PATRÍCIA CARDIM | CEO E DIRETORA-GERAL DO CENTRO UNIVERSITÁRIO BELAS ARTES DE SP | SANTOFLOW #423
O SantoFlow recebe Patrícia Cardim, CEO e diretora-geral do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, para uma conversa profunda sobre vida, liderança e rotina de fé.À frente de uma das instituições mais tradicionais do país — que completou 100 anos — Patrícia carrega a responsabilidade de liderar um legado familiar enquanto imprime inovação, criatividade e visão estratégica no mundo da educação.Mas neste episódio, vamos além da trajetória profissional.Ela abre sua história pessoal, compartilha os desafios de assumir liderança tão jovem, decisões importantes ao longo do caminho e como sua fé sustenta sua rotina, suas escolhas e sua forma de conduzir pessoas e projetos.Falamos sobre propósito, disciplina, identidade, equilíbrio entre vida profissional e espiritual, além da importância de manter valores firmes em ambientes de alta pressão.Uma conversa profunda, inspiradora e extremamente atual — especialmente para quem busca viver a fé no meio do mundo.✨ Um episódio elegante, inteligente e cheio de sentido.-----------------------------------------------------------------------------------------------------Ei, você já conhece a única formação on-line do Padre Duarte Lara e da Maria Gabriela? Vem conhecer o Armas Espirituais:https://pay.kiwify.com.br/r9VbS60https://locusmariologicus.lojavirtualnuvem.com.br/produtos/consagracao-a-jesus-por-maria-fundamentos-biblicos-teologicos-e-praticas-espirituais-1k9pp/Abra já sua livraria católica, entre em contato pelo link:https://w.app/vbbktxAgenda Católica:https://agendacatolica.com/Liturgia Diária da Paulus: A PAULUS acredita que bons conteúdos transformam, ajudam as pessoas a revelarem aquilo que têm de melhor. Aproveite essa oferta exclusiva: https://bit.ly/3WnFGvuArtesanato Costa:O ateliê mais tradicional de arte sacra do Brasil oferece estatuetas católicas de altíssima qualidade. Compre sua estátua e adicione um toque de fé à sua casa. Use o cupom "GUTO10" para descontos exclusivos: https://www.loja.artesanatocosta.com.brCamisetas Sabatini: Moda e DevoçãoInspire-se com as camisetas católicas de alta qualidade da Camisetas Sabatini, que unem estilo e fé. Visite a loja online: https://www.camisetassabatini.com.br WhatsApp: (44) 99844-8545✅ Doe Agora: https://bit.ly/3odbeCi✅ Doe via PIX: caridade@acn.org.br🔔 Inscreva-se no Canal: https://bit.ly/Youtube-ACNBrasil📌 Seja um Benfeitor: https://bit.ly/3o3uzWsAPRESENTADOR:Guto AzevedoInstagram: @gutoazevedooficialCAPTAÇÃO E TRANSMISSÃO:Studio SantoFlowInstagram: @santoflowpodcastCom o apoio de nossos patrocinadores, o SantoFlow Podcast continua a levar o amor e a fé de Deus a milhares de pessoas ao redor do mundo.#podcast #santoflowpodcast
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da sua presença e da sua parceria aqui no Santo Flow. E eu fico muito feliz sabendo que você está conosco hoje aqui nesta conversa tão especial. Tá bom? Estou muito feliz porque eu tenho recebido aqui uma sequência de mulheres.
realmente, quando a gente conhece a história, conhece a vida, traz para nós uma inspiração genuína. Imagina hoje, ela lidera uma instituição com mais de 100 anos de existência. São milhares, acho que passa de 8 mil alunos e que produz para o Brasil e para o mundo e que produz para o Brasil.
um tipo de, ou melhor, uma designação de profissionais diferentes para o mercado.
São profissionais que realizam o seu trabalho e trazem as suas produções por meio da arte. Então, como é importante saber que em algo tão setorizado tem uma mulher que, além de ser uma grande profissional não só no meio das artes, é também alguém que carrega valores.
que trazem uma base, um alicerce, não só para a vida dos jovens que estão começando a vida no meio acadêmico, como também para as pessoas do mundo da arte, que olham para a nossa convidada de hoje e percebem que, além do alto grau de profissionalismo no meio da moda, da arte, da economia criativa, traz valores que são raros no mundo de hoje.
que além dos valores cristãos, os valores da bondade, da ética. E como é bom conversar com pessoas assim aqui no Santo Flow. E é com muita alegria que nós recebemos hoje aqui a Patrícia Cardim. Aqui ela está no Santo Flow. Que coisa! Seja bem-vinda, querida. Que alegria. Ah, Guto, a alegria é minha. Que bom que a nossa fé faz essas conexões, né? E agradecer a Dom Devair, esse grande amigo nosso que nos conectou.
prazer estar aqui, Guto eu estou em obediência ao Dom Devair o que que fala não, Bray? estou muito feliz estou à vontade, estou em casa você chamar Pedro Augusto o nome do fundador da Belas Artes eu falei, não
Quando se fala do fundador, no caso, ele seria o seu? Ele é meu tio bisavô. Tio bisavô? Isso. Ele não teve filhos. Então, foi logo para um sobrinho, depois outro sobrinho, que é meu pai, e depois eu. Sou a quarta geração. Primeira mulher.
Olha, a primeira mulher. E filha, porque foi de sobrinho para sobrinho. Olha só. Não tem como perguntar. Não tem como não ser a primeira pergunta. E como é hoje carregar esse nome e também ser responsável por liderar uma instituição com mais de 100 anos? São mais de 8 mil alunos. São mais de 8 mil alunos. 101 anos esse ano. É um trabalho de paixão. Eu sou apaixonada pelo que eu faço. A gente mantém essa... A gente mantém.
Essa responsabilidade que ultrapassa os muros da instituição, que é do educador. Então, é uma instituição... Ela é a única familiar de 100 anos no Brasil, particular, a única. E eu trabalho lá desde os meus 15 anos. O meu pai trabalha desde os 13, está vivo.
e é esse grande líder ali da instituição e que fez uma sucessão de forma orgânica, mas eu chamo de uma sucessão raiz, porque foi feita no dia a dia. Eu trabalhando com ele durante muitos anos, quando eu tinha 26 anos ele ficou muito doente, e aí eu ganhei um cargo que se chamava assessor institucional.
que era, eu tinha que fazer tudo sem ter uma certa hierarquia clara, porque eu era a pessoa que levava e trazia dele essas informações quando ele ficou numa quimioterapia muito pesada durante muitos anos. E ali foi uma... O médico na época falou, ele não vai durar, não vai viver muitos anos, mas está vivo até hoje. Eu tenho 43, então faz a conta, faz tempo isso.
a gente ficou nessa sucessão que a gente teve a benção de ter que verbalizar sobre morte, sobre o que seria da instituição, qual é o papel da família. Por isso que eu chamo de governança raiz. E, ao mesmo tempo, eu tinha a benção de tê-lo. E, como eu tenho até hoje, como um grande mestre, mentor, e esse diretor dos valores da instituição como um todo. Então, eu brinco que são só os 100 primeiros anos, porque a quinta geração já está vindo forte.
dedicada. A minha filha tem 12 anos, convive muito na instituição, e eu imagino que a gente está ali de passagem. Todo mundo tem essa certeza. Por que aquela menina de 15 anos, quando entrava ali, ela percebia o que era aquilo dali? Talvez já tinha ali uma certa noção daquilo que poderia vir a ser o lugar que ela dedicaria toda a vida dela.
Eu tinha certeza que ali era o meu lugar, porque eu pedi para trabalhar ali muito. E aí meu pai falava, não atrapalha, não atrapalha a instituição. Eu amava aquele lugar, mas era quase como uma caixa de brinquedo, porque eu me formei em moda. Então, todos esses cursos já me atraíam, essa área me atraía. A biblioteca da Belas Arras é um lugar que eu adorava ficar, estudar, eu me envolvia. Não tinha internet ainda, né?
Eu fui sugada espiritualmente por essa instituição. Eu amo aquele lugar. Eu vibro ali dentro. Mas eu não entendia que era uma responsabilidade de assumir a instituição. Isso foi acontecendo dessa forma. Ela foi construída na rotina mesmo, na ruminação.
esbarrar professores. A minha relação com os professores sempre foi muito próxima com o acadêmico, que eu entendo que o maior valor da instituição hoje é esse grupo acadêmico que vem vindo, professores com muito tempo de casa, alguns novos, mas eles são recebidos e funcionam quase como uma tribo, tem uma passagem ancestral desse conhecimento, da forma de ensinar. Então, é uma relação de amor mesmo.
E tem que ser, não é? Porque acaba que, a partir do momento em que você tem um grande desafio e, ao mesmo tempo, ele se encontra com uma paixão, acaba se tornando, por mais que tenha realmente os percalços, mas se torna um pouco mais leve. Você leva como algo natural, porque está dentro de você. É leve e alegre.
É um ambiente leve, alegre. Ele é só rígido na avaliação. Eu falo para os alunos, não é um lugar de entretenimento. Sem dúvida não é um lugar de entretenimento. É um lugar de evolução, de transformação. E isso requer um pouco de dor. Mas é um lugar feliz.
os jovens que geralmente procuram a faculdade? Seria aquele que já tem um desejo de viver algo no meio criativo, das artes? Ou o pai já vem dessa linhagem, quer que ele também seja? Como que é esse perfil? Eu sempre tive curiosidade de saber.
A Belas Artes está com esses 8 mil e 100 alunos, mas ela tem 50 graduações. Então, ela tem graduações de áreas mais exatas, ela tem psicologia, que é um curso recente da instituição, mas que está com uma vertical de neuroarte. Então, todos os cursos, mesmo eles não sendo da área estritamente da economia criativa, eles têm uma conexão com a criatividade. Mas eu falo que não tem nenhum aluno que é obrigado pelo pai e a mãe a fazer Belas Artes.
Eu nunca vi uma aluna, eu estou aqui porque meu pai mandou. Como às vezes acontece em uma faculdade de medicina, de direito, de administração, meu pai não deixou eu fazer. Isso ainda acontece, né? A arquitetura, mas ele falou que faça pelo menos administração, qualquer coisa assim. Como é que é o perfil? O perfil são pessoas vocacionadas.
por mais que elas não tenham a técnica, porque isso se aprende com o artista, mas são pessoas que nasceram vocacionadas para essa área criativa. Então, hoje, como a área de economia criativa está muito estendida, você tem nichos dentro dela, acho que a grande dúvida deles é que áreas seguir. Se eu vou para a moda, ou se eu vou para o design de interiores, ou design de joias, se eu quero fazer cinema, ou quero fazer artes visuais, porque as áreas têm algumas intersecções também.
Então, acho que o aluno se perde um pouco, às vezes, nesse portfólio da economia criativa. Mas se ele é um criativo dessa natureza artística e ele quer desbravar essas novas profissões que são construídas a partir desse ecossistema, ele vai para Belas Artes, normalmente. Ele está ali e ali dentro a gente descobre qual é esse melhor formato para ele.
E por isso que a Belas Aces tem muitas optativas para o aluno também tentar construir um pouco a trilha dele. Então, ele está fazendo moda, mas ele quer fazer algo de cinema, porque ele quer fazer um fashion filme. Ele escolhe algumas disciplinas do curso da grade de cinema e, assim, ele faz essas intersecções, ele constrói os currículos.
É perceptível que nós temos uma geração, vamos lá, colocar umas décadas atrás, ou duas, em que você falar que vai viver de arte, viver de algo criativo, seria algo que naturalmente poderia gerar uma devolutiva. Não vai pensar nisso, isso não vai te sustentar, isso não dá dinheiro. Ah, para quê? Isso é coisa da sua cabeça. Vai procurar alguma coisa para você conseguir comer, conseguir sobreviver, aquela coisa toda.
Mas, assim, me parece que na década ou no tempo em que nós estamos vivendo, a criatividade é realmente exponencial na vida de qualquer pessoa que vai por essa linha. Então, você chega, seja no mundo da moda, no mundo da comunicação, a gente conversava aqui fora do ar sobre isso aqui, de mídias sociais, de podcast, de produção de conteúdo. Não existe hoje um médico que não precisa se posicionar, um advogado.
Os médicos que se posicionam, os que não se posicionam, os que têm conteúdo, os que não têm conteúdo, que trabalham com criatividade e que não trabalham com criatividade. A percepção é que me parece que esse jogo está mudando e que a criatividade sai de uma subprofissão para um exponencial no tempo de hoje.
Sempre teve esse mercado. Eu acho que agora ele começa a ficar mais exposto às pessoas que não frequentam o mercado. Mas a Belas Arts sempre formou há 100 anos para o mercado profissional. Nunca se entendeu de outra forma. Eu tenho os documentos das primeiras turmas da Belas Arts, em 28, 29.
1928, estou falando, de feiras que já vendiam quadros dos alunos. É difícil um aluno nosso não ter acesso a uma feira, uma experiência de mercado, um laboratório real. A própria forma que eles se formam lá, o último trabalho de conclusão, é uma grande feira aberta e 30% na nota deles vende gente de fora e não de professores. Então, a gente nunca entendeu as áreas de arte, as áreas criativas como áreas de hobby.
São áreas profissionais. E o mercado emprega. Então, você pega um artista, que acho que deve ser o mais simbólico disso. 30% dos nossos alunos são artistas e querem partir para fazer obras de arte, performances, quadros, esculturas.
pinturas de todas as naturezas, eles aprendem todas as técnicas na instituição. A instituição mantém todas as técnicas clássicas de arte, além das mais contemporâneas, de imersão, arte imersiva, eles aprendem tudo. Eles saem para esse mercado e eles aprendem a colocar preço nessa obra, entender como é que funciona a cadeia desse mercado, quem são os galeristas, quem são os merchants, quem são os grandes compradores, como funcionam os editais, eles aprendem tudo.
mas 70% desses alunos vão para o mercado de cultura. Museus, as instituições públicas, privadas de cultura, eles trabalham, trabalham no CLT normal. Então, quando a gente abre as áreas mesmo...
O próprio cinema, a área de cinema é muito pujante em São Paulo. Quantas empresas de audiovisual hoje, os nossos alunos de cinema estão trabalhando no mercado. Estão com 300 e poucos alunos de cinema na Belas Artes e é porque o mercado tem essa necessidade desse profissional. Então, eu não tenho esse receio dessa falta de profissionalismo ou profissão dentro do mercado de economia criativa. Não é o que a gente vê na Belas Artes.
Não, é verdade. Isso aí é muito interessante. Nossa, eu falo sobre isso e eu fico muito animado. Chega o coração e fica batendo forte. Pra gente que viveu desde 15 anos que eu faço coisa que tem a ver com conteúdo, com criativo.
E eu escutei muito isso. Mas você trabalha de quê? Isso aí é só brincadeira. Isso aí é no tempo livre. Eu escuto até hoje. Até hoje. O aluno chega meio machucado. Faz podcast? Mas você trabalha de quê? Teve uma vez que eu quis levar para uma feira de Milão uma mesa de um aluno. Ele tinha feito essa mesa na marcenaria, eu vi a mesa. Tem um edital em Milão. Ele disse que eu prometi essa mesa para minha avó.
Não, essa mesa não vai para a sua avó, essa mesa vai para essa Feira de Milão, que a gente tem um edital, a feira já recebeu a Belazade. O Guto tinha que convencer o aluno a mandar a mesa dele para a Feira de Milão, porque para ele aquilo era um objeto afetivo. Eu falava, não, você está aqui, é um profissional, você vai vender essa mesa, a gente vai arrumar uma indústria para replicar essa mesa.
porque era feita de uma fibra específica que ele mesmo criou. Era um espetáculo. Então, é um trabalho, às vezes, mais interno mesmo, de a gente quebrar essa luta que é feita na vida real das pessoas do entorno que não conhecem. E quando vem para dentro da faculdade, aí é muito natural. Mas eu sei que o mundo lá fora estranha um pouco os criativos.
Eu vi alguns trechos de tantas entrevistas que você já deu por aí. Tem muita coisa na internet sua. Isso é muito legal. Mas em alguns momentos, meio que se repete. Nossa, mas como é uma instituição tão grande? Uma mulher está à frente de tudo isso. As pessoas falam, uma mulher, uma mulher. Aquela coisa. Como se fosse algo totalmente assim. Mas como é que é?
Você hoje, como CEO de uma universidade, de algo tão gigante, como é essa vida de você liderar tantas pessoas com essa força feminina que você traz e, acima de tudo, com essa consciência de que, além de trabalho ali, tem algo que no seu sangue é como se fosse uma missão também, um apostolado está carregando tudo isso. Um apostolado. Guto, eu passei dessa...
Como eu estou à frente da instituição há quase 20 anos... Nossa, é muito tempo. Eu acho que tiveram fases, e a gente é a fotografia do momento. Eu hoje vejo as executivas mulheres em altos cargos de gestão de uma forma dessa nova fronteira, desse pêndulo que está um pouco mais ao centro.
porque já tiveram movimentos mais ardidos, dos quais eu não me encontrava, nunca me vi numa vitimização da mulher. Então, eu entendo da agenda, eu sou mãe também, do desafio que é fazer esse confronto do que é...
Do que é prioridade afetiva e do que é prioridade prática? Acho que essa é a luta da mulher. Tua prioridade afetiva, ela sempre está mais forte, acho que no feminino. E a prioridade prática, que às vezes para o homem é mais fácil de encaixar, a gente deixa para a prioridade afetiva. Então, vou dar um exemplo. Se um filho está doente...
Você é a pessoa que vai alargar tudo para socorrer o seu filho. Então, você tem esse equilíbrio de forças do feminino dentro da gestão. Ao mesmo tempo, as mulheres falam muito mais que os homens. É uma questão neural. Nós falamos muito mais, nós comunicamos mais. Nós temos essa prerrogativa da mediação de forma mais natural. Essa é a natureza da mulher.
Então, a gestão feminina tem qualidades que eu enxergo que precisam ser equilibradas com a gestão dos homens. Eu tenho diretores homens e mulheres na Belas Aces, tenho professores também com gênero equilibrado, só alunas, alunas têm muito mais alunas do que alunos na Belas Aces, tem mais de 70% de alunas. Então, é um ambiente feminino por conta das alunas.
Mais do que da própria gestão da instituição. E já passei fases, né? De bebê, e aí foi muito mais... Porque essa questão da maternidade em altos cargos de gestão é o grande desafio. Mas já passaram essas fases. Então, a gente vai administrando. Eu gosto muito dessa fronteira do feminino, onde você tem homens que são parceiros, que entendem, que equilibram a casa.
não é o meu caso, mas assim, onde se enxerga o mundo dessa forma, onde as mulheres conseguem operar com o seu feminino nesse poder da mediação, no poder da comunicação, e não na luta do direito. Entende? É um pouco diferente.
Como vida, me parece que hoje você tem vivenciado algo diferente. Eu não sei há quanto tempo, mas me parece que da pandemia para cá, tem toda uma movimentação na sua vida, que é o tal desse grupo de oração que acontece, que é o Betânia, que é um grupo de mulheres. E a Piela já esteve aqui.
Eu vou falar sobre isso também, porque acontece na casa da Patrícia, esse grupo de mulheres. Eu falo que eu só durmo lá. É uma casa de oração. Eu ponho a poçada já. É a casa de Betânia.
Mas antes de falar do grupo, como que sempre foi a tua presença em relação à fé na tua juventude? Como que você pensava Deus? E como que você tem pensado hoje? E se houve algum momento em que foi meio que uma virada de chave de uma percepção de Deus na tua vida?
Teve uma virada. Eu fui criada em família católica. Meu pai é um católico efusivo. Ah, é? Que coisa boa. Ajoelha, reza. E tem práticas, assim, do cotidiano de rezar. Entrou em qualquer entrada de carro para ir na padaria ali. Ele reza, desliga. Então, assim, eu ia para o trabalho com ele todos os dias. Então, a gente tinha essa prática. Ele ia rezar. Então, eu sempre vi isso nele. Tem uma cena que me marcou, porque o meu irmão sofreu um acidente de carro.
E levaram de ambulância, desacordados da estrada, e aí ligam, a polícia ligou em casa, avisando que essa pessoa tinha sofrido incidente de carro. Não, meu irmão. E aí meu pai ajoelha e começa a rezar. E a gente tinha que correr para Sorocaba, onde ele estava no hospital. E aí ele falou, estou resolvendo aqui. Eu achei muito curioso aquilo, eu fiquei muito impactada. Porque eu estava no elevador e ele rezando, rezando, e a gente com pressa. Então, essa é a fé que eu vi dentro da minha casa.
Mas eu não era uma pessoa. Eu achava quase que era um guarda-chuva da fé dele. Ele estava cobrindo a casa toda, sabe? Eu tinha essa sensação de proteção absoluta. De quem ele chama de barbudo, que é Jesus. E que a casa estava ali guardada. Então, tudo que acontecia de difícil, sempre era o barbudo que estava resolvendo. E assim a vida foi tocando. Quando eu...
Então, família católica. A Piela, mãe da Piela, que é a Piela que veio aqui, a mãe dela fez crisma, então eu vivia a casa da Piela, que já era uma casa de oração, a Fabiola, que é uma amiga minha de infância, amiga sua também, que é uma pessoa que sempre me levou para a fé, para a religião, mas teve um ponto de virada na minha vida, que foi a morte do pai dos meus filhos. Esse foi o ponto de virada, e assim que nasceu a Betânia na minha casa.
Esse grupo de oração não foi após pandemia, foi com eu buscando, eu estava buscando, buscando, e eu estava frequentando a casa da Piela e da Fabiola, que já tinham grupos de oração. Quando ele, eu o perdi para a depressão. Então, assim, essa foi algo que me tocou profundamente, assim, a minha maneira de, remodelou o meu cérebro, porque eu não percebia aquilo tudo acontecendo. E...
E com crianças pequenas, a vida muito ativa, trabalho e tal, eu não vi que aquilo ia vir. E quando veio, a minha filha falou assim para mim, no dia seguinte que ele morreu, ela falou assim, mãe, o papai vai ressuscitar e eu não quero, eu quero vê-lo e eu quero morrer bem velhinha. Eu falei, não, o papai não vai ressuscitar.
A gente não ressuscita. E aí que eu falei, meu Deus, a minha fé, a minha fé precisa estar presente na vida dos meus filhos, assim como eu recebi essa orientação também. E aí você toma decisões, né? E você escolhe, até como eu precisei catequizar meus filhos nesse momento. E eu precisei contar quem era a nossa fé e o que a gente acreditava. E eu também precisei de ajuda. Então teve um preparo antes desse grupo de oração, que foi Padre Paulo Ricardo.
Não, o padre Paulo Ricardo, eu tinha uma ligação com a internet, porque um dia eu sentava com a minha filha e ela falou assim, mamãe, por que Deus permite isso acontecer comigo? Eu sou uma criança boa. Ela questionava muitas coisas, nove anos. E eu abri logo em seguida um vídeo do padre Paulo Ricardo e falei, vamos assistir juntas. E a gente assistiu juntas e era ele explicando para uma criança que ele teve uma sobrinha, que teve meningite, é um vídeo que eu nunca mais achei.
que teve meningite, que precisavam fazer uma pulsão que era muito dolorida, mas que era para salvar algo maior, que era saber qual era o antibiótico dessa meningite. E aí ele falando que Deus às vezes permite uma dor grande, mas quer para um bem maior. E assim, ela acalmou. E aí Padre Paulo Ricardo foi um grande orientador, como é de tanta gente, né? Eu sou mais uma dessas pessoas que beberam dessa fonte tão preciosa que é Padre Paulo Ricardo.
E aí, eles me questionam muito as crianças, e eu fui aprofundando na minha própria fé, e fui me apaixonando por essa fé. Ela falou, meu Deus, como é que eu, com 40 anos aqui, estou engatinhando ainda? E aí dá uma vontade, dá uma sede, né? De receber aquilo tudo de uma vez.
E eu fui indo, e aí um dia eu estava ouvindo o padre Paulo Ricardo, e eu estava numa fazenda com várias amigas, e elas discutiam numa mesa assim, ah, eu tomo remédio tal para dormir, outro para acordar, outro para ser feliz, e eu falava, e elas, você está muito, parece que está aí perdida no mundo, e eu estava com um daqueles óculos da meta que escuta rádio, e você escuta as pessoas.
Eu tava ali, elas falando aquilo, e eu tava ouvindo o padre. Elas não sabiam que eu tava ouvindo o padre. Por que você tá assim, meio perdida? Eu falei, eu tô ouvindo o padre Paulo Ricardo. Elas já, o que você tá tomando? Eu não tomo nada. É padre Paulo Ricardo. Você tá ouvindo um padre? Tô ouvindo um padre.
que você está fazendo? Eu falei, não, eu vou, rezo na casa da Fabiola, rezo na casa da Piela e escuto o padre Paulo Ricardo e assim vivemos. Ah, leva a gente para fazer isso aí que você está fazendo? Falei, levo, levo aqui, a casa da Fabiola, ela vai fazer semana que vem. Ah, é muito longe, é o Faville, onde a gente está. Muito longe, imagina, Guto. Faz na sua casa? Falei, eu peço para a Fabiola, ela pode fazer lá em casa, se ela topar, e assim foi.
Eu chamei no meu aniversário, que eram duas semanas dali, e falei, então vai ser meu bolinho? E vocês, melhores amigas de infância, vêm rezar aqui. E assim começou a Betânia. Aí foi Piela e Fabiola que estruturaram esse grupo. Um grupo que tomou uma outra forma. Hoje é uma casa que... É um grupo de quatrocentas e poucas mulheres. Recebe cem mulheres todo mês.
É um grupo que curou minha casa, curou minha vida. Porque é uma graça, né? Você receber um grupo de oração dentro da casa que você mora. Sim. E teve momentos ali que foram muito marcantes. Então, quando batizaram a casa de Betânia, eu só sirvo café, Guto. Eu abro a porta da casa e sirvo café.
café, um pão de queijo, eu não posso mais nada. São as meninas que conversam com os padres que vão, sempre tem padres confessando, acho que esse é o sacramento que acontece ali, mais importante. Padre Ricardo Patá, que é o diretor espiritual do grupo, maravilhoso.
E esse dia foi a Núbia, que é uma missionária do Canção Nova, e ela entra na casa. Eu estou sentada lá no meu fundinho, assim, no meio, sem mulheres, todo mundo meio igual, sabe assim? Toda mulherada, a gente senta apertadinha. Na sala da minha casa nem cabe tanta gente. E aí a Núbia olhou assim, e ela chegou atrasada. Então eu não conhecia a Núbia, não tinham me apresentado ela. E ela olhou e falou, eu sei por que eu cheguei atrasada. Cheguei atrasada porque essa casa é uma casa de Betânia.
E essa casa foi forjada na dor, né, Patrícia? E ela olhou para mim, assim, no meu olho. E eu falei, como é que... Ela pode até conhecer a minha história, mas como é que ela me encontrou aqui no meio dessa mulherada? Aquilo me espantou. E realmente é uma casa que foi forjada na dor, mas vive uma alegria que só a fé, só a fé me deu. Eu sempre fui uma pessoa alegre, feliz, de uma vida, assim, abençoada.
Um excelente casamento, fui muito amada, amei muito, filhos maravilhosos, uma família incrível. Mas a Fé, Guto, ela me deu uma felicidade que eu não conhecia. Eu, de fato, não conhecia. Uma felicidade exuberante, sabe? Uma felicidade de ajoelhar e agradecer a dor que eu passei por conhecer essa felicidade.
Isso eu conheci dentro da igreja, que eu achava que era um lugar que me dava um pouco de medo, receio. Hoje eu acho a igreja o lugar mais feliz do mundo, dentro das missas e dentro desse grupo de oração. E lá já teve um episódio também, foi Frey Gilson.
Porque o Frei Gilson tem uma relação comigo, ele não sabia, mas os meus filhos não conseguiam dormir à noite por muitos meses. Então, tinham pesadelos. Aí que eu comecei a conhecer a madrugada do Frei Gilson. Porque ele já estava começando, aos terços na madrugada, e eu punha o Frei Gilson rezando. Então, eu tinha essa relação com o Frei Gilson, dele entrar no meu quarto, que eu dormia com as crianças, tudo junto, durante um período.
E ele rezava ali com a minha família, ele não sabia. E aí um dia falaram assim, as meninas, a gente pode receber o Frei Gilson no terço? Eu falei, está brincando? Claro que pode, né? Claro, e você é uma alegria.
E era para divulgar O Poder do Rosário, que é um filme que vai ser lançado no mês que vem. E a casa estava lotada de mulher. E eu tinha uma apresentação na Belas Artes Grande para fazer nesse dia. Eu não podia desmarcar, porque eram pessoas de fora do Brasil que vinham. Eu tinha que abrir essa palestra. E a casa acontecendo. E aí o Frigilson atrasou, eu atrasei. E aí, quando ele entrou na casa, ele ficou lá cinco, seis horas, pregando, rezando, cantando. Com esse grupo, foi um dia muito forte.
Num desses intervalos, uma mulher me para e fala...
só que eu não sabia quem era. Obrigada por abrir sua casa hoje, porque meu marido se matou, e hoje é o dia internacional do suicídio. Eu não sabia nem que essa data existia. E o Frei Gilson pregou o tempo todo, meus filhos junto comigo esse dia, eles estavam ouvindo, e o Frei Gilson pregou o tempo todo sobre pessoas que tinham tudo, e que tinham uma família maravilhosa, e que não faltava nada, e tinham saúde, mas que tinham um vazio espiritual.
E a minha filha uma hora olhou para mim e falou, é o papai, né, mamãe, que ele está falando. Então ele passou recados muito claros ali. E aí, em algum momento, eu falei, nossa, esse dia está acontecendo hoje isso na minha casa. Eu falei, justo aqui, rezava dentro do meu quarto comigo, nesses momentos de terror. Ele está dentro da minha casa, rezando para pessoas que têm um vazio espiritual. E ele falou muito de depressão, porque ele tem falado muito de depressão, né? Mas ali, para mim, era uma novidade.
E, para não entender esse recado, eu entendi esse recado, porque eu falei, está tudo bem, está tudo bem com o Caio. Eu pensei muito, porque eu rezei muito pela alma dele, mas muito. Todas as indulgências, o que eu pude fazer, eu fui a soldada dele aqui nessa terra. E aí eu recebi esse recado com tanto carinho. Eu tive tanto carinho de Nossa Senhora, de São José. Eu pus São José dentro da minha casa, então...
Às vezes, São José falta. Ontem mesmo, eu dei uma brigada com São José porque o meu filho me perguntou de um cabo de HDMI. Eu falei, pô, São José, me ajuda. Ele é essa figura paterna para mim, fortíssima dentro de casa, a qual eu recorro quando preciso ser mais dura com as crianças. Eu bato um papo com São José. E quando preciso ser essa figura que traz esse masculino, porque te falta aquele momento do...
Não fale assim com a sua mãe. São José faz isso para mim em alguns momentos, dentro de casa. Mas o cabo de HDMI não resolveu. Esse grupo de oração, Guto, às vezes muita gente me pergunta como é que se abre essa casa que você mora para receber tanta dor? Porque tem muita dor ali também. Sem dúvida.
Mas é uma graça. É uma graça. E é muito prático fazer isso. Eu falo para as pessoas, repliquem Betânia. Repliquem Betânia. Porque, basicamente, o pão de café é um pão de queijo e a gente reza um terço. A gente reza um terço. E tem o sacramento da confissão por disponibilidade dos padres. Mas, se não tivesse, eu acho que a nossa oração, Mariana, aquele grupo junto, é tão forte. Ele se cura. A mulher se cura em bando.
E a gente se cura ali dentro desse grupo. Então, eu espero levar esse grupo para o resto da vida mesmo. Eu imagino que, assim como você traz hoje uma realidade de que esse grupo curou a sua casa...
Eu imagino de tantas mulheres que também já foram transformadas através de um terço dentro de uma casa de família. É um terço. É um terço, Guto. Qualquer um pode fazer. E foi nessa oportunidade que eu tive acesso a tantos padres que são tão inspiradores. Porque antes, para mim, padre e igreja era uma coisa bem distante, sabe? Não era uma coisa a qual eu...
Eu conheci padres que reestruturaram a minha forma de pensar mesmo, da minha fé. Eu me senti uma ignorante absoluta quando comecei a entender o que era a grandiosidade da minha fé. E eu também fui buscar... Tem um livro do Augusto Cury que é maravilhoso, que ele fala, O Mestre dos Mestres, que fala da psique de Jesus. E aí você começa a ter um norte do que é o ideal da tua busca nessa vida.
E é seguir o caminho de Jesus. Então, muda tudo. Muda tudo. Ao mesmo tempo, não muda nada. É a tua essência. Mas, assim, te dá um norte. É muito linda a nossa fé. Geralmente, você escuta das mulheres ali após o texto. O quanto que isso tem tido efetividade no coração e na vida delas.
Os padres que fazem confissão ali ficam muito impressionados com as confissões. Porque muitas primeiras confissões na vida... É um grupo que tem uma rotatividade. Então, eu tenho chamado de um pronto-socorro. É um pronto-socorro, né? A gente sempre deseja que as mulheres sigam depois para um caminho dentro dos caminhos mais profundos de estudo da fé. É assim que eu desejo. Que frequentem a missa e que sigam todo...
tudo que a nossa fé oferece. O que eu escuto ali é dor, né, Guto? Eu escuto a dor, mas ali a gente recolhe as lágrimas. A gente recolhe as lágrimas com um abraço, com um olho no olho, porque eu... Eu às vezes falo assim, quando me contam uma história muito difícil.
Eu tenho histórias difíceis também, mas eu não tenho um preparo nem do sacerdote espiritual, como um padre tem, ou uma consagrada, muitas consagradas visitam esse terço, então muitas vezes eu passo para uma consagrada para que ela possa fazer esse acolhimento.
E não tenho nem o preparo psicológico. Eu não quero ficar nunca na prateleira da opinião. Então, o que eu posso fazer é rezar e dar um abraço. Isso eu estou sempre disposta. Mas eu evito que virem um lugar onde a gente dê opiniões sobre a vida das pessoas, dentro desses testemunhos, dentro dessa dor. A gente recolhe. A gente recolhe, a gente reza e a gente...
se acolhe. Porque se não vira esse lugar, a casa é só um espaço mesmo. Eu nunca pessoalizei esse grupo de oração para as pessoas que só organizam. Nós só organizamos, mas ali todas estamos contando umas com as outras. Por isso que ele dá certo. Quando você fala que esse grupo curou a sua família, curou a sua casa,
quanto que isso teve uma intervenção direta no teu dia a dia? Porque a partir do momento em que você tem uma viúveis muito cedo, muito jovem, e ter passado por um momento tão difícil, tão duro, não só você, mas também diante dos filhos, da realidade dos filhos e tudo.
E hoje você chegar a afirmar isso, um grupo de oração, a vida de oração, a vida com Deus curou a minha vida, curou a minha família. O que é que tinha uma visão que antes era um pouco mais difícil, se tornou um pouco mais leve depois de tudo isso?
quais as principais circunstâncias que a gente pode trazer? Situações como essa, como essa, para mim, foi totalmente ressignificada e a minha vida foi mudando nesse sentido.
É tudo, Guto. Porque a minha história é um pouco complicada. O Caio, antes, ele entra num surto psicótico e pede um divórcio. E é assim, e depois ele morre. Então, como eu tinha um casamento que eu considerava muito feliz, muito bem organizado e equilibrado, falava, não, ele está doente.
Ele não quer se divorciar, ele está doente. Então, eu enxerguei essa doença logo de cara. Mas no entorno, não. O entorno falava, ele não está doente, ele só quer se separar. E aí eu falava, não, ele está doente. E eu falava, eu tenho a verdade, eu tenho essa verdade. Mas tinha um conflito até esse entendimento acontecer de fato. E por isso que eu perdi também o controle do que ia acontecer. Porque você quer salvar a pessoa, e a pessoa quer...
O que foi a fé para mim? A fé foi a certeza de que eu estava na verdade. Ela me trouxe uma certeza do seguinte, da bondade, me trouxe a certeza da doença, da depressão. Eu fui estruturando com todo esse caminhado, porque na hora você não enxerga o que está acontecendo direito.
E eu fui recebendo, dentro da fé mesmo, as respostas do que eu mesma estava vivendo, porque era tão nebuloso. E foi ficando tudo tão claro, preto no branco, que você lidar com essas dores profundas, quando você tem o entendimento tão didático que Jesus deixou para a gente, ela te organiza. Então, a fé para mim é estrutural. Ela é estrutural, porque ela foi a cartilha da minha vida.
E aí eu entendi... Meu pai falava assim para mim, filha, essa sua cruz é muito grande, eu sei, é grande, essa cruz é grande. Você é tão pequenininha, aparentemente tão frágil. Ele sabe que eu sou brava. Porque trabalha comigo há 20 anos, ele me acha assim, ele fala que eu sou uma carne de pescoço. Entre nós, ele fala carne de pescoço, essa menina.
Então, a sua cruz é muito grande, mas você é uma pessoa muito boa, então ela é de madeira. Você vai arrastar, vai arrastar, vai arrastar. E ela vai ficar pequena e você vai, ó, pôr ela aqui nesse pescoço aqui, vai pendurar. E por isso que eu sempre ando aqui, ó, Guto. Sempre.
A minha cruz é pequenininha, dentro do bolso. Sempre. Ela vai ficando pequena, você vai arrastando. E eu aprendi a ser apaixonada na minha cruz. Não quero a cruz de outra pessoa. Eu sei que a minha cruz é grande, mas ela é a minha. E eu honro essa minha cruz.
E isso é Jesus que ensina para a gente. Não tem problema. Tudo que eu vivi, que eu passei, ela é minha, ela é minha. Ninguém pega a minha cruz. E apesar de eu ter, né, eu brinco, eu tenho muitos sirineus na minha... Muitos, muitos sirineus, muitos. As sirineias, que não são essas mulheres do meu entorno. Que carregam essa cruz comigo, ela é minha.
Então, esse entendimento de que a tua dor não é um castigo, ele veio tarde para mim, que essa dor era um presente na tua purificação, na tua vida, no teu entendimento espiritual.
Demorei. A hora que veio, eu agradeci. Então, hoje eu só agradeço. Eu só agradeço. Agradeço tudo que a gente passou. Eu tenho certeza que o Caio foi salvo nesse processo. Porque, realmente, ele não era mais ele aqui. Eu vivi esses dois lutos. Eu vivi o luto do surto e depois o luto da perda, de fato, física. Mas eu já tinha vivido um luto. Então, foram dois lutos muito difíceis. Mas eu só posso agradecer.
De verdade, a minha vida é agradecer o tempo todo, agradecer, agradecer, agradecer, agradecer que eu tenho autoridade de mãe, eu não sabia dessa minha autoridade espiritual, né? E como que eu faria isso para... Hoje eu falei, se eu tenho essa autoridade, deixa comigo. Então, a fé me ensinou que eu tinha uma autoridade materna na condução espiritual dos meus filhos.
eu tomei posse dessa autoridade de fato, então eu pratico isso. Mudou o cotidiano das crianças e eu vejo eles muito bem, muito fortalecidos, muito inteiros da verdade, então não tem nada que eles não saibam, e isso é muito importante.
eu imagino pra eles ver essa quantidade de mulheres todos os meses ali dentro de casa deve ser algo muito especial tem o grupo deles tem o grupo de crianças acontece uma vez por mês também tem uma vez por mês o grupo dos filhos aí não fizeram o último mês
E minha filha ontem cobrou, a Fabiola, que organiza, e falou assim, Tia Fá, tem tanta coisa acontecendo lá na escola que vai ter a fila da confissão, vai ficar difícil. Olha! Então, as crianças, todo mês também se encontram, e a gente faz um terço de chocolate, e aí nos mistérios sempre tem... Então, eles vão comendo o bombom, rezem uma ave maria para cada criança.
Eu ia amar. É, é você. Olha, gente, boa ideia, gente. Me chame para os eventos diferentes, criativos. Isso é que eu chamo de espiritualidade criativa. Tem economia criativa, né, amor? Tem até açúcar.
Ela é especialista em economia criativa, agora existe a espiritualidade criativa. Gostei. Já fez terço até de Inhabenta. Ficou grande o terço no chão. E eles sentam em volta do terço, e eles vão rezando. O padre também faz confissão. E as consagradas e a Fabiola...
Sempre no mistério gera um debate ali com as crianças. Os debates são os mais engraçados. Então, para eles é muito natural receber as mulheres. Sim, porque eles têm o deles e eles chamam os amigos.
Nossa, mas não tem coisa melhor. Eu combinei que uma vez por ano a gente faz uma peregrinação juntos, eles já fizeram assis em silêncio. Então, assim, eles já estão, Guto, eles já entenderam a alegria da fé. E quer coisa melhor? É o que me deixa em paz. Porque eu posso ser, posso, né? A falta na nossa casa é uma coisa que se verbaliza. Eu posso faltar um dia também. Então, eu sei que eles têm Jesus com eles o tempo todo já.
Nossa, que coisa. Isso enche o coração. Coisa bonita, não é, amor? Eles estão inteiros. Gente, eu tenho tanta coisa para perguntar para a Patrícia. Vou fazer aqui uma dinâmica. Uma dinâmica que eu gosto muito.
Nós temos... Funciona assim. Você pode abrir a liturgia diária em uma página aleatória. Talvez a primeira frasezinha que saltar aos teus olhos seja de uma leitura, de um salmo. Aí você pode fazer a leitura. Uma frasezinha. De hoje, né? Não, qualquer dia. Não, qualquer dia. Isso, eu vou começar para te mostrar como que é, tá bom?
Vamos lá. Vamos ver aqui. Muito bom. É isso aqui mesmo.
Depois, pegou os sete pães e deu graças e partiu-os e ia dando aos discípulos para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. Comeram e ficaram satisfeitos e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. Um trecho da multiplicação dos pães.
Agora você, fique à vontade. Do jeito que você sentir mais, uma frase que saltar aos olhos, que mais você... Ah, essa frase aqui, essa daqui, fique à vontade do jeito que você achar melhor.
Deus Pai, deseja que toda pessoa desfrute dos benefícios da redenção e seja libertada do mal. Confiantes na sua graça, roguemos. Olha, a gente acabou de falar sobre isso, né? Que todos desfrutem da redenção. Acabamos de falar isso, né? Inclusive do Caio, nós falamos sobre isso aqui, né?
E eu acho que essa fonte de misericórdia, que eu não tinha noção de quão grande ela é, até passar por tudo isso. Porque a gente vivia, às vezes, um medo. Às vezes, a gente passou, na nossa fé, na infância, uma sensação de medo dessa fé.
Isso os meus filhos já não vivem. Eles sabem da misericórdia absoluta de Deus. Então, isso é muito lindo, né? Saber que nós todos somos filhos amados de Deus. Todos. Que lindo. Gente, isso aqui é o que acontece enquanto a gente tem a liturgia diária, tá? A gente pode receber em casa. Você faz uma assinatura, 102 reais por ano.
Você paga uma vez por ano e recebe. A Piela disse que a turma toda já está fazendo a assinatura da liturgia diária da Paulo. Você recebe em casa, fazia a leitura divina, pode anotar. Imagina, no final do mês, você percebeu que você grifou da liturgia do dia, tudo bem direitinho. Fique à vontade. Você vai receber na sua casa todos os meses. Tem QR Code na tela. Tem o WhatsApp também.
fique à vontade. Agora, se você vai realizar um evento católico, eu sempre indico aqui a agenda católica, porque tem vários eventos lá do Frey Gilson, o Cristo é Show e tantos outros. Você vai ali, o evento fica um ao lado do outro. Uma coisa muito interessante. É a melhor porcentagem. Tem muita gente que utiliza o Simpla.
Só que o símbolo acho que é 10%. No Agenda Católica, 7% somente vai para o valor, a porcentagem para o ingresso. E você recebe antes do evento. Não precisa esperar 14 dias para receber. Então todos os eventos católicos estão sendo vendidos, os ingressos no Agenda Católica.
Inclusive acampamentos. Hoje nós temos o movimento campista no Brasil, o Astromável aqui, a gente conversou sobre isso. O quanto a agenda católica pode ser bom para você vender as inscrições do acampamento. Então fica aí a dica para você, fica à vontade porque vale a pena demais.
Outro ponto muito interessante que eu quero trazer para você é falar se o seu filho estuda no colégio católico. Eu quero mostrar para você o material didático para um colégio católico, que é o material da Unitrilos. Do ensino infantil até o ensino médio. Muito interessante. Tem aí aquele lá, filho, que eu sempre... Esse aí, esse é muito interessante. Por exemplo, aqui você tem o livro do ensino fundamental, o primeiro ano do ensino fundamental, do primeiro ano. Esse aqui é de história.
Então você vai falar sobre tudo, gente. Aqui você pode olhar. Aqui tem, sei lá, vamos olhar aqui algum assunto. A história da família, o mistério da vida, criação, Big Bang, tudo bem direitinho. Aí você tem um trecho aqui muito interessante, a história da família, a história do vovô, da vovó, aí relações de parentesco. Aí você tem um trecho que fala, sacramento do matrimônio.
Então, é alta performance quando se fala de didática, conhecimento, mas aqui tem, está aqui, pai, mãe, tios, avô, avó, a estrutura familiar que nós conhecemos e que é tradicional na nossa vida. Então, alta performance em conteúdo, a editora é o Neutrinos, são mais de 80 colégios católicos que utilizam.
Aqui nós temos os álbuns das bibliotecas. Seu filho pega um livro na biblioteca. Se ele devolver e conseguir falar sobre o livro, um resumo, ele ganha um pacote com figurinhas. Esse daqui, Santos Amigos. Olha que legal. Tem aqui o pacote de figurinhas com os santos. Ele vai completando. Para ganhar o pacote de figurinhas, ele tem que verbalizar um resumo do livro que ele leu na biblioteca.
Muito legal isso daqui. Os Papas da Igreja, um outro álbum. Todo ano eles lançam um álbum diferente para os colégios que utilizam o material didático da Unitrejos. Depois eu quero indicar para você entrar na lista de espera, porque vai abrir em breve a próxima turma do curso de postgraduação em Mariologia.
da Locos Mariológicos. Tem sede em Roma, tem sede no Brasil, certificado de duplo reconhecimento de nacionalidade, então é um certificado romano e é um certificado brasileiro, pelo MEC. E você pode fazer uma pós-graduação em Mariologia, entra na fila de espera, tem aí o contato, tem QR Code também. E uma coisa muito interessante, gente, é que daqui a pouco, no final do ano, vai abrir a turma de Josefologia.
Estudar sobre São José. Olha que coisa maravilhosa. Já está acontecendo a turma de Demonologia e Angelologia. Então, é realmente um instituto maravilhoso. São milhares de alunos, padres, freiras, leigos, que já utilizam. Vou entregar um livro aqui de presente para a Patrícia, que é da Locos Mariológicos. O Daniel é doutor em Mariologia. A Carol é mestre em Mariologia. E aqui é um livro que vai falar sobre os fundamentos bíblicos teológicos e aqui é um livro que vai falar sobre os fundamentos.
E as práticas espirituais da tão conhecida consagração a Jesus por Maria. Então aquela consagração que a gente faz por São Luís Grinon de Montfort, quais são os fundamentos bíblicos para essa consagração? Então é um livro de um estudo muito bem feito pela Locus, pelo professor Daniela e professora Carol, e que é um presente aqui para a professora Patrícia. Você vai ter a oportunidade de aprovar. Obrigada.
Isso. E agora quero entregar um presente aqui do artesanato Costa, que é aquele que é o... Como é que se chama, amor? A presença paternal na vida da Patrícia. Ah, é! É ele que conversa, ela briga. Tem aquelas conversas. Todas. Mas que bonito você falar que assumiu São José.
como o homem da sua casa. É isso mesmo. É isso mesmo. Ele é estrutural ali dentro. As crianças têm até o olho assim. Eu vou falar com o São José. Ai, obrigada. Nossa, que imagem maravilhosa. Meu Deus. Que coisa mais linda. Belíssima. Belíssima.
São José é tudo de bom, porque no silêncio que ele lidera. Como você foi percebendo em tratar dessa forma? Eu sou viúva? Então, São José. Bom, imagina com 100 mulheres frequentando minha casa, muitas já viúvas também, com mais idade.
E aí sempre tiram o sarro, assim, ah, o último vinho é o melhor, calma que o último vinho, essa mulherada faz isso. E São José foi me entregue, assim, pelas mulheres. Me deram São José deitado, tem que falar com São José. E tudo que era São José, São José, eu falei, não quero pedir nada, eu quero que São José entre nesse lugar aqui. Porque tem uma oração, sabe aquele livrinho das orações de cura e libertação? Tá aqui.
Eu adoro esse livro. Tem uma oração lá que teve uma época que eu estava todos os dias colada nessa oração, que é fazer de nós uma família. E essa era uma oração que me remetia a uma falta. E depois de um tempo, essa oração me trouxe o entendimento de que eu já era uma família. Eu e os meus filhos, uma família mesmo. Uma família.
E aí ele estava lá. Por isso, essa oração me trouxe essa conexão imediata que São José era esse pai adotivo que está numa esfera espiritual que pode estar presente. Que eu vejo ele muito presente nessa casa. Então, nossa, obrigada. Porque não tenho nada parecido. Vou bater um papo com ele.
Mas eu bato um papo com ele em pensamento. Mas a forma que acho que... A gente tem tão pouca informação, São José, mas é tão completa. Então essa presença dele sem estar ali verbalizada, escrita, é muito forte na condição dessa família. Ele também foi antes. Jesus foi criado por essa mãe também.
porque na prática é uma mãe também que esteve ali com a presença espiritual de São José e eu sou muito mariana apaixonada por Maria, eu nasci no dia que Maria visitou a prima Isabel por isso que eu tenho essa relação com mulheres tão fácil, tantas amigas do meu convívio eu tenho uma troca fácil com a mulherada e foi pela mão das mulheres que São José apareceu tão estrutural dentro da minha vida
Que lindo, tá aí. Gente, olha, no Artesanato Costa você encontra as imagens belíssimas. Todas as imagens daqui do Santo Flor é com o Artesanato Costa. Tem a imagem de Nossa Senhora de Fátima lá embaixo, muito bonita, não é? Todas as imagens aqui do nosso estúdio e tem o cupom GUTO10. Você pode comprar no Artesanato Costa com o nosso cupom, vai ter 10% de desconto, tá? Eu preciso falar de algo que tá sendo uma grande bênção, né, filho?
que é, imagina, nós trouxemos um dos maiores exorcistas do mundo, o Padre Duarte Lara, para o Brasil, e nós gravamos um curso chamado Armas Espirituais. O fato é que nem todo mundo sabe aquilo que é brecha, a porta aberta para o inimigo agir na sua casa, na sua família e na sua vida. Então, nós trouxemos o Padre Duarte Lara, gravamos um curso onde ele apresenta quais as portas abertas para o inimigo agir na nossa vida.
Então, ele e a Maria Gabriela, que tem 93 anos de idade, tem uma grande experiência por cura e libertação. Então, imagina um curso com o padre Duarte Lara e a Maria Gabriela. E nós conseguimos esse curso. Então, o curso Armas Espirituais já está no ar. Você pode entrar aí no QR Code, na tela. E, por tempo determinado, você entra no curso, faz a tua inscrição e recebe na sua casa gratuitamente esse livro que a gente acabou de citar.
Orações selecionadas por cura, libertação e intercessão. São mais de 100 orações que você pode rezar com a sua casa, com a sua família. Aqui você tem oração contra os males. Aqui você tem oração de libertação. Oração pedindo intercessão por alguém. Oração por quebra de maldição. Oração por cura interior, por cura física. Tem tudo aqui, gente. Oração de renúncia, pedindo armadura de Deus.
Tem tudo. Esse livro é realmente completo, você vai receber na sua casa e você vai ter a oportunidade de aprender com o padre Duarte Lara e a Maria Gabriela num curso. Então, aproveita. É realmente uma plataforma muito bem feita que vai ser bem especial. Tá certo? Agora, eu queria te fazer uma pergunta aqui. Imagina o que você fala que seu pai católico.
e você também, católica, num mundo em que, talvez hoje nem tanto, mas a gente percebe que a arte vem sendo banalizada. Que muita coisa que se fala que é arte não é arte.
E como é que você, Patrícia, está à frente de uma universidade que leva o nome de Belas Artes, que é uma referência no Brasil, que é referência mundial em, entre aspas, fabricação de arte, e manter dentro da universidade um conceito de arte que realmente preze por beleza, que preze por valor, que preze por uma densidade de valor real que a arte realmente merece?
diante de tanta coisa que a gente vê na contramão hoje no mundo inteiro em relação à arte. A pergunta é difícil, Guto. Agora você me fez uma enrascada. A fé é uma proposição, ela não é uma determinação, nem Jesus nos...
ele fez essa proposição, a gente tem que abrir a porta. Então, a instituição é laica, eu não sou, eu sou religiosa, tenho a fé católica muito presente na minha rotina, mas o que eu vejo dentro da instituição é um grupo muito heterogêneo de professores, muito.
Onde são os valores da instituição que tange à arte? A instituição foi fundada pelo Pedro Augusto, o seu nome. É, meu nome, imagina. Estou chique aqui, amor. É, meu nome. Quem não sabe que meu nome é Pedro Augusto. Pedro Augusto. O Guto é Pedro Augusto. Então, em 1925, e ali tinha um movimento de arte moderna que queria transformar essa arte clássica no que depois virou o que a gente hoje chama de arte contemporânea.
foram os caminhos dessa evolução da arte. Mas no que ele deixou escrito como missão da instituição, ele sempre falou que as artes clássicas, principalmente a manualidade e as técnicas, deveriam permanecer dentro da Belas Artes. Então, um aluno hoje entra no curso de artes visuais da Belas Artes, apesar de ele ter acesso às feiras de arte contemporânea, a todas as técnicas, ele ainda aprende a pintar óleo, ele tem aula de modelo vivo, o que é considerado uma arte ainda...
das artes plásticas, a arte clássica, isso para a gente é muito importante, é um valor. Porque depois o aluno tem, claro, ele tem a vocação, a liberdade, ele tem os credos dele, ele tem o que difere uma faculdade que pensa estruturalmente o artista das outras é que a gente sempre trabalhou com o indivíduo. A gente sempre teve que olhar para o repertório daquele aluno, para a trajetória, para a vocação dele, um a um, porque é um diferente do outro.
O que não acontece em uma faculdade de administração, você entra com o método. Então, olhar o indivíduo e respeitar esse indivíduo sempre foi a natureza da instituição. Por isso que ela é tão diversa. E ela respeita essa diversidade, seja ela religiosa, de qualquer coisa, do talento, da própria arte que o aluno quer criar. Ele tem muita liberdade de atuar em qualquer...
espaço que ele queira e a linguagem que ele queira, mas ele vai passar pelas técnicas, ele vai ser avaliado por uma banca também heterogênea de professores e eu acho que essa é a proposição até cristã dessa liberdade mesmo de escolha. Então, se me perguntarem a instituição é óbvio que é laica, mas essa liberdade individual
É uma estrutura cristã. E eu respeito muito a liberdade individual na prática, dentro da instituição. As opiniões, sejam elas ideológicas, partidárias, a heterogeneidade para a gente é importante. Ela cria um corpo acadêmico forte.
Mas a instituição tem os valores que estruturam. Ela é muito organizada hierarquicamente, muito. Então, os comitês de ética, os conselhos acadêmicos, um professor lá passa por vários... É um funil mesmo hierárquico de decisão do que vai ser dado dentro de sala de aula. E aquele plano de ensino é um contrato com o aluno. Então, um aluno entra no semestre e sabe o que ele vai...
receber, são conteúdos que visam empreendedorismo, a visão dele como profissional, a gente foge muito desses pêndulos extremos dos momentos, sabe? Porque é uma instituição centenária, então você tem a segurança da permanência mesmo, tudo passa, né? Tudo que é muito polvoroso, passa. Então, a gente se assegura nesse conteúdo que é sempre visando a melhor eficiência do profissional, e é ali que a gente fica.
te respondi, Guto? Total. Fiquei muito curioso que, recentemente, fiquei sabendo o que vocês estão preparando aí, inclusive, com a Daniela Marques.
uma pós-graduação que vai trazer o tema sobre autonomia financeira para mulheres. Em breve vocês estão indo lançar em Nova York, essa pós-graduação. O que vocês estão pretendendo com tudo isso, essa movimentação tão especial?
em que você, de um modo muito específico, trata sobre a autonomia financeira para o mundo feminino. E eu estou muito curioso para ver tudo isso que vai acontecer. Nessa escuta de mulheres da minha vida, tem muitas dores dessa...
Dessa falta de exposição ao conteúdo financeiro no cotidiano. A mulher não está acostumada a sentar numa mesa e bater papo com as amigas sobre aplicações. Isso não é exposto para a gente no cotidiano. Eu mesma, com o cargo de executiva da instituição, sabendo lidar com as questões financeiras da instituição, minha vida toda, na vida pessoal, não fazia isso.
E essa é uma dor latente, real. E a Daniela sempre alcançou cargos. Ela deu uma entrevista magnífica, Guto. Magnífica. Uma entrevista que vale a pena ser vista. Porque ela é muito da realidade da mulher. Sem as figuras dos extremos. A mulher não é exposta a essa linguagem do mundo financeiro. E a vida financeira faz parte da vida adulta.
fato, você esteja casado ou não, é que bom que você possa interagir, construir, seja qual for o cenário da tua vida, do contexto, que bom que você se sinta preparada emocionalmente pra isso também. Porque o que eu escuto muito das mulheres e das minhas alunas, muito, mas eu não gosto.
Eu não gosto de fazer a conta. Eu não gosto de entender de imposto. Eu não gosto de entender de aplicação. Porque isso passa pelo artista também. A mesma leitura que a gente fez das mulheres, eu faço dos artistas. Os artistas sempre quiseram ficar um pouco apartados de pôr um preço numa obra, de saber lidar com uma feira. Só que essa é a realidade para você virar um profissional. Você vai ter que escalar essa rampa.
para você pode ser um pouco doída. Ela faz parte da vida adulta. Então, replicando isso para o mundo da mulher, a Daniela é uma verdadeira autoridade nesse mercado financeiro. Ela é uma mulher das poucas que alcançou cargos. Ela foi presidente da Caixa Econômica e ela é conselheira da Belas Artes.
E ela sempre foi uma figura também importante na minha vida pessoal, porque é uma amiga, de abrir esse caminho da construção do que era eu decidir o que eu faria, apesar de ter homens maravilhosos ao meu redor, que sempre me orientaram, faz isso, faz aquilo. Então, e nessa linguagem muito fácil da jornada da sua vida, que é diferente de uma jornada, de uma linguagem comercial de banco.
Então, a mulher, dinheiro é meio, né? Ela quer contar a história dela e aí entender com o dinheiro o que ela pode fazer ou não, construir o seu sonho, cuidar da sua família, é diferente. E aí eu trago esse tema para dentro dos acadêmicos da instituição, da Belas Artes, acadêmicos muito heterogêneos de...
o que é o feminino, cada um pensava de uma forma, mas todo mundo entendeu que tinha uma necessidade ali. Por quê? Porque a Andréa trouxe muitos dados científicos, pesquisas profundas sobre esse comportamento da mulher. E aí quando você tem essa robustez científica,
A hora que, principalmente, a professora Jo, que é superintendente da instituição, é a cabeça acadêmica da instituição e é neuropsicóloga de formação, ela olhou e falou, isso aqui tem rigor de uma pós-graduação. Isso é uma pós-graduação. E com esse rigor científico dos dados, mostrando que a mulher está fazendo esse caminho.
de mudar esse comportamento no mundo inteiro. Ela está se preparando melhor, e ela enfrenta uma barreira emocional ainda. Essa barreira emocional é muito real. A própria mulher, mesmo quando ela tem um bom resultado nas aplicações dela, ela fala que ela não é tão boa. Ela sempre prefere a opinião de um homem. E aí, todo esse mercado financeiro começou a pesquisar muito esse comportamento, porque metade do mundo, e o dinheiro está também na mão da mulher.
A gente tem esse robustez de dados. Bom, montamos a pós-graduação. É uma pós-graduação que 60% está pautada em comportamento. Comportamento, Luton. Ela não é uma pós-graduação para quem quer se formar em finanças. Ela é uma pós-graduação para você se libertar.
desse seu pré-julgamento de que você não pode tomar essas decisões, seja ela sozinha ou não. E depois tem o tecnes, que é o financiês necessário para que você seja uma adulta livre. É um pouco isso. Parece que toda mulher que a gente conversa sobre essa pós-graduação é meio catártico. Ela não... Nossa, eu preciso fazer isso. Eu preciso, eu preciso. É catártico, porque é uma mudança que eu acho que a geração da minha filha já não vai passar para ela.
Ela já tem um interesse diferente na mesada dela, do que ela vai fazer e do mundo financeiro. Mas a nossa geração ainda passa por isso. É uma transição que está acontecendo no mundo inteiro. Os Estados Unidos estão à frente. Os bancos têm mostrado esse comportamento da mulher. E acho que os bancos do Brasil agora também vão passar. Mas o mundo financeiro vai acontecer num paralelo.
O que a gente está fazendo dentro da Belas Artes, aproveitando que esse público da Belas Artes de alunas é tão feminino e que a gente vê essa dor latente todos os dias, é criando essa rampa mesmo de liberdade decisória. É isso.
Estou muito feliz da nossa conversa. Foi maravilhosa. E eu quero muito... Primeiro, agradecer ao Dom Devaí por essa oportunidade. Ele tem designado muitos caminhos... Que a gente não sabe porquê, né, Guto? O que eu vou fazer lá no Guto, Dom Devaí? Foi um enxurrada.
mas tudo isso se confirma que é realmente desejo de Deus, vontade de Deus, pelos frutos que nós estamos colhendo desses momentos, dessas conversas, tanto com a Dani, com a Piela e agora com você. E eu quero muito agradecer também a sua generosidade de ter vindo até aqui para a gente conversar, para a gente partilhar, e que Deus conduza os nossos passos a partir de agora, que nosso Senhor possa cuidar de tudo. E estou muito feliz e muito agradecido pela sua presença aqui de Vedão.
Eu que estou, Guto. Eu, assim, eu sinto... É difícil a gente juntar a vida pessoal com a vida profissional, né? Peço, assim, uma licença poética para quem não gostou disso, porque são agentes diferentes que estão dentro da mesma pessoa, às vezes. Mas é porque tudo se explica, né? De certa forma, por aí. São pessoas atrás de negócios, né? Sim, isso mesmo. A gente estava falando disso, a hora que eu cheguei. Verdade.
E Dom Devair realmente tem uma visão, como a Daniela brinca, ele deve estar no Reveillon da Austrália. Ele está lá na frente, porque a hora que ele pediu para eu vir aqui, eu fiquei, mas a minha fé, ela sempre foi dentro da minha intimidade. Apesar de receber um grupo grande, eu ainda considero ele íntimo, perto da vida profissional, mas por que não, né? Coragem, não é assim que nosso evangelho fala, coragem, coragem. Então, estou aqui.
E a disposição, Guto, porque eu sou assídua no seu programa, eu assisto, então até... É interessante estar aqui, sabe, do outro lado. Obrigada, obrigada. Obrigada por esse trabalho que você faz maravilhoso. Que alegria. Filha, vamos lá? Valeu? Muito bom, eu quero entregar aqui para você... Olha, isso aqui é uma grande novidade no South Closer. Isso aqui é uma coisa linda.
Não tem jeito, pode fazer a dieta que for, ninguém resiste a um chocolatinho. Nossa, eu sou uma formiga. E a Sandra Marcuso, que é nossa amiga, ela diz, escuta, eu quero presentear os convidados do Santo Flon com esse tipo de doce católico. Gostou, amor? Olha que coisa linda isso daqui, gente.
Olha só, dá para ver aí, amor, aqui na câmera? Aqui é Jesus. Esses doces é para quê, amor? Para a primeira eucaristia, para tipos de eventos. Aí ela faz os doces católicos. Ela mora em São Paulo, mora aqui em Alphaville. E é uma coisa mais linda do mundo, gente. E além de tudo, é delicioso. Como é que é o Instagram dela? Sandra Marcuso? Isso aqui é um pão de mel, é isso? Ai, meu Deus. E para o apresentador, não tem.
Vem de lá pro Terço. Vai pedir pro Terço? Esse é meu, nem vejo. Esse aqui é seu, não se preocupa. Imagina lá, imagina todas as crianças, amor. Olha que coisa linda, né? Então esse aqui é pra você de presente. Obrigada. O Instagram dela é Santa Marcuso, né, amor? Tá aqui, ó. Olha que coisinha linda, pão de mel. Nossa. É lindíssimo, não é? Eu sou uma formiguinha, obrigada. Então pronto, já tá garantida a sobremesa de hoje, tá? Patrícia, muito agradecido, de coração, viu? Obrigado. Eu agradeço. Que bom. Gente, Pedrão?
Valeu? Gente, olha, a você que esteve conosco, eu quero dizer o seguinte. Terminou aqui, você vai. Se você ainda não está com acesso ao curso do Armas Espirituais, aproveita, porque é por tempo determinado esse acesso. E para receber o livro também na sua casa, como eu falei, do padre Duarte Lara e da Maria Gabriela. Qualquer dúvida, vai lá no Instagram do Santo Flor, que tem uma LP lá, uma launch page onde tem tudo sobre o curso.
E esse episódio aqui já está aqui no YouTube, como você já sabe, a partir de amanhã, em todas as plataformas digitais.
Apple Music, Spotify, Deezer, Google Podcast. Os cortes você encontra. Kawaii, TikTok, Instagram, em todos os lugares. Um pouco aqui da nossa conversa com a Patrícia Cardin nesse dia de hoje. Obrigado. Deus abençoe. Agradeço. Vamos lá. Tchau, tchau. Até o próximo Santo Flow, se Deus quiser. Tchau, tchau.
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