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KAUÊ SOUZA [Campeão Brasileiro e bicampeão sul-americano de Jiu-Jitsu] - STORICAST | EP#349

11 de maio de 20261h48min
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KAUÊ SOUZA [Campeão Brasileiro e bicampeão sul-americano de Jiu-Jitsu] - STORICAST | EP#349

Oba, oba galera🔥🎙️ Amanhã no Storicast @okauezin27

Atleta de Jiu-Jitsu e Luta Livre, com um currículo de respeito:

🏆 Campeão Pan Kids No-Gi 🇺🇸

🇧🇷 Campeão Brasileiro Gi e No-Gi

🥇 Bicampeão Sul-Americano

🌍 Campeão ADCC

🥋 Mais do que títulos, uma trajetória construída com disciplina, foco e mentalidade de campeão desde cedo.

🔥 Um papo sobre competição, rotina de atleta e o que forma um campeão de verdade.

📍 Amanhã | YouTube

#Storicast #JiuJitsu #LutaLivre #ADCC #ArtesMarciais #Podcast #HistóriasReais

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🔥Fogueiras serviam para aquecer o ambiente, assar a carne, proteger o local de predadores e compartilhar histórias. Foi instrumento primordial para evolução da nossa espécie. Essa é a proposta do Storicast, aquecer o ambiente para que o convidado sinta a vontade de compartilhar a sua essência, as transformações que cada ensinamento deixou ao longo da trajetória de sucesso e o que ela espera do futuro.

Assuntos11
  • Jiu-JitsuTrajetória de atleta desde cedo · Competição e mentalidade de campeão · Diferenças entre Jiu-Jitsu e Luta Livre · Técnicas e golpes
  • Diagnóstico de TDAH e Jiu-JitsuDesafios do TDAH no esporte · Estratégias de adaptação e aprendizado · TDAH como diferencial competitivo
  • Carreira e Competições de Kauê SouzaPrimeiras competições e vitórias · Participação em campeonatos internacionais · Objetivos futuros no MMA e UFC Nogi · A importância do ranking e premiações
  • Legado do Mestre Edil e Luta LivreInfluência do mestre na formação · A relação de amizade e irmandade · A transição para o Jiu-Jitsu · O impacto da partida do mestre
  • Preparação AtléticaRotina diária de treinos e estudos · Sacrifícios e renúncias na adolescência · Importância do descanso e recuperação · Gerenciamento de tempo e redes sociais
  • Relação com a FamíliaApoio dos pais na carreira esportiva · Dinâmica familiar e união · A importância do time multidisciplinar
  • Construção de Marca PessoalO uso de óculos como identidade · Intimidação e impacto no adversário · A expressão facial e a postura no tatame
  • Promoções e PatrocíniosParcerias com empresas e marcas · A importância do apoio para a carreira · Desafios financeiros no esporte
  • Adaptação de jogosPreferência pelo Nogi e estilo de luta · Adaptação a diferentes adversários e situações · A importância de se divertir lutando
  • Ranking da FIFADificuldades e custos das competições · A falta de premiação para crianças · Programas de incentivo e bolsas atleta
  • Superando Lutas e AdversidadesRecuperação de lesões com fisioterapia e gelo
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Opa, opa, galera! É um prazer aqui mais uma vez em volta da nossa fogueira. Só que tem que tomar cuidado, porque a fogueira tá em cima do tatame, porque hoje tem muito jiu-jitsu aqui no Storycast, mais uma vez. E a gente vai falar de uma parada que a gente já falou aqui no Storycast, mas é muito importante a gente repetir, porque normalmente a gente fala de pessoas que já estavam construídas, já estão construídas dentro das suas profissões.

Dentro das suas realizações, é claro que buscando coisas mais, mas falar de construção, falar de crianças que estão se construindo como atletas, como seres humanos, faz muito, muito sentido para nós. É a cara do Storycast. Em volta da nossa fogueira, trocando ideias, compartilhando informações e mesmo tão jovem, o nosso convidado tem muita coisa para falar para a gente. Para mim, particularmente, muita coisa que eu sou.

um quase leigo no assunto, mas de tanta gente que já veio aqui, eu já ouvi algumas coisas e mais um Storycast pra fazer a sua tarde mais legal, pra fazer com que você mergulhe no mundo do Jiu Jitsu, aprendendo muito mais. Vai ter lição de golpe aqui hoje? Não. Não? Nem teórica? Não. Nada de golpe. Não? Nada disso? Não. O que vai ter então? Porque aí eu vou ter que cobrar, porra.

Ah, não, não, cara O Patrick vai ter que cobrar, pô Cara, o teu melhor golpe, você não pode fazer mais que eu 100 quilos Eu sou especialista Você não tem mais de 100 Não, mas eu era especialista quando tinha 108 Que ainda roubava 8 quilos a mais Ladrão Tá vendo? Tá falando de São João aqui Não, não posso mais falar isso Cuidado Todo mundo aqui de Vilar do Estéreo Ia ser cancelado Está falando mal de São João de Biriti Vilar do Estéreo, aqui é todo mundo da capital do jeans Vilar do Estéreo

Amém! Amém!

conhecida internacionalmente. Já que você está aqui sendo de Vilar dos Teles ou não, se inscreve na besteira do canal aí, clica no sininho para ativar as notificações, deixa o teu like, porque é chato eu ficar pedindo sempre, mas é importante para o algoritmo entender toda a relevância que o Storycast tem, e todo mundo que nos acompanha sabe que o Storycast traz muita relevância no conteúdo que a gente faz especialmente para cada um de vocês que estão aqui se deleitando com tudo que fazemos no Storycast.

E sem mais delongas, eu sou o Fernandão, capitão do Storycast. E o Anselmo Paiva, tenente do podcast. E a gente só não vai sair na porrada aqui hoje, porque com certeza eu vou levar a pior, né? Porque todo mundo aqui é bom de porrada, eu não. Mas, brincadeiras à parte, a gente tem o prazer de trazer aqui hoje a família Souza, né?

Papai Tiago que está aqui trazendo o prodígio do jiu-jitsu para nós. O Cauê Souza, a galerinha da Baixada que está em peso, arrebentando no jiu-jitsu brasileiro. Parabéns às prefeituras, todo mundo que faz por valer o esporte nesses locais. E a gente sabe, e aqui é deflagrado com frequência que o esporte salva vidas. Obrigado pela apreensão de vocês. Valeu Cauê. Obrigado, obrigado. Obrigado pela apreensão de todos. Vai, fala uma coisa aí, maluco.

Tá, você tá muito nervoso. Fica calmo, pô. Ninguém vai bater em você. Fica tranquilo. Eu já tô reativo, né? Já perceberam, né? Que eu tô reagindo. E aí, Cauê? Prazer receber você aqui. Me diz aí, quando é que você descobriu o jiu-jitsu?

Então, o jiu-jitsu foi, eu estava querendo vazer, eu vi uns amigos meus que da luta livre, aí eu queria migrar da luta livre para o jiu-jitsu. Eu achava o jiu-jitsu muito maneiro, o pessoal vazendo, eu falei, pai, eu quero entrar no jiu-jitsu. A gente procurou algumas academias, até que a chama Família RN, que eu estou lá até hoje.

Que é lá em Mesquita. É R.N., é Rodrigo Negro. É em Mesquita. E antes você já fazia Luta Livre? Fazia em Mesquita também, lá no Edil Rodrigues. E antes eu fazia lá em São João mesmo, na Praça da Bandeira.

Você procurou a luta o quê? Porque você apanhava na escola? Os caras davam uns petelecos lá e tu... Não, não. É por causa do que eu queria fazer, que eu tinha muita energia, desgastava um pouquinho da desenergia. É? Então essa ideia era muito sonora, né? Era bem diferente. Mas eu também achava maneiro os outros fazendo. É. Ah, achava maneiro as pessoas fazendo jiu-jitsu? É, e eu também fui ver o amigo do meu pai fazer lá e eu gostei. Esse é o detalhe. Quando é que tu viu pela primeira vez essa parada?

Então, quando... Vi. Vi. Foi quando eu fui lá com o amigo do meu pai, ver ele treinar, lá no projeto da Gradiadores.

Qual o nome do amigo do teu pai? Primo, eu chamo ele de Primo Porque o apelido dele é Primo Mas o que mais te chamou a atenção Naquela arte marcial Em ver os caras tentando encontrar O melhor golpe, a melhor posição Treino, muita porrada, muita briga Briga tipo assim, deu um tatame Eu achei maneiro quando eu olhei Posição, aquecimento Tu lembra do teu primeiro treino no jiu-jitsu? Jiu-jitsu? Quando você foi a primeira vez

Lembro. É? Eu fui estar com a minha mãe e com o meu irmão, meu pai não foi, não. É. Cara, é importante a gente falar do esporte, mas que mudança, perguntando para o Tiago, tu começou a ver...

No próprio Cauê, depois que ele começou a fazer o jiu-jitsu, óbvio que no início não deve ter tanta mudança, mas se houve, por favor, conta pra gente. Mas quais as mudanças principais que você viu no comportamento dele? Eu acho que a maior foi a concentração. É mesmo? É ver ele se doando pra uma coisa.

Muitas das vezes a gente pensava assim, não é para ele, não é para ele. Só que a perseverança, o moleque quer, o moleque quer. Aí começou treinando, começou a se destacar, teve momentos que só tinha ele de criança no meio dos adultos. Aí a perseverança, começou as coisas casarem.

Uma com a outra, por querência, perseverança. A gente falou, cara, vamos insistir. Vamos, vamos insistir, vamos insistir. Perguntava, caô, tu quer? É isso que tu quer? É, pai, vamos, vamos, vamos. Então, vamos. E foi começando a acontecer as coisas. Quando é que foi a tua primeira competição? Depois de quanto tempo você treinando? Eu acho que eu tinha um ano treinando, ao menos.

Aí eu fui competir até luta livre. Eu perdi, porque eu estava muito ansioso, muito ansioso. Eu falei até dormindo sozinho, eu estava falando dormindo sozinho, estava sem voz. Aí eu perdi, fiquei muito desanimado, chorei. Cara, isso é legal. Não você chorar, mas todo o ensinamento que o esporte vai dando para você, sem você perceber, acaba chegando por osmose. Mas tu falou uma coisa.

Que é importante a gente perceber, tu falou que não era para ele, vocês, né? No início, não era para ele. Por que você achou que não era para ele? Por que você chegou a essa conclusão? Porque Cauê é diagnosticado com o TDAH. Sim. E a luta tem detalhes, pô. Uma criança para pegar uma posição, vamos dizer, é cinco vezes. O Cauê são 15, 20. Você tem que lembrar ele. Pô, Cauê, quer a posição?

Mas o melhor de tudo, quando ele pega essa posição, ele faz tão bem quanto ninguém. Entendeu? Ele, tu vê, tipo assim, a dificuldade, todo mundo está pegando. No início, antes de ter o diagnóstico, a gente achava, pô, tu não está querendo fazer. Aí, pô, depois a gente foi entender o que é TDAH.

A gente nunca escondeu dele. Entendeu? Aí ele começou a pegar a academia, tipo assim. Os dois mestres dele, o falecido Edil, quanto o Rodrigo, entenderam. Todo momento eles entenderam. Pô, cá, faz aí, faz aí, fica fazendo aí.

Ele deu uma queda no campeonato hoje, que numa noite, no penúltimo campeonato, numa noite ele treinou 300 vezes a queda. Teria, vamos dizer, energia para treinar 300 vezes uma queda, ele e outro menino. Aí no campeonato, mas foi, pô cara, faz aquela queda, pô. Aí foi e deu bom. Aí começou a fazer a queda como ninguém.

Qual é a queda? É o cataguruma. Como é que é o cataguruma? Segura o braço, você segura o braço e a gola, aí você joga. Você é tipo, vai entrar no single leg. Single leg, tem uma diferença pro double leg. Single leg é só numa perna, double leg não é duas. Aí você vai entrar só que na cruzada, com o braço cruzado. Você vai entrar e jogar ele nas suas costas e rodar ele pro outro lado.

Que é isso. Entendeu? Não pode ser fraquinho, não, né? Tem que ter... Não. Eu faço até com os moleques mais pesados. Quando eu for treinar assim, faço com gente mais pesada. É, tem que fazer mesmo, porque aí fica mais fácil quando tu pegar o mais leve. Não, e só treina. A maioria dos treinos dele é com o adulto ou com as crianças bem mais velhas, 14, 15 anos. Sempre foi assim. Quando você começou, você imaginava chegar onde você chegou?

Não, não imaginava. Até esses dias eu falei assim para o meu pai, pô pai, quem diria que eu ia entrar no jiu-jitsu, não sabia nada de jiu-jitsu, e eu fui para os Estados Unidos já, já viajei em um monte de lugar. Conheceu um montão de gente, né? Isso é muito bom. E você é...

A primeira competição tua de jiu-jitsu foi, você me falou que a primeira tua foi de luta livre. Luta livre. E a de jiu-jitsu? Jiu-jitsu foi, acho que, LJJS 10, né? LJJS. Eu ganhei, eu fiz duas lutas. Uma eu fiz, aí uma mulher que eu estava muito nervosa, muito nervosa, era faixa branca ainda. Aí os moleques se enfrentaram. Aí eu fui lá, fiz umas pontuações boas. Quando era faixa branca, eu fazia um monte de pontuação.

Aí eu consegui ganhar, fiquei muito feliz. Falei, tá valendo a pena esse esforço que eu tava também. É. Que eu tava fazendo. E você estuda teu adversário? Não. O jogo dele? Não estudo não. Tu vai pro pau mesmo? Ele não sabe nem quem vai lutar. Uma vez eu ia lutar o brasileiro, eu pensei que ia lutar 5 kimono. Sabe que ia lutar 5 kimono? Sabia que nem... Meu pai visa 5 de antes. É. Mas aí quando você pega a tua chave lá e tu vê quem são os caras, que normalmente às vezes você conhece, né? De outras competições, né?

Então você não estuda, não. Tu vai pro choque, o que der lá, tu dá teu jeito. Se ele botar 100, eu boto 200. Isso aí, quem passa mal sou eu. Eu? Tu fica nervoso, tu fica gritando muito. Não, eu passo mal antes. Vou passando mal até o... Ele tem uma pressão, eu tava até falando com a mãe dele agora, queria ter preocupação do Cauê.

Ele vai lutar, vamos dizer, agora com o Anderson Silva. Ele vai chegar aqui normal e vai cair no pau com o Anderson Silva, sem preocupação. Quando a gente, faixa branca não tinha na CBJJ. O CBJJ não luta faixa branca, que é a maior federação do mundo. Mas eu conhecendo o meu filho, quando teve a transição da branca para cinza, o mestre, pô, Cauê está saindo aqui, vamos ver como é que vai ser na CBJJ.

Pô, é evento lá, o pessoal trava. Eu falei, Rodrigo, o Cauê nem vai se ligar nisso. Nem vai se ligar. No Brasileiro, mais de 4 mil crianças. Pai, quando acabar aqui, eu posso tomar um açaí? Assim mesmo. É assim, assim, assim, assim.

Pô, pai, vou dormir. Quando chegar a hora da luta, tu me acorda. Ele fica ansioso, então? Não, ele fica... Fica normal. Normal, hein? Tipo um dia normal. Mas quando encontra a luta hoje... Quando tu vai começar a lutar, aí tu sente um pouco de ansiedade. Não ansiedade. Eu fico mal. Eu penso assim, vou ganhar essa luta, eu vou ganhar. Não posso perder. Entendi. Tá falando dessa parada do pré-luta, de como...

O que passa pela tua cabeça quando tu entra? Você é bem relaxado, é bem tranquilo com relação ao pré-luta, ao adversário. Mas entrou no tatame ali, tu já vai com a...

uma estratégia pré-definida com o teu treinador para aquela luta específica, ou você vai lá e você vai no jogo com o cara e improvisa? Como é que funciona? Sempre ele fala assim, se dá para fazer, a esqueda quer para fazer, as posições.

Entendi. Ele vai te falando antes. Nessa queda aí que ele falou, ele falou antes, se eu conseguir, faz essa queda. Aí eu fiz essa queda, ele sempre fala antes. Entendi. Se eu conseguir fazer os negócios e se tiver muito dor assim a pessoa, eu tenho que fazer meu jogo, que é meu jogo de queda. Entendi, entendi. Isso é importante, né? Qual é o teu jogo? O de queda e de passar. De você passar a guarda. Você se sente mais confortável. Aham.

Eu também. Por baixo eu sou uma porcaria. Por baixo parece que você não vai levantar. Eu fico vulnerável. Eu fico agoniado por baixo. É, também. Tanto quando eu tomei dor no brasileiro, eu consegui subir rápido a berça. É.

Quando você fez o quê? Tomei dois. O que é que você toma dois? É, dois pontos, quando você escorrega. Entendi. É porque a maioria da galera, quando ele fala, tem que te perturbar, porque para explicar para quem está vendo, às vezes a galera não sabe o que quer dizer, entendeu? Aí quando você escorrega, toma dois pontos. E aí tu teve que...

Eu subi, consegui subir. Teve que raspar o cara. Não, eu subi, eu não consegui raspar, não. Não? O que é que eu subi? É levantar? É levantar com a pessoa. Entendi. Pô, tem que ser forte. Ele é forte pra caramba, né? Forte, demais. Me imagina. Todo treino aí, vem treinar comigo. Não, não, não. Vai treinar com outro.

toda vez me machuca, Fernando toda vez, cheio de quina é só você botar ele de 100kg não, mas como é? bota ele de 100kg aí eu boto o joelho aqui na barriga ele tem um tal de um cotovelo que parece que é uma quina eu boto o cotovelo aqui assim, não, bota assim eu boto o cotovelo aqui, dou pressão, fico andando emprestado e falo, faz isso comigo, não

Ele tem conversa não, pô. Dali na hora... Mas meu pai não, só é um adulto normal. É isso aí, pau nele, tem conversa não, lá é ele. E essa questão dele treinar, igual na luta livre, dia de ter sequência, só adulto. Ele treina. Então ele desenvolveu uma força, tipo assim, todo mundo fala, pô, Cauê troca força igual comigo. Aí faz trabalho no crossfit, tudo.

Então ele troca uma força normal. Tanto que ele se machucou essa semana passada, treinando, trocando porrada séria. Ele é um moleque de 15 anos. Assim, eu não vou falar assim, pô, cara, para. Quer fazer? Quer treinar isso aqui? Porque a meta é treinar duro, que a luta vai ficar fácil, sempre. Então, pô, ele vai, ele gosta. Gosta, gosta muito.

Tu bota aí com o adulto, ele vai, o mestre atual dele, o Reno, fala assim, cara, esse moleque faz força o tempo todo, tem posição favorável, ele está fazendo força. Entendeu? E a gente, eu vou deixar. Que aí, faz, faz. Está dando bom, pode. Como é que é a tua rotina diária? Então, agora atualmente que eu não estou fazendo mais academia, dia de segunda, quarta e sexta eu acordo. Que horas você acorda?

6h40 da manhã, 3h50. Aí eu vou para a escola, chego da escola meio-dia, almoço, descanso um pouquinho, almoço, vou para o crossfit. Aí, quarta e sexta, eu tenho a explicadora quando eu chego do crossfit. Aí, depois da explicadora, eu tenho um treino de 6h às 10h. Aí, normalmente, assim, eu vou dormir meia-noite.

Aí, terça e quinta, eu acordo às 16h40 da manhã, vou para a escola. Aí, quando eu chego, durmo a tarde inteira. E só na hora do treino que eu acordo para ir treinar, também de 6h10. Os treinos, o teu, são sempre à noite, né? Uhum. E você está falando aqui que o teu treino é em Mesquita, né? Vocês moram em Vilar dos Teles. Todo dia é Mesquita, todo dia. Chuva, sol. É. De morte, eu e ele.

Eu estive lá no Parque Olímpico de Mesquita. Não tem um campo sintético novo lá, né? Eu fiz um jogo lá na inauguração. Cara, Deus do céu, é muito maneiro o complexo.

É o local onde vocês treinam, né? Eu encontrei a Alice lá. Ele treina lá em Mesquita, na família RN, né, do Rodrigo, que é uma academia particular. Pra mim era um projeto, entendi. Não, na Luta Livre ele treina no projeto da prefeitura, lá na Praça PEC, com o mestre Lennon, filho do falecido mestre Gil.

Entendi, porque, cara, eu estive lá nesse... Como é que é o nome? Falei agora aqui. No complexo. No complexo olímpico de mesquita. Detalhe, onde tu janta, fala pra ele? Na rua mesmo, depois do treino.

Porque eu já tive refluxo e azia. Para economizar tempo para você poder dormir, né? Para otimizar o tempo que está voltando para casa, para descansar a alimentação todo dia. Marmitinha, mamãe fortalece a dele e a minha. Aí tu pega o bonde, né? Pega o bonde. Ah, garoto! Não, é legal quando a parada é em família, porque cada um vai fazendo a sua parte, para no final dar tudo certo. Mas, duas coisas. Eu tenho aqui...

que tu ganhou uma ou duas medalhas só, né? Fala pra galera um pouquinho das medalhas que você ganhou, porque o Anselmo mandou pra mim aqui, e é um pouquinho de medalha aí, galoco. É medalha pra caramba, e num espaço de tempo que não é muito longo, né?

Porque você tem 12 anos. Você começou a fazer mesmo de forma recorrente, diária, com quantos anos? Dez. Com dez. Você tem 12. Mas na CBJJ eu comecei a lutar ano passado, né?

Ano passado. Isso aí. A grande vantagem com relação às medalhas é que você pode disputar mais de um campeonato por ano, né? São alguns campeonatos durante o ano, não é isso? Já chegou em um mês, eu vou votar três, quatro campeonatos. Tipo, um em cada fim de semana.

Sim, sim. E fala um pouco das... Campeão sul-americano. Bicampeão sul-americano. Bicampeão, porque tu já ganhou uma esse ano já, né? E IBJF é tipo a maior competição do mundo de kimono. Sim. Que é esses aí. Brasileiro é o quê? Com e sem kimono. Com e sem kimono. Nogui é sem kimono. Vamos lá de novo. Panky nos Estados Unidos. É um pano americano. É, Nogui, sem kimono. Legal pra câmera. O seu café era o quê?

Sem kimono, sempre sem kimono. Tu prefere sem kimono? Por quê? Porque sem kimono você não tem pegada pra segurar o jogo, você pode quedar ali na forma que você quer, a pessoa não consegue recarrar no pano.

Entendi, entendi. Você prefere o mano a mano sem galera do que... É, porque o kimono ele te dá... Agarra, a pessoa que é descansada fica ali agarrando. Entendi. Fica travando. Vai muito ao encontro que teu pai falou. Tu gosta de sair na porrada e o kimono trava a luta, não é isso?

A escola dele lá na Tchari Brauá, tu chega lá, é tipo um hospício, cara. Só tem maluca. Tu quer fazer boxe, vai ter um doido lá que vai botar a rua e fazer um boxe contigo. Quer fazer o taekwondo? Vai ter um doido que vai fazer. A escola lá, assim, joga os outros para fora, entendeu? E ele vendo isso tudo, ele vai pegando esse DNA, né? Entendendo esse DNA. Correia, você lutou nos Estados Unidos. Como foi essa luta? Tua viagem?

Então. Já tinha viajado de avião? Uma vez, uma vez só, para eu ir para o Beto Carreiro. Mas só não foi a luta, fui a viagem. Não, mas viagem para outro país. Não, outro país não. Primeira vez? Aham. E tu foi sozinho, né? Fui sozinho. Como é que foi? Fiz oito horas de viagem. Aí eu ficava muito ansiosa que teve duas horas de turbulência.

E não tinha internet. Eu fiquei morrendo de medo. Fiquei cheio de medo. Bagulho assim, eu tava tremendo. No avião. Aí quando ela falava, 30 minutos para pousar. Eu falei, amém, muito obrigado. Eu acordei no meio da turbulência, assim, ó. Acordei, eu tava dormindo. Do nada começou a ouvir o maior barulhão. Caramba, e tu não ficou com medo de entrar no avião? Eu fiquei, fiquei. É porque... Eu tinha medo de altura, só que agora não tem mais não.

Ah, é? O voo ajudou a melhorar isso? Não, é por causa que eu superei com um negócio de altura. Meu pai, amigo do meu pai, me levou para o parque aquático, esses lugares assim, que tem um negócio alto assim. Mas ainda eu tenho um pouquinho de medo. O avião também ajudou. O avião faz parte. E o óculos, cara? Conta pra gente aqui...

De onde surgiu a ideia do óculos? Do porquê do óculos? A gente já sabe o que é que tu contou. Então, quando eu fui lutar o primeiro campeonato de óculos, foi até um campeonato no Gui. Um dos maiores campeonatos do Gui, que foi a DCC. Aí eu fui lutar, eu entrei de óculos. Meu pai falou, vamos ali comprar um óculos pra tu usar. Aí eu falei, eu quero usar na luta. Aí ele falou, então tá bom. Aí a gente começou a usar, saiu muitas fotos. Aí eu falei, eu quero usar só óculos agora.

Eu tenho um monte de óculos lá em casa. Toda luta que você vai fazer, tu chega sempre de óculos. Sempre óculos, sempre óculos. Virou a tua marca, então. Aham. Caramba. E uma pergunta aqui. O Patrick também pode ser do Patrick. Rafael, tu é igual a mim, né? Tua cara diz tudo, né? Olha pra você, eu me vejo ali totalmente alheio ao que está acontecendo. Não, é porque...

Como você falou que lá onde você treina, lá na RN, tem várias modalidades, várias paradas e você prefere o Nogi. Tu pensa em alguma coisa lá na frente de MMA, alguma parada dessa? Eu penso no UFC BDJ, que agora está tendo um UFC de sem kimono, que eu quero competir. E aí me ensina como é que é um UFC sem kimono, mas não pode sair na porrada, é só jiu-jitsu. É, só jiu-jitsu. Mas sem kimono.

Entendi. Esse é o teu planejamento, daqui a cinco anos? É, cinco anos aí, quando vai ser 18. Isso. Que não é nem aqui no Brasil, UFC. É, nos Estados Unidos, né?

Cara, mas maneiro, eu não conhecia que tinha um UFC de Nogi. UFC BJJ. BJJ, caramba. Cara, essa parada do óculos é muito legal, porque não sei se foi premeditado pelo Tiagão, mas... Não, eu tomei um susto quando ele apareceu de óculos no sul-americano. Tu lembra? Eu infartando, o primeiro sul-americano da vida. Tá no vídeo lá no Instagram dele.

Eu infartando e o cara, tu vai perder essa... Não sei o quê. Presta atenção. Do nada, ele aparece lá, que a gente não tem acesso, né? A gente fica na arquibancada. Pouco em longe. Aparece de óculos. Aí, de cara, já lutou com o moleque lá do Nordeste. Aí, ganhou o moleque. Aí, o mestre veio pra mim, cara, deixa o moleque lutar. Deixa o moleque... Aí, pra mim, fez um geladinho. Calma, pai, sofri aqui, não sei o quê. E eu infartando. Pô, é a luta. Eu e ele.

É legal que estou tentando ensinar, mas a personalidade dele é legal. E na luta a gente percebe, eu só vendo vocês, a grande maioria aqui praticando.

que tem toda também uma intimidação do adversário. Às vezes ele chega de óculos, eu estou falando besteira, bandido, ele ia chegar de óculos, o cara vai olhar, pô, meu irmão, por que esse moleque está de óculos? Sabe? Isso já impacta o cara de uma forma diferente. Cara, eu já vi situações, eu não mostro aí das pessoas que eu me chamo para lutar, isso aqui, tipo, para não criar rivalidade. Só que teve um moleque...

que achou aí no TikTok. Ficou assim, pô, que é o revanche. Pra ele. Era o revanche comentando no meu vídeo, marcou. Que é o revanche, que aí já tinha ganho um moleque. Aí eu vi meu filho pegar pilha pela primeira vez. Cara, ele entrou com o sembrante no dia da luta.

que o moleque já entrou chorando para lutar. Sangue no olho. Eu falei, que isso, cara? O moleque fez tudo. Eu falei, caraca. O segredo é mandar mensagem no TikTok, que ele voltou bem melhor. Ele vai começar a criar conta anônima para ficar mandando mensagem. E o Cauê, quando ele... A gente está conhecendo aqui. Se vocês verem o vídeo lá, quando ele entra ali no Tatam...

Ele muda a afeição, a gente, tipo assim, hoje eu estou acostumado com isso. Mas antigamente eu lutava, pô, cara. Meu filho com essa afeição, aí o mestre Edil, que faleceu, né? Desde o início falou assim, ó, teu filho luta melhor que treina. Teu filho luta melhor que treina. Ele luta muito bem. Aí, pô, cara, aí uma vez ele falou, cara, esse moleque entra com uma afeição de faixa preta.

Ele entra sabendo o que vai fazer. Tanto que quando o Edil estava no corne dele, eu vou até falar uma palavra meio chura, que está até no kimono. Pode ficar à vontade. É. Só falava assim, não faz merda não. Faz o que tu quiser, só não faz merda. E o que ele fizer, e ele falava assim para mim, ele faz as merdas dele, mas ele corrige. Ele corre atrás. Não deixa. Entendeu?

E aí eu fui vendo essas coisas. Hoje em dia eu fico até mais tranquilo. Alguns campeonatos, mas outros... O mestre REN falou assim, fica aqui não, sai, sai, sai. Tu não vai ficar falando não. Fecha a boca aí. Que ele fica falando, ele não deixa o meu mestre falar e fica gritando. É do pai, não tem jeito, né, cara? O engraçado é o seguinte, que eu perguntei se o Thiago que fazia jiu-jitsu levou ele. Mas foi o contrário. Ele que começou a fazer jiu-jitsu levou o pai.

Até porque tu tem que ir junto com ele aí, tu já tá lá e faz. Quando ele tá assim, pai, pode botar o kimono e treinar. Mas ele fala, não, tô cansado, tô muito cansado. Eu falo, tá bom. Só que aí a gente quer me bater.

Quer me bater, depois pede açaí. Não vai ganhar açaí. Não vai ganhar açaí. Se botar o joelho na tua barriga, o cotovelo no teu pescoço, não vai ganhar açaí. Cheio de quina ele, não quero não. Prefiro treinar com os caras mais pesados. Com ele não dá não. E como é que a mamãe fica nas competições? A mamãe vai também? Pode, vai. Ela fica pulando, falando...

Tu escuta a voz dela lá fora? Não tem como. Não tem como escutar. É impossível. Por causa que ela grita muito. Mas aí meu pai... Mas aí tu não tá treinando, tu não tá escutando os gritos dela, não? Tô, mas bem pouco. Mas meu pai grita mais, tenta gritar mais. Mais do que tua mãe? Mas tem hora que minha mãe grita mais. Eu acho que eles competem pra ver quem grita mais. Cara, é legal. E vocês estão sempre juntos. Sempre. Os três.

Ela é operada, que ela caiu, quebrou o pé. Espírito Santo, ela botou o pé para o alto no carro cheio de fé. Nove horas de carro, vamos, vamos, vamos. O time tem que estar unido, senão... Cara, isso é muito legal. Como eu falei um pouquinho antes, cada um vai fazendo a sua partezinha em prol do que... Mas, Cauê, é muito maneiro. Eu fico amarradão, porque eu também sou do esporte.

Mas e o outro lado, cara? Porque a gente sabe o preço que tu tem que pagar pra fazer tudo isso. A maioria da molecada da tua idade tá brincando na rua, tá no TikTok, tá no Instagram, enfim.

Como é que tu lida com essa parada? Como é que você vê os outros meninos em relação a você e a diferença de lifestyle, de vida que vocês têm? Então, aí eu já me acostumei que eu só mexo no telefone no final de semana. Ou quando eu chego do trem na noite. Sim. Bem de noite assim, 30 minutos, uma hora, eu fico mexendo no telefone, TikTok um pouquinho, vendo vídeo. Sim, sim. Aí todo final de semana eu jogo, se eu não estiver em casa eu fico no telefone.

Tu tem algum amigo muito próximo que não tem nada a ver com a luta? Que é um moleque que estosta toda e brinca na rua? Tu tem essa relação com alguém? Algum amigo seu assim? Ou seus amigos são do jiu-jitsu? É, na escola eu não tenho muito amigo. Não. Não. Como é que você é na escola? Então. O pessoal te... Fiquei, ó. Ih, chegou aí. Brabo aí. O pessoal não gosta de mexer comigo. Não sei por quê. Por que será? Desnecessário.

O pessoal não gosta de mexer comigo. O outro moleque falou, e aquele moleque ali? Aí ele falou, não mexe com ele não, o nome dele é Cauê, ele luta na escola. E aí tu estufou o peito, né? Daquela estufada aqui. Eu já fiz a cara. É, faz cara de mal. Mas tu vai com esse óculos pra escola ou não, né? Não, só hoje, que hoje teve interclasse. É. Ah, teve interclasse de jiu-jitsu? Não, é handball. Handball? Ô maneiro, tu joga handball na escola. Não, eu tô com... Tipo o dedo quebrado.

Tu machucou o dedo, cara? Ah, treinando. Quarta-feira. Caraca, cara. Que merda. Mas tá tudo bem? Fala pra ele, como é que foi? Aí o moleque tava assim, eu e o moleque mesmo, de 15 anos, como o pai falou. Aí ele falou assim, eu treino mole contigo. Eu falei, eu também treino mole contigo. Eu treino brincando. Treinou o quê? Mole contigo. Mole. Ah, tá. Ele falou, nós dois falamos. Aí ele falou, então vamos treinar a série hoje. Eu falei, então tá bom.

Aí saímos uma porrada, saímos uma porrada. Machuquei o dedo, continuei treinando. Aí no final eu fiquei com dor, falei com a minha mãe.

E aí tu fez o raio-x, deu lá que quebrou? É descolamento, não foi mais. É. No quinto dedo. 14 dias descansando aí. Sem lutar, sem fazer nada. Já tô agoniado. Já tô agoniado. E quando é que é a próxima competição que você tem? Brasileiro, né? Não, tem onde? Tem D, tem CBJJD, o Panda CBJJD. É, o Panda CBJJD, que é o Mineirinho. Vai ser aonde?

Eu acho que vai ser na Tijuca. Não vai ser na Parque Olímpico, não? Não sei, questão oceano, entre Tijuca e Parque Olímpico. A Uvelhódomo ainda pegou fogo, né? Mas estão nessa daí, entendeu? Mas eu acho... É maio, eu acho que é o período que tem mais competição. Entre maio e agosto, o couro come. Maio, eu acho que vão ser três. Aí junho começa o Rio, tem uma no Rio, e depois a gente vai para São Paulo.

A evento de São Paulo, a gente vai ver, porque julho tem o panqui de jiu-jitsu, lá nos Estados Unidos. Julho? Julho. A gente está traçando aí para ver como é que vai mandar.

Se vai mandar também, ainda tem o Se Vai Mandar. Esse dos Estados Unidos, como é que você faz para se capacitar a participar do campeonato? Tipo assim... Tem uma classificação? A CBJJ, ela é IBJJF, ela é a maior federação do mundo. Ela roda a maioria dos países do mundo, isso, aquilo. E é ali que você vê o ranking de quem realmente...

É bom no jiu-jitsu. Se é uma faixa preta, está ligado. Aí, o que acontece? Todos os campeonatos de jiu-jitsu, todo mundo está apto. Tem que pagar a inscrição.

E você vai competir. Só que, tipo assim, no brasileiro, teoricamente, em São Paulo. Só vai, teoricamente, aquele que está treinando muito bem. É papo de 5 mil crianças, 4 mil crianças. Pô, tu não vai pegar teu filho, jogar no fogo daquele lá. Pô, tá vendo que teu filho não está saindo bem? Vou levar ele para São Paulo para lutar com todo mundo, os maiores competidores do país. Não vai. E a mesma coisa é o PAN.

Lá no PAN, a maioria de quem vai se reúne, o pessoal do mundo todo, para lutar. Ano passado ele foi pela Academia Base Belfort, do Vitor Belfort. Teve o convite para ele, custearam hospedagem, alimentação, campeonato. Ele ficou 22 dias lá, ficou com o Vitor Belfort treinando, ficou com o Sapo.

Aí queriam até que ele ficasse mais tempo, só que por conta da escola a gente só autorizou 22 dias. Aí ele lutou o Panquid, lutou o Nilbri, ele lutou com os moleques de 13 anos, se eu não me engano, 13, 14, desafio lá. Aí tinha 11, aí ganhou também, aí o pessoal ficou doido. Pô, não sei o quê. Só que a gente tinha feito um acordo na escola, né, de 20 dias, aí ele acabou ficando até 22 dias. Entendeu?

Aí no PAN, vamos dizer, aí já tem gente, o menino mandou mensagem, aí tu vai lutar qual categoria o PAN, que às vezes a pessoa não quer enfrentar, entendeu? Se é que tu é muito bom, eu vou, se o Fernandão vai para um lado, eu vou aqui para o outro aqui, que é mais fácil. Entendeu? Entendi. E como é que você na escola, as tuas notas?

Até agora, no início do ano, a minha nota está muito boa. É valido, eu não tirei até agora menos um. Minha maior nota foi dois.

Peraí, a maior nota? É 2. Vale 2 da prova. Ah, vale 2. Eu tava até tomando sujo aqui. Tomei o sujo, porra. Minha menor nota foi 1. É 5. É 5. Mas você normalmente... Essa normalmente era a maior nota do Anselmo, entendeu? Quando valia 10. Meu boleto pegava assim, só tinha uma, às vezes, azul. Que era a educação física. Ele tava fazendo um trabalho com a professora particular em casa lá.

Segundo e quarto, os dois ficam internados lá, porque é o que eu falo, a primeira opção é o estudo. Claro. Que você pode ser um bom médico e um bom lutador. Você pode ser um advogado e um lutador. A primeira opção é estudo, porque...

Só estudo de Bertha. Cara, isso é legal, tu falou que ele é diagnosticado com TDAH. E aí às vezes tem que repetir mais vezes alguma coisa para internalizar. Cara, e falando de uma forma totalmente diferente, discrepante, não do que você diz, mas do que as pessoas falam sobre o TDAH, será que essa repetição a mais...

não deixa o movimento muito mais refinado na hora que ele tem que fazer, porque por mais que o cérebro, o funcionamento seja um pouquinho diferente, mas a memória está ali. A memória está ali. Quando você repete, repete... Mas eu estou falando merda, Patrick? Não.

E às vezes o TDAH, que para alguns pode parecer um problema, pode ser um diferencial nele. Isso aí. Vocês já pararam para pensar nisso? Ele, tipo assim, ele... Você vai lutar com o Cauê, você sabe que ele vai te derrubar. Que ele vai entrar para te derrubar. O que você vai fazer? Não vai deixar ele te derrubar. Só que ele vai te derrubar. Entendi. Ele vai dar o jeito dele. Ele botou isso... Isso.

No jogo dele, por conta das repetições, que ele vai te derrubar. Ele vai entrar numa queda, tu não vai cair. Ele vai entrar na outra, tu não vai cair. E, tipo assim, não conseguem, tipo assim, ah, vou defender aqui e não vai me derrubar. Ele vai derrubar. Todas as lutas aí derrubou. Ah, as lutas dele estão no Instagram. No Jiu Jitsu, todo mundo se pesquisa. O arroba dele está no Kimono.

Pô, toda hora ele faz a mesma queda. Ele não vai fazer em mim. Ele vai dar o jeito dele, ele vai fazer. Vai fazer. Tipo assim, ele... Quando ele massifica uma coisa, ele faz como nenhuma outra pessoa. Tipo assim, armeloque. Eu já vi que eu ia dar mais de seis tipos de armeloque diferentes. Entendeu?

Ele pegou aquele ponto ali e vai começar a desenvolver dali. E outra coisa que a gente percebeu, que o TDAH dele para aprender é difícil. Agora, para ensinar, ele sabe ensinar muito bem. Quando ele pega as outras criancinhas para ensinar, ele ensina muito bem. O detalhe que a gente não vê ele pegar, ele sabe passar.

Isso é bom. E como vocês receberam esse diagnóstico? Vocês pais. Porque muitas vezes a gente projeta nos nossos filhos as coisas que a gente queria que eles fizessem, que eles sentissem, que eles vivessem.

E a criança está feliz da vida, do jeito que ela está, do jeito que ela é. E a gente que fica criando fantasmas entre nós. Eu falo isso por experiência própria. Mas como é que vocês receberam isso? Por favor, Tiago. Patrick, vira o microfone para a mamãe aí, por favor. Está com ele. Está com ele? Não tem como virar. Então não tem como virar, eu esqueci. Fala você que eu repasso para cá. Como é que você se sentiu quando vocês receberam o diagnóstico? Se quiser chorar, fica à vontade, não tem ninguém vendo.

o Cauê era sempre o último em alguma coisa. Tudo que ele ia fazer, ele era o último. Aprendia Cauê não. Em tudo. Na escola, o Cauê se dava muito mal. Não aprendia. Eu discutia até com as professoras mesmo. Explicadora. Então, nunca dava certo. Aí, um belo dia, o irmão mais velho. Mãe, será que Cauê tem alguma coisa? Aí, ligou aquele botão na minha cabeça. Aí, eu fui pesquisar.

Aí começamos a marcar, aí eu levei na pediatra, a pediatra foi e mandou pra neuro. Aí ali ele foi, entrou numa equipe multidisciplinar de fono, essas coisas todas. A princípio o pai achava que era preguiça, não aceitava. Aí depois ele realmente foi vendo, aí eu levei ele nas consultas pra neuro, e lá a neuro foi explicando pra ele.

E hoje ele aceita direitinho, a gente, Cauê toma remédios de tarde preta, controlado. Sim. E assim, a gente não deixa faltar remédios, consultas, tudo direitinho. Hoje a gente aceita, né? Por quê? E o Cauê, ele leva a gente a lugares que a gente nunca foi. Sim.

Eu acho que eu tinha isso. Só que na época não tinha TDAH, pô. Eu sempre fui o último e tudo, pô. Não, mas a tua parada é outra que eu não vou falar pra não te ofender mais uma vez. Naquela época não tem só o TDAH, então é uma dislexia também. Uma dislexia também. É parceiro do Iberê, né, Patrick? É. É, Iberê é o rapaz que cuida do YouTube nosso, que faz as paradas. O hiperfoco dele é para eletrônico. É.

Dá o videogame Qual o jogo que tu gosta lá do videogame? Fortnite Eita E é legal, só pra passar pra galera Saiu no áudio aí, Patrick? Saiu Saiu tudo que a mamãe falou? Qual o seu nome? Amanda Enfim, Amanda Normalmente é assim Primeiro a gente questiona Depois a gente aceita E foi o que eu falei O TDAH dele vai ser o grande diferencial

Dentro do objetivo que ele está criando. E isso é muito maneiro porque desmistifica que certos tipos de diferenças fazem a gente menor ou pior do que os outros. Isso é muito legal. Entendeu o que eu estou falando, Mané? Qualquer um que for falar algo diferente para você... Mete a porrada. Mete a porrada não, porque é capaz de tu se machucar. Vai, não. O cara que vai se machucar.

Ô, Carvalho, se ele der uma porrada em alguém, ele pode machucar a mão dele, aí precisa da mão dele pra dar uma porrada lá nos outros, caramba. É isso que eu tô falando. Mas fala uma parada pra gente. Qual o valor do mestre Edil, né? Edil pra vocês. Fala um pouco do valor do mestre Edil pra vocês, porque acho que foi ali que tudo começou. E a gente tá aqui pra isso, pra fazer vocês se emocionarem, porque a história real de tudo como foi construído pra ele chegar até onde ele tá aqui, que ainda é muito pouco, é importante pra galera de casa entender. O Edil é teu amigo?

Ele era como um pai pra gente. É mesmo? Fala você, então. Todo lugar que a gente ia, Edil, meu pai brincava com ele todo dia. Parecia irmão, tipo assim, aquele irmão que não descola. Sim. Que quer brincar com tudo. Um dia ele tava bravo com meu pai, um dia, outro dia, ele ficou com ti, outro dia, ele tava feliz. As amizades verdadeiras são desse jeito. Que saem na porrada, mas nunca deixam de se amar. É sempre assim. Eu tô batendo, ele me bate o tempo todo, eu vou porrada o tempo todo. Mas tem um...

Era um cara fenomenal. Não tinha vaidade. Eu conheci o Edil. Fui no campeonato, e o Cauê já lutava. Aí eu vi um cara até falando isso pra ele. Gordinho pra caramba, com mochila nas costas, mancando. E as crianças fazendo um monte de peripécia. Aí eu fui.

Mano, eu nunca vi, eu não sou do mundo da luta. Pô, as crianças fazendo coisa de adulto, faixa preta. Aí eu achei o Edil no Instagram. Eu achava que eu treinava bem. Aí eu mandei mensagem. Edil, que meu filho treina e traz pra mim, pode vir treinar. Aí eu levei, o cara recebeu, ele estava ainda na outra academia.

O Edil era assim, tu é da academia, fulano, vai pra cá, vai treinar igual, todo mundo. Aí, treinando, treinando. Aí tu via que realmente o cara, o Cauê, tinha uma dificuldade de não tirar as costas do chão. O Edil fez a primeira aula. O Edil, fulano, só feira que treinava lá.

Os maiores lutadores que diz hoje, passavam pela mão do Edil. Só ferra. Bota o joelho na barriga do Cauê, por um lado e pro outro. Cauê dá um soco, morde ele, chuta, bate, corre, levanta. Aí fala pro moleque, não deixa o Cauê levantar. Isso aqui, pra lá, pra cá, apertando o Cauê.

E o Cauê não levantava, o Cauê não levantava, não sei o quê. Aí, eu falei, pô, Cauê, é isso mesmo que tu quer ir para casa? Aí, pai, é. Pô, Cauê chegou depois, um monte de fera. Aí, pô, aí eu, pô, então vamos, vamos. Aí cada vez a gente mediu o Cauê, aí a gente foi criando um lação de irmandade.

Aí ele está percebendo como cada vez o Cauê apanha menos. A gente não media a evolução do Cauê. O Edil mediu o quê? Está percebendo como o Cauê tem apanhado menos? Aí isso era só luta livre. Ah, isso era na luta livre? Não tinha jiu-jitsu, não existia jiu-jitsu.

Aí o Cauê decidiu fazer jiu-jitsu. Aí eu não sabia qual o meu filho evoluía, porque tu foi jogador de futebol, tu joga bola. Vamos dizer, eu não jogo nada. Se eu jogar contigo, eu nunca vou conseguir fazer nada.

dando luz, todo mundo viajando e a gente ali trabalhando quieto aí foi ali que a gente viu que precisava de um trabalho de força aí o Cauê apanhando aí vamos pro jiu-jitsu aí começamos a procurar academia de jiu-jitsu só que o Cauê chegou com o kimono em branco, que a gente ganhou uma faixa branca treinava no Edinho

Começou a bater em faixa amarela nos treinos de academia que a gente já visitava. Ninguém me conhecia, ninguém me conhecia. Faixa assim, esse moleque já treina. Aí eu consegui ver que meu filho evoluiu muito. Entendi. Evoluiu muito. Aí, por fim, eu falei com o Rodrigo, que é o mestre dele. Eu, cara, mora em São João, estou procurando uma academia. O Rodrigo também é aluno do Edil.

Os maiores lutadores que a gente tem por aqui, em Rio, no mundo afora, é a Edil. Passaram pela Edil. Aí o Rodeio falou, caramba, para tu ver o Rodeio, a vaidade desses caras. Pô, tem academia lá em tal lugar, vai lá ver que é perto da tua casa. Ele não quis dar aula para o Cauê, teoricamente. Ele falou que vai ficar longe, dá um mar. Tem uma academia perto da tua casa.

Aí quando eu cheguei lá na academia, o Cauê treinou, aí pegou as crianças lá e o mestre, eu falei, pô mestre, que eu queria botar aí pra treinar jiu-jitsu, mas ele já treina a luta livre. Aí o mestre lá, falou, pô cara, mas daqui, sem treinar jiu-jitsu aqui, sem pano também tem que treinar, que eu falei, poxa, a gente não abre mão do idinho. Aí, não abre, não, então não tem como isso aqui, aí voltamos.

Aí eu falei com o Rodrigo, pô, cara, vai ficar longe pra vocês. Eu falei, conversei com a minha mulher, eu falei, a gente vai se desdobrar. Aí começamos. Aí o Cauê juntou, às vezes, o que o Rodrigo, que o treino do Rodrigo era antes. Passava uma posição, quando ia pro Edil, o Edil passava a mesma, que é a mesma linhagem. Aí o Edil até falou assim, ó. Se o Rodrigo fizer bestial, eu quero queira aqui.

Se o Cauê fizer tal coisa, eu tenho como puxar tudo na mesma linhagem. Entendi. Então, aí foi criando esse laço. O Cauê virou o chaveirinho do Edil. Ele, eu acho que sem ele, primeiramente, o Cauê nunca chegaria onde chegou. Nunca chegaria onde chegou.

Tu chegou a treinar com Edil ou só no jiu-jitsu? Não, só treino no jiu-jitsu. Ah, não tem como treinar não, preciso trabalhar, chefe. Não, preciso, pô. E a gente criou, tanto que na semana que ele faleceu de uma segunda para uma terça, no sábado a gente tinha viajado junto, na segunda a gente, tipo assim, estava junto quase todos os dias.

quase todos os dias, aquela amizade, aí se doando pelo meu filho, que aí já tinha parado de viajar. Ele era mais velho, mas... Ele tinha a base aí de uns 48 anos. Ele já tinha parado, ele não queria mais viver dessas coisas da luta. Aí, ele abriu mão disso pra viajar, foi pro ADCC, com o Cauê, foi pra Sacoalema, foi pra um monte de campeonato. Nessa amizade nossa, pô, cara.

Ele revolucionou a vida do meu filho. Entendeu? Um cara que se tu chegasse lá, ele ia te atender da melhor forma possível. Infelizmente, teve essa fatalidade, ele passou mal, né? Foi de mau súbito? Foi.

Deixando a gente assim. E, pô, cara, estava muito feliz com o Cauê. Muito feliz. Tipo, ele vinha se despedindo da gente. Tu acha isso, cara? Vinha, porque ele não elogiava o Cauê. Elogiava publicamente, não elogiava. Se eu elogiai, faz merda. Se eu elogiai, faz merda.

Aí, na semana, o Cauê vinha treinando muito bem. Eu nunca tinha treinado. No James, eu tinha treinado muito, muito bem. Muito bem. Cauê, na quinta-feira, o último treino na base deles, o Cauê treinou, eu tenho um vídeo, com um moleque de 15 anos, o Cauê finalizando, ele ali no ouvido do Cauê faz isso, faz aquilo. Aí depois me mandou um áudio. Pô, cara, tu viu como é que o Cauê está treinando, que não sei o quê, e se despedindo.

Essa viagem nossa, ele estava agoniado para casar a luta para o Cauê e nunca foi disso. Chegava num evento, a luta caiu, não tinha luta, e vamos embora, vamos embora, porque ele já não queria mais viver disso.

Aí nesse dia ele não... Vamos casar, voltar pro Cauê? Vamos casar com o Coelho? Mas então vamos embora, a gente tá longe. E ele vinha se despedindo da gente, tanto que a última camisa que ele fez, que ele fazia muita camisa, ele era meio filósofo. Botou um texto lá que se você ver, tá nitidamente assim, ó, vou partir. Caramba. É um cara espetacular. Quem conheceu... A gente tá aqui com o chat aqui bombando aqui.

A Paula Kenupi. Esse é meu amado aluno Cauê. Deve ser tua professora, hein? Essa aí pode te caguentar, tá te dando moral. Paula, não sei o que é não. Tia Paula. Esse foi gerado pela professora Paula. Dedé Fraga. Meu menino, você é meu orgulho incondicional. Sou muito feliz por acompanhar a sua trajetória.

E isso que está vivendo hoje é só a ponta do iceberg de toda a história que Deus escreveu para você. Brilha, meu cauezinho, meu marrento. Elielson, esse monstro, amo esse garoto e sua família. Luta livre. Os!

Barbeiro Ayrton Alves. Olha o Tom, cortou nosso cabelo. Esse garoto é brabo, vai muito longe. Hoje eu deixei ele na régua. O Tom ajuda a gente aí. A Paula, te amo muito. E quem mais? Milho da Silva. Bora, Cauê!

Deve ser patrocinador esse, o Milho da Silva. Não, o Milho da Silva, não conheço o Milho da Silva. Tá pegando o Milho em algum lugar. Milho da Silva. Tá pegando o Milho da Silva pra caralho. Tá pegando o Milho da Silva pra caralho. Tem um pessoal aí que ajuda a gente, o Tom. Isso aí. Pode falar, pode falar todo mundo aí. Vamos falar dos teus patrocinadores. O Tom abraçou o Cauê aí.

Tom, Cauê vai viajar, a gente tá sem tempo, igual essa semana foi muito corrida. Ele fez o meu cabelo no mesmo dia que eu ia viajar pros Estados Unidos, no mesmo dia, pintou, conseguiu pintar. Então foi o que? Cabelo o que?

Eu pintei de loiro. O pessoal te chamava de quê? Marginal. Marginal. Hoje, graças a Deus, a gente tem um time aí que ajuda a gente. Fala o nome de todo mundo. Fala aí os patrocinadores aí. Fala primeiro o time.

Além do mestre dele, o que ele tem mais de trabalho multidisciplinar? Tem fisioterapia? Tem. Tem fisioterapia. Lenoir. Tia Denise. Tia Denise é fechamento. Qual o nome da clínica? Lenoir. Lenoir. Fica onde? Lá no Bar dos Cavaleiros. Bar dos Cavaleiros. Bairro dos Cavaleiros? Bairro dos Cavaleiros. Caxias. A maioria do incentivo, a gente ali é...

um pouco mais fora do município, tem a MK. Que é patrocinador. De quê? Patrocinador é MKMOT. A MK é o quê? Ela faz uma empresa... É de motos. A maior vendedora de motos. De motos. Rio de Janeiro. Pô, MK... Eu passo lá e... Ó, vou mandar... Equipe. Quer uma equipe pra te acompanhar? Ajudou a gente na viagem pros Estados Unidos. Baneiro. O senhor, esferdade em São Paulo. MK, maneiro. Pô, parabéns MK. Mas quem?

Minha nutricionista, a Ketlin. Boa. Suplimento, o Fabrício, o Nutra1. Nutra1, é uma loja de suplementos. É, tudo pior. Do lado da minha escola. Em frente, ele chega a Oi. Boa. Tudo de suplemento que o Cauê precisa, quem toma os suplementos, né? Acompanhado com a Ketlin. Sim, boa. A sede para ele. Desde o primeiro contato que a gente teve, no início.

Inclusive, engraçado que todo mundo que ajuda o Cauê hoje, hoje, todos aí são nossos amigos, literalmente, independente de ajuda. Pô, Fabrício, tá onde? Ah, vamos almoçar junto? Pô, a câmera da Lenoy, eu instalei, a gente vai criando assim, pô, tu tá me ajudando, eu acho...

A maior virtude dos outros é a gratidão. Se tu está me ajudando, eu sei fazer, eu consigo fazer. Posso te ajudar também, entendeu? Claro, claro, claro. Tem mais alguém? Tem o Núteron, o Barb, tem o personal letro.

Que faz o crossfit. Leto. Leto. Leto é o nome de um atacante bom lá de São Paulo, velho. Isso aí. Leto. Ele arranca o couro do caô lá. É mesmo? Aqui, o que a nutricionista manda tu fazer, tu faz? Ou tu dá pernada na nutricionista? Faço, faço, faço. Faz mesmo? O que que tu gosta de comer? Faça aí.

Açaí pode. Tem removido a açaí? A açaí e comida japonesa. É? Pô, tá chique, hein? Gosto de tudo, pô. Mas tem um patrocínio de comida japonesa também? Nem de açaí, agora. Pô, tem que sair. Pô, não, o mais caro é o japonês, pô. Não, não? Salmãozinho. Mas tu gosta de quê, do japonês? Hot Philadelphia e o salmão.

Boa, boa. E na idade dele, compadre... Ó, tua avó entrou aqui, ó. Eliane Nunes. Te amo, meu neto. Meu orgulho. Faz meu café. Prepara que tá chegando, hein? Cara, muito legal. E isso não deve ser comum pra todos os prodígios, assim, pros atletas, né? Pô, cara, é muito difícil que aconteça. Eu acho que...

Por ser tão difícil, hoje eu ainda gasto muito com o Cauê. Acredito. Eu trabalho muito e gasto muito com o Cauê. A gente fez conta lá em casa, é um gasto considerável. Só que é muito difícil, igual, tipo ali, eu moro no Vila dos Teres. Eu fui ali em todas as academias ali, todas, ali em torno do Vila, a prefeitura, pedi um desconto para o Cauê treinar com o personal que eu pagava na época.

Só pedi um desconto, porque o Cauê só treina duas vezes na semana, a musculação. Entendi. Duas vezes. Vai abrir uma academia lá no Vilar no final de novembro. Aí eu vou conseguir pra ele malhar de graça lá. Aí, eu... Aí, Anselmo... Já arrumou a academia de graça. Tá parecendo. Já arrumou a academia... Oi? Vai abrir em novembro só. Aí... Aí tu vai andando, pertinho da tua casa. Pedi desconto, que tipo assim, eu...

Graças a Deus eu trabalho, eu consigo correr atrás das coisas e pagar muita coisa do meu filho. Mas na minha cabeça, vou ver um desconto, porque não vai malhar a semana inteira. Todo mundo, não, não, não. Aí eu fiz contato com a Academia Hércules lá no Parque Aléu Lama. Porque é longe pra vocês? Mas pra gente tudo é longe. Aí é uma academia top. Tu vê os aparelhos. O pessoal da Hércules traz ele.

Ele faz o que ele quiser aqui, treina. Se você não tiver personal, a gente vai dar o personal a ele.

E agora, por fim, a Academia Hércules botou jiu-jitsu também. Aí, só que agora a gente deu uma pausa na musculação por conta do crossfit. Porque eu estava ficando muito cansado. A gente... Ele faz crossfit também? Também. Aí, terça e quinta, a gente deu uma pausa na musculação, que a gente dá terça e quinta de descanso para ele. Ele chega, faz o DVD da escola, descansa, só vai treinar à noite. Tem a tarde toda para descansar.

Vou treinar a noite para dar 100%. Porque lá a gente não aceita menos de 100%. Não tem como. Ele mesmo parece não entregar menos que isso. Não, não pode. E o fim de semana, como é que é? Quando não tem competição. É internado num quarto, videogame, e comendo tudo dentro de casa. Sendo criança? Tudo. Sábado e domingo é para ser criança. É isso, mamãe? Corre tudo que tem.

Comprou duas, o macaxi de uva ele come duas. Pô, ainda bem que é uva. Não, mas é o que tiver. Ah, entendi. Mas é o que tiver, se tiver um bolo, ele vai comer o bolo todo. Aí a gente, porque durante a semana a gente restringe tela. Entendi. O Cauê, se a gente dá o telefone, ele é aqui agora, vamos dizer, agora já deve ser umas 5 horas. Isso é 5 e 9, o pai acertou. Caraca. É, se dá o telefone pra ele meio dia.

Para ele ficar uma hora e foteinar a noite, contaminou o resto do dia dele o telefone. Entendi. Então, lá em casa o telefone é o seguinte. Fez tudo bem durante o dia, final do dia você vai ficar um pouquinho.

Deu mole alguma coisa, não tem telefone. Agora, durante o dia, não tem. Não tem, vai estudar, fazer um negócio, descansar. Tem, fez tudo, nos conforme. Telefonizem de recompensa, não tem. Cara, tu é o brabo lá da escola. E as namoradas? As meninas? Tem não.

Ó, a mãe, a mãe. Pô, tu vai mentir pra mentiroso? Quem não? Ó. Tua mãe é silveta?

É. Meu pai não é não, meu pai não é não. Aí, ó. Se eu falar, meu pai ajuda. Tua mãe não, tua mãe não. Tua mãe é Silberta. Só quebra pra ela. É só meu, meu caiozinho. É, pelo que ela falou, pela que a Amanda falou, tem um irmão, né? Tem. Tem um irmão e uma irmã. Os dois mais velhos? Os dois mais velhos. Então ele deu caçulinha.

Cauê é o dono da casa. Quantos anos tem os irmãos? O meu irmão tem 20 e minha irmã tem 17, né? 17, sim. Caramba. Nós moram... O mais velho já mora sozinho e a outra mora com a... Com a família dela, que é do meu casamento. Sim, entendi. Tipo assim, o Cauê é meu fechamento. Meu confidente, fechamento. Ele, apesar de muito novo, sabe de tudo na minha vida, não escondo nada.

Ah, tudo que eu vou fazer, eu incluo. Cauê, vamos ali, vamos ver isso aqui. Como é que tá isso aqui? É até... Ele tá ligado também no mundo, não viver nesse mundo aéreo que tem aí na cabecinha deles. Pô, Cauê, vamos ali, vamos. Ah, vamos comprar. Cauê tem a senha do cartão, compra as coisas sozinho. Entendeu? Eu dou muita liberdade a ele.

E ele tem responsabilidade para administrar tudo isso? Tem. Legal. Joyce Gonzaga, que eu acho que é a tua tia, né?

Tá bonitão, hein, meu sobrinho. Que Deus te abençoe. A minha tia tá falando que eu tô bonitão? Que isso? Não, ela tá falando do Cauê. Vê se não tem ninguém. Eu vou falar, ela tá mentindo. Ela tá mentindo, se fosse ele. A câmera é a mesma pros dois, né, Patrícia? Tá me pegando melhor não que o do... Cara, e... Qual o seu...

Até hoje, tu ainda vai melhorar muito. Se tu acha que tá bom, tu vai ver o quanto tu vai melhorar se tu continuar se dedicando desse jeito, ou mais. Qual foi a luta mais dura que tu teve, o cara mais sinistro? Então, foi no Brasileiro que eu comecei com dois.

Ah, essa que tu esporregou? Reguei no tatame, aí eu consegui levantar. Eu já tinha competido com um menino um monte de vezes. O menino é meu amigo. Aí comecei tomando dois, aí depois eu consegui levantar. Aí eu fui, puxei na meia, puxei na meia, você tem que, tipo, dar o carrinho. Um carrinho, tipo de futebol, só que tem que segurar a perna e subir. Aí subi, quedei.

Aí depois eu peguei no doboleg e subi lá em cima. Aí ficou quatro a dois. O meu pai falou, o professor assim, acaba, acaba, segura a luta. Porque aí tava um monte de corne. O que acontece lá, explicando lá no Brasil, eu, né? Mais de cinco mil crianças. Pais já não tinha. Tu vendo um monte de campeão perdendo, o Cauê sempre é o último a lutar. Por quê? Quatro, eu não sei. Por conta da idade, essas coisas, vem.

Aí tu vendo um monte de referência tua, tipo assim, tu vê o moleque perdendo, perdendo, perdendo, tu vai chegar a ver no meu filho. Vai chegar a ver e eu passando mal, passando mal, passando mal. Meu pai fica mais no chão do que eu. Eu passando mal, aí, pô cara, o cara, o moleque eu acho que tava com quatro, cinco corne.

O Cauê com o mestre Rodrigo recém-operado, de molheta. Foi, pô, o Cauê tá com meio mestre lá, cara. Pensando, só que o Cauê, ele é um cara, se tu desafiar ele... Teve uma proposta, por isso que eu joguei todo mundo no alto. O mestre dele chegou assim. Não, antes a gente bateu um papo.

Só eu e ele que a gente tem muito isso. Falei, Cauê, tu nunca perdeu, mano. Não é hoje, não. Pensa na chuva, no sol. Quantas vezes tu se machucou. Não vai ser hoje, não. Não vai ser hoje. Falei, tá bom, pá. Aí ele lá...

Aí o mestre chama, eles têm uma conversa, ele e o mestre Rodrigo, que eu não sei o que é. Aí depois eu fiquei sabendo, o mestre Rodrigo, Cauê, o que é que tu quer para tu ser campeão? Aí, quero dois graus. Três graus, cada pessoa que levantasse era um grau. Aí o Cauê, tu podendo pedir um ano de mensalidade em graça. Um carro, um presteito, pedir um esparadapo. O grau é um esparadapo que tu põe aqui na faixa. Tu bota aqui.

Aí começou a primeira luta. É engraçado que todo mundo que o Correio luta vira amigo nosso. Todos eles, as crianças, os pais, é ali aquela luta dentro do Tatama. Acabou, estão jogando o Free Fire, estão jogando as coisas. Aí o Rodrigo falou pra ele, então cada um que tu jogar pro alto, eu vou te dar um grau. O cara é movido a desafio. Jogar pro alto é segurar no double leg aqui e derrubar o cara. Aí ele pegou o primeiro.

Aí o segundo, o mestre do moleque era amigo do Rodrigo. Aí já conheceu o Cauê. Aí falou pro Rodrigo, pô, Rodrigo, pede o Cauê pra ir devagar com o moleque, porque é o primeiro campeonato dele, o pai dele lançou ele aqui em São Paulo, aquele negócio que eu te falei, de você não estar preparado. Levar o moleque pra competição de alto nível. Aí o Rodrigo chamou o Cauê.

Cauê, esse aí tu não joga pó alto não, com a machida dele é meu amigo. Mas aí pediu, mas o grau eu vou ter de qualquer maneira. Calma, calma. Calma, pega. Cauê, não joga aqui no São Paulo. Não joga, vai ver se ele não jogou. Só que eu não sabia disso. Não sabia. Eu fiz sorrindo depois, eu fiquei... Aí ele rindo, aí eu, toda a luta do Cauê, eu corro o estádio, eu vou falar com ele, a gente tem muito isso. O cara balando meu pai pra não entrar. Sai, sai, sai. Cauê, tu tá rindo de quê?

O Rodrigo falou que não era para eu jogar aquele moleque para o alto não. Eu acabei jogando só para deixar ele nervoso. Aí chegou a final, mano. O moleque tinha acabado de ser campeão europeu. O Cauê é um moleque bom, mas o Cauê vinha ganhando ele o ano inteiro. Aí o moleque tinha acabado de confiançar lá em cima, europeu. Aí o Cauê foi dar uma queda, o Cauê escorreu.

Quando ele escorregou, saiu dois. Os corne dele mandando ele começar a travar a luta. Porque até aquele momento ninguém tinha feito dois pontos no Cauê. Já era o final do ano, quase. Entendi. E isso sem kimono? Com kimono, mano. Isso de kimono? O sem kimono foi muito tranquilo. Foi ruim a preparação do sem kimono. Entendi. Aí o mestre não sei o quê, não sei o quê. Só que eu tenho um leão em casa que...

Eu falo, vão dar 100% Quanto a gente vai dar? 200 Quando ele Cauê começou igual um pitbull Pra cima, a gente dá aqui Bancada, todo mundo doido E o Cauê em cima do Acabou o highlight, o Cauê levantando o moleque Acima da cabeça Na foto assim de entrada Tá levantando o moleque lá em cima O moleque lá no alto, na foto de entrada do vídeo Aí ganha

Mas o Cauê nunca teve ninguém te provocando na luta, não? Não, nesse dia ele te empurrou. Tipo assim, te pegar assim, vou te matar. Vou te esmagar a tua cabeça, seu Cauê. Então, o moleque que meu pai falou lá do campeonato, que eu levantei ele também. Só que no Brasileiro, o moleque tinha me dado dois empurrão. Aí eu falei, agora você vai ficar assim não. Aí eu comecei a quedar também e já tinha me dado dois. Eu comecei a quedar.

Mas tu nunca pegou um cara falando que... Na hora de começar a luta, o cara tentar te intimidar, falar alguma coisa pra te irritar. Porque aí fica de fone também, aí fica muito naquele mundo. Não, eu tô falando na hora que vai começar a luta, porque o cara quando... Não dá tempo. Eu acho que foi o contrário. Tu não falou com aquele moleque que falou que ia te bater. Esse. Eu falei no ouvido dele. Ele falou assim, mandou mensagem, comentou no meu vídeo, me marcou, fez vídeo falando.

Aí comentou, postou vídeo, fez um monte de coisa pra intimidar. Aí eu comecei a lutar. Fiz muito ponto, aí eu falei no ouvido dele, viu, tu não ia me bater? Aí eu peguei ele e depois finalizei no Armelok. Isso aí. O Thiago falou que você fica de fone. Tu fica ouvindo o que nesse fone? Depende. Normalmente? Normalmente eu vou ou um trap.

Bem eclético. É, é. É isso aí. De kimono tu vai de louvor, mas quando tá de sem kimono tu vai de trefe. É mais hard. Sem kimono é... Ele se sente mais confortável sem kimono. Mas no brasileiro sem kimono foi superação. Tem muita coisa que a gente não posta, né, o Fernando? Claro. No brasileiro ele sofreu uma covardia no treino. Um moleque que não ia disputar.

Assim, deu uma queda nele quando o treino já tava parado. Ele ficou... O lado... Ali foi maldade. Uma mulher que não é do nosso convívio, né? Ele ficou com o lado esquerdo todo parado na semana do brasileiro. Isso aqui é tudo parado. Não conseguia mexer. Aí vai pai, Denise, banho na banheira de gelo, fisioterapia, tudo. Cauê, vão pedir reembolso. Não vai dar pra tu lutar. Pai, eu vou lutar.

Tanto que eu gosto de chegar mais cedo no campeonato para sentir o clima, para ele ver as coisas, se ligar aqui. Eu sou assim, mas ele não é, mas eu não deixei de expresso. No brasileiro, geralmente o campeonato demora muito. Eu acho que em 20 minutos a gente chegou no campeonato, ele lutou, ganhou e a gente veio embora. Ganhou rápido as lutas. Rápido, rápido, rápido, rápido. Travizei todas.

Finalizou as duas lutas. Lutei com o mesmo tipo moleque. Com todos os mesmos. O moleque, a empatia dele, não dá, não dá pra lutar com ele, não dá. E a gente, naquele momento ali, a gente falou, cara, valeu o esforço. Porque tu olhar teu filho na semana de um campeonato importante, todo parado, querendo, pô, vou lutar, pai. Você gosta de bandido?

Não. Eu faço toda segunda-feira. Tu gosta? Fico com cinco minutos dentro do gelo. Meu pai falou, tá de frescura. Ele botou lá um galão, botou as gelas. Ela falou de frescura, que eu não tava conseguindo ficar muito tempo. Foi entrar, falou, não dá não, não dá não. Não conseguiu ficar nem 30 segundos. Mas é aqui, ó. É aqui. Quando você entra no gelo, o benefício que o teu corpo tem, principalmente você que treina muito, a sensação que tem quando você sai...

E ele recupera tudo. A Tia Denise faz os recovery lá que... Eu tenho, na minha varanda, eu tenho um balde de gelo. Aí toda segunda-feira, tufti, cinco minutinhos. Um balde, no caso dele, é um balde gigante, entendeu? O teu pode ser o menorzinho. É um balde menorzinho, né? Mas é bom, é bom fazer para recuperação. E o pescoço para baixo. É.

Que maneiro, legal para cada um. Cara, me assusta a disciplina de vocês. Tanto do Cauê, da Alice, do Daniel, os três que já vieram aqui. E o mais legal de tudo é que são os três da mesma arte marcial. E de mesquita. E tudo de mesquita. Eu acho que a água de mesquita é diferente. A gente brinca da água, mas é um incentivo, Tiago.

É um incentivo, cara. Porque onde você fomentar, vai surgir. E muitas das coisas vêm da repetição, cara. Ainda mais numa arte marcial como essa. E dentro do foco que a gente falou das individualidades que tem, você ajuda. A Amanda ajuda. O moleque quer fazer. Irmão.

Eu acho que vocês estão no caminho do caramba. Eu fico muito feliz quando vejo exemplos assim, porque deveriam ser mais comuns e não são. Claro que todo mundo tem sua dificuldade, todo mundo tem suas individualidades, mas eu fico muito feliz quando vejo as coisas acontecendo assim. Denunciaram ele aqui. O quê? Denunciaram aqui.

O que você gosta de ouvir é Galinha Pintadinha. Olha, eu denunciei logo, foi a Dedé que falou. Tu gosta de ficar vendo Galinha Pintadinha? O filho do Fernando gosta. Meu filho, todo dia, o dia todo vendo Galinha Pintadinha.

Tu gosta de ver galinha pitadinha? Quando ele deixava assim, eu botava o som lá no treino, eu parava comendo. Botava galinha pintadinha, galo caricó. Tu botava porque tu gostava ou pra sacanear os caras? E o que eu sempre falei com ele, Fernando, foi o seguinte. Ser campeão é muito fácil. Difícil é se manter. Isso aí. Difícil é você se manter no topo.

Você vai ali, campeão, sou campeão, você vai relaxar. Isso que eu já sou campeão. Difícil é você estar ali e se manter. É verdade. Está ali, está disputando. O ranking não é brincadeira. O cara vai ser campeão do ranking lutando só o Sudeste. É no mundo inteiro. Etapas no mundo inteiro. Cauê, se você olhar, você vê a JJ. Só em primeiro lugar.

Os dois primeiros que ficaram no geral, entre todas as crianças de 11 anos, os caras têm muita luta. Mas segundo, terceiro, segundo, terceiro. O que foi diferencial para a gente, ele ser campeão em todas as etapas. Que pontuou mais. É, entendi. Pontuou mais. E Sudeste. O Nordeste, ele nunca foi lutar. Eu tenho mais etapas no Nordeste, nunca foi lutar.

Pega aqui isso, 10, a gente entra no carro, 9 horas, 8 horas, 5 horas, toma dois energéticos e vamos devagarzinho, para, almoça, conversa. Tu falou uma coisa que ele nunca perdeu. De kimono, não. De kimono, não. Como é que foi o dia que ele perdeu o Nogui?

Como é que foi no dia que tu perdeu? Como é que foi? Teve alguma coisa diferente? Foi em que campeonato? Conta pra gente. Eu perdi até um dia antes do brasileiro, mas eu tinha ganhado uma categoria e perdido por uma. Só que essa que eu perdi, eu já tinha lutado com o moleque duas vezes. E ganhei do moleque duas vezes em outro campeonato. Aí eu lutei com ele, essa eu perdi.

Aí eu falei, eu podia ter ganhado, eu podia ter ganhado. Fiquei triste, fiquei triste. Aí ele falou, né, pai, tu... Entrei e já não tava confiante. Meu pai falou, amanhã eu não quero que tu entre assim, não. Falei, eu não entrei assim. Aí eu consegui ganhar. Ah, tu perdeu pra ele num dia? Não, é a DCC. A DCC é um dos eventos que a porrada come literalmente. Teve edição de... Sai do tatame, a porrada ainda continua. Não para. Entendi. Teve...

A etapa de Petrópolis, que a gente foi com o mestrão. Aí o Cauê fez duas final com esse menino. Menino mais velho, mais forte. O Cauê ganhou as duas. Isso sem kimono. Sem kimono. Aí teve a etapa de Teresópolis. Aí o Cauê foi lutar. O moleque já sabia. O moleque entrou na chave em cima da hora. Tipo assim, ele era muito mais forte, entrou na chave de um dia para o outro. Para não dar tempo de a gente fazer uma tática.

Aí o Cauê foi, sentiu o Cauê estranho nesse dia. Aí o Cauê foi e o moleque já sabia o que o Cauê ia fazer. Quando o Cauê entrou, o moleque foi, derrubou e o moleque conseguiu finalizar. Só que, igual a gente estava lá em Cabo, foi esses dias, que o Cauê, tipo assim, ele luta, estava lutando.

vamos dizer, acho politicamente correto, fazia ali para ganhar, lutava para ganhar. A gente chamou ele, tanto eu quanto o mestre Rodrigo, para ganhar ou perder a consequência, mano. A gente quer que você se divirta, que suelte o jogo. Se você está vindo aqui, está fazendo o que você faz toda a luta, vamos soltar o jogo, botar as outras posições e práticas, isso aqui.

Aí foi, ele deu show na final. Aí porque o Cauê lutava muito mais solto, eu acho que ele pegou na cabeça dele uma responsabilidade de não perder, que aí luta como se fosse um adulto, ele é criança. Ele tem que bimborar, tem que pegar as costas, tem que dar aquefecha, tem que se divertir. Então foi o que eu falei para ele, cara, nem sempre, quando a gente ganha, está tudo certo.

Nem quando a gente perder vai estar tudo errado, mano. Isso é luta, é 50%. A probabilidade de você ganhar 50% é do moleque, é 50%. Agora a gente quer que você se divirta. Desse dia de Cabo Fui pra cá, a gente até comentou, né, mano? Que ele melhorou muito até nos termos. Tá se arriscando mais, soltando mais posições. Foi tanto que a queda ele fez na final desse campeonato. Mas faz outra queda.

Porque ele derrubava, passava e finalizava. Derrubava, passava e finalizava. E, pô, cara, estava aquele protocolo já. A gente quer que ele se divirta. É luta, vai... É luta, se perder, que nem o mestre Edil falava. Ganhou dois abraços. Perdeu um abraço só e vida que segue, pô. É normal isso aí. Cara, uma coisa que você está falando aí do mestre Edil.

pelo que vocês falaram, o grande diferencial que a Luta Livre fez junto com o Jiu-Jitsu, fez um combo bem interessante dentro do jogo que ele faz, do jeito que vocês gostam que ele faça. Com a partida do Edil, ele continua treinando no Tali? Sim, com o filho do mestre, com o Lennon. O Lennon assumiu que também é a faixa preta de Jiu-Jitsu e o Luta Livre.

Pega aqui, se você quiser. Na canequinha, Diotr. Para você. Ele assumiu as funções do pai, tanto no projeto quanto na caverna. A faixa preta, o Tarifa, Jiu-Jitsu, já foi competidor também, igual o mestre. E o que a gente fala, o regalo vai continuar. E ele continua fazendo? Continua. Aqui tem uma pergunta do Milho da Silva, patrocinador.

Como foi estar de frente com o Vitor Belfort? E você pôde conversar com ele nos Estados Unidos? Conversei com ele, contei as histórias lá. É? Uma pessoa que eu só via na TV. É. Eu pensava, não tem como nem conhecer esse cara. Aí, do nada, a mestre de lá falou, o Vitor Belfort vai vir conhecer vocês. Eu falei, o que é isso? Tu já viu alguma luta do Belfort?

Algumas. Já viu a sequência mais rápida de socos do UFC que ele dá no Vanellay Silva? Nunca viu, né? Um dia em casa, quando teu pai deixar você no fim de semana, que tu tiver com um banquete na tua frente com medo, igual um maluco mexendo na internet. Ah, tá mais rindo.

Bota lá a luta do Vitor contra o Vanderlei Silva. A primeira luta deles. Foi no UFC, Patrick? Foi no UFC. Um dos primeiros UFCs. Primeiro? Na Europa. Vai ver a sequência de socos. Ele ficou lá nos Estados Unidos só com o Ferro. Que o Cauê não tem muito esse negócio de emoção. Ah, tô feliz, tô aqui. Ele é menino, ele não deve estar muito ligado nos caras. Sapo, sapo.

Que eu autografe C, Júcia Formiga, Adriano Moraes, Vitor Belfort, treinando com essas ferras e pra aí normal. Adriano Moraes é um morango? Não sei se o apelido dele é um morango. Você sabe que ele paga quando o sol do sangue e faz assim? Ah, não, dele não.

Cara, e ele treinando lá, dando mortal, brincando com os caras. Pô, cara, tipo assim, meu filho com 12 anos foi aonde eu nunca fui, né? Onde um monte de adulto aí, faixa preta, não chegou e por mérito próprio. Eu vi que você trouxe suas medalhas aí. Cadê elas? Cadê? São muitas. É. Essas aí, qual a que você mais gosta e...

Ainda tem o cinturão, ó. Caramba, esse cinturão é maneiro, hein? Pode chegar aqui, a casa é nossa. Isso aí foi com os molequinhos mais velhos. Botar lá nos Estados Unidos. Olha lá. Pode pegar, pode pegar. Consegue se carregar tudo aí, você? Com esse bracinho de vitrola aí, mané?

Conta aí as que você mais gosta aí. Que maneiro esse cinturão aqui, hein, cara? Botaram aí no desafio lá com os moleque mais... Caralho! E a grande maioria tudo foi em meu lugar. E isso em cinco anos. Não, intensificou depois dos dois anos. A maioria aqui.

Tá meio suja porque ele tirando foto com o moleque lá. Ah, não para não. Tirando foto com o moleque lá. Senta ali, senta ali e conta qual que você mais gosta, pô. E fala dela, pô. Fala aí do país. Qual que você mais gosta. Pode puxar o microfone. Puxa o microfone pra cá pra você poder. Comenta, comenta. Comenta, comenta.

Ainda tem mais. Puxa pra você agora o microfone. Pode puxar ali. Essa aqui é a do Pan. Essa é a que você mais gosta? Que foi a mais difícil? Aí meu pai foi passar o bagulho lá. Qual o nome? É o... Do negócio? Venis. É, ele foi passar e ficou roxo pra não... Aí ficou isso aqui tudo roxo. Fala aí. Vira ela aí. Mostra ela pra câmera. Isso.

Essa é do PAN. Essa é desse ano? Não, ano passado. Do ano passado. A gente ainda está vendo como é que vai ser. E essa é a mais importante para você? É, a mais importante. Foi aonde a luta? Na Califórnia, não? Não, Miami.

E o sul-americano? Tem o sul-americano aí? Tem. Caraca, como é que acha? Não, mas imagina que a gente estiver na luta por live dos outros, porque eles vendem o evento e só vendem o evento anual. Ah, fogo é. É. Pô, churrasco e churrasco. Churrasco aí, bate pro pessoal lá, pra câmera aqui. Bicampeão sul-americano.

da... IBJJF. É a federação mais importante, né? Isso, 2026 e 2025. Caramba, cara, medalha pra porra. E precisa de até um lugar pra pendurar isso? Meu pai fez. Ai, que legal. Tá todo mundo lá. Eu também tenho a minha. Estão perguntando se ainda tem parede. Hã? Ainda tem parede pra pendurar. É, já não tá mais aguentando lá, não. O negócio não. E como é que a mamãe ficou com ele lá nos Estados Unidos?

Papai e... Não, a gente viveu. É mesmo? A gente voltou a ser namorado, né? Ah, garoto. A gente voltou a ser namorado. Tem um tempinho pra vocês, né? É, porque a gente não pode jantar sozinho. A gente não pode jantar sozinho, que o cara quer ir junto. É mesmo? É. Ele sume de quem? Qual dos dois? Dos dois, né? Ele quer estar junto com os dois. Ele é o chaveirinho.

Que maneiro. Jantado no dia dos namorados. Não vai me levar, não? Não vai me levar, não? Vai me deixar aqui em casa? Vou jantar. Mãe e o avô. Pô, moleque, deixa teu pai e tua mãe, pô. Dá um olé, pô. Não. Ela vai travar e só vai deixar você namorar com 18. Não, não vou deixar. Aí, ó, viu? Já que ele não deixa você, ele não vai deixar ele. Eu vou buscar ele na escola, eu tô vendo. Gente, cadê o Cauê?

Eu vendo aquele grupinho assim, quando tá lá dentro, Cauê, que ela é um monte de menina, eu falei, Cauê, ele ia, mãe, para. Aí, tava escondendo o jogo, né?

Pô, fala aí, mãe. Ele tá escondendo. Ele tá malando. Se ele fala o nome, ele decepciona o set. É isso aí. Por isso que ele não fala o nome de ninguém. Boa, moleque. Tá malando. É isso aí. Tô de vilar dos téticos. Não é otário igual a Samu Paiva, não. Samu Paiva, otário. Olha, o Brasil é o Con e sem kimono. Mostra aí. Bonificou. Con e sem kimono. Mostra aqui pra essa câmera aqui, por favor.

Correia da frente dela. A correia. Esse, que ele vai puxar. Olha lá. Caramba, muito legal, cara. O bicho é do bi de tudo esse ano de novo. O bi do sami eu já tenho. Rio sami, que é isso aqui também. Tu não vai achar o lanche. Rapidinho, ó. Caraca, muito rápido. Eu conheço pelo cordão. Tira a correia da frente. Isso aí, ó.

Cara, muito legal. Você falou que a mais importante é a dos Estados Unidos, não é isso? Essa aqui também é do cinturão, que eu competi a categoria e lutei dessa aí. Essa aqui, né? Aham, e essa aqui? Foi com e sem kimono. Com e sem kimono eu ganhei o com. O cinturão foi com as crianças de 13, 14 anos, se eu não me engano, e tinha 11. Sem kimono. E isso aqui foi da categoria, com kimono. Tu...

Você foi sem kimono, e aí ano passado, não é isso? 11 anos. Só desaniversário que dia? 27 de janeiro. 27 de janeiro. Caraca, moleque. Enfim, cara, parabéns. Parabéns pela equipe, porque tu tem uma equipe multidisciplinar fora e uma equipe multidisciplinar dentro. Não é isso? Todo mundo imbuído do mesmo objetivo. Hoje lá vive em função do Cauê. Tem que acordar a hora do Cauê, tem que dar o ei na hora, tem que dar janta. Boa, boa, boa, boa, Tiagão. Vamos lá.

Qual o suplemento que tu toma? Fala aí pra galera. Os que podem falar. Brincadeira. Pode contar tudo. É isso aí. É a tina da Massifique, ômega 3, whey da Massifique e vitamina D. Caraca, mas... Afiado, hein? Não, assim...

É muito difícil estar errado, porra. É muito difícil. É muito sangue de 5, 5 meses, aqui tem cobra. É mesmo? Cobra, tem que ver como é que tá tudo, como é que tá gordura, ver tudo. E mamãe, papá, tem que... Café da manhã... É, o café da manhã, o ei, às vezes ele não quer comer nada, né? O ovo, ele com o ovo, ele come. Sim. A merenda ainda tá naquela que é a nutrição do anônimo, só que ele...

Na mesma da escola, às vezes ele quer comer um negocinho na escola, ficou pena, né? E a mãe... Pô, ficou cinco horas dentro da escola. Mas o que tu quer comer? Rapidinho, mamãe, dá licença. O que você quer comer na escola? Normalmente eu como pizza e salgado. Como é que é o nome da Nut? Pizza e igravita. Mas salgado, a gente não deixa aí comer fritura. É fritura. É assado. É assado. É assado. Como é que é o nome da Nut? Quieta, quieta. Acabou de passar mal agora quando você falou do ano.

tá passando mal agora, todas se tremendo e ela tá também, é fortuna compete mais um motivo pra ela tá todas se tremendo agora aqui mas tu tem 12 anos, vai aí, mamãe, por favor o milho da Silva tá denunciando aqui que você ainda pega a pizza do domingo na praça de mesquita aí, calma aí o milho o milho da Silva acha que é o

É o chapo, é o chapo. É o chapo, sabe que é o chapo. Deve ser o chapo. Milho, você é o chapo, Milho? Tá escondendo aqui, ó. Bom que o Selmo fala olhando pro celular, ele tá conversando com o cara. Pra ver se ele responde, pô. Olha pra lá, porque o cara... Aí a comida, quando ele chega na escola, a comida já tá pronta. Sim. Por causa dos horários. E a comida, pesa a comida direitinho? Ela tá gravando de arroz.

E já sai tudo no olho. Já sei no olho. Tem a balança certinha, mas já sei no olho. Às vezes eu tenho dúvida, eu vou lá e pedo. Entendi. Aí ele come, às vezes ele não quer comer tudo, porque tem uma quantidade, aumentou a quantidade de comida. Sim, é uma merda. Aí ele almoçou, aí não pode dormir durante, deitar, ou fazer algo durante duas horas, tem que aguardar. Posso beber nada. Às quatro da tarde ali. Aí nesse aí ele fica naquele negócio de docinho, né? Mãe, deixa eu comer um docinho, um docinho. Qual?

Não, um doce. Principalmente o meu. Dá um bote de açúcar. Esse cara invadiu o meu doce da Argentina. Mais uma tremedeira na noite. O milho da Silva é o John da equipe MK. Ah, o John. É, gordinho, seu vacilão. É o urso, com o meu nome.

É o urso da Marcha Ursa. A gente fala que ele é o urso e o Cauê é a ursa. MK hoje, pra gente, virou uma família. Família patrocina e família, família. A gente chega lá muito bem recebido.

O pessoal da moto. Isso, da moto. É uma agência de motos, uma revendedora de motos do Rio de Janeiro. Desde o início, ele aceitou a ideia. Desde o início, o Cauê aceitou a ideia. Quem conversou com o Patrão foi o Cauê, não foi eu, o Patrão nem me atendeu. Ele estava com o pai operado.

Aí, pô, cara Cauê chegou dos Estados Unidos Ele pegou, mandou uma X6 Ficar passeando com o Cauê em Belforrocho Se amaram Ah, manda equipe de mídia Ah, vão pra Minas Ele manda equipe de mídia O pessoal lá trabalha muito bem na mídia

acompanhar, fazer. Foi importante isso. E nisso foi se criando laços. Entendeu? Foi criando laços. Hoje, que nem eu te falei, a gente cria amigos. Tipo assim, ah, vão comer uma pizza, igual eu estava dormindo agora. Ah, vão todo mundo comer uma pizza. A gente cria laços. Não é interessante, na minha visão, a gente só tem relação profissional. A gente tem que ter amizade.

Entendeu? Na amizade você vai me falar o que acho, o que não acho, eles me ajudam com a mídia, me ajudam com o Instagram. Entendeu? O pessoal lá é... A Dedé Fraga está perguntando se não fosse o Jiu-Jitsu, que hoje é o que você está levando como profissão, o que você gostaria de ser quando crescer? Paracadista. Pô, tu gosta de... De aventura, hein? E o coração, né, mãe? Como é que é isso?

eu falava que eu queria ser mototáxi antes do jiu-jitsu eu queria ser mototáxi hoje o teu pai não deixa ele olhar pra moto foi negativo esquece isso tem uma parada que o Bernardinho diz em cima do que o teu pai falou com relação a se manter vencendo a se manter vencendo

E o Bernardinho falou uma coisa que ficou eternizada aí. Se tu puder um dia dar um livro pra ele do Bernardinho, eu não tenho, não dava até o meu pra ele, que diz que aos campeões o desconforto. O mestre Rodrigo fala isso. Toda vez que eu vou lutar. É isso aí. Quando tu perceber que tá começando a ficar muito confortável,

Tá perto da merda. Eu acho que nunca ficou confortável, né, filho? Então tá bom. Então a Pris está ganhando. Semana passada teve um treino lá. Eles já tinham treinado muito. De seis a oito e meia da noite. O Rodrigo falou assim, ele não vai embora, não. A gente vai fazer um treino aqui hoje. Eu ia para o outro treino. De luta livre. Ele todo cansado, Rodrigo. Assim que você quer ser campeão, eu até postei esse vídeo.

Assim que você... Campeão, campeão não para, não sei o quê. O maestro Rodrigo trabalha bastante isso nele. E ele escuta. O Rodrigo faz aí sair da zona de conforto dele. Você é campeão, cara. Campeão vai deixar o cara pegar as costas, não sei o quê. Pô, quando ele treina com os moleques mais velhos, ele fala, pô, cara, tem um... Cauê tem 12 anos, cara, tá nas tuas costas, te enforcando, pô.

O Rodrigo trabalha muito isso, ele sempre falou. Os campeões e o desconforto. É isso aí. E aí, Doido, tem mais alguma coisa? Não, tudo, já perguntei tudo. Quer, Patrick? Aproveita. Não, não. Só falar que o Mineirinho faz a transmissão, só para me gabar. Faz a transmissão? Faz a transmissão do Mineirinho, só eu faço. Ó, vamos botar o Cali lá na final lá. O Cali só saiu numa final do Mineirinho até hoje. Tem que chegar lá. Vou chegar lá, vou procurar o homem agora.

Caraca, mané. Federação muito boa. Vou te falar, agora só falando um pouco das federações de jiu-jitsu. Fica à vontade. Essa CBJJD, aqui do Rio, federações aqui do Rio, é a única que a gente dá prioridade. Porque tudo é muito caro. Mas essa federação, ela dá passagem para o europeu.

Se você ficar como o primeiro do ranking, agora eles estão dando. E eu não ganho nada da federação, não. Eu pago, pago. Não tenho desconto. Eles dão bolsa-atleta agora, né, meu amigo? Mas mesmo ele sendo o primeiro do ranking, ele não ganha? Não. Por que? Não sei. E a maioria dos campeonatos de jiu-jitsu premiam os adultos e não as crianças. Só que as crianças hoje treinam como adultos.

Botam premiação para as faixas pretas, faixas marrom e para as crianças não. Só que as crianças hoje são profissionais. Bom ponto esse seu. Não premiam. O premiam é... E geram mais receita do que os adultos, porque tipo... Se você olhar o brasileiro, está tendo em São Paulo uma semana de brasileiro. Uma semana. Onde eu estava vendo, está vazio. Adulto. Agora criança, o bagulho pega fogo. E uma semana?

É uma semana de custo, né? Se você não tem ajuda... E pra viajar, tipo assim, na minha visão. Cauê é o primeiro do ranking 2025. 2026 aí não deveria pagar campeonato. Isso era o mínimo, né, cara? Entendi. Entendeu? Todo campeão do ranking 2025, 2026 não paga campeonato. Porque a gente gasta com viagem, hospedagem...

Isso aí é o papai patrocinador também trabalhando. Dia, noite, pô, se eu não tem meu número, ele vai ver, toda hora eu tô postando foto trabalhando, eu não paro, entendeu? E o ranking hoje serve só pra gente dizer que foi, vai procurar aí em 2025, o Cauê foi campeão do ranking. Entendi. Você luta pra sua pena do ranking, mas você chegar no topo não te dá nenhum benefício com relação...

Ao ano seguinte. A Minerim, a CBJJD, agora, está dando ano seguinte, não paga campeonato, ainda ganha uma Bolsa Atleta. Aí a gente vai para o programa do governo, Bolsa Atleta. Cauê tem todos os critérios para receber, título internacional, tudo. Só que ele não tem 14 anos. Ah, é só a partir de 14?

Puta, eu tô só no que vem, né? Não, no que vem é 13. Cara, pra mim tinha feito 13. Pra mim tinha feito 13 em janeiro. Caraca, ele é novinho, cara. Entendeu? Aí, tipo assim, é muito trabalho, muito trabalho. Vamos, vamos. Dá pra ir? Vamos. Ah, paga o campeonato. Passa no cartão aí. Depois eu vejo como é que eu pago isso aí. Vai, vai, vai. E tá bom. Tá bom. Até hoje eu paguei.

E vai continuar pagando. E vai aparecer uma galerinha aí pra botar uma ferpela, né? História que acho que isso vai dar sorte pros convidados aí. Quem tá desempregado arruma emprego. É verdade. A gente só não resolve ficar bonito, tá bom? Entendeu? Não sei se não é direta não, né? É ele que falou aqui, ó. De óculos também. É ele que falou. Falei mexendo aqui, Cauê? Tá do meu lado. Olha, é...

A gente só tem que dar os parabéns para todos vocês. Eu fico muito feliz em poder receber histórias como essa aqui, porque a ideia daqui é contar histórias, contar histórias legais, com as histórias inspiradoras. E o Cauê é só o exemplo do que ele vê dentro da casa dele. Entendeu? E parabéns para todos vocês. Até pela forma com que entenderam o TDAH, enfim. Porque...

Está aí, existe e a gente tem que ser inteligente o bastante para conviver da melhor forma possível. E no caso dele, direcionar para uma coisa que é importantíssima e que ele faz muito bem, que é lutar o jiu-jitsu dele, é a luta livre dele. Independentemente de ser campeão ou não no tatame, tu vai aprender a ser campeão na vida.

Isso eu juro muito pelo exemplo dos seus pais. E a gente fica muito feliz em poder passar exemplos para a galera que nos acompanha dessa forma. Parabéns para todos vocês. Parabéns. Estou falando isso aqui porque é de uma forma humana. Mas na hora que entrar no tatame é porrada neles. Não tem conversa. Entendeu? É porrada, não tem que mudar nada. É de óculos mesmo, nariz em pé, peito estufado e fazer o que tem que ser feito. Se vai dar certo ou não, é outro problema. Mas o teu tem que ser bem feito.

Parabéns, tá, moleque? Parabéns pela dedicação, porque não é normal um moleque de 12 anos ser tão disciplinado. Entendeu? Às vezes, o TDAH ajuda. É! Só não deixar o doce na frente dele. É isso aí. Também não dá para ser perfeito, pô. Não é para deixar o McDonald's na frente. Você vai comer ou não?

Calma aí, cara. É, é, é. É, é, é. Só teu apoio. É, é, é. Ele é teu segurança, pô. Porta pra 18 aí. Ele é teu segurança. Ele tá me entregando. E rede social, boa. Rede social, gente. Fala aí a tua rede social pra gente. É, eu quero ir de 27. Devagarzinho.

O-CAUEZIN27. CAUEZIN ou CAUEZINHO? ZIN. CAUEZIN, beleza. Não tem H. É com K. Com K e ZIN. ZIN com N no final, não é isso? E o CAUEZIN27. O. O CAUEZIN, cavalo, Fernando. O CAUEZIN27 no Instagram. E se quiser fazer contato com vocês para patrocínio, é por lá?

por lá só... Que é o pai que administra. Aí também tem acesso a mãe, todo mundo. As crianças mandam mensagem, a gente responde. E a gente não tem muita vaidade, não. A gente mandou mensagem lá que não seja de patrocínio. Para mandar um alô, um abraço, a gente... A escola que a gente vem é...

de não ter vaidade. Perfeito. Entendeu? Vamos lá, vamos responder. E aí, tá tudo bem. Ah, vamos visitar. A gente visita. Outro dia, a gente foi lá dentro de Belfor Rocha, porque tinha um menino que era fã do Cauê. Ah, que queria treinar o Cauê. Então, vamos. Botei ele na moto. A gente foi lá dentro de Belfor Rocha. E não tem muita vaidade, não. Que legal. Parabéns. E o teu? Quer dar o teu Instagram pra galera aí? Ah, mas o meu afubava.

Fala aí, pô. Só se ele tem que vencer, a patroa vai deixar. É que a patroa... Ah!

Ele pode dar um... Ele pode dar um... Garoto! Cada caiu, né? Vai tomar uma... Vai tomar uma atalhão. E vai apagar. Então tu segura a tua onda. Segura a tua onda que tu... É faixa branca e ela é faixa preta. É faixa dura. Falta rede social, bandido. Anselmo Paiva, vida mansa. E você, Patrick? Patrick Liberato, conteúdo visual.

E o Arthur, Rafael, quer soltar aí? Pode ser. É... Ele é da Ruivinha. É da Ruivinha, Robrolet. Eu escutei, eu estava almoçando. Estou igual o Calheta, com a alimentação bonitinha.

E aí, eu escutei o Marcel, porque tem uma... Ah, vou que aguentar, né? Tinha uma ruiva do Storycast, uma IA, feita na IA, e ela fazia umas chamadas muito maneiras, diferentes, criadas pelo nosso querido Rafael aqui, Rafrilas. Rafrilas.

Mas só letra aí pra galera entender, cara. R-A-F-F-R-E-L-A-S. Tá vendo? E a ruiva era fenômeno. É double-I. A ruivinha rubro-neira. A ruivinha rubro-neira. É um escândalo. O Marcelo ficou bem feliz quando ela começou a falar do Storycast. Queria até trocar o contato. E mais uma vez, pra contactar...

A família do Cauê é ocauezin27. Qualquer tipo de contato. Acho que também se botar Cauê Souza aparece. Se colocar Cauê Souza com K. Cauê Souza com S e com K. Bota lá no Instagram para você.

manter contato, saber como é que é a vida do Cauê. Se você quer se inspirar e ver, pô, como é que esse moleque de 12 anos, quando cedo come, faz treino? Vai lá olhar, que deve ter um pouco da rotina dele, para você entender, para você se inspirar. E para você que quer ajudar também, que quer participar dessa história, dessa construção de uma história vitoriosa, vai lá, que no Instagram você pode fazer contato e oferecer o que você puder e quiser, até que seja uma boa sorte.

Vá com Deus, que é muito bem recebido da mesma forma. Para encontrar o Storycast, é só você botar STORI CAST em qualquer plataforma que o Storycast vai estar lá prontíssimo para te contar histórias tão legais e inspiradoras quanto a dessa família. Porque o Cauê é quem sai na porrada, mas a construção para ele chegar até lá é feita por várias mãos.

E é assim que funciona, assim que um vencedor é construído, galera. Para me encontrar é Fernanda, o 014F no Instagram. Estou nos donos da bola de segunda a sexta, de meio-dia, às 13h30. Cada vez mais loucos, cada vez falando menos de futebol, mas cada vez sendo mais legal o programa. Vai lá que você vai gostar também. E eu estou aqui com a minha...

com meu cinturão. Lá ele, entendeu? Os mais velhos vão me entender. Mas aqui, muito legal pra gente poder estar aqui mostrando pra vocês a vitória do moleque. Parabéns, moleque. Parabéns mesmo. Falou? É daí pra frente. Tiagão, parabéns.

Parabéns, Amanda. Valeu, Rafa, obrigado, mais um. Valeu, Patrick. Tchau, galera. Beijo. Se inscreve no canal, deixa o teu like se tu não deixou ainda. Esqueceu? Deixa agora aí, porque é importante. Cara, e tu vai rodar isso aí, tu vai encontrar até histórias legais, mas contadas com essa profundidade que a gente conta aqui. Acho difícil, falou? Beijo. Tchau.