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🔥TrenDs News 🚀 #218 - SPIW: Pulso da Cidade Algo mudou. E não é impressão

08 de maio de 20261h7min
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Tem semanas em que as tendências parecem distantes. E tem aquelas em que tudo se materializa ao mesmo tempo. Este episódio nasce exatamente desse ponto de inflexão.Direto do contexto do São Paulo Innovation Week, reunimos um time que não apenas acompanha as transformações — mas vive, interpreta e tensiona o que está emergindo nas cidades, nos negócios e nas relações.Com Renato Grau, Nai Correa, Paulo Muniz, Karol Oliveira, Rafael Veloso e Roberto Shinyashiki, a conversa percorre os sinais que já estão moldando o presente: a tecnologia como infraestrutura invisível, o novo papel humano diante da aceleração e a sensação coletiva de que algo virou — mesmo que ainda não saibamos nomear completamente.Não é sobre o que vem pela frente.É sobre o que já mudou… e poucos perceberam.🗓 Data e Hora: Sexta-feira, das 8h às 9h📍 Onde assistir: Ao vivo no YouTubeSe você sente que o mundo está diferente — mas ainda não conseguiu explicar exatamente por quê — esse episódio é pra você.👉 Inscreva-se no canal e ative o sininho para não perder!

Assuntos3
  • São Paulo Innovation WeekSão Paulo Innovation Week · SXSW · Esther Perel · Parque do Ibirapuera · Estadão · Mercado Livre · FAAP · Paquembu · Rio Innovation Week
  • Obsolescência humana na era da IAObsolescência do humano na era da IA · Jornada do Inquieto · Deslocamento silencioso · Efeito manada · Inteligência Artificial · Arquitetura humana · Cognição · Emoção · Biológico · Consciência · Coragem
  • Crise de meia-idade dos MillennialsCrise de meia-idade dos Millennials · Millennials · Baby Boomers · Custo de vida · Expectativa vs. Realidade · Propósito · Salário · Experiências vs. Posses · Dívidas estudantis · Ciclo do adiamento · Gig economy · Burnout · Trabalho remoto · Ansiedade · Demissões voluntárias · Saúde mental · Ambientes de trabalho tóxicos · Precarização · Frustração · Diversidade · Inclusão · Sustentabilidade · Luto por um futuro perdido · Estabilidade
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Bom dia, boa tarde, boa noite, pessoal. Quem estiver nos acompanhando ao vivo, este é o episódio 218 do Trans News. Eu sou o Renato Grau e tenho a honra de estar aqui hoje com o nosso garoto estreante, meu mestre Roberto Chinachique. Oi, Renato. Oi, pessoal. Uma honra estar com você aqui, Roberto.

Obrigado. Temos também Rafael Veloso, diretamente das Cripto Orelhas do Rio de Janeiro, Paulo Onísia, de lá do seu laboratório de biotecnologia, algum lugar de Minas Gerais que ninguém sabe onde é, Carol Oliveira.

está ali entre bits e bytes dos no-code e low-code, e a Nai Correia brilhando no mundo da inovação, fazendo acontecer. Afinal de contas, inovação é aplicada, é quando você consegue fazer um negócio, transformar isso em resultado, e a Nai tem feito isso, ganhado vários prêmios. Orgulho estar com vocês.

Galera, quem ainda não nos acompanha, Trends News, clique no sininho, compartilhe nosso projeto, venha fazer parte desse nosso ecossistema FIGITAL. Temos as nossas comunidades aqui, que vocês podem continuar interagindo com os nossos co-hosts especialistas.

Bom, o tema de hoje é o pulso da cidade de São Paulo, algo mudou. São Paulo merecidamente está vindo para o radar dos eventos de inovação e tecnologia.

Ontem eu estive com o Marcel e Gui, nossos co-hosts aqui também, no lançamento do SP2B, um evento que se propõe a ser o SXSW de São Paulo, do Brasil, que acontecerá no Parque de Ibirapuera.

E foi lá mesmo, no Museu Afro, que eles começaram a anunciar as primeiras atrações, uma delas é a Esther Perel, que é uma das figuras carimbadas do SXSW Austin, no Texas.

E agora a gente vai falar aqui no festival que vai acontecer na semana que vem, São Paulo Innovation Week. O Traizinhos estará lá em peso, nossos corros especialistas nos palcos, e é um evento que São Paulo merece. Vai acontecer no Paquembu e na FAAP.

De 13 a 15 de maio, quem quiser estar lá, Paquembu, FAAP, toda aquela área do Mercado Livre na Arena Paquembu, organizado pelo Estadão e pela base de eventos.

mais de 50 mil metros quadrados, com expectativa de 90 mil visitantes, programação com mais de 1.500 palestrantes nacionais e internacionais, 1.000 startups, 150 expositores, 15 trilhas de conhecimento,

Vários palcos, vários assuntos sensacionais. E é isso, São Paulo merece eventos desse tipo. A gente tem ido aqui no Trends News, divulgado isso, as nossas viagens, missões, mas é muito bom na nossa casa a gente receber todo mundo. E o São Paulo Innovation Week, para quem não sabe, veio...

da mesma turma que organizou e organiza o Rio Innovation Week, que todos os anos nós estamos lá presentes em agosto também. Bom, e uma das sessões do nosso São Paulo Innovation Week vai fazer um link aqui comigo. Estaremos no palco eu, Roberto Shinya-Chik.

Julian Pistone, um dos grandes palestrantes internacionais que fala sobre coragem, estará aqui conosco, mediados pela Patrícia Cotton. E a gente vai falar do quê? Do tema que eu trouxe para a carta do especialista de hoje.

que vem em linha com o livro que estou escrevendo, estou em fase de finalização, e já teria finalizado, se não fosse o meu querido Roberto Chinachique, que está aqui me mentorando, e que com propriedade manda eu fazer e refazer até ficar um livro bom. Mas o nosso livro Jornada do Inquieto...

trata de um problema aqui muito importante na nossa era da Iá, como evitar a obsolescência do humano na era da Iá. E onde começou essa história aqui?

Começou aqui no Transnews, começou na carta do especialista. Quando a gente se dirige aqui para a nossa comunidade, a gente se dirige para uma comunidade de inquietos. Eu sou inquieto, tenho certeza que todos os nossos co-hosts que estão aqui são inquietos também. E eu comecei a desenhar a jornada do inquieto, e o Roberto me provocou aqui com a questão de que problema a jornada do inquieto resolve, essa questão da obsolescência.

muito séria. Por quê? Eu começo o livro com o conceito do deslocamento silencioso, mais ou menos o efeito manada, está todo mundo indo, está todo mundo indo, está todo mundo indo, e de repente não se sabe para onde, e nesse momento vai se indo, comandado pelos algoritmos das inteligências artificiais.

E aí quem é o inquieto? O inquieto é o que vai no sentido contrário. Ele levanta e fala, opa, espera aí, eu não vou esperar o meteoro chegar, não.

eu quero fazer alguma coisa diferente, porque eu não quero ser, naqueles filmes de ficção científica, aquele humano com os implantes cerebrais comandados por uma inteligência artificial.

E aí a questão da inquietude é justamente esse despertar para a gente começar uma jornada e entender que para a gente se posicionar perante a IA, a gente vai precisar de uma nova arquitetura humana.

A gente vai precisar trabalhar na nossa cognição, na nossa emoção. São dois pontos que estão muito trabalhados e afetados pela inteligência artificial. A gente vai ter que sempre trabalhar no nosso biológico, a sustentação de tudo. E, por último, a gente vai ter que ter algo...

a mais, que é a consciência. Temos que trabalhar num conceito de consciência que é subjetivo, mas é muito importante.

E eu vou trazer um pouco disso no nosso palco com o Koshini Ashik e com o Pistone. O Pistone fala muito de coragem, ele fala muito de coragem, não é uma ausência de medo, é a forma de você enfrentá-lo, inclusive. Então, a gente tem conversado muito a respeito da inquietude ser, primeiro, uma premissa para você despertar e desenvolver a sua coragem.

E dentro desse conceito, hoje aqui menos tecnológico do que normalmente a gente começa aqui os nossos Trends News, eu vou passar para o nosso querido Roberto Chinachik para a gente explorar um pouquinho mais desse tema, né, Roberto? A gente começa, está com uma inquietude, vai para uma coragem, mas como a gente projeta chegar lá no final dessa jornada? O que a gente precisa?

Renato, obrigado pelo convite, obrigado por essa parceria. Turma, só para vocês entenderem o Renato, eu não tenho muito mais esperança que as pessoas me entendam, mas às vezes a gente conversa, domingo à tarde, domingo à noite, vejo que as pessoas falam muito sobre equilíbrio. Acho que o conceito de equilibrar a vida pessoal com a vida...

profissional, um conceito muito frágil, até bobo, porque equilibrar significa desequilibrar. Então, está lá o equilibrista, ele está caindo para a esquerda, ele puxa para a direita, então o sujeito vai perceber que ele esqueceu da vida pessoal quando o filho vai mal na escola, começa a bater em todo mundo, colocar uma agressividade que não teve a oportunidade.

de ser acolhido pelo pai, o pai diz, não, para, preciso trabalhar, preciso cuidar do meu filho, aí daqui a pouco ele vê que a empresa está quebrando. Para mim, o grande movimento é a gente estar centrado, por quê? Porque o nosso corpo sempre fala, olha, saudade de estar com o meu filho, vontade de estar com o meu filho.

Atualmente, todo dia de manhã, eu levo os meus netos na escola. Sabe, se organizar a agenda, a gente não precisa equilibrar, a gente precisa centrar. Tem três movimentos que são muito ruins para a realização humana.

O primeiro movimento é o movimento de olhar para onde está todo mundo olhando. O Renato falou de feito manada. E é importante a gente estar olhando esse movimento. Há 13 anos, eu estava no Vale do Silício.

e apareceu uma oportunidade de mentorar um fundador, e eu fui lá conversar com ele, e ele trabalhava com inteligência artificial, criou a Olivia, a gente vendeu esse sistema para o Nubank, durante uns três anos, essa equipe foi a equipe de inteligência artificial do Nubank.

Então, é muito importante, isso é Jung, a gente ler o inconsciente coletivo. Onde está o movimento? Onde os inquietos estão olhando? Acho que sou um belo exemplo. Eu inventei terapia ativa, eu inventei terapia de grupo, eu inventei...

palestra nos anos 90 né imagina todo eu inventei marketing digital eu trouxe um canadense para cá eu inventei best-seller eu inventei editora eu inventei investimentos startup como é que faz isso né primeiro você tem que estar preparado para um monte de amigo falar

Roberto, não vá porque é fria, você vai se ferrar. E tem que estar preparado para os invejosos pensar assim, agora se fudeu, porque isso que ele está fazendo vai dar errado. E você tem que estar disposto a dar errado.

Eu tenho alguns princípios. O Renato é um pouco... Eu não aceito produto que seja menos que maravilhoso. Quando fui fazer palestra, fiz uma palestra que mesmo os críticos falavam... Quando fui escrever, lá em 1984, escrevi um livro todo mundo...

A gente tem que parar de querer ser como Bill Gates, como Sam Walton, e a gente tem que ser a gente. Eu quero falar sobre a coragem mais corajosa que existe, que é a coragem de ser a gente.

pode dar certo, pode dar errado, mas eu fui feliz, sou feliz, e fui atrás do que acredito. É isso que a gente vai falar lá no painel.

Acho que já deu, eu não marquei os cinco minutos aqui, mas acho que está bom por hoje. Roberto, não está bom por hoje não, mas a gente vai fazendo um bate-bola aqui, porque a Naya, inclusive, vai trazer um ponto de vista dos millennials inquietos. E a gente vai... Ah, vai, vai. Não é, Naya?

Exatamente. Me reconheço muito aí na fala do Shinashiki, porque eu tive já vários momentos inquietos. Então, já essa semana mesmo gravei um podcast sobre esses momentos inquietos, de tudo que a gente vai construindo ao longo da nossa jornada, e de repente...

um pouco adiante, a gente para para ver e ver também como que esses pontos, mesmo você fazendo várias coisas, como eles vão se conectando, né? E realmente essas transformações que a gente faz de carreira são muito incríveis e realmente exigem muito essa coragem de ser a gente. Eu ainda quero o meu autógrafo, hein? No meu livro.

Viu? Meu livro está aqui na minha página. Você vai no Fashion Week? Não, Fashion Week não. Esse a gente ainda não vai, Roberto. A gente não vai no Innovation Week. Apesar que você é muito fashion.

esse ano eu não vou estar lá no de São Paulo, eu estarei no do Rio, e estarei no Rio na semana que vem, num evento também de futuro de... do segmento de Lawtex.

Tem um eventão acontecendo e eu estou lá também. Outra jornada, outra coisa totalmente diferente, mas também olhando para o futuro. Mas vamos aqui falar da crise de meia-idade dos millennials, porque eles chegaram à meia-idade, gente, pode acreditar. E é um fenômeno comportamental bem diferente, porque a crise de meia-idade dos millennials é bem diferente.

Então, esqueçam clichês, não estamos falando aqui de carros esportivos ou divórcios impossíveis. Essa geração foi ensinada a fazer tudo certo, seguir a paixão, buscar o propósito e acreditar que eles poderiam mudar o mundo. E agora, chegando aos 40 anos, eles perceberam uma dura realidade. Eles seguiram o manual de sucesso do século XXI, mas perguntam agora o que deu errado.

a promessa foi quebrada. Então, para entender um pouquinho essa crise, a gente precisa olhar para dados sempre, então, tem a pesquisa global Millennium e geração Z Survey, ela foi categórica falando, a principal preocupação dessa geração não é abstrata, é custo de vida. O ponto de partida é essa dissonância entre...

Expectativa e realidade. Essa geração nascida entre 81 e 96, ela foi bombardeada por alguns mantras. Se você fizer o que ama, nunca vai precisar de trabalhar um dia na vida. Propósito é mais importante que salário. Viver experiências vale mais do que ter posses. E eles acreditaram piamente nisso.

Só que o sistema não estava pronto para cumprir essa promessa. E a realidade é que hoje, numa pesquisa, hoje a gente comprova isso, numa pesquisa da Young Invincibles, os milênios ganham 20% a menos que os baby boomers na mesma idade.

E pela primeira vez na história, uma geração enfrenta piores condições econômicas que a anterior. Então está totalmente conectado à questão financeira. E isso explica muita coisa. A consequência direta, por exemplo...

são que os marcos tradicionais da vida que a gente tem, de comprar casa ou formar uma família, ela está se somando a dívidas estudantis, a um alto custo de vida, e aí o que aconteceu foi uma tendência do ciclo do adiamento.

tudo foi empurrado para o nosso futuro incerto. E não por acaso, essa outra pesquisa mostra que 81% desses milênios afirmam que não se podem dar ao luxo de uma crise de meia-idade tradicional.

Então, essa pressão econômica gera muita frustração para essa geração nesse momento que eles estão. E corrói também o discurso que definiu a carreira dessa geração. Então, o que era para ser libertador se torna uma armadilha em alguns momentos. O trabalho com propósito se traduziu muitas vezes em ausência de salário fixo e benefícios.

A chamada gig economy entregou flexibilidade para muitos deles, mas cobra o preço da insegurança. A paixão pelo trabalho levada ao extremo, principalmente para aqueles que foram empreender...

Muitas vezes virou o quê? O famoso burnout. E a liberdade do trabalho remoto ou de ser frila, viajando o mundo afora, se transformou em ansiedade. Um relatório da Cato de 2022 mostrou que esses milênios lideraram ali.

em 22, então estamos falando de pós-pandemia, o movimento de demissões voluntárias no Brasil, ou seja, uma fuga em massa, não por salários melhores, mas numa busca desesperada por saúde, por ambientes de trabalho menos tóxicos.

Então, esse sonho, em muitos casos, virou precarização e propósito sem a devida recompensa financeira vira frustração. Só que também a gente não pode deixar de lembrar que esses millennials também foram beta testers de uma nova sociedade. Eles fizeram algumas coisas muito boas que vão perceber...

permanecer daqui para frente. Então, por exemplo, eles tornaram, sim, o ambiente de trabalho mais humano, popularizaram a discussão de saúde mental, não se falava disso, e pressionaram as empresas a adotar posturas e pautas em relação à diversidade, inclusão, sustentabilidade. Então, essa geração traz esse legado.

E também a gente acolhe frutos desse padrão novo que essa geração traz. Bom, mas qual é o ponto de inflexão aqui se a gente for olhar essa geração e o futuro do trabalho? O sentimento que define essa geração hoje não é apenas essa frustração com o presente.

É o luto por um futuro que parecia ser possível. E a crise da meia-idade dos milênios é bem diferente dos boomers. Ela não é sobre envelhecer, mas sim sobre propósito e engajamento perdido.

Em resumo, essa geração foi cobaia de um novo modelo de trabalho e vida. E os resultados agora são o custo de vida, é a principal preocupação superando o desemprego e mudanças climáticas, por exemplo. O burnout não é mais uma exceção, é uma característica geracional, os números crescem...

em curva de inflexão. E estamos falando de uma geração que liderou o movimento dessas demissões voluntárias, como falei, não por luxo, mas em busca dessa saúde toda mental.

E agora? E agora o que acontece com essa geração? Eles estão em pleno movimento de correção aos 40 anos, uma busca forçada por estabilidade, por formatos mais tradicionais e por uma redefinição do que significa sucesso.

Tem uma série no Netflix, talvez o Alê, se estivesse aqui, poderia contribuir com ela, que chama o Well Mania, que embora seja uma comédia, ele captura perfeitamente esse espírito, que é a busca frenética por bem-estar como uma tentativa de consertar.

esse sistema que adoeceu uma geração inteira. E a questão que fica aqui, Renato Grau, é a seguinte, como que a gente vai definir a próxima década de trabalho e comportamento dos que vêm por aí? Depois do propósito, o que resta?

Se a paixão não paga as contas e a flexibilidade custa a segurança financeira, qual é o novo contrato social que a gente, sociedade, vai ser capaz de construir? Então, talvez observar essa jornada que os millennials fizeram seja um alerta para gerações futuras e para a gente também como futuristas.

e pessoas que conversam sobre esse futuro incerto e de inquietos, conversar um pouco mais para ajudar nesses caminhos. Eu tenho que passar a bola agora para o Roberto, que convive psiquiatra de formação, trabalha tanto com gente, gente de todas as gerações. Os milênios estão arrependidos mesmo, Roberto?

O que a gente tem que entender é que existem ilusões e existem propostas. Pode ser de baby boomers a milênios. E, para mim, um dos pilares da felicidade é a competência. Então, se você for competente...

mulher, pretos, idosos, eu estava no outro dia falando sobre isso, muita gente fala, Roberto, você não tem uma rejeição, gente, é o tal do Fobo, Fear of Becoming Obsolences, você vai para 74 anos e todo mundo, não é todo mundo, mas cria um ambiente de, será que esse cara ainda tem algo para dizer?

Então, isso que a Anaís falou, muito importante, muito verdade. Agora, para mim, a solução sempre é estude mais que os outros. Eu tenho um filho que é jogador de futebol, e eu estava entrevistando o André, jogador profissional, MLS, um monte de... Eu falei, filho, qual é o segredo do sucesso?

Ele falou, pai, não tem segredo, é estudar mais que os outros, treinar mais que os outros e na hora do jogo performar. Eu acho que a gente volta para isso. Você pode ser milênio, pode trabalhar no Canadá, na Índia. Se você for fera, os caras vão ter que beijar a sua mão. Excelente. Começamos bem aqui. Lato, queria pontuar também.

O que a Anai falou, realmente, essa geração, ela passa um pouco mais de dificuldade pra... Eu concordo com o que o Roberto falou, né? É difícil se você metrificar, vamos dizer, economicamente, o que é felicidade. Cada um vai achar um jeito, pode ser que tenha um cara que é filho de um bilionário, mas, que lá, o cara quer ser professor, e quem sabe que ganha pouco. Mas é o que o cara quer? A missão do cara é ensinar, então...

Pode ser que ele vá para a internet, escale e fique mais rico ainda que o pai, mas pode ser que ele tenha a vida feliz dele. Então, realmente é difícil. Mas tem pontos que é comum, acho que a todos. Tem uma segurança e tudo, por exemplo, uma casa. Em 1970, o preço de uma casa média foi nos Estados Unidos. Imagina no Brasil. O negócio é sempre um proficado aqui, sempre pior aqui.

Uma casa média custava 23 mil dólares, né? E o salário anual médio de uma pessoa era 9 mil dólares. Ou seja, você casado ali com 22 anos, você e sua esposa, em dois anos, historicamente, vocês compravam uma boa casa, uma casa média. Hoje, já o salário médio já fica ali em torno de 50, 55 mil dólares, né? E uma casa média...

custa R$ 400, ou seja, o poder de compra a gente reduziu, então isso pode também causar uma frustração, a pessoa fica naquela de não é todo mundo que quer que precisa ter uma casa, que precisa ter um carro, enfim ou que quer pagar uma escola, como você comentou dívida de faculdade, mas realmente o poder de compra da população está reduzindo, e na média, na maioria são marcos que podem estar causando realmente uma frustração

E tem a coisa da ilusão também, a ilusão que foi gerada no sentido de... Tem ilusões e tem realidades, tem a ilusão de você pode ser tudo e a internet vai te ajudar e o digital vai te ajudar a ser tudo. Só que o ser tudo não é para todos.

Então, acho que cada um tem que achar seu caminho. É difícil entrar no mundo do marketing digital e fazer bilhões. Não é assim como os gurus do marketing digital viram e falam assim, ó, vem cá, grava esse vídeo, clica aqui, muda ali, e aí agora você vai ganhar bilhões. Então, isso não é para todo mundo, porque isso exige uma energia...

fora de série, e aí você acha que é só chegar ali e fazer alguma coisa. Então, isso tudo gera uma ilusão também, esse momento que os milênios passaram gerou essa ilusão. A gente tem que ralar um pouco o coco, como o Shinashiki falou aqui, a gente tem que ralar um pouco o coco para a gente conseguir...

As evoluções, porque, no final das contas, são evoluções, ninguém nasce ganhando um bilhão, a não ser que ele seja bilionário já. Nasça, né? Tem milênios aqui no grupo, Carol, você é milênio, não é? Posso fazer um comentário antes de passar para a Carol, pessoal? O Feb.

Tem uma coisa muito interessante. Antes dos Beatles, se não me engano, o John e o Paul tocavam numa banda chamada Quarrymen. E essa banda tinha, se não me engano, um baixista. E aí teve muita crítica que o baixista saiu da banda...

para ser professor universitário. E aí eu fiquei pensando, talvez a felicidade dele, provavelmente a felicidade dele, não tinha nada, tocar numa banda, viajar, ficar pressionado. Ele queria ser um professor universitário, casado, com a família. Então, muito legal isso que você falou, Veloso. A gente tem que...

sabe, peixe tem que estar na água, pássaro tem que estar no ar, e dane-se o que as pessoas falam sobre se a gente teve sucesso ou não. Obrigado por você trazer esse tema aqui, vou ficar quieto. Boa, Carol Milênio, o que você diz aí, já que estamos falando da tua geração?

Eu estou adorando ouvir isso, porque são muitas verdades, são muitas ilusões vendidas, né? Estou assim, vendo aqui o seu curso, você vai ficar bilionário, e assim, vai e publica a foto do carro, e está tudo certo, e você consegue aluno, e vai estourar com a venda do curso em determinada plataforma. Isso aconteceu muito.

com a minha geração, igual a Anai falou ali, o nômade digital, outras características, aí estava ouvindo o Veloso também falar sobre sucesso, eu vejo muito sucesso como plenitude em todas as áreas da vida, no sentido de, o que é esse sucesso para cada um? Cara, a plenitude na sua área da vida, o que você determinou de plenitude? É como vocês trouxeram, a plenitude é da aula, a plenitude para mim é ser o executivo dentro da empresa, a plenitude para mim...

É empreender, mas não só na profissional, na área também social, na área emocional, na área espiritual, então eu vejo plenitude nas áreas da vida. Mas, Renato, é muito legal tudo isso que está sendo trazido aqui, porque essa ilusão é...

É uma grande verdade, eu falo com os outros amigos, enfim, de mesma geração, foi muito vendido, isso não é fácil, então, nos últimos anos eu...

atuo como empresário, empreendendo na área de tecnologia, já estive em outras cadeiras também, já fui executivo, já voltei, não é fácil, não é isso, sai, larga tudo, vai empreender, vai fazer o que você ama. Tem coisa que eu amo fazer no que eu faço e tem coisa que eu odeio fazer, mas eu faço também, porque não é só o que eu gosto de fazer. Então, essa ilusão vendida acabou trazendo tristeza e angústia, porque...

a esperança tardia lá, adoece um pouco a alma. Então, as pessoas começaram a ficar um pouco doentes. Assim, eu tive muitas pessoas no meu ciclo, que conversou um pouco, disse, peraí, não é tudo aquilo que eu imaginei. Fui empreender, achei que ia ser mais fácil. Ou o contrário, não, fui fazer outra coisa, fui entrar na empresa, eu acho que eu queria, na verdade, era dar aula, eu acho que eu queria, na verdade, era empreender. Então, essa busca...

pela plenitude nas áreas da vida. Sucesso é diferente, é relativo para cada um. Então, plenitude para uma pessoa pode ser, ah, quero viajar, quero trabalhar na internet, não quero ter filho, quero seguir. Mas para outra pode ser, quero dar aula, quero casar, quero fazer isso aqui, quero ter dois filhos, quero... Então, foi-se vendido, para ter na minha fala, foi-se vendido um padrão, como se uma receita de três passos para ficar milionário.

E você faz assim e você vai atingir isso. E não foi bem dessa forma que aconteceu. Seja empreendendo, seja vendendo o curso na plataforma. Seja virando um nome digital. Mas não existe essa receita do que foi vendido. E o caminho é um pouquinho diferente. Porque se liberte de tudo e vai empreender para você não ter mais problema na sua vida. Aí você vai empreender e você tem mil chefes. Porque todo cliente é um chefe seu.

Afinal, você tem que gerar valor para o mercado. Ou seja, as ilusões existem, mas o que eu deixo aqui de recado para cada um é que a gente precisa buscar, o que é sucesso para nós? Plenitude nas áreas da vida. O que é plenitude na tua área da vida social, emocional, sentimental, espiritual, profissional? Você busca aquilo ali, sem receita pronta e sem guru.

Boa, Carol. E você já deu spoiler para o final do meu livro aqui, porque a jornada do inquieto termina com um humano expandido e uma plenitude soberana, justamente isso. Então, se o cara quiser ser professor, vai ser professor, se quiser ser agricultor, vai, se quiser trabalhar só, viver de investimentos em cripto, como o Veloso pode ser também.

E tudo bem, né? O Veloso, eu sei que daqui a pouco você precisa verificar como estão os seus investimentos. Vamos entrar um pouco nos hard skills hoje, falar um pouco da bola da vez da Antropic? Vamos lá. Deixa eu dividir aqui a minha tela, que eu já fui fazendo pontão de algumas coisas aqui e o pessoal também já vai vendo ali as fontes e notícias. Estão vendo a minha tela aí?

Sim.

Vamos lá. Então vamos falar da Antropic aí, é a bola da vez, vou fazer um resumão aqui bem rápido, e aí eu passo para as polêmicas aí, que aí cada um pega essas informações, digere, se não gostou, joga fora, o que você gostar, você para para depois dar uma avançada nos estudos sobre essa empresa aí. Antropic é uma empresa de inteligência artificial, ela é concorrente ali do chat GPT, eu queria até pedir depois a opinião, principalmente da Carol, que trabalha com essa parte de programação, se ela tem utilizado, todo mundo que eu conheço que é uma empresa de inteligência artificial,

que já tentou programar alguma coisa, fala que o Cloud é melhor do que o GPT, assim, longe. Eu já tentei programar alguns indicadores e robôs para o mercado financeiro, para simular alguns operacionais e tudo. No GPT eu não tive muito sucesso, com o Cloud foi voando, foi de boa. Então, pessoas que não têm a menor noção de programar, estão conseguindo fazer alguma coisa aí com...

com o Cloddy, ele tem dado boas respostas. Então, essa empresa daí, ela tem tanto essa parte, então quando se fala em programação, realmente a Cloddy, pelas pessoas que eu conheço, tem elogiado bastante. O GPT ainda com imagem, alguma coisa que você quer criar, ainda está mais legal.

mas é uma empresa que está tendo bastante relevância. Valuations dela, obviamente especulativo, não entrei no detalhe de como foi feito esse valuation, mas estão estimando, hoje está valendo mais ou menos 900 bilhões de dólares. Essa empresa não está listada em Bolsa, estão especulando também que ela vai ser listada, mas já está com um valor bem alto. E quem está à frente é o Dario.

eu esqueci, e a Daniela, né? E são pessoas que eram ex-open line. Então, isso aí já é aquele checklist básico, né? Cria uma empresa de sucesso, aí tem o Divergente, era ex-Google, enfim, eles também trabalham no Google, era ex-da Microsoft, então, realmente, ali o Vale do Silício, quando... Eu acho que é o correto, né? Quando você não concorda, você acha que pode fazer melhor, a sua empresa está te travando.

Meu amigo, sai fora do... Sai fora de ser um CLT e abre o seu CNPJ. Esse aqui é mais um caso. Nem sempre vai dar certo. Não vou prometer nada para os milênios, mas em tese é melhor do que ficar reclamando ou ficar discordando, infeliz ali. Você vai e abre a sua empresa. E nesse caso aqui, está dando bastante certo. Por menos nessa parte de programação, eles estão tendo bastante êxito. Então, resumo aqui do business.

chatbot padrão, parte de programação, infraestrutura empresarial e essa parte de segurança, que eu vou falar mais à frente aí, toda essa verificação de segurança que está bem interessante. Contratos que eles têm. Eles fizeram um contrato, não sei se foi para ter aquela troca, aquele benefício governo, começa a teoria da conspiração, o contrato tinha um dólar com esse setor.

que administra boa parte das questões imobiliárias. Eu acredito que seja tipo um RGI lá nos Estados Unidos. Eles podem ser que eles tenham bastante informações da população.

Tem contrato com o setor de defesa americano, basicamente o Pentágono, e vou falar mais à frente da fofoca que teve junto com o Pentágono. Empresas Big Tech também utilizam, como a Amazon, o Google, enfim, eles estão bem incutidos lá no Vale do Silício. E lembrando que é aquele negócio, mas que eles falem que é ético, que não tem informação, eles passam a ter, como entra no sistema deles, acho que a chance de ter uma porta ali, eles terem acesso também à informação, a gente sabe que a informação vale.

bastante, principalmente nesse meio digital, pode ser que eles tenham acesso. Então, do governo, com o Pentágono, esse setor imobiliário, como também nas Big Techs, que também já tem bastante formação da gente. Então, estou sempre dando aquele temperinho de teoria da conspiração, o que será que eles podem fazer, o poder que eles têm.

E aí eu coloquei aqui, será que é bola da vez? Eu falo bola da vez em função de polêmica, né? Então tem o Pentágono, forçou aí, o próprio Trump deu uma pressão aí que eles têm um filtro ético, então o Pentágono estava querendo talvez utilizar o cloud para talvez avaliar a questão de defesa antiaérea, o ataque, enfim, eles falaram, meu amigo, a minha IA pode calcular, ela pode avaliar, ela pode mostrar resultados, fazer pesquisa, avaliar a questão de defesa, de hacker e tudo.

Mas apertar o botãozinho vermelho para soltar um míssil ou acertar alguém, não faz. Então, em resumo, não foi só isso, teve outros pontos, mas eles bateram nessa tecla de que acionamento de armamento, por exemplo, a Claudia tem filtros e o Pentágono forçou a barra.

eu achei que ia ter mais calor nisso, deu uma sentada, não sei se eles na sordina liberaram alguma coisa mas a última informação que eu tenho foi que eles bateram o pé e falaram que não vai ter isso, não sei se sustentou ou se deu uma facilitada ali por baixo dos panos

Sem muita teoria da conspiração, então os nossos carro-chefes de conspiração, Elon Musk e Peter Thiel, não tem ligação direta, mais à frente eu vou comentar que a SpaceX já está fornecendo servidores para Antropic, então vamos ver isso mais à frente. Eu queria perguntar para vocês, principalmente para o Renato, que viaja bastante nos eventos, vocês já ouviram falar desse termo aqui, que é uma métrica, para as viagens, que é esse computer commitment.

Vocês já ouviram nesses eventos mais internacionais ou até mesmo nacionais? Queria abrir para todos aí. Então, explica o que é para todos, porque só o termo o pessoal não vai entender, Peluso. Então, a gente fala que computer commitment não é só o cara ter mais acesso à energia elétrica, ele ter mais GPUs, ter data center, eu tenho um data center que já tem quilômetros, enfim, não é isso.

é você ter o acesso, você conseguir ter contratos e escalar o seu negócio. Por exemplo, esse termo aí, eu acredito que foi cunhado, baseado nisso aqui. Por exemplo, para chegar nessa capacidade de data center, a OpenAI demorou 18 meses e a Antropi conseguiu em um mês. Então, eu acredito que não é só pela questão de você conseguir estar comprando itens e você ter uma infraestrutura otimizada. Então, não é só você ter bilhões para poder comprar.

hoje em dia você precisa ter uma arquitetura e ter ali os seus fornecedores desenvolvidos para poder estar entregando ali a sua demanda. Então, eu achei bem interessante. Hoje o negócio está num... Pode falar, Renato. Não, não, fala. Então, eu achei bem interessante. Não basta só ter dinheiro, não basta só você ter os chipzinhos. Você realmente precisa ter uma infraestrutura mais otimizada para estar chegando nesses números aí. Mas pode falar aí, Renato.

O que eu entendo do conceito de commitment é mais de uma linha de compromisso. Então, quando a IA está fazendo girar um ecossistema importante de hardware, software, fornecedores, clientes, prestadores, é uma engrenagem que precisa estar muito...

Com óleo ali, o negócio encaixado funcionando, porque se desengachar, a gente sabe o quanto as empresas de A hoje, essas grandes, estão investindo. Os valores são absurdos para um retorno que ainda não é. Então, elas estão trabalhando no cash burn.

Então, eu acho que essa questão do compromisso... E tem a questão também, quando eu falo de otimização, desculpa, estou te cortando, nos cronogramas das operações, a gente está montando um negócio chamado mobilização. Então, se a empresa não tiver um projeto bem desenvolvido, a sua mobilização para você atingir essas capacidades computacionais, não é igual a gente aqui na casa, que você compra um computador, você aumenta a sua capacidade de computação da sua casa ou compra um pente de memória.

para eles é bem mais complexo. Então, acho que esse computer commitment, eu volto a dizer, não é só, seria uma métrica hoje muito ligada à competência e de arquitetura, para você poder estar executando. Então, é ter fornecedor, ter disponível no mercado, utilizar produtos disponíveis no mercado e você conseguir mobilizar. Muito bom. E eu acho que aí eu já vou fazer um link com a Carol, porque a Carol vai trazer justamente o impacto A Carol,

da IA nesse mundo do SaaS. Tudo era service. Agora, a IA também está desfrutando e a troca que você trouxe é uma das responsáveis por isso, não é, Carol?

Total, total. Esse item que o Veloso trouxe aqui, deixa eu só fazer um comentário também que o Veloso falou lá, sobre o uso do Cloud, né? E tudo que está sendo comentado sobre. É realmente... Surpre... Surpre...

Surpreende, Veloso, acho que essa é a palavra certa, né? Surpreende um pouco o que a gente faz, consegue fazer com o Cloud, consegue fazer com outras ferramentas. O que o mercado costuma fazer muitas vezes é testar, mas também esperar um pouco o nível de maturidade dessas ferramentas. Então, por exemplo, você olha para o Lito no Morro, ou, por exemplo, você já tem há um tempo ele no mercado, com toda a base, com toda a arquitetura, nasceu totalmente integrado ao Superbase, a um banco de dados.

Depois ele vem com o Logo Book Cloud, ou seja, vem com as suas evoluções de segurança. Existe o...

Uma linha muito tênue, eu uso nesse ponto que é entre o receio do novo versus, o receio que o novo traz versus utilizar o novo para entender as vantagens que ele nos traz também. Mas é uma baita ferramenta, sim, vale muito a pena utilizar. O poder que ela nos traz, o poder que o VibeCoding nos traz.

de conseguir fazer pequenos sistemas, testbots, outras soluções também, pês e tudo mais, sem saber programar. Então, eu estava até essa semana almoçando com a querida Nay, e nós falamos sobre isso, sobre a democratização do uso da inteligência artificial e da criação de soluções a partir de algo que não precisa mais se ter conhecimento de programação profunda para fazer. Eu vou aproveitar esse gancho e aí

meu amigo Renato, e já vou continuar aqui com a fala sobre inteligência artificial nos dois lados da mesa, tá? Que dois lados da mesa são esses? A gente tem falado muito sobre inteligência artificial aqui no Trend News, de forma horizontal, ou seja, cortando várias áreas, passando por várias áreas, passando por inovação, passando...

por biotecnologia, passando por água, passando por outras áreas também, e existem dois lados, o lado de quem compra e o lado de quem vende inteligência artificial. E como é que está esse mercado hoje, esse balanço do mercado de SAIs, do software as a service, como a gente conhece, das assinaturas de software também. Então, trouxe dois lados aqui do balcão para a gente falar um pouco, que é do lado de quem compra inteligência artificial, há uma frustração.

porque foi criada uma expectativa, estou fazendo um link também com a ilusão que já foi falada aqui, foi criada uma expectativa muito grande. E a nova, aplica a tua, aplica a IA, tem várias ferramentas hoje no mercado vendendo, não, nós temos uma vitrine, vitrine de 100 agentes, 200 agentes, então aqui é plug and play, compra isso aqui, aplica a IA, é muito fácil, vai ter...

mas qual o retorno tangível disso? Qual a métrica que a gente está olhando para esse retorno? Então, isso é muito, muito, muito importante também de ser olhado. E aí, o relatório e o estudo do Gartner também saiu agora em abril, falando um pouco sobre a maioria dos projetos de ar.

empacarem em relação ao retorno financeiro real. A IBM também soltou sobre um estudo com CEOs, também mostrando que só 25% das iniciativas de IA entregaram o ROI esperado. Ou seja, essas empresas estão gastando muito com IA, com assinatura, com etc., mas não estão tendo o retorno esperado. Porque falta fazer essa métrica, tá?

Então, falta olhar o que eu quero com a inteligência artificial. Não, nós estamos só testando aqui. Mas a empresa não tem tempo para perder só testando. Afinal, são recursos ali que são dimensionados para esses projetos. Do outro lado da mesa, ou seja, a primeira provocação é se você está comprando inteligência artificial, se provoca a entender que métrica você vai medir, o que você quer de impacto real.

Então, que processo você vai melhorar, que métrica você vai medir, como você vai aplicar isso, como é que você vai fazer um passo por vez para depois expandir. E do outro lado de quem vende, meu amigo Renato Grau. Os olhos estão fitados nisso, porque um relatório recente da Stripe

Mostra que pelo menos a top 100 startups IA estão batendo 1 milhão de dólares em receitas mais rápido, em média 3, 3.5 meses mais rápido do que a geração de software. Olha aí, a gente falando sobre gerações, né? A Nath trouxe sobre as gerações humanas, agora estou falando sobre gerações de tecnologia. Então, elas crescem mais rápido do que o problema do custo fixo do software, que muitas vezes foi fitado no software tradicional.

E aí, vamos lá, qual que é a provocação final que eu quero trazer nesse momento? Que é, nesse relatório, enquanto startups que vendem inteligência artificial, conseguem atingir, bater o milhão de dólares de receita, três meses mais rápido do que, três meses, tá? Não três vezes, só também deixando claro esse número. Três meses mais rápido.

do que o software tradicional SAIS, existe também uma preocupação e um perigo, alertado também pela BSM Ventures, sobre você precificar do jeito certo, porque a gente está perdendo um pouco a mão, nessa empolgação da inteligência artificial, os usuários das ferramentas estão perdendo um pouco a mão, e algumas soluções passaram, inclusive, a não cobrar um preço fixo.

O size padrão, herdar o modelo de size e software para assinatura para inteligência artificial, mas sim fazer um modelo cobrado por resultado. Então, um dos cases também que a Strike traz é um case de uma startup que antes ela cobrava um valor fixo de assinatura, só que aí existem os tokens, o cliente estava usando bastante. Como é que eu vou quantificar e como é que eu vou dimensionar tudo isso?

ela trocou esse modelo fixo por modelo por resultado. Então, é um agente de IA para suporte, que ao invés de ter que pagar um IA, o humano, o SAIS, ela tem cobrado por resultado. Então, toda vez que o agente vai lá e resolve o ticket aberto de suporte, há uma cobrança. Então, há uma cobrança por resultado. O que eu quero provocar aqui, enquanto...

Tem modelos de cobrança por acesso à ferramenta, existem modelos de cobrança por acesso a resultado e pelo valor em trem. Não vejo que existe um certo ou errado, meu amigo Renato, mas o que eu vejo neste momento é que existem formas diferentes de cobrar e a minha provocação para todo o mercado de tecnologia é o que você gera valor?

E onde você gera valor para o teu cliente? Aí você consegue entender qual é a sua forma de extrair valor. Determina a tua métrica de sucesso, a tua métrica de cobrança, a tua precificação. Então, falando aqui também para quem atua com tecnologia, para quem presta serviço para o mercado, olha qual é a tua geração de valor no mercado e como você vai extrair valor. Para finalizar...

Meu amigo Renato, eu gosto de deixar essa reflexão de uma relação entre quem compra e quem vende não pode ser uma relação sanguessuga. Um lado só extrai valor e não consegue gerar. Precisa ser uma geração de valor no negócio com a inteligência artificial. E precisa ter uma extração de valor por parte de quem está vendendo esse serviço.

A minha pergunta para você que está comprando também tecnologia é como você está comprando tecnologia? Como está a tua métrica? O que você está olhando para, de fato, gerar... Estão comprando por desespero, Carol, em alguns casos. Essa é a verdade, entendeu? Quando você vai para as empresas, a gente conversou muito disso essa semana, né? Você tem maturidades diferentes nas empresas. E aí...

É a mesma coisa da maturidade da vida da gente, que a gente estava conversando aqui dos milênios e gerações. Dentro da empresa, as empresas têm maturidade diferente, elas têm uma trilha de maturidade. E aí, algumas compram por desespero. Eu morro de medo dessas pesquisas que falam assim, ah, não está funcionando.

Porque eu fico em dúvida se elas estão conversando com todas essas maturidades de empresas ou se elas estão conversando só com big corpus ou big techs e trazendo o recorte, sabe? E a gente sabe que os cenários são muito diferentes também, assim como são nas gerações, como o Xinyashik falou aqui, pode morar no Canadá, pode ser o que quiser, pode ser novo, pode ser mais velho, a mesma coisa para a empresa é um reflexo da sociedade, se a gente for pensar.

E a compra de tecnologia, eu acho que tem a ver com essa maturidade também, a maturidade tecnológica dentro de uma empresa. Às vezes, uma empresa é grande e não tem a maturidade de... A gente sabe disso, você vive isso, né? Você, Renato, vivem isso absurdamente. Ela não tem a maturidade tecnológica, não tem um stack tecnológico básico.

para fazer as coisas. Aí gasta com AI, porque o CEO quer colocar AI, mas não tem nada estruturado ali atrás. Ele vai gastar, gastar, gastar, até entender que ele tem que estruturar. Então, desculpa aqui, eu só desabafo. Hashtag desabafo. Me parece muito, Nay, um viés cognitivo da perda de oportunidade. Espera aí que eu vou investir nisso aqui, porque senão eu vou estar perdendo uma onda. E que onda é essa? Vai saber ainda, a gente está entendendo no processo.

No STX desse ano, muita gente veio trazer de novo a questão de investimentos em tecnologia, transformação digital versus resultado. A gente tem visto o mercado das startups, a história de não dar mais para ser só cash burn já há algum tempo.

E agora está na transformação digital, ninguém mais está entrando ou deveria estar entrando se não for ligado ao resultado. Isso é o óbvio de empreendedorismo, de orçamento doméstico, a conta tem que fechar para todo mundo. E, Naya, essa questão dessas pesquisas de ar, realmente é muito recorte.

é muita espuma e pouca onda. É isso, as pessoas não sabem, pegam algum recorte, colocam isso nas manchetes, e está errado, porque se você aprofundar, a gente que trabalha com tecnologia, transformação digital direta, sabe que dá resultado sim, desde que faça o negócio direito. Então, simples quanto.

Mas, Paulo, a gente está louco para te ouvir mais aqui. Além do futuro da saúde que você vai trazer diretamente do seu laboratório de biotec em algum lugar de Minas Gerais, me fala o que você tem a dizer aqui a respeito de tudo que a gente falou hoje.

Primeiramente, porque eu vou te dizer, vocês me observaram caladinhos aqui, bem caladinho aqui, eu fico ruminando o que vocês me contam, e eu fico pensando como que as coisas vão se interconectando. E uma das coisas bem interessantes que a Nay trouxe, falando sobre a questão da quebra de expectativa, da crise da geração milênio com a elaboração da carreira de trabalho,

Eu acho que a gente precisa prestar atenção no discurso, e aqui vale como uma crítica geral mesmo, ao que eu vejo muitas pessoas dizendo sobre como fazer a correção de rota, quando a expectativa que as pessoas tinham em relação ao mercado...

não se cumpriu, que de fato é o que aconteceu bastante com a geração milênio, é que a gente precisa primeiro enquadrar isso no nosso contexto, né? A gente tem hoje 80% dos brasileiros ganham até dois salários mínimos, sendo que, de acordo com as pesquisas, mostram que o ideal seria que o salário mínimo brasileiro fosse R$ 5.600,00. Então, assim, como que...

E aqui a gente está falando de praticamente o país inteiro. É óbvio que a gente precisa elaborar formatações e outras métricas para tentar nivelar isso dentro desse contexto de realidade. Mas a gente precisa também perceber que o contexto da nossa realidade é o contexto da escassez. Então, para muitas pessoas que nos ouvem, talvez o discurso nosso não esteja considerando ou tão acoplado a essa necessidade imediata e ele possa correr o risco de parecer...

cínico. Então, a gente precisa tomar cuidado com isso também. E mais do que isso, é interessante também notar que, de acordo com algumas pesquisas que eu estava olhando aqui, hoje a gente tem cerca de 68% dos brasileiros que dizem não ter propósito no seu trabalho. Sendo que 93% desse grupo são da geração Z. 93% de pessoas que são muito jovens, que estão em início de carreira, que estão começando as suas trilhas.

elas dizem não ter propósito. E a gente está falando de um mercado de trabalho muito sucateado. Então, a gente está falando de trabalhos que, para além de não ter a condição, de não oferecer a condição de subsistência, quiçá eles oferecem uma elaboração subjetiva do que seria esse propósito. E aí a pergunta que fica é até que ponto o propósito...

centro de realização no trabalho será que ele tem obrigatoriamente tá lá porque quando a gente percebe que o nosso mercado ele é tão escasso nesse sentido a gente precisa ter um algum tipo de alternativa que ou a gente corrige o mercado de trabalho que é uma correção intergeracional políticas públicas macroeconômicas de longo prazo ou a gente elabora psique humana coletiva a cultura brasileira para tentar encontrar propósito

segmentos que não sejam segmentos do trabalho. Muitos filósofos, sociólogos e outros estudiosos da área de humanas têm falado muito sobre isso. A gente tentar significar a nossa existência pessoal para fora do profissional. Acho difícil fazer isso numa sociedade de mercado. Eu falo por mim, eu sou uma pessoa que me vejo muito no trabalho, então, assim, fazer essa elaboração Música

É difícil. Mas é um desafio, um desafio enorme, e é um desafio que exige não só dos stakeholders macroeconômicos, mas nos níveis mais individuais de cada um de nós, para tentar encontrar onde está o foco do propósito, e até que ponto o propósito compensa o trade-off daquilo que a Nath estava falando. No final das contas, a gente precisa pagar as contas, não é mesmo? Então, assim, o pragmatismo vem primeiro.

Então, é a janela de intervalo que existe entre o pragmatismo e o idealismo da construção subjetiva desse propósito. No Brasil, pelos dados, está muito difícil. Agora, trazendo a notícia do dia aqui da área de biotec.

O que eu quero trazer? Primeiramente, é uma notícia, mas eu trouxe ela em contexto do que aconteceu mês passado na USP. A USP, ela conseguiu fazer os primeiros porcos geneticamente modificados para xenotransplante, ou seja, transplantes de um animal, de um órgão animal que é compatível.

por tratamento genético, de modificação genética, para humanos. Então, assim, os cientistas visam subsidiar uma demanda do SUS, já que aqui no Brasil, quem controla, quem centraliza as operações de transplante de órgãos é o SUS. Então, a gente está falando de duas infraestruturas muito interessantes, universidade pública, pesquisa e desenvolvimento com o mercado, mercado de saúde, sendo que a gente tem uma...

infraestrutura enorme, muito poderosa, então a política industrial no setor de saúde para xenotransplante, olha galera, quem é investidor, dá uma olhada aí, porque a coisa está se desenvolvendo rápido, viu? E é um case raro no Brasil, que é juntar pesquisa, desenvolvimento com mercado. Mas por que eu falei disso? Para trazer a notícia propriamente, pesquisadores do MIT, mais especificamente do Departamento de Bioengenharia, de Engenharia Biomédica, eles...

construíram um sistema alternativo para esses...

fila de transplante de fígado. Eles criaram mini-fígados injetáveis, como enxertos mesmo, que podem, que tem o potencial de substituir um fígado doente por períodos indeterminados. E olha pra você ver que interessante. O fígado é um órgão muito complexo, mas hoje a gente tem mais ou menos em termos de prevalência de doenças do fígado.

algo em torno de 314 milhões de pessoas com doenças hepáticas crônicas, muitas dessas pessoas, às vezes, elas vão precisar de um fígado. E a gente sabe que hoje, de acordo com os dados, menos de 10% dessa demanda de transplante de fígado é atendida. Então, ter uma alternativa tecnológica que consiga dar sobrevida ou até mesmo substituir o que normalmente seria o...

tratamento de transplante para esse enxerto personalizado tem um poder de transformação de impacto de resultados estrutural. Então esses cientistas eles conseguiram encapsular células hepáticas, células do fígado.

em hidrogéis microscópicos, e eles conseguiram enxertar esses hidrogéis com essas células funcionais dentro do organismo. Eles testaram, não testaram em humanos, eles testaram em ratos, em modelos de doença hepática, crônica, em que esses ratos não tinham funcionamento do fígado, praticamente eram fígados disfuncionais, não funcionais, e ao aplicarem essa substância com essas...

células, eles conseguiram criar condições para que elas pudessem assumir essa função parcialmente. Então, por que parcialmente? Porque o fígado é um órgão muito complexo, ele assume mais de 500 funções no nosso corpo. E a gente sabe muito bem que o fígado não faz tudo, né? É uma célula muito pouco especializada.

Então, conseguir ter essa prova de engenharia de que é possível você utilizar enxertos de células hepáticas no corpo, demonstra primeiro que talvez o implante não seja a única coisa que a gente precise pensar. Que a gente pode pensar alternativas que sejam viáveis, que sejam menos invasivas. Eles implantaram essas células utilizando seringas, tá? Então, não teve corte.

teve operação, não tem o risco de pós-operatório, então assim, o prognóstico para o paciente em termos de qualidade de vida, de disposição a determinadas comorbidades, também é reduzida drasticamente. Então assim, eu gostei desse case primeiro porque ele demonstra que a gente não precisa pensar, a gente precisa pensar fora da caixinha, a gente não precisa pensar só naquilo que já está sendo feito.

E, sobretudo, a gente consegue pensar em alternativas que são muito mais viáveis do ponto de vista da segurança e também da eficácia. Então, acho que das linhas biotecnológicas que eu tenho avaliado...

O case de transplante, ele tem se mostrado um nicho de pesquisa e desenvolvimento e de produtos futuros muito promissora, muito diversificada. Ó, pra quem tá achando que vai demorar, galera, 2030 tá aqui, tá? Então, assim, são mudanças de paradigma, a gente tá vendo a aceleração da IA, a biotecnologia também tá acelerando muito rápido e tá pegando carona emprestado.

com aquilo que a IA pode oferecer de melhor para acelerar as pesquisas e gerar produtos inovadores. É isso. Paulo, você sabe que já veio alguma coisa na minha cabeça aqui. Minha esposa é cardiologista e trabalha no Instituto do Coração, e a maior parte de doações de lá, do Instituto do Coração, vem de acidentes com motoqueiros.

são a maior parte de doadores. Agora vamos imaginar no futuro...

nos próximos anos, com os carros autônomos, veículos autônomos, os acidentes parando de acontecer, ou diminuindo muito. Escacias, né? Olha o que vai acontecer. Lógico, todos felizes de não ter mais acidentes, mas quem está na fila dos transplantes vai ter mais dificuldade ainda de acesso. Então, a importância do que você está trazendo aqui da evolução da saúde nessa questão de transplantes é surreal, velho.

que possamos continuar evoluindo nisso. A gente pensa, inclusive, que é só coisa lá do norte global, a USP está mostrando trabalho e eu acho que...

sensacional, e assim, não está devendo em nada, muito. Nada, né? Está devendo em nada. Exatamente. A gente tem cientistas muito fantásticos, a gente esquece de falar deles, a gente sempre traz exemplos de fora, mas a gente tem um nosso, a USP e outras lugares também produzem, outras escolas também produzem

cientistas e soluções muito incríveis aqui no Brasil. A gente vem sendo reconhecido, eu acho, assim, também fora. Sim, sim. Bastante, eu acho que ele vai... E, assim, existe aquele famoso case de que o cientista brasileiro, ele é um MacGyver, porque ele trabalha em condições tão precárias que quando ele vai pra abundância, ele consegue fazer muito mais do que ele faria. Exatamente. E aí, só pra finalizar, o SU, gente, que vai ser beneficiado com isso, é um ecossistema...

muito poderoso que pode fazer o Brasil se tornar uma liderança em transplantes com essas tecnologias. Então, fica ligado. Excelente, meus queridos. Episódio que a gente passou por arquiteturas do humano, soft skills, hard skills, mercado, inteligência artificial de maneira transversal.

transformando tudo. E é esse aqui o conceito e a proposta do Trends News, de a gente trazer essas notícias, essas tendências.

Para a galera que nos acompanha, ficar com a sua cabecinha fritando, as reflexões acontecendo e, no final das contas, essas reflexões possam virar ações. O papo é bom, mas, como eu falei quando apresentei aqui a Nay no episódio de hoje, melhor ainda é quando você consegue aplicar o que a gente está falando por aqui e o que a gente vê de tanta teoria legal.

Paulo, muito obrigado, Nay, Carol, Roberto Chinachique, querido, Mestre Lutre, que já foi aqui junto com o Veloso. Obrigado a todos que compareceram, participaram, a galera que está no chat bombando, quem está pelo vídeo viu o que eu fui colocando aqui na tela, Diane Carvalho, Marcelo Guimarães, meu grande homem da área financeira e ótimo zagueiro que joga muitas vezes comigo.

Mari, Camila, Sérgio Bicudo sempre presente, nosso querido Luciano também estará conosco lá no São Paulo Innovation Week. E bora para mais uma sexta-feira que vai voar. Um beijo no coração de todos e até a próxima.