Memórias: prisão ou liberdade para o seu dia a dia?
Você já parou pra pensar que lembrar não é abrir um arquivo guardado, mas reconstruir alguma coisa toda vez que ela vem à tona?
Neste episódio do Nove Luas, mergulhamos no papel da memória na construção de quem somos. Ela não é um depósito parado --- é um processo ativo, que participa da formação da nossa identidade, da nossa forma de pensar e de nos relacionarmos com o mundo. O problema é quando deixamos de habitar a memória e passamos a morar nela: aí, o que deveria dar identidade pode virar prisão.
Também trouxemos uma diferença importante pro papo: memória não é registro. O registro guarda o fato (a foto, o vídeo, a data) mas não exige nada de nós. Já a memória pede elaboração, trabalho interno, sentido. E, cada vez mais, a gente tem registrado a própria vida no automático, sem de fato memorizá-la.
Será que, entre tanta imagem guardada, a gente ainda está deixando espaço pra viver (e lembrar) de verdade?
Dá o play. Às vezes, lembrar bem é mais libertador do que guardar tudo.
Mara Guimarães: @maraguimaraespsi
Marcos Galvão: @galvao.smg
Júlio César: @juliocsousa