151. Modo sobrevivência: por que você está tão cansada emocionalmente? Juliana Goes Podcast
Você sente que está vivendo no automático?
Sem energia, sem presença e até sem vontade de sonhar?
Talvez você não esteja sem motivação, talvez você esteja emocionalmente exausta.
Neste episódio do Juliana Goes Podcast, falamos sobre o cansaço emocional feminino, burnout, saúde mental, produtividade tóxica e a pressão silenciosa de precisar dar conta de tudo o tempo inteiro.
Uma conversa profunda sobre autocuidado real, ciclos femininos, cortisol, exaustão emocional e o impacto da sociedade da performance na vida das mulheres.
Você não precisa viver em estado de alerta o tempo inteiro, existe um outro caminho, com mais presença, mais consciência e mais leveza.
E pra quem chegou até o final, compartilhei que vamos ter uma ÚNICA EDIÇÃO da Imersão Liberdade de Ser esse ano, uma experiência presencial profunda de reconexão e fortalecimento emocional para mulheres.
📍 Imersão Liberdade de Ser14, 15 e 16 de agosto de 2026 — Ibiúna/SP
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- Modo Sobrevivência e Exaustão EmocionalCansaço emocional feminino · Burnout · Saúde mental · Produtividade tóxica · Pressão social · Autocuidado · Sociedade da performance
- Cansaço crônicoSociedade do cansaço · Modo performance · Culpa por não produzir · Autoexploração · Expectativas irreais · Byung-Chul Han
- Ciclicidade femininaCiclos femininos · Primavera (fase folicular) · Verão (ovulação) · Outono (fase lútea) · Inverno (menstruação) · Sabedoria ancestral
- Estresse e cortisolCórtex pré-frontal · Cortisol · Foco e memória · Bruxismo · Saúde hormonal
- Técnicas Práticas de AutorregulaçãoNomear o momento atual · Retirar uma coisa da lista · Momento de não fazer · Ócio restaurador · Comunicação e autorrespeito · Inteligência emocional
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Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
Você veio! Olha no meu olho! Você veio! Eu vim, gente! Fala sério! Mais um Juliana Góes Podcast, minha amiga! E a gente veio! É sinal que tem algo aí por trás pra você nesse dia de hoje. Eu espero que eu possa levar luz!
Esperança, transformação, reconhecimento, que você se reconheça, mulher, no seu possível hoje. E que a gente possa caminhar juntas aí nessa jornada aventureira que é o autoconhecimento. Então aqui no Juliana Góes Podcast vocês sabem que nossos pilares importantes são as coisas da vida. Mas todas elas sustentadas por inteligência emocional, saúde mental, espiritualidade.
E um pouquinho de doses de histórias pessoais, não é mesmo? Então hoje eu tô aqui muito bem acompanhada de uma bebezinha na barriga, né? Estamos aqui vivendo a gestação, sim, senhora. E sim, os diários da gravidez voltaram, não só pro YouTube, como aqui para o Spotify, porque era um quadro que eu tive na primeira gestação lá, ó, nove anos.
Já dá pra falar que é nove anos, né? A menina vai fazer nove em dezembro, gente, pode isso. Então, que bom que você tá aqui. Lembra de se inscrever no podcast. Se você tá no YouTube, já deixa o seu joinha. Isso ajuda o algoritmo a trabalhar a nosso favor, a ele ser protagonista, entregar e distribuir esse conteúdo pra mais pessoas.
Para que mais mulheres, especialmente mulheres, né? Que é a maioria de nós que estamos aqui. Mais mulheres possam despertar para o melhor que elas já são. É nisso que eu acredito. E eu sou a Juliana Góis. Eu sou a sua amiga fiel. Estaria aqui torcendo por você. E enxergando em você aquilo que talvez você não esteja nem mais percebendo. Mas que com essas trocas, toda semana, você possa passar a se perceber, se enxergar, se gostar.
e habitar a própria pele com muito mais amor próprio. Bora time! Meu bem, você está aí? Está no modo sobrevivência? O tanque? O tanque está ali na reserva? Pois é, muitas de nós, tá? E quando você se vê nesse lugar em que até sonhar, parece que não cabe, porque você não tem nem energia, nem disposição para sonhar.
Posso te dizer uma coisa? Isso não é falta de ambição, isso não é falta de capacidade. É porque sim, senhora, a senhora está nas suas reservas, provavelmente vivendo um cansaço extremo, um esgotamento. E hoje...
Com esse episódio eu quero trazer ciência para vocês, sabedoria milenar e também alguma troca valiosa a partir de momentos que eu já vivi e daquilo que eu apoio mulheres, tanto na imersão Liberdade de Ser, quanto nas jornadas, no Liberdade de Ser Online, na mentoria Dharma. Eu já vi mulheres de pertinho ressurgindo como a Fênix.
E eu posso dizer para vocês que não é uma equação muito complexa, não é algo, um bicho de sete cabeças, é muito mais possível quando a gente passa a fazer ajustes finos, que eu quero compartilhar com vocês nesse episódio. Bora, time!
Byung-Chul Han, se não é assim que pronuncia, a gente não vai saber, tá? Mas ele é um filósofo sul-coreano. E na sociedade do cansaço, ele traz essa perspectiva, sabe? De que a gente vive... Aí eu tô com as minhas palavras, tá? Numa loucura. Em que a gente entrou num modo performance... Até anotei aqui uma frase. Que a gente vive numa sociedade que trocou. O você deve pelo você pode.
E o que acontece com isso tudo? Sou a libertador? Puxa, você pode, você pode isso, você pode aquilo, especialmente para nós. Você pode empreender, você pode ser mãe, você pode não sei o que, você pode ser tudo. Beleza. Parece libertador no primeiro momento, só que isso te engole. E o que acontece? Vira uma armadilha, tá? Porque quando tudo é possível, a gente cria uma culpa por não produzir mais. Tá percebendo?
E essa culpa recai sobre quem? Sobre você. Porque afinal de contas, se você pode, se você pode tudo, se você pode ser tantas coisas, por que é que você não está conseguindo? Você se torna a sua própria chefe, a sua própria líder mais exigente. E aí o que acontece? Sem que a gente perceba, a gente se auto-explora, cria expectativas.
com um sorriso no rosto e uma listinha de metas na mão esses dias uma mentorada me chamou, Ju, tava aqui olhando os resumos das mentorias e eu não cumpri com isso, nem com isso, nem com aquilo, eu falei, olha
Você entende que isso daqui é um plano ideal, não é um plano rígido? E que você, mulher, você passa por fluxos, por ciclos, e que a gente não vai produzir o tempo todo? Aqui são só nortes. O que é o mais importante para ser feito agora? Não é abraçar o mundo mais, minha amiga, entendeu? Porque quando você está aí com esse sorriso no rosto e essa lista de metas na mão...
O resultado é uma exaustão disfarçada de estilo de vida quando não chega no burnout. Então é muito importante a gente entender a loucura que este momento do mundo e da tal produtividade está propondo, porque muitas vezes isso não é a liberdade, isso é a mais pura armadilha a qual a gente pode se enfiar. Muito cuidado.
E agora do ponto de vista da ciência, quando você está esgotada, tem aqui o córtex pré-frontal, que ele vai se desenvolver até os seus 21 anos, é uma coisa que vai acontecendo. É a região responsável por planejamento, por criatividade e também pela tomada de decisão. Se você está cansada, se você está exausta...
o córtex pré-frontal vai funcionar com capacidade reduzida, você tá entendendo? Ele não vai funcionar no ápice, tá? Aí junta com um negocinho chamado cortisol, minha amiga. Teve uma época que eu descobri que eu tinha o cortisol alto, e eu sou uma pessoa assim que, na época, meu estilo de vida era ainda mais tranquilo, as crianças nem existiam.
E olha só que loucura, tá? Por isso que eu recomendo que vocês façam seus exames regulares, porque às vezes também o que você está sentindo é decorrente de algum desbalanço seu, dos seus números, dos seus hormônios, dos seus minerais, das suas vitaminas. Coisas que você pode ajustar com estilo de vida, com suplementação e com o que quer que seja. E até com terapia, meditação, yoga.
Tem muitos caminhos, tá? Mas é importante saber onde que você tá, né? Reconhecer o seu território e fazer exames constantes. Inclusive, aproveita aí e sai desse podcast e marca. Sabe, marca, porque às vezes vai levar meses pra você conseguir fazer ou pra agendar uma consulta. Mas não é porque vai levar meses que você não deve marcar agora. É justamente por isso que você deve marcar agora. Pra você poder se organizar.
Mas com base no amor próprio e não na chibata, né? Porque senão você vai, ah, é porque, nossa, é mesmo, eu não faço exame há dois anos, porque não sei o quê, não sei o quê. Calma, gente, calma. Então, daqui pra frente, o que pode ser feito? Daqui pra frente, o que é mais importante, né? Respira.
E daí o que acontece? Você não consegue se planejar e não é frescura, é porque realmente o seu sistema não está comportando uma capacidade de planejamento. Daí esse bichinho chamado cortisol, que é esse hormônio do estresse, ele afeta foco e memória, minha querida. E na época que eu estava com cortisol alto, eu comecei a perceber, me perceber inchada.
o meu rosto, a minha pele, o meu cansaço, o meu humor. Então, uma série de coisas estavam piores do que costumavam ser. Foco e memória, assim, menina do céu, estava lasqueira. E daí, quando eu fui ver, um fator que estava me gerando cortisol era bruxismo. Eu juro para vocês. E eu já tive vídeos, assim, há mais de 10 anos aqui, relatando os tratamentos. Hoje em dia, eu estou... Vocêanneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranneranner
basicamente curada, eu uso a placa para dormir, por muito tempo eu fiz tratamento com toxina botulínica, aplicação aqui, sabe, no masseter para o bruxismo, duas vezes por ano, porque daí ia não paralisando, porque não pode, né, você precisa desses músculos para comer, para falar, mas suavizando a força desses músculos para evitar aquele negócio noturno e terapia também, porque o bruxismo ele tem uma raiz.
emocional também. Então, foi uma série de combinados, às vezes as pessoas me perguntam. Eu também fiz um tratamento com osteopatia, que foi fantástico, porque osteopatia é uma linha, eu posso estar errada, tá gente? Vocês me corrijam, por favor. Mas é uma linha da fisioterapia, é uma especialidade, digamos assim, e trabalhar a autocura do corpo. Então, eu gosto muito dessa linha e fiz também quiropraxia.
Foi isso que eu fiz para bruxismo, porque eu sei que muitas mulheres têm, e eu tinha dores de cabeça, assim, laterais, e uma coisa que radiava aqui na cervical. E, acredite ou não, quando eu resolvi o bruxismo, meu cortisol melhorou. Porque ficava ali gerando estresse à noite, eu me mordendo e tendo essa questão.
Então, muitas vezes, esse esgotamento também está vindo de algum processo seu físico, emocional, que a gente pode observar. Então, para você começar a se observar, e o que eu falei mais aqui? Espera aí, gente, porque a cabeça está grávida. Agora eu anoto as coisas, entendeu? O que eu faço aqui nos podcasts? Eu adoro abrir o jogo para vocês. Eu tenho as ideias dos temas, eu leio o que vocês sugerem e observo o que está... Eita!
o que está passando no mundo. Daí eu narro essa ideia para o Cloud. Eu tenho usado mais o Cloud, inteligência artificial, do que o chat GPT, né? Me identifiquei mais com o Cloud porque o Cloud é menos bajulante. O chat, eu acho que às vezes ele quer concordar muito com a gente.
e falta um pouco de crítica, sabe, de um lado analítico. O Claudio me faz perguntas e muitas vezes antes de me dar a resposta ele me pergunta algumas coisas decisivas para me dar uma boa resposta. Então eu narro para o Claudio que eu quero falar, trago um pouquinho dos estudos que eu faço e ele organiza num documento só os bullets do que eu vou trazer para vocês, sabe? Porque se não, a cabeça da mulher, entendeu? Aí o que acontece? Eu preservo.
Eu preservo a minha saúde mental. Eu ajudo o meu córtex pré-frontal quando eu me organizo. Porque eu sou capaz de sentar aqui e gravar um episódio da minha cabeça e do meu coração. Mas se eu tenho uma mensagem para passar e se eu tive uma ideia, eu organizo essa ideia hoje em dia. Isso reduz meus níveis de estresse? Isso não depende só do meu improviso?
E se eu precisar improvisar, eu sei que eu vou muito bem. Só que quando a gente começa a se ajudar no processo, se eu sei que eu estou num momento gestante, dois filhos, e que eu fico, eu me sinto mais cansada assim, ainda mais agora gestando aos 40, como que eu me ajudo no rolê?
Por isso que eu estou trazendo esses detalhes para vocês. Porque daí eu separo em blocos o que eu quero falar. Aqui eu tenho uma base e eu evito ter um desgaste mental muito grande para entregar saúde para vocês. Eu não posso perder a minha saúde para entregar mais saúde mental para vocês. Mais inteligência emocional. Então tem que começar comigo. Quando a gente começa a se ajustar, então muitas vezes, minha amiga, tirar esse excesso de ideia da sua cabeça, colocar num bloquinho.
E num bloquinho, não pra você estar ali no fim do dia com uma carrasca, com um mau gosto de si mesma, falando, ah, por que eu não fiz isso, aquilo não, meu bem. Recalcula. No dia seguinte, o que é mais importante? Por onde eu começo? E aí sim, você vai respirando. Então...
Quando o seu cérebro está no modo de sobrevivência, é muito difícil mesmo fazer planos para o futuro. Reconhece e aceita. Então, às vezes, quando alguém me pergunta, a gente vai fazer tal coisa lá, minha mãe às vezes, porque aquela viagem que não sei o que, lá, daqui a duas semanas eu falo, eu estou vivendo um dia de cada vez.
tá? Daqui a duas semanas eu vou pensar daqui a uma semana e cinco dias, beleza? Porque a gente tem menos capacidade de planejar a longo prazo. Não é que a gente não consiga, mas é até melhor você se poupar no quanto que você vai abrir de janelinhas na sua cabeça por dia e entender o que é urgente, a gente já falou sobre isso aqui, o que é urgente, o que é prioridade e o que é importante. Urgente é o que você precisa resolver urgentemente, que gera uma crise se não fizer.
prioridade é aquilo que é importante para uma janela daquele dia ou do próximo dia, e importante é o que pode ser jogado para daqui a cinco dias, uma semana, entendeu? Porque daí você não se atropela, você não se enlouquece, tá? E sair desse lugar de exaustão, gente, não é só força de vontade, não é aquele papo motivacional raso que fala, vamos lá!
Coloca o crópede e dá a volta por cima, nem sei como é que é a frase, né? Mas, enfim, não é só força de vontade, não, é autorregulação, então você precisa começar a respirar. O seu sistema precisa sair do alerta, o seu sistema nervoso, né? Quando eu falo sistema, especialmente o sistema nervoso, precisa sair desse modo de hiperativação.
para que as coisas voltem a funcionar, não é só pensamento positivo e autossugestão, afirmações positivas, precisa sim de oração, precisa dobrar o joelho, mas precisa se entender nos seus fluxos, e eu quero falar um pouquinho para vocês sobre isso.
Especialmente nós mulheres. A gente conseguir ter um planejamento real dos nossos fluxos. Para poder se respeitar. Para poder se escutar. E prever algumas coisas. Evitando frustrações. Combinado? O que eu quero trazer para vocês é sabedoria milenar. As nossas ancestrais. Elas entendiam que nós mulheres não somos lineares. Nós somos cíclicas. E a gente vive.
A cada mês, quatro estações. Mas será que você tem dado atenção para isso? Ou você está querendo vivenciar um modo turbo? Um modo performance? Da mesma maneira, de primeiro do mês até o dia 30, não tem como. E por mais que você fale, ah, mas eu consigo. Tá bom, vamos esperar a hora que a exaustão vai bater. Vamos esperar a hora que você vai ter...
um piripaque, eu não gostaria que isso acontecesse para você, mas isso é se violentar, isso não é performar. E a gente, nessa sociedade contemporânea da performance, inclusive muito bem criticado pelo filósofo sul-coreano, autor de A Sociedade do Cansaço, é justamente esse Você Pode Tudo.
E daí? E daí? É realmente uma liberdade ou é um aprisionamento numa velocidade, num ritmo que a gente não vai dar conta ou se estiver perto de dar conta, vai cair doente na cama. Então é importante a gente se perceber e tem uma metáfora linda, né, que vem de tradições milenares e que a ciência super confirma, né, que o nosso corpo vive essas quatro estações.
E são quatro estações internas a cada mês. Quando eu falo internas é porque o seu corpo funciona de acordo com essas estações e também o seu emocional, tá? Isso impacta também no mental. O que acontece na primavera que é a fase folicular? A energia cresce, meu bem, a criatividade, inícios de projetos. É aquela hora de você planejar.
de se expor, de criar, de arregaçar as mangas, de gravar o vídeo, de botar a cara tapa, de fazer aquela ligação, de entrar em contato com o cliente, de dar um primeiro passo. Perfeito, certo? Então essa é a primavera. O verão é a nossa ovulação.
É o pico de energia, comunicação, presença social, palestras, lançamentos, conexões. Eu diria que a primavera é o plantio de você dar os primeiros passos e o verão é a sustentação, é o florir disso tudo. É quando realmente ali as coisas estão acontecendo, você está solar, você está radiante. Percebe quando foi que você se sentiu assim a última vez? E aí a gente entra na fase lúcia, que é o hormônio. O hormônio.
É o outono, amiga. Mas é óbvio que tem hormônio. Haja hormônio por trás, né? Mas vamos lá. A fase lúdia tem hormônio, sim, senhora. Mas é o nosso outono. A gente já tá até chorando aqui, fala sério. E é um momento de introspecção. Um momento de revisão. Um momento de resguardo, tá? Sensibilidade elevada.
Aí você pode falar, é TPM também. E é hora de você se recolher. Ai, Ju, mas como? Eu sou CLT, como eu me recolho? Talvez nesse período, nessa semana, você vai levar uma comidinha de casa para o trabalho. Você não vai sair com a galera, que você vai estar com a bateria social baixíssima.
Você não vai emendar depois do trabalho. Se você puder terceirizar alguma coisa com a sua rede de apoio sobre crianças. Se você não puder, avise as crianças essa semana. A mamãe está um pouco mais quietinha. Como que a gente se ajuda? Comunicação, gente. Comunicação é tudo. E autorrespeito. A comunicação, para ser eficiente, ela precisa começar no autorrespeito. De você saber onde você está e saber o que você tem para dar ao mundo à sua volta.
E aí depois desse momento de resguardo vem o inverno. E a gente às vezes cria uma aversão ao inverno. Sendo que na verdade ele é extremamente importante. O inverno ele é a menstruação. É a sua alunação. É a sua ciclicidade. E é o momento de dar sequência nesse recolhimento e emergir. E você poder dar um pouco mais de atenção a descanso, renovação.
E de certa forma, dentro do possível, desacelerar sem culpa. Tá? Porque não adianta você se exigir ser produtiva.
num momento em que nada em você está a favor disso. Você está lutando contra. É que nem você que remar e tem uma correnteza na sua frente e não vai. Ou você vai acabar ali, exausta, doente, você vai acentuar aquilo que de repente você já vinha sentido e parece um ciclo sem fim.
tô sempre exausta, tô sempre cansada, mas como você pode pegar um pouco mais leve nos seus dias de inverno, sabendo que o outono veio te preparando pra isso, ai Ju, mas são duas semanas do meu mês que eu vou tá meio marromena, não é que você vai parar de viver, porque poxa, a gente é mulher de fibra, né, a gente consegue fazer as coisas, mas entenda a intensidade.
com a qual você vai fazer as coisas... entenda... a velocidade... como a sua cabeça vai funcionar... entenda a quantidade de sono... que talvez você possa ter um pouquinho mais... e a comunicação com as pessoas à sua volta... porque quando você para de lutar contra o ciclo...
começa ali um movimento muito bonito de cura, de dentro para fora, sabe? Para de lutar contra, aprende com as ancestrais, elas já sabiam muito bem disso, mas a gente acabou entrando num modo turbo, louco, que a gente não consegue sustentar. O que eu traria para vocês, assim, de dicas práticas, para que esse momento sirva de reflexão, para você se situar e até fazer novos compromissos com você?
tá? Nomear onde você está, eu já falei, mas eu vou reforçar. Você está cansada? Você está esgotada? Isso está se sustentando aí por quanto tempo? Ou será que você está tendo alguns picos de ânimo, que você sente mais disposição em alguns momentos? Então, porque às vezes é tão marcante para nós não produzir tão bem ou não estar tão energizada que a gente começa a achar que a gente está assim sempre.
Mas não, possivelmente você está melhor em outros momentos, só que você não está se percebendo, porque você está criando, fazendo dessa nuvem uma grande tempestade em cima da sua cabeça. Mas se observa com sinceridade, com um olhar bondoso e curioso sobre aquilo que você está vivendo. E cansaço é assim, é complexo, porque ele se resolve com descanso. Aí você fala, mas eu vou descansar quando?
Dá um jeito. Faz um cineminha com as crianças em casa, põe todo mundo para dormir mais cedo. A gente precisa ir criando as nossas estratégias com inteligência, tá? E também é aquilo, né? Nomear.
É um primeiro ato de autocuidado e comunicar às pessoas. É amor próprio. Amor próprio e autorrespeito, tá gente? Eu também me enrolo. Aí, qual que é a segunda sugestão pra vocês, além de nomear o seu momento atual? Retirar uma coisa da lista.
Ah, aposto que você sabe colocar um monte de coisa na lista. Mas eu vou te desafiar a tirar uma coisa da lista. Sim, senhor, e vai te fazer um bem danado. Não é para adicionar, é para retirar. Só uma. Hoje, tira alguma coisa da lista. Tem alguma coisa que não é tão importante assim. Menos é o novo mais.
Quando as nossas reservas estão vazias, compreendeu, mulher? Tira uma coisa da sua lista. Só hoje. Não é para colocar mais. Tira, respira, se orgulhe e veja o que acontece. Como o seu cansaço vai se transformar porque você vai parar de acumular tarefa. E vai começar a entender o que realmente é importante agora, tá? Por último, e não menos importante, proteja o momento de não fazer.
Aí essa pega. Essa pega especialmente para as pessoas que têm aí um ciricutico, entendeu? Um ciricutico não consegue paraqueta. Mas é super importante. O momento de não fazer... E não é... Meditação produtiva... Não é... Ah, vou fazer aqui uma lista, um planejamento... Nada disso. É...
Não é podcast enquanto caminha... por mais que eu tenha um podcast e quero que você me ouça enquanto caminho... não fazer nada, não fazer nada, tá? É parar... é olhar para o céu... olhar para o seu jardim... é contemplar... porque o cérebro se regenera muito no ócio.
Só que a gente acha que ósseo é quase uma doença, né? E que ósseo é péssimo, e que ósseo não. Ele é seu amigo, tá? Então, entende o valor do ósseo e do não fazer nada. Ósseo não é preguiça, meu bem. É restauração. É reestruturação de quem você é, tá? Dê valor pra ele, combinado? E aí, é o seguinte, gente. Eu tomei uma decisão.
e eu quero compartilhar com vocês... aqui em primeira mão porque vocês fazem parte de tantos momentos... eu não ia fazer... mas eu senti esse chamado... de abrir vagas... para a única imersão e liberdade de ser... desse ano de 2026.
Sim, estou grávida e vamos grávidas. Sim, senhora, eu quero viver isso grávida. Algumas de vocês sabem que a gente ia abrir vagas ali no começo do ano. Aconteceram mil coisas, mas foi tipo puro plano de Deus para que não acontecesse aquela imersão. E depois eu falei, não, não vou fazer.
mas achamos um lugar incrível, que tem vivências que nunca foram propostas antes na imersão. São três dias para você, mulher, estar junto comigo. E eu vou conduzir você a partir de todas essas fontes que eu venho bebendo em dez anos estudando, comportamento humano.
saúde mental, inteligência emocional, especialmente comportamento feminino. Ali eu te entrego aquilo que mais me ajudou ao longo desses anos e eu te ajudo a sair do modo sobrevivência e reencontrar a luzinha ali que te fala vai dar tudo certo.
Vamos com coragem, vamos com leveza, vamos encontrar essa liberdade de ser, sabe? A liberdade de ser você mesma. Então, processo muito lindo, de três dias, um mergulho bem profundo, num lugar maravilhoso, com vivências inéditas, e a gente estava com uma lista de espera bem grande, algumas mulheres já estavam até inscritas naquele, quiseram ir no próximo, a gente estava assim, sem saber o que ia acontecer, definimos que vai ter, mas a gente ainda tem algumas vagas, metade das vagas ainda estão disponíveis,
E aí
E eu quero te contar que isso vai acontecer em agosto, tá? 14, 15 e 16 de agosto, no interior de São Paulo. Eu vou deixar um link aqui pra você ter mais informações, mas eu preciso que você realmente se dê essa chance. Porque a gente não sabe quando que vai acontecer a próxima. É um processo muito lindo. E quando eu falo pra vocês que tem algumas poucas coisas que eu tenho certeza que eu quero fazer por muitos anos e décadas, essa é uma delas. Mas eu não sei quando que vai ser a próxima.
porque quero estar pertinho dessa neném, quero estar pertinho da família quando ela nascer, então eu vou tirar um tempo para mim também. Quero estar com vocês aqui, mas é o típico deixa para depois esses planos. Por enquanto, tudo que eu sei.
que eu tenho certeza é que a gente vai ter a quinta edição da Imersão Liberdade de Ser, e pode ser a sua chance de estar bem pertinho de mim para viver um pouco disso tudo, que eu trago aqui no podcast e até um pouco mais, com mais profundidade, com mais tempo, num lugar magnífico em meio à natureza, com a chance de você respirar.
De você rir, de você se divertir. E estar num grupo de mulheres que se apoia. Tem mulheres que estão indo pela quarta vez. Então, talvez isso signifique algo, né? Será que valeu a pena para elas irem pela segunda, terceira, quarta vez? É muito lindo de ver como as amizades surgem. Então, se dê essa chance. Vou deixar um link aqui embaixo. Tem um time para tirar dúvidas também, caso você tenha. Mas, talvez.
Talvez esse chamado chegou para você na hora que você precisava. Combinado? Eu vou estar aqui contigo, de qualquer forma. Semana que vem, eu vou estar contigo aqui na outra semana. A gente não para esse movimento. Mas, como precisei parar no fim do ano, vocês sabem. Se for necessário, eu vou me respeitar. Então, eu espero que você entenda que é necessário dar uma pausa.
recalcular sua rota, faça isso com coragem, porque foi dessa forma que eu posso estar aqui radiante, posso estar aqui rindo de novo, posso estar aqui inteira, mas foi porque, de certa forma, eu me respeitei, eu entendi qual era o meu possível, eu soube comunicar, eu soube pausar, e pausa não é desistência, tá gente, mas que você possa se dar as chances necessárias e também os respiros necessários. Combinado? Um grande beijo!
Manda esse episódio pra mais pessoas, pra mais mulheres que precisem dessas palavras hoje. E comenta, de repente, qual foi o maior insight. O que você quer ver aqui nos próximos. Eu tô esticando as pernas, porque, né, gente, são... Aqui alguns episódios que eu gravei em posição de lontos. E temos que trabalhar a mobilidade da mami, não é mesmo? Um beijo. Muito, muito obrigada por você estar aqui. Saiba que... Ai... Eu queria te abraçar agora, né? Então sinta-se abraçada.
Beijo! Até mais!
Imersão Liberdade de Ser
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