#491 - A GRAÇA DE DEUS É UM ESCANDALO
Sezar Cavalcante
Sezar Cavalcante
Danilo
Tassos
Vanessa
- Misericórdia de DeusA natureza escandalosa da graça divina · Pedro como exemplo de redenção e recuperação · A pedra angular como metáfora para Cristo · Citações do Antigo Testamento na Primeira de Pedro
- Relação com o DireitoA lei como plano didático de Deus · Os Dez Mandamentos e suas limitações · A lei não tem poder de salvar ou transformar · A lei revela o caráter de Deus e a impotência humana · A lei como guia para Cristo
- Paternidade DivinaAdoção como mecanismo de filiação divina · Diferença entre filhos naturais e adotivos · O amor incondicional e planejamento de Deus na adoção · A possibilidade de adoção para todos · A luta interna entre a natureza divina e a natureza caída
Glória a Deus. Eu os convido ao texto da primeira carta de Pedro, capítulo 2. Primeira carta de Pedro, capítulo 2. Mas eu gostaria que você lesse com muita atenção mesmo. Eu vou tratar um assunto profundo hoje. Então, acho que vale a pena você ler com bastante atenção mesmo. Então, primeira carta de Pedro, capítulo 1.
Eu vim falando com a Vanessa, a gente veio num trânsito da rodovia. Eu falei, meu, que trânsito? Ela falou, ah, é o feriado de amanhã. Eu falei, então hoje o culto é só os fortes. Primeira de Pedro, capítulo 2. Versículos de 1 a seguir. Está com a Bíblia aberta aí? Deixa eu ver, deixa eu ver, deixa eu ver. Aí. Maravilha.
Vem comigo no texto. Hoje o tema é por que a graça é um escândalo? Por que a graça é um escândalo? O texto diz assim, despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas, de toda sorte de maledicências, desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual.
para que por ele vos seja dado crescimento para a salvação, se é que já tendes experiência de que o Senhor é bondoso, chegando-vos para ele a pedra que vive, rejeitada sim pelos homens, mas para com Deus, eleita e preciosa. Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para ser de sacerdócio santo.
a fim de oferecer-lhes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Pois isso está na Escritura. Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa. E quem nela crer não será de modo algum envergonhado. Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade.
mas para os descrentes, a pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra angular, e pedra de tropeço, rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes para o que também foram postos. Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real.
Nação santa, povo de propriedade, exclusiva de Deus, a fim de proclamar-lhes as virtudes daquele que vos chamou das trevas, para a sua maravilhosa luz. Vós sim, que antes não ereis povo, mas agora sois povo de Deus, que não tinhas alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.
Amém. Bom, primeiro, quem escreveu, obrigado Danilo. Quem escreveu essas palavras? E aí? Começa com P e termina com DRO. Esse cara de pau. Quem escreveu? Ah, vocês são muito bons.
Eu não sei porquê, mas o microfone aqui fica tinindo agora. Dá uma diminuída aí, porque senão vai ficar dando microfonia. Vamos começar. Então, quem escreveu essas palavras? Pedro. Pedro. E só por esse particular, só por esse nome, muitos de nós já concebem a imagem de um personagem forte, contundente. Pedro, corajoso.
mas eu gostaria de lembrar uma outra faceta desse personagem bíblico, por isso eu refaço a pergunta, e eu quero provocar você numa forma mais introspectiva. Quem escreveu essas palavras? Pedro, o cara que negou Jesus, na madrugada de sexta-feira, e foi consagrado a pastor no domingo.
no finalzinho da tarde. E se existe alguém na Bíblia que pode nos falar sobre graça, é esse cara. É esse homem aqui. Esse homem pode nos falar sobre graça, porque ele é fruto, literal, da graça de Deus. Não apenas da graça, mas ele é fruto e a prova...
de que a graça recupera o ser humano. Esse personagem pode nos falar sobre recuperação. Esse homem, Pedro, é o personagem que pode nos falar sobre superação, sobre misericórdia, sobre perdão e sobre recomeços. Se tem alguém na Bíblia que pode falar sobre isso, o nome dele é Pedro.
E para falar desse assunto, de graça, o Pedro escolhe o lance da pedra angular. E é muito interessante, porque se você pegar o seu celular agora e colocar pedra angular no Google e pedir imagens, você vai ver o que é uma pedra angular. Pode ser a pedra angular que dá o ângulo assim. Se você der um Google em imagens, você vai ver.
Mas também a pedra angular é aquela que dá o ângulo assim. Assim. Então, você tem uma parede, sendo construída de leste a oeste, você vai construir uma parede de norte a sul. Não sei se estão fazendo entender. Enfim. Isso aqui é um ângulo. Se você faz um traçozinho aqui, você tem aqui um ângulo, geralmente de 90 graus.
Então, um ângulo. E, antigamente, antes de ter o concreto armado e tal, esse ângulo era feito com uma rocha, uma pedra cavada. Você pegava a pedra, se você der um Google aí, você vai achar essa pedra. Você cavava ela até ela conseguir esse ângulo. Então, essa pedra angular é a pedra que dá o ângulo da construção.
Se esse ângulo estiver torto, a parede inteira vai ficar torta. Porque ela vai dar o ângulo correto. E Pedro, ao falar desse assunto da graça, ele fala sobre esse esquema aí do negócio da pedra angular naquela época. Há dois mil anos atrás, a construção era assim. Que é aquela pedra na construção...
que traz o ângulo. Isso está no verso 6 do texto que nós lemos. Então, espera aí. Vamos colocar aqui no texto de novo, porque o meu acabou fechando. Me dá um segundinho aqui. Está no verso 6, essa história do ângulo. Eis que põe-se a uma pedra angular, eleita e também preciosa. Então, veja. Essa pedra, essa palavra grega,
A pedra angular fala do canto. Fala da pedra que define o novo ângulo da nova parede. A construção estava indo assim, aí ele coloca uma pedra de esquina. E essa pedra de esquina é uma pedra cavada que vai dar o ângulo da nova parede. Tem um viés. A parede vai enviesar para um lado. E quem é o responsável por esse...
Enviesamento é a pedra angular, é a pedra que dá o ângulo correto. Então, você coloca uma pedra angular. Você tem uma parede aqui, duas no eixo das coordenadas. Para quem lembra, o negócio de coordenadas abcissas, não sei o que lá. Aí você tem duas aqui, paralelas. E lá na esquina, você coloca uma quina virada para cá, outra virada para cá, pronto, você fechou a parede.
Mas se uma estiver torta, a parede não vai se encontrar. Então, essa palavra grega aí fala da pedra do canto. A pedra que dita o ângulo da nova parede. E o cristianismo é essa nova parede. É esse novo ângulo da fé judaica.
Então, não se engane, Pedro não está desenvolvendo uma nova doutrina. Ele está aqui comprovando textos bíblicos profundíssimos. Eu disse, vamos começar a leitura? Mas abra a Bíblia, então, mantenha aberta. Olha aí de novo no texto que nós estamos trabalhando. Pedro está comprovando com textos bíblicos.
textos muito profundos, a respeito da obra que Jesus Cristo veio realizar. Nós lemos dez versículos, mais ou menos, não é? Dez versículos. E Pedro, em cada um desses versículos, ele está fazendo alusões inteligentíssimas, argutas, profundas, a uma cadeia de outros textos. A gente não consegue perceber isso.
A menos que você tenha um conhecimento profundo, ou que na sua Bíblia tenha aí uma letrinha diferente, está em itálico, aparece um numerozinho, uma coisinha diferente, alguma coisa assim, que é o que a Bíblia mostra no Novo Testamento quando você está fazendo citações do Antigo Testamento. E aqui eu vou tentar mostrar para vocês, o tempo sempre é cruel com a gente.
Mas veja, coloque o olho aí nos versículos 2 e 3 lá. Desejar evidentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que vocês possam crescer, não sei o quê. Se é que já tem desexperiência, que o Senhor é bondoso. O que ele está falando aqui? Ele está citando um salmo. Ele está citando o salmo 38. Ó, provar em verde que o Senhor é bom. Ele está pegando aquele texto do salmo 34, 8.
E está colocando aqui como uma... Como... Colocando Cristo como cumprimento, como sensus plenior daquele salmo. Quando a gente lê o versículo 6 da nossa leitura base, coloca aí no versículo 6. Eis que põe o encião a pedra angular, eleita e preciosa. Quem nela crer não será de nenhum modo envergonhado. Ele está citando Isaías 28.
Isaías 28, 16, é o texto da pedra angular. Que diz assim, portanto assim diz o Senhor Deus, eis que assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, pedra angular, solidamente assentada, e quem crer, não fugirá. Ele está...
Pedro, ele está falando no seu discurso, mas a mente dele está pousando em vários textos do Antigo Testamento. Veja o que diz o versículo 7. Para vós outros, portanto, os que credes é preciosidade, mas para os descrentes, a pedra que os construtores rejeitaram. Essa pedra veio a ser a pedra principal e a pedra angular. Diz 1 Pedro 2, versículo 7.
Ele está citando o Salmo 118. O Salmo 118, 22, diz assim, ó. A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra angular. Olha lá, ó. Essa veio a ser a principal pedra angular. O outro verso. Isso procede do Senhor.
E é maravilhoso aos nossos olhos. Quando a gente lê o versículo 8. 1 Pedro 2, versículo 8. E pedra de tropeço. Rocha de ofensa. Ele está citando Isaías capítulo 8.
Não sei se eu vou continuar aqui falando todos, porque são muitos textos. Mas vamos lá. Isaías 8, 14. Ele vos será santuário, mas será pedra de tropeço e rocha de ofensa. As duas casas de Israel, laço e armadilha aos moradores de Jerusalém. Muitos dentre eles tropeçarão e cairão. Serão quebrantados, enlaçados e presos. Quando a gente lê o versículo 9. 1 Pedro 2, 9.
Vós, porém, sois raça eleita. Ele está citando o êxodo 19. Essa é mais fácil, talvez você lembrasse dessa.
Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz, êxodo 19, 5, e guardardes a minha aliança, então sereis minha propriedade particular, dentre todos os povos, porque toda a terra é minha, mas vós sereis reino de sacerdotes e nação santa, diz êxodo 19, 5 e 6. Quando a gente lê, ainda no versículo 9, vós sois povo de propriedade exclusiva de Deus, ele já está citando Deuteronômio 7.
Deuteronômio 7, 6, porque tu és povo santo de Deus, Deus te escolheu para que fosse o povo próprio, ou exclusivo, depende da versão. Quando a gente lê o versículo 10, vós sim, que antes não eras povo, mas agora sois povo de Deus, ele está citando Oséias.
Está citando Oséias. Oséias capítulo 2, verso 23. Semearei Israel para mim na terra e compadeceria da desfavorecida. E da não meu povo direi, tu és meu povo. E ele dirá, tu és o meu Deus. Quer dizer, a gente leu dez versículos de Pedro. E nesses dez, Pedro cita outros dez. Para falar sobre a graça de Deus. E para dizer que a graça de Deus.
não é uma novidade, é uma revelação. Mas essa revelação já estava nas Escrituras. O cristianismo não é uma bomba de novidade que ninguém nunca ouviu. Estava nas Escrituras. Tempos atrás, eu participei, não sei quem assistiu, de um debate com dois abinos, lá no Inteligência Limitada. E aí eu fui o último, nós éramos em quatro. Eram dois abinos contra eu e o Tassos.
E de todos os quatro, eu fiquei por último. Por alguma razão, eu fiquei por último. E aí, os abinos falaram primeiro, e aí os abinos falaram assim, o Deus dos cristãos não é o Deus dos judeus. Aí, na minha fala, eu falei assim, nenhum povo tem procuração para ser dono de Deus. Vocês não são donos de Deus. Aí eles se consertaram. Não, não, tudo bem, quando a gente fala isso, é porque a gente não quer isso aqui, e blá, blá, blá. Veja bem.
A fé cristã, ela está revelada nas escrituras desde o Gênesis. Quando Deus disse para Abrão, em ti serão benditas algumas famílias da terra, é assim que ele falou? Não. Em ti serão benditas todos os seres humanos, todas as famílias da terra serão abençoadas em ti e no teu descendente. Ele está falando de Cristo.
Então, nesses dez versículos, Pedro cita outros dez para falar sobre a chegada da graça e comprovar que a graça de Deus não é uma novidade cristã, mas que a graça de Deus está dentro das Escrituras desde o Gênesis. E aí eu disse que esse sermão seria um pouco mais... Como é que eu disse? Sei lá... Denso? Obrigado. Especialmente no primeiro tópico.
Então, quem gosta de anotar, anota aí. Primeiro ponto é que o projeto da redenção é um plano didático de Deus. O projeto da redenção é um plano didático. Há muita confusão a respeito da lei de Deus. Há muita confusão a respeito da lei de Deus. E nesse primeiro tópico, eu quero aprofundar com você o conhecimento a respeito da lei de Deus. A função da lei.
O papel da lei, a vigência da lei nos nossos dias ou não. A lei de Deus, ela traz dez pontos principais. Que a gente conhece como os dez mandamentos. O decálogo, os dez mandamentos. Quais são os dez mandamentos? Eu não vou ler lá no...
texto a texto, mas vocês conhecem, né? Então, não terás outros deuses diante de mim, não farás para ti, número dois, imagem de escultura, não tomarás, número três, o santo nome do Senhor teu Deus em vão.
Número 4, lembra do dia do sábado para a santificar. Número 5, honra teu pai e tua mãe. 6, não matarás. 7, não adulterarás. 8, não furtarás. 9, não dirás falso testemunho contra o próximo. 10, não cobiçarás. Cada um desses não aqui, eles têm um desdobramento muito maior. Quando eu falo não cobiçarás, vai tentar lá uma lista. Não cobiçarás a mulher do próximo, o boi do próximo, a fazenda do próximo, a casa do próximo, não sei o que lá. Mas vamos pegar só os básicos. Então, você tem aqui 10 regras.
A lei de Deus, ela tem o cerne, o núcleo da lei de Deus, tem dez regras. E através de Moisés, Deus falando com Moisés, essas dez regras são pormenorizadas em outras seiscentas e poucos. O total dos seiscentos e treze mandamentos. E juntando todos esses mandamentos, se torna impossível um ser humano cumpri-los e sair ileso,
dessa metralhada de regras. Eu me lembro que, nesse debate, eu falei uma pergunta que viralizou, porque eu perguntei para os rabinos, vocês conseguem guardar os dez mandamentos sem nunca tropeçar em nenhum? Aí ele falou, consigo. Eu falei, então, você nunca olhou para uma mulher com pensamento impuro? É, não sei o quê, não, não, não, não, não, não. Acabou. Ou seja, essa realidade...
transforma a lei, vamos lá, Deus, inicialmente, ele manda dez regras, ele fala assim, vocês querem me servir? Querem andar comigo? Já sabem da minha santidade? Sabemos. Então, beleza, vamos fazer o seguinte, eu vou falar dez coisas para vocês. Tudo bem? Segura. Aí ele mandou as tábuas da lei com dez regras. Só que ninguém consegue cumprir. Eu não estou nem falando das 613. As dez. As dez.
Entende? E essa realidade transforma a lei. Veja bem, se Deus deixa dez regras e ninguém consegue cumprir, ninguém consegue viver sem tropeçar nessas dez regras, isso significa que o caráter da lei é mais educacional do que funcional.
É um caráter mais, como é que eu vou dizer, mais educativo do que executivo. Porque a lei em si, vamos lá, a lei não tem poder de transformar ninguém. A lei não tem poder de transformar as pessoas.
Veja o que Paulo diz a respeito da serventia da lei. Eu leio Romanos 7, versículo 7 em diante. Diz assim, que diramos pois, é a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não teria conhecido o pecado se não fosse através da lei. Porque eu não teria conhecido a cobiça se a lei não dissesse, não cobiçarás.
Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência. Porque sem lei está morto o pecado. Outrora sem a lei eu vivia. Mas sobrevindo o preceito, reviveu o pecado e eu morri. E o mandamento que me fora para a vida, verifiquei eu, que este mesmo mandamento se tornou para a morte. Porque o pecado prevalecendo do mandamento, pelo mesmo mandamento me enganou e eu morri. Outra versão, e me matou. Dessa forma fica claro,
que o caráter da lei é didático. A lei não existe para salvar. O propósito da lei não é salvar nem transformar. O propósito da lei é mostrar para mim, para você, que o caráter de Deus é elevado. E que a gente não passa pelo crivo de Deus. Deus não deixou a lei esperando que alguém...
conseguisse, porque Deus é onisciente, ele já sabia que o homem por si ia olhar para a lei e ia sair humilhado. Porque a gente não consegue viver tudo aquilo. Então a lei, ela vem para demonstrar o caráter ilibado de Deus, é uma questão didática, pedagógica, e a partir disso revelar em nós a grande verdade. Qual verdade?
Que nós somos baixos. Que a nossa moral é tacanha, é pequena. E que por mais bem treinados que fôssemos, a grande realidade que o homem tem se chama pecado. É o pecado. E aí a seguir, eu deixo para vocês vários textos, não sei se eu vou conseguir.
Porque não é o nosso, esse aqui é o começo do assunto. Mas vários textos para vocês, não sei quem está pilotando o computador aí, acelera aí. Quer ver? Alguns textos para mostrar na Bíblia qual é a real função da lei de Deus. Então, primeiro, a lei, ela nunca aperfeiçoou.
coisa alguma. Então, ela não existe para aperfeiçoar. Essa informação está em Hebreus 7,19. Hebreus 7,19 diz assim, pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma. E por outro lado, presta atenção, se introduz uma esperança superior, através da qual chegamos a Deus. Presta atenção nesse texto. A lei não aperfeiçoou ninguém. Outra versão, a lei não aperfeiçoou ninguém.
Pastor, como assim? Você fuma e quer parar de fumar. Aí tem uma lei que é proibido fumar. Você lê essa lei e você não sente vontade de parar de fumar, porque você leu essa lei. Ninguém para de fumar porque leu na cartaria de cigarros, que fumar causa câncer. E aquilo nem é lei.
Então, a lei em si não aperfeiçoa as pessoas. E aí o texto de Hebreus 7 fala assim, a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma. Por outro lado, introduz uma esperança superior. Do que ele está falando? Já que eu não consigo por mim mesmo, eu vou esperar que uma força superior a mim me ajude nesse processo. Então, a lei abre a porta e a lei abre a porta.
E para a introdução de uma esperança superior. Eu sozinho não consigo. A menos que Deus faça alguma coisa em mim ou por mim. Se Deus não fizer nada em mim ou por mim, eu vou sempre cair. Essa é a lógica desse primeiro texto que eu estou trabalhando com vocês, de Hebreus 7. De uma série de textos que mostram o que é a lei na nova aliança. Romanos 3,20.
Esse texto de Romanos 3.20, diz que a lei serve para apontar o quanto nós somos pecadores. Veja, visto que ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei. Em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Então a lei não nos justifica.
Mas ela mostra o quanto somos pecadores. Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Então você lê que não pode fumar, por exemplo. Mas você fuma. Mas você fala, quer dizer, além de eu não conseguir parar lendo essa lei, essa lei está me mostrando que eu estou errado. Esse é o ponto. Outro, terceiro, terceiro, sei lá. Não, dos textos que eu estou mostrando. Romanos 3, 21. Romanos 3, 21. A lei...
serve para nos mostrar a nossa impotência, a nossa queda, o quanto somos falhos, e o quanto a gente precisa de ajuda. Eu vou do 21 em diante. Mas agora sem lei, se manifestou a justiça de Deus. Testemunhada pela lei, pelos profetas. Justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo. Para todos e sobre todos os que creem. Porque não há distinção.
pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs no seu sangue, como propiciação mediante a fé, para manifestar a sua justiça.
por ter Deus na sua tolerância e deixado impunes os pecados anteriormente cometidos, tendo em vista a manifestação da sua justiça, para no tempo presente para ele, no tempo presente para ele mesmo, ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde está a jactância?
Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não, pelo contrário. Pela lei da fé. Concluímos, pois que o homem é justificado pela fé. Independente das obras da lei. Outro texto que fala da lei. Gálatas 3, 10.
Nenhum homem foi ou será justificado pelas obras da lei. Veja, todos quantos são das obras da lei, estão debaixo de maldição. Porque está escrito, maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no livro da lei para praticá-los. Próximo. É evidente que pela lei, ninguém é justificado diante de Deus. Porque o justo viverá.
Da fé, o justo viverá pela fé. O próximo texto, ora, a lei não procede da fé.
Mas aquele que observar seus preceitos, por eles viverá. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar. Porque está escrito, maldito todo aquele que for pendurado no madeiro. Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo. A fim de que recebêssemos pela fé o Espírito prometido. Mais um texto, mais um texto, para a gente sair do primeiro ponto aqui. Gálatas 3, 23.
Finalmente, aqui, a lei nos serve de guia para chegarmos até uma solução verdadeira. Diz assim o texto, Mas antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei, e nela encerrados para essa fé que de futuro haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de condutor, outra versão, de...
Aio, outra versão, de pedagogo, para nos conduzir a Cristo. Afim de que fôssemos justificados por fé, mas tendo vindo a fé, já não permanecemos mais subordinados ao pedagogo, pois todos vós sois filhos de Deus, mediante a fé em Cristo Jesus, porque todos, quantos fossem batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes. Ou seja, fica muito claro nesse primeiro ponto, que o papel da lei,
Não é exatamente salvar, mas mostrar, conscientizar o homem do pecado. O papel da lei, não é exatamente salvar, mas mostrar que os padrões morais de Deus são altos. Tão altos, que dez regras a gente não consegue cumprir.
O papel da lei era mostrar os altos padrões de Deus, e ao mesmo tempo, nos mostrar os nossos baixos padrões morais. Então fica claro nesses textos que a lei de Deus veio para revelar a impotência no homem no âmbito moral. Ou seja, a lei, ela vem para nos humilhar. Por isso Paulo fala que é a maldição da lei. Ela vem para nos humilhar, para nos abater.
Esqueça esse pregador aqui falando. Pega os dez mandamentos e fala assim, beleza, eu vou viver isso aqui. Eu vou viver isso aqui e nunca vou quebrar. Você vai conseguir? Não. A lei, ela vem para nos abater, para mostrar o quanto nós somos pequenos. Ela vem para nos mostrar que a nossa moral é baixa. E que sozinhos, a gente não tem...
E nunca teremos a atenção de Deus. Por isso Jesus não nasceu no Éden. Por isso Jesus não nasceu no Éden. Quando Adão não tinha pecado ainda.
Porque, pastor, por que Jesus não salvou lá? Sei lá, já morreu logo no começo. Jesus não nasceu no Éden, porque Adão e Eva não entenderiam o conceito de redenção. Eles não estavam caídos. Só entende o conceito de redenção quem está caído. Só entende quanto vale uma nota de 100 quem não tem nada.
Você não tem nada. Esse cem vale bastante. Esse cem vale muito agora. Porque você não tem nada, você não tem de onde tirar. Só entende o conceito da redenção? O caído, o perdido, o pecador. Jesus não nasceu no Éden porque o casal precisava conviver com o pecado. Para ver o quanto a natureza caída podia afastá-los de Deus.
Eles precisavam conviver com a escolha que fizeram. Era preciso que eles formassem famílias. Que as famílias formassem cidades. Era preciso que eles verificassem de forma empírica mesmo. No dia a dia. Que o sistema humano, por mais bem intencionado que fosse, não tinha moral. Não tinha dignidade. Não reunia as condições.
para se manter de forma pura. Em outras palavras, era preciso que eles convivessem com a escolha que fizeram, tentando se manter puros, lendo uma lei que é santa. Porém, era tão santa quanto inatingível. Porque por mais que tentassem e tentassem, eles esbarravam em uma realidade. Que todos somos pecadores, todos somos caídos, todos somos imorais, todos somos depravados.
Por isso Deus, o Pai, esperou que um sistema religioso surgisse com base nos dez mandamentos. Por isso Deus esperou que uma nação se levantasse para propagar a sua palavra e os mandamentos inatingíveis.
Por isso Deus esperou que essa nação levantasse um templo para proclamar a Deus. Por isso Deus esperou que essa nação, por não conseguir manter-se fiel, caísse por causa dos seus próprios pecados previstos nesses mandamentos. Para que chegasse o tempo em que ficasse claro que sozinho o homem não passa pelo crivo de Deus.
Para que ficasse claro que você pode até tentar e tentar, mas você vai cair. Você vai cair. Para que ficasse óbvio que você pode até pregar, cantar, mas sozinho você não consegue. Sozinho você não consegue, sozinha você não se mantém. Você não banca a sua santidade. Para que ficasse claro que eu e você precisamos de ajuda.
A gente não precisa ser bom, a gente precisa de ajuda. Precisava ficar claro que você e eu precisamos de mais do que um advogado. A gente precisa de mais do que apenas uma ajuda real, jurídica. A gente precisa não de um doutor, a gente precisa não de um mestre. A gente não precisa de um advogado, a gente precisa de um salvador. Um salvador.
Alguém que chegue você e fala, se você não dá conta, então deixa comigo. Eu vou dar conta por você. A lei não veio para que você se sentisse potente ao cumpri-la. Mas ela veio para que eu e você nos sentíssemos impotentes ao tentar cumpri-la. E percebêssemos, até percebermos, melhorando, que a gente não consegue.
que a gente não consegue atender dez regrinhas básicas daquilo que Deus exige. A lei vem para os homens, para que eles reconhecessem sua impotência e clamassem por ajuda. E aí que se explica, porque é que Deus o Pai demorou tanto para enviar seu filho, já que a Bíblia diz que Jesus já era o Cordeiro desde a fundação do mundo, mas por que ele esperou tanto? Esse Cordeiro precisava surgir no momento certo.
Porque a luz do evangelho, guarda esse conceito, a luz do evangelho se torna mais brilhosa e poderosa e potente, tendo como pano de fundo a escuridão do pecado dos homens. Se eu acender uma luz aqui agora, não sei se vai fazer diferença para você. Acendeu aí? Está doendo o seu olho? Não, por quê? Porque aqui já está claro.
mas se apagássemos todas as luzes, todas as luzes, nem uma luzinha vermelha de infra, tudo, e eu acendesse essa mesma luz, ela pareceria muito mais forte. Porque a luz do evangelho se torna mais eficaz quando contrastada com o pano de fundo da escuridão do pecado dos homens. Nunca esqueça isso quando você for pregar o evangelho.
Quando você for pregar o evangelho, pregue sobre o pecado das pessoas. Porque elas vão perceber que elas precisam de ajuda. Segundo ponto. A graça de Deus, esse sermão não é sobre lei, é sobre graça. A graça de Deus não tem critérios. Eu estou colocando dessa forma, porque dias atrás eu citei isso em uma pregação.
Uma pessoa mandou uma pergunta. O senhor falou que a graça não tem critério. Quer dizer que Deus não tem critério? Aí eu falei, é para salvar não. Para salvar não. Mas o que o senhor quer dizer com isso? Ele quer dizer que ele salva qualquer um. O muro é baixo. O critério é pouco. Como assim qualquer um? É, qualquer um. Sendo um pecador desgraçado, está valendo. Está valendo.
Então, segundo a graça não tem critérios. Por que a graça de Deus é um escândalo? Porque Deus não moralizou a graça. Assim como Ele moralizou a lei. Porque a lei tem um alto teor moral. Sim ou não? A graça, Deus não moraliza a graça. Não levanta um muro gigante e diz, não, quem passar é salvo.
Não. Não. Eu disse aqui, não estou um jocoso, não. O muro é baixo. A graça de Deus não tem critérios. Simplesmente porque em Cristo, Deus está salvando qualquer um. Deus está salvando qualquer um. Cara, depois que Deus salvou você, você vai duvidar do quê? Você vai duvidar do quê? Se Deus perdoou uma menina igual você.
Se Deus perdoa um cara igual a você. Acabou, né? Se Deus perdoa a mim, eu não duvido de mais nada. Você vai falar, cara. Ah, o maníaco, não sei o quê lá, não sei o quê lá. Você crê que ele salva? Creio. Eu creio. Por quê? Porque, cara, se eu te contar. Se eu te contar de onde Deus, de onde é que Ele me achou, que Ele fuçou para me achar. E me trazer.
A graça de Deus não tem critério. Em Cristo Deus está salvando qualquer um. E essa é a maior notícia da graça. Diga para as pessoas que você conhece. Eu tenho uma notícia maravilhosa para te dar. Aí a pessoa fala, qual? Deus me salvou. Aí o cara fala, o que que tem? Você não sabe o que que significa? Não, o que que significa? Que Ele está salvando qualquer um.
A graça de Deus está alcançando qualquer um. Deus perdeu os critérios. E Ele está buscando qualquer um. Deus não estabeleceu critérios altos para oferecer a sua graça. É para qualquer um. Serve para o papai, serve para a mamãe, para o vovô, para a vovó. Para o titio, para a titia. É para qualquer um. Não tem critérios. Não tem peneiras. Não tem pré-requisitos. Não tem letrinhas miúdas.
A graça de Deus é para qualquer um. Como que eu sei? Você está aqui, não é? Você está louvando o nome dele, não é? Se Deus salvou um cara igual a você, você acha que a tua mulher sabe tudo de você? Não sabe. Irmã, você não sabe tudo dele. Irmão, você não sabe tudo dela. Não que eu queira. Você não sabe a metade, meu amigo. Por que Deus está salvando qualquer um? Porque na Bíblia, Deus...
no recurso parabólico de Cristo, ele é representado, por exemplo, no pai do pródigo. Que está com tudo preparado para a chegada do filho que estava no chiqueiro. O filho estava onde? Lembra, né? E quando esse filho resolver voltar, não haverão perguntas. Só haverá festa.
Isso é a Bíblia. Ah, pastor, mas o senhor não concorda que a igreja... É, igreja serve para pôr regra. Igreja fica pondo regra, né? Porque a gente gosta de fazer regra, né? Aqui mesmo deve ter regra. Porque é o que a gente só sabe. Você entende a diferença? Você entende a diferença, mano, do que eu estou falando?
Que a gente inventa as regras. Deus é o pai do pródigo. Que quando o filho chega, ele não pergunta. Ele só faz a festa. Que quando esse filho pródigo volta, não há sabatina. Só há abraço e beijo. Que quando esse filho volta, não existem perguntas.
Existe roupa nova, anel no dedo. E esse meu filho estava morto e reviveu. Esse meu filho estava perdido e foi encontrado. Deus é esse pai. Que aguarda a decisão do filho de voltar.
E já preparou o novilho cevado, o anel de filho, os calçados, as roupas. A playlist das músicas preferidas do menino. O quarto do garoto. E quando o filho decidir voltar, será recebido no portão com abraço, com beijo e com festa. Deus é esse pai. Que quando o filho volta do pecado, o filho vem cabisbaixo.
Porque entende o que fez. Entende onde esteve. Entende de onde está saindo. Entende onde ele estava momentos antes. Entende o cheiro de porco que ele tem. Por isso o filho vem envergonhado, murcho, cabisbaixo, eu pequei contra o céu, contra ti. E propõe ao pai, e quer propor ao pai que o trate como um funcionário, como um diarista. Mas esse pai não vai fazer isso.
Porque no coração desse pai não há vagas para funcionários, só há vaga para filho. Ah, faz de mim um dos seus funcionários. Não tem vaga para funcionário, bicho. No meu coração só tem uma vaga para filho. E é essa vaga que você vai preencher. Você é meu filho que estava morto e reviveu, que estava perdido e foi encontrado. E no meu coração só há vagas para filho.
Deus é esse pai que prepara uma festa caríssima para receber um filho que ontem mesmo estava disputando comida com porcos no chiqueiro. Deus é esse pai que abraça e beija o filho que está com cheiro de pinga. Deus é esse pai. A graça é isso aí. Essa é a graça de Deus. O muro é baixo. Não há critérios.
Deus enviou seu filho para salvar qualquer um. Deus é esse pai que recebe o pornógrafo. O viciado na cocaína. Que caiu N vezes. O bandido. O marginal. O ladrão. O mentiroso. A adúltera. O adúltero, o vagabundo.
Os pródigos, as prostitutas, os crentes de meia tigela, os falsos. Deus está chamando qualquer um para se arrepender. E se você se arrepender, Ele recebe você com festa, com alegria. E diz, esse meu filho estava morto, mas reviveu. Estava perdido, mas foi encontrado. Ele é aquele rei, de Mateus 22.
Lembra de Mateus 22? Que manda fazer as bodas do filho. E manda chamar os convidados uma e duas vezes. A primeira e a segunda vez. E a Bíblia diz que eles não quiseram ir. Então o rei toma uma decisão nada convencional. Ele diz assim, Mateus 22,8. Então disse o rei aos seus servos. A festa realmente está pronta. Mas os convidados é que não eram dignos.
E depois aos fins dos caminhos, ou às encruzilhadas, e convidai para as bodas tantos quantos encontrardes. Sai chamando qualquer um para vir na minha casa. E saindo daqueles servos pela estrada, reunindo todos que encontraram maus e bons, até que a sala do banquete ficou cheia de convidados. E esse é o que eu estou chamando de escândalo da graça de Deus.
que recebe homens e mulheres perdidos, como se fossem dignos. Não é... Qual é a palavra? Constrangedor. Porque ele nos recebe como se fôssemos dignos. O pródigo, quando ele chega na casa do pai,
O pai não fala assim, vai tomar banho e depois a gente conversa. O pai abraça e beija antes do banho. Antes do banho. Antes de tudo, abraça e beijo.
Ah, eu estava morto, eu estava, eu, como é que era? Eu peguei contra o céu contra ti, não sou digno, não sei o que lá. O pai não estava nem aí para o discurso. Leia o texto, o pai não estava nem aí para o discurso. O menino lá discursando, faz de mim um dos seus funcionários. O pai virou as costas e falou, mata o bezerro. Traz o bezerro mais gordo que tiver na casa. Traz o anel, traz as roupas, porque esse menino estava morto. Não importa o que ele está falando.
Ele veio, Ele chegou, esse é o escândalo da graça que recebe homens perdidos fedendo chiqueiro, como se fossem dignos. E eles nem são, e a gente nem é digno. Por isso a graça de Deus é um escândalo, esse é o escândalo da graça que consagra a pastor um cara.
que anteontem estava blasfemando contra Cristo. O nome dele é Pedro. O autor do texto que nós lemos hoje. Ele está falando de graça, porque esse cara sabe sobre graça. E agora está sendo chamado para o ministério pastoral. Pedro, você me ama? É. Apacenta as minhas ovelhas. Você serve. Você serve. Terceiro e último ponto. Deus.
Está adotando filhos e filhas. E tem uma vaga para você. Deus está adotando filhos e filhas. E há uma vaga para você. O que acontece na cruz? Juridicamente. Na cruz nos tornamos filhos de Deus. Por um mecanismo muito interessante. Porque Deus tem vários tipos de filhos.
Então, você tem, os anjos são chamados de filhos de Deus na Bíblia. Gênesis 6, ou, sei lá, Jó 1 e 6, os anjos são chamados de filhos de Deus. Só que os anjos são filhos de Deus por criação, Deus criou os anjos. Certo? Jesus é chamado de filho de Deus. Porque na missão de buscar e salvar o que se havia perdido, Jesus é o filho que presta relatório para o pai. Então, por missão.
Você tem, enfim, os cristãos são chamados de filhos de Deus por um outro mecanismo. Nós não somos filhos de Deus legítimos. Se éramos por natureza filhos da ira. Quer dizer, o nosso DNA e o de Deus não combinam. Se Deus tivesse sangue, o pai, e fosse possível fazer exame de DNA, não daria positivo.
Você é chamado de filho de Deus, mas não é porque você tem o mesmo a natureza de Deus. Na cruz nós nos tornamos filhos de Deus por um mecanismo chamado adoção. Adoção. Quando eu me converti, a primeira vez que eu li esse texto, eu confesso para vocês que eu fiquei um pouco sem entender, um pouco até meio grilado, assim, né? De que, nossa, mas... Porque...
Na adoção, você vê histórias, muitas histórias, um filho adotivo que sofre. Espera aí, nós somos filhos de Deus por adoção, isso é Romanos capítulo 8. Mas, pensa comigo para a gente caminhar para o final. Um homem, um pai, ele pode ter um filho natural, indesejado. Mas nunca ele vai ter um filho adotivo indesejado.
Um filho adotivo é escolhido. Não é que, ah, chegou lá, você não usou a tabelinha? Você não falou que hoje era um dia que podia? Você não sei o quê? Ou preservativo? Ou você não tomou remédio? Não. Um homem pode ter um filho natural que ele não desejava ter. Mas isso não acontece na adoção. Porque a adoção requer vontade ativa. Um pai pode ter um filho natural desejado.
mas não amado. Ele quis ter, mas depois e tal. Algumas síndromes até explicam esse tipo de comportamento. Mas isso não acontece com o filho adotivo. Um pai pode ter um filho natural, desejado, amado e não planejado. Mas a adoção requer planejamento. Um pai pode ter um filho natural, desejado, amado, planejado, mas não ter estrutura.
Não tem estrutura. Meu Deus, tudo bem, eu amo. Eu quis. Mas e agora? O que eu vou fazer? Eu vou ir para a escola. E para pagar mais uma boca para alimentar mais uma criança. E tal. Mas com Deus. Presta atenção. Nós somos filhos adotivos. Porque Deus preparou as condições. Ele planejou. Ele quis. Ele escolheu.
Agora você imagina a quantidade de amor que precisa ter numa adoção. E esses pilares escrevem o amor de Deus a nos receber como filhos. Ou seja, pastor eu posso dizer que eu sou filho de Deus? Sim ou não? Sim. Você é filho de Deus. Mas você não tem o DNA de Deus. Certo? Nós não somos da mesma natureza de Deus.
Certo? Você não é santo como Deus é santo. Você não é... Não. Na verdade a nossa natureza é bem diferente da natureza de Deus. Mas nós temos o seu amor incondicional. Não somos como ele. Mas somos seus imitadores. Porque um filho adotivo, ele tende a ser como o pai.
Ele tende a parecer com a família de adoção. Nós não temos o DNA de Deus. Mas somos convidados a sermos imitadores de Cristo. Nós não parecemos com Ele. Mas a gente vai, no discipulado, no dia a dia, a gente vai aprendendo a agir ou reagir como Ele.
A gente vai pegando a manha, né? Devagarinho, só, não, peraí, é assim que reage, é assim que fala, é assim que faz, é assim. E Deus planeja, ou planejou a adoção desde antes do haja luz. Deus planejou tudo antes de tudo. Deus planejou tudo antes de tudo. Deus preparou tudo para ter você como filho adotivo agora.
A queda de Adão, o chamado de Abraão, a escravidão do Egito, o êxodo, Moisés, a caminhada naquele deserto, a queda daquele povo, a entrada em Canaã, a ascensão à monarquia, a construção do tabernáculo, do templo, a queda do templo, gente, tudo isso faz parte de um plano maior.
Muito maior do que apenas salvar uma família, um sobrenome, uma descendência, uma nação ou uma cultura. Na cruz o amor de Deus transborda, alcançando os confins da terra. E a possibilidade de adoção chega aos quatro cantos do mundo. Ó nós aqui no Brasil, nem existia Brasil. Dois mil anos atrás.
E agora eu e você podemos ser adotados por esse pai. E também podermos chamá-lo de Abba. Também podermos chamá-lo de papai. E talvez você só esteja entendendo isso agora, esse lance da adoção. Alguns filhos adotivos ficam muito chateados quando descobrem a adoção. Quando na realidade deveria ser o contrário. Deveria cair de joelhos.
abraçando o pai, a mãe, obrigado, obrigado, porque se não fosse a adoção, você estaria onde mesmo? Qual seria a perspectiva se não fosse a adoção? Quando você era do tamanho de uma caixa de sapato, você foi adotado. E aí? E se não fosse a adoção, você ia estar onde agora? Onde você estaria agora? Como seria seu coração agora? Nós, os filhos de Deus por adoção, podemos cair de joelhos e adorar aquele que nos adotou como filhos.
Veja bem, hoje a gente gasta tempo, como fizemos logo no início, estudando um pouco sobre a história da lei, a necessidade da lei. Aprendemos sobre o caminho da graça desde Adão, a cruz e tal. E aprendemos que somos filhos adotivos de Deus. Aprendemos que existe vontade ativa de Deus na adoção.
Aprendemos que existe um amor incondicional na adoção. Que existe um planejamento da parte de Deus na adoção. Mas a verdade é que depois de sermos adotados, a gente continua sendo pecador. Ou não? Tem diferença, né? Porque antes, quando a gente era perdido no mundo, é a gente que corria atrás do pecado. A gente corria atrás do pecado, a gente gastava para pecar, investia.
A gente gostava, a gente contava para as pessoas. Consegui. Contava para as pessoas. E agora é o pecado que corre atrás da gente. E se porventura nos alcança, a gente não fica feliz, a gente fica triste. A gente não quer contar para ninguém. A gente fica mal. Depois de sermos adotados, nós continuamos, porque a nossa natureza...
Não é a de Deus. A gente recebe a vida de Deus. E uma luta interna agora, entre a natureza divina que entrou em nós por conta da graça, e a natureza caída que nós temos. Mas para fechar, eu digo que existe graça depois da cruz. Não é só até a cruz. Não é só até o dia que você se converteu. Existe graça depois.
Mesmo depois de você se tornar cristã, mesmo depois de você se tornar obreira, mesmo depois de você se tornar cristão, obreiro, você continua sendo pecador, um pecador arrependido, mas mesmo depois de se tornar um pastor, um líder, você continua sendo pecador. E o que significa? Significa que a graça de Deus, a graça de Deus continua sendo necessária na nossa vida. Você continua carecendo da graça de Deus.
Só que a graça depois da graça agora. É a graça depois da cruz. Judas não acreditou que houvesse graça depois da cruz. Por isso ele vai tirar a própria vida. E esse é o maior problema desse homem que se tornou um desgraçado para sempre. Até a cruz é a história de Deus por você.
Mas depois da cruz, começa a história de Deus com você. Até a cruz, a história de Deus por mim. Depois da cruz é a história de Deus em mim e comigo. Eu continuo carente da graça. E esse é o ponto. Existe graça depois da cruz. E o homem que escreveu o texto que nós trabalhamos hoje, sabe dizer isso muito bem. Jesus Cristo podia ter ressuscitado e subido direto ao céu no domingo pela manhã.
Mas ao invés disso, ele desce e fica com os discípulos. Come com os discípulos. Fala com os discípulos. Instrui os discípulos. E ele fala aos discípulos, aqueles mesmos medrosos que fugiram. Em Mateus 26, 56. Você já sentiu medo? Ele fala com você. Ainda depois da cruz. Depois da graça. Depois do batismo.
A fé não é uma coisa que você experienciou ali, foi no dia tal, do ano tal, pronto, resetei, agora eu não peco mais. Isso é bobagem. Você continua precisando da graça. Ele restaura a fé de Tomé, depois da cruz. Você já duvidou? Mesmo depois de se tornar discípulo? Já teve dúvida? Bem-vindo ao time. Ele consagra.
Pedro a pastor, depois da cruz. Depois que o Pedro andou três anos e meio, depois que o Pedro fez uma lambança. Ele havia negado, desviado, desistido. E Jesus mostra que existe graça depois da cruz. Por que ele não fez isso antes? Porque a gente precisava saber que depois da cruz, a graça continua disponível.
A graça continua disponível. Depois da cruz, a graça se torna o padrão de relacionamento entre Cristo e os seus discípulos. Por isso, se agarre na graça de Deus, meu irmão.
Se agarre na graça de Deus. Você não conseguiu cumprir o que achou que deveria, o que deveria. Não conseguiu cair, tropeçou. Se agarre na graça de Deus. Você já errou depois de ter se tornado discípulo? Já. Então, preste atenção. Existe graça depois da cruz. Existe consagração depois do erro. Existe honra depois da desgraça. Existe graça depois da graça. Se me faça entender.
Existe graça depois da cruz para discípulos, que assim como Pedro, aliás, assim como a gente, falham, mesmo depois de conhecer a Cristo. Existe graça transformadora depois, que transforma o Davi, no maior monarca de todos os tempos. Que transforma o Pedro, no grande pastor. Que transforma o Gadareno, num grande pregador. Que transforma o Paulo, num grande apóstolo dos gentios.
Que transforma você. Num testemunho digno para ser contado. Eu não estou dizendo com isso. Que você vai viver caindo e levantando, caindo e levantando, caindo e levantando. Não. Mas se você cair. Existe força na graça. Para te alcançar, te perdoar, te colocar de pé. E te habilitar novamente.
A graça de Deus é mais poderosa em sua obra do que o pecado é na sua tragédia. Deus abençoe vocês em nome de Jesus.