#125 Além da Bomba: O universo invisível dos postos de estrada
Quem viaja só enxerga o posto de gasolina como uma parada rápida para abastecer ou tomar um café ruim. Mas para quem vive na estrada, o posto é refúgio, casa e ponto de encontro.
Neste episódio do Viajante sem Pauta, mergulhamos no ecossistema fascinante e invisível dos postos de estrada. Conversamos sobre a sabedoria prática dos mecânicos de frota, a rotina dos caminhoneiros que cruzam o país, os cachorros comunitários que adotam o pátio como território e os segredos daquelas comidas de estufa que desafiam a lógica.
Uma conversa sobre o que acontece quando os motores desligam e a vida na beira da pista ganha voz.
Aperte o play e venha escutar as histórias de quem faz do asfalto o seu cotidiano.
Host: Cainã Ito
Bancada: Ale Getoutside , Caminhoneiro Limão , Pamela - Pajo.
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🎨 Arte da capa: Guto Arrigoni
Viajantes sem pausa, tá no ar! Aqui é o Carnaíto e hoje, ouvintes, nós vamos adentrar ao universo que todos uma vez já paramos na vida, seja no banco do passageiro ou no comando do volante. Aquele lugar onde as pessoas com quem eu tenho até um pé atrás, que dizem gostar do cheiro. É duvidoso, entre tantas coisas que exalam fragrâncias esplêndidas, esses gostam do aroma da gasolina. Duvidoso? Com certeza! Vamos falar sobre isso.
Então vamos embarcar para falar de postos de gasolina e para encher o tanque desse programa e girar a chave da ignição, diretamente do Quênia. Bem-vindo, Ale do Geralt's Side!
Bem-vindo, querido! Obrigado mais uma vez, minha terceira vez aqui. Ainda bem que você acertou onde eu tava, né? Pensei que você ia falar outro lugar, que a última vez que a gente tava combinando o episódio eu já tava em outro lugar, mas você acertou. Eu tô no Quênia, diretamente de uma região aqui do norte do Quênia já, e muito feliz de estar aqui mais uma vez. Muito obrigado!
Queria saber depois como é que são os postos de gasolina. Será que tem uma escultura de um dinossauro gigante? Como é que é o marketing dos postos do Quênia? Vamos saber! Sem falar ainda, por enquanto. Mas agora vamos conferir se o óleo está no nível e o café está fresco. Vamos para o nosso querido caminhoneiro diretamente do estado de Minas. Bem-vindo, meu querido Limão!
Fala, Cainan! Fala, pessoal! Eu sou o Limão, sou aqui de Lagoa Grande, trabalho com caminhão, gosto de viagem. Então acredito que eu tô no lugar certo hoje para falar sobre viagem, sobre posto de gasolina. Aí tamo junto, vamos tomando um cafezinho e conversando.
E para completar o time, ela que tem um radar treinado antes de jogar o preço do dia, ela procura o gerente do posto. Não, não estou falando direito, tô falando do cãozinho de 4 patas do Raba Banana, porque para ela o posto bom é aquele onde cachorro da casa é aceito. E se o cachorro é bem tratado no posto, é porque ela também será bem tratada. Diretamente da Serra da Canaça, bem-vinda, Pã, do Pajô Aventuras!
Oi, gente, bom dia! Obrigada, tô muito feliz de estar participando aqui. Já sou ouvinte do podcast muito antes de viajar, então tô empolgada para conversar com vocês.
Então vamos adentrar nesse universo dos postos. E aqui um adendo, gente, eu queria muito gravar esse episódio há muito tempo porque é uma coisa Ninguém, no fundo, se fala muito de postos de gasolina, não no aspecto prático, né, de estrutura, mas como é que é a narrativa dos postos tanto no Brasil, lá fora, o contraste, o que a gente pode aprender com os frentistas, do cafezinho, da comida, então, e também dos souvenirs, que eu acho maravilhoso o souvenir de conveniência.
Vamos saber se essa bancada compra um pendrive para ouvir os melhores hits de 2016. Subiu trilha! Salve, ouvintes! Como estão?
Espero que bem.
Sempre na medida do possível. Primeira coisa, pedir para você avaliar nós no Spotify. Tá fazendo esteira, tá lavando louça, tá no carro, quando parar o semáforo abre o aplicativo e avalia a gente com 5 estrelas, porque isso ajuda demais o Cainan. Então se você tiver na esteira, pode aumentar essa velocidade, viu? E o peso pode pegar mais, importante aumentar a resistência. Brincadeiras à parte, gente, então peço essa ajuda aí para sempre avaliar, porque ajuda bastante.
Segunda coisa, deixa eu falar dos eventos. Inclusive no último domingo a gente teve encontro da comunidade. Sempre lembrar que se você apoia.se lá no Catarse. A cada 2 em 2 meses a gente tem um encontro, uma vez de manhã, uma vez à noite. Então falamos sobre a vida, amor, tudo que você imagina. E dessa vez eu fui embora mais cedo, mas a galera ficou até 11:30 da noite. Eu fui embora acho que umas 9, a galera ficou papeando. Então não sei do que é, não sei quais foram os assuntos também depois, mas é sempre muito legal.
E sempre quando tem gente que vai pela primeira vez, fala: putz, por que que eu nunca apareci antes? É muito legal, gente. Vale a pena. Então não deixe de assinar o podcast porque você ajuda aqui o Cainá a prolongar a vida do VSP e você faz parte de um espaço maravilhoso com pessoas calorosas, amigáveis, incríveis, lindas e tantos outros bons adjetivos. Hoje eu tô animado, hoje eu tô feliz, o amor está no ar hoje, gente. Brincadeiras à parte, o que mais que eu posso dizer para vocês?
Os eventos do podcast. Lembrando que novembro a gente vai ter a 6ª edição, que é o encontro tradicional. Restam poucas vagas, de fato. Acho que nesse momento deve ter umas 5 vagas, eu acho, que a gente fica numa casa maravilhosa durante 4 dias com cozinheira, churrasqueiro, piscina e um monte de coisa, um monte de coisa. Vale muito a pena, gente. Se você procura conexões, pessoas legais que dialogam até com podcast, esse é o momento.
Então, se tiver interesse, o link tá na descrição dos eventos ou manda uma mensagem no Instagram pra mim lá que eu vou te dar toda atenção, tá bom? E aí também, inclusive, no encontro de novembro tem sempre uma dinâmica com produto da Curseduca, geralmente um produto que é bom, uma mochila. Então Fica aí de incentivo. E falando da Curto, né, sempre agradecer a marca outdoor brasileira de qualidade, Curto Leite, já tem anos com a gente.
Então se você quer comprar um produto no site de qualidade, com uma estética maravilhosa, entra lá. E lembrando que tem cupom VSP15 com 15% de desconto, hein, gente. Garantia vitalícia para as mochilas e tudo. E falar em Curto, logo logo a Insider vai gravar um episódio, tô animado. Vamos gravar com o Fernando o diretor e o fundador da Cúrtula. Vamos fazer perguntas, saber de histórias e tantas outras coisas. E além dessa gravação, né, eu vou pedir um grande favor, gente: envia história dos ouvintes!
Eu tô preparando uma série para ano que vem, uma série de amores, viu? Ah, vou até engrossar a voz aqui. amor no ar! Precisamos, gente, de histórias de amores de estrada. Quero fazer um especial. Eu nunca fiz especial Dia dos Namorados, nunca, nunca teve o episódio dos namorados. Teve episódio de amores e relações, Mas eu quero fazer um episódio de amores de estrada. Então envia sua história para eu, Cainan, quem sabe o Willi, Lana e Guto, ou quem sabe um convidado extra. A gente lê a sua história. Ah, Cainan, mas eu não quero falar no nome.
Manda no anonimato.
Aqui é jornalismo off, aqui a gente respeita. Então você fala assim: Cainan, é isso, manda pra gente história de amor, gente, é tudo que eu peço. Estou precisando de ouvir esses relatos de estrada, porque tanto se fala em amor de estrada, mas cadê essas histórias? Não tem. Então é isso. Ah, que mais? Que mais que eu tinha que falar para vocês? Eu acho que é isso, gente. Eu acho que no geral é os eventos do podcast, o Clube do Livro, né?
Lembrando que a gente tá lendo agora Cabeça de Santo, mas depois vai ser o da Tamara Klink. Fica o convite. E lembrando, gente, toda informação tá no evento, no site do podcast, tá bom? E é isso. E eu sempre falo, não demore para assinar o podcast e entrar na comunidade. Quanto mais você demora, mais você vai falar, putz, poderia ter entrado antes. Então Vem assinar o programa, fazer parte, saber dos bastidores, saber por que que eu atrasei um episódio.
Piada interna. Eu vou deixar esse episódio, inclusive tô atrasando um pouco, atrasei, né, mais do que eu deveria, mas por razões, por razões que a vida proporciona, gente. É isso. Olha o tom da voz, o tom da voz, ele já está diferente, mas é isso, tá bom? Bom programa para todo mundo, que fique incentivo para ir viajar e parar nos postos de gasolina, que vai que, vai que seu amor tá te esperando lá no posto de gasolina, não é mesmo?
Aí, gente, um beijo, bom programa para vocês. Alê, Limão e Pan, para começar esse programa de uma maneira leve, sem trazer ainda a questão de cultura, porque isso a gente pesquisa. Eu quero trazer a semiótica, antropologia. Haverá blocos práticos, tá, para audiência que quer viajar de motorhome, de Kombi e tudo mais. Mas como eu trouxe na abertura a questão do cheiro da gasolina, eu quero trazer o lado sensorial de vocês nesse começo do programa.
Porque como bem sabemos, o Brasil, a economia gira muito em torno das estradas, nossas Dutras, nossas Carvalhos e tudo. E a maioria dos brasileiros viajaram quando criança com os pais, parando em poços e tudo. E eu tenho uma questão do cheiro da gasolina. Eu quero fazer medição de caráter aqui de vocês. Sim, a gente julga através do cheiro se vocês gostam ou não, mas cheiro de posto, cheiro de gasolina remete o quê para vocês?
Viagem? Infância? Lado sociopata? Vamos trazer esse lado sensorial para a gente começar leve? Sociopata? Ué, eu faço o meu julgamento. Se você gosta de cheiro de gasolina, de petróleo, desculpa. Entre tantos aromas nessa vida, jasmim, camomila, você gosta de cheiro de gasolina de posto? Desculpa. Não, nem vou fazer julgamento.
É, eu diria que eu não gosto do cheiro, não, não me remete assim, não tenho lembranças boas assim, não, não é dessa forma para mim. Eu acho que eu sou normal então, né?
Mas eu acho que dá um ar de viagem, mas é aquilo que é tipo, não sei se vocês vão concordar comigo, cigarro é uma droga, mas aquele primeiro aroma quando acende a primeira vez é um cheiro gostoso e obviamente faz muito mal. Eu acho que a gasolina é a mesma coisa. Que assim, ninguém, eu nunca vi ninguém falar sobre posto de gasolina quando a gente tá falando de viagem, mas ninguém viaja sem posto de gasolina. Então eu acho que esse primeiro cheiro, talvez aqueles primeiros momentos ali podem remeter à viagem, mas acho que no longo prazo isso talvez não seja muito saudável.
É que a gasolina ali é um gatilho mental de muita coisa, né? Só geralmente é só coisa boa, né? Se você tá abastecendo é porque logo você vai voltar para estrada. Então não tá ruim.
Mas é muito doido porque eu trouxe a questão olfativa porque obviamente eu não gosto do cheiro da gasolina, né? Mas ele remete à minha infância, porque eu quero trazer esse ponto. Eu tava fazendo a pesquisa e aparentemente, não vou dizer só no Brasil, que é muito ousado dizer isso, mas dentre as pesquisas que eu fiz, o Brasil, os poços aqui no nosso país, aparentemente é o único que é um espaço de convivência, de encontros, de festa, de jovens, de beber.
E lá fora ele é uma coisa mais prática, né? Você vai, enche e vai embora. E aí eu fiquei pensando na minha infância, quando eu tinha 10 anos, meus pais, a gente fez uma viagem do interior de São Paulo até Abrolhos, que é em Ilhéus. E eu fui lembrando, fui ativando memórias. Então, o cheiro do posto me remete, de uma certa forma, à viagem. E eu imagino que para vocês isso deve florescer muito mais, porque o cheiro... Até uma pergunta, eu sei que eu vou longe aqui nesse começo, mas postos têm cheiros diferentes?
Porque para mim, cheiro de petróleo é tudo igual. Vocês param tanto em postos, vai falar, pelo olfato, esse petróleo aqui não é da melhor qualidade. Sei lá, é o D500, sei lá, tem uns nomes que eu não sei, tá, gente?
Mas é bom, bom, Cainan. É que é complicado, é que o cheiro da gasolina, a gente, o cheiro da gasolina é complicado. Eu não consigo diferenciar a qualidade dela, mas o cheiro do ambiente onde a gasolina é vendida, aí sim, entendeu? Se você já chega assim num posto que ele tá com a cara de derrubado, que o pessoal não tá tirando nem o lixo, cara, corre que a gasolina ali tá no mesmo nível. Então já dá para ter um preconceito ali, para já dar uma um parâmetro ali, acredito.
Eu tô achando ele muito comportado. Olha, ele terminou a frase com acredito.
Não, é que estamos no início, que aí na hora que engatar aí começa a ficar uma coisa complicada. É, eu combinei com o Cainan, eu vou me comportar.
Eu acho que o cheiro, cara, que vai diferenciar. Eu concordo com você, o cheiro do combustível, o cara tem que ser muito realmente especialista para diferenciar no cheiro, né? Eu acho que a gente vai acabar entrando nisso, que o cheiro que vai diferenciar o da comida. Mas acho que a gente vai acabar entrando nisso mais para frente. Então eu vou deixar você evoluir na pauta, porque acho que a gente vai acabar entrando— talvez, talvez a comida vai dominar muito, muito dessa pauta de posto de gasolina.
Sobre a gasolina, o jeito de saber se ela é boa ou não é olhando pela, pela cor dela ali. Se for num filtro que você consegue olhar a gasolina passando para dentro do carro, tem umas gasolina que é álcool puro, cara. É alcalino igual o álcool, assim, é transparente. Então é complicado. Lembrei de uma coisa sobre cheiro que arremete minha infância. Eu morava em outro bairro e meu pai tem um bar. E aí eu fazia esse deslocamento quando criança.
Eu passava numa rua onde tinha um caminhão velho. Sabe aqueles que solta aquela fumaça azul quando tá ligado? Que é aquele diesel bem poluente mesmo, aquela fumaça que tampa até a rua assim, ó. Cara, aquele cheiro ali pra mim é como se fosse um entorpecente, cara. É um negócio muito bom o cheiro daquele diesel S500, que é aquele que dá uma fumaça. Eu não sei por quê, cara, mas eu acho muito bom, cara. Quando eu passo, eu dou até um trago assim, ó. Ah, não.
Eu acho tão engraçado.
É complicado, é complicado.
Vocês estão em outro universo porque vocês falam diesel S500. Metade, 90% da audiência não entendeu o que você quis dizer, mas a gente vai entrar nesse aspecto. Mas em questão do cheiro, a gente vai logo caminhar para comida, mas deixa eu trazer o outro ponto. Quando eu trouxe a abertura da Pan, a Pan viaja com... Eu esqueci o nome do seu cachorro, tá, Pan? Você me desculpa, qual é o nome do seu dog? É o Jorge.
Isso é grave.
Mas a gente assumir erro aqui, eu esqueci, eu vou colocar Jorge. Jorge é o cachorro de Pan, tá, gente? Quando a gente fala de Jorge, não é uma figura humana, tá? É um golden, né?
Melhor que muito humano, né, Pedro?
É um prazer.
Olha a Lego com essa frase. Hoje vocês estão soltos, hein? Tô gostando, não tá nada... Ninguém tá reservado. Mas a questão do viajar pelo Brasil, eu quero trazer até para todo mundo, mas quando vocês passam, uma parte prática também, quero conciliar com isso. Vocês estão dirigindo, quais são os indicativos que vocês batem de relance, você vê que um posto é um posto para se parar? E eu queria saber, você com seu cachorro Jorge, primeira coisa que você olha para ver se tem cachorro?
O cachorro é um bom indicativo de um bom posto ou não é regra? Queria entender qual é a relação do cachorro com os postos.
Então, na verdade, Depende se for para abastecer ou se for para dormir, né? Se for para abastecer, assim, eu não me importo muito se aceita cachorro ou não. Mas se for para dormir, é importante, porque o meu cachorro fica solto, né? Se tem cachorro, é bom, quer dizer que aceita. Mas se tem muito cachorro, é ruim, porque é uma gangue. Aí é bom eu passar longe, porque não vai dar boa para o Jorge.
Vai acabar em briga.
É, vai acabar em briga.
É porque eu tô pensando, o Jorge desce ali, o Jorge não é aceito. Na Gandhi.
Não, e ele é super simpático, ele acha que todo cachorro é amigo dele, ele já levou cada corridão. Então eu tenho esse preconceito.
Ele é playboy, é playboy, os cara é cachorro de rua, cara. Ele é viajante, existe um preconceito entre os cachorros.
Eu tô, gente, eu não fumei maconha, tá? Mas na minha cabeça eu tô pensando como cachorro do posto. Chegou, olha, lá vem o cachorro do camper van, lá vem o...
E entre eles deve ter muito esse negócio do cheiro, né? O cachorro deve ter muito cheiro de posto de combustível, né? Isso que tem, retornando a falar do assunto do cheiro, o cachorro deve ter muito cheiro de posto.
Mas uma dúvida, você já deixou de dormir em algum posto porque o Jorge não foi aceito?
Não.
Você colocou ele para dentro do carro e falou, você não foi aceito, dorme comigo?
Assim, de outros cachorros ou por pessoas?
Cachorro, cachorro por agora. Saber o quanto os cachorros podem impactar.
Não, não, para noite assim não, mas é porque eu já cheguei no lugar certo, já vi que é bom, nem arrisco nesses casos, porque como o Jorge é um cachorro grande e o nosso carro é pequeno, A gente só usa o carro para dormir e para viajar, o resto do tempo a gente fica fora do carro. Por isso que eu preciso de um posto que tenha uma sombra, que não tenha uma gangue de cachorros.
Mas uma pergunta, você falou que tem posto que não aceita cachorro?
Assim, na conveniência, né?
Ah, tá.
No restaurante.
Tá, entendi, entendi. Mas no posto aceita, é de boa?
É, no posto é tranquilo.
Alice, tem uma questão com cachorro, você e a Duda no motorhome, é porque vocês não têm cachorro, né? Mas tem uma relação com animais?
A gente não viaja assim, acho que é um critério de humanidade mesmo. Se você vê que tem realmente aquele caramelo maravilhoso feliz por ali, você entende que as pessoas, pelo menos naquele posto, tem um caráter legal, né? Mas como a gente não viaja com cachorro, até por curiosidade assim, eu e a Duda, a gente tá 6 anos na vida na estrada, né? Então, e a gente partiu de São Paulo, onde a gente morava. Quando eu morava em São Paulo, tinha um cachorro, né?
Então a minha primeira semana de vida na estrada Teve a presença canina da Ariel, que é a cachorrinha que eu tinha junto com meu irmão lá de Porto Alegre. E aí a Ariel acabou ficando e logo falecendo porque ela era bem velhinha. Então a minha vida com cachorro na estrada durou uma semana, e até hoje eu não superei isso porque tem esses problemas. Mas aí eu acho que é uma definição, acho que a povo vai concordar comigo com certeza, que é uma definição de caráter, né?
Quando você vê um cachorro feliz no posto, você sabe que ele é bem tratado, você deve imaginar que aquele frentista deve tratar bem o cachorro. E o contrário também diz muito a respeito daquele lugar, né? Se o cachorro bate e tal, talvez aquele lugar não seja um bom lugar para ficar.
A gente sente a energia do lugar já, a gente vai vendo alguns pontos, vai sentindo a energia, se você vai se sentir bem ali, né? E para mim é muito isso assim, é intuição. Eu levo muito a minha intuição a sério, sabe? Se é um bom lugar para ficar, se não é. Então isso que o Ale falou de ter uns cachorros felizes, né? Só ter cachorro não é suficiente, ele tem que estar gordinho, feliz, né?
Porque sabe uma coisa que eu fiquei pensando na hora de fazer a pauta? Como nos poços do Brasil tem vários tipos, desde aquele no começo da estrada ou no centro da cidade, ou alguns se tornam ponte de balada dos jovens que bebem, dão um PT. Essa questão de sentir energia, vocês já deixaram? Porque deixa eu trazer então uma parte prática nesse começo do programa, uma parte para quem quer viajar de motorhome, campervan, Kombi, outros, ou caminhão e tudo mais.
Mas quais são os elementos indicativos para vocês? Por exemplo, além do cachorro que a gente brincou, mas tem uma questão de rede, tem uma questão, por exemplo, você tem o bonequinho chiquinho lá, aquele que levanta os bracinhos no ar, é um bom indicativo de posto? Sabe assim, o letreiro, se o letreiro é feito à mão, é perigo? Não pare em um posto que o letreiro é à mão, tem que ser digital, sabe? Quais são os elementos para vocês que são considerados de segurança que vocês param?
Para mim é caminhão, né? Então eu e a Duda, a gente viaja de motorhome, a gente dorme dentro do carro, né? Então vai contar um pouco que cada um tem um lugar diferente para dormir aí. Então a gente dorme dentro do carro, em tese a gente tá fechado no nosso mundo aqui. De certa forma você tá vulnerável, né, porque basicamente tem uma porta, uma janela que separa você do mundo lá fora. E aí eu acho que cada lugar que você viaja vai tendo culturas diferentes, né.
Então a gente viajou pela América do Sul, América Central, América do Norte, hoje agora a gente tá explorando o continente africano, a gente também já viajou pela Europa alugando motorhome. Mas falando de América do Sul, é muito comum você ver caminhoneiro dormindo em posto ou numa área adjacente ao posto. E aí é o critério da segurança, né? Eu nem vou pela parte do banheiro, que a gente vai entrar, né, de chuveiro, etc., que também deve ser comida, etc., mas a parte de segurança, sem dúvida, né?
Então existe isso. Aí talvez você vai começar a prestar atenção a partir de agora. Você tá andando pela estrada à noite, você vai ver um posto vazio e logo para frente, sei lá, alguns quilômetros para frente, posto lotado de caminhão à noite, né? Qual é o critério? E aí o caminhoneiro tem muito mais vivência de estrada do que todo mundo. Então se o caminhoneiro ou vários caminhoneiros escolheram aquele posto para dormir, é porque tem algo de positivo, a gente pega e encosta lá para dormir. Pelo menos é o critério que eu adoto por aqui, né?
Tá certíssimo.
Eu acho que se tem muito caminhoneiro é porque tem banheiro.
Também, na verdade, a prioridade da estrada para a gente é banheiro, Wi-Fi e comida, que é o que a gente não tem em casa assim à disposição 100%. Então a gente já—
se eu vejo que tem um monte de caminhão, eu já penso, provavelmente eu vou conseguir banheiro, porque nem sempre eu consigo, né? Porque que nem sempre tem banheiro feminino e às vezes tem até o unissex, mas aí os frentistas nem deixam a gente tomar banho.
E quando tem o feminino, geralmente tá trancado, tu tem que sair pedir chave.
Já aconteceu, o cara falou, a gente tem o banho, mas eu não posso ficar lá na porta cuidando de você, você tá sozinha, então eu não vou deixar você tomar banho. Eu falei, tá bom, né?
Por um lado ele foi gentil, né?
É, ele tava certo.
Caramba, não tinha ideia que os banheiros tinha unissex nos postos de gasolina.
É raro, mas acontece. Às vezes é um banheiro só e é só o cano ali, ó, para tomar o banho quando você tá no lugar mais precário.
Mas, ô, Limão, deixa eu te fazer uma pergunta. Você falou que o critério é comida, Wi-Fi e banheiro, certo? E eu falei que eu olho para o caminhoneiro como um ponto de segurança. Só que, cara, tirando a vida de cada um, que é valiosa, né, você vai com uma carga milionária geralmente. Você não tem medo?
Geralmente já carreguei carga de 4 milhões.
Você não tem? Você deveria ter talvez ter mais medo da segurança do que a gente aqui que tá viajando com o nosso carro. Não é um critério para o caminhoneiro a segurança?
Com certeza, porque tem vários tipos de assalto que pode acontecer, né? Por exemplo, os caminhões da marca Scania, ele é muito visado porque é muito fácil de roubar um módulo que faz o caminhão funcionar. Então não dá para parar em qualquer lugar, porque lugar que tem índice de roubo de módulo a gente não para de jeito nenhum, porque no outro dia de manhã o caminhão nem liga. E aí, o módulo é R$30.000, R$50.000.
Então, é... Nossa, é um mundo à parte.
É, e aí, tem lugar que a gente não dorme, porque naquele posto, quando a gente carrega uma carga milionária, eles fazem para a gente um itinerário de onde a gente pode parar. E aí, tem lugar que a gente pode fazer pausa rápida, tem lugar que a gente pode fazer a pausa para o almoço e tem lugar para o pernoite. Então, quando é uma carga muito cara e não tem escolta, cara, você anda com medo direto e reto. É complicado. Geralmente, quando você tá carregando defensivo agrícola, tem que falar defensivo, não pode falar veneno.
Eu aprendi isso na empresa, eles me deram essa instrução, falou: você não pode falar veneno. E eu falei: beleza, aprendi. E aí, geralmente, como é uma carga de 2, 3, 4 milhões, geralmente vai escolta. Só que aí a transportadora, para economizar na escolta, ela manda você e seu Sua sorte pra estrada, sem escolta nem nada. Aí quando eu chego num posto de gasolina que eu não conheço, não sei se é perigoso, eu corro em volta do caminhão e tiro todas as placas do produto que eu tô carregando.
Porque quando é produto químico, você tem que colocar uma placa ali na lateral. Geralmente vocês vão ver em caminhão de combustível que tem uma placa laranjinha ali. E aí aquilo lá conta o que que tem dentro do caminhão. Então quando eu paro num posto que eu não conheço, a primeira coisa que eu faço é correr e tirar as placas. Porque por lei eu tenho que andar com elas, mas eu não preciso ficar com elas quando tá parado.
Ou seja, pro nosso limão caminhoneiro, você fica limitado aonde você pode parar. Você não pode pegar um postinho meio pé de sujo e parar, você não tem essa liberdade geográfica.
Não, dentro de cidade grande eu não paro. Tipo, ah, tô passando por Uberlândia, eu tenho que parar ou antes de Uberlândia ou depois, nunca dentro de Uberlândia, porque a chance de eu ser assaltado, cara, é 98%. Então a gente—
Ah, mas eu sou assim também, né? Prefiro mil vezes os postos de rodovia para dormir do que dentro da cidade.
O motivo disso é segurança ou é porque o fluxo de— Eu tava vendo alguns vídeos no YouTube, algumas pessoas falam que eles não param. Aqui a gente tá falando, vocês dois são criadores de conteúdo, então tem um atrativo do carro, adesivo, as pessoas querem saber e às vezes só quer ficar na privacidade, né? Então tem esse fator também de não parar muito em centro para não ter olhos curiosos. Além da segurança?
Eu acho que é pelo barulho, mas é mais pela segurança mesmo assim. A entrar dentro da cidade é só se precisar muito mesmo, para mim no caso.
Para mim também.
Sempre prefiro desviar, desvio a cidade, passo direto.
Nunca tive esse problema de curioso, mas é mais isso assim, você tá sujeito a mais fluxo de gente, né? Então, sei lá, numa estrada, pô, quem tá lá ou é viajante ou é pessoa que tá trabalhando. Né, você, o cara tem que se empenhar mais para ir para uma estrada para roubar alguma coisa, né? Então é uma questão muito de segurança.
Ô, Ale, mas aí que tá, quando é num posto dentro da cidade fica muito mais fácil para o nóia, para o bandido. Então quanto mais longe da cidade você tiver, cara, mais seguro você vai estar. Então é um ponto que eu sempre escolho, a não ser que eu esteja com muito sono ou o caminhão precisa parar naquele posto porque eu não tenho um posto autorizado mais para frente. Cara, se não for nessas condições, eu não paro dentro de cidade, é só mais para frente.
E deixa eu trazer uma questão do jogo social, trazendo ainda uma parte prática. Vocês pararam no posto, viu o cachorrinho lá, viu que é seguro, aí tem um pátio, aí vocês escolhem com sombra. Tem um jogo social de ter uma autorização do gerente, paga um cafezinho para ele, tem um jogo ali ou é assim, parei ali, estou de boa? Como é que funciona esse universo dos poços? Dá um chameguinho, chamego assim, paga uma pinguinha para ele, olha, estou ali, beleza? Ou não existe isso? Como é que funciona?
Para mim, eu sempre chego e abasteço e pergunto para o frentista sobre banho, sobre lugar para dormir, onde é bom para estacionar, se eu posso dormir ali, se é 24 horas. Faço um interrogatório todo. E aí, até nessa conversa que eu vejo se eu tô me sentindo bem para ficar nesse lugar, sabe? Mas eu começo por isso. Não, eu até me perdi agora. O que que era a pergunta?
Se você dá um agrado.
Ah, é? Não, não, eu só pergunto e não dou agrado, não.
Não, não, mas o agrado, entre aspas, não, o agrado, por exemplo, que que você trouxe, é abastecer. Eu faço uma analogia, é que nem você querer fazer cocô, aí você paga um cafezinho para usar o banheiro, entendeu? É muito ousado entrar lá, é mais ou menos isso. É bom abastecer, nem que seja R$15, abasteci, entendeu?
Agora eu comecei a responder e eu tinha esquecido a pergunta, falei, oxe.
Mas a Lei e o Limão dão a gorjetinha ou também só abastecem, que é o jugo?
Ô, Cainan, esse negócio da gorjeta, cara, isso aí foi o pessoal lá, aqueles caminhoneiros da antiga lá que criou o transporte, eles que começaram com isso aí, cara. E aí meio que virou uma lei que o gerente, o dono da empresa, não pode saber. Então, cara, às vezes eles te cobra por fora, mas se você comentar com alguém, o negócio vira uma briga, um problema dentro do posto. Então a propina tem que ser paga propina mesmo, cara. Ali não é café, é propina.
Mas será que não é para o caminhoneiro? Porque a cara da panga, acho que ela nunca pagou, pelo visto, né? Ela foi devendo.
Não, mas o caminhão—
eu tô devendo muito.
O caminhão eles cobram geralmente, ô Cainan, para dormir é R$30, R$50, R$130, depende do lugar que você tá e o nível de perigo que você tá correndo. Então, por exemplo, para dormir em São Paulo ali, eu fazia— eu morava em Santa Catarina e aí eu trabalhava numa transportadora de Itajaí, eu fazia muito Itajaí-São Paulo, e eles não deixam a gente dormir em qualquer lugar em São Paulo. Tinha 2 lugares que eu podia dormir em São Paulo só.
Ou era num posto Graal que ficava de um lado de São Paulo, para quando eu ia descer a Serra de Santos, e em outro que ficava lá em Guarulhos, que era um posto Sakamoto, só que lá é a estrutura dos Estados Unidos, acredito eu, que era um posto muito bom, mas tudo muito caro.
Então você paga para dormir na ilegalidade?
Aí tem isso também, aí às vezes na ilegalidade. Mas se eu for falar de taxinha na ilegalidade para o motorista, É no carregamento, é na descarga, é no posto de gasolina. Os cara cobra até para deixar você jogar uma água no caminhão, cara. Dezão.
É porque se você não pagar, aí que tá.
E se você não pagar, sempre tem consequência. Não, na verdade não. Por exemplo, um dia eu fui, eu fui descarregar açúcar em Santos e eu trabalhava numa carreta daquelas lateral de plástico ali, Insider. E aí Já tinha 4 dias que eu tava lá pra descarregar esperando e eles me enrolando e nada. No 5º dia, eles falaram que só iam me descarregar se eu pagasse um café. Um café remunerado. Um café.
É.
E aí eu falei, cara, eu não vou pagar, tem 4 dias que eu tô aqui, cara. Ele, não, então você vai ficar pra amanhã. Eu falei, ah, se eu vou ficar pra amanhã, eu fico, mas eu não pago. E aí os cara ficou bravo, cara, os chapa que já tava recebendo pra descarregar. Queria cobrar mais de mim, só que não podia falar pro gerente. É tudo escondido. E aí eles pegaram e esconderam a régua do caminhão, um pedaço do caminhão, esconderam lá no fundo, cara.
E eu fiquei que nem trouxa procurando uns 40 minutos, cara. Então, às vezes eles quebram a lanterna, às vezes esconde alguma coisa sua, entendeu? Solta uma mangueira de ar. É complicado.
Que loucura!
É outra realidade, sabe?
A gente não passa por nada disso.
A gente não... É outra realidade, real. É negócio de posto assim de segurança, né? Logo que eu comecei a viajar, eu encontrei um pai e um filho que eles eram caminhoneiros, e aí eles super preocupados comigo, né? Aí ele começou a me dar várias dicas assim de segurança em posto. E uma coisa que ele falou: toda vez que você for dar ré no carro de manhã para sair, olha se você não tem um prego atrás do pneu. E aí eu não sei se, Limão, se isso é normal mesmo acontecer. E um dia aconteceu, gente, tinha um prego atrás do pneu gigante.
É aí que tá. Acontece muito roubo em estrada. Por quê? Porque na estrada a gente tá vulnerável, cara. A gente não tem muito apoio de segurança e tudo. Então, é todo dia de manhã, antes de sair do caminhão, antes de sair com o caminhão para estrada, você é obrigado, tem um checklist que você tem que cumprir. Você confere lanterna, confere as mangueiras, os engates da carreta, você confere as rodas, porque os bandidos soltam tudo.
Meu Deus!
A hora que você começa a andar com o caminhão, o caminhão trava Ou às vezes o bandido tá até escondido em cima do caminhão, porque lá de cima do caminhão, se soltar uma mangueira, trava o freio. Então às vezes acontece, a hora que você tá saindo, eles travam, e aí eles já vão lá e faz o assalto. E o carro, a mesma coisa, eles botam o prego ali, a hora que você começa a andar com o pneu murcho, o pessoal já tá lá te esperando, cara.
A gente motivando as pessoas a viajarem de caminhão, é isso, gente.
É a motivação, é isso, a realidade. Realidade também tem que ser falada.
Não é que tá no começo do programa, a gente tá falando de prego ali, isso era para o final, mas a gente adianta, não tem importância, é realidade, esse programa aqui é muito cru, eu tô amando.
Mas eu tenho uma dica para a Pâmela que é bem boa, que agora ela falando eu—
Para o Alê não tem? É só para ela? O Alê não encaixa na dica aí? Você tá excluindo o Alê da dica também?
Encaixa para todo mundo, é que aqui eu estou vendo ela, né, e ela tava falando sobre fazer pergunta para o frentista, frentista e tudo. Eu tenho uma recomendação diferente. Ao invés dela fazer a pergunta para o frentista, ela vai lá na conveniência. E geralmente no caixa da conveniência, lá dentro, sempre é mulher. Então conversar entre as mulheres é melhor, porque ali ela te passa uma dica com mais segurança. A gente viajando sozinho, a gente só confia na gente mesmo, né? Então é um jeito a mais de trazer mais.
Mas eu já fiz isso uma vez. Eu fiz isso uma vez, eu me arrependi, porque é difícil, sabe, uma mulher falar para outra mulher aqui é segura. Eu não tenho essa coragem, sabe? Eu tipo meio responsabilizo por ela.
Então, mas eu fui falar com a mulher e ela é que você vai fazer o paralelo.
Mas ela me deu tanto medo, sabe? Eu dormi no lugar, eu fiquei com tanto medo. Você vai dormir aqui sozinha? Porque ela nunca deve ter visto isso, e daí ela não quer se responsabilizar por isso, né? E aí eu fiquei dormindo com muito medo porque eu fui conversar com a mulher.
Mas aí que tá, você só faz uma pergunta tipo, você sabe se aqui é perigoso? Aí ela fala, não, aqui não acontece nada. E aí pronto, aí você já vai lá perguntar para o frentista, que aí você já tem um parâmetro para seguir ali.
Aí sim, boa dica, eu anotei aqui, viu?
Mas geralmente frentista e motorista, a hora que chega, já ou rola uma química muito boa, né, o cara te atende muito legal, ou o cara não tá no dia bom E só o básico. Que falta de respeito é essa? Falta de respeito é a sua, rapaz, vir no posto de gasolina só para pedir gasolina comum, rapaz. Tá tirando uma na minha cara aí? O que que é isso? Parece vir no posto de gasolina só pedir gasolina comum, porra.
Antes da gente falar da química com frentista, deixa eu só responder a pergunta do— não, porque eu até fiz umas anotações aqui, cara. O frentista é uma fonte muito importante de informações, né? Mas deixa eu só responder a pergunta do Caio, né, que ele perguntou sobre o agrado pro pessoal do posto, né? Eu acho que o que a Pô falou, porque assim, pra gente que tá na estrada, quando o posto se— e aí vai pros donos de posto que estão talvez ouvindo, né?
Quando o posto se esforça pra criar um ambiente legal ali pro viajante, eu acho que é legal do nosso lado falar pra ele, né? Dar aquela confirmação pra ele, cara, muito obrigado por isso. Então seja abastecendo, seja comprando na conveniência. Então uma coisa que eu sei, o tanque pode estar cheio, cara, se tiver um espacinho, eu vou abastecer para o cara ver, ó, vou, né, vou fazer esse agrado. E até quando a gente tá gravando vídeos para o canal, eu sempre também comento e incentivo as pessoas: esse posto aqui, cara, tem um espaço, tem banheiro, tem tomada para ligar o motorhome, tem descarte de água, você pode encher caixa d'água aqui.
Então, né, vai na conveniência, abastece aqui que eu acho que é legal. E aí, para frentista ou para segurança, né, já aconteceu uma vez da gente tava no México, e tem regiões do México que é muito instável de segurança para você viajar, né, seja pelos cartéis seja por comunidade local, que também, né, em razão da criminalidade, se arma e tal. E a gente vai acompanhando pelo aplicativo, não sei se os caminhoneiros também usam, mas o pessoal que viaja de motorhome e tal tem, que é o iOverlander, né, que é aquele aplicativo colaborativo onde as pessoas vão marcando onde elas dormiram, né, o posto que ela abasteceu, se teve um golpe, se não teve um golpe e tal.
Então você consegue ter muita informação valiosa para definir a sua rota, né. E aí tem uma parte no iOverlander, um filtro, que é um filtro de avisos, e geralmente vem coisa de segurança. Então se teve assalto, se teve alguma coisa assim. E quando você viaja pelo México, tem muita parte de aviso, tem muita coisa, né? Então fala, ah, bloqueio, o cartel entrou. Tem uma amiga nossa, que um casal de amigos, que o cartel parou eles com fuzil, entraram dentro do motorhome.
Então você fica de olho nisso. E aí no México a gente tava, dependendo da região, você fica um pouco com medo de dirigir. E a gente parou num posto e o segurança tava de fuzil.
Então já é bom, já é um bom indicativo.
Ou não, né? Porque se o cara tá fuzil é porque ele precisa daquilo. E aí, só que tava noite, a gente, porra, se não for aqui eu não sei o que tem mais pela frente, cara. A gente vai ter que dormir aqui. Aí entre esse processo, você chega na bomba, você conversa com o frentista, é seguro e tal. E aí perguntei, posso dormir? Deu, cara, encosta no canto ali na frente do restaurante, não tem problema. E aí a gente encostou, aí veio segurança com fuzil, tudo bem, eu vou cuidar de vocês a noite toda, vocês podem ficar tranquilos e tudo mais.
E a gente, beleza, daí a gente se fechou no nosso mundo, né? O nosso motorhome antigo tinha câmera externa, então às vezes eu dava uma espiada na câmera para ver se tinha alguma coisa acontecendo lá fora. Aí o cara falou, não, vou fazer a segurança de vocês, vocês fiquem tranquilos. Aí a gente se fecha no motorhome, fecha a janela, ninguém enxerga para dentro. E aí pela câmera eu ficava vendo o movimento lá fora do que que tava rolando.
E cara, ele ficou a noite inteira, madrugada ali, né, sentadinho do lado com fuzil dele. Lá pelas 6 da manhã mais ou menos ele vem, bate na porta, ele tava indo embora. E ninguém me falou, ah, eu vou cuidar de vocês, me dá um dinheiro depois. Só que ele veio meio tipo assim, eu cuidei de você, não cuidei? Então, né, me ajuda aí. E aí eu, não, claro. E a gente vai lá e dá um dinheiro para o cara. Então eu acho que, cara, cada lugar tem a sua cultura, os seus métodos.
Mas nessa questão de segurança, pô, eu acho que é legal você pensar assim, o cara tava ali com o fuzil dele, ele tava, eu vi que ele tava de fato empenhado naquilo. Falei, pô, vou dar um agrado para o cara. Porque ele realmente cuidou.
Até porque, quem é que vai negar um agrado para um cara com uma AK-47, né?
Eu pensei nisso.
Eu vou negar? Não, hoje eu não tenho, desculpa, ó, toma um cafezinho. Mas é legal saber o contexto de cada país, né? No continente africano passou por alguma coisa parecida ou é tranquilo aí, Ale?
A cultura aqui é diferente, né? Eu acho que a gente pode ir falando sobre as culturas, mas eu não vejo gente dormindo em posto de gasolina aqui. Nem caminhão e nem motorhome viajante. Então, cara, não tem essa cultura de dormir. Isso é muito da América do Sul, por exemplo, Estados Unidos também. Eu não vi as pessoas dormindo.
Os caminhões ficam onde, cara?
Tem ponto específico para caminhão dormir.
Brasil também tá criando.
É, no Brasil também, né? Eu vi algumas estradas que tem. Então, cara, na África, assim, primeiro que os frentistas— então, né, cultura do frentista, já entrando, né? Que na América do Norte, por exemplo, Estados Unidos, não tem frentista. Você é o frentista, cara. Na África, pelo menos para a gente assim, os caras veem um carro do Brasil, eles abrem um sorriso e eles vêm falar e tirar foto. E aí você tá estacionado abastecendo na bomba, daqui a pouco sai o pessoal da conveniência e vem tirar foto.
Então é um clima muito legal. A gente já dirigiu aqui, eu acho que tá em 8 ou 9 países, e cara, absolutamente você vai esperar Obviamente, né, Malawi, país mais pobre, é uma realidade. Mas mesmo, mesmo no Malawi, cara, posto bom, combustível de qualidade, os frentistas super prestativos e felizes por estar atendendo, por você tá passando pelo país dele. E nunca, em nenhum momento, nada relacionado à segurança. Nunca. A gente dormiu em posto, para não mentir, uma vez só, que foi na África do Sul, num trajeto entre duas cidades que a gente precisou achar um posto para dormir.
E no resto, a gente nunca mais dormiu em posto aqui. Então, como não tem muito a cultura, a gente também não sentiu que lugar. Mas nesse lugar que a gente precisou dormir na África do Sul, mesmo, mesmo proceder, né? Cheguei no frentista, ele falou: não, encosta no canto ali, não tem problema. E aí eu encosto, fecho tudo, fico de olho na câmera, e, cara, tranquilo demais.
O que me faz pensar aqui, trazendo para todos vocês, a figura de vocês, seja o caminhoneiro, camper-van, motorhome, os postos gostam da presença de vocês? Porque eu tô pensando assim, tem postos que tem estrutura, né? Como a hora falou, tem água, tem eletricidade, Tirando o Limão, que é caminhoneiro, tem um monte no Brasil, mas eu fico pensando, será que quando aparece um campervan, um motorhome... É uma coisa que foge do dia a dia nesses postos.
A presença de vocês é bem quista? Vocês sentam até lugar e falam, puts, lá vem a galera do motor que vai ficar aqui morando uma semana no posto. Como é que é essa relação dos postos com vocês? Depende do tempo que você fica? Depende se o cara é abusado? Tem um bom senso de tempo? Uma semana é too much, muito tempo, entendeu? Como é que é essa relação?
Eu acho que vai depender da experiência que o pessoal do posto teve com outros. Viajantes, né? Porque eu acho que pode ter umas experiências muito ruins, sabe? Tem lugar que não aceita viajante porque teve história, né?
Que tipo de história? Conta os podres, vai. O que que a galera fez aí?
Eu tô chutando, mas tipo descartar porta-pote no lugar que não deve, ou até expulsar. Tem banheiro só dentro da conveniência, sabe? Às vezes a pessoa ir lá dentro da conveniência, né, fazer esse descarte, deixar aquele Cheirinho bom, todo mundo. Enfim, eu acho que depende muito disso.
Eu já ouvi história de, por exemplo, o posto, o posto antes, por exemplo, ah, tô precisando abastecer água no motorhome, deu, o cara te emprestava uma torneira e uma mangueira, ou te emprestava um cabo de energia para você ligar o motorhome. Aí a galera, na hora que vai embora, leva o cabo e leva a mangueira do posto. E aí o posto parou de receber motorhome por isso, porque a galera tava roubando a mangueira. E acontece, infelizmente, né?
Em cidade tem muita cidade também proibindo motorhome em razão dos maus exemplos. Mas eu ia dizer que geralmente, não sei, não sei se é provavelmente sim, por exemplo, enfim, conheço ela, mas geralmente o posto é um lugar de transição, né? Você tá indo de um ponto ao outro, no meio do caminho você precisa passar uma noite, aí você vai parar uma noite no posto, eventualmente duas, sei lá. Ou sei lá, talvez o seu carro teve problema e você precisou parar no posto por um tempo, mas não é um lugar que geralmente as pessoas vão ficar vários dias.
Não é confortável, né?
É que eu lembrei de uma coisa engraçada, é que eu tava fazendo ano passado uma rota de grãos O Mato Grosso é o maior produtor de grão do Brasil, né? Então, o norte do Mato Grosso manda soja pro Pará pra colocar dentro das barcaças no rio e mandar pra Belém pra depois botar no navio. É assim que funciona a logística da soja. E aí, eu fazia essa viagem 2, 3 vezes na semana. Então, tinha os postos que eu gostava de ficar parando.
Ali eu já conhecia os frentistas. Mas o melhor de tudo é que eu tinha uma cachorrinha, cara, num posto de gasolina. Eu chegava, a hora que ela me via chegando com o caminhão, ela ficava louca, cara. Aí às vezes eu nem tinha que parar no posto, eu parava lá uns 10 minutos só para brincar com ela e depois ir embora, né, recarregar as baterias.
Então, ai, duvido que você era exclusivo.
Tem isso também, quem tem comida conquista todo mundo. Aí essa questão, eu sempre lembro, quando tem um posto que eu gosto de parar é porque geralmente tem cachorro. E aí eu tinha, eu tinha entre aspas, né, um cachorrinho lá no posto de gasolina, era docinho. Eu dei até nome para ela, ela atendia, eu parava muito lá. E aí eu acabei criando um vínculo ali, mas com os frentistas era pouco, mas com os cachorros é mais.
Mas vamos falar de frentista, vamos trazer esse universo, porque a gente já falou aqui por cima, né? Mas vocês diriam que os frentistas, eles são os psicólogos e os informantes da estrada? O quanto um frentista impacta na rota de vocês? Vocês pedem informação para o frentista, por exemplo, depende do humor dele. Qual é, como é que é a relação? Uma coisa que eu fiquei pensando, eu não sou da estrada, eu não tenho tanta bagagem quanto vocês, longe inclusive, mas no meu imaginário eu sempre lembro do frentista.
Primeira coisa que me vem frentista na cabeça, tirando a fisionomia, né, um estereótipo visual, é o vocabulário: chefe, patrão, chefia. Eu não sei se tem um vocabulário. Não, eu fiquei pensando, será que existe uma diferença cultural dos frentistas? Porque pensando no Brasil, né, eu imagino que o frentista, o sotaque, deve ser o que você vê as placas. Sei lá, você tá em Minas, você tá agora indo para outro estado, você vê que você tá a 100 km.
Mas eu imagino que os postos devem ser indicadores do quanto você tá mudando de região para região através da forma como os frentistas falam, né. De repente fala bom, chefia, ou não sei, eu não sei quais são os vocábulos dos frentistas, mas eu fiquei pensando agora nisso, né, o quanto o frentista ele pode representar a pluralidade do Brasil, seja na forma se comunicar? Será que um frentista mineiro, alguém, acho que até alguém na comunidade do Alê falou, e acho que do podcast também, que a gente tava falando que o frentista de São Paulo é muito educado.
Aí eu pensei, será que o carioca é horrível como é para o atendimento em restaurante? Será que o carioca frentista é aquele, ah, tá aqui, paga, é uma, tá fazendo uma obrigação? Então eu queria saber qual é a percepção de que vocês têm do frente, que que a gente pode extrair deles, dos frentistas. Vamos, vamos aprofundar aqui, vai.
Não precisa ter resposta na ponta da língua, Eu acho que vai ser legal, porque como tudo aqui, o tratamento para o Limão talvez seja um e para os carros, para os outros carros, sejam outros, né, do frentista.
Com certeza.
Porque assim, para a gente é engraçado, cara, o posto, ele não importa o lugar do mundo que você tá, você sabe que é o lugar que você vai poder encostar o seu carro. Então ele passa a ser não só a sua referência de combustível que eu preciso para seguir, que é o óbvio, Mas é, talvez é a comida. E o frentista nesse universo, ele talvez é o cara que você, se não tiver, sei lá, você tá no lugar completamente que você não conhece, que você não confia em ninguém, você não sabe nada, o primeiro, talvez a primeira pessoa que vai aparecer na sua frente assim, cara, eu vou parar nesse posto, vou perguntar para um frentista, porque é a primeira fonte de informação, né?
E aí, cara, é isso, né? Às vezes o cara conhece a região, conhece, é seguro, se não é seguro, conhece as rotas, conhece os destinos. Pro cara que tá viajando, vivendo na estrada, talvez o frentista seja uma grande fonte de informação, né?
Eu tenho até uma história falando do frentista assim. No começo da viagem no Rio Grande do Sul, pelo Vale dos Vinhedos, eu tava sempre me achando muito segura ali, né? E aí eu tava num lugar que eu ia dormir, uma pracinha, e uma mulher passou e falou, olha, esse lugar é super perigoso, não dorme aqui. E aí eu, enfim, aí eu falei, nossa, eu vou para onde? Eu tava, não tinha outro lugar para dormir. Ela vai ali no posto e Aí eu cheguei, só tinha um posto, e aí o frentista falou, me contou das histórias horríveis de assassinatos que aconteceram por ali e falou, dorme aqui, o posto não é 24 horas, mas tem câmera, estaciona teu carro.
Ele me ajudou a estacionar, estaciona exatamente aqui, a câmera vai pegar e tal. Então eu escutei histórias horríveis, mas ele fez eu me sentir confortável ali, mesmo não sendo 24 horas, eu não estando com alguém por perto, ele me ajudou, sabe? Então Ele é uma pessoa importante para mim nesse dia aí, que eu não sei o que teria sido de mim porque eu não ia conseguir dormir em lugar nenhum, ia ter que pegar viagem estrada à noite para sair dali porque eu tava apavorada.
Então eles têm muitas informações porque eles estão ali, né, eles estão vendo o pessoal comentando o que que tá acontecendo. Então eles são a fonte de informação mesmo.
Mas tem uma questão, por exemplo, do frentista ser mais idoso gera mais confiança, se é um homens são esse, correciosos, tem esse aspecto, ou depende da intuição mesmo?
Eu acho que existe uma diferença, é que o Ale falou do tratamento com limão, porque é caminhoneiro e a gente quer carro. E eu acho que ainda existe uma diferença comigo, que sou mulher, porque eu acho que são dois tipos de frentista, que a maioria são homens, né? O que vai falar comigo bem monossilábico, tipo bem respeitoso, tipo, ah, não vou falar nada, né, demais, vamos só no monossilábico, próprio no que precisa, e no outro ali que fica tentando tirar alguma informação, quer saber de onde que eu sou, entendeu?
Eu não sei se é assim com vocês que são homens também, mas eu também não me abro muito com pessoas que eu converso na estrada. Então eu acho que eu sou muito monossilábica também.
Acho que uma questão de segurança, não dá margem, né? Tipo, entre dar margem e ser simpática, é melhor não dar margem para qualquer abertura, né? Exatamente. E eu tô pensando aqui, antes do Limão falar, aguenta aí, segura a marcha, Limão, segura a Segura a embreagem aí. Não, porque eu tô pensando, eu não sei se o frentista ganha comissão, porque assim, a gente falou até na pré-pauta de tanques, do capacidade de tanque. Sei lá, se a PAMA enche o tanque, sei lá, R$200, se o Alê enche o tanque, sei lá, R$500.
Se o Limão enche o tanque, quanto que é? Quanto você desembolsa para encher um tanque de caminhão?
Uns R$4.000, R$5.000, depende do preço do diesel.
Então eu tô pensando, o frentista tem comissão? Você sabe dessa informação?
Eu sei de uma que provavelmente A Pâmela e o Ale já deve ter, já deve ter encontrado aí na situação. Eles não ganham comissão pela gasolina que eles abastecem, mas eles ganham comissão sobre os produtos, tipo limpador de para-brisa, aditivo do radiador. Aí eles ficam tentando aditivo de combustível, cara, eles tentam te empurrar de todo jeito, cara, porque ali eles ganham dinheiro, entendeu? Ali eles viram um vendedor excepcional, cara.
Mas no diesel, no combustível, geralmente eles têm uma premiação lá dentro. No diesel eu sei que É assim. Aí quem abastece mais no final do mês ganha um bônus lá, sei lá, R$300. Mas o forte mesmo é a comissão das vendas dos produtos ali, aditivo de radiador, aquela paleta de limpar o vidro. Aí sempre, sempre eles estão insistindo: vamos trocar, a sua tá velha. E aí já vem com ela de lá para cá, e é complicado.
Caramba, se o cara ganha bônus nisso, se ele vê o limão entrando, ele devia sorrir até o último, porque é isso: eu vou encher 75 litros, vai dar nada para o cara. O cara fala: vou ter que perder tempo aqui Daqui a pouco entra o limão no outro lado, o cara vai falar, caramba, vou pular no ranking lá na frente.
Não é que aí você abastece 700, 800 litros, cara? É muita coisa. Daí eu fiquei no Pará 3 meses, eu gastei quase 6 mil litros de diesel, cara. Então, ah, e para o motorista é legal, a gente escolhe o posto por vários fatores, os benefícios principalmente. Por exemplo, a Rede Aldo, que é inclusive o slogan do Posto Aldo, é o amigo do motorista. Cara, lá é muito bom de abastecer porque você vai juntando dinheiro lá, pontos, e logo você já tem um almoço com churrasco de graça.
Aí é ostentação demais. E aí você ganha café. Então geralmente você vai escolhendo pelos benefícios que o motorista tem. E motorista tem apelido, não é motorista, é motor. Cara, eu odeio essa palavra. Eles ficam assim: ô motor, puxa pra frente! Ô motor, dá uma rezinha! Motor! Ô, motor! Cara, é um saco. Em qualquer lugar que você chega, ô motor.
É só o motor? Minha vida tem tanta coisa acontecendo, você tá se preocupando em chamar motor?
Ah, vai tomar porra, irmão. É que em todo lugar, cara, em todo lugar que você chega, ninguém te trata por nome. Seu nome automaticamente vira motor.
Ah, limão, limão. Não, o seu nome é limão.
E você chama o frentista do quê?
Não, geralmente não chama de nada. E aí, ah, e geralmente é que vai depender muito muito de posto para posto, né, a cultura do atendimento e tudo. Mas geralmente os frentistas é tudo gente boa, mas quando você corre, pega um frentista atravessado, cara, é muito ruim, cara. Parece que ele tá te fazendo um favor e tá colocando diesel.
A Pan trouxe— como é que você chama? Porque eu pensando assim, eu não— eu acho que eu nunca abasteci, cara, eu acho que eu nunca abasteci na vida, tá? Isso é verdade, nunca abasteci o carro na vida. Eu não tenho carro, eu te juro, nunca abasteci. Eu nunca parei para abastecer, falando sério, vocês estão dando risada. Mas eu não dirijo, por isso que eu falei, é outra realidade. Mas eu tô pensando, se o frentista me parasse, eu falaria campeão.
É um termo que eu uso bastante no interior, campeão. Olha o julgamento. Qual que é o de vocês? Alepa? Como é que vocês falam? Chefia? Patrão? Camarada?
Como é que é isso? Eu não falo nada não, falo só oi, bom dia.
Ai, gente, que isso?
Só o básico. Ele, não, você podia abastecer aqui para mim? Coloca aí R$400. Atletas e aí vai ali, só o básico.
Por que eu me senti julgado falando campeão? Está defasado isso? Vocês riram com o Devocional?
É que isso aí é coisa de 50+, né, Caiana?
Eu fiquei pensando que os frentistas devem também, igual o Limão falou, eles devem não gostar, porque todo mundo vai ficar chamando, ô chefe, ô patrão, ô não sei o quê. Eles também não devem gostar.
É uma forma... Ale, o que você pensa sobre isso? Você chama as pessoas? Você dá só o good morning? Como é que é a relação? Comunicação com os frentistas?
Aqui eu falo, eu falo amigo, eu acho. E aí, amigo, acho que português também acaba traduzindo para cá.
É amigo, amigo, acho que seria o melhor termo para você conversar com frentista, porque já traz um tom de amizade ali.
O cara, pô, mas você quer mais que campeão?
Eu tô colocando um título no horário para o cara, o cara é um campeão. Às vezes o cara teve a pior média do posto, né, vendeu menos. Aí daquele dia Aí você chama no cara de campeão, o cara é só um fracassado.
Ele deve ficar assim, campeão o caralho, tô lá embaixo no ranking.
Tô mal, tô mal.
Ouvintes, a partir de agora, se você parar em um posto do Brasil, não chame de campeão, chame de amigo. E sabe uma coisa que eu fui pensando na hora de fazer a pauta? Que todo posto tem um marketing embutido, seja de uma forma consciente ou inconsciente. E aqui eu trago dois tipos de marketing. O primeiro deles é o atrativo visual. E eu fico pensando, eu nunca diria, Como eu falei, eu dirijo pouco, mas quando eu tive no banco do carona, o quanto eu fui fisgado por esculturas gigantes de dinossauro, de um ET gigante.
Isso me pega, tá? Eu já gosto de conveniência, a gente vai falar sobre conveniência aqui, mas se eu vejo um boneco gigante, um sapato gigante, sei lá, uma obra colossal, eu sou fisgado por isso e eu caio na armadilha, tá? Eu sou uma criança, porque isso é feito até para criança. Imagina, tá no carro, o pai viajando e o filho: Papai, olha aquele T-Rex gigante ali no posto! Eu pararia. Eu sou essa pessoa, eu sou um jornalista.
Você tava indo para Curitiba, não tava, Cailã, nesse dia?
Tava.
Poço dinossauro. Eu parei lá a primeira vez só para tirar foto, cara.
Aí, ó, a gente cai nisso, gente, não tem como.
Cai, é inevitável.
Mas deixa eu trazer esse aspecto do visual. Pô, Limão e Aletê, tem algum poço que vocês lembram que tinha alguma coisa muito bizarra que fizeram vocês pararem para tirar? Porque tem isso, poço também hoje em dia, nessa que eu fui para Curitiba, tinha vários muitos posts colocando aquele balancinho que virou instagramável. Alguns posts tem umas paisagens bonitas, tá? Acredite se quiser, de repente ele tá na estrada. Então virou moda colocar balancinho para tirar foto.
Mas vocês recordam de alguns posts que marcaram vocês pela estética, pelo aesthetic?
Eu vou falar um exemplo recente assim. A gente tava na África do Sul indo de Joanesburgo para o Kruger, né? O Kruger é aquele parque nacional que, enfim, o cara faz safári lá gigante. E no caminho tem uma amiga minha de infância que mora aqui em Joanesburgo, e ela falou daqui para Janesburgo, tem um posto para lá, porque o posto, enfim, tem uma loja gigante, um super restaurante, e a vista do restaurante para trás, o dono do posto fez meio que uma reserva selvagem.
Então tem búfalo, tem rinoceronte, tem zebra, vários bichos assim. E aí fica aquela questão de tipo assim, pô, os bichos estão presos ali. Parecia um campo grande assim, um campo realmente grande, você não viu o final da propriedade. Por outro lado, os bichos estão presos ali, né, naquela situação. Mas pô, daí eu falei, caramba, olha o investimento do cara! Porque o cara vê, é um posto que o cara tem que contratar veterinário, segurança, e começa a mudar um pouco o rol de funcionários dele, porque o cara de fato tem vários rinocerontes.
Em qual lugar que tu tava ali?
Na Afkatsu. E você tava lá no café ali, no restaurante do posto, e aí tem meio que um deck para galera de frente para esse lugar. E aí bem próximo do deck tinha um lugar onde os bichos eram alimentados e tomando água estrategicamente posicionado para galera parar no posto e ficar ali vendo rinoceronte. E aí você olha, cara, turistada em peso, né? Então todo mundo que tá indo de Joanesburgo para lá, para o Kruger, vai parar nesse posto, porque você já começa a ver os bichos, você começa a tirar foto.
Aí tem uma loja imensa com um monte de produto. Enfim, acho que do que eu lembro recentemente, talvez em toda minha vida de estrada assim, acho que é o marketing mais diferente do que eu já vi assim para cliente em posto.
Ele já sabe que tem muito motorhome que passa por aí, um público já, então Então o cara foi— qual que é o nome? Você sabe o nome do posto, ou, Ale?
Eu não sei, mas eu vou buscar e te digo agora enquanto a gente fala aqui.
Ô, Ale, você já foi nos postos Décio aqui no Brasil?
Já, já.
Então você já viu as carpas andando no— eles colocam um lago dentro do posto e tem uma maquininha de ração, cara. Você compra R$1 de ração para poder jogar para os peixes, cara. Muito legal. Aí tem aquelas carpas grandonas, cachorro tentando pescar os peixes. Se divertir. É bem interessante para quem tá o dia inteiro vendo só carro passar.
Por isso que a Pan não entra com o Jorge, né? Vai pegar o peixe dos lugares agora.
Faz sentido, ele vai querer nadar só.
Provavelmente o posto desse inclusive é um dos postos que, um dos postos, rede de postos aí que criou o lugar para receber motorhome. Então a galera que tá passando por Uberlândia ali tem vários, né? Eles têm umas áreas próprias para motorhome. Ó, Cainão, o nome, o nome do posto aqui na África do Sul é ALZU, AUSU Petropor.
Essa é grande dica, viu?
Aí a Duda abriu o site para mim aqui, daí tem 3 itens, aí fala assim: fill up, então abastece, grab a bite para você comer, travel safely, viaje em segurança, e enjoy the view. Aí é a foto do rinoceronte, é o marketing dos caras.
Que falta de respeito é essa? Falta de respeito é a sua, rapaz, vir no posto de gasolina só para pedir gasolina comum, rapaz. Tá tirando uma na minha cara aí? Que que é isso? Parece posto de gasolina, só pedir gasolina comum, porra.
Essa parte estética, deixa eu somar outra coisa do marketing que eu trouxe. E eu caí, eu sou muito, gente, eu sou vendido, tá? Descobri que eu sou vendido a impostos. E um desses exemplos, quando eu tava para Curitiba, que foi a única viagem recente de carro, e alguém trouxe, a gente falou de nomenclatura, o amigo do motorista. E a gente sabe que comer em posto, muitas vezes a comida é muito boa, o PF de posto, do que restaurante, tá?
É uma visão pessoal. Mas eu já fui muitas vezes fisgado pelo nome, tipo camarada, camarada do carnão, amigo do carnão. Eu gosto gosto muito dos nomes dos postos, eu acho muito criativo. Eu acho que tem dois cenários, tem um que coloca o nome de Pérola, Joia, sei lá, coisas mais abstratas, mas eu gosto quando o posto tem nome de camarada, o Amigo Limão, Posto do Amigo Limão, Posto do Irmão, eu acho muito... Cara, a gente é condicionado a isso, é um marketing embutido, é pela estética, entendeu?
Então, de repente, sei lá, o Posto da Amiga Pan, eu vou lá no Posto da Amiga Pan, vou até querer saber quem que é a Pan, entendeu? A gente... Eu quero— não, vocês não são fisgados por isso? O nome não pega vocês? Ou vocês já estão tão direcionados já, tipo base, estrutura, eletricidade, água, que o nome já fica meio, ah, não quero ser amigo do Carlão do posto?
Traz um pouco de pessoalidade, né, para o negócio que você vê lá.
É que a gente tem um preconceito ali já estabelecido, né? Se ele passou naqueles preconceitos ali, tipo, a estrutura é boa, aí depois você vai para essa parte.
Pelo menos para mim não é uma prioridade o nome.
Exatamente, é um fator decisivo. Não, nos Estados Unidos, cara, tem. Eu vi até o pessoal lá na comunidade falando do Viajante Sem Fato, o Buc-ee's. O Buc-ee's é um, acho que é o maior posto do mundo, e fica no Texas. E a gente foi lá, e cara, é a loja de conveniência, um shopping center assim imenso, não sei quantas baias de abastecimento, é negócio bizarro. E aí, cara, o marketing do Buc-ee's é um esquilinho, Então quando você começa, é isso, os caras criaram a marca baseada no esquilinho, então bichinho fofinho e tal.
Então é o marketing dos caras, é isso. E aí depois você vai, você vai para o YouTube e começa a procurar Bucks, cara. As pessoas gravam episódios do YouTube lá dentro porque é uma cidade praticamente, eu não sei quantas. Assim, a gente foi abastecer lá, não de motorhome, a gente tava com o carro de um amigo lá, e cara, é infinito, é infinito. Você não vê o fim do posto, assim, o negócio monstruoso.
O olho do Cainan chegou a brilhar quando ele falou que parecia um shopping, cara. O Cailã adora conveniência.
Eu pesquisei aqui para ver o tamanho, cara, não tinha ideia do tamanho desse posto, cara. Você foi para— caraca, o tamanho do— gente, pesquisem, tá? Eu não tinha ideia do tamanho. E tem uma questão de contraste cultural que é a questão do frentista, né, que eu acho que é o que mais se fala, né, do motorhome, né. No Brasil a gente é muito bem servido, né, o frentista vem até você, traz uma maquininha. E lá fora é, te vira.
Em Santa Catarina não tem isso não, cara.
Achava que era em todo o Brasil.
Não, a primeira vez que eu abasteci em Santa Catarina, eu descobri que eu tinha que ir lá dentro da conveniência para pagar depois que o frentista pediu para mim tirar o carro, que eu tava atrapalhando.
Ah, não, não, pagar, mas abastecer tem todo frentista. Acho que nem pode, eu acho que no Brasil nem é permitido você abastecer.
Não pode sem frentista. Eu já abasteci, inclusive eu não sou bom frentista. Um dia deixaram eu abastecer o caminhão lá no Pará, lá eu fiz uma bagunça que eu joguei diesel para tudo lá. Deu errado, não deu certo não. Traiu uma profissão que eu não sirvo.
Mas será que é regra? Agora eu fiquei com essa dúvida.
Eu acho que não pode, eu acho que não pode, Ale.
Eu acho que não pode. É obrigatório, frentista, não pode a gente se servir lá.
Mas tem uma formação, tem uma técnica, não sei.
Tem que ter aquelas NR, né, para poder. Tem que ter o adicional de insalubridade porque trabalha com combustível. É bem chato, é bem É bem restritivo.
Eu sei que agora vai ser um momento muito nichado, mas como é episódio sobre posto, mas na pré-pauta a gente falou do diesel 500 e tudo. E aí tem uma questão que se o frentista colocar errado pode dar problema no carro, né? Então o indicativo de um bom frentista, se você pergunta, fala, gente, me corrijam, tá? Mas como é que é? Explica direitinho, vai. Vocês têm um diesel, gasolina aí?
É que, ó, o diesel, o diesel tem, assim como a gasolina, você vai ter lá gasolina aditivada e a comum, que não vão fazer diferença assim. Os motores a gasolina aceitam as duas, né? No caso do diesel, você tem o diesel S10, que significa são 10 partículas de enxofre por milhão, e você tem o S500, que tem muito mais, né? São 500 partículas de enxofre por milhão. Então o diesel S500, ele é muito mais sujo, entre aspas, do que o S10.
O S10, ele é mais limpo, ele tem menos enxofre. Então os motores mais novos eles só aceitam esse diesel mais limpo. Se você colocar o diesel S500, é como se tivesse colocando outra coisa lá dentro, não é diesel, porque o motor vai travar bico, vai começar a trazer um monte de problema. Então a preocupação que a gente tem que ter, quando você tá dentro do Brasil, você sabe que tem disponibilidade do S10 no país. Quer dizer, eu não sei se no país todo, eu viajei por 22 estados, mas sempre teve o S10 por onde a gente passou.
Só que os caras podem se confundir, né, porque você chega lá e fala diesel, diesel. Se o cara não tá, se o frentista não tá ligado, qual diesel você quer, S10 ou S500? Ele talvez coloque o diesel errado e aí você talvez vai se ferrar. Eu sei que o Limão tem história, mas aí eu pedi para a galera aqui da comunidade, postei no Instagram para as pessoas, ah, tem história de— e aí, por exemplo, os queridos do Adiantes, eles viajam de Defender, né?
E motorhome é assim, motorhome você vai ter o lugar onde né? Você abastece o combustível, que todo carro tem, mas às vezes você vai ter logo do lado o lugar onde vai a água, por exemplo, do carro, do motorhome, da casa, porque é uma entrada parecida. E aí eles estavam contando, o Lucas e a Má, que o cara abriu o compartimento de água, caixa d'água, e abasteceu diesel. Isso dá um grande problema, esse tipo assim, a água que eles tomam banho, bebem, e o cara foi lá, abasteceu com diesel. Estragou, provavelmente estragou bomba, filtro, enfim, deve ter lascado.
O cheiro não deve sair, sai? Eu não sei, não tenho noção do quanto o banho.
Ah, eu vou te falar, depois que a gente suja a mão de diesel para limpar, é uma trabalheira, menina.
Eu não sei como eles fizeram, cara. Vou até perguntar depois, vamos ver se eles me respondem até o final do episódio.
É, eu tenho história também de abastecimento errado, né?
Infelizmente, chora aqui, a gente acorda.
Mas não foi, não foi no Brasil, foi na Argentina, logo que eu tinha entrado errado. Eu não sabia que gasoil é diesel e que gasolina é nafta. E aí eu cheguei e falei que eu queria gasolina e tal, e acho que o frentista era novo, não tinha essa noção assim de que os brasileiros poderiam pedir errado, e ele abasteceu diesel no meu carro a gasolina. Aí eu saí desse posto e fui para outro que eu ia dormir. No outro dia meu carro não ligou, isso começou a sair uma fumaça preta que não era, né, para estar saindo.
Mas nossa, deu muito trabalho era os primeiros 15 dias de viagem. Eu achei que tinha acabado a viagem, que eu ia ter que voltar para casa. Foi um dia difícil assim, mas no final o posto foi, limpou o tanque, tudo resolveu. Foi um susto. Aí eu enchi a tampa ali, quando você abre para abastecer, enchi de adesivo, que é só gasolina, só nafta, que é para não acontecer de novo.
Porque se eles não limpam o seu tanque, o prejuízo vai para eles, certo?
Não, se ele não tivesse limpado, eu sei lá, eu teria que entrar na justiça, algum negócio assim, né?
Mas eu fora, e é a coisa mais comum que existe, a calça ganha já.
É, mas eu fora do país sozinha, melhor coisa para mim foi eles ter resolvido.
Ô Cainan, você só relaxa depois que você olha na bomba e tem certeza que o cara tá botando combustível certo, cara. O único dia que eu não fiquei no pé do frentista enchendo o saco dele, ele botou o diesel errado.
Ah, mas fazer uma pergunta Vai lá, vai lá, termina.
E agora, mas pode falar, vai lá, pergunta.
Ele encheu o seu tanque inteiro com diesel errado?
Eu pedi para colocar S10 e ele pegou a mangueira do S500. E aí eu peguei e saí, fui lá, porque a gente que trabalha com caminhão, existe várias formas de adiantamento de frete. Tem cheque, tem carta frete, tem Pix. Então se tá abastecendo no cheque, você só vai abastecer depois de consultar o saldo do cheque. Aí você tem que consultar a carta frete. Então você tem que largar o frentista lá e ir na bomba e ir no caixa. Daí eu larguei ele lá abastecendo, a hora que eu voltei já tinha 500 litros, cara, de diesel S500.
E eu falei, cara, pode parar e vai ter que tirar tudo. Ele, não, não sei o quê. Eu falei, cara, pode chamar o gerente, eu tô com tempo, eu encosto onde vocês precisar para tirar, mas eu não vou levar. E aí, cara, eles tiraram naquele galão de 20 litros que eles têm pra aferir se tá realmente a medida certa, tá saindo da bomba. Foi, cara, umas 3 ou 4 horas pra esvaziar o tanque do caminhão. E virei amigo do gerente do posto. Ele falou, cara, você é o caminhoneiro mais tranquilo que eu conheço, cara.
Já teve gente aqui que quebrou o pau e até ameaçar a gente, já ameaçou. Eu falei, ah, então tá bom, então vamos, só faz serviço das 6, eu só quero ir embora.
Fiquei curioso agora, eu não sei o quanto vocês gostam de viver na periculosidade, Pan, Limão e Ale. Não sei qual é o contexto do continente africano, mas eu vi, acho que por cima lá na sua comunidade do Geralt Inside, que vocês têm que verificar isso. Mas vocês já chegaram a abastecer a Pan na Bolívia, outros países que vocês não conseguiram ter evidência que era aquilo, e falaram, é isso, seja o que Deus quiser e eu preciso arriscar, senão vou ficar sem gasolina?
Já. Aqui na África, cara, quando a gente começou a armar a expedição para cá, a primeira coisa que eu fui atrás era disso, né? Isso e o Arla, né? Para quem, acho que o seu caminhão também vai Arla, né?
Vai ureia, pode chamar de ureia. Muita gente chama de ureia.
Gente, vocês estão falando vocabulário muito.
O que que é Arla?
É um tipo de gasolina?
Arla 32, ele é um líquido que basicamente mistura com o seu sistema de combustão para emissões serem menos poluentes, né? Então você tem que, motores acho que a partir de 2000 e não sei quanto, é obrigatório por lei. Motor a diesel, né? Então as duas coisas que eu tive que me preocupar na Arla, na África, se tinha Arla e se tinha o diesel disponível. Então até a Tanzânia ali, mais ou menos, quer dizer, quando a gente entrou no Malawi eu já não tinha mais essa informação.
E aí foi, isso aconteceu até recente, eu cheguei num posto e não tinha, cara, não tinha na bomba. Então até um certo ponto ali, acho que até a Zâmbia, eu entrava e dizia lá diesel 50, 50. Então já sabia que era o S50 do Brasil, que a gente pode, né, tanto S10 como 50. Então já sabia diesel 50, eu sei que é o que eu posso. Quando a gente cruzou para o Malauí, já não tinha, é diesel. E aí, pô, diesel eu não sei, né, pode ser, pode não ser.
E aí recentemente eu tive que abastecer e tive que entrar no posto e falar com a pessoa, perguntei para o frentista, né, pô, você sabe qual é? Imagina perguntando para o frentista, você sabe qual é a quantidade de enxofre no diesel. Nossa, o cara só falava assim: é diesel, irmão. Aí eu: não, mas aqui dentro tem que explicar. Não, porque o meu carro é tipo alergia, né? Se eu colocar esse diesel, eu vou parar aqui na esquina, vai estragar tudo.
Ele: pô, é diesel. Aí eu entro lá, vou, daí vou no caixa, né? Chama gerente. Aí o gerente liga para o dono do posto. Aí o cara volta lá depois do gerente, fala: não, é diesel dele, falou 50 ppm. E aí eu falei, bom, se ele trouxe o número sem eu falar é porque ele sabe o que tá falando. Então eu descobri. Aí beleza, cruzei para Tanzânia, é a mesma coisa, cara. Diesel, não tem explicação. Parei no posto, a mulher, fui falar com gerente, frentista, ninguém sabia.
E aí, cara, fui para internet, daí comecei a pesquisar no ChatGPT, cara, não tem informação. Aí a única coisa que eu arranquei da internet foi: dê preferência para redes conhecidas. Então Shell, eu tô, tá, ou aqui que é uma que é bem grande no continente. Mas, cara, toda vez que eu vou abastecer, eu entro tipo, agora eu tô no quê? Na mesma coisa, não tem distinção, só tem diesel. Eu vou na rede, nas redes maiores, abasteço e torço para que seja o diesel certo. Até agora tem dado certo.
Mas não é gostoso viver na periculosidade? Vai, não dá uma adrenalina?
Deve ser gostoso. A questão é assim, primeiro o custo, né, cara. A bomba, a bomba, se eu tiver que trocar a bomba de, primeiro que não vai ter aqui, né, dependendo do lugar. Então sei lá, eu tive um problema aqui, eu não tinha, tive que trocar a pastilha de freio, não tinha no país, né. Eu tive que trocar o rolamento de roda, teve que vir do Brasil. E bomba de combustível, não sei se eu vou ter. E cara, custa, sei lá, de uma Sprinter uns R$15.000, R$20.000. Daí imagina o prejuízo que vai ser se o cara colocar o combustível errado.
E o pior é o estresse, né, em resolver tudo isso.
Nossa, acaba com seu dia, as programação da sua viagem. Que falta de respeito é essa? Falta de respeito é a sua, rapaz, vir no posto de gasolina só para pedir gasolina comum, rapaz? Tá tirando uma na minha cara?
O que que é isso?
Palhaço vem no posto de gasolina só pedir gasolina comum, porra?
Ouvintes, falamos dos frentistas, já sabemos já a importância dele nas narrativas nos postos, mas agora vamos falar de comidinha, conveniência e banho, xixi e cocô. Pô, vou começar com você, com uma mulher que viaja sozinho, junto com sozinho entre aspas, tem o Jorge, o seu Golden. Mas para as mulheres que estão escutando a gente, como é que é a relação dos banhos? Porque o seu carro não tem banho, certo? Que nem o do Ale, que tem esse privilégio gostoso de um banho dentro.
Mas calma, eu tô brincando, tá, Ale? Não tô dizendo nada de você, tá? Tô dizendo só que você tem esse. Mas como é que é a relação dos potos com banhos? Porque eu já ouvi falar que uma coisa é para os homens, outra coisa para as mulheres, tirando quando é unissex. É aquela nojeira que se estereotipa no imaginário das pessoas, ou é outra coisa, né? Porque só para mulher já é mais estruturado, estrada? Como é que esse universo? Conta para gente.
Só complementando, o meu carro ele é bem completo, ele tem tudo, tem até banho, mas é para quando eu tô acampando. Não, é para quando eu tô acampando. Quando eu tô no posto, o meu banho é com todo, é externo, do lado de fora, tem todo e tudo. Então não me sinto confortável, né, como se tivesse tomando um banho no jardim num posto, né, não tem como. Então quando eu tô na estrada assim, tem que ser imposto. Então muitas vezes eu fico sem tomar banho se não me sinto confortável, se é um banheiro unissex e tem esse problema, né, que eu comentei, que quando é um banheiro unissex não é que é unissex, é só um banheiro de banho.
Então muitas vezes é até dentro do banheiro masculino, que já aconteceu. É, aí é super desconfortável quando é dessa forma. Eu só tomo banho se for realmente realmente muito preciso se eu fiz alguma coisa que eu suei, se no outro dia anterior eu não tomei banho. Nesses casos até prefiro às vezes ficar sem tomar banho. Mas quando tem o banheiro de banho feminino, costuma ser muito mais limpo do que imagino que o masculino, porque é menos usado, né?
O banheiro masculino é sempre usado, né, o dia inteiro. Querendo ou não, tem menos frequência de mulher para tomar banho, né, nos lugares. A estrutura não é muito boa na grande como o Limão falou, que é só um cano que tá caindo água, mas é um pouco nojento. Não tem lugar para você pendurar, igual em casa que você tem lugar para você pendurar toalha, lugar para você pendurar a roupa limpa. Não tem, cara, você tem que colocar no chão, tem, não sei, enfim, não é a mesma coisa que tomar banho em casa.
Até quando depois de um tempo de viagem você toma banho num banheiro de verdade, parece que é um, parece uma luz do céu vem em você e fala Ô, Pamela! É muito bom.
Ô, Pamela, você já teve a tristeza da sua roupa limpa cair no chão sujo do banheiro?
Já. Eu já tive.
Cara, é uma das piores coisas que existe, cara. É horroroso!
Ou a toalha, né, que você vai secar, daí ela fica toda encharcada.
Pô, cara, aí é o fim, cara. Não.
Já aconteceu de eu ter que colocar a roupa no cantinho, o banheiro era pequeno, não tinha onde pôr, que eu fui tomando banho, a roupa foi molhando com o respingo do chuveiro. Nossa, eu saí do banheiro com a roupa toda molhada.
Tem um episódio nesse podcast que é banhos e higiene. Escutem, você quer rir, você tá um dia triste, vai escutar. E a gente falou sobre usar chinelo em rosto e tudo, e cada um com seus parâmetros. A bancada foi 50/50%. Alguns, pelo amor de Deus, como você não usa chinelo no rosto?
Mas eu pensando assim, para fazer essa pergunta do chinelo, alguém toma banho sem chinelo?
Pelo amor de Deus, eu tomo sem.
Não, eu sou de boa sem chinelo, mas eu acho que Postos de gasolina, eu acho que daí eu acho que eu teria dificuldade. Eu acho que vai para um outro nível, vai para um nível extremo. Que hostel dá para ir, vai, dependendo do hostel. Mas posto, você tomaria, o Alê, sem chinelo no posto?
Cara, eu só tomo sem, né? E aqui assim, eu não, como a gente tem banheiro, acaba que enfim é mais dentro de casa do que fora. Mas por exemplo, se eu tava comentando antes, né, a gente tem aqui 250 litros de água. Se eu posso economizar água no banho, tendo algum lugar lá, tem um banho, eu vou tomar. E muitas das vezes, sei lá, em camping, o banho ele é pior em termos de qualidade de água quente, estrutura e tal, do que o banheiro do motorhome.
Mas ainda assim eu vou lá e economizo. Então aqui, por exemplo, na África, a gente tá dormindo muito em camping e eu tomo banho, cara, 99% das vezes no camping. Eu vou sem chinelo, cara, em posto. Eu não lembro, eu não lembro até hoje de ter tomado banho em posto. Mas se eu fosse, acho que eu adotaria o critério do camping aqui, eu vou ser chinelo, porque daí fica o chinelo encharcado. Enfim, a Duda já me olhou com uma cara feia aqui, cara. Duda é 100% time chinelo também.
Eu adotei esse negócio do chinelo, foi viajando. Nossa, já tomei banho que o ralo tava entupido e começou a encher, tipo, não tinha nem piscina, nem o chinelo salvou.
É porque quando você traz o camping assim, não é meu imaginário, Sério, o camping... Porque quando eu falo chinelo nos poços, é aquele azulejo branco cheio de poça, marca de pessoas entraram e saíram, entendeu? Esse me dá agonia.
A parede é gordurosa, Kainan. Tem gordura na parede, velho. Você é louco, não compensa.
Não, vamos falar de banheiro, porque eu quero entender como é que funciona o valor, se tem o timer. Mas eu estava vendo... Até me arrependi de ter visto imagem de banheiro ontem à noite. Mas assim, tem uma questão que os gringos, quando vêm para o Brasil, para quem não sabe, o chuveiro elétrico foi uma invenção brasileira. Então, chuveiro elétrico é uma coisa bem típica nossa. E os gringos ficam malucos, falam, como assim elétrico? Porque faz sentido, eletricidade e água não é para dar certo.
É meio perigoso.
Mas, cara, tem umas fotos de poços de banho... Eu sei que a eletricidade está ali, mas eu não quero ver a fiação exposta, mesmo que esteja lá com durex, um monte de coisa. Mas tem uns poços de limão e banho ali que, pelo amor de Deus, eu falo, a pessoa só não morreu eletrocutada porque está de chinelo.
Ô, Cainan, eu sou meio eletricista, não foi no posto de gasolina, foi numa fazenda. Eu cheguei numa fazenda, cara, não tinha lâmpada e tinha 3 banheiros e nem o chuveiro funcionava. Eu peguei, arranquei os 3 chuveiros, cara, e arranquei peça de um e fui colocando no outro até eu fazer o chuveiro funcionar, cara. E aí eu fui lá, corri, peguei minhas coisas e tomei banho quente. E aí depois não tinha garantia, mas é no auge do desespero, cara.
Tava precisando muito mesmo.
Adoro banho quente.
Mas geralmente posto tem banhos quentes? Essa é uma dúvida. Eu imagino que no imaginário a gente pensa que é tudo gelado, mas tem um banho quentinho?
É que depende. Ô, Cainan, não sei se a Pâmela e o Ale já reparou, tem lugar que o chuveiro parece um detento, cara. Eles fazem até uma gradezinha para prender o chuveiro porque motorista roubava. Eu não sei se rouba, né, mas antigamente eles roubavam os chuveiros. Ô, eu acho que eu tenho uma foto, eu vou até procurar depois, cara. Parecia uma prisão, cara. Eles botaram o chuveiro preso, cara. Muito triste. A água tinha que passar pelas grades.
Meu coitado, chuveiro, cara. E para trocar a temperatura não tinha como pôr a mão lá, cara, porque ele tava preso. E aí você tomava o banho muito quente ou muito frio.
Quando eu conheci o Limão, eu falei dessa pauta, ele mandou um vídeo, ele tava indo tomar banho e falou, cara, não, olha esse banheiro que a porta porta não fechava, era horrível assim, era banho aberto, sabe? Tipo coisa de filme estadunidense, os bombeiros lá tudo aberto. Então eu falei, caraca, cada situação que vocês passam para tomar banho.
Isso aí para mim é o fim, cara. Banheiro sem porta, eu vou te falar, eu deixo para tomar banho em outro lugar se tiver oportunidade, porque não dá.
Nossa, nunca fui.
Não, e aí às vezes você toma com obeso, e aí é uma cena esquisita, é complicado. Desculpa, eu acho que isso não é legal colocar no podcast, viu, Cainan? Pode gerar um certo preconceito.
Eu já tomei banho em banheiro unissex com um homem do lado, só que eu descobri só depois que eu entrei. Na verdade, eu fiquei esperando ele terminar o banho para eu sair, né, para eu tomar meu banho, né. Eu fiquei ali escondida. E era, tinha um banheiro que foi o que eu entrei o primeiro, e ele tava no segundo, e ele tava com a porta aberta. E eu fiquei, cara, não acredito que tem um homem aqui do meu lado tomando banho. Eu aqui, eu tava ali dentro do banheiro banheiro assim segurando o trinco, sabe? Tipo, bem— acho que isso também não é legal para a pessoa.
É realidade aqui, pode crer.
Não, é realidade.
Olha, irmão, fica tranquilo que aqui não tem hate, nunca teve hate. Ó, olha o que o fulano falou na minutagem. Aqui ninguém pega o corte.
É só para evitar, né, o processo, um negócio assim.
E eu tava viajando com um amigo, eu falei, ó, eu vou levar o celular, qualquer coisa eu te aviso. Entrei no banheiro, dentro do banheiro não pegava sinal de telefone. Eu falei, pronto.
Aí que parece cena de filme de terror, né?
Parece, gente. E ele fazia tanto barulho tomando banho que eu acho que ele achou que tava sozinho, né? E escarrava.
Olha até o vocabulário, escarrava.
Olha o vocabulário. É muito engraçado. Ô, Cainan, todo fim de tarde você pode observar que o posto ele tá sempre cheio das 4:30, 5 horas da tarde até às 7. Por quê? Porque é o horário que o pessoal tá parando, ou parando para descansar, ou parando para tomar banho, comer, abastecer e seguir viagem. Então o banheiro é muito movimentado nesse horário, cara. Quando você vai tomar banho nesse horário, é muito engraçado porque os cara fica conversando entre os banheiros.
Aí às vezes você tá no meio da conversa dos cara, e aí, ô fulano, você tá me ouvindo? Ah, tô aqui. Aí, ô, você viu o caminhão que fez tal coisa comigo ali no caminho? Aí às vezes o cara fala um negócio que você tá precisando, que às vezes é uma serra que você vai descer, e aí você precisa de informação, você interrompe a conversa dos cara para perguntar as coisas. Aí a conversa tá passando ali de um banheiro para o outro, você entra no meio ali, fala: pessoal, você está vindo de aonde?
Você já passou em tal lugar? Aí você pergunta das polícias, você pergunta se tem alguma serra perigosa.
Isso assim, você tá na latrina expurgando o demônio, essa conversa é isso.
Não, pessoal tomando banho ali, chuveiro ligado para tudo quanto é lado ali, o pessoal trocando ideia, cara. É bizarro, é bizarro, cara. Tem dia que é umas 4, 5 pessoas, cara.
O Alê vai sair desse episódio tomando mais banho para ter essas conversas e dicas agora. Então, isso que eu tô sentindo. Saia do motorhome, começa a tomar banho para você ter essas conversas.
Se tiver precisando de informação, vou no banheiro.
Quando você vai num posto de gasolina muito grande, que tem aquele tanto de caminhão, cara, geralmente Normalmente o banheiro masculino tem ali uns 20 banheiros e para tomar banho. Então pensa, é uma galera, é uma festa, cara, é uma loucura aquilo lá. Gritaria, gente cantando, gente assoviando. Então tem de tudo lá dentro.
Teve um posto que eu parei que era assim, Limão, não sei se você já parou, cara. A gente tava voltando da Argentina, foi 2021, e ali Uruguaiana, cara. Daí eu mesmo esquema, né, parei no posto, perguntei onde podia dormir, daí o cara me disse, eu não, lá para área dos caminhoneiros. Cara, tinha sei lá, uns 150 caminhões. E aí, cara, o banheiro era essa convenção aí que você falou mesmo. De fato, confere.
Ô fulano, você passou por lá?
Ai, que horror!
Falando em convenção, deixa eu trazer um recorte brasileiro. Vocês, a gente falou aqui como é que vocês escolhem os postos de gasolina, as questões de segurança, prentiça e toda a conjuntura. Já aconteceu de vocês estarem num posto que o cara fala assim que é bom e de repente vira a noitada dos jovens, surgiu um forrozinho, surgiu um tecnobrega? Vocês nunca foram pego desprevenido? Você tá assim, nossa, que silencioso, e de repente não sei, nunca aconteceu com vocês?
Porque o posto pode se revelar um espaço de entretenimento em cidade interior, cara. Ou vocês sempre foram muito certeiro nas escolhas.
Já aconteceu, eu tava hoje lembrando disso, eu só não lembro onde foi. Eu sei que foi no Brasil, a gente tava nesse esquema ainda de um lugar para outro, precisava de um lugar para parar, e nem sempre você vai ter o melhor lugar, né? Então você olha, começa a anoitecer, a gente começa a procurar no aplicativo, no iOverlander, onde tem um posto. Às vezes tem, às vezes não tem. Quando não tem, você, cara, você começa a fazer os seus critérios.
É o caminhoneiro? Não tem. A gente parou em um, eu acho que era em Minas, cara, no interior, se eu não tô enganado. Aí a gente encostou do lado de um, o frentista falou, cara, encosta do lado do bar. E era cedo. E aí cedo a gente encostou, tipo, sei lá, 7 mais ou menos. O pessoal, não era bar, era lanchonete ainda. Então tipo tinha umas famílias comendo um lanche ali, né, tava tudo amistoso, a gente cozinhando dentro do motorhome de boa.
Cara, começou a noite a entrar, aí cara virou sinuca e gritaria e bebedeira. E a gente e a galera começando a se escorar no motorhome e bater. E aí eu olhava na câmera e ficava ouvindo os caras procurando o nosso Instagram porque tinha marcação na coisa. E eu acompanhando tudo tipo Big Brother, só pelas câmeras. E xixi no pneu, fizeram de tudo assim. Às vezes o cara ia, o cara ia para trás do motorhome assim que tava meio que em direção ao muro, que era uma parte mais privada, os cara iam mijar, virou banheiro.
E aí eu ficava só olhando nas câmeras até que uma hora chegou e morreu. Mas enfim, cara, foi um, acho que foi a única vez, mas foi a única vez que eu me lembro assim de ter sido meio que atormentado por muito barulho e muito movimento e xixi e bêbado e briga. Mas fora isso nunca aconteceu, fora esse episódio. 6 anos de estrada aconteceu só uma vez, acho que tá bom.
Olha, você arrisca dizer que mesa de sinuca é um indicativo de problema num posto?
Eu acho que é, eu acho que é, eu acho que é.
Eu também acredito que seja, viu, porque geralmente quando é motorista que vai jogar ele já tá estressado do dia a dia da estrada. Então às vezes ali ele começa a perder, cara, é mais um motivo para ele ficar bravo. Aí para sair uma briga, dois palitos. Não dá para ficar muito perto do restaurante, ou atrás ou lá no meio do pátio, mas também não, nunca no fundo do pátio, porque é lá que eles te roubam.
Então, ô Limão, deixa eu te perguntar um negócio: existe essa interação entre os caminhoneiros nos postos?
Sim, olha, a coisa mais comum do mundo é você fazer amizade com um desconhecido por um dia só. E aí você vira brother do cara, tipo, cara, é seu irmão, vocês vai até no mercado junto. Até em posto de gasolina da Rede Aldo, que tem um carro. O Posto Aldo é o amigo do motorista, não pode esquecer. E aí lá tem um carro, se você é cliente do posto e abastece com frequência, eles te emprestam um carro pra você poder ir na farmácia.
Aí você vai no centro, porque o posto é sempre fora da cidade. Aí você vai no centro, vai no supermercado. Então é muito legal, cara, é muito legal.
E em Sorriso, aí o marketing bom é amigo do motorista, cara.
Posto Aldo, sempre recomendo, cara, é muito bom.
Nem tá pagando nós aqui, mas tá, se é bom, vai, se tá ajudando o Limão aí, caminhão, vai, pode fazer o jabá deles aí.
Isso é um jabá, Limão. Ó, se o pessoal do Posto Aldo tiver escutando, entrar em contato aí, Cainan, é É o mínimo. Ô, Cainan, eu tava em Sorriso ano passado, lá no Mato Grosso. Aí tava no posto Aldo e eu tava precisando abastecer a cozinha do caminhão, cozinha geladeira. Eu falei, cara, eu vou pegar o carro emprestado. Aí eu entrei na fila do carro, aí lá tem uma filazinha. Aí o carro tinha saído, geralmente é 1 hora, 1 hora e meia.
Aí eu esperei o carro voltar. Quando voltou o carro, a gente já tava uma galera desconhecidos juntos esperando para ir todo mundo junto no supermercado. E aí a gente deu rolê pela cidade, um queria ir para farmácia, e a gente foi para o supermercado, rindo, zoeira. Depois, até jantar todo mundo junto, a gente faz ali uma janta para todo mundo ali confraternizar.
Tô até com vontade de, tô até com vontade de ser caminhoneiro agora, do que você tá falando. Que isso?
Mas não pode só pegar nessa amizade, né, Alemão?
Não, não, ali. E depois, e se você estiver indo para o mesmo lugar, Aí a amizade já fica meio fragilizada, porque quem chega primeiro descarrega primeiro.
Então já existe uma, existe um limite, né, que tem. Olha só, a gente tá aprendendo muita coisa.
Tem gente que não para no posto porque sabe, por exemplo, às vezes a gente tá indo junto e eu já falei para ele que eu ia parar ali. Então às vezes ele roda 1 hora, 2 horas a mais para ele tá 2 horas na minha frente.
Tipo assim, amigos no posto, amigos à parte, descarrego à parte, né? Tipo, vamos separar.
A gente fala que depois que saiu a nota fiscal acabou amizade, cara. É cada um por si.
Sinceridade.
Se der certo topar na estrada, tudo bem, mas se não der, cada um por si, cara. Cada um fazer a sua viagem.
Só uma coisa, você falou do posto, o Aleipa, eu acho que o Limão pode falar que você tá ganhando comissão para cada vez que você falar posto Aldo aqui, né? Você falou com eles antes, falou que ia gravar, né?
Tem que botar hashtag publi aí.
Você já falou esse posto aí umas 10 vezes, Limão. Qual é a sua comissão?
É que é bom, você falou que tinha que destacar os bons.
Não, não, tem que destacar, tem que destacar. Mas antes que eu esqueça, pera aí, pera aí, que foi tanta coisa que estão falando que eu tô me divertindo ouvindo aqui vocês. Mas eu queria saber, Pan e Ale e Limão, vocês querem trazer perguntas entre vocês para o pessoal não ficar alguma curiosidade, querendo saber do Limão, vice-versa, da Pan e do Ale, para como vocês têm essa vivência de postos? Vocês querem trazer alguma questão na mesa?
Ó, tem uma coisa legal.
Deixa, Limão aguenta, segura essa embreagem.
Ai, ai, desculpa, desculpa.
Não, deixa, não, pode, depois você vai.
É que eu não sei como trazer isso, eu não sei nem como trazer. É que assim, foi algo que eu fiquei pensando, é sobre os caminhoneiros. Foi uma situação muito triste que aconteceu comigo, mas foi envolvendo um caminhoneiro e eu fiquei com uma pergunta. Acho que eu vou começar pela pergunta, Limão. Existe—
eu vou colocar uma, qual é o clima da trilha? Trilha pesada? Trilha de Atena.
Assédio.
Manda bala, vai.
Pesquisa trilha do assédio.
Vai ser uma música sensual?
Nossa, vai ter um silêncio agora, vai. Mas manda bala, vai lá, vai que o Limão é a melhor pessoa para responder.
Eu não sei se você vai colocar um pi na palavra, mas existe putaria nos postos de combustível entre os caminhoneiros. Limão, é para você.
Não, seja mais específica. É que ficou complicado, você mesma conta aí, hein.
Eu acho que eu vou contar a história então.
Acho que vai ser mais fácil porque é complicado.
Tá. Eu tava num posto na Argentina, ele tinha um camping para trás assim, que é um espaço para gente com churrasqueira e para os caminhoneiros também. E aí eu tava lá no fundo desse camping no final do dia, e no final do dia para dormir eu ia estacionar mais na E aí tava tipo assim, juro, tipo 5 minutos antes de eu sair aconteceu isso. Eu olhei para o lado assim porque eu tava do lado de fora, o cara tava dentro do caminhão dele em pé com a cabeça escondida assim, né, na parte de cima, e ele tava pelado.
Ele não tava de cueca, ele tava pelado. Uma imagem muito feia inclusive. E ele tava pelado lá tipo de frente para mim. E aí eu fiquei, na hora eu saí correndo, né, enfim. Contei para os frentistas, eles nem aí para mim. E aí o cara logo se vestiu também. E aí depois de muito tempo eu fiquei pensando, o que que esse cara ficou pensando depois que ele fez isso, né? Eu fiquei meio traumatizada porque eu gravei o caminhão dele. Toda vez que eu chegava no posto eu ficava vendo se o caminhão tava lá.
Aí eu fiquei pensando assim, será que acontece? Tipo, ele achou que eu ia ir lá? O que que ele pensou? E aí eu fiquei pensando, existe um tipo de putaria aí nos postos de combustível? Porque Eu realmente eu não consegui entender o que que esse cara pensou.
Então, Pamela, é que, por exemplo, o motorista tá em casa e aí tem gente que é muito liberal com essa questão de roupa. Cara, eu não troco de roupa sem fechar as cortinas, entendeu? Privacidade total.
Não, mas ele não tava trocando de roupa, ele tava se exibindo para mim ali.
Então ele era só um retardado, um otário, nesse ritmo. A trilha vai vai soar nesse ritmo aí.
Então a conclusão é: não é que é praxe dos caminhoneiros fazendo essas coisas, é porque eu tive azar mesmo.
Mas em questão da— o que que é, Canan?
Não, não, conclui, Limão, depois eu te faço uma pergunta.
É que eu sei que tem vários postos que é famoso já desde lá da década de 80. Geralmente é posto perto de cidade, porque aí fica fácil das meninas do job chegar. Então tem posto que tradicionalmente, por exemplo, eu quando tava namorando tinha posto que eu não parava, porque eu sei que aqueles ambientes lá, cara, as pessoas ficam batendo na porta pra ver se você quer o serviço. Então pode ser que às vezes—
Essa namorada rastreava?
Não, não, ela era super tranquila. Ela entendia—
Eu pensei que ela tinha rastreamento.
A minha responsabilidade com a viagem. Não, era eu com a minha responsabilidade. Mas às vezes ele pode ter visto a Panorama CBN. Às vezes ele pode ter visto a Pamela ali no meio do pátio do posto e achou que ela tava prestando algum serviço, não sei. E aí ele pensou, ah, se ela tiver prestando algum serviço, né, ela vai bater aí. Mas não era totalmente ao contrário, ela ficou, foi horrorizada, que saiu, foi fugindo. Aí, tá louco!
Nossa, nunca mais esqueci daquela cena. Eu queria muito esquecer.
Meus pés, eu me espanto.
Eu sinto muito também.
Obrigada. Eu acho que você vai acabar entrando mais nesse tópico, que na pré-pauta você perguntou, né, Kenner? E aí, no motorhome, vocês, no posto, vocês fazem, não fazem? A Duda só me olhou aqui com uma cara de—
Vocês tentam procriar raça humana? O coito, a tentativa de perpetuar a espécie humana acontece? É um bom lugar? Se quiserem falar, né?
Então, mas como é que é o nome? Perpetuar o quê?
É que eu não gosto de falar sexo, eu gosto de trazer termos. Eu gosto assim, vocês tentam perpetuar a espécie humana? A maneira que eu tenho de falar coito é um jeito de cair na edição, tá bom?
Esse coito é coito?
Não, porque eu perguntei para o— acho que a Pan não tava, né? Obviamente, se não quiser responder, fica no off, tá? Mas eu falei assim, Ale e Duda, eu falei, será que o ato do coito no posto assim é uma coisa, uau, transgressora, meu Deus, uma coisa arriscada? Eu fiquei pensando, será que é um fetiche fazer no posto? Eu fiquei pensando, entendeu? Então me surgiu essa curiosidade, cara. Não, não, vou ficar quieto, eu quero ouvir, eu vou falar nada, eu quero só Ele tirando as dúvidas delas, curiosidade, ó.
Aí sim, cara.
Eu vou falar olhando para Duda, se ela quiser cortar alguma coisa ela que vai dizer aqui.
Põe a Duda para falar se quiser, mas põe a Duda aí se quiser falar, trazer o relato dela.
No começo você se preocupa mais com o que tá acontecendo lá fora, depois de um tempo você tipo assim, o motorhome sacode de qualquer jeito, né? Se você tá lavando a louça, esfregando as coisas, ele tá sacudindo. Se você tá fazendo outras coisas aí, ele vai sacudir. Então acho que no começo talvez a gente se preocupava mais. Só que tem postos, tem postos e postos. Tem uns que realmente você vai, ah, tem um lugar mais tranquilo para você estacionar, que você sabe que não tem ninguém.
Tem outros que você tá no meio do posto mesmo, e aí o posto vai, o carro vai sacudir, as pessoas vão ficar olhando. Então eu acho que depende do posto que você para e onde você para no posto. Porque uma vez uma pessoa nos perguntou, né, ah, Motorhome sacode muito. E a resposta da Duda: eu nunca tava, eu nunca estive do lado de fora para ver. Só que daí uma vez a gente começou a viajar com os amigos e, cara, a gente tava do lado de fora para ver e sacudia demais.
Não tinha nada que você podia estar fazendo ali que ia sacudir tanto. Então eu acho que é para pessoa que tá do lado de fora, se ela vê sacudir daquele tanto, ela sabe o que que tá acontecendo.
Eu caio na risada quando eu vejo acontecendo.
O Ale, você teve, você teve um encontro com a sua comunidade, não foi na Argentina, que teve vários lá na mão? Você fez um take de drone. Esse foi o momento que você viu chacoalhando?
Não, não, foi em outros momentos, mas lá também, lá também chacoalhou. Você olha, tá chacoalhando, você sabe. Mas aí eu nunca, eu não sei se tem uma etiqueta, nunca, nunca passou pelo meu conhecimento, pelo menos a etiqueta nesse momento. Você faz uma piada no dia seguinte, você deixa para lá e faz de conta que não aconteceu. Eu não sei qual é o procedimento.
Posso arriscar uma coisa? Tá até na pré-pauta aqui, na pauta aqui, que assim, vamos lá, vamos falar ainda da questão do coito. Mas muitos postos, eu acho que tem uma questão até da fé. Olhando para fé aqui, tem as igrejinhas, tem a santa ali para o caminhoneiro rezar, né?
Então eu acho que geralmente é Nossa Senhora Aparecida.
Então geralmente você não vai fazer isso em frente à Nossa Senhora Aparecida, né? Deve ter uma regra, né? Não chacoalharás o campeão.
É ética, né? É ética, Cainan.
Tem que ter bom senso, né, gente? A pã tá com uma cara, você vai tentar?
Não, é porque eu acho que tipo para o Ale e a Duda, né, que é uma casa, eles estão em casa. Eu acho que para eles tanto faz, né, o lugar, se tem gente fora, se não tem, estão em casa mesmo.
É só se você se preocupar.
É, mas tem que tomar cuidado com os curiosos, viu? É que, ó, o Ale, deixa eu te falar um negócio. Tem gente ali que tá viajando tipo 60 dias e não tem nada para fazer, é só a estrada estrada e posto de gasolina, estrada e posto de gasolina. Eu já vi gente ali na curiosidade ficar rodeando. E eu, ah não, não acredito. Às vezes acontece de ver, né, o pessoal entrando para dentro assim, ó, os curiosos. Vai, eu mesmo não, né, mas um amigo meu, é um amigo meu, né, um amigo meu.
Limão, me confirma essa informação para não trazer informações erradas aqui para audiência, mas pela pesquisa descobri que tem muita gente com fetiche do coito na boleia do caminhão.
Olha, deixa eu aproveitar aí, que daí o que eu quero, a pergunta que eu ia fazer para o Limão é: motorhome, todo mundo sabe, beleza, é um carro, é um carro que tem uma casa, tem cozinha, às vezes não tem banheiro, cama e tal. O que que tem de casa, do mundo de casa, dentro do caminhão, né? Fora a cabine ali, o que que tem? Tipo, tem geladeira, tem cama?
Então existe nesse universo de casa do caminhoneiro, é que, é que aí depende muito do motorista. Eu não tenho muitos anos de profissão, eu tirei carteira de carreira carro preto em 2022, comecei a dirigir em 23. Mas tem gente que viaja há 20 anos e não tem uma geladeira. Como eles fazem isso, eu não sei. Mas eu mesmo tenho geladeira, eu tenho a cozinha completa montada, eu tenho um toldo. Então a minha estrutura de viagem é muito boa.
Mas a maioria absoluta das pessoas não tem geladeira. É um negócio que tá vindo agora, o pessoal tá comprando mais. Mas geralmente sempre tem a cama ali. Sim, dentro do caminhão, ali dentro tem a cama.
Cama.
Aí é padrão de fábrica, sempre vem uma cama geralmente pequenininha, porque se inclusive o motorista for meio grande, falta espaço para barriga, porque é bem apertadinho mesmo. E aí o que que o pessoal faz? Coloca uma cama que se chama cama gaúcha. Eu creio que provavelmente eles inventaram essa cama no Rio Grande do Sul. E aí a cama gaúcha ela é muito espaçosa, porque o pessoal tira o banco do passageiro e faz toda uma cama ali na cabine, sabe?
Então lá dentro tem uma cama boa, aí tem maleiro em cima para poder colocar as roupas, debaixo da cama também tem compartimento. Então você consegue guardar muita coisa.
Rola televisão?
A televisão tem quem coloca. Tem gente que coloca videogame, cara, monta um setup de jogo.
E aí você fecha o vidro ali, tem privacidade total. Acho que a gente vai entrando no que o cara queria saber.
Bom, teoricamente sim, né? Mas de toda forma, por exemplo, eu já passei do lado de gente— tem motorista, eu trabalhava numa empresa que tinha um motorista que ele adorava ver novela. E aí chegava a hora da novela, ele sumia, cara. Aí você chegava lá perto do caminhão dele, você só escutava ela assistir novela, cara. Eu achava o máximo. Eu falei, ela pode perder o compromisso. Que falta de respeito é essa? Falta de respeito é a sua, rapaz.
Vim no posto de gasolina só para pedir gasolina comum, rapaz. Tá tirando Olha a minha cara aí! O que é isso? Parece que vem no posto de gasolina só pedir gasolina comum, porra!
O que será que acontece entre os caminhoneiros quando eles param? Olha, qual é a sua carga? Estou carregando uma carga de agrotóxico. Qual é a sua carga?
Não se fala, Cainan.
Ah, não se fala? É proibido falar a carga?
É proibido. Por exemplo, eu lembro sempre de um dia que eu carreguei um produto, se eu não me engano é polietileno, é aquela matéria-prima do plástico, não é isso?
Você está falando com o biólogo aqui, claro que eu sei, né, o Limão? Eu sou jornalista, não vou saber, tá?
Não, eu tô fazendo uma pergunta para ver se eu tô acertando.
Eu não sou biólogo, eu não vou saber, eu tô só brincando com você.
Ah, bom, ah, bom. E aí, eu acredito que seja polietileno, que é a matéria-prima do plástico, cara. É uma das cargas mais visadas para roubo. E por quê? Porque é fácil receptar, porque é só o cara jogar em cima dos outros pacotes e tá tudo certo.
Numa roda de caminhoneiro você fala da vida, fala de novela, fala de BBB, mas você não fala o que você tá carregando, é uma coisa confidencial.
Cainan, é lei, lei da estrada não falar o produto nem para onde você tá indo. Então quando você chega no posto, você já tem uma historinha bolada na sua cabeça. Se você precisa de alguma informação, você vai pedir informação, mas você vai falar que você tá indo para outro lugar, porque senão o frentista às vezes é envolvido com crime e passar a fita. E aí ele falou, tem tal caminhão que tá— o que que é?
Não, continua aí que eu tô pensando aqui uma pergunta para fazer.
Tem tal caminhão que tá indo para São Paulo, por exemplo. Eu carregava esse produto em Navegantes, e aí era Navegantes, São Paulo, é perto da capital ali. E aí, cara, se eu falasse para o pessoal que eu tava indo para São Paulo, antes de eu chegar em São Paulo, segura isso que a gente vai falar no episódio para não dar spoiler.
Regras não ditas no mundo dos caminhoneiros, tá? Senão a gente vai falar muitas coisas aqui, tudo bem? Não, não, eu tô vendo várias coisas, mas eu quero saber de outra coisa. A Pan e o Ale— só um contexto, ouvinte, foi engraçado. A gente tem um grupo do WhatsApp para essa pauta, né? Daí o Limão falou, gente, eu tenho desconto do link da Starlink. Eu falei, Limão, você tá falando com dois criadores gigantes de motorhome. Eu falei, mas só se eles te darem algum abono, benefício, do que você para eles.
Mas eu quero dizer o seguinte, tem a questão estética de se apresentar na internet. E eu quero saber como é que vocês carregam a chave do carro, porque são coisas sutis, né? Vocês ostentam no pescoço, se colocam no bolso, ou vocês têm uma relação minimalista? Gente, esse programa é isso, a gente vai cavocando. Tem um chaveiro bonitinho com golden no chaveiro? O Alê carrega no pescoço? Olha, eu nunca reparei onde é que você carrega.
A chave é a coisa mais importante que você tem, cara, a chave da sua casa.
Eles perdem direto, já vi.
Acontece, tava cortando Entendi o que você falou, mas a pergunta foi onde a gente leva a chave, como leva a chave.
Isso não, qual a relação da chave assim? É uma coisa de você coloca no pescoço, tipo medalhão de Wi-Fi Center, ó, minha chave. Se você deixa no bolso, você é um cara minimalista. Eu quero entender.
Não, vai para o bolso e tá errado, eu acho. Porque o que que aconteceu? Uma vez a gente tava nos Estados Unidos e aí a gente foi, mesma coisa, fechei o carro, maravilha, bolso, perdi na Disney, dentro do parque da Disney. Provavelmente algum brinquedo roda para lá, roda para cá, Caiu a chave do motorhome. Aí, cara, não teve jeito, tive que chamar um chaveiro. Estados Unidos, imagina o preço. No estacionamento da Disney, os seguranças, tipo, todo mundo já tinha ido embora, veio segurança, ficou ali.
Beleza, chaveiro abriu. Eu tinha uma chave reserva que, errada, de uma maneira muito equivocada, estava dentro do carro. Fazia o menor sentido, mas enfim, deu certo. Teve uma outra vez também nos Estados Unidos, tem uma outra vez nos Estados Unidos que a gente esqueceu no lugar e no estabelecimento fechou. A gente teve que pôr um hotel dormir porque, cara, não tinha como abrir. Então o melhor lugar hoje, o que que a gente tem?
Eu tenho uma caixinha de segurança presa com um cofrezinho com chave fora do carro, no lugar secreto, a pessoa não vai achar. E aonde eu guardo a chave, se eu perder em algum momento, eu vou lá e abro e pego.
Eu não passaria essa informação no podcast.
Não, a pessoa não vai achar.
Caraca, velho, olha, eu posso tirar, tá, Lê, se quiser, tá? Obviamente, só você me falar que eu tiro, tá? Mas vai instigar as pessoas a quererem.
Esse carro não volta para o Brasil tão cedo.
Então eu não tenho uma chave reserva que liga o carro, eu tenho uma só para destrancar, para caso, para eu poder dormir dentro do carro, sei lá, acontecer alguma coisa. E também tá para o lado de fora do carro, no lugar escondido. Aí, sobre a chave que você perguntou, a minha chave ela tem um que você prende nas coisas assim Então eu sempre prendo em alguma coisa, ou dentro, até dentro da bolsa ou na roupa. E a minha chave é muito pesada porque ela tem um spray de pimenta, tem um monte de— a minha chave é uma maçaroca. Então eu sempre ando com uma bolsinha só por causa da chave.
A gente vai trazer uma questão prática de segurança, o que que você faz para incentivar. E trazendo essa questão, por que que eu puxei a chave? Não puxei à toa, tá, gente. Mas vocês estão no posto ali. Vamos supor que o Alê esqueceu onde é, que é tão secreto que ele mesmo esqueceu onde é que é, né? Aquela coisa que você coloca embaixo do travesseiro e esquece. E vocês perderam. Você chamaria o borracheiro do posto para abrir? O borracheiro é uma pessoa de confiança?
Qual é a relação com o borracheiro? Essa é uma pergunta assim, vocês já tiveram pneus furados, eu imagino, né, nesse tempo de estrada? Vocês já trocaram pneus com os borracheiros dos postos? Como é que é a relação? Tipo, já tem um ditado: jamais trocarás no borracheiro com, sei lá, com calendário da mulher nua, que estou estereotipando borracheiro, pode ser que eles tenham mudado, como muita coisa mudou. Mas como é que é a relação do borracheiro?
É que agora as fábricas de pneu parou de oferecer essas folhinhas, Cainan.
É bem difícil encontrar. Olha só, não sabia dessa informação. Eram as fábricas de pneus que faziam isso?
Sim, geralmente você chega na borracharia, tem lá o calendário de 2009, aquela mulher peladona lá, mas é calendário antigo. Atual é bem difícil.
Qual é o atual hoje em dia, assim de curiosidade, qual é o calendário do borracheiro em 2026?
Não, não, não, tem hoje com telefone, ninguém precisa mais disso, cara. Antigamente era mais.
Resposta curta e direta, obrigado. Heroica, heroica.
Próxima, próxima. Mas é que depende muito. A gente que viaja muito, uma das coisas que a gente sempre aprende é a julgar, sem maldade, a julgar as pessoas. Então você julga se aquela pessoa te passa confiança, se dá pra você pedir uma informação pra ela. E aí o borracheiro é igual, cara. Você chega lá, se o borracheiro tem cara de doido, você fala assim: Não, esse cara parece que é umas 3 vezes mais doido que eu. Aí você já vai ficar com o pé meio atrás, assim, né.
Porque tem uns que é pai de família, mas tem outros que é nóia, cara. Que trabalha como borracheiro de dia e de noite tá no mundão, nos corre doido. É complicado.
Mas, Espanha, vocês já tiveram experiências de relações com borracheiro ou vocês nunca tiveram esse problema?
Eu já fui numa borracharia que tinha um monte de coisa de mulher pelada, foi a primeira vez assim, parecia que eu tava num filme, porque parecia que era coisa só de filme. E beijos. Nossa, eu, o que que era? Agora recentemente eu fui no borracheiro e tinha lá uma placa Seu buraco, teu buraco, nossa alegria.
Errado não tá.
Olha, não é ruim, tá? Assim, não vou dizer.
Adorei.
Eu gostei de um slogan de borracharia, era uma câmara de ar bem grandona, eles cortaram ela no meio e ficou parecendo um sorriso. Aí o cara escreveu de spray mesmo ali, ó, sorria para a câmera. Dando intuito que tava sendo filmado, mas era só a câmera de ar, cara. Era muito legal assim, era a câmera de ar assim.
Agora que eu entendi isso, que ia para cá. Ai, meu Deus do céu!
Artista, artista, artista!
Eles são criativos, é divertido ir na borracharia.
Eu acho que o borracheiro deve ser muito— obviamente ninguém gosta de borracheiro porque você tá com problema. Problema. Mas na minha cabeça vem sempre aquela conversa que ele fala assim, chefia, só trocando mesmo, sabe? Tem a fama do borracheiro, infelizmente permeia por uma questão histórica, né? Como taxista também tem a fama, infelizmente a gente acaba estereotipando. Mas o borracheiro, o Alê, o carro de vocês nunca, vocês podem trocar em borracheiro ou o patrocínio não permite trocar, senão você perde?
Não, troca, troca, cara, não tem escolha. E nem sempre é o de posto, né? Agora até Até, cara, acho que assim, com o tempo você vai identificando, né, alemão? Você sabe já se o pneu tem salvação, tem salvação, dependendo do que acontece, você já sabe, né?
Aí, cara, agora recentemente, e assim, para mim eu não vou em borracharia pequena, mas você vai porque o Ale viaja de motorhome, e aí você consegue ir numa borracharia tipo dentro da cidade. Eu já, infelizmente, eu tô bem recluso a só borracharia de posto e beira de estrada porque o caminhão não não entra porque é muito grande. O último caminhão que eu tava trabalhando agora era quase 20 metros, era 19,80. Então não dá para entrar na borracharia.
Às vezes você entrar na borracharia, o resto do caminhão fica no meio da rua. Então eu sempre tô nessas borracharias de beira de estrada.
Na Tanzânia agora, cara, o nosso motorhome antigo furou pneu umas 10 vezes já. Esse aqui que a gente tá viajando pela África não tinha furado nenhuma, furou só uma vez, e foi agora na Tanzânia. Rodado duplo. Então entrou uma pedra entre os pneus, eu rodei no asfalto e aí estourou, estourou um dos pneus. O outro eu segurei até uma— só que, cara, eu tava no interior, no interior da Tanzânia, atrás de um borracheiro. Achei beira de estrada, não era posto.
Encostei, cara, uns moleque assim novo, novo, novo. Aí os caras foram lá trocar o pneu, né? Não tinha, eu não tive como salvar. Então esteve foi para o lugar. Mas, cara, uns moleque assim, pensa que os cara que você vê que estavam de zoeira, brincadeira, e aí falavam em swahili, a gente não entendia. Beleza, depois virou futebol, né? O brasileiro tem esse quebra-gelo com o mundo todo. Aí corta para 2 meses depois, também conhecido como anteontem.
Já tô no Quênia. Que que aconteceu? Os moleques não prenderam direito meu pneu traseiro, deu folga nos parafusos. Aí, cara, eles não colocaram de volta os parafusos, não apertaram bem. É, eu não me dei conta na hora. Roda, roda, roda. O que aconteceu? Uma talvez micro folga estourou, quebrou os parafusos da minha roda. E aí eu tô no meio da Tanzânia, no meio do lugar nenhum, começa a dar um barulho, cara, a roda ia cair fora. E imagina, quebrou o parafuso, onde que eu vou encontrar parafuso?
Aí, cara, onde eu encostei? Posto de gasolina. E aí é isso, né, aquela questão de segurança assim. Tô rodando, cara, nosso carro laranjão rodando aqui no meio do quênia, todo mundo olhando a gente passando no interior assim. Aí eu falei, cara, preciso chegar até um posto, que é o Porto Seguro, né? Aí chego num posto, beleza, entro, encosto, começo a tentar identificar. Olhando de fora eu não tinha identificado o que aconteceu, não dava para ver os parafusos rachados por dentro.
Aí eu mexo, mexo, mexo, mexo, sai um cara lá de dentro do posto, pô, eu sou mecânico, eu te ajudo. E cara, daí perfeito, o cara, não, bota o carro lá dentro. Tinha uma mecânica dentro do posto, aí ele resolveu. Mas tudo isso para dizer que, cara, a gente tem que escolher muito bem o borracheiro, porque No caso ali eu não tinha escolha, né? Eu também não tinha, não vi, não vi que os meninos não tinham apertado direito. Foi acontecer o problema 2 meses depois, só que, cara, fiquei na mão, fiquei na mão.
E quem me salvou foi um posto de gasolina. Mais uma vez parei, do nada salta um mecânico lá de dentro, o cara resolveu para mim a parada.
A pergunta é: como reconhecer um bom mecânico?
O pneu furou, fundiu o motor.
Cara, ó, eu podia ser pago, mas eu não sou. Para gente que tá viajando sempre longe da nossa zona de conforto, o aplicativo lá, o iOverlander, acho que a povo vai concordar, cara, é Deus no céu, iOverlander na terra para tudo, né? Para mecânico, para borracheiro e tal. Quando você faz a mesma rota sempre, talvez o Lemon tenha isso, beleza, você sabe mais ou menos onde ficam as coisas. A gente que acaba indo para lugar diferente quase toda hora, a gente não tem a nossa zona de confiança ali de mecânico e tal.
Então, primeiro lugar, cara, as outras, as experiências de outras pessoas, né? E esse aplicativo é fenomenal para isso. E é basicamente assim, então, por exemplo, ontem à noite a gente tava aqui, eu comecei a ouvir um barulho estranho na roda, pensei quebrou de novo, né? Abro o aplicativo, vou atrás das experiências das pessoas. Então, cara, uma cidadezinha assim, juro, sei lá, 10 mil pessoas no Quênia. Aí achei, achei um mecânico, né?
Fui lá, bati o olho, falei, cara, super confiança. Daí o cara, eu falei, olha, eu tô com problema na roda, quebrou esses dias os parafusos e tal. Ele Não, eu vou. Ele falou assim, eu não tenho como te ajudar, nem vendo os parafusos, mas o que eu vou fazer para ti, e não vou te cobrar, eu vou tirar os teus pneus e vou ver se tá tudo certo. Pô, maravilhoso! Mas você vê na hora que o cara queria ajudar e sorriso. Eu pelo menos assim, fora o aplicativo, tem um radar para pessoa muito bom.
Eu chego na hora e você já vê se o cara tá querendo te ajudar, tá bem intencionado, não tá. Não sei se vocês têm isso assim de bater o olho, de conversar rápido com as pessoas e saber assim, cara, esse maluco quer me ajudar.
Na verdade, a gente tem que confiar, né, nesses momentos, porque A gente tem que confiar para deixar a pessoa fazer e a gente ficar bem com isso. A gente ficar desconfiado nem dorme depois.
Eu acho que volta até o que você falou no começo, para intuição. Intuição não é místico, ela é desenvolvida, né? Você vai aprendendo a sentir essa intuição. Diga, Limão.
É só que é importante, principalmente na beira de estrada, é ficar na volta enquanto o serviço tá acontecendo, não ir na conveniência, não ir no banheiro naquela hora, porque ali o cara pode pegar um pneu velho e botar no lugar e ficar com o seu. Aí pode tentar arrancar alguma coisa. Tem um posto lá na Bahia que é o Pau de Vela, fica em Santo Estevão, se eu não me engano. Esse é famoso no Brasil inteiro, cara. Nunca pare lá porque você corre o risco.
Caralho, o Limão vai dar o nome do posto que tem fama de... Caramba, tem essa fama já?
Não, mas é igual o Trevo de Ibó lá no Nordeste. Não sei se vocês já ouviram falar do Trevo de Ibó, mas é um lugar que de caminhão não se não passa depois das 5 da tarde porque tem muito assalto. E aí lá nesse posto acontece do pessoal assim, alguns mal-intencionados, separa para arrumar tipo um pneu, eles entram ali debaixo do caminhão e arranca os parafusos. Aí você anda 15, 20 metros e cai um pedaço do caminhão.
E por coincidência os mecânicos aparecem oferecendo serviço para arrumar, venda casada, né, e te cobra ali.
É, oferece, né? Oferta e demanda. Eles mesmos já providenciam a demanda.
Gera a própria demanda.
Isso. E aí a gente já fica meio esperto ali naquela região ali, tem que dar uma segurada. Melhor antes do que depois.
Já que a conversa está leve e gostosa, a gente está incentivando as pessoas, né? Mas deixa eu falar de conveniência aqui. Uma coisa que eu fiquei pensando, eu vou entrar em comida e tudo, aquela coisa de sabores, cheiro que a gente estava falando no começo, Mas algo que eu não tinha lembrado disso na pauta e me veio agora, tem uma coisa que eu gosto em postos de conveniência, é ver aquele painel de adesivos. Eu acho que é característico no Brasil. Eu não sei, eu gosto de parar para ver quem passou por ali.
Dos motoqueiros, você diz?
Motorhome, acho que todo mundo se...
Cara, eu adoro, eu fico procurando os conhecidos, eu fico meia hora ali tranquilamente.
E está aí um bom indício de um posto legal.
É, com certeza. É se esse pessoal todo tá parando, alguma coisa boa tem ali, né?
E o próprio dono, tipo, incentivar.
E eu não vou pregar um adesivo meu no lugar ruim.
E o próprio dono incentivar os viajantes a colocar ali. Então ele se importa com, né, com esse fluxo de pessoas, de viajante chegando. Então você vê, tipo assim, ah, o cara aqui, né, tá de olho nesse tipo de cliente, que é o cliente, o viajante, né?
É um bom indicativo de conveniência. E aí uma pergunta, opa, você não tem adesivo ainda, né? A gente até falou na pré-pauta, né? Você não tem os adesivos? Cadê os adesivos você e do Jorge?
Eu Tem sim, é da minha loginho.
Ah, você tem?
Desculpa, então falei abobrinha. Acho que era figurinha de WhatsApp que a gente tava falando.
É verdade, eu não tenho.
Foi mal, falha, falha aqui do apresentador. Mas a pergunta que eu tenho, antes de entrar na conveniência, quero falar dos adesivos. Mas quais são as regras não escritas? Você não tem mais espaço, pode colar em cima de outro? Ou como é que funciona? Qual é a regra dos adesivos?
Ah, eles vão derretendo, descolando, vai liberando os espacinhos.
Você tira, tá derretendo, Já tá, já tá, já passou isso aqui em 1998, né? Já deve estar até morto já esse grupo. Então eu vou tirar.
Eu vi um cara bravo um dia tirando adesivo de cima do dele, você acredita? Alguém pregou e ele chegou e tinha pregado, ele ficou puto, cara. Falta de respeito e não sei o quê. E papapai, é uma coisa para não fazer: não prega adesivo em cima do adesivo dos outros. Arranca o dele porque ele não vai saber saber onde ele pregou, como tem muitos, né? Então arranca o dele, prega o seu lá, mas em cima não deixa.
O Ale e a Pan já tiraram de alguém para colocar em cima? Não mentem.
Não, não, é sempre tem um espacinho de verdade mesmo.
Qualquer coisa você pula para a próxima janela e assim vai.
E eu acho sacanagem não colocar em cima dos outros também, nada a ver, cara. Não tem espaço, não tem.
Não, mas isso que eu falei também, eles vão, eu não sei se o pessoal tira Alguns desbota, alguns descola, porque é papel, né?
Mas sabe o que é legal desses adesivos trazendo a característica dos postos? Quando eu paro para ver, a última até não é posto, mas era uma trilha, mas tinha um painel. Era legal ver assim: grupo das motoqueiras católicas. Tem umas coisas muito surreais que você fala: tem esse tipo de grupo, sabe? Tem os cannabis viajantes, tem de tudo. Mas é verdade, vocês estão rindo é porque Realmente tem, cara. Tem as motoqueiras do crochê.
Mas tem, cara. Caio, você é o gênio, cara. Você tem que trabalhar com isso, cara. Você é o profissional de criar slogan.
Mas é legal de ver o tipo de pessoa que passa, porque postos acabam pegando família tradicional, religiosa, acaba pegando o pessoal da maconha, tudo. Acho que esse é legal de ver os anúncios.
Passa tudo.
Passa tudo.
O posto de gasolina é igual rodoviária, cabe todo mundo.
Mas os caminhoneiros têm adesivo? Porque eu sei que a Panho ali tem, trabalha com criação de conteúdo, mas os caminhoneiros têm o próprio adesivo?
Alguns criadores de conteúdo, os blogueiros geralmente têm, mas não é um negócio que é meio que padrão. Mas ele tá falando dos caminhoneiros, criador de conteúdo.
Ah, tem outro nicho, né? Tem os caminhoneiros influencers.
Tanto que tem esses dias, esses dias não, ano passado, ano não lembro, eu cheguei num posto lá no Paraná E aí eu bati o olho no cara, eu falei, cara, esse cara é aquele lá do Instagram, cara. Aí é claro que eu não falei nada com ele, mas aí eu já logo entrei ali e depois eu vi que ele tinha no boné, aí lá no caminhão dele tinha adesivo também, e ele saía pregando pelos lugares. É um jeito dele divulgar o canal dele.
Eu vou longe aqui, tá, gente? Eu não tô fumando, mas eu vou longe. Vocês aguentem agora mesmo nós aqui. E pera aí, travou todo mundo. Não, uma dúvida que me surgiu, né? E é isso também desde do motorhome do Ale, da camper van da Pam, mas existem adesivos nesse universo de sinais? Por exemplo, aquele adesivo ali é o cara do Illuminati, aquele lá é o grupo dos veganos motorhome. Tem adesivos que indicam? Deve ter sinais, deve ter um sinalzinho ali, pô, esse cara é da minha tribo. Existem adesivos que dizem?
Se existe, eu tô por fora, porque eu não conheço.
Acho que não.
Eu acho que aí vai mais para o pessoal das motos ali. Geralmente, a motoqueira que gosta de pregar adesivo. E aí ali você sempre vê os bode do asfalto e os abutre, é o mais comum com certeza em todo posto.
Mas é que o motoqueiro, tipo, se o motorhome não vai ter grupos de motorhome, né, o cara vai ter, sei lá, o adesivo do Aleida Dodo, adesivo da Pan. Os motoqueiros se reúnem muito em grupos, né, e aí tem realmente os grupos de motoqueiros que são diferentes. Aí não é só o perfil do cara, é o grupo dele, né. Isso aí tem mesmo no mundo da moto.
Mas, ô, cai não, uma curiosidade, uma curiosidade não, uma coisa que eu já já fiz. Por exemplo, eu sabia que o Churrasteio Jesse, né, o finado Jesse, infelizmente, ele tinha um adesivo pregado em tal placa, e eu sabia qual placa que era. Aí eu parei lá para ver se eu achava o adesivo dele. Cara, que coisa aleatória! Porque um dia eu tava vendo nos stories, eu vi ele pregando, e eu falei, ah, o dia que eu passar lá naquela placa, eu vou parar lá para ver se o adesivo dele tá lá ainda. Coisas aleatórias que eu faço no meio do dia.
Isso é legal.
E aí tava lá ainda.
Eu já encontrei também o adesivo dele, tirei foto. Isso é legal, né? Fica eternizado o que ele passou ali.
Sim, é bacana para caramba. Eu mesmo quero fazer para viajar agora, próximo trabalho com caminhão eu vou fazer um adesivo.
E é muito doido, né, como um simples adesivo, porque eu tô parando para pensar lugares, falando de trilha, não de postos, mas eu encontrei um adesivo de um criador que eu sigo, falei, caramba, ele passou aqui. Então dá um sentimento falar, caramba, ele também estava nesse exato momento onde eu estava. Olha que Como o adesivo gera esse... Sei lá, a Lei Adoda agora está no continente africano, que é mais remoto ainda. De repente, no Malauí tem um adesivo dos dois.
Você fala, caraca, tem um adesivo dos dois aqui na capital do Malauí. Então, é interessante como desperta o sentimento um adesivo nesses lugares. Não tinha pensado no impacto.
Eu acho que tem tudo a ver com viagem. Eu acho que é uma boa coisa para acrescentar no roteiro.
Lá no Canadá tem aquele lugar que é clássico para quem está indo para lá, Alasca, que é a Floresta das Placas, né, que é um lugar que começou com trabalhadores que estavam construindo a rodovia até o Alasca, e eles começaram a pregar a placa da cidade deles para falar de onde eles eram, tava ali. E aí virou uma cultura onde os viajantes levam placas e pregam lá. Então a gente passou lá, é um lugar gigante assim com vários postes, que é uma floresta como se fossem árvores, e muitas placas.
Então viajantes do mundo todo vão lá Canadá e pregam suas placas, né? Tem o Jesse lá também, tem vários brasileiros, e criou uma tradição legal. Galera passa lá, todo mundo lá, as pessoas até que vão fazer essa jornada até Alasca, sei lá, estão saindo do Brasil, fazem uma placa para poder chegar nessa floresta. É bem legal. Acho que Floresta das Placas que chama, fica no Canadá. É bem legal, cara. A gente passou lá assim, tem muita, imenso assim o lugar, pessoas do mundo todo.
É até bizarro, né? Eu vi um vídeo no Instagram, cara, é muito legal.
Agora, não sei se vai surgir, mas tem outros tipos de coisas memoráveis em postos? Algum posto que serve como registro além dos adesivos? Acho que não tem, né? Pensando aqui agora, ver se surgiu. Tipo, não tem um caderno de viagem, nada além dos adesivos? Não tem como você marcar que você passou por ali além disso? Tô pensando.
Ah, tem, tem, tem! Lembrei de um negócio aqui. Você entra no banheiro, os cara escreve na porta, cara. E ali, ó, põe o nome ali. Você já viu?
Eu vi no colégio isso.
Cara, tem de tudo. No banheiro masculino, cara, é muito comum. Aí tem o nome ali, aí tem o pessoal do job que coloca o telefone. É, tem de tudo dentro do banheiro, cara. Inclusive as assinaturas ali.
Olha, irmão, a premissa era uma coisa mais poética, bonita, de regiça. Você vai pro banheiro, desculpa, cara. Não, não te pedi desculpa, eu tô amando.
É gatilho mental. É gatilho mental. É que é muito engraçado, tem cada coisa besta escrita lá.
Mas grandes frases poéticas em banheiros, tá? No colégio, pelo menos. Não sei como é. Cara, volta e meia, quando eu pegava ônibus para escola, tinha umas frases assim que eu falei, caraca, ou o cara copiou do livro, mas tem umas frases filosóficas nas paredes que na hora que você tá na latrina, momento ali de se concentra, né?
Reflexão, reflexão. Aí você vai ler a frase, fica pensando, por que que esse cara escreveu essa merda.
Ai, que horror! A gente tá falando de posto de combustível, mas a gente tá vivendo uma revolução de veículos elétricos, né? Que onde essa galera abastece? Em casa? Em posto de carregamento? Enfim, mas beleza. Eu geralmente tenho um posto lá, uma estação de carregamento para você plugar seu carro na tomada para recarregar. Quando a gente tava nos Estados Unidos, a gente gravou uns episódios para o nosso canal, a gente alugou um Tesla e o objetivo era dormir 3 noites, eu acho, se eu não me engano, 2 noites no Tesla pela, ali pela região da Califórnia.
Aí beleza, quando tinha que abastecer, a gente ia nas estações de carregamento, plugava o carro, carregava, beleza. Só que tem um outro universo que o carro precisa, tipo, sei lá, limpar para-brisa, coisas que não tinha lá. Então a gente ia num posto posto de combustível. Só que posto de combustível, a utilidade para um carro elétrico é basicamente isso, né? Aí beleza, a gente chegou no lugar, a gente precisava, acho que era limpar o para-brisa, será que tava sujo?
Eu encostei um Tesla, um veículo elétrico, no lugar, no posto de combustível. Lá não tem frentista, então, né, eu desci e comecei a procurar no posto um negócio para limpar. Só que eu não era cliente do posto, afinal eu tinha um carro elétrico, cara. Do nada começa um cara, começa um estaciona e começa a nos xingar, tipo que rola isso, sei lá, meio veículo elétrico versus carro a combustão, né? Tem a galera que acha que carro, veículo elétrico é antitradição, enfim.
E o cara começa a nos xingar no posto porque eu tava num carro elétrico dentro de um posto de combustível, que eu não devia estar ali porque o meu carro elétrico até onde tinha que estar ocupando espaço de uma estação de carregamento. E eu não tenho carro elétrico, eu fiquei pensando, caramba, rola até isso então hoje em dia? Tipo, o cara sofre preconceito porque tem o carro elétrico, descer ele não pode parar no posto porque ele pode ser hostilizado, porque ele não é Kia.
Mas você sabe se é recorrente essa relação ou foi um caso atípico seu?
Não sei, não sei, não tenho carro elétrico, mas a única vez que eu aluguei um carro elétrico, usei, aconteceu isso.
Mas eu escuto muitas piadinhas do pessoal assim dos carros elétricos. É igual no mundo do 4x4 que o pessoal usou os Renegade, entendeu? Pessoal tem que arrumar um negócio Eu gosto para zoar.
Por que que o pessoal— eu sou leigo, mas por que que o pessoal usou Renegade? Porque é ruim? É cilada?
Nutella, Nutella é um 4x4 de cidade.
Ô, Caio, não, eu tenho um Opala aqui, então eu falar de carro elétrico tendo um Opala, cara, não é legal, é complicado, é sempre um bullying, é sempre um bullying, bullying automotivo, é o bullying, é isso aí. Pode respeito essa? Respeito é a sua, rapaz. Vim no posto de gasolina só para pedir gasolina comum, rapaz. Tá tirando uma na minha cara? O que que é isso? Palhaço vem no posto de gasolina só pedir gasolina comum, porra?
Limão e Ale, a gente deixou para o final, caminhando aqui, uma das melhores partes dos postos de gasolina, que é a comida, é o cheirinho do café, ou que tá muito quente ou tá frio demais, nunca tá na temperatura ideal. E inclusive falaram que tem frentista que leva cafezinho. Já aconteceram com vocês isso? O que foi essa engasgada aí, Limão?
Não, é que quando eu li isso lá no grupo, na comunidade, eu falei, gente, isso acontece? Eu fiquei assim, não. Eu não quis falar nada, mas aí eu pensei, ah, provavelmente acontece só porque— já é o preconceito falando mais alto aqui— acontece porque é mulher. Porque, cara, quando é um homem que tá sendo atendido, cara, os frentistas é só o básico, cara. Às vezes eles são legais, dão informação e tudo, mas esse tratamento excepcional aí, cara, será que porque a pessoa não comprou aquele óleo que ela ganha comissão?
Pô, o fulano lá comprou.
Não, não, não, não, não, não, é por interesse. Depois que a pessoa sai, ela vira o assunto. Eu já cheguei tipo, você viu aquela fulana que tava aqui abastecendo? Nossa, bonita, viu? Fiquei mexendo com ela ali, só que ela não me deu moral. Essas coisas acontecem. Então pode ser que os cara é gentil só para depois, a hora que a pessoa for embora, o cara ficar com o peito cheio junto com os outros frentistas lá tirando onda de uma coisa que aconteceu só na cabeça dele.
Então, gente, cafezinho não acontece, tá? É só puxar o gancho, mas cafezinho não.
O café tá lá, geralmente tem café. Aí você tem que pedir ainda, e aí tem lugar que não te dá café.
Agora que você falou, eu lembrei de uma rede de postos lá no Rio Grande do Sul que tinha aquele suco, sabe aquele suco de máquina que fica girando aquele líquido fluorescente.
Ah, caçuca tá no fundo.
E aí eu lembro que eu sempre, minha mãe sempre parava lá para abastecer quando eu era criança nesse posto, quando a gente ia para o litoral, porque era querer tomar um suquinho ali. Aí sempre do lado da bomba vinha um suquinho.
Geralmente tem água, tá bom.
Eu tô pensando, quais são os mimos e agrados quando você abastece lá com mais de um valor alto? Vocês ganham algum agrado? Tô só antes de entrar em loja.
Um pão de queijo. Aonde?
O pessoal dá pão de queijo se você abastece uma quantidade?
É, vocês não ganham raspadinha para raspar?
Para geralmente não, porque geralmente essas coisas é para carro pequeno, porque para gente eles vão ter que dar umas 10 raspadinhas, né, que é R$4.000. Aí o brinde é outro, é um prato de comida, é alguma coisa assim.
Tem uns postos que dá uma raspadinha aí, se você raspar um pão de queijo você ganha um pão de queijo, ganha café, mas não é todos, né? Algumas redes só, nem sei qual agora.
Tem a rede Frango Assado, dá um cafezinho. O Graal, se você abastecer 30 litros e mais R$8, você compra um daqueles pão de semolina. Como é que é? É semolina, não é? Aqueles grandão. E aí no Graal já tem: abasteça aqui que você ganha um pão. Aí já é um bom motivo para abastecer. Que falta de respeito é essa? Respeito é a sua, rapaz. Vim no posto de gasolina só para pedir gasolina comum, rapaz? Tá atirando uma na minha cara aí?
O que que é isso? Parece vir no posto de gasolina só pedir gasolina comum, porra.
Seguinte, Pan, Ale, Limão, falando de conveniência, não vamos deixar de falar da melhor coisa dos postos, que é a comidinha, é o cafezinho, né? Como a gente falou aqui do frentista, que às vezes, às vezes leva ou não. Mas queria saber de vocês, vocês têm alguma memória marcante de uma boa comida num posto de gasolina que marcou vocês?
Aí tinha um posto na Argentina que tinha, era uma rede, Axios, que tinha chocolate quente. Aí era frio, então para mim era sempre aquele posto. Ele não era muito bom, não tinha chuveiro, mas tinha chocolate quente.
Eu amava. Se parasse nesse posto então, chocolate quente era o motivo.
Toma banho antes e toma um chocolate antes de dormir, pô.
Eu quero fazer um somatório, né, eu acabei não falando, mas uma coisa que eu acho legal dos postos no Brasil, das conveniências, que eu acho que para mim a parte mais legal de entrar nessas lojas, né, porque além de comida, tudo mais, também tem obras de arte, tem o famoso pendrive dos sítios do momento. Tem coisas que ficaram um tempo lá desde 1980, que está lá empoeirado e ninguém tira aquilo. Eu acho que a magia da conveniência para mim no Brasil é a falsa de senso estético.
O que caracteriza para mim, acho que esse é o legal da conveniência para mim, porque você vê aquele painel que a cor se perdeu, está aquela cor que parece bater no sol e já se perdeu. Tem a questão que ao mesmo tempo deve ter um laguinho cheio de carpa, Aí do outro lado direito tem lá os pendrives. E aí eu acho que a composição das conveniências é o que torna tão legal esses espaços. Isso é o que eu acho, tá? Também tem a comida que tá ali.
Por exemplo, uma coisa que eu sempre reparo, eu amo pimenta, e toda vez eu olho lá o vidrinho e falo, cara, há quanto tempo será que eles não trocam essa pimenta aqui dentro? Eu sempre penso, será que isso aqui tá desde 1900 e bordoada? Que eu acho que é isso que é a mais— eu acho que você tem que estar com um estômago bem resistente, tá? Mas queria saber de vocês, além do chocolate quente, o que que motiva vocês a comerem em posto?
Se é que come, né? Porque eu não sei, às vezes vocês comem dentro do carro toda hora. Mas qual é a relação desses espaços para vocês? É acalento? É transgredir? É se arriscar demais?
É assim, uma coisa que vale falar, o pão de queijo, cara, ô saudade! Porque viajando fora do Brasil você não vai encontrar isso, né? E aqui, sei lá, agora a gente viajando pela África, sempre eu penso de manhã assim, cara, podia parar naquele posto ali para comer um pão de queijo. Para mim, o pão de queijo é o que eu como em posto. E aí, Edu, falou no fundo aqui que eu ia falar também as empanadas na Argentina, né? Então, YPF é uma rede de postos na Argentina que, cara, geralmente tem super estrutura para motorhome, para caminhão.
É um lugar que quando a gente viaja para lá, a gente sempre gosta de parar. E tem as empanadas que são maravilhosas também, né? Então você vê lá na YPF, daí tem Tipo, sei lá, o Ipiranga, aí tem a MPM, lá no IPF, o IPF Full. Quando você vê o IPF Full é porque tem uma estrutura de conveniência que você já sabe que vai ter empanada, né, geralmente. Então, mas para mim, hambúrguer, mas para mim a comida conforto que eu ligo a posto de gasolina é pão de queijo.
Mas na Argentina dá para comer uma meia-lua ali, né, e dá uma enganada também.
Tem em todo lugar. Uma coisa que eu tive muita dificuldade no começo da viagem, até acabei me adaptando aí de uma forma negativa, é as opções. Não de almoço, né, porque quando tem almoço tem opção, mas quando é lanche é só fritura e massa, sabe, aquele óleo velho. Aí é, então às vezes quer comer um lanche, uma fruta, um negócio, um negócio mais saudável, e nunca tem. E querendo ou não, acabei me adaptando com isso. Hoje em dia eu como bastante em experiência, mas no começo eu não comia porque eu queria comer um negócio saudável, queria ser mais fitness, né? Porque querendo ou não, não tô viajando, não tô passeando, não tô de férias.
A Rede Graal tá aí para isso. É, mas é bem baratinho, né, o pedacinho de salada de fruta, 30 conto num copinho desse tamanhozinho.
Já tá na hora de falar do hack do Graal?
Não, ó, ó, ó, tô achando que alguém mandou um email para rede.
A gente vai revelar, ó, deixa de marketing, estratégia para o final, Ale, para segurar a audiência.
Mas aí eu vou ter que dar o crédito, quem contou isso foi o Limão, eu não tinha a mínima ideia.
É bom para caramba, eu sou defensor do Graal.
Vou aproveitar essa deixa, Ale, mas quando eu conversei com o Limão no privado a primeira vez, ele falou dessa... Porque o Graal tem a fama, o Graal não está pagando a gente, mas eu gosto do Graal, tá? Eu sempre falo, cara, você paga o Graal para usar um bom banheiro.
Manda um aplauso também!
Aplaudo, aplaudo!
E aí eu falei para o Limão que assim, quando eu paro no Graal, Eu paro pensando que eu vou pagar o caro para ter um bom banheiro. Eu penso nisso, o meu dinheiro está indo para ter uma boa estrutura no banheiro. E aí teve uma vez que eu comi por quilo, que é mais de R$100 o quilo.
R$110.
O alemão falou... O alemão sabe de cabeça o valor.
É traumatizante, cara.
Aí ele falou assim, não, Carlinhos, você tem que ir no portão de trás, lá onde ninguém aparece e lá vai ser R$30 o quilo, eu não vou lembrar agora.
Tem de R$32, de R$40, vai depender de onde você está.
R$32. Aí o Limão falou no dia da sua chamada, deve ser balela, deve ser só para caminhoneiro, deve ser a carteirinha do clube dos caminhoneiros que paga lá um valor de assinatura e pode ter acesso. E aí semanas depois surgiu uma oportunidade, parei no Graal, aí eu fui lá atrás. Aí o que eu fiz? Eu fui lá na frente, no tradicional, onde as pessoas normais como a gente vai, eu perguntei, moça, não tem aqui 1kg mais barato? A moça falou, não, não tem. Ela negou a existência.
Ela não falou não, não falou.
Deve ter uma palavra secreta que você tem que dizer na pergunta que ela conta para você, sabe?
Exato, eu acho que é isso. Aí ela falou que não tem. Eu falei, caramba, o Limão deve estar maluco, né? Deve ser o Clube Carteirinha Caminhoneiro, siga bem caminhoneiro. E aí eu fui lá atrás, cara, não é que tinha a bendita porta. Ela era feia, tá? Era uma porta assim que você não imagina que tem um restaurante ali dentro. Eu entrei, cara, de R$110 foi para R$35 o quilo. Eu fiquei muito possesso aquele dia, porque eu perguntei uma coisa.
Eu entendo as pessoas não falarem assim, ah, não sei, mas perguntar eu falo. Ela negou a existência. Eu fui lá atrás e tinha o bendito almoço por R$35, cara. Eu fiquei incrédulo, mano. Você tem ideia que é R$110 para R$35 o quilo?
E a mesma comida, é a mesma fucking comida da mesma panela, cara.
Eu fiquei muito revoltado esse dia.
Tem menos opção, mas é bom, né?
Ah, mas é o menos opção, custo suficiente para você comer bem, né?
Você sabe, ela não te respondeu se tinha porque você não parecia motorista. É que você fez a pergunta do jeito errado. Você fez a pergunta do jeito errado.
Eu tenho que falar chefia? Eu tenho que falar chefia?
Põe uma chave no pescoço e fala que você é motorista.
Ou seja, vou começar a entrar de boné então nos lugares. Eu tenho que ter o quê, uma barriga para fora e deixar o botão aberto?
Deixar Melhor coisa que existe para enturmar com caminhoneiro aqui, ó, camisa de agrupamento. Cara, isso aqui resolve qualquer parada. A pessoa bate o olho em ti assim, sabe o que que é, parecia motorista.
Mas se eu comprar uma camisa do Transformers, do Optimus Prime, não resolve? É um caminhão, né?
Só que é nerd. Acho que não, acho que não. Aí fica muito, muito infantil, muito infantil. Tem que ser ou usar uma camiseta gravada também ajuda.
Ah, então essa é uma dica preciosa. Então se eu quero ser bem tratado, eu tenho que ter uma dessa.
Então se o cara vê, na verdade não, ô Cainan, é que uma marca que ajuda os motoristas a se identificar na estrada. Por exemplo, eu sou de Minas Gerais, essa camiseta aqui é do GFM, que é Grupo Facção Mineira. Mas pelo amor de Deus, gente, facção é o pior nome para escolher para botar na camiseta. Mas só que a gente sabe que é coisa de caminhão. Então tem um caminhão desenhado. Então é grupo facção mineira. Então os mineiros geralmente usam as camisetas e os adesivos do GFM.
É conhecido no Brasil inteiro. Ô, Cainan, se você tá quebrado na beira da estrada e o seu para-brisa tem um adesivo do GFM, as pessoas vão parar.
A gente falou de adesivo, você tinha negado. Então tem, então, Cacilda, tem um.
Não, Cainan, antigamente não. É que isso é outra coisa. Isso é outra coisa. Você tá identificando o grupo, você faz parte.
Então, mas é isso, é uma simbologia. Se eu sou do Illuminati, tem um símbolo lá que eles vão saber.
Se é do jeito da facção dos caminhoneiros, é que, por exemplo, eu não faço parte do agrupamento que eles falam, chama agrupamento, não sei nem se essa palavra tá certa. E aí o pessoal do agrupamento lá tem unidade, cada pessoa que realmente é do grupo tem um número. Aí quem criou o grupo é o 01. Eu mesmo não faço parte do agrupamento, eu só gosto de usar camiseta. Eu tenho umas 10 ou mais. Por quê? Porque é padrão, é a coisa mais comum. Você tá andando num posto de gasolina e vê o cara lá com a camiseta GBN, GFM.
A Pan e a Lê vão sair desse programa criando um grupo de— como é que é? Grupo, facção, agrupamento, pá, juventuras e outside facção. Tem que começar a partir de hoje, tá?
E aí tem que botar o canal do rádio, Rádio PX, que é coisa que usa muito nos caminhões. Aí, por exemplo, aqui o GFM é no 39 AM. Então se você vê outro caminhão do GFM, você muda o rádio para 39 AM, que aí você vai poder conversar com o cara ali no privado. Porque a estrada ela tem uma frequência de rádio padrão, o rádio PX, que é no 5 AM.
A gente tá indo longe demais, ô Lima.
Não, mas é legal, por exemplo, para a Pâmela e para o ter um rádio, por exemplo, no carro, porque você não precisa ficar conversando com os caminhoneiros. No 5 AM é a rádio da estrada, e aí todo mundo tá ligado no 5. Às vezes teve um acidente lá na frente, aí o pessoal reporta no rádio: falou, pessoal, teve um acidente descendo ali na frente.
Como não? Os dois têm?
Não, não tenho. Olha só, não, mas eu vou, eu vou instalar.
Dica preciosa, hein? Essa, olha, por essa eu não esperava. Ele tem uma dica do caminhoneiro que os dois criadores não tinham, hein? Por essa eu não esperava.
É o PX, aí tem que tirar a carteirinha, porque senão a PRE fecha o saco. Aí é R$50 a carteirinha, geralmente eles cobram para fazer, mas é de graça. E o pessoal cobra dos caminhoneiros, porque geralmente eles não têm a habilidade digital necessária.
A gente foi do grau do quilo para isso, meu Deus, calma.
É que era só um ponto, era importante?
Não, é sem pauta, aqui é conversa. Você tem alguma pergunta?
A camiseta ajuda a pegar carona. Eu viajei muito tempo de carona, e aí quando eu tô no posto de gasolina ou na beira de estrada, caminhoneiro não para. Mas aí se você tiver com a camiseta de grupo, aí eles falam: aquele cara lá é motorista, vou levar. E aí eles param e te ajudam.
Olha, uma boa dica. Eu gravei uma série para o nosso canal saindo do Rio Grande do Sul até o Rio de Janeiro de carona, eu e a Duda. E aí de novo, posto de gasolina era nossa estratégia de segurança, né, porque a gente Eu pensava que os caras vão parar, a gente tem a oportunidade de abordar o motorista, do cara ver a nossa placa. Então geralmente a gente pegava uma carona até um posto e parava lá. E só um caminhoneiro parou para a gente nesse trajeto todo, isso é verdade.
Não, caminhoneiro não para. A gente tem muito medo de assalto. A maioria das empresas proíbe parar para dar carona. Meu ex-patrão, que era um cara muito legal, deixava eu fazer o que eu quisesse. Aí eu sempre tava levando alguém de carona.
Gente, que universo doido! Eu só tô pensando agora todo mundo saindo, criando agrupamento dos Goldens, agrupamento dos corredores. Ideias não faltam nesse programa, viu?
Mas a gente que já tem uma comunidade, que são os seguidores, o nosso carro já é identificado. Então se você tá precisando de ajuda e você tá ali parado em algum lugar, as pessoas vão parar.
No nosso caso, eu fico maluco quando passa um motorhome por mim, cara. Eu buzino, eu pisco o farol, eu tiro foto para pegar o Instagram. É, eu tô sempre animado, eu adoro.
Carro identificado tem essa vantagem.
O Graal tem aquele meme, né, que os funcionários são na verdade clientes que não conseguiram pagar a conta, tiver que ficar lá. Mas geralmente, tipo, eu e a Duda, nós somos vegetarianos por muito tempo e hoje a gente não come carne vermelha, come peixe. E o Graal é um ponto de segurança de alimentação, a gente sabe que lá vai ter uma boa opção para comer. Né, para várias restrições alimentares. Então é caro realmente, mas para a gente é sempre um lugar de conforto.
A gente sabe, não, lá a comida a gente vai conseguir se alimentar bem quando a gente tá rodando.
E eu posso entrar com o Jorge.
Ah, verdade, não, não no restaurante todo geralmente, né, eles deixam um espaço reservado.
Isso, mas tem uma porta específica para a gente entrar, tem onde prender ele para eu me servir, eu que vou sozinha.
Até porque eu imagino que tanto a Rede Graal como outros parecidos sabem que quem viaja com cachorro assim tem um poder aquisitivo, né? Assim, é um público que não pode deixar de lado, né? Sabe que vai estar de camper.
Hoje tá mais comum receber cachorro, mas antigamente era posto todo mundo para fora, o dono e o cachorro. É, agora o pessoal tá abrindo mais a mente sobre essas coisas porque tá mais comum também, né? O pessoal não tá tendo mais filho, neném, agora é doguinho.
E aí tem que adaptar. Tem que entrar na onda.
Ô, Cainan, eu tenho uma dica sobre cozinha muito boa de restaurante, cara. A primeira coisa que você faz, se você vai almoçar, você chegou lá, você tá vendo da onde tá saindo a comida. Aí você, como quem não quer nada, você vai ficando lá para o rumo da porta da cozinha, cara. Quando eles abrem para entrar ou para sair, aí você aproveita aquela brecha que a porta tá fazendo assim, ó, para dar uma olhada lá dentro. Porque se você ver as panelas no chão e o negócio virado num barro lá dentro, cara, sai fora que a dor de barriga vem.
Mas tem cozinha que é muito limpa. Eu sou muito chato com higiene, então a hora que eu vejo que a cozinha é muito organizada, eu falo: não, aqui pode confiar que a dor de barriga não vem. Geralmente eu sempre acerto. Então fica ali perto da porta se você tá com medo do lugar, que ali você tem certeza se você vai ter que procurar outro lugar para almoçar ou se vai dar para almoçar ali, porque não vale o risco, cara. Uma dor de barriga na estrada é muito complicado. É triste, é triste.
É uma boa dica. Obrigado por partilhar essa dica do Grau e tantas outras. E em relação à comida, tem algo mais? A gente só tô vendo aqui na pauta, não sei se tem algo mais que a gente pode— ah, para encerrar, acho que de conveniência, conveniência, uma das coisas que eu gosto nesses espaços é a pluralidade das obras de arte que vendem, desde santos, tudo, e uma coisa que eu acho que mais caracteriza esses espaços é o famoso pendrive com os hits, né, para os caminhoneiros.
Mas antes de jogar para o Limão, mas a Lei Duda, a Lei Duda também, né, mas a Lei Pan, vocês chegaram já a comprar esse pendrive? Vocês nem se permitem ouvir? Vocês se consomem Spotify? Vocês nunca tiveram um gostinho de curiosidade de saber o que que toca nesse hit dos caminhoneiros?
Meu rádio nem aceita.
Seu rádio nem aceita?
É só CD.
CD, só CD, como se fosse—
caraca, CD!
Não, mas nossa, tá muito analógica, Pamela.
Não aceita pendrive, só aceita CD.
Tá 2010 agora, mas não falta, mas não falta CD para vender nas conveniências, ou na verdade falta, Kainan.
Geralmente tinha mais opção antigamente, agora tá diminuindo os lugares que tem CD. É que o pendrive tá tomando de conta, né?
O motorhome de vocês tem entrada pendrive?
Não tem, cara, não tem nem CD também.
Que isso, gente, tem não, ô louco! Gente, pensar que isso era super high-tech da época, agora mudou já o cenário. Nem hoje, caramba, como mudou o mercado!
É um cabinho que liga direto aqui, já puxa direto do Spotify e segue o baile.
Bom, então vocês não escutam CDs dos Caminhoneiros, vocês dois? Poxa, vamos abrir essa caixinha aí. O Alê, você tem que comprar um pendrive nessa África, viu? Principalmente no Quênia, cara. Você sabe muito bem das músicas que são eletrônicas, com os efeitos duvidosos, mas tem que embarcar na experiência antropológica aí nessas terras africanas.
Eu fiquei curiosa agora para viver essa experiência. Vou ter que comprar, mas tem que ser CD.
A gente dá um jeito. Você fala para audiência, joga nesse, você jogar no Instagram, seguidores, alguém me manda um ritmo escamando esse CD, posso ter certeza que vai chegar em 2 dias aí na sua casa.
Vocês já ouviram falar do DJ Wagner? Pela cara de vocês, ninguém ouviu. Nunca ouviu.
Acho que eu deveria ficar feliz ou triste não saber quem é.
Na verdade, na verdade é porque existe um DJ só dos caminhoneiros. Ele é uma celebridade, ele é uma celebridade.
Será que o DJ Wagner libera os direitos autorais para colocar trilha sonora nesse episódio?
Com certeza vocês vão saber quem é ele. Vocês já devem ter escutado, é um cara que não para de conversar em cima das músicas. Em algum, alguma vez na vida vocês já escutaram? A música tá tocando, o cara para de tocar a música para ficar conversando. Ah, fulano de tal lá de tal lugar, aquele abraço aí, fulano não sei o quê. Porque eles, eles falam, Cainan, que esse CD do DJ Wagner é o CD de horário, que é quando você tá com horário apertado, você precisa ficar acordado, ele fica ali conversando na sua orelha.
Então ele conta história da estrada que os outros mandou para ele, ele fala o nome do pessoal dos agrupamentos, aí ele, ele fala de tudo, mas é no rádio. Então existe Não, é no pen drive. Aí no CD, aí você para nos lugares, você: ô fulano, grava o pen drive aqui com as músicas do DJ Wagner para mim. E aí é um negócio que vai passando. Ele começou em 2007, eu acho. Ele é muito famoso entre os caminhoneiros, ele é uma celebridade.
Ele tá tendo uns problemas aí, serviço na conveniência, que você chega com seu pen drive zerado e pede para o cara: grava aí para mim tal.
Não na conveniência, mas como tem as lojas de adesivo, tem onde põe película, geralmente esse pessoal grava pendrive. Eu já cheguei num posto lá em Matupá, no Mato Grosso, que lá tinha um cara que todo dia ele ia pra lá com o notebook e ele cobrava R$2 por pasta. E aí os caminhoneiros querem variar as músicas, ele traz o pendrive dele e fala, ó, apaga essas aqui e põe outras diferentes. Pode ser qualquer coisa. E aí é por pasta, aí o cara escolhe 10, 15, 20 pastas.
Inclusive eu tô abrindo um negócio aí, vou levar meu notebook pra estrada e agora eu vou virar gravador de pen drive, porque fazer um extra, cara, é, vou vender pen drive.
Você tá maqueteiro aqui, ô limão, tá falando do posto, tá falando do—
É meu jabá, era pra ter guardado pro jabá, desculpa, cara.
Mas subiu trilha. Ouvintes, então falamos de postos de gasolina e tudo relacionado, desde o tipo de gasolina, o que o posto traz pra gente, um sentimento de infância ou não, ou cheirinho gostoso. Incentivamos, falamos de cachorros frentistas. Todavia, no final, o que a gente quer incentivar vocês a se inscreverem no nosso canal, se jogarem na estrada, seja de carro, de bicicleta, a pé, andando ou caronas. Pã, você como a figura feminina dessa bancada, traga pra gente dicas práticas e as suas experiências para incentivar as mulheres viajantes a também estarem nos poços, mas também fora deles, né?
Primeiramente, porque às vezes a gente já começa falando, né, dos perigos e aí já desincentiva, mas primeiramente, gente, sempre vale a pena, tá? Eu não me arrependo nem um minuto de ter saído viajar, de fazer isso sozinha, né? Mas a gente falou aqui sobre o prego atrás do pneu. Limão comentou sobre verificar o carro antes de sair. Então isso é uma das dicas. Uma coisa que eu faço sempre quando eu vou dormir em posto é eu paro em um posto para comer, para um posto antes do posto que eu vou dormir, para o Jorge fazer xixi, para eu ir no banheiro, tomar banho, tudo.
E aí eu sigo para o posto que eu vou dormir estaciono e não desço do carro. Ninguém sabe que eu tô sozinha, ninguém sabe que eu tô com cachorro. Só no outro dia de manhã que eu desço do carro. Então isso é uma das coisas que eu faço pela minha segurança. Estacionar de frente para se precisar sair, você sair. Eu acho que é isso. Chegar e conversar, sentir o clima do ambiente. Então na questão de segurança no posto para uma mulher seria isso.
Mas no geral é seguro se você toma essas providências, né? Se você estuda, se você fica sempre ligada, esperta, é seguro. Não é algo assim que vai te segurar, te impedir de viver uma boa experiência, porque se você tem um carro e tem uma profissão normal, você também vai passar por posto de combustível, você também vai fazer viagens de carro de vez em quando. Então são cuidados que a gente sempre tem, mas como vive na estrada são cuidados diários, né?
Mas em resumo é isso, assim, o posto de combustível é um lugar seguro, é um lugar que te traz conforto, que você toma banho. Então no geral é um dos lugares que eu prefiro parar mesmo, assim, mesmo que não tenha tudo que a gente precisa, né, para viver uma vida normal, né? Mas é onde a gente chega mais perto disso. Então os postos de combustível é um bom amigo para mulheres viajantes.
Muito obrigado pela partilha. E eu acho que só um somatório também, não sendo uma mulher, mas ouvindo de outras que eu já conversei, que se você tá com receio, né, vá a um posto, vai num lugar pequeno, uma cidade vizinha sua, não precisa ir tão longe, vai testando devagarzinho, né, vai para cidade do lado, dorme no posto, né, tá a uma hora só sua casa, e vai testando. Não precisa fazer até o Alasca, entendeu? Você pode começar devagarzinho e assim vai.
Achados da Mochila, aquele momento que a bancada fala onde se encontra nesse www da vida e a indicação para audiência. Limão, meu querido, onde as pessoas te encontram? O que que você indica para galera?
O pessoal me encontra no Instagram, meu Instagram lá é o Limão BR, e de dica eu vou trazer uma dica musical porque eu já trabalhei com música, eu adoro muito música. Então a forma de passar o tempo na estrada, inclusive para não dar sono, é ouvir música. Então nada melhor do que dar uma oportunidade, principalmente ali no Spotify, para os brega de caminhoneiro. Cara, é só procurar ali na barra de pesquisa, cara, é a música que você gosta gosta de escutar, mas geralmente cantada por um cantor aleatório em um ritmo muito aleatório.
É muito legal a experiência. Pode ser que você não goste a longo prazo, mas para uma experiência nova, brega de caminhoneiro e reggae do Maranhão, cara, vale muito a pena. É uma boa pedida para passar o tempo na estrada.
Alê, meu querido, onde as pessoas te encontram nas redes sociais? O que que você indica para audiência?
Bom, As pessoas me encontram no YouTube, no Instagram, é @gueralinsidebr, viajo junto com a Duda, minha esposa. Cara, dica, eu vou— a gente tava ouvindo agora recentemente, sei que ela é ativa e cativa aí no Viajante Sem Pauta, que é o podcast da Amanda, né, o que ela fez agora, Seguimos, que ficou maravilhoso, maravilhoso. A gente ouviu hoje o 4º episódio e baita trabalho, baita trabalho que ela fez, que merece ser super contado.
Legal a forma como ela trouxe a questão da imigração latina nos Estados Unidos, né, que eu acho que enfim, a gente vai colhendo coisas nos noticiários, fragmentos, mas ela contou com uma super profundidade, assim, um trabalho, cara, fenomenal, né, de ir para o México entrevistar as pessoas e acompanhar a jornada. Assim, baita trabalho que ela fez, merece ser recomendado.
O meu jabá, meu, minha indicação era dela que eu ia falar. Me fodi!
Ah, trabalho ao vivo.
E bem, como a Pâmela caiu, vou fazer o jabá dela enquanto eu aguardo um áudio dela para eu substituir. Mas segue lá no Paju Aventura junto com seu cachorro maravilhoso Jorge. E lembrando que a Pan também faz as expedições dela no grupo 4x4, que é Paju Expedições, tá bom? Então segue lá no Instagram, Se quiser fazer viagem junto com ela, principalmente se você tem cachorro, né, que eu acho que dialoga bastante, tá bom? Então esse é o xabá que eu faço para a Pajô no perfil dela enquanto eu aguardo ela mandar um áudio, tá bom?
Beijos!
E como o Ale falou da Amanda, agora vou ter que tirar aqui da cartola. Ainda bem que tinha um plano B aqui, reforçando, ouça o podcast da Amanda que tá muito bom. A minha indicação vai ser um filme que eu vi recentemente, um documentário do Sudão, que eu acho que ultimamente tem visto muita coisa por ter tido lá e pela crise que eles estão passando pela guerra, que chama Lembre da Gente, que é Remember Us, que mostra— é pesado, tá?
Você provavelmente vai chorar. Tá no MUBI ultimamente, mas de forma breve retrata sobre os conflitos, o movimento de resistência dos jovens, tudo que tá acontecendo. Então prepara o coração, tá? Porque esse eu chorava de— vejam, só vejam, tá? Até tomou daquele nervoso que eu senti.
Motivação aí no jabá.
Não, cara, é, enfim, até o tom mudou. Desculpa, gente, mas escutem, vejam esse documentário, mas para ficar animado, né? Porque realmente você vê como pegou mesmo esse documentário. Ó, obrigado, Pan, obrigado, Limão, obrigado, Ale, por ter participado. E que a gente motive as pessoas aí para os postos comer comida, comer um pefezinho, brincar com o cachorro, falar com o frentista, ganhar um cafezinho. Então Um beijo e a gente se vê numa próxima.
Valeu, meu povo!
Beijo!
Valeu, valeu! Até mais!