Especialista em Imigração: Como Um Imigrante Criou 98% de Taxa de Sucesso em Imigração (Sem Capital)
Câncer aos 19, MIT aos 22, $1M em 8 meses: Como Jumpstart revolucionou o processo de Imigração nos EUA!
Neste episódio, converso com o fundador da Jumpstart sobre imigração, raiva como motivação, empreendedorismo sem capital e como construir uma empresa com 98% de taxa de sucesso.
Fabiano Rocha é um empreendedor imigrante que transformou sua raiva em negócio. Depois de sofrer câncer aos 19 anos, ele decidiu viver cada dia como se fosse o último. Entrou no MIT com notas mínimas, perdeu sua bolsa quando o governo brasileiro a cancelou, mas mesmo assim conseguiu ir para Boston.
Hoje, através da Jumpstart, ele ajudou mais de 1.300 imigrantes a conseguir visto nos Estados Unidos, com uma taxa de sucesso de 98%. Tudo isso sem levantar capital significativo, enquanto empresas concorrentes levantaram $5 milhões.
Nesta conversa, você vai aprender:
- Como transformar raiva em motivação para empreender
- A verdade sobre imigração e crédito nos EUA
- Como construir uma empresa de $1M em 8 meses sem capital
- O que ninguém fala sobre câncer e determinação
- Como entrar no MIT com notas mínimas
- A estratégia de bootstrapping que funcionou
- Por que 98% de taxa de sucesso importa
- Como ajudar 1.300 pessoas e escalar globalmente
👉 Assista o episódio completo para entender como Fabiano transformou obstáculos em oportunidades.
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0:00 - Introdução: Do Câncer Para o MIT
3:45 - A Raiva Que Criou Jumpstart
12:30 - Câncer aos 19: Como Mudou Minha Vida
22:15 - Entrando no MIT Com Notas Mínimas
31:00 - Bolsa Cancelada: O Momento de Decisão
39:45 - Primeira Jornada Para Boston
48:30 - Criando Jumpstart: A Ideia Genial
57:00 - $1M em 8 Meses: Como Crescemos Sem Capital
65:30 - 98% Taxa de Sucesso: O Segredo
74:00 - Expandindo Para 20 Países
82:15 - Lições Para Imigrantes e Empreendedores
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- Jumpstart ImmigrationTaxa de sucesso de 98% · Empreendedorismo sem capital · Processo de imigração nos EUA · Fabiano Rocha
- Jornada pessoal de Fabiano RochaCâncer aos 19 anos · Entrada no MIT com notas mínimas · Bolsa cancelada · Mudança para Boston · Olimpíada Brasileira de Matemática · ITA · Universidade do Chile
- Desafios de imigração e crédito nos EUADificuldade em abrir conta bancária · Necessidade de comprar carro à vista · Falta de crédito para imigrantes · Problemas de credibilidade com dinheiro de IPO · Restrições de aluguel em Nova York
- Estratégias de bootstrapping e crescimento sem capitalCrescimento de $1M em 8 meses · Competição com empresas que levantaram $5 milhões · Time pequeno com 5 pessoas · Burning rate baixo
- Superando obstáculos e transformando raiva em motivaçãoRaiva como motor para empreender · Transformar obstáculos em oportunidades · Determinação diante do câncer
- A importância do 'pedigree' e da comprovação financeiraPerda da bolsa do MIT · Necessidade de comprovar origem do dinheiro · Dificuldade em comprovar renda familiar · Busca por um 'sponsor' rico
- Resiliência e Pilares do EmpreendedorismoAcreditar no 'mínimo' como sinal divino · Aprender com os erros · A importância de tentar antes de chorar · Visão de longo prazo · Sobrevivência em mercados competitivos
- Imigração e AcolhimentoVisto educacional · Green card · Visto EB1 · Visto de trabalho · Visto de empreendedor · Asilo
Fabiano, você tem na sua frente hoje a Jumpstart Immigration. O que te levou na sua jornada a ter uma ideia genial de criar uma empresa como essa? Raiva, basicamente, porque eu mudei três vezes de país, mas eu percebi que o sistema de imigração causa muita ansiedade, você não sabe se vai dar certo ou não. Você sempre tem que aportar muito, você tem que ter muita grana salva também, se preparar para tudo, e ainda assim você apanha muito durante o processo.
Acho que eu planejei a minha vida inteira pra ter a opção, né? De ir pra fora. E quando eu cheguei, o discurso de todo mundo era Cara, é assim mesmo. Você vai resetar a sua vida. Essa é uma indústria que quem começou com crédito e todo mundo faliu eu acho que tem a ver com o que a Jumpstart está fazendo.
Pessoal, eu tenho um pedido rápido para fazer para vocês. Eu percebi com a minha equipe que aproximadamente 69% de vocês que acompanham esse canal gostam do conteúdo, ainda não se inscreveram por algum motivo.
Eu acompanho os números, o crescimento e a minha equipe também. E gostamos muito de celebrar juntos cada conquista e cada marco. Aproveito para te convidar para acompanhar o canal, se inscrever. E com isso eu mantenho a minha promessa para você que tem me acompanhado todos esses anos.
que é encontrar os brasileiros de sucesso na terra do tio Sam e agora na Europa também. Histórias reais de imigrantes do seu estado que conquistaram o sonho americano ou sonho europeu. E através...
do aprendizado deles e dos erros, você possa também trilhar essa jornada de uma forma muito mais curta, simplificada. Esse é o meu compromisso com você, então aproveita esse momento e já se inscreva-se no nosso canal. Muito obrigado.
Eu emigrei recentemente, você sabe, né? Sim. Então eu emigrei pra Grécia. Minha esposa é grega, tenho dois filhos que nasceram em Boston e a gente hoje tem como Atenas como residência. Então eu passei por esse processo. Eu brinco que eu era ilegal até dois meses atrás. E passei por um processo de abrir uma conta de banco.
que levou sete horas e dois dias. Nossa. Eu tive que comprar um carro novo, dois, na verdade, à vista, porque não tem crédito. Graças a Deus, a gente tem muito mais do que precisa hoje. Mas eu imagino a dificuldade que é para quem não tem capital.
Ou às vezes tem, mas está tocando um negócio ou não quer descapitalizar. Está ilíquido, é. Eu tenho o Mariano, o fundador da Vitex, ele foi meu ex-chefe, né? Certo. Ele, quando mudou para Nova York, depois do IPO, ele comenta que ele teve dificuldade de comprar carro, porque ele tinha o dinheiro, mas não davam credibilidade para o dinheiro. Então, eles queriam saber... Eu passei por isso. É.
Passei por isso. Eu tive que comprar uma Porsche Cayenne de 120 mil euros à vista. Porque eu não comprava uma balinha sem crédito. Meu crédito aqui não funcionou lá. No caso dele, ele não conseguiu pagar à vista, basicamente. Porque eles desconfiavam da origem do dinheiro. Só que a origem do dinheiro era o IPO da Vitex. Uau. Então, tem gente até com dinheiro que tem problema de credibilidade. Quando você olha para Nova York, por exemplo...
É um estado que não aceita você pagar mais aluguéis como forma de garantia. Você paga só o primeiro e o último. Você não pode pagar mais que isso. Aí o que eles fazem? Eles preferem não alugar para quem eles julgam que não é confiável. Então às vezes você pode ter o dinheiro, mas você não passa na análise de crédito. Olha para você ver. Hoje, em quantos países vocês já atuaram? Quantos clientes? E qual que é o número que mais te orgulha como fundador, cara? Hoje mais de 20, desde que a gente pivotou. Mais de 20 países globais.
Vocês ajudam a ir para 20 países? Não, a gente ajuda para os Estados Unidos e aí a gente tem fundadores basicamente de mais de 20 países que a gente ajudou. Então a gente não atende só brasileiro. Hoje é meio que metade, metade. Metade brasileiros, metade não brasileiros. Exato. Então é uma empresa global. Sim. E tem crescido bastante o número de chineses e indianos, né? Que é a maior... Sim. Por parte da população.
Quantos processos, mais ou menos, hoje você pode falar? A gente está indo para casa de 140, 140 internamente. Se somar o modelo... Total. Total, desde o começo, mais de 1.300. Mais de 1.300 processos. É, que a gente já atuava no modelo de parceria com outros escritórios.
Certo. E hoje você tem uma taxa de sucesso... De 98%. Uau. Quase cinco estrelas. Sim. Bem legal. É difícil de falar isso, né? Sim. Esse é um número que te orgulha. Com certeza. Eu acho que o principal mesmo foi a atração do primeiro ano, né? Então, a gente pivotou em fevereiro de 2025 e a gente terminou dezembro faturando quase, basicamente, um milhão de dólares. Então, acho que para uma empresa que...
não tinha grandes investimentos assim, a gente conseguiu parear em outros players que levantaram 5 milhões de dólares, pra você ter uma noção. Eles fizeram em 9 meses a gente fez 1 milhão em 8 meses. Sensacional. Com um décimo do investimento e com um time bem menor, né? A gente tinha 5 pessoas na época quando a gente bateu isso.
E a gente tinha um burning na casa de 12 mil dólares. Você é especialista aqui, cara. Eu quero continuar nessa parte, entendeu? De burning, de investimento. A gente estava falando sobre isso ali fora, certo?
Aonde que essa história começa de verdade da Jumpstart? Eu acho que foi vindo para Boston, principalmente há oito anos atrás. Eu passei no programa de intercâmbio do MIT. Ok. Eu estudei no ITA, mas essencialmente sempre me ligou matemático, estatístico, mas eu fiz de área mecânica e aeronáutica. Sua base é de onde? Eu sou de São José do Rio Preto. Certo.
No começo da minha vida, eu estudei na escola pública. Ganhei, com 12 anos, medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática. E esse foi um prêmio que a gente recebeu do próprio Lula. Então, a medalha, isso em 2000 e...
Tempo boa, né? É. Não por ser o Lula, mas por ser o presidente, né? Então, pra mim, eu sou o primeiro da minha família que foi pra faculdade, que na verdade terminou tudo. Sim, a gente fala muito isso nos Estados Unidos, né? É o primeiro da família a se formar. Sim, meu pai é pedreiro, minha mãe é faxineira, eu tenho três irmãos.
Os dois mais velhos trabalharam com o meu pai. E o mais novo eu consegui mandar para a USP também. E eu fui para o ITA. Então, matemática foi uma coisa que mudou muito a minha vida. Aí depois do ensino médio eu ganhei uma bolsa. Quando eu fui para o ITA, depois de dois anos eu tive câncer de intestino. Aí eu achei que eu ia morrer e falei, já estudei muita matemática. Quero dar um tempo e quero conhecer o mundo.
E decidi fazer intercâmbio depois que eu fiz três cirurgias. E esse me deu um senso muito grande de... Poxa, a vida é pra agora, nada é pra depois. Eu tenho que fazer as coisas que eu gosto. O que eu fui fazer? Que bênção. Estudar matemática no exterior.
É, esse foi o meu intercâmbio. Eu fui estudar matemática na Universidade do Chile. Mas é que a gente ama. Eu estava conversando contigo mais cedo. Eu parei de estudar na sétima série e fui descobrir que eu tinha aptidão para matemática depois de cinco anos fora da escola. Sim. A gente ama, não tem...
Sim, aí eu fui para a Universidade do Chile, basicamente da matemática, estatística, supply chain, era o que eu gostava. E passado quatro meses eu percebi, eu falei, nossa, eu acho que aqui é legal, mas eu estou aqui no susto. Eu acho que eu sempre quis ir para o MIT, né? Eu falei, eu vou aplicar. E nisso, eu sempre fui um bom aluno assim, mas no ITA é muito difícil você manter uma média, né? Geralmente a galera que vai para o MIT, para o intercâmbio, tinha uma média 9.5. A minha era 8. Os caras estão fora da curva, né, cara?
A gente é bom, mas quando chegamos nessas universidades... Não, com certeza. Uma coisa que você aprende nesses lugares é que sempre existe alguém muito melhor que você, né? Eu não sei você, mas eu me tornei intelectualmente humilde. Eu acho que eu sempre fui humilhado mesmo.
Desde as Olimpíadas. Caraca, eu não esqueço. É porque a Olimpíada de Matemática você faz competição com 20 mil alunos, né? Sensacional, né? É, e aí assim, a primeira que eu tive eu consegui ficar no top 100. Aí eu já fiquei muito animado, mas aí quando você vai conhecer os cabeçudos que estão ali no top 10, a galera é muito genial. Muito boa. Muito boa. Eu...
Fiz uma matéria de teoria de jogos. Sim. Não sei se você chegou a fazer. Sim, eu fiz em economia, acho que umas duas, três vezes. É, eu fiz economia de jogos avançada com um professor de Stanford. E, cara...
Eu tinha uma dificuldade tão grande com a matéria porque eu não tinha pegado matemática discreta ainda. Então, without discrete math, without different equations, a matéria fica difícil. Quanto maior o seu nível de matemática, mais fácil fica a matéria de economia. Economia é álgebra linear de FQ, né?
E eu lembro que tinha pessoas naquela matéria que era tão fácil. E pra mim era tão difícil. E foi ali que eu descobri. Eu falei, sou burro mesmo, viu? Não, isso... Eu acho que eu já fui humilhado desde criancinha. Muito humilhado. Já vim humilde, assim, nesse sentido. E quando... O que aconteceu foi... Quando eu tava no Chile, eu tive reflexão. Sempre quis ir pro MIT.
Acho que eu levei um susto e fui parar no Chile, o que foi ótimo. E como foi esse processo de imigração, cara, do Brasil para Boston? Então, acho que é aí que reside muito da empresa, da Jumpstart. Basicamente, eu tinha uma bolsa, eu virei a Consciência Sem Fronteiras.
A Dilma sofreu impeachment um pouco antes de eu vir para Boston. E um mês antes cancelaram a minha bolsa. E aí o MIT falou, olha, você foi o único brasileiro. Então assim, eu lembro até no ITA, né? Que o pessoal falou, cara, não tenho chance nenhuma de você passar. Porque sua média é 8. E o mínimo é 8. Para você ir para o MIT.
E eu sempre encaro o mínimo como sinal divino. Então eu tirei oito no... A média no ITA. Eu tive noventa no TOEFL. Que na época era o que eu consegui. E aí eu falei, pô, tem o mínimo também. Tá tudo dando certo. Os meus amigos assim, não. Tudo seu tá baixo. Aí eu falei, não, mas é o mínimo pra passar. É o requer...
Exato, então pra mim o mínimo sempre foi Sinal de boa sorte, assim E eu fui, no final do dia, eu fui o único que passei Certo É muito porque a Universidade Americana não é só sobre O que você estuda, mas sobre quem você é Então... É um pacote Isso, e também eu acho que é muito de você se apresentar E se conhecer, né Então eu não vendia a ideia de Nossa, eu sou o aluno que sou bom em todas as matérias Em física, em mecânica dos fluidos Tipo...
Só no ITA, por exemplo, física tem umas sete divisões. Certo. No cursinho, acho que a gente já tinha isso também. Então é extremamente pesado. Super competitivo. Também. E, obviamente, não dá para você dominar tudo. Então o que eu apresentei ali era que eu era muito bom em matemática, estatística e programação. E era isso que eu queria estudar lá. Aprofundar.
E aí, nisso, eu tinha a média acima de nove e pouco. E aí, me ajudou bastante. E outra coisa que eu fiz também foi... Eu só preciso provar que eu dou conta das matérias que eu quero tocar. Então, eu fiz antes, né? Isso já desde que eu entrei no item. Fui me preparando.
Fui fazendo cursos de mestrado e doutorado, que tinha online. Na época era tudo pelo EDX. Aí eu fazia, me concentrava bastante e tentava sempre ter uma média muito alta. Aí eu usei esses cursos também para provar, olha, eu já estou estudando. Aqui eu quero que seja uma continuidade do que eu estou estudando online, quero ter experiência. Então eu complementei a minha média que em tese estava baixa no ITA com esses cursos específicos do MIT.
E a imigração, quando você veio, foi tudo cancelado, a Dilma, aquele mundo acabou, porque era Ciências Sem Fronteiras, certo? Aí veio ali aquela outra administração, cortaram a verba. E aí, basicamente, foi para um processo privado, a mãe te disse, olha, você pode vir, mas você tem que ter 37 mil dólares. Na época dava 130 mil reais. Eu tinha um total de... Pelo menos de real estava barato. É, foi para 3,30 na época.
E o pessoal estava achando que o mundo ia acabar, que o dólar foi de 2 para 3,30, o Brasil ia explodir. O Brasil sempre está explodindo, né? E nunca explode, coincidentemente. E no final do dia... Mas um bom empreendedor sabe isso, né? A gente não pode prestar atenção no externo, a gente tem que focar no interno.
Sabe uma coisa que pra mim ficou muito claro, assim? Eu decidi ir pro MIT logo depois que eu tive câncer, né? E aí me deu muito um sentimento, assim, de... E realmente tava uma crise muito grande, assim, o dólar. Como que foi esse momento pra você, cara? Ah, eu só queria vomitar, tinha um medo gigante, assim. Uma das coisas que eu percebi também é que você tem um estigma e o que mais te assusta.
É o estigma do que de fato... Ninguém sente e fala assim, olha... Identificamos um tumor que tem esse tamanho... Tem ramificações? Não tem? O meu, no caso, não tinha. Era liso. E eu fui conversar com um amigo que era médico e era mais matemático. E ele falou, não, seu tamanho aqui é pelo tamanho, pela forma... Que era basicamente uma linguagem mais matemática do problema, né? Ele falou, a probabilidade é muito baixa de você mesmo sendo...
A gente tem mais 30 mil reais. Exato. Mas os médicos, inicialmente, você não recebeu esse...
Não, os médicos só falaram, você tem câncer? E eu vomitei. Foi basicamente isso e fiquei chorando eternamente. Mas aí vem um outro fator, né? Qual a porcentagem da população que tem a habilidade cognitiva de você entender probabilidades?
Sim, mas eu acho que tem um ponto que, na minha cabeça, você deveria vir um pouco do sistema de saúde, entendeu? Do médico mesmo, porque beleza que é um tumor maligno, beleza que você não pode garantir nada, mas as pessoas precisam se organizar mentalmente, saber qual é a probabilidade daquilo dar certo ou dar errado, e eu não tive. Então o que eu fiz foi eu mesmo pegar os exames, buscar. Eu acho que eu tenho a sorte de ter um amigo que era genial e trabalhava justamente com isso.
Aí eu peguei e fiz todas as cirurgias. E quando todo mundo veio com esse papo de o dólar está horrível, vai depois. Eu tinha muita pressa de viver. Eu peguei e falei, pô, eu não sei. É agora ou nunca. Exato. E aí eu lembro que eu fiz uma vaquinha. Teve gente que pegou e falou assim, o país está pegando fogo. Você acha que esse é o momento de você pedir dinheiro? Aí eu falei assim, cara, mas sempre está pegando fogo. Se eu for esperar o Brasil parar de pegar fogo...
Porque isso foi em 2017. Correto. Você pega 2018 e 2019, você teve também Temer, as coisas não estavam tão boas. Você pegou a ressaca das duas administrações e meia. Exato. Você teve Bolsonaro, que teve também suas dificuldades. Você tem Lula, que tem suas outras dificuldades.
Então a todo momento tem. Igual os Estados Unidos. E não é só no Brasil. Isso que eu ia dizer, não é só no Brasil. Você pega Trump, infinitos problemas. Pega o Canadá atualmente. Você pega Biden, infinitos problemas também. Então, não que você tenha que ser tóxico, gratiluz e ignorar tudo isso, mas eu acho que tem um lugar, assim, algumas coisas. Você tem que planejar.
dentro do fator externo e saber o que você tem de fator interno pra você executar. E pra mim, assim, eu só pensava. Falei, cara, minha vida inteira eu esperei isso, sabe? E agora saiu. Fui pra MIT, Boston, aí eu falei, ah, beleza, o país tá pegando fogo, mas pra mim era só eu preciso viver. Então, eu fiquei chorando dois dias, né?
basicamente eu tenho um amigo que foi me cutucar lá e falou, pô, por que você tá aí? Você não vai tentar? E eu falei, pô, mas se eu tentar eu sou muito foda. Aí ele virou, mas você é foda. Boa. Era o que você precisava escutar naquele momento. E não só isso, eu sou uma pessoa que sempre fala assim, tenta primeiro, depois você chora. Porque a maior parte dos problemas, né, quando você tenta, você vai lá, resolve. Tem gente que nem tentou, fica chorando.
E aí ele usou isso contra mim, né? Ele falou assim, tenta primeiro, depois você chora. Aí ele falou, você nem tentou de verdade. E uma coisa que a gente tem muito forte no e aí ele falou, e aí ele falou, e aí ele falou,
É a questão de saber o que a gente quer de verdade e o que a gente não quer. Porque o processo de passar no ITA é basicamente estar na cadeira, estudar 14 a 16 horas por dia, durante um, dois, no meu caso foram três anos, preparando para a Olimpíada de Matemática, estudando os assuntos extremamente repetitivos, até você ser o melhor naquilo, em Matemática, Física e Química. No meu caso, eu passei em Medicina, passava em Direito, passava na USP, passava no Enem, passava em tudo, menos no que eu queria que era o ITA. Uau.
Então, e aí muita gente falava, pô, mas por que você não vai fazer outra coisa? Eu falei, cara, porque eu quero isso. É isso aqui. E eu acho assim que quase todo mundo que passou no ITA, ninguém passou assim porque, nossa, tropecei aqui e caí. Teve que sentar ali com muita intencionalidade, decidi. E eu sempre tive a visão de quem quer mesmo. A gente tem que você é foda. Cara, faz...
É, não, nem isso, mas assim... É foda, pô. Cara, você quer, você vai até o final. E aí ele pegou e falou, pô, você nem tentou, você tá, tipo, chorando, você tinha 30 dias, você tem 28. Agora. E aí eu falei, não, você tá certo. Aí eu falei, vou tentar. E aí fui.
Pensando, né? O que você fez? Tudo. Acho que... Eu não posso dizer nem que eu tentei vender minha mãe, porque eu vendi online minha mãe, de certa forma, que foi colocar ela no noticiário, pedindo ajuda para outras mães. Então, a primeira coisa que a gente fez... Uma vaquinha. Foi vaquinha. Vaquinha.com.br já existia? Já o vaquinha com K. E na época minha foi a maior do Brasil. Uau. Aí eu consegui ajuda no G1.
O pessoal critica para um cacete, né? Porque todo mundo assim, pô, o Brasil, a fome na África, e você querendo luxar no exterior. Pode falar uma coisa que eu tenho uma dificuldade? Eu tenho uma dificuldade enorme, eu vou ser criticado falando isso?
Eu tenho uma dificuldade enorme com empresários brasileiros que buscam resolver problemas de fome na África enquanto a gente tem fome no interior de Minas Gerais, no interior de Goiás, no interior do Pará, no interior do Amazonas. Eu vejo... É um trabalho que eu faço, não gosto de divulgar, a gente faz um trabalho aí, entendeu, por fora, mas o Leo Tolstoi já falava isso.
antes da gente querer consertar o mundo, por que a gente não conserta a gente mesmo, né? Sim. Então vejo que é uma responsabilidade que a gente deve ter com o nosso país. E aí vem esse ponto da educação. Cara, até hoje eu não entendi por que a fundação estudar não investe em filhos de imigrantes aqui nos Estados Unidos.
Que tem essas dificuldades também. Igual você também teve. E para quem está acompanhando a gente aí, vamos assumir que alguém está ouvindo isso aqui agora, não sabe nada sobre imigração, não sabe nada sobre vista educacional, não sabe nada sobre green card. Explica para essa pessoa.
O que a Jumpstart faz? A gente vai pular essa fase, porque senão vai virar um Netflix. Mas deixa eu te contar uma história que eu acho que isso é importante sobre a Jump. E aí, qual foi o resumo? Eu fiz a vaquinha, foi a considerada maior do Brasil na época e precisou ser, porque 130 mil reais em um mês é absurdo a ideia, deu uns 60 mil.
Se eu soubesse, eu tinha que colocar dinheiro pra você ter uma noção. Porque, cara, não tem nada mais importante que um brasileiro representar a gente lá fora. E aí eu fiz de tudo, assim. Eu fiz tanto ir pros jornais, até fiz campanha mesmo. E colocava tags. Tentava, comprava anúncios do Facebook pra quem morava aqui e colocava até quem buscava filipropia. Tava rodando até ads. Exato. Rodando ads. Basicamente fiz também. Fiz bastante evento. O CAC tinha que ser.
É, não, eu fiz evento e aí tive apoio da Johnson & Johnson, da Ambev, o Cubo do Itaú cedeu o espaço. Então, eu fiz tudo, tudo a custo zero. E aí chamava alguns empresários. 28 dias. Basicamente, fiz três eventos, aí deu mais uns 55. Fiz contrato futuro. Então, a Cara Educação falou, cara, eu quero muito te contratar. Aí eu falei, topa ano que vem, você me paga agora.
Pegue-me later. Então, by now, pegue-me later. Aí eles anteciparam um ano. E hoje é um fundo de investimento, né? Você já viu que existe isso hoje? É, quero... Sim. O venture capital agora compra o direito do fluxo de caixa futuro de um profissional? Sim. Mas o meu nem... Você já foi visionário.
É, não. O meu, assim, o Bernardo é o anjo de tudo, que é o fundador da Quero. Porque ele deu salário, ele deu um extra, e aí depois ele me deu um frila lá pra eu fazer no meio dessa loucura. E ainda pegou e falou, cara, toma mais um dinheiro pra você ir pra Disney. Não deu pra ir pra Disney, mas ajudou infinito. Acho que foi uma das pessoas que mais ajudou. E aí eu consegui juntar...
130 mil, basicamente, dois dias antes do prazo que eles me deram. Porque eles falaram inicialmente que eram seis semanas. Depois eles falaram, não, na verdade são quatro semanas. E aí eu descabelando assim, falei, cara, só fazer a remessa agora. Aí eles falaram, não, você tem que comprovar que esse dinheiro veio da sua família, tem que ter atravessado o ano fiscal, você tem que comprovar a origem, basicamente. Via imposto de renda.
E aí meu pai e minha mãe somando não dava nem 2.500 reais, nunca declararam. E aí eles falaram, então você não pode pagar, porque você não consegue comprovar. Aí eu falei, não, mas... Aí eles falaram ainda, o dinheiro está todo pulverizado nessa conta pelo estrafo. Eu falei, sim, se chama...
Vaquinha. Aí eles falaram assim, é, mas não tem. A gente não aceita. Basicamente, você não pode pagar. Uau. E aí eu falei, cara, isso foi um soco no meu estômago. Que eu falei, cara, não basta ter raça. Você tem que ter pedigree. E aí eu falei, não acredito que eu vou perder isso. E aí eu lembro que eu liguei pra moça do MIT. E ela falou assim, não, tenta procurar um parente rico. A gente sempre tem alguém rico na família. E que pode ser o seu sponsor.
E aí essa pessoa apresenta o documento dela e você paga com o seu próprio dinheiro.
Eu falei, não tem ninguém rico na minha família. Aí ela falou, não, procura bem, a gente sempre tem. Eu falei, minha senhora, a pessoa mais rica tá devendo, tipo, na minha família. Aí ela pegou e falou assim, não, então não tem muito o que fazer.
Aí eu fui... Eu falei, cara, o único milionário que eu conheço é o Jorge Paulo Leman. Eu tinha feito estágio na Ambev. Sim. E aí eu peguei e falei, eu vou atrás dele. E eu comecei a ver as conexões que eu tinha para tentar chegar nele. Fundação Estudar estava fechado, então eles não tinham no semestre que eu fui. Antes era uma vez por semestre. É complexo, né? É, não bateu o calendário. Hoje eles têm, né? Os dois.
E aí eu falei, putz, eu não consigo pagar o negócio que eu me matei. Eu tava dormindo 3, 4 horas por dia. Imagino. E eu só queria pagar com o meu dinheiro que tinha conseguido. Que você tinha conseguido. Aí no meio do caminho, um dos mentores, diretores que eu tive da Ambev, inclusive encontrei ele na MIT. Que legal. Nesse final de semana. É, foi muito bom. No evento. É, no Brasil Conference. Ele tava aí. Ele pegou e falou, não, eu faço pra você a carta.
Aí eu tinha ganhado um prêmio. Eu era bolsista da Ambev e tinha ganhado um prêmio também de melhor estagiário.
E aí ele fez, basicamente, a carta, basicamente, meio que com o suporte dele e da um bev. E aí, basicamente, eu consegui justificar dessa forma, mas foi um processo muito chato, porque ele teve que abrir todo o imposto de renda dele, o extrato, basicamente, dos últimos seis meses. Eu já fiz sponsor de algumas pessoas. E no nosso, tinha uma cláusula que eu lembro que assustou bastante ele, que ele era responsável.
caso eu tivesse algum acidente e ultrapassasse o seguro do MIT, ele que era responsável pelas despesas médicas. Tanto que ele falou, cara, eu vou assinar, mas toma cuidado, não se machuca, não faz esporte. Basicamente isso. Aí depois tinha tudo, tinha aula de velejar, eu só assim, não, não vou.
E aí, cara, aí eu peguei e falei, não, beleza, consegui. De última hora lá, os documentos, consegui mandar, consegui dar uma negociada com o MIT. Eu falei, agora é só ir. E nisso, eu comecei a passar muito mal, porque eu estava dormindo um mês inteiro. E sabe aquilo, quando você consegue algo muito difícil, baixa a energia? Eu fui direto para o hospital. É o burnout veio. Não, eu fiquei amarelo, não estava processando nada. Eu tenho uma doença no intestino que me causa dificuldade de processar as coisas. E eu fui só exagerando ao longo desse mês.
O médico não deixava eu sair, ele falou, você tem que, no final você tá com hepatite, perguntou se eu tinha tomado água em alguns países, que era Peru, Bolívia, Chile, basicamente todos que eu tinha passado. E ele falou, você só consegue sair daqui duas a três semanas e você não precisa não tá amarelo.
Aí eu falei, cara, ferrou. E aí ele falou, tipo, o seu intercâmbio esquece. E o cara me colocou como mimado, assim. Eu falei assim, não, daqui você não sai. Ele falou, não vou nem te dar testado. A probabilidade de você ir parece que tava tudo contra, hein? Não, com certeza. Tanto que assim, eu falei assim, Deus, será que tá rolando alguma coisa que eu não tô vendo? Porque essa não foi a última coisa ainda. Aí eu fui pro hospital.
Não era nem a nota 8 o problema. Não, e aí o mesmo amigo que eu liguei, eu falei pra ele, Eduardo, como que elimina a bilirrubina? Aí ele falou, basicamente fezes, se precisa ir no banheiro. E aí o médico falou, não, é só hidratar em duas semanas. Eu falei, não, cara, eu tenho que sair daqui em dois, três dias.
E aí coisas que eu fiz. Pedi pra uma amiga levar laxante. Basicamente no hospital. Escondido. Falou, passa aí. Tomei. E aí fui liberando. Aquele controle do soro. Coloquei no máximo assim. Loucura. Tomando água hidratante. E eu falei, cara, é ir no banheiro. Vai ter que ir? É. Número um, número dois. Número um, número dois. Em dois dias fiquei branco de novo.
Aí o médico falou assim, nossa cara, você teve uma recuperação muito boa, tipo, você foi eliminando muito bilirubina. Foi muito bem, o que aconteceu? E você não pode viajar amarelo. Estar amarelo significa que você tem alguma doença extremamente grave. Então nenhuma linha aérea te deixa. Aí eu consegui, basicamente, ficar menos amarelo em dois dias, mas estava igual o Homer Simpson.
E nisso eu peguei e falei assim, beleza, agora é só comprar um novo voo, que eu tinha perdido, obviamente, e voo. Aí quem disse que tinha voo? Começa a passar, passaram cinco furacões, foram aqueles que detonaram a Costa Rica e foi subindo. Que era Irma, Maria e alguma coisa.
Mas assim, veio o primeiro, aí falou, ah, todos os voos cancelados, não tem como subir pra Miami e Boston. Que loucura. Veio o segundo, a mesma coisa. Aí eu falei, caceta, não vou chegar nunca nesse margem. E aí do terceiro pro quarto, ou do segundo pro terceiro, eu consegui, tipo, eu fiquei muito em cima, assim, da linha aérea. Falei, cara, vai liberar um. Comprei, fui. Aí nem pensei, então o dinheiro da Disney lá que o Bernardo tinha dado pra conhecer a Disney virou o segundo voo.
E nisso tinha contabilizado mais de mil pessoas, tinha ajudado assim na vaquinha, nos eventos, doações, tipo, teve doação de gente da Europa, do Brasil. Aí eu falei, cara, tá muito difícil, ao mesmo tempo não tem como largar o osso, entendeu? Aí consegui ir pro MIT e cheguei lá, assim, e não falava completamente inglês. São Paulo direto pra Boston. Não, eu parei em... qual que é aquela que não, o Aeroporto que não é o...
Antes de Miami, uma cidade que é parecida, que é... Fort Lauderdale? É. Eu passei lá, e quando eu pusei, deu pra ver o furacão passando. Caraca. É. Que loucura. Então, foi assim que eu fui pra MIT, mas pra mim o que mais marcou, eu falei, cara, foi essa questão do sponsor. Porque uma puta saga, tem um monte de coisa pra fazer. Complexo. E aí uma...
Um ponto ali que os caras não deixam você passar se você não tem pedigree, se você não tem um posto de renda no formato tal. E isso me marcou. E aí eu falei, pô, tô sem tempo, quero viver, quero fazer as coisas. O MIT com certeza foi a melhor coisa que eu fiz assim na vida. Eu fui fazer estágio lá, era estágio com o projeto da ONU.
A gente foi modelar problemas com modelos estocásticos. A gente remodelou basicamente a bilheteria dos shows da Brother. E a gente foi também. Que legal. Laboratório de robótica. Era da Boston Dynamics, que tem o cachorro. Na época, estava lançando o iPhone 8. Já revelando um pouco de idade aí, né?
E a gente viu o lançamento do iPhone 8 antes de todo mundo nos Estados Unidos. Que legal. Porque um dos professores de empreendedorismo, ele tinha criado a tecnologia OLED, e aí ele convidou, basicamente, um representante da Apple para apresentar só para o MIT, no Media Lab.
É. Que legal. Então, assim, basicamente, o MIT, cara, mostrou, eu falei, tem muita coisa legal. Então, acho que esse é o que me dá tesão, assim, nos Estados Unidos. Muita gente fala, pô, mas você tem uma visão super progressista, como que você lida com o caso do... Eu falei, cara, eu não lido. Pra mim, o mundo é caótico. Sim. Eu não posso, não tenho tempo pra deixar isso impactar. Obviamente, tem alguns momentos que você não controla, não tem como você ficar ansioso. Mas eu vi também que muita gente depende...
da minha estabilidade, né? Então tem pessoas que falam, cara, eu já tô em processo, eu quero muito ir pros Estados Unidos, sempre foi um sonho, o que que eu faço? Então eu gosto desse lugar também de precisar ter a cabeça no lugar pra poder ajudar outras pessoas, né? Cara, muito bom essa experiência de vida sua. Agora ficou muito claro. Conseguiu falar com o George Leman? Não, eu consegui falar com a Lara.
Eu conheci ela recentemente. Legal, legal, legal. Você falou, pô, eu tava precisando daquela carta, mas ainda bem que tinha alguém da Ambev que ajudou, pô. Sim, tanto que eu contei a história, né? E ela falou, e você conheceu meu pai? Eu, não, Lara. Aí eu falei, mas conheci o Capi, que era o diretor, né? Que ajudou. Aí ele falou, ah, ele é um anjo mesmo, né? Que bom que ficou tudo em casa. Eu falei, sim, com certeza. Ele é uma família sensacional.
Eu tenho batido muito na tecla, tá? É uma coisa que eu falei, pô, que tem vários filhos de imigrantes aqui nos Estados Unidos que nasceram aqui.
Igual você, que o pai é pedreiro, a mãe é faxineira e eles não sabem como navegar esse ambiente educacional e poderiam ser um ativo para as empresas brasileiras. Eu sinto que tem muito esse lugar de você ter uma referência, né? Por mais que...
Eu fosse sempre a pessoa, pô, eu estudei muito, sentava ali e ficava infinito. Ao longo da minha vida profissional também, eu não tinha referencial assim, que era uma empresa. Eu basicamente fui adotado por esse diretor da Ambev e ele teve muita paciência comigo. Tanto que ele falou assim, cara... A gente precisa de um anjo desse na vida, né? É, com certeza. Qual o nome dele? É, Capitanovas. Capitanovas? É.
Cara, vou mandar os parabéns pra você, Capitanovas. É aquele forte abraço quando você vê esse podcast. Eu tive uma pessoa igual você na minha vida. São pessoas igual você que fazem a diferença na vida da gente. Não, ele e o Bernardo da Caira Educação, Bernardo de Pado, com certeza, foram anjos. Porque foram pessoas que, cara, antecipar um ano de salário...
se comprometer ali, que é responsável financeiro por você. E aí foi bom que fazia muito tempo que a gente não se encontrava. A gente se encontrou no MIT nesse final de semana. Foi muito bom. Eu amo esse evento da Harvard MIT. É um evento de alta qualidade, com um público um tamanho legal. Acho que se fosse maior não seria tão gostoso da forma que é. Os meninos esse fim de semana fizeram uma entrega sensacional. Não sei se eles vão assistir isso aqui também, mas estão de parabéns, né?
Sim, com certeza, acho que é muito bom. Um dos que eu gosto também é o Brasil at Silicon Valley. Eu fui bolsista da primeira edição. Quando eu estava em 2019, eles me selecionaram e aí tinha passagem, hospedagem, para conhecer Stanford e a conferência. Isso foi mais fácil, né?
Não, esse com certeza. Mas eu tive que fazer prova no avião. Tive um professor que no ITA, escola militar, basicamente tem que pedir autorização pra tudo que sai do roteiro, né? E aí eu queria viajar e ficar uma semana fora, né? Tentando explicar, né? Então, uma bolsa que paga tudo.
E o militar virou e falou, não, peraí. Não, aí a coordenadora pegou e falou, cara, se o coordenador falar que isso é importante para a sua vida acadêmica, você pode ir. Aí o coordenador falou, ah, e se o professor X falar... Aí, sabe quando três jogam um para o outro? Eu falei, não, acho que está todo mundo convergindo. Eu falei que está tudo certo por todo mundo. É que eu acho que ninguém gosta de se comprometer com os militares, ninguém decide.
E aí eu tentei forçar ali, meio que deu certo, só que teve um professor que falou, cara, é bem na semana de provas. Ele falou, não vou adiar. Ele falou, você pode me mandar online. No ITA você consegue fazer algumas provas e mandar depois. Porque as provas geralmente são construídas para mesmo se você tiver ajuda de AI, se você tiver ajuda de livro, vai ser difícil do mesmo jeito. Então aí o professor falou, faz e me manda. Eu falei, professor, mas é bem no dia que eu vou estar no avião. Ele falou, faz no avião. Você vira. Aí eu sentei e fiz pro...
Tirei um 3. Sinal que você não viajou de Copa, tinha internet. Não, não tinha. Não tinha? É, eu basicamente imprimi a prova e fui fazendo mesmo. Cheguei, tirei uma foto e mandei para ele. Uau. Não, mas foi ótimo, sim. Você tem uma bagagem técnica muito grande. Eu dei uma analisada agora, escutando ainda mais a sua história. É uma admiração profissional enorme.
E aí você decidiu empreender numa área tão complexa, complicada e às vezes até prostituída. Sim. Desculpa o vocabulário. Sim. Mas a área imigratória, para quem tem um conhecimento desse lado de cá, tem muitas pessoas que são açougueiros dizendo que são médicos. Sim. Só porque usam faca e mexem com a carne, né? Não é a mesma coisa.
Tenho escutado, acompanhado e às vezes até direcionado pessoas que passaram por situações catastróficas com a situação imigratória deles, porque é um erro que pode custar caro. Vamos assumir que alguém está ouvindo a gente aqui agora e não sabe nada, nada, nada sobre imigração.
Como que você explicaria isso para minha avó, que está lá em Goiás, Dom Lenito, ela acompanha aqui, certo? Sobre visto, sobre green card. Explica para essa pessoa o que a Jumpstart faz em termos simples e qual que é o diferencial comparado com o escritório de advocacia normal, pão com manteiga.
Perfeito. Acho que o principal é que você tem várias maneiras de vir pelos Estados Unidos, né? Então, se você tem um currículo legal, se você vem estudar, se você vem trabalhar, empreender, se você pede asilo. Então, são rotas. A gente cobre as que dependem do seu...
Currículo, basicamente, investimento. Então, a gente ajuda empreendedores, fundadores de startup a virem para os Estados Unidos. A gente começou por esse público, porque geralmente é o mais decidido. Então, quem vem não vem a passeio, vem porque quer fazer dinheiro, quer fazer negócio. Então, vê muito valor na agilidade. E é o melhor perfil. Então, fundador de startup geralmente tem de quatro a oito opções para vistos e green cards nos Estados Unidos. Então, tem muita opção mesmo.
E qual que é o grande diferencial da Jumpstart? Eu acho que um é a... Por que que ela nasceu, né? Então, o meu... A empresa nasceu desse incômodo de... Sempre existe um passo a mais que o imigrante tem que dar, tem que se provar. Então, a nossa visão é sempre facilitar. Essa... Quando eu olhei para o mercado, eu mesmo quase caí num golpe. Não no sentido literal, mas num advogado, basicamente... Eu tenho um projeto...
Que foi considerada a maior competição universitária do mundo. Eu criei esse projeto em 2019. Foi na VTECS, que é o Desafio Tetrix. E foi pro Guinness Book. E essa pessoa me vendeu, que por conta disso eu basicamente qualificava pra um ED1. Uau. Que era... E acontece muito isso, né? Eles vendem o sonho. É, não. E aí eu olhei pra tudo isso. Eu já tinha passado pelo Canadá. Tava indo pro terceiro processo. Eu falei, cara, faz sentido. Eu sou casado. O meu marido é chefe de cozinha, né?
E aí a gente... Pra gente era interessante algum caminho que ele pudesse trabalhar. E aí o EB1 eu falei, pô... O melhor dos sonhos, vamos, né? E aí ele falou, pô, você tem projeto na ONU, você tem projeto no Guinness. Com certeza isso é foda. Aí eu peguei, né? Falei, nossa, acho que...
precisava escutar isso hoje porque não, custa apenas 20 mil dólares, a minha parte porque ainda tem as taxas, tem tradução, tem muita coisa e eu quase fui e depois eu perguntei, eu falei, cara, mas você trabalha com reaplicação alguma política de reembolso? e esse cara falou, ah, eu tenho 99% de aprovação, mas não tenho nada disso
Como assim, 99% de aprovação? Ele tinha 99% de aprovação, mas ele não tinha nem nada para mitigar a reprovação. Então, se eu fosse reprovado, eu perdia 20 mil dólares e era isso. E aí eu falei, tá, isso parece meio estranho. E comecei a dar uma olhada em outros players do mercado. Aí tinham muitos que é a mesma história. Tem 100%, tem 99%. Você qualifica, mas se der errado, você não tem nenhuma garantia. Eat it.
E aí eu olhei como matemático isso e falei, cara, não parece fazer muito sentido isso não. Porque se eu tenho 100 processos no ano, se eu sou o dono da law firm ali ou da assessoria, se eu aprovo 99 não me machuca eu ter um reembolso para 1. E aí eu entendo que tem um lado de ética do mercado, então advogados não são obrigados. Isso alguns advogados consideram uma prática...
Basicamente desleal de venda do serviço. De assumir o risco. É. E tem alguns advogados que não se importam com isso. Então, não é nem... E tem alguns que agem de má fé também. É. Que eles veem que a probabilidade da pessoa ser aprovada não existe. Mesmo assim, ainda ele vende o sonho e o caso. Exato. Aí eu olhei para isso. E na época também eu estava muito, assim...
ficcionado, é muito misturado com o case da Infinity Pay. Que aí eles entraram no Brasil pra fazer maquininha, adquirência, mesmo depois do boom da Stony, de todas as maquininhas, né?
E a Stony foi de zero para 10% do mercado e a Infinity Pay só crescendo, crescendo, crescendo. Eu falei, pô, tem algo estranho nisso. E eu fui vendo que o produto era muito foda. Então, assim, não era só as melhores taxas. Era a melhor taxa, design, a máquina sempre era disponível. Eles não vendem presencialmente. Então, é tudo só por redes sociais, anúncios. Então, custos de aquisição muito menor.
E previsível, né? Porque você consegue, sabe que você vai investir X, vai retornar um múltiplo de X e tá tudo certo. Sim. E a política deles é basicamente, num mercado saturado, que resolve é uma oferta desproporcional. E isso ficou muito na minha cabeça, assim. Eles não falam nesses termos, mas foi o que eu traduzi ali. Reverse engineer the process. Aí eu olhei os advogados e falei, cara...
Você chacoalha uma árvore ali em Miami, aparece um zilhão de advogados de imigração. Boston também, não diferente, São Francisco também. Só que não dá para saber quem é bom, quem é ruim. Não dá para saber quem é confiável ou não. E aí eu falei, cara, é commodity, mas acho que dá para fazer algo muito foda, muito desproporcional. Então a proposta logo de cara foi...
Tem uma política de reembolso. Precisa ser mais barato, então é um preço muito mais justo. Acho que de 20 a 30 mil dólares é muito caro. Ah, é premium. Beleza. Mas aprova ou reprova do mesmo jeito e dá para fazer com menos, né? Principalmente com o J.I. Então você agregou valor ali. Exato. E tem um outro ponto também que a gente...
Existem infinitos estudos mostrando que a gente está indo para uma era que as legal techs basicamente vão ser os novos grandes escritórios. Correto. Porque o advogado vai ficar para trás, muita coisa vai ser feita e otimizada com AI, você vai ter poucos players e já está rolando essa substituição. Já. Você pega os principais escritórios, eles estão derretendo e as startups de AI estão crescendo com esse serviço.
Foi a visão de Warren Buffett e Charlie Munga comprar aquela quantidade de jornal e ter todos os documentos arquivados. Eles construíram uma base de dados de AI histórica que é maior do que a Alexis Nexus, se eu não estou enganado. Sim, e aí existem algumas projeções que estão mais pessimistas, que dizem basicamente que esse mercado vai enxugar, então. Hoje ele é de 10 bi, o de Legal Services para Imigração.
Mas que ele poderia chegar a 8 bi, 6 bi, se todo mundo entrasse numa guerra de preço, basicamente, e começasse a produzir os mais baratos e focar em preço. Sim. Só que eu olhei e peguei e falei, cara... Na guerra de preço a gente sempre perde. É, e eu falei assim, não está fazendo muito sentido isso, até porque...
Se a minha missão é pra entrar com AI, pra desculpitar no sentido de você substituir o advogado, é meio bunda, sabe, a missão. Eu falei, eu acho que a gente tem que encontrar uma forma de...
acrescentar valor e estar um passo na frente dessa disputa. Então, não é capturar um valor que está sendo substituído, é realmente criar algo novo. E aí a gente foi juntando todas as peças. A minha frustração e medo de fechar um contrato de 20 mil dólares, perder um processo e sair devendo.
perceber que poxa, já é difícil aí sempre tem esse passo extra aí juntei com o caso da Infinity Pay mais essa tendência de mercado eu peguei e falei, cara, vamos criar algo que seja único a gente venda online basicamente, então hoje as pessoas pagam tickets de 8 a 12 mil dólares online, a gente não tem escritório a gente não faz evento, a gente é online a gente trabalha remoto é empresa americana e é isso E aí
E com uma proposta desproporcional. Então, preço justo, com serviço premium, tem política de reembolso. Até as taxas do governo, que ficam ali na casa de 4 mil dólares, a gente tem um seguro. Então, a pessoa que fecha com a gente, até pouco tempo atrás, ela ainda se perdesse, a gente poderia perder as taxas do governo e ela perderia 4 mil dólares. Mas a gente queria... Que não é ruim. Uau.
A gente percebeu que a taxa de rejeição é pequena. Existe o medo, sim, de perder dinheiro. O que resolve é ser um seguro. Então a gente colocou o seguro, a gente parcela também.
Facilitou muito. É, e aí tem clientes que a gente faz o pitch e a pessoa fala pô, não tem como não fechar com vocês. Porque é tudo mais facilitado. Já tem um cliente, a gente já tem um cliente. Sim. É o que eu estou te falando, cara. Dentro aqui do ecossistema do Imigrante Rico, a gente tem várias pessoas que entram em contato e pedem esse tipo de informação.
E algo que eu tenho sido muito cauteloso, sempre indico um ou dois nomes ali que eu sei que tem credibilidade, que não vai induzir as pessoas a fazerem as coisas erradas. E você que está acompanhando aí, é muito criterioso que você escute o que ele está falando, porque tem advogados que copiam o caso de um para outra pessoa.
Sim, e não só isso. Eles falam em controle C, controle V, só muda de nome o projeto. É, e tem também advogados, até escritórios assim, que falam que tem uma política de reembolso, então tem algo pensando nesse sentido, só que tem sempre uma pegadinha. Então, você tem que tentar duas vezes, você tem que tentar três vezes. Eu já vi player, inclusive, pedindo para você provar que você me mandou todos os documentos, depois que foi errado.
É sensacional isso, tá? Esse modelo que você só ganha se o cliente for aprovado. Exato. E aí fica tudo na mesma página. Então assim, do nosso lado a gente se mata depois para fazer a melhor petição. É porque você está alinhado com o interesse do cliente. Então se esse modelo, se esse processo for negado, você se devolve o dinheiro e tem um seguro até para as taxas ainda. Como você chegou nessa decisão?
Cara, eu acho que foi essa combinação. E a Jumpstart não foi uma empresa que nasceu num laboratório, nasceu fazendo brainstorming. Ela nasceu da minha frustração. Da sua dor. Você perguntou ali, ah, o que que te fez criar a empresa? Foi, cara, eu percebi, é tudo muito ruim. E pra mim...
vindo uma pessoa que veio de uma família que a renda total era menos de 3 mil reais, pais pedreiros mãe faxineiro, eu falei, cara eu tenho um custo mesmo agora beleza, tenho alguma grana, tenho alguma condição o meu medo é o que me diziam ali, ah, você vai resetar sua vida, você vai levar um revés e aí você vai recomeçar, eu olhava pra tudo isso e falei, cara eu tenho pavor de retroceder nesse sentido
Mas isso não cria um risco enorme para o seu caixa, cara? Como que você gerencia isso? Cara, cria, mas ao mesmo tempo força a gente ser muito bom. Então tem momentos lá, já teve casos, né? Que a gente já... O processo de... O custo de produção do processo, porque a gente foi envolvendo tanta gente, tanto advogado, tanta validação, que ele saiu 2, 3 mil dólares mais caro do que a pessoa pagou para a gente. Então você, num projeto específico, você pagou para ter certeza...
A pessoa queria, por exemplo, fazer dois processos ao mesmo tempo. Ela pagou 14 mil dólares. A gente gastou basicamente 19 no processo dela. E aí validou com três advogados o caso ainda e pediu opinião extra. No final a gente não seguiu o que ninguém falou. A gente pegou o melhor de cada um e contou. E aí a pessoa passou direto. E era um caso que era bem crítico. Complexo.
A pessoa tinha falado com oito escritórios, seis tinham negado, falou, ó, não passa. Não vai. E dois falaram que passava. Aí eu peguei e falei, cara, eu acho que não passa, mas eu topo o risco se você topar também. Boa. Aí a gente fez, acabou que deu certo. E é bom que você aprende. Você ganhou um bônus? Não, não ganhei prejuízo. Nem um tibus? Aprendizado. É.
Muito legal, mas essa que é a parte boa, principalmente pra quem usa inteligência artificial, porque você tem dados agora. Exato, então tem gente que pergunta, fala, pô, mas e esses 2% de reprovação, vocês não estão em problema? Cara, não, a ideia é assim, não tem como aprender se você não tem reprovação e...
Tem muita coisa que você não controla no processo. E tá aqui, ó. Capítulo número um desse livro. A arte de pensar claramente. Muita gente esquece de uma coisa. Lê aqui o que é o capítulo número um.
Porque você deveria visitar cemitérios. Existe um viés de... Hã? Ó. Survivorship bias. Viés de sobrevivência. Que é o mesmo do avião, né? Na Segunda Guerra, né? O que que acontece? Muita gente só olha pro que dá certo. Ignora o quê? Que dá errado. Sim. É muito fácil da gente olhar pra todas as startups que deu certo e falar, pô, quero ser igual ao cara. Mas e a quantidade que não deu certo?
É, coisas que eu penso, né? Um é, no começo, você tem que fazer de tudo e nenhum cliente pode sair sem nada. Acho que depois que você descobriu o que vende, que acho que foi o nosso caso de dezembro pra cá, realmente você produtiza, você procura escala. Mas eu não queria deixar ninguém sair da Jump sem ser atendido. E essa pessoa tinha, a gente foi super transparente de, olha, tem risco, mas a gente vai fazer o máximo. Tanto que a gente pagou basicamente pra executar o caso. E tem um segundo ponto.
que pra gente é super tranquilo descobrir pessoas que a gente achava que não qualificava e qualificam, porque a gente vai descobrindo novos mínimos. Essa pessoa, por exemplo, era um estudante que tava na metade do PhD,
E o EB1, que era o green card que ela queria, é reservado para quem está no topo da carreira. Aí como que você prova que alguém que ainda está estudando está no topo da carreira? Não tem como. Deu certo. O que a gente fez foi não apresentar ele simplesmente como estudante, mas como um cientista em formação. Ele tinha...
Ele tinha muita... Publicação? Tinha publicação, mas ele tinha muito projeto no GitHub mesmo, que tinha seguidores, tinha downloads. A gente foi mostrando tudo isso, basicamente. A gente conseguiu... Então teve como? Deu certo.
Basicamente. Ele teve também estágio. A experiência profissional dele foi só de estágios. E aí como você mostra que isso foi relevante? Basicamente por cartas. Ele tinha trabalhado numa Big Tech e geralmente eles não aceitam só as cartas porque você pode estar mentindo. Aí o que a gente fez foi procurar o posto mais alto.
de recomendação dentro da empresa, aí ela assinou e aí eles aceitaram. Mas a gente já teve casos assim que a gente colocou dois diretores pra assinar uma carta, porque isso demonstra boa fé de quem tá escrevendo. E nos Estados Unidos isso é super importante, né? Exato. Então, você tem formas de passar mais credibilidade pra um caso?
E a gente foi quebrando a cabeça, assim. Foi aprendendo com essas... Isso não tem a ver com ser advogado, porque o advogado diz, ó, você tem que provar esse critério. Aí você tem todo um universo do que você pode fazer ou não pode fazer. Isso me lembra muito o visto de artista, sabia? Ah, ou a um B? É, é bem semelhante. O visto de artista é isso aí. A gente faz também. Habilidades especiais? Você pega um funkeiro que está com a carreira estourada, 36 meses, o que ele tem de histórico? Sim.
Não tem muita coisa. Você pega o Alexandre Pires. O que ele tem de histórico? Pô, tem várias coisas. Você vai pegar os músicos do Alexandre Pires e você pega o DJ do funkeiro. Sim. O que o DJ do funkeiro? E uma das coisas que a gente percebeu, tem várias queixas que o pessoal fala pô, mas o advogado é muito quadrado, ele não entendeu a minha história. E aí é um mix de...
Se for só o advogado, ficar muito preso ao bias jurídico de como tem que ser o rito e ele não tem a cabeça muito aberta. Mas a gente viu também que tem muito advogado que não é...
inteligente. Não consegue destilar ali o que aconteceu. Eu acho que tem um valor muito grande nessa habilidade técnica sua, com a sua habilidade quantativa e de tecnologia, porque você olha para o mundo e é igual a gente que é formado em economia. A gente olha para o problema e fala, tá legal.
E aí? Como que a gente passa por ele, né? Sim. Tem a prova de salário também, eu acho que é uma coisa que a Jumpstart faz bem diferente, né? Um dos critérios pra você conseguir vista é provar que você tem um salário acima da média brasileira. Correto. E aí você tem vários estudos que falam, ah, o percentil 90x, a média tal, desvio padrão. Mas, e aí os advogados, eles basicamente tentam olhar o percentil 90, 95.
E colocam assim, a pessoa está no top 5, está no top 10. Mas quem deu essa informação foi o próprio relatório. Só que se você entende da curva normal, você consegue modelar e falar, olha, essa pessoa é top 0,2, top 0,3. Você começa a olhar o standard deviation from the district. Exato.
A gente reconstrói a curva normal, posiciona ela, e aí a gente coloca a curva e coloca um diagrama e fala, ó, você está no top. E quando a gente apresentou isso pela primeira vez para os advogados, ele falou assim, não, mas você não pode usar argumentos matemáticos. Ah, eu falei, o argumento não é matemático, isso é uma ilustração só. Dados. É, tipo... Outra dados não tem argumento. É, e é... Então... Que loucura, e você usa inteligência artificial hoje. A gente usa, mas não da maneira que as pessoas...
Pensa assim, porque a gente tem competidores também que usam bastante. Eu quero entrar nessa parte. Vamos entrar nisso aí, tá? Se você usa inteligência artificial, todo mundo fala que está usando inteligência artificial hoje. Sim. Todo mundo é mestre de chat EPT. Neném Cloud. Sim. Desculpa de chegar aí. O que a sua inteligência artificial faz que é diferente e o que ainda ela não consegue fazer? A gente não faz o que todo mundo faz e a gente faz o que ninguém faz.
É, resumindo... Explica para minha avô aí. É, basicamente, o mercado, né, que você olha para os competidores, está todo mundo dentro de uma proposta de AI te ajuda a ser atendido melhor. Correto. Então, em vez de cobrar um documento por e-mail, por WhatsApp, eu vou colocar um bot, colocar um agente ali mais inteligente, e ele vai coletando esses documentos, ajuda a organizar. Então, a AI é usada essencialmente para atendimento. Fluxograma ali. É.
Quando eu olho para isso, entra de novo no porquê a empresa existe e na proposta desproporcional. O meu cliente, se eu falar isso para ele, ou se eu falar que eu usei AI para escrever o texto e AI vai ser melhor que um bom advogado. Não é verdade. Não é verdade. Não é verdade. Ele dá risada na minha cara, quem entende de AI. E ele vai olhar ainda assim para... Cara, pode ser no papiro, se você me aprovar e o meu caso é difícil, eu preciso de ajuda.
Faz aí a bruxaria que você quiser, mas faz acontecer. Então não agrega valor esse uso de AI. Não, e outra, tem alucinação, a gente não tem uma qualidade. Muita gente hoje em dia usa AI de forma errada. Sim, sim. Então essa utilização de AI hoje, ela gera...
um risco muito grande para o processo. E a gente já viu isso aqui em Nova York. Você já viu as matérias que saiu de advogados no mundo corporativo usando fatos errados que a inteligência artificial trouxe para argumentos na frente de juiz. E esse dilema de você... É basicamente um dilema de acurácia versus agradabilidade. Correto.
As reais não deixam de ser um produto que estão sendo inseridos ali no dia a dia que precisam se provar. Então todas as big techs colocam um ar de agradabilidade, um viés de agradabilidade muito grande nas ferramentas. Sim. Então o chat GPT, ele sempre está ali concordando com você até que você pega ele no pulo do gato, né? Aí você fala, chat, é que você está mentindo. Aí ele, ah, você tem razão. Então ele sempre prefere a agradabilidade.
E erra na acuraça. Isso, todas as soluções... É um estagiário preguiçoso. E que puxa saco. Que puxa saco. Estagiário preguiçoso e puxa saco. Então, a maior parte dos competidores, e todos eles a gente chama de clones, porque todos eles têm um slogan muito parecido. Ah, eu deixo a imigração mais simples. Eu deixo a imigração com mais facilidade. Tem já até competidor.
que duplicou o slogan um do outro. Já tem uns três que usou, aí depois viu que estava igual. É realmente sempre nesse do atendimento. Eu olhei para tudo isso e falei, cara, não faz sentido e a dor não está aí. A dor é saber se vai aprovar ou não. Um bom advogado já é metade do caminho. Então você tem uma boa estratégia, um bom advogado. O que mais a gente pode fazer de extra? Que aqui é basicamente comum law. Então é gerenciado por casos. Então tem uma série de checagem, uma série de diretrizes.
que às vezes elas não são ditas, mas elas são preferências e elas vão acontecer. Então vocês estudando... Precedentes ali. Exato. E existem também formas de pensar que elas não estão explícitas. Sim. Então, exemplo.
Tem uma advogada que ela sempre comenta e fica reclamando e brigando de casos, que ela fala que tem muito questionamento nas provas que ela manda, mas que as provas atendem o manual. Exemplo, a pessoa julgou um hackathon. Existe um critério lá que é um jurado. Aí às vezes vai ver um hackathon muito pequeno. Sim. E na letra da lei está escrito que julgar um evento, julgar um hackathon, basicamente te confere o critério. Só que eles decidem não conferir.
E aí ela fica brigando dentro da interpretação lá. Ela sempre coloca os casos e eu falo assim, mulher, mas você percebeu que... Por que você quer... Ela falou, não, porque a letra da lei é essa. Eu falei, tá, mas a letra da realidade não é, né? Tipo, é... Porque qual que é a lógica de qualquer critério? Eu quero provar que você tá acima...
Você está no topo da sua carreira. Então, se a prova não sustenta isso, ela não está cumprindo o objetivo dela. Não é porque é common law, né? Exato. Que eu vou fazer isso. E aí, basicamente, você tem duas opções. Ou você fica discutindo o sexo dos anjos e discutindo a letra da lei, de que o que qualifica e o que não qualifica. Ou você percebe esse viés e evita ele. Então, ah...
na Jumpstart a gente vai olhar a qualidade do evento. Se o evento for muito pequeno, a gente vai dizer que não qualifica. Ou que tem uma baixa probabilidade de qualificar. Porque do lado do cliente, pensa que ele também está esperando da gente, dos nossos advogados, simplesmente um posicionamento. E a maior parte fala...
Pode e não pode. Então, assim, se falar com o advogado é difícil? Com o advogado falar, não posso garantir, eu tentaria... Para o advogado tudo é difícil, pô. A vida do advogado é de falar que vai dar trabalho, que não vai dar certo e por que que... E aí tem que ser assim, porque realmente não pode garantir nada, e nem a gente pode, mas me dá muita agonia, assim, você não conseguir quantificar, você não conseguir medir. E aí nesse sentido a gente usa AI muito mais para entender quais são vieses, tendências, a gente faz muita análise.
Hoje, para o visto de habilidades extraordinárias, a gente tem mais de 800 amostras.
Ajuda muito, né? Exato. E aí você sabe o que passa, o que não passa. É quase normal essa distribuição sua. Então a gente tem muita noção e aí a gente foi construindo a empresa de dentro para fora. Então a gente tem zero apego à plataforma, onde quer colocar os dados. A gente focou em vamos garantir a aprovação, criar uma metodologia que a gente consiga repetir e que faça sentido. E aí foi o que a gente...
fez no primeiro ano, eu falei, ah, beleza, agora a gente pode colocar toda a perfumaria, colocar front-end, com AI, a gente, toda papagaiada que está na moda aí vai ajudar um pouco, mas o que resolve a dor do cliente mesmo é simplesmente você aumentar as chances do processo, né? Sensacional. Sensacional. Imagina que eu sou essa advogada que você acabou de descrever, me explica aí, eu estou olhando para você aqui agora, eu sou uma advogada de migração, eu ouvi tudo isso.
Vem trabalhar na Jump. O que você falaria para esse advogado, cara? Cara, acho que entender que o trabalho de um advogado tem muito valor. Então, tudo que eles fizeram não deixa de ser válido. Mas eu acho importante também olhar para outras camadas, né? Então, não tem como negar que existe um movimento de... Evolução. É, com AI. E aí vai ter gente que vai usar muito bem, vai ter gente que vai usar muito mal. Só que assim, você não usar, com certeza, você garantiu que você está no caminho errado.
Então, acho que não dá pra ter esse preciosismo de não vou olhar, não vou aprender. Dá pra fazer muita coisa legal, você gostando ou não. É J.I. Até, por exemplo, quem tá se preparando pro bar, exam. Que a gente foi falar com alguns advogados assim e a galera um pouco mais mente aberta. Pessoal, eu não conhecia o notebook LM.
Não sei se você já olhou, mas você coloca lá todo o conteúdo, ele cria vídeo, quiz, ele personaliza o seu estudo e é de graça. Sim. E aí tem advogado que não olhava para isso. A gente coloca para revisar a petição, para fazer basicamente cross-check de tudo, porque são documentos muito longos. Então, assim, acho que tem muita coisa legal aí sobre a dicotomia, né? Que o pessoal coloca ali. Ah, então é assessoria, startup versus escritório de... Eu nem olho dessa forma. Eu acho que existe esse movimento.
a Jump desde o começo tem que se esforçar se posicionar para ser desproporcional então o escritório a gente só no que eu escutei aqui você é desproporcional a gente tenta né obrigado a gente trabalha para que seja assim obviamente isso traz muita pressão e a gente recebe muito hate de advogado porque ele olha para tudo isso e ele fala pô você está desvirtuando a advocacia e a gente tem advogados na Jump também só que eu acho que eles tem a mente mais aberta acho que de modo geral não
E eu acho que é uma estratégia diferente. Não tem como falar que dados... É um modelo diferente. E não vai te ajudar no processo, entendeu? Teoria de evolução nunca fez tanto sentido igual esse ano que a gente está vivendo.
Não sei você que você tem outro nível de tech. Eu sou aqui um pouquinho mais aqui, você já está ali e tem outros que estão muito mais acima. Mas teoria de evolução hoje ficou claro. É aquela curva K do desenvolvimento, a desinvolvimento de evolução tecnológica aplicada para direito imigratório. Sim.
Só que essa curva cá, ela tá muito steep agora. É literalmente. Ou você tem... E essa é uma visão humilde em mim. Corrige se eu estiver errado. Fique à vontade. Seja brutalmente honesto, meu GPT. Você tem dois perfis de advogados. Presente e futuros. O tech-enabled e o tech-incapable. Sim.
O tech enable, ele vai prosperar, que é o que vocês estão fazendo na Jumpstart. Years ahead of the curve. E aí a gente tem o tech incapable. Ele não vai morrer da noite para o dia. Sim. Mas ele vai se tornar insignificante a cada dia que se passa.
irrelevante. E isso vem se mostrando por algumas tendências do mercado. Por exemplo, tem surgido muito firma de M&A procurando a Jump tanto perguntando se a gente quer ser comprado para eles usarem a tecnologia, quanto se a gente quer comprar escritório. Porque dado que AI tem mudado muito os players financeiros tem olhado indústrias que são muito ultrapassadas
Compensa você sair comprando, agregando a carteira e vai ganhando eficiência. É o que eu estou fazendo agora, igual eu te falei, numa indústria antiquada aqui, que é tipo instalação de isolamento em residências comerciais e residenciais aqui nos Estados Unidos. E aí você vai fazendo um jogo de agregar, agregar, agregar. Ali você vai tendo um canal absurdo. Um driver acurimoro. É, a Jumpstart deve entrar em algum momento. A gente precisa ganhar um pouco mais de carcaça, mas começar a comprar alguns escritórios para ter lead. E outra coisa que eu vi também...
Quando você fala com os fundos, está todo mundo meio assim anestesiado de para onde vai a AI em 2026. Porque a gente teve a era dos agentes, hoje as big techs estão numa disputa muito grande pelos assistentes pessoais, então se você tenta criar um assistente pessoal, Open AI, Anthropic, sempre vai construir algo melhor.
E aí o que eu senti dos fundos, e o iCombinator começou a direcionar para isso também, é digitalização de agência. Então, a Jumpstart mesmo já tentou fazer plataforma de AI para advogados. Você está entrando na minha próxima pergunta. Você começou com uma ideia diferente para a Jumpstart. Sim. E aí, em algum momento, você mudou de direção. Sim.
Me leva pra esse momento. O que aconteceu, cara? O momento da dívida foi assim, a gente captou meio milhão de dólares, zerou o caixa, chegou em menos 300 mil reais, opa, precisamos mudar. Então foi... Nada melhor. E aí... Muda por amor, dor, disciplina. É, então foi tudo ou nada.
Mas o que a gente fez no primeiro ano? A gente tinha um time muito bom. A Jaque, que é a minha primeira sócia, ela estudou no ITA também, trabalhou no Goldman Sachs, no Prove-Record da XP e foi para o MBA do MIT agora. Inclusive, encontrei ela também essa semana. Que legal. E o CTO era o meu ex-diretor do ISAC. Aí ele trabalhou na McKinsey.
trabalhou dando consultoria para algumas empresas globais, e aí a gente tinha um time muito forte. Animal. E o que você perdeu, além de dinheiro nessa jogada, cara? Relacionamentos, clientes? Acho que relacionamento não, porque eu e meu marido, a gente tem uma dinâmica muito de conversar, não existe, e eu fui muito honesto para ele, assim. Eu não estou fazendo isso pelo dinheiro, não estou fazendo isso porque eu tenho um apego. Para mim, a minha identidade pessoal é de resolver coisas. Uau.
E eu tô num estágio aqui de eu coloquei tanta energia e quero tanto que esse negócio dê certo. Se é errado, eu não me reconheço. E é assim, a gente teve investidores muito bons. A gente teve ex-diretor de crédito do Google, do PayPal. A gente teve ex-diretor do Nubank. A galera entende a dor. É.
Todo mundo que passou por algum tipo de imigração sabe. E aí, a gente teve muita gente foda ajudando. Eu lembro da história do MIT, assim, mais de mil pessoas. O negócio é pro G1. Aí eu falei, cara, não é coincidência, sabe? Tem muita potência ali, tem muita chance de dar certo. Você lembra aquele livro, Who Moved My Cheese? Quem Mexeu no Meu Queijo? Você já leu o Digestão? Não li esse. É um livrinho legal. Mas já que você não leu, eu vou te explicar. São três ratinhos.
Um se adapta muito fácil, o outro fica ali no meio do meio fio, será que eu pulo, será que eu não pulo para a rua? E o outro ele não adapta e ele morre. Eles vivem em uma estação de trem e tem queijo. E um dia o queijo para de aparecer e o primeiro ratinho fala, cara, o queijo não está vindo, eu vou morrer, eu vou ter que ir para a próxima estação. O ratinho fala, você é louco, você não sabe o que tem lá, cara, você vai morrer, não vai, não vai, não vai. E ele, ó, sei lá, vi, fui.
E aí o ratinho do meio fala, cara, eu quero ir com ele. Não, não, você é louco, ele vai morrer, não vai não, fica aqui comigo. E aí o ratinho do meio fica ali meio confuso e fica ali ainda por mais uns sete dias, mais ou menos. E de repente ele começa a sentir muita fome. Ele fala, cara, a gente tem que ir, cara. Mas e se ele, o cara já morreu, não vai não. Longa história curta, ele deixa o último ratinho e vai, muda.
E chega lá ter uma abundância de queijo. Tá todos dois super feliz e vivem felizes pra sempre. E o terceiro ratinho morre na estação esperando o queijo voltar, porque sempre foi feito assim. O processo de mudança em tech, ele é um pouco mais rápido, ele é um pouco mais agressivo. Você não tem muita opção. Mas às vezes a gente fica muito resistente e apegado à ideia inicial. Como que foi isso pra você, cara? No nosso não foi nem apego.
Eu acho que a gente, em três, a gente ficava quebrando a cabeça e discutindo e tentando fazer uma tese de escritório.
Então, assim, a gente vai por aqui, que o mercado é assim. E aí, assim, três pessoas inteligentes mostram que podem ser burras. Você pega dois do Ita ali, outro da McKinsey, e os três muito burros, gastando seis meses, um negócio que não ia levar nada. A gente só gastou dinheiro, não validou nada. Escutei uma frase de um construtor muito rico em Massachusetts hoje, que é indocumentado. Ele virou e falou assim, cara, se fosse fácil de executar o que você me propôs, teria muito PHD rico. Sim.
Ele me falou essa hoje. Eu falei, cara, que legal. Porque teria muita gente com MBA e PHD rico. Porque o cara é um construtor e a gente estava falando de construção, de processo, playbook, procedimento. E aí foi o que você falou. E aí eu acho que eu também fui apegado.
Eu acho que os meus sócios nem tanto. Eu acho que teve essa dinâmica de três pessoas. É muita gente para definir um business. E acho que teve um apego. Por quê? A gente começou como fintech. E a gente tentou várias coisas. A gente tentou crédito para os escritórios, financiamento, seguro. Que é tudo que a gente oferece, a gente já tentou oferecer para os escritórios.
A gente chegou numa dinâmica que o escritório basicamente ficava mandando só cliente ruim pra gente. E nenhum seguro comporta essa dinâmica de só cliente ruim. Você tem que ter a base ali. Eu entendo um pouquinho disso aí, né? Você tem que ter um loss ratio bom. Exato. E bem metrificado, né? Então, se o seu próprio parceiro tá te enganando, não vai dar certo. E a gente sofreu essa dinâmica. Outra coisa que a gente percebeu também, a gente foi pra pagamentos e a gente tava tanto estressando o assunto que a gente falou, cara...
Acho que a gente consegue fazer um arranjo de pagamento instantâneo Brasil para os Estados Unidos e vice-versa. Aí a gente conseguiu fazer um arranjo de Pix Internacional. A gente foi a primeira empresa a fazer. Isso no LinkedIn da Jaque deu 200, acho que mil cliques. Tipo, uma coisa assim. A Jaque quer ser fofo.
E o Safra veio atrás da gente. Não sei se pode falar, mas enfim, já falei. O Safra veio perguntar e queria saber da tecnologia e tudo e tal. E a gente olhou, eu olhei para isso e falei, não, não tem nada a ver, Jacque. Eu não quero ser fintech nesse sentido, eu quero dar crédito para imigrante. E aí a gente não topou pivotar.
Aí a Jaque falou, pô, era exatamente o que eu queria fazer. Então ela saiu, foi pro... Ela é minha melhor amiga, zero estresse nesse sentido. A gente até deu risada de, nossa, o quanto fomos burros, né? Depois olhando pra isso. Que eu acho que foi uma grande oportunidade. Mas ao mesmo tempo, aí os meus dois sócios saíram, né? Decidiram, eu fiquei sozinho. E aí teve essa vantagem de decidir um pouco mais rápido. Eu tinha muito tesão em fazer algo para imigrantes.
E me incomodava a ideia de você vir pra um outro país e não ser valorizado. Mesmo você tendo um currículo legal.
só quem passou por isso que sabe e aí quando a gente estava no vermelho eu tentei falar com algumas pessoas muita gente me falava assim ah, esse é o momento que você fecha a sua empresa fala pra todos os investidores que não tem mais grana, não tem mais nada e você começa uma nova tese e me irrita essa ideia de ai, sei lá o que, qual que é a tese como se... posso te mostrar algo, cara? claro isso aqui perfeito
Como que isso te afetou? Cara, isso é... Assim, esse dia aí assustou bastante. Acho que principalmente as notícias. Depois a gente viu que era a Green Card sendo bloqueado no Rio de Janeiro. Era só isso. Então vamos falar para eles ali? Oi? Então vamos falar o que é? Vamos. Um dia da noite para o dia. Porque acho que o mundo não está preparado para o presidente atual. Sim.
Porque é muito volátil. Essa frase nunca fez tanto sentido. O mundo... É, porque o mundo a gente sempre vive com estabilidade, previsibilidade e em teoria de jogos a gente tem um ator racional. Mas eu acho que não é, entendeu? Pensa nos últimos presidentes dos Estados Unidos, no do Brasil...
Todo mundo a gente vê como louco mesmo. Acho que agora é mais... Sim, agora tá mais evidente. Mas um dia você acordou, os Estados Unidos vão suspender vícios pra 75 países, incluindo o Brasil. Sim. O que que passou na sua cabeça? Eu olhei e falei, não faz sentido. Ok.
Porque imigração não é uma questão política. Os Estados Unidos precisam economicamente. Tanto que o que os Estados Unidos fechou o ano passado teve que dobrar esse ano, porque não tem gente para trabalhar em hotelaria. Fazendas? Olha o que eles acabaram de fazer. As cotas dobraram. Foram de 65 mil para trabalhador rural, foi para 130 mil. E para profissionais de hotelaria também. Em teoria de jogos, a gente fala de atores, né? Sim. Ele é um ator irracional.
Sim, só que aí tem um ponto. Ele não tem os poderes que ele fala que tem. Sem dúvida nenhuma. E não é ele que decide. Quem decide é o Congresso. E quem influencia o Congresso, principalmente os senadores, é a base de apoio. Correto. E aí estão os grandes grupos de hotelaria. Que começaram a trincar agora. E os produtores rurais que falaram, cara, eu preciso de mão de obra. E aí quando eu olhei pra isso, eu falei, não faz sentido.
Acho que deve ter algum recorte. E nisso eu já tava acostumado. Eu já tava... Lembra da notícia de...
100 mil dólares pro H1B? Sim. É, teve gente que falou assim, nossa, você tem que entrar nos Estados Unidos em 12 horas, se você não entrar agora, você vai ter que pagar 100 mil. Uma história sem pé na cabeça. E quem conhece imigração sabe que o sistema é muito arcaico. Você mal consegue pagar uma taxa de 4 mil dólares. Eles perdem os documentos. É, e assim, tem uma questão de não existe um boleto, não existe um Pix. Aí eu falei assim, mas onde que eles vão encaixar uma taxa de 100 mil dólares? Não tem como pagar, não faz sentido.
E aí eu falei, não, vai mudar amanhã. Aí eu falei, nem se eles quisessem. Não tem como. Não tem como. É viabilidade. Aí eu olhei pra isso e falei, não faz sentido nenhum. É tipo, as cotas são definidas em congresso. Então você não bloqueia o green card. E aí tem notícia boa disso também. Aí foi ver, passou um, dois dias. O pessoal falou, ah...
O que vai acontecer é ter muito green card sendo emitido fora dos Estados Unidos. E para algumas nacionalidades existe muita fraude, muita dependência de benefícios do governo. E esses países são México, Colômbia, Brasil, Índia, quase todos. Então, bloqueou. A gente não vai mais emitir green card fora, basicamente, do Brasil. Só que aí quem que noticiou essa correção? Quase ninguém.
Pra gente foi bom porque a gente rendeu um artigo depois explicando pra mídia, a gente aparece todos os... Fez um news jacking legal. É, mas teve advogados falando, não, porque existe essa tendência, essa interpretação. Cara, é uma questão de números. Existe um fluxo, então. Green Card, ele pode ser emitido nos Estados Unidos.
Ou fora do país, no caso no Brasil, é lá no Rio de Janeiro. Pronto. I like data science for that reason. Pronto, é isso. Cara, dados. Quanto a dados não tem argumento, irmão. Não, e aí o que aconteceu? Bloqueou no Rio de Janeiro e aí começou a despejar tudo nos Estados Unidos. Aí o green card ficou corrente. Então, para quem estava aqui...
que tinha uma fila de um ano, dois anos, o green card começou a permitir mudança de status. Então, por isso que o EB2 ficou corrente, por isso que o EB3... Aí teve advogado que falou assim, não, porque o governo está mais... a administração está mais... Não tem a ver. Pensa numa torneira, tem dois fluxos. Um foi bloqueado, foi muito mais água para o outro.
E aí então não tem fila mais nos Estados Unidos. Tiveram que liberar. É, e nem tudo é... E aí isso também rendeu outro artigo, a gente explicando esse fluxo e metrificando. E aí deve ficar mais alguns meses bloqueado no Rio de Janeiro. Mas dá pra pessoa entrar, basicamente com um visto de trabalho, com um visto de empreendedor, e tira o green card aqui. É até melhor porque sai mais rápido.
Em cinco anos, aonde vai estar Jumpstart? Financiando casa. Vral. Global? Estados Unidos. A nossa tese é FU e Estados Unidos. A gente não tem intenção de olhar para outros países. Então, imagina, eu tenho o meu mentorado do projeto Imigrante Rico Executive. Ele entra para a nossa operação. O nosso livro foi uma carta que eu escrevi para o seu cliente. Perfeito. Literalmente, em 2001, eu passei pelas mesmas dores que você, só porque eu cheguei aos 14 anos de idade.
E eu não entendia qual que eram os fatores que levaram os imigrantes a terem sucesso nos Estados Unidos. Quais são os fatores que levaram imigrantes? E aí eu tenho uma frase para você. Quando você veio para o MIT, você veio como estudante. Sim. Certo? E aí você conheceu expats. Porque o expat e o estudante, eles vivem num mundo conjunto. Você conheceu um grupo que chamava Pub Boston, provavelmente. Que é... E aí
A galera de... Pesquisadores universitários de Boston. Sim. E aí eles mingam ali com os expats, os seus McKenzie's, Goldman Sachs, BCG, yara-yara e aquele ecossistema brasileiro. Mas o empresário imigrante brasileiro não faz parte daquilo, faz? Não. Tem que estar aqui de alguma forma. E ele existe. São 600 mil brasileiros em Massachusetts. Se a gente somar daqui até mais ou menos Maryland, a gente tem quase 2 milhões de brasileiros.
É, a prova viva que o brasileiro dominou Boston é que aqui tem coxinha, gente, tem brigadeiro e sabia que eu fui morar em Summerville? Tem muqueca, pô! Eu fui morar em Summerville, eu não sabia que era de brasileiros eu fui que era o lugar onde eu achei ali dado todo esse contexto que eu cheguei de última hora aí um dia eu fui pegar o ônibus assim eu vi uma padaria, uma coxinha, um brigadeiro e eu falei, Summerville aí eu falei, que que...
Aí depois todo mundo, Fabiano, Summerville é onde tem brasileiro. Seu esposo é cozinheiro. Então a única coisa que falta é uma padoca paulista. É, é importante. Ou se a gente tiver uma padoca paulista aqui, é mais próximo. Mas a padoca paulista eu sinto falta ainda, viu? Mas o que eu escrevi? Cara, eu escrevi o seguinte. Imigrante, ele é óleo. O estudante, ele é água. E o expert, ele é sabão. Água e sabão mistura e óleo não, cara.
A gente vive em mundos diferentes. Só que conhecimento do imigrante transferido para o expat facilita muito a vida dele, porque o imigrante tem que navegar um ambiente que é complexo. Não conhece ninguém, é tudo novo. Ele chega aqui sem identidade, sem dinheiro, às vezes devendo coiote, sem a língua, sem conhecimento técnico, sem educação formal.
E depois de 10 anos, uns estão muito bem de vida, igual a gente conhece vários milionários, e outros continuam devendo coiote. Qual que é o diferencial? Então, o livro O Imigrante Rico, os sete passos para você se tornar um imigrante rico, é literalmente 11 fatores que eu extraí aqui nessa mesa, condensado para sete, que se você adotar eles nessa sua jornada nova nesse país, não é que você vai se tornar rico, mas você vai errar menos.
Porque eu e você, a gente vive desse mundo. Como que a gente minimiza o erro? Aprende rápido. E através de conhecimento dos outros. E ninguém melhor para conhecer e aprender do que os imigrantes, porque eles passaram pelo fogo do inferno, foram lapidados com pressão e cortados de várias formas e não trinca. Não, quem cresceu nos Estados Unidos nesse sentido financeiramente foi forjado.
na base. E é muito legal você falar isso de você financiar casas, porque você facilita essa jornada e tem uma outra coisa que eu tenho acompanhado de vários executivos brasileiros que vêm para os Estados Unidos através de uma franquia. Sim.
E acaba sendo um erro, porque eles acabam comprando uma franquia que não está alinhada com o perfil deles. E não necessariamente você vai render green card. Acho que aí depois você fica aqui, mas às vezes eu vejo muita gente fazendo isso com passaporte europeu. Ela vem, vem com vista 2, é lindo para vir, mas ela não se preocupa e não tem um caminho depois para o green card. Você fica sempre um... E 5 milhões de reais é muita coisa? Ah, com certeza, né?
Mas é um milhãozinho de dólar. Sim. Mas se você vem pra cá com um milhão de dólar, você compra uma casa, um carro e você compra uma franquia, o que acontece? Sim. Você já nasce endividado. Boa. E aí é onde que entra o pulo do gato. O cara compra uma franquia de consertar celular.
Ele nunca mexeu com consertar nem o litificador da casa dele. Isso é um ponto importante. Não faz sentido você tentar ser especialista em algo novo aqui nos Estados Unidos. E aí ele tem um background de contabilidade, de FP&A e a esposa também. Eles saíram daquele ecossistema e vêm para cá consertar celular.
Isso quando ele não vem como estudante, né? Que aí é para morrer mesmo. Você tem... Eu vejo muito isso. Sabe o que acontece depois de certo tempo? Eles perdem a franquia porque não tinham habilidade de empreender, porque é um empreendimento. Sim. E você precisa de uma genética meia louca. Você tem que ser louco. Então, quando você sai de um executivo para empreender em terras novas, por mais que o sistema regulatório, capital, estabilidade existe, é difícil, é competitivo. Ele quebra e quebra a família.
E é algo que eu tenho testemunhado nos últimos 10 anos com vários escritórios de advogacia, vendendo esse sonho. Cara, compra uma franquia que você pega o green card. Igual você disse, nem sempre. Sim. É caro. Então, pensam antes, entendeu? Sim. É. Eu acho que tem um ponto também que dá para fazer o processo estando no Brasil e minimamente saber se ele vai ser aceito ou não. Então, acho que eu não gosto desses planos que vêm primeiro.
E aí depois você vê... E se não rolar? Não. Eu, assim, escrevi essa carta para você. Vou te enviar uma cópia. Espero que você tire bastante proveito ali, já que você é um cara que gosta de bastante erros para você dividir com seus clientes. São 25 anos nessa jornada aqui nos Estados Unidos. São 25 anos de muitos erros.
erros, não sou melhor nem pior do que ninguém, sou igual você entendeu? Acho que já assim já errei muito pra chegar até aqui e coloquei isso em uma carta mas aqui, o que que te tira seu sono? O que que te incomoda? Qual que é a tese aí que você não contou nem pros seus investidores até hoje? Revela tudo aqui pra mim
Eu acho que tem um ponto, a gente tem muita clareza que a gente quer entrar em crédito pra imigrantes. E aí a gente quer usar todo esse dossiê de imigração, porque a gente sabe tudo da pessoa, né? A gente tem imposto de renda, tem mais que o banco, porque a documentação que o governo americano vai ter sobre você, a gente vai ter. Você tem qualitativa, contativa e até sanguínea. Opinativo é tudo, tudo.
E fora que você consegue perceber algumas dinâmicas, assim, né? A gente parcela. Então, a gente vê se a pessoa já paga ali em dia, se ela precisa ser muito lembrada, não. Então, tem vários indícios que dá para... Então, essa probabilidade de loss given default based on the file, você consegue ter uma... Sim, e na média, todo mundo que passa por um processo tão longo e chato e burocrático como esse, ninguém quer dor de cabeça aqui.
Então, o imigrante legalizado, ele é muito certinho. Sim. E ninguém também quer... Ele é mais premium.
mas até o ilegal a gente já estudou também e falou com os outros escritórios a gente vê os que parcelam, eles não tem problema de inadimplência porque é algo muito sério, é o seu caminho pra ficar aqui, e aí ninguém quer ter dor de cabeça com o seu advogado, ninguém
com o assunto em imigração, principalmente agora. A inadimplência é muito baixa nisso. E aí, para mim, é muito óbvio que a pessoa que chega aqui, ela vai precisar de um carro, de uma casa. Só que ninguém consegue fazer essa tese. Sim. Porque não tem canal de distribuição. O CAC é altíssimo. Então, se você pegar um profissional como esse, o CAC é acima de mil dólares.
Então, você tem que aproveitar para tickets altos. E a gente já tem esse cliente. E você já tem ele na base, por que não? E aí, o que a gente vê de investidores, principalmente quando você vai falar com fundos de VC? Sim. Eles falam, não, você já trabalha com legal service, já está fazendo legal, automação, faz para a Austrália, faz para a UK. Não é a tese. Eu quero resolver o problema de integração financeira nos Estados Unidos.
E que existe. É, foi meio o Trump. Eu falei, o Trump nem vai estar aqui quando a gente vai bombando. Já está bom e daqui três anos ele não está mais. E tem uma reversão para a média, sabia?
Porque olha só, depois de dois mandatos de Lula, meio de Dilma com Temer, o que a gente teve? A gente teve uma reversão para a média extrema direita. E foi tão extremo que a gente teve uma repudiação daquela extremidade e voltou para o outro extremo que a gente está vivenciando hoje. E provavelmente a gente vai ver uma outra...
reversão. Sim. E eu no começo da empresa, você perguntou de tirar o sono, né? Eu escutava o investidor e achava que a palavra que eles falavam era lei, né? Então, nossa, o cara falou, ele vê muita coisa. Sabe mais do que eu. Então, faz sentido, né? Ele falar pra você entrar em legal em outro país. É realmente mais seguro, né? Só que a grande oportunidade mesmo, mercado de trilhão, de 13 trilhões, é o mercado imobiliário pra imigrantes.
Então ali que você imagina que um cliente nosso, a gente já tem, ele está programando casa e a gente consegue ganhar comissão de 50, 100 mil dólares com todos os dados que nem um banco, nem um Nubank vai ter.
Isso é a grande oportunidade. E aí antes eu me sentia mal quando eu ia falar com os investidores, né? Até que eu fiz um... Eu fiz um sprint que falei com 120 investidores em dois meses. Aí cada um falou uma coisa. Eu falei, quer saber? Tá tudo mais perdido que o segundo tiroteio. Eu falei, ninguém sabe de nada. Todo mundo é ansioso pra te dar um feedback não solicitado. Todo mundo quer dar um palpite. Aí tinha gente que falava assim, você é muito fofinho pra ser CEO.
Você é muito educado. Você é muito fluffy. Eu falei, pô, você tem que ser mais agressivo.
E eu sou o tipo de pessoa que eu gosto de ser agressivo nas coisas técnicas. Então, tipo, cara, eu vou vender? Vou ficar disparando ali infinito para o meu cliente. Vou descodar alguma coisa? Vou fazer um código rápido? Vou virar? Enfim, tô animado com aquilo. Eu não acho que a gente tem que descontar nas pessoas. Tem que parecer... Primeiro que eu já sou...
sou gay, né? Então isso já é descontruído em vários sentidos. Aí eu falei, pô, vou bancar de alfa pra parecer que o investidor vai ter uma... vai confiar em mim. Aí eu olhei pra tudo isso e eu falei cara, ninguém sabe porra nenhuma. Eu já trabalhei no fundo de investimento da Maiti, do lado do Capital.
Do cara que aloca para o general partner, que é o investidor. Termina, eu te conto. E é basicamente, eu olhei para tudo isso e falei, cara, ninguém sabe nada. Quem tem que saber sou eu. Quem vai construir sou eu. Então, se eu estiver errado, se estiver certo, sou eu. Que vou lidar com tudo isso. E eu não busco mais compreensão. Tanto que hoje eu vou falar com o investidor, né? O investidor dá um feedback, né? E aí, antes eu era preocupado em responder.
Aí, obviamente, eu agradeço, né? Porque eu acho que se a pessoa está gastando algum tempo dando opinião, minimamente, ela se importa. Não tem gente, não. Que é só viciado mesmo em dar feedback.
Acho que principalmente em fundo. Mas eu agradeço. E aí o pessoal fala, mas você não fica impactado? Não te... Hoje, Trump fechou 75 países, a gente está bombando. Você acha que é a opinião de uma pessoa que não entende nada de imigração? E aí vem o próximo pulo do gato que eu descobri nessa humilde jornada minha de alocador. Eu fui o único brasileiro a trabalhar no fundo de investimento do MIT.
Diferente de você, eu tinha o número do telefone do Jorge Lemann. Eu liguei para ele para pedir um... Eu devia ter ligado para você. Eu devia ter me ligado. Liguei para pedir um underwriting no Rodrigo da Cox Capital. Rodriguinho. Quando eu encontrei com o Jorge no MIT alguns anos atrás, eu falei, pô, lembra do Rodrigo da Cox Capital? Eu te liguei e é engraçado que ele me agradeceu ainda. Muito obrigado por ter me ligado. Eu falei, pô...
Muito obrigado por ter me atendido. Só porque era o fundo de investimento do MIT. Então, eu estava ligando o nome do Seth Alexander e da minha babá na época, que é o Nate Chesley, que é um senior guy. E o que eu aprendi ali, sentado naquela cadeira? Eu passei muito tempo com o Family Office da BMW, que é um dos maiores investidores do MIT Media Lab. Então, o BMW Family está bem envolvido ali.
Natura, várias outras pessoas que a Pragma Family Alphys do Brasil. Então eu trabalhei dentro da parte do Capro mesmo que passava pros fundos. E eu descobri que os seniors são muito bons. Os juniors estão mais perdidos que cegos no tiroteio. E todo mundo quer encaixar numa teoria. Impressionante.
Todo mundo quer parecer que é o que o senior é, que é o founder. Então, a gente pega um dos maiores fundos do Brasil, Riverwood Capital. Não sei se você conversou com os meninos. Não conversei, mas fora da curva. Entendeu? Mas você pega ali os seniors e aí você pega os juniors.
Cara, os caras não sabem o que é um balanço. Eles não sabem o que é ficar endividado com 300 mil reais. Nunca tocou uma empresa. Só porque tem palpite pra caramba. Sim. Certo? E aí você tem um cara sentado do outro lado da mesa fazendo um cheque e te dando opinião. E o pior, se ele senta no teu conselho. Então, eu aprendi que os melhores investidores são ex-operadores. Ah, com certeza.
O cara que já passou pelo fogo do inferno, já passou por onde a gente passou, já respondeu para investidor, já respondeu para fundo, já respondeu para banco. Eu passei pelo que você passou, mas não é a história do meu podcast, que é sobre você, não é sobre mim. Depois eu vou te contar aí, a gente, quem sabe, tomando uma, porque eu já cheguei no fim de semana que não tinha dinheiro para fazer folha de pagamento.
A gente, a primeira viagem que a gente teve pra São Francisco, eu lembro que eu olhei assim, eu falei, nossa, sobrou 170 dólares, né? E aí acaba aqui, né? Acho que eu volto no cartão de crédito. E aí a gente foi num jantar, e a Jaque, que é meio só essa que puxou, falou, não, vai lá. Eu falei, Jaque, eu não aguento mais tomar café, vou ter, morrer de gastrite nesse lugar aqui, tá em São Francisco, né?
E ela falou, não, vai lá, vai ser bom. Eu falei, Jaque, eu não tô. Ela falou, não, mas às vezes vai. E esse que é o negócio, né, cara? Não pode perder o guess. Não, e eu sou uma pessoa muito esperançosa. Então, quando eu perdi a esperança, significa que eu já tentei muito e eu já tô assim. Aí eu falei, vou, né? Eu vou nesse negócio. É, não, aí era... Tá, Jaque.
Não, era a diretora de pagamentos do Paypal. Basicamente a Renata, que depois ela e o Matthew viraram nossos anjos, né? E aí a gente conversou, já que querendo fazer o negócio do Pix Internacional, eu queria fazer o negócio de crédito. E aí o Matthew, ele falou, mas o que você quer fazer, assim, pra linha de instituição? Eu falei, pra mim, eu só quero pegar alguém que é muito foda, passou no processo.
Ela quer construir a vida dela e eu quero dar um carro, uma casa. Aí ele falou, faz todo sentido. Ele falou, ninguém tem esses dados. E aí ele falou, ninguém inova em crédito. E o Matthew, né? Ele chama Matthew Allen. Ele foi diretor de crédito do PayPal, do Google X, que é a divisão de elite do Google. E hoje ele trabalha na Intuit, que é, pra quem não conhece, é basicamente quem emite quase todas as notas fiscais nos Estados Unidos.
Contabilizei on steroids Exato, e aí ele é diretor de risco lá E aí ele falou, cara, a sua ideia é genial Só que é muito difícil de executar Eu falei, não, a parte difícil eu tenho O DNA O DNA de Cornell Job pra fazer Cornell Job infinito e faço acontecer Mas eu falei assim, pô, você fala com as pessoas O pessoal parece que É uma tese de alienígena, assim Até que o imigrante é chamado de alien, né Então, enfim E aí eu já ouvi muita coisa também A gente falava assim, ah, mas E aí
Imigração não é um negócio palatável. Mas o que tem a ver? Todo país precisa. Não tem como fugir. É uma demanda econômica. Não é política. É que isso só chega a coisa ruim. Mas eu sempre dava muito. E aí o Meph falou, não, genial. Aí ele falou, posso colocar um chequinho? Aí eu falei, o que seria um chequinho pra você? Ele falou, 100 mil dólares. Aí eu olhava os 170 que eu tinha na Brexit ali, quase acabando. Aí eu falei, ah, e ele no tom de pedindo, né? Posso participar da sua rodada? Eu falei, eu falei.
Claro. Vou pensar. A rodada começou ali, na verdade, né? Então, acho que ele nem imaginava. E aí, coisas também aleatórias, né? Que eu levei o Will, que era o meu marido. E ele ficou... Os dois ficaram super amigos, assim. Tanto o Matthew quanto a Renata, o casal. Os dois eram diretores do PayPal.
E depois, eles falaram, vamos fazer um jantar, então, para comemorar. E o Will cozinhou. O Will cozinhou. E aí ele gostou muito da comida. Ele falou assim, nossa, o que eu faço para ter essa comida sempre? Eu só assino o safe aqui. Não, já manda dinheiro.
Manda o Pix. É, e aí o fator aleatório, né? Que muita gente ignora, mas que você é avaliado em todos os cenários, você tem que ser quem você é, não adianta ficar... Tentando ser quem você não é. É, que o Will é a entidade engraçada do casamento, né? Sim. Então eu sou sério, eu tenho algum grau de autismo, então assim, às vezes eu tô fazendo uma coisa... Você acha? O universo para. É.
E o Will é o extremo oposto. Ele tem TDAH, ele é feliz, animado. E ele ficou muito amigo da mãe da Renata, que é a sogra do Matthew. E aí eles cozinhando lá, fazendo infinito, né? A gente nem sabia quem era, ele também não, mas tratando muito bem. Mas o bom da comida é isso, né? Conecta as pessoas. E ele conta muita piada, ela ficou super feliz.
Aí o Matthew pegou e falou assim... O Will salvou o deal. Aí o Will salvou o deal, hein? O Will salvou todos, assim. Não é à toa que metade é a empresa dele. Mas é... Aí basicamente o Matthew pegou e falou assim... Cara, eu preciso te falar uma coisa. Eu falei o quê? Eu perguntei pra minha sogra. E ela falou que nunca encontrou uma pessoa com energia tão boa que nem o Will. E aí ela falou assim... Eu acho que você não... E ela falou, eu tive uma impressão muito boa de você.
Assim, quando... Muito determinado, muito esforçado. Então acho que você vai fazer acontecer. Não importa como. E ele é uma pessoa que sempre apoia muito. Então...
e ele falou assim, mas eu concordo que se você é uma pessoa boa, ou seu marido é uma pessoa boa não tem como... se baixar um dípeto ele pegou e falou assim, cara, é pra mim sentir essa tranquilidade que eu vou investir numa pessoa boa, mas que eu perco dinheiro, ele falou é muito importante, ele falou que quem passou isso foi a minha sogra
Então assim... Conectou. É, o jantar que eu não queria aí eu fui, foi o que destravou tudo. Levar o meu marido e depois ele cozinhar também foi o que encantou todo mundo ali. O mundo achava. E aí o comentário da sogra, que foi uma das coisas que você poderia pensar, pô, super aleatório. A sogra que decidiu basicamente o cheque e a rodada inteira, né? Pra quem tá querendo... Pra aquele moleque lá do Ita, que veio pro MIT, pra aquele cara, pra aquele homem, ou pra aquela mulher que tá acompanhando a gente aí, tá?
qual que é o Byte Insight? Qual que é a mensagem que você manda pra eles? Cara, acho que o principal... Quem tá pensando de levantar? Acho que quem quer levantar tem que entender que ninguém te deve nada. Acho que é muito importante ter founder assim que fala, pô, o investidor não quis. Por isso, cara, pensa também do outro lado, né? Eu conheci hoje alguns fundadores de fundo e aí você vê, a pessoa se ferrou infinito. Ela tem um risco, às vezes ela coloca todo o patrimônio dela ali. Sim.
E vai acreditar numa ideia. Sim. Então, assim, tem muito... Nem numa ideia, numa pessoa, né? Porque você provou isso aqui agora. Sim. O cara te conheceu como ser humano e falou, tá, cara, manda right in you. Sim. E aí, essa dinâmica também é diferente de você estar no Vale do Silício e o Matthew tem esse poder, pode fazer isso porque ele tem muita grana. E é diferente também você estar num fundo realidade Brasil que o cara, assim, se espremeu.
Obviamente, tem famílias ricas, mas tem gente que... É, pra fazer um cheque de meio milhão de reais não é a mesma coisa. É.
É difícil. Então o pessoal olha, e aí eu tenho amigos que também tentaram levantar, a galera ficava assim, nossa, mas fundo não investi, então não vou falar. Eu falei, cara, eu mando meme. Eu tenho o Fab News, que é a minha newsletter, é a minha lista de transmissão pros fundos, né? Que legal.
E aí eu fui ficando próximo da Mônica e da Lara pelo Fab News, que eu mando notícia, eu mando meme, eu falo, ó, a imigração tá assim, tá assado. Aí quando eu conheci a Lara, ela falou, pô, eu acho de muita autoria, assim, muito... Dinâmico. Ela pegou e falou assim, eu acho que você tem muito... Você é você mesmo, entendeu? Não é, ah, é um report do fundo, sei lá o quê. Cara, e no final é um ser humano que tá recebendo aquela informação. Então eu sinto que tem muito founder que fica inflamado, se não rola.
Eu tenho zero problema, cara. Consegui levantar, deu. A gente também tentou levantar, não deu. Teve momentos no Brasil. Aí eu falei, cara, melhorar o negócio, ninguém é obrigado a nada, tenta infinito, uma hora dá certo e se não der, às vezes também é presente. E vale muito a pena vir para os Estados Unidos, não vale também? Não, com certeza. Porque é diferente.
Jeff Bezos fala isso. Que o diferencial dos Estados Unidos é a abundância de capital. Sim, e não tenha dúvida, assim, né? No Brasil, tem um dos pontos, né? Que quando eu olhei tudo isso, né? O primeiro cheque sendo de 100 mil dólares. Pô, isso é um apartamento no Brasil. Sim. E aí eu lembro que eu falei pra minha mãe, né?
E o pessoal falou assim, mas o pessoal te dá o equivalente a um apartamento, assim, pra você fazer sua empresa? Aí eu falei, sim. E quanto que eles pegam na empresa? Aí eu falei, 1%. Aí minha mãe falou, só isso que a pessoa ganha? Aí eu falei, sim. Ela falou, não faz sentido nenhum. E o pessoal se esquece, né? O pessoal vai assim, na história do Jeff Bezos, do Elon Musk, blá blá blá. E esquece que no final do dia, um anjo, né? Pô, a pessoa tá tomando um risco gigante.
Ela está colocando um dinheiro ali que não necessariamente veio fácil para ela. Que eu acho que é o caso dos nossos anjos. A gente conseguiu levantar meio milhão de dólares. E eu sempre, nesse sentido, fui otimista. De, pô, vão me dar o que podem. Vai ter gente que pode também, vai querer dar. Está tudo certo. A empresa é minha, ninguém tem que comprar. Eu também não me coloco num lugar muito de...
Tem muita gente que fala assim, ah, você tem que agir dessa forma, o playbook é esse, que se você errar uma vírgula... Eu falei, cara, não adianta ficar ensaiando, porque depois esse cara vai ser uma pedra no meu sapato também. A gente tem muito anjo legal. Muito mesmo, assim. Então, eles conhecem a gente, gostam da gente, e é por isso que eles investiram.
Aí agora a gente está indo para um seed mais estruturado. A gente tem uns papos com alguns fundos que a gente gosta mais. E que a gente sabe que gosta mais da gente também. E cara, não precisa ser esse peso assim de pega o dinheiro de qualquer um e essa pessoa depois vai cobrar ali a sua cabeça, né? Baita insight, baita insight. A gente vai chegar no final. Para um cara que se diz autista, você fala bem para caramba. Ele tem me divertido muito.
Se deixar aqui, eu vou ficar com você muito mais tempo. Mas eu quero voltar no começo. Voltar para o início.
Se você fosse começar a Jumpstart hoje, hoje mesmo, do zero, o que você faria diferente nos primeiros 90 dias? Eu acho que eu faria exatamente o que eu fiz a partir de fevereiro. Eu precisava fazer receita. Você precisa fazer receita, porque a gente estava falindo, basicamente. E eu falei, cara, a receita está com o cliente. Eu não queria voltar e tentar levantar com o anjo ou com o fundo. Isso pode ser um desperdício de tempo também, se o negócio não está quente.
E eu falei, e o nosso tem um ticket bom, né? O imigrante paga de 8 a 12, então resolve muita coisa. Aí o que eu fiz foi diminuir ao máximo a folha. Então a gente ficou em 3, a gente gastava 4 mil dólares, acho que assim. E eu falei, cara, se eu vender um processo no mês, eu vou ser muito feliz. E isso vai pagar, a gente vai aprender e vai só aumentando.
E aí a gente fez isso. Eu amo essas histórias, cara. Aí a gente foi repagando tudo o que devia. Acho que em agosto, setembro, paguei o Itaú lá. Meu nome tá no Serasa. E foi com dinheiro de receita. E o que foi? Não precisa ficar com vergonha não. Meu crédito era 550 até setembro do ano passado.
E founder, a galera não entende. Dói? Sim, com certeza. Tem que ter estômago. Não, meu marido quase morreu, né? Porque ele falou, cara, tudo é você, entendeu? Eu falei, sim, a empresa é minha. Tipo, então... Mas o que a gente fez foi diminuir os gastos ao máximo e falar, vamos falar com o cliente.
Vamos achar uma proposta que seja muito boa para o cliente. Aí a gente foi aprendendo, chegando nesse formato desproporcional, o que agradava, o que não agradava. Aí a gente teve um pico bizarro em setembro para outubro que a gente estava em quatro pessoas. A gente vendeu 130 mil dólares no mês.
E aí eu contratei uma pessoa para me ajudar em venda. A gente foi para 180 mil dólares. E aí depois a gente começou a ficar na faixa de acima de 2 mil dólares por mês. Então o segredo é... Vende. Vende startup e vende. Vende primeiro. Ah, não sei fazer. Depois você aprende. Ah, não sei quanto vai custar. Depois você vê o dinheiro. Mas vende primeiro.
Porque é o que vai te dar segurança, é o que vai deixar a empresa sexy, é o cliente vai indicar outro cliente e é o que vai te trazer aprendizado. A gente teve alguns competidores também que fizeram mega produto com AI, sei lá o que. Não tinha cliente. Não tem cliente. Aí não sabia os fluxos, não sabia. Aí o que aconteceu, gastou todo o dinheiro com tecnologia. Quando foi pro marketing, ninguém sabia fazer. Correto.
Foi gastando dinheiro e acabou. Não que isso não tenha acontecido com a gente. Aconteceu. Mas esse é o problema do technical founder, né? O technical founder é too technical. Então todo technical founder precisa de um Alfredo Soares. Também. Ou precisa de um frio na barriga ali. Um vendedor. Não precisa de um vendedor, pô. Você tem que vender, irmão.
você tem que achar um psicopata doido tarado com vendas porque quem não vende morre eu gosto da venda pra imigração e eu acho que uma das coisas assim que eu também já me culpei, assim, ah, você tem que ser assim você tem que ser super animado pra vender, e eu vou falar, eu sou super sério
Nesse sentido, de vendas. Mas para esse mercado é bom, porque todo mundo fala, cara, você sabe na vírgula o que qualifica, o que não qualifica. Vocês têm dado de tudo. Eu tenho um monte de dashboard que eu mostro para os clientes. Mas o vendedor antigo, que é o tiozão da churrasqueira, ele ficou para trás. Sim, tem esse ponto. Então, o tiozão... O que você está descrevendo, o mundo hoje, o vendedor bom...
É o seu perfil. Que é o que tem base, dados, conhecimento e sabe fazer boas perguntas. E tem uma escuta ativa. Sim. O tiozão da churrasqueira, aquele que todo mundo amava ele. Pô, aquele cara ficou para trás. Sim. E tem umas coisas também que eu vejo de vício de vendas. Acho que nesse sentido, o Alfredo, tudo que eu vi dele, ele é desenrolado assim. Sim. Que a gente chegou... Hoje a Jump já está muito grande. Tem equipe de vendas. Tem gente de atendimento. Mas ainda chegou uns clientes direto no meu WhatsApp.
Sim. Toda vez que chega, eu já pego e falo, você quer ligar agora? Boa. Aí a pessoa fala assim, sério? Eu falei, sim. Você quer? Eu quero. Atendimento de qualidade na hora. Aí o pessoal pega e fala assim, pô, mas a pessoa tá furando fila o processo. Eu falei, pensa, se o cara tá chegando em mim...
Ele é indicação de algum cliente ou de algum investidor, senão nem teria meu número correto. E aí, geralmente, sempre é uma clientela muito boa. A gente já pegou, assim, Forbes Under 30, MIT Under 35, empresa listada, pessoa que fez o Open Finance no Brasil. Então, assim... High... Yeah. High quality. E às vezes a pessoa está ali ansiosíssima, com um papo de 10 minutos, você resolve.
E aí fechou tudo, assina o contrato e aí ela fecha bem mais rápido, né? Client experiences everything, Fabiano. E aí eu tenho o meu padawan, né, que eu ensino ali as coisas de venda e ele fala, não, mas o processo é assim. Aí eu falei, esquece o processo que você tá criando essa é a forma que você modelou o problema. Mas ele não pode dar uma experiência pior pro cliente, é pra melhorar. Então se for pra fazer um processo que vai ficar pior do que o meu atendimento...
Caga pro processo. Esquece. Me repete só e tá valendo. Aí ele ainda tá, ainda assim, mas eu vejo que o pessoal se perde no personagem. De, ah, é processo, precisa criar isso. Aí eu falei, cara, mas se tá ruim, pra que que você vai... Sim.
Ficar se metendo, né? Tem que agendar, só fala daqui duas, três horas. Não, é muita burocracia. E quando você tira essa fricção, fica melhor. Fabiano, vamos falar das coisas que a gente não sabe? Eu coloquei esse livro aqui. Você já viu esse livro? Não. Esse livro é um livro muito engraçado, que ele fala sobre o monstro do conselho. Todo mundo tem uma tia que gosta de dar conselho em casa, né? Sim. Ou um tio que sabe tudo. Aquela... Esse aí, o vici e o sartapero, então, ele é essa pessoa, né? É.
Então, ele fala que, cara, em vez de você se tornar um monstro de conselho, seja humilde, seja curioso e mude a forma que você lide para sempre. Muitos advogados são um monstro do conselho. Eles dão bastante conselho ali, falam que funciona ou não funciona.
Qual que é a coisa que o Fabiano ainda não sabe? A pergunta sobre o seu próprio negócio Jumpstart que você ainda não conseguiu responder e que é incansável na sua cabeça.
Eu acho que a questão de como vender online sem precisar de evento, presença. Isso é uma coisa que eu falo, aí tem gente que fala, não, não tem como. Eu falo, tem porque as pessoas compram um caso online, compram o Tesla online, não vai ser o visto dela que elas não vão comprar online. Caralho. E pra gente, porque assim, não tem nada contra, não existe nenhum problema em você fazer um business que vai depender de evento.
O único problema é que todo ano você vai ter que fazer vários eventos. Que é um saco. Sim. Desculpa, eu não gosto de fazer summits, nem conferences e nem eventos. Mas eu faço. A pessoa que fala que gosta de viajar a trabalho é a pessoa que nunca trabalhou cinco vezes viajando. Correto. Quem já passou por esse corretivo sabe que é só ladeira abaixo, só dar trabalho. Tudo é muito cansativo, tudo muito caro.
É foda. E aí quando a gente foi procurando founders de... Co-founders pra venda, a gente encontrou uma pessoa que era muito boa e ela falou, não, eu quero fazer evento assim, tem que ser presencial. Eu falei, mas eu não quero construir isso. Ela falou, mas acelera. Eu falei, mas engana também mais. Porque você vende, vem receita. E aí você fala, ah, tô construindo um negócio que tem escala.
Um negócio que depois eu vou falar com o investidor. Só que não é verdade, porque ele depende de um monte de pessoas. Ele te dá uma falsa sensação. É bom que pode dar dinheiro. Então, se você consegue pegar o dinheiro sem se enganar, sem saber que aquilo vai ser permanente, ótimo. Eu não topo o jogo porque a gente quer concorrer para crédito e vender tudo online. Oferta desproporcional, canais de vendas bem estruturados.
Basicamente isso que a gente quer fazer. E aí eu toda hora estou colocando coisas para o produto ficar apelão, para o produto ficar desproporcional. Então assim, nasceu com o parcelamento, aí depois a gente conseguiu otimizar um pouco o preço, depois foi a questão do seguro. Hoje a gente está em todos os jornais, então a gente sai de duas a três vezes na mídia, porque esse mercado tem muito charlatão.
Então, credibilidade é bem importante. A gente está na Forbes, no Estadão, no Exame. É igual o mundo que eu vivo hoje de mentor, cara. Tem muita gente, por exemplo, por que eu faço o que eu faço? Porque eu vivenciei esse mundo onde eu contratei profissionais, perdi o meu dinheiro, perdi o meu tempo. O dinheiro até que vai, recupera. Agora, o problema é o tempo que você perde. É energia também, né? Pô, imagina, você tem um processo de imigração perdido. Sim.
Por falsificação.
de documento, por copiar um documento de uma outra pessoa. Como que isso fica? É, ou até um documento errado. A gente já viu também, até no visto de turista, que é um negócio assim, a gente não faz, né? Mas a gente vê todas as burradas e muita gente chama a gente pra dar entrevista, a gente tem alguns insights. Cara, eu gostei muito desse bate-papo. A gente vai chegando no final, o copo de água já secou várias vezes, a gente já bebeu muita água.
Eu gosto muito desse papo que a gente bateu aqui. Você é um profissional full stack, cara. Meus parabéns mesmo por... Obrigado. Por ser inquieto.
como é a situação que você viveu e tentar resolver essa dor para outros profissionais lá fora. Porque imigrar é complexo. Imigrar com família e criança, eu não consigo nem imaginar, porque, poxa, escola, residência... Seguro. Seguro, saúde, casa, dependendo do estado. Cachorro também. Cachorro, gato, periquito, o que seja, é muito complexo.
E o cinto que eu escutei aqui hoje é que você reduz o custo, o risco e aumenta a paz desses profissionais.
com clareza e dados e evidências, porque o seu mundo matemático, científico, aplicado para a parte legal, fala, cara, está aqui, a evidência está aqui, essa é a evidência, é baseado nos dados históricos que eu tenho, se a gente fizer isso, essa é a chance. Sim. E, ó, tem um backup aqui ainda, hein?
Porra, animal, cara. Meus parabéns mesmo. Obrigado. Quero ver você em cinco anos. A gente vai gravar esse podcast aqui e quem sabe a gente não pode crescer junto, viu? Fechou. Obrigado mesmo. Vem da casa junto. Bora crescer.
Ó, meu compromisso pra você é esse. Episódios com profissionais sérios, com empresários sérios que realmente estão fazendo aqui a diferença, como você tem feito. Eu fiquei encantado com a história da Jumpstart. Vou recomendar pessoas pra vocês, pode ter certeza, porque eu acredito na sua tese. É uma tese que tem base, tem fundamento.
Tem vazamento, né? Tá ali. E o meu compromisso com a audiência, principalmente com a série dois agora que a gente tá tirando essa jornada nova do podcast, o meu compromisso com eles é sempre trazer pessoas que são validadas, testadas, capacitadas pra sentar nessa cadeira, porque quem tem o microfone tem uma responsabilidade. Justo.
muito grande então se você não seguiu, dá tempo ainda segue o canal você vai ver aí que a forma que você pode ajudar a gente não tem custo nenhum, se você chegou até aqui já aplica aí aquele botãozinho subscribe, como fala subscribe em português?
Se inscreva. Se inscreva. E você já se inscreve no canal. Segue. Você fazendo isso. Eu mantenho esse compromisso de profissionais igual o Fabiano. E segue a empresa dele também. Jumpstart.eu E se os caras... A gente vai colocar o link. E a newsletter fácil de seguir também? Sim.
Legal. Já vai para o Nilson Lara também, que ele manda coisa divertida. Eu gostei dessa ideia. É, o Fabrinhos manda mensagem lá falando que ia acessar. Eu mando tudo sobre migração, memes, notícias. Eu tenho escrito bastante artigo também. Boa. É isso aí, cara. Os caras nerds. A gente faz isso. Até o próximo.
Jumpstart
Serviços de imigração para os EUA