Episódios de Sábado Sem Legenda

#92 - Traição (1998), dir. Claudio Torres, Arthur Fontes e José Henrique Fonseca - com Frank Carbone, do Tudo é Brasil

25 de abril de 20261h47min
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O Sábado Sem Legenda volta a falar de uma adaptação de Nelson Rodrigues - ou melhor, uma trinca delas no melhor esquema "leve três por uma" na antologia Traição. Para falar com a gente sobre esse filme que a "trupe" da Conspiração lançou em 1998, temos o nosso querido Frank Carbone.

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Podcast Tudo é Brasil

Podcast Rumo ao Oscar

Participantes neste episódio4
C

Camila Henriquez

Host
D

Diego Quadriga

Co-host
V

Vincent

Co-host
F

Frank Carbone

Convidado
Assuntos5
  • Filmes de Fábio PorchatAdaptação de Nelson Rodrigues · Antologia de histórias · Diretores Cláudio Torres, Arthur Fontes e José Henrique Fonseca · Cenário do cinema brasileiro nos anos 90
  • Memórias e experiências com o filmeExperiência de assistir Traição · Impacto emocional do filme
  • Análise de personagensPersonagens de Nelson Rodrigues · Elenco do filme
  • Estilo e estética do filmeFotografia e direção de arte · Estilo narrativo
  • Comparações com outras obrasRelação com outras adaptações de Nelson Rodrigues · Influência de obras anteriores
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Olá, pessoal! Estamos de volta com mais um Sábado Sem Legenda. Eu sou Camila Henriquez e estou aqui com meus amigos Diego e Vincent. Digam oi, meninos! Oi, meninos! E a gente tem um convidado que está voltando, mas é a primeira vez que eu estou gravando com ele, porque quando ele participou, eu estava, né, num trem em Cannes, provavelmente, vendo algum filme mediano que a gente não lembra mais, talvez. Enfim, Frank Carbone, Francisco Carbone. Oi, Frank! Obrigada por voltar ao programa.

Obrigado, está faltando a minha presença na equipe completa, é isso gente, tipo, estavam cobrando cadê Camila naquele encontro pronto. É verdade gente, estamos agora todos gravando juntos assim, o Frank ali tem um podcast maravilhoso chamado Tudo é Brasil, fala de cinema brasileiro, então quando a gente pensou nesse filme, a gente pensou em chamá-lo, porque é um filme brasileiro, mas é um filme não tão óbvio

Sábado sem legenda

Um encontro com uma mulher casada às nove da manhã em um apartamento alheio. Um homem que carrega um corpo para uma delegacia em uma noite chuvosa. Um casal é surpreendido enquanto espera uma garrafa de champanhe em um hotel barato. Três histórias cariocas de Nelson Rodrigues em um filme que percorre as muitas formas de traição.

Pois é, gente, Traição, esse filme antológico, né? É uma antologia, três histórias, Nelson Rodrigues. Ele nunca passou no Supercine ou no Cine Belas Artes, mas eu tenho memória dele passar de madrugada em TV. Assim, eu lembro muito, assim, eu não sei se é memória criada, mas esse e aquele Decadência são muitos filmes, assim, de madrugada, no início dos anos 2000.

Camila, antes de mais nada, eu não queria cometer a deselegância de corrigir, mas eu, na verdade, não quero depois que as pessoas ouçam e falam a nossa falou uma besteira. Então eu quero te fazer uma pergunta. Na hora que você falou que filmes que passavam sempre de madrugada como traição e decadência, você estava querendo dizer tolerância?

Tolerância, decadência era minissérie. Ah, tolerância, que tem uma interpoência, né? Isso, gente. Realmente, realmente. Na mesma hora, eu falei, gente, ela se confundiu aí por causa do fim da palavra, que elas se correspondem. Mas eu sabia que era tolerância. Eu sabia que era escondido de madrugada.

Era um filme divertidíssimo. Decadência tem a minissérie da Globo. Sim, é desse filme. Esse é o filme do Carlos Gebazes, é do Carlos Gebazes, o filme? Isso. É do Gil Bacis Beazundo. Eu lembro da capa do filme. Era uma interpretação na capa da Playboy, né? Era assim. Inclusive, acho que está até no Letterboxd esse pôster. Era um pôster classicão mesmo.

Queria que vocês contassem, Diego, você que escolheu o filme, qual a sua memória com traição? Eu posso dizer isso com detalhes, porque eu estava pesquisando sobre o filme e eu lembro de ver esse filme, esse filme me marcou muito, e alguma madrugada eu vi ele, né? Eu lembro direitinho de ser das três histórias, de ter esse elenco que eu já conhecia, né? Ele que falou, Bauer, etc e tal.

Cedidão Rodrigues, tipo, eu nem conhecia os Rodrigues, mas já era uma tonalidade de escolas diferentes. E ele passou no Intercine Brasil em 2006, que foi quando eu via. Intercine. O Intercine, ele tinha aquele negócio de você escolher entre um filme ou outro, e você botar até duas opções, de época que era três, e eles chegaram a fazer um Intercine Brasil.

que toda segunda-feira você tinha que se proteger entre dois filmes brasileiros. E aí, em algum momento, esse filme ganhou, em 2006, e eu acabei vendo esse filme. Eu lembro que o filme marcou muito. Esse foi um filme que eu tinha fresco em memória, em lembrança. Inclusive, essa época da Globo, desses intercines brasileiros.

de Sessão Brasil, onde a Globo começou a exibir mais que um brasileiro, foi uma iniciativa do Roberto Farias, num período que ele estava agora na Globo, no documentário do Roberto Farias, que a filha dele fez, que é uma parte que a Malúcia Dias, a entrevistada, ela fala que isso dá esse acordo, não sei o quê, que ele tinha essa coisa de crer, que os brasileiros fossem exibidos na TV aberta.

É um filme que foi na minha memória. Eu nunca tinha revisto ele, até no passado, quando eu revi ele. Porque é um filme que, com a época do A Indistro Aqui, eu vi vários filmes apresurados. Revive. E aí acabei revendo ele com amigos. E eu fiquei meio chocado, porque é um filme que eu achei ótimo. É um filme pouco falado, né? Um filme já desse começo de retomada do cinema brasileiro, né? Um filme que é o começo de uma das grandes produções.

que vão ser do nosso país, né? Que é a Ticineo, que é a Conspiração Filmes, a produtora carioca, né? Com vários nomes aí de mesmo. E é o primeiro filme deles, né? Me dava dizer que é um filme portfólio, apesar de eu achar que vai muito além disso, mas foi muito pra eles se apresentarem no mercado.

de cinema, né, já junto fazendo comerciais e gravações de shows de vários artistas aí. Então é um filme que muito me estimou. E depois ele acabou indo pra Mubi, tá na Mubi agora, né, junto com o Gêmeas. O Gêmeas é um projeto que surgiu do Treson, acabou sendo estendido...

um pouco para um longa-metragem do André Ochoa. Então, muitas pessoas, acho que acabam... Muitas não, mas acho que tem um certo grupo que acabou vendo esses filmes, né? Nessa época que a pena da toga estava muito em alta. E são filmes foram restaurados recentemente, em ações do Canal Brasil, ações próprias. E acabaram poucas pessoas conhecendo esses filmes como essas pélulas desse momento noventista da retomada, né? E basicamente é um filme com a droga.

Não é desmenaçada para as ações favoritas de Asco Rodrigues por motivos que a gente vai falar aqui.

Frank, esse filme tem três diretores, um para cada história, o José Henrique Fonseca, o Cláudio Torres e o Arthur Fontes. Queria que falasse primeiro das suas memórias com esse filme, que você já tinha assistido, e também dessa trupe que trabalhava junto, inclusive de atores, eles estão em outros filmes, inclusive no Que É Esse Companheiro, que foi lançado na mesma época. Queria que falasse um pouco desse cenário que chega no Traição.

Eu vi traição no cinema, sou um pouquinho mais joelho que vocês, só fui ver traição no cinema na época. Realmente era uma época que essas pessoas estavam muito em voga. Como o Diego falou, o Gêmeas era originalmente um filme que ia fazer parte, na verdade era uma antologia de quatro episódios.

Aí eu não sei dizer o que aconteceu, porque os dois filmes são produção da conspiração, tanto Gêmeas quanto Traição. Não sei se eles perceberam que tinha material para fazer um filme inteiro, se o Gêmeas acabou eles vendo que tinha uma textura, sei lá o quê.

muito parecida, acho que, com algum dos oscuros, porque eu acho que tem isso, né? Eles têm três texturas e abordagens diferentes, né? Acho que tem essa diferenciação nos três filmes. O Traição, ele tem um negócio de... tem um agigantamento do tom do filme. Mas eu vi o filme naquela época mesmo, revi algumas vezes, porque, como algumas pessoas já sabem, eu trabalhei em videolocadora.

Então o período que eu trabalhei no locador era o período que eu mais revia filme. Porque eu nunca deixei televisão de locadora desligada. Então eu estava sempre botando alguma coisa para passar. E botava filmes que eu gostava, obviamente. Traição era um filme que eu botava sempre para revir. Então eu revia algumas vezes. Mas agora, quando vocês me convidaram, era a primeira sessão que eu fazia desse filme há pelo menos uns 10 anos. Mais do que isso, 15 provavelmente.

Cara, eu acho que a gente pode falar mais sobre o filme, mas ao contrário do Diego, eu tinha uma impressão de gostar mais do filme. Eu gostei do filme, me diverti vendo o filme, mas eu acho que eu tive a impressão de gostar mais. E, na verdade, me deu uma vontade de rever Gêmeas imediatamente, porque eu já tinha a impressão que eu gostava mais de Gêmeas. Terminando de ver Traição, tira essa... E aí E aí

ela ficou maior, eu falei, ah, eu acho que o Gêmeos é bem melhor do que isso, mas enfim ao mesmo tempo é um filme que eu tenho algum carinho, queria comentar uma outra coisa também, assim, que é Extra Campo vocês estavam falando sobre ah, Globo começar a passar filmes de madrugada filmes brasileiros, né cara, e tem uma coisa que me irrita profundamente

É que sim, a Globo passa muitos filmes brasileiros de madrugada, mas tem uma meia dúzia que passam a se bobear uma vez a cada quatro meses. E entre eles estão especificamente um que eu odeio, que é o Sequestro Relâmpago. Eu passo sempre, sempre o Sequestro Relâmpago.

E um outro que pra mim não fede nem cheira Mas a Globo é apaixonada O filme não fede nem cheira pra história do cinema brasileiro Mas a Globo ama esse filme Que é um filme que chama Intimidade entre estranhos Esse filme passa sempre Eu queria saber porque alguém na Globo é apaixonado por esse filme Porque ele pode toda Eu viro e mexo Quando eu desligar a televisão Tá lá passando a intimidade Cara, de novo esse filme

Meu Deus, isso sequestro e lâmpago também passa bastante. Mas enfim, pra cortar isso, antes de passar a palavra pra vocês de novo, das últimas vezes que eu vi a Globo passando alguma coisa no meio da madrugada brasileiro, e aí eu sempre tenho isso na cabeça, né? Sequestro e lâmpago ou intimidade estranha. A Globo tava passando em quatro horas da manhã perliz. Não entendi nada. Falei, gente, eu vim da sessão da tarde, agora é porque é brasileiro, ele tem que passar no meio da madrugada, não entendi nada. Enfim.

Nossa, é curioso isso, porque a gente cresceu, a gente viu o pós-retomada também com a Globo, anunciando também, com toda a pompa, os filmes brasileiros que iam passar no início do ano, né? Porque tinha aquela época que eles passavam uma sequência de filmes brasileiros, né? No auge... E tinha alguma semana que era só filmes brasileiros, eu lembro disso também, né?

Era bem no início do ano, era coisa de férias também. Então tem esse fenômeno também. E que bom que a gente tem o Canal Brasil, que é onde a gente descobre muitos desses filmes, mas também é um canal a cabo, ele não está acessível para todo mundo. Acho que hoje em dia ele está mais acessível também, porque dá para você colocar no streaming e tal.

Mas, Vincent, você já tinha visto Traição, você conhece o trabalho dos diretores, o Cláudio Torres, nosso Nepo Baby, da maior família do entretenimento brasileiro, pelo menos a maior família viva.

família Fernanda, todo mundo chama Fernanda. Família, menos ele. Isso. Não, mas eu nunca tinha visto esse, apesar de eu já ter visto propaganda dele, mas eu não sou uma pessoa que consome muita coisa de madrugada, inclusive, até hoje. Sou uma pessoa que sempre dormiu cedo. Mas... O senhor é muito tempo.

Mas eu já tinha visto várias imagens e tal, e particularmente Nelson Rodrigues sempre me pareceu interessante. Eu li poucas crônicas dele, nunca li nada maior, mais impactante dele.

Mas eu gosto das sensações, dos especiais de Fantástico que tinham de vez em quando. Dessa mítica ao redor dele. Eu tenho um primo que é muito fã do Fluminense. Ele sempre fala que Nelson Rodrigues é muito inteligente e era torcedor do Fluminense. Tem essa ligação dele com o Rio de Janeiro e com o time. Com essas crônicas até sobre o futebol muitas vezes dele. E eu sempre...

tive muito ao redor desse autor e dessas coisas ao redor dele de obras baseadas nele que eu assisti, eu ouvi poucas acho que a minha preferida é falecida mesmo, mas tem outras o dano da lotação é dele é né

É. A gente já falou aqui, inclusive, então. Sim, é verdade, né? São Rodrigues está voltando aqui, né? Enfim, mas eu acho que eu me interessei muito na adolescência e tal, quando eu vi o Sete Gatinhos também, que é muito memético, né? Tipo, até hoje eu fui muito lembrado.

E esse é o que eu tinha visto. Enquanto os diretores em si, eu não tenho nenhuma relação muito específica com nenhum deles. O Claudio Torres nunca fui muito fã. E também, particularmente, eu não acho, pra mim, pelo menos, a história que ele dirige é a mais desinteressante do filme, a adaptação mais desinteressante desse filme.

Mas, no geral, eu gosto do filme, assim, da primeira vez que eu vi. E é um filme, e uma coisa que a gente pensou logo de cara, assim, desses filmes dessa época de 98 e tal, até porque o filme tem essas pessoas que são muito interessantes de se assistir, né? Tipo o Pedro Cardoso, o Daniel Dantas.

é que são essas pessoas, grandes atores do cinema brasileiro com cara de gente, né? Tipo, é uma coisa que é raro hoje em dia as pessoas, atores famosos ou atrizes e tal, que fazem sucesso, que estão o tempo todo em voga, mas que não estão cheios de algum tipo de procedimento, alguma coisa assim. E eu fiquei lembrando disso, assim, foi uma coisa que o meu cérebro foi assistindo desse filme, tipo assim, que faz...

Faz tempo que a gente não tem grandes elencos de gente diferente, assim, com caras diferentes e tal. E eu acho um elenco bem curioso, bem interessante nesse filme, como ele vai se montando, assim. Alguns muito melhores, alguns muito piores, mas eu acho... E é um filme bem... eu diria que é uma antologia bem colorida da...

nas muitas maneiras de... nas muitas definições dessa palavra colorida. Colorida de estilos, colorida de personagens e atores, literalmente colorida. Eu achei bem interessante, gostei bastante. E eu fiquei muito curioso para ver O Gêmeos, que eu não assisti também, que eu não assisti ainda. Mas como o Frank falou, acho que é uma coisa meio de altos e baixos, meio de vai e vem.

Sim. A primeira história, que é da Fernanda Torres com o Pedro Cardoso, tem uma imagem que eu já vi bastante na internet, que é do final da história que ela está andando. Eu vi muita gente colocando em paralelo com a Fernanda Montenegro na Falecida. Eu fiquei pensando que a Fernanda Montenegro tem uma história muito forte com o Nelson Rodrigues. Ela, inclusive, veio a Manaus para apresentar o...

monólogo dela do Nelson uns anos atrás, entrevistei ela por telefone. Então tem essa história forte, né? Ela participa do filme, mas em participações menores, né? Assim, na verdade o segundo curta que tem ela ali como a matriarca e... mas os dois, a Fernanda Torres, ela tem uma participação maior. E ela tá realmente bem parecida com a mãe, lógico, né, gente? Mas o Diego tava até falando, né, que também lembra bastante a Olivia Torres, que fez a filha dela no... ainda estou aqui.

e filha da Fernanda Montenegro também, né? Ainda estou aqui. Pois é, eu queria que vocês falassem desse primeiro curta, desse primeiro bloco do filme, que é a história da Fernanda Torre, dessa mulher que trai o marido com o Pedro Cardoso. E são dois atores que já trabalham bastante juntos, né? Então, primo do Fernando Henrique Cardoso, né?

O que eu gosto do filme muito É que eu acho que assim Eu acho que legal eles têm Pensado nessa ideia de pegar Nelson Rodrigues Pra começar a Eles estavam fazendo clipes na MTV E tal, não sei o que Propagandas, muita coisa assim E com essa volta do cinema brasileiro Depois do tempo de pobre Na retomada, quiseram voltar a fazer filme brasileiro Quer dizer, quiseram entrar nesse mercado Fazer filme brasileiro E acho legal eles seguindo Essa coisa de pegar pontos do Do tempo

do Nascodrigues, acho que eu tenho um ascenso de unidade legal de antologia, porque pra mim cada um dos pontos representa um gênero do cinema. Então começa uma coisa mais leve, quase uma anticomédia romântica, essa coisa mais bossa nova, mais brejeira do Nascodrigues. Aí depois vem um filme de terror, diabólica, e depois termina como um thriller pop, assim, né? E todos parecem que...

compõe épocas diferentes. Esse foi uma coisa muito anos 50, mais puramente Nelson de todos. Aí o outro passa uns anos 70, e aí o do final, uns anos 90, estourando. Mas todos conversam com essa estética, o que eu gosto desse é muito essa...

Como ele aproveita bem essa dinâmica dessa confusão, desse céssico, né? O cara que tenta ser um cafajeste, mas é um bobão. O Pedro Cardoso faz muito bem, né? Faz esse tipo de bobão, assim, né? Apenas notado, assim, cara de dúvidas. Com essa mulher de sonteante, ela já surge... Os dois achos já surge uma coisa de câmera na mão, tem muito over the shoulder atrás dos ongles dela. Tem uma coisa de usar muito os closes.

pra quando os dois estão se conhecendo da boca dela do nariz do Pedro Cardoso então tem muito essa coisa mais mas ao mesmo tempo tem um visual mais sóbrio tem essa coisa mais ainda tem essa coisa estilizada que todos os outros

mas tem essa leveza que eu acho legal que tem nesse culto e acho que acaba tendo uma coesão de identidade legal com todos porque por mais que sejam diretores diferentes esse é fotografado pelo Alfonso Peato que fotografou vários filmes do Almodó etc, fotógrafos importantes e os outros dois são fotografados pelo Bento Silveira, inclusive também fotografou o Gêmeo né

E depois eu vou tomar carreira como diretor lá no Doce Cruz de Francisco, etc. Mas que era um fotógrafo… Saudoso, né? Mas que era um fotógrafo excelente, assim, sabe? Que tinha… E tem muito cara essa coisa mais do dourado, do chá-o-oscuro. E depois vai… Vai numa luz branca solada, e depois vai aparecer muito forte pra gente ir no diabórdia. Mas eu gosto muito desse cu, acho muito divertido, assim, sabe? Eu acho que é o mais rotineiro de todos.

Acho que ao mesmo tempo é o mais Rodriguiano de todos. Acho que aproveita muito bem essa coisa do Pedro Cardoso Neolótico e da Fernanda Torres linda, né? Conteante, né? Eu não lembro dela tão bonita na Fernanda Torres. Tipo, tão magnífica nesse sentido de alguma coisa, certo?

Muito diva do cinema italiano também, né? Total. Enfim, eu acho que no passado eu tinha uma relação... Como eu falei, né? Tipo, o filme me agradou mais em outros tempos e hoje em dia ele me agrada menos. Eu acho que eu tinha uma relação melhor, na verdade, com os outros dois curtas do que eu tive agora.

porque claramente pra mim me soa como o primeiro sendo o melhor dos três é o que eu mais gosto, é isso ele tem uma bregerice do Nelson, entendeu? tem uma coisa mais, não que o Nelson não esteja muito claramente no segundo episódio também essa coisa do o pecado tá no título da primeira história, mas a segunda também esse negócio do ah, do, do, do

lidar com uma criança, uma pré-adolescente, que não sei o que. Então, ele sempre colocou essas coisas com tintas muito fortes. Mas o primeiro tem uma coisa ali... É isso. Crônica de Costumes, carioca, entendeu? Anos 50. Que me interessa muito, porque é isso. E eu talvez...

Também tem uma coisa de tipo dos três é o filme que menos se leva a sério, entendeu? Eu acho que eles entendem que aquilo dali é uma diversão e tal e estão descompromissados e isso me chama muita atenção. Todo mundo tá muito bem nesse primeiro, né? O Tonico Pereira tá ótimo. É ótimo, Tonico Pereira.

Nesse personagem que a Fajésica é típico do Nelson Rodrigues. O homem escroto que meio que reside no bar. É o conselheiro, né? O conselheiro geral. E é engraçado que ele tem um apartamento. Igual no meu apartamento falasse, ele empresta. Sim! Sim! Sim!

Muito sim, muito sim. Ele é o homem que empresta o apartamento pros outros. Aí eu gostei muito, eu achei muito divertido. Pra mim foi até meio frustrante rever o Traição, no sentido de que o episódio que eu mais gostei foi o que eu vi primeiro, então ele foi caindo. Aí eu fiquei olhando, eu vi o filme avançando, mas aquela primeira história era tão boa.

Enfim, é isso. Eu gostei muito do filme. Quer dizer, eu gostei muito da experiência de rever o filme, entendeu? Mas, na verdade, quando a gente for comentar sobre a segunda história, eu vou falar uma coisa que, para mim, é mais grave, que é muito um sintoma da minha relação com traição, no fim das contas, eu acho.

Vincent, o que tu acha também do visual? O primeiro e o terceiro filme são os que dá pra ver mais do Rio de Janeiro. O segundo é mais interno, ele é mais soturno. Fechado. Eu fiquei até me perguntando, uma das coisas que eu fiquei me perguntando, porque eu sabia só que eram algumas...

histórias diferentes, não sabia muito dos detalhes do projeto, mas enquanto eu fui vendo, eu fiquei me perguntando o que os filmes tinham em comum em questão de fotografia, em questão de direção de arte, em questão de figurino e tal. E eu acho que o primeiro claro que ele é bem, ele por natureza é mais chamativo, porque ele se passa na década de 50 e ele tá falando desse lado mais caricato até do Nelson Rodrigues, que a gente citou.

Mas eu acho que também ele é um filme bem deslumbrante, de conseguir capturar nessas encenações poucas, em poucos espaços, essas texturas. Eu acho que é um filme muito de texturas.

de pessoas, de estilos e de cores, e dos lugares onde ele é filmado. Então, não sei se é tudo cenário, não sei se é tudo locação, não sei se é uma coisa misturada, mas é aquele filme de você ficar percebendo os detalhes, tipo o piso do bar.

O mictório que eles estão fazendo xixi lá numa cena. O apartamento que é emprestado. O fatídico apartamento que tem umas peças dos anos 50. O relógio que tem na mesa de cabeceira. É um filme bem bonito. De encher os olhos nesse sentido. E eu acho que é um filme que é aquela coisa. Ele lida bem com esse... Ele cria esses espaços. E ele está muito bem...

Tá muito seguro de como ele quer encenar a comédia, encenar esses encontros. E eu gosto muito da montagem desse primeiro curto. São três curtas. Desse primeiro curto eu gosto muito da montagem e de como ela vai sendo... Uma coisa vai completando a outra, às vezes...

Uma coisa parece mais uma imaginação do que uma lembrança e as coisas vão se misturando nessa questão de os eventos que vão acontecendo ou simultaneamente ou um está contando uma história e o filme está mostrando. E eu acho um filme muito dinâmico nesse sentido, muito gostoso de assistir nesse sentido. Além dos atores que a gente já falou, né?

E eu queria falar só um pouco da participação da Fernanda Mufnego, que ela começa meio que só como uma narradora, basicamente, nesse filme. Ela também faz só uma ponta no segundo, né? Mas a primeira coisa que eu pensei, porque ela tem uma capacidade tão grande, esse filme tem uma capacidade tão grande de em um segundo já colocar a gente naquele clima, coloca a gente naquele universo, coloca a gente naquele humor e nesse estilo do que o filme está construindo.

E eu olhei pra ela nessa cena e ela tá tão engraçada, assim, meio que toma conta daquele espacinho que ela aparece. E daí eu fiquei pensando, né, que hoje em dia tem esse lado positivo, é claro que é bom, que o Brasil tá na moda, que as pessoas estão vendo mais filmes e tal, mas que tem uma geração de cinéfilos e fãs do cinema brasileiro, gente que tá chegando no cinema brasileiro, que eu fico um pouco com pena que eles colocam a Fernandona nessa caixinha de uma grande atriz.

solene, que só faz grandes papéis e papéis dignos de Oscar e tal, sendo que pra gente que sempre conheceu ela, sempre viu novela, sempre viu esse tipo de coisa dela, ela é muito engraçada, ela é muito boa, ela é muito... Ela é uma atriz realmente boa. Ela é a Zaza.

É, tipo, no Twitter fala-se essa palavra, né, range. Ela tem esse alcance imenso, assim, do que ela pode fazer. E claro que ela consegue ser solene, claro que ela consegue. E eu pensei nisso, assim, na hora que eu vi ela, assim, que é realmente um tesouro, né, do cinema nacional.

É legal você falar isso porque a Fernanda Montenegro começou em rádio fazendo comédia. Até que o pessoal falava, né? Ela falava, a filha dela falava, pô, minha mãe é uma atriz cômica, né? Minha mãe começou fazendo comédia, né? Comecei fazendo comédia e tal, né?

Quando ela foi fazer o TBC aqui em São Paulo, ela fez muita comédia, etc e tal. Então ela acabou virando essa grande dama, né? É cega, etc e tal. Mas ela sempre tem muita comédia. Ela tem essa picardia, Fernanda Montenegro. Ela tem essa coisa dela. Até como ela modula a voz dela muito bem.

Guerra dos Sexos, na TV. O trabalho dela com o Silvio de Abreu, que ela fez também em Filhas da Mãe, que inclusive ela começa ganhando um Oscar, tirando o Sarlo disso, Lú de Luxemburgo. E no próprio Dona do Mundo, que a gente estava comentando antes, ela é uma trama dramática, o personagem dela tem um plot twist dramático, mas ela é meio com alívio cômico, porque ela é uma falsa madame.

Uma cafetina de luxo, inclusive maravilhosa, uma das melhores coisas da novela. Não, mas só pra finalizar essa coisa do visual, eu acho que é uma coisa que o visual do primeiro é bem diferente dos outros, de alguma forma, mas ao mesmo tempo o filme tem essa continuidade, né? Todos os filmes lidam com essa... São muitos filmes de internas, né? Inclusive o último se passa só naquele quarto, basicamente.

e os outros filmes se passam todos nesses locais parece que está sendo dividido em certos submundos, não submundos no sentido bíblico mas no sentido assim, universos menores dentro do Rio de Janeiro então tem esse universo da boemia no primeiro, tem aquela coisa burguesa do segundo, que ninguém declara muito, ninguém é muito verborrágico nesse sentido, mas a gente percebe que o pai delas é um militar que é uma...

enorme, que a menina vai para um colégio particular, etc. E o último é aquela coisa bem mais noturna, adulta, noventista, como a gente falou. Acho curioso como ele tem essas continuidades, essas repetições, que não são só repetições do estilo de Nelson Rodrigues.

mas tem uma preocupação com essa unidade do projeto, embora, assim como o Frank, eu adore o primeiro curto, e o filme, eu não digo que ele vai caindo pra mim, porque eu ainda acho o terceiro melhor que o segundo, mas, enfim.

o que eu menos gosto é o terceiro acho que é porque eu já estava tão impactada eu gosto mais do primeiro mas eu já estava tão impactada pela dramaturgia do segundo por tudo que acontece ali é absurdo algumas semanas atrás falou de presença de Anitta como é problemático todo desenrolar só que aí eu acredito que é um filme que culpabiliza mais o cara o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o

Ela é diabólica, ela é demoníaca ali, mas não sexualiza tanto. Mostra o quão ridículo, o quão absurdo, o quão criminosa aquela situação e as consequências que vão ter para todos. Eu gosto muito de como esse segundo filme é muito em close, ele é muito fechado, muito claustrofóbico.

usando muito verde da casa, o vermelho, que são essas cores que somam muito fortes. E aí tem o corpo dela ao redor de velas ali. É muito pesado.

e é a história que eu mais lembro eu acho que é porque a Ludmilla Dyer era atriz da Malhação e ela fez Carlota Joaquina era uma atriz que ela fazia muito cinema no início da carreira hoje em dia ela continua trabalhando com cinema, mas eu acho que ela não atua mais, ela trabalha mais com produção e direção, talvez o Frank possa dizer melhor, mas era uma atriz muito, era a Joana da Malhação, gente, né?

inclusive uma das melhores temporadas adoro então eu queria que vocês falassem desse segundo curta o Diabólica, como ele é construído e qual a percepção que vocês tem, e é um curta tem Francisco Cuoco, tem a Fernanda Torres de novo, Daniel Dantas e Jorge Dória Jorge Dória é bem elenco forte

Eu gosto que ele tem essa coisa do... Não sei se foi você, Camila, falou dessa coisa do... Foi o Diego do... Ah, não, foi o Frank, do pecado, né? E depois assim, o filme diz com essa ideia de, tipo, ele tentado por essa menina e tal. Acho que tem essa problemática, assim, né? Tipo, fica bem claro, a gente não precisa nem pensar muito nela, né? Mas em comparação com Presença de Anitta se sai muito melhor, né? Como a gente falou.

Mas eu gosto que o filme lida com esse subtexto religioso o tempo todo também, como se ele estivesse sempre atormentado. E eu acho que é um subtexto que vem também nos objetos ao redor dele, na forma como o filme se coloca. E daí eu acho que realmente, por esse lado, eu acho ele mais interessante mesmo. Você falou das velas, como se ela estivesse num altar ali, o jeito que ele carrega ela.

A casa que ela mora é uma casa imensa, toda verticalizada, parece uma igreja, muitas vezes. Aquela cena que ele fica esperando que ele tá sozinho com ela, que o pai delas fica doente. Ele fica lendo um livro de imagens religiosas, então o filme tem essa presença. Então acho que é um filme bem intencionado nesse sentido de construção cênica ao redor desse tema.

Apesar de eu não... Eu acho tudo meio enfadonho, assim, essa relação e como essa relação se desenvolve, esse personagem. E eu acho que a Ludmilla Dyer não tá tão bem, assim, né? Tipo, eu não acho o Terceiro Curto é muito melhor, um grande filme.

Mas eu acho que a Dica Moraes me interessa mais assistir do que a Ludmilla Dair nesse sentido, no que cada uma está fazendo nos seus momentos ali. Mas é interessante, assim. E eu acho que é muito esse lado do caso de polícia, né? Do Nelson Rodrigues.

No presença de reunião. No presença de reunião. A gente falou que o final parecia uma coisa Nelson Rodrigues. Que é quando chega o detetive, vê os corpos e tenta resolver e tal. E daí é interessante esse lado. Inclusive pelo papel do Francisco Coco. Que é quase como um...

O personagem está navegando nessa história Quase como a gente Enquanto espectadores tentando compreender Esses detalhes É isso, o Francisco Coco É uma criatura mitificada Da história, da dramaturgia brasileira Quando eu era criança Eu via o Francisco Coco Eu achava ele das coisas mais horrorosas Que eu já vi na minha vida Eu achava ele um ator De quinta, não De trigésima categoria Obrigado

o editor deste podcast vai concordar com você que ele é um dos atores que ele mais odeia então Camila, aí o que acontece só que a gente cresceu com isso, né não, mas o Francisco Oco foi o astro e foi o Carlão do Pecado Capital que era basicamente as interpretações memoráveis dele, vamos dizer assim né

Só que é isso, eu não era nascido em uma das duas novelas, entendeu? Mas imagino que são dois personagens. Imagino não. As duas novelas já tiveram remakes, né? Então, eram personagens meio cafajestes, né? Um é um charlatão, o outro é um taxista meio... Antioio, né?

É, antir-heróis. Então eu acho que talvez isso coubesse no Francisco Oco. A fase que eu peguei o Francisco Oco, ele já era um galã estabelecido e eu acho que mocinho de novela é uma coisa muito complicada. Mocinho, mocinha, enfim. E eu acho que ele definitivamente não conseguia fazer isso. Quando eu vi traição e gêmeas, porque ele também tá em gêmeas, aí eu falei, ah, era esse Francisco Oco.

que as pessoas falavam, que era bom. Porque ele realmente, pra mim, eu lembro que a minha cabeça, o Gêmeas, foi tão impactante a presença dele que eu falava mais sobre ele do que da Fernanda Torres, na época. Porque pra mim era isso, a Fernanda Torres, eu já...

Eu já via comédia da vida privada, terra estrangeira, já tinha visto isso tudo. Mas pra mim, ela era uma grande atriz e tal. Francisco Cuoco era o oposto disso. Era uma pessoa péssima e que eu tava vendo trabalhar bem pela primeira vez. Então, traição me traz isso. Eu acho que o Cuoco, tipo, casa muito bem com Nelson Rodrigues. Acho que é um encontro de alma.

Agora, a despeito de eu concordar com a Camila de que eu acho realmente o segundo episódio melhor do que o terceiro, o segundo episódio tem um problema que os outros dois episódios não têm, que é, acho que foi o Vincent que falou isso, sobre a gente ter crescido de alguma maneira, nossas gerações, assistindo Nelson Rodrigues no Fantástico.

E o Nelson Rodrigues, eu tenho certeza absoluta que Traição é inspirado no A Vida Como Ela É. Foi aquela série que durou, sei lá, um ano no Fantástico. E, cara, o episódio de Diabólica do Fantástico é extraordinário. Com a Gabriela Duarte, né? É a Gabriela Duarte. Com a Gabriela Duarte, né? É clássico, assim.

Gente, ela falando, olha o meu peitinho. Eu nunca mais vou esquecer essa cena. Eu vi esse filme hoje pensando, eu já vi essa história. Será que eu já vi? Sim. Eu acho que é um dos episódios mais famosos. É um dos episódios mais famosos. E cara, ele tem um tom completamente diferente do traição.

Ele é solar, ele tem uma coisa meio... É isso, luz estouradona. Eu acho que era até uma tradição do próprio A Vida como ela é. Lógico, tinham vários episódios noturnos e tal, mas esse episódio era um desses que a textura estava mais para o primeiro pecado do que para o diabólica de fato. E sim, é isso. No fim das contas, eu acho que tem para gostar e para elogiar nesse episódio todas essas referências religiosas que o...

que a direção coloca, com todos esses elementos. A própria, a forma como ele filma os espaços, sempre meio que de baixo para cima, no contraplongeio. Sempre querendo dar uma grandiosidade, não apenas para aqueles espaços, como para tudo o que estava acontecendo.

do tipo, isso tudo é muito maior do que esses eventos então eu acho que isso é muito interessante mas pra mim além do fato da Ludmilla Day realmente não ser boa eu acho que, lógico, a coisa mais interessante da escalação dela, ela era realmente uma menina menor de idade tanto que nada aparece no filme enquanto que no episódio da vida como ela é, a Gabriela Duarte bota o peito pra morrer mesmo sim

na hora que ela fala, e essa cena nem tá no traição enfim, é isso, eu acho um episódio esteticamente lindo eu acho vocês falaram muito da Fernanda acertadamente falaram da Fernanda hoje no primeiro episódio e sabe, eu acho que a Fernanda Montenegro tá muito bonita no segundo episódio sim

muito a cena no final, quando ela começa a gritar eu tenho um amante e ela tá chorando ainda assim ela tava muito bonita gente, como eles eu acho que é porque no último episódio ela tá meio jacutinga e no

e no primeiro episódio ela tá meio Dora eu acho que nesse segundo episódio ela é isso, como o Diego falou ela tá classuda tá elegante, bem maquiada bem penteada, eu fiquei olhando e falei gente, que mulher bonita e eu acabei de rever a falecida vou dar um spoiler pra vocês, porque é um spoiler só pra vocês pros ouvintes do Sábado Série Legenda não é spoiler

o episódio do dia seguinte da gravação da gente do Tudo é Brasil tenha falecido. Então, acabei de ter falecido. E isso me chamou muita atenção, isso que o Diego falou. Porque é isso. Tem muitas cenas da Fernanda andando pelo subúrbio, da Fernanda Montenegro. Isso tem muito no Primeiro Pecado. Então... E aí

espelhamento é muito legal. O cabelo delas tem um movimento parecido e tal. Enfim, mas é isso. Como o Diego falou no início, até não sei se o Diego já foi o Vincent que falou isso, que é um filme com pessoas reais.

Pedro Cardoso, e que a gente não vê mais. Vincent, também desculpa te corrigir mais uma vez. Esse é um filme que a gente não vê mais no sudeste sendo feito. A época do Traição é uma época que não existia um cinema...

sem fronteiras no Brasil então hoje em dia há muitos anos a gente vê filmes protagonizados por, sei lá Maiev Jenkins e Nashi Laila pra falar de amor plástico barulho ou Irandir Santos e o Marcelo Acartar

Então, tem uma brasilidade que realmente... Inclusive que foi importada pela Globo, porque essas pessoas todas foram para lá na Globo, né? Mas realmente nessa época era apenas global. Então, você tirar essas pessoas, que não eram galãs, né? Pedro Cardoso... Tipo, eles não pegaram o Tony Ramos para fazer um dos protagonistas, não pegaram o Tarcísio Meira para fazer um outro protagonista. Tarcísio Meira, né? Sim!

Não tem nem a Cláudia Abreu, né? Que era a esposa do Fonseca, né? Sim, sim. A Cláudia Abreu é a voz de telefone do terceiro filme. Falei, gente, a Cláudia Abreu já tá no filme. Enfim. Eu pensei, será que ela poderia fazer o personagem da Drica, né? Podia, podia. Se bobear, teve algum conflito de agenda, alguma coisa assim.

Mas enfim, o Daniel Dantas, cara, é uma pessoa que pra mim é chocante, porque aí, pegando mais uma vez o sistema de novelas, né? O Daniel Dantas, até onde eu sei, tem um protagonista na TV, acho que na história dele, que foi quando ele fez o vilão de Ciranda de Pedra.

Sim, sim. Uma coisa da curva, né? Sim. E eu falei, eu lembro quando saiu essa escalação, eu falei o Daniel Dantas é o vilão protagonista da novela. Marido do Ana Palaroso, né? Era. Eu falei, gente, não, tá meio errado isso. Vão trocar até a estreia. Essa escalação tá errada, não vai sair isso. E ficou. E ele é excelente ator. E ele tá muito bem. É isso.

São pessoas com essa cara brasileira que sempre estiveram na TV, mas que eram colocadas... Pedro Cardoso era um comediante, uma pessoa que sempre fez comédia. O Daniel Dantas, quando ele conseguia um papel muito grande, ele era o cunhado do protagonista, o melhor amigo. Ele era muito bonzinho, né? O bonzinho é o cara meio trouxa. Sim, eu lembro.

Estou fazendo uma digressão horrível. Mas eu lembro que quando o Marcelo Serrado saiu da Globo, ele falou que ele queria, assim, no início dos anos de 2000, que ele não aguentava mais fazer o mesmo papel. Por isso que ele estava indo para a Record. Aí ele foi para a Record, eu não sei quantos prêmios, né? De melhor ator, fazendo os vilões todos que ele fez da Record e voltou para a Globo para fazer o Crow. E eu lembro quando o Marcelo Serrado falou isso, o que me veio na cabeça era o Daniel Dantas.

Eu falei, é isso, o Marcelo Serrado não quer ser o novo Daniel Dantas, está certo.

porque eles faziam personagens parecidos, tipo era sempre o cara que era apaixonado por alguém, mas ninguém ligava pra ele, entendeu? que não sei o que, enfim e o Daniel Dantas maravilhou, é isso um outro cara

o de protagonismo para Daniel Dantas, além do Pequeno Dicionário Amoroso, provavelmente eles beberam dessa fonte também, o Pequeno Dicionário Amoroso tinha sido um hit taço no Brasil, e aí pegaram esse homem, esse herói romântico super improvável e botaram ali no filme.

fazendo o personagem principal dessa história, né? O cara que é, ele tem que andar nessa linha aí. Será que ele está sendo seduzido pela menina? Porque isso não existe. Mas, assim, ou será que ele está gostando de estar entre as duas, né? E a Fernanda Torres com a franjinha, assim, muito para colocar esse contraste da Loura, da Morena. A Fernanda Torres não tão exuberante quanto ela está no primeiro filme, mas eu acho, assim, a fotografia, esse uso de sombra, belíssimo.

E aí

Eu gosto também como o filme tem esses objetos que eu falei religiosos e tal, e essa coisa de como os objetos às vezes vão dar um tom concreto nas ilusões dessas pessoas. E tem uma cena que a... Acho que a primeira cena que a gente vê a irmã dela, que eles acabaram de pedir ela em casamento e tal, e ela olha para a irmã e a gente vê ela...

Uma criança super... Tipo, toda vestida de boneca, com um triciclo do lado dela e tal. O filme tem cheio desses detalhes, assim, que eu gosto também dessa parte. Tem uma coisa, assim, eu acho...

porque, principalmente, esse é o meu favorito, o que eu mais gosto, o Diabólico, assim, é o meu favorito, e muito, porque eu acho que Claudio Torres, tem essa foi um projeto de família, né, do Claudio Torres, que é a irmã dele, que é atriz do filme, a mãe dele é atriz do filme também, e é um dos primeiros créditos da Fernanda Torres como escritora, que ela, como ele voou.

o curta adaptação desse do filme, né, do Diabóica, com o Marcos Acarias, que é um roteirista de várias coisas, né, que ele é um roteirista do primeiro episódio, o Corta os Pontos dirigiu, e foi roteirista recentemente do filme lá do Motel Destino, do Carinha Nuz, né, é um roteirista que...

que tem larga participação do cinema brasileiro, no áudio visual brasileiro, roteirizaram ele, o Claudio Torres, e a Fernanda Torres. E aí a Fernanda Torres, antes, ela já tinha roteirizado, junto com vários outros roteiristas, um filme do Rui Faria, se não me engano, que era...

com licença, eu vou à luta. É um filme que a Marietta Sevel também roteirizou, mas era uma coisa mais de brincadeira. Ela foi falando de roteir em coisas, assim, tipo assim, ela foi pra dar sugestões da personagem dela, tipo, pra inventar coisas da personagem dela, tal, não sei o que, e acabou sendo acreditada no roteiro. Mas ela sempre teve esse interesse em escrever e tal, e ela acabou escrevendo coisas por mão, né?

Até que o Redentor também nasceu disso, né? Eles trocando histórias, etc. Depois ela faz o roteiro do Redentor com o irmão, assim, né? E aqui foi um dos primeiros experimentos disso com eles dois. O Carlos Torres eu sempre achei um diretor interessante, apesar de eu não gostar tanto...

assim, da maioria dos filmes dele, mas acho que ele está sendo diretor pop brasileiro, assim, sabe? Fazer um cinema pop brasileiro meio intenso. Até que o Redentor é um filme que eu gosto bastante, porque é um filme muito esquisito, muito bem comprometido, essa esquisitice do filme, sabe? Essa coisa de ser grande, grande eloquente, de pegar o Pedro Cardoso, o Miguel Palabé e fazer eles serem papéis fora da comédia, mas que usam o teor da comédia dentro do filme, e de ser essa coisa meio de fantasia.

e Crônica Caioca, e essa coisa de épico brasileiro. Eu gosto muito do filme, sabe? E o Homem do Futuro eu acho interessante. Não é invisível, eu não gosto tanto, mas enfim, foi uma tentativa aí. Então, acho que até no recente deles, Os Velhos Bandidos, eu sinto que ele está fazendo essa coisa meio popzona brasileira, sabe? Fazendo um cinema de gênero brasileiro. Eu gosto como esse filme vai precisar do terror mesmo. Quando a Ludmila dá, ela faz aquilo de fingir que ela foi agredida.

A cena é feita como se ela estivesse sendo possuída, né? Pelo demônio. Era uma coisa meio possessão, né? Possessão total. Possessão total, assim, né? E aí tem aquela coisa, tipo, a Invar, não sei o quê. Gosto muito do Jorge Dória. Fazendo o típico papel do Jorge Dória. Que é o velho bonachão. Meio mau caráter, assim, né? Tipo, você é uma chata, Dagmar. Você é uma chata.

chato. Eu vou assumir essa cura muito bem. Essa impostação. Ele também é um ator que cai bem na impostação, né? Porque ele sempre tem esse tipo de comédia, assim, né? Muito impostado, uma coisa quase caricata, né? Um ator que também está aí há muito tempo, né? No assalto tem pagador e faz o policial que é semi-honesto, assim, o pagador de polícia brasileiro é o cara mais ou menos correto, assim, digamos.

Mas é um cara que faz o pai repressor, né? Um pai que adora uma filha, né? Adora uma filha completamente, despreza outra, claramente despreza outra filha, né? E adora outra filha, não sei se é um pai mega agressivo. E no final tem aquilo que ele sobrou que o cara foi povo da esposa a vida inteira e que a filha que ela foi queridinha dele não é a filha biológica dele. E a gente sabe bem ter a gédia rodriguiana mesmo, assim, né?

Então eu gosto muito dessa... E acho que eu não fui proposital pegar ele pra ter um contrário com o Coisa Janito, mas acabou tendo, né? Porque logicamente que toda essa coisa de você ver uma menina de 13 anos e você surtir dúvida se aquela relação...

Não é uma relação, obviamente, de abuso, como unicamente é aquela relação, né? É unicamente uma relação de abuso. Se você tratar essa personagem como uma personagem diabólica e bilanzinha, isso é muito problemático. Mas eu acho que, por mais que tenha essa problemática, acho que ele acaba escapando do lugar de mostrar o quão aquelas relações são deformadas.

um todo, assim, né, assim, de como todo aquele espaço, essa burguesia específica, né, é uma coisa muito amagocada, tipo, da irmã agradecer que o noivo matou a esposa, do noivo ser um cara, tipo assim, né, que é um cara bobo e que acaba se revelando um assassino, demente.

Parece que o delegado é a única pessoa que consegue ver como aquilo é, de fato. O pai é abusivo e também negligente. Aquela senhora elegante que acaba, tipo, enlouquecendo e acaba expondo os segredos dela. Eu gosto dessa loucura que vai tomando por isso. Acho que os atores são muito boas.

são muito bons, e até a artificialidade da última ideia, acho que acaba funcionando um pouco esse cenário artificial, assim, que o Claudio Torres e o Bruno Silvira exploram um pouco. O Daniel Dantas, acho ele fantástico, ele é um ator que acho muito desestimado, acho que ele merece ter uma carreira muito melhor do que ele tem, de papéis melhores, eu amo o pai dele também, acho o pai dele espetacular, o pai dele é fantástico.

O pai dele é incrível. O pai dele é um viajante do Saraceno, dá um show, sabe? Então, acho maravilhoso. Uma coisa do Daniel Dantas que eu queria falar é que uma vez eu estava no Festival de Curitiba, eu acho até que o Frank estava nesse dia, e daí no festival teve uma festa, um rolê no último dia de festival, no olhar do cinema.

E ele nem estava como júri, como nada Eram outras pessoas Não estava com filme, nada E do nada surgiu o Daniel Dantas no meio daquela festa Que eu acho que foi no Teatro Guaíra E eu já tinha Bebido algumas cervejas E eu pensei, vou lá cumprimentar O Daniel Dantas, falar que eu sou muito fã dele Eu fui fazer isso, eu mal lembro Dessa interação, mas eu fiquei muito feliz De ter feito, foi um grande momento Na minha carreira de crise Eu me senti

Vicente faz interações com famosos, né? É verdade, é verdade. Numa dessas, a gente conheceu a Lee Johnson. Exatamente. Caraca, eu amei tanto esse dia. Assim, eu só vi a foto e a cara... O Vicente tá rindo tanto na foto, assim. Cara, é muito bom.

É a melhor foto que eu já vi, assim. Vocês têm mais alguma coisa pra falar desse segundo filme ou podemos partir pro terceiro? Só ia falar que a Ludmilla Daya eu lembro que realmente teve essa época que a Camila falou que ela tava em alta no cinema brasileiro, né? Então tá aqui. Não só com a Joaquina, mas eu lembro muito do vida de menina com ela. Eu não revejo faz anos.

Mas que eu lembro de eu adorar esse filme, assim, né? Eu vi também a exibição no Canal Brasil, assim, que ela é a protagonista absoluta do filme, né? Porque antes, ela era narradora do Carta Joaquina, aparece no comecinho do filme, com uma carota mesmo, aqui é um segmento só.

E aí também, ela falou... E aí, no Vida de Mim, não é um filme só dela, né? Da Helena Soubera, assim, né? É um filme só dela, né? Eu lembro bem desse momento. Acho que foi antes até dela se lançar mais na televisão, porque ela fez uma agação. Lembro dela no Senhor do Destino. Ela fez Senhora do Destino. Senhora do Destino, ela era a namorada do Giovanni Prota, né? Eu lembro disso, né? Aí era, nossa. Paizinho, paizinho. Aí que eu não falava assim, paizinho.

Coisa do Agnaldo Silva, né? Que depois teve o Império, né? Que fez essas coisas também. Coisa muito bacana com a Marina Rui Barbosa depois. É, exatamente. Cara, então, a personagem Ludmilla Dairaí ela é filmada em alguns momentos que ela me lembra a Marina Rui Barbosa fisicamente. Não sei, assim, foi uma coisa que eu fiquei pensando, assim. A personagem dela é Império, né?

Que era Seat Child, né? Interessante você falar isso, porque acho que tem esse fator problemático do Kurt e tal. Mas acho que tem uma coisa interessante, que eu acho que ele filma tudo de um jeito tão fúnebre, terrível. É, tipo, o rosto, tal, não sei o quê. Que nunca cai num negócio de uma fertilização barata, sabe? Daquela figura feminina, sabe? Então acho que isso é interessante.

É como vocês falaram, eu acho que ele tá dizendo o tempo todo na maneira de filmar como aquilo tudo é muito errado, entendeu? Tipo, muito antes de se concretizar, não tá legal. Entendeu? Do tipo, gente, nada disso aqui é bom, não pensem que é bom. Entendeu? Porque é o que vocês falavam sobre Presença de Anitta. Presença de Anitta é uma história de amor, de aventura e de magia, né?

É onde a morra tem que ter magia, exatamente. Realmente, magia mesmo, é cigana nossa. Sim, a boneca da cigana que falava, só lembro disso, a boneca que falava. A conchita nossa. A conchita, isso.

Mas tem realmente isso de focar no Toze. Aí a gente vai para o terceiro filme que é protagonizado pelo Alexandre Borges, que talvez seja o mais próximo que a gente tem do ator mais padrãozão de novela. Apesar de que ele sempre foi coadjuvante. Ele é sempre o coadjuvante galã, meio cafajeste. Essa época ele estava prestes a fazer a novela do Maneque.

É, Laços Família, né? É, verdade. É, o Alexandre Bosch dele surgiu na manchete como protagonista de uma novela chamada Guerra Sem Fim. Uma novela que bombou e foi aí que ele conheceu a Julia Lemens. Eles eram os protagonistas da novela. Então ele era protagonista dali. Quando ele foi pra Globo, se eu não me engano, ele foi pra fazer a próxima vítima. E ele era namorado de uma das irmãs Ferretti.

Aí depois a Globo botou ele numa novela como protagonista. Mas a novela foi um fracasso tão grande e era tão ruim que eu acho que a Globo nunca mais assistiu. Que era Quem é Você? Uma novela medonha e extérima. Que ele era um homem envolvido com duas irmãs, que eram a Elisabeth Savala e a Cássia Kiss. Nossa senhora, que loucura esse castinho.

Ele falou quem é você Eu confundi o Caricorô Porque eu pensei na Cristiane Tarloni Fazendo gêmeos, mas é Caricorô É quase a mesma época, Camila É a mesma época Era estética E era isso Novela loucura Ele nunca mais foi protagonista mesmo Mas fazia esses Ah não, ele foi protagonista de Titi Quando ele fez o Zac Leclé Mas ele era muito Doii thought

Ele sempre tem uma coisa assim de ser meio alívio cômico, tirando Celebridade, que era um personagem bem pesado, assim, né? Cara, então... De uma característica forte, né? Sim, Celebridade, ele não é cômico. E tem uma novela que é uma novela que eu defendo até a morte, que as pessoas picham muito e eu gosto muito, e que o personagem dele não é um alívio cômico, é Caminho das Índias, que ele faz aquele homem que morreu. O cara do Caudori, né?

Entendeu? É. Um dos que adora e vai lá pra Índia, perde tudo, porque é a Letícia Sabatella que rouba ele, né? Letícia Sabatella dá o golpe nele, sim. O golpe nele, o homem vira mendigo, que não sei o quê. Eu acho essa novela muito boa e o Alexandre Bosch está muito bem na novela. Mas é isso, a Globo meio que se chamou que ele era... É isso, esse personagem alívio cômico, né?

protagonista cômico das novelas. Ou tipo o pai cego, ou o pai cego de um desligado, uma novela, de uma das mocinhas. Agora é fazer pai de galã, pai de mocinha. Já não tem mais idade disso. A Globo já nem tem mais galãs de mais de 50, 60 anos. A gente é de uma infância, é isso. A gente fala hoje dessas coisas de presença de Anitta,

O Filho da Zinha de Anitta era uma coisa normal na Globo, né, gente? Tipo, em todas as novelas eram isso. Era um homem de 45, 50 anos fazendo papo com uma menina de 20. Era simples assim. Eu tô vendo O Beijo do Vampiro e o Tarcísio. Ele é o galã. Galã não, ele é o protagonista meio vilão que é apaixonado pela Flávia Alessandra. Flávia Alessandra é filha da Glória Menezes.

Uma novela com quem? O Beijo do Vampiro? Alexandre Borges. Alexandre Borges. Ele é o meu sacadão. É mais próximo. Mas ele é a namorada da Debra Seca. Mas ele é tipo o quarto protagonista da novela. O Beijo do Vampiro tem muitos protagonistas. Tem muito. Julia Lemaitz fazendo a vampira cega. A Morta. Clássico. Caíque Brito.

Eu acho, é engraçado, com o Achander Borges, eu achei ele excelente, né, nesse público. Eu achei muito bem mesmo. Não, ele tá muito bem. Ele é tri, Camorais, muito bem, né. E acho que ele é uma... Todo mundo aqui gosta muito de novela, assim, né. A Inglaterra tá gravando com o Frank, né, que gosta muito de novela também, o que é legal.

É bem louverístico. A novela, ele tem um lado, às vezes, né? Lembra até do Tati Meira falando isso, antes, obviamente, de morrer, né? Tipo, a novela, às vezes, estagna alguns atores em alguns lugares, né? Os atores não conseguem sair um pouco desse lugar, assim, né? O próprio Tarcísio, né? Ele teve a oportunidade de sair, né? Vai pro Beijo do Vampiro, ele faz um galã cômico, totalmente cômico e tal, não sei o quê.

Mas, pensar, o Assis era toda muito boa, né, Diego? Porque fez a muralha, fez o Beijo no Vampiro. Ele tava vindo daquela pátria minha, que ele tinha sido vilão também. Então, foi uma época da carreira dele, onde as pessoas decidiram. Não, não tem mais como negar que o Assis é um grande ator. Então, ele começou a fazer uma coisa e traz a outra diferente, né?

É, uma coisa legal, né, eu acho que muitos desses atores, né, tipo, que tem esse Star System, né, assim, da televisão, quando eles iam pro cinema, pro teatro, eles estavam fazendo uma coisa mais ousada, né, pra desafiar um pouco a coisa deles na televisão. Então, pra vocês, pô, tem estudo com o Gabriel Rocha.

Ele fez o filme mais experimental do Gabriel Rocha, que era da Terra, assim, com o mais maluco de todos, assim, né? Ele fez o marginal do Carlos Manga, assim, né? Rebocou com os assassinos. É, Rebocou fez o peixe no asfalto, onde ele beija o menino da turraca, sabe? Então, temos um...

No auge do sucesso dele. No auge do sucesso, né? Então, pô, Papéis Aousados, acho que eu vou ter um pouco aqui disso. Obviamente que, tipo, o Ashley Borges é um ator que tava começando ainda muito, mas já era conhecido, né? A Dica Moraes, ela era uma atriz que acho que tava ficando conhecida também, quando saiu em 98, que é o mesmo ano que a protagonista na novela dela largou, como protagonista, que é uma vez, assim, né?

E ela vem de Chica da Silva, né? Chica da Silva foi um fenômeno, né? E ela foi muito drogada, Chica da Silva tá fantástica. Então eu acho legal ver essas caras novas, né? Essas caras frescas, assim, né? Eu acho legal o culto até ter um pouco essa coisa... Ficou meio manjado, né? Falar caro intinesco, né? Mas o culto até é uma coisa caro intinesca, né? Sim. E o culto muito forte, né? Assim.

eu acho que tem eu peguei essa história do Alexandre Bosch porque tipo, o Alexandre era isso, eu acho que ele estava o Alexandre Bosch nesse momento o limiar de se tornar esse ator cômico mas ainda não tinha acontecido ele era considerado um homem bonito acho que nessa época

eu acho que a picardia que é do tipo ele é o traído, e ela trai ele com quem? com o diretor do filme eu acho divertidíssimo essa sacada eu acho divertida mas é uma das poucas coisas que eu gosto desse filme, realmente eu tive muitos problemas foi o curta que eu fiquei mais cansado assistindo me assisti e falei, nossa isso não chega ao fim, meu Deus

É, foi o que eu menos me envolvi com a história, assim, de... É interessante o que ele faz visualmente, de encontrar a parte externa dele se conhecendo, né? No sol, no rio e a parte fechada. Mas é meio que não é muito preparado. E, pra mim, a única coisa que segura mesmo esse curta, que me faz me interessar um pouco, é porque ele tem um texto bem engraçado, assim, nas interações dele com a Adrika Moraes, assim, principalmente.

Mas é algo que vai entrar um pouco tarde até no Curta, né? Quando o Curta começa realmente a explorar mais e tal. E ele começa num tom que parece diferente do que ele vai se tornar, né? Aquela cena inicial com a Fernanda Montenegro ligando pra polícia e tal.

E ele fica meio até confuso pra mim, assim, de o que que tá acontecendo, quando aconteceu. Porque parece que ele não tem muita certeza do tipo de coisa que ele tá querendo fazer, assim, pra mim. E ele é muito diferente dos outros dois, né? Muito diferente. Sim. É engraçado que os dois...

Os três, eles têm uma unidade, ó, lógico, tem essa coisa rodriguiana, etc e tal, é, é, é, coisa carioca, mas o, o, o terceiro é o que vai mais pro lado muito, uma coisa urbana, meio pop, mais sarcástica, digamos assim, né, muito mais sarcástica, assim, né, debochado. Eu, eu acho, eu acho que as pessoas, quando rolaram o filme, acharam que era esse o curta que ia levar as pessoas pro cinema, entendeu? Uhum, uhum.

A gente falou, acho que foi o Diego que falou de Tarantinesco, acho que é um filme que me lembra muito Guy Ritchie. É uma coisa meio Guy Ritchie. E nesse sentido de que talvez, pensando nesse curta, como um curta que encerra, e como o contraste aos outros dois, e como eles vão avançando no tempo, né, começa na década de 50, tem esse ano 60 e depois esse, esse seria tipo assim, ah, que tal momento, cinema, entre aspas, cinema moderno.

do filme e tal. Eu acho que parece que vem muito dessa ideia, né, pra mim. Sim. Eu concordo muito. Apesar que eu acho muito bonita aquela última imagem do Alexandre Borges em primeiro plano caído lá no banco do Rio.

E as crianças jogando lá do fundo, jogando futebol, não sei o que, enquanto ele tá morrendo. Eu acho que o filme tem essa... Eu acho que ele localiza bem a presença deles, bem. Tanto o Adricamolais quanto o Alachane Borges. E o José Henrique Fonseca, ele fez esse objeto estranho, que o Fred falou, eu acho muito cômico, muito esquisito, porque ele fica muito na cara que ele não é um ator, é bizarro. O que esse cara tá fazendo aqui?

É porque o filme como um todo tem umas presenças afastadas de pessoas que são atores conhecidos. Tipo, o marido da Fernanda Torres no primeiro filme é o André. É, tu também. Entendeu? Então, não é como se o filme não tivesse um suporte.

Super dá a impressão que a pessoa não foi gravar no dia. Sei lá quem, o Evandro Biskita não apareceu? Entendeu? E aí, vai quem? Ah, eu não vou ligar pra ninguém, não, gente. Eu vou e faço eu mesmo. Enfim. Mas eu acho que, no fim das contas, ganha esse contorno interessante. Por isso que eu falei, entendeu? Tipo, o diretor do filme trai o melhor amigo. Enfim.

É bacana. É, total meta. Num filme que, como eu falei, como ele é o que me interessa menos, eu vou pegando esses detalhes, como o Vincent falou, os diálogos, especificamente, eu não acho nem que, na verdade, as falas, o diálogo entre o Alexandre e a Drica sejam bons. O que eu acho que são bons são as falas da Drica mesmo. É a maneira como a Drica dá os... Obrigado.

as frases dela, entendeu? Chega num momento que ela não tá nem mesmo aí, ah, é que é mata-mata, entendeu? Ah, eu comprei fruta do Conde. É, eu adoro esse momento. Fruta do Conde, a fruta de casa. Eu queria dar...

É muito bom. É uma atriz muito bem utilizada na televisão. Acho que pouco bem utilizada no cinema. Acho que até a Drica Moraes podia ter mais. Tem pouco espaço, né? Mas ela é tão boa, né? Eu lembro que teve um momento Drica, né? Ela foi mega premiada pelo Bruno Sofichinha. É, total.

As pessoas estavam esperando tipo, deem qualquer oportunidade pra Drica, aí deram aquele papel micro, que ela tem, sei lá, quatro, cinco cenas no filme e estourou. Mas é isso, eu lembro da Drica Moraes a primeira novela que ela fez, acho que foi top model o personagem era...

do tamanho de um botão, que ela era empregada do Sérgio Thierry, um negócio assim. E ela foi fantástica, fantástica, maravilhosa, absurda. E aí virou essa estrela, né? Tipo, hoje em dia é isso, né? A pessoa que é, protagoniza, fez pérola, entendeu? É verdade. Esse tamanho.

E mesmo na TV, ela é uma atriz que na TV, nessa era em que a gente está tentando trazer esses medalhões, tentando descobrir quem vão ser os atores que vão guiar essa nova geração, ela vai lá e faz no Império, que foi interrompida a atuação dela, a Cora, e também no Verdade Secreta, a Verdade Secreta é dela. Total, total.

É verdade, né? Porque era pra ser Débora Seco ali, né? É, eu tava falando disso ontem e hoje A Débora Seco engravidou, né? Ela já tinha até filmado É uma maluquice da Globo, gente Débora Seco, mãe de Camila Queiroz Nem hoje Não, e não faz sentido pra história, né? Nenhum sentido É, saiu do errado e do certo É isso, né? A gravidez da Débora Seco Propiciou que a história ficasse certa E aí

Todo mundo ficou feliz assim, né? Não, eu já... Inclusive, quando a gente fez um podcast sobre o nosso pistinha, a gente viu várias entrevistas, eu vi várias entrevistas da Braceco, né? Pra estudar pro programa e tal. E é impressionante que ela ficou... Eu acho que esse negócio dela, no tempo de Braceco, vai entrar na cabeça dela. Porque toda entrevista ela dá um jeito de justificar. Não ia fazer isso tudo certo.

ia fazer sentido sim, porque eu podia ter tido a filha mais nova, adolescente, eu ia estar caracterizada não sei o que. É que ela ia ficar mais caracterizada pra ela não parecer tão padrãozona né, assim. Tipo, me corrijam se eu estiver errado. Ela chegou a gravar alguma coisa? Sim, parece que sim. Ela chegou a gravar? Ela disse sim, Diego. Acho que teve um dia, dois dias de gravação, acho que teve.

É, e ela já tava grávida, ela não tinha vontade de ter uma parada assim. É, eles faziam workshop, né, antes também. Mas, assim, é Dricka Moraes, maravilhosa. Ela teve os problemas de saúde, mas acho que tá bem hoje em dia. Tá bem, eu já vi Dricka no teatro várias vezes. Eu vi uma peça dela com a Mariana ali. Que presente. A nossa. Que era sensacional. Imagina, imagina. Nossa, que presente, que maravilha deve ser.

Essa antologia, eu acho que sempre é muito tipo como um portfólio dos diretores da conspiração, né? Tanto é que um dos únicos fundadores que não participou desse curto é o Ura Buarque de Holanda. E ele é primo do Chico Buarque. Ele dirigiu aquele filme, Ah, eu não sei o que é de segredos, que tem o Lávaro Ramos e a Arine Moraes. Nossa, o vendedor de passados.

Vendedor de passado. Que filme horrível. Que filme horrível. E ele também dirigiu o primeiro filme do... Nossa, que horrível ele falar isso. Ele dirigiu o primeiro filme do Paceto do Planeta. Que horrível. Então, ele... É o...

O filme não tem ele, mas tem os outros fundadores da conspiração. Logo depois, outros nomes, tipo o Andrusha e tal, se juntaram a ele e tal. Pessoas que estão aí até hoje. Vocês acham que, olhando para esses três diretores, o Arthur Pontes, ele acabou não desenvolvendo muita carreira. Ele fez um filme que chama Pode Crer. Então foi um adolescente e tal, assim, que eu vi em TV a cabo. Eu lembro de ser legal esse filme também, assim, né?

Eu lembro que ele fez um episódio daquela série Mnubrac, que quando ela teve a cabo, foi um pouco no Brasil, era uma... Foi um grande... Era uma cinema, né? Foi uma coisa... Era HBO, né? É HBO, assim. É pra época que... O Arcos Palmeiras saiu da Globo, né? Pra fazer série HBO nos anos 2000. Isso foi muito...

Foi uma coisa ousada, né? Eu lembro dessa, lembro daquela briga que cruzou o carnaval, que na cabeça é óbvia. A gente viu o carnaval, que bombou também. Bombou também, assim, né? Então, é um caso envolvido nisso. O Arthur Contes fez um filme recente que acho que o Carbone viu lá para o Tudo é Brasil, que é com a Fabíola Nascimento, não lembro o nome agora. Horrível. Uma mulher sem filtro. Uma mulher sem filtro, isso aí. Horrível.

desenvolveu uma carreira, né, como diretor. Mas esse filme é de encomenda, tal, não sei o que. O Claudio Torres dá pra dizer que ele desenvolveu uma carreira, né, no cinema pop. O José Rígis Fonseca, ele fez O Homem do Ano. Eu gosto muito. Eu gosto muito do Homem do Ano. Não gosto muito do Eleno, que ele fez depois, que eu já acho meio qualquer coisa. E aí, ele também era envolvido na série do Madreca, porque ele também é o Neco Baby, ele é filho do Rubens Fonseca.

o filho do Roberto Sonseca ele teve anos envolvido com aquele filme das empreguetes quando ele era casado com a Claudia Abreu do Jerry Chaves nunca saía, nunca saía, acho que nunca vai sair esse filme inclusive o cachorro a roteirista do filme é a Patrícia Mello que é uma escritora policial também não sei o que que é tipo, uma das discípulas do Roberto Sonseca então ele era dessa turma juntava esse pessoal

Você acha que esse filme, ele apresenta, tipo, pro cinema brasileiro, essas pessoas, elas conseguiram desenvolver uma carreira interessante? Ou você acha que morreram na praia mesmo? Umas morreram, outras não, assim, né? Outras ficaram por aí mesmo, assim, né? Além de várias outras pessoas, estavam por trás dos bastidores, né? Tipo, a Carolina Jabula, ela é uma das centros desse filme. Hoje em dia, é uma das principais diretoras do Brasil. É, o Breno Silveira mesmo, que é o fotógrafo, como você falou.

O Breno Silveira talvez tenha sido dessa época, né? O maior... Pô, o que ele faz aí... E eu gosto muito dos Filhos de Francisco. Eu gosto demais dos Filhos de Francisco. É o melhor filme dele. O melhor filme dele é uma pena se ele morreu de forma muito inesperada e precoce. É precoce. É um cara que faz esses melodemas brasileiros, né? Aqui é de outro filme do João Miguel. É bem bom também, né? Eu gosto.

e ficou meio especializou nisso, esse tipo de filme com certeza mas vocês acham que é um panorama interessante dessa época do Brasil? como é que você? Diego, eu acho que foi Vincent que falou isso que na verdade eu acho que o filme é mais um painel de apresentação da conspiração eu acho que a conspiração durante um bom tempo ficou meio que marcada por uns projetos parecidos com esse sim

entendeu? Os filmes do Cláudio Torres, por exemplo, eu acho que eles têm todo meio que o mesmo formato, entendeu? Homem do Futuro e A Mulher Invisível, eu acho que eles têm uma coisa ali que remete à conspiração. Eu acho muito ruim aquele, tipo, você ter o meu amigo, a mulher que teve o meu amigo, a mulher do meu amigo, acho que é isso. A mulher do meu amigo, esse é o teu. Esse é muito ruim, mas continue, Francisco.

Mas é isso, eu acho que eles têm... Eu acho que esse filme é muito representativo da conspiração. Acho que também do que a conspiração estava vindo, né? Que são esses videoclipes, filmes extremamente estetizados, né? Esses videoclipes extremamente... Onde a estética... É isso, né? Tipo, a conspiração, ela ficava por trás, geralmente, de videoclipes que tinham historinha, né? Sim. Eram filminhos. E eu acho que isso foi parar. Para eles foi muito bom. Se eles estavam vindo de...

histórias que eram condensadas em cinco minutos. Passaram para histórias condensadas em 25 minutos. Tipo, é isso. Foi aumentando as capacidades dele. Como você mesmo falou, nem o José Henrique Fonseca, nem o Arthur Fontes...

necessariamente vivem de cinema o Claudio Torres passou a década passada toda envolvida com sob pressão e com Magnífica 70 sim então é isso e cara, era um cara que estava vindo num

numa toada de sucessos de bilheteria Mulher Invisível foi muito bem Homem do Futuro foi muito bem Redentor foi um filme que ganhou uma porrada de prêmio naquele ano, enfim, era um cara que tava vindo e aí de repente ele parou tudo pra ir pra TV, enfim é complexo imaginar que esse filme apresentou três diretores

Sim e não. Eu acho a conspiração o filme tem mais a cara da conspiração do que a cara deles. É o filme de produtora, né? Vocês que já viram velhos bandidos, vocês já viram velhos bandidos, né? Quando o podcast tiver saída eu já vou ter visto, mas vocês gostaram?

Eu achei interessante o filme. Eu vou ser bem sincero. Eu achei que ia ser um filme que eu não ia gostar nada. Eu achei um filme divertido. Essa coisa da comédia de situação. De erros. Dos personagens. Eu gosto como é um filme. Ele pensava que é um filme de elenco. E o Wayne Destin é um filme de elenco.

monstros, assim, das artes brasileiras, né? A de Contora, a Fernanda Montenegro. E o contraste deles com o Vladimir Briggs e a Bruna Marquezine. A Bruna Marquezine acho fraquíssima, fraquíssima no filme, fraquíssima, fraquíssima. Mas eu acho que a, tipo, a canastrice dela me compensa um pouco dentro do papel, assim, mas ela é muito canastrona, não consigo.

E o Badminton acho divertido, acho que o filme tem boas piadas, apesar dele tem uns diálogos totalmente telegrafados, robóticos, sabe? Mas eu acho o filme legal, eu acho que o filme tem essa coisa bem que o Claudio Torres tem de dizer, o que vocês falam bem, essa coisa dessa coisa estética, né? É muito amarelado o filme, né? Muito aranjado o filme, sabe? Tipo, parece tudo, parece um comercialzão.

Uma coisa ultra, tipo, às vezes ultra é estilização pela estilização. Mas eu gosto, acho que nessa comédia de... Até falei com a Camila, me parece um pouco do Frank Oz, assim, né? Uma coisa mais... Uma coisa mais corriqueira, assim, dessa comédia de personagens que eu achei divertida, assim, sabe? Ou seja, coitada dos picaretas, né?

Ao dar as minhas proporções. Ao dar as minhas picaretas. Ai, Camila, então, o programa que já está no ar é um programa com velhos bandidos e a falecida. Ou seja, a primeira Fernanda e a última Fernanda. Foi, obviamente, proposital. Cara, eu acho o filme mais inofensivo do que necessariamente ruim. Eu vou falar.

Eu acho que é um filme, é isso, não me irrita e não me empolga. Entendeu? Lógico, tem muitos desperdícios, né? É um filme que bota no mesmo elenco, além de Bernada Torres, Eri Fontoura, Reginaldo Faria, Tony Tornado, Vera Fischer, Natália Timber, Hamilton Vasco Pereira, escolheram para pensar, gente, está faltando filme para essas pessoas. Tipo, estou vendo elas juntas, é legal, que bacana que elas estão juntas, mas eu queria um filme para elas, não um...

uma reunião, entendeu? Mas é isso, acho que vale a pena ir, entendeu? Curtir. Ah, eu fui gravar, olha isso, gente, eu tô muito envolvido com Velhos Banditos, tô falando de Velhos Banditos aqui. Fui chamado pra gravar um podcast sobre Velhos Banditos na sexta-feira, outro. E eu ia deixar pra falar lá, mas aqui a gente fala muito de novela, vocês adoram novela. Cara, eu vendo Velhos Banditos, eu só conseguia pensar numa coisa. Quando...

O Vladimir Brista estava pegando a Adriana Esteves em coração de estudante. Clássico. A Bruna Marquezine estava chorando pela mãe morta com um tiro. Isso é muito doido, né? Isso foi muito doido. E eles são um casal? São um casal, Camila. Isso é que tem essa ideia também, não é? Gente, é meio... Esquece a memória. Se eu lembrar da memória...

Eu chego à conclusão que é isso. Cara, eu penso muito nisso quando eu vejo algum casal. Principalmente quando é uma atriz que já foi atriz Mirim. Eu penso muito nisso, assim. É isso, cara. Eu tô muito doida mesmo. Eu, como pessoa do elenco, não sei se eu teria coragem de escalar. De fazer essas escalações, entendeu? Ah, quem vai fazer par com a Bruna Marquezine? Sei lá, alguém da idade da Bruna Marquezine, gente. Pelo amor de Deus.

Chess Weddy Chess Weddy ou uma atriz mais velha eu não sei, eu vou ver o filme ou isso quem faz papel da matriz é muito mais velha Camila Pitanga porque basicamente eles são tipo o casal de golpistas novos bonicai de caparões cisinense sim

É, Sidney, Stokalé, os nomes deles são exatamente, que se envolvem nessa coisa meio sub, é muito sub-Solderberg, assim, sabe? Os homens no segredo, essa coisa, pra dar um golpe num banco que rouba os velhinhos. Inclusive, essa deixa engraçado, né? Porque...

Agora que tem todas essas histórias do Banco Master e tá rolando, né? O filme acabar passando na mesma época que tem isso. É engraçado. Fazer um filme do Volcaro. Cadê? Ah, logo mais vai ter. Das mensagens dele. Mamolado.

De série, não rouba presas, coisa tudo. Mas achei que essa... Que o Francisco falou do... Do elenco idoso, de desperdiçado. Concordo muito. Inclusive, eu fiquei... Cara, o feijão do Faria... As poucas vezes que ele aparece em Rouba-Cena. Que ele queria ter visto um... O mais feijão do Faria. Que ele tá super bem. Ele tá super esbelto, assim, sabe? Ele tá ótimo.

Tá ótimo, assim, super à vontade. Eu adoro o Rogério Faria, assim, eu gosto de ver ele em cena, assim, eu adoro ele. Sou fã da família Faria, eu gosto muito. Então, eu gosto muito de ver o Rogério Faria no filme. Mas é isso, é um filme meio... É...

uma coisa passageira mesmo, né? Porque ele tem esse rosto, assim, sabe? Acho que é um desses filmes que... A Mulher Invisível, eu lembro que... Eu gosto de ser pior, assim. Mas eu lembro que tem uma coisa disso, sabe? Tipo, ah, já passou na dúvida, eu não vou tirar. Mas também não vou ver, vou pegar alguma coisa e talvez depois eu volte, assim, sabe? Uma coisa meio assim, sabe? Acho que o filme dele tem esse tom, assim, sabe? Acho que o diretor do público.

O Redentor, pessoalmente, me interessava mais. Mas com certeza é um filme que ele fez do Mundo Famã, que são muito boas. Tem umas pedras sexuais com velhos que são inspirados, inspiráveis. Momentos. Ah, uma última pergunta. Lembrei. Nelson Rodrigues, ele é atemporal ou ele não cabe mais? Ele continua sendo feito, né? Mas ele não cabe mais no mundo de hoje.

Acho que a nossa sociedade cabe sempre, né? Acho que cabe... Sempre vai ter hipocrisia, né? Na sociedade. Acho que esse mundo, acho que o mundo sempre é muito fudriguiano, né? E olha pra esse mundo com uma totalidade muito grande, né? Acho melhor que isso em todos os mundos, né?

Tipo, ajuda esses escritores, tipo, Machado de Assis, cara, esse espectro, ou demais coisas. Tipo, esses escritores que são, tipo, não é só do Brasil, né? São escritores que, se o mundo fosse mais aberto por português, eles seriam falados no mundo inteiro, né? Porque são escritores de muita potência.

Mas acho que é isso, acho que o Nascimento deles cabe hoje sempre como um lugar também de conscientização, né? Entender que ele escreveu aquilo numa determinada época, com determinados valores dele, assim, né? Que ele mesmo era uma pessoa super contraditória, fascinante, maluca.

Então acho que tudo isso é muito interessante. Mas acho que a obra dele, a força dematúrgica, a força narrativa, continua muito. Tudo falta de ver mais adaptações nos produtos do cinema. Cara, então, eu vi Boca de Ouro do Nelson Pereira do Santos, meu sentimento, e eu falei... E eu depois vi que tiveram alguns remakes, né? Porque, cara, é uma história muito boa de se continuar contando. Ainda mais agora que tá essa mania com o Jogo do Bicho, as produções sobre o Jogo do Bicho. É incrível.

Só que, enfim, né? Já esse Valadão, naquele papel, é meio imbatível. Eu sei que o Tarcísio fez também e não assisti. Teve Marco Palmeira agora, né? É, teve Marco Palmeira. Teve o Daniel Figa, né? É, Marco Palmeira. Foi caindo, né? Foi, foi. O próximo vai ser sei lá quem, gente. O próximo vai ser Caizada Du.

Bom, então vamos aos saxofones de 1 a 5. Quantos saxofones vocês não pro filme? Eu vou começar comigo. Eu dou três saxofones e meio, três saxofones uma flauta, porque pelo menos dois terços do filme me deixaram bem entretida. É, Vincent.

Cara, fazendo, sei lá, uma média, não vou fazer cálculo, não sei, enfim, acho que eu dou três saxofones. Pra mim é um filme que funciona para em pé, mas ele é muito, tem essa flutuação, assim, como eu falei, eu gosto mais da primeira história, né, que eu gosto realmente, que eu tô bem apegado mesmo à primeira. Eu acho que ele tem essa irregularidade depois, mas acho que é um filme legal, assim, não é um filme que eu diria que é ruim de mesma forma, não deve ser visto, alguma coisa desse tipo.

Frank? Eu daria três saxofones também. Eu acho que é isso. O filme, mesmo quando ele me interessa menos, ele ainda me interessa. Então, eu vou vendo ali termina numa média. Eu acho que o grande problema é isso. Para mim, é ele cair da primeira história. Então, eu acho que se tivesse continuado mantido o nível da primeira, provavelmente seriam, sei lá, quatro saxofones.

Mas apesar das três histórias me acompanhar, até porque é isso, eu adoro. É muito bizarro o filme de episódio, né? Porque eles são irregulares, tradicionalmente. Só que ao mesmo tempo, eles passam rápido, porque você tá vendo três filmes pequenos. Então a história passa rápido, você meio que não se aborrece muito. Então vou manter os meus três saxofoninhos mesmo.

Pra quem gosta de maratona série, ia ver três episódios de uma vez. Que empacador, maratona. Diego. Cara, eu gostei mais bonzinho, rodar quatro saxifones. Até estão assim. É um filme que eu tenho muito carinho, de verdade. Desde que eu vi ele na Rede Globo. Foi um filme que me marcou bastante, assim, né? E revendo ele, até hoje, eu gosto bastante. Acho que ele tem essa coisa da reconstituição, desse espírito rodriguiano. Passando por vários lugares de como você estiliza isso. Que por mais que, por exemplo, eu acho que...

Os curtas não são tão bons todos no mesmo nível, mas acho que todos me interessam bem. Por mais que uns me interessem mais, outros me interessem menos, eu sempre estou bem interessado em coisas específicas deles. Então acho que é uma antologia que não se dilui, ou muitas se diluem, mas tem, apesar dela ter essa irregularidade, ter também esse sabor mais gostoso que o Frank Riu falou.

Eu acho que ele tem esse sabor que também me faz gostar muito dele. E acho que tem esse trabalho de pensar nos Rodrigues em diferentes gêneros do cinema, em diferentes lugares e épocas. Com esse elenco que eu acho que é muito interessante no seu todo, que me pega a mãe. Então eu vou dar quatro saxofones pra traição. Então, Diego é a favor da traição. Ele deu quatro saxofones, vocês viram, né? Vamos então para o nosso quadro E se fosse uma novela?

Bom, é meio ultrapassa, né? Porque esses atores, eles estão em novelas, já estiveram em novelas, várias. A gente, inclusive, falou da carreira deles em novelas aqui no programa. Mas trazendo hoje em dia, em que formato caberia? É muito fácil colocar no formato dessa série de streaming, né? Adulta. É, por isso que eu vou ver aí, né?

Uma série pra ele ser facilmente uma série, né, no Go Play, né, que vou... Bem as três coisas, né? Tipo assim, tava muito alta essa coisa que o Daniel Figlio fez, né, que o Frank falou, né, da vida como ela é, que ele fez de fantástico, né? E tinha esse link fixo, basicamente, né, que era o Marcos Palmeira, a Margo Mader, Castro Dabuz Mendes, Caldeira do Rio, né? Isso. E aí eles... Comédia da Vida Privada, né, que é a do Veríssimo, mas também era essa tupi, né?

ia trocando, tipo, ia trocando por episódio, mas ia tendo uma historinha dentro dessa estruturazinha de fazer uma história nas Rodrigues. Hoje em dia, daria fazer isso com o Google Play, fazer uma série nas Rodrigues, fazer, tipo, uma temporada, uma história nas Rodrigues, e aí cada temporada vai ser uma história nas Rodrigues ou um episódio uma história nas Rodrigues.

Nelson Rodrigues por dentro. O pessoal da... Aí você chama, sei lá, a Lenda Leal, não sei mais quem. Marjorie Maier. A Lenda Leal de Marjorie Maier. A Marjorie Maier. É fazendo a personagem da Fernanda Torres. Balançando os cabelos. E é isso. Tipo, o Slay Suede no lugar do Alexandre Borges. É. O Johnny Massago sendo o Pedro Cardoso.

Eu pensei no Celton, pra dar um negócio assim meio... Eu também tinha pensado no Celton, tipo Marcelo Adnet, entendeu? Pra botar aí uma pessoa mais fômica, ligada à comicidade. Marcelo Adnet, eu penso muito naquele boteco lá nas rodrigas. O Celton também tá bem no lugar do Daniel Dantas, eu acho.

É verdade, seria até uma coisa diferente para ele. Ele só vai meio coitado nessa situação. Não, ele sempre faz coitado, mas acho que um personagem... Trágico, né? É, é tão trágico e amoral. Mas só uma curiosidade que eu não falei, no primeiro filme aparece a Babi como... Aparece? Aparece, ela é a primeira mulher que ele olha, né?

Isso, do início, do outro início, assim, enfim. Então, tem várias pessoas aí que ficaram famosas depois também, mas eu acho que esse elenco de ouro do cinema nacional da atualidade dá pra colocar aí pra brincar com o contexto do Nelson.

Um parênteses interessante, né, que é engraçado, que esses atores que faziam cinema nessa época, né, esses atores globais que faziam muito cinema nessa época, eles também eram meio que uns atores meio de... Como eu vou dizer, né, que parecem com uns atores meio que um selo de qualidade da Globo, que a Globo às vezes guardava para algumas coisas muito especiais, né, às vezes, né, tipo, parece que tinha essa...

Porque eles eram atores mais seletivos também, né, Mariana? Exato. A própria Fernanda Torres fez algumas novelas, ela fez a primeira protagonista e parou porque não gostou, né? É, porque se você for ver o pessoal que fazia esses… Comédia Vida Privada, o pessoal que fazia também o Ocor, A Vida Como Ela É, o pessoal que fazia o Vida Ao Quivo Show, muitos deles se cruzam, né, assim, né? Muitos deles eram, tipo, se cruzando. E também muitos deles faziam cinema nessa época também, sabe?

E muitos amigos, né? Também da mesma geração. É, da Bróspia. É, da Bróspia. É, da Bróspia. É, assim. As Odettes Voigtmans, né? Gente, que... Enfim, né? Que momento. Eu acho que com o autor certo, daria pra pegar várias histórias do Nelson e colocar numa novela só, né? De núcleos se cruzando e tal. Mas uma coisa que eu fico pensando é que o Nelson é muito situacional nessa.

Isso é uma coisa difícil de transmitir pra teledramaturgia, que é uma coisa que tem que ser durável e reciclável. Foi engraçado você falar isso, porque eu lembro que eu li uma notícia que o Jorge Moura e o Sérgio Goldenberg, que recentemente fizeram o Guerreiro do Sol, que foi uma novela muito aclamada, eles tinham uma ideia de fazer uma novela que pegasse várias coisas, umas quadrilhas e juntassem em uma novela.

Eles estavam tentando vender isso por GoPay, não sei a que trancas estão usando, assim, né? Mas esse é um cara dessa nova geração que o torcedor veio fazendo um negócio desse. São esses autores mais, vamos dizer assim, né? Mais... Fala da casinha, né? Sofisticática de cada palavra, né? Sim, é. Foram eles que adaptaram o Rebu de novo, não foi? Acho que foi ele. O Rebu de novo, exatamente. Entendeu? É isso. O Rebu é aquela onde nascem os fortes. É isso aí.

O Rebo é... Eles fizeram uma coisa chiquérrimo ali, diferente, né? Para o que era feito em uma TV até hoje. Mas enfim, gente, agora vamos ao nosso Corujão, que é o nosso quadro de dicas. O que vocês estão vendo, lendo, enfim, o que vocês querem indicar. Vou começar com o Diego. Diego, o que você tem para nos indicar?

Eu vou indicar a Bruna Tentra Fone de Nós Rodrigues, esse é um filme de Nós Rodrigues que eu gosto muito, que é o Beijo no Asfalto, do Bruno Barreto, que eu considero o melhor filme do Bruno Barreto, pessoalmente. Gosto demais o filme, acho um filme excelente. Fotografia do Murilo Salles, que é fantástico. Lidia Bronde. Lidia Bronde, Lidia Bronde, o romântico com o Negator Hacker, que é o Antolome.

curiosas, né, mas super funciona, os sonhos são excelentes, assim, né, mas a grande atuação do filme pra mim é do Tassi Zumela, que é o pai molarista, clássico pai molarista, Léo Rodrigues, que esconde um segredo, e aí a gente vai descobrir o segredo que ele é, eu tenho o Alphigo fazendo um escoque nojento, assim, também no filme, né, o Alphigo também participou de várias coisas ligadas a nós Rodrigues, né, dirigindo.

Ou na frente das câmeras, ou atrás das câmeras, foi um filme que eu gosto demais, assim. Adoro, gosto muito, assim. Acho que é um grande time brasileiro dos anos 80. Acho que o pessoal vale muito a pena ver. Então, essa foi a minha indicação. Vou fazer uma indicação única. O pessoal é até do bem. Fazer, variar, né? Que eu sempre dou pato. Primeira vez, hein, Jérgio. Frank, o que você indica pra gente?

Gente, então vou indicar um negócio de cinema que eu assisti essa semana. Muita gente já tinha visto ano passado, o filme participou de uns festivais, eu acho, no fim do ano, e o filme está estreando agora nos cinemas. E eu fui propenso a gostar, não fazia ideia de que eu ia achar tão extraordinário que é o candidato do Chile para o Oscar desse ano, O Olhar Misterioso do Flamingo.

eu estou bestificado, boquiaberto ainda com o filme, porque me parece, tipo assim, me parece um filme que você assiste e que você consegue imaginar determinadas coisas, tipo, cara, olha, eu consigo fazer isso.

E aí eu não tô falando de eu, eu, cinema brasileiro, consigo fazer isso. Tô falando eu, Diego, eu, Vincent. Entendeu? Tipo, eu consigo ir pra um lugar, pra uma casa e rodar esse filme. E o filme é de uma riqueza, de uma qualidade, possibilidades. Enfim, é uma estreia de um menino de 22 anos ou 23, o diretor.

Um filme composto com um elenco quase que majoritariamente de pessoas trans. Então, é um filme que me impressionou muito. Porque é isso, é um filme que não liga muito pra ponte, entendeu? Então, a cena agora que tá sendo contada agora, ela aponta pra um lado. A cena seguinte, ela meio que nega o que aconteceu antes. E, cara, eu acho que isso...

O filme constrói isso de uma maneira muito fascinante. Eu fiquei muito impressionado mesmo com... É isso, me parece também um negócio meio novela da Globo dos anos 90, novela do Agnaldo Silva, que tem uma coisa de realismo fantástico, que é meio... Tipo assim, ele só existe aos olhos dos outros, entendeu?

para aqueles personagens, tudo que está sendo vivido é muito real e muito factível. Além de ser um filme que fala sobre a infestação do vírus HIV nos anos 80. Então eu fiquei muito impressionado. A recomendação para mim é imbatível para esse momento aqui agora e ver esse filme de cinema.

Vincent, o que você tem para a gente? Eu vou indicar dois filmes, porque nessa época do ano a gente meio que passou o Oscar recentemente, e daí tem essa, o ano finalmente começa, e a gente busca quem é completista igual eu e sofre desse mal, vai buscar outras coisas e coisas muito diferentes, e daí fui para dois lados, um que era ver um filme que eu estava querendo ver, mas eu não tinha visto ainda por causa dos indicados ao Oscar.

e que eu tô do lado do que gostou muito desse filme, assim, acho que é um filme que foi injustamente maltratado, que é o Ella McKay, do James L. Brooks, que é um filme que tem um problema, assim, a protagonista não é tão carismática, mas eu acho um filme muito delícia, muito gostoso de se assistir nessas relações entre os personagens, a relação dela com o irmão, e é um filme que conta a história dessa... é meio contado de trás pra frente da história dessa...

personagem que está envolvida com política ali em 2008, em plena crise financeira nos Estados Unidos, e ela está tentando fazer o melhor, assim. Aquela personagem clássica de James Aldo Brooks que está tentando ser o melhor, e eu acho que é um filme que é muito gostoso de ver por causa disso, e o elenco está ótimo. E eu assisti pensando que esses filmes estão muito em...

A comédia romântica meio que tá voltando, mas ainda sinto falta desses filmes mais singelos, desses filmes mais abertos a não necessariamente querer repetir um tropo de comédia romântica, de tentar esse tipo de personagem de novo. Ele me lembra um filme, claro, por ser James Earl Brooks, mas me lembra muito os filmes dos anos 90, dos anos 2000, da melhor maneira possível.

E o outro que eu vi nessa vibe de ir para outro lado de Oscar e tal é que a MUBI está com uma amostra do documentarista Frederick Wiseman, que é um documentarista que eu meio que descobri por acaso na amostra de São Paulo uns anos atrás. Descobri não, porque eu já sabia, conhecia por nome, mas eu assisti ao filme dele, épico documental Prefeitura, sobre a prefeitura de Boston.

E ele é um documentarista com um estilo muito específico, que é esse de só filmar e fazer as justaposições ali com as coisas que ele filma dessas grandes instituições americanas. Mas os filmes se apresentam todos sem texto, sem contexto, sem nação, sem muita coisa. A gente sabe que o filme vai ser sobre algum tema e a gente vai assistir e a gente vai criando, montando junto dele.

o que é essa instituição. E o filme que eu nunca tinha visto, que é o primeiro dele, que é um dos que está na MUBI, um dos oito que estouram na MUBI nessa amostra, que é o High School, que é um filme de 68 sobre um colégio, um colégio de ensino médio, que é um colégio progressista, um colégio que tem coisas acontecendo, que tem aquele papo de os alunos são o futuro desse país, esses adolescentes são o futuro.

Mas ao mesmo tempo, conforme a gente vai assistindo, a gente vai percebendo que a gente só assiste essas crianças, esses adolescentes, e as vozes que a gente ouve são as vozes dos adultos, né? Então é um filme sobre essa comunicação que vem sempre de cima pra baixo, e sobre a lógica de como a educação funciona, e de como isso captura a sociedade americana de alguma forma naquela época. E é um filme que, conforme vai passando, é um filme bem curto, de 70, 80 minutos.

ele vai sendo sobre aquela década, né? Sobre Martin Luther King, Vietnã, crise cultural americana. Filmaço, mas... Vejam esse filme, mas vejam tudo o que conseguirem do Aismai nessa amostra. Bom, a minha indicação é um filme que eu e Diego amamos. Acho que o Frank já viu também. Vem sentindo que você já viu, que é o In the Bedroom, o Entre Quatro Paredes do Todd Field, que entrou recentemente no Prime Video.

E aproveitem, porque nunca se sabe... É, o Todd Field tem uma carreira bem curta como diretor e bem espaçada, porque esse filme tem 25 anos. Foi lançado no Festival de Sundance de 2002.

Enfim, eu tô perdendo a conta. E depois ele fez o Little Children, né? Pecados Íntimos. E depois ele fez o Tar. É recocado, assim, pra cada vez mais espaçado, né? Foi de cinco anos pra, enfim, quinze, sei lá. Perdi a conta. Mais de quinze, né? Mas é um filmaço, assim. Ele é baseado num conto. E a gente já até falou um pouco dele quando a gente falou do De Olhos Bem Fechados, porque o Todd Field tá no De Olhos Bem Fechados.

E ele dirige a estreia dele na direção, esse filme. Conta uma história de uma família no Maine, lá naquela área ali de pesca, nos Estados Unidos, que é uma cidade portuária dos Estados Unidos, dentro do Maine, do estado do Maine. E esse pai e essa mãe, que é o Tom Wilkinson, em assistir Space, é que eles precisam lidar com a perda do filho.

E tudo o que acontece, porque é uma perda inesperada, mas anunciada porque ele é assassinado pelo ex-marido da namorada dele, que é a Marissa Tomei. Está maravilhosa. E é um filme sobre como uma tragédia dessas, ela acontece, interrompe muita coisa, interrompe a vida e escancara também tudo o que acontece.

que tinha de errado naquele casal, naquele casamento ali. Então, tudo é colocado, é tirado das quatro paredes e é jogado para o mundo, para a superfície. Os três atores, o Tom Wilkinson, a C.C. Spacey, que é Marissa, também estão incríveis. Eu amo muito a atuação do Tom Wilkinson, porque...

Ele é o protagonista do filme, ele é o cara que está tentando se manter forte, mas que vai em algum momento ali desmontar. Tem uma cena dele com os amigos, de pesca dele, que ele implora, assim, ele fala, gente, pelo amor de Deus, vamos falar de alguma coisa, falem alguma coisa porque eu não aguento mais esse silêncio. É um filme sobre silêncio desconfortável mesmo. Esse silêncio de quando você não sabe o que dizer para a pessoa que perdeu o filho assassinado.

E todas as violências que essas pessoas têm que viver também, com a justiça, com a sede da imprensa e com o próprio assassino andando ali, convivendo com eles, porque a legislação ali é muito frágil e ele acabou não pagando pelo que ele fez. E também o julgamento da personagem da Marisa Tomei, que ela é uma mãe só, dois filhos, era mais velha que o namorado. Então tem várias...

micro violências ali que vão se que vão se exercendo no filme é muito legal porque ele não precisa dizer essas coisas, a gente vê ele é muito econômico até o momento em que os personagens explodem a Cissy Spacey que eu acho até é milagrosa que ela chegou a ser favorita ao Oscar de melhor atriz em algum momento ali e aí a Halle Berry ganhou, depois que ela venceu o SEG, ela ganhou um momento ali e acabou vencendo o Oscar

Mas eu acho muito milagroso esse Spacey ter esse do favorito ao Oscar, porque é um personagem e um perfil de atriz que não era muito premiado pela academia naquele momento. Era uma academia que estava preferindo premiar atrizes mais jovens, nesses papéis de transformação física e tal. Mas ela está incrível. Tem muita gente que diz que ela é coadjuvante, né? Mas eu acho que ela é ali a co-protagonista, que é mais a história do Tom Wilson, né? Mais a história do pai, como pais. Pais do que do filho.

E a Marissa Tomei também é incrível. E eu lembro que na época foi logo quando eu estava começando a acompanhar o Oscar. Então eu vi o filme no cinema. Eu lembro que foi quando eu soube da história da Marissa Tomei ganhando o Oscar. Que todo mundo dizia que tinha sido um engano. Que o Jack Palance tinha lido o nome errado. Aí eu lembro de ver o pessoal falando na TV e tal. Ah, essa indicação dela comprova que a vitória dela não foi um erro. Enfim, uma besteira, né? Porque ela é maravilhosa, mas...

Incrível o filme. Ele é muito injustiçado, porque ele é colocado naquela caixinha de drama independente que a Miramax comprou e investiu muito. Mas tem grandes filmes que a Miramax comprou, né? Vale ressaltar, né? Mas fica aí a dica. In the Bedroom, entre quatro paredes. E uma coisa, o assassino, eu fiquei, gente, ele parece muito com o Pedro Pascal. Mas aí eu fui ver o sobrenome dele, eu falei, esse sobrenome não é estranho. Ele é primo do Tom Cruise.

E ela é muito parecida com o Tom Cruise também, depois você para pra ver. É um editor pra todos os fãs de Lost do mundo. É. É o Will do Lost, que é a primeira grande... O primeiro grande plot twist de Lost, quando eles descobrem, não que tá faltando uma pessoa na ilha, mas que tá sobrando uma pessoa na ilha, é ele. É muito bom.

E aí sim, foi a salvação da lavoura daquele ano da Miramax, porque o filme da Miramax flopou do ano, que era um filme horrível realmente, chamado The Shipping News, que aqui chamamos de partidas, e era um filme com toda a cara de Oscar, né? Era um filme de lente, né?

milhões de pessoas ou vencedoras ou indicadas ao Oscar Kevin Spacey, Judy Dent, Kate Blanchett Julianne Moore, tinha milhões de pessoas dirigido pelo Lassie Halstram então a academia falou a minha irmã falou, nossa esse filme vai ganhar tudo, e o filme além de ter sido considerado horroroso não foi indicado a nada

E aí, tipo, o In the Bedroom, na verdade, ele foi um filme que surgiu, assim, pra salvar a lavoura. Porque era um filme que a Miramath nem promoveu. A academia meio que abraçou esse filme, no fim das contas. Porque, né, como poderia ter abraçado outras coisas, né? Era um ano que o Cidade dos Sonhos não foi indicado ao Oscar de Mano Filme, né? Sim. Então, podia ter tido alguma outra coisa no Lugar Vento de Quatro Paredes. Mas, enfim, eu gosto muito disso.

E o Harvey Weinstein, ele não gostava do filme, né? Ele brigou com o Todd Field e o Tom Cruise ajudou o Todd Field a falar deixa o Harvey Weinstein testar esse final aí que ele quer pra ele perceber que o público de teste não gosta pra voltar pro seu final, enfim, né? Então tem essas histórias aí folclóricas de bastidores mas fica a dica aí, bons filmes e Todd Field volte pra nós.

Daqui 20 anos, um filmar. Pelo amor de Deus. Ele precisa botar mais atriz pra jogo. Ele é bom de atriz. Ele é bom de colocar papel legal pra atriz.

Bom, gente, o nosso próximo filme vai ser Sinais, do M. Night Shyamalan. Finalmente, né? Acho que é o nosso primeiro Shyamalan. É verdade. É verdade. É, evidentemente, né? Chocantizo. Não lembro se é o nosso primeiro filme de EP, mas, assim, momento.

Talvez seja. Quero agradecer Felipe Hoffman pela voz na nossa vinheta. E Frank Carboni, obrigada por participar do programa. Se você tem algum recado, dê o seu jabá também em seus podcasts, que são maravilhosos. Eu escuto religiosamente o Tudo é Brasil. E todos nós. Nós aqui somos muito fãs.

Então é isso, os meninos já deram o Jabá, né? Tudo é Brasil, toda quinta-feira, com estreias e clássicos. Esses primeiros meses do ano que estavam sem estreia, não teve programa que a gente só falou de clássico. Mas agora, abril, vai ser uma tristeza, porque a gente vai ter que enchar os programas.

e a gente está entrando literalmente no segundo ano do programa. O programa está fazendo um ano nessa semana de gravação, então vai ter muita novidade a partir da semana que vem. Enfim, eu acho que vocês vão gostar dos destobramentos que vão vir aí do Tudo é Brasil. Tem o Rumo ao Oscar também, que é o meu programa que a gente fala sobre a corrida de prêmios.

que provavelmente o programa for ao ar também já vai ter episódio novo, a gente vai falar obviamente sobre Devoradores de Estrelas nesse primeiro programa da temporada o filme que está todo mundo querendo rezando para ir para o Oscar do ano que vem, e é isso procurem lá no Instagram, Fran Carbone que estou sempre trazendo novidades

Bom, sigam a gente nas redes sociais. Nosso x barra Twitter e Blue Sky é Sábado Sem Legenda. O Instagram e o Letterboxd são Sábado Sem Legenda. O meu Instagram, né, que eu tô lá falando de filmes, é Camila Fala de Filmes. Tem o canal do Diego, Fiz Cinema e os perfis dele, Diego Quadriga. Hoje ele tá brigando com fã de Harry Potter.

Diego está sempre Tretando no Twitter Mas ele está sempre tentando defender uma coisa Tentando defender o centro E o Vincent E o Vincent está no Coquetel com o Le Chove Avaliem bem a gente no Spotify Ou no seu agregador de preferência A edição é do João Bosco Soares Roteiro, pesquisa, apresentação Vincent, Camila, eu, Diego Participação do Frank Carbone Meninos, vocês têm algum recado Para dar Nesta noite de gravação?

Estava pensando em cantar alguma música sobre a edição, não me prende nenhuma na cabeça. Contigo, com a sua vida. Nossa, ela era de Vedo com cerca de 50 reais. Eu pensei que ela era amiga da minha mulher. Pois é, pois é. Eu gosto bem da sua música. Caraca, fazer um musical Nelson Rodrigues com músicas assim, né? Com o feminejo. Feminejo. Nossa, ela ia ser foda.

Não sei se tô na cara dela, tô doindo você. Óbvio. É isso. Vincent, você tem algum recado pras pessoas? Sejam felizes. Traição só é divertido na TV. Dois. Parece muito que eu já fui traído, né? Com esse recado final. É, amigo. Tô querendo conversar. Diga no meu traição. Tchau. Tchau, gente. Falou. Tchau.

#92 - Traição (1998), dir. Claudio Torres, Arthur Fontes e José Henrique Fonseca - com Frank Carbone, do Tudo é Brasil | Castnews Index — Castnews Index