Lula lança programa para salvar endividados que ele mesmo criou | Papo Antagonista - 04/05/2026
A iniciativa permite renegociar dívidas contraídas até janeiro de 2026 que estejam atrasadas há pelo menos 90 dias.
O programa oferece descontos de até 90%, juros de 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 vezes para pessoas com renda de até cinco salários mínimos. O limite por instituição financeira é de 15 mil reais.
Você já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes?
Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás.
Para celebrar os 8 anos da Crusoé, decidimos enfrentar esse ciclo. Pegamos o que nasceu no digital e, pela primeira vez, transformamos em um registro físico, tátil e permanente.
Chegou a edição especial Crusoé impressa.
É um item colecionável, atemporal e limitado. Uma revista feita para quem gosta de ler com calma, longe das notificações do celular. Um exemplar para guardar sobre o que realmente importa na história recente do brasil.
Esta edição é um presente exclusivo para novos assinantes do Combo de 2 anos O Antagonista e Crusoé.
Utilize o cupom 8ANOSCRUSOE e acesse o link:
https://bit.ly/crusoe-edicao-impressa
Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.
O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.
Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.
Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube.
https://www.youtube.com/@OAntagonista
Siga O Antagonista no X:
https://x.com/o_antagonista
Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp.
Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.
https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344
Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
#Lula #Endividados #Economia #PapoAntagonista #Brasil #Politica #Financas #Credito #Governo #Dividas #AnaliseEconomica #Noticias #Mercado #Desenrola #GestaoPublica #Dinheiro #ComentarioPolitico #Jornalismo #PodcastBR #Atualidades
Duda Teixeira
José Inácio Pilar
Madá
- Dívida Pública BrasilNova fase do programa para reduzir endividamento · Renegociação de dívidas até janeiro de 2026 · Descontos de até 90% e juros de 1,99% · Bloqueio de CPF em sites de apostas · Uso do FGTS para abater dívidas · Crédito consignado para servidores e INSS · Efeito eleitoral duvidoso do programa · Crítica à estrutura de juros bancários
- Reaproximação Nikolas Ferreira e Flávio BolsonaroCulto na igreja de Silas Malafaia com Flávio Bolsonaro · Críticas de Malafaia à candidatura de Flávio · Importância de Malafaia no meio evangélico · Críticas ao governo federal durante o culto · Teologia de Davi para justificar políticos controversos · Críticas à instrumentalização religiosa na política
- Lula e TrumpReunião em Washington para discutir minerais críticos · Acordo sobre minerais críticos e tarifas comerciais · Combate ao crime organizado · Estratégia de Lula para melhorar aprovação · Comparação com a habilidade diplomática do Rei Charles
- Geopolítica de Trump, Xi e PutinImportância estratégica dos minerais para tecnologia · Reservas de terras raras no Brasil e na China · Desafios na extração e processamento · Investimento americano na mineradora Serra Verde · Proposta de parceria Brasil-EUA contra a China · Posição de neutralidade do Brasil entre EUA e China
- Crise InstitucionalDeclaração de Gilmar Mendes sobre descrédito generalizado · Escândalo do Banco Master e desconfiança no STF · Pesquisa sobre ameaça do Judiciário à democracia · Críticas a ministros do STF e suas atitudes suspeitas · Comparação do peso do escândalo no STF com o de políticos
- Suspensão de Canais de Monarque no YouTubeYouTube proíbe Monarque de criar e monetizar canais · Monarque classifica medida como desproporcional · Defesa da liberdade de expressão e debate sobre nazismo · Acusações de propagação de informação falsa
Ninguém faz mais melhor que o Região 7 Seas Cruises. Ninguém gosta de um alimento de luxo com um limite de excursos, um alimento de cuisine, um serviço de serviço e mais. Aporta-se com alimento de alimento de alimento de barras. Visit rssc.com para experimentar o alimento.
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Começa agora Papo Antagonista. Olá, muito boa noite. Hoje é segunda-feira, 4 de maio de 2026 e está começando mais uma edição do Papo Antagonista, ao vivo na TV BMC e no canal do Portal Antagonista no YouTube. Eu aproveito para dizer boa noite ao meu colega Duda Teixeira. Boa noite, Duda. Boa noite, Graeb. Muito bem, vamos aos destaques do dia.
De olho em 2026. Lula lança novo, desenrola focado na reeleição. Diplomacia no topo. Encontro entre Lula e Trump marcado para quinta. Paz na direita. Flávio Bolsonaro busca a malafaia para reconciliação. Caso Master. Gilmar diz que descrédito institucional não é só do STF. Censura ou regra? Monarque tem novo canal desmonetizado em poucos dias.
Ofensiva jurídica. Grupo Prerrogativas quer barrar PL da dosimetria no STF. Fim da escala 6x1. Câmara inicia contagem para avançar com proposta. É isso, produção. Pode soltar a vinheta. Aconteceu. Você fica sabendo aqui. Papo Antagonista.
Muito bem, o governo federal lançou nesta segunda-feira uma nova fase do programa Desenrola Brasil para reduzir o endividamento das famílias e facilitar o acesso ao crédito. A iniciativa permite renegociar dívidas contraídas até janeiro de 2026, que estejam atrasadas há pelo menos 90 dias.
O programa oferece descontos de até 90%, juros de 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 vezes para pessoas com renda de até 5 salários mínimos.
O limite por instituição financeira é de R$ 15 mil. Como condição para participar, o beneficiário terá o CPF bloqueado em sites de apostas por um ano. E os bancos deverão limpar o nome de quem deve até R$ 100, além de oferecer educação financeira.
O governo utilizará o Fundo de Garantia de Operações para assegurar os novos créditos e permitirá que trabalhadores usem até 20% do saldo do FGTS para bater as dívidas. O pacote também altera o crédito consignado para servidores e beneficiários do INSS, reduzindo custos e ampliando prazos de pagamento. Duda, mais um programa desenrola.
pouco tempo depois do primeiro, o que talvez sugira que esses programas desenrolam, não dão tão certo assim, não é? É, e que muitas vezes as pessoas são contempladas, no final acabam fazendo novas dívidas. O problema de fundo continua. E o problema de fundo é que a gente tem no Brasil um juros altíssimo, de 15% ao ano. Os juros é altos porque o governo gasta mais.
do que deveria e o brasileiro, qualquer dívida, essa dívida vai crescendo e aí não consegue pagar. O Lula, na semana passada, ele fez esse anúncio do Desenrola e falou isso, que as pessoas vão ser proibidas, as pessoas contempladas vão ser proibidas de apostar em sites de apostas por um ano. Enfim, o Lula estava tentando fazer uma conexão entre essas apostas, as bets e as dívidas.
dos brasileiros. Mas até, Graebi, estava olhando aqui numa pesquisa da Nexus, que foi investigar por que o brasileiro está assim tão endividado. E eis que as bets não aparecem no topo da lista. Tem muitos outros fatores.
Então, despesas com saúde, despesas normais de companhia, de telefonia, consórcio, financiamento de carro, cartão de crédito, dividendo o cartão de crédito é uma coisa que os juros são altíssimos, tem muito brasileiro endividado no cartão de crédito, lembrando que no cartão de crédito você não pode fazer bets, apostas usando o cartão de crédito. Então, essa questão de fundo dos juros muito altos continuam.
atrapalhando a vida dos brasileiros. E aí mesmo que o sujeito consiga algum perdão das dívidas, ele acaba fazendo novas dívidas depois e aí nada se resolve. Perdão, queria chamar a atenção para um outro aspecto que foi levantado por essa pesquisa da Nexus que você mencionou, Duda, que é o seguinte, tem uma chance de não surtir efeito eleitoral o programa Desenrola 2, porque a pesquisa foi medir, é...
a preocupação das pessoas que estão endividadas e a média dos eleitores. A intenção de voto desses dois grupos, os endividados e os eleitores médios. E descobriu que não tem uma discrepância significativa. Então, pode ser que o programa seja lançado e tenha um efeito apenas marginal na intenção de voto.
Então, ainda por cima, é uma aposta eleitoral duvidosa do Lula. Então, é óbvio que as pessoas estão afogadas, as pessoas...
Possivelmente estão precisando desse alívio de curto prazo, mas não mexe nas questões estruturais, como você muito bem explicou, e o resultado eleitoral talvez não seja tudo aquilo que o governo espera. E aí, Greve, acho que o Lula está numa situação que ele não tem muito como melhorar a aprovação dele. Então, qualquer coisa que apareça minimamente, podendo fazer algum efeito, ele vai lá e pega e usa.
O ideal, acho que nesse caso, seria realmente ensinar o brasileiro do problema de fazer dívida quando a gente está com juros muito altos. O brasileiro muitas vezes não entende essa coisa do girar o cartão de crédito, acaba se confundindo demais, falta educação.
financeira para o brasileiro e falta educação econômica para o presidente Lula. Ele segue gastando mais do que deveria e isso tem esse impacto totalmente deletério na vida da população. Muito bem, e antes de passar para a próxima notícia, eu vou aqui chamar a Amadá. A Amadá está entre nós. Tudo bem? Oi, é, deu lá antagonistas muito...
Comentando sobre o desenrolo, sabe uma impressão que eu tenho? É bolsa-banco, né? É para dar dinheiro para banco, não é para ninguém quitar dívida. Se o Lula quisesse que o brasileiro quitasse dívida, ele já estava no terceiro mandato, ele teria parado com algo vergonhoso na estrutura do nosso país, que é banqueiro poder agir igual a agiota. Não existe lugar nenhum do mundo juros na altura que a gente tem.
E essa conta do juros sobre juros, isso só existe no Brasil. Que aqui, como é que chama o nome? Juros composto. Que é a geotagem de luxo, isso é coisa de a geota, isso não tem. E eu não estou falando que não tem em país sério, nem em país que não é sério não tem. Porque isso é a lama da vagabundagem que existe, juros sobre juros. Os bancos ganham juros sobre outros juros no Brasil.
O juro que ele mesmo faz, ele mesmo cobra e cobra o juro sobre o juro.
A pessoa está pagando uma dívida escoxante, impossível de ser paga, com desconto que não tiram tanto que esses juros são abusivos, comparo o que o brasileiro está pagando com a Selic. É absurdo, é absurdo abrir linha de crédito para o cara. Como é que é a história? O cara vai poder usar o próprio dinheiro dele para pagar uma dívida que é impagável porque é conta de agiota.
O Lula teve três mandatos para acabar com o juro composto. O PT teve cinco mandatos para acabar com a agiotagem de luxo, que é cartão de crédito no Brasil. Gente, eu acho que tem agiota que cobra menos que as bandeiras de cartão de crédito que são legalizadas no Brasil. Não tem o menor cabimento isso. Ele teve esse tempo todo para acabar. E o brasileiro está endividado por essa combinação. Juros impagáveis.
E falta de educação de tudo. Quando a gente vai ver o PISA, que é aquele exame que tem das crianças de 15 anos, de português e matemática no âmbito da OCDE, só 5% dos brasileiros de 15 anos sabem as operações que tinham que saber, inclusive porcentagem. A pessoa vê se a parcela cabe no salário dela, ela não tem a menor noção de quanto paga de juros.
E o governo que tinha que ter vergonha na cara para acabar com isso, quinto mandato do PT, não acabou com essa vergonha que só tem no Brasil. E agora ele está fazendo isso para quê? Para dar dinheiro para banco. É Bolsa Banco, só vai servir para isso. Eu acho uma covardia com o trabalhador, mas fazer covardia com o trabalhador e pintar como se fosse um programa social, o que é Bolsa Meus Amigos, o PT é o craque disso. É isso aí.
Bom, vamos em frente que a gente tem um monte de assuntos para abordar e todos são interessantes e importantes. O presidente Lula viaja nesta quarta-feira aos Estados Unidos.
E parece que vai se encontrar com Donald Trump, presidente americano em Washington, na quinta, no dia seguinte. A reunião estava prevista para o início deste ano, mas foi adiada devido aos conflitos no Oriente Médio, que geraram críticas públicas de Lula à atuação do americano.
O principal interesse da Casa Branca é firmar um acordo sobre minerais críticos, tema que também será discutido por Trump com o presidente da China, Xi Jinping, ainda em maio neste mês. O governo dos Estados Unidos busca consolidar a parceria com o Brasil antes do fim do atual mandato de Lula para evitar que eventuais mudanças políticas no Brasil em 2027 dificultem as negociações.
Além da pauta mineral, os presidentes devem tratar de tarifas comerciais e do combate ao crime organizado. Duda, qual a sua expectativa para esse encontro de Lula e Trump? O Lula andou disparando as suas farpas para o Trump.
você acha que ele vai ser bem recebido por lá ou vai ter um clima gelado? O Lula, de fato, tem provocado bastante o Trump em várias declarações. Ele diz que o Trump é o imperador do mundo, criticou a ação militar americana no Irã, mas acho, Greb, que ele deve ser bem recebido. O Trump está com muitos problemas.
no resto do mundo, em relação à economia americana também, agora às vésperas das eleições de meio-mandato, as eleições legislativas, então não acho que o Trump vai querer arrumar problema com o Brasil. Agora, o Lula faz isso agora, e aí voltando àquela história do desenrola, é isso. Qualquer alternativa que ele tenha, que ele possa melhorar...
a pontuação dele nas pesquisas eleitorais, ele vai usar. E essa viagem para os Estados Unidos é mais uma dessas tentativas. O Lula sabe, e o Sidone Palmeira da SECOM também sabe, que no ano passado o Lula conseguiu um ganho ali na aprovação, quando ele conseguiu se acertar com o Trump. Trump falou, olha, teve uma boa química aqui com o Lula na ONU, depois eles se encontram, e aí que tem um revés.
por parte do governo americano, de tirar o tarifácio aos produtos brasileiros e também tirar Magnitsky, que estava em cima do Alexandre de Moraes. E aí o Lula se colocou como o defensor da soberania e até naquele momento, estamos falando de outubro do ano passado, você tem a aprovação do Lula maior do que a desaprovação.
Agora a situação é bem diferente, porque o Lula está aqui no nosso Lulômetro com quase 50% de ruim e péssimo e menos de 30% de ótimo e bom. Então o Lula está tentando ver se consegue reeditar esse sucesso que ele teve no ano passado. Agora vai lembrar também que no ano passado...
O Lula conseguiu, de fato, esse empurrãozinho com a ajuda do Trump, mas a coisa acabou quando teve aquela operação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, comandada pelo Cláudio Castro, então governador do Rio. E o Lula fala aquela bobagem de que os traficantes também são vítimas dos usuários. Isso aí acabou, derrubou de novo a aprovação do Lula.
E desde então não retomou de novo, não retomou mais. E agora o Lula vai tentar de novo usar o Trump nessa campanha dele pela reeleição esse ano.
O príncipe Charles, príncipe não, a gente é acostumado a chamar de príncipe, mas agora ele é rei. O rei Charles esteve visitando o Trump recentemente e foi super hábil ao lidar com ele. Levou um presente douradíssimo, foi super simpático com o Trump e parece ter colhido algum fruto diplomático disso. Já que...
Apesar da relação especial que os Estados Unidos sempre tiveram com a Inglaterra, as coisas andam também um pouco estremecidas com o Stammer na Inglaterra, o primeiro ministro britânico. Você acha que o Lula vai ter o mesmo savoir-faire, com você eu falo chique, do rei Charles? Ou ele vai levar jabuticaba para o Trump? Douradas, né? Jabuticabas douradas.
É, ele vai levar a presença dele maravilhosa lá para o Trump, agora essa versão Lula de chapéu. Depois fica pensurando todo mundo que chama ele de Zé Pilintra, mas está igual, né, o figurino. Figurino, olha, quem é das religiões afro fala para mim, só faltou o terno branco com a gravata vermelha. Mas, enfim, eu acho que aí mostra muito, você falou do rei Charles, a diferença que é você ter.
alguém dedicado a cuidar das coisas de Estado e outro dedicado a cuidar das coisas de governo. Nenhum primeiro-ministro inglês consegue fazer essa ponte de cuidar, de falar para o público interno dele, ao mesmo tempo que faz as relações de Estado. Por isso que tem o chefe de Estado e o governo. Eu sempre fui a favor dessa divisão. O Brasil optou por misturar tudo.
Mas enfim, quem vota em Lula e em Bolsonaro também não vai pensar nesse tipo de detalhe do que vai dar errado lá na frente. Vai tudo na emoção. O Lula está indo para lá, o Brasil tem uma posição privilegiada em terras raras. O que são essas terras raras que o pessoal fala? É um conjunto de 17 metais que são primordiais para a indústria da tecnologia.
que são raros e o Brasil é a segunda maior reserva do mundo. Primeiro é a China. E por que a gente não está rico com isso? Porque a extração é problemática, é altamente poluente, é muito polêmica, envolve muito custo, muita tecnologia. A gente tem grandes reservas na Bahia e no Amazonas, que são os estados mais interessados nisso.
o Trump está louco para fazer uma aliança com o Brasil sobre isso. Ele mandou o pessoal lá para a Lua, até o Sérgio Sacani, que a gente trouxe outro dia aqui no Papo Antagonista, foi por isso. O Trump mandou missão para a Lua para ver se consegue vir de lá. Então você veja o tanto que é importante para ele esse tipo de aliança.
É algo que o Brasil poderia pensar a longo prazo e se colocar no cenário internacional, mas infelizmente com essa política que a gente tem, presidencialista, alarmista e apaixonada, os políticos são muito mais preocupados com agradar o seu gado, atacar jornalista e garantir eleição do que com o futuro do Brasil.
É interessante sobre as terras raras a gente observar que existe uma mineradora de terras raras operando plenamente no Brasil, em Goiás. Ela se chama Serra Verde. Essa mineradora já era...
propriedade de um fundo inglês e já tinha algum investimento americano. Mas agora, duas semanas atrás, se eu não me engano, ela recebeu um investimento, ela foi comprada por uma empresa dos Estados Unidos. E essa empresa dos Estados Unidos tem uma fatia grande dela nas mãos da Casa Branca. Então, de certa forma, a Casa Branca, o governo americano, já...
avançou sobre a produção, nem as reservas, a produção de terras raras que está acontecendo no Brasil. Então isso é um indício do interesse gigantesco que existe mesmo numa parceria com o Brasil para poder fazer a exploração em maior escala e a extração desses minerais. O Flávio Bolsonaro já disse que o Brasil poderia ser o parceiro primordial dos Estados Unidos.
para tentar fazer um contraponto à China. Inclusive, quando o Trump começou com a história toda das tarifas, respondeu imediatamente, diminuindo a oferta de terras raras para os Estados Unidos. Então, assim, terra rara não é só commodity, é material de importância geopolítica, estratégica.
O Flávio Bolsonaro já fez esse aceno, vamos ver o que o Lula tem a dizer sobre isso. Se ele vai, de fato, agir para desenvolver uma nova indústria no país, ou se a ideologia, como tantas vezes acontece, vai se sobrepor ao interesse nacional no caso dos petistas. E também vou falar diferente do agir, né, Graeb? Porque, assim, lembra o Bolsonaro? Ficava toda hora, não tirava o nióbio e o grafeno da boca.
Foi quatro anos presidente, não é verdade? O máximo que arrumou aí foi os amigos que faziam um colarzinho de nióbio, pulseirinha para pôr no pé de hippie. Então, assim, executar políticas de Estado no Brasil não é uma prioridade.
Não é uma prioridade dos políticos. E isso é uma política de várias dimensões, inclusive uma política de desenvolvimento de pesquisa, ciência e tecnologia. Não é só tirar uma pedra do chão e pronto, uhul, estamos ricos. A riqueza das terras raras está no processamento delas.
A China é dona das mares jazidas, mas ela é responsável por, sei lá, acho que 90%, não é isso? Do processamento das terras raras. Ela é a única que detém a tecnologia necessária para fazer isso em escala.
Então, realmente, não é só cavucar o chão. Acho, Grae, que aí o Brasil se sai melhor se ele conseguir se manter distante tanto da China quanto dos Estados Unidos. O Brasil já teve esse tipo de posição no passado. Acho que era entre Estados Unidos e Alemanha. Então, pode fazer isso de novo.
O que eu quero dizer, tanto a China quanto os Estados Unidos estão de olho aqui nas nossas terras raras. Então, abriu oportunidade ali em Goiás para fazer investimento com os Estados Unidos, ok, abriu. Depois a China quer fazer no Ceará, abriu. Você não precisa fechar com um desses dois, com os Estados Unidos ou com a China. Porque se a gente não fechar com nenhum dos dois, os dois vão querer investir aqui e a gente pode ganhar dos dois lados. Perfeito.
Bom, olha só, eu temo que a gente não consiga esgotar esse assunto até o nosso intervalo, que começa daqui a cinco minutos, mas vamos começar. O senador Flávio Bolsonaro participou de um culto na igreja do pastor Silas Malafaia, no Rio de Janeiro, marcando uma reaproximação entre os dois após uns estranhamentos.
que aconteceram recentemente. No início deste ano, Malafaia havia criticado a escolha de Flávio como sucessor de Jair Bolsonaro na disputa presidencial, afirmando que o senador não empolga os eleitores de direita e manifestando preferência por tal Tarcísio de Freitas.
Durante esta cerimônia agora do domingo, o pastor chamou ao púlpito Flávio Bolsonaro, Cláudio Castro, Douglas Ruas e Marcelo. Douglas Ruas é o atual presidente da ALERJ, da Assembleia do Rio de Janeiro. E o Marcelo Crivella para uma oração coletiva, além de fazer críticas ao governo federal. Vamos ver esse vídeo.
Senhor, eu quero abençoar a vida desses homens, que a tua vontade se estabeleça para que eles sejam instrumentos teus. Que a tua bênção venha sobre a vida deles, a sua jornada. Que tu dê inteligência, sabedoria, revelação. E nós oramos pela nossa nação.
pelos homens que pertencem ao poder executivo, ao poder legislativo, ao poder judiciário, a governadores e prefeitos, deputados estaduais e vereadores, toda a ordem de autoridade de todos os tribunais. Nós queremos pedir a bênção, que haja paz nessa nação. Ó meu Deus, tem misericórdia do Brasil, livra do caos econômico e social, dê um escape para essa nação.
Afasta esses homens corruptos que estão comandando, dirigindo, Senhor, o narcotráfico, o crime organizado, todo tipo de praga do inferno, seja repreendida do Brasil. Nós declaramos a bênção, a vitória, no nome de Jesus. Amém e amém.
Bom, é um conjunto de homens públicos sem mácula na biografia. Nenhum deles, né? Nunca esteve envolvido em nada complicado, né, Madá? Nem o Cláudio Castro, nem o Flávio Bolsonaro, nem o Crivella. O Douglas Ruas, a gente... Mas o... É, fala. O Malafaia praticamente fez a mesma coisa por todos, né?
Eu fiz o Narrativas Antagonistas sobre isso, lembrando a bênção que ele deu para o Bolsonaro e a bênção que ele deu para o Lula. E, aliás, a do Flávio, vou te falar, a do Flávio foi mil vezes melhor da que ele fez no Bolsonaro. Eu não sei se vocês lembram qual foi a bênção que ele fez sobre o Bolsonaro, que ele fez Corinthians 1.
Coríntios 1, vou pegar aqui até qual é o versículo, quer ver? Coríntios 1, 27. Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias. E Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir a forte. E Deus escolheu as coisas bis deste mundo, as desprezíveis, as que não são para aniquilar as que são, para que nenhuma carne se glorie perante ele.
Foi isso que ele falou para recomendar o Bolsonaro, que até na ativa do antagonista eu falo, não parece aquele momento em que o Chávez vai defender o seu Madruga no seriado, que ele fala, não é só porque ele é desempregado que você vai desprezar, não, ele é nosso amigo, não é só porque ele deve para todo mundo, não é só aí, fala do corpo, foi isso que ele fez.
na do Flávio, ele entrou mais na onda, igualzinho ele fez na do Lula, que eu também trouxe em Narrativas em 2002. Foi uma coisa mais normal, mas ele tem recomendado todos. É uma coisa que o Estado laico permite, que quem começou a fazer isso não foi nem evangélico, foi a Igreja Católica, como ele lembrou também nessa pregação.
que eu, como cristã, acho abominável colocar qualquer político no altar, mas aí vai do fiel aceitar ou não, né? Eu acho abominável. Falou de político no sermão, pode ser qualquer igreja, eu levanto e saio. Se falar o nome de qualquer político, eu saio. Tem uma turma que faz igual a mim, mas tem uma turma que aceita fazer o quê?
Exatamente. Eu me lembro bem dessa benção ao Bolsonaro. É quase um esquete de humor. Não sei se involuntário ou voluntário. Porque ele acaba com o Bolsonaro para elevá-lo. A gente vai fazer o intervalo aqui na TV BMC, mas continuamos com a transmissão no YouTube. Voltamos já.
Muito bem, estamos aqui no portal do Antagonista no YouTube, continuamos conversando com vocês. A gente vai voltar a falar do Flávio Bolsonaro depois que o intervalo terminar, mas vamos ler o que vocês andam dizendo aí no chat. Duda, você está com... Eliana Maria, está tudo caro e a classe média está muito endividada. Lula piorou a nossa vida.
Marcílio Monteiro, Duda, o intuito é fazer do Brasil a Cuba do século XXI. JRB, Lula lança o Tim Rola 2.0. Elton Lima Jr., Lula parou no tempo, não percebeu que as necessidades do povão mudaram. Não passa de um retrógrado.
Rodolfo Libardi, Lula está ultrapassado, vive nos anos 80 como sindicalista, não dá mais. Fred Bequet, o problema não são os juros compostos, mas sim o valor dos juros. Maria Aparecida da Silva, todo executivo e legislativo brasileiros trabalham para os bancos.
Bobo é quem ainda se divide entre a esquerda e direita. Ildo Teixeira. Lula tá lascado, até sua velha cambada não vê nada de bom agora.
Marcílio Monteiro, Duda, a edição da revista Cruzoé dessa semana passada ficou maravilhosa. Parabéns pelo trabalho para você e sua equipe. O Graip está mostrando a edição impressa. Olha aqui, edição impressa de colecionador, certo? Impressa, é a primeira vez que existe uma Cruzoé impressa. E você pode tê-la se fizer a assinatura de dois anos da revista.
Certo? Então, muito legal, realmente, para guardar. Graieb participou, escreveu sobre o Oráculo, que é uma ferramenta... Um novo produto do Antagonista, que vai entrar no ar já já. Vou seguir aqui. Marcílio Monteiro, Madá, o futuro do Brasil sempre ficou em último plano. S. Palermo, coitado do Zé Pilantra.
Comparar ele com o Lula é ofender demais a entidade, Madá. E tem aqui a enquete, deixa eu pegar aqui para vocês. Qual é o próximo passo dessa estratégia econômica do governo Lula? 1. Criar o imposto sobre o ar.
2. Lançar o Desenrola. O Desenrola. O Desenrola. E o 3. É culpar a herança maldita. De novo. Ele fez isso quando assumiu pela primeira vez. O problema é que ele agora vai pegar a própria herança do Lula 3. Vamos voltar? Vamos voltar. Voltando agora à TVBMC. Você continua aqui no YouTube também.
Muito bem, estamos de volta do nosso intervalo. Vamos continuar falando um pouco sobre o culto em que o pastor Silas Malafaia abençoou Flávio Bolsonaro, abençoou Cláudio Castro, abençoou Douglas Ruas e o Marcelo Crivella. Duda, existia uma briga.
no núcleo duro, não é só na direita, no núcleo duro do bolsonarismo, em torno dessa candidatura do Flávio.
Como a gente disse na introdução da notícia, o Malafaia estava irritadíssimo com a escolha, achava que deveria ter sido o Tarcísio. Enfim, ficava dando indiretas, dizendo que a Michele também concordava com ele e tudo mais. Do ponto de vista da candidatura do Flávio Bolsonaro, é um evento importante essa reaproximação.
Se vai durar, a gente não sabe, porque o Malafai é um pouco destemperado. Até na hora da bênção, ele não se contém e começa a berrar.
Não sei se vai durar, mas é importante, né? É importantíssimo para o Flávio Bolsonaro, porque o Malafaia é uma figura muito importante no meio evangélico. Ele lidera, comanda muita gente, orienta, influencia muitos fiéis, é super importante na igreja dele. Mas é isso, não teve muita opção para o Malafaia, porque...
Ele apoiava o Tarcísio de Freitas, mas já está mais do que claro que o candidato do Jair Bolsonaro, do bolsonarismo, é o Flávio Bolsonaro. E não tem... O Malafaia, no passado, ele tinha um acesso direto...
ao Jair Bolsonaro e ficava fazendo a cabeça do Jair Bolsonaro, até reclamando dos filhos do Jair Bolsonaro, do Eduardo Bolsonaro. A gente viu isso naqueles mensagens que a PF revelou no ano passado. Mas agora é o Flávio Bolsonaro que conversa com o Jair Bolsonaro. O Flávio está lá colocado como o advogado do Jair.
Então tudo passa pelo Flávio, não tem opção para o Malafaia, a não ser entrar e aceitar a candidatura do Flávio, e o Flávio só tem a ganhar com isso. Exatamente. E, Madá, alguma outra observação sobre esse culto? Foi um culto. Olha, é a mesma observação que eu faço sempre para político que fica se valendo de Deus para ludibriar o povo.
Quando você pede para Deus olhar pelo povo, olhar pelos justos, Deus atende. Vocês lembram do Eduardo Cunha? Que Deus tem a piedade dessa nação. Deus teve, olha o que aconteceu com ele.
Jorge Messias, Deus ouviu as orações que foram feitas. E não vamos esquecer que os ungidos de Malafaia, Lula e Bolsonaro foram os dois pra cadeia. Eu não sei se é bom ou ruim ter o apoio.
É muito bom politicamente, mas espiritualmente eu, se fosse Flávio Bolsonaro, estaria com medo. Eu acredito mais na lei de Deus que na lei do homem. Os dois ungidos por Malafaia acabaram na cadeia.
É, e assim, eu quero fazer uma observação, né? O Malafaia fez questão de falar de criminalidade, de falar de corrupção que acontece no Brasil, né? As pessoas que estavam com ele no palco não são imaculadas. O Cláudio Castro acabou de renunciar ao governo do Rio de Janeiro para fugir.
de uma cassação que seria inevitável. Porque chegaram à conclusão de que ele, enfim, montou um esquema de empregados fantasmas em órgãos do governo estadual para servirem de cabos eleitorais dele nas eleições. Ele usou dinheiro público para se beneficiar nas eleições. O Flávio Bolsonaro tem a história das rachadinhas, tem a história de mansão. Enfim, o Douglas Ruas...
que é o candidato desse grupo político a assumir o governo do Rio de Janeiro, agora ainda, depois da saída do Cláudio Castro, e a disputar as eleições para governador contra o Eduardo Paes, o Douglas Ruas não tem nenhuma anotação na ficha corrida até este momento.
mas já começam a aparecer. A pessoa se destaca na vida política, começam a levantar, a dar enxadada no terreno para ver se aparece minhoca. E começaram a aparecer minhocas.
gastos de 15 milhões de reais nos últimos três anos com compra de imóveis. Ele diz que tudo é justificado pelos rendimentos da empresa que ele tem no Rio de Janeiro. Vamos ver se é verdade.
mas a vizinhança com Cláudio Castro e com esse grupo que está sempre enrolado no Rio de Janeiro, o Rio de Janeiro é um enrosco permanente, a vizinhança não diz muito de bom a respeito das perspectivas do Douglas Ruas com a polícia. Vamos ver. Aliás, ele é policial civil também.
Eu só quero te falar o que eles têm de justificativa teológica para isso, Graebi. Eles já têm uma justificativa teológica para isso? E por que eles se sentem tão à vontade de mostrar pessoas tão problemáticas? Não era um evento qualquer, a Santa Ceia, que na Igreja Católica acontece todos os domingos, mas na Igreja Evangélica ela acontece uma vez por mês, em boa parte das denominações.
Então, assim, por que ele se sente à vontade? Porque eles têm uma teologia que eles se pegam de comparar esses políticos a Davi.
que Davi era o escolhido por Deus e tinha gravíssimos atos de moralidade e corrupção. O Davi se apaixonou por uma mulher casada, Batseba, mandou o marido dela para a guerra de uma forma que ele garantisse que o cara seria assassinado para ficar com ela. E isso não é do Malafaia. Tem uma série na Netflix que se chama A Família.
que é sobre aquele grupo cristão que faz uns cafés da manhã, lá em Washington, na Casa Branca. E aí fala muito sobre o uso dessa teologia na política, que é algo que começa décadas atrás nos Estados Unidos.
e vem desaguar aqui. E bate muito num versículo que se repete a exaustão para os cristãos, sobretudo para os cristãos de países subdesenvolvidos, que têm efetivamente pouca capacidade, não, mas pouca oportunidade de estudar e se preparar. Deus não escolhe os preparados, prepara os escolhidos.
Entende? Então, com base na teologia de Davi e nesse versículo, que é especialmente utilizado no nosso país, onde muita gente se sente por baixo porque não teve oportunidade, todo mundo conhece que Deus não escolhe os preparados, prepara os escolhidos. Então, assim, a gente que olha de fora da igreja...
Quem olha de fora da igreja, do mundo da política, fala assim, meu Deus do céu, como ele está falando em Jesus com esse pessoal no palco. Diante dessa estrutura teológica, faz total coerência, entende? Ele não enfrenta nenhum questionamento interno com isso. O que ele enfrenta é algo que a gente vê num documentário de 2014 sobre a Assembleia de Deus, que é a denominação dele, chamado Púlpito e Parlamento.
Existe na Assembleia de Deus, que é a maior denominação brasileira, é o berço do neopentecostalismo e é legitimamente brasileira, apesar de fundada por missionários suecos. A Assembleia de Deus nem quis ter um partido como a Universal tem. O fiel da Assembleia de Deus, no geral...
não gosta de promoção de político dentro da igreja. E nesse documentário Púlpito e Parlamento fica muito claro que você acompanha as pessoas, elas vão lá, aplaudem, saem e falam, que maluco, né? De novo trazendo os picaretas. Então, assim, nesse sentido, acho que tem muita gente que reclama. Mas eles não são questionados por incoerência. Por incoerência não são. São questionados por botar político no púlpito.
Madá, a Bíblia é tão rica, tão vasta, né? E ela usa uma linguagem tão simbólica, tão metafórica, às vezes, né? Que você encontra a justificativa para o que você quiser na Bíblia, né? Então, é...
Daí eu concordo com você. Você usar essa lógica para falar da vida moral das pessoas, para você levantar o espírito de quem está numa pior e tudo mais, eu acho que é uma função maravilhosa da religião. Você instrumentalizar as mensagens religiosas.
para elevar estes picaretas da política, daí eu estou completamente junto com os fiéis da Assembleia de Deus. É você pedir para ser manipulado. É você pedir para ser usado em favor de alguém que não tem a ver com a sua religião, que está lá por outros motivos, está lá para ganhar poder em outra esfera. Então, assim, é um horror.
E a maneira como o Malafaia faz isso, eu acho uma das mais tétricas possíveis. A agressividade que ele usa, a raiva que ele expõe cada vez que fala. E ele faz isso para tentar manipular os fiéis em favor de Bolsonaro e quejandos. Por favor, deixa...
Eu não sou uma pessoa religiosa, ao contrário de você. Mas deixa as pessoas viverem a religião delas em paz. Exato. Sem carregar nas costas a ambição dos políticos, pelo amor de Deus. É verdade. Agora, essa eleição é uma eleição que vai ser muito marcada por religião. A gente vê os candidatos cada vez mais apelando para os fiéis. E lembrando que faz uma semana ou duas a gente viu o Lula.
rezando, ajoelhado num banco de igreja, se não me engano, foi na Sagrada Família, lá em Barcelona. A gente vai ver muito esse apelo porque a época eleitoral e os eleitores religiosos são uma grande parte do total. Madá, você que é teóloga, eu tenho aqui uma tese religiosa sobre política.
Os desígnios divinos. E olha, nesse mesmo sermão, o Malafaia falou da Igreja Católica, do Leonardo Boff, do Lula, da Teologia da Libertação. Ele falou, eu duvido que a imprensa divulgue isso. Como ele duvidou, eu fui lá e divulguei. Está tudinho o que ele falou, cortei um pedaço do sermão dele e meti no narrativo do antagonista. Vai duvidar de outro, pastor. Boa.
Mas então, Madá, vê se a minha tese religiosa faz sentido, você que é teóloga, que é a nossa agostiniana de plantão. Se os desígnios de Deus são misteriosos, mesmo que ele atue na história humana...
e ponha um Bolsonaro no poder, isso não significa que o Bolsonaro vai fazer o bem, ou que qualquer outro político vai fazer o bem. Ele pode pôr o Bolsonaro lá para fazer o mal, porque a gente não sabe o que virá depois. A gente não sabe explicar o que está guardado para nós na lógica divina. Não faz sentido isso?
E assim, isso é uma passagem que eu acho que até ateu conhece da Bíblia, né? A César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Deus está acima de todas as coisas, inclusive da política. A política pode ser uma aprovação a que o povo seja submetido. Eu sou muito a favor do que a Igreja Católica faz. Por exemplo, você sabe que padre não pode se candidatar, né?
Se ele se candidatar, ele tem que largar a batina. Conheci vários. Conheci deputado, que é ex-padre, tudo, tem que largar a batina. Eu sou a favor de reduzir ao máximo a mistura. Ao máximo a mistura. E as comunidades católicas de base de que tanto se fala, que foram o surgimento do PT, elas fortaleceram muito o PT e enfraqueceram muito a Igreja Católica.
E hoje virou aí uma rinha de padre. Padre toda vez que fica muito famoso não é bom, né? Porque as três religiões, as três grandes religiões monoteístas têm algum ensinamento no sentido de que onde há vaidade não há Deus. A gente tem essa mistura. O brasileiro é religioso, ele quer ver no governante a mesma religião que a dele, mas o que a gente vê...
É que no final, esse pessoal que vai aí todo apelando para a religião, na lei do homem, eles vão bordeando, bordeando, bordeando, uma hora eles vão presos também, né? Então é isso, eu só oro, eu só oro para Deus defender o povo, defender o justo e dar para a gente condição de fazer justiça com essa gente toda.
E só pra terminar, né? É só no Brasil que você tem o deputado, pastor, sargento, Isidório. Cara, é três coisas ao mesmo tempo. É mistura demais, pro meu avanço. Vamos lá. Ex-gay, ex-travesti. É verdade isso!
E ainda isso. Você não viu? Eu tenho uma pregação maravilhosa dele sobre a restauração. Mas eu não posso trazer aqui. Deu para o canal. A pregação dele falando tudo que Deus restaurou nele. É sensacional. Sensacional. Isso é uma pregação, é isso?
É uma pregação, exatamente. É uma pregação. Entendedores entenderão. Os melhores momentos da política nacional. Muito bem. Vamos falar do Gilmar Mendes. O ministro do STF afirmou nesta segunda-feira que é um erro atribuir apenas ao judiciário a crise de confiança nas instituições brasileiras.
A declaração ocorreu durante uma audiência pública convocada pelo ministro Flávio Dino para discutir a fiscalização do mercado de capitais e a atuação da Comissão de Valores Mobiliários. Mendes declarou que o escândalo envolvendo o Banco Master aumentou a desconfiança da população. No entanto, argumentou que focar as críticas exclusivamente no STF diante desse cenário demonstra uma visão limitada do problema institucional.
Vamos ver o vídeo. De fato, os números da data folha divulgados em 11 de março são eloquentes e desautorizam qualquer leitura seletiva da crise de credibilidade que atravessa o país. 45% dos brasileiros desconfiam do Congresso, 43% da presidência da República, mesmo índice que o do STF, 36% da imprensa, 52% dos partidos políticos.
Temos, portanto, um quadro de descrédito generalizado e impulsionado pelas dificuldades que o Estado brasileiro tem enfrentado para atender demandas básicas dos cidadãos. Nesse sentido, pretender resolver a crise de confiança, mirando apenas o Supremo Tribunal Federal, é no mínimo engenhariedade, mas mais provavelmente miopia deliberada e intenções obscuras.
Olha só, eu não enxergo essa fixação exclusiva no STF, em nenhum brasileiro.
Como ele mesmo disse, a pesquisa demonstra que tem uma desconfiança generalizada nas instituições. O que acontece é que o STF tinha ficado à margem ou acima, um pouco à margem, e um pouco acima desse descrédito até recentemente. Agora nós temos uma situação em que tem dois ministros do STF diretamente mencionados num escândalo.
de corrupção, talvez o maior escândalo financeiro da história do país. Então, a questão é a novidade. Um órgão hiperpoderoso, que cresceu em poder porque a Constituição Federal de 88 lhe deu esse poder, e ele foi aprendendo a usá-lo ao longo de mais de 40 anos.
de repente a gente descobre que o telhado também é de vidro. Então não existe essa exclusividade. O que existe é o fato de que agora sabemos que nem o Supremo se salva. Não é isso?
É, e o que você colocou, Greb, é um fato, quer dizer, esse envolvimento do Dias Toffoli e do Alexandre de Moraes ali, no caso do Banco Master, que é uma coisa que ficou muito, do ano passado para cá, aumentou muito a descrença com o STF. Essa descrença já vinha aumentando com o tempo, né, 2005, algumas intervenções do STF no Legislativo.
Depois do inquérito das fake news, já vinha num crescente, mas agora a coisa está num nível que teve uma pesquisa recente do Meio Ideia falando que 42% dos brasileiros acham que a principal ameaça à democracia no Brasil é o judiciário.
Olha, isso aí eu não recordo de ter um dado histórico nesse nível. Nós estamos mal com os três poderes. Tanto a gente está com um governo com uma desaprovação altíssima, algumas pesquisas botam aí 60%, o legislativo também, o brasileiro está muito entristecido com o nosso legislativo, o Gomota.
Alcolumbre, aparecem super mal nas pesquisas, mas o STF tem um destaque sim, porque realmente não estamos só falando de invadir os outros poderes, mas de atitudes dos ministros que são muito suspeitos para dizer o mínimo. Madá, quer comentar?
Eu quero. O ministro está achando que está jogando só para cima do STF, porque talvez pela primeira vez na história do Brasil, um escândalo político de corrupção esteja envolvendo o STF. Nós não tivemos isso antes. O Máster é o primeiro.
a imagem do STF estava muito ruim, principalmente por causa do inquérito das fake news, das pessoas presas, das coisas que você não consegue entender, e briga de ministro do STF com Monark, uma coisa completamente louca, censura. Mas até então a gente estava no âmbito de decisões judiciais.
que iam muito além. E quando tinha problema no judiciário, qual era a reclamação? Da aposentadoria compulsória. Esse era o problema. Mais na cabeça das pessoas, mais ou menos se estirpa quando alguém está fora, da aposentadoria compulsória. O que a gente tem nesse câmbio do Máster? Nós temos uma situação que eu vejo que incomoda o ministro Gilmar, mas que ela não vai sumir. Enquanto não tirar os ministros Alexandre Toffoli da corte,
não vai voltar ao normal não tem que fazer não tenho que fazer 129 milhões
A história do resort caindo num país endividado, volta a história do desenrola que a gente está falando. A pessoa que está cheia de dívida, antes ela reclamava, ah, estou pagando uma lagosta, faz a conta lá, é 500 reais, mil reais. Agora a pessoa está cheia de dívida falando, pô, o cara levou 129 milhões do Vorkaro e fala que o contrato é da mulher dele, disso, daquilo. As pessoas pensam assim.
Não tem como controlar o que as pessoas pensam. As pessoas não vão atrás do processo para ver o que é o que. Como imagem, o tribunal não vai adiante como imagem com esses dois ministros. E o brasileiro sempre reclamou de político.
No meio político, o que é a novidade? É fã clube de político. Porque antes eu acho que o brasileiro tinha mais vergonha na cara, antes da geração Z, antes da geração Floquinho de Neve, xingava todos. Agora estão os Floquinho de Neve. Ai, porque quem votou no cara agora não pode reclamar dele. Tudo burro, Floquinho de Neve. Porque a gente sempre reclamou, a gente votava o cara e xingava o cara que a gente votou nele. Que isso é o certo de quem tem vergonha na cara.
O povo acostumou a rechaçar os políticos, só que o STF não estava nessa conta, então para as pessoas é muito mais pesado. Uma coisa é você ver aquele seu cunhado caloteiro, conversador, dar o calote em alguém. A outra coisa é você ver o pastor da sua igreja dar o mesmo calote. O peso é diferente, por isso ele tem a impressão de que no STF cai mais pesado, porque cai mesmo.
Muito bem. Vamos passar rapidamente pela última notícia do dia. A gente provavelmente vai voltar a ela amanhã, porque ela não deve se esgotar. O influenciador Bruno Monteiro Ayub, que é conhecido como Monar, que informou que o YouTube o proibiu de criar novos canais e de monetizar conteúdos. A decisão da plataforma ocorreu após a remoção...
Remoção não, não houve remoção do canal, mas ele só parou de monetizar o canal que ele criou há poucos dias e que só tem um vídeo publicado. O Monarca classificou essa medida como desproporcional, alegando que o único vídeo publicado, esse que eu mencionei, era uma apresentação do seu novo estúdio. Vamos ver.
Gente, é o seguinte, recebi um e-mail hoje do YouTube dizendo que eu não posso mais, estou em suspenso, eu não posso mais criar canais no YouTube ou monetizar canais no YouTube por causa dos meus comentários, que foram infelizes sim, mas de maneira alguma foram mal intencionados e de maneira alguma defenderam qualquer ideologia extremista que você possa pensar.
E eu sofri as consequências, eu perdi o flow, eu saí da empresa, eu saí do meu programa, eu pedi desculpas várias vezes, mas não acabam as retaliações, parece que...
Pessoas muito poderosas querem me destruir completamente. E eu preciso da ajuda de vocês, porque isso não é justo, entendeu? Errar, eu errei. Mas as consequências estão muito fora de proporção, gente. Estão literalmente tentando acabar e aniquilar com a minha vida. É isso que é justo? É isso que vocês acham justo?
Bom, ainda tem algumas coisas obscuras sobre essa história, porque, enfim, tem a Polícia Federal dizendo que o Monarque, mesmo fora das redes sociais, continuava propagando informação falsa sobre o sistema eleitoral. A notícia chegou um pouco enviesada, primeiro deu a sensação de que ele não podia mais publicar, que o canal ia sair do ar, mas, na verdade, a suspensão era de monetização.
Precisamos entender melhor essa história, né, Duda? Só uma pincelada porque a gente já tem que acabar o programa. É, e tudo o que aconteceu com o Monarque é um absurdo, né? Porque o que ele fez foi defender no flow que as pessoas poderiam defender a existência do partido nazismo. Então, ele não é...
não fez nenhum comentário a favor do nazismo, ele não é uma pessoa nazista, o que ele defendeu era que as pessoas pudessem debater livremente, mas o Brasil claramente não permite isso atualmente, porque a gente está vivendo uma época de censura absurda. Muito bem, esse é um assunto permanente para o antagonista, liberdade de expressão, e a gente vai voltar a ele. Mas hoje a gente está acabando o programa. Boa noite, Madá, uma doente, Duda. Vamos só pôr na tela o resultado da nossa enquete.
Olha lá, 51% para culpar a herança maldita de novo. Chegamos ao fim do Papo Antagonista de hoje. Boa noite. Papo Antagonista Você acaba de ouvir um podcast O Antagonista Sempre explicando o que você precisa saber.
Crusoé
Edição especial Crusoé impressa