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A delação de Vorcaro vem aí | Meio-Dia em Brasília - 06/05/2026

06 de maio de 202657min
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O programa Meio-Dia em Brasília desta quarta-feira, 6, fala sobre a expectativa em relação à delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, cuja proposta deve ser entregue ainda nesta semana para a Procuradoria-Geral da República.
Além disso, o jornal também aborda a punição dada a três parlamentares pela invasão à Mesa Diretora da Câmara e também detalha os novos números da pesquisa Genial/Quaest sobre a corrida presidencial de 2026.
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Participantes neste episódio4
J

José Inácio Pilar

Host
W

Wilson Lima

Host
D

Duda Teixeira

ConvidadoJornalista
R

Rodolfo Borges

Convidado
Assuntos5
  • Punição de deputadosSuspensão de mandatos por ocupação da mesa diretora · Marcos Polon · Marcel Van Raten · Zé Trovão · PL da Anistia
  • Fundo Arleen e Daniel VorcaroProposta de acordo de delação premiada · Banco Master · Procuradoria-Geral da República · Polícia Federal · Ministros do STF
  • Pesquisa eleitoralEmpate técnico em Minas Gerais · Lula · Flávio Bolsonaro · Eleições presidenciais
  • Encontro Lula e TrumpTemas econômicos e de segurança · PCC e Comando Vermelho · Relações comerciais Brasil-EUA · JBS
  • Auxílio Saúde AGUExpansão do auxílio para academia e fertilização in vitro · Advocacia-Geral da União · Jorge Messias
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O Antagonista, o resumo do meio do dia para você ficar por dentro de tudo o que acontece no país. Olá, boa tarde, sejam todos muito bem-vindos ao Meio Dia em Brasília, um programa do portal O Antagonista exibido também na TV BMC. Hoje é quarta-feira, 6 de maio. Eu sou José Inácio Pilar e esses são os nossos destaques.

Conselho de Ética aprova a suspensão dos mandatos de três deputados federais por motim. Daniel Vorcaro entrega anexos da delação para a Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República. Quest aponta empate técnico no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro em Minas. E a expectativa para o encontro entre Donald Trump e Lula. Esse é o Meio Dia em Brasília, ao vivo.

O resumo do meio do dia para você ficar por dentro de tudo o que acontece no país. O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, dia 5, o parecer do deputado Moses Rodrigues favorável à suspensão do mandato por dois meses aos deputados Marcos Polon, Marcel Van Raten e Zé Trovão por participação na ocupação da mesa diretora em agosto do ano passado.

Nas partes referentes a Polon e Van Hatten, foram 13 votos a favor e 4 contrários. E na parte referente a Zé Trovão, 15 a favor e 4 contrários. Os deputados vão recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e à Justiça da Casa.

Nas representações contra os três parlamentares, a cúpula da Câmara havia pedido a suspensão dos mandatos por 30 dias, por obstrução à cadeira do presidente da casa. Ou seja, o parecer foi mais gravoso que o pedido inicial de Hugo Mota. Durante a sessão, Zé Trovão se emocionou ao criticar a sanção defendida pelo relator. Eu quero deixar uma coisa registrada aqui, presidente. Meu coração hoje não está legal.

Eu não estou com o coração apertado, não é por conta de ter ou não ter o mandato suspenso por dois meses. Mas meu coração hoje não está legal porque ao meu redor existem famílias. Eu tenho um funcionário que tem um filho de espectro autista que depende desse salário para viver. Eu tenho funcionários que começaram a vida de casado agora e que depende desse salário para manter o seu aluguel, sua comida dentro de casa.

E o que mais está me doendo hoje, e é o que me faz às vezes ter vontade de desistir da política, sabia? É que a gente não está aqui sendo julgado, cara, por corrupção, por larvagem de dinheiro, por desvio de recurso público, presidente. Isso aqui é uma perseguição política.

E quando a perseguição política é só contra este parlamentar que já foi preso pelo Brasil, porque acho que muito se esquece, mas eu fiquei 60 dias na cadeia porque o Alexandre de Moraes me colocou lá por defender essa nação. Não me fere tanto como está me ferindo hoje. De olhar nos olhos dos meus funcionários e não saber o que falar para eles. De não ter uma palavra para dizer para eles.

E de ver muitos deles no canto perguntando como que eu vou pagar os meus empréstimos, como que eu vou pagar a comida da minha casa, como que eu vou pagar o meu aluguel. Isso é o que mais está me doendo hoje aqui. Após o resultado, os três parlamentares receberam a solidariedade de integrantes do PL, como líder da oposição na casa, Cabo Gilberto Silva.

três processos, o conselho de ética, o deputado Marcos Polon, o deputado Marcelo Gurnath e o deputado Zé Trovão. Como líder da oposição, tenho certeza absoluta que nós iremos utilizar todo o regimento, iremos agora recorrer assim que terminar o prazo para a CCJ.

E só iremos ser derrotados no plenário com a votação final. Iremos até o fim, porque esses parlamentares aqui não cometeram crime nenhum e não desrespeitaram o artigo 55 da Carta Magna, nem o regimento interno. Retrovão.

Agora, a única continua, gente. Pessoal, vamos lá. Nós vamos vencer essa aí, porque no final tudo dá certo. Eu disse, é uma medalha de honra ser condenado por esse Conselho de Ética da forma como foi o processo. Vamos para a CCJ e vamos batalhar por cada voto no plenário e contamos com vocês. É isso aí. Nós vamos vencer essa batalha, porque o que foi julgado aqui hoje...

É a voz das vítimas do 8 de janeiro. E eles não vão calar essas pessoas que sofreram esse abuso por conta de alguns ministros do Supremo, em especial Alexandre Moraes, que infelizmente, alguns têm medo, se querem falar o nome. Quem se levanta como precântico da tal Senado não pode ter esse medo.

Estamos aqui desde 9 horas da manhã trabalhando duro, quase meia noite, mas estaremos aqui defendendo todos os parlamentares, porque eles são guerreiros e merecem todo o apoio do povo brasileiro. Justiça! A gente está! A gente está! A gente está!

Wilson Lima e Rodolfo Borges, muito boa tarde a vocês. Começando por você, Wilson Lima, como repercutiu essa punição aí na Câmara, como você mesmo já analisou, a Câmara, o Hugo Mota tinha perdido 30 dias, virou 60, muita gente dizendo que talvez ainda tinha que ter sido mais, outros disseram que foi um exagero, como é que repercutiu junto aos deputados? Boa tarde.

Boa tarde para você, Inácio. Boa tarde, Rodolfo. Mas, como eu falo aqui no meio-dia, principalmente, boa tarde para você, meu amigo e minha amiga de O Antagonista. Meu caro Inácio, a questão é a seguinte. Vamos lá. Vamos entender primeiro o rito? Porque...

A aprovação do parecer no Conselho de Ética é apenas o primeiro passo. Esse parecer precisa vir para cá, para o plenário da Câmara dos Deputados. E é de fato aqui que a resposta será dada ou não.

Tem uma turma ali, alguns aliados do PL, alguns aliados ali do Marcelo Van Raten, do Marcos Polon e também do Isatrovão, que vão tentar levar esse caso empurrado com a barriga, vão tentar empurrar esse caso com a barriga. Para que ele não seja analisado aqui no plenário da Câmara antes das eleições.

E olha que isso pode acontecer, porque a prioridade agora do Hugo Mota é a comissão especial que discute a PEC do fim do 6x1. Então não há nesse momento um ambiente de fato propício para o Hugo Mota tensionar ainda as relações com esses deputados e colocar o parecer para votação em plenário. E fora que ainda pode acontecer aqui em plenário, Inácio, e isso é algo que já começa a ser discutido?

Pode acontecer aqui em plenário aquilo que ocorreu com o deputado... Pessoal, agora me esqueci o nome do parlamentar do Rio de Janeiro. Glauber Braga. Glauber Braga, obrigado. Lembrei do sobrenome, não estava lembrando o nome.

O Robert Braga, que diante aqui da discussão, ele ficou em via de ser cassado, mas houve ali no final das contas uma... o pessoal apresentou uma emenda e no final das contas ele acabou apenas suspenso. Então, no plenário, a tendência é que esse tipo de punição, a tendência é que essa punição não ocorra.

Porque na Câmara dos Deputados, Inácio, apesar dos pesados, apesar de tanta confusão que a gente vê por aqui, ainda há um espírito de cor muito preeminente entre os parlamentares. Então, essa expectativa, que pelo menos aqui no Plenário, a punição seja até um pouco mais branda. E assim, Inácio, e novo, é final de legislatura. Tem gente realmente pedindo para o Hugo Motta para falar, olha...

Deixa isso de lá, já foi, os deputados já levaram o susto, já tiveram a sua repemenda. Então, assim, agora é hora de pensar na eleição, é hora de pensar em 2027, porque aqui já está todo mundo de olho, já é no processo eleitoral de outubro, meu cara. Rodolfo Borges.

Bem, olha, boa tarde a todos. Desde que ocorreu essa ocupação da mesa diretora, a gente vem dizendo aqui que alguma coisa precisava acontecer para evitar que voltasse a ocorrer. Aliás, os deputados que estão aí em via de serem punidos argumentaram ao longo do processo que isso já tinha acontecido outras vezes, inclusive de parlamentares da esquerda.

e eles não tinham sido punidos da forma como agora podem vir a ser os parlamentares de direita. Não me parece um bom argumento que esse tipo de iniciativa para atrapalhar os trabalhos da Câmara seja punido de alguma forma me parece meio óbvio.

A gente pode até discutir se é pouco, se é muito. Não me parece que seja algo para tirar o mandato de um parlamentar de fato, mas a suspensão eu acho que é razoável. É discutível o período da suspensão, é discutível o momento também em que essa suspensão pode vir a ocorrer. Eu concordo até com os aliados dos deputados do PL, que o susto de fato já foi imposto. Eles tiveram que estão se preocupando com essa questão e talvez isso até seja o bastante.

para evitar que volte a ocorrer uma ocupação da mesa diretora, mas de fato algo precisa ser feito. Agora, em relação especificamente ao discurso lá do deputado Zé Trovão, falando sobre o seu gabinete, porque de fato os assessores também são punidos juntos com o parlamentar, porque como a verba de gabinete é interrompida pelo período de...

da suspensão, os assessores são afetados por isso. Agora, o deputado deveria ter pensado nos assessores na hora em que ele tomou essa atitude. Acho que dizer agora e usar os assessores como um argumento para que a punição não ocorra, me parece razoável também. Algo de fato precisa ser feito para que o mínimo do rito da Câmara seja respeitado. O motivo pelo qual os deputados ocuparam a mesa diretora...

Eu acho que ele também não é relevante na discussão. O Marcos Polon, especificamente no vídeo que a gente mostrou, estava dizendo que isso é um caso que diz respeito ao pessoal do 8 de janeiro. A discussão toda é do PL da Anistia. Mas, assim, se for abrir a possibilidade dos deputados fazerem isso por conta de um tema específico e outro não, também não faz sentido. Existem os protocolos para alongar a...

para fazer obstrução, esse é o termo técnico, no Congresso Nacional e os deputados e senadores têm que se valer deles. Não dá para ocupar uma mesa de eleitores evitando que o presidente da Câmara siga o...

o protocolo normal e achar que isso faz parte mesmo do jogo, não faz parte do jogo. E o que não faz parte do jogo, de fato, precisa ser punido quando é feito. Agora, é isso. Isso é todo esse debate conceitual que a gente está fazendo aqui.

Agora, se os deputados acharem, que aí vai para o plenário, que esses parlamentares já passaram pelo constrangimento necessário para responder a essa questão, e, principalmente, que por eles terem passado por isso, eles próprios e os colegas não vão repetir essa atitude numa próxima legislatura, numa próxima votação, aí cabe aos parlamentares estabelecer os limites do que eles consideram ser decoro parlamentar.

Wilson Lima, falando justamente sobre esse ponto que trouxe o Rodolfo, dos pares, dos outros deputados, você falou aí também que o espírito de grupo é bastante forte na Câmara, independente das discordâncias entre facções de um lado ou de outro, dos pensamentos políticos. A ala governista manifestou algum tipo de apreço pela punição ou também ficou quietinha, até porque sabe que mais para frente quem podem ser punidos são eles?

Não, a independência da base governista era caso de cassação de mandato. Mas o problema é que os petistas também têm os seus esqueletos no armário. Então, por isso que eles também ficam... Ou seja, fazem o jogo, mas também não podem fazer aquele jogo, justamente com o receio de uma eventual punição. Agora, eu queria pegar também um detalhe, Rodolfo, nessa situação toda, porque era algo que eu queria até explorar um pouco mais com calma aqui no programa, os caras e minhas amigas. É que...

Se a gente for fazer a retrospectiva do caso, vamos pegar o caso desde o início. Eles ocuparam a mesa de diretora justamente para pressionar o presidente Hugo Mota a pautar o PL da Anistia. E aí essa parte que talvez seja a mais incômoda nessa história toda, porque veio a punição sim do Conselho de Ética, quer dizer, a proposta de punição, eu reafirmo isso, é uma proposta de punição, porque a punição quem estabelece é o plenário.

Mas no final das contas, o objetivo que eles almejavam, eles conseguiram, que foi pautar o PL da Anistia. E hoje o PL da Anistia é uma realidade. Assim, também tem esse debate, né, Rodolfo? Porque no final das contas, se você for colocar aqui, em minutos, o camarada foi lá, ocupou a mesa diretora, fez toda aquela algazarra, conseguiu pautar um projeto que era de interesse dele, interesse do grupo dele, o projeto foi aprovado.

e no final das contas ele pega ali dois meses de suspensão, sabe? Dependendo das circunstâncias, dependendo aqui do contexto, pode até ser, opa, o parlamentar pode até avaliar que tem sido, que pode até, de fato...

que foi algo que para ele funcionou, para ele foi algo benéfico, uma anuta benéfica, porque não é só a questão do PL da anistia, o PL da dosimetria. Esses parlamentares que foram punidos vão utilizar isso como...

Morte de campanha para 2026. Então, por exemplo, pega o Polon, que é da região sul. Desculpa, o Marcelo Manhattan, perdão, que é candidato ao Senado. Ele vai utilizar isso como mote de campanha. Isso vai ser um mote forte. Como ele mesmo falou no vídeo, isso aqui é uma condecoração. Então, Inácio, também essa questão do custo e benefício parlamentar também pesa nessas situações.

E no final das contas, invadindo a mesa de eleitor, lógico que existem outras maneiras, mas naquele momento o Hugo Motto nem queria ouvir falar de pele da anistia. Isso acabou sendo uma atitude considerada radical, mas que no final das contas acabou tendo resultado.

É isso que eu digo sobre a iniciativa da Câmara de Punição, porque o mais importante é que isso não volte a ocorrer, porque o que foi feito já está feito. E a punição existe para coibir que algo errado venha a ser feito no futuro.

O que me parece mais problemático para os três parlamentares, os três deputados, que podem vir a ser punidos nesse ano, é essa perspectiva eleitoral. Acho que esse é o mais incômodo, porque eles, perdendo dois meses agora de mandato, eles vão ficar meio escondidos. Eu lembro que o Glauber Braga, quando foi punido...

E acho que, assim, você meio que some, né? Você pode até participar e fazer rede social e tal, mas você perde o protagonismo que o parlamentar tem. Então, acho que tem um incômodo específico em relação a essa questão, para além da punição.

e da reprimenda pública, que é ruim para o currículo desses parlamentares, mas é também de ficar fora de uma reta final, de uma pré-campanha, e perder espaço mesmo para os seus adversários. No caso do Van Hatten, tem uma disputa acirrada lá no Sul, pelo Senado, e de fato pode prejudicar a perspectiva eleitoral dele nesse ano. E essa é exatamente a pergunta, Wilson.

Eu queria saber a perspectiva eleitoral desses três nomes. Então, o Van Raten é candidatíssimo ao Senado, inclusive lidera a pesquisa, então muito provavelmente essa é uma vaga que, ali dentro, aqui na Câmara, se fala que praticamente é dele.

No caso do... o Polon vai disputar uma reeleição, teve até ali um embrólio com a cúpula do PL, porque houve uma citação de que ele teria supostamente recebido dinheiro, enfim. Mas ele vai disputar a reeleição, assim como o Zé Trovão. O Zé Trovão, inclusive, é um personagem muito curioso, né? Porque, como ele falou no vídeo, ele foi preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, exerceu parte do mandato com tornozeleira eletrônica e agora...

a tendência é que ele vai ter o seu mandato renovado justamente por essa bandeira relacionada aos réus do 8 de janeiro. Então, é aquela situação, Inácio, quer dizer, tem todo o embrólio, mas o embrólio, aí eu vou entrar num outro aspecto dessa história, para encerrar, é o seguinte...

Isso não teria acontecido se o presidente da Câmara fosse o Artulir, se o presidente da Câmara fosse Eduardo Cunha, se o presidente da Câmara fosse até João Paulo Cunha. Hoje a Câmara faz uma sessão solene em homenagem aos 200 anos da Casa.

E o que se percebe é que o Hugo Mota é um presidente fraco. E esse tipo de coisa não acontece com o presidente da Câmara forte. O presidente que consegue negociar, que consegue de fato impor respeito. E aí, Inácio, até nisso eu questiono um pouco essa punição, porque do ponto de vista pedagógico...

Eu acho pouco provável que uma punição de dois meses seja de fato exemplar para que o Hugo Mota consiga de fato retomar as redes da casa. Como ele inclusive não retomou do ano passado para cá. Ele ainda continua sendo um presidente fraco. Então assim, é um episódio que a gente nem estaria debatendo se o presidente da Câmara fosse forte e tivesse realmente uma liderança entre os seus comandados.

E agora vamos mudar de assunto. Os advogados do banqueiro Daniel Vorcaro estão concluindo a proposta de acordo de delação premiada que será entregue aos integrantes da Procuradoria-Geral da República ainda nesta semana. Investigadores que estão a par das tratativas afirmam que Vorcaro precisa ajudar, de fato, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República a avançar em detalhes sobre o esquema do Banco Master.

Apesar disso, poucos integrantes dos dois órgãos acreditam que, de fato, o banqueiro deve avançar em relação ao farto material que já foi colhido pelos agentes federais.

Wilson Lima, você que está aí em Brasília, que tem bons contatos, o que é que se espera dessa delação de Daniel Vorcaro, justamente tendo como pano de fundo a fartura de elementos que a Polícia Federal e a Procuradoria já tem? Ele tem algo muito comprometedor que vale a pena eles considerarem a adoção da delação premiada?

Vinácio, a defesa diz que ele tem. Agora, se a Procuradoria Geral da República vai acreditar que ele tem, aí, meu amigo, são outros 500. É o seguinte, vamos lá, vamos entender como é que ocorre esse processo de negociação de uma delação premiada. O advogado vai lá e entrega para o órgão de investigação uma proposta. Olha, eu quero entregar fulano, cicrano, beltrano e etc. Eu tenho o anexo ABCD, eu tenho o documento XYZ e tenho ligações...

JKL. E aí, o proponente de uma delação premiada entrega esse material para a Procuradoria Geral da República, para a Polícia Federal, que faz a checagem. Olha, ok, isso aqui eu quero, isso aqui eu não quero, esse anexo é interessante, outro anexo é interessante, isso aqui pra mim vale, isso aqui não vale. É assim que funciona. E aí, Inácio, o fato do Daniel Vorcaro ter demorado tanto,

para apresentar sua proposta, ele deve apresentar isso até sexta-feira, o fato de ele demorar tanto a apresentar essa proposta é um indicativo de que ele não tem tanta coisa assim para entregar.

Isso é um problema para o Vafcar, porque ele quer manter parte do dinheiro que ele obteve com as transações do Banco Master. Já vai ser algo difícil de ele conseguir. Segundo, os nomes que se fala que ele poderia eventualmente entregar, nesse momento, não são nomes tão contundentes. Isso também não pode não despertar tanto interesse da Procuradoria-Geral da República.

Aí eu estou falando, ah, e vários desses nomes apareceram ali em mensagens, em conversas, em discussões.

E aí é que é a grande questão. Para que ele possa entregar a alguém, a própria lei que regulamentou a delação premiada, ela é muito clara quando ela fala o seguinte, olha, você precisa entregar alguém que está no seu nível superior, seu nível hierárquico superior. O que não é o caso, porque o Daniel Vorcaro é visto pela Polícia Federal e pela PGR como líder de uma organização.

Então o máximo que ele consegue entregar ali em algum ponto é como é que essa engrenagem funcionava aqui em Brasília. Quais personagens ele de fato mantinha contato, como é que ele conseguia transitar bem entre alguns personagens. E esse é o grande problema e o grande embrólio envolvendo a delação premiada do Daniel Vorcaro.

porque a Polícia Federal já tem muito elemento sobre essas engrenagens montadas pelo Daniel Vorcaro. Engrenagens, e assim, hoje pela manhã eu conversei com dois investigadores e eles me falavam, Wilson, eu não sei o que ele vai poder entregar além disso, porque nós temos aqui muitas informações.

sobre esse caso. Então, me parece que o que o Vorcaro tende a entregar agora é muito a confirmação daquilo que a PF já tem. E aí, amigo, confirmação por confirmação, para dar um belo de benefício para o Vorcaro, aí eu acho muito pouco provável que a PGR de fato endosse uma delação. Vai ser uma surpresa, tá? Vai ser uma surpresa se a PGR de fato

acatar uma delação. E aí, se a PGR acatar, pode ser que, de fato, ele entregue alguém grande. Pergunta, Inácio, que sempre se faz, que as pessoas fazem aqui em Brasília. E aí, Wilson, vai ter ministro do Supremo na delação? Vai ter Alexandre de Moraes? Vai ter Diastófoli na delação?

O que se fala é que neste momento, não. Neste momento, estou falando de quarta-feira, 6 de maio de 2026. Neste momento, não. Por quê? Porque eles não são alvo de investigação. Então, para a PGR, não faz muito sentido você entrar nessa...

nessa minúcia dessa investigação, desse imbróglio todo envolvendo o Daniel Vorcaro. Ele pode até vir a oferecer, tá? Tem ali, tem pessoas próximas do Vorcaro que defendem que ele abra o bico em relação ao Supremo.

Mas também tem uma ala que fala o seguinte, olha, é melhor não meter o bedelho início, deixar quieto, não vai passar mesmo pela PGR. Há uma situação até que pode causar um constrangimento para o Paulo Gonê, de homologar uma delação que envolva a Alexandre de Moraes, que também envolva o ministro de Astófoli. Então, Inácio...

Esse que é o grande problema envolvendo o Vorcara. Ele até tem muitos nomes para entregar, o problema é que parte deles ele não pode citar, porque nesse ponto a APS não deve investigar muito nessa seara da investigação.

Rodolfo Borges aí que está exatamente o ponto nevrálgico da situação. Essa demora, como diz aí o Wilson do Vorcaro, em vir com essa proposta de delação, seria justamente a hesitação, tipo, até que ponto eu devo entregar nomes que, já como disse ele também, não estão no alvo da Polícia Federal ou não são interessantes de alguma forma, mas ele teria coisas para falar dessas pessoas?

Ou é porque, como a gente já falou também, a Polícia Federal já tem tudo, inclusive sobre esses possíveis nomes de ministros do Supremo nos celulares dele? Eu acho que tem duas coisas aí. O potencial benefício que o Vorcaro pode vir a receber por conta do que ele disser nessa delação, mas para além do que diz respeito especificamente ao que o Vorcaro pode ganhar, é o que pode ser descoberto a partir do que ele tem a dizer.

Porque pode ser de fato, como o Wilson disse aí, que ele não tem por que formalmente, na formulação dessa delação, envolver os ministros do STF. Agora, eu acredito que ele tem sim o que dizer sobre os ministros do STF, porque os elementos que estão aí na mesa levam a crer isso. O ministro Alexandre de Moraes negou que tenha trocado mensagens convocadas no dia da sua primeira prisão preventiva.

Se o Vorcaro confirmar que trocou mensagem, já é uma coisa, é um elemento muito importante, que pode ser que não tenha valor nessa delação especificamente, mas tem valor para a investigação. Agora, o problema dessa investigação especificamente, que envolve suspeitas em relação a ministro do STF, e o Wilson destacou bem aí, que eles não são formalmente investigados até onde a gente sabe.

O problema é que a estrutura institucional brasileira não foi feita, aparentemente, prevendo que isso pudesse ocorrer. Porque os ministros do STF só prestam contas ao Senado e, quando a questão se é que ela vai vir a se formalizar em investigação sobre o ministro supremo, não me parece que exista uma forma de lidar com isso.

porque quem é que vai julgar essa questão? O ministro do STF, se ele passar a ser, por exemplo, investigado formalmente, ele tem que ser afastado ou ele próprio vai ter que se afastar porque ele tem essa prerrogativa? O Procurador-Geral da República, idealmente, ele não teria nenhuma ligação também com o STF, mas esse especificamente tem uma ligação histórica com o decano.

do tribunal e aliás chegou a PGR com o auxílio desse decano. O Paulo Gonet era sócio do Gilmar Mendes. Então essa relação muito próxima é de se levantar de fato suspeita de como é que todos os envolvidos aí vão reagir a isso. O que a gente tem de mais recente sobre essa questão é que a Polícia Federal, da informação que se tem...

informou ao ministro Fachin, presidente do STF, que o Dias Toffoli apareceu de alguma forma na investigação. O que o STF fez? Soltou uma nota em defesa do Dias Toffoli, dizendo que ele não tinha motivo para se afastar da relatoria do caso Master, e mesmo assim o Toffoli se afastou.

E depois, dias depois, semanas depois, só ele foi dizer ou admitir que era suspeito para participar dos julgamentos referentes a esse caso. Então, tem esse problema específico do Vorcário, e aí se ele vai conseguir convencer as autoridades brasileiras que ele merece algum benefício nesse contexto da delação. Mas tem um problema o Brasil, tem um problema a instituição, o Supremo Tribunal Federal, a República Brasileira.

De como é que, se tiver, de fato, um ministro do STF envolvido num caso de corrupção, num escândalo de corrupção, como é que se processa esse ministro? Vai se criar, a partir de agora, se é que isso venha a ocorrer, de fato, formalmente, uma forma de lidar com o assunto.

Pode não ser a melhor forma. Até agora parece que não foi a melhor forma, porque os ministros envolvidos só foram defendidos pelos seus pares e qualquer suspeita, desde 2019, para marcar um período específico que surge em relação a qualquer ministro do STF, é encarada como uma suspeita em relação ao STF, mais do que uma suspeita, como um desafio, como um ataque ao STF.

Então, chegou uma hora aí, acho que a questão do Messias indicou um pouco também um caminho para isso, para diferenciar ministros do STF do STF. E se o ministro do STF tiver feito alguma coisa errada, ele vai ter que ser punido de alguma forma, ou afastado, para preservar o STF.

sem que uma coisa esteja misturada com a outra. Pode ser sim um momento em que a República Brasileira vai avançar. Agora, quando nós chegamos perto disso, na Operação Lava Jato, não ocorreu. Então, é se desconfiar que, muito provavelmente, nesse caso também não vai ocorrer.

E nós, obviamente, vamos ficar de olho conforme as novas informações sobre essa provável, essa classe garantida, tentativa de lação premiada de Daniel Vorcaro, sair. Todos os detalhes você acompanha no portal de O Antagonista e da Cruzoé. E antes de mudar de assunto, vamos lembrar da nossa enquete de hoje, lá no chat do YouTube de O Antagonista, que também está transmitindo o Meio Dia em Brasília.

Você que está na TV BMC, dá uma olhadinha lá no nosso YouTube e responda a nossa enquete. A pergunta é, o que você achou da punição aos deputados que invadiram a mesa diretora da Câmara dos Deputados, assunto que falamos agora no começo do programa? Você acha que a punição foi perfeita?

Foi exagerada ou até saiu barato? Vote que no próximo bloco nós vamos trazer a sua resposta. Também já deixa o seu like, o seu joinha. É muito importante você clicar, porque isso impulsiona o canal do Antagonista no YouTube e traz cada vez mais audiência e mais pessoas para assistirem o nosso Meio Dia em Brasília.

Conto com você, conto com o seu clique e se inscreva no nosso canal também, até para poder deixar o seu comentário, poder responder a nossa enquete. Agora, vamos em frente, que o tema é eleição.

Pesquisa Genial Quest, divulgada nesta quarta-feira, aponta que Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados em um eventual segundo turno entre os dois em Minas Gerais. Considerado chave para o pleito, o Estado tem refletido o resultado da eleição presidencial.

Desde a redemocratização, quem vence em Minas, vence no Brasil. Segundo o levantamento, Lula está numericamente à frente, com 39% das intenções de voto em Minas e Flávio 36%. A Quest também divulgou dados sobre outros estados. E aí vocês veem os números.

Claramente, Flávio Bolsonaro tem grande vantagem nos estados do Sul, Rio Grande do Sul, 57 a 31. Paraná, 50 a 30. Goiás, 47 a 34. São Paulo, 47 a 35. Rio de Janeiro, 45 a 32. Minas Gerais, aí que está.

Aí a vantagem é de Lula, 39 a 36. No Pará também dá Lula na frente com 43 a 36. No Ceará, 56 para Lula e 28 para Flávio Bolsonaro. No Pernambuco, 57% para Lula, 23 para Flávio. E na Bahia, 55 para o Petista e 22 para Flávio Bolsonaro.

Rodolfo Borges, Lula, analisando esses números, tem mais razões para ficar preocupado ou aliviado? Ah, preocupado. Ele tem essa vantagem em Minas, se ele conseguir manter, significar de fato a vitória dele. Só que está complicado para o Lula e também para o Flávio lá em Minas. Isso é curioso, porque é o estado mais importante e os dois principais pré-candidatos.

eles não têm os seus palanques bem estabelecidos lá. Até começou a se falar aí que o Pacheco está rateando aí também, que seria a opção lulista lá em Minas. Até chegou a aparecer bem numa pesquisa o Pacheco, porque o senador Cleitinho lidera praticamente todas as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas, mas o Pacheco apareceu numa pesquisa, acho que foi Atlas Intel.

quando estava assim, Pacheco como candidato de Lula, ele aparecia liderando. Então parecia ser uma boa opção ali para o Lula. Só que essa história do Messias e o Pacheco era a alternativa do Senado para ser indicado para o STF, bagunçou um pouco esse jogo aí. Então, assim...

A questão é a seguinte, ontem também saiu uma pesquisa, Real Time Big Data, que mostra que a situação do Lula é mais confortável no Nordeste. E aí essa pesquisa da Quest mostra isso em alguns estados do Nordeste, de fato, principalmente em Pernambuco. O Lula se destaca muito, não por acaso a governadora de Pernambuco.

trocou de partido, saiu do PSDB para ir para o PSD para se aproximar do Lula e desde que ela fez isso, ela melhorou nas pesquisas de avaliação de governo e de intenção de voto. A Raquel Lira provou isso aí, o Lula é forte no Nordeste. E ele é forte no Nordeste e entre as mulheres. E aí também não por acaso, o Flávio Bolsonaro tem feito uma campanha, ou uma pré-campanha aí, de aproximação com o público feminino. Isso foi motivo até de reportagem recente da gente lá na revista Cruzoé.

Agora, os cenários todos são muito ruins para o Lula, porque é de se esperar, no Brasil principalmente, que um presidente ou um governador consiga se reeleger até com certa facilidade. É o que costuma ocorrer, porque tem a máquina pública, tem mais caminhos para falar com o eleitor. Só que a situação do Lula é muito ruim. A aprovação do governo é ruim.

O Flávio, ele se aproximou do Lula aí nos últimos meses, em intenção de voto, sem precisar praticamente fazer nada. Ele não é... aliás, o Romeu Zema, que é quem está aí desafiando também o Lula à direita, tem sido muito mais contundente nas manifestações de rede social, inclusive em relação ao STF, porque de fato precisa ganhar espaço, ganhar terreno. O Flávio não precisa ganhar esse terreno, ele simplesmente é a partir da perspectiva.

de ser o principal desafiante do Lula, só de o Lula estar mal na sua popularidade, o Flávio já conseguiu se aproximar. É claro que vai vir a campanha aí, tem esses acordos estaduais, regionais, eles vão fazer alguma diferença na hora de ter um contato com o eleitor, mas o que eu posso dizer, e acho que está todo mundo vendo isso aí das últimas pesquisas, inclusive o lunômetro aqui, é de que a situação do Lula é muito ruim.

É do ponto de vista da popularidade e é também ruim do ponto de vista da política. O que a gente reportou aí na última semana, uma derrota histórica para o Lula não conseguir fazer o seu indicado para o STF. E entre outras questões, isso ocorre porque aqueles que são responsáveis por referendar a indicação para o STF perceberam essa fraqueza do Lula e resolveram, para além de tudo, mandar um recado para o presidente.

E eu já falei isso aqui, inclusive, semana passada, não vejo, inclusive, razão para o Lula tentar a reeleição, já que esse terceiro mandato dele foi uma tragédia. Wilson Lima. Olha, o Inácio, tem uma figurinha que a gente espalha muito aqui no comitê de imprensa, que é de um colega jornalista com a expressão O Palácio está preocupado.

E realmente o Palácio está preocupado, porque você sabe quem é, né, Rodolfo? Não vamos entregar ninguém aqui no ar. Porque é o seguinte, o que acontece? Esse levantamento da Quest mostra essa situação de igualdade dentro da margem de erro ali entre o Lula e o Flávio Bolsonaro. No estado pêndulo, que é o estado que é em Minas Gerais. Só que tem um detalhe, para além do palanque, que eu queria chamar a atenção dos senhores e das senhoras. É o seguinte...

Existem dois personagens em Minas que podem ajudar a fazer a diferença na época da campanha, durante a campanha, e isso pode vir a ser mortal para o presidente Lula.

Um personagem, o Rodolfo já comentou, que é o ex-governador Romeu Zema. Romeu Zema vai disputar a presidência da República, ele já se coloca como esse outsider dessa campanha, ele vai atuar quase como uma metralhadora giratória, ele e o Renan Santos do MBL.

Isso no primeiro turno. Só que no segundo turno, se o Zema não vier, no caso ele não consiga chegar a um segundo turno, é ponto pacífico. O Zema vai para o palanque do Flávio Bolsonaro e vai ajudar o Flávio Bolsonaro a conquistar voto. Isso é claro, isso é claríssimo. Isso pode ser determinante, isso pode ser crucial lá em Minas Gerais. E tem outro personagem.

que a turma do PL tenta trazer para o palanque do Flávio, ele não quer, ele está saindo pela tangente, ele é do Republicanos, e é o senador Cleitinho. O senador Cleitinho é líder das pesquisas em Minas Gerais. A turma do Flávio está louca para trazer o Cleitinho para o palanque do Flávio, e dependendo de um segundo turno, o Cleitinho pode vir a fazer campanha assim para o Flávio Bolsonaro.

Do outro lado, do lado do Lula, o Lula hoje não tem ninguém ali que pode ajudá-lo nesse palanque. O deputado federal Dula Salaberti seria uma possibilidade. O restante são outros parlamentares que não têm essa força.

como esses dois outros pré-candidatos. Então, é uma situação muito complicada para o presidente da República, para o presidente Lula. Fala-se, eu estou até esperando aqui os próximos treques, as próximas pesquisas, dizendo que o Lula conseguiu ganhar um fôlego aí.

com a... após a rejeição do Messias. Eu preciso entender ainda se, de fato, isso ocorreu. E fora que essa semana o Lula, daqui a pouco a gente vai falar sobre isso, o Lula Teixeira vai falar sobre esse assunto, o Lula vai se encontrar com o Trump. Dependendo do que vier desse encontro, se esse encontro for um fracasso, o Lula vai ter outro problema para administrar. Inácio.

Faltando aí, estamos em maio, então faltando cinco meses para a eleição. Junho, julho, agosto, setembro, outubro, cinco meses para a eleição. O presidente Lula, primeiro, não tem o que mostrar. Já falei isso aqui, estou careca de falar isso. Ele não tem o que mostrar. Ele não tem...

uma política para chamar de sua. Todos os programas que foram apresentados ao eleitor, eles não trouxeram, os programas não trouxeram nenhum tipo de fruto de benefício de ganho eleitoral. A última reforma do imposto de renda, por exemplo, foi nula para a popularidade do Lula. Então, o presidente da República tem muito problema nesse sentido. Ele não consegue engatar, não há nenhuma política de governo que ele consiga, de fato, engatar. A aposta dele agora não desenrola. Desenrola...

Eu duvido muito que traga algum fruto. Então, Inácio, é uma situação realmente muito difícil para o presidente Lula, e eu realmente não acho que o presidente Lula vai ter condições ali de ganhar do Flávio Bolsonaro em Minas Gerais. Pode ser que eu erre, mas hoje, a cenária de hoje, ser de maio, eu não acredito que o Lula terá condições de conseguir bater o Flávio Bolsonaro em Minas Gerais, apesar da situação toda. Para o Lula, se conseguir...

Se conseguir o empate, aí já fica de bom tamanho para o petista e para toda essa turma que hoje está no Palácio do Planalto, Nassi.

Muito bem. Após o STF limitar o pagamento de penduricalhos, os membros da Advocacia Geral da União, de Jorge Messias, foram comunicados que o auxílio saúde será expandido para incluir academia, práticas esportivas, fertilização in vitro e despesas de saúde de parentes por afinidade, o que engloba sogros, genros, noras e até cunhados.

A mudança foi informada em 27 de abril. Advogados da União, procuradores federais, procuradores do Banco Central e procuradores da Fazenda têm direito ao auxílio-saúde. Servidores técnicos da AGU, não.

Wilson Lima, parece que aquele teto de gastos, teto que o STF, Flávio Dino especificamente criou, não é respeitado por ninguém. Até cunhado vai se dar bem nessa. Até os cunhados, né?

Quem diria que o cunhado também vai se dar bem nessa, né? Cunhado com auxílio de saúde, bancado com dinheiro público. Ô, que maravilha, né? Rapaz, eu vou te falar. Só no Brasil mesmo, meu caro. Mas é isso. Essa decisão da AGU, do Jorge Messias...

ratifica aquilo que a gente tem falado aqui no programa. É muito fácil para o ministro Flavio Dino ou para outro integrante do Supremo Tribunal Federal fazer populismo judicial. É muito fácil. É muito fácil você apelar para o populismo judicial para você ganhar alguns holofotes, alguns likes nas redes sociais. O problema é isso, se tornar uma realidade. Eu não estou condenando aqui a decisão do ministro Flavio Dino. Muito pelo contrário. Eu até acho que a decisão tem seus méritos. O problema é que...

É uma decisão, isso deveria ser um movimento que deveria vir do Congresso. Porque o Poder Judiciário não tem, nenhum integrante do Poder Judiciário não tem moral alguma para discutir redução desse tipo de benefício, porque eles são beneficiados, Inácio. Sabe, aquela situação, Casa de Ferreira e Espírito de Paulo. Eu fico ali o tempo, não, olha só, vamos cortar benefício, vamos cortar benefício, mas na minha casa ao lado eu conto com esse tipo de benefício. Então assim, soou.

uma visão hipócrita para falar o mínimo. E você vê que ela não tem sido de fato respeitada por algumas casas. Já tem esse... E a tendência é que em cortes inferiores esse tipo de benefício, ele...

ele se perpetue. E só um parêntese, Nass, para te entregar, porque acho que até perdi aqui a concentração, porque na Sessão Solene tem um trio de violinos aqui, tocando na câmara, tocando um belo de um tango.

de Astor Piazzola, meu cara, ou seja, momento cultural aqui no meio-dia em Brasília para você ver como é que são as coisas, né? Existe em tango aqui na Câmara dos Deputados, que de vez em quando gosta de aprovar alguns projetos de lei que fazem com que os deputados sambem ou dancem na cabeça do contribuinte brasileiro, meu cara Inácio.

Olha, com esse tom de despedida em relação aos violinos tocando tango, a gente tem duas leituras possíveis. Ou porque eles estão dizendo que a população dançou, já que se fala de tango, ou também podemos lembrar que os violinos que tocavam quando o Titanic estava afundando. Você em casa escolhe qual o paralelo que você acha mais apropriado.

E agora vamos falar de assuntos internacionais, mas de certa forma também nacionais. A Casa Branca confirmou o encontro entre o presidente Lula e o presidente americano Donald Trump na próxima quinta-feira em Washington. Segundo o comunicado oficial, a reunião terá como foco temas econômicos de segurança considerados estratégicos para os dois países.

Duda Teixeira, muito boa tarde. Essa é uma reunião especialmente interessante, já que nos últimos tempos Lula estava distribuindo petardos contra Trump, escalando o enfrentamento, talvez de olho em questões eleitorais. O que é que você espera desse encontro?

Boa tarde, Inácio. Acho que é totalmente imprevisível. A gente não sabe o que vai vir do Trump. Acho que o Lula corre um certo risco ao se expor com o Trump na Casa Branca. A gente tem aí...

O precedente do Zelensky, presidente da Ucrânia, que foi ele malhado no salão oval da Casa Branca. Também o presidente da África do Sul. Então, eu acho até um lado corajoso do Lula e de qualquer um que topa ir lá e se encontrar com o Trump. Você não sabe o que vai vir. Mas tem o interesse da parte do Lula de evitar...

que o governo americano classifique como terroristas o primeiro comando da capital, o PCC, e o comando vermelho como organizações terroristas. Isso é uma coisa que já foi ventilada, já foi divulgada por vários membros do governo americano.

e que se acontecer nesse ano eleitoral pode pegar muito mal para o Lula. A população brasileira gostaria, a gente teve até pesquisa que a Real Time Big Data fez aqui para a gente, os brasileiros são a favor de que se considerem tanto o CV quanto o PCC como organizações terroristas, os brasileiros também acham que o Trump...

Acho que, se não me engano, 66% dos brasileiros acham que o Trump deveria classificar essas organizações dessa forma e veem que o combate do governo Lula às organizações criminosas tem sido ineficiente. Então, o Lula pode ser muito criticado aqui internamente no Brasil.

Se o governo americano considerar CV e PCC como organizações terroristas, e o Lula fizer oposição. O Lula já disse que o governo brasileiro é contra essa classificação porque isso seria uma violação.

da nossa soberania. E é, enfim, um discurso que eu acho um pouco exagerado, tá, Inácio? Eu não acho que o fato de que os americanos têm atacado barcos no Caribe leve os americanos a atacar barcos aqui no Porto de Santos. Eu acho que...

O mundo está passando por uma fase meio louca, mas eu acho que esse risco à soberania do Lula é muito mais uma retórica eleitoral do que de fato uma ameaça real de que alguma coisa aconteceria aqui no Brasil. Mas o Lula tem esse discurso, isso tem pesado já contra o presidente brasileiro e tem esse medo do Lula de que os americanos tomem a decisão. Então o que o Lula está fazendo?

Antes de acontecer alguma coisa, ele vai lá, se encontra com o Trump e fala, Trump, a gente tem aqui um acordo super legal para fazer com vocês, que é sobre segurança nacional, a gente vai vigiar a fronteira, a gente vai olhar todo mundo que entra e sai do país, a gente vai colaborar muito com os Estados Unidos. Então, o que o Lula está tentando, na verdade, e tem um artigo meu que eu publiquei hoje de manhã na Cruzó, é isso, o Lula está viajando...

para tentar engambelar o Trump. Trump está tudo sob controle, não precisa fazer mais nada, a gente tem um acordo aqui, nós vamos resolver essa situação. E aí vamos ver o que o Trump acha. Talvez o Trump realmente fale, ok, o Brasil está fazendo a sua parte, a gente tem uma cooperação maravilhosa, ou talvez, a gente não sabe, quem vai falar ali no ouvido do Trump, o Trump fala, olha...

Essa coisa está meio estranha, está meio mal explicada, o Brasil não tem feito a sua parte e a gente vai sim considerar a PCC e se ver como organizações terroristas. E aí se o Trump fizer isso, Lula vai minar ainda mais as suas chances já reduzidas de conseguir a reeleição no final desse ano.

É uma situação bem interessante. E eu já vou deixar um gancho aqui para você que está nos assistindo, que eu quero saber do Duda também das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Tivemos a suspensão de várias dessas taxas que o Trump tinha criado, mas existe uma análise muito mais aprofundada do Estado americano em relação às tarifas. E aí ela poderia voltar com um embasamento que não seria derrubável, digamos assim, pela Suprema Corte americana. Talvez isso também esteja...

na linha de tiro do Trump com o Lula. Vamos descobrir daqui a pouquinho. Vamos fazer um intervalo de três minutinhos e já voltamos. É rapidinho.

E para você que está nos assistindo, muito bem, vamos por partes. Primeira coisa, eu quero saber como é que estamos de curtidas, como é que estamos de likes no nosso YouTube. Estou aqui ao vivo. Pessoal, podemos contar com vocês para chegar no mínimo ao dobro de likes, ao dobro de joinhas. Posso contar com você? Isso é muito importante para o nosso canal continuar crescendo. Se inscreva no canal também, responda a nossa enquete. A enquete de hoje é...

O que você achou da punição aos deputados que invadiram a mesa diretora lá da Câmara? Você achou que foi perfeita a punição? Você acha que foi exagerada? Ou você acha que saiu barato, que tinham que ser mais punidos mesmo? O que é que você acha? Vote que depois do intervalo nós vamos trazer. E também vamos trazer agora a opinião de vocês. Bom.

Temos aqui o Bill Mask, que disse, Wilson e Inácio são minha dupla favorita do almoço. Grande trabalho. Bill Mask, sua sensibilidade e astúcia é comovente. Muito obrigado pelo seu superchat. Você que aqui nos doou 10 reais. Muito obrigado. Mas tem mais gente que deu comentários aqui. O Robson Batuta diz, Congonê, como procurador-geral da República, a qualquer delação não vai avançar. Pizza.

O Yuri Jorge diz, será que vai sair série da Netflix mostrando a infância difícil do Vorgaro e sua jornada do herói ao topo do sistema?

Já o Yuri Jorge despreguiça dessa lógica de já tomar um susto, bola para frente. O que esse país precisa é que se faça valer a justiça, a todos, mas principalmente a elite política e judiciária, falando sobre a punição aos deputados. É uma visão que muita gente divide. Esse negócio não funciona. Se você, na vida comum, faz alguma coisa ilegal, não vai chegar para o delegado e falar olha, eu já tomei um susto, agora eu entendi, não posso mais matar.

Não posso mais roubar. Não posso mais fazer. Não. Você vai lá e cumpre as penas. Por que com deputado seria diferente? É a pergunta que muitos fazem aqui. A Maria Selma Jatobá solta um petardo aqui. Dois meses sem rachar. É situação bastante complicada, mas vamos lembrar de uma situação muito mais simples, pra você que está em casa.

o combo de oito anos de aniversário da Cruzoé e do Antagonista é muito especial. Por quê? Você assina esse combo por dois anos, dois anos recebendo tudo do Antagonista e da Cruzoé, de absoluta qualidade na sua casa, acesso aos nossos portais. Você recebe também a edição histórica impressa da Cruzoé de oito anos, uma edição feita com todo o esmero.

tudo coordenado pelo nosso querido Duda Teixeira, que vai continuar com a gente no próximo bloco falando sobre Trump e Lula. Essa é uma edição que você vai receber em casa, mas só para quem assina os dois anos de O Antagonista e a Cruz Oé juntos. O link está aqui no seu vídeo e também lá no nosso chat. Vamos em frente. Deixa o seu like, hein? E voltamos com o Meio Dia em Brasília, um programa do portal O Antagonista, exibido também na TV BMC. Eu já volto com o Duda. Duda.

Vamos falar então dessa questão comercial. Tem a possibilidade grande da coisa lá também desandar, azedar nessa questão da negociação tarifária. Os Estados Unidos sabem que o Brasil é muito, digamos assim, preservador da sua economia interna, criando tarifas, bloqueios, muitas vezes disfarçados com questões burocráticas, licença disso, licença daquilo. E isso pode ser um dos fatores que desande na conversa entre Trump e Lula, não é?

Exato. O Trump entende, e com razão, que o Brasil é um país protecionista. Existem investigações em curso sobre práticas do governo brasileiro, também de empresas brasileiras, e tudo isso pode azedar a relação. O tarifácio não é mais um problema, porque, como você citou, a Suprema Corte americana entendeu que o presidente não pode ficar impondo.

tarifas de produtos de outros países, então esse risco não existe. Então é diferente da situação que a gente tinha no ano passado em que havia um problema, então havia uma urgência por parte do governo brasileiro de ir conversar com o Trump e resolver uma situação. Dessa vez não tem nada disso, é muito mais uma questão política partidária do presidente Lula.

que vai tentar a reeleição esse ano e sabe que aquela decisão do Trump pode atrapalhar ele na eleição. Então, é muito mais iniciativa do Palácio do Planalto do que do Ministério de Relações Exteriores, o Itamaraty. O Itamaraty mal sabia dessa reunião. Eu liguei lá, fui atrás para saber mais dados dessa reunião.

desse encontro e eles falaram, liga lá na SECOM do Palácio do Planalto, que é mais, reforça essa ideia que é muito mais um pedido do Brasil de fazer um encontro para fins políticos e não pensando no interesse nacional. Pois é, falando em interesse nacional, disse, comenta-se, que o Lula também vai lá divulgar, quem sabe, através de um grande frigorífico brasileiro. Que história é essa, Duda?

A Lula tem uma relação já de muito tempo com a JBS, o frigorífico brasileiro dos irmãos Joesley. Wesley e Joesley Batista, os irmãos Batista. E a JBS está sendo agora investigada. Isso foi uma notícia da Bloomberg que a gente deu aqui no Antagonista. A JBS está sendo investigada por práticas de cartéis, contra a concorrência livre nos Estados Unidos.

E aí se diz que um dos objetivos do Lula também seria tentar ir advogar pela JBS. Não sabemos ainda, mas é bom a gente ficar de olho nessa história. Pois é, estaremos de olho. E todas essas informações sobre a reunião de Lula e Trump, você vai ficar sabendo na Cruz Oé, aqui liderada pelo nosso querido Duda Teixeira.

pai dessa linda criança que você recebe em casa se você assinar o combo de o Antagonista e Cruzoé por dois anos através desse QR Code na sua tela e também do link lá no chat do YouTube do Antagonista. E vamos ver o resultado da nossa enquete de hoje? Perguntamos o que você achou da punição dos deputados que invadiram a mesa diretora. 56% acho que foi exagerada. 25% barato saiu barato e 19% perfeita. E assim terminamos mais este meio-dia em Brasília. Até amanhã.

O Antagonista. Você acaba de ouvir um podcast O Antagonista. Sempre explicando o que você precisa saber.

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