149. Por que você nunca se sente suficiente? Aprenda a sair desse ciclo | Juliana Goes Podcast
Você faz tudo… mas ainda sente que nunca é suficiente?
Neste episódio do Juliana Goes Podcast, eu trago uma reflexão profunda sobre a sensação constante de não ser o bastante, aquela voz interna que te cobra mais, mesmo quando você já está dando o seu melhor. Se você vive entre culpa, autocobrança, exaustão emocional e a sensação de que nunca consegue “dar conta de tudo”, esse episódio é pra você.
A gente fala sobre como esse padrão de insuficiência é construído ao longo da vida, muitas vezes desde a infância, e como ele impacta diretamente sua autoestima, sua saúde mental e sua forma de se posicionar no mundo. Você vai entender a diferença entre culpa e responsabilidade, como o excesso de cobrança te paralisa e por que essa sensação não é um defeito seu, é um condicionamento que pode ser transformado.
Ao longo do episódio, eu compartilho ferramentas práticas de inteligência emocional, autoconhecimento e mindfulness para te ajudar a quebrar esse ciclo, sair do modo de sobrevivência e construir uma relação mais gentil e consciente com você mesma. Porque no fim… não é sobre fazer mais. É sobre reconhecer o que já é suficiente.
Se esse episódio fez sentido pra você, compartilha com outra mulher que precisa ouvir isso hoje 🧡
Você sente que perdeu parte de si mesma após a maternidade, um término de relacionamento ou uma mudança significativa na vida e carreira? Se sim, a Liberdade de Ser é a jornada online, 100% gravada, que pode ser seu melhor recomeço e transformação de vida.
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Juliana Goes
- Sensação de insuficiênciaCulpa e responsabilidade · Autocobrança · Inteligência emocional · Mindfulness · Impacto da infância
- Transformação PessoalQuebra de padrões · Autoconhecimento · Relação com a maternidade
suficiente, porque esta palavra pode custar tão caro, pode parecer tão distante pode machucar a gente de um jeito que às vezes a gente não sabe nem explicar
Minha amiga, esse é mais um Juliana Góes Podcast, esse lugar quentinho e seguro pra gente falar sobre as coisas da vida, as coisas simples e as não tão simples. E o meu papel aqui é estar do seu lado, te dar a mão, te ajudar a aprender a se dar a própria mão, a também estar do seu próprio lado e passar aí pelo que for necessário como uma protagonista da sua história. E protagonista não significa que você tem que resolver tudo sozinha, não significa que você não deva pedir ajuda, é muito pelo contrário.
Acho que quando a gente entende que a gente está aqui nesse mundo, não estamos a passeio, estamos aqui para aprender, e muitas vezes a gente tem que aprender a estender a mão para ser ajudada, como falamos no episódio anterior. Sim, aí a gente vai ficando melhorada nessa vida. Então, muito bem-vinda!
O time está falando aqui que vocês arrasam muito quando vocês compartilham os episódios. Quando a gente entra nos mais compartilhados, bora fazer essa mensagem chegar mais longe, porque a gente sabe que tem muitas e muitas mulheres, assim como nós mesmas, passando por desafios.
cada uma dentro da sua realidade, do seu recorte, da intensidade, mas quando a gente consegue se unir nessa egrégora, nesse movimento de autoconhecimento, saúde mental, inteligência emocional, espiritualidade, ufa!
as coisas podem sim ser mais leves e a gente passa aí pelos turbilhões muito mais amparada e alicerçada. Bora time, minha gente? Vamos falar sobre suficiência, porque assim, né? Você tá aí arrasando naquilo que você já faz, talvez você não perceba, né? Acontece, mas boa mãe, empreendedora ou líder, tá fazendo...
Puxa vida, até mais do que você imaginava, cumprindo com seus papéis, mas aí vem aquela vozinha, não sei de onde, que deve vir lá do inferno e falar assim, não é boa o bastante. Não é suficiente o que você está fazendo, minha amiga. Para, para agora tudo comigo, para, respira.
Vamos andar para aquele lugar, essa voz? Poderíamos, mas dá para a gente entender em camadas mais profundas de onde é que isso vem. O que é que a gente está replicando e de certa forma como se desvencilhar de acreditar nisso.
Porque vocês sabem, a nossa cabeça está ali para pensar em muita coisa. Eu mesma relatei no episódio anterior como que os pensamentos de medo, de dúvida, de insegurança me rondaram e ainda, de certa forma, melhoraram agora, melhoraram. Mas ainda estão rondando, né? Porque eu estou aqui, 40 anos grávida.
tô na 15ª semana quando esse episódio vai ao ar. Então agora as coisas já estabilizaram emocionalmente, fisicamente, né, pensando na ordem da natureza, da natureza de uma gestação. Então, ufa, mas o começo, meu amigo, tanto de coisa assim que vinha e parecia que, ai, se um dia eu precisava dormir um pouco mais ou se um dia eu precisava...
comer um pouco mais... parecia assim que... caramba... será que eu estou fazendo a minha parte? Será que eu estou fazendo certo? Será? Será? Sim... poxa... percebe quão consciente você já é... aí eu precisava parar e falar... não... beleza.
essa gravidez não é a mesma do que há nove anos, quando você engravidou pela primeira vez, você não é a mesma, sua disposição não é a mesma, você é uma mulher forte, você é uma mulher saudável, se você precisar dormir, agradeço o privilégio de você poder ter uma agenda flexível, de você poder remanejar uma reunião, então assim, né gente, vamos lá. Esses dias eu estava assistindo o vídeo de uma filha com um pai,
E esse vídeo mexeu muito comigo porque ela falava, pai, você mais do que eu já passou por tanta coisa nessa vida, né? Mas olha, sempre que acontecer alguma coisa ruim com você, treina a sua mentalidade para o ainda bem que... ainda bem que... Então, meu bem...
Aconteceu um turbilhão na sua vida, aconteceu algo que você não esperava, que te tirou o chão, respira, respira. Vamos supor que você estava na estrada com seus filhos, aconteceu um acidente. Ainda bem que estamos todos bem, ainda bem que eu tenho um carro para me deslocar, ainda bem que eu tenho o seguro do carro, ainda bem que eu tenho acesso a um telefone, a um socorro.
Ainda bem que eu tive presença e inteligência emocional para conduzir a situação. Ainda bem que nesse trecho da estrada estamos seguras. Você entende isso? Então, muitas vezes, quando você se deparar com essa não suficiência de você mesma, seja de quem você é, do que você faz ou do que você merece, porque aqui a gente está falando naquela hierarquia...
do sistema de crenças, né? O mais forte é sobre a nossa identidade. Às vezes você sente que você, a sua pessoa, ou você como mãe, não é suficiente. Ou pode estar ali ressoando com as suas capacidades, que você performando no seu empreender ou numa retomada ou num recomeço, você não está sabendo fazer as coisas, você não é boa o bastante.
sabe? Então aquilo que você sabe não é bom o bastante? Aquilo que você faz não é bom o bastante? Ou o merecimento de você estar ali de repente vivendo um momento muito bom na sua vida. As coisas estão acontecendo e algo está falando, ai quando vem coisa boa vem coisa ruim depois.
e você entrar nesse looping. Entende? Para, puxa, ainda bem que eu tenho filhos, ainda bem que eu estou empreendendo, ainda bem que eu me dei chance de recomeçar, para você perceber que tem muito mais suficiência onde geralmente a nossa cabeça vai ficar enxergando a insuficiência. Muito provavelmente alguém te cobrou muito ou você viu alguém sendo cobrado ali na infância, nos seus primeiros anos de vida e de certa forma você está replicando esse padrão, às vezes nem é seu.
Nem é seu. Tem algo que eu falo pras minhas alunas, as alunas das jornadas, né, e que caramba, eu aprendi há alguns anos com a terapia de barras de axis. Tem uma frase, quando você percebe que algo tá ali, pairando em você e não é seu, você se pergunta, isso é meu.
Isso é meu. E tem um peso. E você percebe. É legal treinar esse sentir. Pra entender o que é seu e o que não é. Porque às vezes é nosso mesmo. Mas tem muita coisa que não é. E daí isso é meu. Isso é meu. Quando eu tô num ambiente. Ou depois de um evento muito grande. Muitos olhos, né? Olhares ali em mim, tudo.
Claro que eu sou uma pessoa de muita fé, eu acredito que Deus está protegendo a gente o tempo todo, faço as minhas orações, mas às vezes a gente pega um pouquinho do outro. E não é por mal, eu pelo menos tenho esse olhar assim, pô, nem todo mundo está lá colocando aquele olho gordo, aquela coisa, ai, inveja, não, às vezes a pessoa, a própria admiração distorcida de alguma forma vai ocasionar um respingo ali de algo que não é seu, né? E aí você para, percebe isso e repete, repete assim.
Tá vendo isso daqui que não é meu? Eu devolvo pro remetente com consciência anexada. Eu devolvo pro remetente com consciência anexada. Eu devolvo pro remetente com consciência anexada. Sabe por quê? Porque no fundo você não quer... Se tem alguma coisa que não tá legal em você, que não é seu... Você também não quer o mal do outro. Não quer devolver de qualquer jeito pro outro. Você devolve com consciência anexada. Pra que isso retorne de onde veio, mas retorne melhorado.
retorne de uma forma diferente. Então, no fundo, no fundo, você está agindo no modo da bondade, devolvendo no modo da bondade, porque aí você vai criando, de fato, ferramentas para você poder se proteger no dia a dia daquilo que, de fato, não precisa carregar, não precisa estar aí dentro de você. Então, hoje eu estou falando com você, minha amiga, com você que deita a cabeça no travesseiro, faz aquele inventário, sabe, aquele inventário caprichado do seu dia, quiçá dos outros dias que já passaram.
E começa a identificar tudo que não foi possível ser feito. Ou identificar as falhas naquilo que foi feito. E começa aquele mal estar ali dentro. Eu espero de verdade, de todo o coração, que você não tenha se acostumado com isso. Muito menos se conformado com isso. Porque a gente herda, sabe? Eu quero falar sobre isso com vocês nesse episódio. Como que a gente herda um padrão de...
auto-regular todo mundo, sabe? As pessoas que estão à nossa volta e a gente tem que ficar ali se regulando e regulando as pessoas e calma, as coisas não funcionam dessa maneira. Então, se você ainda pensa o que eu não fiz hoje, quem eu decepcionei, onde foi que eu errei? Para respirar, a gente precisa de uns 10 segundos, sabe? Quando vem esses pensamentos, pra entender que a gente fez muito mais coisa.
do que a gente imaginava, e que talvez você esteja mesmo no seu limite. E não, de verdade, não tem como a conta fechar. Não existe o dar conta de tudo, às vezes essa pergunta ainda vem aqui pra mim, e vem, Ju, como você faz? Eu falo, gente, primeiro, não é um objetivo dar conta de tudo. Beleza, amor, tudo bem? Dá oi no episódio, né? Olá, chegou, né, do nada, enfim. Aí eu me perdi completamente, porque eu fiquei hipnotizada pela presença do meu marido, né, que a gente tem conta de nós apaixonando, né, amiga?
Mas bora lá, então quando vem isso tudo precisa de 10 segundos, acho que eu voltei pro fio da merda, né? 10 segundos pra você se reorganizar, reorganizar esses pensamentos. No fim, o que que é o resultado dessa equação da não suficiência? É culpa, né? Aí vem uma culpa.
E é até uma falta de pertencimento, porque afinal de contas você está existindo, está fazendo um monte de coisa e você não se vê contribuição. Você não se vê no seu devido valor, tá? E essa culpa crônica, ela tem uma raiz nessa socialização desde a infância. É uma coisa assim, tem muitos estudos sobre isso, do quanto que a menina já nova ou a mulher...
Eu sentia muito isso no começo da maternidade, gente. Como que a gente tem que autorregular, autorregular não, né? Porque autorregular é a si mesmo. Mas regular quem está à nossa volta. Então, quando lia que a gente tem até um episódio aqui com a doutora Catarina Fagundes, que é pediatra das crianças, falando sobre crianças high need, não é diagnóstico, tá, gente? É só um perfil comportamental, é um tipo de temperamento, se a gente pudesse dizer assim.
Não aqueles que a gente já conhece, sabe? Mas é uma característica comportamental.
E o Liam tem esse perfil mesmo, ele já melhorou muito, porque a gente conseguiu, através dessa informação, dar suporte para ele. Então ele não é aquela criança que, ai, não para quieta. Não, ele senta, ele consegue se concentrar um pouco mais. Ele fica, às vezes, muito à flor da pele, mas ele já sabe o que fazer, de certa forma a gente apoia, porque ele é uma criança de cinco anos, então ele ainda não tem o córtex pré-frontal pronto, só vai estar lá quando ele crescer e for praticamente um adulto.
para conseguir resolver problemas, né, o lugar da solução, de saber o que fazer. Então, o que que acontece? A gente percebe muitas melhorias nele, mas antes de entender esse cenário todo, minha amiga, quando ele, assim, espanava e ficava, assim, tenso, muito bravo, jogava as coisas longe, ficava flor da pele.
eu me sentia responsável... e daí... parecia que enquanto eu não acalmasse ele... eu não ficava em paz... eu começava a ter um estado interno muito desconfortável... como se eu estivesse errando na condução daquela situação... até que um dia eu parei e pensei... eu falei... gente... peraí... se eu não estou de certa forma autorregulada nesse momento... ele não vai.
Então não adianta eu ficar de cabelo em pé ou eu me exaltar. Tem dias que a gente não vai estar nas nossas reservas de paciência, de temperança, e a gente vai também espanar junto.
acontece, mas quanto mais você vai ganhando essa prática de respirar 10 segundos, se reorganizar e tomar uma atitude, porque às vezes eu precisava dar o tempo dele, ele não vai se regular no meu tempo, isso ninguém gente, não é só criança, tá? Porque às vezes você está numa DR com o teu marido e você quer que as coisas tomem um rumo que, cara, assim, o emocional daquela pessoa funciona num timing diferente do seu.
E a gente tem que entender qual é o nosso timing, né? Então às vezes não são dez segundos, são vinte, são trinta para você poder entender como agir e perceber o ambiente, perceber as pessoas e ver o quanto que está o teu alcance, o quanto que está no seu controle, o quanto não está. Porque isso tira você do lugar da culpa. Se você se sente responsável por tudo, por todos, e pelos resultados que estão acontecendo aí à sua volta, tem muita coisa que não está no seu controle, então solta.
essa capa da super mulher, não é assim que funciona, e eu fui assim me libertando dessa situação com o Liam, porque entendi o tempo dele, entendi o meu tempo, e às vezes eu falava, filho, você tá bravo, o que você tá sentindo, frustração? Ou é raiva? E comecei a ajudar ele a nomear.
Aí eu falava, então, você sabe o que você está sentindo agora? Vamos respirar um pouquinho. Ou fica ali quietinho, respirando num canto, tem o seu tempo, porque daí quanto mais a gente falava, quanto mais a gente queria acalmar ele, ou quanto mais a gente ficava bravo com ele, pior ele ficava, mais demorava para ele voltar, sabe? Então, cara, isso mudou muito, porque quando eu parei de tentar regular as emoções dos outros,
Foi quase que uma libertação, minha amiga. Então isso é algo que é estudado, e são anos e anos de condicionamento que a gente está ali fazendo isso sem nem perceber. Imagina só, eu estudando comportamento há mais de 10 anos, fui perceber isso na prática, na maternidade, não foi nem com primeira filha, foi com o segundo filho. E olha lá, ali, quando ele já tinha...
né, depois dos dois anos que vem, um monte de coisas novas, não é mesmo? Então, para vocês entenderem que até eu vou passando por isso, eu fiz algumas anotações aqui para vocês, porque o que a gente observa, né, e eu vou trazer até da minha anotação, eu peguei aqui uma referência de estudo sobre carga mental e cortisol em cuidadoras, que é uma pesquisa de Darby Saxby.
Com o tempo, o estado de alerta se torna um estado padrão e a culpa não é um defeito de caráter. Como eu disse para vocês, é um resultado de anos de condicionamento que o sistema nervoso internalizou como uma identidade. Lembra que eu falei para vocês da hierarquia? Então é isso, a identidade é a mais forte para você mudar esse condicionamento, para você quebrar um padrão que tem a ver com a sua identidade. É, ó...
É suadeira nas axilas, é trabalho interno, é arregaçar as mangas, mas vale muito a pena. Porque daí você vai resgatando quem você é, o que é seu de verdade, o que é possível naquele momento e você volta para um lugar...
de realmente discernir as possibilidades, ao invés de ficar criando um cenário na sua cabeça que não é um cenário que vá de fato acontecer na vida real, que nem é possível de acontecer, que é o tal do cenário do dar conta de tudo. Não existe. Não existe, gente. Todos os dias uma coisa fica por fazer, só que daí a nossa capacidade de liderança também, porque cada vez que eu subo no palco hoje em dia com a palestra, eu vejo mais e mais líderes, mais mulheres líderes, e aí
E isso é muito maravilhoso. Eu tenho sido convidada para eventos desse tipo. Eu falo muito de liderança emocional. E essa liderança emocional de você entender. Beleza. Então vamos entender o que é urgente, o que é prioridade, o que é importante? Opa! Isso muda a sua vida, minha amiga. Ficou coisa por fazer? Urgente é aquilo que vai gerar uma crise na sua casa, no seu negócio ou na sua dispensa.
Entende? Prioridade é aquilo que é importante, que precisa ser resolvido nos próximos dias. Aí você pensa numa janela de um, dois dias. Importante é aquilo que sim, a gente sabe que tem que ser resolvido, mas pode ser resolvido daqui a uma semana. Essa é uma liderança emocional para você mulher que acha que não é suficiente, que não dá conta e ainda tem o sonho de dar conta de tudo, que é um sonho utópico.
Para que você entenda de fato, quando chega o fim do dia, você deita a cabeça no travesseiro, não vai dormir cheia de ideia, põe no caderninho o que é urgente, o que é prioritário, o que é importante daquilo que não foi possível naquele dia, se abraça pelo que foi possível.
Se acolhe, se honra, um beijo, boa noite e amanhã você acorda outra mulher. A culpa, minha amiga, não é um sinal de que você está errando. É um sinal de que você provavelmente foi condicionada e ensinada a não ser suficiente. Nunca estava bom.
Você não era boa o bastante. Você está replicando algo que nem é seu. E isso pode e deve ser desaprendido, independentemente de quantos anos você tenha. E um dos maiores atos de protagonismo que você pode fazer é trocar a culpa.
Por responsabilidade? Porque a responsabilidade é o que te faz agir e sair do lugar. A culpa te mantém parada. Se você sente que não está mudando nada, que você não está conseguindo ter resultado, e isso te machuca, te fere, talvez você esteja num estado, numa mentalidade que não é consciência, que é punição. A responsabilidade é a nossa capacidade de responder. Responsibility.
E a culpa é uma repetição de uma narrativa de falha que não leva a nenhuma transformação real. Ela vai gerando cada vez mais sofrimento dentro de você e também à sua volta, né? E um exercício muito legal pra gente se fazer, especialmente nós mulheres, é se perguntar nesse momento em que você não se sente suficiente, não se sente boa o bastante, para, respira e pensa. Isso que eu tô sentindo agora tá me levando a uma ação?
Ou só está me fazendo sofrer? Se a resposta é, está me fazendo sofrer, isso não é responsabilidade, isso é culpa. Aí você pode parar e se perguntar, o que realmente está ao meu alcance? O que eu posso fazer agora? Afinal de contas, a responsabilidade é sua habilidade de responder, de se mover e de sair do lugar.
Então, já que a suficiência não é um destino, o que a gente poderia mirar como um objetivo mais plausível? É a nossa capacidade diária de parar de se diminuir, de se punir, de parar de se culpar.
É lembrar que você está fazendo o melhor que você pode com os recursos que você tem, no momento em que você está vivendo, com a energia que você tem disponível, com o tempo de sono que você consegue ter. Você está entendendo? Tem muita coisa suficiente, você é suficiente, só que enquanto você estiver ali vibrando naquele padrão que foi, é como se tivessem programado o HD da sua cabeça com um programa que não está funcionando direito, entendeu? A gente não quer mais isso, então meu bem, se acolha.
Se acolha e começa a perceber o copo meio cheio e entender o que foi feito, o que foi possível, se agradecer e se enaltecer por isso, ok? E agora, eu te convido assim...
Aparar junto comigo um pouquinho. A gente precisa abrir esses espaços de respiro, porque na loucura do dia a dia, eles ficam cada vez mais raros e mais complexos. Mas aqui dá, tá bom? Só, minha amiga, se você estiver dirigindo, se você estiver com o bebê no colo, né? Vamos cuidar de ficar aqui presente. Não se distraia, mas dá super pra gente fazer uma mini prática.
aqui de mindfulness, muito baseada na Christine Neff, que é uma, inclusive, uma autora que eu recomendo grandemente, ela fala muito de autocompaixão. E o que a gente traz aqui? Pensa num momento, um bicho que está pegando aí na sua vida, um momento que está pesado, que está complexo e desafiador. Coloca a sua mão no seu coração. Respira. Percebe seu coração batendo, percebe tudo que você está vivendo, da maneira como você consegue. E repete para você.
Essas emoções e eventualmente a dor que eu sinto, a culpa que eu sinto, fazem parte da experiência humana, mas eu me acolho.
E a cada dia eu me reconheço. Eu me reconheço fazendo o meu melhor, sendo o meu melhor. E merecendo cada vez mais esse reconhecimento, começando por mim. Que eu seja gentil comigo mesma nesse momento desafiador. Que eu me dê o mesmo cuidado que eu daria a uma amiga que eu amo muito. Respira fundo. Percebe o que muda no seu corpo.
Qual foi a última vez que você sentiu o seu coração e se disse algo gentil? Isso muda a vida. Esse protocolo foi validado em mais de 20 estudos clínicos para redução de autocrítica e burnout. Aproveita e manda para alguém que está precisando dessa prática tão simples, mas tão transformadora. Minha amiga, aconteça o que acontecer, seja gentil. Lembra daquela frase, gentileza gera gentileza?
e a gentileza por você, para você, com você. E aí? Cara, eu tinha muita dificuldade de ser gentil comigo, sabe? E se eu quero ser um bom exemplo dentro de casa para os meus filhos, se eu quero gestar agora nesse momento com qualidade, sabe?
Nossa, eu preciso ter esse cuidado, né, que até... Eu quase me emocionei na parte da prática que eu falei, se dá o cuidado que você daria para uma amiga que você ama. Puxa vida! Será? Será que é tão difícil assim? A gente consegue, lembra, é com a prática, não é só saber, tem que fazer.
Mas de verdade, eu espero que você encontre esse lugar de perceber quão suficiente você já é, quão maravilhosa você já é e talvez você está aí só um pouco enganada ou esquecida.
sobre as suas competências, sobre as suas capacidades, as suas potencialidades, minha amiga, pelo amor de Deus, se levanta, se levanta, ergue essa cabeça, estufa esse peito, vai dar tudo certo, não desiste de você não, por favor. Às vezes, realmente, você não teve melhores exemplos à sua volta, as pessoas fizeram o que elas podiam, com os recursos que elas tinham, mas você está num novo tempo, num novo espaço.
numa nova circunstância pra, de fato, poder melhorar aquilo que é necessário pra você viver em paz com você. E não é melhorar aquilo que é necessário pra você provar nada pra ninguém. Ixi, essa página a gente já virou. Ou se tá difícil, continua virando que vale a pena. É pra você viver em paz com você. E se você vive em paz com você, você vive em paz no seu relacionamento, você vive em paz na sua maternidade, você vive em paz no seu negócio.
É claro que o mar não vai estar sempre calmo, a gente sabe. Mas você vai reagir.
muito mais no modo da bondade, como eu diria, Bhakta Yoga, Satwaguna, o modo da bondade é o modo da sabedoria, do equilíbrio, é o modo que inspira, é o modo que transforma através do exemplo.
E ele pede 10 segundos para parar e respirar mesmo, sabe? Eu gosto muito de estudar literatura védica porque traz ensinamentos como esse sobre os modos, as tendências que a gente tem na nossa natureza, né? Mas que tem como a gente ir criando ferramentas e espaço.
Pra se reconhecer no nosso melhor e aperfeiçoar aquilo que ainda é necessário e combinado. Eu te vejo no próximo episódio. Eu vou deixar no ar uma surpresa sobre o que será. Eu sei que vocês estão pedindo o diário da gravidez. E eu deixei o spoiler também, que ele vai voltar, amiga. Um beijo! Compartilha com quem precisa dessa mensagem. E eu te vejo no próximo.
Liberdade de Ser
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