chegue a mais pessoas. A gente vai formando uma base cada vez mais crítica e com mais conhecimento sobre...

vários e vários assuntos. Obrigado por ter dividido esse tempo aqui com a gente, cara, e as análises e opiniões. Quero agradecer também a Clara, mais uma vez, por ter nos indicado o tema e o especialista para trazer, nesse momento tão importante, mais uma voz sobre o olhar adiante do Brasil em ser produtor e reduzir.

essa dependência dos fertilizantes e com foco nos fertilizantes nitrogenados verdes, renováveis, como foi o foco desse nosso bate-papo aqui. Mais uma vez, então, obrigado e parabéns a toda a equipe do EMAIS Transição Energética, viu Pedro? Obrigadão pela participação. Agradeço a oportunidade, super obrigado.

E aí, gostou do bate-papo? Então dá aquela força e compartilha essa entrevista com os seus contatos. E olha, aproveita para mandar aquele feedback dizendo o que você está achando do podcast do Patrone. Pode criticar, elogiar, sugerir temas e pessoas para dividir boas histórias aqui nos próximos episódios. É só enviar uma mensagem lá no Instagram para arroba luizpatrone que a gente troca uma ideia, viu?

Então, gente, sucesso da porteira pra dentro, força e fé da porteira pra fora, e vamos que vamos. Você ouviu o podcast do Patrone. Agroinformação com quem entende.

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