Cleo Pires + Rafael Infante + Giulia Costa
- Experiência na TailândiaViagem em família · Mergulho de Plankton
- Cinematografia e claro-escuro visualCleo Pires e Rafael Infante · Miguel Pereira · Se Eu Fosse Você Três
- Relações AmorosasAmarração amorosa · Ritual de feitiçaria
- Humor e Comédia
E aí minha gente, eu sou o Fábio Porchat e esse é o podcast do meu programa no GNT. Aqui, que história é essa, Porchat? Eu ouço e conto também histórias curiosas e divertidas da vida das pessoas. Seja anônimo, famoso, não importa. O que importa é ter uma boa história. Embora meu povo! Vem que começou! Sim, sim! Ó.
Eu quero dizer que me dá muita satisfação quando encontro vocês. É tipo aquela sensação de abrir o armário e tá tudo arrumadinho, sabe? Camisa no lugar, as calças no outro bonitito. Se tiver separado por cor, então. Nossa, satisfatório demais. Quer ver outra coisa que me deixa satisfeito? Motorista para antes da faixa de pedestre, pra passar o pedestre sem buzinar.
Sujeito, quando pede dinheiro emprestado, ele te paga de volta. Esse é um negócio que eu nem sei. É, quando você vai no médico e o médico te atende na hora. É raro, mas acontece. Dá uma crença na humanidade. Parece que nada mais vai acabar com a nossa paz. Dura pouco, dura. Mas já é alguma coisa. Agora, mesmo que seu dia não esteja nada satisfatório, aproveita esse momento agora. Pode marcar joinha na máquina da pesquisa que o Que História é Essa chegou com um trio que é satisfação garantida. Julia Costa está aqui!
Rafael Infante! E Cleo Pires! Ai, que satisfatório esse programa, meu gente! Meu povo!
Isso é uma coisa que lá no início do programa, primeira temporada, o pessoal falava muito assim, será que as histórias são individuais ou tem histórias que de repente vai um casal contar histórias, amigo, eu sempre falava assim, não sei se eu quero casal contar histórias, uma pessoa, amigo, porque daí fica uma panelinha fechada e aí a gente não entra na história. Mas ano passado, a Renata Sorrá veio aqui com a Cláudia Abreu e contaram uma história e foi mágico. E aí eu pensei, de repente, isso podia funcionar. E aí, Cléo...
me manda uma história dizendo eu preciso contar essa história com o Rafael Infante. Porque eles estavam fazendo um filme, Se Eu Fosse Você Três. E filmagem, a gente sabe que a gente vive intensamente, né, Cláudio? São muitos imprevistos, né, pra começar. Então é meio que um esquema de... Tem um pouquinho dessa sensação de esquema de guerrilha. Então acho que fica todo mundo muito unido na mesma situação para um final em conjunto também. Vocês já se conheciam muito assim? Não, nada. Zero. Zero.
E eu já era fã dele. Eu também já era fã dela. A primeira coisa que eu assisti dele, eu falei... Eu também! Eu era fã dela também. Eu adorava. Desculpa, eu sou meio assim. E a gente é libriano. Sim. E que faz toda a diferença nessa história. Toda a diferença? Qualquer história. Porque eles não gostam de luz direta. É isso. Libriano não gosta de luz direta. Eu já estou com uma piada interna aqui. Calma, calma. Desculpa, Pabllo.
Então a gente acabou ficando muito amigo. E essa história que aconteceu com vocês foi em Miguel Pereira? Foi em Miguel Pereira, que foi a primeira semana de filmagem. Sete dias foi em Miguel Pereira pra depois voltar pro Rio de Janeiro. Pra depois ficar aqui na Gávea. E começou como essa história, Cleo? A gente começou a ficar amigo. A gente já tinha ficado amigo na preparação, mas ali no mesmo hotel, todo mundo... A gente acabava o dia, às vezes, mais cedo, ia tomar um vinho, ia comer alguma coisa na varanda ali.
do quarto que eu tava dividindo com a minha assistente. E o Rafa estava no outro quarto, né? E tinha um casal no quarto do nosso lado. E aí, a gente, na nossa varanda, pedimos umas coisinhas, estamos ali bebendo, comendo, conversando, rindo, aí, de repente, começa a ouvir um homem gritando, gritando, assim, em inglês. Aí fica aquela... Que isso? Que isso? Mas dá pra entender em inglês? Algumas coisas, eu entendi uma coisa assim... Fá cair! Fá cair!
O funk deu pra entender. O funk deu pra entender. Eu achei até que era um filme primeiro. Juro que eram áudios... Não era uma pessoa. Estava assistindo um filme. Só que aí a gente começou a ouvir uma... Lembra que a gente começou a ouvir a mulher falando? Sim. No quarto também. E...
Não dava pra entender se era uma briga, se era uma coisa. Eu fiquei preocupada. Claro, podia ser, inclusive, uma agressão horrível. Exatamente. E aí começamos. Vamos lá, vamos lá ver o que está acontecendo. Com esse impasse nosso, né? Vamos interagir ou não? Vocês queriam, de repente, bater na porta. Ela queria, de fato. Eu queria.
Porque ele era muito decidido, né? Eu não sabia nem se era uma fantasia sexual dele, de verdade. Porque ele tinha uma decisão... Ele ficava dizendo... História! Quando ela começou a agir... Hotel! Hotel, f***a hotel! Três estrelas! Três estrelas!
E vocês estavam na varanda, ouvindo pela varandinha deles. É, porque era tipo um lugar que você entrava e tinha a porta do nosso quarto, meu e da Vicky, o quarto deles, e aí o nosso quarto tinha uma varanda. Era a nossa varanda ou era a sua varanda? Era a nossa, né? Eu já não lembro mais exatamente dos detalhes. E aí vocês ouviam esses gritos, mas essa mulher estava com medo? Ela estava... Não dava para entender.
Eu fiquei preocupada, porque tem um homem e uma mulher no mesmo lugar. Um homem gritando loucamente. Funky, funky, funky. Focalhó, focalhó. E eu, na hora... Vou contar uma coisa que depois vai dar pra entender. Na hora que eu comecei a ouvir esse... Focalhó, fó... Falei, cara, você tá me lembrando alguma coisa? Mas eu não entendi o que era, mas depois eu vou contar o que era. Guarda as informações. E aí ela botou uma pilha de vamos lá e você fez uma pilha do quê? Primeiro eu falei, deixa acontecer, naturalmente. Tem um casal ali. Porque você achou que era, de repente...
Claro que vocês esqueceram isso, que era uma violência. Só que ela realmente ficou numa preocupação, então a gente comprou. E a Vicky falou, cara, a gente meio que entrou na onda da Cléo. E também estava aqui, estava gostoso. Tinha sido um dia bom de filmagem. Tinha um vinhozinho gostoso. Isso que eu ia falar, essa terceira garrafa de vinho, às vezes, ajuda a gente começar a fantasiar.
E aí vocês fizeram o quê? Batemos na porta. Ah, vocês foram? Você convenceu. Eu bati porque eu pensei, acho que a minha cara é mais conhecida, ela vai reconhecer e vai ficar mais de boa. Se a Vicky batesse lá, ela ia olhar quem é essa moça. Ela ia falar quem é essa moça. Eu imaginei, né? Bom, redução de danos. Aí batemos lá, em fila, um de cada lado e eu na frente. Desculpa.
Ela, pois não. Ai, nossa! Vocês não estão fazendo um filme aqui? Aí eu, sim, estamos... E ela feliz? De boa. É, que a gente acabou de transar. Feliz. Ela achou bom. Ela não em português? Ela super em português. Aí eu falei, olha, desculpa incomodar, mas a gente está ouvindo uns gritos, provavelmente, do homem que está com você aí. A gente ficou preocupado, porque tem uma mulher, enfim, então...
Fala, nossa, me perdoa, desculpa. Não, não é nada disso. O meu marido, era marido, né? Marido, marido. Ele, quando acontecem muitas coisas com ele durante o dia, ele não é um cara que consegue elaborar muitos sentimentos. Ele não expressa muito bem as coisas que ele sente. Hoje foi um dia frustrante pra ele. Quando ele bebe, ele solta tudo quando ele dorme. E em inglês, eu não sei.
A gente ficou assim. Isso aí tá esquisito. É a mulher que aparece com o rosto pra cair da escada. Você tem que salvar a mulher de um cara. Lembra que ela falou também, desculpa, no meio disso ela falou... E agora eu comecei a intervir... Ela falou... Eu fiquei canso. Eu comecei a botar pilha. Porque fica divertido. Chegou uma hora que eu comecei a responder. Porque ele fala, fala, fala, e quando ela fala um negócio, ele meio que responde o que ela tá falando. E não acorda. E não acorda. Perigosíssimo isso, hein?
Mas eu fiquei com a pulguinha atrás da orelha e falei... Bom, aí Rafael começou.
Vicky, você foi o negócio de Campinas. Sim, sim. Mas e isso? Aí vocês foram embora. Acatamos a informação. Acatamos a informação. E voltaram de 4 de terminal e estava na rapa de Vicky, afinal de contas. Exatamente. Mas aí vocês acreditaram? Acreditamos. Não, eu não muito. Não muito? Eu não muito. Rafael, é isso mesmo. E Vicky também. Chegou barato aqui. Você achou um barato. Chegou barato. Eu vou dizer um barato. Estou sendo sério. Não, porque ela tinha uma convicção. Ela falou com Vicky, não. Não, ela falou super. Eu realmente acreditei. Mas essa coisa de saber como...
Funciona esse negócio? Sim, claro. Falei, pode ser uma desculpa, pode ser alguma coisa, porque é estranha demais essa história. É, ele bota pra fora à noite enquanto dorme em inglês. E eu fiquei com o negócio de não sabe elaborar direito as emoções, aí você já começa a ficar com o negócio... É, eu falei, nossa, que explicação completa, não sei. Fiquei assim. Aí ele, eu sou Libra, eu sou Libra!
Fomos pro café da manhã. Café da manhã. Aí, Du, terminou esse vinho, fomos dormir. Fomos dormir. Aí, no dia seguinte, a gente ia filmar, tinha uma pré-folga no outro dia, ia ter tipo um jantar. É, mas a gente encontrou eles no café da manhã. Boa. E aí, conversando, eles realmente se davam super bem. Sim. E o marido não tinha visto vocês, né? Não, ele tava dormindo, enlouquecendo. Na transe dele. No transe dele.
E aí, no café da manhã, eles superlegais, a gente conversou, e rimos e tal, não sei o quê. Chegaram a falar sobre isso? Você falou pro cara, que doideira você, né? Tu xinga mesmo. Você chegou a jogar isso? Ela comentou um pouco disfarçadamente, deu pra perceber que ele ficou um pouco sem graça. Ele ficou um pouco constrangido. E tinham duas pessoas que ele não conhecia, invadindo uma parada que parecia íntima dele. É, pô, deve ser super constrangedor isso. Eu fiz uma coisa que não se faz muito, que eu falei, vamos tomar um vinho com a gente, toma noite, depois que hoje tem pré-folga.
Você chamou ele pra beber. Eles. Pra ver se ele botava pra fora. Aí calma, esse gênio. À noite, tamo lá, aí todo mundo chegou do filme, aí o casal chegou e tal. Eles foram beber com vocês? Eles foram. Era um hotelzinho pequeno gostoso. Mesmo que não quisesse, ele ia beber com a gente. Era uma parede. Ele só ia estar na mesa do lado.
Continua você, eu já falei muito. Não, não, por favor. Não, aí vocês, à noite, então, voltaram, o dia seguinte era folga, então vocês podiam mais pisar um pouco na jaca. É. E aí o casal foi beber com vocês ali na mesinha. A gente não interagiu muito com ele no começo. Não, porque tava cheio. É. Tava todo mundo do filme, a gente falando do filme, aquelas coisas, confraternizando, não sei o quê.
Mas eles lá, a gente cumprimentou, apresentou eles também, eles fizeram amigos. Como é que apresenta? Esse é o rapaz que xinga à noite. Esse é o rapaz do funk. Não, são nossos amigos aqui do hotel, conhecemos no café da manhã. Perfeito.
E aí começou a esvaziar, a galera começou a debandar, a gente animadíssimo de pré-folga, ficamos lá com o casal conversando, bebendo, entornando. Vicky também tava. Vicky entornando junto, que é que a gente olha agora. E Rafael, mau caráter como sei que é, não ficou jogando uma pilhazinha nesse... Ele veio me falar, ele falou... Eles eram de Campinas, o cavalo. Que eu adoro, a gente adora, a gente chegou a essa conclusão. O público de Campinas é muito bonito. Foda, foda. E aí ele veio.
Vamos tirar essa storyline? Sabe aquele gente... Se a gente falar, começar a implicar com ele alguma coisa... Já sei! Vamos falar mal de Campinas! Fala mal de Campinas! Porque daí ia pegar ele, né? É! Claro! Aí eu...
Só pra dizer uma coisa que eu lembrei. Eu lembro o Three Stars. Ela disse assim, quando ela foi dar o exame pra gente, lá na primeira explicação, ela falou assim. Por exemplo, ele odiou o hotel quando a gente tinha chego. O hotel do filme é maravilhoso, tá? Mas ela disse que quando ele odeia o hotel, só à noite, bêbada, ele começa a brigar com o cara do hotel, entende? Tipo... Ah, ele briga sozinho com o cara do hotel. Sobre aquele negócio que tinha sido um erro pra ele do hotel. Tipo, sonha. É, não, tipo, ele não gostou. Ele disse que é um hotel três estrelas na cabeça dele. Não, era um hotel, na verdade, que se disse.
o que ela disse que ele estava falando, que ele ficou puto porque o cara falou isso aqui é um hotel cinco estrelas. E ele queria ter dito, isso aqui não é um hotel cinco estrelas, isso aqui é um hotel três estrelas. Só que ele não fala isso para o cara. Ele desabafa isso na cama.
Se isso realmente for verdade, isso é maravilhoso. É maravilhoso. Ele desopila de uma forma. Desopila, desopila. É maravilhoso pra ele, pra ela que não consegue dormir. Ela passa o dia, o dia seguinte, ela que fica no dia inteiro, fuck, fuck, fuck. Ela tá amassada e não conseguiu dormir. De refaca. E aí, Rafael meio que queria botar a pista. Aí ele começou. A falar mal de Campinas, mas assim, meio falando entre a gente. Tipo quem, Rafael? O que você fala? Me dá a palavra. Cara, Campinas meio que não tem nada, né?
É um shopping... Não é isso, eu amo Campinas. Era pra sacanear o cara. Quando você quer sacanear, você quer? Hoje em dia a gente fala de Campinas, daqui a pouco a Campinas me detona. Não, mas Campinas sabe que é uma maravilha. A Sandy mora lá, a gente ama Campinas. Isso, Sandy. A gente fez um filme com você maravilhoso.
Aí você começou a falar pro Campinas. Do nada você falou de Campinas. Porque ele tava muito... A essa hora ele já tava mamado fofo. Ele foi elogiando a gente, né? É, super fofo. Porque Porta dos Fundos, as pessoas têm muito carinho. Ele era aquele perigo que contava os vídeos todos. Ele era fã. Muito maneiro. Então você falar mal pra ele é pior ainda que ele é teu fã. Eu rio. E ele também falava umas coisas assim... Ele ficava me perguntando, né? Lembra que ele perguntava que ele tinha dúvida se o Fiuk era filho da minha mãe.
E o filho? Afinal de contas, você agora coloca lá? Eu, o filho que é filho mesmo? Aí eu, não, expliquei toda a dinâmica das 37 famílias que eu tenho. E no meio disso, mas Campinas é complicado. E você ia jogando um Campinas. Mas também sem ser muito aturgido. Claro, para não parecer que... Que estava uma coisa meio fake. Era tipo um...
Um comentário que vinha... E ele foi mordendo a isca? Foi. Como, hein? Ele foi ficando mais calado. Ele foi ficando amuadinho. Depois você falou, Campinas é lugar de gente ruim. Só tem gente escrota. Não, ele falava umas coisas tipo... Gente, mas assim, vocês têm que ter uma relação muito dinâmica, né? Porque morar em Campinas... E eu, gente...
Você é sutilzinho, né? Eu morrendo, eu morrendo. Tipo, não, eu não queria estar fazendo isso, sabe? E ele não falava nada, claro, porque ele guardava. Ele guardou, olha aí. Aí, o que a gente fez? A gente foi investigar, fomos pra varanda depois. Ah, porque daí boa noite, boa noite. Olha que... Você plantou pra colher lá na frente.
Vamos tirar isso a limpo. Ah! E nada vinha, lembra? Nada vinha. A gente foi um dia maluco. A gente ficou... Acho que o jantar deve ter terminado uma meia noite, meia noite pouca. A gente ficou até umas três. Nada. Esperando um fuck que seja. A gente ficou lá ainda curtindo. Queijo frio. Olha o shit.
E aí, bom, três da manhã não teve um funk desistir. Não, aí três e pouquinho devia ser. Começou. A gritaria em inglês. Aí ele fala... O que ele falava? What is the fucking son of your... Eu não lembro que falava assim. Ele falava uma coisa do Rafael, assim... This... Actors...
Bad actor! Bad actor! O ator ruim! Bad actor! Bad actor! E aí ele falava umas coisas também do meu irmão, da minha mãe. O Fiuk não tinha nem nada com isso! E minha mãe, olha, foi assim, realmente... Valeu a sua... A história era real, eu fiquei mais tranquila. Até agora vocês estavam duvidando. Eu estava. Eles já estavam de bom. Eles já estavam muito felizes com aquilo.
E essas coisas da TV e seu programa maravilhoso vão honrar a gente pra isso. Olha quem a gente trouxe pra cá. Fuck, fuck, fuck, fuck! Mas o estegedor foi o café da manhã no dia seguinte, que ninguém falou mais sobre. Ele comendo, ele acha um ator horroroso. Ele não sabe se ele é irmã do Fiuk. E você não desmitiu com ele, dizendo que é brincadeira, adoro Campinas? Não, não. Deixou pra lá. Ele ainda acha que odeia Campinas por algum motivo? Ele acha. Por exemplo, beijo. Mauro Sérgio, não lembro o nome dele.
Você sabe que eu fazia uma coisa, eu adorava fazer isso na faculdade, tinha 19 anos, uma coisa que hoje em dia eu acho que eu apanharia mesmo. Mas na época a gente ia assistir, sei lá, até Jogo do Brasil. Eu ia com os amigos da faculdade e eu fazia um negócio que era enlouquecer as pessoas desconhecidas, que eu ficava no meio do jogo, o Brasil estava empatando, o Brasil vai perder, o Brasil... Aí começava a botar uma pilha errada.
Eu falei, esse Brasil é porque o Brasil não ganha nada. Agora vai dizer que Ayrton Senna era campeão. Aí começava o pessoal do lado. Ganhou um, dois campeonatos. Se qualquer um ganha campeonato. E falando alto, Guga. Era a época do Guga, tinha uma coisa do Guga. E eu falei, o Guga, o cara ganhou. Bateu uma bola certa.
E as pessoas ficavam muito mexidas. Meu amigo, cara, um dia você vai apanhar. E teve um dia eu falando do Guga, porque sempre que tinha um jogo eu metia essa. Guga, aí, talceiro. Sempre gente assim. E um dia eu falei, esse Guga, pra mim, uma fraude. Um cara do lado bateu na mesa. Chega!
É, mexe nas paixões, né? Muito! E é essa, quando você pega uma coisa, imagina, quem vai falar, o Daniel Toncena é maravilhoso o Google e tal. E você é Vasco, né, Fábio? Eu sou Vasco.
Mas me humilhar assim gratuitamente, Rafael. Não tinha melhor nesse... Porque o Guga não dá pra mexer. O Guga não é médico. Que loucura. Eu nunca tive isso de falar à noite. Será que é uma coisa de homem essa coisa de falar à noite? Você sabe que... Não, mas eu falo à noite às vezes. Você fala? Mas não desse jeito, que eu não consigo elaborar. Você ia falar do seu pai.
Não, meu padrão... Eu chamo o Otaviano de Tiano, tá? O Tiano, dormindo com a minha mãe, ele tem muito espasmo, assim. E aí minha mãe já contou, ela volta e meia acorda, quase levando um tapa, assim. Como assim? Meu Deus, bom dia. Dá um susto, assim. Dá um susto, ele tem muito espasmo, ele fala também. Eu já quase... Cara, tem essa história maravilhosa. Ah.
Eu morava com meus pais ainda adolescentes, chegando de night, assim, de madrugada, minha mãe pedia pra avisar que eu tinha chegado, ir lá e dar um beijinho, talvez, pra ela ver se tava com bafo de álcool. Algumas coisas. Essas coisas, mãe. Aí eu chegava lá, fui dar um beijo e avisar que eu tinha chegado. Beleza, como sempre, bati na porta, sei lá, três, quatro da manhã, bati na porta e fui entrando. Quando eu bati na porta, o tiano começa.
Ei, ei, quem tá aí é um bandido? Ele voltou pra me pegar na porrada, achando que eu era um bandido. Que loucura. No sonambulismo dele. Ah, no sonambulismo? No sonambulismo. Aí minha mãe, love, love, love. Aí ligou a luz. Love. Ai, Jujoba. Que loucura. E tu, os três apavorados. Eu tenho um amigo... Que maravilha. Eu tenho um amigo de infância.
que eu ia passar, às vezes, uns fins de semana na casa dele, tal, não sei o quê. E ele era super sonâmbulo. E uma vez ele acordou sonâmbulo, eu acordei e ele tava fazendo xixi dentro da gaveta de roupa dele. E eu falava, Bruno, Bruno... O problema é ele virar, oi, fala! Olha só, vou...
Agora, a relação do casal, na verdade, era uma maravilha. Então, no fim das contas, eles eram super legais. Mas nem todo casal, às vezes, se dá bem. Porque às vezes o término atrapalha um pouco a pessoa. Quem ainda continua amando, né, Danilo? Sim. Às vezes é complicado pra gente. Como é que você tá? Tudo certo? Tudo bem, Danilo? Eu sento aonde? Acho que aqui. Aqui, tá bom.
Isso faz muito tempo, Daniel? Faz uns cinco anos. Cinco anos. Poxa, terminou a relação, né? Terminei a relação e tentei voltar de uma maneira não muito legal. Como é que é que volta, hein? Não deu certo, mas vou contar a história. É isso. Quando dá certo, a gente não gosta. É porque, assim, todo mundo aqui, quando termina um relacionamento...
passa por aquela fase super ruim, você fica triste, mede, mas parece que o mundo conspira contra você, porque seus amigos começam a namorar, todo mundo tá bem, tá love e você tá super mal. Mas acontece uma coisa, de fato, que todo lugar que você anda, você vê uma plaquinha. Traga o seu amor em três dias. Traga a pessoa amada em três dias. Traga a pessoa amada em três dias.
E isso começou a acontecer comigo. Todo lugar que eu andava, eu via uma placa. Trago seu amor em três dias, trago seu amor em três dias. E eu comecei a cogitar fazer isso. Mas aí eu fui no espelho e falei, pô, eu me amo, eu tenho autoestima lá em cima, eu não preciso disso. Cheguei no meu quarto, peguei o Instagram e já fui. Meu Deus, procurar amarração amorosa. Você é Libra, né? Mas com ascendente escorpião. Taurino com escorpião.
E aí você foi atrás de um... Eu comecei a ler sobre isso primeiro, né? Pra ver se era sério. Claro, né? Traga uma pessoa amada, né? Pra ver se eu tinha certeza se fazia. Eu entrei em contato com uma feiticeira e aí ela falou assim... Ainda bem que você... Eu entrei em contato com uma feiticeira e ela falou assim, ó...
É, 600 reais eu trago o seu amor em três dias. Ih, tá quase tá bom, hein? Aí eu falei assim, faço ou não faço, faço ou não faço? Vou conversar com a minha mãe, porque ela é uma pessoa super ok. Falei, mãe, eu preciso, por favor, de um conselho. Você sabe que eu tô apaixonado por essa pessoa ainda e eu não consigo superar. Aí ela, para de mexer o saco e faz logo. Sim, aí eu peguei, mandei o dinheiro, 600 reais. Ela falou, ó, então na segunda-feira eu te mando um vídeo com todo o ritual pra você ver como que foi.
Ah, ela não ia fazer na tua frente? Não, era online. Era online? Era uma amarração remota, é? Pra você ver como já evoluiu. Então você meteu-lhe um pix de 600 reais e ela ia te mandar um vídeo mostrando a feitiçaria dela. Mostrando tudo, exatamente. Pra trazer de volta esse... Vamos dar um nome fictício pra essa pessoa?
Carlos. Carlos. Pra trazer o Carlos de volta. Perfeito. Ah. Aí, enfim, ela falou assim, na segunda-feira eu te mando o vídeo e você... Ela trabalha só em dia útil também. A feitiçaria não é bagulho, é cinco por dois.
E aí você faz. Isso foi no sábado à noite que ela me mandou. Aí eu fui pesquisar o que acontecia com a pessoa. E, gente, é muito perigoso, né? Porque a pessoa perde tudo, perde o emprego. Ela só pensa em você. E eu fiquei muito assustado. Porque eu peguei e falei assim, meu, acho que não é justo eu fazer isso com uma outra pessoa. Você, pra ela, só pra entender, você passou pra ela o quê? O nome do Carlos, a foto? Eu passei o nome, a foto, o RG, porque eu sabia tudo. Que é pra não ter erro. O signo também que eles pedem. Passou o signo, lógico. E Carlos era sagitário.
Hum, não posso falar. Tá bom? Não pode nem falar. Tá bom. Então você passou tudo isso pra ela, quer dizer, ela ia fazer a amarração lá com ela, já focada ali no cargo. Exatamente. Entendi. Aí eu li sobre o que acontecia e aí eu falei, não, cara, acho que não é justo. O cargo merece. Não, é, tipo, ele não merecia. Mandei uma mensagem e pedi pra ela cancelar.
Só que ela falou assim, não, agora eu vou fazer e você vai fazer a amarração. Eu falei, tá bom, então eu vou esperar. Ela não queria perder esse sensei. Eu sabia que ela não ia devolver porque eu falei pra ela, meu, você pode ficar com o dinheiro, eu sei que você não vai devolver, mas eu não quero mais fazer. Então ela me obrigou a fazer. E ela falou, vou fazer sim. Vou fazer sim, você vai fazer.
Tá bom, aí chegou na segunda-feira, eu fui lá na cama da minha mãe pra poder assistir o que tinha acontecido, tava com muito medo. E ela começa a abrir o vídeo. Gente, era um ritual, assim, muito macabro. Tinha um bonequezinho de voodoo. E ela passava agulha, assim, no boneco de voodoo. E começava a falar uma... numa língua que eu não entendia. Feitinho, saíra. Era uma oração.
E aí, quando eu vou ver o vídeo, o meu nome estava no lugar do Carlos. Ela estava fazendo uma amarração para mim.
Aí... Ela... Sim. Você era o Voodoo. Ela tava te amarrando nele. Me amarrando nele. Meu Deus. Aí eu comecei a ficar desesperada. Eu falei, meu Deus, o vídeo já tá gravado, então ela já fez. Já? E meu Deus, aí começou a terminar a amarração. Quando eu fui ver, gente, ela enterrou a minha foto com o meu nome. E ela falava assim, é... Danilo, você vai ficar louco por Carlos. Danilo, você só vai pensar em Carlos. Danilo, você vai dar a vida por Carlos. Eu falei, meu Deus do céu, eu tô fodida. Tipo, eu não sabia o que fazer. Tipo, eu tô fodida.
Aí eu falei, mãe do céu. Minha mãe começou a rir da minha cara. Ela falou, bem feita. Falei, mas foi a senhora que mandou fazer isso. Jogando a culpa pra ela. E agora? Aí eu entrei em contato com ela, mandei uma mensagem, falei, Pelo amor de Deus, você fez tudo errado. Aí ela falou, você quer que eu faça de novo? Eu falei, não, porque vai que você faça pior ainda. Vai cantar, lá. E aí que começou a... Imagina, ela faz errado, ela te amarra com uma mulher. Aí você vai falar. Não, não ia querer.
Danilo vai ficar com a Cláudia! Vai beijar na boca dela. E o que aconteceu? Não sei se foi psicológico ou se de fato deu certo, mas eu não consegui esquecer Carlos de jeito nenhum. Ou seja, todo dia eu lembrava dele, só que foi quatro anos pensando nele, só que eu juro pra você que não tinha mais sentimento, mas eu lembrava todos os dias do Carlos. Amarrou, gente. E nisso eu comecei a perder o meu emprego, eu perdi meus amigos, eu perdi as casas que eu morava, eu perdi até a cueca.
Juro pra você, de verdade. Que loucura. E, cara, eu entrei em contato com uma taróloga só pra saber o que eu fazia, e ela disse, ó, o único jeito é você esperar a amarração passar, que um dia acaba. E aí eu fiquei quatro anos amarrado nessa pessoa. Meu Deus. Mas só uma dúvida, ela fez de propósito isso? Eu não sei se ela fez de propósito. Tipo, queria que descancelasse ela. Isso, porque eu pedi pra parar. Será que ela não quis fazer isso? Nossa, mas ela... E você ficou nesses quatro anos vivendo isso e nunca chegou a falar com o Carlos?
Ao contrário, eu continuei vendo a vida dele e ele já estava namorando outra pessoa. Feliz da vida, ou seja, a amarração deu certo, só que ao contrário. Passa o contato dessa feiticeira pra gente. Passa. É, a gente se amarra de repente na Sidney Sweet, naquele pessoal aí. Se amarra numa gente, que loucura. E você ficou assustado mesmo? Fiquei assustado e eu acho que hoje superei. Tô tranquilo, passou a amarração. Parabéns. Então manda um beijo pro Carlos. Beijo, Carlos.
Amarrado. É. Carmo instantâneo, né? Carmo instantâneo, exatamente. Amarra pra tu ver o que acontece. Meu Deus, é mágico. Pois é. Você tava amarrada ali na Tailândia, hein? Não, tava livre, tava feliz. Tava feliz? Tava tão feliz. Férias, né? Férias na Tailândia. Férias. Até que eu tô aqui, né? Não tem como dar nada errado nas férias na Tailândia.
Ah, acho que tinha, mas era uma... Férias tranquilas, imagina. Estava com meus pais, meus avós. Os avós. É historinha boa de família. Pra gente dar um gancho pro próximo bloco. Me dá duas palavrinhas de coisa pra publicar pro próximo bloco. Duas palavrinhas? É... Nossa, Fábio, que difícil! Pode ser três ou quatro. Não precisa demorar, eu só amarro teu nome aqui num negocinho.
E agora a história internacional. Você foi pra Tailândia com a família? Fui pra Tailândia com a minha família. Coisa boa. Isso faz tempo, 2017. Não lembra dele? Eu... 2017? Mas fiquei esperando eu ter... Eu ter a moral de vir aqui e ser chamada pra poder contar a história. Isso que eu não guardo. Guardei. Isso é um aviso pra todo mundo ter história. Guarda, não conta por aí nesses podcasts. Conta aqui.
Guardei, não contei nem no meu. Guardei. Por isso que está aqui. Aí guardei em 2017, então eu tinha 18 anos, minha irmã tinha 6 anos, era muito criancinha, e meus pais e meus avós que tinham... Meu avô devia estar com um pouco menos de 80 e minha avó 70 e pouquinhos.
Ou seja, idosos. Idosos. Mas muito jovens de cabeça. Alma boa. Alma super boa. Meu avô já no marcapasso, então já é uma condição diferente, né? Já tem suas limitações, mas assim... Alma boa, mas a carcaça já é mais... Já é mais pesada. Mas super bem. Beleza, fomos à Tailândia com a família. A gente estava num resort, numa ilha deliciosa, meus pais.
enfim, super empolgadas. Ai, vamos ficar num resort maravilhoso. Quando que a gente vai voltar pra Tailândia? Vamos levar seus avós. Um sonho de viagem, a gente ir numa ilha, num resort incrível. Mas eu, com 18 anos, há três dias ali dentro do resort, numa ilha, com os meus avós, com meus pais e minha irmã de seis anos, já tava coçando. Uma hora já tava no fuck, fuck, fuck. Fuck, fuck, fuck, coçando. Vamos sair, vamos fazer um negócio. Me informei na recepção.
Falaram, não, olha, tem uma ilha aqui perto, que é muito rápido de barco, a gente tem um barquinho do resort que pode levar vocês até lá. E essa ilha tem uma noite, uma vida noturna mais badalara, tem restaurantes e tal, vocês podem ir até lá. E é muito tranquilo, é bem perto. Chamei meus pais, meus pais falaram, não, a gente vai ficar com a sua irmã, sua irmã há seis anos, né, outro ritmo, já tá cansada, ela vai dormir cedo. Chamei meus avós, meus avós muito animados, falaram, vamos!
Lógico, muito animados, vamos com você, minha neta, então vamos. Aí antes de entrar no barco, eu me informei, como faz para voltar? Porque a gente vai com o barco do resort e na volta. Não, a volta é muito tranquila, você chega no cais ali, vão ter muitas opções, você fala no resort que você está e eles te trazem. É porque ficam os barquinhos, aqueles barquinhos típicos da Tailândia. Exatamente. Que ficam lá, justamente você paga um dinheirinho, o cara te leva de volta com aquele motor, e tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá.
É um barco super rusco, né? Madeira. De madeirinha, né? O motor que eles próprios encaixam, né? Desse tamaninho, um barco rusco. A gente tem até uma foto de você com seus avós, de um barquinho desse, fofo. Olha aí! Olha que bonito isso! Muito lindo, né? Um pôr do sol abençoado. Esse barquinho de madeira. Isso foi no mergulho de Plankton que a gente foi fazer. Outra aventura.
O meu barquinho é esse. O barquinho é esse. São aqueles que brilham na noite. Que brilham na noite. Lindo. Meus avós fizeram esse mergulho. Então, assim, super jovens. E aí, pra essa ida, eu e minha avó, a gente se arrumou. Colocamos bolsa, vestido, né? A gente ia sair pra jantar. Então, vamos se arrumar, vamos se arrumar. Beleza, saímos, fomos. Super tranquilo, super perto. Chegamos na ilha. Delicioso, musiquinha ao vivo. Vários restaurantezinhos, luzinha, nananã. Aquela coisa linda.
Chegamos, sentamos, bebemos uma garrafa de vinho, conversamos, rimos, lamentamos dos meus pais não estarem lá com a minha irmã. Poxa, que pena, perderam uma noite deliciosa, super agradável. Acabou o jantar, vamos embora. Pegar o barquinho pra voltar pra volta. Pegar o barquinho pra voltar, porque no dia seguinte ia mais, né? Aquele negócio de férias, você acha que vai descansar. Chega cansada das férias. E é pauleira, as férias. Beleza. Isso umas 10 horas, não era muito tarde. Chegamos no cais.
Aí eu, falando inglês, meus avós não falam, hi, I'm the... falei o nome do resort e tal, que a gente estava, para levar a gente de volta. E aí eles começaram... Não. Não? A essa hora a gente já não leva mais com esse tempo, o tempo está ruim. Aí eu falei, não. Mas estava chovendo? Estava chuviscandinho. Chuviscandinho. Muito tranquilo. Claro. Aí eu falei, não, mas a gente não está hospedado aqui, a gente precisa voltar, não temos onde dormir aqui nessa ilha.
E aí eles dizem, mas a gente não leva. E meus avós não sabem falar inglês, então meu avô, o que está acontecendo? Eu vou, calma aí, e eu tendo que fazer a tradução simultânea. Aí eu vou, ele está dizendo que não vai levar a gente por conta do tempo. O meu avô é ex-comandante de navio de petróleo. Meu Deus do céu. Vendo um barquinho daquele. E seu avô trabalhou com o Noé. Ele sabe como é que é coisa de tempo.
Ele veio no barquinho daquele e falou, não, pode falar para eles que tem condição sim para ir no mar. Falei, olha... Look, my grandfather is telling that we do... Meu sotaque também não é muito bom. Então vamos lá, mas não é problema. Vamos no português, vamos no português. A minha questão era, como é que esse cara saía falando em inglês se ele nem falava inglês direito? Estou na acordada. Mas pode ser em português. Aí você falou o quê? Aí eu falando em português, ele falou, não, olha, meu avô está dizendo que a gente tem condições e, por favor, a gente precisa voltar. E aí um cara falou, eu aceito, eu levo vocês lá. Por mais não sei quanto, eu levo vocês lá.
Então tá bom, a gente paga um pouco a mais, leva a gente, a gente precisa voltar. Entramos no bar com um cara meio estranho, muito novinho e tal, mas vamos embora. Um breu. Escuridão. Escuridão absoluta. Alto mar, aquele barquinho que não tem luz nenhuma. Tó, tó, tó, tó, tó, tó, tó, alto pra caramba. E era quanto tempo de uma ilha pra outra? Na ida, foi muito rápido. Dez minutos? Dez minutos, a volta. Passa cinco, passa dez, passa vinte. Minha avó.
Estamos sendo sequestrados. Essa região tem muito pirata. Aí eu falei, vó, por favor, não começa. Porque já estava uma situação tensa. Eu estava vendo que meu avô estava tenso, eu estava tensa. Vó, e aí... E ela, pirata, pirata. Caio nosso que estás no céu, santificado seja o vosso nome, venha nós. E ela canta, ela era do coral da igreja, aí ela começou.
Depois ela dá uma palhinha pra vocês. Ela meteu um ave-maria? E meu avô... Para, Kel! Porra, não tá vendo que a situação está complicada? Meu avô... Comandante. É, comandante. E aí, o meu avô quicava. Eu assim, meu Deus, o marcapasso dele vai sair do lugar. O que era no barco ainda tava... É, o tempo tava ruim. O tempo tava virando. É, porque o pessoal que mora lá, às vezes, sabe. Conhece, né? Mais do que o avô. É, então.
E batendo, e batendo. E um breu absoluto, gente. A gente não sabia pra onde a gente estava indo, de onde a gente estava vindo. E como é que o cara sabia, né? Como o cara sabia? Pra onde estamos indo. Ele era pirata, ele sabia tudo. Os piratas, eles... Eis que eu vejo uma luz no fim do túnel. Graças a Deus. Vó, tô vendo uma luz. Estamos chegando, tá tudo certo, tá vendo? Ó. Parou, gente. Vambora. Estamos chegando ali, o resort. Eu tô vendo o resort. Tô vendo o resort. Ai, graças a Deus, amém. Ô, meu avô, viu? Não sei o quê. Beleza, estamos chegando.
Faltando um pouco menos de um quilômetro para chegar no resort, perto, mas nem tanto, já havia, mas assim... O cara desliga o motor. E aí ele fala assim, go, go, go, go, jump! Jump é pula.
Aí eu falei, não, eu tô com os meus avós, eles são idosos. O meu avô tem marcapaz, meu avô tem condição cardíaca, minha avó não sabe nadar. Você pode, por favor, chegar? Não, não, não, you have to go now, because otherwise I will come back with you and you won't go. E aquele inglês que você não entende direito, que tem um sotaque. Ele queria que vocês mergulhassem na água? Ele queria que pulasse. E aí eu falei assim, eu não tenho como pular. Ele falou, eu não tenho como chegar mais pra frente. Ou você pula agora, ou eu vou ligar o motor e vou dar a minha volta com vocês e a gente volta pra ilha.
num tom bem mais incisivo. E o que ele está falando? E eu, peraí, não sei o quê. O que ele está falando? A gente vai ter que pular. E o meu avô, sua avó, não nada. Eu sei, estou tentando explicar isso, mas eu preciso parar de fazer tradução simultânea. Aí eu tentando... Aí eu falei assim, olha só, ele não vai... Aí ele ligava o motor ameaçando mesmo. Então eu estou voltando. Eu falei, não, não, não. Eu vou descer. Eu vou descer aqui. E minha avó, eu não sei nadar. Eu não sei, minha neta, o que eu vou fazer? Falei, bota.
Eu vou descarregar. Eu e minhas avói arrumadas, com vestido, bolsa. Moça, bolsinha da Gucci. Nossa, uma água salmada. A gente achou que a gente tava balando. Bolsinha de couro. Celular. Ai, que dor. Minha avó arrumada. Aí... Vó, vamos pular. A avó pula. Pum, pulei com a minha avó. Botei ela aqui nas costas. Que isso? E meu avô ficou lá em cima. Mas não dava pé, era fundo? Não dava pé, nadando. É, não era fundo, fundo, mas não dava pé. Mas morria.
Passou daqui e morreu. Passou daqui e morreu. Não dava. E aí você pulou? Pulei com a minha avó, falei, vó, vem aqui, botei ela aqui assim, né? Fui nadando com a bolsa aqui. Gente... Assim, batendo as pernas. E sua avó?
Meu avô em cima do barco e eu assim, Wait, wait, wait! Espera. Aí fui nadando, aí o cara ligou o motor e começou a dar meia volta com meu avô. Aí eu vi que já estava mais perto do pé. Eu falei, vô, agora só bate um pouco a perna que vai dar pé ali na frente. Empurrei minha avó com as bolsas, voltei, falei, vô, pula, pula, vô, vem, vem! Meu Deus! E ele não botou nem escada pra gente descer. Meu avô pula com marcabaço, gente, minha avô não pula. Gente...
Aí... Ele pulou. Pulou! Pulou e eu vou... Não bate, não faz esforço. Porque o marca-passa dele dá aviso lá na Alemanha, se aumenta a frequência cardíaca. Meu Deus, o médico vai ligar preocupadíssimo que ele está infartando na Irlandia, porque vai dar um pico de... Vocês estão aonde? Fudidos! Estamos aqui na Correda Forger!
O meu avô pulou, eu fui com o meu avô também. Sua avó conseguiu... Já estava mais em pézinha. Meu Deus! Ok, chegamos. Meu Deus, grata a Deus, vamos chegar no resort. Chegamos ali na areia, né? Saindo do mar, igual as velhas com oi. Nálfagos, né? É, nálfagos. Quase. E aí, o pessoal... Não, não, não. Vocês não podem entrar. Acharam que a gente estava invadindo o resort? Claro. Um resort luxuoso, chegam três, você ainda dá uns completamente molhados.
Aí eu, não, não, você não está entendendo? Mostrei a pulseirinha, aquelas pulseirinhas de identificação. Falei, a gente está no resort. A gente só foi abandonado pelo pirata. Expliquei tudo. Aí eles, claro, deram água, sentaram meu avô, toalhinha para tirar o sal da água, aquela coisa luxuosa. Fomos para o quarto, enfim, respiramos, fomos para o quarto. No dia seguinte, tomar café da manhã.
Porque tinha mais passeio de barro. Meu Deus! Pra fazer. E cheguei em cima da hora pro café. Minha mãe, gente, vocês dormiram muito. E os seus avós dorminhocos, hein? Eles estão muito cansados. E eles aqui assim... Eles acharam que iam aguentar o seu ritmo, não aguentaram. Mãe.
A gente quase morreu. Você não está entendendo. Mas você depois entendeu porque você chegou a perguntar por que será que o cara te abandonou? Eu acho que ele ficou com medo. Como estava batendo muito do coisa encalhar, ele ser levado, não conseguir voltar, porque eu acho que ele também não era tão experiente. Ele era muito novinho. Meu Deus. Sei lá, também já estava viva. Já estava bom. Como é que se chama sua avó? Raquel. Raquel. Dona Raquel está aqui. Como está, dona Raquel?
Como é que está? Estou nova demais. Estou vivo sem salvo. Você está sem salvo. Graças àquela mocinha. Ela te carregou na cacunda. Sim. Que coisa... Mas você ficou muito assustada na hora mesmo? Pânico. Pânico geral. Ainda mais não sabendo nadar, você achou que podia morrer mesmo. Sim, sim. E sou filha de pescador. Filha de pescador. Achei que ela ia falar, sou filha de emanjá.
Que loucura. Quando você... Bom, vocês não estavam falando inglês ali, então ela estava se comunicando com o barqueiro ali, você não imaginou que ia ter que pular ali. Quando teve que pular, ela te arremessou ou você pulou? Como é que foi isso? Você lembra? Não me lembro. Então ela te empurrou. Então ela te empurrou, com certeza. E você foi na cacunda dela, chorava, você cantava, né?
Não, eu cantei dentro do barco, pedindo a proteção. Proteção. Foi, dentro do barco. Essa proteção, tu tá com problema com ela lá, porque ela não te protegeu muito. A senhora cantava como, hein? Canta, dá uma palhinha. É, vai, pô. Vai, pô. Era Ave Maria? Pode ser. Ave... Deixa eu ver, vai. Não. Ave Maria...
Que maravilha isso! Você sabe que, curiosamente, a minha avó tá aqui, que tá aqui do meu lado, ó. Maria Alice tá aqui, ó. Ela é linda, ela é linda. E aí, sempre que eu posso, eu exponho minha avó. E a gente fez uma viagem... Deixa eu pegar, pega o microfone aí pra mim, por favor. Ah, tá aqui, tá aqui, tá aqui, tá aqui. E a gente fez uma viagem pro Mar Morto.
E o mar morto é aquela água que você boia, que ela é tão salgada que você não afunda. E a minha avó boiando? Você... Quando eu queria sair é que começou o problema, porque eu abaixava a perna e o ar me botava pra cima. Eu disse, Fábio, vou morrer afogada aqui e não vou conseguir sair. Mas realmente, como é que sai? É difícil, não é muito...
E ela tem um joelho que não é tão bom, né? Eu tenho um joelho não muito bom. Então, os joelhos no cérebro. Os dois mesmo. Aí eu virava a perna e não conseguia. E o Fábio, de sacanagem, não me segurava. Lógico, eu tava filmando. Bota aí pra gente ver. Olha lá. Olha a Fábio na bandinha. Tá vendo? Não precisa nem fazer esforço.
Tentando, né? Tentando. É muito feio. Pera aí, calma. Fala que tranquila que tá bom, ó.
Maravilha, maravilha. Minha avó deixei boiando numa moto, tá vendo? Tá vendo, Val? Eu te salvei, ó. Já agradeceu pela minha... Eu fico jogando ela. Com a mão, de repente, né? Mas você sabe que você contou a história do barco e tempo e Ave Maria. Eu lembrei de uma história que aconteceu ano passado. Eu fui a Belém durante... O Sírio. O Sírio de Nazaré.
que a Fafá de Belém, que é uma das grandes divulgadoras e colaboradoras lá, e ela me chamou pra ir. Ela já me chamou ontem, vou conseguir ir. E é uma festa que acontece lá em Belém. Uma das coisas mais lindas que tem, assim. São três milhões de pessoas na rua. E a Nazarezinha, a santa, passa por todo o Pará. Ela passa por todos os lugares. Então tem uma procissão.
que leva a santa até a igreja, pelo menos uma vez por ano ela sai e ela vem passando e as pessoas vão acompanhando. E uma das coisas... Então tem uma motossiata com a santa, aí tem uma carreata, aí tem pessoas andando, e tem um momento em que... Bom, o norte, né, muito rio, muito fluvial, tem um momento em que a santa vem de barco.
E todos os barcos de Belém se juntam para trazer a Santa. Então vem jet ski, barco, canoa, iate, tudo, tudo, tudo. Vem uma grande barqueada, não sei como se fala carreata de barco. Eles vêm com a Santa. Então para isso, e a Fafá falou, vamos fazer isso que é lindo, isso vai ser memorável e tal.
Claro, então pra isso você precisa acordar muito cedo, você acorda tipo quatro e meia da manhã, pra você pegar o barco e ir até a Santa, e lá você vem com a Santa. Vem junto. E estávamos num barco, barco gostoso, todo mundo lá, gente bacana, gente boa, barco bonito, fafá, linda, maravilhosa. Aí fomos de barco, e o barco indo. E era aquele barco onde tem, sei lá...
Os convidados, então vem gente da Europa, e tinha o investidor, e tinha o patrocinador, tinha um trajeto indo no barco, todo mundo indo, vamos em busca e cantando músicas. É muito animado também, muito lindo e tal. Fomos até lá e todos os barcos indo juntos. É uma imagem muito forte dos barcos. A gente até tem uma... Eu filmei lá, os barcos. Olha a quantidade de barco. Então você tem o barquinho, o jet ski passando ali, tem um barco gigante lá, aquele grande no fundo.
Muito barco junto. Todos os tipos. Todos os tipos indo. Olha lá, as embarcações todas indo, acompanhando a nossa Nazarézinha. Que tá lá pra frente, é isso? Não, tá ali naquele último barco, que tem um troço laranja, um mastro laranja lá no fundo. Ela tá ali. Ela tá lá. Então a gente chegou no ponto de espera, paramos o barco, barco bacana, e aí começamos a vir.
Começamos a vir todo mundo junto, e a gente foi sacando que o nosso barco foi meio ficando pra trás. Todo mundo foi indo, o barco, o mototototototó, mas a gente meio ficando pra trás, o pessoal indo, e tinha tudo uma coisa cronograma, porque a gente ia chegar... Programada. A gente ia chegar lá, ia via motossiata levando a Santa, depois ia pra um almoço, ia pra não sei o que, então tava tudo organizado. Daqui a pouco foi todo mundo passando a gente.
A gente vai lá, o rapaz na canoa aqui, ó. A gente... Êêê, Jonas e a baleia! Foi todo mundo indo! E a gente no tototototó... Sabe que o nosso barco era um barco bom, grande e tal? E foi todo mundo indo e a gente foi meio ficando pra trás a ponto de a gente se olhar e pensar...
Devagar, né? Tem algo acontecendo. Caramba, devagar, é. E muito devagar. Até uma hora que, de repente, a gente começou a ver que era só gente. Só tinha gente no meio do rio. Todo mundo já muito... A Santa Mia já tinha voltado pro céu, já tava. E aí, no momento, o que que tá acontecendo? Começa um buchichinho de estamos afundando. Ah! Sério, juro. Começa um motor quebrou, entrou água no barco, alguém veio no barco. Só que aquele... Não pode assustar todo mundo. Então não é assim. Vai afundar, é sempre assim.
Acho que vai afundar, mas tá tudo bem. Vamos aqui ver o negócio, vamos comer. Tinha uma comida boa. E é que o motor quebrou. E muito estratégico, assim. Viam falar assim comigo. Não era pra falar, não fala com os patrocinadores, pelo amor de Deus. Não fala com o pessoal, tá tudo certo. E a Fafá no barco. E a Fafá no barco, abençoando. Ela tem uma santa linda dela, ela vai de um em um com a santa, ela abençoa e tal.
Só que ali já tava um clima meio de bom, só ficou a gente aqui, a santa não vemos, e aí chegou o rumor de que não há mais motor, a água entrou, vamos pegar os coletes.
E Fafá... A Fafá tentando acabar meio rindo daquilo, porque a gente... Ninguém ia morrer ali, dava pra ver que tava tudo, né, que não tava afundando. Mas, né, Fafá tentando ajudar, pega o microfone no barco e fala... Minha gente, fiquem tranquilos, os motores quebraram... A água entrou no barco... Mas...
Vai dar tudo certo, não tem problema, mas eu acho que vale puxar uma ave marina. E ela puxou uma ave marina.
Estava todo mundo meio tranquilo. Quando a Fafá de Belém puxou uma ave-maria, as pessoas falaram, bom, acabou. Você é a mulher que tem o contato direto com a ave-maria. Ave-maria. Está aqui rezando para a moça.
Acabou. E aí, desespero. E aí, pânico. Aí começou assim, todo mundo sai de trás do barco e vai pra frente. Pra pesar na frente. Então ficou todo mundo aglomerado. Era um sol. E o sol em Belém é aqui. Todo mundo no sol, parado, aglomerado no barco. Paradinho aqui, meio rindo, sem graça. Sim. Meio tipo, ê, que doideira.
Ninguém lá atrás. E aqui... Ave Maria! E aí, o clima tenso... Meu Deus! Aí eu, que não estava nem um pouco gostado, falei... Bom, estamos num momento em que estamos todos abraçados aqui na ponta, a moça rezando a ave Maria.
Vai afundar isso aqui, não vai dar certo. O barco parou mesmo, começaram a vir uns outros barcos pra tentar puxar, pra içar o barco. Um desespero. E aí, quando Fafá termina de cantar a Ave Maria, meio rindo, e Fafá tem aquela risada maravilhosa... Ela meio rindo, a filha de Fafá, a Mari, que é maravilhosa, que é assessora, que é uma cantora maravilhosa, mas ajuda, Fafá resolve tudo, vem e dá um expor na Fafá. Mãe, você vai falar que o barco tá afundando. Só que no microfone.
Você está falando? O barco está falando? Estão aí com os alemães, estão nervosos!
Porque mesmo o alemão, o patrocinador, sacou que tava ruim. Tava dando ruim. Todo mundo lá na frente, o alemão apavorado. Porque a gente é brasileiro, a gente fala isso. Você quer um barco no Brasil, vai vir, rapaz, um outro chegar na canoa, a gente pula, quando vê, tá certo. Pro alemão, aquele barco afundando, acabou. Titanic, batomuxo. E ela dá um esporro no microfone, que é uma maravilha, no que Fafá fala... Gente, eu estou brincando! É história pra contar no Porsche!
E eu estou contando a história da papada.
Que maravilha! Chegamos, o barco foi com um mini motorzinho, chegamos, finalmente, tipo, duas horas e meia depois que todo mundo... A Santa realmente já tinha saído, a gente não viu mais Santa nenhuma. E mesmo acompanhar a Santa, porque a gente foi de barco lindo até lá, e quando começou a acompanhar, a gente perdeu, então a gente nem acompanhou. Então todo mundo acordou quatro e meia da manhã pra ver uma Santa que não viu, não acompanhou. Quase afundou. Chegamos lá e ela... Hoje à noite tem a passeata. Eu falei, não sei se for.
Eu tô com medo da passeada! Ele vai embora!
Mas, brincadeiras à parte, essa é uma festa brasileira linda, para todas as religiões. Então, assim, claro que quem é católico é que tem aquele laço com Maria, mas é lindo para todo mundo, para quem tem religião, para quem não tem. Você acompanhar e ver a fé das pessoas, a força daquelas pessoas que estão acreditando. Então, tem gente que vem de joelho, andando muito, você vê assim. É lindo e tem todas as festas, a animação. Então, é um lugar muito gostoso de estar. É uma experiência uma vez na vida de ir lá
pra Belém, o Sírio de Nazaré é lindo demais. E a gente agora vai pras perguntas do programa e acho que o que você quer escrito na sua lápide você já deve ter até pensado, né? Que você pensou naquele dia. Não deu tempo de pensar. Eu quero saber coisinhas da vida, quero saber a primeira lembrança, quero saber de tudo um pouco. E pras perguntas do programa, a primeira lembrança que vocês têm da vida já é uma tradição aqui pra gente começar.
Posso te falar uma parada? Fala duas, até. Eu uma vez tive um sonho que eu me estudei... Eu acho que é um pouco de lembrança, mas não tem como te provar que é uma lembrança real ou se é uma projeção. Eu vi eu dentro da barriga da minha mãe com o cordão umbilical meio atochado no meu pescoço. O que é isso? Matei um pouco o seguinte. Eu vi essa história, o seu cordão enrolou.
E teve cesárea por causa disso. Eu não sei se é um pouco uma projeção daquelas histórias que me contaram, mas a minha sensação era muito clara de que era uma lembrança. Fiquei com isso, foi guardadinho. Eu gosto dessa sensação. É, bonito. Eu me vi... Primeiro, a sensação de sobrevivência. Não, não, não. Porque poderia morrer. Se eu não batalhasse... Então, é. Entendi. Entendeu? Foi um grito de sobrevivência. Superação.
Eu lembro de muitas coisas quando era muito pequena, mas tem uma que é muito marcante para mim. Eu devia ter uns 3, 4 anos. E aí a gente morava num terreno que era a casa da minha mãe comigo, casa dos meus avós e a casa dos meus padrinhos. Tudo mesmo terreno. Que maneiro. E aí eu lembro de estar saindo da casa dos meus padrinhos e indo, passando para o portão da minha casa. É super estranho o que eu vou falar, mas é de fato a mais impactante que eu tenho.
E eu me vi meio de fora, assim. E lembro, eu não elaborava, né? Porque eu era muito criança, mas eu lembro da sensação de sentir assim, que porra é essa? O que eu tô fazendo aqui? Que lugar é esse? Quem são essas pessoas? Como é que eu vivo? Como é que eu existo nessa?
Realidade. Eu lembro disso. Devia ter uns quatro anos. Saiu do corpo. É, tipo uma dissociação, assim, que você fica vendo tudo de fora e você fica pensando, que porra é essa? Você assistiu de fora um filme, né? Vocês são muito doidos os dois. É Libra, é Libra. A minha é mais normalzinha. É Libra.
Agora, você tem que, se não for assim... Uma lembrança da vida passada que você foi pior. A minha é mais normalzinha, sem graça. Se quiser, pode pular. Eu o quê? Não, a minha é... Eu não tenho muita lembrança, não, memória de quando eu era muito criança. Eu lembro muito do ano condomínio que eu morava com a minha mãe, a primeira casa que a gente foi morar junto depois que ela separou do meu pai.
E aí a gente morava sozinha, era só eu e ela, né? Ela ainda não tinha casado, não tinha tido outro filho, então era só eu e minha mãe. E eu lembro que final de semana eu acordava antes dela, né? Querendo ser que acorda mais cedo e tal. E aí eu ia no condomínio buscar colher flores e aí passava na padrinha que tinha na frente do condomínio, pegava pão e levava o café da manhã pra ela na cama. Eu lembro muito de final de semana assim. Que mofo! Fofurão! Muito! Essa é muito uma lembrança que eu tenho. Alugava o filme na locadora.
Pra gente jogar final de semana. Existe a locadora, né? Que momento histórico você gostaria de ter presenciado? Eu queria estar participando de alguma forma da Revolução Francesa. Revolução Francesa? Não sei de que estava acontecendo ali, mas eu queria ver aquilo acontecendo. Guilhotinar as cabeças. Que é uma ação de cinema um pouco também. Acho que desde a escola... Sei. Eu imaginava sempre aquilo...
Um filme, né? Muita coisa acontecendo. Guerras, pessoas lutando por direitos, liberdades. Liberté, o ALT. O ALT, o ALT. Muito bom aquilo. Eu acho que eu gostaria de estar participando daquele momento fim da Segunda Guerra Mundial, movimento hippie. Muitos artistas incríveis fazendo shows vivos ainda, você podendo presenciar isso. Esse boom, tipo, as mulheres super unidas lutando também pelos seus direitos. Acho que eu gostaria desse momento. Muito maneiro. Não, mas eu acho que como...
Não vai acontecer. Eu gostaria de estar... Eu acho que isso é um momento histórico, não é? O meteoro que matou os dinossauros. Ah, legal! Bom, hein? Vocês estão rindo! Bom! Bom! Cleo, arrasou. Não precisa ser feio, né? Não, eu provavelmente seria um dinossauro. Não, não, você poderia ser a Cleo vendo do alto. Ela vai se foder todos eles. Não, você já está na situação. Não, você pode estar olhando e falando Ih, ela vai morrer, o cabeçudinho ali vai morrer primeiro.
Eu gostaria de ver isso. Legal isso. Deve ser bem... Intenso, né? É louco. Com quem você faria uma dupla sertaneja? Fafá de Belém. Fafá de Belém.
Um beijo pra Papá de Belém maravilhosa. Nossa, eu vou ser bem pretenciosa. Eu acho que eu faria uma com a Marília Mendonça. Bom! Que ela é pra mim... Agora, no caso dela ter morrido, eu acho mais chato... Então, é mais difícil. Tem que ser uma pessoa viva. A gente corre e bota você. Tá, Leonardo. Pra mim é uma das vozes mais lindas do Brasil. Que legal. Eu adoro. Adoro ele.
Eu faria com o Justin Bieber. O senhor poderia namorar o Justin Bieber ainda? Pode. Tá, então o Justin Bieber. Justin Bieber, uma dupla, inclusive, amorosa. É, total. Só pra gente... Só pra... Seria uma interação, né? Pra eu ter com ele, aí ele iria se apaixonar por mim. Claro. Lógico. Eu então. Eu faria ele se apaixonar por mim. Eu ia ficar Jijuba, Jijuba. Jijuba, Jijuba. Jijuba, Jijuba. Jijuba, Jijuba. Let me see your party. Ai, cara, minha tia acabou. A pedida da minha dina. E pra terminar, o que vocês querem escrito na lápide de vocês?
Ela queria que essa fantasia fosse eterna. Oh... Que lindo. Gostei. Que loucura. Eu amo essa música. Ela é assim no meio do carnaval, né, Ju? Olha... Não é um código. Um código? Um código. Que a pessoa se passar o QR code... A avó da Júlia... Cantável Mari!
Eu acho que seria gateira, boa amiga e amante da vida. Olha, bonita.
Meu povo, vou falar, esse programa foi divertido demais. Essa coisa de dupla funciona, você viu? Viu? Não é? Não foi divertido? É um trio agora, é um trio. É, é um trio. É um quarteto. É um quinteto com eles que estão em casa também, meu povo. Até a semana que vem. Volta pra gente fazer mais...