Episódios de Meditações, Orações e Reflexões por Camilä Lîma

Porque você se desconectou da sua essência feminina e nem percebeu?

04 de maio de 20261h1min
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Entenda se você virou quem precisava ser… e se esqueceu de quem você é.

Participantes neste episódio1
C

Camila Lima

Participante
Assuntos7
  • Fertilidade femininaNatureza cíclica da mulher · Ciclo lunar e menstrual · Ansiedade, burnout e medicalização · Pílula anticoncepcional e estabilidade artificial
  • Paternidade e MaternidadeConsciência da doação nos primeiros anos · Expectativas vs. realidade da maternidade · Rede de apoio · Prioridades e responsabilidades
  • AutoconhecimentoPensar, sentir e querer (ação) · Obesidade do autoconhecimento · Pequenos retornos consistentes · Escutar as próprias necessidades · Diminuir autocobrança
  • Autocuidado e Autoestima FemininaAdaptação e construção da força · Comparação e necessidade de provar valor · Criança interior e negligência · Força excessiva desconecta
  • Representatividade femininaCaminho da evolução vs. coitadolândia · Autoconhecimento e pertencimento · Maternidade e a nova versão da mulher · Doação sem autossacrifício · Aceitação do momento presente
  • Autoconfianca e AutodeterminacaoServiço de casa como prática de autoconfiança · Gratidão e iniciativa · Força e independência
  • Práticas de Yoga e AutoconhecimentoBoga Yoga · Evolução constante · Caminho para dentro
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Muito bom dia! Bom dia pra você que está aqui com a gente. Bom dia pra você que vai escutar pelo replay ou assistir também pelo nosso canal do YouTube. Arroba Purificação Uterina. E pelo Spotify, estamos como Meditações e Orações por Camila Lima.

Lá você encontra o nosso replay. Tema de hoje, por que você se desconectou da essência feminina e nem percebeu? Entenda se você virou quem precisava ser e se esqueceu de quem é. Pausa dramática, né? Sempre.

Eu sou Camila Lima do arroba, eu sou Camila Lima, sou professora, mentora de mulheres, instrutora teta, terapeuta desde 2019. E em 2023 eu e a Fran nos juntamos nesse lugar de levar.

vivência e consciência para vocês. Obviamente, quando a gente se juntou, a gente não sabia onde a gente ia chegar. A gente só caminhou, né? Ainda bem, né? Não é? Ainda bem que isso é viver em presença e aproveitando e desfrutando o caminho. É isso. A jornada, né? Então, vou deixar a Fran se apresentar, passando o bastão da fala para ela.

Olá, eu sou a Fran, arroba francine.yoga, a Camila que sabe o meu arroba, não esqueço. Pior que o meu site é assim também, francine.yoga.com. Não, é só francine.yoga.

Bom, eu sou professora de yoga do programa, então sempre que vocês fizerem algo com a gente, vai ter yoga. Dos programas, né, meu amor? De todos os programas. E são muitos. São muitos projetos, muitas liberações, muitas consciências mesmo que a gente adquiriu, né, durante esse percurso. A gente criou, a gente canalizou juntas coisas que...

nos ajudaram, né? Com o nosso percurso, ajudam, né? Porque a gente já sabe que é infinito.

e acho que isso é um dos grandes pontos da gente ter trazido o yoga e a importância do yoga que é pra gente entender que a evolução ela é constante e que a gente precisa estar presente vendo essa evolução acontecer pra que a gente possa não se perder né, por um abalo né, abalei e perdi tudo, não

eu continuo, eu uso as ferramentas que eu tenho eu vou indo pra frente com gentileza com amor, porque eu me conheço porque eu sei quem eu sou que a gente vai falar sobre isso hoje então tamo aí pra isso eu comecei o Inspira Mulher hoje de novo eu tô com vontade de fazer ele é mara e

Em algum lugar dele você fala. Aí, agora eu vou tirar minha dúvida. Pode ser que seja a dúvida da audiência também. Nesse lugar, é boga ou borra? Boga, iorra ou borra, ioga? É ioga.

eu acho que é borra. Eu falei boga? É, é. Não sei se agora você está sabendo o sânscrito melhor. É, talvez seja. Mas eu vou confirmar, vou confirmar. É, porque eu... Não vai tatuar, hein, Camila? Não, mas é verdade. Eu acho que eu vou fazer isso mesmo, de um lado e do outro.

Até cursou, você viu? Então tá, eu vou perguntar a palavra em sânscrito. Nossa, até emocionei aqui. Você que não quer escrever em sânscrito as duas? É claro, claro que eu vou. Deixa eu contextualizar para as pessoas. Para quem não estava na aula passada, eu sugiro que você volte lá e entenda.

Mas a Fran trouxe algo que assim me tocou profundamente e que eu mencionei por várias vezes na semana passada. Que é o quê? A gente tem dois caminhos, né? E pra quem não tá me vendo, eu tô com uma mão pra um lado e uma mão para o outro. E um é o caminho do yoga, que é o caminho da evolução, que é o caminho da jornada, que é o caminho da autossuperação.

E o outro é o caminho do mimimi, é o caminho da coitadolândia, é o caminho da não autorresponsabilidade. E eu trouxe isso... Na verdade, eu sou isso. E por isso que isso mexeu tanto comigo. Porque eu nunca...

Nunca não, não posso dizer nunca, mas eu tenho meus momentos de coitadolândia, mas depois eu falo, vamos lá, qual que é o caminho? Qual é o caminho? Pra onde eu vou agora? Não é possível que é só isso. Essa semana eu tava conversando com o meu treinador, com o meu personal, e eu falei o tanto que já trouxe aqui várias vezes que eu tenho...

Tinha uma questão no joelho, operei. E todos os médicos, eles tentam me colocar numa caixinha. Primeiro quando eu comecei o maitai, você não pode chutar. Depois não pode correr, não pode jogar vôlei. Só pode natação e bicicleta. E me colocaram nesse lugar. Mas espera, se eu fiz a cirurgia, se eu tô me cuidando, por que eu não posso? E eu nunca acreditei nesse diagnóstico.

E é justamente esse lugar, né? Onde é que você quer estar? No caminho da evolução? No caminho de quem sempre encontra o caminho? Ou no caminho da coitadolândia? No caminho do... Né? E é isso, né? E muitas vezes a gente se desconecta do nosso próprio caminho, da nossa própria verdade. E pra mim fez uma...

grandissíssima diferença eu entender que eu estou sempre ou na maioria das vezes tentando e buscando o caminho da evolução. E aí fica até mais fácil pra entender. Você se entende, né? E aí fica até mais fácil pra entender quem é que anda comigo.

Não é todo mundo. Porque no Vedanta a gente trabalha muito o sentimento de não pertencimento, né? E quando você não sabe qual caminho você tá, você não se sente pertencente. E aí quem tá no seu caminho, você sente a comunidade, né? A saúde, não importa qual âmbito, ela é comunitária.

Interessante isso, né? Porque acho que muitas vezes, a Fran comentou no Inspira, né? É boga, já conferi. É boga? É boga. Ah, tá. É boga. A gente aspira. É boga yoga. É assim que fala isso. Às vezes a gente tá nesse lugar, né? De buscadora.

E foi uma outra questão que eu e a Fran a gente falou essa semana. A gente tá sempre buscando, buscando a próxima comunidade, buscando o próximo, como se tivesse sempre pra fora, né? E o que a gente vai falar aqui pra você, mulher que se desconectou, é que o caminho é pra dentro. O caminho é pra você.

o caminho não é buscar pertencimento fora, é entender quem você é, e aí então os caminhos vão se abrir para você se conectar aonde realmente você pertence, né? E eu acho que é um lugar também de... aceitação, né? De quem se é. Eu acho que também muita gente nem tem consciência que se desconectou. É, a gente vai falar sobre isso. Vamos lá.

É, vamos lá. Acho que esse é o começo, né? Assim, começo do começo. Vamos lá. Em que momento da sua vida você deixou de ser quem você é para se tornar quem precisava ser? Pausa. Para você pensar. Sempre começamos aqui com uma pergunta. E aqui eu vou, Dia das Mães chegando, eu vou levar para o lugar da maternidade. Legal. Por quê?

Depois da maternidade, você nunca mais vai ser quem você era antes do seu filho. E pode ser até que você se esqueça de quem você foi. Mas existe uma nova versão sua que está pronta para nascer. Talvez não tão logo.

quanto você coloca esse filho no mundo. Talvez essa versão sua, ela só vai aparecer dois anos e meio, três anos, que é onde a fusão emocional cessa, entre aspas, é onde o puerpério realmente acaba. Eu tenho um livro que eu sempre indico para as mães, A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra. Até os dois anos e meio, três anos, você está ali em completa fusão emocional com seu filho. Então, pode ser que você...

Precisa ir para aí depois desses três anos Uma outra versão sua E tem mulheres que chegam pra mim e falam Mas antes eu consegui Antes não existe Nesse lugar de que antes você não tinha um filho

E você é totalmente diferente. Totalmente. E aí você precisa se reencontrar, né? A Fran que trabalha muito com puérperas, né, Fran? Traz aí pra gente. A consciência é simples, gente. Parece complicado, mas é simples. Quem vai ser mãe? Quem acabou de ser mãe? Quem pretende ser mãe, né? Enfim. Quem já foi e não se perdoou naquele período.

É um conceito simples. Pode ser o que eu vá falar, vá entrar em conflito com a espiritualidade cordeirosa, tá? Pode ser que entre um pouco em conflito. Mas é uma realidade. Quando você se propõe a ser mãe, é muito importante que você tenha consciência de que você só vai doar. Você vai viver três anos doando.

Não, extremamente, excessivamente nos primeiros anos, mas é pra vida toda. É pra vida toda, mas eu digo assim, ah, eu era isso, eu fazia aquilo, não vai fazer. Você precisa ter essa consciência de que é um momento em que você tem que fazer algo que você não vai receber em troca. Você não vai ter troca. Assim. A troca vai ser o sorrisinho.

o risinho, a noite bem dormida, que parece nada, né? Que parece a obrigação ser uma noite de sono um dia, sei lá. Mas não tem troca. É você doando. Então, assim, o que acontece é que muitas pessoas querem ter filhos para o filho trazer a felicidade. E aí, na hora que chega lá e só vê sofrimento,

cara, não tá me dando felicidade, eu achei que isso ia resolver o meu problema. E não vai ser. Pelo contrário. Pode até acabar o seu casamento, inclusive. E com você, se você se deixar levar, né? Porque aí você vai ficar em boga pra sempre, né? Porque você não superou. Agora, quando você entende, cara, eu vou dar uma estacionada aqui, eu vou doar.

E daqui a pouco eu vou voltar. Aceitação do momento presente. Aceitação do momento presente, que é uma realidade. Aí hoje a gente vê muita coisa cor de rosa, não? Você tem que se cuidar, você tem que se amar, você tem... Cara, não é esse período. Não é esse período, entendeu?

Esse período você pode se cuidar, se você consegue, se você tem tempo, se você tem ajuda, né? Tem rede de apoio. Tem rede de apoio, que não é a realidade aqui no Canadá dos imigrantes brasileiros, não é essa a realidade. Ninguém tem rede de apoio.

E aí a gente fica fantasiando, olhando as pessoas que têm rede de apoio, e aí logo lá tá na academia, não sei o que lá, é muito diferente, né? Então, assim, a gente precisa ter sempre esse olhar de que a vida de todo mundo é diferente, né? E qual é a sua prioridade ao colocar um filho no mundo, né? Qual é o seu desejo com isso, né?

Qual é a sua responsabilidade com isso? Então, se você não tem tempo, não tem rede de apoio, não é para você se torturar, é para você ficar no momento presente entendendo que é o momento da sua vida transitória que você vai doar. E como a Camila disse, vai continuar essa doação, mas isso é a nossa vida, a nossa vida é servir.

independentemente, trabalhar é o que? Servir, não importa o que você faz. Se você atende o telefone de uma empresa, você tá servindo a quem tá ligando. E por isso que a gente precisa sempre servir dentro da nossa presença, dentro da nossa essência, dentro de quem nós somos, com a tal da missão.

Com o tal do propósito que todo mundo fala tanto. Que muitas vezes não é largar tudo a sua carreira, todos os seus estudos. Muitas vezes é só viver quem você é de verdade e transmitir isso para quem passa por você. Inclusive na criação do seu filho. Lá no comecinho, quando você está ali dando para ele o que ele precisa.

Servir, né? Muito se fala sobre isso. Servir. Muitas pessoas querem servir, desejam servir, mas num lugar de escassez. Porque se você for parar para pensar, a gente trabalha, se a gente trabalha oito horas por dia, você passa oito horas dormindo, oito horas servindo... Fechou a conta. Fechou, entendeu? A gente tá aqui com o serviço. Mas é esse lugar que a gente vai entrar aqui agora.

Esse lugar, muitas vezes, ou da maternidade, ou muitas vezes da mulher, que ela está se doando sem estar se preenchendo. E aí, eu tenho lugar de fala, porque essa mulher fui eu. Eu servi, servi, servi, servi a todos menos a mim mesma. E foi aí que...

Os projetos todos com a Fran, o Yoga, tudo isso aconteceu. De um lugar, de uma doença, de uma depressão. Então, para que eu possa expandir, primeiro eu preciso me nutrir. Essa mulher, ela pode não ter tempo, às vezes, para lavar o cabelo. E isso vai perdurar durante algum tempo. Mas é importante ela se nutrir do que der, dos minutos que ela tiver.

para que ela continue a ter forças para poder estar ali doando e servindo para esse bebê.

mas num momento adequado que ela volte pra si. E é isso que a gente vai trazer aqui pra vocês, né? O lugar de voltar-se para si, e não é o outro. É também aprender a pedir ajuda. É também... Pode falar. E também, Ká, isso aí, por exemplo, do lavar o cabelo, o erro não tá em não conseguir lavar o cabelo. O erro tá em se torturar porque não consegue lavar o cabelo. Isso é boga.

Fala mais. Gostei. Entendeu? Tipo assim. Ai, hoje eu nem consegui lavar o cabelo. Nossa, tá muito difícil. Ai, eu não tô... Sabe, é isso. Coitadolândia. Você vai servir. Você vai servir agora. Mas não é tão fácil.

Eu entendo. Eu entendo, porque tem hormônios envolvidos, tem a química envolvida, tem isso envolvido, mas eu tô dizendo assim, quando chegar a hora certa, eu já acompanhei milhões, milhões de pessoas. Milhões, mentira.

algumas mulheres, né? Eu acompanhei, eu eduquei essas mulheres, eu educo as mulheres durante o pré-natal. É isso, esse lugar de educação, para na hora que acontecer, acontecer, exatamente. Você não ficar no boga. É isso que eu proponho durante as minhas aulas pré-natal e pós-natal. Eu proponho que a pessoa continue comigo no pós-natal para que eu possa relembrar isso. E eu mando as mensagens relembrando, lembra disso, daquilo... Não, isso é verdade.

E aí já consegue sair ali do boga e ir pro yoga, entendeu? Perfeito. É esse o ponto. Perfeito. Olha, mulher gestante, por favor, procure a Fran. Procure. Vai ser um caminho assim maravilhoso. Quando eu tava grávida da Lisa, acho que eu fiz, não fiz? Eu não lembro se eu já tava. Não, se chegou depois. Eu cheguei depois. Aí, ó, eu fui.

Pô, é, pera, eu fui buscar ajuda. Foi. Porque eu já não tava dando conta. Enfim, você não se perdeu do nada, mulher. Você se adaptou. Adaptou as expectativas, as circunstâncias. Se adaptou ao que esperavam de você enquanto mulher. Se adaptou pra dar conta de tudo. E aos poucos você virou a mulher forte, guerreira, que resolve, que sustenta, que segura. Mas ninguém te ensinou que a força demais também desconecta.

Porque nessa construção você começou a se comparar. Comparar seu corpo, sua vida, seu sucesso, sua maternidade, seu relacionamento. E aí nasceu uma necessidade silenciosa de provar o seu valor. Eu atendi uma mulher essa semana que a gente conseguiu acessar a criança interior dela. E a criança interior dela estava... E aí

num lugar assim, escondido, falando, eu não posso dar trabalho. Eu tenho que ser boazinha o tempo todo. E essa mulher se tornou uma mulher forte, que aguenta tudo, mas que está adoecida, cuidando de todo mundo, menos de si mesma. Então é algo, mulher, que você pode ter aprendido lá na sua infância.

de não dar trabalho, de ter que dar conta de tudo, porque na infância é quando você precisa desse lugar do cuidado, mas não só do cuidado, vai tomar banho, escova o dente, dá um mamazinho, não é só essa nutrição, você não tem maturidade, a criança não tem maturidade.

para poder dar conta do seu sentir, então precisa de um adulto guiar, e alguns adultos foram negligentes, e essa criança aprendeu a se virar sozinha, e isso vai refletir na forma com que essa mulher conduz a vida dela, então muito provavelmente é uma mulher o que? Que é forte demais, porque ela aprendeu a ser forte muito cedo, mas a força também desconecta.

Então, quem é, a gente volta no início, quem é que você precisou aprender a ser que te desconectou de você, de quem você realmente é? Eu vou compartilhar o caso contrário, pra gente ver como é bonita a vida em yoga, né? Porque essa mulher, ela teve que ser forte, ela aprendeu a fazer tudo sozinha, se virou, cuida de todo mundo, não sei o que lá. E aí ela precisa voltar. O meu caso é o contrário.

Eu sempre tive muito problema de confiança, de autoconfiança. Uns aninhos atrás, ali no nosso começo, né, Cássio? A gente ainda pegava isso, mas antes era muito pior, né? Eu já cheguei, assim, bem trabalhada e ainda assim reverberava bastante.

E aí, o que que acontece? Foi muito louco, porque na minha aula de Vedanta, alguém fez uma pergunta pro meu professor, assim, de autoconfiança, como é que eu posso melhorar minha autoconfiança, não sei o que lá.

E ele simplesmente falou, faz o serviço de casa. Lavar roupa, lavar louça, fazer a sua própria comida. Se você não tem tempo de fazer sua comida e tem alguém que faça pra você, você precisa tirar da cabeça que essa pessoa tem obrigação de fazer comida pra você. E ser grata porque tem alguém fazendo comida pra você. Mas vai botar a mão no máximo. Porque normalmente a pessoa que tem a autoconfiança baixa é aquela que recebeu tudo.

Que teve gente fazendo tudo o tempo inteiro lá na criança. E aí ela cresce, ela não sabe, ela está esperando sempre alguém fazer por ela, e ela não toma iniciativa, ela não sustenta isso. Então, autoconfiança é trabalho de casa, dever de casa, hein? É afazeres domésticos. Cara, isso é muito louco, porque...

Eu não sabia disso, e aí eu entendi, porque desde pequena, a gente tinha gente que cuidava de casa, eu não tirava o prato da mesa. E minha comida vinha na mesa já pronta.

e como a gente trabalha com comércio, a vida inteira é assim, fulano, vai na farmácia para mim e compra o paracetamol. Fulano, vai lá no banco para mim e faz não sei o que lá, porque sempre tinha muita gente trabalhando, e aí tem aquela pessoa que vai fazer o serviço da rua. Então, simplesmente nada eu fazia, assim, da minha própria vida. Aí, o que acontece? No caso aqui, a gente fala na constelação que foi tirada a força dela.

Foi tirada a força. Enquanto uma tem muita força, a outra não tem força. E eu ralo pra conquistar essa força. Entendeu? Então eu queria trazer assim, como é bonito de ver a diferença das vidas, das histórias, e quando não tem um... Então assim, gente, a gente não vai ter mesmo na infância tudo que a gente precisa. Porque os pobre coitados estão lá fazendo tudo que eles podem. E isso é a consciência da constelação, né, Fran?

É, exatamente. E aí, sabe o que foi mais legal? Que eu comecei a ter um sentimento, a gente, desde que a gente mudou de casa, eu trabalhei muito essa coisa, porque o que aconteceu antes, eu sempre dividia muito a tarefa com o meu marido, a gente era tipo 50%, né? Só que quando a gente mudou de casa, agora a gente precisa cortar grama, a gente precisa tirar a neve quando tá inverno, e sempre tem muito trabalho fora, no externo, né?

E aí ficou ele, eu fiquei sozinha com a casa, porque é o tempo que ele tá lá, eu tô aqui, dá certinho, assim, né? Dos afazeres. E aí, mas... E aí eu tava numa... Eu tava tão diferente, sabe? Assim, porque eu sempre fui muito reclamando. Ai, que saco, eu tenho que fazer isso. Ai, que saco, eu tenho que fazer isso. Né? Tipo...

Por quê? Fraca, né? Fraca, entre aspas. E aí passou um tempo, eu comecei a, tipo, fazer as coisas automaticamente, sem pensar, sem reclamar, não sei o que lá. Eu falei assim, nossa, Jorge, eu tô me sentindo tão independente, e eu usava o termo independente. E, na verdade, eu tava retomando aquela força, né? Eu aprendi de novo a fazer...

por mim, pela minha vida, pela minha casa, pela minha família, e tudo isso, aí a hora que eu comecei a projetar, quando eu entendi que isso estava ligado com a autoconfiança, eu comecei a projetar na minha coragem e na minha força em relação ao meu trabalho, né, porque eu também tenho bastante dificuldade de ir atrás de estúdios, de yoga, de pessoas que eu não conheço, porque é em francês e não sei o que lá, e eu estou fazendo isso também, ao mesmo tempo isso se alinhou na minha vida, sabe? Então...

Uma dica simplíssima, né? Que, tipo, cara, é só fazer serviço de casa e aí, de repente, tu solta, né? Aquelas coisas que aquela... Aquele passado que não é mais você. Você não é mais aquilo. Você pode ser isso agora, né? Interessantíssimo. Interessantíssimo.

Existem mulheres que estão aí, né? Mostrando o que faz, como faz, o quanto aguenta. Isso coloca a gente num lugar de estado de alerta. Porque essa sensação também já cometeu a Fran de não estar fazendo o tanto quanto a maioria das pessoas estava fazendo, né? Mesmo que ela recebeu tudo nas mãos, em algum momento ela já falou, mas eu não estou fazendo. Está todo mundo fazendo e em algum lugar.

eu tô errada, a comparação, né? A comparação. E... E não aceitar a ajuda, né? Porque de repente é isso, né? É isso. E aí isso coloca o quê? Nosso sistema nervoso aonde, Fran? No simpático. Em alerta. E aí a gente tem que estar produtivo o tempo todo, não pode descansar, só que o feminino, ele não foi feito pra viver assim.

A nossa natureza é cíclica, assim como a lua. Tem fases de expansão, de ação, de recolhimento e de silêncio. Gente, isso aqui pra mim foi a grande virada de chave para o meu autoconhecimento de verdade. Eu entrei em contato com a ginecologia natural, se eu não me engano, em 2018. E desde que eu comecei a observar meu ciclo.

Minha vida mudou, de verdade. Eu entendo o meu funcionamento interno e eu traço estratégias de acordo. E eu vou trazer isso aqui, eu já trouxe várias vezes, mas isso é educação, né Fran? A gente precisa ensinar as mulheres. É assim, o pilar, a nossa mente, ela é dividida em três partes. Uma parte é...

O discernimento. A outra parte é a inteligência, o poder de análise, que a gente conhece como Budi. O discernimento é Di. E a memória. A memória é construída com duas coisas. A presença e a repetição.

Então, tipo, se você tá aqui assistindo essa aula agora, no seu celular e dando umas ouvidinhas, você não vai lembrar. Você não vai lembrar disso. Se você tá presente, a gente já trouxe uma vez, você tava aqui presente, na outra vez você tá ouvindo de novo, daqui a pouco você está aplicando na sua vida.

Eu tenho uma forma. Tudo que eu aprendo, tudo que eu aprendo, eu tento colocar em prática. Prática. Em prática, right away. Eu ia falar right away. Logo que eu aprendo. Por quê? Você cria novas conexões neurais. Você abre o caminho. Você ativa essa memória também. Nossa, como é que foi mesmo? Deixa eu relembrar aqui, deixa eu anotar. É.

na pedagogia Waldorf, né, a gente fala muito sobre o pensar, sentir e querer. E eu tive uma grandissíssima virada de chave porque eu nunca fui a pessoa que ficou só no cabeção. Eu sempre fui a pessoa que trouxe para o corpo sentir para a prática. Pensar, sentir, querer. Pensar, sentir, querer. Querer é a ação, né?

Então, se você não tá conseguindo fazer isso, tem algo que não tá, porque a maioria das pessoas faz o quê? Hoje mesmo eu tava trazendo isso pro Henrique. Fica no cabeção, não traz na prática. A pessoa é maravilhosa na teoria. Você pode explicar pra ela, tem até obesidade ali do autoconhecimento, que eu e a Fran, a gente falou sobre isso ontem. Nossa, ela explica por que é isso, por que é isso, por que é isso. E o sentir.

Será que ela resolveu o sentir dela? Será que ela resolveu o corpo dela? Será que ela está entendendo que não é só saber, é colocar em prática? E isso, eu sempre esbarrei nesse lugar como se isso fosse algo ruim para mim, né? Eu queria ser aquela pessoa das teorias e hoje eu entendo que não, que eu sou a pessoa da prática realmente. E aí eu me aceito e me amo exatamente do jeito que eu sou.

Eu não sou só de aprender aqui no cabeção, eu sou de colocar em prática, eu aprendo fazendo. E saber sobre isso, saber que na lua nova ou que na fase que você tá menstruada, você vai tá introspectiva, que vai te dar uma vontade de silenciar, meu Deus, isso muda tudo. É entendimento, é autoconhecimento.

puro, na prática. Você não precisa ficar caçando crença e trauma. Se você entender isso aqui, colocar isso aqui em prática, você vai desenvolver um alto respeito e um alto amor, que é uma coisa maravilhosa, que muda tudo. Muda tudo quando a gente está se respeitando. O yoga fala, né? Seja gentil com você mesmo. Quem é que fala?

Eu nunca vi nada falar que a gente precisa ser gentil com a gente mesmo. É só yoga mesmo. Pelo contrário, o mundo tá o tempo inteiro pedindo pra gente entregar mais, que tá pouco, que tá...

No máximo, vamos no máximo, vamos no máximo. E o yoga ali, ó, não, fica no 80%. Guarda 20% da sua energia. Respira, a lua é assim. Na pedagogia do Waldorf também a gente fala sobre momentos de expansão e contração. Expansão e contração.

É da antroposofia, caramba, é lá e cá, é lá e cá, não adianta ser igual um trator. Eu posso falar, né? Foi um trator durante anos. Então isso aqui muda tudo. A gente precisa entender que nós mulheres não somos lineares, que a nossa natureza é cíclica.

Você pode ver a doença que está agora. Antigamente era peste, malária, febre amarela. Agora é o quê? Ansiedade, burnout. Eu atendo várias aqui. Aí é um remedinho para o burnout, um remedinho para o TDAH. Eu estava escutando. Duas mulheres sentaram do meu lado enquanto eu estava fazendo o meu momento de autocuidado. Me levei para tomar um café.

Eu estava ali naquele momento, me amando, me nutrindo daquele café maravilhoso. Coisa incrível. Até minha boca encheu de água. E aí, elas... Não foi no lugar do pão de queijo esquentado no micro-ondas. Não, não foi. Esse foi maravilhoso. E elas falando, é um remedinho para a ansiedade, um remedinho para o TDAH. Aí, aumenta a...

o cortisol aumenta tudo, aí vai ter que tomar um pra dormir, nesse meio tempo, ai meu Deus, não tô conseguindo treinar, ou tô comendo demais, ou não sei o que, aí vem um ozempique no meio, tá tudo errado gente, socorro, tá tudo errado, enfim, era só perceber isso aqui, nós mulheres estamos nos medicando, aí vem a pílula, que vai fazer com que, que você não perceba o seu ciclo,

que você se torne estável, a pílula é pra isso, pra você se tornar estável, pra você ser aquela coisa flat, sem sentimentos, pra não perceber seu corpo, e aí depois você adoece, tem problemas, a pílula não segura, enfim, né, gente, vai ter excesso de menstruação, ou tem várias coisas, endometriose, né?

Excesso de químicas. É só voltar pro essencial. De novo a gente vai trazer você. Você se perdeu. Nessa aí do medicamento, de tá sempre pra fora. Você se perdeu de si mesmo. E é muito simples. Olha pro seu ciclo. Na lua nova, na sua menstruação, você vai tá mais introspectiva. Na lua crescente e na lua cheia, você vai tá mais expansiva. E aí tem uma ligação com a lua que tá no céu.

Quando a gente não tá alinhada, daí é como mesmo? Você precisa perceber, porque as duas energias vão estar atuantes. E não precisa estar alinhada. E cada um vai trazer uma coisa. E a lua minguante é uma pausa, limpeza, encerramento. A lua minguante seria o quê? A fase ali do seu ciclo, da TPM mesmo, né? Da pré-menstruação.

Mas o que é que a gente faz? A gente quer viver como se fosse lua cheia todos os dias. E não é. Sempre produtiva, sempre disponível, sempre dando conta. E isso vai esgotando o corpo, emocionalmente e energeticamente. Essa mulher não vai conseguir dormir. E aí vocês já viram, né gente? Aonde que a gente vai chegar. Então não é sobre fazer mudanças, grandes mudanças. De novo, eu trago aqui sempre a parte prática. Trazemos, né Fran? Porque não adianta.

É igual tem gente que compra o que a gente oferece, mas não coloca em prática. Não faz.

A gente oferece o caminho. E aí nada funciona. E aí ela vai comprar outro método. E aí ela vai comprar outro método. E nada vai funcionar. E aí é assim, se eu falo pra ela assim, se você fizer 1% todo dia, em dois anos você vai estar nova? Ah, não, vai demorar muito. Vou comprar outro método, vou comprar outro método. Aí chegou, passou cinco anos e ela não mudou. Ela ficou comprando método. É. Pra onde que a humanidade tá indo?

Não é sobre fazer grandes mudanças, é sobre pequenos retornos consistentes. Fala, Fran. É assim, gente, se o seu sistema fisiológico não está funcionando corretamente, se você precisa de remédio para ir no banheiro, se você precisa de remédio para cólica, se você precisa de remédio para dormir, se você está sem libido ou precisa de remédio para libido.

Se você precisa de remédio para as coisas naturais da vida, que é sentir prazer, que é ir no banheiro, que é dormir, vai buscar conhecimento. Vai buscar conhecimento, sabe? Para você entender o que a gente está falando aqui agora, né? Para você entender por quê, porque isso é desconexão, não tem nada de errado com você. É simples, é barato.

E você pode pôr em prática. E você não precisa tirar o remédio de nada imediatamente. Não estou falando sobre isso. Mas eu estou falando que você pode começar a fazer os pequenos passos para que você possa começar a buscar essa liberdade, essa libertação e deixar o seu sistema, o seu corpo, que é tão perfeito, funcionar naturalmente. E eu não estou falando, gente, de...

doenças, né? Tipo, tem doença de crown, do intestino, e aí... Não tô falando sobre isso, obviamente, tô falando de uma pessoa saudável que tá precisando de ajuda pra essas coisas e não tem nada que... nada patológico, né? Obviamente. Parte prática. Não é sobre fazer grandes mudanças. Pequenos retornos conscientes.

Comece se escutando todos os dias. Antes de sair fazendo tudo no automático, se pergunte. O que eu estou precisando hoje? Será que eu dou conta de fazer isso? Antes de colocar qualquer coisa na sua agenda, se faça essa pergunta. Nem sempre a resposta vai ser produzir muitas vezes. Às vezes vai ser descansar. E está tudo bem.

Se você tem dificuldade de descansar, eu sugiro que você volte aulas para trás, que a gente falou muito sobre a questão do descanso. Muito, acho que a gente falou um ano de descanso. De descanso. Diminua as comparações conscientes. Toda vez que você se perceber se comparando, pare e volte para você. Quando a comparação te coloca em falta, presença te reconecta.

Honre os seus ciclos, mesmo que de forma simples. Você não precisa fazer nada complexo, só começa a perceber. Tem dias que você vai estar mais introspectiva, respeita, reduz o ritmo. Dias de mais energia, aproveite para agir. Dias de descanso, não cobre performance. Eu vou te falar uma coisa aqui para você. Se você diminuir a autocobrança, você já deixa a sua energia melhor.

É difícil? Isso aí é difícil? É. Acabei de fazer um abraço da paz aqui comigo. Pois é. Mas é esse lugar. Diminua a autocobrança. E tem até o seu momento. E também é cíclico, né, Ká? Também é cíclico. Tem vez que a gente... Eu tô de boinha comigo. Tem vez que, ó, só no chicotinho. TPM e ciclo menstrual, mais ainda na TPM, a gente fica muito crítica.

Muito crítica. Com outro e com a gente. Eu te cortei. Eu te cortei e você parou de falar da lua. Acho que a gente vai ter que voltar. Porque você só falou da lua nova. É? Desculpa. Então vamos lá. Desculpa aí. Voltando. Lua nova. Introspecção, início e silêncio. Lua crescente. Movimento e construção. Lua cheia. Expressão, potência, energia alta. Lua minguante. Pausa. Limpeza. Encerramento. Lembrando que a gente tem a nossa lua interna.

Que é o quê? O nosso ciclo menstrual. Lua nova se assemelha quando a gente tá no período menstrual. Lua, depois do período menstrual, a gente vê em lua crescente, que é o movimento onde a gente fica cheia de energia, né? Depois da nossa menstruação. Depois tem a lua cheia que a gente ainda tá na energia.

da expansão, porém, mais da energia do encontro, da energia mais maternal, e depois a gente tem a lua minguante, que é onde a gente deixa tudo cair. O nosso sistema é autolimpante. 28 dias. De 28 e 28 dias a gente se limpa. Então a gente precisa começar a olhar para isso com verdade e conexão.

entendendo isso, muita coisa já vai mudar. Já é um retorno para si mesma, entender o seu ciclo, entender como ele funciona. Aqui tá. Voltar para o feminino é sair da rigidez, é entrar no fluxo. A gente é natureza, a gente é fluxo. Então crie pausas reais no seu dia a dia. A gente precisa de mais descanso que os homens.

Imagina isso tudo acontecendo dentro da gente. A gente pode gestar. Como que eu vou comparar meu corpo com o do homem, gente? Quantidade de hormônio que eu tenho, quantidade de coisa que eu tenho aqui dentro. Não faz sentido. Uma das coisas que a Fran trouxe, que é real, né? E desde o ano passado eu tô colocando em prática.

Eu sou essa pessoa, gente. Eu aprendo, eu tenho que colocar em prática. Tô reforçando isso pra mim mesma aqui, porque realmente é algo que é meu, é uma característica minha. É esse lugar de, às vezes, cinco minutos. Às vezes eu falo com meus filhos, gente, eu preciso de... Eu falo com eles, às vezes, eu preciso de 20 minutos. Dá 20 minutos pra mamãe. A mamãe tá precisando só de 20 minutos. Hoje eles já conseguem se virar, né? Passa a fase. Não passa a fase. Passa. Passa. Passa. Segura firme.

Segura firme, mulher. Pare de sustentar a personagem da mulher que dá conta de tudo. Você não precisa provar o seu valor o tempo todo. Traga o corpo para o processo. O yoga é um caminho da reconexão. E aí, Fran, vou deixar você falar como especialista do yoga. Eu não ganhei ela falando assim. Eu adoro. Ah, mas é verdade. Aceito. Aceito.

É, gente, e a gente vê muito se falar, assim, porque a palavra yoga, ela significa união, né? Então, tipo, aí a gente escuta muito assim, união do corpo, mente e alma, né? União.

Mas você não se desinui, desinui. Não tem como você estar fora da alma, né? Digamos assim, da parte espiritual, digamos assim. A parte espiritual, ela é imutável.

Nós não somos aqueles que observam esse corpo, não é isso? Então, essa parte, esse eu que não tem pronome, né? Tudo que eu vejo não sou eu, né? Eu sou aquele que vê tudo. Então, yoga é a união do corpo-mente à emoção. Então, se você está com raiva...

O que acontece? Às vezes fica vermelho, às vezes fica com calor, às vezes estrava o dente. Olha o corpo manifestando a raiva. Se você está triste, você se recolhe, você fica com a cabeça baixa, você chora. O corpo manifestando a emoção.

né? Então, não tem separação, não existe o corpo sem a mente, não existe o corpo sem a emoção, não dá para você sentir a emoção sem a mente e ela manifesta no corpo, tá vendo? Então, é tudo interligado. E o yoga, a ponte, aquilo que diferencia o yoga de um alongamento, o yoga de uma outra atividade, é a nossa respiração, é a atenção, é a presença, e a respiração, ela é...

diretamente ligada à sua mente. Então, se você está com a mente agitada, a sua mente está agitada. Se você está com a mente calma, a sua respiração vai estar calma. Então, assim, vamos fazer um teste? Vamos fazer um teste para a gente ver essa relação mente-respiração.

Pensa num problema. Um problema seu de hoje, né? Um problema seu, algo de hoje. Pensa nisso. Pensou? Agora a gente vai inspirar. Segura o ar. Fica. Fica. Fica. Fica. E solta. Você consegue pensar no seu problema?

Gente, a gente não pensa... Se você tem essa habilidade de ficar sem ar e pensar no problema, parabéns, você desbloqueou um novo acesso. Então isso significa o quê? Que a gente tem pranayama. Pranayama controla a respiração. Isso significa o quê? Que você controla a mente. Que você controla a sua emoção. O que significa o quê? Você pode voltar pra você.

Uau. Inspira mulher. Inspira mulher. A Fran faz, tá? Isso. Ela faz uma respiração da deusa maravilhosa no primeiro dia do nosso programa. Inspira mulher, apenas R$19,90 pra você voltar pra si. E funciona.

Eu trouxe aqui sobre a postura da deusa, professora. Ah, eu nem vi, gente. Eu fiquei assim, a hora que ela falou, especialista no yoga, eu falei, vou trazer esse conceito aqui. Adorei. Que é forte. Mas eu também quero que você fale sobre a postura da deusa, né?

Que é esse lugar da gente trabalhar a nossa força com suavidade. É isso. A postura da Deus é uma postura que a gente trabalha as nossas pernas, a nossa estrutura, a nossa força. Nossa base, sustentação. É uma postura do primeiro chakra, que é a raiz, que é a sustentação, que é a nandamaya kosha, que é a matéria. E...

Mas, ao mesmo tempo, ela é uma postura que traz a consciência, que te convida a vivenciar e experimentar, ao mesmo tempo que você trabalha essa força, a sua suavidade, e que elas podem coexistir, né?

Anulando mesmo essa ideia de dualidade, né? Que é, na verdade, é uma união da força e da suavidade, não uma coisa polar contrária, né? Não é polaridade contrária. Não é polaridade, né? É complementar. A própria astrologia fala isso, né? Signos complementares. Que é o caso da cliente da Camila, porque não é ruim ela ter essa força que ela tem.

Não é uma coisa ruim. Ela não precisa ser fraca agora. Ela precisa acrescentar a leveza. Ela precisa acrescentar a suavidade. Ela precisa soltar essa... Esse vício mental de que precisa ser forte. Mas ser forte não é ruim. É importante.

É importante. Cuidado com esses lugares, né? Porque eu sempre escutei, eu sempre escutei, Camila é muito forte, Camila é muito forte, Camila é muito forte. E aí eu ficava tentando sustentar esse lugar de força, tentando me provar pro outro, né? E foi uma desconstrução. Porque quando você tá nessa fortaleza toda, você não precisa de ajuda, né? E aí você tá sempre disponível pro outro e nunca disponível pra si mesma. Gente, é o caminho que eu fiz. Hoje as pessoas olham pra mim e falam assim...

nossa, você é tão leve, eu sinto tanta leveza perto de você, eu penso assim comigo, ai, demorou tanto pra esse lugar chegar. Eu venci na vida a escorpiasa escorpiana, né? Eu também, gente. As pessoas olham pra mim. Nossa, sua voz é tão calma. Elas falam, mas eu sinto tanta leveza perto de você, tanta suavidade, eu falo, vem.

Começa aí construído, tá, gente? E começa com passos simples. Inspirando, olhando pra dentro. A gente traz aquilo que a gente vivenciou. A gente realmente walk the talk. A gente vive aquilo que a gente prega, né? A gente faz e fala. Então, vou deixar a Fran falar do nosso Inspira Mulher.

Antes da gente ir pra vivência. São esses passos simples, né? Que a gente trouxe. São sete dias em sequência. E quinze ferramentas. É, sete dias em sequência com quinze ferramentas, né? Que você pode desfrutar, entender, se olhar, se sentir. A gente libera a tensão do útero, que é muito importante pra conexão com feminina. É lá que mora, né? A nossa energia feminina, a nossa casa, a nossa primeira casa. Eu vou dar um spoiler. Era o primeiro dia.

que eu fiz hoje, eu tô refazendo o programa, ela traz uma respiração da deusa. Gente, que especial. E antes eu tinha feito um pranayama. Meu Deus do céu.

Eu botei a música Desperta a Deus em Você e comecei a girar pela sala depois. Porque também tem, no final, tem a dança, né? É maravilhoso. Olha, é incrível. É arte, expressão, respiração, meditação. Muito bom, muito bom. É risada, né? Que a gente precisa.

inclusive esse final de semana inclusive esse final de semana participei de um retiro e a gente fez o Yoga do Riz, foi tão legal a gente deitou um na barriga do outro aí fica rindo e a cabeça fica assim, né porque a barriga é maravilhoso é maravilhoso

Então é isso, gente. Só 19,90. É, 19,90. Pra você se reconectar com o seu corpo, a sua intuição, a sua ancestralidade, praticar yoga leve, respirações que despertam a sua energia feminina, liberar bloqueios emocionais que pesam no ventre e se sentir mais viva e mais leve, mais você. Retorno pra si mesma. Não tá fora, tá dentro. Tá dentro. Bora lá, prof. Bora lá. Pra nossa vivência.

Ah, é? Nossa, tem vivência. Já tava despedindo. Esqueci. Socorro, eu já fiquei muito empolgada. Adoro falar dessas coisas, gente. Nossa, que paixão. Você também, né? É, nossa. Meu coração fica assim. Ah, então vamos voltar pra dentro, né? Vamos alongar a coluna. Agora é a hora que se você tá ouvindo no carro.

fazendo algo que você não possa parar e fechar os seus olhos, eu te convido a voltar depois. Quero que vocês relaxem os ombros, o maxilar, a língua dentro da boca. E deixe o queixo entrar um pouquinho, alinhando também a coluna cervical lá, o quinto chakra, né? Na mesma linha.

Da coluna vertebral. Deixe os seus pés sentirem o chão. Deixe a palma das mãos, se for de manhã, virada para cima. Se for à noite, virada para baixo. Faz algumas respirações bem conscientes. Deixando o ar entrar com leveza.

E saindo mais leve ainda. E agora é a oportunidade que você tem de observar a sua respiração. A gente inspira e expira pelo nariz. A boca fica fechada, mas deixa o maxilar relaxado. E perceba, olha para a sua respiração.

Percebendo o corpo alongado, relaxado, os pés firmes. Os isquios, os ossinhos do bumbum também, bem ancorados na cadeira ou no chão, onde você estiver. E agora eu te convido a observar os seus pensamentos. Sem querer modificar eles.

Deixe eles virem. E se perceba observadora dos seus pensamentos. Mas busque não se apegar a eles. Então você pode recebê-los.

E parar, não desenvolver isso, né? Provavelmente você pode estar planejando o seu dia, a tarde, ou você pode estar revendo algo que você já viveu lá no passado. Então, esse é o momento de você deixar, observar esses pensamentos, mas deixar eles partirem.

Se você não sabe deixar eles partirem, imagina que você está sentado na calçada, vendo os carros passarem. Imagina que esses carros são os seus pensamentos. E eles passam.

E não tem como você se apegar a esse carro. Então, cada vez que um pensamento vier, olha pra ele, imagina que ele é um carro e deixa ele ir. Mas perceba que você é aquele e aquela que observa os seus pensamentos passarem por você.

Agora, observa o conforto ou desconforto do corpo. E busca não mexer e não transformar esse conforto, desconforto. Só observa esse desconforto e sustenta ele.

Então você é aquele, aquela que observa o seu corpo, a sua postura, o conforto e o desconforto, sem nomear, sem julgar.

Você é aquele imutável. Leno, observando tudo isso, a mente, o corpo, as emoções. Eu te convido agora.

É só estar presente, no momento presente, em sintonia com o seu eu verdadeiro. Com esse eu calmo que observa. Que é conectado ao todo. Não é o seu corpo que é conectado ao todo. Não é o seu corpo que é divino, é esse eu imutável.

que já é tudo, que é eterno. O silêncio é o pilar da sua cura.

É a porta do autoconhecimento. Você vai imaginar você na sua frente agora.

Pode ser você de agora, você criança, você adolescente. E você até é o seu eu do futuro. Porque muitas vezes a gente escreve planos. Ah, eu quero isso, quero aquilo. E aí isso não se concretiza. E aí essa eu do futuro que você imaginou, talvez não tenha sido como você imaginou. Então pode ser que ela se apresente para você agora.

E aí você vai dizer para a sua eu projetada na sua frente. Fala o seu nome em voz alta, Francine. Eu te amo. Eu te respeito. Eu te perdoo. Eu te peço perdão. E eu te aceito exatamente como você é.

Aí você vai abraçar essa sua eu, juntar, trazer de volta essas partes. Vai respirar mais um pouquinho com a certeza e o sentimento.

De se completar ainda mais, trazendo essa parte de você de volta para você. Observando o preenchimento. O pertencimento. O eu sou.

E aí volta a sua atenção para o seu corpo, percebendo os pés e as mãos. Se espreguiçar, pode movimentar.

Eu te convido também a anotar o que você percebeu de você, o que você sentiu, o tipo de pensamento, a qualidade dos seus pensamentos. Anota mais curto, não precisa ser 50 folhas, anota uma frase. Eu me senti feliz, eu me senti triste hoje. Eu me conheci mais um pouquinho. Aquece as mãos, coloca na frente dos olhos.

E pode abrir depois os seus olhos quando eles estiverem acostumados. Com a luz. E é isso aí. Esperamos vocês no Inspira Mulher. Até semana que vem. Até semana que vem. Beijo. Tchau, tchau. Beijo.