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ETARISMO, IDADISMO E AGEÍSMO: NOVOS NOMES PARA ANTIGOS PRECONCEITOS - PROGRAMA 5: REPRESENTAÇÃO NA MÍDIA

05 de maio de 20267min
0:00 / 7:42

EDITAL 9 - PROGRAMA 5

Participantes neste episódio2
C

Cleber Falcone

HostApresentador
M

Maria Rita

HostApresentadora
Assuntos3
  • Crise do Jornalismo e MídiaEstereótipos de idade em propagandas · Construção de referências pela mídia · Impacto da mídia na percepção de idade · Invisibilidade de faixas etárias na mídia · Pressão social sobre juventude e envelhecimento
  • Reflexões sobre etarismoNovos nomes para antigos preconceitos · Conscientização contra discriminação por idade
  • Diversidade e InclusãoRepresentação respeitosa de todas as idades · Papel do público e dos produtores de conteúdo · Fortalecimento do respeito entre gerações
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Começa agora mais uma produção radiofônica da Everest FM. A Everest FM orgulhosamente apresenta Etarismo, Idadismo e Ageísmo. Novos nomes para antigos preconceitos. Uma nova série de 12 programas destinados à conscientização social contra o preconceito e à discriminação por idade. Apresentação, Cleber Falcone. E eu sou Maria Rita.

O episódio de hoje é Representação na Mídia. Pense em uma propaganda de televisão.

Uma pessoa jovem, sorrindo, cheia de energia, usando um produto que promete sucesso, beleza e realização. Agora, pense em outra cena. Uma pessoa mais velha aparece muitas vezes associada a remédios, limitações ou dependência. Essas imagens são comuns e muitas vezes passam despercebidas.

Filmes, novelas, comerciais, redes sociais, tudo isso constrói referências, e essas referências influenciam diretamente a forma como enxergamos o mundo.

A mídia não é apenas um espelho da sociedade. Ela também ajuda a moldar comportamentos, expectativas e valores. Quando falamos de idade, esse impacto se torna ainda mais evidente. Juventude costuma ser associada à inovação, à beleza e ao sucesso.

Enquanto o envelhecimento é frequentemente ligado à perda, à fragilidade ou à dependência. Mas essas representações não mostram a realidade completa. Elas simplificam experiências complexas e acabam reforçando visões limitadas sobre diferentes fases da vida.

Questionar essas imagens é o primeiro passo para transformar a forma como a sociedade pensa a idade. Vamos pensar em personagens de filmes ou novelas. Quantas vezes a pessoa mais velha aparece como alguém rígido, ultrapassado ou dependente?

Ou então como a figura secundária, sem protagonismo na história. Agora pense nos jovens, muitas vezes retratados como impulsivos, inconsequentes ou incapazes de assumir responsabilidades. Esses padrões se repetem e ao se repetirem passam a parecer naturais.

Outro ponto importante é a invisibilidade. Há faixas etárias que simplesmente desaparecem da mídia, especialmente quando não se encaixam em padrões de consumo ou estética. Quando aparecem, muitas vezes são caricaturas, personagens exagerados sem profundidade.

Isso reduz a complexidade das pessoas reais e limita a forma como elas são percebidas socialmente. A mídia nesse sentido não apenas informa, ela educa. E toda educação carrega responsabilidade. Representar com respeito é reconhecer que cada idade carrega diversidade, história e potência.

Agora, pense no impacto dessas imagens na vida das pessoas. Um jovem que cresce vendo que precisa ter sucesso rápido, corpo perfeito e reconhecimento imediato. A pressão começa cedo e pode gerar ansiedade, frustração e sensação de inadequação.

Por outro lado, pense em uma pessoa mais velha, que raramente se vê representada de forma positiva, ou que aparece apenas em papéis limitados. Isso pode gerar um sentimento de invisibilidade, como se não houvesse mais espaço para participação ativa na sociedade.

Essas percepções não surgem por acaso. Elas são construídas por narrativas repetidas ao longo do tempo. Quando alguém não se vê representado, começa a questionar o próprio lugar. A autoimagem é diretamente influenciada por aquilo que vemos. E também pelo que deixamos de ver. A mídia tem o poder de ampliar vozes ou de silenciá-las.

Escolher ampliar é uma responsabilidade e também uma oportunidade de transformação social.

Se a mídia influencia tanto a forma como enxergamos a idade, ela também pode ser parte da solução. E essa mudança começa com escolhas. Escolhas de quem produz conteúdo e também de quem consome esse conteúdo. Diversificar personagens é um passo importante. Mostrar diferentes histórias, trajetórias e experiências.

Não apenas um padrão de juventude idealizada, nem um envelhecimento associado apenas à limitação. É possível mostrar pessoas de diferentes idades, vivendo, aprendendo, criando e participando com autonomia, com voz e protagonismo.

Profissionais da comunicação têm um papel estratégico nesse processo, mas o público também participa ao consumir, compartilhar e valorizar conteúdos mais diversos. Uma mídia mais inclusiva fortalece o respeito entre gerações e ajuda a construir uma sociedade mais equilibrada. Representar bem é reconhecer que todas as idades importam e que todos têm espaço.

No próximo programa, vamos falar sobre cultura e respeito à idade em outros países.

E assim, estamos encerrando o programa de hoje. Você poderá ouvi-lo novamente em reapresentação no próximo domingo às 11 horas da manhã, ou acessando o perfil da Everest no Spotify e também pelo nosso site www.everestfm.com.br. Na próxima sexta-feira estaremos de volta com o programa inédito. Até lá e tenham todos uma excelente semana.

Este projeto foi realizado com apoio da nona edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Rádio Difusão Comunitária para a Cidade de São Paulo. Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. A Rádio do Seu Rádio.

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