Cortes do Papo - Gilmar Mendes cita BANCO MASTER e faz alerta sobre crise de confiança
Assista à análise da fala do ministro nesta segunda-feira e veja como ele divide a responsabilidade com outros setores da sociedade e da política.
Você já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes?
Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás.
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José Inácio Pilar
Madeleine Lasco
Wilson Lima
- Crise InstitucionalResponsabilidade do Judiciário · Desconfiança generalizada · Escândalo do Banco Master · Atuação do STF
- Deixa Fedê YouTubeSuspensão de monetização · Liberdade de expressão · Bruno Monteiro Ayub (Monark)
Antagonista. Vamos falar do Gilmar Mendes. O ministro do STF afirmou nesta segunda-feira que é um erro atribuir apenas ao judiciário a crise de confiança nas instituições brasileiras.
A declaração ocorreu durante uma audiência pública convocada pelo ministro Flávio Dino para discutir a fiscalização do mercado de capitais e a atuação da Comissão de Valores Mobiliários. Mendes declarou que o escândalo envolvendo o Banco Master aumentou a desconfiança da população. No entanto, argumentou que focar as críticas exclusivamente no STF diante desse cenário demonstra uma visão limitada do problema institucional.
Vamos ver o vídeo. De fato, os números da data folha divulgados em 11 de março são eloquentes e desautorizam qualquer leitura seletiva da crise de credibilidade que atravessa o país. 45% dos brasileiros desconfiam do Congresso, 43% da presidência da República, mesmo índice que o do STF, 36% da imprensa, 52% dos partidos políticos.
Temos, portanto, um quadro de descrédito generalizado e impulsionado pelas dificuldades que o Estado brasileiro tem enfrentado para atender demandas básicas dos cidadãos. Nesse sentido, pretender resolver a crise de confiança, mirando apenas o Supremo Tribunal Federal, é no mínimo ingenuidade, mas mais provavelmente miopia deliberada e intenções obscuras.
Olha só, eu não enxergo essa fixação exclusiva no STF, em nenhum brasileiro.
Como ele mesmo disse, a pesquisa demonstra que tem uma desconfiança generalizada nas instituições. O que acontece é que o STF tinha ficado à margem ou acima, um pouco à margem, e um pouco acima desse descrédito até recentemente. Agora nós temos uma situação em que tem dois ministros do STF diretamente mencionados num escândalo.
de corrupção, talvez o maior escândalo financeiro da história do país. Então, a questão é a novidade. Um órgão hiperpoderoso, que cresceu em poder porque a Constituição Federal de 88 lhe deu esse poder, e ele foi aprendendo a usá-lo ao longo de mais de 40 anos.
de repente a gente descobre que o telhado também é de vidro, então não existe essa exclusividade. O que existe é o fato de que agora sabemos que nem o Supremo se salva, não é isso? É, e o que você colocou, Greb, é um fato, quer dizer, esse envolvimento do Dias Toffoli e do Alexandre de Moraes ali, no caso do Banco Master, que é uma coisa que ficou muito, do ano passado para cá, aumentou muito a descrença.
com o STF. Essa descrença já vinha aumentando com o tempo, né? 2005, algumas intervenções do STF no legislativo, depois o inquérito das fake news já vinha num crescente, mas agora a coisa está num nível que teve uma pesquisa recente do Meio Ideia falando que 42% dos brasileiros acham que a principal ameaça à democracia no Brasil é o judiciário, né?
Olha, isso aí eu não recordo de ter um dado histórico nesse nível. Nós estamos mal com os três poderes. Tanto a gente está com um governo com uma desaprovação altíssima, algumas pesquisas botam aí 60%. Legislativo também. O brasileiro está muito entristecido com o nosso legislativo, o Gomota.
Alcolumbre, aparecem super mal nas pesquisas, mas o STF tem um destaque sim, porque realmente não estamos só falando de invadir os outros poderes, mas de atitudes dos ministros que são muito suspeitos para dizer o mínimo. Madá, quer comentar?
Eu quero. O ministro está achando que está jogando só para cima do STF, porque talvez pela primeira vez na história do Brasil, um escândalo político de corrupção esteja envolvendo o STF. Nós não tivemos isso antes. O Máster é o primeiro.
a imagem do STF estava muito ruim, principalmente por causa do inquérito das fake news, das pessoas presas, das coisas que você não consegue entender, e briga de ministro do STF com Monark, uma coisa completamente louca, censura. Mas até então a gente estava no âmbito de decisões judiciais.
que iram muito além e quando tinha problema no judiciário, qual era a reclamação da aposentadoria compulsória? Esse era o problema. Mas na cabeça das pessoas mais ou menos se estirpa quando alguém está fora da aposentadoria compulsória. O que a gente tem nesse escândalo do Master? Nós temos uma situação que eu vejo que incomoda o ministro Gilmar, mas que ela não vai sumir. Enquanto não tirar os ministros Alexandre Toffoli da corte.
não vai voltar ao normal não tem que fazer não tenho que fazer 129 milhões
A história do resort caindo num país endividado, volta a história do desenrola que a gente está falando. A pessoa que está cheia de dívida, antes ela reclamava, ah, estou pagando uma lagosta, faz a conta lá, é 500 reais, mil reais. Agora a pessoa está cheia de dívida falando, pô, o cara levou 129 milhões do Vorkaro e fala que o contrato é da mulher dele, disso, daquilo. As pessoas pensam assim.
Não tem como controlar o que as pessoas pensam. As pessoas não vão atrás do processo para ver o que é o que. Como imagem, o tribunal não vai adiante como imagem com esses dois ministros. E o brasileiro sempre reclamou de político.
No meio político, o que é a novidade? É fã clube de político. Porque antes eu acho que o brasileiro tinha mais vergonha na cara, antes da geração Z, antes da geração Floquinho de Neve, xingava todos. Agora estão os Floquinho de Neve. Ai, porque quem votou no cara agora não pode reclamar dele? Tudo burro, Floquinho de Neve. Porque a gente sempre reclamou, a gente votava o cara e xingava o cara que a gente votou nele. Que isso é o certo de quem tem vergonha na cara.
O povo acostumou a rechaçar os políticos, só que o STF não estava nessa conta, então para as pessoas é muito mais pesado. Uma coisa é você ver aquele seu cunhado caloteiro, conversador, dar o calote em alguém. A outra coisa é você ver o pastor da sua igreja dar o calote. O peso é diferente, por isso ele tem a impressão de que no STF fica mais pesado, porque cai mesmo.
Muito bem. Vamos passar rapidamente pela última notícia do dia. A gente provavelmente vai voltar a ela amanhã, porque ela não deve se esgotar. O influenciador Bruno Monteiro Ayub, que é conhecido como Monar, que informou que o YouTube o proibiu de criar novos canais e de monetizar conteúdos. A decisão da plataforma ocorreu após a remoção...
Remoção não, não houve remoção do canal, mas ele só parou de monetizar o canal que ele criou há poucos dias e que só tem um vídeo publicado. O Monarca classificou essa medida como desproporcional, alegando que o único vídeo publicado, esse que eu mencionei, era uma apresentação do seu novo estúdio. Vamos ver.
Gente, é o seguinte, recebi um e-mail hoje do YouTube dizendo que eu não posso mais, estou em suspenso, eu não posso mais criar canais no YouTube ou monetizar canais no YouTube por causa dos meus comentários, que foram infelizes sim, mas de maneira alguma foram mal intencionados e de maneira alguma defenderam qualquer ideologia extremista que você possa pensar.
E eu sofri as consequências, eu perdi o flow, eu saí da empresa, eu saí do meu programa, eu pedi desculpas várias vezes, mas não acabam as retaliações, parece que...
Pessoas muito poderosas querem me destruir completamente. E eu preciso da ajuda de vocês, porque isso não é justo, entendeu? Errar, eu errei. Mas as consequências, elas estão muito fora de proporção, gente. Estão literalmente tentando acabar e aniquilar com a minha vida. É isso que é justo? É isso que vocês acham justo?
Bom, ainda tem algumas coisas obscuras sobre essa história, porque tem a Polícia Federal dizendo que o Monarque, mesmo fora das redes sociais, continuava propagando informação falsa sobre o sistema eleitoral. A notícia chegou um pouco enviesada, primeiro deu a sensação de que ele não podia mais publicar, que o canal ia sair do ar, mas na verdade a suspensão era de monetização.
Precisamos entender melhor essa história, né, Duda? Só uma pincelada porque a gente já tem que acabar o programa. É, e tudo o que aconteceu com o Monarque é um absurdo, né? Porque o que ele fez foi defender no flow que as pessoas poderiam defender a existência do partido nazismo. Então, ele não é...
Ele não fez nenhum comentário a favor do nazismo, ele não é uma pessoa nazista. O que ele defendeu era que as pessoas pudessem debater livremente, mas o Brasil claramente não permite isso atualmente, porque a gente está vivendo uma época de censura absurda. Você acaba de ouvir um podcast O Antagonista, sempre explicando o que você precisa saber.
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