Vídeo não é arte. É ferramenta.
Olá, papudos!
No episódio dessa semana, o papo é com Fill Rocha, videomaker profissional e criador de conteúdo com mais de 15 anos de mercado. Ele passou por shopping, gravadoras, produtoras e grandes marcas até chegar onde está hoje: com uma visão muito clara sobre o que separa quem sobrevive no audiovisual de quem realmente prospera.
Uma conversa franca sobre carreira, dinheiro, ego e inteligência artificial.
Ficou curioso? É só dar o play!
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Instagram: https://www.instagram.com/fillrocha
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O que nós falamos durante o bate-papo:
· Conhecendo Fill Rocha;
· De vendedor de shopping a videomaker: a trajetória que começou na Vivo e na Samsung;
· O primeiro casamento filmado com uma T3 parcelada no Mercado Livre;
· O vídeo que foi parar no Facebook e gerou orçamentos no domingo seguinte;
· Como nasceu a Code Visual e a parceria com a sócia;
· Ser instrutor de treinamento de notebooks e usar o salário para financiar o sonho do vídeo;
· O plano de juntar um ano de salário antes de sair do CLT e ser demitido com três meses;
· O que o casamento ensina: fazer muito com pouco e improvisar sem travar;
· Trabalhar com gravadoras: a euforia, a pressão e a realidade financeira que ninguém conta;
· A pandemia como virada de chave: eventos cancelados, lives e o primeiro curso gravado num domingo;
· A decisão de virar criador de conteúdo de vez;
· Como o consumo de vídeo migrou do YouTube para as redes sociais;
· Vídeo como ferramenta de venda: o que isso muda na forma de trabalhar;
· O que o videomaker precisa entender de marketing digital para se destacar;
· Startups versus produtoras grandes: velocidade, qualidade e o que o cliente realmente quer;
· Arte versus gestão: por que priorizar a arte pode ser o maior erro do profissional;
· Como montar uma sociedade complementar: o criativo precisa de um sócio gestor;
· O erro de falar para outros fotógrafos e videomakers em vez de falar para o cliente final;
· Posicionamento: por que atirar para todo lado não funciona e como escolher um nicho;
· Inteligência artificial na foto e no vídeo: o que já está acontecendo e o que ainda não chegou;
· Como usar IA para potencializar o trabalho sem ter medo de ser substituído.
- A trajetória de Fill Rocha de vendedor a videomaker profissionaltrabalho em shopping e Fast Shop·primeiro casamento filmado com T3i·criação da produtora Code Visual·transição para criador de conteúdo
- A importância da gestão e do marketing para o sucesso no audiovisualarte versus gestão financeira·precificação da arte e do trabalho·sociedade complementar para gestão·necessidade de caixa para grandes clientes
- Os maiores erros de fotógrafos e videomakers nas redes sociaispreocupação com outros profissionais·falta de posicionamento claro·medo de críticas e haters·não falar com o cliente final
- A evolução do consumo de vídeo e a necessidade de adaptação do videomakermigração do YouTube para redes sociais·vídeo como ferramenta de venda·entender marketing digital e algoritmos·produção de conteúdo para o cliente final
- O impacto da inteligência artificial no mercado de fotografia e vídeoIA eliminando o comercial na fotografia·IA potencializando o vídeo comercial·necessidade de conhecimento em composição e iluminação·processo criativo ainda essencial
Olá, papudo! Sejam bem-vindos a mais um episódio do Papo de Fotógrafo. E hoje vamos falar de audiovisual. Não entendo nada de áudio, muito menos de visual, mas entendo do recadinho que a Digipix tem para você que tá aí, fotógrafo, pensando em como faturar mais no final de ano. É só entrar no site ver quais os produtos a GPix tem disponível para você transformar os bitcoins, os pixelcoins que você tem aí no seu HD, em produtos para os clientes.
Porque afinal de contas, o trabalho já foi feito, você já tem tudo registrado. Agora é hora de você transformar tudo isso em dinheiro para o final do ano do fotógrafo ficar muito feliz, poder trocar de equipamento, poder viajar com a família, comprar o peru de Natal, para você poder fazer tudo legal. E aí o que é mais bacana é você transformar isso em portfólio. Você precisa ter um mostruário ali para o cliente pegar na mão e sentir que aquilo que ele vai comprar é de verdade e como aquilo faz diferença, na vez dele ficar olhando as fotos no computador.
Tem álbum, foto presente, fotos de decoração, artigos para decoração. Você tem tudo isso à disposição para oferecer para o seu cliente. Então acessa aí da DPix de pix.com.br, faça um mostruário e ofereça para o seu cliente, porque o seu filho vai agradecer o PlayStation 5 que você vai dar no final de ano. Tô brincando, você vai poder viajar com a esposa, pagar um jantar, trocar a sua câmera. Então aproveite a oportunidade, porque final de ano o povo gasta mesmo.
E lembrando que na descrição do episódio temos muitos outros parceiros com cupons de desconto e que você pode aproveitar. Então não perca a oportunidade e bora para nossa conversa. Phil, seja bem-vindo!
Obrigado! Dá para pedir um monstruário para dizer que fez?
Monstruário, que o negócio é bacana, muito bacana você ter. Você é do audiovisual, é difícil ter algo palpável.
Não, mas tem também, pô. A gente entrega. Quando eu fazia casamento, tinha um DVD, a gente entregava um pendrivezinho bonitinho na caixinha. Pendrive, tinha DVD, experiência era legal também.
Tinha isso, né? Será que a galera ainda consome esse tipo de conteúdo? Será que eles põem um DVD lá?
Ou eu casei, eu recebi no Google Drive mesmo, no YouTube. Tipo isso, tipo isso.
É o Port Box, você já pá na TV, né? Já tá com mais frequência.
Inclusive agora com cloud code aí, com as paradas tudo, tá vacilando videomaker de casamento que não criou o próprio streaming para os caras.
Já pensou uma série de casamentos, bastidores?
Isso dá para entregar uma puta experiência ali da hora.
Vamos encerrar o programa agora e começar a fazer?
Você pode vender assinatura disso aí, tá?
A gente tá brincando.
Ó, eu faço essa merda, velho.
Deixa aqui, fica quieto. Vamos começar. Mas eu sei que muito dessas ideias surgem porque a sua história como profissional não começa no audiovisual. Não. Onde ela começa e como é que você foi parar no vídeo?
Cara, mas você quer saber desde o começo mesmo?
Não, não, você pode fazer um resumo.
Tá, tá. É porque primeira vez que eu trabalhei na minha vida— não, eu trabalhei antes disso, cara. Eu trabalhei com meu pai montando móvel. Meu pai é marceneiro e aí eu trabalhava com ele montando móveis nas obras. Depois eu trabalhei numa fábrica de caixa de papelão. E nossa, era um trampo muito merda, velho. Eu ficava o dia todo numa máquina e eu trabalhava na máquina que era, era para amarrar, porque vinha um monte de caixa, né?
A máquina, e eu ia uma parada assim na máquina que entrava, aí a máquina dobrava, colava, e aí vinha para mim, eu pegava, empilhava, empilhava várias caixas dobradas, tá ligado?
Aí passava a fitinha, aqueles vídeos que sempre tem alguém com a mão ali que a fita prende, dobrasse.
Exatamente. Só que a máquina era uma bosta, era velha para caralho, não funcionava Aí eu tinha que amarrar na mão. Aí foi bom que eu aprendi um nó muito doido lá, que era muito rápido de fazer. Enfim, e aí depois disso eu fui trabalhar numa, fui trabalhar no shopping, cara, trabalhar de vendedor em loja de shopping. Eu comecei trabalhando na loja da Vivo e enfim, vendia celular, plano. E foi ali que eu aprendi a ser vendedor, né, aprendi a venda ali, porque eu ganhava, meu salário era na prática comissão basicamente, né.
Quem trabalha em shopping, o salário é basicamente comissão. Você tem o mínimo garantido ali. A galera que trabalha, já trabalhou no shopping, tá ligado como é que é. E aí, dali do shopping, enfim, fui desenvolvendo. Eu trabalhei quase 10 anos em shopping, cara. Da Vivo eu fui para trabalhar na Fast Shop. E na Fast Shop eu era do setor, chama de linha marrom, que é audiovisual. Que é DVD, Blu-ray, né, óculos 3D, cara. Tinha as TVs da Sony, tinha um óculos 3D, você ligava, conectava via Bluetooth na TV, e era uma merda também, tudo cagado. 3D até hoje é o cinema, odeio 3D do cinema.
E aí vendia videogame também. E aí dali eu fui trabalhar na loja da Samsung, e aí eu acabei Trabalhei bastante tempo lá, virei gerente de uma loja da Samsung no shopping também. E foi nessa época que eu comecei a mexer com fotografia.
E mais legal que são todas marcas que de uma certa forma voltam para o audiovisual, né? Sony, Samsung.
E são marcas que algumas delas inclusive eu já trabalhei hoje, mas fazendo publicidade, né? Que coisas que eu vendia o aparelho lá atrás. E aí hoje as marcas me procuram para fazer publicidade. É um bagulho muito louco de pensar isso, né? É muito legal. Mas nessa época que eu trabalhava na Samsung foi uma época que eu comecei a me interessar por fotografia e comprei uma câmera, comprei uma T3i no Mercado Livre, parcelei lá em 12 vezes.
Acho que o cara tava vendendo a câmera por R$1.500, eu paguei acho que uns R$4.000 nela, parcelas. E aí comecei a oferecer, cara, foto e vídeo para amigo, família, foto, né, primeiro para amigo, família. E aí tinha uma amiga minha que fazia fotografia de casamento, ela é uma amigona assim minha que fazia fotografia de casamento. E eu já tava me interessando mais por vídeo, que eu sempre curti muito cinema e tal. Eu falei, não, quero aprender a fazer vídeo.
Eu tinha umas cinquentinha na minha T3i, E eu achava o máximo pegar uma xícara assim e chegar bem pertinho, aí o fundo ficava desfocado. Caralho, cinema isso aqui! Eu queria fazer aquilo ali. E aí perguntei para ela, né, a Paula Krenn, e falei assim: meu, você tem um casamento aí que eu posso ir? Que eu posso tipo chegar lá e ficar de cantinho mesmo? Quero só ver como é que é para ver se eu consigo fazer um vídeo desse casamento e tal.
E aí depois eu te mando as imagens, faz o que você quiser com elas, né? Ela falou, pô, tenho. E ela tava, ela tava encerrando as últimas agendas dela de casamento, que ali ia parar de fazer casamento, né? Ela tava honrando ali os últimos contratos. E aí nesse casamento eu cheguei lá morrendo de medo dos videomakers, porque eu não queria atrapalhar os cara, né? Eu não queria, né? Enfim, eu queria ficar de ladinho ali. Eu cheguei para os cara, meu, não quero atrapalhar.
Se eu tiver atrapalhando, pode dar bicuda cotovelada mesmo. Mas eu tô de cantinho aqui e tal, tô de boa. E aí tinha a equipe de fotógrafo também, só que aí os cara foram muito gente boa, velho, muita gente boa. Eu falei, não, pô, filma aí se você quiser. Aí eu falei, né, se você quiser a imagem depois. Não quero, depois você manda para mim, a gente usa. E aí eu sei que no final do casamento, na hora do jantar, tava todo mundo ali confraternizando ali na hora de jantar.
A gente ficou mó brother. E aí eu passei vídeo para eles, eles passaram para mim. Aí eu conheci a Priscila nesse dia, que é a minha sócia, que virou minha sócia, né, quando a gente montou a produtora Code Visual. Ela, a gente se conheceu nesse dia e era o primeiro casamento dela também como fotógrafa. Mas ela não tava indo tipo igual eu, ela realmente foi contratada. Ela já fazia foto, mas ela foi contratada para fazer o primeiro casamento dela.
E essa amiga, essa Paula, era amiga em comum nossa, né? E aí, cara, eu sei que a gente foi lá, fiz o casamento, fiquei nervoso para cacete. A hora da noiva entrar, irmão, eu parecia uma que tava com mal de Parkinson de tão nervoso.
Nem tem tanta estabilidade assim.
Não tem zero, não tem zero. E só o pior não é nem isso, o pior que tipo assim, eu não tinha obrigação nenhuma de fazer aquilo, sacou? Mas eu queria fazer um negócio legal, então eu fiquei super nervoso para fazer, né? Fiz, cara. E aí Isso era no sábado. No domingo eu super ansioso, acordei, fui para o computador, editei o vídeo, mandei para minha amiga, falou: tá aqui o vídeo. Ela: como assim você editou o vídeo? Aí fiz lá um vídeo assim, é ok, vai, estilo russo, ficou tipo isso aí, com aqueles efeitos e passa borboleta.
E exato, aí aparece a borda branca assim, é a árvore, enfim. Mas eu me esforcei. Você vê o vídeo hoje, é assim, você vê que eu me esforcei para fazer, mas eu sabia fazer. Como todo mundo tá começando, né? E aí ela mandou esse vídeo para noiva, e a noiva postou no Facebook. E aí eu recebi ainda no domingo alguns pedidos de orçamento. E ali naquela semana eu fechei alguns casamentos para frente. E ela, essa minha amiga, não tava, não ia mais fazer casamento, mas a Priscila ia.
Aí eu conheci ela no dia, a gente super conectou. E aí eu falei, meu, tô pegando uns orçamentos de casamento aqui, bora fazer comigo? Falo que a gente faz foto e vídeo na nossa produtora. E ela, bora! A gente começou a trabalhar, cara, com casamento. Aí do casamento evoluiu para gravar videoclipe, né? Aí a produtora acabou virando uma produtora audiovisual comercial também, né? A gente até separou os nomes, virou Casamento Infinito, que era de casamento, a Code Visual, que era mais comercial, que fazia videoclipe, publicidade e tudo mais.
E a gente trabalhou muito tempo assim. E aí a empresa, e nesse meio tempo eu fui criando conteúdo, que eu gostava de mostrar os bastidores ali das coisas, principalmente falando de que ano isso aí, só para ter uma ideia, cara. 2018, 2019, você já tava, 2017 eu já tava fazendo conteúdo já, até antes disso, mas não de forma consciente. Mas 2017, 2018 eu já não, beleza, agora eu sou um criador de conteúdo. Aí eu fazia muito stories e bastidor, comecei a divulgar link de AliExpress que a galera me pedia para divulgar link dos produtos que eu usava nos bastidores das produções.
Tipo, qualquer coisa que eu mostrava, a galera: pô, cadê o link? Cadê o link? Aí foi que eu descobri que eu podia ganhar dinheiro com isso. Pô, já tô fazendo isso aqui para galera, eu indico as coisas legais para galera, por que não ganhar uma comissãozinha também? E aí eu fui entender como é que funciona esse mercado, e aí eu fui entender como que eu poderia monetizar a produção de conteúdo. E aí, mas só que nisso a produtora tava crescendo, né, tava crescendo, pegando cada vez mais clientes.
A gente tá vendo para cada vez mais para evento, fazendo muito evento. E evento é muito bom, né, o evento ele é um dos setores de audiovisual que mais dá grana se você souber trabalhar, se você tiver uma boa gestão. Então a gente tava indo muito bem. 2020 ia ser o ano assim que a gente ia ficar rico. Com a produtora, que a gente vivia, sempre viveu bem, né? Quem trabalha bem com audiovisual, com fotografia, vive bem.
A gente nunca foi rico, a gente ia ficar rico mesmo, porque quando entrava uma graninha a mais, comprava uma equipamento.
Só que aí veio a pandemia, né, velho? A pandemia arregaçou. E nisso eu tinha começado o podcast, o Esmia. Eu tinha começado, eu acho que eu comecei o podcast, se eu não me engano, em 2018. Só que era podcast raiz, né, igual você fazia.
E a gente gravou uma vez, eu, você, Luquinhas. Mas esse A gente gravou especial, é que a gente foi no estúdio e gravou um especial, cada um gravou um pedaço.
O Rafa lá do Saladinha Edição, o Luquinhas que tinha o podcast dele, né? Pode crer, pô, saudades, cara, velho. Um abraço para os cara aí. E só que eu já tinha começado antes também, que a gente fazia no Discord, gravava no Discord, era um negócio bem raiz mesmo. Só que aí veio a pandemia e aí todos os eventos cancelaram, né? Virou aquela maluquice lá de tudo cancelando e todo mundo desesperado. Que ia fazer. A gente tava sem agenda para 2020, a gente viu todas as datas caindo.
E agora ferrou, né? A gente tinha acabado de alugar um escritório, fazia pouco tempo que a gente tinha alugado o escritório, porque a empresa tava crescendo e tal. A gente montou a produtora mesmo. E aí foi que a gente começou a buscar alternativa, foi buscar equipamento de fazer live. A gente tinha muito contato com artista, principalmente do meio gospel. Então a gente começou a ver, ó, galera do sertanejo tá fazendo live, velho, vocês têm que fazer também.
A gente tem aqui a infra, então vamos desenrolar. A gente começou a fazer live para galera do gospel e foi isso, cara. Até que eu acordei num domingo à noite lá, domingo de manhã, e decidi que eu ia gravar um curso. Aí foi que eu gravei o meu curso lá de manipulação de músicas, que era uma coisa, você mexia mais com trilhas e É porque eu sempre toquei instrumento, né? Desde moleque eu tocava violão, bateria e tal. Eu não gosto de falar que eu sou músico porque eu não sei nada de teoria da música. Eu sempre fui muito autodidata, mas eu tocava, eu brincava.
Mas era um mercado que você atuava, você tava fazendo com artistas, músicos, você acabava entendendo.
Música sempre foi uma parada, todo videomaker é um músico frustrado, né?
Isso é padrão, como todo fotógrafo é um publicitário frustrado.
Exatamente. E aí a gente Eu sempre tive esse background. Eu fiz discotecagem, então eu fiz curso de discotecagem, eu tocava em festa, virei DJ uma época, fui DJ nessa época lá que eu trabalhava em shopping. Eu tocava em rave, sacou? Eu ia lá, virava a noite em rave, maluquice. E então eu tinha muito a manha de editar música, eu tinha muita manha de compor música, eu compunha, eu produzi. Você pesquisar, eu tenho nome de DJ. Se você pesquisar no Spotify, tem música minha lá.
Que eu produzi música eletrônica, sacou? Então eu tinha esse background e eu naturalmente, todo vídeo que eu ia editar, eu brincava com as músicas. Eu mexia daqui, mexia dali, cortava, juntava, pegava 4 músicas, transformava em uma só. Eu tinha muita manha de pegar essa música, tá com esse BPM, essa com esse, as duas têm um tom igual, então dá para juntar, transformar. Então literalmente eu fazia remix ali na timeline e eu fazia muita live. E de edição.
Eu lembro de uns anúncios que aparecia de você falando do curso.
E como eu fazia muita live para galera de edição no YouTube, principalmente, o pessoal ficava perguntando, pô, o que que você fez aí, velho, na música? Como é que foi? Eu nunca esqueço, a Dani do Casal Rec, ela falava, meu, você tem que fazer um curso disso aí. Eles já estavam com curso, eles já estavam nesse mercado digital, né? E eu, não, que curso, velho? Nada a ver fazer curso. Dá muito trabalho, dá muito trabalho, uma resistência, né?
Só que aí chegou, veio pandemia, aí foi que eu acordei num domingo de manhã, eu falei, foda-se, vou fazer um curso. Aí eu fui, já tava tudo lá, cara, tudo que todo mundo quer para fazer um curso eu já tinha tudo lá na produtora, era só eu sentar e gravar, depois editar. E aí saiu o Manipulação de Música para Edição de Vídeo, saiu no domingo ainda. E aí, cara, eu só lancei, eu só joguei nos Stories e vendeu super bem assim. Eu falei, pô, então Cara, e era legal, acreditava, realmente era transformador a parada, sabe?
A galera fazia, nossa, foi explodir minha cabeça, meus vídeos, minhas edições estão ficando infinitamente melhores. Eu, pô, que legal, então bora focar mais nisso aqui, né? Aí esse foi o momento que eu comecei a produzir mais conteúdo, porque eu vi, ó, eu tô conseguindo monetizar cada vez mais aqui minha produção de conteúdo. O curso é uma das coisas também que ajuda nessa monetização. Comecei a fazer workshop presencial também.
Na verdade, os workshop eu fazia até antes, né, da pandemia. Mas aí eu continuava fazendo. E aí foi o momento que eu tomei a decisão de, cara, eu sou criador de conteúdo agora, eu sou mesmo. É o meu, a minha principal atividade é criação de conteúdo. Sentei com a galera da produtora e falei, galera, sou criador de conteúdo, então bora ver aí. Eu já tinha uma galera que trabalhava bem, já tava bem treinada lá. E eu só falei, ó, eu vou para os trampos, mas mais complexos assim, tipo cliente grande, transmissão ao vivo com infra grande ou produção grande.
Aí eu vou, que eu dirijo tudo, que eu tenho mais manha de fazer. Mas coisa pequena que a gente fazia muito, tipo conteúdo para shopping, enfim, essas paradas aí vocês vão, que agora eu vou produzir conteúdo. E aí foi que eu, cara, virei produtor de conteúdo e minha vida virou isso basicamente. Só que ainda no audiovisual, ainda eu ainda produzia conteúdo para videomakers. Sempre foi para videomaker. Então eu falava da repimboca da bateria, tipo isso, falava muito sobre edição de vídeo, review.
Saiu uma versão nova do Premiere, eu fazia um review. Saiu uma câmera nova, eu fazia review. Galera me mandava, saiu equipamento novo, ou eu comprava, eu recebia, eu fazia review. Então eu ainda, o meu público principal ainda era o videomaker mesmo, né? Cabeçudão ali de 7 e tal, ainda era o operário, é o videomaker guerrilha, né? Era a galera guerrilha mesmo que era o meu público.
E aí, falando em guerrilha, eu sempre achei, cara, tem alguns termos que a galera usa que eu acho tipo guerrilha, você, pô, é batalha, o cara todo dia. Nesse processo seu de sair da T5, que era ali o começo da galera querer filmar o casamento e depois filmar a banda, nessa guerrilha, nessa batalha que você teve até chegar um momento, você, pô, tem uma produtora, meio que o auge do videomaker, falar, pô, eu tenho uma produtora, né?
Legal, mas para o ego é ótimo, né?
Eu sou chefe agora, sou eu que mando, eu não preciso mais editar, tenho sócio, tenho editor. É, o que que foi que mais te ensinou nesse processo todo para que hoje você assim, talvez não esqueça do seu passado, que você consiga manter o pé no chão, porque hoje você já tá num outro nível, digamos, até na produção de conteúdo. O que de parte dessa guerrilha você ainda traz com você que te ajuda a manter o pé no chão para continuar?
Cara, o que traz para mim, principal de tudo, e eu acho que o que mais, a melhor escola disso é o casamento, inclusive, é de você conseguir fazer muita coisa com pouca coisa. Tipo assim, eu fui participar de uma gravação do Google, os cara me chamaram lá, era uma aula de um projeto que eles estavam fazendo. Eu cheguei lá e tinha uma superprodução montada, era para gravar uma aula de 5 minutos, eu acho, tinha uma superprodução montada, mas assim, superprodução mesmo, era set de publicidade milionário que tava montado ali para eu sentar numa cadeira assim e falar para câmera.
Então é o Google. Afinal, é o Google, era o Google.
E tipo assim, eu não tô criticando, tô falando mal, eu tô falando que é uma realidade que o mercado mais tradicional tá acostumado e precisa. Porque ali no set tava a pessoa responsável do Google, ela precisava de uma tela de 30 polegadas na frente dela para ela ver tudo que tava acontecendo, que tava ligado numa Blackmagic URSA 16K lá na frente, que tava me filmando. Do lado tinha outra URSA 16K, tinha um teleprompter gigante na minha frente.
Tinha luz que dava para iluminar o bairro todo. Então é esse nível de produção, de infraestrutura, para aquele tipo de produção. Ele é necessário até pela responsabilidade que a produtora tem com a marca. Então a produtora, você imagina, você fechar com o Google para fazer uma produção, você precisa ter um roteirista, ter um diretor de fotografia, você precisa de muita gente responsável por partes diferentes para nada dar errado.
Porque se alguma coisa der errado, irmão, É o Google, sacou? Então é necessário. Mas quando você é da guerrilha, você entra no site desse aqui, você olha aquele, ele fala: vou resolver isso aqui com um Sokani X60 Mini, uma FX30 e um Hollyland, sacou? Você resolve, você extrai exatamente o mesmo resultado. E aí, colocando para prática do dia a dia, hoje a minha produtora ela ainda atende alguns clientes, a gente ainda atende. Clientes selecionados ali e tal.
E eu atendo principalmente startup, e startup tem muito essa cultura de fazer muito com pouco. E normalmente as startups contratam produtoras grandes para fazer, porque ela tá nesse meio mais corporativo que tem contato com as produtoras grandes, que é mais ou menos um status, né?
Tipo isso, que se aquela empresa, se é o Google e eu tenho um negócio com o Google, Teoricamente eu tenho que contratar as mesmas pessoas que o Google contrata para ter essa, exatamente, essa referência de ego também, tem tudo isso, né?
Só que a startup ela dá muito valor à praticidade, velocidade, ela quer isso, obviamente sem abrir mão da qualidade. E eu pego muita, muito cliente que tá dispensando produtora inflada, tá dispensando a produtora que para gravar um vídeo para o Instagram leva lá uma infraestrutura de publicidade. Que isso até atrapalha ele, sabe? Porque é muita, é muito tempo gravando, é muita refação, é muita coisa. Aí quando a gente pega, a gente vai lá e resolve em um dia o que uma produtora grande não resolveu em um mês, cara, falta beijar seu pé.
Então essa escola da guerrilha foi muito importante para isso e para tantas outras coisas na minha vida, de você conseguir resolver BO com pouca coisa, você conseguir fazer gambiarra Porque a gente faz muita gambiarra, artifícios técnicos profissionais hipervalorizados. Então é isso, cara. Acho que essa guerrilha o que mais ensina é isso. Eu gosto de falar que qualquer videomaker que trabalhou em casamento pelo menos um ano, você pode botar ele para fazer qualquer coisa, irmão, ele vai fazer.
Eu tenho, não interessa. Eu tava ouvindo uma vez, esses dias, um corte do Samuel Rose, que era da NKG Filmes, que fez muito casamento. Hoje ele faz, ele fez já evento de game, né, trabalha com outras coisas. E ele conta muito disso, ele falou assim, cara, o casamento me ensinou. Fui fazer um trabalho para o cara da Ferrari, alguma coisa, acho que é dono da Ferrari, dono da Lamborghini, foi alguma história assim, e que a gente montou tudo na casa do cara.
A hora que ele entrou, ele falou, eu não gosto dessa estante ou desse, dessa lareira. Né? Ué, ele falou, tá, como é que eu ia fazer para desmontar tudo aquilo que eu tinha montado e escolher um outro lugar? Ele falou para o assistente, falou, pega o LED tal, vamos ali. Encostou, vem perto de uma janela e falou, filho, é uma câmera, a janela e um ledzinho, a gente fez. E aí ele mostra a campanha, né? Tem um vídeo da campanha do do dono do negócio lá, que é justamente esse imprevisto.
Porque por mais que tenha o status da produtora de montar a estrutura, porque teoricamente esse senhorzinho, a hora que olha a estrutura, fala: bom, se eu tô pagando, é isso mesmo que eu esperava, né? Mas ele não gostava da lareira, da onde foi montado. E aí, como tem que fazer, tem que se virar. E aí, no final das contas, o velho até se emocionou, gostou do vídeo e tal.
Mas é, o cara da guerrilha faz isso aí, velho, sem nem pensar. Ele olha em volta e, opa, pera aí, tem aquele ali.
É o improviso, né? E qual foi o maior desafio para você nesse processo todo? Eu sei que filmar um casamento já dá um desespero, porque aquele negócio é aquilo. Se eu perder, não tem, não tem volta, não tem duas vezes. E eu vou passar perrengue. Mas de todo esse processo assim, para você, qual que era o maior desafio de realmente se tornar um videomaker? De falar, cara, eu gosto muito disso, eu quero fazer isso, não sei se para o resto da vida, se você pensou nesse momento, mas eu quero fazer isso nesse momento, eu quero fazer isso.
Eu não sei se teve um desafio, sabia, mano? Porque a nossa profissão é muito da hora, velho. Acho que não tem O desafio, sabe o que que foi? Foi, eu sou de uma família muito pobre, e nesse momento que eu comecei a trabalhar com audiovisual, que eu ainda tava com os outros empregos ali, né, trabalhava de vendedor em shopping, nesse momento a renda da minha casa era basicamente minha. E na minha casa era eu, minha mãe, meu irmão, minha irmã e dois sobrinhos.
E uma menina que tinha acabado de nascer. Então aí minha irmã ajudava um pouquinho, meu irmão merreca também, mas o grosso mesmo vinha para mim. Então eu tinha essa, eu tinha essa responsabilidade, eu tinha que ter esse senso de responsabilidade de que eu não podia simplesmente largar tudo para trabalhar com vídeo, tá ligado?
Ou sair gastando tudo em equipamentos.
Então eu sempre tive que ponderar muito tudo que eu fazia ali, sabe? E o meu maior desafio foi justamente esse: qual é o momento que eu vou parar de trabalhar normal CLT para virar um videomaker, fotógrafo, né? E aí esse foi o maior desafio de todos, e eu superei esse desafio com planejamento. Quando eu comecei a fechar os casamentos, eu não podia trabalhar final de semana no shopping. Como é que eu ia filmar o casamento? Um domingo ou outro eu ainda conseguia folgar, porque você no shopping você folga 2 domingos no mês, né?
É, tem escala. Final de semana é sempre quase que era padrão, né?
Trabalho existe, sábado é trabalho dobrado ainda no shopping. É, e como eu queria ganhar comissão, eu trabalhava 12 horas. Eu entrava na hora que a loja abria, então sábado não tinha como. Aí eu fui procurar um trampo de segunda a sexta, e aí eu fui, eu consegui um trampo de instrutor de treinamento numa empresa de notebook chama Acer. Galera deve conhecer aí. Eu era instrutor de treinamento da Acer, eu viajava o Brasil treinando promotores e vendedores para vender os produtos da Acer. A história que eu, de como eu entrei nessa empresa, é muito legal.
Nessa parte você já tava viajando, você se acostumou a viajar.
Acostumar a viajar. É a primeira vez que eu viajei de avião, ficou dentro dessa empresa aí, cara. Nunca tinha viajado de avião, foi bizarro assim, porque lá você tem que viajar lá para Fortaleza, dá um treinamento lá. Eu ia mesmo, hein? Como é que faz? Precisa de passaporte para ir para Fortaleza? Eu não sabia a mínima ideia, cara, nunca tinha viajado. E aí, enfim, e aí a gente, eu achei esse trabalho, consegui esse trabalho de segunda a sexta, e aí comecei a atender, fazer os casamentos, atender os clientes, tipo como uma renda extra ali de final de semana.
E aí o meu planejamento foi: eu vou juntar grana. Toda grana que eu receber da renda extra do audiovisual, que eu trabalhava com vídeo, fotografia, toda essa grana eu vou guardar, não vou mexer. E eu guardava, guardava. Aí quando eu tiver aqui o equivalente a um ano de salário no meu emprego normal, Eu aí, eu lá, eu saio fora, que eu tenho um ano ali de emergência se der ruim. Só que eu juntei 3 meses e eles me demitiram.
Ele vai juntar dinheiro e vai sair, melhor, né?
E ficava muito doido porque me chamaram para me demitir e a menina toda triste. Era eu e outro cara e a gente já sabia que alguém ia sair, só que assim, eu Tipo, eu era muito bom no que eu fazia e eu não fazia só o que eu era pago para fazer. Eu não dava só o treinamento, eu também desenvolvia os treinamentos. Eu entendia por onde eu viajava quais eram as maiores dificuldades, as maiores dores, as maiores objeções. E aí eu colocava isso no treinamento, que era uma coisa que a galera mais corporativa que tava ali no dia a dia corporativo não entendia do chão lá da loja, que era uma coisa que eu entendia.
O outro instrutor que trabalhava comigo era eu e outro cara. Ele era muito bom instrutor também, mas ele não tinha essa pegada, sabe, de ver essas oportunidades. E aí eu cheguei aí em reunião com os chineses para aprovar lá conteúdo e tudo mais. E aí quando falaram que eu mandar um dos vendedores, um dos instrutores embora, tipo assim, ninguém contestou que não ia ser outro cara. E eu ficava triste até, eu falo, puta, podia me mandar, né, velho, porque aí eu pegava as paradas.
E eu nunca, eu nunca cheguei em nenhuma empresa e falei assim, ó, tem como você me mandar embora? Vamos fazer um acordo. Eu acho sua parada uma coisa abominável assim, a não ser que saiba que a pessoa esteja numa situação muito que ela precisa fazer, mas numa situação comum eu acho muito errado fazer isso. Então nunca fiz, sabe? E eu não ia fazer nessa empresa, eu ia ficar lá, ia chegar um momento que eu ia pedir demissão. Eu falei, não, eu tô saindo fora. Então tem 30 dias aí de aviso prévio.
Então ia ser sua primeira vez pedindo demissão?
Não, não, é não a primeira, já de todas as outras empresas que eu trabalhei, que eu Eu trabalhei na Vivo e pedi demissão para ir para fast shop, sempre pedi demissão, sempre falou, tô saindo fora para um emprego melhor, sempre fiz isso. Aí nesse caso eu ia fazer a mesma coisa, só que apesar de eu não querer pedir, eu não ia pedir para fazer acordo, eu queria que eles mandassem embora, né? Porque eu já tava naquele momento que eu já tava trabalhando legal com vídeo, se eles me dispensarem ia ser muito bom para mim, né?
Porque eu ia pegar toda as paradas lá, seguro-desemprego, tudo mais. E aí quando eles me chamaram para mim demitir, a menina falou toda triste, eu falei não, tá tudo bem. E por dentro eu tava assim, e o meu salário era bom lá, então eu peguei uma grana boa, sabe? E a parte boa é que dali, cara, eu já tava, eu já tava faturando a mesma coisa com vídeo que eu ganhava por mês de salário. Eu tava dobrando o meu salário ali com vídeo.
Quando eu saí, que eu fiz o trabalho no final de semana quando dava, então quando eu saí, que eu comecei a focar 100%, aí, pô, aí eu comecei a ganhar uma grana bem legal com vídeo. E aí foi, para mim, de daí para frente foi zero desafio, para mim foi só diversão e ganhar dinheiro.
E aí uma pergunta assim que a gente sempre, quando olha uma pessoa que se torna uma referência, né, que vira uma pessoa que trabalha muito com a criatividade, etc., e a gente vai olhar os bastidores porque a gente vê muito, ah, eu era administrador de empresa, virei fotógrafo, eu era engenheiro, virei fotógrafo, do profissional para o artístico, para o emocional. E o processo criativo, como é que era para você? Porque você era um vendedor, a sua criatividade era achar o argumento para convencer a pessoa comprar roupa.
Você não precisava criar roupa, criar propaganda, era mais comunicação. A criatividade, onde é que você buscava? Como é que você transformava aquilo que você tinha de bagagem para construir a sua própria linguagem no vídeo? Que é uma coisa casamento, que eu sei que existe o lado artístico, mas é que assim, ó, é aquilo que tá acontecendo.
Você não tem muito controle, você não controla.
Você pode achar maneiras de contar de uma forma diferente ou uma técnica diferente, mas é aquilo. O clipe de banda já é um pouco mais criado do zero, criado do zero. E pela sua história você não tem uma bagagem de, ah, estudei publicidade, estudei E, né, as coisas foram acontecendo e você foi migrando aí. Na verdade, como é que você foi desenvolver?
Você estudar alguma coisa relacionada que teoricamente vai te desenvolver a sua criatividade, eu não acredito muito nisso, sabe? Eu acho que a criatividade, ou você já é naturalmente uma pessoa muito criativa, ou você pode, com técnicas, você pode desenvolver a sua criatividade. Inclusive, uma coisa que muita gente a gente erra, né, quando acha que a criatividade é um dom, que a pessoa nasce com aquilo. Algumas pessoas, elas são mais sensíveis, né, e elas naturalmente são mais criativas.
Outras não são tão sensíveis, mas dá para desenvolver, dá para você com técnica e com treino você desenvolver sua criatividade. Eu naturalmente sempre fui um cara criativo, desde moleque, desde moleque eu criava coisa, eu inventava coisa.
Criar mentira para contar para mãe não é criatividade.
Como é que eu vou mentir para minha mãe para ela acreditar em mim, entendeu? É, então eu naturalmente eu sempre fui um cara muito criativo, eu sempre fui um cara muito inquieto, muito, sabe, de querer inventar coisa. Até quando eu tinha bandinha na época da adolescência, eu que compunha as músicas, eu que inventava arranjo. Então eu sempre fui esse cara de criar, eu sempre fui assim. Eu fiz publicidade até, mas eu fiz 2 2 semestres, fiz 2 semestres e saí fora porque eu percebi que não era aquilo que eu queria.
Eu entrei, entrei na faculdade de publicidade achando que eu ia aprender a filmar comercial e não tem absolutamente nada a ver com isso, né? Ou seja, a produtora que filma o comercial. Aí quando eu entendi isso, eu saí fora.
Inclusive muita gente entra na publicidade achando que só tem área de criação, né? E vai aprender a mexer no Photoshop e fazer anúncio.
A área de criação é a menos prestigiada e é aqui ganha menos dinheiro, tem aula dentro do computador, e aqui menos tem aula.
Você senta uma aula no computador, o resto é tudo teoria.
Exatamente. Eu lembro que tive umas aulas de Photoshop ruim, nossa senhora. Enfim, então eu já, eu sempre tive essa criatividade mais aflorada, sabe? Eu sempre fui mais sensível para isso. Então isso não foi difícil para mim. Agora, quando eu precisava criar alguma coisa do zero, a técnica é você fazer um board de referência, né? Você faz um briefing com cliente, entende mais ou menos o que ele quer, pede referência para ele também, porque às vezes o cliente ele já tem mais ou menos na cabeça dele alguma coisa que ele queira.
É, alguns clientes não, ah não, pensa em alguma coisa para a gente fazer e tal. Então você faz um board de referência, busca as coisas e monta. E aí, como eu sou um cara que tem mais essa sensibilidade criativa, eu, para, vamos pegar o exemplo de videoclipe, por exemplo, eu gostava muito de pegar a música Pegava pelo menos a guia da música do clipe, que é normalmente como a gente recebe ali no começo para iniciar a produção. Pegava a guia da música, eu botava no som do meu carro e ia dirigir.
Eu ficava rodando São Paulo ali, Zona Sul de São Paulo, rodando, dirigindo e ouvindo a música e viajando. Uma hora vinha uma parada na cabeça, legal. Então, de acordo com a letra da música e atmosfera que a música dava, aí eu parava, sentava no computador e escrevia o roteiro. Funcionava assim para mim, sabe, para criar essas coisas do zero. Às vezes vinha do nada também alguma coisa, ou às vezes eu tinha ideia que não tinha para o que fazer.
Não, um dia eu quero fazer isso aqui. Aí quando tinha oportunidade, eu chegava no artista e falava, tô com essa ideia aqui, bora fazer isso aqui. E os cara, pô, topava, ia fazer.
Que é uma coisa legal, né, porque muitas vezes a pessoa fica esperando a oportunidade para fazer aquilo que ela gostaria, quando na verdade era só ela ir atrás, correr atrás, que ela consegue fazer com Seja com artista desconhecido, com familiar ou família.
Eu entrei no mercado de videoclipe assim, eu, a gente fazia só casamento. A Priscila sempre frequentou igreja e ela era de um grupo lá que participava o Tom Caffey, que é um artista gospel grande, renomadíssimo assim, o cara é o mais respeitado. E aí eu fui ver as músicas do cara, eu me apaixonei assim. O cara tem uma pegada com blues, um R&B, fica muito bom. E aí eu, você conhece esse cara? Esse cara é seu amigo? É, eu conheço ele, conhecido.
Vamos marcar uma reunião com esse cara aí, pô. Aí a gente marcou numa padaria lá no Taboão da Serra, que ele morava lá. E aí eu cheguei nele e falei, cara, deixa eu fazer um clipe seu, me dá uma música aí, qualquer música sua. Eu tô com uma ideia aqui, a ideia assim, assim, assado, bora fazer. Aí ele olhou assim meio para mim, desconfiado. Aí beleza, parou. Passou uns dias, ele me mandou: tem essa música aqui, que é uma música de um disco já antigo meu, que a galera sonha em ver o clipe dessa música.
Falei: bora fazer. Aí a gente fez, o clipe ficou sensacional. E ele era contratado da Som Livre, então a gente lançou o clipe, a Som Livre viu, aí começou a chamar para fazer de outros artistas da Som Livre. E aí via network foi para Sony. Para Universal Music. Aí foi que a gente entrou nesse mercado.
E como é que lida com isso? Porque é óbvio, todo mundo, toda vez você vai, a gente conversou com a Débora, por exemplo, tá falando das marcas, né? Você começa a produzir as fotos e pô, aí vem uma marca grande, te contrata. No seu caso, as grandes gravadoras começam a trazer artistas, e alguns até artistas importantes da própria gravadora, para fazer. Como é que lidar com essa, ao mesmo tempo, um sonho de crescer e produzir clips para gente conhecida e famosa, mas com a pressão.
Porque aí, pô, se o cara é conhecido, a pressão é maior, a responsabilidade é maior, você precisa ser mais criativo, precisa cuidar de tudo que tá acontecendo nos bastidores para sair daquela maneira que você tava planejando.
Tem dois momentos quando isso acontece, velho. O primeiro momento é a euforia de tipo, mano, olha, veio o orçamento para a gente fazer um clipe do Wesley Safadão. Caramba! Aí a gente, pera aí, vamos respirar. E a gente, mano, que foda isso que tá acontecendo na nossa vida, incrível, não sei o quê. Esse é o primeiro momento. E isso acontece algumas vezes, das primeiras vezes que você pega um artista grande para fazer. Quando você faz o segundo, terceiro, quarto, você começa a ver que é tudo igual, tudo igual, cara.
Você quer mais falar?
Não, dá medo.
Artista grande é difícil lidar.
Sim. E, cara, não dá dinheiro. A gravadora não valoriza a parte de audiovisual ali. São casos raríssimos de grandes produtoras que conseguem pegar projetos grandes e mesmo assim a gravadora vai— eu tô falando da minha experiência, tá? Pode não ter sido, mas a gravadora normalmente suga muito e sobra pouquíssimo para você. E aí você trabalha muito porque você quer fazer um trabalho legal, e no final o trabalho sai muito legal, mas não valeu a pena financeiramente no final das contas.
Que é uma coisa que a galera não sabe muito de bastidor, é porque todo mundo vê o clipe, acha que tá o cara que criou o clipe tá ganhando milhões pelo clipe, que na verdade é uma coisa que o cara que trabalha com vídeo e até foto tem que tomar muito cuidado É com a glamorização e o amor.
É isso que a gente faz. Vou explicar. Quando a gente pega um projeto grande para fazer, sei lá, vem uma Universal Music e fala que vai vir um artista grande deles lá para fazer um videoclipe com você, normalmente eles fazem concorrência, né? Então eles falam, ó, a gente tem esse budget aqui e a gente quer saber se você quer entrar na concorrência. E como é que funciona a concorrência? Você cria um projeto dentro daquele budget e apresenta para gravadora, e a gravadora vai analisar o seu projeto e vai aprovar ou não.
E normalmente eles mandam para 3, 4 produtoras para ver o que que vai fazer. E claro, você quer o trabalho, você faz o melhor projeto possível, né? E quando a gente trabalha com vídeo, eu acho que qualquer processo artístico isso pode ser vídeo, música, fotografia, qualquer processo artístico, você, você se completa muito com a parte do amor que você tem para fazer aquilo, sabe? Tipo, cara, olha que incrível que eu tô fazendo!
Olha esse set de filmagem! Olha esse vídeo! Aí você faz uma edição, você te mostra para um amigo seu, cara, olha essa cor que eu fiz esse vídeo aqui, que eu consegui fazer nesse vídeo! Olha essa edição aqui, a dinâmica! Olha essas transições! Então essa parte divertida é muito legal e você tem que curtir isso, mas você tem que tomar cuidado para isso não engolir o seu financeiro, porque às vezes a gente esquece que a gente precisa ganhar dinheiro também, tá ligado?
E aí quem não toma cuidado com isso, é por isso que videomaker não ganha dinheiro, é por isso que fotógrafo não ganha dinheiro. Porque tá ali, ó, pela arte, e não busca melhorar ali a parte de gestão, a parte financeira, a parte de marketing, que no final das contas você é uma empresa. Se você não cai nessa realidade, e eu vou te falar, é muito triste dizer isso, mas quando você vira essa chave, você cai na realidade de que você tem que ser mais uma empresa do que um artista, você para de trabalhar para gravar música.
Quando eu comecei na publicidade Fui trabalhar na agência de um ex-professor meu do colégio técnico, né? Terminei o colégio técnico, falou, cara, quero você lá na minha agência. E uma das reuniões que ele tava lá, ele tava conversando com outro professor que era de administração, e a conversa era justamente essa assim, pô, minha empresa, minha agência não cresce, eu não consigo ganhar dinheiro. E aí o professor só fez uma observação, ele falou, quem que administra a empresa?
Ele falou, eu. Ele falou, tá aí o problema. Ele falou, como assim tá aí o problema? Agência é minha. Eu sou o problema? Ele falou, é, você é o criativo da empresa, você faz coisas que para você é fácil. Se fosse fácil, o cliente não te contratava, e aí você não cobra o valor correto do trabalho.
E é difícil você entender o valor. Inclusive, essa é uma das maiores dúvidas de quem trabalha com audiovisual, e não é nem só de quem tá começando não, cara. Cara já macaco velho de mercado Eu tô em grupos de audiovisual que a galera às vezes manda lá: o pessoal, olha esse orçamento aqui, quanto vocês acham que eu tenho que cobrar?
Cara, quando o cara pergunta isso, eu fico puto da vida.
Isso acontece porque você não sabe. Isso acontece porque é uma arte, e a própria arte ela é difícil de precificar. Como é que você precifica arte? Como é que você precifica uma coisa que não existe, que você vai criar ali e ela não existe? Você não pega nela. É complicado mesmo. Só quando você faz um processo de gestão para você entender que você é um negócio, começa a ficar mais fácil. Só que a galera não faz isso, aí fica caindo nessa ilusão da glamourização do audiovisual, de que eu tô num set com um artista famosão da Globo e porra, tô estourando, tô aqui, um casamento de gente famosa, mano.
É isso aí, casos raríssimos, casos que você tá nessa situação e que você que aquilo realmente tá te fazendo bem, sabe? Que aquilo realmente tá, tá te fazendo ganhar dinheiro e tá te fazendo bem financeiramente e emocionalmente. São raríssimos casos.
Eu tava pensando aqui, esse fulano, como é que faz para valorizar arte, né? Morre, porque os artistas, as obras só valem muito hoje porque a pessoa morreu. Não tem mais Leonardo da Vinci, não tem mais Picasso, não tem mais ninguém.
As obras, esse exemplo que você deu aí desses caras aí da dos primórdios da arte é exatamente, é o melhor exemplo que a gente pode dar para o que acontece com a maioria da galera que trabalha com foto e vídeo hoje, que esses caras eles faziam arte pela arte, eles não sabiam o valor da arte deles. E aí eu acho que Leonardo da Vinci ele trabalhava com a galera grande e ganhava uma grana, mas você pegar, por exemplo, Van Gogh, ele nunca ganhou dinheiro pelo, a maioria morreu na miséria, pois é, morreu na E o cara era foda.
Agora, por quê? Porque a arte pela arte. E o artista é muito difícil, artista é difícil ele conseguir cair essa ficha dele, sabe? É muito difícil.
Com a produtora, você acha que tem uma dica que dá para separar o criativo do empresário?
Claro que dá. Se você não consegue, tudo é planejamento, né? Se você não consegue num primeiro momento separar essa parte de gestão da parte artística, Se planeja para uma hora conseguir. O planejamento faz parte da gestão também, né? Pô, beleza, você vai começar a trabalhar para chegar um momento que você vai ou buscar um sócio, que a sociedade ela tem que ser complementar. Então, que é um outro erro que muita gente faz: ah, vou fazer, eu vou montar uma produtora e eu sou videomaker, vou fazer a sociedade com outro videomaker. Para quê? Os dois vão fazer a mesma coisa?
Não, cara, você tem que fazer uma sociedade, cada um aí para um trabalho, foi, cada um faz o seu, né?
Cada um faz o seu. Ah, eu peguei um trampo aqui, vai para lá que eu te pago freela. A mesma coisa o outro, a gente é parceiro, mas não precisa ser sócio. O sócio é para complementar. Você é o criativo, você é um videomaker, cara, procura um cara que seja de gestão, um cara que seja de marketing, que ele vai cuidar dessa parte mais administrativa do negócio e você vai cuidar da outra parte ali. Tem um exemplo fenomenal aqui em BH que é a 3K.
A 3K é assim, Você tem os caras que são videomakers, tem os caras de gestão, que os caras— eu fui no evento deles, que os cara abriram planilha de gestão lá no telão, e era um dos sócios da produtora, tá ligado? Aí é assim que tem que ser, é só assim que você vai se tornar um negócio que vai dar dinheiro. E aí você vai conseguir usufruir mais da sua arte, até de forma mais confortável. Você vai selecionar clientes que valorizam a sua arte, por por exemplo, que você vai aumentar sua demanda.
Aumentando a demanda, você se sente mais confortável de cobrar um valor que, se aquele cliente não fechar, tem uma fila aqui me esperando para fechar, entendeu?
Você não fica desesperado para pagar as contas.
Exatamente. Pelo contrário, você vai ter caixa. Até porque, quando você começa, principalmente você começa a trabalhar para grandes empresas, grandes marcas, grandes artistas, a galera não vai te pagar depois que você fizer o trampo. A galera vai te pagar 60, 90, 120 dias depois. Como é que você vai pagar suas contas antes? Você tem que ter caixa, você vai gerar nota, você vai ter que pagar imposto. Toda essa parte aí, cara, tem um monte de fotógrafo aqui ou videomaker assistindo a gente que não tem nenhum MEI, não sabe nem o que que é isso.
Eu tenho MEI, MEI salário, MEI cachê, MEI câmera, tudo em casa é MEI porque é comunhão total de bens. Então tudo é MEI. Falando um pouquinho das mudanças, né, você começou lá atrás, uns 10, 15 anos atrás, com uma T5. E respeita minha T3, cara. Eu dou graças a Deus que eu comecei já era um pouquinho mais avançado. Eu tava na 5D Mark II, comecei na fotografia com a 5D Mark II, não era minha.
Não, mas nem que tava mais avançada, porque é uma câmera mais pica. Não, vai, aí a T3 é mais nova.
Não, eu comecei com a D90, que era da Nikon. Quando eu comecei era uma D90. D90, né? Eu não tinha D90, mas tinha, existia já a D90. Mas muita coisa mudou e a gente tá vendo as mudanças cada vez mais rápido. Para você, de lá para cá, qual foi a maior mudança ou a principal mudança que ainda vai, é o que faz a diferença no mercado assim para o profissional?
Olha, cara, eu acho que o que mudou mais assim de tudo foi a forma que as pessoas consomem o que o videomaker faz. Lá, antes da pandemia, as pessoas consumiam muito, muito, muito YouTube, assim, ou TV. Era YouTube ou TV. Eu fazia trampo para passar no cinema. Então vocês tinham canais ali que você produzia os vídeos para as pessoas passarem. Instagram tava engatinhando, a rede social engatinhando. De lá para cá, o jeito que as pessoas consomem o que a gente faz, o que o videomaker e o fotógrafo faz, o jeito que as pessoas consomem mudou muito, evoluiu muito.
E o que que é o vídeo? O vídeo é uma ferramenta de venda, ponto. O vídeo, ele existe para vender algo, mesmo que seja a imagem de alguém. Ah, eu quero fazer um vídeo bonitão aqui, quero postar na minha rede social eu lindo. Beleza, você tá vendendo a sua imagem, não necessariamente é financeiro, mas você tá vendendo algo para as pessoas. O vídeo, ele é feito para isso, ponto. Tirando um casamento também, né? Mas aí vamos tirar a parte de evento social.
E onde é que você vende coisa hoje? Na rede social, um pouco de TV e tal, mas, cara, a massa tá na rede social. A gente já vem aí ano após ano, a grana de publicidade tá indo cada vez mais para internet, cada vez menos para TV. Então essa mudança de comportamento das pessoas teve que fazer com que o profissional de publicidade, de marketing de vídeo, fosse para esse lado também. E até hoje eu vejo videomaker que ainda é resistente a isso.
Eu acho muito, muito bizarro, que a minha arte, eu tenho que fazer minha arte assim, né, para passar no YouTube em 4K, não é para passar no TikTok. Mas é isso, cara. O seu trabalho, ele é para vender alguma coisa, e o seu trabalho, ele tem que estar onde as pessoas estão comprando. Eu acho que a maior mudança e evolução foi essa. E os profissionais que perceberam isso e começaram a se encaixar nesse novo jeito de fazer vídeo, de fazer mercado, é a galera que tá trabalhando, que tá ganhando dinheiro, que tá prosperando.
Que tá no mínimo entendendo um pouco do social, um pouco do social media, que é o termo que a galera usa no marketing, publicidade, que é o social, é os vídeos para Instagram, para TikTok, para o YouTube Shorts, ou às vezes para um canal do YouTube também. A maior mudança foi essa e tá acontecendo outra agora, que é pegando todo esse bolo e colocando inteligência artificial no meio. E o profissional que também tiver potencializando ainda mais todo esse mercado.
Você acha que hoje tá mais fácil fácil ou mais difícil de começar?
Eu acho, galera, eu não gosto de dizer que tá mais fácil, tá mais difícil, porque há 20 anos atrás a demanda era menor. Hoje a demanda é maior, só que tem mais profissionais. Eu acho que cada época tem seus desafios, sabe? Não sei se é mais fácil, não sei se tá mais fácil, tá mais difícil.
Tá mais, vamos dizer que tá mais competitivo, ou talvez as dificuldades sejam diferentes, são diferentes. Você tá falando de 15 anos atrás, você ter uma câmera digital, uma DSLR, para fazer alguma coisa já era difícil, era um atrito ali, já era um atrito no meio do caminho, não era tão fácil comprar.
Hoje em dia com celular você consegue vender ganhando com isso. Só que hoje você tem milhares de pessoas com celular na mão disputando, tá mais competitivo.
E o desafio atual é esse, E para você, que, qual seria o diferencial, ou o que que a pessoa tem que trazer que pode fazer com que ela se destaque nesse, nesse diferencial hoje de qualquer profissional que trabalha com vídeo é entender de marketing digital.
Para mim, qualquer profissional que trabalha com produção de vídeo guerrilha, às vezes é o cara mais tradicional que trabalha publicidade mais tradicional, ou só trabalha com videoclipe, num no setor mais tradicional ali da produção de videoclipe, nem tanto. Mas o cara que é guerrilha, ele tem que entender ao menos o básico de marketing digital, ele tem que entender quais são os desafios do algoritmo, ele tem que entender o que que é copy, o que que é fazer um bom gancho, o que que é um bom CTA, ele tem que entender o que que é um bom desenvolvimento de roteiro para rede social, sabe?
Ah, filho, se o cara só saber gravar e editar, isso aí, cara, isso aí, o cara que trabalha com foto e vídeo, isso aí é natural.
Ele vai saber, ele naturalmente vai abrir um review de equipamento no YouTube para assistir. Isso é a parte divertida de se fazer, é a parte que a gente gosta de fazer, é montar uma iluminação, é filmar, é botar uma ideia que a gente tá na cabeça ali em prática, fazer uma edição legal para ver como é que fica. Experimentar uma nova cor, novo. Isso é a parte legal do nosso trabalho, só que é um trabalho. Qual que é a parte chata do trabalho?
É você estudar essas outras coisas que vão te trazer os resultados. De novo, vídeo é uma ferramenta de venda. Se o seu vídeo não traz resultado para o seu cliente, seu vídeo não vende, para que que ele serve? Serve para nada, serve para o ego do cliente, que também tá errado. O cliente, ele não tem que estar na internet por ego, ele tem que estar para vender alguma coisa também.
E aí eu vou entrar numa talvez polêmica, pôr um pouco de lenha na fogueira. Você tava falando do Google, né, que lá quando você foi gravar tinha uma puta de uma estrutura. Aí tinha um cara do copy, o cara do vídeo, o cara da luz, operadora da claquete, do teleprompter. Tem especialistas em cada área. E aí você acabou de falar que hoje, para o vídeo meio que se destacar, ele precisa entender de tudo além de editar e de captar, que é o básico da ferramenta.
Você acha que a partir do momento que o cara tem que estudar tudo isso, ele começa a entregar as coisas mais ou menos de cada uma delas? Ou se ele, se existe essa especialização de cada área, copy, roteirista, não sei o quê, Seria melhor ele ter uma, de repente, até uma produtora para ter esses profissionais, para que o cara que faça cada uma dessas funções faça bem feito.
É, ele pode chegar no momento da vida profissional dele que ele vai montar uma produtora que tem essa estrutura, tipo, e ele vai atender o cliente ali e atender aquele cliente 360. Ele vai, ele vai criar a estratégia de conteúdo no cliente, por exemplo, ele vai, dentro dessa estratégia, ele vai definir os roteiros, ele vai gravar, vai editar e vai entregar o conteúdo pronto para pessoa postar. Ou nem isso, ele mesmo vai postar para pessoa.
Em algum momento ele vai, talvez ele consiga fazer isso, mas inicialmente ele precisa ao menos saber um pouco, ele precisa entender. Ele precisa, o cliente, por exemplo, vamos pegar essa parte de produção de conteúdo de social de exemplo. O cliente que contrata um videomaker para fazer um vídeo, ele, ele espera que o videomaker tenha um mínimo de noção do que que ele vai fazer ali para rede social. Tem videomaker, eu tava no grupo que eu tô de audiovisual ontem, a galera tava pedindo o gabarito de Instagram para saber onde que não pode estar a cara do cliente, tá ligado?
Isso é uma coisa que já deveria ser automático. O cara, ele já deveria entender que o enquadramento ele tem que estar ali de um jeito que para caber lá no layout do Instagram.
Já vem, já.
Pois é, agora esses ferramentas já estão colocando essas coisas nativas porque o mercado tá indo para esse lado. Então o vídeo é esse básico, entendeu? O que que, o que que o cliente tem que falar no roteiro dele para ele ganhar mais leads, que consequentemente vai trazer mais vendas para eles, que vai dar mais dinheiro para ele, e esse dinheiro ele vai usar para me contratar de novo. Ou eu vou fechar um contrato com ele para fazer isso, entendeu?
Como é que esse ciclo vai acontecer se o videomaker ele só chega lá e ele sabe fazer a melhor luz do mundo, a luz mais perfeita do mundo, ele tem a câmera mais foda do mercado que filma em RAW 12-bit e ele edita no DaVinci Resolve e tem uma árvore de nodes gigante lá, que tudo isso, irmão, foda-se. Se o seu cliente não ganhar dinheiro, isso não serve para nada, tá? Você tá entendendo?
Eu tô te perguntando porque a gente tava até discutindo um pouquinho no offline dos congressos de produção de conteúdo, e que aí as pessoas assistem muito a palestra como vender mais, como atender melhor. E aí, no final das contas, você vai olhar o trabalho do fotógrafo, ele não sabe configurar a câmera na hora de fotografar, tá fotografando automático, não sabe ajustar uma luz, não sabe corrigir um probleminha no Photoshop, que assim, que seria o básico do profissional.
Então assim, ao mesmo tempo que a gente, ou que o mercado exige que o videomaker saiba roteiro, copy, CTA, e não sei o quê, não sei o quê, ele não tá tendo tempo para estudar e praticar e melhorar o que seria o básico, que é captar e editar.
Tem tempo sim, arruma tempo. Quando você não faz é porque falta de vergonha na cara. Eu vou te falar um Vou te fazer uma outra provocação polêmica aqui para galera de fotografia especificamente. É muito, é muito mais valioso um bom profissional do que um bom artista. O bom profissional, que ele tem uma boa gestão do negócio dele, que ele faz um bom marketing do negócio dele, que ele entende de marketing digital e ele cria conteúdo, por exemplo, para atrair mais clientes para o negócio dele.
Estou falando do fotógrafo, tá? O fotógrafo especificamente. O fotógrafo que cria conteúdo para trazer clientes para ele, para ganhar mais dinheiro, cara, não interessa se ele vai entregar um trabalho meia-boca para o cliente dele, não interessa. Ele tá trazendo cliente e ele tá ganhando dinheiro. O fotógrafo que não consegue fazer isso e ele faz a foto mais incrível do mundo tá criticando esse cara, só que ele não tá ganhando dinheiro.
Nem precisa fazer tanto, qualquer um tá criticando.
Agora, eu não tô dizendo que os cara tem que fazer um trabalho merda, não é isso. O cenário perfeito é um equilíbrio, é você entregar um bom trabalho artístico. E na minha opinião, entregar um bom trabalho artístico de fotografia e vídeo, no mínimo razoável, é obrigação, pô, é a sua profissão. Só que se você não fizer um bom trabalho de gestão e de vendas, a sua arte serve para quê? Você mostrar para os seus amigos, sua família, ou para você trabalhar aí de domingo a domingo, 12 horas por dia, e não ver sobrando dinheiro, e tendo burnout, tomando 30 xícaras de café por dia, e no final do dia não consegue dormir?
Só uma vida de merda, pô. Por quê? Porque o cara tá mais preocupado com a arte do que com o negócio dele, tá entendendo? Essa provocação que eu faço para galera, velho: busca aprender marketing, vai fazer conteúdo, vai vender o seu negócio, a sua foto para as pessoas, cara. Se você não aprender como vender, você nunca vai ganhar dinheiro, você nunca vai poder descansar, você nunca vai conseguir sair de férias, você nunca vai conseguir curtir sua família.
A arte, ela tem que estar em segundo plano. Você já aprendeu lá no começo, quando você tava lá fissurado, meu, tô com a câmera aqui. Você já aprendeu essa parte e ela vai sair no final das contas.
Você tá fotografando, ela vai sair.
Lógico que vai. Tem um grupo de mentoria que eu frequento Um grupo de empresários que eu frequento, que tem um fotógrafo lá que faz foto. Ele é bem meia-boca assim, a foto.
O mínimo que a gente espera é que ele faça fotos.
É isso, fotógrafo que bate retratos, bate fotografias. Meia-boca não, ele é ok, sabe? Você vê as fotos dele, pô, ele entrega ali uma foto ok, legal, não tem nada extraordinário na foto do cara, mega artística, não sei o quê. Até porque é mais fotografia de evento, nem tem muito o que inventar também, né? Mas ele continua, tira fotos ok. E eu já vi fotógrafos ótimos assim, que fazem foto ótima, criticando o cara. Só que você vai ver lá, o cara já deu palestra nesse grupo lá mostrando que ele é, ele faz, ele é fotógrafo, ele faz parte desse grupo de empresários.
O cara fatura 30, 40 conto por mês, sabe? Tipo, não tem custo o negócio dele, ele já tem a câmera. Então você pensa, o cara trabalha para caralho, as pessoas contratam ele porque é um bom profissional, ele entrega o trabalho rápido, sabe? Ele vende, ele tá nesses esses grupos justamente para fazer networking, para vender para essas pessoas e atender essas pessoas, sabe? Atender gente que tem dinheiro, que grupo de empresário, a galera que tem dinheiro.
E isso faz parte do marketing também. Aí o fotógrafo, não, grupo de empresário sai fora, para eu chegar lá, os cara falar que eu tô deixando dinheiro na mesa. Você tá deixando dinheiro na mesa? Essa galera que tem dinheiro, mano, essa galera que vai te contratar. Faz parte também do processo você participar desses grupos Você entende? Você criar conteúdo para essas pessoas. Aí vem todo um negócio antes de posicionamento, né? Quem que você quer atender?
Qual que é o seu cliente final? Como que você quer ser conhecido? Um outro erro de fotógrafo também é querer abraçar o mundo, né? Já dei consultoria para gente que você vai no Instagram da pessoa, ela tá lá: fotografia de casamento, família, empresarial, vídeos, redes sociais e velório. Tipo isso. Não, cara, escolhe um e vai, mano. Não quer dizer que você vai parar de fazer todo o resto. Faz, pô. Pessoa te chamou para fotografar um velório, pô, vou, lógico que eu vou, é trampo.
Agora, como que você quer que as pessoas te conheçam? É o que tem que estar ali na cara. Você é fotógrafo de quê? Quando as pessoas quiserem um retrato empresarial, elas vão lembrar de quem? De você? Beleza, então você é um fotógrafo de retrato empresarial.
Inclusive, tem uma dica para quem— tem muita gente que faz 3: casamento, aniversário e corporativo. É óbvio que casamento e aniversário não se conversam, porque são redes sociais. Corporativo nem tanto. Às vezes cria um outro Instagram, não precisa ser seu nome. Você quer focar em casamento e aniversário, então seu nome vai. Casamento, aniversário vai ser o nome. No corporativo você cria um corporativos fotos e não sei o quê e deixa lá, porque até pode ser que um dia você mande uma equipe, nem precisa você ser o específico de lá fotografar.
Você manda uma equipe e continua trabalhando os dois nichos, faturando ainda mais.
E o cliente, ele confia muito mais no especialista. Quando você é especialista em alguma coisa, o cliente vai confiar muito mais. E digo mais, o cliente que tem dinheiro vai confiar mais. Vou contar um caso aqui que eu aprendi. Isso que eu tô falando aqui, eu aprendi da pior forma, tá? Quando eu deitei a cabeça no travesseiro para dormir, eu Caralho, eu errei todos esses anos! E eu falava com convicção: não, pô, tem que fazer assim.
Porra nenhuma, tava errado! Que era justamente isso aí. A gente tinha Code Visual que fazia casamento e vídeo, ou casamento e comercial. Não, que a gente é um pacote completo, a gente entrega a solução completa. Chegou em um momento que a gente separou Code Visual mais comercial, eu criei uma Casamento Infinito. Mas dentro da Casamento Infinito solução completa. Porra, a gente faz vídeo, a gente faz foto, a gente faz o álbum, a gente faz o tempo real.
Eu vou te entregar a solução completa aqui por um preço top. O cliente não me contratava porque ele me achava bom, ele me contratava porque era o que dava para ele pagar. O cara que te contrata porque você é bom no que você faz, você é foda no que você faz, e ele tá desejando o seu trabalho, ele Esse cara, primeiro, ele tem dinheiro, ele é exigente, então ele tem dinheiro para isso e ele vai contratar o especialista. Ele não contrata o cara que faz tudo, velho, ele não confia.
Ele contrata o especialista. Por que que casamento de gente rica tem a equipe de vídeo e tem a equipe de foto?
Dificilmente ele tem dinheiro para pagar os dois, e porque ele confia no especialista.
Ele não vai, dificilmente ele vai contratar uma produtora que faz tudo. Não, ele gosta do vídeo daquele cara que faz o vídeo e gosta da foto daquele cara que faz a foto. É separado a solução completa. E eu perdi a venda, velho, eu perdi a venda porque eu não— o cara queria é só o vídeo. Falou, a gente é que a gente faz o pacote completo, vamos fechar. Olha a cabeça! Isso tem, sei lá, mais de 8, 6, 8 anos que isso se passou, e eu virei essa, caiu essa ficha para mim.
Você tá falando de marketing digital, né, que as pessoas precisam entender para poder vender o próprio trabalho. E aí quero aproveitar um pouco da sua especialidade. Hoje você fala para fotógrafos, para videomakers, na grande maioria. Eu sei que hoje você já tem um público que estourou a bolha e acabam tendo profissionais de outras áreas que te acompanham para aprender como usar as ferramentas para poder fazer o marketing digital.
Mas olhando para esse público que você já conhece, porque você viveu isso por muito tempo, Qual é o maior erro dos fotógrafos hoje? Porque assim, normalmente quando eu vejo um fotógrafo querendo produzir conteúdo, ele acaba falando para outro fotógrafo, mesmo que sem querer. O objetivo dele é aparecer, de ter informações, mas no final das contas o que ele transmite para fora é para outro fotógrafo. Como que ele pode, de repente, se esse for o maior erro, você tem a mesma opinião que eu, ele pode começar a pensar em produzir conteúdo para o cliente.
Que dica você daria para ele falar, cara, ó, a partir de agora, para você não errar o público, faça isso aqui, que você concorda com você?
E sabe o que que é isso? É ego, mano, é ego. O fotógrafo, ele, ele tá, ele não tá na internet para agradar o cliente final dele, tá na internet para agradar outros fotógrafos. Igual videomaker, videomaker tá na internet para agradar outros videomakers. É ego. A gente quer o elogio dos outros profissionais e a gente morre de medo. A gente não, não me coloco mais nesse lugar, que eu já saí desse lugar horrível aí há muito tempo.
Mas o videomaker, ele morre de medo de ser criticado por outros videomakers. O fotógrafo morre de medo de ser criticado por outros fotógrafos. E sabe o que que é mais maluco? O fotógrafo não te contrata, velho. O fotógrafo não contrata outro fotógrafo, a não ser que você já fosse um freelancer, mas caso contrário não. O cara que te contrata é o cliente final, é com ele que você tem que falar. E aí é um erro de posicionamento, né?
Você não é B2B, você é B2C. Você tá vendendo o seu produto final para o seu produto, para o cliente final. É com esse cliente que você tem que falar. E aí mesmo o cara que ele entende isso, ele fica com medo de criar conteúdo, às vezes com medo do fotógrafo criticar ele também. Isso acontece muito, e não é só com fotografia e com vídeo não, tá? Hoje a gente atende todas as profissões. Hoje o que a gente faz atinge todas as profissões.
E um dos maiores problemas de todas as profissões é o profissional tá mais preocupado com que o outro profissional do nicho dele vai falar dele do que com o cliente dele. O médico, ele tá com medo de falar alguma coisa lá, vir um outro médico criticar ele. O advogado tá com medo de falar uma coisa lá e vem outro advogado criticar ele. Só que o advogado não tá contratando ele, não tá ganhando, tá dando dinheiro para ele. Então esse processo de quebrar essa barreira é doloroso, é doloroso.
E muita gente não consegue. Por quê? Por causa de ego, por causa de medo de crítica, medo de hater. Medo de postar um conteúdo lá e alguém vir criticar, medo de ser raso. As pessoas têm medo de ser raso na rede social. Faz sentido você ter medo de ser raso e superficial em um conteúdo de 60 segundos? Faz sentido? É 60 segundos, mano, você não vai conseguir ser profundo.
Olha, não dá para gravar aquele negócio 60 segundos, é isso aqui.
Só que esse cara, ele tem medo porque ele mesmo se autocritica dessa forma.
Sabe?
Ele mesmo, ele é o cara que critica os outros, mesmo que de forma inconsciente, ou mesmo que ele não vá lá fazer um comentário merda no conteúdo de alguém que tá criando conteúdo, mas ele pensa nessa crítica. Ele vê um fotógrafo produzindo conteúdo para vender para o cliente final dele, e mesmo que ele não vá lá e comente alguma coisa, ele pensa em comentar. Então ele já é um hater, ele tem medo dele mesmo, entendeu? É uma parada até meio engraçada.
Pode parecer que não, mas por exemplo, eu tenho dois perfis, né? Tem o do Papo, que a gente produz conteúdo para fotógrafo, e tem o meu de fotografia, que é o do trabalho que eu faço como fotógrafo. E outro dia eu fiz um post que era um carrossel falando por que eu não fotografo duas horas de festa. E aí eu tenho todos os argumentos, ó, eu não fotografo por causa disso, disso, disso. Então meus pacotes são de 4 horas. É a publicação que eu tenho mais view no meu perfil, porque aí todos os fotógrafos foram lá ver.
E por quê?
E, cara, tem muita gente falando assim, ah, mas não sei o quê. Mas, gente, eu não tô falando que você é obrigado a fazer só mais de só 4 horas. Eu não faço 2 horas e estou explicando para o meu cliente os motivos pelo qual eu não faço 2 horas. Cada um faz o que quiser. Mas, cara, tem muito comentário aí. Teve que, Glentinha, que foi lá e falou, não, realmente, o Rafa, se for para o Rafa aí, não, 2 horas é pouco.
A pessoa que você precisava atingir positivamente, você atingiu. Os outros fotógrafos foram lá te criticar e discordar de você.
Não, as Cleiton, o Rafa 2 horas no aniversário é pouco.
Agora, você que tem essa inteligência emocional de entender que essa galera que tá comentando lá, tudo bem, né, deixa lá. Mas a grande maioria das pessoas não tem essa inteligência emocional de entender que vai vir um outro profissional concorrente ou do nicho dessa pessoa fazer um comentário lá no conteúdo que você fez. Tem gente que espana, velho, tem gente que não consegue. Um comentariozinho, né, nem às vezes falando mal, sendo hater, um comentáriozinho discordando do que você tá falando, a pessoa deita no chão em posição fetal e chora.
Ela não aguenta. E uma das regras para você tá na internet é aguentar porrada, é aguentar porrada. Porque a partir do momento que você toma a decisão de estar na internet, você é uma pessoa pública. Então você tem que aguentar as outras pessoas tendo opinião sobre você. Criticando você. Vocês vão desaguentar as pessoas mentindo sobre você, te difamando, fazendo calúnia? Isso não. Você vai lá e processa a pessoa. Mas, cara, você não pode achar ruim das pessoas terem opinião sobre você, das pessoas discordarem de você sobre as coisas, e principalmente de vir um acéfalo ir lá nos comentários e falar uma bobagem absurda que não tem nada, que ela nem interpretou direito o que você tá falando.
Sabe, você tem que se colocar no lugar, tipo assim, tá bom, cara, só deixa lá, entendeu? Nem pede.
Eu não sou o maior exemplo na internet porque eu, se tem uma coisa que eu gosto, é do caos. Eu só não gosto da pessoa usando argumento errado para explicar coisa errada.
Mas concordo, eu gosto, eu gosto de procurar comentário, eu gosto de comentar, procurar comentário que tem abertura para eu, para eu Como é que fala, ironizar. Então eu dou uma olhadinha lá, tem muito comentário que é tipo só, é só o cara cagando regra lá, que tá tudo errado. Mas tem uns comentários que eu vejo uma oportunidade de eu fixar aquele comentário e dar alguma resposta sarcástica, sabe? E é mó legal porque a galera vai, muitas vezes essa pessoa vai, apaga o comentário, fica com vergonha, porque é legal, ela se sente, é o meme lá do cachorrinho atrás do portão, você abre o portão, o cachorrinho faz a cabeça.
É isso, ela acha que ela tá comentando ali e ninguém tá vendo, ou se vai ver, uma pessoa, outra vai ver, né? Então ela se sente confortável quando você fixa o comentário dela, ou quando você chama. Eu já fiz algumas vezes, eu chamo a pessoa no direct porque eu já falei, por exemplo, eu fiz um comentário de, já fiz um conteúdo falando do porquê que para produção de vídeo profissional o iPhone é melhor do que um Samsung, por exemplo.
O iPhone 15 Pro, por exemplo, que ele entrega a filmagem em log, é um arquivo mais robusto para você fazer pós-produção ali. Por conta disso, o iPhone é melhor. Para todo o resto, tanto faz. Por isso que eu falei. Aí o cara comentou assim: é, você tá errado, porque o Samsung S25 também filma em log, também grava no SSD externo. Eu chamei o cara no direct: irmão, será que você faz um vídeo aí para mim mostrando? Porque não faz.
Se você conseguir fazer um vídeo para mim me provando isso, eu posto o conteúdo. Aí ele, ô filho, dei uma olhada aqui, realmente não faz não. Eu falei, então você vai lá e apaga o seu comentário ou se retrata, senão eu vou fixar e vou divulgar o print da conversa aqui, seu merda. Por que que você falou isso, porra? Não, foi mal que eu tava no calor do— você tá entendendo? A galera é isso às vezes, é só uma pessoa que quer falar merda ali na hora e muitas vezes ela tá errada.
Quando a pessoa tá certa, pô, legal, vamos discutir. Pô, você tem um ponto ali. Mas a grande maioria das pessoas é só, é só uma oportunidade de querer dar opinião dela escondida. Ela não tem coragem de ir lá produzir conteúdo para dar opinião dela para todo mundo ver, ela faz escondido no comentário achando que ninguém tá vendo, né?
Que por sinal, a gente que tá sempre na rede social acaba de uma certa forma acompanhando tudo, né? E acaba sabendo que eu adoro essas coisas. Todo mundo tem gente hoje que chega para mim e fala, Rafa, Pô, eu entro no TRIED só para ver o que que você comentou hoje. Fala, não, hoje eu já tô de boa, hoje eu tô de boa.
Tem que levar assim com leveza, cara. Se você não tá mentindo para ninguém, se você não tá enganando ninguém, se você não tá agindo de má-fé com ninguém, sacou? Problema, cara, você pode cometer erros e aí você vai lá e corrige o erro. Qual o problema? Mas desde que você não esteja fazendo mal para ninguém, velho. Não tem problema, velho, faz o conteúdo, fala suas opiniões, fala suas coisas, sabe? Claro, tudo, né, com educação.
Mais do que isso, tudo estratégico, porque rede social é estratégia. Para que que você tá na rede social, né?
Para causar.
É uma estratégia.
Já que a gente citou de erros, né, a gente já tá chegando no final do nosso bate-papo. Para você, analisando tudo que você já viveu e o que você vê hoje, porque Você tá em vários lugares ao mesmo tempo, nos clones, seus clones de ar. Você tá, né, viaja o mundo com outros produtores de conteúdo das mais diversas áreas. Para você hoje, para a galera tanto do audiovisual como fotografia que utiliza as redes sociais, qual é o maior erro que elas cometem na hora de usar a rede social de forma estratégica?
É esse erro, que isso que a gente discutiu aqui agora há pouco, é um erro, né, de você tá mais preocupado com o seu, com os outros profissionais da sua área do que com seu cliente final. Esse é um erro. E eu acho que o outro, que para mim é o principal, é o posicionamento, é a falta do posicionamento certo, sabe? Porque atirar para todo lado não é legal, e você não tem um objetivo definido do porquê que você tá na internet, também você vai vai só patinar, só patinar, patinar, e não vai chegar em lugar nenhum.
Então é definir posicionamento. E posicionamento não é só o jeito que você vai falar, o jeito que você vai— às vezes a gente fala de posicionamento, as pessoas às vezes nem sabem o que que é isso, tá? Mas o que que é isso? Como é que eu me posiciono? E posicionamento é você definir um objetivo, né? O que que você quer na internet? Qual que é o seu objetivo final lá na frente? Não pode ser ganhar dinheiro, porque ganhar dinheiro é óbvio.
Mas o que que você quer lá no final? Você quer ser reconhecido pelo quê? Lembrem? Como que você quer que as pessoas te lembrem? Você quer que as pessoas entrem no seu Instagram, leia sua bio e tenha qual sensação quando ela entrar ali, sabe? E aí, definindo esse posicionamento, esse objetivo, que que você tem que fazer para chegar lá? Qual é o caminho que você vai seguir? É produzir conteúdo? Como? Qual tipo de conteúdo? Como que eu vou falar, sabe?
Então, dois erros. O principal de todos: falta de posicionamento. Então se posiciona, cara. Define o seu objetivo, define o seu nicho. As pessoas confiam mais e pagam mais por especialistas. Então define o seu nicho, mesmo que você não faça, mesmo que você não divulgue as outras coisas e faça por trás, né? Beleza, continua fazendo. Mas quando você foca em uma coisa, as pessoas vão começar a te conhecer por aquilo, vão te contratar por aquilo.
Pouquinho a pouquinho você vai parar de fazer as outras coisas, sabe? E aí sua agenda vai encher, sua demanda vai aumentar. Tempo é dinheiro. Demanda alta significa que você vai poder cobrar mais caro, vai selecionar cliente. É assim que faz a escadinha. Final. É óbvio, tem uma estratégia e um processo para chegar nesse ponto. Então posicionamento é o erro principal que a galera faz. E o segundo erro é quando começa a produzir conteúdo, se preocupar mais com o profissional da mesma área do que com o cliente final.
Essa é clássica, e essa tá muito ligada a ego, tá muito ligada à insegurança. Então a galera tem que ir no terapeuta aí, procura um terapeuta bom, e cara, cura esses medos que você tem aí dentro, porque isso não vai te levar a lugar nenhum, só vai te fazer ficar doente e triste. E não vai— e o pior de tudo, que você ficar doente e triste com dinheiro, pelo menos você ainda tem dinheiro. O pior de tudo é que nem dinheiro você vai ganhar.
E aí, para a gente terminar, é óbvio que a gente não pode deixar de falar de uma ferramenta que chegou aí, que aos poucos começou como uma euforia, aí virou uma preocupação, Aí alguns já entenderam que faz parte e alguns ainda estão boiando, né, no assunto e não entende nada. Inteligência artificial, vixe Maria, veio para arrancar emprego. Dá mais um episódio inteiro só para falar disso. Mas para a gente poder falar, tocar um pouquinho nesse assunto, como é que você tá enxergando essa nova ferramenta dentro do audiovisual de modo geral?
Eu tô, nossa senhora, inteligência artificial, uma das coisas mais incríveis que aconteceu na humanidade nos últimos anos, cara. Ela serve para muita coisa ruim também, claro, mas ela, a maioria dos casos que eu vejo acontecendo é para coisa boa, sabe? Podemos extrapolar aqui, eu vi uma notícia esses dias que os cara tão conseguindo criar vacina para o câncer por causa de inteligência artificial. Olha uma parada absurda! Eu digo mais, cara, daqui 10 anos não vai ter mais doença não, mano.
Porque os cara vão conseguir arrumar tudo, sacou, com inteligência artificial. E aí, trazendo aqui para nossa realidade, eu acho que é fotografia, eu acho que me corrija se eu tiver errado, tá? Eu não vivo no mercado de fotografia, mas o mercado de fotografia ele tá, ele tá, eu não quero usar a palavra sobrevivendo, porque sobrevivendo remete a uma coisa que tá ruim e tá, né, sobrevivendo. Não é isso, mas eu acho que a fotografia ela tá vivendo e cada vez mais valorizada no social, né?
As pessoas, elas estão valorizando cada vez mais a fotografia no social, porque o comercial da fotografia, ele já não é tanto o que era, sei lá, 10 anos atrás, diferente do vídeo, que é o contrário. O vídeo, ele tá muito escalado no comercial hoje, é que é a ferramenta de venda principal hoje. A inteligência artificial na foto ela vai eliminar cada vez mais a galera do comercial. Ela vai eliminar cada vez mais o comercial na fotografia.
Os caras vão fazer um modelo com IA, que já tá acontecendo, isso é realidade. Ele vai fazer um modelo com IA, o design, que o cara que é um bom designer, ele vai usar inteligência artificial para fazer um bom design para uma peça de publicidade, e o fotógrafo nem participou do processo. Então o fotógrafo, ele vai, ele vai ser cada vez mais valorizado no social, na minha opinião, tá? Pelo que eu vejo que o mercado tá acontecendo no vídeo, a inteligência artificial ela vai potencializar o trabalho do vídeo no comercial.
Eu acho que não vai chegar um momento que não vai mais existir o vídeo comercial sem inteligência artificial.
E por que que você acha que no vídeo funciona e na foto não funciona?
Porque hoje eu já consigo fazer um ensaio fotográfico com inteligência artificial que você não fala que é com inteligência Em teoria, o cara também conseguiria fazer um vídeo, não precisaria de um videomaker, um editor. Ainda não, o vídeo eu acho que ainda não. E o vídeo, você, você, eu acho que vai chegar um momento que isso vai acontecer, e você dá um prompt e ele ser tão assertivo ao ponto de você não precisar de nem de editar o vídeo.
Eu acho que esse momento vai chegar, mas você ainda vai precisar, igual ainda precisa para fotografia, você ainda precisa ter um conhecimento sobre composição, sobre iluminação. Um fotógrafo bom que pega a IA para brincar, ele faz coisas incríveis. O cara que não entende de fotografia faz um monte de coisa merda, igual o cara que não entende de designer que vai fazer um cartaz para colocar no restaurante dele. Você bate o olho e fala: ChatGPT que fez.
Mas o cara que é designer, que usa a IA para fazer designer, você não diz que foi feito com IA. É a mesma coisa para foto, a mesma coisa para vídeo. Só que o vídeo ainda não chegou nesse ponto. O vídeo, você bate o olho, você vê que é IA. No mínimo, você, pera aí, tem alguma coisinha aqui, ó, é suspeito. A foto não, foto você não consegue dizer, principalmente foto publicitária, que tem muita pós-produção. Tem foto publicitária que a IA tá mais real do que a foto que o cara fez de verdade, sacou?
Porque tem muita pós-produção. No vídeo também tem, mas o vídeo você ainda consegue. Agora, você não consegue fazer um vídeo com inteligência artificial final, sabe? Tipo, mano, dei um prompt aqui, ele fez. Não, você precisa de um processo criativo que é exatamente o mesmo processo que você faz para produzir um vídeo. A diferença é que você não vai filmar. Essa é a única diferença. Mas você faz o roteiro, você faz storyboard, você gera os vídeos, você filma o vídeo ou gera com IA.
Depois você vai editar esse vídeo. Hoje tem uma ferramenta que chama, um modelo que chama Sidense 2.5, lançaram recentemente inclusive. É assustador o que ele faz. Mas eu, para fazer um vídeo, fiz um vídeo brincando lá, experimentando, para fazer um vídeo de 60 segundos lá, um vídeo de 1 minuto, acho que deu 1 minuto e 10 mais ou menos, eu gastei quase $200 gerando e regerando coisa. E o vídeo em si é um Frankenstein de um monte de geração.
Um prompt, eu gerava 5, 6 vídeos para fazer um Frankenstein daqueles 5, 6 vídeos para ficar do jeito que eu queria. Está entendendo? Ainda existe o processo.
O custo é muito alto ainda para tentar chegar num nível que seja—
mas, por exemplo, eu gastei $200 para fazer o vídeo. O vídeo ficou incrível, ficou muito foda, viralizou no meu Instagram o vídeo. $200 dá quanto? R$1.200.
Não, mais 6, tô chutando 6 reais o dólar.
R$1.200, $200. Não que a gente seja especialista na prática, mas se eu cobrar para qualquer cliente R$5.000 para fazer um vídeo desse, ele vai me pagar e eu não precisei sair de casa para filmar. Só que ainda é um vídeo com cara de IA. Agora eu te pergunto, você viu na Copa Todos os vídeos era IA, velho, passando no comercial da Globo, do SBT, da Casé TV. Um outro não é, não foi feito com IA, mano, o resto foi tudo IA. Só que tem videomaker por trás, tem criação por trás, tem storyboard, tem roteiro, tem edição por trás.
Não dá para criar simplesmente, dar um prompt e vai sair um vídeo lá feito pronto incrível, não dá. Talvez isso chegue em algum momento, mas vai demorar muito ainda, tá? Aí o que que tem que fazer? O que que o profissional tem que fazer? Primeiro, o videomaker tem que entender de Apple, ele tem que estudar. Ele tem, se ainda tem algum videomaker tipo, meu Deus do céu, vai roubar meu emprego, cara, esquece aí, velho. Vai roubar mesmo se continuar com esse pensamento.
Usa ao seu favor, vai atrás, vai usar a parada para potencializar o seu processo de criação, conhecimento em em prompt, né? Exatamente.
A imagem é tal, lente tal, câmera tal, enquadramento tal, luz tal, e não sei, você vai acabar gerando tudo isso.
O fotógrafo também vai criar uma skill no cloud lá que vai gerar prompt para gerar vídeo. Você só vai escrever a ideia, ele vai gerar um prompt super detalhado e vai, você vai gerar um vídeo super assertivo. O Zidane 2.5 tá assim, tá assustador o jeito que ele pega o seu rosto, ele transporta para o vídeo. É assustador assim, você fala, caralho, bizarro. Só que o processo criativo, ele ainda precisa existir, e o videomaker precisa estar nesse processo, entendeu?
Para foto, esse processo comercial eu já acho mais preocupante, porque para foto, cara, e vai chegar um momento que o artista ele não vai mais para o estúdio fotografar, ele vai uma vez no estúdio fotografar uma vez para fazer as fotos de referência dele. Você vai fazer um monte de foto de alta qualidade, vários ângulos. Quando ele fechar um contrato para uma publicidade que é para foto, ele vai vender a imagem dele com o arquivo e o contrato para usar a imagem dele.
Eu ainda acho que nesse caso, em alguns casos, o artista vai fazer na inteligência artificial, porque não dá tempo, não vai. Mas ainda assim, o retrato é uma coisa que você consegue vender uma experiência.
Isso é aí que o cara vai te diferenciar: a experiência, o atendimento, a pessoa que é você fazendo. O cara quer que o Rafael Petrouco faça foto porque ele tem esse olhar aqui que nenhuma inteligência artificial nunca vai conseguir. Agora, profissionais medíocres, esquece. Profissional que não tem gestão, que não tem marketing, esquece.
Tomara que não apareça nenhuma inteligência artificial que faça podcast e tome o lugar do Papo de Fotógrafo, que esse aqui só eu sei fazer.
É esse tipo de coisa, acho que não vai existir nenhum momento que isso vai acontecer, sabe? E outra, tudo isso que eu tô falando é o que eu já vejo acontecendo no mercado, já tá acontecendo. Tá acontecendo, sabe? É um negócio local pequeno que nunca ia ter dinheiro para mandar fazer um ensaio fotográfico para marca dele. Hoje ele faz com IA. E não é nem que o fotógrafo perdeu o trampo dele, é porque ele nunca ia ter esse trampo, entendeu?
O cliente não ia. Agora já tem casos de que, meu, locadora de carro, tava em São Paulo, os outdoor de locadora de carro Aí, a véia, o outdoor lá é uma pessoa feita por IA, e aí tem uma arte lá, sacou? Modelo tem que se preocupar. Esses modelos fotográficos vai chegar a hora que não vai ser mais contratado. O artista vai, porque o artista vende a imagem dele que ele construiu. Aí o fotógrafo que vende a imagem dele, que vende o trabalho dele, que gera valor para que as pessoas desejem ele fazendo Beleza, mas ele fez um trabalho de marketing atrás disso, né?
Um trabalho de marketing inclusive que tá colocando a arte em segundo lugar. De verdade, a arte tá em segundo lugar. E não é que a arte não é importante, é tipo você tá num ônibus numa estrada cheia de criança dentro do ônibus e tem uma criança na sua frente. Você desvia da criança e mata todo mundo que tá no ônibus, ou você mata a criança? Tipo, é impossível situation, mas você tem que colocar. Salvar, né? Qual que é melhor, perder um?
Um exemplo de merda que eu tô dando aqui, que eu vi inclusive numa palestra, mas você vai escolher salvar uma pessoa, salvar 50 que tá no ônibus? Então é você colocar duas coisas importantes em prioridades. A arte é importantíssima, mas se você não vender sua arte, sua arte não é valendo, você não ganha dinheiro com ela.
É isso, Phil. Muito obrigado pela sua participação.
Eu que agradeço, cara, um prazer.
Esse bate-papo tenha mexido com a cabeça da galera, que eles tenham reflexionado, reflexionado, eles tenham feito uma reflexão sobre o assunto para poder de repente desenvolver melhor e pensar direitinho na estratégia para não ficar falando com fotógrafo, né? Que no final das contas a bronca foi essa, tá falando com a pessoa errada.
É isso aí, tem que falar com o cliente final, é ele que vai te dar dinheiro, é ele que vai fazer você comprar o PlayStation 5 lá no final dele.
É isso. Obrigado então mais uma vez.
Obrigado demais, prazer. Pode chamar quantas vezes precisar aí, que é nós.
Pode deixar. Agora você precisa gravar o seu podcast para nós.
Não, sair dessa vida aí. Vocês são malucos de fazer podcast, não dá nem trabalho. Dê valor, viu? Dê valor para esse cara aqui, porque isso aqui é difícil para caralho de fazer.
Nossa, não tem inteligência artificial que salva.
Não tem, não dá.
Então é isso, galera. Espero que vocês tenham curtido. Não esqueçam de comentar, curtir, compartilhar, mandar mensagem para o Phil para falar que curtiu o bate-papo. Não esqueça de valorizar os apoiadores e patrocinadores deste programa com links na descrição. Um beijo, um abraço, até o próximo episódio. Tchau, BH!
Tchau, BH!
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Produtos para fotógrafos (álbum, foto presente, fotos de decoração)Editora Olhares
FotografiaImagen AI
Lojinha do Papo
Lucas Lapa
Pixellu
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