O cinema com Inês N. Lourenço.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Inês Lourenço
- Chopin· CulturaVida e obra de Frédéric Chopin · Diagnóstico de tuberculose aos 26 anos · Relação com Franz Liszt · Relação com George Sand · Uso de música eletrônica no filme
- Torre de Babel e confusão das línguasComédia absurda e terna · Inspiração em Roy Anderson e Wes Anderson · Influência de Kiarostami e filmes infantis · Cenário bilíngue (Farsi e Francês) no Canadá
- O futuro do cinema e a formação de públicoCineclube Gardunha: O Estrangeiro e Blue Moon · Filmes de Hiroshi Shimizu · Festival Mental (saúde mental) · Ciclo Pioneiras do Cinema Português · Três Dias Sem Deus de Bárbara Virgínia · Torre Bela de Thomas Ireland
- O Encantador (RTP Play)Retrato do escritor Romain Garry · Pseudônimo Émile Ajarre · Sigilo literário e amizade com leitora
- História de um Gorila (Netflix)Narrativa de David Attenborough · Experiência com gorila no Ruanda em 1978 · Dinâmica familiar de gorilas · Estudos de Diane Fossey
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Eu nunca prigo. Por que? O cinema com Inês N. Lourenço Eu já vi a Hiroshima. Eu já vi tudo. Tudo.
Abrir a grande ilusão, Chopin, uma sessonata em Paris de Michel Kvyashinsky. É uma estreia polaca, maioritariamente falada em francês, como seria natural tratando-se de um retrato de Frédéric Chopin. Inês Lourenço, que período da vida do compositor se ilustra aqui?
O Chopin que encontramos neste filme é o famoso, aquele que já toda a alta sociedade parisiense reconhece, que está no auge das suas qualidades performativas, é muito solicitado para tocar em salões aristocráticos, nomeadamente para o rei Luís Filipe I, um genuíno apreciador do seu talento.
E no meio do turbilhão cidadino, desse estilo de vida dandy, Frederico Chopin é diagnosticado com tuberculose aos 26 anos, portanto, em 1836. Uma descoberta que vai fazer com que este quadro cotidiano, já de si efeverscente, se torne mais movimentado, claro, com altos e baixos.
Como se Chopin quisesse acelerar o curso da sua existência com medo de não ter tempo para alcançar tudo o que um homem da sua idade deveria alcançar, sobretudo no plano da vida doméstica. E o que fica claro é que a música, essa necessidade quase biológica em Chopin, estará sempre acima de qualquer ilusão de projeto íntimo.
O filme, como dizias e bem, é uma estreia polaca, em sintonia com as origens de Frédéric Chopin, uma coprodução com França e Espanha, falada essencialmente em francês porque corresponde à altura em que se radicou em França e, de resto, Mihawk Vetschinski é um realizador com um pezinho na televisão.
No entanto, talvez por ser uma produção europeia com meios, com um elenco impecável, um sentido de gosto, aquilo que muitas vezes torna as biografias extremamente convencionais e enfadonhas, aqui é tratado com um impulso pragmático, uma agilidade na construção dos factos, que diria que surpreende pela positiva e conquista um capital de interesse. Ou seja,
Chopin, uma sonata em Paris, mergulha-nos numa certa vivência cultural, que inclui, por exemplo, a amizade do compositor com o seu rival artístico Franz Liszt. Abordam-se mesmo as diferenças musicais entre ambos, a subtileza de Chopin, o virtuosismo ufano de Liszt.
Não podia faltar a longa relação amorosa com a romancista George Sand e a história de um aluno de Chopin, um menino prodígio, Karl Filtz, em quem ele depositou muito as suas esperanças. Enfim.
Em algumas sequências do filme há um uso específico de música eletrónica, apenas um tema que se repete em momentos que requerem uma determinada energia e é verdade que esse gesto de modernidade poderia ferir a sua coerência clássica. Mas Chopin, uma sonata em Paris, partindo dos últimos anos de vida do compositor, consegue criar um arco narrativo cuja robustez, a intensidade...
está sempre a contrariar o cinzentismo da angústia, que é a angústia da morte anunciada. E por aí passa também a celebração do gênio musical. Fred, você não sabe o que você faz? Eu volto à casa, eu me assento ao piano e começo a jogar. E em jogo, tem um novo jogo.
Putain de Paris! Putain de Paris! Aqui agora um verdadeiro francês. Bom dia. De origem polonês. Com todo o respeito que eu quero, V. J. Eu deixei a Pologne, mas a Pologne não me deixou.
Outra estranha destaque nas salas É a linguagem universal De Matthew Rankin E no streaming da RTP Play Há um filme à volta do escritor Romain Garry O encantador de Philippe Lefebvre E na Netflix A história de um gorila Narrada por David Attenborough
Linguagem Universal é uma comédia entre o absurdo e a ternura. Ao ver esta segunda longa-metragem do canadiano Matthew Rankin, pensei aqui e ali no sueco Roy Anderson, ou mesmo em Wes Anderson, pelo tipo de enquadramento que vai definindo o filme.
mas a inspiração mais profunda deste linguagem universal vem realmente do iraniano Kiarostami e os primeiros filmes centrados nas crianças. Então, nesta espécie de fantasia ou pastiche, tudo se passa no Canadá, que continua a ser um país bilingue, mas em vez da língua inglesa, fala-se farsi e francês. Um aspecto que faz com que as linhas narrativas que aqui comunicam como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lembra como se lem
estejam algures entre Teherão e a cidade de Winnipeg. Não é fácil, nem seria esclarecedor estar a descrever o que acontece no filme, mas basicamente há uma cadeia de pequenos acontecimentos ou promenores que desenham uma odisseia bastante original. No fim de contas...
Uma odisseia a refletir a aproximação de culturas que o título pressupõe. Aliás, há um abraço no filme, que é uma coisa belíssima, até do ponto de vista simbólico. Depois, no pequeno ecrã, destaco um telefilme.
que estreou há pouco na RTP2, está agora disponível na RTP Play, chama-se O Encantador, é então realizado por Philippe Lefevre, ator que de vez em quando realiza uns filmes ou séries para a televisão e como tenho dito algumas vezes, os franceses têm uma cultura de boa ficção televisiva que permite explorar histórias curiosas à volta.
de figuras relevantes do seu panorama, como é o caso desta simpática incursão pelo universo do escritor Romain Garry, que surge aqui retratado no ano de 1975, em Paris, quando acaba de sair o seu romance Uma Vida à Sua Frente, sob o pseudónimo Émile Ajarre.
Portanto, em causa está a manutenção do segredo do autor, que acaba por ser, entre aspas, desmascarado por uma leitora muito atenta, estudante de literatura e apaixonada pela obra de Garry, com quem ele vai estabelecer uma amizade especial neste sigilo literário.
O filme é baseado, ela está em factos reais e reveste-se de um charme leve para expor este detalhe da vida de Romain Garry. Já na Netflix, um filme que me parece ter passado despercebido, estreou em abril.
é a história de um gorila narrada por David Attenborough. Enfim, não é a história de um só gorila, mas é verdade que David Attenborough parte da sua experiência com um gorila no Ruanda em 1978, um momento muito comovente.
que ficou registado pela BBC e do qual se vêem imagens neste documentário, parte dessa memória, dizia, de Attenborough, para a observação de uma família de gorilas que já é a descendência do outro que marcou profundamente o naturalista britânico.
Somos então levados na dinâmica que se desenvolve nesta família de primatas, ficamos a conhecer as lógicas do seu comportamento, as diferentes personalidades, tendo por base também os estudos da pioneira Diane Fossey, que Attenborough evoca na sua exposição narrativa.
Honestamente, não só para quem se interessa pelas maravilhas do mundo natural, este é um filme muito tocante, já agora co-assinado por um dos realizadores do famoso documentário A Sabedoria do Povo, James Reed. E não deixa de conter a violência inerente à vida selvagem. David Attenborough faz 100 anos. Esta sexta-feira és uma boa forma de o celebrar.
Eu me lembro da primeira vez que eu conheci os gorillas. Nós encontramos uma group de mulheres e juvenis em um pequeno peering. E, para minha acalha, eles permitiam me aproximar. Eu senti um peso em meus braços, e eu olhava lá. E aí, eu olhava o Pablo.
Muitas pessoas pensam que era a sequência mais importante daquela série, se não realmente em minha vida filmada. Eu conheci apenas Pablo como um 3-year-old. Quando ele era 18, ele se tornou para formar sua própria grupo. O Pai.
Almost 50 anos depois, eu tenho a chance de contar o Pabllo da história e a de seus descendentes, que ainda inhabitam os montanouros de Virungus. Tem mais significado e entendimento em exchanging com plantas com a gorilla do que com qualquer outro animal que eu conheço.
Seguimos com outras propostas entre as sessões de CineClubs e a Cinemateca.
O Cineclube Gardunha, no fundão, exibe este mês duas estreias importantes do ano. A adaptação de François Ozon do Estrangeiro, de Albert Camus, e Blue Moon, uma fabulosa criação de Richard Linklater e Ethan Hawke sobre o letrista americano Laurence Hart. Mais perto do fim de maio, há ainda uma sessão dupla de filmes do mestre japonês.
Hiroshi Shimizu, o idiota sentimental e a dançarina. Estas sessões do Cine Clube Gardunha têm lugar na Moagem, às terças-feiras, e no dia 23 há também uma sessão de curtas-metragens de animação na Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade.
Em Lisboa, a partir do próximo dia 14 até 17 de maio, o Cinema São Jorge acolhe o Festival Mental. Vai na sua décima edição e é uma iniciativa voltada para as questões da saúde mental, contribuindo para esta literacia através do cinema, teatro e música.
A programação conta com documentários e várias cortas-metragens que promovem debates e reflexão. E na Cinemateca? Arranca na segunda-feira, dia 11, o ciclo Pioneiras do Cinema Português. São 18 sessões dedicadas às mulheres que, desde o cinema mudo até início do cinema novo, fizeram filmes em Portugal, isto é.
criaram imagens em movimento, seja isso filmes científicos, turísticos, documentários institucionais ou outro tipo de expressão fílmica.
E o que se procura aqui é proporcionar a descoberta de nomes e filmes que estavam votados a um certo esquecimento. Naturalmente, todos os caminhos levam à única longa-metragem de ficção realizada por uma mulher durante o Estado Novo, Três Dias Sem Deus, de Bárbara Virgínia, de que restam...
32 minutos sem banda de som. Esse fragmento será exibido no dia 29, num belo restauro da Cinemateca. E no mesmo dia ocorre também o lançamento de um livro DVD do Três Dias Sem Deus, que será um objeto precioso para conhecer melhor os contornos desta produção tão excepcional.
E por falar em produção excepcional, o Torre Bela de Thomas Ireland já está disponível numa completíssima edição DVD da Cinemateca que traz um cartaz e um dossiê bilingue de textos e imagens, resultado de um longo trabalho de restauro e análise desta obra fulcral do pós-25 de abril.
Maria Maria Acho que vou mudar o meu pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequeno pequ
A Grande Ilusão. O cinema com Inês N. Lourenço.
Netflix
História de um GorilaRTP Play
O Encantador