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OUÇA O AGRO 219 - Falta de vacinas preocupa produtores e mobiliza CNA

08 de maio de 202634min
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💉 Falta de vacinas preocupa produtores e mobiliza CNA

Com Estevão Damázio, jornalista; João Paulo Franco, coordenador de produção animal da CNA; e Emílio Salani, vice-presidente executivo do Sindan.

📻 Está no ar!

Participantes neste episódio3
E

Estevão Damázio

HostJornalista
E

Emílio Salani

ConvidadoVice-presidente executivo do Sindan
J

João Paulo Franco

ConvidadoCoordenador de produção animal da CNA
Assuntos5
  • Falta de vacinasDesabastecimento de vacinas contra clostridiose · Encerramento de atividades de empresa associada ao Sindan · Impacto na cadeia de bovinocultura e equidicultura · Ações da CNA e Ministério da Agricultura · Medidas para normalizar a situação até o final do ano
  • Clostridioses em animaisSintomas da doença: morte súbita, inchaço muscular, dificuldade de andar · Evolução rápida da doença · Confusão com outras causas de morte (cobra, planta tóxica) · Importância da vacinação estratégica e protocolos sanitários · Cuidados na propriedade: higiene, descarte adequado de carcaças
  • Mercado de saúde animal no BrasilFaturamento do segmento de saúde animal · Participação de diferentes espécies no faturamento (boi, companhia, aves, suínos, aquacultura) · Estrutura do Sindan e número de associados · Complexidade da produção de vacinas veterinárias · Controle regulatório do Ministério da Agricultura
  • Lições e proatividade no setorA pior vacina é aquela que não existe · Importância da governança sanitária · Abertura de diálogo entre setor produtivo, indústria e órgão regulador · Calendarização e liberação mensal de vacinas · Otimismo com a estabilidade de produção e distribuição
  • Culinária BrasileiraSistema sanitário brasileiro eficiente · Reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa · Ausência de risco de contaminação para o consumidor · Qualidade da carne bovina brasileira
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O primeiro ponto importante que se diga é que é uma doença que evolui muito rápido. Então, às vezes, o primeiro sintoma que o produtor identifica é a morte súbita do animal. Ou seja, ele viu, quando ele viu, já foi, já morreu.

Olá, bem-vindos, bem-vindas a mais um Russo Agro. Nos últimos meses, produtores de todo o país vêm enfrentando dificuldades para encontrar vacinas. Como proteger, então, o rebanho nesse cenário? Hoje, vamos entender o que está acontecendo e o que está sendo feito com o João Paulo Franco, coordenador de produção animal da CNA, e com Emílio Salani, vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Saúde Animal.

Ouça o Agro, o podcast do Sistema CNA Senar. Não esqueça de se inscrever no nosso canal do YouTube, no Spotify ou no seu tocador de podcast favorito. Emílio, prazer recebê-lo. Tudo bem? Bem-vindo. Prazer é todo meu, Estevam e João. João Paulo está fisicamente ao meu lado. Bem-vindo, tudo bem? Tudo, João. Emílio, a situação de fato é preocupante. O que aconteceu com a oferta dessas vacinas?

Na verdade, nós tivemos dois eventos concomitantemente. Primeiro, o encerramento das atividades de uma empresa associada ao Sindan, que tinha mais de 40% de participação neste mercado.

correto, com a vacina bem posicionada, por questões estratégicas, a empresa fechou a linha destinada a grandes animais, continua operando no Brasil normalmente, apesar de nós trabalharmos com biologia, sabemos que não há ciência exata, essa decisão é uma decisão mais estratégica do borde da empresa. Isso quando ela sai a...

uma reacomodação dos outros concorrentes, dos outros participantes. Só que isso demanda um determinado tempo. Lembrando que a vacina contra as clostridiose tem um, nós chamamos de lead time, de um tempo de produção e controle que varia de quatro a cinco meses. Interessante, mas é então um problema pontual, não estrutural? Este problema é pontual.

um grande player no mercado encerrou suas atividades aqui no Brasil e iniciou as importações com a mesma qualidade, o mesmo volume, tudo perfeito. Só que essas viradas de chave não são assim como a gente pensa. Encerro aqui e começo ali. Então nós entendemos que esses dois eventos, mais um evento paralelo de menor monta, que é uma ação regulatória em um outro...

associado, trouxe a gente para essa situação pontual de desabastecimento que nós estamos buscando sanar agora até o final do ano. Daqui a pouco nós vamos abordar o caminho, ou os caminhos que todos possamos trilhar para normalizar a situação. João, como é que a SNA está acompanhando isso? Está ajudando também a tentar resolver?

Bom, Estevão, isso, como o Emílio bem colocou, é um assunto que não começou esse ano. Essa decisão dessa associada do Sindan, ela...

foi em 2025. É importante dizer que não é só a clostridiose, ela produzia outras vacinas, e isso impacta não só a cadeia de bovinocultura, mas bovinocultura e equidicultura também. Então, no passado, lá em 2025, a gente já...

começou a articular reuniões com o próprio Sindan, com o próprio Ministério da Agricultura, para entender como poderia ser feito para reduzir esse impacto que já estava posto naquele momento, quando a empresa decidiu parar com a atividade na linha de grandes.

Então, a gente tem buscado articular, tanto junto com o Sindan e ao Ministério, em conjunto com o Sindan, na verdade, e o Ministério da Agricultura, para entender como a gente pode minimizar os efeitos, os impactos, dessa redução de disponibilidade da vacina no mercado. É interessante, Emílio, daqui a pouco a gente volta a bater um papo aqui com o João. Esse mercado...

é muito grande no país. O senhor citou e me chamou a atenção, na primeira fala, as concorrentes. Até se uma grande empresa decide deixar de lado a produção de vacinas de cunho veterinário para grandes animais, obviamente vai ter um baque no mercado. Esse mercado é muito grande, são mais ou menos quantas empresas que atuam aqui no Brasil. Só para a gente ter uma ideia.

É muito bom a gente contextualizar como está estruturado o segmento de saúde animal. Nós temos um faturamento hoje. É interessante que o Sindan, o primeiro, tem 83 associados. O Sindan faz uma leitura que ele tem 90% do PIB veterinário. 83.

O Ministério apregou mais de 200 CNPJs operando com saúde animal. Só que aí tem as questões de importadores, distribuidores e algumas duplicidades. Então a gente sempre trabalha com o nosso número de associados, 83, e nós coletamos informações mercadológicas.

Ainda estamos aprimorando as nossas pesquisas de mercado e nós colhemos um número que varia de 12 a 13 bilhões de reais de faturamento exclusivamente de quimioterápico.

e outros produtos, e produtos biológicos, as vacinas. Não entra nessa conta ração e não entra mineralização também. Então, nós podemos dizer que nos últimos anos a gente tem um crescimento acima de dois dígitos, puxado por animais de companhia e...

Nós temos expectativa desse ano de 13 a 13, alguma coisa, bilhões de reais de faturamento. Isso tem uma característica importante. Isso é líquido e preço indústria. Não é preço cooperativa, revenda, distribuidor, nem nada. É o preço...

que a mercadoria sai da indústria. Então esse é o tamanho do segmento de saúde animal. Só para contextualizar e pormenorizar para quem está nos ouvindo, 50% a 52% deste faturamento é boi. Metade. O restante dividido em animais de companhia, aves suínos, e num crescimento vertiginoso, aquacultura também, peixes.

Daqui a pouco a gente volta a conversar com o João. João, tu deixa eu explorar um pouquinho o Emílio, porque ainda em relação à primeira fala do senhor, também me chamou a atenção de que até o final do ano estamos tomando medidas necessárias para normalizar a situação. Na prática, para que o produtor, o criador nos entenda, que medidas são essas nesse momento?

A medida foi, inicialmente nós fizemos uma reunião e a gente fica sempre na linha cinza, respeitando aquilo que é legal, coletando informações de produção e importação dos associados. Não podemos esquecer que essas são ferramentas estratégicas desses senhores. Então eles fornecem essa informação ao Sindan. A primeira atitude é compilar.

para que a gente não exponha dados de um ou outro, e nós falamos para ele, o mercado está desabastecido, e pelo histórico está desabastecido, enquanto a gente olha os dois anos que passaram, e a nossa comercialização fica entre 140 e 160 milhões de doses. Isso é couro de boi, de bezerro desmamado, de revacinações anuais?

Não, isso é o que vai procuro do animal, mais os estoques estratégicos em revendas e cooperativas que nunca zera. Mas estamos falando em milhares de entes que trabalham comercializando produto veterinário. É cadeia de frio, é restrito, mas quando você soma todos, o estoque de segurança, o estoque estratégico que tem no mercado é bastante significativo.

Então a gente sempre apregou que para a gente trabalhar em mar calmo, a gente precisa de 140, 160 milhões de doses. E a gente nunca esquece o que vem atrás de uma vacina dessa. Inocuidade, esterilidade e potência. Esses itens de segurança, o que me traz um pouco de tranquilidade hoje, são tempos difíceis, mas é que em momento nenhum alguém questiona a necessidade de te下 te下 te下 te下 te下 te下 te下 te下 te下 te下 te下 te下 te下 te

Ou a qualidade da vacina comercializada? Questiona-se realmente a falta. Então a gente senta com esses players, com esses associados, eles nos informam, a gente compila essas informações, passa para o mapa.

E eu tomei uma decisão como representante setorial em mandar para a CNA, buscando o chapéu representativo maior, porque nós também estamos aprendendo a trabalhar na área veterinária com rede social.

com pod, com zoom, com vídeos, e não é muito simples você controlar isso hoje. Então, estão todos avisados, pessoal, eu estou falando com a CNA, municiando a CNA, passando as planilhas para a CNA, e todas essas planilhas que a CNA recebe é de comum acordo com o Ministério da Agricultura.

Então o Ministério está ciente do que nós estamos fazendo e o Ministério toma as atitudes para poder, ou seja, concretizar aquilo que nós estamos propondo de uma maneira segura, eficiente e que amanhã a gente não venha perder standard sanitário, defesa, animal protegido lá na ponta. Isso é muito importante, né? Comércio Internacional, acabamos de...

formalizar o acordo União Europeia-Mercosul. É interessante, João, como o Emílio coloca estrategicamente o posicionamento aqui da CNA, como um player importante desse processo. Eu extraio dessa fala do Emílio a palavra coordenação, união, organização. Como é que vocês estão trabalhando isso aqui dentro? Representando o segmento agropecuário.

É assim, Estevão, como eu disse na tua primeira pergunta, ela não é uma ação que começou hoje. No ano passado, quando o Emílio começou a identificar essa possibilidade, essas conversas já começaram a acontecer e a gente começou a trazer dos estados.

das federações, ou seja, os sindicatos buscam as federações nos estados, as federações entram em contato com a CNA e a gente articula isso, tanto com o Sindan quanto com o Ministério da Agricultura. Então esse é um ponto extremamente importante. Quais são as medidas? O que nós estamos fazendo? Para que nós estamos olhando?

Então, a conversa com o Sindan, para que eles possam redirecionar as doses de vacina para estados que estão menos abastecidos, olha, nós estamos tendo problema no estado do Mato Grosso do Sul. Emílio, e aí, como é que está? Ó, tem uma partida que está saindo já para a semana que vem. Nós vamos amenizar esse problema do Mato Grosso do Sul. Ou esse estado já está melhor abastecido, qual é o estado que nós vamos priorizar agora? Então, essa é a comunicação.

Sindicato, Federação, Federação, CNA e a CNA, junto com o Sindani, junto com o Ministério da Agricultura, o objetivo é comum. É uma cadeia muito sólida. Exatamente. É o que nós podemos fazer de melhor para atender tanto a cadeia de bovino, ovino e equidicultura.

Você está acompanhando hoje, principalmente você, produtor, esse gerenciamento muito importante de um desabastecimento que eu presumo, me corri se eu estiver errado, viu, doutor, momentâneo, do que o João falou. Você tem alguns caminhos que já estão sendo trilhados, direcionamento das doses para regiões de maior demanda. Isso já está acontecendo, Emílio? Exatamente. Do como nós recebemos esse input, e depois nós下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下 Analysis te下

nós temos um diretor técnico que entra em contato com cada um dos diretores comerciais desses sete players, desses sete associados que militam nesse subsegmento e fala, olha...

Tal lugar, tal zona, no estado tal, eles estão demandando. Eles apregou que tem uma falta de 300, de 250. Qual que é a nossa ideia hoje? É a venda racionalizada, pulverizada. Aquela venda bastante direcionada. Hoje se você abrir...

a boca dizia que tem 5, 10 milhões de doses de vacina contra clostridium, nós temos alguns entes comerciais que compram à vista rapidinho todo esse estoque. Só que ele não vai resolver o problema que nós enfrentamos, que é um problema sanitário, que é o quê? Proteger o maior número de animais no espaço mais curto de tempo. Numa das reuniões que nós tivemos presentes,

Um colega do Rio Grande do Sul disse, Emílio, cuide que a gente desmama, é uma época de desmame, mas nós vamos desmamar todo mês animais de agora até dezembro. Tirante animais que vão entrar para confinamento, tirante animais que vão ser revacinados, a gente sempre procura...

sempre procura direcionar a vacina para aquela zona mais crítica. Lembrando, Estevam, nós não envolvemos comercialmente, nós apenas sugerimos aos nossos associados que direcionem.

as suas comercializações, as suas vendas para esses... Nessa reunião que eu estive, eu coloquei o meu celular, o celular do diretor técnico, os e-mails, para facilitar tudo isso. A gente vê algum arrobo, algum nervosismo, algum frisson, alguma subida de tom aqui ou ali, só que a gente já tem uma certa experiência. A gente já administrou outras faltas no passado.

E nós esperamos que essa a gente venha passar rapidamente. E uma coisa que é fundamental, Estevam e João, nós nunca discutimos, nós já discutimos aftosa, discutimos brucellose, discutimos raiva de herbívoros, mas nós nunca discutimos falta de vacinas para clostridios. É a primeira vez que nós estamos discutindo. E que todo mundo tenha bastante consciência da robustez que é.

o portfólio e a conscientização do produtor da profilaxia, da proteção antecipada do seu animal. Ele demanda o produto.

Mesmo com a saída da fitosa, né, João? Que era um sinal de interrogação para nós, como ficaria essa percepção sanitária na cabeça do produtor brasileiro? Já vem um alento do campo que ele está atento. Tudo bem, tudo bem que hoje nós temos uma relação custo-benefício, quilo-bezerro, quilo-boi e mercadoria veterinária, bastante saudável. Mas...

Eles estão conscientes da necessidade e da importância do produto. Não vejo, pelo menos num curto espaço de tempo, risco de nós perdermos essa conscientização e manter o rebanho protegido.

Isso é muito importante. Antes da gente sair para o intervalo, entre as informações que estão chegando, que vocês dois estão trocando, por exemplo, tem uma região hoje que preocupe mais, João, com a experiência que você tem, até de coordenação? O que acontece é o seguinte, Silvio, é o que o Emílio falou. O momento é crítico.

Por quê? Porque, veja só, a vacina é a base sanitária, de proteção sanitária para esse animal. Qual é a categoria que está mais susceptível, que é mais susceptível a isso? A gente costuma dizer que são jovens. E nós estamos num momento de desmane.

de entrada de confinamento. E esses dois momentos, eles causam estresse no animal. Então eu estou tirando o bezerro do pé da vaca, estou levando ele para outra propriedade, ele já não tem o leite, vai ser só o pasto, o boi está saindo do pasto, vindo para o confinamento. Então eu gero uma carga momentânea de estresse nesse animal, uma redução imunológica.

Então a vacina, ela entra como uma chave aí, ela vem com a galinha dos ovos de ouro, é a proteção basal que eu tenho do meu rebanho. Então esse é um momento de maior dificuldade. Por isso a gente tem batido muito que o momento é crítico.

Por quê? Porque estamos na desmama e início de confinamento. É o período de maior demanda pela vacinação. Onde? No Brasil inteiro. Entende? Então, se a gente falar, como o Emílio colocou, a questão do confinamento. Sim, eu tenho estados que têm um número de animais confinados mais robusto do que outros. Mas eu confino boi no Brasil inteiro.

Eu tenho vaca parindo e desmamando o bezerro no Brasil inteiro, entendeu? Por mais que eu tenha períodos, eu faço estação de monta e eu tenho, a maior parte do meu rebanho está desmamando ali em maio, mas eu tenho vaca desmamando o ano inteiro, tem produtores que ainda não fazem estação de monta e desmamam o bezerro o ano inteiro. Então essa é uma demanda constante, constante no país.

Momento crítico, mas neste primeiro bloco, eu acho que você percebeu que as atitudes vêm sendo tomadas desde o ano passado, como frisou o João Paulo. O Emílio já destacou aqui esse sistema de coordenação e planejamento. Então, vamos dar um tempinho agora, informações interessantes que nós produzimos. No segundo bloco, a gente vai falar um pouquinho dos sintomas e outras medidas que o pecuarista pode adotar nesse contexto. Daqui a pouco a gente volta.

Você sabia? Embora não sejam transmitidas entre animais, as clostridioses costumam atingir animais jovens que passaram por algum estresse. Ao se desenvolverem no organismo, essas bactérias liberam toxinas potentes. Responsáveis por doenças graves. Manqueira. Tétano.

e botulhismo. Na maioria dos casos, não há tempo para reação. A morte súbita costuma ser o primeiro sinal, gerando prejuízos diretos ao produtor.

Mas a vacinação estratégica, com protocolos corretos e reforços em dia, protege o rebanho. Ela garante a continuidade e a produtividade na fazenda. Estamos de volta, hoje batendo um papo com o Emílio, com o João Paulo aqui. E nós abrimos o primeiro bloco. O Emílio agora eu vou abrir com você. João Paulo.

Quais os sintomas, melhor dizendo, dos animais infectados? Vamos lá, Estevam. Quando o assunto é clostridiose, o primeiro ponto importante que se diga é que é uma doença que evolui muito rápido. Então, às vezes, o primeiro sintoma que o produtor identifica é a morte súbita do animal.

Ou seja, ele viu, quando ele viu, já foi, já morreu. Mas esse animal, durante esse período anterior à morte, ele pode ter inchaço de musculatura, a famosa manqueira, dificuldade de andar, distúrbio neurológico, mas, é como eu te disse, ela é uma doença que evolui muito rápido, e por isso ela é conhecida como morte súbita.

Então, quando você percebe, morreu. Em algumas regiões, isso às vezes até é confundido com cobra. Ah, a cobra pegou, porque morreu muito rápido, entendeu? Então, o produtor precisa estar sempre atento e com o seu protocolo sanitário em dia.

Agora é interessante que é uma doença que passa de um animal para outro ou não? Então, veja só, quais são os cuidados que eu preciso ter dentro da propriedade? Então, primeiro a higiene, a vacinação, o protocolo sanitário em dia. Se eu tiver morte de animais dentro da propriedade, descartar adequadamente essa carcaça, eu não posso deixar ela jogada no meio do pasto, simplesmente por um buco. Então eu tenho que ter um descarte adequado.

Isso tudo me deixa o meu sistema mais protegido, mais robusto.

Uma base nutricional adequada, a gente falou no bloco anterior, sobre a questão imunológica do animal. Então, meu pai tinha um ditado que ele dizia que 70% da raça entra pela boca. Se um animal bem nutrido, bem cuidado, ele é um animal mais resistente. Tira você o que você come. Menos susceptível a doença. Então, esses são alguns cuidados que o produtor precisa ter, ele pode e precisa ter dentro da propriedade.

Voltar a conversar com o doutor Emílio. O doutor Emílio ficou... O senhor é veterinário, quer falar algo? Eu posso direcionar essa pergunta também para o senhor. Eu gostaria de ouvi-lo. Eu acredito que o João cobriu muito bem, mas lembrar que nós temos hoje uma série de eventos que concorrem para um diagnóstico de prostridiosas.

E é fundamental, obviamente, a manutenção desse estándar sanitário, as medidas de higiene, as mineralizações, a destinação das carcaças, evitar as confusões com planta tóxica, raio, cobra e etc. Mas é fundamental entender que as vacinas brasileiras, elas variam de 7 a 9, 10 valências.

de clostrídeos e enterotoxemia em uma mesma dose de 5 ml. Isso é fundamental entender a complexidade de se produzir.

zelo que tem que se ter no manejo dessa vacina da revenda até a propriedade da propriedade, ou seja, da geladeira da propriedade até o couro do boi. Isso é fundamental, é um produto nobre, é um produto controlado, com duplo cheque, controlado pela indústria e pelo governo brasileiro. O governo verifica os itens que a indústria...

Disse que controlou que a lei obriga e quais foram os índices atingidos por essa partida, partida a partida. E nós estamos falando...

num volume de 140, 160 milhões de doses, de comercialização anual, se você partir de 5 ml, você tem milhares de litros de vacina estéreo produzida, transportada de 2 a 8 graus, um canal de comercialização e armazenamento super capacitado e desenvolvido, ou seja, todos os pontos, todos os pilares de segurança.

para que o proprietário possa executar o seu manejo, manter os seus animais sanitariamente protegidos, é fundamental. Importante, nós iniciamos há muitos anos atrás com uma vacina, o Jó acho que era menino ainda, nós tínhamos a vacina de Clostridium Chove, com manqueira, que era uma vacina monovalente.

E com o aparecimento de outras enfermidades, com a necessidade de outras proteções, com a melhoria do diagnóstico, nós fomos colocando outras valências.

nessa vacina e complementando essa vacina com duas anatoxinas trazidas no exterior, um dos polos de fornecimento é a África do Sul para o botulismo que também o João falou é fundamental, você só vai ver a hora que morreu

E é fundamental para o pessoal entender perfeitamente que tem que manter a mineralização, tem que manter a vacinação. E a destinação dessa carcaça, desse animal que morreu no pasto, é fundamental.

Agora, se já é um rebanho, bem nutrido, vacinados, adultos vacinados, nós vamos ter tempo de fazer essa calendarização, essa entrega mensal de vacina, para que todos, sem o fogadilho, sem nada, possam obter seu produto da melhor maneira possível e efetuar a imunização dos seus animais, a proteção dos seus animais.

Eu estou assistindo falta, neste nosso bate-papo aqui, de um ente importante também nessa cadeira. A gente está falando de técnicos da indústria farmacêutica, de entidades representativas como a CNA. E o consumidor? Seu João, como é que o consumidor fica nessa? Os consumidores de carne brasileira, que a carne brasileira é deliciosa, precisam ficar preocupados com algum risco de contaminação ou não? Estevam, ponto extremamente importante esse.

O primeiro ponto que a gente deve ressaltar para essa resposta é o sistema sanitário brasileiro é extremamente parrudo e eficiente. Não por um acaso. Nós estamos fazendo um ano agora de reconhecimento pela onça de país livre de febre afetosa. Isso significa... Sem vacinação. Sem vacinação. Isso significa que foi feito um trabalho muito robusto.

pelo produtor, pelo ministério, para que a gente chegasse a esse status. Quando a gente olha para essa questão das clostridioses, não, o produtor não precisa ficar preocupado, ele não precisa reduzir o consumo, porque esse produto não chega para o consumidor. Então não há risco nenhum com relação ao consumo da carne bovina hoje no país.

De certa forma, o João antecipou uma pergunta que eu acho que pode fechar bem esse nosso encontro aqui. Emílio, quais as lições que a gente tira? E, com a sua experiência, esse episódio mostra uma certa fragilidade do sistema de defesa nacional que nós precisamos fazer para evitar novos desabastecimentos. Por favor.

Bom, primeiro trazer a frase antiga, né, que aprendemos com os nossos líderes que nos treinaram na indústria, que a pior vacina é aquela que não existe. E nós temos que lembrar, desde o cão até o equino, que o João comentou no início, que também está passando por um ajuste de abastecimento para algumas enfermidades, que é muito robusto.

O parque industrial é muito robusto, o sistema de comercialização é muito robusto, o sistema regulador, o ministério fez as ações, seja no quesito regulatório, seja no quesito observação da sistemática de controle dessa vacina, que o ministério, ele olha o problema do abastecimento, mas ele não deixa.

de tirar de cima da mesa a questão da segurança. Para ele é fundamental que isso se mantenha. E nós vamos passar a olhar o negócio de proteção de rebanho como um todo, baseado em governança.

sanitária. Nós temos que olhar como que está a situação de abastecimento desse país. Obviamente, ninguém aqui trabalha sem um objetivo comercial. Todas as indústrias, obviamente, pagam seus impostos, seus funcionários.

gera riqueza para o país, e aí a gente observa a questão, essa questão da comercialização. Mas nós vamos abrir bastante conversa entre nós para tentar ser muito mais proativos e antecipar qualquer possível falta de vacina. O João falou uma coisa muito importante no começo da fala dele.

Desde quando teve os primeiros problemas em 25, a gente já acendeu a luz amarela e agora nós tivemos alguns eventos bem pontuais que transformou essa amarelinha em vermelha.

Mas nós vamos voltar essas cores para o verde, vamos continuar abastecendo o nosso país, porque é muito bacana, Estevam e João, a gente apregoar, vender a imagem do nosso país, que a gente mantém muita sustentabilidade, a gente leva muita alimentação para fora, para dentro do país, enfim, tudo isso é muito bacana, mas temos que ter órgãos representativos.

que tem a postura que a CNA tem, que a primeira coisa é bater na nossa porta e chamar e falar, vem cá, vamos conversar. Antes deles falarem qualquer coisa, eles batem na porta do Sindan, eles sabem com quem falar, eles têm o canal de comunicação. E nós respeitarmos essa representatividade,

E não esquecemos que o órgão regulador está ali do lado. Este mercado é o que é devido a esse tripé da representatividade, do setor produtivo, da indústria e do órgão regulador, que é o Ministério da Agricultura. Às vezes...

Estevam e João, a gente faz correlação com o humano, você analisar a fundo, você vai ver a robustez que se tem na produção de vacina para a área veterinária, para a área de saúde animal. Desde uma vacina para tilápia...

há uma vacina para furão, para gato, para esse tipo de animais de companhia. Então, tudo isso aí está muito bem desenhado, é um mercado excelente, nós não estamos tendo nenhum tipo de problema, é muito pontual aparecer algum problema aqui ou acolá de resíduos, o Ministério da Agricultura é muito rígido conosco.

João está aí, nós já participamos de câmaras, associações, instituto, a gente está em todos esses locais, sempre levando a informação da maneira mais transparente possível. É problema? Sim. Vamos resolver? Sim. De que maneira? Assim.

Então a gente já colocou para a CNA e para os principais entes como nós vamos calendarizar e vamos liberar as vacinas mensalmente para que não haja nenhum pânico e todos possam acessar essa vacina no futuro bem próximo e buscarmos evitar esses problemas para o futuro. Estou batendo a madeira aqui também, bate a madeira aí. O verbo antecipar deve ser cada vez mais conjugado. Para fechar.

Seu João Paulo, Luz Verde em nível nacional esse ano ainda está otimista depois dessas explicações do cara Emílio? Sem sombra de dúvida, não tenho dúvida nenhuma quanto a isso. As ações, como a gente já colocou no início, as ações possíveis de serem tomadas já foram tomadas, já estão em andamento.

Como o Emílio colocou, já tem um cronograma que agora, para o meio do segundo semestre, a gente imagina já ter uma estabilidade na produção e na distribuição de vacinas, o que traz uma segurança para o nosso setor produtivo, né? Seja bovinos, seja equinos, seja ovinos, isso traz uma segurança maior para as cadeias produtivas.

Muito obrigado pela participação, João Paulo, parabéns pelo seu trabalho. Doutor Emílio, muito obrigado também, agradeço a participação, não faltarão oportunidades, e fala mais do cunho preventivo nas próximas. Tomara, Oxalá, muito obrigado, parabéns. Sempre à disposição esteve, João, obrigado pelo convite. Nós voltamos com mais um Ousso Abre semana que vem, pessoal. Tchau, tchau.

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